{"id":26148,"date":"2015-12-29T00:00:00","date_gmt":"2015-12-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/colonizacao-da-asia-4\/"},"modified":"2015-12-29T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-29T00:00:00","slug":"colonizacao-da-asia-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/colonizacao-da-asia-4\/","title":{"rendered":"Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\n<strong>Processo <\/strong>de ocupa\u00e7\u00e3o territorial, explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e domina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do continente asi\u00e1tico por pot\u00eancias europ\u00e9ias.\n\nBaseia-se na posse de portos e feitorias no litoral com o objetivo de abastecer o mercado consumidor da Europa de ouro, prata, tecidos e especiarias explorados na regi\u00e3o. Inicia-se no s\u00e9culo XV e termina ap\u00f3s a II Guerra Mundial.\n\nA tentativa de restabelecer o com\u00e9rcio com o Oriente, interrompido com a tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453, leva os europeus a se lan\u00e7ar na busca de novas rotas mar\u00edtimas.\n\nA expedi\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas Vasco da Gama (1469-1524), realizada entre 1498 e 1499, inaugura a presen\u00e7a colonial europ\u00e9ia na \u00c1sia.\n\nOs portugueses estabelecem seu dom\u00ednio na costa da \u00cdndia, da China e tentam conquistar o Jap\u00e3o.\n\nOs espanh\u00f3is instalam-se nas Filipinas, onde ficam at\u00e9 1898.\n\nA partir do s\u00e9culo XVII, a presen\u00e7a brit\u00e2nica na \u00cdndia, com a Companhia das \u00cdndias Orientais, supera a concorr\u00eancia portuguesa e francesa.\n\nA Fran\u00e7a, por\u00e9m, mant\u00e9m a hegemonia na Indochina.\n<h4>Disputa territorial<\/h4>\nNo final do s\u00e9culo XIX, os pa\u00edses do Ocidente restauram a pol\u00edtica colonialista, baseada na nova divis\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica do mundo pelas pot\u00eancias capitalistas em ascens\u00e3o.\n\nAs pot\u00eancias europ\u00e9ias e o Jap\u00e3o envolvem-se numa disputa acirrada para redividir os territ\u00f3rios asi\u00e1ticos.\n\nA R\u00fassia czarista conquista a Sib\u00e9ria e parte da \u00c1sia Central.\n\nO Reino Unido assegura sua soberania sobre a \u00cdndia e cria Estados intermedi\u00e1rios no Nepal e no But\u00e3o. Entra tamb\u00e9m no Tibet e anexa a Birm\u00e2nia (atual Mianmar) e o Ceil\u00e3o (atual Sri Lanka). Com a Guerra do \u00d3pio, toma Hong Kong da China. A Fran\u00e7a firma-se na Indochina, colonizando Laos, Camboja e Vietn\u00e3.\n\nA Holanda (Pa\u00edses Baixos) mant\u00e9m o controle nas \u00cdndias Orientais (Indon\u00e9sia).\n\nEm 1874, o Jap\u00e3o inicia seu movimento expansionista, atacando a China e, mais tarde, a Cor\u00e9ia.\n\nA expans\u00e3o japonesa \u00e9 barrada pelas interven\u00e7\u00f5es de R\u00fassia, Fran\u00e7a, Alemanha e Reino Unido, que deflagram uma corrida em busca de privil\u00e9gios comerciais e concess\u00f5es territoriais na China.\n\nCom a Guerra Hispano-Americana, os espanh\u00f3is perdem suas col\u00f4nias no Pac\u00edfico e no Caribe para os Estados Unidos. A partir da II Guerra Mundial tem in\u00edcio o processo de independ\u00eancia das col\u00f4nias europ\u00e9ias na \u00c1sia.\n<h4>Descoloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/h4>\nProcesso de independ\u00eancia das col\u00f4nias no continente asi\u00e1tico iniciado ap\u00f3s a II Guerra Mundial. Desde ent\u00e3o surgem novos pa\u00edses, a maioria origin\u00e1ria dos antigos imp\u00e9rios coloniais brit\u00e2nico e franc\u00eas.\n\n<strong>Os movimentos pela autonomia nacional assumem v\u00e1rias formas:<\/strong> guerras de liberta\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia pac\u00edfica aos colonizadores ou gest\u00f5es diplom\u00e1ticas para a conquista da independ\u00eancia.\n<h4>Oriente M\u00e9dio<\/h4>\nO L\u00edbano e a S\u00edria, dom\u00ednios franceses desde o final da I Guerra Mundial, obt\u00eam a independ\u00eancia respectivamente em 1941 e 1946<strong>. <\/strong>\n\n<strong>A partir do final da II Guerra Mundial, os pa\u00edses de domina\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica no Oriente M\u00e9dio tamb\u00e9m conquistam a independ\u00eancia:<\/strong> Jord\u00e2nia (1946), Om\u00e3 (1951), Kuweit (1961), I\u00eamen do Sul (1967), Barein, Catar e Emirados \u00c1rabes Unidos (1971).\n<h4>Sul da \u00c1sia<\/h4>\nA \u00cdndia, centro do imp\u00e9rio brit\u00e2nico na \u00c1sia, que inclui ainda Paquist\u00e3o e Bengala Oriental (atual Bangladesh), \u00e9 palco de movimentos anticolonialistas j\u00e1 durante a II Guerra Mundial. Em 1947 \u00e9 proclamada a independ\u00eancia da \u00cdndia, que se separa do Paquist\u00e3o no mesmo ano. Bangladesh, incorporado ao Paquist\u00e3o, torna-se independente em 1971.\n\n<strong>Os pa\u00edses sob controle brit\u00e2nico do sul da \u00c1sia tamb\u00e9m conseguem a independ\u00eancia:<\/strong> Sri Lanka (1948), But\u00e3o (1949) e Maldivas (1965).\n<h4>Sudeste Asi\u00e1tico<\/h4>\nA Indochina, pen\u00ednsula do Sudeste Asi\u00e1tico colonizada pela Fran\u00e7a, era formada por An\u00e3, Cochinchina e Tonkin (que juntos deram origem ao atual Vietn\u00e3), Laos, Camboja e pelo territ\u00f3rio chin\u00eas de Kuang-tcheou-wan. Durante a II Guerra Mundial \u00e9 ocupada pelo Jap\u00e3o, o que estimula os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nacional dos v\u00e1rios pa\u00edses. No Vietn\u00e3, a guerra de liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigida pelo Vietminh, liga revolucion\u00e1ria fundada em 1941. Tamb\u00e9m h\u00e1 guerra no Laos e no Camboja, que conquistam a independ\u00eancia em 1953.\n\n<strong>A Confer\u00eancia de Paz de Genebra, realizada em 1954, divide a Indochina em tr\u00eas Estados independentes: <\/strong>Laos, Camboja e Vietn\u00e3. O Vietn\u00e3 permanece dividido em duas zonas at\u00e9 1976, quando \u00e9 reunificado.\n\nInvadidas pelo Jap\u00e3o durante a II Guerra Mundial, a Indon\u00e9sia (antiga col\u00f4nia holandesa) alcan\u00e7a a independ\u00eancia em 1945 e as Filipinas (ex-col\u00f4nia norte-americana), um ano depois.\n\n<strong>Posteriormente, os pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico sob dom\u00ednio ingl\u00eas tornam-se independentes:<\/strong> Mianmar (1948), Mal\u00e1sia (1957), Cingapura (1965) e Brunei (1984).\n\nFonte: www.geocities.com\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\n\n<h4>Coloniza\u00e7\u00e3o comparativa na \u00c1sia<\/h4>\nV\u00e1rios poderes diferentes da Europa Ocidental estabeleceram col\u00f4nias na \u00c1sia durante os s\u00e9culos XVIII e XIX. Cada uma das pot\u00eancias imperiais tinha o seu pr\u00f3prio estilo de administra\u00e7\u00e3o e oficiais coloniais de diferentes na\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m exibiu v\u00e1rias atitudes para com seus s\u00faditos imperiais.\n<h4>Gr\u00e3-Bretanha<\/h4>\nO Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico era a maior do mundo antes da Segunda Guerra Mundial, e inclui uma s\u00e9rie de lugares da \u00c1sia. Esses territ\u00f3rios incluem o que \u00e9 agora Om\u00e3, I\u00eamen , Emirados \u00c1rabes Unidos, Kuwait, Iraque , Jord\u00e2nia , Palestina, Myanmar (Birm\u00e2nia), Sri Lanka (Ceil\u00e3o), as Maldivas , Cingapura , Mal\u00e1sia (Mal\u00e1sia), Brunei , Sarawak e North Borneo (agora parte da Indon\u00e9sia ), Papua Nova Guin\u00e9, e Hong Kong. A j\u00f3ia da coroa de todas as possess\u00f5es ultramarinas da Gr\u00e3-Bretanha ao redor do mundo, \u00e9 claro, foi a \u00cdndia .\n\nOficiais coloniais brit\u00e2nicos e colonos brit\u00e2nicos em geral viam-se como exemplos de &#8220;jogo justo&#8221;, e em teoria, pelo menos, todos os assuntos da Coroa deveriam ser iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a, religi\u00e3o ou etnia. No entanto, colonos brit\u00e2nicos mantinham-se para al\u00e9m da popula\u00e7\u00e3o local mais do que os outros europeus fizeram, a contrata\u00e7\u00e3o de moradores como empregadas dom\u00e9sticas, mas raramente casando com eles. Em parte, isso pode ter sido devido a uma transfer\u00eancia de id\u00e9ias brit\u00e2nicas sobre a separa\u00e7\u00e3o de classes para suas col\u00f4nias ultramarinas.\n\nO brit\u00e2nico teve uma vis\u00e3o paternalista de seus s\u00faditos coloniais, sentindo-se um dever &#8211; o &#8220;fardo do homem branco&#8221;, o que Rudyard Kipling coloc\u00e1-lo &#8211; para cristianizar e civilizar os povos da \u00c1sia, \u00c1frica e no Novo Mundo. Na \u00c1sia, a hist\u00f3ria, a Gr\u00e3-Bretanha construiu estradas, ferrovias, e os governos, e adquiriu uma obsess\u00e3o nacional com o ch\u00e1.\n\nEste verniz de gentileza e humanitarismo rapidamente se desintegrou, no entanto, se um povo subjugado se levantou. Gr\u00e3-Bretanha impiedosamente colocou a revolta indiana de 1857 , e brutalmente torturado participantes acusados do Qu\u00eania em Mau Mau Rebellion (1952-1960). Quando a fome bateu Bengala , em 1943, o governo de Winston Churchill n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o fez nada para alimentar bengalis, na verdade ele recusou a ajuda alimentar a partir de os EUA eo Canad\u00e1 significou para a \u00cdndia.\n<h4>Fran\u00e7a<\/h4>\nEmbora a Fran\u00e7a procurou um extenso imp\u00e9rio colonial na \u00c1sia, a sua derrota nas Guerras Napole\u00f4nicas deixou com apenas um punhado de territ\u00f3rios asi\u00e1ticos.\n\nOs inclu\u00eddos os mandatos de 20 do s\u00e9culo L\u00edbano e S\u00edria , e mais especialmente a col\u00f4nia chave da Indochina Francesa &#8211; O que \u00e9 agora o Vietn\u00e3, Laos e Camboja.\n\nAtitudes francesas sobre assuntos coloniais eram, em alguns aspectos, muito diferente dos de seus rivais brit\u00e2nicos. Alguns franc\u00eas idealista procurou n\u00e3o apenas para dominar suas explora\u00e7\u00f5es coloniais, mas para criar uma &#8220;Grande Fran\u00e7a&#8221;, no qual todos os assuntos franceses todo o mundo realmente seria igual. Por exemplo, a col\u00f4nia norte-Africano da Arg\u00e9lia tornou-se um distrito, ou uma prov\u00edncia, da Fran\u00e7a, com representa\u00e7\u00e3o parlamentar. Esta diferen\u00e7a de atitude pode ser devido ao abra\u00e7o do pensamento iluminista da Fran\u00e7a, e \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, que havia quebrado algumas das barreiras de classe que ainda encomendados sociedade na Gr\u00e3-Bretanha. No entanto, os colonizadores franceses tamb\u00e9m sentiu o &#8220;fardo do homem branco&#8221; de trazer a chamada civiliza\u00e7\u00e3o e do cristianismo para os povos subjugados b\u00e1rbaros.\n\nNo n\u00edvel pessoal, colonos franceses eram mais aptos do que os brit\u00e2nicos a se casar com mulheres locais e criar uma fus\u00e3o cultural em suas sociedades coloniais.\n\nAlguns te\u00f3ricos raciais franceses como Gustave Le Bon e Arthur Gobineau, no entanto, criticaram essa tend\u00eancia como uma corrup\u00e7\u00e3o da superioridade gen\u00e9tica inata dos franceses. Conforme o tempo passava, a press\u00e3o social aumentou para colonos franceses para preservar a &#8220;pureza&#8221; da &#8220;ra\u00e7a francesa.&#8221;\n\nNa Indochina francesa, ao contr\u00e1rio Arg\u00e9lia, os governantes coloniais n\u00e3o estabeleceu grandes assentamentos. Indochina francesa foi uma col\u00f4nia econ\u00f4mica, o objetivo de produzir um lucro para o pa\u00eds de origem. Apesar da falta de colonos para proteger, no entanto, a Fran\u00e7a foi r\u00e1pido para pular em uma guerra sangrenta com os vietnamitas quando eles resistiram um retorno franc\u00eas ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial . Hoje, as pequenas comunidades cat\u00f3licas, um carinho para baguetes e croissants, e uma arquitetura colonial bem \u00e9 tudo o que resta da influ\u00eancia francesa vis\u00edvel no Sudeste Asi\u00e1tico.\n<h4>Holanda<\/h4>\nOs holandeses competiram e lutaram pelo controle do rotas comerciais do Oceano \u00cdndico e especiarias produ\u00e7\u00e3o com os brit\u00e2nicos, por meio de suas respectivas empresas \u00cdndia Oriental. No final, a Holanda perdeu Sri Lanka para os brit\u00e2nicos, e em 1662, perdeu Taiwan (Formosa), para os chineses, mas o controle sobre a maior parte das ricas ilhas das especiarias que agora comp\u00f5em a Indon\u00e9sia mantida.\n\nPara os holandeses, esta empresa colonial era tudo sobre o dinheiro. Havia muito pouca pretens\u00e3o de aperfei\u00e7oamento cultural ou cristianiza\u00e7\u00e3o dos pag\u00e3os &#8211; os holandeses queriam lucros, puro e simples. Como resultado, eles mostraram nenhum escr\u00fapulo em impiedosamente capturando moradores e us\u00e1-los como escravos nas planta\u00e7\u00f5es, ou mesmo a realiza\u00e7\u00e3o de um massacre de todos os habitantes das ilhas de Banda para proteger seu monop\u00f3lio sobre a noz-moscada e mace com\u00e9rcio.\n<h4>Portugal<\/h4>\nDepois de Vasco da Gama contornou o extremo sul da \u00c1frica, em 1497, Portugal tornou-se a primeira pot\u00eancia europeia a ganhar acesso ao mar para a \u00c1sia.\n\nEmbora o Portugu\u00eas foram r\u00e1pidos em explorar e reivindicar v\u00e1rias partes costeiras da \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Sudeste da \u00c1sia e China, seu poder diminuiu no s\u00e9culos 17 e 18, e os brit\u00e2nicos, holandeses e franceses foram capazes de empurrar Portugal de a maioria de suas reivindica\u00e7\u00f5es asi\u00e1ticos. Por volta do s\u00e9culo 20, o que restou foi Goa, na costa sudoeste da \u00cdndia, Timor Leste ; e do porto do sul da China em Macau.\n\nApesar de Portugal n\u00e3o era o poder imperial europeu mais intimidante, ele tinha o maior poder de perman\u00eancia. Goa permaneceu Portugu\u00eas at\u00e9 a \u00cdndia anexou \u00e0 for\u00e7a em 1961; Macau era Portugu\u00eas at\u00e9 1999, quando os europeus finalmente entregou-o de volta para a China; e Timor Leste ou Timor-Leste tornou-se formalmente independente apenas em 2002.\n\nDom\u00ednio portugu\u00eas na \u00c1sia foi por voltas cruel (como quando come\u00e7aram a captura de crian\u00e7as chinesas para vender como escravos em Portugal), de indiferen\u00e7a, e subfinanciado. Como os franceses, os colonos portugueses n\u00e3o se opuseram \u00e0 mistura com as popula\u00e7\u00f5es locais e criando popula\u00e7\u00f5es crioulas. Talvez a caracter\u00edstica mais importante da atitude imperial Portugu\u00eas, no entanto, foi a teimosia e recusa em retirar, mesmo depois de as outras pot\u00eancias imperiais tinha fechado a loja de Portugal.\n\nO Imperialismo portugu\u00eas foi impulsionado por um desejo sincero de espalhar o catolicismo e fazer toneladas de dinheiro. Ele tamb\u00e9m foi inspirado pelo nacionalismo; originalmente, um desejo de provar for\u00e7a do pa\u00eds, uma vez que saiu de sob o dom\u00ednio dos Mouros, e em s\u00e9culos posteriores, a insist\u00eancia orgulhoso em segurando as col\u00f4nias como um emblema da gl\u00f3ria imperial passado.\n\nFonte: asianhistory.about.com\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/h6>\nO <strong>continente asi\u00e1tico<\/strong> sempre despertou intenso fasc\u00ednio ao homem europeu, por raz\u00f5es variadas, como a riqueza em recursos naturais, a expans\u00e3o crist\u00e3 ou mesmo a estranha m\u00edstica que cerca a \u00c1sia.\n\nVislumbres da onda colonizat\u00f3ria imposta pelas potestades europ\u00e9ias que posteriormente acometeria a regi\u00e3o podem ser tra\u00e7ados (com as devidas propor\u00e7\u00f5es) at\u00e9 o s\u00e9c. XI, com a proclama\u00e7\u00e3o das Cruzadas para retomada de Jerusal\u00e9m e adjac\u00eancias, como a importante cidade de Acre.\n\nO saque a Constantinopla promovido na IV Cruzada, em 1204, demonstra claramente os prop\u00f3sitos de expans\u00e3o econ\u00f4mica e religiosa empreendidos pelos cruzados. Apenas posteriormente estes seriam demonstrados com clareza. No s\u00e9c. XV, as navega\u00e7\u00f5es portuguesas em busca de especiarias chegaram ao sudeste asi\u00e1tico; com as subseq\u00fcentes conquistas, como Calicute, Goa e Macau foi estabelecido um monop\u00f3lio comercial que somente seria desafiado pelos espanh\u00f3is no s\u00e9c. XVI. Os holandeses despontaram ent\u00e3o como poder hegem\u00f4nico na regi\u00e3o no s\u00e9c. XVII, com col\u00f4nias em alguns pontos de locais que hoje correspondem a Indon\u00e9sia, Bangladesh, Ir\u00e3, China e o Sul da \u00cdndia. Foram formadas companhias estatais que detiveram imenso poder no com\u00e9rcio mundial da \u00e9poca, como a Companhia das \u00edndias Orientais, que em 1669 tornou-se a maior empresa do planeta. Com o decl\u00ednio financeiro desta, e seus constantes atritos com a Gr\u00e3-Bretanha, seu n\u00facleo de poder restringiu-se somente \u00e0 por\u00e7\u00e3o leste da \u00cdndia e Indon\u00e9sia, at\u00e9 a grande quebra em 1799. Os brit\u00e2nicos ent\u00e3o come\u00e7aram a expandir sua zona de influ\u00eancia asi\u00e1tica, cujo alvorecer pode ser percebido j\u00e1 no reinado de Elizabeth I. Com a expuls\u00e3o de franceses e holandeses da \u00cdndia em 1763, a Companhia Brit\u00e2nica das \u00cdndias Orientais iniciou seu jugo na regi\u00e3o. Com o enfraquecimento da dinastia Mughal, os brit\u00e2nicos avan\u00e7aram cada vez mais, at\u00e9 absorverem definitivamente a \u00cdndia enquanto col\u00f4nia em 1858. A Fran\u00e7a concentrou-se na Indochina, os russos, na Sib\u00e9ria. A China, especialmente ap\u00f3s a Guerra do \u00d3pio e a Revolta dos Boxers, a despeito de nunca ter sido oficialmente uma zona colonial, tornou-se uma zona de influ\u00eancia, e praticamente um joguete, nas m\u00e3os de brit\u00e2nicos, franceses, russos e japoneses (que sobreviveram aos intentos colonialistas para tornar-se uma grande pot\u00eancia). Apesar do duro tratamento europeu e da eclos\u00e3o do sentimento nacionalista, as na\u00e7\u00f5es locais s\u00f3 respirariam o ar da Independ\u00eancia em meados do s\u00e9c. XX.\n<h4>Descoloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/h4>\nNo curso da Segunda Guerra Mundial intensificam-se os movimentos pela liberta\u00e7\u00e3o e autonomia nacional em quase todos os pa\u00edses do continente asi\u00e1tico.\n\nAssumem a forma de guerras de liberta\u00e7\u00e3o, em geral estimuladas ou dirigidas pelos comunistas, de resist\u00eancia pac\u00edfica ao dom\u00ednio colonial ou de gest\u00f5es diplom\u00e1ticas para a conquista da autonomia.\n<h4>Indochina<\/h4>\nNo decorrer da guerra antijaponesa, cresce um forte movimento de liberta\u00e7\u00e3o nacional no Vietn\u00e3, Laos e Camboja, com a participa\u00e7\u00e3o de comunistas e nacionalistas. No Vietn\u00e3, a guerra de liberta\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigida pelo Vietminh, movimento de frente \u00fanica fundado em 1941 pelo l\u00edder comunista Ho Chi Minh. Em 1945, o Vietminh ignora as decis\u00f5es da Confer\u00eancia de Potsdam quanto \u00e0 divis\u00e3o do Vietn\u00e3 e proclama a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica, tendo Han\u00f3i como capital.\n\nNesse mesmo ano os brit\u00e2nicos ocupam a regi\u00e3o sul e Saigon e, em 1946, passam a administra\u00e7\u00e3o dessa regi\u00e3o \u00e0s autoridades coloniais francesas. O Vietminh aceita o retorno das tropas francesas em troca do reconhecimento da Rep\u00fablica do norte no \u00e2mbito da Uni\u00e3o Francesa. Os ultranacionalistas franceses decidem, por\u00e9m, resolver o problema militarmente. Tropas selecionadas ocupam o delta do rio Vermelho em 1946, deflagrando a guerra que se estende at\u00e9 1954.\n\nO Vietminh combina t\u00e1ticas de guerrilha com a guerra de movimentos. A derrota final dos franceses ocorre na batalha de Dien Bien Phu, em maio de 1954.\n\nA guerra se desenvolve tamb\u00e9m no Laos e no Camboja.\n\n<strong>A Confer\u00eancia de Paz de Genebra, realizada em 1954, divide a Indochina em tr\u00eas Estados independentes:<\/strong> Laos, Camboja e Vietn\u00e3. O Vietn\u00e3 permanece dividido pelo paralelo 17 em duas zonas at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es em 1956.\n<h4>\u00cdndia<\/h4>\n\u00c9 o centro do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico na \u00c1sia, incluindo tamb\u00e9m o atual Paquist\u00e3o e Bengala Oriental (atual Bangladesh ). Durante a Segunda Guerra Mundial crescem os movimentos antibrit\u00e2nicos, que procuram um acordo de independ\u00eancia. O Partido do Congresso (pr\u00f3-independ\u00eancia) sofre grande influ\u00eancia do movimento pacifista de Mohandas Ghandi. A Liga Mu\u00e7ulmana surge da divis\u00e3o do Partido do Congresso, em 1940, com o objetivo de conseguir a separa\u00e7\u00e3o do Paquist\u00e3o da federa\u00e7\u00e3o indiana. Em 1947, ap\u00f3s a negativa de Ghandi e do Partido do Congresso a aceitar o status de dom\u00ednio, \u00e9 proclamada a independ\u00eancia, criada uma Assembl\u00e9ia Constituinte e formado um governo de transi\u00e7\u00e3o. Em 1950 \u00e9 proclamada a Constitui\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Indiana.\n<h4>Mohandas Karamchand Ghandi (1869-1948)<\/h4>\nPrincipal art\u00edfice do movimento de independ\u00eancia indiano, \u00e9 advogado formado em Londres e vive de 1907 a 1914 na \u00c1frica do Sul, onde inicia seu movimento pacifista. Ao retornar \u00e0 \u00cdndia, consegue disseminar seu movimento, cujo m\u00e9todo principal de luta \u00e9 a resist\u00eancia passiva, que nega qualquer colabora\u00e7\u00e3o com o dom\u00ednio brit\u00e2nico, mas mediada pela n\u00e3o-viol\u00eancia (ahimsa). \u00c9 preso pelo menos quatro vezes e sensibiliza a opini\u00e3o p\u00fablica fazendo greves de fome.\n\n<strong>Torna-se famoso por sua simplicidade:<\/strong> usa sand\u00e1lias de campon\u00eas e roupas feitas com algod\u00e3o que ele mesmo tece manualmente. Ganha o apelido de Mahatma (homem santo, patriarca). Tenta manter hindus e mu\u00e7ulmanos unidos, mas os mu\u00e7ulmanos preferem estabelecer um Estado separado, o Paquist\u00e3o.\n\nEm sua homenagem, Indira, filha de Jawaharlal Nehru &#8211; o primeiro a ocupar os cargos de primeiro-ministro e chanceler da \u00cdndia independente -, adota o sobrenome Ghandi. Ele aceita a divis\u00e3o do pa\u00eds para evitar um banho de sangue, o que atrai a ira dos radicais nacionalistas hindus. Um deles assassina Gandhi com um tiro em janeiro de 1948.\n\nFonte: www.conhecimentosgerais.com.br\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/h6>\n<h4>\u00c1sia Central<\/h4>\nEm 1991, as 15 rep\u00fablicas Sovi\u00e9ticas organizaram um plebiscito para decidir a dissolu\u00e7\u00e3o da URSS e conseq\u00fcentemente, R\u00fassia, Ucr\u00e2nia, Ge\u00f3rgia, Azerbaij\u00e3o, Cazaquist\u00e3o, Tadjiquist\u00e3o, e outras tornariam-se pa\u00edses independentes. Realizada as elei\u00e7\u00f5es, a popula\u00e7\u00e3o sovi\u00e9tica votou maci\u00e7amente contra a separa\u00e7\u00e3o. Mas, Boris Yeltsin, apoiado pelos EUA, logo ao assumir o poder, deu inicio ao processo de desagrega\u00e7\u00e3o.\n\nAo se tornarem independentes, essas ex-rep\u00fablicas, tenderam a se afastar cada vez mais da R\u00fassia, sendo cooptadas pelos pelos pa\u00edses ricos do G7. Acabando por se tornaram dependentes economicamente e militarmente dos EUA.\n\nBem armadas, endividadas, seduzidas pelo capital ocidental, navegando sobre um leito de petr\u00f3leo, procuram ampliar e defender sua \u00e1rea geogr\u00e1fica gerando in\u00fameros conflitos fronteiri\u00e7os e separatistas na regi\u00e3o.\n\nA \u00e1rea do Mar C\u00e1spio \u00e9 rica em petr\u00f3leo e g\u00e1s natural e, por coincid\u00eancia \u00e9 exatamente a\u00ed que se situa as ex-rep\u00fablicas mais cobi\u00e7adas, principalmente, Cazaquist\u00e3o, Azerbaij\u00e3o e Ge\u00f3rgia.\n\nO petr\u00f3leo produzido v\u00eam sendo transportado por oleodutos que passa pela Tchetch\u00eania e pela R\u00fassia em dire\u00e7\u00e3o a Novorossysk no Mar Negro.\n\nEssa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 confort\u00e1vel para os EUA e os pa\u00edses ricos ocidentais que j\u00e1 controlam mais de 50% dos investimentos petrol\u00edferos na Bacia do C\u00e1spio.\n\nPortanto, Washington est\u00e1 buscando outras rotas. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 contornar a R\u00fassia, e a proposta \u00e9 um oleoduto que cortaria a Turquia em dire\u00e7\u00e3o ao Mar Mediterr\u00e2neo &#8211; a rota Baku-Ceyhan.\n\nExistem discuss\u00f5es sobre um acordo entre Turquia, Azerbaij\u00e3o e Ge\u00f3rgia para a constru\u00e7\u00e3o de um oleoduto que contornaria a R\u00fassia, ligando a \u00c1sia Central e o Ocidente.\n\nExistem suspeitas de que os conflitos na Tchetch\u00eania, Oss\u00e9tia do Sul, Arm\u00eania, Abkhazia e outros fariam parte de uma conspira\u00e7\u00e3o orquestrada pelos EUA para dividir a regi\u00e3o e torna-la mais facilmente manipul\u00e1vel.\n\nPortanto, o futuro da \u00c1sia Central \u00e9 ca\u00f3tico. Os pa\u00edses fronteiri\u00e7os envolvidos no controle dos oleodutos do C\u00e1spio e nas riquezas de petr\u00f3leo e g\u00e1s na costa, est\u00e3o enfurecidos no meio destas disputas A luta por influ\u00eancia nesta regi\u00e3o pode levar a uma nova corrida armamentista de conseq\u00fc\u00eancias imprevis\u00edveis.\n\nFonte: www.eduquenet.net\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/h6>\n<h4>Imperialismo na \u00c1sia<\/h4>\nO colonialismo do s\u00e9culo XIX (neocolonialismo), incrementado a partir de 1880, tem por base uma nova divis\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica do mundo pelas pot\u00eancias capitalistas em ascens\u00e3o. Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha experimentam um auge industrial e econ\u00f4mico a partir de 1870, seguidos pela Fran\u00e7a e Jap\u00e3o. It\u00e1lia e R\u00fassia ingressam na via da industrializa\u00e7\u00e3o nesse mesmo per\u00edodo. Os monop\u00f3lios e o capital financeiro de cada pot\u00eancia competem acirradamente pelo controle das fontes de mat\u00e9rias-primas e pelos mercados situados fora de seus pa\u00edses.\n<h4>Tipos de col\u00f4nia<\/h4>\n<strong>O neocolonialismo desenvolve pol\u00edtica que tem por eixo dois tipos de col\u00f4nia:<\/strong> as col\u00f4nias comerciais e as col\u00f4nias de assentamento. As col\u00f4nias comerciais devem fornecer mat\u00e9rias-primas e, ao mesmo tempo, constituir-se em mercados privilegiados para produtos e investimentos de capitais das metr\u00f3poles. As col\u00f4nias de assentamento servem de \u00e1reas de recep\u00e7\u00e3o dos excedentes populacionais das metr\u00f3poles.\n<h4>Era Vitoriana<\/h4>\n\u00c9 durante o reinado da rainha Vit\u00f3ria (1837-1901) que a Inglaterra experimenta sua maior expans\u00e3o colonialista, chegando a conquistar um quinto das terras de todo planeta. O sistema parlamentarista \u00e9 consolidado sob a lideran\u00e7a de Benjamin Disraeli e William Gladstone. A prosperidade do Estado e da alta burguesia \u00e9 contrabalan\u00e7ada pela rigidez moral (puritanismo) e pelas p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de vida e trabalho das classes mais pobres da popula\u00e7\u00e3o.\n\nRainha Vit\u00f3ria (1819-1901) \u00e9 como fica conhecida Alexandrina Vit\u00f3ria, rainha do Reino Unido. Nasce no Pal\u00e1cio de Kensington, Londres, filha \u00fanica de Eduardo, duque de Kent, da casa dos Han\u00f4ver. Sucede o tio Guilherme IV em 1837, aos 18 anos. Casa-se com o primo, Alberto de Saxe-Coburgo, e tem nove filhos. Mesmo assessorada por conselheiros e primeiros-ministros, interv\u00e9m pessoalmente em todos os assuntos de Estado, principalmente no que se refere ao com\u00e9rcio exterior. Durante seu reinado, o mais longo da Hist\u00f3ria inglesa, o pa\u00eds chega ao auge do imperialismo. A Inglaterra participa da Guerra dos B\u00f4eres (1899-1902), no sul da \u00c1frica, da Revolta dos Cipaios (1857-1858), na \u00c1sia, e da Guerra do \u00d3pio (1840-1842), na China. Torna-se famosa tamb\u00e9m pela rigidez e pelo puritanismo moral. \u00c9 sucedida por seu filho mais velho, Eduardo VII.\n<h4>PARTILHA DA \u00c1FRICA<\/h4>\nOcorre a partir de 1870, quando a Alemanha e a It\u00e1lia entram em disputa com a Inglaterra e a Fran\u00e7a pela conquista de territ\u00f3rios que sirvam como fontes de abastecimento de mat\u00e9rias-primas industriais e agr\u00edcolas e mercados para seus produtos. Portugal e Espanha conseguem manter alguns de seus antigos territ\u00f3rios coloniais. A Confer\u00eancia de Berlim, em 1884 e 1885, oficializa e estabelece normas para a partilha. Qualquer posse territorial deve ser comunicada \u00e0s pot\u00eancias signat\u00e1rias e toda pot\u00eancia estabelecida na costa tem direito ao interior do territ\u00f3rio, at\u00e9 defrontar com outra zona de influ\u00eancia ou outro Estado organizado.\n<h4>Fran\u00e7a<\/h4>\nConquista territ\u00f3rios no norte da \u00c1frica (Tun\u00edsia, Arg\u00e9lia, Marrocos e parte do Saara), na \u00c1frica ocidental (Senegal, Guin\u00e9, Costa do Marfim, Daom\u00e9 &#8211; atual Benin -, Gab\u00e3o e Congo &#8211; atual Zaire -, estes \u00faltimos denominados \u00c1frica Equatorial Francesa). Domina tamb\u00e9m territ\u00f3rios na \u00c1frica central (N\u00edger, Chade e Sud\u00e3o) e na \u00c1frica oriental (Madagascar, trocada com o Reino Unido por Zanzibar, atual Tanz\u00e2nia), Obok, ba\u00eda de Tadjurah, os sultanatos de Gobad e Ambado e os territ\u00f3rios dos Afars e Issas, atual Djibuti.\n<h4>Reino Unido<\/h4>\nEstabelece territ\u00f3rios coloniais na \u00c1frica ocidental (G\u00e2mbia, Serra Leoa, Costa do Ouro, atual Gana, Nig\u00e9ria e as ilhas de Santa Helena e Ascens\u00e3o), na \u00c1frica oriental (Rod\u00e9sia, atuais Z\u00e2mbia e Zimb\u00e1bue, Qu\u00eania, Som\u00e1lia, ilha Maur\u00edcio, Uganda e Zanzibar, atual Tanz\u00e2nia, e Niassal\u00e2ndia, atual Malavi), e na \u00c1frica meridional (Uni\u00e3o Sul-Africana, incluindo a antiga Col\u00f4nia do Cabo e as ex-rep\u00fablicas b\u00f4eres de Natal, Orange e Transvaal &#8211; \u00c1frica do Sul -, e os protetorados de Bechuanal\u00e2ndia, atual Botsuana, Basutol\u00e2ndia, atual Lesoto, e Suazil\u00e2ndia).\n<h4>Alemanha<\/h4>\nConquista Togo e Camar\u00f5es (\u00c1frica ocidental), Tanganica e Ruanda-Burundi (\u00c1frica oriental) e Nam\u00edbia (\u00c1frica do sudoeste).\n<h4>Portugal<\/h4>\nMant\u00e9m as col\u00f4nias instaladas na \u00c1frica ocidental (Cabo Verde, S\u00e3o Tom\u00e9, Pr\u00edncipe, Guin\u00e9-Bissau), \u00c1frica do sudoeste (Angola e Cabinda) e \u00c1frica oriental (Mo\u00e7ambique).\n<h4>Espanha<\/h4>\nContinua com suas posses coloniais na \u00c1frica do norte (parte do Marrocos, ilhas Can\u00e1rias, Ceuta, territ\u00f3rio de Ifni e Saara Ocidental) e na \u00c1frica ocidental (Guin\u00e9 Equatorial).\n<h4>IMPERIALISMO NA \u00c1SIA<\/h4>\nAs pot\u00eancias europ\u00e9ias, o Jap\u00e3o e os Estados Unidos envolvem-se numa disputa acirrada para redividir os territ\u00f3rios asi\u00e1ticos.\n\nAs pot\u00eancias europeias lan\u00e7aram-se ao controle da \u00c1sia, onde encontraram mat\u00e9rias-primas e um grande mercado para os seus excedentes de manufaturas e capitais. Contudo, a exist\u00eancia de civiliza\u00e7\u00f5es muito desenvolvidas dificultou a conquista e domina\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio asi\u00e1tico. A Gr\u00e3- Bretanha concentrou sua a\u00e7\u00e3o na \u00cdndia, a chamada &#8216;Joia da Coroa&#8217;. A Fran\u00e7a investiu pelo sudeste, na Indochina. Cobi\u00e7ada e disputada, a China acabou subjugada pelas pot\u00eancias capitalistas, com guerras, entre as quais a Guerra do \u00d3pio (1841), e tratados desiguais que proporcionaram aos ocidentais direitos econ\u00f4micos e pol\u00edticos nas \u00e1reas de influ\u00eancia. O Jap\u00e3o conseguiu evitar o dom\u00ednio estrangeiro, apesar das press\u00f5es norte-americanas, mas a vitoriosa a\u00e7\u00e3o do imperador Mutsuhito sobre os poderes locais ligados ao xogum, conseguiu restabelecer a centraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. A Era Meiji industrializou e militarizou o pa\u00eds, alicer\u00e7ando sua pol\u00edtica imperialista.\n<h4>\u00cdndia<\/h4>\nA presen\u00e7a brit\u00e2nica na \u00cdndia com a Companhia das \u00cdndias Orientais supera a concorr\u00eancia portuguesa e francesa desde o s\u00e9culo XVII. Contra essa hegemonia se rebelam, em 1857, as tropas nativas, ou cipaios.\n<h4>Revolta dos Cipaios<\/h4>\nLevante de grupos indianos (cipaios) contra a explora\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica. Come\u00e7a em 1857 e \u00e9 violentamente reprimida pelos brit\u00e2nicos, terminando no ano seguinte. O governo brit\u00e2nico dissolve a Companhia das \u00cdndias, reorganiza o ex\u00e9rcito colonial e converte a \u00cdndia em dom\u00ednio brit\u00e2nico.\n<h4>Influ\u00eancia brit\u00e2nica<\/h4>\nO Reino Unido implanta em territ\u00f3rio indiano um sistema de ensino ingl\u00eas, uma rede ferrovi\u00e1ria e a moderniza\u00e7\u00e3o dos portos. Com seus produtos industriais mais baratos, destr\u00f3i a economia rural aut\u00e1rquica e aumenta o desemprego. Os ingleses se expandem e criam Estados intermedi\u00e1rios no Nepal e But\u00e3o. Entram no Tibete para garantir privil\u00e9gios comerciais. Anexam a Birm\u00e2nia (atual Mianm\u00e1 ) e Ceil\u00e3o (atual Sri Lanka ) e tentam disputar com os russos o dom\u00ednio do Afeganist\u00e3o. O dom\u00ednio brit\u00e2nico faz surgir um movimento nacionalista entre setores das classes abastadas indianas, europeizadas nos col\u00e9gios e universidades inglesas, onde tinham livre curso as id\u00e9ias liberais e democr\u00e1ticas. Em 1885 \u00e9 fundado o Congresso Nacional Indiano, com o objetivo de obter uma participa\u00e7\u00e3o ativa na administra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.\n<h4>China<\/h4>\nAt\u00e9 meados do s\u00e9culo XIX os europeus mant\u00eam feitorias no territ\u00f3rio chin\u00eas, por onde realizam o com\u00e9rcio com as metr\u00f3poles. A partir da\u00ed ocorre uma intensifica\u00e7\u00e3o nas tentativas de dominar o mercado chin\u00eas por meio de guerras e conquistas.\n<h4>Guerra do \u00d3pio<\/h4>\nUma das principais atividades do Reino Unido na regi\u00e3o \u00e9 o cultivo do \u00f3pio (em territ\u00f3rio indiano), que \u00e9 depois vendido aos chineses. Em 1840 as autoridades chinesas passam a reprimir a venda ilegal da droga, o que leva o Reino Unido a declarar a chamada Guerra do \u00d3pio. O conflito termina dois anos depois pela Paz de Nanquin, tratado segundo o qual o Reino Unido retoma o com\u00e9rcio de \u00f3pio e obt\u00e9m ainda a cess\u00e3o de Hong Kong, ponto estrat\u00e9gico para com\u00e9rcio que deve ser devolvido \u00e0 China em 1997. A partir de 1844, Fran\u00e7a, Estados Unidos, Inglaterra e R\u00fassia conquistam o controle de \u00e1reas do territ\u00f3rio chin\u00eas, como Xangai e Tientsin.\n<h4>Guerra Sino-Japonesa<\/h4>\nEm 1868, ap\u00f3s um longo isolamento, o Jap\u00e3o emerge disposto a se tornar uma pot\u00eancia mundial. Seis anos depois, envia tropas contra Formosa (Taiwan), com o objetivo de testar a resist\u00eancia chinesa. Por press\u00e3o diplom\u00e1tica do Reino Unido recolhe as for\u00e7as militares, recebendo uma &#8220;indeniza\u00e7\u00e3o&#8221; da China. O expansionismo japon\u00eas volta a se manifestar em 1879, com a anexa\u00e7\u00e3o das ilhas Ryu-kyu. Mas o principal objetivo do Jap\u00e3o \u00e9 a Cor\u00e9ia, situada em posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e possuidora de grandes reservas minerais, especialmente carv\u00e3o e ferro.\n<h4>Interven\u00e7\u00e3o na Cor\u00e9ia<\/h4>\nChina e Cor\u00e9ia procuram desenvolver la\u00e7os estreitos de colabora\u00e7\u00e3o por interm\u00e9dio de acordos comerciais e militares. A China busca consolidar sua influ\u00eancia na regi\u00e3o, principalmente modernizando as for\u00e7as militares coreanas. Essa atitude provoca diversos confrontos armados entre fac\u00e7\u00f5es pr\u00f3-China e grupos favor\u00e1veis aos interesses do Jap\u00e3o, levando ambos os pa\u00edses a enviarem tropas ao territ\u00f3rio coreano para conter o conflito interno. Estabelecida a normalidade, o Jap\u00e3o, entretanto, decide n\u00e3o abandonar a Cor\u00e9ia, alegando que a situa\u00e7\u00e3o ainda exige a presen\u00e7a das tropas japonesas para evitar novas rebeli\u00f5es.\n<h4>Conflito entre China e Jap\u00e3o<\/h4>\nTem in\u00edcio em agosto de 1894, com o bombardeamento de barcos japoneses pelas for\u00e7as navais chinesas. O contra-ataque do Jap\u00e3o \u00e9 r\u00e1pido e fulminante, derrotando a China em pouco tempo. No in\u00edcio de 1895, o Jap\u00e3o invade a Mandch\u00faria e a prov\u00edncia de Shantung, toma Porto Arthur e controla o acesso mar\u00edtimo e terrestre a Pequim. Em conseq\u00fc\u00eancia, a China admite a derrota e, pelo Tratado de Shimonoseki, reconhece a independ\u00eancia coreana, abre m\u00e3o das ilhas de Formosa e Pescadores e da pen\u00ednsula de Liaotung, na Mandch\u00faria, paga uma indeniza\u00e7\u00e3o ao governo nip\u00f4nico e abre quatro portos em seu territ\u00f3rio ao com\u00e9rcio japon\u00eas.\n<h4>Expans\u00e3o japonesa<\/h4>\n\u00c9 a conseq\u00fc\u00eancia das duras condi\u00e7\u00f5es de paz impostas \u00e0 China, preocupando os governos da R\u00fassia, Fran\u00e7a, Alemanha e Reino Unido. Para os dirigentes russos, a cess\u00e3o da pen\u00ednsula de Liaotung ao Jap\u00e3o desequilibra o mapa pol\u00edtico do Extremo Oriente. Assim, pedem a imediata modifica\u00e7\u00e3o do tratado de paz, seguidos pelos governos da Fran\u00e7a e da Alemanha, temerosos do &#8220;perigo amarelo&#8221;. O Jap\u00e3o cede, exigindo, em contrapartida, um aumento da indeniza\u00e7\u00e3o paga pela China.\n<h4>Incapacidade militar chinesa<\/h4>\nProduz uma corrida entre as pot\u00eancias ocidentais e a R\u00fassia em busca de concess\u00f5es territoriais na China, al\u00e9m de privil\u00e9gios comerciais.\n\n<strong>O resultado \u00e9 desastroso para o governo de Pequim:<\/strong> a R\u00fassia constr\u00f3i um trecho da ferrovia transiberiana na Mandch\u00faria; a Fran\u00e7a consolida as fronteiras do vale do rio Mekong; o Reino Unido alarga as fronteiras da Birm\u00e2nia, avan\u00e7ando em territ\u00f3rio chin\u00eas; a Alemanha ocupa a regi\u00e3o de Tsingtao, enquanto a R\u00fassia toma Porto Arthur, Dairen e parte da prov\u00edncia de Liaotung e a Fran\u00e7a e o Reino Unido arrendam importantes extens\u00f5es territoriais por 99 anos.\n<h4>&#8220;Reforma dos cem dias&#8221;<\/h4>\nO risco de esfacelamento territorial provoca na China uma severa rea\u00e7\u00e3o interna e, durante o per\u00edodo conhecido como &#8220;a reforma dos cem dias&#8221;, o governo inicia a moderniza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o, das For\u00e7as Armadas, da Justi\u00e7a, do com\u00e9rcio e da ind\u00fastria. Essas reformas produzem fortes contesta\u00e7\u00f5es na burocracia governamental e levam a rainha-m\u00e3e, Tzu-hsi, afastada desde a deflagra\u00e7\u00e3o da guerra com o Jap\u00e3o, a reassumir o poder com o apoio de um governo conservador. O imperador \u00e9 mantido como virtual prisioneiro, enquanto parte das reformas administrativas \u00e9 anulada. Tzu-hsi \u00e9 radicalmente contra a moderniza\u00e7\u00e3o e ocidentaliza\u00e7\u00e3o da China e sua pol\u00edtica nacionalista e xen\u00f3foba desemboca na Guerra dos Boxers, em 1900.\n<h4>Revolta dos Boxers<\/h4>\nComo rea\u00e7\u00e3o \u00e0 domina\u00e7\u00e3o estrangeira, nacionalistas se revoltam contra a dinastia mandchu. A Guerra dos Boxers, nome dado pelos ocidentais aos membros de uma sociedade secreta chinesa que organizam a revolta, se espalha pelas zonas costeiras e ao longo do rio Yang-Tse, em 1900. Ex\u00e9rcitos estrangeiros esmagam a rebeli\u00e3o e imp\u00f5em \u00e0 China uma abertura \u00e0 participa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ocidental. O capital estrangeiro implanta ind\u00fastrias, bancos e ferrovias.\n<h4>Nacionalismo chin\u00eas<\/h4>\nA partir de 1905 o nacionalismo se organiza com a funda\u00e7\u00e3o do Partido Nacional do Povo (Kuomintang) por Sun Yat-sen, que defende a democracia e a reforma econ\u00f4mica. Em 1911 tem in\u00edcio a revolu\u00e7\u00e3o nacionalista, que proclama a Rep\u00fablica em 1912.\n<h4>DEPEND\u00caNCIA DA AM\u00c9RICA LATINA<\/h4>\nAo longo do s\u00e9culo XIX, Fran\u00e7a, Reino Unido e Estados Unidos disputam entre si a hegemonia econ\u00f4mica e pol\u00edtica sobre a Am\u00e9rica Latina, que representa fonte de mat\u00e9rias-primas e mercado para seus produtos industriais. Interferem nas disputas pol\u00edticas internas, nas quais revezam-se ditaduras caudilhescas.\n<h4>M\u00e9xico<\/h4>\nPerde quase metade de seu territ\u00f3rio em 1846, como resultado da guerra contra os Estados Unidos. Calif\u00f3rnia, Arizona, Novo M\u00e9xico, Utah, Nevada e parte do Colorado passam ao dom\u00ednio norte-americano. A suspens\u00e3o do pagamento da d\u00edvida externa mexicana, em 1861, provoca a interven\u00e7\u00e3o da Inglaterra, Fran\u00e7a e Espanha, resultando no dom\u00ednio franc\u00eas at\u00e9 1867.\n<h4>Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana<\/h4>\nIndependente desde 1821, o M\u00e9xico s\u00f3 consegue consolidar-se como Estado nacional entre 1876 e 1910 com a ditadura de Porfirio D\u00edaz, o primeiro a ter controle sobre o conjunto do territ\u00f3rio. Exportador de produtos agr\u00edcolas e minerais, o pa\u00eds \u00e9 dominado por uma aristocracia latifundi\u00e1ria. Os camponeses reivindicam terras e as classes m\u00e9dias urbanas, marginalizadas do poder, se op\u00f5em ao regime. Em 1910 o liberal e tamb\u00e9m latifundi\u00e1rio Francisco Madero capitaliza o descontentamento popular e se lan\u00e7a candidato \u00e0 sucess\u00e3o de D\u00edaz. As elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o fraudadas e D\u00edaz vence. O epis\u00f3dio desencadeia uma guerra civil e o pa\u00eds entra num per\u00edodo de instabilidade pol\u00edtica que permanece at\u00e9 1934, quando L\u00e1zaro C\u00e1rdenas assume o poder.\n<h4>Rebeli\u00e3o de 1910<\/h4>\nA reelei\u00e7\u00e3o de D\u00edaz provoca um levante popular no norte e no sul do pa\u00eds. No norte, os rebeldes liderados por Pancho Villa incorporam-se \u00e0s tropas do general dissidente Victoriano Huerta. No sul, um ex\u00e9rcito de camponeses organiza-se sob o comando de Emiliano Zapata e exige uma reforma agr\u00e1ria no pa\u00eds. D\u00edaz \u00e9 deposto em 1911 e Madero assume o poder.\n\n<strong>Enfrenta dissid\u00eancias dentro da pr\u00f3pria elite mexicana e tamb\u00e9m dos camponeses:<\/strong> Zapata recusa-se a depor as armas enquanto o governo n\u00e3o realizar a reforma agr\u00e1ria. Em 1913 Huerta dep\u00f5e e assassina Madero e tenta reprimir os camponeses. Villa e Zapata retomam as armas apoiados por um movimento constitucionalista liderado por Venustiano Carranza. Huerta \u00e9 deposto em 1914, Carranza assume o poder e d\u00e1 in\u00edcio a um processo de reformas sociais, mas a reforma agr\u00e1ria \u00e9 novamente adiada. Em 1915, Villa e Zapata retomam novamente as armas mas Carranza j\u00e1 domina o pa\u00eds.\n\nEm 1917 promulga uma Constitui\u00e7\u00e3o e consolida sua lideran\u00e7a. Zapata \u00e9 assassinado em 1919. Villa retira-se da luta em 1920 e \u00e9 assassinado em 1923.\n\nPancho Villa (1877-1923), como fica conhecido o pol\u00edtico revolucion\u00e1rio mexicano Doroteo Arango. Aos 16 anos teria matado um rico fazendeiro e logo depois se alistado no Ex\u00e9rcito para fugir \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es da Justi\u00e7a. Em 1910, como chefe de guarni\u00e7\u00e3o, toma o partido de Francisco Madero no combate \u00e0 ditadura da Porfirio D\u00edaz. Em maio de 1911 \u00e9 exilado. Madero assume o governo no mesmo ano. Em 1912 o general Victoriano Huerta, que mais tarde deporia e substituiria Madero, condena Villa \u00e0 morte por insubordina\u00e7\u00e3o. Auxiliado por Madero, Villa consegue se refugiar nos Estados Unidos. Depois da morte de Madero e da instaura\u00e7\u00e3o da ditadura de Huerta, Villa volta ao M\u00e9xico e integra as for\u00e7as de Venustiano Carranza, que se opunha ao novo ditador. Contra Huerta combatiam, espalhados por todo pa\u00eds, Pancho Villa, Venustiano Carranza, \u00c1lvaro Obreg\u00f3n e Emiliano Zapata. Na guerra civil que se instala, a cavalaria, com mais de 40 mil homens, comandada por Villa tem papel fundamental. Depois da queda de Huerta, Carranza assume o poder mas se desentende com Villa, que acaba voltando \u00e0 luta e domina o norte do pa\u00eds. Em 1916 uma for\u00e7a expedicion\u00e1ria norte-americana \u00e9 chamada pelo governo para capturar Villa, mas ele consegue escapar. Quando Carranza \u00e9 deposto, Villa se instala no interior como fazendeiro. Casa-se v\u00e1rias vezes e tem filhos com pelo menos oito mulheres diferentes. \u00c9 assassinado numa emboscada.\n\nEmiliano Zapata (1879-1919) revolucion\u00e1rio mexicano e um dois principais l\u00edderes da Revolu\u00e7\u00e3o Mexicana. Filho de \u00edndios, logo cedo toma a lideran\u00e7a de camponeses \u00edndios pela reforma agr\u00e1ria no pa\u00eds. Forma um ex\u00e9rcito e conquista todo sul do M\u00e9xico, rebelando-se contra Porfirio D\u00edaz e os grandes propriet\u00e1rios de terra. Une-se a Pancho Villa e posteriormente volta-se contra os presidentes Madero, Huerta e Carranza, os quais tomam o poder com a ajuda de Zapata, mas fracassam na execu\u00e7\u00e3o da reforma agr\u00e1ria. \u00c9 assassinado por um adepto de Carranza.\n<h4>Regi\u00e3o do Prata<\/h4>\nA influ\u00eancia inglesa mant\u00e9m-se inalterada at\u00e9 a 1a Guerra Mundial (1914-1918), embora sofrendo a concorr\u00eancia dos Estados Unidos, Fran\u00e7a e Alemanha. Ao Reino Unido interessam os produtos agr\u00edcolas e pecu\u00e1rios, os min\u00e9rios e a manuten\u00e7\u00e3o do rio do Prata como \u00e1rea aberta \u00e0 sua influ\u00eancia mar\u00edtima. Em 1828 estimula a Guerra Cisplatina, que leva \u00e0 independ\u00eancia do Uruguai, e em 1852 toma as ilhas Malvinas da Argentina.\n<h4>Argentina<\/h4>\nA presen\u00e7a de uma burguesia mercantil desenvolvida em Buenos Aires, associada ao capital internacional (principalmente ingl\u00eas), acirra o conflito interno entre os unit\u00e1rios, partid\u00e1rios de um governo central forte, e os federalistas, favor\u00e1veis \u00e0 autonomia regional. A ascens\u00e3o de Juan Manuel Rosas ao governo de Buenos Aires marca o in\u00edcio de uma ditadura, de 1829 e 1852, que imp\u00f5e a defesa da ordem civil e eclesi\u00e1stica e resiste \u00e0s press\u00f5es estrangeiras &#8211; o que n\u00e3o impede a ocupa\u00e7\u00e3o das ilhas Malvinas pelo Reino Unido, em 1833. Em 1852, a alian\u00e7a entre o Brasil e o caudilho de Corrientes, Justo Jos\u00e9 de Urquiza, derruba Rosas.\n\nEm 1853 \u00e9 elaborada uma Constitui\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter federalista, embora ainda com governo centralizado. Em 1859, a guerra civil entre Buenos Aires, independente desde 1854, e o governo federal termina com a integra\u00e7\u00e3o, ao resto do pa\u00eds, daquela cidade, que, mais tarde, \u00e9 declarada a capital. A fase posterior \u00e9 de desenvolvimento econ\u00f4mico, coloniza\u00e7\u00e3o do interior e predom\u00ednio olig\u00e1rquico.\n<h4>Uruguai<\/h4>\nSua posi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica, junto ao rio do Prata, torna-o palco de disputas que remontam \u00e0 fase colonial. Em 1821 \u00e9 anexado ao Brasil, por Portugal, com o nome de Prov\u00edncia Cisplatina. A Guerra da Cisplatina, entre Brasil e Argentina, pela posse da regi\u00e3o, possibilita sua independ\u00eancia, em 27\/8\/1828. Mas n\u00e3o encerra as disputas fronteiri\u00e7as com os latifundi\u00e1rios do Rio Grande do Sul. As interven\u00e7\u00f5es brasileiras na regi\u00e3o &#8211; em 1851, contra Manuel Oribe, e em 1864, contra Atanasio Aguirre, em apoio ao general Venancio Flores &#8211; t\u00eam como rea\u00e7\u00e3o a interven\u00e7\u00e3o paraguaia. \u00c9 ela que est\u00e1 na origem da guerra entre esse pa\u00eds e a Tr\u00edplice Alian\u00e7a.\n<h4>Paraguai<\/h4>\nAp\u00f3s a independ\u00eancia, em 1814, o caudilho Jos\u00e9 Gaspar Rodr\u00edguez de Francia, que governa ditatorialmente com o t\u00edtulo de El Supremo, recusa a anexa\u00e7\u00e3o \u00e0 Argentina e isola o pa\u00eds. Em 1840 assume o presidente Carlos Antonio Lopez, que inicia os contatos com o exterior e uma pol\u00edtica de desenvolvimento aut\u00f4nomo, que ser\u00e1 continuada por seu filho, Francisco Solano L\u00f3pez. Seus sonhos expansionistas, de cria\u00e7\u00e3o do Grande Paraguai, terminam com a derrota para o Brasil, secundado pela Argentina e Uruguai (1870). O pa\u00eds fica numa crise profunda, arrasado social e economicamente.\n<h4>Regi\u00e3o do Pac\u00edfico<\/h4>\nO capital ingl\u00eas associa-se \u00e0s oligarquias locais, estimulando a forma\u00e7\u00e3o de Estados independentes (Col\u00f4mbia, Equador, Peru, Bol\u00edvia e Chile). O Reino Unido se dedica principalmente \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de prata, cobre, salitre e outros minerais.\n<h4>Chile<\/h4>\nO autoritarismo de Bernardo O&#8217;Higgins o faz ser derrubado, em 182, por Ram\u00f3n Freire, ditador at\u00e9 1826. A desordem que impera durante o governo do general Francisco Pinto leva \u00e0 guerra civil e \u00e0 ditadura de Diego Portales (1830-1841). Depois disso, com Manuel Bulnes, o pa\u00eds entra numa fase de estabilidade.\n<h4>Am\u00e9rica Central<\/h4>\nA hegemonia norte-americana ocorre desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Consolida-se com a desagrega\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o das Prov\u00edncias Unidas da Am\u00e9rica Central e com a oficializa\u00e7\u00e3o da Doutrina Monroe como base da pol\u00edtica exterior dos Estados Unidos. Estes interv\u00eam na regi\u00e3o para garantir concess\u00f5es territoriais a monop\u00f3lios agr\u00edcolas norte-americanos. A guerra pela independ\u00eancia de Cuba, iniciada em 1895 por Jos\u00e9 Mart\u00ed e Antonio Maceo, serve de pretexto para a interven\u00e7\u00e3o norte-americana e para o desencadeamento da guerra entre os Estados Unidos e a Espanha. Cuba conquista a independ\u00eancia em 1902, sob tutela dos Estados Unidos. Como resultado da derrota espanhola, em 1898, Porto Rico passa ao dom\u00ednio norte-americano. Em 1903, por imposi\u00e7\u00e3o da frota naval norte-americana, o Panam\u00e1 separa-se da Col\u00f4mbia e concede aos Estados Unidos a soberania sobre a Zona do Canal do Panam\u00e1.\n<h4>DISPUTA PELO IMP\u00c9RIO OTOMANO<\/h4>\nA decad\u00eancia do Imp\u00e9rio Turco-Otomano come\u00e7a por causas internas, como administra\u00e7\u00e3o corrupta, enfraquecimento do Ex\u00e9rcito e rebeli\u00f5es das nacionalidades submetidas. O processo \u00e9 acelerado pelo avan\u00e7o das pot\u00eancias europ\u00e9ias sobre os B\u00e1lc\u00e3s e pelo dom\u00ednio dos acessos mar\u00edtimos ao mar Negro e ao Mediterr\u00e2neo oriental.\n<h4>Guerra da Crim\u00e9ia<\/h4>\nCome\u00e7a com a invas\u00e3o russa dos principados otomanos do Dan\u00fabio, em 1853. A Turquia recebe o apoio do Reino Unido, Fran\u00e7a e Sardenha, interessados em impedir que a R\u00fassia controle os estreitos de B\u00f3sforo e Dardanelos. Em troca, permite a entrada de capitais ocidentais na Turquia. Mas na Confer\u00eancia de Londres, em 1875, a R\u00fassia obt\u00e9m o direito de livre tr\u00e2nsito nos estreitos e, em 1877, inicia nova guerra contra a Turquia a pretexto de libertar os crist\u00e3os dos B\u00e1lc\u00e3s. O Congresso de Berlim, em 1878, consagra a independ\u00eancia dos Estados balc\u00e2nicos e as perdas turcas de Chipre, para o Reino Unido, da Arm\u00eania e parte do territ\u00f3rio asi\u00e1tico para a R\u00fassia e da B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina para o Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro. Em 1895 o Reino Unido apresenta um plano de partilha da Turquia, recha\u00e7ado pela Alemanha, que prefere garantir para si concess\u00f5es ferrovi\u00e1rias.\n<h4>Guerras balc\u00e2nicas<\/h4>\nA crise come\u00e7a em 1908, com a anexa\u00e7\u00e3o da B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina pelo Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro, a anexa\u00e7\u00e3o de Creta pela Gr\u00e9cia e a independ\u00eancia da Bulg\u00e1ria. Surgem os planos de forma\u00e7\u00e3o da Grande S\u00e9rvia e da Grande Gr\u00e9cia, com base na desintegra\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Otomano e na redivis\u00e3o territorial dos B\u00e1lc\u00e3s. Em 1912 e 1913, em virtude de dist\u00farbios na Alb\u00e2nia, desordens internas na Turquia e expans\u00e3o italiana no norte da \u00c1frica e no mar Egeu, a crise ganha dimens\u00e3o regional. Forma-se a Liga Balc\u00e2nica, integrada pela S\u00e9rvia, Bulg\u00e1ria, Gr\u00e9cia e Montenegro, com apoio da R\u00fassia, contra as amea\u00e7as de expans\u00e3o austro-h\u00fangaras.\n<blockquote><strong>1a Guerra Balc\u00e2nica &#8211;<\/strong> Envolve em 1912, de um lado, os pa\u00edses da Liga Balc\u00e2nica e, do outro, a Turquia. A S\u00e9rvia exige acesso ao Adri\u00e1tico, contra a oposi\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia, que pretende anexar a Alb\u00e2nia. A Gr\u00e9cia quer expulsar a It\u00e1lia do Dodecaneso, enquanto a \u00c1ustria-Hungria op\u00f5e-se \u00e0 expans\u00e3o da It\u00e1lia e da S\u00e9rvia e se alia \u00e0 Bulg\u00e1ria. Como resultado, a Turquia perde os territ\u00f3rios balc\u00e2nicos.\n\n<strong>2a Guerra Balc\u00e2nica &#8211;<\/strong> Em 1913, come\u00e7a pelo ataque da Bulg\u00e1ria \u00e0 S\u00e9rvia na tentativa de obter maiores territ\u00f3rios na divis\u00e3o do Imp\u00e9rio Otomano. Rom\u00eania, Gr\u00e9cia, Montenegro e Turquia interv\u00eam a favor da S\u00e9rvia. A \u00c1ustria-Hungria amea\u00e7a intervir a favor da Bulg\u00e1ria, que perde territ\u00f3rios, enquanto a Alb\u00e2nia converte-se em principado aut\u00f4nomo.<\/blockquote>\nFonte: www.abecitrus.com.br\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/h6>\n<h4>L\u00edngua Chinesa<\/h4>\n<strong>O Chin\u00eas \u00e9 composto por sete dialetos principais: <\/strong>o mandarim, canton\u00eas, Hakka, Wu, Min, Xiang e Gan.\n\nA variedade de mandarim baseado no discurso na capital Pequim \u00e9 a l\u00edngua oficial nacional da China continental e \u00e9 denominado Putonghua linguagem comum.\n\nA l\u00edngua de fato comum em Hong Kong e comunidades chinesas ultramarinas \u00e9 canton\u00eas.\n\nEntre as l\u00ednguas oficiais de Taiwan s\u00e3o mandarim, de Taiwan, e Hakka.\n\nOs dialetos chineses n\u00e3o s\u00e3o mutuamente intelig\u00edveis, mas s\u00e3o chamados dialetos de pontos sociol\u00f3gicos e pol\u00edticos de vista.\n\nA maioria dos dialetos s\u00e3o eles mesmos compostos de um n\u00famero de n\u00e3o-mutuamente intelig\u00edveis subvariedades.\n\nSeis dos sete dialetos principais s\u00e3o, no sudeste da China, ao sul do rio Yangtze.\n\nMandarim \u00e9 falado na maioria do norte da China e parte do oeste da China.\n\nOs chineses han representam cerca de 92 por cento do total da popula\u00e7\u00e3o chinesa. Cerca de dois ter\u00e7os da popula\u00e7\u00e3o Han fala uma variante do mandarim como l\u00edngua nativa.\n\nUma parte significativa da popula\u00e7\u00e3o Han \u00e9, portanto, bil\u00edng\u00fce. Nestas circunst\u00e2ncias, a linguagem comum \u00e9 usada como segunda l\u00edngua para a comunica\u00e7\u00e3o formal no governo, m\u00eddia e educa\u00e7\u00e3o. A l\u00edngua materna prim\u00e1ria \u00e9 usada para as ocasi\u00f5es restantes, como conversa em casa, entre amigos e parentes, entretenimento, etc.\n\nTodas as variedades de chineses pertencem ao sino tibetano fam\u00edlia de l\u00ednguas. Os membros da fam\u00edlia s\u00e3o tipicamente Sinitic tonal, significando que diferentes tons, ou entona\u00e7\u00f5es, distinguir palavras que de outra forma se manifestam de forma id\u00eantica. Chin\u00eas por origem \u00e9 monossil\u00e1bico. O vocabul\u00e1rio de dialetos mais recentes na \u00e1rvore lingu\u00edstica tais s\u00e3o mandarim tendem a se tornar mais polissil\u00e1bico (palavras compostas) como um ajuste \u00e0 perda de uma s\u00e9rie de sons em compara\u00e7\u00e3o com chinesa antiga.\n\nApesar da diversidade de express\u00e3o da parte chinesa Han um roteiro comum de fazer comunica\u00e7\u00e3o escrita poss\u00edvel entre pessoas que falam dialetos mutuamente inintelig\u00edveis.\n<h4>Sobre L\u00edngua Chinesa<\/h4>\n<blockquote><strong>Mandarim<\/strong> \u00e9 a forma mais falada do chin\u00eas. <strong>\nL\u00edngua chinesa<\/strong> tem mais falantes nativos do que qualquer outro idioma. <strong>\nL\u00edngua chinesa<\/strong> \u00e9 mais falado na China, Taiwan, Cingapura e Mal\u00e1sia. <strong>\nL\u00edngua chinesa<\/strong> (mandarim) \u00e9 uma das seis l\u00ednguas oficiais utilizados pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas. <strong>\nL\u00edngua chinesa<\/strong> \u00e9 escrita com s\u00edmbolos. Esses s\u00edmbolos s\u00e3o chamados caracteres chineses. Caracteres chineses representam o sistema mais antigo de escrita no mundo. L\u00edngua chinesa \u00e9 a mais antiga l\u00edngua conhecida registrado que foi escrito sobre velhos ossos e carapa\u00e7as de tartarugas.\nExistem mais de <strong>100.000 caracteres chineses.<\/strong> <strong>\nL\u00edngua chinesa<\/strong> n\u00e3o tem alfabetos. Pinyin \u00e9 uma maneira de escrever o chin\u00eas mandarim com o alfabeto romano.\nA parte mais dif\u00edcil quando se estuda <strong>a l\u00edngua chinesa<\/strong> est\u00e1 ficando seus tons direito e aprender a ler e escrever caracteres chineses.<\/blockquote>\nFonte: www.chinalanguage.com\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/h6>\n<h4>L\u00edngua Chinesa<\/h4>\nOs caracteres chineses evolu\u00edram dos desenhos e sinais formando a arte da caligrafia, independente do processo da escrita.\n\nO que os cal\u00edgrafos usam \u00e9 papel, pincel e tinta e o que escrevem s\u00e3o linhas, entretanto, essas linhas se dividem em v\u00e1rias formas caligr\u00e1ficas e estilos art\u00edsticos.\n\nEm quase todas as dinastias da China surgiram cal\u00edgrafos famosos.\n\nA arte e o estilo da caligrafia de cada um constitu\u00eda a representa\u00e7\u00e3o t\u00edpica de uma dinastia. O\n\nfamoso cal\u00edgrafo Wang Xizhi, da dinastia Jin do Leste, foi chamado de &#8220;santo dos cal\u00edgrafos&#8221;.\n\nSua escrita cursiva, bela e majestosa, vivaz e vigorosa, era estimada por todos. Seu filho Wang Xianzhi fazia a caligrafia dos caracteres chineses mais distinta. A dinastia Tang marcou um per\u00edodo de esplendor da caligrafia da China com Ouyang Xun, Zhu Suiliang, Yan Zhenqing e Liu Gongquan como representantes, suas obras s\u00e3o at\u00e9 hoje modelos de caligrafia.\n\nAs obras do grande cal\u00edgrafo moderno Wu Changshuo se destacam pelo estilo conciso e fluido e as estruturas variadas. O cal\u00edgrafo incrustou caracteres nas pinturas formando sua pr\u00f3pria forma de caligrafia e pintura.\n\nAtualmente, n\u00e3o se usa muito o pincel, entretanto, a caligrafia, como arte, \u00e9 praticada por muita gente. Procura-se escrever caracteres regulares e belos e mostrar as modalidades imponentes da caligrafia dos caracteres chineses.\n\nA Associa\u00e7\u00e3o de Cal\u00edgrafos da China e os grupos locais de diferentes n\u00edveis desenvolvem sempre atividades. Inclusive em algumas universidades, institui\u00e7\u00f5es e empresas existem grupos de cal\u00edgrafos. Atrav\u00e9s de discuss\u00f5es, exibi\u00e7\u00f5es e reuni\u00f5es, os cal\u00edgrafos e conhecedores realizam trocas m\u00fatuas.\n\nA caligrafia chinesa \u00e9 como uma rara e ex\u00f3tica flor na hist\u00f3ria de civiliza\u00e7\u00e3o e \u00e9 uma preciosidade sem igual na cultura Oriental.\n\nGraficamente, \u00e9 comparada a pintura em sua habilidade para evocar emo\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de uma rica variedade de forma e desenho.\n\nComo arte abstrata, exibe o r\u00edtmico e harmonioso fluxo da m\u00fasica. E de um ponto de vista pr\u00e1tico, \u00e9 um idioma escrito.\n\nFonte: www.chinaonline.com.br\n<h6>Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/h6>\n<h4>Timor Leste e o Imp\u00e9rio Luso na \u00c1sia<\/h4>\n&#8220;&#8230;todos os europeus sempre se comportaram em rela\u00e7\u00e3o aos asi\u00e1ticos como se os princ\u00edpios do direito internacional n\u00e3o se pudessem aplicar fora da Europa, como se a dignidade moral dos povos da \u00c1sia n\u00e3o pudesse colocar-se no mesmo p\u00e9 com o deles.&#8221; K.M.Panikkar &#8211; A domina\u00e7\u00e3o ocidental na \u00c1sia, 1969\n\nTimor Leste \u00e9 apenas uma parte da ilha de Timor, pertencente ao arquip\u00e9lago da Indon\u00e9sia que se comp\u00f5e por mais de 17 mil ilhas. Ela, a ilha, situa-se h\u00e1 uns 650 quil\u00f4metros ao norte da Austr\u00e1lia e foi at\u00e9 1975 parte do Imp\u00e9rio Colonial Portugu\u00eas da \u00c1sia. Liderados pela Frentilin (Frente Nacional de Liberta\u00e7\u00e3o do Timor Leste), formada em 1974 e capitaneada por Xanana Gusm\u00e3o, um guerrilheiro esquerdista, os timorenses do leste proclamaram sua rep\u00fablica em 1975, logo que a administra\u00e7\u00e3o portuguesa abandonou a ilha e depois de uma curta guerra civil com os setores locais que desejavam a reintegra\u00e7\u00e3o na Indon\u00e9sia.\n\nA Indon\u00e9sia naquela \u00e9poca estava vivendo sob a ditadura anti-comunista do General Suharto(1965-1998) que decidiu-se ocupar a outra parte da ilha de Timor.\n\nOs americanos que rec\u00e9m haviam se retirado do Vietn\u00e3 em 1975, apoiaram a opera\u00e7\u00e3o militar porque n\u00e3o podiam aceitar a exist\u00eancia de uma \u00e1rea pr\u00f3-comunista, ainda que pequena, dentro da esfera geogr\u00e1fica da Indon\u00e9sia, sua aliada na regi\u00e3o. A pretexto de liquidar as atividades de um movimento guerrilheiro subversivo e separatista, o Ex\u00e9rcito Indon\u00e9sio praticou uma pol\u00edtica de viol\u00eancia indiscriminada contra a popula\u00e7\u00e3o civil, tornada quase toda ela inimiga (estimam, exageradamente, em 200 mil v\u00edtimas em 20 anos de repress\u00e3o e fome).\n\nNas v\u00e9speras da vota\u00e7\u00e3o do plebiscito &#8211; marcado para o dia 30 de agosto de 1999 &#8211; para decidir se os timorenses do leste preferiram a autonomia ou a independ\u00eancia, o bispo Ximenes Belo, l\u00edder espiritual do Timor Leste, numa missa de concilia\u00e7\u00e3o realizada na cidade de Suai, no interior da ilha, proclamou a disposi\u00e7\u00e3o dos nativos em &#8220;formar uma nova fam\u00edlia&#8221; &#8211; frase que significava um sinal para que todos votassem a favor da independ\u00eancia &#8211; isto que, \u00e9 que constitu\u00edssem um novo pa\u00eds chamado Timor Loro Sae. As viol\u00eancia perpetradas pelas mil\u00edcias, estimulados pelos militares indon\u00e9sios, quase 100 mortos depois da apura\u00e7\u00e3o do resultado da vota\u00e7\u00e3o, fizeram com que a Indon\u00e9sia fosse denunciada como violadora dos direitos humanos dos timorenses e obrigada a aceitar &#8211; depois da aprova\u00e7\u00e3o pelo Conselho Superior da ONU &#8211; uma for\u00e7a de interven\u00e7\u00e3o.\n<h4>O dom\u00ednio dos brancos<\/h4>\nO que assiste-se em Timor Leste \u00e9 um dos \u00faltimos atos do processo de descoloniza\u00e7\u00e3o que deu-se a partir do fim da II\u00aa Guerra Mundial. At\u00e9 1948 quase toda a \u00c1sia estava em m\u00e3os de quatro pot\u00eancias colonialistas europ\u00e9ias &#8211; a Gr\u00e3-Bretanha tinha a parte de le\u00e3o (a \u00cdndia, a Birm\u00e2nia, a Mal\u00e1sia, Cingapura e Hong Kong), a Fran\u00e7a (a Indochina e o Camboja), a Holanda (a Indon\u00e9sia), Portugal (Goa, Timor Leste e Macau), e os Estados Unidos que controlavam as ilhas Filipinas (que foram col\u00f4nia da Espanha at\u00e9 1898). O estatuto da China por sua vez, antes de 1949, estava longe de ser independente pois ela de fato, ainda que n\u00e3o formalmente, continuava sendo &#8220;a col\u00f4nia de todas as metr\u00f3poles&#8221; como tristemente constatou certa vez Sun Yat-sen, o primeiro presidente da Republica Chinesa, proclamada em 1911.\n\nEste longo dom\u00ednio de 450 anos iniciou-se em 1498, quando os quatro barcos do navegador portugu\u00eas Vasco da Gama chegaram ao porto indiano de Calicute, e completou-se onze anos depois, em 1509, pela vit\u00f3ria do navegante Francisco de Almeida no largo de Dio, na \u00cdndia, sobre a esquadra do sult\u00e3o eg\u00edpcio, comandada pelo mu\u00e7ulmano Mir Hussein. Proclamaram-se os portugueses desde ent\u00e3o &#8211; gra\u00e7as a efic\u00e1cia da sua &#8220;pol\u00edtica das canhoneiras&#8221; -, como os &#8220;Senhores da Navega\u00e7\u00e3o&#8221;, exercendo sobre o com\u00e9rcio oriental um monop\u00f3lio que durou at\u00e9 o final do s\u00e9culo 16.\n\nRompido o monop\u00f3lio luso, mercadores, comerciantes, funcion\u00e1rios das Companhias das \u00cdndias Orientais (inglesa, holandesa e francesa), agentes mission\u00e1rios cat\u00f3licos e protestantes, administradores p\u00fablicos, soldados e aventureiros de todos os tipos chegados da Europa, lan\u00e7aram-se cobi\u00e7osos sobre as riquezas naturais e minerais e sobre as cren\u00e7as dos povos asi\u00e1ticos, tornando-os seus vassalos econ\u00f4micos. Enquanto isso padres e pastores crist\u00e3os tentaram converter os asi\u00e1ticos em seus s\u00faditos espirituais.\n\nEstes conquistadores brancos e suas mulheres, serviram como inspira\u00e7\u00e3o para in\u00fameros escritores brancos, tornando-se os principais personagens dos romances de Joseph Conrad (Lord Jim, no Cora\u00e7\u00e3o das Trevas), dos poemas de Rudyard Kipling (King, o Livro da Floresta) e dos contos e novelas de Somerset Maugham (Contos dos Mares do Sul).\n<h4>O Imp\u00e9rio Portugu\u00eas na \u00c1sia<\/h4>\nAo contr\u00e1rio do que encontraram no Brasil &#8211; um imenso litoral escassamente povoado por ind\u00edgenas geralmente cordatos, praticamente aberto \u00e0 extra\u00e7\u00e3o direta das suas riquezas -, nas \u00cdndias a situa\u00e7\u00e3o era outra. Concentravam-se na imensa \u00c1sia antiqu\u00edssimas culturas e civiliza\u00e7\u00f5es cujas origens perdiam-se nos tempos.\n\nEm contradi\u00e7\u00e3o com grande parte do Novo Mundo, a popula\u00e7\u00e3o l\u00e1 era densa, de milh\u00f5es. No mundo oriental existiam estados e reinos bem organizados que, se bem que n\u00e3o detentores de uma t\u00e9cnica militar avan\u00e7ada, podiam resistir com maior \u00eaxito ao invasor, ao colonizador, como tamb\u00e9m tinham uma s\u00f3lida e tradicional cultura religiosa &#8211; hindu\u00edsta, budista, isl\u00e2mico e confucionista &#8211; que repudiou as tentativas de cristianiza\u00e7\u00e3o impostas pelos brancos.\n\nN\u00e3o demorou para que Portugal, reino pequeno, de parcos recursos e com escassa popula\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s ter escancarado as portas do mercado oriental, ter que se contentar com limitadas possess\u00f5es no litoral do Oceano \u00cdndico e no Mar da China.\n\nO Imp\u00e9rio Portugu\u00eas naquela parte do mundo reduziu-se a um conjunto de portos e feitorias que, partindo da costa africana, passando por Ormuz, Dio, Goa, Calicute, Colombo, M\u00e1laca, Java, as ilhas Molucas, chegavam ao seu extremo \u00e0 Macau no litoral da China (em frente a hoje Hong Kong). Neste dilatado arco comercial, que quase cobria o mundo inteiro, atravessando milhares de milhas n\u00e1uticas, de Macau na China \u00e0 Lisboa na Europa, comerciava-se com sedas, ouro, prata, pedras preciosas, pimentas, cravo, canela, gengibre, e tudo o mais que a fantasia e as necessidades europ\u00e9ias demandavam.\n\nApesar da fragilidade deste imp\u00e9rio, reduzido com o passar do tempo ao porto indiano de Goa (*), \u00e0 ilha de Timor Leste na Indon\u00e9sia, e \u00e0 cidade de Macau na China, foi o que mais tempo durou.\n\n<strong>A descoloniza\u00e7\u00e3o:<\/strong> enquanto que as outras pot\u00eancias colonialistas, debilitadas pelas duas guerras mundiais, viram-se constrangidas, depois de 1945, a aceitar a emancipa\u00e7\u00e3o dos povos e regi\u00f5es que outrora dominaram na \u00c1frica e na \u00c1sia, os portugueses conseguiram manter suas \u00e1reas sob controle at\u00e9 recentemente. Essa sobrevida do colonialismo luso deveu-se a que Portugal ficou neutro na II\u00aa Guerra Mundial (1939-45), n\u00e3o sofrendo o desgaste humano e material dos que dela participaram. Goa foi ocupada por uma opera\u00e7\u00e3o militar do ex\u00e9rcito indiano em 1961 e reintegrada \u00e0 \u00cdndia; Timor Leste foi deixada em 1975 e ocupada em seguida pela Indon\u00e9sia, enquanto que o porto de Macau ser\u00e1 reintegrado \u00e0 China Popular no final do ano 2000.\n\n<strong>(*)<\/strong> Goa tornou-se o centro do com\u00e9rcio luso na \u00c1sia, nela Afonso de Albuquerque fundou a primeira igreja em 1511, data do in\u00edcio do vice-reinado da \u00cdndia.\n<h4>Timor Leste<\/h4>\n\u00c9 grande a complexidade da situa\u00e7\u00e3o do Timor Leste, apenas uma parte de uma pobre ilha de 33 mil km 2. No ponto de vista do direito internacional &#8211; aquele configurado depois da II\u00aa Guerra Mundial, resultante da Descoloniza\u00e7\u00e3o -, nada h\u00e1 em recriminar-se a Indon\u00e9sia por t\u00ea-la ocupado, pois Timor historicamente fazia parte do antigo Reino de Java, que existia bem antes da chegada dos europeus invasores. Colonizada pelos portugueses desde 1515, que instalaram sua capital em Dili, ela foi partilhada com os holandeses da Companhia das \u00cdndias Orientais em 1613, que tornaram Kupang na sua capital. Em 1942 ela foi ocupada pelos japoneses que, depois da derrota em 1945 retiraram-se dali.\n\n<strong>O apoio da m\u00eddia ocidental ao separatismo:<\/strong> o problema \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o local do Timor Leste adotou, ao longo dos quatro s\u00e9culos e meio de domina\u00e7\u00e3o, a cultura do colonizador, fazendo uso da l\u00edngua portuguesa e aceitando o catolicismo. A fidelidade a esses valores culturais, idioma e cren\u00e7a, fez com que a m\u00eddia ocidental, estimulada especialmente pelos portugueses, transformasse a causa da independ\u00eancia timorense numa causa universal. A isso soma-se o fato da poderosa Igreja Cat\u00f3lica n\u00e3o ver com simpatia a absor\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os timorenses por uma Rep\u00fablica Isl\u00e2mica (eles s\u00e3o uns 800 mil numa Indon\u00e9sia de mais de 200 milh\u00f5es de mu\u00e7ulmanos). Os padres cat\u00f3licos, temendo serem expulsos, tornaram-se em Timor, neste \u00faltimos vinte e cinco anos, em agentes separatistas, pregando a resist\u00eancia \u00e0 Indon\u00e9sia, a rejei\u00e7\u00e3o da l\u00edngua javanesa e ao islamismo.\n\n<strong>A Austr\u00e1lia: <\/strong>sendo apenas uma parte de uma pequena ilha paup\u00e9rrima, Timor Leste, constitu\u00eddo como estado-nacional, fatalmente depender\u00e1 de outro poder regional que se contraponha ao da Indon\u00e9sia. Encontra esse suporte na vizinha Austr\u00e1lia. Esta tem oferecido abrigo aos timorenses fugitivos da repress\u00e3o bem como \u00e0s suas diversas lideran\u00e7as civis, entre elas a do l\u00edder civil da resist\u00eancia o dr. Ramos Horta, quem, juntamente com o bispo Ximenes Belo, recebeu o Primeiro Nobel da Paz em 1996. Substituindo os Estados Unidos como for\u00e7a policial na regi\u00e3o, a Austr\u00e1lia chama a si a fun\u00e7\u00e3o interventora (enviou, autorizada pelo Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, ao Timor Leste 4,5 mil soldados). Em breve, se confirmada a independ\u00eancia, ela que j\u00e1 controla os recursos petrol\u00edferos da ilha, ir\u00e1 satelitizar o Timor Leste. Desta forma a Austr\u00e1lia representa aos olhos dos indon\u00e9sios uma tentativa de retomada &#8211; ainda que abrigada pela bandeira da prote\u00e7\u00e3o aos direitos humanos &#8211; a postura colonialista dos brancos ocidentais.\n\n<strong>A crise geral da Indon\u00e9sia:<\/strong> a crise timorense voltou ao cen\u00e1rio internacional recentemente por duas raz\u00f5es. A primeira deu-se pela outorga do Nobel da Paz a dois timorenses engajados na causa separatista. Aquele laurel foi um estimulo para que a popula\u00e7\u00e3o local resistisse, pois teriam o apoio do Ocidente. A segunda decorreu do fim ditadura do General Suharto em maio de 1998, ap\u00f3s uma generalizada rebeli\u00e3o civil em Jacarta. A fragiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da Indon\u00e9sia p\u00f3s-ditatorial e o clima ca\u00f3tico que varreu grande parte do arquip\u00e9lago, estimulou os separatistas. O novo governante, o Presidente B.J. Habibie, um homem de transi\u00e7\u00e3o, acatou as press\u00f5es ocidentais.(*) Concordou ent\u00e3o com a realiza\u00e7\u00e3o de um plebiscito, supervisionado pela ONU, onde a popula\u00e7\u00e3o timorense poderia decidir-se a favor ou contra a integra\u00e7\u00e3o com a Indon\u00e9sia.\n\n<strong>(*) <\/strong>Nas primeiras elei\u00e7\u00f5es livres realizadas na Indon\u00e9sia em mais de 30 anos, ocorridas en junho de 1999, o partido da ditadura, o Golkar, foi derrotado pela candidatura oposicionista de Megawati Sukarnoputri, filha de Sukarno, o her\u00f3i da independ\u00eancia da Indon\u00e9sia que se tornar\u00e1 a nova presidente em novembro de 1999.\n\n<strong>O plebiscito tr\u00e1gico:<\/strong> encerrada a vota\u00e7\u00e3o em 4 de setembro de 1999, revelou-se que 78,5% dos votantes (mais de 345 mil eleitores foram as urnas) preferiram a independ\u00eancia do Timor Leste. Os militares indon\u00e9sios que j\u00e1 h\u00e1 algum tempo vinham arregimentando e armando grupos de milicianos para que atuassem na intimida\u00e7\u00e3o dos desejos autonomistas da popula\u00e7\u00e3o, estimularam as turbas de assassinos de aluguel a fazerem o que bem entendessem. Bem \u00e0 vista dos soldados indon\u00e9sios, que apenas fingiam embara\u00e7\u00e1-los, eles deram para atacar os habitantes indefesos da ilha. Mais de 100 mil timorenses do leste refugiaram-se nas montanhas ou abrigaram-se no outro lado da ilha. N\u00e3o satisfeitos, os milicianos jogaram tochas incendi\u00e1rias nas casas ou hot\u00e9is daqueles que abrigassem representantes das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Dili, a capital timorense, foi reduzida \u00e0 ru\u00edna e ao saque pelos milicianos.\n\n<strong>A ambig\u00fcidade da pol\u00edtica da Indon\u00e9sia: <\/strong>distingue-se duas pol\u00edticas oficiais, antag\u00f4nicas e conflitantes, praticadas pelo confuso e inseguro governo da Indon\u00e9sia. A adotada pelo Presidente Habibe resultou da press\u00e3o internacional, especialmente da ocidental, sobre ele, tendo impl\u00edcito a possibilidade do governo indon\u00e9sio vir a ser derrotado no plebiscito. Os militares por sua vez, tinham outra estrat\u00e9gia. Constrangidos a aceitar um plebiscito imposto de fora, os comandados do General Wiranto acreditaram poder venc\u00ea-lo atrav\u00e9s da intimida\u00e7\u00e3o. Para tanto apelaram &#8211; com a orienta\u00e7\u00e3o do Kopassus, as for\u00e7as especiais ligadas ao Servi\u00e7o de Seguran\u00e7a &#8211; para a t\u00e1tica do terror, intimidando a popula\u00e7\u00e3o desarmada. Ou sen\u00e3o, como terminaram por fazer, revertendo o resultado eleitoral pr\u00f3-independ\u00eancia \u00e0 for\u00e7a, pela expuls\u00e3o de grande parte da popula\u00e7\u00e3o para o outro lado da ilha, no controle deles. A combina\u00e7\u00e3o desastrada de ambas as pol\u00edticas, a dos civis e a dos militares, fez por conduzir a Indon\u00e9sia a aceitar a ocupa\u00e7\u00e3o do Timor Leste por tropas estrangeiras, sob o mandato da ONU. Uma situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 inaceit\u00e1vel para os sentimentos nacionalistas ofendidos.\n\n<strong>O temor da dissolu\u00e7\u00e3o: <\/strong>temem os militares, n\u00e3o sem raz\u00e3o, que o caso do Timor Leste sirva como exemplo para um poss\u00edvel desmantelamento da Indon\u00e9sia como estado. Outras ilhas do arquip\u00e9lago, como nas prov\u00edncias de Irian Jaya e Aceh, habitada por uma dissid\u00eancia mu\u00e7ulmana, encontra-se em p\u00e9 de guerra clamando pela autonomia. O estado-nacional indon\u00e9sio sente-se assim duplamente amea\u00e7ado. A agita\u00e7\u00e3o contra a o governo militar em agonia casa-se agora com os movimentos separatistas.\n\n<strong>A posi\u00e7\u00e3o norte-americana:<\/strong> quem encontra-se embara\u00e7ado a esta crise que arrasou o Timor Leste \u00e9 o governo do Presidente Clinton. Apesar das evidentes atrocidades cometidas e in\u00fameras infra\u00e7\u00f5es aos direitos humanos praticados pelos militares indon\u00e9sios, os americanos esquivaram-se em intervir. Procuram manter-se a uma certa dist\u00e2ncia, negando-se a participar diretamente na solu\u00e7\u00e3o da crise. E motivo dessa atitude \u00e9 que a Indon\u00e9sia faz parte das diversas &#8220;fortalezas&#8221; ou &#8220;trincheiras&#8221; &#8211; formadas pelos norte-americanas na \u00c1sia para manter a China sob cerco (as outras s\u00e3o o Jap\u00e3o, a ilha chinesa de Taiwan, e as ilhas Filipinas). Por isto as For\u00e7as Armadas da Indon\u00e9sia foram treinadas e aparelhadas pelos norte-americanos ao longo dos 33 anos da ditadura Suharto As t\u00e1ticas usadas por elas no Timor Leste nada mais s\u00e3o do que a aplica\u00e7\u00e3o dos ensinamentos que lhes ministraram a partir da infeliz experi\u00eancia norte-americana na Guerra do Vietn\u00e3. Ao contr\u00e1rio da recente crise s\u00e9rvio-kosovar, os Estados Unidos n\u00e3o se mostraram dispostos a bombardear Jacarta como o fizeram com Belgrado.\n\n<strong>A flexibiliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica dos direitos humanos:<\/strong> a obedi\u00eancia \u00e0 pol\u00edtica dos direitos humanos, que serve como respaldo \u00e9tico e publicit\u00e1rio \u00e0 interven\u00e7\u00f5es externas dos Estados Unidos, deve sempre ser entendida como algo el\u00e1stico, moldada \u00e0 conveni\u00eancia dos seus interesses estrat\u00e9gicos globais. Por raz\u00f5es moralmente desconhecidas, os albaneses kosovares est\u00e3o mais perto do cora\u00e7\u00e3o dos americanos do que os timorenses ou os curdos.\n\n<strong>Enquanto o Presidente da Milosevic da Iugosl\u00e1via \u00e9 apontado como criminosos de guerra, ele e muitos outros oficiais s\u00e9rvios, estando sujeitos a serem julgados em cortes internacionais, at\u00e9 agora ningu\u00e9m ainda sugeriu que a mesma puni\u00e7\u00e3o se estendesse aos dois governantes indon\u00e9sios pr\u00f3-ocidentais:<\/strong> o Presidente B.J. Habibie e o General Wiranto.\n\n<strong>Bibliografia<\/strong>\n\nBoxer, Charles R. &#8211; O Imp\u00e9rio colonial portugu\u00eas, Edi\u00e7\u00f5es 70, Lisboa, 1977\nCortes\u00e3o, Jaime &#8211; O Imp\u00e9rio Portugu\u00eas no Oriente, Portug\u00e1lia editora, Lisboa, 1965\nFieldhouse, David K. &#8211; Los imperios coloniales desde el siglo XVIII, Editora Siglo XXI, M\u00e9xico, 1984\nFox, James &#8211; Timor: quest\u00e3o mais ampla do que a independ\u00eancia &#8211; The Washington Post (reproduzido no Estado de S\u00e3o Paulo, 25.9.99)\nPanikkar, K.M. &#8211; A domina\u00e7\u00e3o ocidental na \u00c1sia, Editora Saga, Rio de Janeiro, 1969\nMapa: as possess\u00f5es ultramarinas portuguesas na \u00c1sia e a ilha de Timor\n\nFonte: educaterra.terra.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia, Processo, Hist\u00f3ria, Imperialismo, Ocupa\u00e7\u00e3o, L\u00edngua Chinesa, Explora\u00e7\u00e3o, Asi\u00e1tico, Central, Tipos, Pa\u00edses, Coloniza\u00e7\u00e3o da \u00c1sia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26148","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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