{"id":26036,"date":"2015-12-23T00:00:00","date_gmt":"2015-12-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-da-borracha-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:58:41","modified_gmt":"2026-09-01T17:58:41","slug":"historia-da-borracha-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/historia-da-borracha-4\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Borracha"},"content":{"rendered":"\n<p>A <strong>borracha<\/strong> j\u00e1 era conhecida dos \u00edndios antes do descobrimento      da Am\u00e9rica. Em 1525, P. d&#8217;Anghieria relatou ter visto os \u00edndios mexicanos      jogarem com bolas el\u00e1sticas. Charles de la Condamine foi o primeiro a fazer      um estudo cient\u00edfico sobre a borracha, que ele conhecera durante viagem ao      Peru, em 1735. Um engenheiro franc\u00eas, Fresnau, que la Condamine havia encontrado      na Guiana, estudara a borracha no local e conclu\u00edra que esta n\u00e3o era sen\u00e3o      &#8220;uma esp\u00e9cie de \u00f3leo resinoso condensado&#8221;.<\/p>\n \t \t\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histo-borr2.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" \/><\/p>\n \t \t   \n<p>O primeiro emprego da borracha foi como apagador. Foi Magellan, descendente      de c\u00e9lebre navegador, quem prop\u00f4s este uso. Priestley, na Inglaterra, difundiu-o      e a borracha recebeu em ingl\u00eas o nome de &#8220;India Rubber&#8221;, que significa      &#8220;Raspador da \u00cdndia&#8221;. <\/p>\n   \n<p>A palavra borracha teve sua origem numa das primeiras aplica\u00e7\u00f5es \u00fateis deste      produto, dada pelos portugueses, quando foi utilizada para a fabrica\u00e7\u00e3o de      botijas, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s chamadas borrachas de couro que os portugueses      usavam no transporte de vinhos.<\/p>\n   \n<p>Macquer, retomando os trabalhos de la Condamine, pela primeira vez indicou      o modo de fabrica\u00e7\u00e3o de tubos flex\u00edveis de borracha.<\/p>\n   \n<p><strong>Desde ent\u00e3o numerosos artes\u00e3os se interessaram pela borracha: <\/strong>o      ourives Bernard, o botic\u00e1rio Winch, Grossart, Landolles, e outros. Em 1820      um industrial ingl\u00eas, Nadier, fabricou fios de borracha e procurou utiliz\u00e1-los      em acess\u00f3rios de vestu\u00e1rio.<\/p>\n   \n<p><strong>Por essa \u00e9poca come\u00e7ou a reinar na Am\u00e9rica a febre da borracha: <\/strong>os      cal\u00e7ados imperme\u00e1veis dos \u00edndios faziam sucesso. Produziam-se tecidos imperme\u00e1veis      e botas de neve na Nova Inglaterra.<\/p>\n   \n<p>Em 1832 foi criada a f\u00e1brica de Rosburg. Infelizmente, as altera\u00e7\u00f5es que      os artefatos de borracha natural n\u00e3o vulcanizada sofriam sob a influ\u00eancia      do frio, tornando-se quebradi\u00e7os, e o inconveniente de aderirem-se uns aos      outros se ficassem expostos aos raios de sol, desinteressaram os consumidores.      Ap\u00f3s tentar desenvolver por longo tempo um processo para o melhoramento das      qualidades da borracha (incorpora\u00e7\u00e3o de \u00e1cido n\u00edtrico, por exemplo) e ser      levado \u00e0 ru\u00edna, Goodyear descobriu acidentalmente, em 1840, a vulcaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Um fato curioso: <\/strong>em 1815, Hancock, modesto serralheiro,      tornou-se um dos maiores fabricantes do Reino Unido. Ele havia inventado um      colch\u00e3o de borracha e, associado a Mac Intosh, fabricava as famosas capas      imperme\u00e1veis &#8220;mac intosh&#8221;. Al\u00e9m disso, havia descoberto e realizava      industrialmente o corte, a lamina\u00e7\u00e3o e a prensagem da borracha. Tinha verificado      a import\u00e2ncia do calor na prensagem e constru\u00eddo uma m\u00e1quina para este fim.<\/p>\n   \n<p>Mac Intosh descobriu o emprego da benzina como solvente e Hancock preconizou      a pr\u00e9via &#8220;mastiga\u00e7\u00e3o&#8221; e aquecimento, para obter uma perfeita dissolu\u00e7\u00e3o      da borracha. Hancock descobriu tamb\u00e9m a fabrica\u00e7\u00e3o de bolas el\u00e1sticas. Por      fim, Hancock, em 1842, de posse da borracha vulcanizada de Goodyear, procurou      e encontrou o segredo da vulcaniza\u00e7\u00e3o, fazendo enorme fortuna.<\/p>\n   \n<p>Em 1845 R.W. Thomson inventou o pneum\u00e1tico, a c\u00e2mara de ar e at\u00e9 a banda      de rodagem ferrada. Em 1850 fabricavam-se brinquedos de borracha, bolas ocas      e maci\u00e7as (para golfe e t\u00eanis). A inven\u00e7\u00e3o do veloc\u00edpede por Michaux, em 1869,      conduziu \u00e0 inven\u00e7\u00e3o da borracha maci\u00e7a, depois da borracha oca e, por \u00faltimo,      \u00e0 reinven\u00e7\u00e3o do pneu, pois a inven\u00e7\u00e3o de Thomson havia ca\u00eddo no esquecimento.      Payen estudou as propriedades f\u00edsicas da borracha, do mesmo modo que Graham,      Wiesner e G\u00e9rard.<\/p>\n   \n<p>Finalmente, Bouchardt realizou a polimeriza\u00e7\u00e3o do isopreno, entre 1879 e      1882, obtendo produtos de propriedades semelhantes \u00e0 borracha. O primeiro      pneum\u00e1tico para bicicleta data de 1830. Em 1895 Michelin teve a id\u00e9ia audaciosa      de adaptar o pneu ao autom\u00f3vel. Desde ent\u00e3o a borracha passou a ocupar um      lugar preponderante no mercado mundial.<\/p>\n   \n<p>Sendo a borracha importante mat\u00e9ria-prima e dado o papel que vem desempenhando      na civiliza\u00e7\u00e3o moderna, cedo foi despertada a curiosidade dos qu\u00edmicos para      conhecer sua composi\u00e7\u00e3o e, posteriormente, sua s\u00edntese. Desde o s\u00e9culo XIX      v\u00eam sendo feitos trabalhos com esse objetivo, logo se esclarecendo que a borracha      \u00e9 um pol\u00edmero do isopreno.<\/p>\n   \n<p>Os russos e os alem\u00e3es foram os pioneiros nos trabalhos de s\u00edntese da borracha.      Mas os produtos obtidos n\u00e3o suportaram a concorr\u00eancia da borracha natural.<\/p>\n   \n<p>Somente com a Primeira Guerra Mundial a Alemanha, premida pelas circunst\u00e2ncias,      teve de desenvolver a industrializa\u00e7\u00e3o de seu produto sint\u00e9tico. Foi o marco      inicial do grande desenvolvimento da ind\u00fastria de borrachas sint\u00e9ticas, ou      elast\u00f4meros, no mundo.<\/p>\n   \n<h4>A Borracha Natural &#8211; NR<\/h4>\n   \n<p>A Borracha Natural \u00e9 o produto s\u00f3lido obtido pela coagula\u00e7\u00e3o de l\u00e1tices de      determinados vegetais, sendo o principal a Hevea Brasiliensis. Essa mat\u00e9ria-prima      vegetal, proveniente da planta conhecida vulgarmente como seringueira, \u00e9 nativa      da Amaz\u00f4nia. Embora seja grande o n\u00famero de esp\u00e9cies que por uma incis\u00e3o na      casca exsudam secre\u00e7\u00e3o de aspecto semelhante ao l\u00e1tex, somente algumas produzem      quantidade e qualidade suficientes para explora\u00e7\u00e3o em bases econ\u00f4micas.<\/p>\n   \n<p>A <strong>hist\u00f3ria da borracha <\/strong>natural no Brasil \u00e9 um enredo que      pouco fica a dever \u00e0 corrida do ouro americana. Por quase cinq\u00fcenta anos,      da segunda metade do s\u00e9culo XIX at\u00e9 a segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo XX, a borracha      natural sustentou um dos mais importantes ciclos de desenvolvimento do Brasil.      Naquela \u00e9poca, a revolu\u00e7\u00e3o industrial se expandia velozmente e o mundo vivia      per\u00edodo hist\u00f3rico de prosperidade e descobertas que se refletiam em todos      os setores. Autom\u00f3vel, bonde, telefone, luz el\u00e9trica e outras inova\u00e7\u00f5es mudavam      paisagem e costumes nas cidades. Novos mercados se abriam. Era a belle \u00e9poque,      cujo esplendor a literatura e o cinema se encarregaram de retratar para as      gera\u00e7\u00f5es seguintes.<\/p>\n   \n<p>Devido a suas m\u00faltiplas aplica\u00e7\u00f5es, principalmente na ind\u00fastria automobil\u00edstica      em expans\u00e3o, a borracha obtida a partir do l\u00e1tex das seringueiras tornou-se      produto mundialmente valorizado. E seringueiras n\u00e3o faltavam na Amaz\u00f4nia brasileira.      Isso levou a regi\u00e3o Norte do Brasil, uma das mais pobres e desabitadas do      pa\u00eds, a experimentar per\u00edodo de grande prosperidade. Interessadas na explora\u00e7\u00e3o      dos seringais amaz\u00f4nicos, grandes empresas e bancos estrangeiros instalam-se      nas cidades de Bel\u00e9m e Manaus.<\/p>\n   \n<p>A capital amazonense torna-se o centro econ\u00f4mico do pa\u00eds. Ganha sistemas      de abastecimento d&#8217;\u00e1gua, luz el\u00e9trica, telefone, grandes constru\u00e7\u00f5es, como      o Teatro Amazonas, at\u00e9 hoje s\u00edmbolo da riqueza advinda da borracha. Milhares      de imigrantes, principalmente nordestinos fugidos da seca da d\u00e9cada de 1870,      invadem a floresta para recolher o l\u00e1tex e transform\u00e1-lo em borracha.<\/p>\n   \n<p>A produ\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica chega a 42 mil toneladas anuais e o Brasil domina o      mercado mundial de borracha natural.<\/p>\n   \n<p><strong>Esse clima de euforia dura at\u00e9 1910, quando a situa\u00e7\u00e3o come\u00e7a a mudar:      <\/strong>a partir daquele ano entram no mercado as exporta\u00e7\u00f5es de borracha      a partir das col\u00f4nias brit\u00e2nicas e o Brasil n\u00e3o suporta a feroz concorr\u00eancia      que lhe \u00e9 imposta.<\/p>\n   \n<p>Em 1876, os ingleses haviam contrabandeado sementes de hevea brasiliensis      da Amaz\u00f4nia para o Jardim Bot\u00e2nico de Londres. L\u00e1, por meio de enxertos, desenvolvem      variedades mais resistentes, que posteriormente s\u00e3o enviadas para suas col\u00f4nias      na \u00c1sia &#8211; Mal\u00e1sia, Ceil\u00e3o e Cingapura &#8211; onde tem in\u00edcio uma explora\u00e7\u00e3o intensiva      da borracha natural.<\/p>\n   \n<p>A diferen\u00e7a t\u00e9cnica de plantio e extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex no Brasil e na \u00c1sia foi      determinante para os resultados da explora\u00e7\u00e3o como neg\u00f3cio. Enquanto a dist\u00e2ncia      entre as seringueiras na \u00c1sia era de apenas quatro metros, na Amaz\u00f4nia caminhava-se      \u00e0s vezes quil\u00f4metros entre uma \u00e1rvore e outra, o que prejudicava e encarecia      a coleta. Obviamente, as planta\u00e7\u00f5es racionalizadas do Extremo Oriente proporcionaram      significativo aumento da produtividade e se tornaram mais competitivas.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, o governo resistia a mudar os m\u00e9todos. Acreditava que a explora\u00e7\u00e3o      da maneira que era feita assegurava a presen\u00e7a de brasileiros e garantia a      soberania nacional sobre a despovoada regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Privilegiava-se a      geopol\u00edtica, representada pela ocupa\u00e7\u00e3o, em detrimento da geoeconomia, que      poderia render melhores frutos.<\/p>\n   \n<p><strong>A relativa imobilidade custou caro para o pa\u00eds: <\/strong>as exporta\u00e7\u00f5es      brasileiras perderam mercado. N\u00e3o suportaram a concorr\u00eancia da borracha extra\u00edda      na \u00c1sia, muito mais barata. Como conseq\u00fc\u00eancia, a produ\u00e7\u00e3o entrou em decl\u00ednio.      Ali chegava ao fim o per\u00edodo de prosperidade vivido pela extensa regi\u00e3o Norte      do Brasil. As empresas que haviam se instalado em Manaus e Bel\u00e9m sa\u00edram em      busca de outras regi\u00f5es mais produtivas. Os imigrantes voltaram para suas      terras. Os grandes nomes das artes mundiais j\u00e1 n\u00e3o se apresentavam no Teatro      Amazonas. A opul\u00eancia cristalizara-se em Hist\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p><strong>No final dos anos 20, o Brasil ainda tentaria uma rea\u00e7\u00e3o com a ajuda      de um parceiro inusitado: <\/strong>o industrial norte-americano Henry Ford,      idealizador de uma nova forma de produzir que marcaria a ind\u00fastria para sempre      &#8211; a linha de montagem &#8211; e respons\u00e1vel, na \u00e9poca, por 50% da produ\u00e7\u00e3o mundial      de ve\u00edculos. Com a inten\u00e7\u00e3o de acabar com o controle do mercado de borracha      &#8211; a preciosa mat\u00e9ria prima dos pneus &#8211; pelas col\u00f4nias inglesas do Sudeste      Asi\u00e1tico, Ford plantou nada menos que 70 milh\u00f5es de mudas de seringueira numa      \u00e1rea de um milh\u00e3o de hectares no Par\u00e1.<\/p>\n   \n<p>O ambicioso projeto foi logo batizado pelos moradores da regi\u00e3o como Fordl\u00e2ndia.      Pretendia produzir 300 mil toneladas anuais de borracha natural, quantidade      que representava a metade do consumo mundial. Mas Ford sucumbiu \u00e0s adversidades      e ao ambiente hostil da floresta amaz\u00f4nica. Abandonou tudo, amargando enorme      preju\u00edzo.<\/p>\n   \n<p>Neste contexto a \u00c1sia dominou o suprimento mundial de borracha natural, com      mais de 90% da produ\u00e7\u00e3o. Mudan\u00e7as importantes, no entanto, t\u00eam redistribu\u00eddo      a produ\u00e7\u00e3o entre os principais concorrentes. A Mal\u00e1sia, que em 1985 respondia      por 1\/3 da produ\u00e7\u00e3o mundial, reduziu sua participa\u00e7\u00e3o. Isso decorreu da mudan\u00e7a      no seu perfil de produ\u00e7\u00e3o, que passou a dar \u00eanfase em investimentos n\u00e3o-agr\u00edcolas.      A Tail\u00e2ndia ocupou o lugar de maior produtor mundial de NR. A Indon\u00e9sia &#8211;      com vantagens de \u00e1rea e m\u00e3o-de-obra dispon\u00edveis &#8211; tem mantido participa\u00e7\u00e3o      relevante na produ\u00e7\u00e3o mundial desde a d\u00e9cada de 80.<\/p>\n   \n<p>Outros pa\u00edses que v\u00eam se valendo, com sucesso, do potencial de m\u00e3o-de-obra      barata e disponibilidade de terras para crescimento nesse setor s\u00e3o a \u00cdndia      e a China. O consumo de borracha natural representou, em 2001, cerca de 40%      do total de borrachas consumidas no mundo.<\/p>\n   \n<h4>A Borracha Sint\u00e9tica<\/h4>\n   \n<p>A import\u00e2ncia que ganhou a ind\u00fastria da borracha desde seu surgimento e o      papel decisivo que assumiu no descortinar da civiliza\u00e7\u00e3o moderna, despertou      o interesse pela descoberta da sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e, depois, pela s\u00edntese.      A ind\u00fastria de pneum\u00e1ticos via, nas pesquisas, a possibilidade de se independer      das planta\u00e7\u00f5es mundiais de borracha natural.<\/p>\n   \n<p>O decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o de borracha natural no Brasil coincide com o per\u00edodo      da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e com a necessidade de se obter produto      mais barato, com suprimento mais seguro para a fabrica\u00e7\u00e3o de pneus. A press\u00e3o      decorrente da tomada das planta\u00e7\u00f5es asi\u00e1ticas pelos japoneses levou ao desenvolvimento      de uma borracha que, embora de estrutura diferente da natural, satisfazia      extraordinariamente a alta demanda requerida pelas tropas na \u00e9poca.<\/p>\n   \n<p>Foi assim que surgiu a GR-S, Buna S, Hycar OS ou SBR, um copol\u00edmero de estireno      e butadieno. Foi o marco inicial do grande desenvolvimento da ind\u00fastria de      borrachas sint\u00e9ticas. O produto desenvolvido era facilmente vulcaniz\u00e1vel e      acabou se transformando no carro-chefe da ind\u00fastria da borracha mundial, apesar      de suas propriedades n\u00e3o corresponderem a todas as qualidades da natural.      Mas o custo e as caracter\u00edsticas principais foram determinantes para que se      tornasse concorrente imbat\u00edvel. Apesar da borracha sint\u00e9tica j\u00e1 ser conhecida      desde 1875, sua produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 este momento era cara e inexpressiva.<\/p>\n   \n<p>Epis\u00f3dio hist\u00f3rico importante, durante a Segunda Guerra Mundial, mudou o      cen\u00e1rio desse mercado. Na manh\u00e3 do dia 7 de dezembro de 1941 os Estados Unidos      entraram na guerra. Tr\u00eas meses ap\u00f3s o ataque a Pearl Harbor, os japoneses,      desesperados para controlar a produ\u00e7\u00e3o de borracha natural, assim como os      aliados, tomaram a Mal\u00e1sia e as \u00cdndias Orientais holandesas. Assumiram o controle      de 95% do suprimento mundial do produto e mergulharam os EUA numa crise.<\/p>\n   \n<p>Cada tanque Sherman continha 20 toneladas de a\u00e7o e meia tonelada de borracha.      Cada navio de guerra era constitu\u00eddo de 20 mil partes de borracha. A borracha      era usada para recapear cada cent\u00edmetro de fio em todas as f\u00e1bricas, lares,      escrit\u00f3rios e instala\u00e7\u00f5es militares na Am\u00e9rica. N\u00e3o havia alternativa sint\u00e9tica.      Levando-se em conta todas as fontes poss\u00edveis, a na\u00e7\u00e3o tinha, mantidos os      n\u00edveis normais de consumo, estoques para cerca de um ano.<\/p>\n   \n<p><strong>Essa reserva tinha ainda de alimentar a maior e mais cr\u00edtica ind\u00fastria      em fase de expans\u00e3o da hist\u00f3ria mundial: <\/strong>a ind\u00fastria b\u00e9lica.<\/p>\n   \n<p>A resposta de Washington foi r\u00e1pida e dram\u00e1tica. Quatro dias depois de Pearl      Harbor, o uso da borracha em qualquer produto n\u00e3o essencial para a guerra      foi proibido. O limite de velocidade nas estradas americanas caiu para 35      milhas por hora, para diminuir o desgaste dos pneus em todo o pais. As raspas      de borracha eram vendidas a um penny ou mais por libra peso em mais de 400      mil dep\u00f3sitos em todo o pa\u00eds. At\u00e9 Fala, o c\u00e3o do presidente Franklin Roosevelt,      teve seus brinquedos de borracha derretidos. Foi a maior campanha de reciclagem      registrada na hist\u00f3ria e assegurou o \u00eaxito dos aliados at\u00e9 1942.<\/p>\n   \n<p>Nessas circunst\u00e2ncias, foi emitida uma ordem a todos os qu\u00edmicos e engenheiros      para que desenvolvessem uma ind\u00fastria de borracha sint\u00e9tica. Em 1941, a produ\u00e7\u00e3o      total de borracha sint\u00e9tica era de pouco mais de 8 mil toneladas, principalmente      produtos que n\u00e3o serviam para a fabrica\u00e7\u00e3o de pneus.<\/p>\n   \n<p>A sobreviv\u00eancia da na\u00e7\u00e3o dependia da sua capacidade de manufaturar mais de      800 mil toneladas de produtos que mal haviam come\u00e7ado a ser desenvolvidos.      N\u00e3o havia muitas instru\u00e7\u00f5es detalhadas de como as f\u00e1bricas deveriam se organizar      para produzir essa gigantesca quantidade. N\u00e3o haviam sido constru\u00eddas instala\u00e7\u00f5es      nem sequer para produzir a mat\u00e9ria-prima necess\u00e1ria \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de borracha.<\/p>\n   \n<p>A ind\u00fastria americana nunca havia sido convocada a assumir tarefa como essa.      Conseguir tanto em t\u00e3o pouco tempo. Os engenheiros tinham dois anos para alcan\u00e7ar      a meta. Se o programa da borracha sint\u00e9tica n\u00e3o obtivesse \u00eaxito, a capacidade      dos americanos para prosseguir na guerra estaria amea\u00e7ada. O esfor\u00e7o americano      ajudaria a disseminar a borracha sint\u00e9tica nos mercados mundiais, inclusive      no Brasil, que ap\u00f3s a Guerra tratava de consolidar o seu parque industrial.<\/p>\n   \n<h4>Principal rota de produ\u00e7\u00e3o de borrachas<\/h4>\n   \n<p>Uma variedade muito ampla de borrachas sint\u00e9ticas foi desenvolvida desde      a descoberta do produto. Como foram grandes os investimentos requeridos para      o desenvolvimento das diversas variedades, a tecnologia para a produ\u00e7\u00e3o foi      bastante concentrada em tradicionais empresas de porte global, como DuPont,      Bayer, Shell, Basf, Goodyear, Firestone, Michelin, EniChem, Dow, Exxon e Texas      Co.<\/p>\n   \n<p><strong>O emprego da borracha \u00e9 muito amplo, pois as caracter\u00edsticas e propriedades      que os elast\u00f4meros re\u00fanem fazem com que alcancem praticamente todos os setores      da economia:\u00a0<\/strong>automobil\u00edstico,      cal\u00e7adista, constru\u00e7\u00e3o civil, pl\u00e1sticos, materiais hospitalares e outros tamb\u00e9m      de grande import\u00e2ncia no dia-dia da sociedade. Por serem as mais empregadas      na produ\u00e7\u00e3o de pneus, as SBR`s e as BR`s s\u00e3o as de maior consumo entre as      sint\u00e9ticas.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.petroflex.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria da Borracha<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p><strong>Quando os primeiros espanh\u00f3is pisaram no Novo Continente, viram os      \u00edndios brincando com bolas que saltavam: <\/strong>eram feitas com a seiva      leitosa de uma \u00e1rvore chamada &#8220;caucho&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Os espanh\u00f3is n\u00e3o prestaram nenhuma aten\u00e7\u00e3o \u00e0 subst\u00e2ncia dessas bolas, pois      procuravam outras riquezas como ouro, por exemplo. Passados mais de dois s\u00e9culos,      s\u00e1bios franceses que foram medir o arco do meridiano terrestre \u00e0s margens      do rio Amazonas notaram que os \u00edndios utilizavam esse material para outros      fins, faziam tigelas e vasilhames de &#8220;caucho&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>Descobriram at\u00e9 que os \u00edndios obtinham esse &#8220;caucho&#8221; de      uma \u00e1rvore, processo que chamavam de &#8220;chorar a \u00e1rvore&#8221; &#8211; uma hevea      e recolhiam em esp\u00e9cies de tigelas um sulco leitoso que se separava rapidamente      em duas partes: <\/strong>de uma lado a \u00e1gua, e de outro, um l\u00edquido espesso.      Os ind\u00edgenas jogavam fora a \u00e1gua e conservavam o l\u00edquido no qual mergulhavam      por diversas vezes a extremidade de bast\u00f5es, para confeccionar bolas as quais      secavam em seguida em fogueiras.<\/p>\n   \n<p>O franc\u00eas C. M. de la Condamine levou uma amostra de &#8220;caucho&#8221; para      a Academia de Ci\u00eancias de Paris, mas ningu\u00e9m lhe deu aten\u00e7\u00e3o, pois a resina      apresentava um problema. Tudo que se fabricava com essa subst\u00e2ncia tornava-se      pegajoso no calor e tornava-se inflex\u00edvel ou esfarelava-se em baixas temperaturas.      C.F Fresneau fez um par de sapatos de seiva e impermeabilizou um sobretudo      com material retirado das seringueiras da Guiana Francesa.<\/p>\n   \n<p>John Pristley, s\u00e1bio ingl\u00eas, descobriu que a subst\u00e2ncia podia tirar marcas      de l\u00e1pis, o que at\u00e9 aquela data se fazia com miolo de p\u00e3o, uso que at\u00e9 hoje      est\u00e1 em pr\u00e1tica.<\/p>\n   \n<p>Em 1823 o escoc\u00eas Charles Macintosh, descobriu um meio de fazer roupas imperme\u00e1veis,      colocando uma camada de borracha entre duas camadas de tecido. No mesmo ano      em Londres um fabricante de carruagens, Thomas Hancock, fabricou os primeiros      aros de borracha. Mas s\u00f3 em 1839 com a descoberta do processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o      pelo engenheiro e cientista Charles Goodyear foi poss\u00edvel, adicionando enxofre      \u00e0 borracha e aquecendo a mistura, obter uma goma el\u00e1stica que n\u00e3o se esfarela      nem cola. Foi esse o ponto de partida para as aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de borracha.<\/p>\n   \n<p>Quando os ingleses perceberam sua import\u00e2ncia, transportaram secretamente      em 1876 para a Inglaterra cerca de 70 mil sementes de &#8220;Hevea Brasiliensis&#8221;      do Brasil e as plantaram em suas col\u00f4nias no Sudeste da \u00c1sia. Destas sementes,      2.600 germinaram e cerca de 25 anos depois o com\u00e9rcio na regi\u00e3o j\u00e1 estava      estabilizado.<\/p>\n   \n<p>Assim iniciou-se a produ\u00e7\u00e3o no sudeste asi\u00e1tico, derrubando o dom\u00ednio brasileiro      iniciado em 1866. Atualmente a Mal\u00e1sia \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 17% dos      6,3 milh\u00f5es de toneladas de borrachas produzidas no mundo, al\u00e9m de utilizar      a madeira das seringueiras em 80% dos m\u00f3veis que fabrica. Com a segunda Guerra      Mundial houve quebra na produ\u00e7\u00e3o de borracha no Extremo Oriente e o Brasil      n\u00e3o conseguiu atender \u00e0 demanda sozinho. Surgiu ent\u00e3o a necessidade de se      criar a borracha sint\u00e9tica, mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria&#8230;<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.cwd.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria da Borracha<\/h6>\n   \n<p>A borracha natural \u00e9 hoje uma importante mat\u00e9ria-prima, essencial para a      manufatura de mais de 40.000 produtos para as mais diversas aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<h4>A \u00e1rvore da borracha&#8230;<\/h4>\n   \n<p>Obtida atrav\u00e9s da seringueira (Hevea brasiliensis), cujo cultivo \u00e9 tido como      a atividade agr\u00edcola s\u00f3cio-econ\u00f4mica mais importante em muitos pa\u00edses em desenvolvimento,      principalmente do Sudeste Asi\u00e1tico, a borracha natural tamb\u00e9m \u00e9 considerada,      ao lado do a\u00e7o e do petr\u00f3leo, um dos alicerces que sustentam o progresso da      humanidade, sendo por exemplo um dos principais produtos utilizados na ind\u00fastria      do transporte, de produtos hospitalares e b\u00e9licos.<\/p>\n   \n<h4>Os \u00edndios latino-americanos e o uso da borracha&#8230;<\/h4>\n   \n<p>Antes de 1500 a borracha j\u00e1 era utilizada por \u00edndios Latino-Americanos. Colombo      foi o primeiro europeu a descobrir a borracha, quando encontrou nativos do      Haiti brincando com bolas deste estranho material, que os \u00edndios chamavam      de &#8220;caucho&#8221;. Na Amaz\u00f4nia, o uso da borracha foi mencionado pelo      Jesu\u00edta Samuel Fritz e pelo Frei Carmelita Manoel de Esperan\u00e7a, entre os \u00edndios      Cambebas ou Omaguas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-1.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"271\" height=\"343\" \/><br \/>\n<strong>Joseph Priestley<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Os europeus a usaram para apagar&#8230;<\/h4>\n   \n<p>Somente mais de 2 s\u00e9culos depois o mundo iria despertar para a utilidade      deste material, e em 1770 o ingl\u00eas Joseph Priestley produziu a primeira borracha,      que utilizamos at\u00e9 hoje, para apagar tra\u00e7os de l\u00e1pis esfregando-a sobre o      papel. Cubos desta borracha come\u00e7aram a ser vendidos em Londres em 1772 e      foram chamados de &#8220;rubber&#8221; que vem do ingl\u00eas &#8220;rub&#8221; que      significa esfregar.<\/p>\n   \n<h4>Uma descoberta acidental: a vulcaniza\u00e7\u00e3o&#8230;<\/h4>\n   \n<p>Com o descobrimento do processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o em 1839 pelo americano Charles      Goodyear, que acidentalmente deixou cair um pouco de enxofre na mistura de      borracha em seu laborat\u00f3rio, \u00e9 que suas propriedades mais valiosas (resist\u00eancia      e elasticidade) puderam ser exploradas, fazendo com que sua utiliza\u00e7\u00e3o se      multiplicasse vertiginosamente.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-2.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"271\" height=\"343\" \/><br \/>\n<strong>Thomas Hancock<\/strong><\/p>\n   \n<h4>E vieram os pneus&#8230;<\/h4>\n   \n<p>Dentre outras participa\u00e7\u00f5es importantes na utiliza\u00e7\u00e3o da borracha no desenvolvimento      mundial, podemos citar o fabricante de carruagens ingl\u00eas Thomas Hancock, que      inventou uma tira el\u00e1stica para ser utilizada nas rodas de suas carruagens,      a qual seria a precursora do primeiro pneu de borracha produzido em 1888 pelo      escoc\u00eas John Dunlop. Os pneus de Dunlop seriam mais tarde pe\u00e7as fundamentais      na era dos autom\u00f3veis (1920-1940), depois da qual o mundo nunca mais seria      o mesmo.<\/p>\n   \n<h4>Amaz\u00f4nia: onde tudo come\u00e7ou&#8230;<\/h4>\n   \n<p>A Hevea brasiliensis \u00e9 origin\u00e1ria da Amaz\u00f4nia e por crescer em meio \u00e0 floresta,      sua explora\u00e7\u00e3o era totalmente do tipo extrativista, dificultando o desenvolvimento      e aproveitamento do potencial produtivo destas \u00e1rvores.<\/p>\n   \n<p>O Brasil foi l\u00edder mundial na fabrica\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o da borracha natural      at\u00e9 a d\u00e9cada de 50, quando a demanda pela borracha exigia uma produtividade      mais eficiente. Para suprir esta necessidade intensa pela mat\u00e9ria-prima, o      mundo passou a contar com as planta\u00e7\u00f5es planejadas dos pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico.<\/p>\n   \n<h4>Sementes que atravessaram oceanos&#8230;<\/h4>\n   \n<p>Mas, voc\u00ea sabe como estas planta\u00e7\u00f5es de uma \u00e1rvore nativa brasileira foram      parar do outro lado do mundo? Em 1876, os ingleses perceberam a import\u00e2ncia      da borracha e mais de 70.000 sementes de Hevea brasiliensis foram &#8220;transportadas      secretamente&#8221; para a Inglaterra e plantadas nas col\u00f4nias inglesas do      Sudeste Asi\u00e1tico, que apresentavam um clima bastante similar ao da Amaz\u00f4nia      e mostraram-se perfeitas para o desenvolvimento da planta.<\/p>\n   \n<p>Uma seringueira leva cerca de 8 anos para come\u00e7ar a produzir o l\u00e1tex, e se      tomados os cuidados essenciais para a preserva\u00e7\u00e3o da sa\u00fade da planta, ela      poder\u00e1 ser produtiva por pelo menos 50 anos.<\/p>\n   \n<h4>S\u00e9culo 20: cresce a produ\u00e7\u00e3o&#8230;<\/h4>\n   \n<p>Em 1914 a produ\u00e7\u00e3o mundial de l\u00e1tex foi de 36 mil toneladas\/ano, em 1924      esta produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia sido multiplicada por 10, e em 1999, somente nos pa\u00edses      Asi\u00e1ticos (90% Mal\u00e1sia e Indon\u00e9sia), mais de 3 milh\u00f5es de toneladas foram      produzidas em um ano.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-3.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"350\" height=\"241\" \/><br \/>\n<strong>Hevea brasiliensis<br \/>\n     No momento da extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex<\/strong><\/p>\n   \n<h4>E surgiram as borrachas sint\u00e9ticas&#8230;<\/h4>\n   \n<p>Com o desenvolvimento continuo e cada vez mais acelerado da ind\u00fastria mundial,      surgiram as borrachas sintetizadas em laborat\u00f3rio, como por exemplo o Policloropreno      ou Neoprene (1931) e a Acrilonitrila ou Borracha Nitr\u00edlica (1957), que v\u00eam      sendo mat\u00e9rias-primas cada dia mais importantes para substitui\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex      natural na fabrica\u00e7\u00e3o de alguns produtos, como por exemplo LUVAS, possibilitando      o aprimoramento das linhas de produtos e oferecendo a prote\u00e7\u00e3o mais adequada      aos profissionais para cada atividade.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.mucambo.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria da Borracha<\/h6>\n   \n<h4>Borracha, para que te quero?<\/h4>\n   \n<p>Sempre que pensamos em conjuntos mec\u00e2nicos, os materiais a eles      relacionados e de que mais nos lembramos s\u00e3o, em geral, os materiais met\u00e1licos.      Por isso, pode ser que voc\u00ea esteja at\u00e9 estranhando um pouco o fato de ter      que estudar um cap\u00edtulo inteirinho sobre um material como a borracha.<\/p>\n   \n<p>No entanto, essa estranheza s\u00f3 pode ser fruto de sua distra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Porque \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar uma m\u00e1quina que n\u00e3o tenha borracha para      transmitir movimento, unir partes, conduzir fluidos, absorver choques, isolar      ru\u00eddos. Afinal, de que s\u00e3o feitas as correias, os acoplamentos, os tubos,      as guarni\u00e7\u00f5es? Gra\u00e7as \u00e0s suas propriedades f\u00edsicas e qu\u00edmicas, a borracha      \u00e9 capaz de desempenhar com muita efici\u00eancia todas essas fun\u00e7\u00f5es dentro das      m\u00e1quinas e equipamentos que nos cercam. Sem falar na fabrica\u00e7\u00e3o de luvas cir\u00fargicas,      bal\u00f5es de festa, cal\u00e7ados, pneus e&#8230; camisinhas.<\/p>\n   \n<p>Esta aula vai ensinar a voc\u00ea algumas das raz\u00f5es pelas quais a borracha \u00e9      t\u00e3o importante para a nossa vida e para a ind\u00fastria mec\u00e2nica. Acompanhe conosco.<\/p>\n   \n<h4>Um pouco de hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p>A borracha \u00e9 um material de origem vegetal obtido do l\u00e1tex da seiva de uma      \u00e1rvore chamada Hevea brasiliensis. Essa \u00e1rvore, nativa das florestas tropicais,      \u00e9 a nossa seringueira, encontrada em estado selvagem na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n   \n<p> At\u00e9 a segunda metade do s\u00e9culo XIX, o Brasil teve o monop\u00f3lio da produ\u00e7\u00e3o      mundial da borracha. Em 1876, um contrabando levou 70.000 sementes para a      Inglaterra, onde elas foram cultivadas em estufas e depois plantadas na \u00c1sia.      Ap\u00f3s alguns anos, grandes planta\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a produzir em escala comercial.      O Brasil, por explorar apenas as plantas nativas, perdeu o monop\u00f3lio.<\/p>\n   \n<p>Embora tenha sido sempre utilizada por \u00edndios da Am\u00e9rica do Sul na veda\u00e7\u00e3o      de canoas, na impermeabiliza\u00e7\u00e3o de objetos e na confec\u00e7\u00e3o de bolas para jogar,      a borracha s\u00f3 foi descoberta pelos europeus em 1736. <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, essa descoberta foi considerada de pouco valor, pois a borracha natural      \u00e9 mole e pegajosa quando aquecida e dura e quebradi\u00e7a quando fria. Nessa condi\u00e7\u00e3o,      o \u00fanico uso encontrado para ela, foi a substitui\u00e7\u00e3o do miolo de p\u00e3o para apagar      tra\u00e7os de l\u00e1pis.<\/p>\n   \n<p>Foi somente em 1839, mais de um s\u00e9culo depois, que Charles Goodyear descobriu,      ao acaso, um modo de tornar a borracha menos r\u00edgida e quebradi\u00e7a. Ele deixou      cair acidentalmente uma mistura de borracha e enxofre sobre a chapa quente      do fog\u00e3o. A mistura pegou fogo e come\u00e7ou a soltar muita fuma\u00e7a. Para se livrar      dela, Goodyear atirou-a pela janela. No dia seguinte, descobriu que o material      que ele atirara pela janela, se tornara flex\u00edvel.<\/p>\n   \n<p><strong>Estava descoberta a vulcaniza\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n   \n<p>O uso de aceleradores de vulcaniza\u00e7\u00e3o e de antioxidantes ajudou a melhorar      as propriedades da borracha natural, mas as pesquisas em busca de borrachas      sint\u00e9ticas levaram \u00e0 descoberta do Neopreno (1931) nos Estados Unidos e da      Buna (1936) na Alemanha. Como sempre, as necessidades de mercado determinaram      o rumo das pesquisas e novos produtos surgiram.<\/p>\n   \n<h4>H\u00e1 borrachas e&#8230; borrachas<\/h4>\n   \n<p>At\u00e9 aqui aprendemos que a borracha \u00e9 um material de origem vegetal.      Mas, voc\u00ea sabe como ela \u00e9 obtida? N\u00e3o? Ent\u00e3o, vamos l\u00e1.<\/p>\n   \n<p>A borracha bruta \u00e9 obtida do l\u00e1tex que \u00e9 uma emuls\u00e3o natural retirada por      meio de um corte obl\u00edquo feito na casca de uma \u00e1rvore (como a Hevea brasiliensis,      lembra?). O l\u00e1tex \u00e9 recolhido em um recipiente preso no tronco logo abaixo      do corte.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-4.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"230\" height=\"400\" \/><\/p>\n   \n<p>O l\u00e1tex colhido, depois de coado para a retirada de folhas, gravetos e insetos,      \u00e9 derramado em tanques divididos por paredes de metal. L\u00e1, ele \u00e9 coagulado      pela adi\u00e7\u00e3o de \u00e1cido ac\u00e9tico dilu\u00eddo.<\/p>\n   \n<p>O que se obt\u00e9m dessa opera\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma massa esponjosa que, em seguida, \u00e9 laminada      entre dois cilindros que giram com velocidades iguais debaixo de \u00e1gua. As      folhas de borracha que saem dessa lamina\u00e7\u00e3o, se depois forem passadas entre      cilindros girando em velocidades diferentes, transformam-se no que chamamos      de borracha-crepe. Depois, esse material pode ser defumado para evitar que      fermente ou mofe. Por fim, essas l\u00e2minas de borracha s\u00e3o prensadas em grandes      blocos e enviadas para as ind\u00fastrias onde se transformar\u00e3o em produtos acabados.<\/p>\n   \n<h4>Fique por dentro<\/h4>\n   \n<p>Os seringueiros que trabalham na extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex das \u00e1rvores no meio da      floresta tropical, geralmente deixam que o l\u00e1tex se coagule naturalmente.      Depois, formam bolas em torno de um bast\u00e3o. Essas bolas s\u00e3o ent\u00e3o lavadas,      secas e defumadas.<\/p>\n   \n<p>Essa borracha, na verdade um hidrocarboneto cuja f\u00f3rmula \u00e9 (C5H8), \u00e9 um produto      da polimeriza\u00e7\u00e3o do isopreno.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-5.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"378\" height=\"321\" \/><\/p>\n   \n<p>Ela \u00e9 el\u00e1stica, resistente \u00e0 abras\u00e3o, \u00e0 eletricidade e \u00e0 \u00e1gua, por\u00e9m altera-se      em presen\u00e7a de luz e calor, al\u00e9m de n\u00e3o ter resist\u00eancia a muitos \u00f3leos e solventes.      A vulcaniza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um tratamento por enxofre (2 a 4%) a quente (110\u00baC),      realizado sob press\u00e3o ou em estufas, torna-a mais el\u00e1stica e praticamente      insol\u00favel.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o existem artigos feitos de borracha pura. A c\u00e2mara de ar que se coloca      dentro de pneus tem 90% de borracha. Os pneus, cuja borracha recebe adi\u00e7\u00e3o      de negro de fumo para aumentar sua resist\u00eancia \u00e0 abras\u00e3o, t\u00eam 60% de borracha.      Outros produtos, como os solados de borracha, cont\u00eam 30% ou menos. Na verdade,      ela \u00e9 misturada com a borracha sint\u00e9tica para a fabrica\u00e7\u00e3o dos mais diversos      produtos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-6.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"240\" height=\"213\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-7.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"270\" height=\"203\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-8.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"241\" height=\"181\" \/><\/p>\n   \n<h4>Borrachas sint\u00e9ticas: por qu\u00ea? Para qu\u00ea?<\/h4>\n   \n<p><strong>J\u00e1 que a borracha sint\u00e9tica foi mencionada, com certeza vem a pergunta:      <\/strong>\u0093Por que mesmo elas foram criadas?\u0094<\/p>\n   \n<p><strong>A resposta \u00e9 f\u00e1cil: <\/strong>para tentar obter um material que melhorasse      as propriedades que a borracha j\u00e1 tinha, e para tentar afastar as incertezas      dos mercados fornecedores de borracha natural.<\/p>\n   \n<p><strong>Dois pa\u00edses entraram nessa corrida na d\u00e9cada de 30: <\/strong>a Alemanha,      que se preparava para a guerra e os Estados Unidos, que perceberam a incerteza      a que o fornecimento de borracha natural estava sujeito em caso de guerra,      uma vez que a maioria dos produtores estava no sudeste da \u00c1sia.<\/p>\n   \n<p>Assim, em 1931 os alem\u00e3es desenvolveram as borrachas conhecidas como Buna-S,      um copol\u00edmero de estireno-butadieno e Buna-N, um copol\u00edmero de butadieno-acrilonitrila.      J\u00e1 na metade dessa d\u00e9cada (1936), empresas americanas desenvolveram pesquisas      para obter um produto com propriedades superiores \u00e0s da borracha natural.      Esses produtos foram as borrachas nitr\u00edlicas (Buna-N) e as but\u00edlicas (copol\u00edmeros      de isobutileno-isopreno).<\/p>\n   \n<h4>Fique por dentro<\/h4>\n   \n<p>Os SBRs, ou copol\u00edmeros de estireno-butadieno, combinados na propor\u00e7\u00e3o de      75% de butadieno e 25% de estireno, s\u00e3o as borrachas sint\u00e9ticas mais comuns      no mercado.<\/p>\n   \n<p>As borrachas sint\u00e9ticas, tamb\u00e9m chamadas de elast\u00f4meros sint\u00e9ticos, t\u00eam as      mesmas propriedades das borrachas naturais, ou seja, elasticidade, possibilidade      de vulcaniza\u00e7\u00e3o, solubilidade em solventes, resist\u00eancia \u00e0 \u00e1gua, \u00e0 eletricidade      e \u00e0 abras\u00e3o. Por outro lado, apresentam melhor desempenho quanto \u00e0 durabilidade      e \u00e0 resist\u00eancia a \u00f3leos, ao calor e \u00e0 luz. O quadro a seguir apresenta algumas      borrachas sint\u00e9ticas, suas vantagens e desvantagens em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 borracha      natural e suas aplica\u00e7\u00f5es. Leia-o com aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>A borracha n\u00e3o \u00e9 usada comumente como material de constru\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica,      mas para aplica\u00e7\u00f5es especiais decorrentes de suas propriedades \u00fanicas: <\/strong>a      elasticidade e a capacidade de retornar quase que totalmente \u00e0 forma inicial.      Na Mec\u00e2nica, isso significa o uso para absor\u00e7\u00e3o de choques e isola\u00e7\u00e3o de vibra\u00e7\u00f5es;      corre\u00e7\u00e3o de desalinhamentos por meio dos acoplamentos flex\u00edveis; mudan\u00e7a de      condu\u00e7\u00e3o por meio de tubos e correias; borrachas hidr\u00e1ulicas.<\/p>\n   \n<p>Natural ou sint\u00e9tica, a borracha mant\u00e9m seu papel \u00fanico dentro da ind\u00fastria      mec\u00e2nica. S\u00f3 para lembrar da import\u00e2ncia desse material, pense nos milh\u00f5es      de correias, transmitindo movimento em milh\u00f5es de m\u00e1quinas por este Brasil      afora&#8230;<\/p>\n   \n<p>Fonte: wiki.ifsc.edu.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria da Borracha<\/h6>\n   \n<h4><b>HIST\u00d3RICO DA BORRACHA<\/b><\/h4>\n   \n<h4>Da Idade M\u00e9dia ao Terceiro Mil\u00eanio<\/h4>\n   \n<h4>1492<\/h4>\n   \n<p>Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, descobridor da Am\u00e9rica, volta \u00e0 corte da Espanha e exibe      estranhas bolas que pulam. A borracha natural era usada por nativos da Am\u00e9rica      Tropical na confec\u00e7\u00e3o de bolas e outros artefatos rudimentares.<\/p>\n   \n<h4>1736<\/h4>\n   \n<p><strong>O cientista franc\u00eas Charles Marie De La Condemine visita a regi\u00e3o      amaz\u00f4nica e leva amostras da borracha. Revela: <\/strong>estranho &#8220;leite&#8221;      extra\u00eddo de uma \u00e1rvore \u00e9 utilizado na &#8220;fabrica\u00e7\u00e3o&#8221; de r\u00fasticos cal\u00e7ados,      sacolas e brinquedos.<\/p>\n   \n<h4>1750<\/h4>\n   \n<p>Bel\u00e9m (Par\u00e1) inicia a produ\u00e7\u00e3o de botas para o ex\u00e9rcito portugu\u00eas. Era um      processo rudimentar de industrializa\u00e7\u00e3o da borracha.<\/p>\n   \n<h4>1770<\/h4>\n   \n<p>A borracha \u00e9 usada para apagar tra\u00e7os feitos a l\u00e1pis.<\/p>\n   \n<h4>1800<\/h4>\n   \n<p>Bel\u00e9m torna-se exportador de sapatos de borracha.<\/p>\n   \n<h4>1827<\/h4>\n   \n<p>O Brasil inicia a exporta\u00e7\u00e3o de borracha natural. Os principais clientes      s\u00e3o a Europa e os Estados Unidos.<\/p>\n   \n<h4>1830<\/h4>\n   \n<p>Generaliza-se o uso da borracha natural. O produto \u00e9 utilizado na fabrica\u00e7\u00e3o      de tubos, fios, p\u00e1ra-choques, molas de m\u00e1quinas. Cientistas americanos e europeus      intensificam pesquisas.<\/p>\n   \n<h4>1840<\/h4>\n   \n<p>Charles Goodyear (EUA) inventa o processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o (o l\u00e1tex adquire      maior elasticidade e resist\u00eancia ao atrito misturado ao enxofre e submetido      \u00e0 alta temperatura).<\/p>\n   \n<p><strong>Goodyear escreveu: <\/strong>&#8220;&#8230; a mais not\u00e1vel qualidade desta      goma (l\u00e1tex) \u00e9 a elasticidade. Quando distendida, pode alcan\u00e7ar um comprimento      igual a oito vezes o seu comprimento normal sem romper-se e voltando logo      depois a sua forma original&#8230; n\u00e3o existe nenhuma outra subst\u00e2ncia no mundo      que provoque igual soma de curiosidade, surpresa e admira\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n   \n<h4>1845<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 testado o primeiro pneu em ve\u00edculo de tra\u00e7\u00e3o animal. O pneu de borracha      \u00e9 confeccionado por Thompson (EUA).<\/p>\n   \n<h4>1855<\/h4>\n   \n<p>Os ingleses, depois de pesquisar a borracha (sua aplica\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria,      comercializa\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o de seringais), concluem que &#8220;\u00e9 um importante      produto estrat\u00e9gico&#8221;.<\/p>\n   \n<h4>1875<\/h4>\n   \n<p>O plantador ingl\u00eas Henry Wickman, a servi\u00e7o do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico, coleta      sementes da seringueira no Vale do Tapaj\u00f3s e envia-as para Sir Joseph Dalton      Hooker, do Jardim Bot\u00e2nico de Londres. Posteriormente, o material \u00e9 transportado      para col\u00f4nias inglesas, na \u00c1sia. Era o in\u00edcio do processo de multiplica\u00e7\u00e3o      da Hevea brasiliensis, \u00e1rvore nativa brasileira, no Sudeste Asi\u00e1tico.<\/p>\n   \n<h4>1885<\/h4>\n   \n<p>O ingl\u00eas Boyd Dunlop inventa o pneum\u00e1tico. A mat\u00e9ria-prima \u00e9 a borracha natural      da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n   \n<h4>1888<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 iniciada a produ\u00e7\u00e3o de pneum\u00e1ticos utilizados em ve\u00edculos com motor de      combust\u00e3o. Com a inven\u00e7\u00e3o do autom\u00f3vel, por Henry Ford, e a do pneum\u00e1tico,      h\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o no sistema de transportes no mundo.<\/p>\n   \n<h4>1890<\/h4>\n   \n<p>Manaus \u00e9 o centro de exporta\u00e7\u00e3o de borracha. De um aglomerado urbano no meio      da selva amaz\u00f4nica torna-se uma capital moderna. Edif\u00edcios com estilos arquitet\u00f4nicos      europeus s\u00e3o constru\u00eddos a partir de 1880. Exemplo \u00e9 o teatro Amazonas, inspirado      na arquitetura francesa. Manaus \u00e9 chamada de Paris dos Tr\u00f3picos. \u00c9 a segunda      cidade brasileira a instalar ilumina\u00e7\u00e3o el\u00e9trica.<\/p>\n   \n<p>O ciclo da borracha (1880 a1915) cria uma outra metr\u00f3pole. \u00c9 Bel\u00e9m (Par\u00e1),      que se torna a quinta cidade do Pa\u00eds no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, ap\u00f3s Rio de Janeiro,      S\u00e3o Paulo, Salvador e Recife. S\u00e3o constru\u00eddas amplas avenidas e pra\u00e7as, erguidos      imponentes edif\u00edcios p\u00fablicos e resid\u00eancias, al\u00e9m do porto. Os pr\u00e9dios da      Pra\u00e7a da Rep\u00fablica s\u00e3o testemunhos do per\u00edodo \u00e1ureo da borracha.<\/p>\n   \n<p>Durante este ciclo, a renda per capta no Amazonas foi, em m\u00e9dia, de 224$000      (duzentos e vinte e quatro mil r\u00e9is) e nos estados de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro      e Esp\u00edrito Santo, 93$000 (noventa e tr\u00eas mil r\u00e9is).<\/p>\n   \n<p>A borracha representa 40% do volume das exporta\u00e7\u00f5es do Pa\u00eds. Com isso a regi\u00e3o      amaz\u00f4nica passa a ter import\u00e2ncia econ\u00f4mica mundial.<\/p>\n   \n<h4>1907<\/h4>\n   \n<p>O Brasil produz 38.000 toneladas de borracha.<\/p>\n   \n<h4>1911<\/h4>\n   \n<p>O Pa\u00eds exporta 45.000 toneladas de borracha, mas j\u00e1 enfrenta a concorr\u00eancia      das col\u00f4nias inglesas do Sudeste Asi\u00e1tico. No ano seguinte, o Brasil deixa      de ser o maior exportador mundial de borracha.<\/p>\n   \n<h4>1915<\/h4>\n   \n<p>Com o fim do ciclo da borracha, a economia amaz\u00f4nica entra em r\u00e1pido decl\u00ednio.<\/p>\n   \n<p>A seringueira \u00e9 introduzida no estado paulista pelo coronel Jos\u00e9 Proc\u00f3pio      de Ara\u00fajo Ferraz em sua fazenda &#8211; a Santa Sofia, no distrito de Gavi\u00e3o Peixoto      (regi\u00e3o de Araraquara). Gavi\u00e3o Peixoto tornou-se munic\u00edpio em 1995.<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 curiosa a chegada da seringueira em S\u00e3o Paulo: <\/strong>o coronel      Proc\u00f3pio Ferraz escreveu cartas com pedidos de sementes ao ent\u00e3o coronel Rondon,      que percorria a Amaz\u00f4nia. Rondon atendeu o pedido. Das primeiras sementes      enviadas, 27 germinaram.<\/p>\n   \n<h4>1927<\/h4>\n   \n<p>A Companhia Ford instala a Fordl\u00e2ndia \u00e0s margens do rio Tapaj\u00f3s. Faz plantio      de 4.070 hectares de seringueira. Foi uma tentativa frustrada de cultivo racional      da \u00e1rvore produtora de l\u00e1tex. A Ford formou outro seringal em Belterra, pr\u00f3ximo      a Santar\u00e9m. Novo malogro. Entre as causas do insucesso, o desconhecimento      da floresta amaz\u00f4nica e o ataque do &#8220;mal-das-folhas&#8221;.<\/p>\n   \n<h4>1939<\/h4>\n   \n<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura cria um servi\u00e7o para estudo da Hevea brasiliensis      na Fazenda Santa Sofia, mas sem incentivo, o projeto falha. O coronel Proc\u00f3pio      acredita na seringueira paulista e continua distribuindo sementes e mudas.<\/p>\n   \n<h4>1941<\/h4>\n   \n<p>Plantios de seringueira s\u00e3o iniciados nas esta\u00e7\u00f5es experimentais de Pindorama,      Ribeir\u00e3o Preto e Campinas, no Instituto Agron\u00f4mico de Campinas e na fazenda      \u00c1gua Milagrosa, em Tabapu\u00e3.<\/p>\n   \n<h4>1942 &#8211; 1945<\/h4>\n   \n<p>O Jap\u00e3o invade regi\u00f5es produtoras de borracha no Sudeste Asi\u00e1tico durante      a Segunda Guerra Mundial. \u00c9 celebrado acordo entre Brasil e Estados Unidos      para o incremento da borracha natural nativa na Amaz\u00f4nia. O governo encaminha      milhares de nordestinos para a Amaz\u00f4nia. Era o &#8220;ex\u00e9rcito da borracha&#8221;.      O desinteresse pelo produto brasileiro declina novamente ao final da guerra      com a liberta\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es produtoras do Sudeste Asi\u00e1tico.<\/p>\n   \n<h4>1951 &#8211; 1960<\/h4>\n   \n<p>O Brasil faz a primeira importa\u00e7\u00e3o de borracha natural, em 1951. O produto      vem das antigas col\u00f4nias inglesas asi\u00e1ticas.<\/p>\n   \n<p>O Governo brasileiro criou programas de incentivo \u00e0 heveicultura. Um decreto      obrigava a aplica\u00e7\u00e3o de 20% do lucro l\u00edquido das empresas pneum\u00e1ticas em plantios      de seringueiras. A Pirelli e a Firestone introduziram seringais na Bahia;      a Goodyear, no Par\u00e1, mas as plantas foram atingidas pelo &#8220;mal-das-folhas&#8221;.      Cresce o emprego da borracha sint\u00e9tica. S\u00e3o Paulo torna-se um p\u00f3lo automobil\u00edstico.<\/p>\n   \n<h4>1954<\/h4>\n   \n<p>A Secretaria da Agricultura Paulista cria a comiss\u00e3o t\u00e9cnica da seringueira,      cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 promover pesquisas e o fomento da cultura.<\/p>\n   \n<h4>1957<\/h4>\n   \n<p>S\u00e3o instalados 40 campos de coopera\u00e7\u00e3o para produ\u00e7\u00e3o de mudas de seringueira      no litoral paulista e viveiros em Tabapu\u00e3 e Planalto. Na d\u00e9cada de 60, seringais      s\u00e3o formados na regi\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto.<\/p>\n   \n<h4>1967<\/h4>\n   \n<p>A Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral (CATI) da Secretaria da Agricultura      estimula a reativa\u00e7\u00e3o do programa de expans\u00e3o da borracha.<\/p>\n   \n<p>Mini-usinas de processamento funcionam em seringais de B\u00e1lsamo, Colina, Estrela      D&#8217;Oeste, Tabapu\u00e3, Oriente, Tup\u00e3, Pindamonhangaba, Registro e Jacupiranga.<\/p>\n   \n<p>O governo federal cria o Conselho Nacional da Borracha, com fun\u00e7\u00f5es normativas,      e a Superintend\u00eancia da Borracha (Sudhevea), com atribui\u00e7\u00f5es executivas.<\/p>\n   \n<h4>1975<\/h4>\n   \n<p>Forte geada destr\u00f3i cafezais no Estado de S\u00e3o Paulo. A seringueira entra      em \u00e1reas ocupadas por caf\u00e9.<\/p>\n   \n<h4>1976<\/h4>\n   \n<p>A CATI incentiva a forma\u00e7\u00e3o de campos de coopera\u00e7\u00e3o de mudas de seringueira.      A Divis\u00e3o Regional Agr\u00edcola (DIRA) de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto foi a \u00fanica que      instalou campos (cinco, com 200 mil mudas).<\/p>\n   \n<h4>1978<\/h4>\n   \n<p>Conv\u00eanio entre a CATI e a Embrater \u00e9 assinado para dinamizar a assist\u00eancia      t\u00e9cnica do programa da seringueira. H\u00e1 o plantio de 95 mil mudas na regi\u00e3o      de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto.<\/p>\n   \n<h4>1980<\/h4>\n   \n<p><strong>Come\u00e7a a grande expans\u00e3o da seringueira no Noroeste Paulista: <\/strong>plantio      de 240 mil mudas em 1980; 450 mil, em 1982; 670 mil em 1983.<\/p>\n   \n<h4>1989<\/h4>\n   \n<p>O IBAMA \u00e9 criado e uma de suas diretorias assume atribui\u00e7\u00f5es da Sudhevea      e do Conselho Nacional da Borracha. A\u00e7\u00f5es anteriores haviam fracassado, como      o Programa de Incentivo \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o de Borracha Vegetal (PROBOR), mas tiveram      o m\u00e9rito de despertar o interesse pela heveicultura no Pa\u00eds.<\/p>\n   \n<h4>1990<\/h4>\n   \n<p>O IBAMA firma conv\u00eanios com cooperativas agr\u00edcolas paulistas para estimular      a heveicultura, uma delas a Cafealta, de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto.<\/p>\n   \n<h4>1991<\/h4>\n   \n<p>O Noroeste Paulista concentra cerca de 60% dos 11 milh\u00f5es de seringueiras      no Estado de S\u00e3o Paulo. Pouco mais de 1,5 milh\u00e3o desse total encontram-se      em fase produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>1992<\/h4>\n   \n<p>A APABOR (Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores e Beneficiadores de Borracha do Estado      de S\u00e3o Paulo) \u00e9 fundada, em novembro. Percy Putz \u00e9 eleito presidente. Entre      os objetivos da associa\u00e7\u00e3o, a melhoria e garantia de pre\u00e7os; unir produtores      e beneficiadores de borracha e defender os seus interesses; divulgar t\u00e9cnicas      atualizadas da cultura.<\/p>\n   \n<p>O Estado de S\u00e3o Paulo supera a Bahia e torna-se o maior Estado produtor de      borracha natural do Pa\u00eds.<\/p>\n   \n<h4>1997<\/h4>\n   \n<p>O Governo Federal cria a subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica (subs\u00eddios) aos produtores de      borracha.<\/p>\n   \n<h4>1998<\/h4>\n   \n<p>A APABOR elege Wanderley Sant&#8217;Anna para presidir a associa\u00e7\u00e3o no tri\u00eanio      1998-2001. Substitui Percy Putz.<\/p>\n   \n<p>A APABOR realiza o I Ciclo de Palestras sobre Heveicultura Paulista em novembro      na cidade de Barretos. Entre os assuntos debatidos, os atrasos na libera\u00e7\u00e3o      dos subs\u00eddios aos produtores, o futuro da borracha, t\u00e9cnicas de sangria, controle      de pragas e doen\u00e7as.<\/p>\n   \n<h4>2000<\/h4>\n   \n<p>Durante o II Ciclo de Palestras sobre a Heveicultura Paulista, em S. Jos\u00e9      do Rio Preto, a APABOR prop\u00f5e o aumento de 45 mil para 180 mil hectares da      \u00e1rea de seringueira no Estado de S\u00e3o Paulo num prazo de 15 a 20 anos. O produtor      teria financiamentos oficiais. O estado paulista, com este programa, supriria      50% do consumo nacional no ano 2020.<\/p>\n   \n<h4>2001<\/h4>\n   \n<p>Wanderley Sant&#8217;Anna \u00e9 reeleito presidente da APABOR. A associa\u00e7\u00e3o promove      reuni\u00f5es t\u00e9cnicas em munic\u00edpios paulistas, divulga t\u00e9cnicas para melhoria      da produtividade do seringal e prega a expans\u00e3o da heveicultura.<\/p>\n   \n<p>(FONTES: IBAMA, EMBRAPA, Enciclop\u00e9dia Abril, Enciclop\u00e9dia Larousse Cultural,      Informativo Apabor, trabalhos de Jayme Vazquez Cortez, Percy Putz, Wanderley      Sant&#8217;Anna, Antonio Bacchiega, jornais O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo,      Di\u00e1rio da Regi\u00e3o, Folha de Rio Preto, FAESP, Secretaria da Agricultura, entre      outras).<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.apabor.org.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria da Borracha<\/h6>\n   \n<p>Dif\u00edcil algu\u00e9m que n\u00e3o use borracha no seu dia-a-dia, s\u00f3 para dar      exemplos r\u00e1pidos, carro, eletrodom\u00e9sticos e at\u00e9 algumas vestimentas precisam      desse material. A borracha \u00e9 t\u00e3o essencial que sua presen\u00e7a j\u00e1 \u00e9 dada por      natural. No entanto, desde seu primeiro uso, at\u00e9 as evolu\u00e7\u00f5es que a permitem      ser t\u00e3o comum, muitas dificuldades e processos se passaram.<\/p>\n   \n<p>Os componentes mec\u00e2nicos tamb\u00e9m n\u00e3o escapam da depend\u00eancia a este material.      Principalmente quando se trata de veda\u00e7\u00e3o, podemos citar arruelas, coxims,      diafragmas, gaxetas, junta de expans\u00e3o, raspadores, retentores, entre outros      produtos.<\/p>\n   \n<p>H\u00e1 quase 200 anos que se trabalha em desenvolver produtos que possibilitem      o uso do material e para fazer similares sint\u00e9ticos, com as caracter\u00edsticas      da natural.<\/p>\n   \n<h4>Borracha natural<\/h4>\n   \n<p>SeringueiraAs primeiras not\u00edcias que se tem conhecimento sobre a borracha      natural foram relatados por volta de 1500, onde cita-se sua utiliza\u00e7\u00e3o pelos      nativos da Am\u00e9rica Central. O l\u00e1tex era extra\u00eddo das \u00e1rvores e transformado      em produtos como bolas, capas, botas e recipientes imperme\u00e1veis. Era denominado      &#8220;Caoutchouc&#8221; (madeira que chora).<\/p>\n   \n<p>Na d\u00e9cada de 1820, os pesquisadores MacIntosh e Hancock na Gr\u00e3 Bretanha e      Charles Goodyear no EUA, tentaram utilizar a borracha em outras aplica\u00e7\u00f5es      por\u00e9m notaram que os produtos ficavam r\u00edgidos no inverno e melosos no ver\u00e3o,      ou seja, com baixa resist\u00eancia ao calor, e pobres propriedades f\u00edsicas.<\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s muitos fracassos, Charles Goodyear descobriu, em 1839, que misturando      a borracha com enxofre e aquecendo-a, as diferen\u00e7as de temperatura n\u00e3o mais      a afetavam, al\u00e9m de melhorar suas propriedades f\u00edsicas. Descobriu-se a vulcaniza\u00e7\u00e3o.      O mesmo foi conseguido por Hancock na Inglaterra. Apesar deste avan\u00e7o, o envelhecimento      do material ainda era p\u00e9ssimo, e logo se percebeu que o uso do enxofre possuia      muitas limita\u00e7\u00f5es. Come\u00e7ou a busca de outros materiais que melhorassem as      propriedades do produto com menos tempo de vulcaniza\u00e7\u00e3o. O \u00f3xido de zinco      j\u00e1 foi mais uma passo a frente.<\/p>\n   \n<p>Em 1906, Oenslager descobriu o que seria o primeiro acelerador org\u00e2nico,      a anilina. Dela derivou-se a tiocarbanilida, que al\u00e9m de ser menos t\u00f3xica      era um acelerador mais poderoso. A combina\u00e7\u00e3o de \u00f3xido de zinco e tiocarbanilida      permitiu uma redu\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de enxofre com melhora nas caracter\u00edsticas do      envelhecimento, sendo o tempo de cura reduzido em 50%.<\/p>\n   \n<p>Novas experi\u00eancias com derivados de tiocarbanilida culminaram com a s\u00edntese      do mercaptobenzotiazol (MBT), em 1921. este foi o primeiro acelerador comercial      realmente seguro. O que proporcionou muitas vantagens na mistura, como redu\u00e7\u00e3o      nos n\u00edveis de enxofre, maior resist\u00eancia ao envelhecimento, tempos de vulcaniza\u00e7\u00e3o      mais curtos e melhores propriedades f\u00edsicas.<\/p>\n   \n<p>Outra descoberta importante, foi as dos \u00e1cidos graxos para sistema de cura.      Descobriu-se componentes graxos dentro da pr\u00f3pria borracha natural e que estes      componentes ativavam o processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o. Tornou-se ent\u00e3o, pr\u00e1tica      comum o uso destes componentes contra poss\u00edveis defici\u00eancias na borracha natural.<\/p>\n   \n<p>Hoje em dia existem centenas de produtos com fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas nos compostos      de borracha, com o objetivo de atingir as mais diversas solicita\u00e7\u00f5es, e muitos      outros produtos ainda ser\u00e3o criados para novas necessidades.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-9.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"172\" height=\"143\" \/><\/p>\n   \n<p>A <strong>hist\u00f3ria da borracha <\/strong>sint\u00e9tica come\u00e7ou, basicamente, em      1860 quando Greville William, isolou da borracha natural uma subst\u00e2ncia pura      a que chamou de isopreno. Em 1879, G. Bouchardat mostrou que o isopreno poderia      ser transformado em um s\u00f3lido semelhante a borracha.<\/p>\n   \n<p>Em 1884, Tilden demonstrou que o isopreno poderia ser obtido pela decomposi\u00e7\u00e3o      de \u00f3leo de terebentina, e tamb\u00e9m poderia ser polimerizado. A primeira patente      para polimeriza\u00e7\u00e3o do isopreno foi requerida pelos ingleses Strange e Matthews      pouco antes do mesmo processo ser patenteado na Alemanha por Harries e pela      Bayer Company.<\/p>\n   \n<p>Em 1914, in\u00edcio da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha viu-se obrigada a      intensificar esfor\u00e7os neste campo, chegando a produzir quase 2,5 mil toneladas      de material que, entretanto, n\u00e3o poderiam competir com a natural nem em pre\u00e7o,      nem em qualidade. Sua produ\u00e7\u00e3o cessou com o fim da guerra.<\/p>\n   \n<p>Mas foi a explos\u00e3o da Segunda Grande Guerra que for\u00e7ou os Estados Unidos      a um desenvolvimento r\u00e1pido da borracha sint\u00e9tica. Como os japoneses sabiam      que o ponto fraco da futura super-pot\u00eancia era produ\u00e7\u00e3o de borracha natural,      o pa\u00eds nip\u00f4nico bloqueou as exporta\u00e7oes do material para os norte-americanos.      E foi a partir dessa press\u00e3o econ\u00f4mica e b\u00e9lica que se desenvolveu a borracha      sint\u00e9tica como se conhece hoje.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.cimm.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria da Borracha<\/h6>\n   \n<h4>Os prim\u00f3rdios da Borracha<\/h4>\n   \n<p>Os ind\u00edgenas da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica j\u00e1 faziam uso da borracha antes      da presen\u00e7a dos europeus. O uso da borracha foi mencionado pelo Jesu\u00edta Samuel      Fritz e pelo Frei Carmelita Manoel de Esperan\u00e7a entre os \u00edndios Cambebas ou      Omaguas. Em 1525, P. d\u0092Anghlieria relatou ter visto \u00edndios mexicanos      jogarem com bolas el\u00e1sticas. Colombo tamb\u00e9m encontrou nativos no Haiti brincando      com bolas.<\/p>\n   \n<p>A palavra borracha teve sua origem numa das primeiras aplica\u00e7\u00f5es \u00fateis deste      produto, dada pelos portugueses, quando foi utilizada para a fabrica\u00e7\u00e3o de      botijas, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s chamadas borrachas de couro que os portugueses      usavam no transporte de vinhos.<\/p>\n   \n<p>Os primeiros estudos cient\u00edficos da borracha foram desenvolvidos pelo franc\u00eas      Charles de la Condamine, que levou amostras do produto conseguido no Peru,      em 1735, para a Academia de Ci\u00eancias de Paris.<\/p>\n   \n<p>Ningu\u00e9m lhe deu muita aten\u00e7\u00e3o, pois tudo o que se fabricava com essa subst\u00e2ncia      tornava-se pegajoso no calor e tornava-se inflex\u00edvel ou esfarelava-se em baixas      temperaturas. No entanto, um engenheiro franc\u00eas, C. F. Fresneau, que estudara      a subst\u00e2ncia na Guiana Francesa, conseguiu fazer um par de sapatos de seiva      e impermeabilizar um sobretudo.<\/p>\n   \n<p>O primeiro emprego industrial da borracha foi como apagador. Foi      Magellan, descendente de c\u00e9lebre navegador, quem prop\u00f4s este uso. Em 1770      o ingl\u00eas Joseph Priesley (foto) difundiu-o. Cubos desta borracha come\u00e7aram      a ser vendidos em Londres em 1772 e recebeu em ingl\u00eas o nome de &#8220;India      Rubber&#8221;, que significa &#8220;Raspador da \u00cdndia&#8221;.<\/p>\n   \n<p>No s\u00e9culo XIX novas formas de beneficiamento permitiram diversas aplica\u00e7\u00f5es      tecnol\u00f3gicas, mas foi com a descoberta do processo de vulcaniza\u00e7\u00e3o, em 1839      pelo norte americano Charles Goodyear, acrescentando enxofre na borracha e      aquecendo a mistura, que suas propriedades mais valiosas, resist\u00eancia e elasticidade,      puderam ser exploradas.<\/p>\n   \n<h4>O Ciclo da Borracha no Brasil<\/h4>\n   \n<p>No Brasil, advento da vulcaniza\u00e7\u00e3o coincide com a descoberta dos      grandes seringais nativos no Rio Purus. Acontece no Acre, provocado pelo in\u00edcio      da demanda das industrias norte-americanas e europ\u00e9ias pela borracha, o primeiro      movimento de imigra\u00e7\u00e3o vindo do nordeste do Brasil. Este movimento migrat\u00f3rio      quase provocou uma guerra com a Bol\u00edvia, que na mesma \u00e9poca tentava instalar      postos aduaneiros nos rios Madeira, Purus e Juru\u00e1. Milhares de imigrantes,      principalmente nordestinos fugidos da seca da d\u00e9cada de 1870, invadem a floresta      para recolher o l\u00e1tex e transform\u00e1-lo em borracha.<\/p>\n   \n<p>Os novos Seringalistas se apropriaram de \u00e1reas enormes de Floresta para extrair      o l\u00e1tex das seringas. Os \u00edndios nas \u00e1reas de Juru\u00e1 e Purus tentaram defender      as terras deles mas, tendo s\u00f3 arco e flecha n\u00e3o conseguiram. Assim, foram      extintos a maioria dos \u00edndios. Muitos tamb\u00e9m morreram das doen\u00e7as como tuberculose      e sarampo, as quais n\u00e3o existiam antes entre os \u00edndios e foram trazidas pelos      novos imigrantes. A m\u00e3o de obra dos \u00edndios submetidos foi explorada para recolher      o l\u00e1tex e construir estradas.<\/p>\n   \n<p>Por quase cinq\u00fcenta anos, da segunda metade do s\u00e9culo XIX at\u00e9 a segunda d\u00e9cada      do s\u00e9culo XX, a borracha natural sustentou um dos mais importantes ciclos      de desenvolvimento do Brasil. Naquela \u00e9poca, a revolu\u00e7\u00e3o industrial se expandia      velozmente e o mundo vivia per\u00edodo hist\u00f3rico de prosperidade e descobertas      que se refletiam em todos os setores. Autom\u00f3vel, bonde, telefone, luz el\u00e9trica      e outras inova\u00e7\u00f5es mudavam paisagem e costumes nas cidades. Novos mercados      se abriam. Era a \u0093belle \u00e9poque\u0094, cujo esplendor a literatura e o      cinema se encarregaram de retratar para as gera\u00e7\u00f5es seguintes.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-10.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"231\" height=\"105\" \/><\/p>\n   \n<p>Este surto da borracha fez enriquecer as cidades de Manaus e Bel\u00e9m.      Manaus passa a ter um liceu, um jornal impresso, um mercado p\u00fablico. A capital      amazonense torna-se o centro econ\u00f4mico do pa\u00eds. Ganha sistemas de abastecimento      d&#8217;\u00e1gua, luz el\u00e9trica, telefone, grandes constru\u00e7\u00f5es, como o Teatro Amazonas,      at\u00e9 hoje s\u00edmbolo da riqueza advinda da borracha.<\/p>\n   \n<p>A cidade cresce, lentamente, impulsionada pelo desenvolvimento do com\u00e9rcio      extrativista da regi\u00e3o e come\u00e7a a experimentar anos de prosperidade, acentuadamente      ap\u00f3s 1888, quando Dunlop descobre o pneum\u00e1tico para bicicletas, mais tarde      aplicado nos autom\u00f3veis pelos irm\u00e3os Michelin. A produ\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica chega      a 42 mil toneladas anuais e o Brasil domina o mercado mundial de borracha      natural em 1912.<\/p>\n   \n<h4>O decl\u00ednio da produ\u00e7\u00e3o brasileira<\/h4>\n   \n<p><strong>O clima de euforia dura at\u00e9 1910, quando a situa\u00e7\u00e3o come\u00e7a      a mudar: <\/strong>a partir daquele ano entram no mercado as exporta\u00e7\u00f5es de      borracha a partir das col\u00f4nias brit\u00e2nicas e o Brasil n\u00e3o suporta a feroz concorr\u00eancia      que lhe \u00e9 imposta. No ano 1913 a produ\u00e7\u00e3o Inglesa-Mal\u00e1sica superou pela primeira      vez a do Brasil. Em seguida muitos seringais foram abandonados e muitos seringueiros      voltaram ao nordeste. A Inglaterra havia adquirido cerca de 70.000 sementes      do ingl\u00eas Henry Wickham, em 1875, provavelmente contrabandeadas, das quais      2.600 haviam florescido. A diferen\u00e7a t\u00e9cnica de plantio e extra\u00e7\u00e3o do l\u00e1tex      no Brasil e na \u00c1sia foi determinante para os resultados da explora\u00e7\u00e3o como      neg\u00f3cio.<\/p>\n   \n<p>As planta\u00e7\u00f5es racionalizadas do Extremo Oriente proporcionaram      significativo aumento da produtividade e se tornaram mais competitivas. Enquanto      a dist\u00e2ncia entre as seringueiras na \u00c1sia era de apenas quatro metros, na      Amaz\u00f4nia caminhava-se \u00e0s vezes quil\u00f4metros entre uma \u00e1rvore e outra, o que      prejudicava e encarecia a coleta. No Brasil, o governo resistia a mudar os      m\u00e9todos. Acreditava que a explora\u00e7\u00e3o da maneira que era feita assegurava a      presen\u00e7a de brasileiros e garantia a soberania nacional sobre a despovoada      regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Privilegiava-se a geopol\u00edtica, representada pela ocupa\u00e7\u00e3o,      em detrimento da geoeconomia, que poderia render melhores frutos. Em 1921      os seringais do Oriente produziam 1,5 milh\u00e3o de toneladas de borracha, contra      20 mil toneladas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n   \n<h4>A Fordil\u00e2ndia<\/h4>\n   \n<p><strong>No final dos anos 20, o Brasil ainda tentaria uma rea\u00e7\u00e3o      com a ajuda de um parceiro inusitado: <\/strong>o industrial norte-americano      Henry Ford, idealizador de uma nova forma de produzir que marcaria a ind\u00fastria      para sempre &#8211; a linha de montagem &#8211; e respons\u00e1vel, na \u00e9poca, por 50% da produ\u00e7\u00e3o      mundial de ve\u00edculos. Com a inten\u00e7\u00e3o de acabar com o controle do mercado de      borracha &#8211; a preciosa mat\u00e9ria prima dos pneus &#8211; pelas col\u00f4nias inglesas do      Sudeste Asi\u00e1tico, Ford plantou nada menos que 70 milh\u00f5es de mudas de seringueira      numa \u00e1rea de um milh\u00e3o de hectares no Par\u00e1.<\/p>\n   \n<p>O ambicioso projeto foi logo batizado pelos moradores da regi\u00e3o      como Fordl\u00e2ndia. Pretendia produzir 300 mil toneladas anuais de borracha natural,      quantidade que representava a metade do consumo mundial. Mas Ford sucumbiu      \u00e0s adversidades e ao ambiente hostil da floresta amaz\u00f4nica, sobretudo pela      enfermidade conhecida como \u0093mal-das-folhas\u0094. Abandonou tudo, amargando      enorme preju\u00edzo.<\/p>\n   \n<p>O Brasil, embora tardiamente, tentava implantar tamb\u00e9m, a exemplo      dos pa\u00edses orientais, a heveicultura racional. A primeira iniciativa do cultivo      de seringueira no Brasil teria ocorrido na Bahia, no ano de 1908. Novas tentativas      foram feitas em outros estados, como exemplo, em 1914, teria sido feita a      primeira planta\u00e7\u00e3o de seringueira no estado de S\u00e3o Paulo; nos arredores de      Manaus Cosme Ferreira Filho iniciou, em 1931, o plantio de cem hectares de      seringueira; no estado do Mato Grosso a primeira tentativa de heveicultura      ocorreu em 1951; e no estado do Par\u00e1, al\u00e9m das antigas planta\u00e7\u00f5es da Ford      Industrial do Brasil no vale do rio Tapaj\u00f3s, as principais refer\u00eancias sobre      o plantio de seringueira datam de 1943.<\/p>\n   \n<h4>Os Soldados da Borracha<\/h4>\n   \n<p>Houve um segundo surto da borracha durante a segunda guerra mundial,      quando os Japoneses, que eram aliados com os Alem\u00e3es, ocuparam as planta\u00e7\u00f5es      de Seringas na Mal\u00e1sia. Os pa\u00edses aliados contra a Alemanha tinham que achar      uma outra fonte para adquirir a borracha, que \u00e9 indispens\u00e1vel para fazer guerra.      Assim aconteceu a segunda vaga de imigra\u00e7\u00e3o do nordeste.<\/p>\n   \n<p><strong>Desta vez eram os chamados \u0093soldados da borracha\u0094: <\/strong>sujeitos      ao servi\u00e7o militar que tinham que escolher entre lutar na guerra ou trabalhar      como seringueiro. Os soldados da borracha j\u00e1 tinham d\u00edvidas antes mesmo de      come\u00e7ar a trabalhar. Eles tinham que entregar borracha em troca do equipamento      e dos alimentos que precisavam. Este &#8220;Sistema de Aviamento&#8221; ditado      pelos seringalistas fez com que eles nunca chegarem a obter dinheiro e assim      eles nem podiam voltar \u00e0 terra deles depois da guerra.<\/p>\n   \n<h4>Ap\u00f3s a segunda guerra<\/h4>\n   \n<p>Em 1947 \u00e9 criada a Comiss\u00e3o Executiva de Defesa da Borracha. Por      volta de 1962 o Brasil come\u00e7ava a importar do Sudeste Asi\u00e1tico, esp\u00e9cies de      seringueira geneticamente melhoradas e mais produtivas, come\u00e7ando a expans\u00e3o      da seringueira cultivada em todo o territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n   \n<p>Desde 1967 o governo federal controla a importa\u00e7\u00e3o de borracha natural (BN)      procurando proteger os produtores de borracha no pa\u00eds e para tal estabeleceu      uma pol\u00edtica de contingenciamento das importa\u00e7\u00f5es administrada pelo IBAMA.      Neste ano \u00e9 criada a Superintend\u00eancia da Borracha -SUDHEVEA e a Comiss\u00e3o Executiva      de Defesa da Borracha \u00e9 reestruturada, passando a denominar-se Conselho Nacional      da Borracha.<\/p>\n   \n<p>Na tentativa de assegurar o abastecimento interno, o governo passou a garantir      os pre\u00e7os do produto e, a partir de 1972, criou o Programa de Incentivo \u00e0      Produ\u00e7\u00e3o da Borracha Natural (PROBOR), que existiu at\u00e9 1989.<\/p>\n   \n<h4>A situa\u00e7\u00e3o atual<\/h4>\n   \n<p>Os pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico produzem mais de 75% do total mundial      de borracha natural (BN) e exportam mais de 85% de sua produ\u00e7\u00e3o. A Mal\u00e1sia      manteve-se como a maior produtora de BN at\u00e9 1990. Atualmente, ocupa a terceira      posi\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s da Tail\u00e2ndia e da Indon\u00e9sia.<\/p>\n   \n<p>Em agosto de 1997 foi aprovada a Lei 9.479, conhecida como Lei da Borracha,      uma concess\u00e3o pelo Tesouro Nacional de subs\u00eddio aos produtores nacionais de      borracha no valor equivalente \u00e0 diferen\u00e7a de pre\u00e7o entre o produto importado      e o nacional. Estabeleceu-se assim a equaliza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os entre a borracha      nacional e a importada, devendo o governo federal arcar com a diferen\u00e7a. Foi      previsto que este subs\u00eddio ser\u00e1 decrescente e durar\u00e1 8 anos.<\/p>\n   \n<p>O maior entrave \u00e0 expans\u00e3o da heveicultura no Brasil ainda \u00e9 a ocorr\u00eancia      do mal-das-folhas, doen\u00e7a causada pelo Microcyclus ulei. Uma das estrat\u00e9gias      para enfrentar o problema \u00e9 a obten\u00e7\u00e3o e o plantio de cultivares resistentes      ao pat\u00f3genos e produtivos, s\u00f3 poss\u00edveis de obter com trabalhos de melhoramento      gen\u00e9tico. As pesquisas de melhoramento gen\u00e9tico no Brasil orientam-se principalmente      no sentido de cria\u00e7\u00e3o de clones tolerante a doen\u00e7as e que ao mesmo tempo apresentarem      produ\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria de l\u00e1tex.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.ced.ufsc.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria da Borracha<\/h6>\n   \n<h4>Passado Hist\u00f3rico<\/h4>\n   \n<p>Os \u00edndios latino-americanos e o uso da borracha&#8230;<\/p>\n   \n<p>Na segunda metade do s\u00e9culo XV, a borracha foi vista pela primeira vez quando      os colonizadores chegaram \u00e0 Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica e l\u00e1 encontraram os \u00edndios Latino-Americanos      brincando com bolas rudimentares feitas da seiva da \u00e1rvore , que os \u00edndios      chamavam de &#8220;caucho&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Para muitos historiadores, Crist\u00f3v\u00e3o Colombo foi o primeiro europeu a ver      a borracha na segunda viagem ao Haiti em 1.493-96.<\/p>\n   \n<p>Na Amaz\u00f4nia, o uso da borracha foi mencionado pelo Jesu\u00edta Samuel Fritz e      pelo Frei Carmelita Manoel de Esperan\u00e7a, entre os \u00edndios Cambebas ou Omaguas.<\/p>\n   \n<p>A \u00e1rvore da borracha \u0096 Popularmente \u0093\u00e1rvore que chora\u0094.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-11.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"370\" height=\"270\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>Nomes Populares<\/strong><br \/>\n     Seringueira, seringa, seringa-verdadeira, cau-chu, \u00e1rvore-da-borracha, seringueira-preta      (AC), seringueira-branca.<\/p>\n   \n<p><strong>Nome cient\u00edfico<br \/>\n<\/strong>Hevea brasiliensis<\/p>\n   \n<p><strong>Caracter\u00edsticas Morfol\u00f3gicas<\/strong><br \/>\n     Planta lactescente de 20-30m de altura, com tronco de 30-60cm de di\u00e2metro.<br \/>\n     Folhas compostas trifolioladas, com fol\u00edolos membran\u00e1ceos de glabros.<\/p>\n   \n<p><strong>Ocorr\u00eancia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Regi\u00e3o amaz\u00f4nica, na margem de rios e lugares inuncd\u00e1veis da mata de terra      firme. Existe na floresta amaz\u00f4nia mais 11 esp\u00e9cies de seringueira, todas      do g\u00eanero <em><strong>Hevea <\/strong><\/em>e muito parecidos com essa esp\u00e9cie.<\/p>\n   \n<p><strong>Fenologia<\/strong><br \/>\n     Floresce a partir de agosto, prolongando-se at\u00e9 in\u00edcio de novembro.<br \/>\n     A matura\u00e7\u00e3o dos frutos ocorre no per\u00edodo de abril a maio.<\/p>\n   \n<h3 class=\"style42\">Grandes Descobertas   <\/h3>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-12.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"367\" height=\"281\" \/><\/p>\n   \n<p>A borracha foi apresentada ao mundo por Charles de La Condaimine que enviou      amostras do produto obtido na Amaz\u00f4nia Peruana para a Fran\u00e7a, em 1.736 e publicou      os resultados das pesquisas em 1.745.<\/p>\n   \n<p>Alguns defeitos apareciam com o tempo como forte odor, pegajosidade e enrigecimento      devido ao clima.<\/p>\n   \n<p>Charles Goodyear resolveu esses problemas, ao descobrir o processo da &#8220;vulcaniza\u00e7\u00e3o&#8221;,      quando acidentalmente deixou cair um pouco de enxofre na mistura de borracha      em seu laborat\u00f3rio, verificando propriedades valiosas (resist\u00eancia e elasticidade)      ,fazendo com que sua utiliza\u00e7\u00e3o se multiplicasse drasticamente.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-13.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"249\" height=\"351\" \/><\/p>\n   \n<p>O ingl\u00eas Joseph Priestley produziu a primeira borracha, que utilizamos at\u00e9      hoje, para apagar tra\u00e7os de l\u00e1pis esfregando-a sobre o papel. Cubos desta      borracha come\u00e7aram a ser vendidos em Londres em 1772 e foram chamados de &#8220;rubber&#8221;      que vem do ingl\u00eas &#8220;rub&#8221; que significa esfregar.<br \/>\n<\/p>\n   \n<p>A borracha vulcanizada passa a apresentar todas as propriedades que fazem      dela o produto conhecido hoje por borracha natural, de vasta utiliza\u00e7\u00e3o pela      civiliza\u00e7\u00e3o, em mais de 40.000 itens diferentes como cal\u00e7ados, tecidos emborrachados,      apagadores de l\u00e1pis, ind\u00fastrias automobil\u00edsticas &#8211; pneus etc. destacando-se      Luvas e oferecendo a cada profissional das mais diversas atividades adapta\u00e7\u00e3o      ao seu meio de trabalho.<\/p>\n   \n<h4>A Explora\u00e7\u00e3o do L\u00e1tex<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-14.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"353\" height=\"234\" \/><\/p>\n   \n<p>A borracha come\u00e7ou a ser explorada no Brasil no s\u00e9culo XIX, na Regi\u00e3o Norte.      A partir de 1869, a atividade ganhou o refor\u00e7o da m\u00e3o-de-obra nordestina,      proveniente principalmente do Cear\u00e1, onde as secas de 1877 e 1880 estimularam      a migra\u00e7\u00e3o. Entre 1934 e 1940, ocorreu o segundo movimento migrat\u00f3rio do Nordeste      para a Amaz\u00f4nia, conhecido como a Batalha da Borracha.<\/p>\n   \n<p>As exporta\u00e7\u00f5es Brasileiras de borracha aumentam rapidamente, saindo de algumas      poucas toneladas em 1.846 para quase 10.000 toneladas em 1.880.<\/p>\n   \n<p>Conduzidas por Heny Wickham para o Jardim Bot\u00e2nico de Kew Garden, em Londres.      Em 1.876, foram coletadas 70.000 sementes de seringueira j\u00e1 que o mundo percebeu      que a produ\u00e7\u00e3o\u00a0 do Brasil seria insuficiente para atender \u00e0s necessidades      do futuro.<\/p>\n   \n<p>Assim, europeus e americanos passaram a pensar na possibilidade de cultivar      a hevea em outras regi\u00f5es de clima tropical como o do Brasil, \u00c1sia e \u00c1frica.<\/p>\n   \n<p>Atualmente os maiores produtores s\u00e3o a Tail\u00e2ndia, Indon\u00e9sia e Mal\u00e1sia, produzindo      juntas 70% aproximadamente do total mundial.<\/p>\n   \n<h4>Sobre o L\u00e1tex Natural<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-15.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"242\" height=\"463\" \/><\/p>\n   \n<p>Ao extra\u00eddo da seringueira o l\u00e1tex possui em m\u00e9dia 30 % de borracha. Componentes      como \u00e1gua 68% e subst\u00e2ncias n\u00e3o borracha, como lut\u00f3ides, prote\u00ednas, sais minerais      etc compondo o restante.<\/p>\n   \n<p><strong>Para o processo industrial, h\u00e1 necessidade do l\u00e1tex ser centrifugado,      totalizando: <\/strong>60% s\u00f3lidos e 40% de \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p><strong>Suas principais caracter\u00edsticas s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Elasticidade e Flexibilidade<\/p>\n     \n<p>Resist\u00eancia a abras\u00e3o (Desgaste)<\/p>\n     \n<p>Impermeabilidade<\/p>\n     \n<p>Facilidade a ades\u00e3o em tecidos e a\u00e7o<\/p>\n     \n<p>Resist\u00eancia a produtos qu\u00edmicos<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<h4>Borracha Sint\u00e9tica<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-16.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"360\" height=\"282\" \/><\/p>\n   \n<p>Em fevereiro de 1952, Rey Hill, diretor da ag\u00eancia que controlava o programa      de pesquisas sobre l\u00e1tex natural, decidiu, por motivos pol\u00edticos, que a borracha      n\u00e3o deveria ser cultivada na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n   \n<p>Sob os protestos de todos os principais executivos da borracha, Harvey Firestone      Jr., Paul Litchfield, da Goodyear, G.M Tisdale da U.S. Rubber (hoje Uniroyal),      o programa foi encerrado. Na Costa Rica, todos os registros do projeto foram      destru\u00eddos. As planta\u00e7\u00f5es clonadas de Turrialba que preservavam o valioso      plasma de todo um continente foram abandonadas e, mais tarde, eliminadas pela      raiz.<\/p>\n   \n<p><strong>Datas:<\/strong>\u00a0Policloropreno      ou Neoprene (1931) &#8211; Acrilonitrila ou Borracha Nitr\u00edlica (1957)<\/p>\n   \n<p>Recentemente, documentos entregues aos Arquivos Nacionais dos EUA revelaram      que essa decis\u00e3o desastrosa, essa falta de vis\u00e3o, foi baseada na confian\u00e7a      cega no potencial da borracha sint\u00e9tica. O programa de produ\u00e7\u00e3o de borracha      sint\u00e9tica realizado durante a guerra havia sido extremamente bem-sucedido.<\/p>\n   \n<p>A um custo de quase US$ 700 milh\u00f5es (cerca de US$ 5,6 bilh\u00f5es de hoje), os      EUA haviam realizado uma das maiores conquistas da engenharia cient\u00edfica de      todos os tempos. Em 1945, a produ\u00e7\u00e3o de borracha sint\u00e9tica utiliz\u00e1vel ultrapassou      800 mil toneladas por ano e representava 85% do consumo americano. Por muito      tempo, a borracha natural passou a n\u00e3o ter tanta import\u00e2ncia sendo substitu\u00edda,      mas na verdade o que eles n\u00e3o sabiam era que seria imposs\u00edvel reproduzir o      o complexo pol\u00edmero criado pela natureza.<\/p>\n   \n<p>Todos os anos os sint\u00e9ticos abocanhavam uma fatia maior do mercado e os economistas      previam que a borracha natural reduzisse. Veio ent\u00e3o o choque duplo. Primeiro,      em 1973, o embargo de petr\u00f3leo da Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo      fez com que os pre\u00e7os da mat\u00e9ria-prima para a borracha sint\u00e9tica quadruplicassem.<\/p>\n   \n<p><strong>A alta dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo tamb\u00e9m tornaram os americanos mais      conscientes dos gastos de combust\u00edvel por quil\u00f4metro rodado, o que suscitou      um desafio ainda maior para a borracha sint\u00e9tica: <\/strong>a ado\u00e7\u00e3o r\u00e1pida      e muito disseminada dos pneus radiais.<\/p>\n   \n<h4>Sobre o L\u00e1tex Sint\u00e9tico<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/historia-da-borracha-17.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" title=\"Hist\u00f3ria da Borracha\" width=\"194\" height=\"355\" \/><\/p>\n   \n<p>Desenvolvidos para aplica\u00e7\u00e3o em impregna\u00e7\u00e3o de cordon\u00e9is, fabrica\u00e7\u00e3o de adesivos,      aglomera\u00e7\u00e3o de fibras sint\u00e9ticas ou naturais, fabrica\u00e7\u00e3o de luvas suportadas      (base de tecido) e n\u00e3o suportadas, recobrimento de tecido n\u00e3o tecido e outras      aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Suas principais caracter\u00edsticas s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Resist\u00eancia a abras\u00e3o (Desgaste)<\/p>\n     \n<p>Impermeabilidade<\/p>\n     \n<p>Facilidade a ades\u00e3o em tecidos e a\u00e7o<\/p>\n     \n<p>Resist\u00eancia a produtos qu\u00edmicos<\/p>\n     \n<p>Resist\u00eancia a derivados de petr\u00f3leo e hidrocarbonetos<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte: www.acrilon.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da Borracha, Natural, Sint\u00e9tica, Tipo, Vantagem, Seringueira, Aplica\u00e7\u00e3o, Descoberta, Acidental, \u00c1rvore, Produ\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria da Borracha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10281,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-26036","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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