{"id":26035,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/vinda-da-familia-real-para-o-brasil-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:58:40","modified_gmt":"2026-09-01T17:58:40","slug":"vinda-da-familia-real-para-o-brasil-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/vinda-da-familia-real-para-o-brasil-4\/","title":{"rendered":"Vinda da Fam\u00edlia Real para o Brasil"},"content":{"rendered":"\n<strong>Vinda da Fam\u00edlia Real para o Brasil &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\n<strong>1808 \u2013 A chegada da fam\u00edlia Real<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>vinda da corte portuguesa para o Brasil<\/strong>\u00a0foi um acontecimento hist\u00f3rico da m\u00e1xima import\u00e2ncia para o desenvolvimento do pa\u00eds, particularmente para o Rio de Janeiro. De simples cidadezinha colonial, o Rio passaria a sede da monarquia lusitana. Dom Jo\u00e3o desembarcou em Salvador em 22 de janeiro de 1808 e de l\u00e1 j\u00e1 abriu os portos do Brasil aos pa\u00edses amigos, permitindo que os navios estrangeiros comercializassem livremente nos portos brasileiros.\n\nO desembarque da fam\u00edlia real no Rio de Janeiro, no dia 7 de mar\u00e7o, casou grande alvoro\u00e7o na popula\u00e7\u00e3o, e eram muitos os que queriam ver a comitiva de perto.\n\nOs nobres seguiram em cortejo pelas ruas atapetadas de folhagem.\n\nO Pa\u00e7o Imperial tornou-se resid\u00eancia oficial da fam\u00edlia real. Sem pal\u00e1cios que os abrigassem, os milhares de nobres ocuparam as melhores casas da cidade, e nesse sentido eram colocados nas portas das casas editais com as iniciais PR (pr\u00edncipe regente), que o povo traduzia como \u201cponha-se na rua\u201d.\n\nPara sanear os p\u00e2ntanos e incrementar a constru\u00e7\u00e3o de resid\u00eancias, o governo cederia terrenos nos mangues, logo al\u00e9m do Campo de Santana, a quantos se comprometessem a aterr\u00e1-los e nos mesmos levantar edifica\u00e7\u00f5es \u00e0 pr\u00f3pria custa, nascendo assim a Cidade Nova.\n\nUm rico negociante portugu\u00eas, Antonio Elias Lopes, doaria sua ch\u00e1cara de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o a D. Jo\u00e3o, que logo a preferiu como moradia ao Pa\u00e7o Imperial.\n\nDurante os treze anos de sua estadia no Brasil, dom Jo\u00e3o criou diversas institui\u00e7\u00f5es culturais e educacionais, como a Biblioteca Nacional, o Jardim Bot\u00e2nico, o Real Gabinete Portugu\u00eas de Leitura, o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o (atual Teatro Jo\u00e3o Caetano), a Imprensa Nacional e o Museu Nacional, dentre outros.\n\n<b>Dom Jo\u00e3o retorna a\u00a0Lisboa<\/b>\n\nA 26 de abril de 1821, Dom Jo\u00e3o retornava a Lisboa e deixando como regente o Pr\u00edncipe dom Pedro, aclamado Imperador Constitucional do Brasil a 12 de outubro de 1822. No dia 7 de setembro, nas margens do Rio Ipiranga, depois de receber uma mensagem com ordem para regressar a Portugal, Dom Pedro declara a Independ\u00eancia do Brasil.\n\nPor\u00e9m a independ\u00eancia do Brasil n\u00e3o ocorreu em todas as prov\u00edncias, que ainda dominadas por portugueses lutaram at\u00e9 1823.\n\nD. Pedro abdica em 1831 passando o pa\u00eds a ser governado por uma reg\u00eancia at\u00e9 a coroa\u00e7\u00e3o de D. Pedro II.\n\n<strong>A Vinda da Fam\u00edlia Real ao Brasil em 1808<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-160021 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Vinda-3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" \/><strong>Vinda da Fam\u00edlia Real para o Brasil<\/strong><\/p>\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, a Europa estava agitada pelas guerras. Inglaterra e Fran\u00e7a disputavam a lideran\u00e7a no continente europeu.\n\nEm 1806, Napole\u00e3o Bonaparte, imperador da Fran\u00e7a, decretou o Bloqueio Continental, proibindo que qualquer pa\u00eds aliado ou ocupado pelas for\u00e7as francesas comercializasse com a Inglaterra.\n\nO objetivo do bloqueio era arruinar a economia inglesa. Quem n\u00e3o obedecesse, seria invadido pelo ex\u00e9rcito franc\u00eas.\n\nPortugal viu-se numa situa\u00e7\u00e3o delicada. Nessa \u00e9poca, Portugal era governado pelo pr\u00edncipe regente D. Jo\u00e3o, pois sua m\u00e3e, a rainha D. Maria I, enlouquecera. D. Jo\u00e3o n\u00e3o podia cumprir as ordens de Napole\u00e3o e aderir ao Bloqueio Continental, pois tinha longa rela\u00e7\u00e3o comercial com a Inglaterra, por outro lado o governo portugu\u00eas temia o ex\u00e9rcito franc\u00eas.\n\nSem outra alternativa, Portugal aceitou o Bloqueio, mas, continuou comercializando com a Inglaterra. Ao descobrir a trama, Napole\u00e3o determinou a invas\u00e3o de Portugal em novembro de 1807.\n\nSem condi\u00e7\u00f5es de resistir \u00e0 invas\u00e3o francesa, D. Jo\u00e3o e toda a corte portuguesa fugiram para o Brasil, sob a prote\u00e7\u00e3o naval da marinha inglesa. A Inglaterra ofereceu escolta na travessia do Atl\u00e2ntico, mas em troca exigiu a abertura dos portos brasileiros aos navios ingleses.\n\nA\u00a0<strong>corte portuguesa<\/strong>\u00a0partiu \u00e0s pressas de Lisboa sob as vaias do povo, em 29 de novembro de 1807. Na comitiva vinha D. Jo\u00e3o, sua m\u00e3e D. Maria I, a princesa Carlota Joaquina; as crian\u00e7as D. Miguel, D. Maria Teresa, D. Maria Isabel, D. Maria Assun\u00e7\u00e3o, D. Ana de Jesus Maria e D. Pedro, o futuro imperador do Brasil e mais cerca de 15 mil pessoas entre nobres, militares, religiosos e funcion\u00e1rios da Coroa.\n\nTrazendo tudo o que era poss\u00edvel carregar; m\u00f3veis, objetos de arte, joias, lou\u00e7as, livros, arquivos e todo o tesouro real imperial.\n\nAp\u00f3s 54 dias de viagem a esquadra portuguesa chegou ao porto de Salvador na Bahia, em 22 de janeiro de 1808. L\u00e1 foram recebidos com festas, onde permaneceram por mais de um m\u00eas.\n\nSeis dias ap\u00f3s a chegada D. Jo\u00e3o cumpriu o seu acordo com os ingleses, abrindo os portos brasileiros \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas, isto \u00e9, a Inglaterra. Eliminando em parte o monop\u00f3lio comercial portugu\u00eas, que obrigava o Brasil a fazer com\u00e9rcio apenas com Portugal.\n\nMas o destino da Coroa portuguesa, era a capital da col\u00f4nia, o Rio de Janeiro, onde D. Jo\u00e3o e sua comitiva desembarcaram em 8 de mar\u00e7o de 1808 e onde foi instalada a sede do governo.\n\n<strong>Na chegada ao Rio de Janeiro, a Corte portuguesa foi recebida com uma grande festa:\u00a0<\/strong>o povo aglomerou-se no porto e nas principais ruas para acompanhar a Fam\u00edlia Real em prociss\u00e3o at\u00e9 a Catedral, onde, ap\u00f3s uma missa em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, o rei concedeu o primeiro \u201cbeija-m\u00e3o\u201d.\n\nA transfer\u00eancia da corte portuguesa para o Rio de Janeiro provocou uma grande transforma\u00e7\u00e3o na cidade. D. Jo\u00e3o teve que organizar a estrutura administrativa do governo. Nomeou ministros de Estado, colocou em funcionamento diversas secretarias p\u00fablicas, instalou tribunais de justi\u00e7a e criou o Banco do Brasil (1808).\n\nEra preciso acomodar os novos habitantes e tornar a cidade digna de ser a nova sede do Imp\u00e9rio portugu\u00eas. O vice-rei do Brasil, D. Marcos de Noronha e Brito cedeu sua resid\u00eancia, O Pal\u00e1cio dos Governadores, no Lago do Pa\u00e7o, que passou a ser chamado Pa\u00e7o Real, para o rei e sua fam\u00edlia e exigiu que os moradores das melhores casas da cidade fizessem o mesmo. Duas mil resid\u00eancias foram requisitadas, pregando-se nas portas o \u201cP.R.\u201d, que significava \u201cPr\u00edncipe Regente\u201d, mas que o povo logo traduziu como \u201cPonha-se na Rua\u201d. Pr\u00e9dios p\u00fablicos, quart\u00e9is, igrejas e conventos tamb\u00e9m foram ocupados.\n\n<strong>A cidade passou por uma reforma geral:<\/strong>\u00a0limpeza de ruas, pinturas nas fachadas dos pr\u00e9dios e apreens\u00e3o de animais.\n\nAs mudan\u00e7as provocaram o aumento da popula\u00e7\u00e3o na cidade do Rio de Janeiro, que por volta de 1820, somava mais de 100 mil habitantes, entre os quais muitos eram estrangeiros portugueses, comerciantes ingleses, corpos diplom\u00e1ticos ou mesmo resultado do deslocamento da popula\u00e7\u00e3o interna que procurava novas oportunidades na capital.\n\nAs constru\u00e7\u00f5es passaram a seguir os padr\u00f5es europeus. Novos elementos foram incorporados ao mobili\u00e1rio; espelhos, bibel\u00f4s, biombos, pap\u00e9is de parede, quadros, instrumentos musicais, rel\u00f3gios de parede.\n\nCom a Abertura dos Portos (1808) e os Tratados de Com\u00e9rcio e Navega\u00e7\u00e3o e de Alian\u00e7a e Amizade (1810) estabelecendo tarifas preferenciais aos produtos ingleses, o com\u00e9rcio cresceu.\n\nO porto do Rio de Janeiro aumentou seu movimento que passou de 500 para 1200 embarca\u00e7\u00f5es anuais.\n\nA oferta de mercadorias e servi\u00e7os diversificou-se. A Rua do Ouvidor, no centro do Rio, recebeu o cabeleireiro da Corte, costureiras francesas, lojas elegantes, joalherias e tabacarias.\n\nA novidade mais requintada era os chap\u00e9us, luvas, leques, flores artificiais, perfumes e sabonetes.\n\nPara a elite, a presen\u00e7a da Corte e o n\u00famero crescente de comerciantes estrangeiros trouxeram familiaridade com novos produtos e padr\u00f5es de comportamento em moldes europeus.\n\nAs mulheres seguindo o estilo franc\u00eas; usavam vestidos leves e sem arma\u00e7\u00f5es, com decotes abertos, cintura alta, deixando aparecer os sapatos de saltos baixos.\n\nEnquanto os homens usavam casacas com golas altas enfeitadas por len\u00e7os coloridos e gravatas de renda, cal\u00e7\u00f5es at\u00e9 o joelho e meias.\n\nEmbora apenas uma pequena parte da popula\u00e7\u00e3o usufru\u00edsse desses luxos.\n\nSem d\u00favida, a vinda de D. Jo\u00e3o deu um grande impulso \u00e0 cultura no Brasil.\n\nEm abril de 1808, foi criado o Arquivo Central, que reunia mapas e cartas geogr\u00e1ficas do Brasil e projetos de obras p\u00fablicas. Em maio, D. Jo\u00e3o criou a Imprensa R\u00e9gia e, em setembro, surgiu a Gazeta do Rio de Janeiro. Logo vieram livros did\u00e1ticos, t\u00e9cnicos e de poesia. Em janeiro de 1810, foi aberta a Biblioteca Real, com 60 mil volumes trazidos de Lisboa.\n\nCriaram-se as Escolas de Cirurgia e Academia de Marinha (1808), a Aula de Com\u00e9rcio e Academia Militar (1810) e a Academia M\u00e9dico-cir\u00fargica (1813).\n\nA ci\u00eancia tamb\u00e9m ganhou com a cria\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico (1808), do Jardim Bot\u00e2nico (1810) e do Laborat\u00f3rio de Qu\u00edmica (1818).\n\nEm 1813, foi inaugurado o Teatro S\u00e3o Jo\u00e3o (atual Jo\u00e3o Caetano). Em 1816, a Miss\u00e3o Francesa, composta de pintores, escultores, arquitetos e artes\u00e3os, chegaram ao Rio de Janeiro para criar a Imperial Academia e Escola de Belas-Artes. Em 1820, foi a vez da Real Academia de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura-civil.\n\nA presen\u00e7a de artistas estrangeiros, bot\u00e2nicos, zo\u00f3logos, m\u00e9dicos, etn\u00f3logos, ge\u00f3grafos e muitos outros que fizeram viagens e expedi\u00e7\u00f5es regulares ao Brasil trouxe informa\u00e7\u00f5es sobre o que acontecia pelo mundo e tamb\u00e9m tornou este pa\u00eds conhecido, por meio dos livros e artigos em jornais e revistas que aqueles profissionais publicavam. Foi uma mudan\u00e7a profunda, mas que n\u00e3o alterou os costumes da grande maioria da popula\u00e7\u00e3o carioca, composta de escravos e trabalhadores assalariados.\n\nCom a vit\u00f3ria das na\u00e7\u00f5es europeias contra Napole\u00e3o em 1815, ficou decidido que os reis de pa\u00edses invadidos, pela Fran\u00e7a deveriam voltar a ocupar seus tronos.\n\nD. Jo\u00e3o e sua corte n\u00e3o queriam retornar ao empobrecido Portugal. Ent\u00e3o o Brasil foi elevado \u00e0 categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves (uma regi\u00e3o ao sul de Portugal).\n\nO Brasil deixava de ser Col\u00f4nia de Portugal, adquiria autonomia administrativa.\n\nEm 1820, houve em Portugal a Revolu\u00e7\u00e3o Liberal do Porto, terminando com o Absolutismo e iniciando a Monarquia Constitucional. D. Jo\u00e3o deixava de ser monarca absoluto e passava a seguir a Constitui\u00e7\u00e3o do Reino.\n\nDessa forma, a Assembleia Portuguesa exigia o retorno do monarca. O novo governo portugu\u00eas desejava recolonizar o Brasil, retirando sua autonomia econ\u00f4mica.\n\nEm 26 de abril de 1821, D. Jo\u00e3o VI cedendo \u00e0s press\u00f5es, volta a Portugal, deixando seu filho D.Pedro como pr\u00edncipe regente do Brasil.\n\n<strong>A CORTE NO RIO DE JANEIRO<\/strong>\n\nA transfer\u00eancia da sede da monarquia portuguesa para o Brasil mudou o quadro das rela\u00e7\u00f5es internacionais no contexto da Am\u00e9rica do Sul. A pol\u00edtica externa de Portugal passou a ser decidida na Col\u00f4nia, instalando-se no Rio de Janeiro o Minist\u00e9rio da Guerra e Assuntos Estrangeiros. Al\u00e9m de realizar uma expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Guiana Francesa, incentivada pela Inglaterra, a Coroa concentrou sua a\u00e7\u00e3o na \u00e1rea do Prata, especificamente na Banda Oriental-atual Uruguai-, regi\u00e3o onde espanh\u00f3is e portugueses se chocavam desde as \u00faltimas d\u00e9cadas do s\u00e9culo XVII.\n\nCom o objetivo de anexar a Banda Oriental ao Brasil, Dom Jo\u00e3o VI realizou duas interven\u00e7\u00f5es militares, em 1811 e a partir de 1816.\n\nA derrota de Artigas-principal figura na luta pela independ\u00eancia uruguaia-garantiu aos portugueses a posse da regi\u00e3o e aincorpora\u00e7\u00e3o da Banda Oriental ao Brasil, em 1821, com o nome de Prov\u00edncia Cisplatina. Entretanto, os conflitos no Prata estavam longe de terminar.\n\nA\u00a0<strong>vinda da fam\u00edlia real<\/strong>\u00a0deslocou definitivamente o eixo da vida administrativa da Col\u00f4nia para o Rio de Janeiro, mudando tamb\u00e9m a fisionomia da cidade. Entre outros aspectos, esbo\u00e7ou-se a\u00ed uma vida cultural.\n\nO acesso aos livros e a uma relativa circula\u00e7\u00e3o de ideias foram marcas distintivas do per\u00edodo. Em setembro de 1808, veio a p\u00fablico o primeiro jornal editadona Col\u00f4nia; abriram-se tamb\u00e9m teatros, bibliotecas, academias liter\u00e1rias e cient\u00edficas, para atender aos requisitos da Corte e dc uma popula\u00e7\u00e3o urbana em r\u00e1pida expans\u00e3o. Basta dizer que, durante o per\u00edodo de perman\u00eancia de Dom Jo\u00e3o VI no Brasil, o n\u00famero de habitantes da capital dobrou, passando de cerca de 50 mil a 100 mil pessoas. Muitos dos novos habitantes eram imigrantes, n\u00e3o apenas portugueses mas espanh\u00f3is, franceses e ingleses que viriam a formar uma classe m\u00e9dia de profissionais e artes\u00e3os qualificados.\n\nAl\u00e9m deles, vieram ao Brasil cientistas e viajantes estrangeiros, como o naturalista emineralogista ingl\u00eas John Mawe, o zo\u00f3logo b\u00e1varo Spix e o bot\u00e2nico Martius, tamb\u00e9m b\u00e1varo,o naturalista franc\u00eas Saint-Hilaire, autores de trabalhos que s\u00e3o uma fonte indispens\u00e1vel deconhecimento daquela \u00e9poca. Em mar\u00e7o de 1816, chegou ao Rio de Janeiro a Miss\u00e3o Art\u00edstica Francesa, incluindo, entre outros, o arquiteto Grandjean de Montigny, autor de projetos de edifica\u00e7\u00f5es urbanas, e os pintores Taunay e Debret.\n\nEstes deixaram desenhos e aquarelas que retratavam paisagens e costumes do Rio de Janeiro nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX.\n\nSe muita coisa mudou, n\u00e3o devemos exagerar o alcance das transforma\u00e7\u00f5es. A presen\u00e7a da Corte implicava uma altera\u00e7\u00e3o do acanhado cen\u00e1rio urbano da Col\u00f4nia, mas a marca do absolutismo acompanharia a altera\u00e7\u00e3o. Um exemplo disso \u00e9 a imprensa. O primeiro jornal brasileiro-A Gazeta do Rio de Janeiro-tinha car\u00e1ter quase oficial e estava sujeito, como todas as demais publica\u00e7\u00f5es, a uma comiss\u00e3o de censura encarregada de \u201cexaminar os pap\u00e9is e livros que se mandassem publicar e fiscalizar que nada se imprimisse contra a religi\u00e3o, o governo e os bons costumes\u201d. O jornal brasileiro independente dessa \u00e9poca, que continhacr\u00edticas \u00e0 pol\u00edtica portuguesa, era o Correio Brasiliense de Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa, editado em Londres entre 1808 e 1822.\n\n<strong>A Independ\u00eancia do Brasil<\/strong>\n\nA Independ\u00eancia do Brasil aconteceu em 1822. E n\u00e3o foi uma separa\u00e7\u00e3o total, como aconteceu em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica que, ao ficarem independentes, tornaram-se rep\u00fablicas governadas por pessoas nascidas no pa\u00eds libertado. O Brasil independente continuou sendo um reino, e seu primeiro imperador foi Dom Pedro I, que era filho do rei de Portugal.\n\nHistoricamente, o processo da Independ\u00eancia do Brasil ocupou as tr\u00eas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XIX e foi marcado pela vinda da fam\u00edlia real ao Brasil em 1808 e pelas medidas tomadas no per\u00edodo de Dom Jo\u00e3o.\n\nA vinda da fam\u00edlia real fez a autonomia brasileira ter mais o aspecto de transi\u00e7\u00e3o.\n\nO processo da independ\u00eancia foi bastante acelerada pelo que ocorreu em Portugal em 1820. A Revolu\u00e7\u00e3o do Porto comandada pela burguesia comercial da cidade do Porto, que foi um movimento que tinha caracter\u00edsticas liberais para Portugal mas, para o Brasil, significava uma recoloniza\u00e7\u00e3o.\n\nO processo da independ\u00eancia do Brasil acabou em 1822, quando Dom Pedro proclamou a Independ\u00eancia, se separando assim de Portugal.\n\nAntes do Brasil conseguir sua Independ\u00eancia muitos brasileiros perderam a vida para melhorar a situa\u00e7\u00e3o do povo brasileiro.\n\n<strong>Como foi o desenvolvimento da independ\u00eancia do Brasil<\/strong>\n\n<strong>Chegada da Fam\u00edlia Real no Brasil<\/strong>\n\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XIX Napole\u00e3o Bonaparte era imperador da Fran\u00e7a. Ele queria conquistar toda a Europa e para tanto derrotou os ex\u00e9rcitos de v\u00e1rios pa\u00edses. Mas n\u00e3o conseguiu vencer a marinha inglesa.\n\nPara enfrentar a Inglaterra, Napole\u00e3o proibiu todos os pa\u00edses europeus de comercializar com os ingl\u00eas. Foi o chamado Bloqueio Continental (Congresso de Viena).\n\nNessa \u00e9poca, Portugal era governado pelo pr\u00edncipe regente Dom Jo\u00e3o.\n\n<strong>Como Portugal era um antigo aliado da Inglaterra, Dom Jo\u00e3o ficou numa situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil:<\/strong>\u00a0se fizesse o que Napole\u00e3o queria, os ingleses invadiriam o Brasil, pois estavam muito interessados no com\u00e9rcio brasileiro; se n\u00e3o o fizesse, os franceses invadiriam Portugal.\n\nA solu\u00e7\u00e3o que Dom Jo\u00e3o encontrou, com a ajuda dos aliados ingleses, foi transferir a corte portuguesa para o Brasil o que acabou por culminar mais tarde na independ\u00eancia do Brasil. Em novembro de 1807\n\nDom Jo\u00e3o com toda a sua fam\u00edlia e sua corte partiram para o Brasil sob a escolta da esquadra inglesa. 15 mil pessoas vieram para o Brasil em quatorze navios trazendo suas riquezas, documentos, bibliotecas, cole\u00e7\u00f5es de arte e tudo que poder\u00e3o trazer. Quando o ex\u00e9rcito de Napole\u00e3o chegou em Lisboa, s\u00f3 encontrou um reino abandonado e pobre.\n\nO pr\u00edncipe regente desembarcou em Salvador em 22 de janeiro de 1808. Ainda em Salvador Dom Jo\u00e3o abriu os portos do Brasil aos pa\u00edses amigos, permitindo que navios estrangeiros comerciassem livremente nos portos brasileiros. Essa medida foi de grande import\u00e2ncia para a economia brasileira, o que tamb\u00e9m facilitou a nossa independ\u00eancia. De Salvador, a comitiva partiu para o Rio de Janeiro, onde chegou em 08 de mar\u00e7o de 1808. O Rio de Janeiro tornou-se a sede da corte Portuguesa. Com a chegada da Fam\u00edlia Real ao Brasil, novos tempos para a col\u00f4nia, e no fim a independ\u00eancia do Brasil.\n\n<strong>O Reino de Dom Jo\u00e3o as portas abertas para a independ\u00eancia do Brasil<\/strong>\n\nCom a instala\u00e7\u00e3o da corte no Brasil, o Rio de Janeiro tornou-se a sede do imp\u00e9rio portugu\u00eas e Dom Jo\u00e3o teve de organizar toda a administra\u00e7\u00e3o brasileira.\n\n<strong>Criou tr\u00eas minist\u00e9rios:<\/strong>\u00a0o da Guerra e Estrangeiros, o da Marinha e o da Fazenda e Interior; instalou tamb\u00e9m os servi\u00e7os auxiliares e indispens\u00e1veis ao funcionamento do governo, entre os quais o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Junta Geral do Com\u00e9rcio e a Casa da Suplica\u00e7\u00e3o (Supremo Tribunal).\n\nA 17 de dezembro de 1815 o Brasil foi elevado a reino e as capitanias passaram em 1821 a chamar-se prov\u00edncias. Em 1818 com a morte da rainha D. Maria I, a quem Dom Jo\u00e3o substitu\u00eda, deu-se no Rio de Janeiro a proclama\u00e7\u00e3o e a coroa\u00e7\u00e3o do Pr\u00edncipe Regente, que recebeu o t\u00edtulo de Dom Jo\u00e3o VI. A aclama\u00e7\u00e3o de D. Jo\u00e3o VI deu-se nos sal\u00f5es do Teatro de S\u00e3o Jo\u00e3o.\n\n<strong>As mudan\u00e7as econ\u00f4micas<\/strong>\n\n<strong>Depois da chegada da fam\u00edlia real duas medidas de Dom Jo\u00e3o deram r\u00e1pido impulso \u00e0 economia brasileira:\u00a0<\/strong>a abertura dos portos e a permiss\u00e3o de montar ind\u00fastrias que haviam sido proibidas por Portugal anteriormente. Abriram-se f\u00e1bricas, manufaturas de tecidos come\u00e7aram a surgir, mas n\u00e3o progrediram por causa da concorr\u00eancia dos tecidos ingleses.\n\nBom resultado teve, por\u00e9m, a produ\u00e7\u00e3o de ferro com a cria\u00e7\u00e3o da Usina de Ipanema nas prov\u00edncias de S\u00e3o Paulo e Minas Gerais.\n\n<strong>Outras medidas de Dom Jo\u00e3o estimularam as atividades econ\u00f4micas do Brasil como:<\/strong>\n<blockquote>Constru\u00e7\u00e3o de estradas\nOs portos foram melhorados. Foram introduzidos no pa\u00eds novas esp\u00e9cies vegetais, como o ch\u00e1\nPromoveu a vinda de colonos europeus.<\/blockquote>\nA produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola voltou a crescer. O a\u00e7\u00facar e do algod\u00e3o, passaram a ser primeiro e segundo lugar nas exporta\u00e7\u00f5es, no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Neste per\u00edodo surgiu o caf\u00e9, novo produto, que logo passou do terceiro lugar para o primeiro lugar nas exporta\u00e7\u00f5es brasileira.\n\n<strong>Medidas de incentivo \u00e0 cultura<\/strong>\n\nAl\u00e9m das mudan\u00e7as comerciais, a chegada da fam\u00edlia real ao Brasil tamb\u00e9m causou um reboli\u00e7o cultural e educacional o que s\u00f3 fez facilitar o processo de independ\u00eancia do Brasil. Nessa \u00e9poca, foram criadas escolas como a Academia Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola de Com\u00e9rcio, a Escola Real de Ci\u00eancias, Artes e Of\u00edcios, a Academia de Belas-Artes e dois Col\u00e9gios de Medicina e Cirurgia, um no Rio de Janeiro e outro em Salvador. Foram fundados o Museu Nacional, o Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico e a Biblioteca Real, cujo acervo era composto por muitos livros e documentos trazidos de Portugal.\n\nTamb\u00e9m foi inaugurado o Real Teatro de S\u00e3o Jo\u00e3o e o Jardim Bot\u00e2nico. Uma atitude muito importante de dom Jo\u00e3o foi a cria\u00e7\u00e3o da Imprensa R\u00e9gia.\n\nEla editou obras de v\u00e1rios escritores e tradu\u00e7\u00f5es de obras cient\u00edficas. Foi um per\u00edodo de grande progresso e desenvolvimento.\n\n<strong>A volta da Fam\u00edlia Real a Lisboa<\/strong>\n\nTanto movimento por aqui provocou a indigna\u00e7\u00e3o do outro lado do Atl\u00e2ntico. Afinal, o Brasil deixara de ser uma simples col\u00f4nia. Nosso pa\u00eds tinha sido elevado \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Reino Unido a Portugal e Algarves.\n\nQuer dizer, enquanto a fam\u00edlia real esteve por aqui, a sede do reino foi o Rio de Janeiro, que recebeu muitas melhorias. Enquanto isso, em Portugal, o povo estava empobrecido com a guerra contra Napole\u00e3o e o com\u00e9rcio bastante prejudicado com a abertura dos portos brasileiros. Os portugueses estavam insatisfeitos e, em 1820, estourou a Revolu\u00e7\u00e3o Liberal do Porto, cidade ao norte de Portugal. Os rebeldes exigiram a volta de dom Jo\u00e3o e a expuls\u00e3o dos governantes estrangeiros.\n\nQueriam tamb\u00e9m que o com\u00e9rcio do Brasil voltasse a ser feito exclusivamente pelos comerciantes portugueses. Cedendo \u00e0s press\u00f5es de Portugal, dom Jo\u00e3o voltou em 26 de abril de 1821. Deixou, contudo, seu filho dom Pedro como regente do Brasil. Assim, agradava aos portugueses e aos brasileiros que tinham lucrado com a vinda da corte portuguesa para o Brasil, especialmente com a abertura dos portos.\n\n<strong>Dom Pedro o defensor do Brasil<\/strong>\n\nA situa\u00e7\u00e3o do Brasil permaneceu indefinida durante o ano de 1821.\n\n<strong>No final desse ano, um fato novo redefiniu a situa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>chegaram ao Rio de Janeiro decretos da corte que exigiam a completa obedi\u00eancia do Brasil \u00e0s ordens vindas da metr\u00f3pole. No dia 9 de dezembro de 1821, o governo brasileiro voltou a ser dependente de Portugal. Dom Pedro recebeu ordens para voltar a Portugal, mas o Partido Brasileiro, grupo formado por grandes fazendeiros, comerciantes e altos funcion\u00e1rios p\u00fablicos, o convenceu a ficar. O regente recebeu listas com assinaturas de cerca de 8.000 pessoas pedindo que ele permanecesse no pa\u00eds. Em 9 de janeiro de 1822, apoiado pelas prov\u00edncias do Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, dom Pedro decidiu permanecer.\n\n<strong>Ele foi \u00e0 sacada e disse:<\/strong>\u00a0\u201cSe \u00e9 para o bem de todos e felicidade geral da na\u00e7\u00e3o, diga ao povo que fico!\u201d. Essa data ficou conhecida como o Dia do Fico.\n\nPortugal n\u00e3o aceitou pacificamente a decis\u00e3o de Dom Pedro. As tropas portuguesas sediadas no Rio de Janeiro tentaram for\u00e7a-lo a embarcar, o povo reagiu em defesa de Dom Pedro.\n\nPressionados essas tropas voltaram para Portugal.\n\n<strong>D. Pedro recusou-se a partir. Momentos decisivos para a independ\u00eancia<\/strong>\n\n<strong>Dom Pedro<\/strong>\u00a0estimulado pelo entusiasmo popular, tomou novas decis\u00f5es. Primeiramente reformou o minist\u00e9rio dando-lhe for\u00e7a e unidade. Para isso nomeou a 16 de janeiro de 1822, Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Andrada e Silva Ministro dos Neg\u00f3cios do Interior, da Justi\u00e7a e dos Estrangeiros. Em 04 de abril aconselhado por Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio decretou que as ordens vindas de Portugal, s\u00f3 teriam valor se aprovadas por ele, como isso, enfrentando as exig\u00eancias das cortes.\n\nEm 03 de junho de 1822, convocou uma Assembleia Nacional Constituinte para fazer as novas leis do Brasil. Isso significava que, definitivamente, a independ\u00eancia do Brasil estava pr\u00f3xima e os brasileiros fariam as pr\u00f3prias leis. Para o Parlamento portugu\u00eas (denominado Cortes) n\u00e3o poderia haver desobedi\u00eancia maior.\n\nAs agita\u00e7\u00f5es populares tomaram conta das ruas nas principais cidades brasileiras. E em 1\u00ba de agosto Dom Pedro dirigiu um manifesto aos brasileiros, convocando-os a se unirem. Em 06 de agosto, dirigiu outro manifesto \u00e0s na\u00e7\u00f5es exigindo o reconhecimento, pelos outros povos, dos direitos do Brasil.\n\nNo dia 14 de agosto, Dom Pedro partiu para a prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo que se encontrava agitada por lutas internas. A reg\u00eancia ficou entregue \u00e0 sua esposa dona Leopoldina. Durante a sua aus\u00eancia, chega ao Rio de Janeiro uma carta das Cortes Portuguesas, na qual exigia a volta imediata de Dom Pedro \u00e0 Portugal e a anula\u00e7\u00e3o da convoca\u00e7\u00e3o da Assembleia Nacional Constituinte.\n\nLeopoldina e Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio enviaram um correio para levar essa carta a Dom Pedro. Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio e Leopoldina enviam outra carta, cada um refor\u00e7ava a ideia de que havia chegado a hora de tomar uma decis\u00e3o.\n\nA proclama\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia \u00e9 considerada necess\u00e1ria por D. Leopoldina e o conselho do Estado.\n\n<strong>A Proclama\u00e7\u00e3o da Independ\u00eancia do Brasil<\/strong>\n\nDom Pedro estava voltando \u00e0 S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s uma viagem a Santos. Era 16 horas e 30 minutos do dia 07 de setembro de 1822, quando o correio alcan\u00e7ou Dom Pedro nas margens do rio Ipiranga e entregou-lhe as cartas. Ele come\u00e7ou a l\u00ea-las. Eram uma instru\u00e7\u00e3o das Cortes portuguesas, uma carta de Dom Jo\u00e3o VI, outra da princesa e um of\u00edcio de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio.\n\n<strong>Todos diziam a mesma coisa:\u00a0<\/strong>que Lisboa rebaixava o pr\u00edncipe a mero delegado das Cortes, limitando sua autoridade \u00e0s prov\u00edncias, onde ela ainda era reconhecida. Al\u00e9m disso, exigiam seu imediato regresso a Portugal, bem como a pris\u00e3o e processo de Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio. A princesa recomendava prud\u00eancia, mas Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio era alarmante, comunicando-lhe que al\u00e9m de seiscentos soldados lusitanos que j\u00e1 haviam desembarcado na Bahia, outros 7 mil estavam em treinamento para serem colocados em todo o Norte do Brasil.\n\n<strong>Terminava afirmando:\u00a0<\/strong>\u201cS\u00f3 existem dois caminhos: ou voltar para Portugal como prisioneiro das cortes portuguesas ou proclamar a Independ\u00eancia, tornando-se imperador do Brasil\u201d.\n\nDom Pedro sabia que o Brasil esperava dele uma atitude.\n\n<strong>Depois de ler, amassou e pisoteou as cartas, montou seu cavalo e cavalgou at\u00e9 \u00e0s margens do Ipiranga e gritou \u00e0 guarda de honra:<\/strong>\u00a0\u201cAmigos, as cortes de Lisboa nos oprimem e querem nos escravizar\u2026Deste dia em diante, nossas rela\u00e7\u00f5es est\u00e3o rompidas\u201d.\n\n<strong>Ap\u00f3s arrancar as ins\u00edgnia de cores azuis e brancas de seu uniforme, o pr\u00edncipe sacou a espada e gritou:\u00a0<\/strong>\u201d Por meu sangue, por minha honra e por Deus, farei do Brasil um pa\u00eds livre\u201d, em seguida, erguendo a espada, afirmou: \u201cBrasileiros, de hoje em diante nosso lema ser\u00e1: Independ\u00eancia ou Morte!\u201d.\n\n<strong>Momento em que D. Pedro proclama a Independ\u00eancia do Brasil nas margens do Rio Ipiranga em S\u00e3o Paulo.<\/strong>\n\nA not\u00edcia se espalhou por todo o Brasil. O povo cantou e dan\u00e7ou nas ruas. O Brasil n\u00e3o era mais uma na\u00e7\u00e3o acorrentada. No dia seguinte, iniciou a viagem de retorno ao Rio de Janeiro.\n\nNa capital foi saudado como her\u00f3i. No dia 1\u00ba de dezembro de 1822, aos 24 anos, foi coroado imperador do Brasil e recebeu o t\u00edtulo de Dom Pedro I.\n\n<strong>As guerras pela Independ\u00eancia do Brasil<\/strong>\n\nA Independ\u00eancia havia sido proclamada, mas nem todas as prov\u00edncias do Brasil puderam reconhecer o governo do Rio de Janeiro e unir-se ao Imp\u00e9rio sem pegar em armas. As Prov\u00edncias da Bahia, do Maranh\u00e3o, do Piau\u00ed, do Gr\u00e3o-Par\u00e1 e, por \u00faltimo, Cisplatina, dominadas ainda por tropas de Portugal, tiveram que lutar pela sua liberdade, at\u00e9 fins de 1823.\n\nNa Bahia, a expuls\u00e3o dos portugueses s\u00f3 foi poss\u00edvel quando Dom Pedro I enviou para l\u00e1 uma forte esquadra comandada pelo almirante Cochrane, para bloquear Salvador. Sitiados por terra e por mar, as tropas portuguesas tiveram finalmente que se render em 02 de julho de 1823. Ap\u00f3s a vit\u00f3ria na Bahia, a esquadra de Cochrane, seguindo para o norte, bloqueou a cidade de S\u00e3o Lu\u00eds.\n\nEsse bloqueio apressou a derrota dos portugueses n\u00e3o s\u00f3 no Maranh\u00e3o, mas tamb\u00e9m no Piau\u00ed. Do Maranh\u00e3o um dos navios de Cochrane continuou at\u00e9 o extremo norte, e, amea\u00e7ando a cidade de Bel\u00e9m, facilitou a rendi\u00e7\u00e3o dos portugueses no Gr\u00e3o-Par\u00e1.\n\nNo extremo Sul, a cidade de Montevid\u00e9u, sitiada por terra e bloqueada por uma esquadra brasileira no rio do Prata teve de se entregar.\n\nCom o reconhecimento da Independ\u00eancia pela Cisplatina completou-se a uni\u00e3o de todas as prov\u00edncias, sob o governo de Dom Pedro I, firmando assim o Imp\u00e9rio Brasileiro.\n\n<strong>O reconhecimento da Independ\u00eancia do Brasil<\/strong>\n\nUnidas todas as prov\u00edncias e firmado dentro do territ\u00f3rio brasileiro o Imp\u00e9rio, era necess\u00e1rio obter o reconhecimento da Independ\u00eancia por parte das na\u00e7\u00f5es estrangeiras.\n\nA primeira na\u00e7\u00e3o estrangeira a reconhecer a Independ\u00eancia do Brasil foram os Estados Unidos em maio de 1824. N\u00e3o houve dificuldades, pois os norte-americanos eram a favor da independ\u00eancia de todas as col\u00f4nias da Am\u00e9rica. (Independ\u00eancia dos EUA)\n\nO reconhecimento por parte das na\u00e7\u00f5es europeia foi mais dif\u00edcil porque os principais pa\u00edses da Europa, entre eles Portugal, haviam-se comprometido, no Congresso de Viena em 1815, a defender o absolutismo, o colonialismo e a combater as ideias de liberdade.\n\n<b>Entre as primeiras na\u00e7\u00f5es europeias\u00a0apenas uma foi favor\u00e1vel ao reconhecimento do Brasil independente:<\/b>\u00a0a Inglaterra, que n\u00e3o queria nem romper com seu antigo aliado, Portugal, nem prejudicar seu com\u00e9rcio com o Brasil.\n\nFoi gra\u00e7as \u00e0 sua interven\u00e7\u00e3o e \u00e0s demoradas conversa\u00e7\u00f5es mantidas junto aos governos de Lisboa e do Rio de Janeiro que Dom Jo\u00e3o VI acabou aceitando a Independ\u00eancia do Brasil, fixando-se as bases do reconhecimento.\n\nA 29 de agosto de 1825 Portugal, atrav\u00e9s do embaixador ingl\u00eas que o representava, assinou o Tratado luso-brasileiro de reconhecimento. O Brasil, entretanto, teve que pagar a Portugal uma indeniza\u00e7\u00e3o de dois milh\u00f5es de libra esterlinas, e Dom Jo\u00e3o VI obteve ainda o direito de usar o t\u00edtulo de Imperador do Brasil, que n\u00e3o lhe dava, por\u00e9m qualquer direito sobre a antiga col\u00f4nia. A seguir as demais na\u00e7\u00f5es europeias, uma a uma, reconheceram oficialmente a Independ\u00eancia e o Imp\u00e9rio do Brasil. Em 1826 estava firmada a posi\u00e7\u00e3o do Brasil no cen\u00e1rio internacional.\n\n<strong>Vinda da Fam\u00edlia Real para o Brasil &#8211; Resumo<\/strong>\n\nNapole\u00e3o movia guerra na Europa contra a Inglaterra em princ\u00edpios do s\u00e9culo XIX e assim imp\u00f4s um bloqueio ao com\u00e9rcio entre Inglaterra e o continente.\n\nPortugal representava um brecha no bloqueio, por isso, deveriam ser dominadas por Napole\u00e3o. Dom Jo\u00e3o VI, regente do reino desde 1792, decidiu-se pela transfer\u00eancia da Corte para o Brasil.\n\nEmbarcaram em novembro de 1807 e no in\u00edcio de 1808 j\u00e1 se encontravam instalados.\n\nAo chegar, Dom Jo\u00e3o decreta a abertura dos portos \u00e0s na\u00e7\u00f5es amigas (que desde sempre estiveram fechados para evitar a quebra do exclusivo comercial Col\u00f4nia-Metr\u00f3pole) para que pudessem ter continuidade de com\u00e9rcio, que antes tinha lugar em Portugal, pelo Brasil. A Inglaterra foi a principal benefici\u00e1ria da medida garantida a entrada de seus manufaturados e aos propriet\u00e1rios\n\nrurais produtores de bens destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o que se livraram do monop\u00f3lio comercial da Metr\u00f3pole. Houveram v\u00e1rias reivindica\u00e7\u00f5es de comerciantes que conseguiram algumas concess\u00f5es da Coroa.\n\n<strong>1810 \u2013\u00a0<\/strong>a escalada inglesa pelo controle do mercado colonial brasileiro culminou no Tratado de Navega\u00e7\u00e3o e Com\u00e9rcio, assinado ap\u00f3s longas negocia\u00e7\u00f5es.\n\nA tarifa a ser paga sobre as mercadorias inglesas exportadas para o Brasil foi fixada em apenas 15 % de seu valor. Com isso, os produtos ingleses ficaram em vantagem at\u00e9 com rela\u00e7\u00e3o aos portugueses.\n\nA transfer\u00eancia da sede da monarquia portuguesa para o Brasil mudou o quadro das rela\u00e7\u00f5es internacionais no contexto da Am\u00e9rica do Sul. A pol\u00edtica externa de Portugal passou a ser decidida\u00a0 na Col\u00f4nia, instalando-se no Rio de Janeiro o Minist\u00e9rio da Guerra e Assuntos Estrangeiros. (\u2026) A vinda da fam\u00edlia real deslocou definitivamente o eixo da vida administrativa da Col\u00f4nia para o Rio de Janeiro, mudando tamb\u00e9m a fisionomia da cidade.\n\nA presen\u00e7a da Corte portuguesa no Brasil representou uma circunst\u00e2ncia absolutamente sem precedentes na hist\u00f3ria moderna da humanidade, criando fato consumado de dif\u00edcil revers\u00e3o.\n\nA estrutura administrativa concebida para viabilizar o funcionamento do governo portugu\u00eas no Brasil naturalmente incluiu o estamento militar. Nesse campo, a a\u00e7\u00e3o mais importante foi a cria\u00e7\u00e3o da Academia Real Militar, posta a funcionar em 23 de abril de 1811.\n\nAp\u00f3s chegar ao Brasil, o Pr\u00edncipe Regente D. Jo\u00e3o interveio militarmente na Guiana Francesa, conquistando Caiena, em repres\u00e1lia \u00e0 invas\u00e3o de sua p\u00e1tria. No sul, em 1816, foi invadido o territ\u00f3rio uruguaio, decorrendo da\u00ed sua posterior incorpora\u00e7\u00e3o ao Reino Unido do Brasil, com o nome de Prov\u00edncia Cisplatina.\n\nConcretizava-se, assim, velho sonho portugu\u00eas, acalentado desde a funda\u00e7\u00e3o da Col\u00f4nia do Sacramento.\n\n<strong>Entre as mudan\u00e7as que ocorreram com a vinda da Fam\u00edlia Real para o Brasil, destacam-se:<\/strong>\n<blockquote>A funda\u00e7\u00e3o do primeiro Banco do Brasil, em 1808\nA cria\u00e7\u00e3o da Imprensa R\u00e9gia e a autoriza\u00e7\u00e3o para o funcionamento de tipografias e a publica\u00e7\u00e3o de jornais tamb\u00e9m em 1808\nA cria\u00e7\u00e3o da Academia Real Militar (1810)\nA abertura de algumas escolas, entre as quais duas de Medicina uma na Bahia e outra no Rio de Janeiro\nA instala\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica de p\u00f3lvora e de ind\u00fastrias de ferro em Minas Gerais e em S\u00e3o Paulo\nA vinda da Miss\u00e3o Art\u00edstica Francesa, em 1816, e a funda\u00e7\u00e3o da Academia de Belas- Artes\nA mudan\u00e7a de denomina\u00e7\u00e3o das unidades territoriais, que deixaram de se chamar \u201ccapitanias\u201d e passaram a denominar-se de \u201cprov\u00edncias\u201d (1821)\nA cria\u00e7\u00e3o da Biblioteca Real (1810), do Jardim Bot\u00e2nico (1811) e do Museu Real (1818), mais tarde Museu Nacional.<\/blockquote>\nMesmo com a derrota de Napole\u00e3o em 1814, Dom Jo\u00e3o decidiu permanecer no Brasil e o elevou \u00e0 Reino Unido \u00e0 Portugal e Algarves em 1815.\n\n<strong>1817 \u2013<\/strong>\u00a0Ao transferir-se para o Brasil, a Coroa n\u00e3o deixou de ser portuguesa e favorecer os interesses portugueses no Brasil, o que fez com que os atritos entre a gente da Metr\u00f3pole e da Col\u00f4nia n\u00e3o tenham desaparecido. Um dos principais focos de descontentamento estava nas for\u00e7as militares. D. Jo\u00e3o chamou tropas de Portugal para guarnecer as principais cidades e organizou o Ex\u00e9rcito, reservando os melhores postos para a nobreza lusa. O peso dos impostos aumentou, pois agora a Col\u00f4nia tinha de suportar sozinha as despesas da Corte e os gastos das campanhas militares que o rei promoveu no Rio da Prata.\n\nAl\u00e9m disso, ainda tinha o problema da desigualdade regional. O sentimento imperante no Nordeste era o de que, com a vinda da fam\u00edlia real para o Brasil, o dom\u00ednio pol\u00edtico da Col\u00f4nia passara de uma cidade estranha para outra igualmente estranha, ou seja, de Lisboa para o Rio de Janeiro. A revolu\u00e7\u00e3o que estourou em Pernambuco em mar\u00e7o de 1817 fundiu esse sentimento com v\u00e1rios descontentamentos resultantes das condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e dos privil\u00e9gios concedidos aos portugueses.\n\n<strong>Ela abrangeu amplas camadas da popula\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0militares, propriet\u00e1rios rurais, ju\u00edzes, artes\u00e3os, comerciantes e um grande n\u00famero de sacerdotes, a ponto de ficar conhecida como a \u201crevolu\u00e7\u00e3o dos padres\u201d.\n\nO desfavorecimento regional, acompanhado de um forte antilusitanismo, foi o denominador comum dessa esp\u00e9cie de revolta geral de toda a \u00e1rea nordestina. Para as camadas pobres da cidade, a independ\u00eancia estava associada \u00e0 ideia de igualdade. Para os grandes propriet\u00e1rios rurais, tratava-se de acabar com a centraliza\u00e7\u00e3o imposta pela Coroa e tomar em suas m\u00e3os o destino, se n\u00e3o da Col\u00f4nia, pelo menos do Nordeste.\n\nOs revolucion\u00e1rios tomaram o Recife e implantaram um governo provis\u00f3rio baseado em uma \u201clei org\u00e2nica\u201d que proclamou a Rep\u00fablica e estabeleceu a igualdade de direitos e a toler\u00e2ncia religiosa, mas n\u00e3o tocou no problema da escravid\u00e3o. Foram enviados emiss\u00e1rios \u00e0s outras capitanias em busca de apoio. A revolta avan\u00e7ou pelo sert\u00e3o, por\u00e9m, logo em seguida, veio o ataque das for\u00e7as portuguesas, a partir do bloqueio do Recife e do desembarque em Alagoas. As lutas se desenrolam no interior, revelando o despreparo e as desaven\u00e7as entre os revolucion\u00e1rios. Afinal, as tropas portuguesas ocuparam Recife seguidos de pris\u00f5es e execu\u00e7\u00f5es dos l\u00edderes da rebeli\u00e3o.\n\n<strong>A INDEPEND\u00caNCIA (07 de setembro de 1822)<\/strong>\n\nCaracteriza-se como uma escalada quer passou da defesa da autonomia brasileira \u00e1 ideia de independ\u00eancia. \u00c9 explicado por um conjunto de fatores externos e internos.\n\n<strong>1820 &#8211;\u00a0<\/strong>revolu\u00e7\u00e3o liberal em Portugal, ( revolu\u00e7\u00e3o do Porto) inspirada nas ideias ilustradas. Crise pol\u00edtica causada pela aus\u00eancia do rei e dos \u00f3rg\u00e3os de governos, crise econ\u00f4mica resultante da liberdade comercial do Brasil, crise militar resultante da presen\u00e7a de oficiais ingleses nos altos postos do ex\u00e9rcito (na aus\u00eancia do rei Portugal foi governado por um conselho de reg\u00eancia presidido por um marechal ingl\u00eas que depois se tornou chefe do ex\u00e9rcito).\n\nExigiram a volta do rei \u00e0 metr\u00f3pole e queriam a aprova\u00e7\u00e3o de uma nova Constitui\u00e7\u00e3o.\n\nA revolu\u00e7\u00e3o portuguesa tinha aspectos contradit\u00f3rios para os brasileiros. Podia ser definida como liberal por considerara monarquia absoluta um regime ultrapassado e opressivo e por tratar de dar vida a \u00f3rg\u00e3os de representa\u00e7\u00e3o da sociedade, como \u00e9 o caso das Cortes. ao mesmo tempo, ao promover os interesses da burguesia lusa e tentar limitar a influ\u00eancia inglesa, pretendia fazer com que o Brasil voltasse a se subordinar inteiramente a Portugal.\n\nTemendo perder o trono caso n\u00e3o regressasse a Portugal o rei decidiu-se afinal pelo retorno e eu seu lugar ficou como pr\u00edncipe regente o filho Pedro.\n\nEm fins de 1821, novas medidas tomadas pelas Cortes fortaleceram no Brasil a op\u00e7\u00e3o pela independ\u00eancia, at\u00e9 a\u00ed apenas esbo\u00e7ada. Decidiu-se transferir para Lisboa as principais reparti\u00e7\u00f5es instaladas no Brasil por d. Jo\u00e3o, destacaram-se novos contingentes de tropas para o Rio de Janeiro e Pernambuco e, ponto decisivo, determinou-se a volta para Portugal do Pr\u00edncipe regente.\n\nA decis\u00e3o do pr\u00edncipe de ficar no pa\u00eds, solenizada no \u201d dia do fico\u201d ( 9\/1\/1822), representou a escolha de um caminho sem retorno.\n\n<strong>Os atos do pr\u00edncipe posteriores ao \u201cfico\u201d foram atos de ruptura:<\/strong>\u00a0esbo\u00e7ava-se a forma\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito brasileiro, formou um minist\u00e9rio chefiado pelo brasileiro Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio.\n\nA chegada de despachos de Lisboa que revogavam os decretos do pr\u00edncipe regente, determinavam mais uma vez seu regresso e acusavam seus ministros de trai\u00e7\u00e3o deu alento \u00e0 ideia de rompimento definitivo, o que ocorreu em 7\/9\/1822.\n\nNo plano internacional a independ\u00eancia foi reconhecida pelos EUA em maio de 1824. Informalmente j\u00e1 era reconhecida pela Inglaterra, interessada em garantir a ordem na antiga Col\u00f4nia.\n\nO reconhecimento formal dependeria da extin\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de escravos. Em agosto de 1825, por um tratado que recompensaria a metr\u00f3pole em 2 milh\u00f5es de libras pela perda da antiga col\u00f4nia deu-se origem ao primeiro empr\u00e9stimo externo contra\u00eddo pelo Brasil em Londres.\n\nA independ\u00eancia n\u00e3o resultou em maiores altera\u00e7\u00f5es da ordem social e econ\u00f4mica ou da forma de governo. O Brasil se manteria como uma Monarquia, na contram\u00e3o de todas as demais independ\u00eancias contempor\u00e2neas a ela.\n\nA elite pol\u00edtica promotora da Independ\u00eancia n\u00e3o tinha interesse em favorecer rupturas que pudessem por em risco a estabilidade da antiga Col\u00f4nia.\n\nO Brasil passara da depend\u00eancia inglesa via Portugal \u00e0 depend\u00eancia direta. O Brasil se estabelece independente formalmente, mas n\u00e3o financeiramente e n\u00e3o havia um acordo das elites pol\u00edticas muito heterog\u00eanea.\n\n<strong>Primeiro reinado<\/strong>\n\n<strong>A constitui\u00e7\u00e3o de 1824:<\/strong>\u00a0Em 1823 foi criada uma Assembleia Constituinte em que a maioria adotava uma postura liberal-moderada, consistente em defender uma monarquia constitucional que garantisse os direitos individuais e limitasse o poder do monarca. Assim, surgiram desaven\u00e7as entre Dom Pedro e a Constituinte, que giravam em torno das atribui\u00e7\u00f5es dos Poderes. A Assembleia acabou sendo destitu\u00edda por Dom Pedro com ajuda dos militares e uma Constitui\u00e7\u00e3o acabou por ser promulgada em 1824.O voto era indireto e censit\u00e1rio, o poder Legislativo era dividido em C\u00e2mara e Senado, com elei\u00e7\u00f5es para as duas casas, sendo a do Senado vital\u00edcia.\n\nO pa\u00eds foi dividido em prov\u00edncias cujos presidentes seriam nomeados pelo Imperador. Foram constitu\u00eddos o Conselho de Estado (conselheiros vital\u00edcios nomeados pelo imperador dentre cidad\u00e3os de mais de 40 anos com rendas alt\u00edssimas e pessoas do saber. Tinha como objetivo ser ouvido nos neg\u00f3cios graves e medidas gerais da republica) e o Poder Moderador (poder dado ao imperador de intervir nas pol\u00edticas mais s\u00e9ries e relevantes interpretando a vontade nacional).\n\n<strong>A Confedera\u00e7\u00e3o do Equador:\u00a0<\/strong>rebeli\u00e3o que tinha como intuito reunir sob forma federativa e republicana as regi\u00f5es de Pernambuco, Para\u00edba, Rio Grande do Norte, Cear\u00e1, Piau\u00ed e Par\u00e1. Diferentemente da Revolu\u00e7\u00e3o de 1817, com lideran\u00e7a de propriet\u00e1rios rurais e comerciantes, a confedera\u00e7\u00e3o tinha car\u00e1ter acentuadamente urbano e popular. De conte\u00fado anti-lusitano, a confedera\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve condi\u00e7\u00f5es de resistir militarmente \u00e0s tropas do governos. Mas essa seria mais uma das revolu\u00e7\u00f5es que tinham se iniciado em 1817 e s\u00f3 se findariam em 1848.\n\nGuerra da Cisplatina- perda do territ\u00f3rio e proclama\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia do Uruguai.\n\nAl\u00e9m disso, as atividades econ\u00f4micas e a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda tornavam o custo de vida urbano mais alto, agravado pelos altos gastos com a incurs\u00e3o na Cisplatina. A moeda circulava com 57% do seu valor nominal o que encareceu as importa\u00e7\u00f5es e aumentaram os atritos entre brasileiros e portugueses.\n\nA elite pol\u00edtica era dividida entre liberais e conservadores e o n\u00famero de liberais aumentava progressivamente.\n\nEspecialmente com a amea\u00e7a existente de Dom Pedro voltar \u00e0 \u00e9poca do Reino Unido \u00e0 Portugal tendo em vista a morte de Dom Jo\u00e3o VI, assumindo assim o trono portugu\u00eas e brasileiro.\n\nO ex\u00e9rcito se afastou do imperador. Em meados de 1830 a situa\u00e7\u00e3o se torna cada vez mais delicada, resultando em diversos protestos e tumultos contra o imperador, que abdica em abril de 1831.\n\nPedro II nesse momento tinha somente 5 anos. Inicia-se assim o per\u00edodo da Reg\u00eancia.\n\n<strong>Reg\u00eancia (1831-1840)<\/strong>\n\nA princ\u00edpio os regentes eram 3, passando a ser apenas 1, a partir de 1934.\n\nDurante o per\u00edodo esteve em jogo a unidade territorial do pa\u00eds e o centro do debate pol\u00edtico foi dominado pelos temas da centraliza\u00e7\u00e3o ou descentraliza\u00e7\u00e3o do poder, do grau de autonomia das prov\u00edncias e da organiza\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas.\n\nMedidas destinadas a dar alguma flexibilidade ao sistema pol\u00edtico e a garantir as liberdades individuais acabaram resultando em violentos choques entre as elites e no predom\u00ednio do interesse de grupos locais.\n\nIsso porque n\u00e3o havia consenso entre as classes e grupos dominantes sobre qual arranjo institucional mais conveniente para seus interesses. Mais ainda, n\u00e3o havia clareza sobre o papel do Estado como organizador dos interesses gerais dominantes.\n\nAt\u00e9 a abdica\u00e7\u00e3o de Dom Pedro I a tend\u00eancia pol\u00edtica vencedora era a dos liberais moderados que mantinham uma propor\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos de Minas, SP e RJ, padres e graduados, muitos deles propriet\u00e1rios de terras e escravos. Na oposi\u00e7\u00e3o ficava de um lados os exaltados (que defendiam a federa\u00e7\u00e3o e as liberdade individuais) e de outros os abolsutistas (que defendiam a volta de Dom Pedro I ao trono).\n\n<strong>Reformas Institucionais:<\/strong>\u00a0suprimir ou diminuir as atribui\u00e7\u00f5es de \u00f3rg\u00e3os da Monarquia e criar uma nova forma de organiza\u00e7\u00e3o militar, reduzindo o papel do Ex\u00e9rcito. O Ato Adicional adicionou \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de 1824 a determina\u00e7\u00e3o de que o Poder Moderador n\u00e3o poderia ser exercido durante a Reg\u00eancia e foi suprimido com ele o Conselho de Estado.\n\nOs presidentes das prov\u00edncias continuavam a ser escolhidos pelo governo central, mas criaram-se Assembleias Provinciais com maiores poderes. Legislou-se sobre a reparti\u00e7\u00e3o de rendas entre o governo central, as prov\u00edncias e os munic\u00edpios, gerando enfraquecimento do poder central. A base do ex\u00e9rcito estava ocupada por gente mal paga, insatisfeita e propensa a aliar-se ao povo em rebeli\u00f5es urbanas, especialmente devido \u00e0 extensa ocupa\u00e7\u00e3o de portugueses dos cargos de oficiais. Foi criada a Guarda Nacional, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s mil\u00edcias.\n\n<strong>Revoltas provinciais:\u00a0<\/strong>respostas \u00e0s dificuldades da vida cotidiana e incertezas da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Com a descentraliza\u00e7\u00e3o realizada na Reg\u00eancia, os regentes acabaram incentivando as disputas de elites regionais pelo controle das prov\u00edncias e o governo perdera sua aura de legitimidade. Al\u00e9m disso, algumas indica\u00e7\u00f5es equivocadas de presidentes para prov\u00edncias completaram a situa\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>NORTE E NORDESTE<\/strong>\n<blockquote><strong>Guerra dos Cabanos (Pernambuco, 1832 e 1835) <\/strong>\u00a0movimento rural de pequenos propriet\u00e1rios, trabalhadores do campo, \u00edndios, escravos e alguns senhores de engenho. Lutaram em nome da religi\u00e3o, pelo retorno do imperador contra os jacobinos. Contaram com o apoio de comerciantes portugueses do Recife e de pol\u00edticos restauracionistas. Foram derrotados.<strong>\nCabanagem (Par\u00e1, 1835-1840) <\/strong>\u00a0regi\u00e3o sem estabilidade e sem classe de propriet\u00e1rios rurais estabelecida. Mundo formado de \u00edndios, mesti\u00e7os, trabalhadores escravos e uma minoria branca de comerciantes portugueses e ingleses e franceses. Um contenda entre grupos da elite local, sobre a nomea\u00e7\u00e3o do presidente da prov\u00edncia abriu caminho para a revolu\u00e7\u00e3o popular. Foi proclamada a independ\u00eancia do Par\u00e1, mas sem proposta alternativa a rebeli\u00e3o foi vencida pelas tropas legalistas.<strong>\nSabinada (Bahia, 1837-1838) <\/strong>\u00a0cen\u00e1rios de v\u00e1rias revoltar urbanas desde a Independ\u00eancia a Sabinada reuniu uma base ampla de apoio, incluindo pessoas da classe m\u00e9dia e do com\u00e9rcio de Salvador em torno de ideias federalistas e republicanas. O movimento buscou um compromisso com a rela\u00e7\u00e3o aos escravos (os escravos nacionais que pegassem em armas seriam libertados). N\u00e3o conseguiram penetrar no Rec\u00f4ncavo onde os senhores de engenho apoiaram o governo. Ap\u00f3s o cerco de Salvador as for\u00e7as governamentais recuperaram a cidade.<strong>\nBalaiada (Maranh\u00e3o, 1838-1840)<\/strong>\u00a0disputas entre grupos da elite local que acabaram gerando uma revolta popular em uma \u00e1rea de pequenos produtores de algod\u00e3o e criadores de gado. Chegaram a ocupar Caxias, segunda cidade da prov\u00edncia. Sua proclama\u00e7\u00f5es n\u00e3o continham temas de natureza econ\u00f4mica ou social mas direcionados \u00e0 religi\u00e3o cat\u00f3lica, \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o, \u00e0 Dom Pedro II e \u00e0 causa da liberdade. Por terem v\u00e1rias tend\u00eancias, tiveram desentendimentos entre si e foram derrotados pelas tropas do governo central.<\/blockquote>\n<strong>SUL<\/strong>\n\nFarroupilha (Rio Grande do Sul, 1836-1845) formadas pelas elites dos estancieiros, criadores de gado das prov\u00edncias.\n\nPor suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo platino e sua produ\u00e7\u00e3o direcionado ao suprimento do mercado interno denotavam a esse grupo caracter\u00edsticas peculiares.\n\nEles achavam que a prov\u00edncia era explorada por um sistema de pesados impostos e portanto reivindicavam autonomia ou at\u00e9 mesmo separa\u00e7\u00e3o.\n\nPelo Ato adicional que determinava que prov\u00edncias que n\u00e3o pudessem arcar com todas as suas despesas a recebiam recursos do governo central provenientes de outros prov\u00edncias o RS mandava seguidamente, fundos para cobrir despesas de SC e outros. A revolta n\u00e3o uniu todos os setores da popula\u00e7\u00e3o, os charqueadores, por exemplo, dependentes de suas rela\u00e7\u00f5es no RJ ficaram ao lado do governos central.\n\nOs protagonistas foram estancieiros da fronteira e algumas figuras da classe m\u00e9dia das cidades. Queriam estabelecer a livre circula\u00e7\u00e3o dos rebanhos entre Uruguai e a prov\u00edncia.\n\nJ\u00e1 tinham pequenos ex\u00e9rcitos organizados e por isso as lutas foram longas entremeadas de combates e concess\u00f5es do governo geral. Para por fim ao conflito, Caxias foi nomeado presidente e comandante de armas da prov\u00edncia, combinando habilmente uma pol\u00edtica de ataque militar e medidas de apaziguamento. A paz foi assinada com diversas condi\u00e7\u00f5es.\n\nEnquanto as rebeli\u00f5es agitavam o pa\u00eds as tend\u00eancias pol\u00edticas no centro dirigente iam-se definindo.\n\n<strong>Dois grandes partidos imperiais surgiam:<\/strong>\u00a0O Conservador (magistrados, burocratas, propriet\u00e1rios rurais, grandes comerciantes) e o Liberal (pequena classe m\u00e9dia urbana, padres, propriet\u00e1rios rurais de \u00e1reas menos tradicionais RJ, SP, MG.\n\nEm 1840 a elei\u00e7\u00e3o do regente \u00fanico do partido conservador indica a corrente de regresso que paira sobre o Brasil pelas possibilidades de centraliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e refor\u00e7o da autoridade, retirando atribui\u00e7\u00f5es das prov\u00edncias, especialmente no que diz respeito \u00e0 nomea\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios p\u00fablicos.\n\n<strong>2\u00ba Reinado (1840-1889)<\/strong>\n\nAp\u00f3s a elei\u00e7\u00e3o de um regente conservador as medidas de regresso prosseguiram. O Conselho de Estado foi reestabelecido e o C\u00f3digo de Processo Criminal modificado.\n\nTodo o aparelho administrativo e judici\u00e1rio voltou \u00e0s m\u00e3os do governo central, com exce\u00e7\u00e3o dos ju\u00edzes de paz, que perderam import\u00e2ncia para a pol\u00edcia. Estes assumiram fun\u00e7\u00f5es do juiz de paz.\n\nO processo de centraliza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e de refor\u00e7o da figura do imperador completou-se com a reforma da Guarda Nacional.\n\nO princ\u00edpio eletivo desapareceu e os oficiais passaram a ser escolhidos pelo presidente da prov\u00edncia ou governo central. A hierarquia fica mais refor\u00e7ada e dividiram-se fun\u00e7\u00f5es entre a Guarda Nacional e Ex\u00e9rcito, a primeira teria como fun\u00e7\u00e3o a manuten\u00e7\u00e3o da ordem e da defesa dos grupos dominantes a segunda deveria arbitrar disputas, garantir fronteiras e manter a estabilidade geral do pa\u00eds.\n\nOs liberais que apressaram a ascens\u00e3o de Dom Pedro II ao trono. Promoveram a antecipa\u00e7\u00e3o da maioridade do Rei, fazendo com que este assumisse o trono aos 14 anos em junho de 1840.\n\nEmbora os liberais se beneficiassem das medidas centralizadoras. Para constituir uma s\u00f3lida base social de apoio os conservadores buscaram o grande com\u00e9rcio e a grande agricultura, representada pelos liberais em sua grande parte.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00e3o Praieira &#8211; 1848<\/strong>\n<blockquote>Publica\u00e7\u00f5es apontando males sociais com a estrutura agr\u00e1ria dos poucos propriet\u00e1rios e a concentra\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio nas m\u00e3os dos estrangeiros. Liberais se queixando da perda de poderes para os conservadores. Houve ataques ao Recife, em lutas de guerrilha que se seguiram at\u00e9 1850. Foi a \u00faltima de uma s\u00e9rie de revoltas e acarretou no estabelecimento das regras do jogo pol\u00edtico pelas elites imperiais.<\/blockquote>\nO acordo das elites tinha como pontos b\u00e1sicos o refor\u00e7o da figura do imperador com a restaura\u00e7\u00e3o do poder moderador e do conselho de estado e um conjunto de normas escritas e n\u00e3o escritas. Assim, come\u00e7a a funcionar um sistema de governo assemelhado ao parlamentarismo, mas que n\u00e3o se confunde com este.\n\nH\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o do Conselho de Ministros que deveria merecer a confian\u00e7a tanto da C\u00e2mara como do Imperador.\n\nQuando a C\u00e2mara n\u00e3o concordava com o Gabinete ela intervinha e havendo interesse por parte do imperador de manter aquele gabinete, por meio do Poder Moderador ele dissolvia a C\u00e2mara. Em 50 anos houve a sucess\u00e3o de 36 gabinetes, mostrando a flexibilidade do sistema em alternar os dois partidos principais no poder.\n\nOs dois partidos, liberal (comerciantes e financistas interesses agr\u00e1rios) e conservador (donos de terras e senhores de escravos \u2013 burocratas).\n\nA pol\u00edtica do per\u00edodo n\u00e3o se fazia para alcan\u00e7ar grandes objetivo ideol\u00f3gicos, mas sim para obter prest\u00edgio e benef\u00edcios para si pr\u00f3prio e sua gente.\n\nAs elei\u00e7\u00f5es eram, portanto marcadas pelas promessas clientelistas. A pol\u00edtica n\u00e3o se reduzia apenas ao interesse pessoal devendo a elite do Imp\u00e9rio lidar com grandes temas da organiza\u00e7\u00e3o do Estado, das liberdades p\u00fablicas, da representa\u00e7\u00e3o, da escravatura.\n\n<strong>Paratido Conservador:<\/strong>\u00a0coaliz\u00e3o entre os propriet\u00e1rios rurais e burocratas do governo juntamente com um setor de grandes comerciantes. Maior for\u00e7a na Bahia e Pernambuco No Partido Liberal estavam principalmente propriet\u00e1rios rurais e profissionais liberais. Maior for\u00e7a em SP, RJ, MG e RS.\n\nDefesa das liberdades e de uma participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica mais ampla \u2013 Partido Liberal.\n\n<strong>1860 &#8211; descentraliza\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0elei\u00e7\u00e3o direta em cidades maiores, senado tempor\u00e1rio; redu\u00e7\u00e3o das atribui\u00e7\u00f5es do Conselho de Estado; garantia das liberdades de consci\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o; com\u00e9rcio e ind\u00fastria; aboli\u00e7\u00e3o gradual da escravatura.\n\n<strong>S\u00e3o Paulo &#8211; 1870:<\/strong>\u00a0transforma\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas haviam gerado uma classe baseada na produ\u00e7\u00e3o cafeeira e essa classe assumiu com toda consequ\u00eancia a defesa da autonomia provincial.\n\nTinham ainda a descren\u00e7a de que reformas descentralizadoras ou de amplia\u00e7\u00e3o da representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica pudessem ocorrer nos quadros da monarquia nascia-se assim o movimento republicano.\n\nO Brasil se manteve unido como um produto da resolu\u00e7\u00e3o de conflitos pela for\u00e7a e pela habilidade e do esfor\u00e7o dos governantes no sentido de construir um Estado centralizado.\n\n<strong>1850<\/strong>\u00a0marcou o in\u00edcio de grandes atividades que marcariam o processo de moderniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Com a proibi\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de escravos, capitais excedentes geraram intensas atividades de neg\u00f3cios, especula\u00e7\u00f5es, bancos, ind\u00fastrias, empresas de navega\u00e7\u00e3o a vapor, etc. No plano pol\u00edtico, liberais e conservadores chegaram a um acordo, contribuindo para as mudan\u00e7as no sentido de uma moderniza\u00e7\u00e3o capitalista.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.historiamais.com\/www.ingodoy.com.br9Andrea Karina Casaretto)\/educaleaks.dominiotemporario.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vinda da Fam\u00edlia Real para o Brasil, Hist\u00f3ria, Resumo, Import\u00e2ncia, D. 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