{"id":26092,"date":"2015-12-28T00:00:00","date_gmt":"2015-12-28T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/sistema-colonial-4\/"},"modified":"2015-12-28T00:00:00","modified_gmt":"2015-12-28T00:00:00","slug":"sistema-colonial-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/sistema-colonial-4\/","title":{"rendered":"Sistema Colonial"},"content":{"rendered":"\n<strong>O colonialismo consiste num sistema bipolar<\/strong>: o p\u00f3lo colonizador (a Metr\u00f3pole) e o p\u00f3lo colonizado (a Col\u00f4nia).\n\nAs origens, as estruturas econ\u00f4micas, sociais, pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas e o significado das forma\u00e7\u00f5es coloniais s\u00e3o condicionados pelos interesses e a\u00e7\u00f5es de suas Metr\u00f3poles.\n\nA import\u00e2ncia metodol\u00f3gica desse conceito \u00e9 que nunca podemos iniciar o estudo da hist\u00f3ria de uma col\u00f4nia a partir dela pr\u00f3pria, pois, em primeiro lugar, faz-se necess\u00e1ria a compreens\u00e3o das raz\u00f5es pelas quais certas na\u00e7\u00f5es precisaram colonizar \u00e1reas perif\u00e9ricas.\n\n<strong>Em termos mais simples:<\/strong> n\u00e3o devemos, portanto, tentar entender a realidade brasileira sem inser\u00ed-la no contexto europeu que determinou a necessidade de zonas coloniais na Am\u00e9rica.\n\nAssim, todo e qualquer estudo do Brasil deve come\u00e7ar pela descri\u00e7\u00e3o dos processos hist\u00f3ricos europeus que levaram \u00e0 expans\u00e3o ultramarina dos Tempos Modernos (per\u00edodo compreendido entre os s\u00e9culos XV e XVII).\n\nO Brasil surge na hist\u00f3ria do Ocidente dentro dos quadros do Antigo Sistema Colonial da Era Mercantilista. O nosso primeiro esfor\u00e7o de explica\u00e7\u00e3o da realidade brasileira consistir\u00e1 no entendimento das motiva\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias que levaram forma\u00e7\u00e3o daquele sistema colonial espec\u00edfico e historicamente datado.\n\n<strong>A EUROPA FEUDAL<\/strong>\n\nNo s\u00e9culo V d.C., o gigantesco Imp\u00e9rio Romano do Ocidente, j\u00e1 vitimado por uma crise estrutural iniciada dois s\u00e9culos antes, sucumbiu diante das invas\u00f5es b\u00e1rbaras germ\u00e2nicas.\n\n<strong>Essas provocaram uma brutal regress\u00e3o nas estruturas europ\u00e9ias<\/strong>: o abandono das cidades e um conseq\u00fcente processo de ruraliza\u00e7\u00e3o, a quase perda da economia monet\u00e1ria, o aniquilamento da ordem jur\u00eddica romana e um enorme retrocesso cultural.\n\nParalelamente a essa atrofia estrutural, a Europa se viu comprimida num espa\u00e7o geogr\u00e1fico limitado pela presen\u00e7a de mu\u00e7ulmanos no Mar Mediterr\u00e2neo e na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, al\u00e9m da amea\u00e7a de invas\u00f5es magiares e tart\u00e1ricas no leste e o fechamento de suas fronteiras setentrionais pelos normandos e outros povos n\u00f3rdicos.\n\n<strong>A crise ent\u00e3o experimentada pela Europa \u00e9 claramente expressa por um conhecido dito medieval<\/strong>: &#8220;no Mar Mediterr\u00e2neo, n\u00e3o flutua nem uma t\u00e1bua crist\u00e3&#8221;.\n\nDe fato, o antigo Mare Nostrum dos orgulhosos romanos era, agora, um lago isl\u00e2mico. O duplo processo, por n\u00f3s descrito, de regressividade e compress\u00e3o foi o elemento condicionador da feudaliza\u00e7\u00e3o da Europa.\n\n<strong>FEUDALISMO<\/strong>\n<blockquote><strong>RELA\u00c7\u00c3O SOCIAL FUNDAMENTAL &#8211;<\/strong> servos eram subordinados aos senhores. Estes eram donos da terra e ofereciam aos servos prote\u00e7\u00e3o e o direito de utiliza\u00e7\u00e3o de seu solo em troca de trabalho. Parte da produ\u00e7\u00e3o era destinada \u00e0 subsist\u00eancia dos servos; outra parte, a maior, era possu\u00edda pelos senhores.\n\n<strong>DESCENTRALIZA\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICA &#8211;<\/strong> na Idade M\u00e9dia, n\u00e3o existiam pa\u00edses como n\u00f3s conhecemos hoje (Inglaterra, Fran\u00e7a, Brasil). Havia feudos, por\u00e7\u00f5es de terra sobre as quais os senhores tinham posse e poder pol\u00edtico. Os senhores n\u00e3o eram s\u00f3 donos dos feudos eram tamb\u00e9m seus governantes.\n\n<strong>VASSALAGEM &#8211; <\/strong>os senhores feudais ou nobres mantinham entre si rela\u00e7\u00f5es de fidelidade, visando a prote\u00e7\u00e3o m\u00fatua. O vassalo, que era um nobre, jurava fidelidade e dar apoio ao suserano, nobre de maior import\u00e2ncia e em situa\u00e7\u00e3o superior.\n\n<strong>M\u00cdNIMO DESENVOLVIMENTO ECON\u00d4MICO &#8211; <\/strong>praticamente n\u00e3o havia com\u00e9rcio; a produ\u00e7\u00e3o era destinada a abastecer o pr\u00f3prio feudo (&#8220;economia de subsist\u00eancia&#8221;)\n\n<strong>MORTE DAS CIDADES &#8211;<\/strong> na Idade M\u00e9dia, as cidades quase desapareceram e a maioria da popula\u00e7\u00e3o vivia no campo e se dedicava \u00e0 agricultura e \u00e0 pecu\u00e1ria.<\/blockquote>\n<strong>Em resumo, o feudalismo, sistema pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social que se consolidou por volta do s\u00e9culo IX d.C., caracterizou-se como um modo de produ\u00e7\u00e3o definido pelo regime da servid\u00e3o<\/strong>: &#8220;uma obriga\u00e7\u00e3o imposta ao produtor pela for\u00e7a e independentemente de sua vontade, para que satisfa\u00e7a a certas exig\u00eancias econ\u00f4micas de um senhor, quer tais exig\u00eancias tomem a forma de servi\u00e7os a prestar, ou taxas a pagar em dinheiro, ou artigos em trabalho ou presentes para a despesa do senhor&#8221; (Maurice Dobb, in &#8220;Evolu\u00e7\u00e3o do Capitalismo&#8221;.).\n\n<strong>Ap\u00f3s s\u00e9culos de absoluta pobreza (a chamada Alta Idade M\u00e9dia que se estendeu dos s\u00e9culos V ao IX), a Europa feudal conheceu a &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica do S\u00e9culo X&#8221;<\/strong>: o aprimoramento das t\u00e9cnicas de produ\u00e7\u00e3o, tais como o surgimento da ferradura, a inven\u00e7\u00e3o do arado pesado, o atrelamento do cavalo pelo dorso e n\u00e3o pelo pesco\u00e7o e, no trabalho agr\u00edcola, a transi\u00e7\u00e3o da rota\u00e7\u00e3o bienal para a trienal, aumentando a produ\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros aliment\u00edcios. Essas inova\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, que propiciaram uma melhor alimenta\u00e7\u00e3o para o homem feudal, aliadas &#8220;Paz de Deus&#8221;, pela qual a Igreja Cat\u00f3lica conseguiu pacificar relativamente a Europa Ocidental, geraram a explos\u00e3o demogr\u00e1fica do s\u00e9culo XI, quando se estima que a popula\u00e7\u00e3o aumentou de 20 milh\u00f5es para 60 milh\u00f5es de habitantes.\n\n<strong>Esse brutal surto populacional, ocorrendo num continente de horizontes geogr\u00e1ficos limitados, causou uma severa crise:<\/strong>\n\n<strong>A CRISE DOS S\u00c9CULOS XI E XII<\/strong>\n<blockquote><strong>\u00caXODO RURAL &#8211;<\/strong> embora a produ\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros tenha crescido, o aumento da popula\u00e7\u00e3o superou a capacidade t\u00e9cnica de alimentar todos esses novos contingentes humanos. Em fun\u00e7\u00e3o disso, houve o abandono dos feudos, onde novamente prevalecia a escassez, e um conseq\u00fcente &#8220;incha\u00e7o&#8221; urbano\n\n<strong>SURGIMENTO DE UMA NOBREZA POBRE &#8211;<\/strong> <strong>na Idade M\u00e9dia, era vigente a &#8220;lei da primogenitura&#8221;<\/strong>: s\u00f3 o filho mais velho herdava as propriedades. Como conseq\u00fc\u00eancia da explos\u00e3o demogr\u00e1fica, aumentou o n\u00famero dos secundog\u00eanitos que, apesar de seus pomposos t\u00edtulos, nada possu\u00edam. A esses restavam, como op\u00e7\u00f5es, a vida eclesi\u00e1stica ou as aventuras da Cavalaria\n\n<strong>NOMADISMO &#8211; <\/strong>em raz\u00e3o da crise, que amea\u00e7ava solapar as estruturas feudais, o homem europeu passou a se locomover em busca de espa\u00e7o territorial e liberdade. O medievalista (historiador especializado nos estudos sobre a Idade M\u00e9dia) franc\u00eas Jacques Le Goff descreve o per\u00edodo com uma saborosa express\u00e3o: &#8220;o ano mil, ano da mobilidade e da vagabundagem&#8221;. Este nomadismo levou, inicialmente, devasta\u00e7\u00e3o das florestas europ\u00e9ias, visando criar novas \u00e1reas agricult\u00e1veis, e, tamb\u00e9m, a peregrina\u00e7\u00f5es religiosas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Roma (da\u00ed o termo &#8220;romaria&#8221;) e \u00e0 Terra Santa (Palestina)\n\n<strong>BANDITISMO &#8211;<\/strong> a pobreza ent\u00e3o vivida pela Europa tornou as viagens extremamente perigosas e inseguras, pois as estradas passaram a ser tomadas por assaltantes e marginais de todo g\u00eanero.<\/blockquote>\nA \u00fanica maneira de supera\u00e7\u00e3o da crise que abalava o Velho Mundo era dar in\u00edcio a um processo de expans\u00e3o, visando ampliar os horizontes territoriais europeus.\n\n<strong>Esse expansionismo assumiu tr\u00eas formas:<\/strong>\n\n<strong>A EXPANS\u00c3O EUROP\u00c9IA A PARTIR DO S\u00c9CULO XII<\/strong>\n<blockquote><strong>AS CRUZADAS &#8211; <\/strong>a pretexto de libertar a Terra Santa, que ca\u00edra sob o dom\u00ednio dos turcos seldj\u00facidas (que eram mu\u00e7ulmanos radicais), o homem europeu levou adiante uma s\u00e9rie de incurs\u00f5es militares em dire\u00e7\u00e3o ao Oriente M\u00e9dio, cujas verdadeiras finalidades eram conquistar novos territ\u00f3rios e reabrir o Mar Mediterr\u00e2neo para a navega\u00e7\u00e3o ocidental\n\n<strong>A &#8220;GUERRA DA RECONQUISTA&#8221; &#8211; <\/strong>nobres hisp\u00e2nicos, com apoio da Igreja e da nobreza franceses, deram in\u00edcio a uma guerra para expulsar os mu\u00e7ulmanos da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, por eles dominada, em sua quase totalidade, desde o s\u00e9culo VIII. O real significado da &#8220;Reconquista&#8221; foi ampliar o continente europeu na sua extremidade ocidental\n\n<strong>A &#8220;MARCHA PARA O LESTE&#8221; &#8211; <\/strong>a nobreza germ\u00e2nica ruma para a Europa Oriental, com o objetivo de expandir a Europa para o leste.<\/blockquote>\nO cruzadismo, a &#8220;Guerra da Reconquista&#8221; e o avan\u00e7o germ\u00e2nico em dire\u00e7\u00e3o ao leste europeu fizeram o homem europeu, at\u00e9 ent\u00e3o confinado aos seus feudos, ampliar seus espa\u00e7os e horizontes, f\u00edsicos e tamb\u00e9m culturais. Como conseq\u00fc\u00eancia, surgiria o &#8220;com\u00e9rcio \u00e0 longa dist\u00e2ncia&#8221;, fator respons\u00e1vel pelo colapso da estrutura feudal.\n\nDe fato, ao longo do per\u00edodo compreendido entre os s\u00e9culos VI e XII, a Europa s\u00f3 conhecera o com\u00e9rcio \u00e0 curta dist\u00e2ncia, no qual n\u00e3o existe a rela\u00e7\u00e3o entre abund\u00e2ncia e escassez.\n\n<strong>Noutros termos<\/strong>: duas regi\u00f5es pr\u00f3ximas entre si apresentam os mesmos caracter\u00edsticos clim\u00e1ticos, geol\u00f3gicos, topogr\u00e1ficos e tecnol\u00f3gicos.\n\nDessa maneira, o produto que \u00e9 abundante numa determinada regi\u00e3o, tamb\u00e9m o \u00e9 numa \u00e1rea pr\u00f3xima. Isso faz com que as trocas n\u00e3o valham a pena, em termos pecuni\u00e1rios.\n\n<strong>Exemplifiquemos<\/strong>: se uma regi\u00e3o &#8220;A&#8221; produz laranjas, nas cercanias, tamb\u00e9m existir\u00e3o laranjais. Assim, toda e qualquer troca ser\u00e1 entre g\u00eaneros semelhantes.\n\n<strong>A partir do momento em que, o homem europeu entrou em contato com o Oriente e com \u00e1reas distantes de sua terra natal, surgiu o comerciante<\/strong>: o indiv\u00edduo que percebeu que um produto abundante, e portanto barato, numa determinada zona, se transportado para uma \u00e1rea distante, onde esse g\u00eanero fosse raro e, por conseguinte, caro, essa locomo\u00e7\u00e3o traria lucro. Nesse momento, tinha origem o capital comercial.\n\n<strong>DEFINI\u00c7\u00c3O DE COMERCIANTE MEDIEVAL<\/strong>\n\n<strong>UM LOCOMOVEDOR DE BENS, ENTRE \u00c1REAS DISTANTES ENTRE SI, QUE GANHA EM FUN\u00c7\u00c3O DAS DIFEREN\u00c7AS DOS PRE\u00c7OS INTERZONAIS<\/strong>\n\nPor volta dos s\u00e9culos XIII e XIV, nascia a burguesia mercantil, setor social dedicado ao com\u00e9rcio com o prop\u00f3sito de acumular capitais.\n\n<strong>Logo, o mercador percebeu que havia uma outra forma de reproduzir seu dinheiro<\/strong>: empr\u00e9stimos que eram devolvidos com juros.\n\n<strong>Maravilhosa descoberta<\/strong>: o capital usur\u00e1rio.\n\n<strong>DEFINI\u00c7\u00c3O DE CAPITAL USUR\u00c1RIO<\/strong>\n\n<strong>CAPITAL GERADO PELA CIRCULA\u00c7\u00c3O DO PR\u00d3PRIO DINHEIRO<\/strong>\n\nO capital comercial e o capital usur\u00e1rio foram os respons\u00e1veis pelo processo da acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital, respons\u00e1vel pelo nascimento do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, que seria efetivamente implantado pela Revolu\u00e7\u00e3o Industrial do s\u00e9culo XVIII. Numa primeira, e ainda simplista, defini\u00e7\u00e3o, chamamos essa acumula\u00e7\u00e3o de primitiva pelo fato de ter precedido e possibilitado o capitalismo.\n\n<strong>OS ENTRAVES \u00c0 ACUMULA\u00c7\u00c3O PRIMITIVA DE CAPITAL<\/strong>\n\nO processo da acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital e o conseq\u00fcente florescimento da economia de mercado &#8211; elementos respons\u00e1veis pelo renascimento urbano, desenvolvimento das manufaturas, emerg\u00eancia do capital financeiro e a abertura dos feudos ao mercado &#8211; tiveram de fazer face a dois entraves ou obst\u00e1culos.\n\nO primeiro deles foi o particularismo pol\u00edtico feudal. O fato da nobreza deter a posse e a soberania sobre os feudos criava problemas para os mercadores que se dedicavam ao com\u00e9rcio \u00e0 longa dist\u00e2ncia. Percorrendo grandes extens\u00f5es geogr\u00e1ficas, os burgueses eram obrigados a atravessar in\u00fameros feudos, vendo-se for\u00e7ados a pagar tributos em cada um deles, a cambiar moeda de acordo com os desejos dos senhores feudais e, at\u00e9 mesmo, a oferecer produtos, gratuitamente, aos potentados feudais. Tudo isso encarecia os produtos, obstando as pr\u00e1ticas comerciais.\n\n<strong>Com a finalidade de superar esse obst\u00e1culo, a burguesia mercantil buscou eliminar a descentraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica feudal por meio do apoio ao Rei, que, assim fortalecido, aniquilaria o particularismo pol\u00edtico e encabe\u00e7aria a cria\u00e7\u00e3o da f\u00f3rmula pol\u00edtica pr\u00f3pria ao mundo moderno<\/strong>: o Estado Nacional.\n\n<strong>FORMA\u00c7\u00c3O DO ESTADO NACIONAL MODERNO<\/strong>\n\nBurguesia mercantil &#8211; ap\u00f3ia e financia o Rei &#8211; Surgimento do Estado nacional\n\n<strong>O Estado nacional, num primeiro momento, teve como regime pol\u00edtico o Absolutismo, cujos caracter\u00edsticos foram: <\/strong>\n\n<strong>O ESTADO NACIONAL ABSOLUTISTA<\/strong>\n<blockquote><strong>ESTRUTURA POL\u00cdTICA CENTRALIZADORA &#8211;<\/strong> o estado absolutista, fruto da alian\u00e7a entre a burguesia e o Rei, aniquilou os feudos, submetendo-os ao poder do Rei, agora efetivo titular da soberania. <strong>Em s\u00edntese<\/strong>: o estado absolutista intervem politicamente na sociedade, regulamentando-a por meio de um ordenamento jur\u00eddico nacional.\n\n<strong>BUROCRATIZA\u00c7\u00c3O &#8211;<\/strong> a interven\u00e7\u00e3o estatal se faz mediante um complexo e sofisticado quadro burocr\u00e1tico, chefiado e simbolizado pelo Soberano\n\n<strong>SOLU\u00c7\u00c3O DE COMPROMISSO &#8211;<\/strong> o estado absolutista corresponde a um momento hist\u00f3rico europeu no qual havia uma paridade de for\u00e7as entre a burguesia, detentora do poder econ\u00f4mico, e a nobreza, politicamente ainda dominante. Assim, podemos dizer que o absolutismo \u00e9 um &#8220;Pacto&#8221; entre dois setores sociais potencialmente conflitantes, mas momentaneamente, equilibrados\n\n<strong>O APOIO DA NOBREZA &#8211; <\/strong>o estamento aristocr\u00e1tico ap\u00f3ia e ocupa o aparelho de estado absolutista para manter seus privil\u00e9gios sociais, j\u00e1 que estava perdendo o controle da economia\n\n<strong>O APOIO DA BURGUESIA &#8211; <\/strong>essa nova classe financiava e fortalecia o Rei pois necessitava do apoio estatal para destruir os feudos e obter uma alavanca pol\u00edtica para seu crescimento econ\u00f4mico.<\/blockquote>\nO absolutismo, no plano pol\u00edtico, corresponde a uma pol\u00edtica econ\u00f4mica de cunho Mercantilista. De fato, o Rei e os quadros burocr\u00e1ticos estatais perceberam, ao longo dos Tempos Modernos (per\u00edodo compreendido entre os s\u00e9culos XV e XVIII), que atitudes pol\u00edticas que ajudassem o enriquecimento da burguesia favoreceriam o fortalecimento do pr\u00f3prio estado.\n\n<strong>Na Europa Ocidental geraria, nesse contexto hist\u00f3rico, um &#8220;casal indivorci\u00e1vel&#8221;: <\/strong>Estado Absolutista e Pol\u00edtica Econ\u00f4mica Mercantilista.\n\n<strong>CARACTER\u00cdSTICOS DO MERCANTILISMO<\/strong>\n<blockquote><strong>PROTECIONISMO &#8211;<\/strong> os governos impediam a entrada no pa\u00eds de produtos estrangeiros, visando impedir a sa\u00edda de dinheiro para o exterior. Ao mesmo tempo, os governos diminu\u00edam os impostos sob os produtos nacionais para facilitar a venda deles nos mercados internacionais, o que traria dinheiro para o pa\u00eds. Assim, os comerciantes e produtores nacionais ficavam mais ricos e os governos mais fortes. Acelerava-se a acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital. <strong>O slogan do mercantilismo era<\/strong>: &#8220;vender sempre, comprar nunca ou quase nunca&#8221;;\n\n<strong>BALAN\u00c7A DE COM\u00c9RCIO FAVOR\u00c1VEL &#8211;<\/strong> o protecionismo tinha como objetivo fazer com que o pa\u00eds vendesse mais do que comprasse, tendo assim, uma balan\u00e7a de com\u00e9rcio favor\u00e1vel a ele;\n\n<strong>METALISMO &#8211;<\/strong> os grupos obtidos no com\u00e9rcio eram medidos pela quantidade de metais preciosos (principalmente ouro e prata) que o pa\u00eds possu\u00edsse. O s\u00edmbolo, o sinal da riqueza de um pa\u00eds era a quantidade de metais que ele tivesse.<\/blockquote>\n<strong>Outro obst\u00e1culo quase abortou o processo da acumula\u00e7\u00e3o primitiva de capital<\/strong>: a crise do s\u00e9culo XIV.\n\n<strong>Pode-se dizer que esse per\u00edodo hist\u00f3rico europeu foi um cr\u00edtico intervalo entre a destrui\u00e7\u00e3o da realidade feudal e o nascimento, ainda embrion\u00e1rio, da estrutura capitalista. Numa linguagem metaf\u00f3rica<\/strong>:a crise do s\u00e9culo XIV foi, simultaneamente, o resultado da &#8220;morte&#8221; do mundo medieval e das primeiras etapas do parto do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista.\n\nNo per\u00edodo, a decad\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola feudal gerou surtos de fome, notadamente em 1316 e 1318, acompanhados de pestes, das quais a mais conhecida foi a &#8220;A Grande Peste Negra&#8221; de 1348, que exterminou quase metade da popula\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia. Al\u00e9m disso, fal\u00eancias das manufaturas, desemprego, escassez de g\u00eaneros, revoltas urbanas e camponesas (as &#8220;jacqueries&#8221;) e conflitos militares, principalmente a &#8220;Guerra dos Cem Anos&#8221; (1336 &#8211; 1453) dificultaram a acumula\u00e7\u00e3o de capital por parte da ent\u00e3o fr\u00e1gil e emergente burguesia mercantil. A supera\u00e7\u00e3o dessa crise s\u00f3 foi poss\u00edvel pela expans\u00e3o ultramarina dos Tempos Modernos.\n\n<strong>No dizer po\u00e9tico de Fernando Pessoa, verso musicado por Caetano Veloso<\/strong>: &#8220;navegar \u00e9 preciso, viver n\u00e3o \u00e9 preciso&#8221;. Somente as &#8220;Grandes Navega\u00e7\u00f5es&#8221; gerariam empregos, reaqueceriam a economia pela conquista de mercados, obten\u00e7\u00e3o de metais preciosos e fontes de mat\u00e9rias-primas, possibilitando a retomada e acelera\u00e7\u00e3o do processo de acumula\u00e7\u00e3o primitiva que, no seu cl\u00edmax, viria implantar e consolidar o modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista.\n<h4>SISTEMAS COLONIAIS &#8211; ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO<\/h4>\n<strong>CONCEITO<\/strong>\n\n<strong>Sistema Colonial <\/strong>foi o conjunto de rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o e subordina\u00e7\u00e3o, mantido entre metr\u00f3poles e col\u00f4nias, a partir de meados do s\u00e9culo XVI.\n\nO sistema durou at\u00e9 meados do s\u00e9culo XVIII, quando passou a conhecer suas crises.\n\n<strong>ORIGEM<\/strong>\n\nO Sistema Colonial surgiu em conseq\u00fc\u00eancia da Expans\u00e3o Mar\u00edtimo-Comercial Europ\u00e9ia.\n\nO Sistema Colonial foi criado a partir das conquistas e descobertas feitas pelas metr\u00f3poles europ\u00e9ias, ou seja, por Portugal, Espanha, Inglaterra, Fran\u00e7a e Holanda.\n\n<strong>Essas pot\u00eancias estabeleceram e formaram seus Imp\u00e9rios Coloniais em \u00e1reas de tr\u00eas continentes<\/strong>: a Am\u00e9rica, a \u00c1frica e a \u00c1sia.\n\n<strong>TIPOS DE SISTEMAS COLONIAIS<\/strong>\n\n<strong>SISTEMA COLONIAL TRADICIONAL:<\/strong> foi o sistema adotado pelos Estados absolutistas que descobriram ou conquistaram novas terras no Novo Mundo, passando a utilizar a pol\u00edtica econ\u00f4mica mercantilista, provocando a Revolu\u00e7\u00e3o Comercial dos s\u00e9culos XVI, XVII.\n\nDentre os pa\u00edses que adotaram este sistema estavam Portugal, Espanha, Inglaterra, Fran\u00e7a, Holanda, etc.\n\n<strong>SISTEMA COLONIAL INDUSTRIAL: <\/strong>foi o sistema adotado em fun\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, ou seja, a partir do s\u00e9culo XIX, com a partilha da \u00c1frica e \u00c1sia pela Inglaterra, Fran\u00e7a e Holanda.\n\n<strong>ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DO SISTEMA COLONIAL<\/strong>\n\nO Sistema Colonial Tradicional constitu\u00eda-se de dois p\u00f3los ou duas \u00e1reas que mantinham rela\u00e7\u00f5es entre si.\n\n<strong>\u00c1rea Metropolitana: <\/strong>\u00e9 o centro do sistema.\n\nAs metr\u00f3poles constituem-se no p\u00f3lo ou \u00e1rea de origem da a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica do Sistema Colonial. Eram constitu\u00eddas pelos pa\u00edses europeus como Portugal, Espanha, Inglaterra, Holanda e Fran\u00e7a.\n\nA atua\u00e7\u00e3o sobre as col\u00f4nias e feitorias, durante a Revolu\u00e7\u00e3o Comercial, caracterizava-se pela aplica\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica mercantilista, com destaque para a a\u00e7\u00e3o da burguesia, em plena ascens\u00e3o, e pela decad\u00eancia da nobreza e da estrutura social estamental (herdada da Idade M\u00e9dia).\n\n<b>\u00c1rea Colonial:<\/b> \u00e9 a periferia do sistema.\n<blockquote>As col\u00f4nias constitu\u00edam-se no p\u00f3lo ou \u00e1rea que sofre a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica mercantilista desencadeada pela Metr\u00f3pole. Eram constitu\u00eddas pelas Col\u00f4nias situadas na Am\u00e9rica, \u00c1frica e \u00c1sia, como o Brasil na Am\u00e9rica; Angola e Mo\u00e7ambique na \u00c1frica; Cant\u00e3o e Macau na \u00c1sia; todas col\u00f4nias portuguesas.<\/blockquote>\n<strong>Havia nessa \u00e1reas:<\/strong>\n<blockquote><strong>As COL\u00d4NIAS:<\/strong> \u00e1reas que produziam mercadorias, com a fixa\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra, e com o desenvolvimento da agricultura colonial;\n\n<strong>As FEITORIAS: <\/strong>p\u00f3los de com\u00e9rcio, fixados no litoral das \u00e1reas exploradas, operando com transa\u00e7\u00e3o de mercadorias (escambo), sem a fixa\u00e7\u00e3o da m\u00e3o-de-obra (m\u00e3o-de-obra nativa livre).<\/blockquote>\n<strong>As rela\u00e7\u00f5es entre Metr\u00f3pole e Col\u00f4nia denominam-se Pacto Colonial.<\/strong>\n\nO Pacto Colonial era o conjunto de obriga\u00e7\u00f5es assumidas pela Col\u00f4nia com a Metr\u00f3pole que se caracterizavam por sua absoluta submiss\u00e3o e depend\u00eancia para com a Metr\u00f3pole.\n\nO Monop\u00f3lio (exclusividade) do Com\u00e9rcio e da navega\u00e7\u00e3o, da explora\u00e7\u00e3o de determinados produtos coloniais (o pau-brasil), o ouro, os diamantes, o sal, etc.) \u00e9 a caracter\u00edstica fundamental do Pacto Colonial.\n\nAssim, a Col\u00f4nia dentro do Sistema Colonial, tem a fun\u00e7\u00e3o de fortalecer o desenvolvimento econ\u00f4mico da Metr\u00f3pole dentro do sistema mercantilista (capitalismo comercial).\n\n<strong>A PRODU\u00c7\u00c3O COLONIAL<\/strong>\n\nAs Col\u00f4nias ou \u00e1reas tropicais completavam a produ\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia, concentrando-se em alguns g\u00eaneros de alta lucratividade, como o a\u00e7\u00facar e os min\u00e9rios, ou em determinadas mat\u00e9rias-primas, como o algod\u00e3o.\n\nAs Col\u00f4nias tinham seu sistema produtor.\n\nSistema Produtor Colonial, composto por elementos (caracter\u00edsticas) essenciais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, ou seja, fatores da produ\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>ELEMENTOS OU FATORES DA PRODU\u00c7\u00c3O COLONIAL:<\/strong>\n<blockquote><strong>LATIF\u00daNDIO: <\/strong>terra abundante, principalmente na Am\u00e9rica, onde a propriedade agr\u00edcola caracterizava-se pela grande propriedade, exceto em algumas regi\u00f5es da Am\u00e9rica do Norte;\n\n<strong>CAPITAIS ESTRANGEIROS: <\/strong>oriundos da Metr\u00f3pole, apesar de escassos eram aplicados nas Col\u00f4nias;\n\n<strong>M\u00c3O-DE-OBRA ESCRAVA OU SERVA: dependendo das condi\u00e7\u00f5es encontradas na Col\u00f4nia, apresentaram-se sob v\u00e1rias formas:<\/strong>\n<blockquote><strong>Col\u00f4nias francesas e inglesas<\/strong>: a chamada servid\u00e3o tempor\u00e1ria (indentured servants);\n\n<strong>Col\u00f4nia espanhola do Peru \u0096 <\/strong>a servid\u00e3o ind\u00edgena, chamada de Mia;\n\n<strong>Col\u00f4nias portuguesas e espanholas \u0096<\/strong> a escravid\u00e3o negra africana.<\/blockquote>\nMONOCULTURA AGR\u00cdCOLA, com a produ\u00e7\u00e3o de produtos tropicais, como o a\u00e7\u00facar, o algod\u00e3o, o tabaco, etc.\n\n<strong>PRODU\u00c7\u00c3O PARA EXPORTA\u00c7\u00c3O: <\/strong>para abastecer a Metr\u00f3pole em produtos que lhe vinham suprir necessidades em sua economia, completando-a.<\/blockquote>\n<strong>TIPOS OU FORMAS DE COLONIZA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\n<strong>No Sistema Colonial Tradicional encontramos diversas formas de coloniza\u00e7\u00e3o, mas de um modo geral, podem ser agrupadas em dois grandes tipos ou formas<\/strong>:\n<blockquote>AS COL\u00d4NIAS DE POVOAMENTO e\n\nAS COL\u00d4NIAS DE EXPLORA\u00c7\u00c3O.<\/blockquote>\n<strong>COL\u00d4NIA DE POVOAMENTO:<\/strong>\n\n<strong>Pode ser explicada pelas col\u00f4nias inglesas na Am\u00e9rica do Norte que tiveram as seguintes caracter\u00edsticas:<\/strong>\n<blockquote>O povoamento foi feito fundamentalmente por grupos familiares, extremamente relacionados aos refugiados religiosos de puritanos ingleses.\n\nDesta forma, o povoamento era permanente e os colonos possu\u00edam um grande ideal de fixa\u00e7\u00e3o, associado a um desejo de prosperidade e desenvolvimento, tentando reproduzir na Am\u00e9rica, o m\u00e1ximo poss\u00edvel, a forma de vida que possu\u00edam na Europa.\n\n(<strong>De onde decorre at\u00e9 o nome das col\u00f4nias do Norte<\/strong>: &#8211; Nova Inglaterra).\n\nOs colonos ingleses possu\u00edam o ideal de acumula\u00e7\u00e3o, associado \u00e0 no\u00e7\u00e3o de valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho, \u00e0 poupan\u00e7a e capitaliza\u00e7\u00e3o.\n\nOs capitais gerados na produ\u00e7\u00e3o colonial eram investidos no pr\u00f3prio local, convergindo para a metr\u00f3pole apenas os tributos.\n\nEsta aplica\u00e7\u00e3o local dos capitais estava relacionada \u00e0 id\u00e9ia de reconstru\u00e7\u00e3o de uma nova vida na Am\u00e9rica.<\/blockquote>\n\u00c9 evidente que a aplica\u00e7\u00e3o local dos capitais colaborou sobremaneira para a cria\u00e7\u00e3o de um mercado interno.\n<blockquote>A produ\u00e7\u00e3o colonial atendia tamb\u00e9m \u00e0s necessidades internas, com base em pequenas propriedades agr\u00edcolas, com grande utiliza\u00e7\u00e3o do trabalho familiar.\n\nTodas as caracter\u00edsticas anteriores consequentemente refletiram-se sobre a valoriza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e da instru\u00e7\u00e3o.\n\nIdeal de Emancipa\u00e7\u00e3o (desenvolvido precocemente).<\/blockquote>\n<strong>COL\u00d4NIA DE EXPLORA\u00c7\u00c3O:<\/strong>\n\n<strong>Pode ser exemplificada pela coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa no Brasil, com as seguintes caracter\u00edsticas:<\/strong>\n<blockquote>A coloniza\u00e7\u00e3o foi desenvolvida basicamente atrav\u00e9s de grupos de indiv\u00edduos, de forma espont\u00e2nea, e, consequentemente, tempor\u00e1ria.\n\nDesta forma os colonos n\u00e3o possu\u00edam ideal de fixa\u00e7\u00e3o, apenas a id\u00e9ia de grande explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, de forma imediata e sem grandes custos de investimentos.\n\nOs colonos portugueses possu\u00edam o ideal de enriquecimento r\u00e1pido na col\u00f4nia. \u00c9 comum a afirma\u00e7\u00e3o &#8211; &#8220;fazer a Am\u00e9rica&#8221;, com gastos na Metr\u00f3pole.\n\nEsta inten\u00e7\u00e3o de r\u00e1pido regresso a Portugal estava relacionada \u00e0 denominada mentalidade transoce\u00e2nica.<\/blockquote>\nPor isso mesmo \u00e9 que n\u00e3o vinham (de um modo geral) com a fam\u00edlia.\n<blockquote>A acumula\u00e7\u00e3o de capitais conseguida na periferia do sistema convergia basicamente para o centro do sistema, acarretando o esgotamento dos recursos coloniais e consequentemente o enriquecimento da metr\u00f3pole.\n\nEm decorr\u00eancia havia a inexist\u00eancia de um mercado interno e sim a constitui\u00e7\u00e3o de uma economia extrovertida e dependente, atendendo fundamentalmente \u00e0s necessidades metropolitanas.\n\nA produ\u00e7\u00e3o colonial era desenvolvida em grandes propriedades agr\u00edcolas, com base na m\u00e3o-de-obra escrava.\n\nEm conseq\u00fc\u00eancia de todas estas caracter\u00edsticas havia a desvaloriza\u00e7\u00e3o do papel da mulher na vida colonial, bem como da educa\u00e7\u00e3o e instru\u00e7\u00e3o.\n\nO ideal ou sentimento de nacionalidade desenvolveu-se mais tardiamente.\n\nEm decorr\u00eancia da diferen\u00e7a de formas de coloniza\u00e7\u00e3o ocorreram diferentes processos hist\u00f3rico &#8211; econ\u00f4micos posteriores.\n\nDesta forma o Brasil &#8211; Col\u00f4nia n\u00e3o prosperou (no sentido do capitalismo europeu) em virtude da forma ou tipo de coloniza\u00e7\u00e3o.\n\nFoi o tipo de coloniza\u00e7\u00e3o o respons\u00e1vel pelo subdesenvolvimento do Brasil, n\u00e3o se podendo atribuir a outras causas ou a fatores, que normalmente s\u00e3o apontados como respons\u00e1veis, tais como o clima, a ra\u00e7a, problemas de miscigena\u00e7\u00e3o ou religi\u00e3o ou ao portugu\u00eas, que s\u00e3o carentes de qualquer base hist\u00f3rico \u0096 cient\u00edfica e denunciam com clareza falta absoluta de conhecimento das ra\u00edzes s\u00f3cio &#8211; econ\u00f4micas e hist\u00f3ricas de nosso pa\u00eds.\n\nA EXCE\u00c7\u00c3O foi a tentativa de se implantar col\u00f4nias de povoamento no Brasil foi a realizada no litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, no s\u00e9culo XVIII, quando as referidas \u00e1reas foram povoadas por portugueses a\u00e7orianos, que para c\u00e1 se deslocaram de forma permanente e familiar, desenvolvendo uma produ\u00e7\u00e3o baseada na pequena propriedade.<\/blockquote>\nTal foi o caso, por exemplo de Florian\u00f3polis, Laguna, Torres e outras regi\u00f5es.\n\nFonte: www.10emtudo.com.br\/geocities.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sistema Colonial, Origem, Brasil, Hist\u00f3ria, Coloniza\u00e7\u00e3o, Crise, Estado, Estrutura, Funcionamento, Tipo, Caracter\u00edsticas, Sistema 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