{"id":26191,"date":"2015-12-29T00:00:00","date_gmt":"2015-12-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/expansao-maritima-4\/"},"modified":"2026-09-01T18:00:50","modified_gmt":"2026-09-01T18:00:50","slug":"expansao-maritima-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/expansao-maritima-4\/","title":{"rendered":"Expans\u00e3o Mar\u00edtima"},"content":{"rendered":"\n<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima &#8211; O que foi<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima\u00a0<\/strong>ocorreu em duas ondas distintas.\n\nA primeira, de 1415 a 1600, sob hegemonia de Portugal e Espanha, e a segunda, entre 1600 e 1800, sob a hegemonia da Holanda, Inglaterra e Fran\u00e7a.\n\nA retra\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XIV na Europa foi decorrente do monop\u00f3lio de especiarias e artigos de luxo pelos italianos e \u00e1rabes, al\u00e9m do processo de superprodu\u00e7\u00e3o e subconsumo do mercado, esgotamento das jazidas de metais da Europa, a Guerra dos 100 anos e das pestes do Oriente.\n\nA sa\u00edda para a crise surge com as grandes navega\u00e7\u00f5es, onde homens partem para grande aventura dos mares, carregando um imagin\u00e1rio ainda medieval de lendas e monstros.\n\n<strong>Os objetivos desta expans\u00e3o eram:<\/strong>\n<blockquote><strong>a)\u00a0<\/strong>atingir o centro fornecedor de especiarias, acabando com o antigo monop\u00f3lio<strong>\nb)<\/strong>\u00a0ampliar o mercado consumidor, sintonizando produ\u00e7\u00e3o e consumo<strong>\nc)\u00a0<\/strong>conquistar novas jazidas minerais.<\/blockquote>\n<strong>A PRECOCIDADE DOS PORTUGUESES NA EXPANS\u00c3O<\/strong>\n\nDiversos fatores concorreram para que este pequeno pa\u00eds tomasse a dianteira do processo expansionista, como a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica favor\u00e1vel; a tradi\u00e7\u00e3o pesqueira; o contato com os mouros que traziam tecnologia n\u00e1utica e divulgavam a filosofia grega Tc\u2026, no entanto, o principal motivo desta fase mercantilista lusitana se deve a sua condi\u00e7\u00e3o de primeiro Estado centralizado da modernidade.\n\nO processo de centraliza\u00e7\u00e3o portuguesa est\u00e1 ligado as guerras de conquista (a\u00e7\u00f5es militares dos crist\u00e3os influenciados pelas cruzadas com objetivo de expulsar os mu\u00e7ulmanos da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica).\n\nOs reinos cat\u00f3licos de Le\u00e3o, Castela, Navarra e Arag\u00e3o pediram aux\u00edlio aos Borgonhas franceses liderados por Raimundo e Henrique que dominaram judeus e mouros da parte ocidental da Pen\u00ednsula, e foram recompensados com o casamento com as filhas do rei Afonso de Castela, al\u00e9m de terras.\n\nHenrique casado com Teresa fundou o Condado Portucalense, e seu filho Afonso Henrique estabeleceu a independ\u00eancia de Portugal se tornando seu primeiro rei.\n\nDois s\u00e9culos depois, um descendente remoto do primeiro rei, D. Pedro I morre deixando dois filhos. Um leg\u00edtimo D. Fernando e um bastardo D. Jo\u00e3o (Filho da amante famosa dona In\u00eas de Castro).\n\nD. Fernando ao assumir, inicia uma pol\u00edtica perigosa de aproxima\u00e7\u00e3o com o reino de Castela, casando com uma nobre de Castela, Dona Leonor Telles, e prometendo sua \u00fanica filha, Beatriz, em casamento ao rei de Castela.\n\nAp\u00f3s a morte de D. Fernando, a burguesia assustada com a possibilidade do casamento de Beatriz significar o retorno de anexa\u00e7\u00e3o de Portugal por Castela, acaba realizando a revolu\u00e7\u00e3o de 1383-1385, onde na Guerra de Aljubarrota, destrona a rainha, colocando no poder D. Jo\u00e3o I, mestre de Avis, primeiro rei absolutista da modernidade.\n\n<strong>CICLO ORIENTAL DE NAVEGA\u00c7\u00c3O \u2013 PORTUGAL<\/strong>\n\nEste ciclo apresenta duas etapas distintas. A primeira com objetivo de devassamento do litoral africano foi articulado pelo infante D. Henrique, fundador da Escola N\u00e1utica de Sagres. Nesta fase tivemos 4 reis (D. Jo\u00e3o I, D. Duarte, D. Pedro II, D. Afonso V). Acontece o contorno do Cabo do Bojador por Gil Eanes (1433); a descoberta das Ilhas Atl\u00e2nticas; e a chegada em Guin\u00e9.\n\nCom D. Jo\u00e3o II inicia a 2\u00ba fase de busca do caminho para \u00e0 \u00cdndia, e financiado pela burguesia, contrata Diogo C\u00e3o para descobrir o contorno da \u00c1frica, e apesar deste n\u00e3o conseguir, atinge o Congo e Angola. Bartolomeu Dias consegue definitivamente o p\u00e9riplo africano contornando o Cabo das Tormentas (Cabo da Boa Esperan\u00e7a \u2013 Atual Cidade do Cabo).\n\nNo governo de D. Manoel I, o venturoso, acontece a chegada de Vasco da Gama em Calicute na \u00cdndia; o descobrimento do Brasil por Pedro Alvares Cabral em 1500 e a chegada dos portugueses no extremo oriente, apesar da aproxima\u00e7\u00e3o do monarca portugu\u00eas com a burocracia aristocr\u00e1tica e a marginaliza\u00e7\u00e3o da burguesia.\n\n<strong>Expans\u00e3o Portuguesa<\/strong>\n\nO reino portugu\u00eas existia desde 1139. Surgiu, juntamente com outros quatro remos crist\u00e3os no atual territ\u00f3rio da Espanha, durante a guerra de Reconquista, movida pela nobreza para expulsar os \u00e1rabes da pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Mas Portugal foi um reino tipicamente feudal, em que o poder era partilhado por in\u00fameras autoridades locais. Sua unifica\u00e7\u00e3o completou-se em 1385, quando a burguesia portuguesa, unida em torno da monarquia, realizou uma revolu\u00e7\u00e3o em que o rei saiu fortalecido.\n\n<strong>O reino portugu\u00eas possu\u00eda uma tradi\u00e7\u00e3o mar\u00edtimo-comercial em fun\u00e7\u00e3o de sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica:<\/strong>\u00a0estava voltado para o oceano Atl\u00e2ntico. No s\u00e9culo XIV, ao tornar-se o primeiro Estado moderno da Europa com o apoio de sua burguesia mercantil, Portugal reunia condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para entrar na grande aventura da expans\u00e3o mar\u00edtima.\n\nAo longo do s\u00e9culo XV, os portugueses foram conquistando posi\u00e7\u00f5es na costa oeste da \u00c1frica. Em 1498, o navegador portugu\u00eas Vasco da Gama contornou o continente africano e, navegando atrav\u00e9s do oceano Indico, atingiu a \u00cdndia, no Oriente. A partir desse momento, os interesses da burguesia portuguesa voltaram-se para a organiza\u00e7\u00e3o de um Imp\u00e9rio Colonial no Oriente, que lhe garantisse o monop\u00f3lio do com\u00e9rcio de especiarias frente a outros concorrentes e em substitui\u00e7\u00e3o aos mercadores italianos.\n\nEm 1500, os navegantes portugueses comandados por Pedro \u00c1lvares Cabral atravessaram o Atl\u00e2ntico e ancoraram suas caravelas em terras at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas.\n\nAcabavam de descobrir o que viria a ser nosso pa\u00eds. Foi assim que o Brasil entrou na hist\u00f3ria da Europa ocidental.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas da expans\u00e3o de Portugal e de outros pa\u00edses<\/strong>\n\nO processo hist\u00f3rico dos descobrimentos e da expans\u00e3o dos portugueses por todo o Mundo se deu de forma diversificada, de acordo com os lugares para onde foram e com o per\u00edodo em que o fizeram.\n\nDe forma simplificada, podemos considerar que a expans\u00e3o dos portugueses pelo Mundo teve por caracter\u00edstica b\u00e1sica a ocupa\u00e7\u00e3o muito dispersa de posi\u00e7\u00f5es junto ao litoral de quase todos os continentes.\n\nO avan\u00e7o para o interior ocorria em raras ocasi\u00f5es, quando os objetivos eram a explora\u00e7\u00e3o de riquezas naturais como nos casos do Brasil e de algumas regi\u00f5es de \u00c1frica e a realiza\u00e7\u00e3o de miss\u00f5es religiosas ou diplom\u00e1ticas na \u00c1sia.\n\nPodemos considerar que a estrutura\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es al\u00e9m mar dos portugueses podem ser inseridas com mais propriedade no conceito de Talassocracia de que no conceito cl\u00e1ssico de imp\u00e9rio.\n\nEste esteve mais pr\u00f3ximo da concep\u00e7\u00e3o espanhola, pois a a\u00e7\u00e3o dos castelhanos visou fundamentalmente a ocupa\u00e7\u00e3o de vastos espa\u00e7os no interior do continente americano, tendo desintegrado violentamente Estados existentes, como os casos da destrui\u00e7\u00e3o dos imp\u00e9rios Inca e Asteca.\n\nA no\u00e7\u00e3o de talossocracia prende-se ao poder que os portugueses tiveram em v\u00e1rios pontos pr\u00f3ximos da costa, de forma a dominar os mares e a sua navega\u00e7\u00e3o.\n\nEles dependiam das liga\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas que mantinham com seu pr\u00f3prio pa\u00eds e com as v\u00e1rias posi\u00e7\u00f5es que ocupavam no litoral, pois o interior era habitado por popula\u00e7\u00f5es muito numerosas que eles n\u00e3o tinham capacidade para dominar.\n\n<strong>Al\u00e9m do denominador comum da dispers\u00e3o e da litoralidade, os portugueses tiveram tr\u00eas tipos de atitudes fundamentais no decurso da sua expans\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>1.\u00a0<\/strong>O in\u00edcio da expans\u00e3o portuguesa, ainda no per\u00edodo medieval, visou \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o pela for\u00e7a de cidades em Marrocos, que foram mantidas gra\u00e7as a um consider\u00e1vel esfor\u00e7o militar e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de fortes estruturas defensivas. Foi o que aconteceu desde Ceuta, conquistada em 1415, at\u00e9 a fortifica\u00e7\u00e3o de Mazag\u00e3o, que se manteve at\u00e9 1739. Ocupa\u00e7\u00f5es de cidades ap\u00f3s conquista verificaram-se em poucos casos na \u00c1sia, onde se centraram as aten\u00e7\u00f5es portuguesas no s\u00e9culo XVI.\u00a0 Os exemplos mais importantes foram o de Goa e Malaca, a primeira em 1510, contra os mu\u00e7ulmanos ? que a tinham conquistado aos hindus em 1471? e a segunda em 1511, por as autoridades locais hostilizarem os portugueses e se recusarem a negociar com eles.<strong>\n2.\u00a0<\/strong>A situa\u00e7\u00e3o mais comum na expans\u00e3o portuguesa, tanto na \u00c1frica quanto na \u00c1sia, nos s\u00e9culos XV a XVII, foi a dos portugueses negociarem com os poderes locais a autoriza\u00e7\u00e3o do estabelecimento de feitorias para a realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es mercantis. Para assegurar a seguran\u00e7a dos que l\u00e1 ficavam, eram tamb\u00e9m negociadas autoriza\u00e7\u00f5es mediante tratados de paz para a constru\u00e7\u00e3o de fortalezas. Foi o que aconteceu em in\u00fameros casos, como em Cochim, Cananor, Coul\u00e3o, Diu etc. Tal situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 se verificara na \u00c1frica com a constru\u00e7\u00e3o da fortaleza de S\u00e3o Jorge da Mina em 1482. O mesmo aconteceu com outros locais como Macau e Nagasaqui, onde s\u00f3 na primeira cidade, e muito tardiamente, foram constru\u00eddas estruturas defensivas para resist\u00eancia contra os ataques dos holandeses.<strong>\n3.\u00a0<\/strong>A terceira atitude dos portugueses, que se diferenciou das ocupa\u00e7\u00f5es militares e da fixa\u00e7\u00e3o para a realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es mercantis, foi o povoamento de territ\u00f3rios desertos ou pouco povoados.\u00a0 O estabelecimento visava criar condi\u00e7\u00f5es de vida id\u00eanticas \u00e0s de Portugal, mediante a explora\u00e7\u00e3o de bens que se produziam com grandes vantagens nesses locais. \u00c9 nessa din\u00e2mica de povoamento que ocupa um lugar privilegiado a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e de outros produtos. Estamos diante de uma economia de base produtiva e n\u00e3o apenas de natureza mercantil, como acontecia no Oriente. Esta realidade verificou-se inicialmente no s\u00e9culo XV em ilhas do Atl\u00e2ntico que estavam desertas, como a Madeira, os A\u00e7ores, Cabo Verde e S\u00e3o Tom\u00e9 e depois, nos s\u00e9culos XVI e XVII, com uma dimens\u00e3o muito superior na fixa\u00e7\u00e3o de portugueses em larga escala no Brasil.<\/blockquote>\nOutra caracter\u00edstica fundamental da expans\u00e3o dos portugueses pelo mundo \u00e9 a de que ela precedeu todas as outras por muitos anos. Exceto a Espanha, cuja expans\u00e3o se iniciou de fato em 1492,\u00a0 a espans\u00e3o dos franceses, ingleses e holandeses s\u00f3 foi iniciada em per\u00edodos muito adiantados do s\u00e9culo XVI. Os holandeses, por exemplo, s\u00f3 cem anos depois de Vasco da Gama \u00e9 que se come\u00e7aram a se dirigir com armadas para o Oriente.\n\nNos Descobrimentos Portugueses, eram claras instru\u00e7\u00f5es superiores desde 1446, segundo as quais n\u00e3o se podia agir contra popula\u00e7\u00f5es estabelecidas nos locais para onde se dirigiam, como se viu na \u00c1frica, no Brasil e na \u00c1sia. S\u00f3 agiam violentamente usando recurso sua superioridade naval e de armamento contra aqueles que provocavam incidentes e desde o momento em que se verificavam alvo de agress\u00f5es.\n\nTais princ\u00edpios foram cumpridos de maneira geral, tendo apenas a assinalar a situa\u00e7\u00e3o relativa a uma pol\u00edtica mais agressiva contra poderes mu\u00e7ulmanos, por eles tradicionalmente serem inimigos dos crist\u00e3os.\n\n<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima &#8211; Descobrimento do Brasil<\/strong>\n\nFoi avistada terra, recebeu o nome de Monte Pascoal, mais tarde Ilha de Vera Cruz, a\u00ed ent\u00e3o para Terra de Santa Cruz. A partir de 1503, deu-se o nome de Brasil\n\n<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima &#8211; Portugal pioneiro<\/strong>\n\nDurante o reinado de Dom Jo\u00e3o I (1385-1433), o governo portugu\u00eas era forte. Tornou-se o primeiro pa\u00eds europeu a constituir um Estado Moderno, dedicado \u00e0 atividade comercial- mar\u00edtima, assumindo pr\u00e1ticas mercantilistas.\n\n<strong>A burguesia comercial queria enriquecer, mas havia um obst\u00e1culo:<\/strong>\u00a0genovezes e venezianos que monopolizavam o com\u00e9rcio de especiarias. A solu\u00e7\u00e3o era entrar em contato direto com os fornecedores, isso n\u00e3o poderia ser feito atrav\u00e9s do mediterr\u00e2neo, s\u00f3 restava expandir-se pelo Atl\u00e2ntico. Navegar era preciso.\n\n<strong>Os fatores que favoreceram para o pioneirismo portugu\u00eas foram:<\/strong>\n<blockquote><strong>1.\u00a0<\/strong>centraliza\u00e7\u00e3o do poder<strong>\n2.<\/strong>\u00a0mercantilismo<strong>\n3.\u00a0<\/strong>aus\u00eancia de guerras<strong>\n4.<\/strong>\u00a0posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica favor\u00e1vel<strong>\n5.\u00a0<\/strong>crise agr\u00edcola<\/blockquote>\n<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima &#8211; Portugal X Espanha<\/strong>\n\nEnquanto os portugueses estavam em expedi\u00e7\u00f5es pela \u00c1frica, os espanh\u00f3is ainda lutavam para expulsar os mouros (\u00e1rabes) de seus territ\u00f3rios. Essa situa\u00e7\u00e3o durou at\u00e9 1492. Os reis espanh\u00f3is Fernando (de Arag\u00e3o) e Isabel (de Castela) patrocinaram a viagem de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, que sabia que a Terra \u00e9 redonda, pretendia viajar de oeste para leste, por\u00e9m ele desconhecia a exist\u00eancia de um continente entre a Europa e a \u00c1sia.\n\n<strong>Com tr\u00eas caravelas<\/strong>\n\nSanta Mara, Pinta e Ni\u00f1a, Colombo da Espanha, em 4 de agosto de 1492, e em 12 de outubro de 1492, chega \u00e0 Ilha de Guanaani ( Am\u00e9rica), pensando ter atingido as \u00cdndias.\n\n<strong>CICLO OCIDENTAL DE NAVEGA\u00c7\u00c3O \u2013 ESPANHA<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157648 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Expans2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"166\" \/><strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima<\/strong><\/p>\nSe inicia com a unifica\u00e7\u00e3o da Espanha atrav\u00e9s da Guerra de Reconquista e do casamento de Isabel de Castela com Fernando do reino de Arag\u00e3o.\n\n<strong>O genov\u00eas Crist\u00f3v\u00e3o Colombo a servi\u00e7o da Espanha partiu com tr\u00eas caravelas:<\/strong>\u00a0Santa Maria, Pinta e Ni\u00f1a, descobrindo \u00e0 Am\u00e9rica em 1492, pensando tratar-se da \u00cdndia.\n\nHern\u00e1n Cortez dominou os astecas liderados por Montezuma, os Maias e outros grupos; e juntamente com Pizarro que derrotou os Incas, conquistaram as maiores jazidas do Novo mundo.\n\n<strong>Outros movimentos importantes foram:<\/strong>\n<blockquote>Vicente Pinz\u00f3n chega ao foz do Amazonas em 1498\nVasco Nu\u00f1es Balboa descobre a passagem do Panam\u00e1, ligando o Atl\u00e2ntico ao Pac\u00edfico\nFern\u00e3o de Magalh\u00e3es com aux\u00edlio de Sebasti\u00e3o El Cano realiza a 1\u00aa viagem de circunavega\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>TRATADOS DIPLOM\u00c1TICOS NA EXPANS\u00c3O<\/strong>\n\nO primeiro tratado foi o de Toledo que dividia a Terra de forma latitudinal. Em seguida foi estabelecida a bula intercoetera (1493) estabelecendo uma nova divis\u00e3o desta vez de forma longitudinal, tendo como refer\u00eancia 100 l\u00e9guas da Ilha de Cabo Verde. Esta bula foi substitu\u00edda pelo Tratado de Tordesilhas que mantinha a mesma estrutura da divis\u00e3o, mais ampliava o limite para 370 l\u00e9guas da Ilha de Cabo Verde.\n\nNo lado oriental foi estabelecida a capitula\u00e7\u00e3o de Sarago\u00e7a tendo como refer\u00eancia as Ilhas Moluscas.\n\n<strong>Tratado de Tordesilhas<\/strong>\n\nOs reis de Espanha para garantir seus direitos de posse sobre a nova terra. Para isso, com a ajuda do Papa Alexandre VI, estabeleceram uma linha demarcat\u00f3ria e imagin\u00e1ria, tudo que estivesses a leste pertenceria a Portugal e a oeste a Espanha. Em 1494, Tratado de Tordesilhas, foi tra\u00e7ada uma linha imagin\u00e1ria, de 370 l\u00e9guas a oeste das Ilhas do Cabo Verde.\n\n<strong>INTENCIONALIDADE DA DESCOBERTA DO BRASIL<\/strong>\n\nA substitui\u00e7\u00e3o da bula intercoetera pelo Tratado de Tordesilhas; a necessidade de ocidentaliza\u00e7\u00e3o para contornar o Cabo das Tormentas; a demora entre o contorno do Cabo das tormentas e a chegada na \u00cdndia; o estudo das correntes mar\u00edtimas demonstrando que neste m\u00eas da descoberta haveria uma repulsa e n\u00e3o atra\u00e7\u00e3o das caravelas; chegada de Pinz\u00f3n no Foz do Amazonas; descoberta da Am\u00e9rica etc\u2026\n\n<strong>CONSEQ\u00dc\u00caNCIAS DA EXPANS\u00c3O:<\/strong>\n<blockquote>Deslocamento do eixo econ\u00f4mico do mar Mediterr\u00e2neo para o Oceano Atl\u00e2ntico e o \u00cdndico.\nPerda do poder econ\u00f4mico da It\u00e1lia.\nEstabelecimento da acumula\u00e7\u00e3o primitiva do capital.\nForma\u00e7\u00e3o do Sistema Colonial Tradicional com utiliza\u00e7\u00e3o do trabalho compuls\u00f3rio africano.\nProcesso de europeiza\u00e7\u00e3o e cristianiza\u00e7\u00e3o do mundo.\nFortalecimento do Estado Moderno absolutista.<\/blockquote>\n<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima &#8211; Descobrimentos portugueses<\/strong>\n\nAs causas do pioneirismo portugu\u00eas podem ser atribu\u00eddas \u00e0 sua neutralidade nos confrontos europeus, centraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica privilegiada e ao desenvolvimento da ind\u00fastria naval.\n\nA funda\u00e7\u00e3o da Escola de Sagres forma pilotos para a navega\u00e7\u00e3o em alto-mar.\n\n<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima &#8211; Conquista de Ceuta<\/strong>\n\nSua conquista, em 1415, \u00e9 o ponto de partida para as descobertas portuguesas na \u00c1frica ocidental. Em 1419 os portugueses chegam ao arquip\u00e9lago da Madeira e, em 1431, desembarcam nos A\u00e7ores. Em 1445 atingem as ilhas de Cabo Verde e, em 1482, a desembocadura do rio Congo.\n\nA\u00a0<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima t<\/strong>eve seu in\u00edcio com a conquista da cidade de Ceuta.\n\n<strong>Localizada no norte da \u00c1frica, importante centro comercial, l\u00e1 eram negociadas v\u00e1rios tipos de mercadorias:<\/strong>\u00a0seda, marfim, ouro e escravos. (Al\u00e9m do interesse comercial, significava tamb\u00e9m a continuidade da reconquista crist\u00e3, pois ajudou a libertar a navega\u00e7\u00e3o comercial europeia dos piratas marroquinos, donos da conquista de Ceuta.)\n\nO infante Dom Henrique, filho de D. Jo\u00e3o I, participou da conquista de Ceuta, em 1416, fundou no extremo sul do pa\u00eds, um centro de estudos e pesquisas de navega\u00e7\u00e3o que ficou conhecida como Escola de Sagres. Ali, reuniu uma competente equipe de astr\u00f4nomos, ge\u00f3grafos, matem\u00e1ticos, construtores de instrumentos n\u00e1uticos, cart\u00f3grafos e navegadores.\n\nA Escola de Sagres tornou-se o mais avan\u00e7ado centro de estudos de navega\u00e7\u00e3o da \u00e9poca. Atingir o Oriente e apossar-se de seu com\u00e9rcio foi, desde o in\u00edcio, o objetivo.\n\n<strong>Os turcos<\/strong>\n\nEm 1453, a cidade de Constantinopla,(hoje Istambul) importante centro comercial, foi conquistada pelos turcos (mu\u00e7ulmanos). Os turcos proibiram o com\u00e9rcio existentes na cidade, tornou-se ent\u00e3o importante a descoberta do caminho para o Oriente (\u00cdndias).\n\n<strong>Principais etapas:<\/strong>\u00a0Navegando pelo litoral do continente africano, os portugueses foram estabelecendo feitorias (postos comerciais) nas quais realizavam com\u00e9rcio de ouro, sal, marfim, pimenta e escravos.\n<blockquote><strong>1415 \u2013\u00a0<\/strong>Conquista de Ceuta 1419 \u2013 Ilha da Madeira 1431 \u2013 A\u00e7ores<strong>\n1434 \u2013<\/strong>\u00a0Cabo Borjador 1445 \u2013 Senegal 1482 \u2013 Zaire<strong>\n1488 \u2013\u00a0<\/strong>Sul da \u00c1frica \u2013 Cabo da Tormentas\u2026\u2026 Cabo da Boa Esperan\u00e7a ( D. Jo\u00e3o II).<\/blockquote>\n<strong>Contorno do Cabo da Boa Esperan\u00e7a<\/strong>\n\nNo extremo meridional da \u00c1frica, por Bartolomeu Dias, em 1487, abrindo caminho para as costas orientais do continente africano e para as \u00cdndias. Entre 1505 e 1515, caravelas lusas exploram o litoral leste da \u00c1frica, aportando em Sena, Mo\u00e7ambique, Zanzibar, Pemba e outros pontos.\n\n<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima &#8211; \u00cdndias e Am\u00e9rica<\/strong>\n\nEm 1498 Vasco da Gama aporta em Calicute (\u00cdndia ). Em 1500 uma frota portuguesa comandada por Pedro \u00c1lvares Cabral chega \u00e0s costas americanas do Atl\u00e2ntico sul, descobrindo o Brasil. Em 1543 os portugueses chegam ao Jap\u00e3o.\n\n<strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima &#8211; Navega\u00e7\u00f5es espanholas<\/strong>\n\nA Espanha tenta chegar \u00e0s \u00cdndias atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico. Opta pela dire\u00e7\u00e3o ocidental, sob a influ\u00eancia dos navegadores genoveses Crist\u00f3v\u00e3o Colombo e Am\u00e9rico Vesp\u00facio, na suposi\u00e7\u00e3o correta da esfericidade da Terra.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Expans\u00e3o Mar\u00edtima\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/expans1.jpg\" alt=\"Expans\u00e3o Mar\u00edtima\" \/><strong>Expans\u00e3o Mar\u00edtima<\/strong><\/p>\n<strong>Fatores que contribu\u00edram para a expans\u00e3o mar\u00edtima europeia:<\/strong>\n<blockquote>Era a solu\u00e7\u00e3o para o fortalecimento dos Estados nacionais europeus e de sua burguesia\nO conhecimento de novas t\u00e9cnicas (astrol\u00e1bio, b\u00fassola, caravelas, mapas, imprensa, p\u00f3lvora)\nA necessidade de um novo caminho mar\u00edtimo para as \u00edndias\nCom o renascimento do com\u00e9rcio houve falta de metais preciosos e de mat\u00e9rias-primas<\/blockquote>\n<strong>O pioneirismo portugu\u00eas<\/strong>\n<blockquote>Portugal foi o primeiro pa\u00eds a centralizar-se politicamente, pois j\u00e1 ocorrera a Reconquista\nLocaliza\u00e7\u00e3o privilegiada de Lisboa e do Porto, e a tradi\u00e7\u00e3o mar\u00edtima em fun\u00e7\u00e3o da pesca\nFortalecimento da burguesia e a vinda de mercadores e banqueiros estrangeiros a Portugal\nEscola de Sagres (astr\u00f4nomos, ge\u00f3grafos, navegadores, cart\u00f3grafos, matem\u00e1ticos, etc.)<\/blockquote>\n<strong>Cronologia da expans\u00e3o mar\u00edtima portuguesa:<\/strong>\n<blockquote><strong>1415 ?<\/strong>\u00a0Conquista de Ceuta (porto de conflu\u00eancia de mercadorias e mu\u00e7ulmano)<strong>\n1427 ?<\/strong>\u00a0Conquista do arquip\u00e9lago de A\u00e7ores (a\u00e7\u00facar e escravid\u00e3o)<strong>\n1446 ?\u00a0<\/strong>O ouro da Guin\u00e9 (estabelecimento de feitorias)\nMarfim, pimenta e escravos (escravid\u00e3o moderna ? cren\u00e7a religiosa e cor da pele)<strong>\n1488 ?<\/strong>\u00a0Cabo das Tormentas (Bartolomeu Dias)<strong>\n1494 ?<\/strong>\u00a0Tratado de Tordesilhas<strong>\n1498 ?<\/strong>\u00a0Viagem de Vasco da Gama (6000 % de lucros)<strong>\n1500 ?<\/strong>\u00a0Viagem de Pedro \u00c1lvares Cabral para garantir o monop\u00f3lio portugu\u00eas (Brasil)<strong>\n1513 ?\u00a0<\/strong>Chegada \u00e0 China e, em seguida, ao Jap\u00e3o<\/blockquote>\n<strong>O atraso espanhol<\/strong>\n<blockquote>A Espanha inicia sua expans\u00e3o praticamente 80 anos ap\u00f3s Portugal\nAus\u00eancia de unidade pol\u00edtica e territorial e presen\u00e7a dos mouros no sul do pa\u00eds\nOs espanh\u00f3is n\u00e3o tinham o conhecimento que os portugueses tinham da costa africana\nCristov\u00e3o Colombo, navegador genov\u00eas (Teoria da esfericidade) ofereceu seus servi\u00e7os primeiro a Portugal; D. Jo\u00e3o II os rejeitou; convenceu ent\u00e3o os reis cat\u00f3licos da Espanha\nSanta Maria, Pinta e Ni\u00f1a ? San Salvador, Cuba e Hispaniola\nNa 2\u00aa viagem, Colombo j\u00e1 volta melhor aparelhado; padres, militares, armas, c\u00e3es e cavalos\nColombo fez 4 viagens \u00e0 Am\u00e9rica, achando ter chegado \u00e0s \u00cdndias e n\u00e3o a um novo continente\nBula Intercoetera X Tratado de Tordesilhas (Papa Alexandre VI)\nAm\u00e9rico Vesp\u00facio (continente e Rio Amazonas)<\/blockquote>\n<strong>Cronologia da expans\u00e3o mar\u00edtima espanhola<\/strong>\n<blockquote><strong>1500 ?\u00a0<\/strong>Vicente Pinz\u00f3n<strong>\n1513 ?\u00a0<\/strong>Vasco Nu\u00f1es Balboa (Pac\u00edfico)<strong>\n1519 ?\u00a0<\/strong>Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es e Sebasti\u00e3o D?El Ca\u00f1o (circunavega\u00e7\u00e3o)<strong>\n1519 ?<\/strong>\u00a0Hernan Cortez (Conquista do M\u00e9xico ? astecas)<strong>\n1531 ?<\/strong>\u00a0Francisco Pizarro (Conquista do Peru ? incas).<\/blockquote>\n<strong>A expans\u00e3o espanhola<\/strong>\n\nOs espanh\u00f3is estavam atrasados em rela\u00e7\u00e3o aos portugueses, no processo de expans\u00e3o mar\u00edtimo-comercial. Sua unidade pol\u00edtica s\u00f3 foi conseguida em 1469, gra\u00e7as ao casamento de Fernando, herdeiro do trono de Arag\u00e3o, com Isabel, irm\u00e3 do rei de Le\u00e3o e Castela.\n\nEm 1492, o navegador italiano Crist\u00f3v\u00e3o Colombo ofereceu ao rei e \u00e0 rainha da Espanha o projeto de alcan\u00e7ar as \u00cdndias navegando para o ocidente. Com isso, ele pretendia acabar com o monop\u00f3lio portugu\u00eas no Oriente e comprovar que a Terra era esf\u00e9rica. Mas em sua viagem para atingir o Oriente, navegando sempre em dire\u00e7\u00e3o ao ocidente, Replica da caravela Santa Maria de Cristov\u00e3o Colombo\n\nColombo encontrou, no meio do caminho, novas terras, que ele pensou serem as \u00cdndias. Na realidade, havia descoberto um novo continente, que depois foi chamado de Am\u00e9rica. Entre 1519 e 1522, o navegador espanhol Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es empreendeu a primeira viagem de navega\u00e7\u00e3o ao redor do mundo.\n\nNo s\u00e9culo XVI, a descoberta e explora\u00e7\u00e3o de metais preciosos no Novo Mundo, em terras pertencentes aos reis espanh\u00f3is, transformou a Espanha na grande pot\u00eancia europ\u00e9ia da \u00e9poca.\n\n<strong>Descobrimento da Am\u00e9rica<\/strong>\n\nEm 1492 a frota de Colombo aporta na ilha Guanahani (S\u00e3o Salvador) e investiga as ilhas Juana (Cuba) e Hispaniola (S\u00e3o Domingos). Pensa ter chegado \u00e0s \u00cdndias.\n\nEm 1500, Pinz\u00f3n descobre a embocadura do rio Amazonas. Entre 1503 e 1513, Vesp\u00facio e outros navegadores exploram as Antilhas e todo o litoral atl\u00e2ntico ao sul dos territ\u00f3rios descobertos.\n\nConcluem tratar-se de um novo continente, que passa a se chamar Am\u00e9rica em homenagem a Vesp\u00facio. Em 1508 chegam ao Yucatan e em 1512 \u00e0 Fl\u00f3rida e ao delta do Mississ\u00edppi.\n\nCrist\u00f3v\u00e3o Colombo (1451-1506), navegador e descobridor da Am\u00e9rica, nasce em G\u00eanova, na It\u00e1lia. Filho de um tecel\u00e3o, interessa-se pelos estudos geogr\u00e1ficos e pelas narra\u00e7\u00f5es de viagens de Pl\u00ednio, Marco Polo e Toscanelli. Em 1477 estabelece-se em Lisboa, junto a seu irm\u00e3o Bartolomeu, um cart\u00f3grafo. Convencido da esfericidade da Terra, prop\u00f5e a Portugal alcan\u00e7ar as \u00cdndias pelo Atl\u00e2ntico. Recha\u00e7ado, prop\u00f5e ao rei espanhol o mesmo projeto, em 1485. Inicia sua primeira viagem em 1492. Sai do porto de Palos com as caravelas Pinta, Ni\u00f1a e Santa Maria. Um ano depois retorna \u00e0 Espanha, onde \u00e9 acolhido triunfalmente, com o t\u00edtulo de \u201calmirante do mar oceano\u201d. Realiza mais tr\u00eas viagens \u00e0 Am\u00e9rica. Morre pobre e esquecido.\n\n<strong>Primeira viagem de circunavega\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nEm 1513 Vasco de Balboa cruza o istmo do Panam\u00e1 e descobre o oceano Pac\u00edfico. Em 1517, Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, um navegador portugu\u00eas a servi\u00e7o de Castela, atinge o extremo sul do continente americano e atravesssa o estreito ligando os dois oceanos. A nau Vit\u00f3ria, da expedi\u00e7\u00e3o de Magalh\u00e3es, continua viagem pelo Pac\u00edfico e realiza a primeira circunavega\u00e7\u00e3o do globo, chegando a Sevilha dois anos depois. Magalh\u00e3es descobre parte do arquip\u00e9lago das ilhas Marshall, Marianas, Filipinas e Born\u00e9u. Em 1522, a nau Vit\u00f3ria descobre a Nova Guin\u00e9. Entre 1543 e 1545 os espanh\u00f3is chegam ao Hawai e ilhas Carolinas.\n\nEm 1566 descobrem as Marquesas e em 1605 e 1606 as Novas H\u00e9bridas e a Austr\u00e1lia.\n\n<strong>A expans\u00e3o inglesa e francesa<\/strong>\n\nAs guerras internas, como a das Duas Rosas, na Inglaterra, e a dos Cem Anos, entre a Fran\u00e7a e a Inglaterra, al\u00e9m do demorado pro\u00adcesso de centraliza\u00e7\u00e3o do poder nas m\u00e3os do rei, atrasaram e dificultaram a conquista de novas terras por parte desses dois pa\u00edses.\n\nMas, estimulados pelo \u00eaxito de portugueses e espanh\u00f3is, v\u00e1rios navegadores a servi\u00e7o dos reis da Fran\u00e7a e da Inglaterra exploraram a costa atl\u00e2ntica da Am\u00e9rica do Norte. Contudo, a ocupa\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dessas terras s\u00f3 aconteceria nos in\u00edcios do s\u00e9culo XVII. \u201d\n\n<strong>Conquistas inglesas<\/strong>\n\nIniciam-se pelo Atl\u00e2ntico norte, em 1499. A partir de 1558 os ingleses voltam-se para a pirataria e o com\u00e9rcio negreiro, apoiados pelo poder real. Em 1584 Walter Raleigh funda Virg\u00ednia, a primeira col\u00f4nia inglesa no continente americano. Entre 1607 e 1640 ocorre uma transfer\u00eancia em massa de colonos para o litoral atl\u00e2ntico. Em 1612 come\u00e7a a coloniza\u00e7\u00e3o da \u00cdndia.\n\n<strong>Expans\u00e3o francesa<\/strong>\n\nNas Antilhas instala bases de pirataria em S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, S\u00e3o Domingos, Guadalupe, Martinica e Haiti, entre 1625 e 1655. Na Am\u00e9rica do Norte toma posse da Terranova, Nova Esc\u00f3cia e Nova Fran\u00e7a, no Canad\u00e1, em 1603. Funda Quebec em 1608, Montreal em 1643, e impulsiona a migra\u00e7\u00e3o de colonos para a regi\u00e3o.\n\nEm 1682 funda uma col\u00f4nia no territ\u00f3rio do Mississ\u00edppi (Louisiana). A partir de 1643 volta-se para o \u00cdndico e instala bases em Reuni\u00e3o e Madagascar, na \u00c1frica. Funda feitorias na \u00cdndia, em 1664.\n\n<strong>Descobertas holandesas<\/strong>\n\nA partir de 1619 os holandeses estabelecem bases comerciais e militares em Timor, Celebes, Java, Sumatra, Born\u00e9u e pen\u00ednsula do Si\u00e3o. Em 1630 consegue dominar o territ\u00f3rio nordeste do Brasil.\n\nConquista Cura\u00e7au e a Guiana em 1634. Entre 1642 e 1659, descobre as ilhas Maur\u00edcio, Tasm\u00e2nia, Nova Zel\u00e2ndia e o noroeste da Nova Guin\u00e9.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.conhecimentosgerais.com.br\/www.objetivoitajuba.com.br\/www.reginaclaro.ubbi.com.br\/www.saberhistoria.hpg.ig.com.br\n<p class=\"imagem\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Expans\u00e3o Mar\u00edtima, Comercial, Portuguesa, Objetivos, Francesa, Inglesas, Espanhola, Navio, Guerra, Consequ\u00eancia, Navega\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria, Expans\u00e3o Mar\u00edtima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11587,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26191","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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