{"id":26115,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/akhenaton-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:59:27","modified_gmt":"2026-09-01T17:59:27","slug":"akhenaton-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/akhenaton-4\/","title":{"rendered":"Akhenaton"},"content":{"rendered":"\n<h4>O Sol de Amarna<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena2.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"168\" height=\"291\" \/><strong>\nAkhenaton<\/strong><\/p>\nSegundo filho de Amenhotep III com Tiya, o fara\u00f3 Akhenaton \u00e9 considerado, por uns, como vision\u00e1rio, revolucion\u00e1rio e idealista; por outros, apenas como her\u00e9tico. Poeta e reformador das artes, a verdade \u00e9 que ele foi respons\u00e1vel por um dos mais importantes momentos da <strong>Hist\u00f3ria do antigo Egito.<\/strong>\n\n\u00c9 por seu interm\u00e9dio que pela primeira vez a hist\u00f3ria da humanidade registra a ado\u00e7\u00e3o de um deus \u00fanico, ou seja, \u00e9 o primeiro momento conhecido em que o homem adota a figura do monote\u00edsmo. Seu deus Aton era representado fisicamente pelo disco solar.\n\nFundou uma nova capital, \u00e0 qual deu o nome de Akhetaton (Horizonte de Aton). Abandona a ent\u00e3o capital Tebas, e vai com sua corte habitar a nova cidade-capital, que teve a dura\u00e7\u00e3o de somente 12 anos aproximadamente.\n\nAkhenaton reinou por cerca de 17 anos, vindo a falecer de forma at\u00e9 agora desconhecida. Embora alguns estudiosos afirmem que sim, at\u00e9 agora n\u00e3o h\u00e1 qualquer dado concreto referente a uma poss\u00edvel descoberta de sua m\u00famia.\n\nCom sua morte, acaba a reforma religiosa, que obteve repercuss\u00e3o no campo art\u00edstico e pol\u00edtico.\n\nComo conseq\u00fc\u00eancia dessa nova concep\u00e7\u00e3o religiosa, o <strong>antigo Egito<\/strong> foi palco de uma profunda revolu\u00e7\u00e3o dos tradicionais c\u00e2nones art\u00edsticos de ent\u00e3o, adotando caracter\u00edsticas do realismo e do naturalismo. A partir desse momento, a imagem atl\u00e9tica do fara\u00f3 \u00e9 negada, passando ent\u00e3o este a ser representado com suas caracter\u00edsticas naturais, \u00e0s vezes at\u00e9 de forma exagerada, beirando a caricatura. As cenas comuns retratadas referem-se \u00e0quelas do seu conv\u00edvio cotidiano com a fam\u00edlia, no pal\u00e1cio ou em adora\u00e7\u00e3o ao novo deus Aton.\n\nCasado com Nefertiti, teve seis filhas, sendo que tamb\u00e9m lhe \u00e9 atribu\u00edda a paternidade de Tutankhaton\/Tutankhamon, que seria seu filho com a segunda esposa de nome Kiya.\n<h4>Reinado<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena1.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"212\" height=\"316\" \/><strong>\nCorpo de Akhenaton<\/strong><\/p>\nConsiderando esse per\u00edodo de reformas, o que mais se destaca com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es de Akhenaton, foi o fato de ele ter tentado popularizar, cerca de 1400 anos antes das id\u00e9ias de Cristo serem conhecidas, o culto de um deus fundamentado no amor, fonte de vida, criador de toda a natureza. Era Aton, representado pelo disco solar.\n\nPouco se conhece a respeito da inf\u00e2ncia de Akhenaton, o &#8220;Filho verdadeiro do Rei&#8221;. Isso se justifica pelo fato de ele ter tido um irm\u00e3o mais velho, Tuthmoses, &#8220;Filho maior do Rei&#8221;, que seria naturalmente escolhido como pr\u00edncipe sucessor do seu pai no trono do Egito, n\u00e3o fosse a sua morte prematura, cuja raz\u00e3o desconhecemos. Seu irm\u00e3o mais novo Amenhotep foi ent\u00e3o imediatamente elevado \u00e0 categoria de sucessor. Isto deve ter acontecido aproximadamente por volta do ano 30 do reinado de Amenhotep III, quando foi nomeado co-regente, no jubileu do festival Heb-Sed. Mudou, posteriormente, por volta do ano 5, seu nome para Akhenaton (O esp\u00edrito \u00fatilizado por Aton). Passa a se apresentar ent\u00e3o como o \u00fanico representante do deus Aton aqui na terra.\n\nOs primeiros anos foram passados em Tebas, mas por volta do ano 6, Akhenaton quebra a tradi\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-religiosa, mudando a capital do Egito para um local nunca antes pertencido a outro deus, e constr\u00f3i Akhetaton (O horizonte de Aton).\n\nAproximadamente no ano 15 do seu reinado nomeia Smenkhkare(Ankhkheperure) como co-regente, que se estabelece em Tebas.\n\nS\u00e3o prec\u00e1rias as informa\u00e7\u00f5es existentes sobre o desfecho desse per\u00edodo. Sabe-se que Nefertiti, por volta do ano 12, retira-se do cen\u00e1rio, indo residir no pal\u00e1cio chamado &#8220;Morada de Aton&#8221;, situado ao norte da cidade de Akhetaton. Alguns afirmam que teria sido exilada, n\u00e3o participando mais das atividades comuns do casal solar, tendo sido substitu\u00edda por sua filha Merytaton. N\u00e3o se conhece o ano de sua morte.\n\nTamb\u00e9m n\u00e3o temos informa\u00e7\u00f5es seguras quanto ao fim de Akhenaton. Embora tenha sido encontrada sua tumba, em Akhetaton, atual El Amarna, desconhecemos qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre o paradeiro de sua m\u00famia, n\u00e3o havendo nenhuma evid\u00eancia que possa nos levar a pensar que tenha sido enterrado l\u00e1.\n\nAlguns afirmam ser sua m\u00famia uma das achadas na tumba 55 do Vale dos Reis, local que continha v\u00e1rios objetos datados do per\u00edodo amarniano. Ainda n\u00e3o existe uma opini\u00e3o definitiva quanto a isso, embora evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas podem nos levar tamb\u00e9m a supor que Akhenaton tenha sido enterrado na sua tumba, pelo menos por certo per\u00edodo de tempo. Fragmentos de seu sarc\u00f3fago de granito e um vaso canopo podem ser elementos importantes para atestar isso.\n\n<strong>Existe um fato muito interessante relacionado a essa tumba:<\/strong> o \u00e2ngulo de descida do corredor de acesso permite que a luz do sol penetre no seu interior, iluminando a c\u00e2mara mortu\u00e1ria, onde o corpo do fara\u00f3 estaria sepultado, dentro do sarc\u00f3fago.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena3.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"443\" height=\"149\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena4.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"464\" height=\"312\" \/>\nTumba de Akhenaton em Amarna<\/strong><\/p>\nAp\u00f3s a sua morte, seu sucessor foi seu genro Smenkhkare (Ankhkheperure), cujo reinado foi muito curto. Sucedeu-lhe Tutankhaton (Nebkheperure), que tamb\u00e9m teve uma reg\u00eancia muito curta, chegando inclusive a residir em Akhetaton, permanecendo fiel ao culto atoniano. Entretanto, por algum motivo que desconhecemos, transfere-se para Tebas, mudando seu nome para Tutankhamon. Seu sucessor foi Ay (Kheperkheperure), antigo funcion\u00e1rio da corte de Amarna. Seu reinado de quatro anos foi irrelevante, tendo sido sucedido por Horemheb , antigo &#8220;Grande Comandante de Armas&#8221; de Akhenaton.\n<h4>A cidade do sol<\/h4>\nAkhetaton, atual Tel El Amarna, foi a cidade constru\u00edda para ser a nova capital do <strong>Antigo Egito<\/strong>, no quarto ano do reinado do fara\u00f3 Amenhotep IV. Resolvendo abandonar a capital Tebas, construiu a nova capital Akhet-Aton, que significa &#8220;Horizonte de Aton&#8221;.\n\nAkhenaton escolhe para a constru\u00e7\u00e3o de sua nova capital um local nunca antes ocupado, localizado na margem direita do Nilo, no m\u00e9dio Egito, em frente \u00e0 cidade de Herm\u00f3polis (Khmounou) cidade do deus Thot. Aproveitou um vasto anfiteatro natural existente numa plan\u00edcie, entre o rio e as montanhas. Delimitou a \u00e1rea da nova cidade com quatorze estelas demarcat\u00f3rias, atuais fontes para o estudo dos principais acontecimentos ocorridos durante seu reinado. Ampliada durante os 12 anos que seguiram \u00e0 sua funda\u00e7\u00e3o, foi abandonada depois da morte do rei.Estima-se que cerca de 20 000 pessoas chegaram a morar l\u00e1.\n\n<strong>Os primeiros estudos:<\/strong> Em 1714 o sacerdote jesu\u00edta franc\u00eas Claude Sicard descreve a primeira estela demarcat\u00f3ria conhecida; entre 1798\/99 os membros da expedi\u00e7\u00e3o de Napole\u00e3o elaboram o primeiro mapa de Amarna.\n\nEmbora em 1824 esse local j\u00e1 tivesse sido visitado por James Burton, que explorou algumas tumbas j\u00e1 violadas, foi em 1826 que, em companhia de John Gardner Wilkinson realizou trabalhos de reprodu\u00e7\u00e3o dos pain\u00e9is e de esbo\u00e7os das tumbas.\n\nComo nesse per\u00edodo os estudos de Champollion relacionados \u00e0 decifra\u00e7\u00e3o dos hier\u00f3glifos ainda estavam num est\u00e1gio muito inicial, eles n\u00e3o tiveram condi\u00e7\u00f5es de identificar o nome da cidade que estavam explorando. Nestor L\u0092H\u00f4te, acompanhou Champollion em 1828, retornando dez anos depois para continuar seus trabalhos.\n\nEntre 1830 e 1833, Robert Hay com sua equipe, realiza o levantamento das tumbas j\u00e1 abertas, complementado com o estudo de outras ainda desconhecidas. Em 1840, o arque\u00f3logo Prisse d\u0092Avennes reproduziu as tumbas localizadas no lado norte. 1842 foi o ano de uma grande expedi\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria da Pr\u00fassia, coordenada por Richard Lepsius, disc\u00edpulo de Campollion. E assim, nos anos de 1843 e 1845, visitaram Amarna, quando realizaram um extenso levantamento da cidade.\n\nDepois \u00e9 a vez da Fran\u00e7a encaminhar uma, em 1883, tendo trabalhado seguidamente at\u00e9 1902.Escavada por Sir. Flinders Petrie a partir de 1891 tem seus estudos continuados at\u00e9 o presente, realizados por arque\u00f3logos de v\u00e1rias nacionalidades.\n\nDurante a d\u00e9cada de oitenta do s\u00e9culo passado, v\u00e1rios saques ocorreram em Amarna, com venda para estrangeiros de pe\u00e7as e j\u00f3ias procedentes desses atos.\n\nEntretanto, foi no ano de 1887 que um achado fortuito chamou aten\u00e7\u00e3o para a cidade. Foram descobertas cerca de 300 tabuinhas de argila contendo textos escritos em cuneiforme, trazendo \u00e0 luz a correspond\u00eancia diplom\u00e1tica do rei Akhenaton, conhecidas como &#8220;As cartas de Amarna&#8221;.\n\nData de 1901 os trabalhos dos copistas nas tumbas do norte de Amarna, destacando-se a presen\u00e7a de Norman de Garis Davies, da Gr\u00e3-Bretanha. Entre 1907 e 1911 o Instituto Alem\u00e3o do Oriente, sob a dire\u00e7\u00e3o de Ludwig Borchardt escavou em Amarna, desenvolvendo um trabalho mais sistematizado. Desses trabalhos resultou no achado do famoso busto da rainha Nefertiti. Esses trabalhos tiveram prosseguimento a partir de 1920, sob a orienta\u00e7\u00e3o de pesquisadores ingleses.\n\nEm 1931 e 1935 a Sociedade de Explora\u00e7\u00e3o do Egito pesquisou o vale e a tumba real, a partir de quando grandes nomes da arqueologia passaram pela sua dire\u00e7\u00e3o, dentre os quais Sir Leonard Wooley e John Pendlebury. A partir de 1977, essa sociedade, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Barry J. Kemp, realiza pesquisas regulares.\n\nV\u00e1rias miss\u00f5es foram a Amarna na inten\u00e7\u00e3o de recuperar dados que subsidiem o entendimento desse per\u00edodo \u00edmpar na <strong>hist\u00f3ria do Egito. <\/strong>\n\nNomes como o de Donald Redford, da Universidade de Toronto, por exemplo, servem de refer\u00eancia para os estudiosos do per\u00edodo amarniano.\n<h4>Fam\u00edlia Real<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena5.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"380\" height=\"232\" \/>\n<strong>PAI &#8211; o fara\u00f3 Amenhotep III.<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena6.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"391\" height=\"210\" \/>\n<strong>M\u00c3E &#8211; Tiye, a esposa principal do fara\u00f3 Amenhotep III. <\/strong><\/p>\n<strong>ESPOSA <\/strong>\n\nNefer-Neferu-Aton Nefertiti(Bela como a beleza de Aton .\n\nA Bela que chegou); seu pai possivelmente tenha sido AY e sua m\u00e3e Tey, esposa de Ay. Entretanto, nunca foi encontrada nenhuma refer\u00eancia a Tey como &#8220;M\u00e3e real da Esposa Consorte do Rei&#8221;, mas somente como &#8220;ama&#8221; ou &#8220;governanta&#8221;. Talvez Nefertiti tenha pertencido \u00e0 fam\u00edlia de Yuya e Tuyu, pais de Tiye, m\u00e3e de Akhenaton e esposa de Amenhotep III. Foi elevada ao posto de co-regente com seu marido, quando ent\u00e3o seu nome passou a ser substitu\u00eddo pelo de sua filha Merytaton. Provavelmente Nefertiti tenha morrido entre os anos 12 e 14 do reinado de Akhenaton. Do seu sepultamento s\u00f3 foi encontrado um fragmento de &#8220;ushabti&#8221; feito de alabastro, que continha um cartucho com seu nome. Esse fragmento foi achado na tumba real de Amarna, nos primeiros anos da d\u00e9cada de 1930. Os \u00faltimos estudos consideram a hip\u00f3tese de que, muitos objetos achados na Tumba de Tutankhamon tenham pertencido \u00e0 sua tumba.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena7.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"179\" height=\"249\" \/>\n<strong>Nefertiti<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena8.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"256\" height=\"164\" \/>\n<strong>IRM\u00c3O &#8211; Tuthmoses, irm\u00e3o mais velho, herdeiro do trono, foi em raz\u00e3o do seu falecimento que Akhenaton assumiu a coroa do Egito.<\/strong><\/p>\n<strong>IRM\u00c3S &#8211;<\/strong> Satamon, Baketaton, dentre outras.\n\n<strong>FILHAS &#8211;<\/strong> Merytaton, nascida por volta dos anos 2 e 4 do reinado de Akhenaton e casada com Smenkhare; Meketaton, nascida por volta dos anos 3 e 5, tudo indica que morreu ainda crian\u00e7a; Ankhesenpaaton, nascida por volta dos anos 5 e 6, casada com Tutankhaton e mais tarde com Aye, morrendo logo no in\u00edcio do reinado desse fara\u00f3. Com ela foi encerrada a linhagem sangu\u00ednea direta da fam\u00edlia amarniana; Neferneferuaton Tasherit, nascida por volta dos anos 7 e 8, tudo indica que morreu durante o reinado de Akhenaton; Neferneferure, nascida talvez entre os anos 8 e 9, vindo a morrer entre os anos 13 e 14; Setepenre, \u00faltima filha do fara\u00f3 com Nefertiti, nascida talvez entre os anos 9 e 10, vindo a falecer por volta do ano 13.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena9.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"504\" height=\"225\" \/><\/p>\n<strong>SEGUNDA ESPOSA <\/strong>\n\nKiya, chamada de &#8220;A grande amada&#8221;, tendo ganho um belo jardim, que foi para ela constru\u00eddo a mando de Akhenaton.\n\n<strong>O seguinte texto foi retirado de seu sarc\u00f3fago:<\/strong> &#8220;Possa eu respirar o doce ar que sai de tua boca. Possa eu ver tua beleza diariamente &#8211; essa \u00e9 a minha s\u00faplica!\n\nPossa eu ouvir tua doce voz no vento do norte. Possa meu corpo tornar-se mais vigoroso atrav\u00e9s do teu amor. Que tu possas me dar as tuas m\u00e3os, portadoras do teu alimento, sendo que eu o recebo e dele vivo. Que tu sempre chames o meu nome, e que teus l\u00e1bios n\u00e3o venham a falhar.&#8221;\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena10.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"169\" height=\"245\" \/>\n<strong>Kyia<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Akhenaton\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/aakhena11.jpg\" alt=\"Akhenaton\" width=\"290\" height=\"303\" \/>\n<strong>Nefertiti e Akhenaton<\/strong><\/p>\nFonte: geocites.com\n<h6>Akhenaton<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nArque\u00f3logos e historiadores continuam a especular sobre o per\u00edodo de <strong>Amarna do Egito<\/strong>, que abrangeu os anos de cerca de 1369 a 1344 a. C.\n\nO per\u00edodo refere-se ao <strong>Fara\u00f3 Akhenaton<\/strong> e sua bela mulher e rainha, Nefertiti. Corriam, na \u00e9poca, os anos finais da D\u00e9cima Oitava Dinastia, quando aquele fara\u00f3 teve a revela\u00e7\u00e3o de se devotar a um s\u00f3 deus, Aton, e atreveu-se a mostrar sua convic\u00e7\u00e3o. No esfor\u00e7o para difundir a nova cren\u00e7a ao povo, apenas conseguiu, da\u00ed por diante, ser conhecido como o herege.\n\nRemanescentes deste e de outros per\u00edodos importantes da hist\u00f3ria do <strong>Egito Antigo<\/strong> continuam a ser investigados e reavaliados.\n\nO que se chamou de <strong>Per\u00edodo de Amarna<\/strong> abrangeu no m\u00e1ximo o espa\u00e7o de alguns anos; mas foi alvo de um interesse dos historiadores e do p\u00fablico que se podia comparar ao dedicado ao Per\u00edodo das Pir\u00e2mides de mais de mil anos antes. Akhenaton era uma pessoa controvertida e idealista que deixou com sua presen\u00e7a uma marca indel\u00e9vel na hist\u00f3ria do mundo.\n\nEsse fara\u00f3 resolveu introduzir o conceito monote\u00edsta, a cren\u00e7a em um s\u00f3 deus. Parece que ele achava ter chegado o momento de seu povo ter nova religi\u00e3o, e, no intuito de estabelecer essa id\u00e9ia, procurou desviar do povo o culto aos muitos deuses e lev\u00e1-lo a devotar-se a um s\u00f3.\n\nAchava tamb\u00e9m que o poder dos sacerdotes sobre o povo e os reis devia sofrer restri\u00e7\u00f5es e nova orienta\u00e7\u00e3o.\n\nA D\u00e9cima Oitava Dinastia teve in\u00edcio por volta de 1570 a. C. e produziu muitos fara\u00f3s brilhantes, entre os quais Ahmoses, Tutmosis III, Amenhotep III e, naturalmente, a Rainha Hatshepsut. Tutmosis III muitas vezes conduziu o ex\u00e9rcito at\u00e9 a S\u00edria e ao vasto deserto no noroeste, conseguiu dominar as cidades dos estados vassalos, e derrotar o rei hitita em Kadesh. Tebas tornara-se a mais rica e mais poderosa cidade da terra.\n\nOs tesouros do templo do deus Amon em Karnak estavam repletos de ouro, prata, bronze, cobre e pedras semipreciosas trazidas pelos guerreiros cruzados, Os estados vassalos continuaram a enviar seu tributo anual ao fara\u00f3. A mais antiga civiliza\u00e7\u00e3o do mundo estava mais gloriosa que nunca. O deus Amon em Karnak fora igualado ao deus-sol Ra. Os pastores que a invadiram, os hicsos, haviam sido expulsos.\n\nAp\u00f3s os triunfos de Tutmosis III, reinou a paz na terra. A riqueza das prov\u00edncias conquistadas flu\u00edam para Karnak, em Tebas. O poderio dos sacerdotes, guardi\u00e3es dos tesouros do templo, quase que se poderia comparar ao do fara\u00f3. Sob o reinado de Amenhotep III continuou imperando uma paz suntuosa. Acredita-se agora que Amenhotep sentia-se preocupado com o crescente poder do sacerd\u00f3cio de Amon e tornou a favorecer o deus-sol Ra, que fora adorado pelos reis do Antigo Reino. Ra era \u00e0s vezes chamado de Aton, que significava o disco solar f\u00edsico, o centro de um deus.\n\nNo quarto ano de reinado de Amenhotep III, a Rainha Tiy deu-lhe um filho que recebeu o nome de Amenhotep IV. Aos vinte e um anos, este casou-se com a bela Nefertiti, que talvez fosse sua meia-irm\u00e3. Ela Tamb\u00e9m pode ter sido filha de Aye, sacerdote do Templo de Amon, em Karnak, cuja mulher tamb\u00e9m se chamava Tiy. Mas alguns estudiosos acreditam que Nefertiti era filha de Dushratta, rei de Mitani (o que \u00e9 mais prov\u00e1vel).\n\nNo festival Sed de Amenhotep III, quando celebrou seu trig\u00e9simo ano de fara\u00f3, ele nomeou o filho co-regente. John A. Wilson diz que o jovem pr\u00edncipe foi associado ao pai no trono como co-regente. Em Tebas, eles reinaram juntos por quatro anos. Tal como o pai, Amenhotep IV sentia que era preciso compensar o poder de Amon, havendo tamb\u00e9m a necessidade de um deus universal que fosse reconhecido n\u00e3o s\u00f3 no Egito mas tamb\u00e9m nas prov\u00edncias estrangeiras. E assim talvez a fidelidade dos povos submetidos pudesse ser mantida sem ser necess\u00e1ria a freq\u00fcente demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a do ex\u00e9rcito.\n\nSegundo a opini\u00e3o dos pesquisadores, em sua maioria, Amenhotep III morreu no quarto ano da co-reg\u00eancia. Assim, nessa ocasi\u00e3o, Amenhotep IV come\u00e7ou a construir nova cidade e capital a cerca de 380 km ao norte de Tebas, num local virgem da margem leste do Nilo. Dois anos depois, com Nefertiti, deixou Tebas e estabeleceu-se com a corte na nova capital, \u00e0 qual deu o nome de Akhetaton, &#8220;o horizonte de Aton&#8221;. Conhecemos suas ru\u00ednas hoje pelo nome de Tell el-Amarna.\n\nAli construiu ele seu grande templo, um edif\u00edcio sem telhado, cujo santu\u00e1rio ficava aberto aos c\u00e9us &#8212; a Aton. Em contraste, os templos de Amon-Ra eram cobertos com telhados e o santu\u00e1rio localizava-se nas partes mais internas e escuras do pr\u00e9dio.\n\n<strong>O famoso decreto que instalou a nova religi\u00e3o em Akhetaton, tinha uma declara\u00e7\u00e3o solene:<\/strong> &#8220;Este \u00e9 meu juramento verdadeiro, que \u00e9 de meu desejo pronunciar, e do qual jamais direi: \u00e9 falso; eternamente, para sempre.&#8221;\n\nAmenhotep IV e Nefertiti permaneceram em Akhetaton durante onze anos, rodeados pelos funcion\u00e1rios e nobres da corte, que mandaram fazer t\u00famulos para si nas colinas a leste da cidade. Neste t\u00famulos h\u00e1 inscri\u00e7\u00f5es que nos falam da vida em Akhetaton, com refer\u00eancia a um s\u00f3 deus, Aton, cujo poder vivificante, simbolizado pelo disco solar, \u00e9 irradiado pelos seus incont\u00e1veis bra\u00e7os e m\u00e3os.\n\nQuando Amenhotep IV rompeu com os sacerdotes de Amon, em Karnak, mudou seu nome para Akhenaton, que significa &#8220;a gl\u00f3ria de Aton&#8221;, &#8220;vivendo em Maat &#8212; a verdade&#8221;. Em cada t\u00famulo h\u00e1 uma representa\u00e7\u00e3o do disco solar de onde descem raios, cada um com a extremidade em forma de m\u00e3o humana, que \u00e0s vezes toca figuras tamb\u00e9m humanas. O nome Nefertiti significa &#8220;a bela mulher chegou&#8221;, &#8220;deslumbrante \u00e9 a beleza de Aton&#8221;.\n\nAye, que talvez fosse o pai de Nefertiti, transferira-se para a nova cidade e se tornara nobre da corte. A nova religi\u00e3o encerrava o amor ao belo na natureza e na arte. Foi ali que Akhenaton comp\u00f4s seu grande hino, de um tema \u00fanico, um objeto de culto &#8212; o Aton &#8212; e com simplicidade revela sua filosofia religiosa. Hoje, os historiadores acreditam que o conceito referia-se n\u00e3o s\u00f3 ao disco solar f\u00edsico mas tamb\u00e9m ao seu poder criador de vida. A f\u00e9 de Aton n\u00e3o era apenas pol\u00edtica; era sobretudo religiosa. Em sua convic\u00e7\u00e3o, Akhenaton declarou que Ra, o sol, era uma manifesta\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ou s\u00edmbolo, do Deus \u00fanico &#8212; o s\u00edmbolo da pr\u00f3pria vida. E o culto do sol como um deus mudou para o culto de Deus, simbolizado pelo sol, cuja ess\u00eancia &#8220;existe por toda parte e em tudo&#8221;.\n\nN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida alguma de que Akhenaton tinha o apoio integral de Nefertiti para a nova religi\u00e3o, o novo conceito de monote\u00edsmo. Na verdade, parece que ela superava em seu entusiasmo nessa cren\u00e7a. A \u00fanica preocupa\u00e7\u00e3o de Akhenaton e Nefertiti parece ter sido a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 sua religi\u00e3o e os cuidados com a nova cidade. As necessidades materiais do pa\u00eds ficaram um tanto negligenciadas. N\u00e3o se dava aten\u00e7\u00e3o a conquistas ou guerras. Em Akhetaton, Akhenaton dedicava-se ao seu grande ideal. Ele era de fato um revolucion\u00e1rio em termos de religi\u00e3o; queria libertar o povo da magia e da supersti\u00e7\u00e3o primitivas e do culto aos muitos deuses.deuses.\n\nCome\u00e7aram a surgir dificuldades nas prov\u00edncias do norte. Vieram pedidos de ajuda escritos em plaquetas de argila em caracteres cuneiformes. \u00c9 de duvidar que ele as tivesse recebido e o mais prov\u00e1vel \u00e9 que fossem interceptadas por traidores da sua corte. Tamb\u00e9m parece n\u00e3o existirem registros de que tenham obtido resposta. As prov\u00edncias estavam sendo atacadas. Akhenaton, o poeta e m\u00edstico, prosseguia em seu objetivo de derrubar a f\u00e9 polite\u00edsta dos seus antepassados. As plaquetas, uma grande quantidade delas encontradas na cidade de Akhetaton &#8212; mais tarde chamada Tell el-Amarna pelos \u00e1rabes &#8212; , foram descobertas em 1887. Elas revelam que os governantes j\u00e1 trocavam correspond\u00eancia diplom\u00e1tica. Estas plaquetas s\u00e3o conhecidas como as Cartas de Amarna. O idioma diplom\u00e1tico usado nessas comunica\u00e7\u00f5es era conhecido como cuneiforme babil\u00f4nico.\n\nHavia cartas-plaquetas de estados vassalos como a S\u00edria, Babil\u00f4nia e Mitani. Os hititas, oriundos da atual Turquia, avan\u00e7aram para o sul e deram in\u00edcio ao ataque \u00e0s cidades leais ao fara\u00f3. Seus governadores escrevera-lhe pedindo apoio militar.\n\nN\u00e3o houve ajuda. A intriga, por certo bastante disseminada, jamais permitiu que as cartas chegassem \u00e0s m\u00e3os de Akhenaton. Ao propor a devo\u00e7\u00e3o a Aton, n\u00e3o deixava de se preocupar com o poderio de Amon-Ra em Tebas, e enviou emiss\u00e1rios por toda a terra para eliminar o nome deste deus onde quer que aparecesse escrito. Ele n\u00e3o ignorava que havia muita inquieta\u00e7\u00e3o e confus\u00e3o; parece que os que viviam fora de Akhetaton n\u00e3o aceitava a nova cren\u00e7a.\n\nN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que Nefertiti, como o pr\u00f3prio Akhenaton, era intensamente dedicada \u00e0 religi\u00e3o de Aton. Talvez como qualquer idealista, ela jamais pensasse num meio-termo. Parece, por\u00e9m, que Akhenaton procurou reunir o povo por meio de um compromisso. Sabe-se que ap\u00f3s o d\u00e9cimo quarto ano do seu reinado, sua mulher, Nefertiti, deixou o pal\u00e1cio da cidade de Akhetaton e mudou-se para o chamado Pal\u00e1cio do Norte, cerca de uns dois quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia.\n\nNessa \u00e9poca, a filha maior, Maritaton, casou-se com um meio-irm\u00e3o de Akhenaton, Semencar\u00e9, Tamb\u00e9m conhecido como Sakere. Foram juntos para Tebas, onde Semencar\u00e9 reinou como co-regente. Akhenaton permaneceu em Akhetaton. \u00c9 prov\u00e1vel que Semencar\u00e9 e Maritaton tenham partido por insist\u00eancia de Akhenaton, que acreditava que os sacerdotes poderiam ser influenciados a abalar seu poder. Talvez este fosse um esfor\u00e7o para enfraquecer o poderio de Amon-Ra. Se esta era a inten\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deu certo. No terceiro ano da sua co-reg\u00eancia, Semencar\u00e9 come\u00e7ou a restaurar uma forma de culto a Amon-Ra, em Tebas. Isto pode ter sido parte do acordo do fara\u00f3 e pode, tamb\u00e9m, ter significado uma cis\u00e3o na corte, com uma fac\u00e7\u00e3o que insistia no completo retorno a Tebas.\n\nAkhenaton morreu aos quarenta e um anos de idade, no d\u00e9cimo s\u00e9timo ano do seu reinado, conforme se constatou. Seu corpo jamais foi encontrado. H\u00e1 alguns anos, pensou-se que era sua a m\u00famia descoberta perto do t\u00famulo de Tutankhamon, mas verificou-se que n\u00e3o. Ela seria talvez de seu meio-irm\u00e3o, Semencar\u00e9.\n\nN\u00e3o se sabe como Akhenaton morreu (?). Parece que Semencar\u00e9 morreu em Tebas na mesma \u00e9poca. H\u00e1 alguns anos, acreditava-se que Akhenaton subiu ao trono ainda na adolesc\u00eancia e morreu por volta dos trinta anos. Sabe-se agora, no entanto, que estes dados n\u00e3o s\u00e3o corretos. Ele tornou-se fara\u00f3 quando contava talvez vinte e quatro anos.\n\nAo mudar-se para o Pal\u00e1cio do Norte, Nefertiti levou consigo outro meio-irm\u00e3o mais novo de Akhenaton, Tutankaton, que era apenas um menino. Nefertiti providenciou imediatamente o casamento de sua terceira filha, Anksenpaaton, com Tutankaton. A Segunda filha, Meketaton, morrera. Isto legitimava a ascens\u00e3o de Tutankaton ao trono, que por costume e tradi\u00e7\u00e3o tinha de ser pela linha feminina. Tutankaton e Anksenpaaton eram crian\u00e7as ainda. Ele reinou em Akhetaton por muito pouco tempo e logo foi obrigado ou persuadido a voltar \u00e0 capital ancestral de Tebas e a adotar novo nome, Tutankhamon. A esposa mudou o seu para Anksenamon.\n\nSeu t\u00famulo continha o s\u00edmbolo de Aton, o disco solar com raios descendentes. Assim, claro que ele devia adotar a religi\u00e3o de Aton quando subiu ao trono. \u00c9 prov\u00e1vel que Nefertiti tenha morrido nessa \u00e9poca, mas seu corpo tamb\u00e9m jamais foi encontrado (\u00e9 evidente que deve ter havido uma conspira\u00e7\u00e3o para eliminar Akhenaton e sua bela esposa, Nefertiti). Seu busto magn\u00edfico esculpido, que se p\u00f4de ver em Tell el-Amarna, comprova sua incompar\u00e1vel beleza. Esse busto encontra-se atualmente no Museu de Berlim.\n\nJ\u00e1 n\u00e3o existia o desejo ou a for\u00e7a de incutir a cren\u00e7a em Aton. Os sacerdotes de Amon-Ra, de Tebas, logo recuperaram todo o poder e a antiga religi\u00e3o foi restabelecida. Despacharam-se emiss\u00e1rios por todo o pa\u00eds para apagar dos monumentos o nome do rei herege. Nas paredes dos t\u00famulos situados em Tell el-Amarna e tamb\u00e9m nas do t\u00famulo do vizir, Ramoses, no Vale dos Reis, encontram-se reminisc\u00eancias de desfigura\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es de Akhenaton e de Nefertiti, executada pelos defensores do sacerd\u00f3cio de Amon-Ra do Templo de Karnak, ap\u00f3s a morte de Akhenaton. Parece que a desfigura\u00e7\u00e3o de todos os monumentos a ele relacionados foi feita em todo o pa\u00eds.\n\nA cidade de Akhetaton foi abandonada e caiu em ru\u00ednas. Anksenamon precisava de um marido para ficar a seu lado como rei; ela via os cortes\u00e3os intrigando ao seu redor sequiosos de poder. Ent\u00e3o escreveu ao rei hitita pedindo que lhe enviasse um dos filhos para ser seu marido e rei. A solicita\u00e7\u00e3o foi atendida, mas o pretendente jamais chegou a Tebas, pois a intriga cuidara da sua elimina\u00e7\u00e3o.\n\nO antigo primeiro-ministro de Akhenaton, Aye, agora aparece na Hist\u00f3ria como o fara\u00f3 seguinte. Aye subiu ao trono por ser pai (?) de Nefertiti. Tutankhamon, o \u00faltimo descendente da fam\u00edlia, morreu por volta de 1344 a. C. A D\u00e9cima Oitava Dinastia logo chegou ao fim. Ap\u00f3s a breve reinado de Aye, Horemheb segundo consta tomou o trono, reivindicando-o atrav\u00e9s do casamento com a irm\u00e3 de Akhenaton, Beketaton. Quando Horemheb, um militar oportunista, apossou-se do trono, logo restaurou a supremacia do deus tebano, Amon-Ra.\n\nAlgumas das opini\u00f5es dadas acima foram apresentadas por arque\u00f3logos, John Pendlebury e H. W. Fairman, e pelo famoso escritor e historiador, Leonard Cottrell.\n\nO per\u00edodo da Amarna criou nova arte, uma arte de puro realismo. O antigo estilo formal da escultura e da pintura foi relegado. Akhenaton, Nefertiti e a fam\u00edlia n\u00e3o eram representados como deuses, mas como seres humanos e devo\u00e7\u00e3o humana. Por qualquer raz\u00e3o, Akhenaton permitiu que seus defeitos f\u00edsicos fossem destacados no realismo da arte do seu tempo. Ele e a esposa tiveram seis filhas, e Akhenaton e Nefertiti se identificavam nas atitudes e comungavam o mesmo ideal de viver em prol da beleza e da verdade.\n\nA luz da filosofia religiosa de Akhenaton brilhou por t\u00e3o pouco tempo, mas n\u00e3o apagou. Ela continuou ardendo baixo, para reavivar-se nas futuras gera\u00e7\u00f5es de gente esclarecida nos s\u00e9culos de uma era posterior. O Deus \u00fanico de Akhenaton at\u00e9 hoje continuou a enviar seus raios.\n<h4>O Esplendor de Aton<\/h4>\n&#8220;Numerosas s\u00e3o todas as tuas obras! Elas nos est\u00e3o ocultas, \u00d3, Tu, Deus \u00fanico, cujos poderes nenhum outro possui.&#8221; Estas s\u00e3o palavras de beleza e significa\u00e7\u00e3o, palavras que uma ou outra vez sem duvida j\u00e1 ouvimos ou lemos.\n\nSomos inclinados a pensar que a literatura inspirada \u00e9 de origem relativamente recente, e tamb\u00e9m a crer que havia pouca ou nenhuma literatura bela ou significativa antes da compila\u00e7\u00e3o da B\u00edblia. Entretanto, ap\u00f3s a descoberta, e eventual tradu\u00e7\u00e3o, da Pedra de Rosetta, os arque\u00f3logos puderam determinar a import\u00e2ncia dos caracteres hierogl\u00edficos que s\u00e3o as palavras de um importante rei eg\u00edpcio, cujo significado eles consideravam digno da melhor literatura.\n\nReferimo-nos aos hinos gravados nas paredes das capelas-t\u00famulos de pedra, da D\u00e9cima Oitava Dinastia, o per\u00edodo do reinado do fara\u00f3 que viveu h\u00e1 mais de tr\u00eas mil anos. Os dois hinos referem-se a Aton e foram compostos pelo rei para suas devo\u00e7\u00f5es pessoais ou para os servi\u00e7os e cerim\u00f4nias que se realizavam no seu templo. Os hinos em geral s\u00e3o conhecidos como &#8220;Louvor a Aton pelo Rei Akhenaton e Rainha Nefertiti&#8221;.\n\nObservou-se que existe not\u00e1vel semelhan\u00e7a entre os hinos eg\u00edpcios e o Salmo 104 dos hebreus. As palavras dos hinos s\u00e3o de Akhenaton, o rei eg\u00edpcio que governou com sua bela mulher, Nefertiti, de 1367 a 1353 a. C.\n\nSob a orienta\u00e7\u00e3o dos sacerdotes dos fara\u00f3s, o povo do Egito adorava uma multiplicidade de deuses. Quando Amenhotep IV tornou-se rei, estava preocupado com a exist\u00eancia de tantos deuses, sobretudo com o deus-sol Aton. No seu reinado, Aton tornou-se o senhor do sol e o calor vital do sol foi deificado. Dizia-se que Aton era atuante por toda parte atrav\u00e9s dos seus raios, e seu s\u00edmbolo era o disco nos c\u00e9us. Dele, os raios divergentes desciam para a terra, com as extremidades em forma de m\u00e3os. Cada m\u00e3o segurava o s\u00edmbolo da vida, a cruz ansata (o ankh). Havia extraordin\u00e1ria simbologia nisto, pois representava o poder divino do Deus Supremo. O sol passou a ser o s\u00edmbolo da divindade. N\u00e3o era um deus ou um \u00eddolo mas um s\u00edmbolo f\u00edsico que representava Aton. Na \u00e9poca em que viveu, Amenhotep teria pouco ou nenhum conhecimento dos aspectos f\u00edsicos e qu\u00edmicos do sol.\n\nTebas tornou-se a &#8220;Cidade do Brilho de Aton&#8221;. Aton ficou sendo n\u00e3o s\u00f3 o Deus supremo mas o deus do imp\u00e9rio.\n\n<strong>Tr\u00eas cidades foram fundadas para representar as tr\u00eas divis\u00f5es do Imp\u00e9rio que eram:<\/strong> Egito, N\u00fabia e \u00c1sia. V\u00e1rias centenas de quil\u00f4metros ao sul de Tebas, Akhenaton construiu sua nova cidade santa dedicada a Aton, dando-lhe o nome de Akhetaton &#8212; &#8220;O Horizonte de Aton&#8221;.\n\nAssim, Amenhotep IV, agora Akhenaton, esfor\u00e7ava-se por fazer com que o povo aceitasse sua doutrina ou filosofia.\n\n<strong>Uma pessoa que respeitava seus ensinamentos disse:<\/strong> &#8220;Como \u00e9 pr\u00f3spero aquele que ouve teus ensinamentos de vida&#8221;. Seus s\u00faditos achavam que percebiam uma rela\u00e7\u00e3o definida entre Akhenaton e Aton, o deus supremo.\n\nAtrav\u00e9s de revela\u00e7\u00f5es, na certa experimentadas durante seus per\u00edodos de medita\u00e7\u00e3o, Akhenaton comp\u00f4s os hinos a Aton. Al\u00e9m do que \u00e9 mencionado aqui, existem sem d\u00favidas muitos belos hinos de Akhenaton que se perderam.\n\n<strong>Em um ou mais dos seus hinos encontramos as palavras: <\/strong>&#8220;\u00d3, tu, Deus \u00fanico, incompar\u00e1vel&#8221;.\n\nAkhenaton deu novo esp\u00edrito ao Egito. Esfor\u00e7ou-se para que o novo ensinamento superasse o antigo tradicionalismo. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que ele era capaz de medita\u00e7\u00e3o profunda e s\u00e9ria; compreendeu a id\u00e9ia do Criador, do Criador da Natureza; viu o prop\u00f3sito ben\u00e9fico em tudo o que fora criado; tinha uma percep\u00e7\u00e3o clara do poder e da benefic\u00eancia de Deus. Sem d\u00favida, Akhenaton atribu\u00eda certa dose de retid\u00e3o ao car\u00e1ter de Deus e achava que esta devia refletir-se no car\u00e1ter dos homens.\n\nA palavra verdade surge muitas vezes nos hinos de Akhenaton, preservados em escrita hierogl\u00edfica<strong>. <\/strong>\n\n<strong>Ao pr\u00f3prio nome ele acrescentou: <\/strong>&#8220;Vivendo na Verdade&#8221;.\n\nN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida quanto \u00e0 inten\u00e7\u00e3o desta frase. Ele viveu uma vida aberta e franca, e a verdade, para ele, era indubitavelmente aplicada, pelo menos em parte, na sua aceita\u00e7\u00e3o dos fatos cotidianos da exist\u00eancia. Seu reinado deu origem a uma nova arte; os artistas da sua corte, com pincel e cinz\u00e9is, deixaram-nos o realismo simples e belo que viam na vida animal. Essa arte reproduzia parte da verdade que Akhenaton viveu.\n\n<strong>Em A Hist\u00f3ria do Egito, James Henry Breasted escreveu:<\/strong> &#8220;Ele baseou a soberania universal de Deus em seu cuidado paternal dedicado a todos os homens, independente de ra\u00e7a ou nacionalidade; e para o eg\u00edpcio orgulhoso e exclusivista ele mostrou as maravilhas universais do pai comum da humanidade&#8230; \u00c9 este aspecto do esp\u00edrito de Akhenaton que \u00e9 particularmente extraordin\u00e1rio; ele foi o primeiro profeta da Hist\u00f3ria&#8221;. Procurou voltar \u00e0 natureza; reconhecer a bondade e a beleza encontradas nela. <strong>Procurou resolver o seu mist\u00e9rio que, como disse Breasted:<\/strong> &#8220;acrescenta apenas o elemento adequado de misticismo nessa f\u00e9&#8221;.\n\nCom refer\u00eancia \u00e0 filosofia religiosa de Akhenaton, Sir Flinders Petrie, em sua Hist\u00f3ria do Egito, disse que &#8220;esta n\u00e3o poderia ser logicamente aperfei\u00e7oada na atualidade&#8221;. Para os sacerdotes, Akhenaton era conhecido como fan\u00e1tico; chegou mesmo a ser chamado de &#8220;o criminoso de Akhetaton&#8221;.\n\nCom a morte de Akhenaton, o antigo sacerd\u00f3cio de Amon recuperou o controle; a antiga religi\u00e3o foi restabelecida, a religi\u00e3o dos in\u00fameros deuses. Mas a evolu\u00e7\u00e3o de Akhenaton e seu reconhecimento da verdade, como ele a viu, de um deus supremo como ele o compreendia, deixara marca indel\u00e9vel na hist\u00f3ria do mundo. Era o esclarecimento trazido \u00e0 humanidade h\u00e1 mais de tr\u00eas mil anos. Seu aparecimento no horizonte do seu tempo deixou um sinal que jamais se apagar\u00e1.\n\nBreasted, um dos mais famosos egipt\u00f3logos do mundo, escreveu que Akhenaton, destemido, enfrentou a tradi\u00e7\u00e3o &#8220;para que pudesse disseminar id\u00e9ias que ficavam muito al\u00e9m e acima da capacidade de compreens\u00e3o da sua \u00e9poca&#8230; O mundo moderno ainda est\u00e1 por avaliar adequadamente, ou mesmo familiarizar-se com esse homem que, num per\u00edodo t\u00e3o remoto e em condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o adversas, tornou-se o primeiro idealista do mundo, o primeiro indiv\u00edduo do mundo&#8221;.\n\n\u00c9 interessante que hoje em dia a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico se volte para Akhenaton e o per\u00edodo do seu reinado. Um belo filme, que tornou-se um cl\u00e1ssico, com o t\u00edtulo de O Eg\u00edpcio, inspirado no livro do mesmo nome, de Mika Waltari, \u00e9 exemplo desse interesse. Muitas outras obras foram escritas por Akhenaton.\n\nComo dissemos, os hinos de Akhenaton s\u00e3o considerados literatura da melhor qualidade; eles talvez sejam monumentais na sua magnific\u00eancia e continuar\u00e3o a existir, tal como as paredes de pedra do Egito onde foram esculpidos.\n\n<strong>Na opini\u00e3o deste autor, alguns dos versos mais significativos e belos dos seus hinos (eles eram divididos em estrofes e come\u00e7avam com &#8220;O Esplendor de Aton&#8221;) s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Teu alvorecer \u00e9 belo no horizonte do c\u00e9u,\n, Aton vivo, Come\u00e7o da vida!\nQuando surges no horizonte oriental do c\u00e9u,\nEnches toda a terra com tua beleza;\nPois \u00e9s belo, grande&#8230;\nTeus raios cobrem as terras,\nE tudo o que criaste&#8230;\nTu \u00e9s Ra&#8230;\nTu os unes pelo teu amor.\nEmbora estejas distante, teus raios est\u00e3o na terra&#8230;<\/blockquote>\n<blockquote>Luminosa \u00e9 a terra.\nQuando surges no horizonte,\nQuando brilhas como Aton durante o dia.\nAs trevas s\u00e3o banidas,\nQuando lan\u00e7as teus raios&#8230;<\/blockquote>\n<blockquote>Eles vivem quando brilhas sobre eles.\n\nExcelentes s\u00e3o os teus des\u00edgnios, \u00d3, Senhor da eternidade!&#8230;\nPois teus raios nutrem todos os jardins,\nQuando surges, eles vivem, e crescem por ti.\nFazes as esta\u00e7\u00f5es do ano para criar todas as tuas obras;&#8230;\nPara contemplar tudo o que criaste&#8230;\n\nTu est\u00e1s em meu cora\u00e7\u00e3o,\nNenhum outro que te conhece&#8230;\nTu o tornaste s\u00e1bio em teu des\u00edgnios\nE em teu poder.\nO mundo est\u00e1 em tuas m\u00e3os,\nComo o criaste&#8230;\nPois tu \u00e9s dura\u00e7\u00e3o&#8230;\nPor ti o homem vive,\nE seus olhos contemplam tua beleza&#8230;\nVivendo e florescendo para todo o sempre.<\/blockquote>\n<blockquote>Numerosas s\u00e3o todas as tuas obras&#8221;\nElas nos est\u00e3o ocultas,\n, tu, Deus \u00fanico,\nCujos poderes nenhum outro possui.<\/blockquote>\nFonte: www.starnews2001.com.br\n<h6>Akhenaton<\/h6>\n<h4>AKHENATON &#8211; MIST\u00c9RIO E CORAGEM<\/h4>\n<strong>A civiliza\u00e7\u00e3o de Amen\u00f3fis III e o poder de Tebas<\/strong>\n\nA originalidade da obra empreendida por <strong>Akhenaton<\/strong> n\u00e3o \u00e9 contest\u00e1vel, seja qual for o limite que cada historiador queira colocar. No entanto, \u00e9 preciso entender a realidade do meio em que ele surgiu para melhor avaliar sua caminhada.\n\nSeu pai, o fara\u00f3 Amen\u00f3fis III, come\u00e7a a reinar por volta de 1.408 a.C. Seu governo se estender\u00e1 sobre um Egito fabulosamente rico que conhece seu verdadeiro apogeu. O prest\u00edgio das Duas Terras, nome tradicional do Egito, \u00e9 imenso, tanto pela qualidade da civiliza\u00e7\u00e3o, quanto pelo poderio militar. A corte de Amen\u00f3fis III apresenta um padr\u00e3o de dignidade muito acima da m\u00e9dia e, durante seu reinado, as artes, a arquitetura e as ci\u00eancias recebem por parte do fara\u00f3 uma aten\u00e7\u00e3o especial.\n\nSendo um enamorado da beleza, Amen\u00f3fis III traz para a cultura eg\u00edpcia elementos da cultura de outros povos com os quais mant\u00e9m interc\u00e2mbio diplom\u00e1tico. Seu reinado por\u00e9m, esbarra com dois problemas. O primeiro \u00e9 a ascens\u00e3o do poder militar dos hititas, que n\u00e3o recebem do fara\u00f3 a devida aten\u00e7\u00e3o gerando, ao longo dos anos, grande inquieta\u00e7\u00e3o interna e a desconfian\u00e7a dos pa\u00edses aliados. O segundo \u00e9 o grande poderio dos sacerdotes de Tebas, que n\u00e3o aceitam a forma centralizadora da administra\u00e7\u00e3o adotada pelo fara\u00f3. Com efeito, Tebas \u00e9 a cidade santa do deus Amon, O Oculto.\n\nFuncionando como um verdadeiro Estado dentro do Estado, e com o Sumo Sacerdote com poderes de rei, s\u00e3o freq\u00fcentes as situa\u00e7\u00f5es de confronto com o fara\u00f3, uma vez que criar e alijar reis era h\u00e1bito dos sacerdotes de Amon. Neste meio, envolvido pela arte e a beleza, pelos temores da guerra e pelas tens\u00f5es geradas pelo clero, nasce e cresce o futuro fara\u00f3 Amen\u00f3fis IV.\n\nDescobrir Akhenaton \u00e9 o mesmo que trazer \u00e0 evid\u00eancia um tipo de homem que busca ter uma vis\u00e3o do universo, colocando seus ideais acima das circunst\u00e2ncias materiais e pol\u00edticas. Sua vida apresenta aspectos de uma procura que podemos qualificar como inici\u00e1tica. Ela abre nosso cora\u00e7\u00e3o para uma luz maior e enriquece-nos com uma experi\u00eancia de grande coragem de algu\u00e9m que acreditou em seu sentir.\n<h4>A fam\u00edlia e a educa\u00e7\u00e3o<\/h4>\nA forma\u00e7\u00e3o do jovem Amen\u00f3fis IV teve forte e positiva participa\u00e7\u00e3o de seus pais, o fara\u00f3 Amen\u00f3fis III e a rainha Tii, um casal que a hist\u00f3ria registra como sendo de rara intelig\u00eancia e com princ\u00edpios morais elevados. Seu pai, homem de pulso forte, soube se fazer cercar de s\u00e1bios que o assessoravam no governo do Egito e demonstrou grande capacidade de conquistar pacificamente o apoio dos pa\u00edses vizinhos.\n\nDemonstrou tamb\u00e9m coragem para romper com algumas tradi\u00e7\u00f5es impostas ao fara\u00f3, dentre elas, a de se casar com uma mulher sem origem na realeza, mas sim de origem modesta. O fara\u00f3 idealizava a forma\u00e7\u00e3o de uma religi\u00e3o universalista, privilegiando em seu reinado o culto de Aton, apesar da forte influ\u00eancia de Tebas e seu deus Amon, o que certamente influenciou em muito a forma\u00e7\u00e3o do pensamento de Akhenaton. Mais tarde, ainda vivo e durante o reinado de seu filho, Amen\u00f3fis III apoiou as mudan\u00e7as profundas promovidas por ele.\n\nSua m\u00e3e, a pleb\u00e9ia Tii, foi personalidade marcante da hist\u00f3ria do Egito, participando ativamente das grandes decis\u00f5es pol\u00edticas sendo que, em certos casos, chegou mesmo a desencade\u00e1-las. Tii leva uma vida apaixonante e n\u00e3o descansa jamais, sendo vista constantemente nas manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ao lado do rei, fato este que era inusitado na hist\u00f3ria do Egito. Segundo muitos historiadores, foi ela quem preparou todo o caminho para a chegada do filho ao poder.\n\nAl\u00e9m dos pais, dentre os s\u00e1bios que conviviam com o fara\u00f3, houve um de especial import\u00e2ncia para o jovem Amen\u00f3fis. Trata-se de Amenhotep, considerado um dos maiores s\u00e1bios do Egito e que foi o grande educador do futuro fara\u00f3. Amenhotep era um homem que defendia ser fundamental acionar as id\u00e9ias e conhecimentos de cada um, sem o que de nada valia o conhecimento para o homem. Esta posi\u00e7\u00e3o foi fundamental na forma\u00e7\u00e3o de Akhenaton, que possu\u00eda, desde jovem, grande tend\u00eancia m\u00edstica, e que encontrou em em seu preceptor Amenhotep o conhecimento necess\u00e1rio para buscar o equil\u00edbrio de suas a\u00e7\u00f5es.\n<h4>In\u00edcio do Reinado<\/h4>\nAmen\u00f3fis IV &#8211; que mais tarde ficou conhecido como Akhenaton &#8211; foi coroado fara\u00f3 aos 15 anos de idade, assumindo o poder e co-reg\u00eancia com seu pai, numa \u00e9poca em que Egito vivia uma situa\u00e7\u00e3o interna tranq\u00fcila e de grande prosperidade. Seu reinado durou 13 anos (1.370 \u00e0 1.357 a.C.). Amen\u00f3fis III morreu no 12o ano do reinado de Akhenaton.\n\nDurante os oito anos do per\u00edodo de co-reg\u00eancia, Amen\u00f3fis III pode passar ao filho toda sua experi\u00eancia e tamb\u00e9m servir de apoio para as grandes mudan\u00e7as promovidas por ele. \u00c9 o pai tamb\u00e9m quem controla a impetuosidade do filho, evitando um confronto com o clero de Tebas antes que tivessem sido lan\u00e7adas as bases da &#8220;revolu\u00e7\u00e3o amarniana&#8221;. O jovem Amen\u00f3fis IV acredita que um ideal justo sempre triunfa, mas aprende com o pai a ser paciente.\n\nSua m\u00e3e, que viveu durante os seis primeiros anos de seu reinado, foi respons\u00e1vel pela estrutura\u00e7\u00e3o das tend\u00eancias m\u00edsticas de Amen\u00f3fis IV, fazendo com que ele se aproximasse da parte do clero que estava ligada aos antigos cultos do Egito, onde Aton era o deus maior.\n\nAssim, durante os quatro primeiros anos de seu reinado, Amen\u00f3fis IV vai, lentamente, se afastando de Tebas e amadurecendo a id\u00e9ia de um Deus universal. Ao final deste per\u00edodo, ele inicia a grande revolu\u00e7\u00e3o. Proclama sua inten\u00e7\u00e3o de realizar a cerim\u00f4nia religiosa de regenera\u00e7\u00e3o &#8211; denominada &#8220;festa-sed&#8221; na qual o fara\u00f3 &#8220;se recarrega&#8221;.\n\nPara este ritual m\u00e1gico, manda construir um templo para Aton e adota o nome de Akhenaton, o filho do sol. O significado destes atos \u00e9 profundo dentro da cultura eg\u00edpcia. O fara\u00f3 indicava claramente que Aton passava \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de deus do Egito, rompendo com os sacerdotes de Tebas.\n\nNo templo de Aton, pela primeira vez, o deus n\u00e3o tinha rosto, sendo representado pelo Disco Solar. Aton era o sol que iluminava a vida de todos. Imediatamente passa a ser conhecido como o fara\u00f3 her\u00e9tico.\n<h4>Akhenaton e sua esposa Nefertiti<\/h4>\nN\u00e3o se pode entender a obra de Akhenaton sem se conhecer a figura de sua esposa, Nefertiti, a bela que chegou, bem como a figura de seus pais e Amenhotep. Segundo os historiadores, era uma mulher de rara beleza. Nefertiti, eg\u00edpcia, pertencia a uma grande fam\u00edlia nobre. N\u00e3o seria ela, no entanto, quem o futuro fara\u00f3 deveria desposar, o que novamente indica a independ\u00eancia da fam\u00edlia real em rela\u00e7\u00e3o aos usos e costumes impostos \u00e0 corte.\n\nO casamento, por\u00e9m, se deu quando Amen\u00f3fis IV tinha, aproximadamente 12 anos, sendo que Nefertiti era ainda mais jovem que ele. Akhenaton e Nefertiti acabaram por transformar seu casamento estatal em um casamento de amor. S\u00e3o muitas as cenas de arte que retratam o relacionamento carinhoso entre eles, o que, por si s\u00f3, mostra a intensidade deste relacionamento, uma vez que n\u00e3o era comum na arte eg\u00edpcia a express\u00e3o destes sentimentos. Com efeito, Akhenaton e Nefertiti s\u00e3o, at\u00e9 hoje, citados como exemplo de um dos casais rom\u00e2nticos mais famosos da hist\u00f3ria.\n\nDo mesmo modo de Tii, Nefertiti era muito mais que uma esposa e m\u00e3e, embora preenchesse perfeitamente estas fun\u00e7\u00f5es. Foi tamb\u00e9m uma das cabe\u00e7as pensantes da civiliza\u00e7\u00e3o amarniana, como ficou conhecida a obra de Akhenaton. Sob sua do\u00e7ura e fasc\u00ednio, ocultava uma vontade de impiedoso rigor. Gr\u00e3-sacerdotiza do culto de Aton, Nefertiti dirigia o clero feminino e nesta fun\u00e7\u00e3o conquistou o carinho e a admira\u00e7\u00e3o do povo. Soube canalizar este sentimento popular de modo a fortalecer o carisma de seu marido diante do Egito. Viveu com o mesmo ardor de Akhenaton a nova espiritualidade.\n\nO casal teve seis filhas e nenhum filho. Quando do decl\u00ednio da sa\u00fade de Akhenaton, foi Nefertiti quem preparou sua sucess\u00e3o. Segundo os historiadores, foi ela quem preparou o jovem Tut-ankh-Aton para ocupar o trono, que mais tarde reinou sob o nome de Tut-ankh-Amon. No esp\u00edrito de Nefertiti, este era o \u00fanico meio de preservar a continuidade mon\u00e1rquica e de garantir um necess\u00e1rio retorno ordem.\n<h4>Akhenaton &#8211; o Edificador<\/h4>\nA id\u00e9ia do deus \u00fanico e universal foi se tornando cada vez mais consistente para Akhenaton. Com sabedoria e coragem, ele foi dando passos firmes para a constru\u00e7\u00e3o de seu prop\u00f3sito. Era preciso materializar a id\u00e9ia. Durante o quarto ano de seu reinado, Akhenaton definiu o local onde seria erguida a nova cidade.\n\nSua escolha n\u00e3o se deu ao acaso, mas dentro de todo um simbolismo coerente com a nova doutrina.\n\nA cidade se chamaria Tell el Amarna que significa O Horizonte de Aton, portanto, A Cidade do Sol. Estava localizada perto do Nilo, portanto, perto da linha da vida do Egito e a meio caminho entre M\u00eanfis e Tebas, ou seja, simbolicamente seria o ponto de equil\u00edbrio entre o mundo material e o mundo espiritual.\n\nAo todo foram quatro anos para a constru\u00e7\u00e3o de Amarna com 8 km de comprimento e largura m\u00e1xima de 1,5 km, com ruas grandes e largas, paralelas ao Nilo.\n\nApenas no sexto ano \u00e9 que ele anuncia oficialmente a funda\u00e7\u00e3o da cidade de Amarna.\n\nA proclama\u00e7\u00e3o recebeu integral apoio do clero de Heli\u00f3polis. Amarna passava a ser a nova cidade teol\u00f3gica onde seria adorado um deus solar, \u00fanico. Com a constru\u00e7\u00e3o de Amarna, num local em que o homem jamais havia trabalhado, Akhenaton prova que n\u00e3o \u00e9 um m\u00edstico sonhador, mas algu\u00e9m compromissado em construir seus ideais, disposto a fazer uma nova era de consci\u00eancia de Deus.\n\nAmarna n\u00e3o \u00e9 uma cidade comum, mas o s\u00edmbolo de uma nova forma de civiliza\u00e7\u00e3o, onde as rela\u00e7\u00f5es humanas, desde a religi\u00e3o at\u00e9 a economia, achavam-se modificadas. Foi uma maneira de dar uma forma intelig\u00edvel de suas id\u00e9ias para os homens. Foi o teatro de uma tentativa fant\u00e1stica de implanta\u00e7\u00e3o do monote\u00edsmo.\n\nAli havia gente de todas as na\u00e7\u00f5es que se transformaram de s\u00faditos em disc\u00edpulos de Akhenaton. Viver em Amarna, era tentar desafiar o desconhecido e mergulhar na aventura do novo conhecimento, acreditando que o sol da justi\u00e7a e do amor jamais se deitaria.\n<h4>A Vida em Amarna<\/h4>\nCapital do Egito, cidade protegida, Amarna \u00e9 antes de tudo uma cidade m\u00edstica em virtude da pr\u00f3pria personalidade do rei. Viver em Amarna era compartilhar da vida do casal real, suas alegrias e suas dores. Era descobrir, no rei, um mestre espiritual que ensinava as leis da evolu\u00e7\u00e3o interior.\n\nAkhenaton e Nefertiti constantemente passeavam pela cidade, a bordo da carruagem do sol, buscando um contato com seus s\u00faditos. Diariamente, cabia a Akhenaton comandar a cerim\u00f4nia de homenagem ao nascer do sol e a Nefertiti, a cerim\u00f4nia do p\u00f4r do sol.\n\nPara administrar a cidade, tendo como conselheiros pol\u00edticos o pai, a m\u00e3e e um tio de nome A\u00ed, Akhenaton herdou grande parte dos auxiliares de seu pai, que adotaram com entusiasmo a nova orienta\u00e7\u00e3o religiosa do fara\u00f3. Akhenaton cuidou de ensinar a nova espiritualidade a todos seus auxiliares diretos. Esta espiritualidade se baseia numa religi\u00e3o interior e na certeza de que existe um mesmo Deus para todos os homens.\n\nAkhenaton favoreceu a ascens\u00e3o social de numerosos estrangeiros abrindo ainda mais o Egito para a influ\u00eancia de culturas de outros povos. Assim, rapidamente o perfil social do Egito sofreu uma altera\u00e7\u00e3o de grande vulto. \u00c9 f\u00e1cil imaginar que muitos foram aqueles que ficaram descontentes com a nova situa\u00e7\u00e3o, mas a grandiosidade do fara\u00f3 fazia com que se mantivesse um equil\u00edbrio na sociedade, e de sua sabedoria emanava uma energia que influenciava positivamente todos os aspectos da vida no Egito.\n\nA arte eg\u00edpcia foi particularmente influenciada durante o reinado de Akhenaton, sendo historicamente classificada como a Arte Amarniana. De forma extremamente inovadora para a \u00e9poca, ela registra a vis\u00e3o que o fara\u00f3 tinha do homem e do universo. Pela primeira vez surgem obras mostrando a vida familiar, o que vem ao encontro da concep\u00e7\u00e3o de Akhenaton de que o fluxo divino passa obrigatoriamente pelo organismo familiar. Em algumas obras, aparecem tamb\u00e9m membros da fam\u00edlia real nus, como indica\u00e7\u00e3o da necessidade da transpar\u00eancia interior. Este tema da transpar\u00eancia do ser est\u00e1 presente na m\u00edstica universal.\n\nAkhenaton permitiu que se registrasse em obras de arte, cenas da intimidade da vida da fam\u00edlia real, o que jamais fora feito antes. Tamb\u00e9m s\u00e3o muito utilizados temas onde aparece a natureza, fauna e flora, considerados a grande d\u00e1diva da vida vinda de Aton. Outro aspecto relevante \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do fara\u00f3 com aspectos nitidamente femininos, o que indicava ser ele, como filho do sol, origem da vida para o Egito, e portanto, ao mesmo tempo pai e m\u00e3e de seus s\u00faditos. A hist\u00f3ria classifica estas representa\u00e7\u00f5es como as do Akhenaton teol\u00f3gico.\n\nNa poesia, a contribui\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o de Akhenaton \u00e9 muito rica, especialmente nos escritos religiosos em homenagem ao deus Aton. \u00c9 atrav\u00e9s dela que o fara\u00f3 mostra a unicidade de Deus &#8211; o Princ\u00edpio Solar &#8211; que criou o Universo, deu origem \u00e0 vida em todas as suas manifesta\u00e7\u00f5es. O Princ\u00edpio Solar rege a harmonia do mundo, tudo cria e permanece na unidade.\n<h4>Akhenaton e a religi\u00e3o da Luz<\/h4>\nDevemos observar que mesmo durante o per\u00edodo em que Tebas exerce a maior influ\u00eancia na religi\u00e3o eg\u00edpcia, M\u00eanfis e Heli\u00f3polis continuavam a alimentar a espiritualidade do reino. Os sacerdotes destas cidades, sem o poder material de Tebas, consagravam-se ao estudo das tradi\u00e7\u00f5es sagradas que cada fara\u00f3 devia conhecer. Foi com estes sacerdotes que Akhenaton foi buscar as bases na nova ordem religiosa. Apesar dos s\u00e9culos que nos separam da aventura espiritual de Akhenaton, podemos perceber seu ideal e sua raz\u00e3o de ser e nos aproximarmos, passo a passo, de Aton, cetro misterioso da f\u00e9 do fara\u00f3.\n\nPara ele (Akhenaton), Aton \u00e9 um princ\u00edpio divino invis\u00edvel, intang\u00edvel e onipresente, porque nada pode existir sem ele. Aton tem a possibilidade de revelar o que est\u00e1 oculto, sendo o n\u00facleo da for\u00e7a criadora que se manifesta sob in\u00fameras formas, iluminando ao mesmo tempo o mundo dos vivos e dos mortos e, portanto, iluminando o esp\u00edrito humano sendo, por isso, a sua representa\u00e7\u00e3o o disco solar, sem rosto, mas que a todos ilumina.\n\nAton \u00e9 tamb\u00e9m o far\u00e1o do amor, que faz com que os seres vivos coexistam sem se destruir e procurem viver em harmonia. Para Akhenaton, \u00e9 essencial preservar uma &#8220;circula\u00e7\u00e3o de energia&#8221; entre a alma e o mundo dos vivos. Na realidade, n\u00e3o existe nenhuma ruptura entre o aparente e o oculto. Na religi\u00e3o do Egito n\u00e3o existe a morte, apenas uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es cujas leis s\u00e3o eternas. Em Amarna, os templos passam a ser visitados integralmente por todos, n\u00e3o mais existindo salas secretas em cujo interior somente os sacerdotes e o fara\u00f3 podem entrar.\n\nPara <strong>Akhenaton <\/strong>todos os homens s\u00e3o iguais diante de Aton. A experi\u00eancia espiritual de Akhenaton e os textos da \u00e9poca amarniana deslumbraram mais de uma vez os s\u00e1bios crist\u00e3os. Numa certa medida, pode-se dizer que ele \u00e9 uma prefigura\u00e7\u00e3o do cristianismo que viria, com uma vis\u00e3o profunda da unicidade divina, traduzida pelo monote\u00edsmo. \u00c9 espantosa a semelhan\u00e7a existente entre o Hino a Aton e os textos do Livro dos Salmos da B\u00edblia, em especial o Salmo 104.\n\nPor outro lado, \u00e9 f\u00e1cil encontrar semelhan\u00e7as entre a vida de Akhenaton e a vida de Mois\u00e9s. Se um destr\u00f3i o bezerro de ouro, o outro luta contra a multiplicidade de deuses eg\u00edpcios, ambos lutando pelo ideal do monote\u00edsmo e se colocando como mestres dos ensinamentos divinos para todo um povo. A religi\u00e3o de Amarna continha uma magia maravilhosa, uma magia que aproxima o homem de sua fonte divina.\n<h4>O fim de Akhenaton<\/h4>\nA implanta\u00e7\u00e3o da nova ordem religiosa tornou-se quase que a \u00fanica tarefa merecedora da aten\u00e7\u00e3o do fara\u00f3. Com isso n\u00e3o combateu os movimentos internos daqueles que se sentiram prejudicados pela nova ordem e tamb\u00e9m pelo crescimento b\u00e9lico dos hititas. Por volta do 12o ano de seu reinado, com a morte de Amen\u00f3fis III, estes movimentos internos tomavam vulto e as hostilidades externas se agravavam. Akhenaton, por\u00e9m, fiel a seus princ\u00edpios religiosos, se recusava a tomar atitudes de guerra, acreditando poder conquistar seus inimigos com o poder do amor de Aton.\n\nNesta altura, a sa\u00fade de Akhenaton d\u00e1 sinais de fraqueza, e ele resolve iniciar um novo fara\u00f3. Em Amarna, Nefertiti iniciara a prepara\u00e7\u00e3o de Tut-ankh-Aton, segundo genro do fara\u00f3, para a linha de sucess\u00e3o, uma vez que o casal n\u00e3o possu\u00eda filho homem. Akhenaton no entanto, escolhe Semenkhkare, iniciando com ele uma co-reg\u00eancia do trono.\n\nEmbora n\u00e3o existam registros claros sobre este per\u00edodo, tudo indica que durante a co-reg\u00eancia, que durou 5 ou 6 anos, morre Nefertiti, e sua perda \u00e9 um golpe demasiado forte para Akhenaton, que vem a falecer pouco depois com aproximadamente 33 anos. Seu reinado, no total, durou cerca de 19 anos.\n\nSemenkhkare tamb\u00e9m faleceu praticamente na mesma \u00e9poca, deixando vazio o trono do Egito e permitindo aos sacerdotes de Tebas a indica\u00e7\u00e3o de Tut-ankh-Aton, que imediatamente mudou seu nome para Tut-ankh-Amon, indicando que Amon voltava a ser o deus supremo do Egito.\n\nPor ser muito jovem e n\u00e3o possuir a estrutura de seus antecessores, Tut-ankh-Amon permitiu a volta da influ\u00eancia de Tebas que, por sua vez, n\u00e3o mediu esfor\u00e7os para destruir todo o legado de Akhenaton, incluindo-se a cidade de Amarna.\n<h4>Akhenaton &#8211; um marco na hist\u00f3ria da humanidade<\/h4>\nO fim dram\u00e1tico da aventura amarniana \u00e9 devido a circunst\u00e2ncias pol\u00edticas e hist\u00f3ricas que n\u00e3o diminuem em nada o valor do ensinamento de Akhenaton. Se \u00e9 ineg\u00e1vel que o fundador da cidade do sol, a cidade da energia criadora, entrou em conflito com os homens que ele queria unir pelo amor de Deus, n\u00e3o \u00e9 menos verdade que ele abriu uma nova concep\u00e7\u00e3o sobre esta luz que a cada instante se oferece aos homens de boa vontade.\n\nSua experi\u00eancia foi uma tentativa sincera de perceber a Eterna Sabedoria e de torn\u00e1-la percept\u00edvel a todos. A coragem que demonstrou na luta constante por seus ideais, sem d\u00favida, fez dele um marco eterno na hist\u00f3ria da humanidade.\n\nA hist\u00f3ria de Akhenaton mostra, mais uma vez, que um homem melhor faz um meio melhor, e que a for\u00e7a de sua convic\u00e7\u00e3o em seu objetivo altera a vida do meio, seja ele uma rua, um bairro, uma cidade, um pa\u00eds&#8230;. o Universo. Para isto, h\u00e1 de se ter Coragem!\n\nFonte: www.misteriosantigos.com\n<h6>Akhenaton<\/h6>\n<h4>Akhenaton (Dinastia XVIII)<\/h4>\n<strong>Nascimento:<\/strong> Amen\u00f3fis (&#8220;Amon est\u00e1 satisfeito&#8221;).\n\n<strong>Anos de Reinado:<\/strong> (1353-1335)\n\nAkhenaton foi o \u00fanico fara\u00f3 a impor um monote\u00edsmo religioso em toda a hist\u00f3ria do antigo Egipto.\n\nEsta \u00e9poca \u00e9 conhecida hoje de per\u00edodo Amarniano.\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\nA inf\u00e2ncia de <strong>Akhenaton<\/strong> foi passada no pal\u00e1cio de Malgata em Tebas. O nome de nascimento de Akhenaton \u00e9 Amen\u00f3fis (&#8220;Amon est\u00e1 satisfeito&#8221;). Tinha o mesmo nome do seu pai, tendo iniciado o seu reinado, com cerca de 15 anos de idade, ainda como Amen\u00f3fis IV. Ao quinto ano do seu reinado passou a usar o nome de Akhenaton (&#8220;S\u00edmbolo Vivo de Aton&#8221;). Com esta mudan\u00e7a todo o Egipto mudou. Akhenaton levou o culto de Aton, j\u00e1 existente no antigo Egipto ao extremo, abolindo por completo os cultos a outros deuses e come\u00e7ou a construir uma nova capital; Akhetaton na actual Tell el-Amarna num local virgem at\u00e9 ent\u00e3o nunca consagrado a nenhum deus, iniciando assim a revolu\u00e7\u00e3o Amarniana, que iria modificar todos os aspectos da vida eg\u00edpcia. Reinou durante cerca de 18 anos.\n<h4>Antecessor<\/h4>\nO antecessor de Akhenaton foi o seu pai Amen\u00f3fis III (&#8220;Nebmaatr\u00e9&#8221;) (1391-1353), que foi casado com a ra\u00ednha T\u00efe. Akhenaton tornou-se fara\u00f3, porque o seu irm\u00e3o mais velho Tutm\u00f3sis faleceu (desapareceu misteriosamente) prematuramente. Prov\u00e1velmente o in\u00edcio do seu reinado foi em co-reg\u00eancia com o seu pai.\n<h4>Sucessor<\/h4>\nAlguns anos antes da sua morte Akhenaton ter\u00e1 nomeado para seu co-regente, Semenkhar\u00e9, que teria casado com uma das sua filha, Meritaton. A princesa Meritaton tinha sido tamb\u00e9m sua esposa principal depois da morte (desaparecimento) de Nefertiti no ano 13 ou 14 do seu reinado. Pensa-se que Semenkhar\u00e9 era irm\u00e3o de Akhenaton. Outros investigadores pensam que Semenkhar\u00e9 foi o nome adoptado por Meritaton, para poder reinar o Egipto.\n<h4>Esposas<\/h4>\nA esposa principal de Akhenaton at\u00e9 ao 12\u00ba ano do seu reinado foi Nefertiti, tendo desaparecido da cena pol\u00edtica. Viria a falecer no 14\u00baano do seu reinado. Akhenaton teve seis filhas de Nefertiti. Uma delas, Meritaton, que viria a ser tamb\u00e9m esposa principal a partir do 12\u00baano do seu reinado. Meriquetaton e Ankhesenpaaton (Tornar-se-ia esposa de Tutankhamon). Tadukhepa, princesa de Mitanni, reino vizinho e aliado do Egipto, tamb\u00e9m foi uma das esposas de Akhenaton.\n<h4>Constru\u00e7\u00e3o\/Arte<\/h4>\nA primeira empreitada de <strong>Akhenaton<\/strong> foi a constru\u00e7\u00e3o em Karnak do templo dedicado a Aton, que foi destru\u00eddo por ordem de Horemheb. No ano 6 do seu reinado come\u00e7ou a constru\u00e7\u00e3o da sua nova capital em Akhetaton (O horizonte de Aton) na actual Tell el-Amarna, onde reinou (e nunca a abandonou) at\u00e9 \u00e0 sua morte. Esta nova cidade tamb\u00e9m foi v\u00edtima de Horemheb que mandou arras\u00e1-la. A arte Eg\u00edpcia mudou radicalmente durante este reinado. O fara\u00f3 e a sua fam\u00edlia deixaram de ser representados em cerim\u00f3nias protocolares r\u00edgidas. A arte Armaniana caracterizou-se pela representa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia real em cenas do quotidiano.\n\nO fara\u00f3 era sempre representado com o disco solar de Aton e os seus bra\u00e7os que o protegiam. Akhenaton tentou representar o fara\u00f3 n\u00e3o como um simples mortal mas a de um verdadeiro profeta de Aton e o intermedi\u00e1rio entre o seu deus e os homens. A figura do fara\u00f3 passa a ser representada como um ser andr\u00f3gino (corpo de caracter\u00edsticas masculinas e femininas).\n<h4>Pol\u00edtica<\/h4>\nA pol\u00edtica de Akhenaton, virou-se principalmente para quest\u00f5es religiosas. Desde o in\u00edcio do seu reinado que Akhenaton se v\u00ea como um sacerdote. Enquanto todos os fara\u00f3s da dinastia XVIII se v\u00eam como &#8220;Governantes de Tebas&#8221;, Akhenaton considera-se &#8220;Governante Divino de Tebas&#8221;. Fez-se sempre representar como um ser andr\u00f3gino. As colossais est\u00e1tuas descobertas em 1925 perto do templo de Karnak mostram-no como uma figura de car\u00e1cter desconcertante, mesmo grotesco. Para os outros assuntos de estado este fara\u00f3 rodeou-se de colaboradores da sua confian\u00e7a. A\u00ef, seu sogro, foi primeiro ministro. Maia, o seu tesoureiro real. Paatonemheb (futuro fara\u00f3 com o nome de Horemheb) era o supremo comandante do ex\u00e9rcito do norte, o general Minnakht comandava o ex\u00e9rcito do sul, e alguns estrangeiros como altos colaboradores do estado Eg\u00edpcio.\n<h4>T\u00famulo\/Morte<\/h4>\nCom a morte de Akhenaton, todo e Egipto entrou num confronto entre os adeptos de Aton e os de Amon. No reinado do fara\u00f3 seguinte os adeptos de Aton moveram persegui\u00e7\u00f5es a todos os que se opunham a este Deus. Mais tarde nos reinados de Horemheb e seguintes as refer\u00eancias a Akhenaton foram alvo de destrui\u00e7\u00e3o e o seu culto monote\u00edsta foi esquecido e proibido. Akhenaton recusou-se a ser sepultado no Vale dos Reis, tendo preferido ser sepultado no t\u00famulo real de Akhetaton (n\u00e3o h\u00e1 provas disso). O seu corpo nunca foi encontrado.\n\nFonte: www.pegue.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Akhenaton, Fara\u00f3, Egito, Antigo, Per\u00edodo, Hist\u00f3ria, Amarna, Fam\u00edlia, Educa\u00e7\u00e3o, Nefertiti, Inf\u00e2ncia, Religi\u00e3o, Pol\u00edtica, Vida, Akhenaton<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10900,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-26115","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Akhenaton - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Akhenaton - 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