{"id":25985,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/candomble-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:57:58","modified_gmt":"2026-09-01T17:57:58","slug":"candomble-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/candomble-4\/","title":{"rendered":"Candombl\u00e9"},"content":{"rendered":"\n<strong>Candombl\u00e9 &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nInicialmente referido a certo tipo de dan\u00e7a, o candombl\u00e9 passou a significar tamb\u00e9m a pr\u00f3pria cerim\u00f4nia religiosa dos negros afro-brasileiros, assim como o pr\u00f3prio local em que se realiza.\n\nEnquanto ligado \u00e0s fontes africanas, de cujo meio provieram os escravos, considera-se um espa\u00e7o de resist\u00eancia cultural. Seus praticantes julgam-se deposit\u00e1rios, mantenedores e perpetuadores de uma tradi\u00e7\u00e3o, herdada das v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es africanas, que procuram reproduzir com fidelidade.\n\nTem-se da\u00ed, na\u00e7\u00f5es e rituais sudaneses-jeje (daomeanos), nag\u00f4 (ioruba e compostos), bantos (angola, congo e compostos), al\u00e9m dos candombl\u00e9s de caboclo, nos quais os orix\u00e1s s\u00e3o representados por entidades caboclas ou esp\u00edritos de chefes e guerreiros ind\u00edgenas brasileiros considerados evolu\u00eddos. H\u00e1 tamb\u00e9m a ado\u00e7\u00e3o da Linha das Almas, dominada pelos esp\u00edritos dos negros (pretos velhos) considerados de grande sabedoria (Pai Joaquim, V\u00f3 Catarina, Pai Jo\u00e3o e outros), principalmente no trato com ervas. Essas entidades, encarna\u00e7\u00f5es nos cavalos (fi\u00e9is possu\u00eddos), d\u00e3o orienta\u00e7\u00e3o para a solu\u00e7\u00e3o de problemas do dia-a-dia.\n\nO\u00a0<strong>candombl\u00e9<\/strong>\u00a0envolve uma complexa organiza\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as e rituais. Os cultos, em torno de uma ordem de orix\u00e1s e divindades intermedi\u00e1rias, realizam-se em terreiros, cada um deles formado por v\u00e1rios c\u00f4modos.\n\nNum deles realizam-se dan\u00e7as p\u00fablicas dos fi\u00e9is, possu\u00eddos por suas divindades. Um outro \u00e9 o peji, onde orix\u00e1s est\u00e3o assentados e em que s\u00f3 entram os iniciados ou pessoas em certas condi\u00e7\u00f5es de pureza.\n\n<strong>As cerim\u00f4nias, abertas ao p\u00fablico, realizam-se noite adentro, acompanhadas de instrumentos de percuss\u00e3o:<\/strong>\u00a0atabaque, agog\u00f4, adj\u00e1, caxixi, aj\u00ea, xaque-xaque, tambores de v\u00e1rios tamanhos.\n\nSegundo o orix\u00e1 homenageado, matam-se animais (cabrito, galinha) e algumas das suas partes s\u00e3o preparadas e oferecidas no assentamento do orix\u00e1.\n\n<b>Esta oferenda \u00e9 o pad\u00ea de Exu, entidade considerada mensageira dos orix\u00e1s e que pode impedir influ\u00eancias perturbadoras\u00a0no desenrolar da cerim\u00f4nia:<\/b>\u00a0cantos e m\u00fasicas invocativas das divindades e depois a dan\u00e7a, com roupas apropriadas.\n\nUma das caracter\u00edsticas fundamentais do candombl\u00e9 \u00e9 o longo processo de inicia\u00e7\u00e3o. Inclui a lavagem de contas (o colar lavado pelo chefe do terreiro nas cores do orix\u00e1 do iniciado) e o bori, que significa dar de comer \u00e0 cabe\u00e7a, para fortalecer a pessoa e coloc\u00e1-la em contato mais estreito com o mundo sagrado. Depois de ter a cabe\u00e7a lavada com sangue de animal de duas patas, essa pessoa, com colar lavado e o bori, \u00e9 chamada abi\u00e3. H\u00e1 um primeiro grau de inicia\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s o qual ela se torna ia\u00f4. Depois de cumprir de um a sete anos de obriga\u00e7\u00f5es, passa-se \u00e0 categoria de eboni.\n\nO posto mais alto na hierarquia do candombl\u00e9 \u00e9 ocupado pelo pai-de-santo ou babalorix\u00e1; quando mulher \u00e9 a m\u00e3e-de-santo ou ialorix\u00e1. Em seguida v\u00eam a ii\u00e1 kerere (segunda sacerdotisa), os ogans (sempre homens, os protetores do terreiro), o alab\u00ea (que toca e dirige os atabaques) e, entre outros, a cidad\u00e3, encarregada do pad\u00ea de Exu.\n\n<strong>Candombl\u00e9:<\/strong>\u00a0Religi\u00e3o e culto de origem africana praticado no Brasil, mais intensamente na Bahia, desde a escravid\u00e3o. (Equivale \u00e0 macumba, no Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo; xang\u00f4, catimb\u00f3 e tor\u00e9, no Nordeste; baba\u00e7u\u00ea e batuque, no Par\u00e1; pajelan\u00e7a, no Amazonas; e tambor de mina, no Maranh\u00e3o.\n\n<strong>A ORIGEM DO NOME CANDOMBL\u00c9<\/strong>\n\nO culto da forma como \u00e9 aqui no Brasil praticado e chamado de\u00a0<strong>Candombl\u00e9<\/strong>, n\u00e3o existe na \u00c1frica.\n\nO que existe l\u00e1 \u00e9 o que se chama de culto \u00e0 \u00d2r\u00ecs\u00e1, ou seja, cada regi\u00e3o africana cultua um \u00d2r\u00ecs\u00e1 e s\u00f3 inicia Elegun ou pessoa daquele \u00d2r\u00ecs\u00e1.\n\nPortanto, a palavra\u00a0<strong>Candombl\u00e9<\/strong>\u00a0foi uma forma de denominar as reuni\u00f5es feitas pelos escravos, para cultuar seus deuses, porque tamb\u00e9m era comum chamar de Candombl\u00e9 toda festa ou reuni\u00e3o de negros no Brasil.\n\nPor esse motivo, antigos B\u00e0b\u00e1lor\u00ecs\u00e1s e Y\u00e0lor\u00ecs\u00e1s evitavam chamar o \u201cculto dos \u00d2r\u00ecs\u00e1s\u201d de Candombl\u00e9. Eles n\u00e3o queriam com isso serem confundidos com estas festas. Mas, com o passar do tempo \u00e0 palavra Candombl\u00e9 foi aceita e passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regi\u00f5es africanas.\n\n<strong>A palavra Candombl\u00e9 possui dois significados entre os pesquisadores:<\/strong>\n\nCandombl\u00e9 seria uma modifica\u00e7\u00e3o fon\u00e9tica de Candonb\u00e9, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, viria de Candonbid\u00e9, que quer dizer ato de louvar, pedir por algu\u00e9m ou por alguma coisa.\n\n<strong>NA\u00c7\u00d5ES<\/strong>\n\n<strong>Como forma complementar de culto, a palavra Candombl\u00e9 passou a definir o modelo de cada tribo ou regi\u00e3o africana, conforme a seguir:\u00a0<\/strong>Candombl\u00e9 da Na\u00e7\u00e3o Ketu, Candombl\u00e9 da Na\u00e7\u00e3o Jeje, Candombl\u00e9 da Na\u00e7\u00e3o Angola, Candombl\u00e9 da Na\u00e7\u00e3o Congo, Candombl\u00e9 da Na\u00e7\u00e3o Muxicongo. A palavra Na\u00e7\u00e3o entra a\u00ed n\u00e3o para definir uma na\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, pois Na\u00e7\u00e3o Jeje n\u00e3o existia em termos pol\u00edticos.\n\nO que \u00e9 chamado de Na\u00e7\u00e3o Jeje \u00e9 o Candombl\u00e9 formado pelos povos vindos da regi\u00e3o do Dahom\u00e9 e formado pelos povos Mahin.\n\nOs grupos que falavam a l\u00edngua yorub\u00e1 entre eles os de Oy\u00f3, Abeokuta, Ijes\u00e1, Eb\u00e1 e Benin vieram constituir uma forma de culto denominada de Candombl\u00e9 da Na\u00e7\u00e3o Ketu. Ketu era uma cidade igual \u00e0s demais, mas no Brasil passou a designar o culto de Candombl\u00e9 da Na\u00e7\u00e3o Ketu ou Alaketu. Esses yorub\u00e1s, quando guerrearam com os povos Jejes e perderam a batalha, se tornaram escravos desses povos, sendo posteriormente vendidos ao Brasil. Quando os yorub\u00e1s chegaram naquela regi\u00e3o sofrida e maltratada, foram chamados pelos Fons de \u00c0nag\u00f4, que quer dizer na l\u00edngua Fon piolhentos, sujos entre outras coisas.\n\nA palavra com o tempo se modificou e ficou N\u00e0g\u00f3 e passou a ser aceita pelos povos yorub\u00e1s no Brasil, para definir as suas origens e uma forma de culto. Na verdade, n\u00e3o existe nenhuma na\u00e7\u00e3o pol\u00edtica denominada N\u00e0g\u00f3.\n\nNo Brasil, a palavra N\u00e0g\u00f3 passou a denominar os Candombl\u00e9s tamb\u00e9m de Xamba da regi\u00e3o norte, mais conhecido como Sang\u00f2 do Nordeste.\n\nOs Candombl\u00e9s da Bahia e do Rio de Janeiro passaram a ser chamados de Na\u00e7\u00e3o Ketu com ra\u00edzes yorub\u00e1s. Por\u00e9m, existem varia\u00e7\u00f5es de Na\u00e7\u00f5es, por exemplo, Candombl\u00e9 da Na\u00e7\u00e3o Efan e Candombl\u00e9 da Na\u00e7\u00e3o Ijes\u00e1. Efan \u00e9 uma cidade da regi\u00e3o de Iles\u00e1 pr\u00f3xima a Osob\u00f4 e ao rio \u00d2s\u00fan. Ijes\u00e1 n\u00e3o \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.\n\nIjes\u00e1 \u00e9 o nome dado \u00e0s pessoas que nascem ou vivem na regi\u00e3o de Iles\u00e1, que caracteriza a Na\u00e7\u00e3o Ijes\u00e1 no Brasil \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o que desfruta \u00d2s\u00fan como a rainha dessa na\u00e7\u00e3o.\n\nDa mesma forma como existe uma varia\u00e7\u00e3o no Ketu, h\u00e1 tamb\u00e9m no Jeje, como por exemplo, Jeje Mahin. Mahin era uma tribo que existia pr\u00f3ximo \u00e0 cidade de Ketu.\n\nOs Candombl\u00e9s da Na\u00e7\u00e3o Angola e Congo foram desenvolvidos no Brasil com a chegada desses africanos vindos de Angola e Congo.\n\nA partir de Maria N\u00e9n\u00e9m e depois os Candombl\u00e9s de Mansu Bunduquemqu\u00e9 do falecido Bernardino Bate-folha e Bam Dan Gua\u00edne muitas formas surgiram seguindo tradi\u00e7\u00f5es de cidades como Casanje, Munjolo, Cabinda, Muxicongo e outras. Nesse estudo sobre Na\u00e7\u00f5es de Candombl\u00e9, poderia relatar sobre outras formas de Candombl\u00e9, como por exemplo, N\u00e0g\u00f3-vodun que \u00e9 uma fus\u00e3o de costumes yorub\u00e1s e Jeje, e o Alaketu que n\u00e3o \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, mas sim uma Na\u00e7\u00e3o yorub\u00e1 com a origem na mesma regi\u00e3o de Ketu, cuja sua hist\u00f3ria no Brasil soma-se mais de trezentos e cinq\u00fcenta anos ao tempo dos ancestrais da casa.\n\nA verdade \u00e9 que o culto nigeriano de \u00d2r\u00ecs\u00e1, chamado de Candombl\u00e9 no Brasil, foi organizado por mulheres para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candombl\u00e9, os homens n\u00e3o entravam na roda de dan\u00e7a para os \u00d2r\u00ecs\u00e1s. Mesmo os que se tornavam B\u00e0b\u00e1lor\u00ecs\u00e1s tinham uma conduta diferente quanto \u00e0 roda de dan\u00e7a. Desta forma, a participa\u00e7\u00e3o dos homens era puramente circunstancial. Da\u00ed ter-se que se inserirem no culto v\u00e1rios cargos para homens, como por exemplo, os cargos de Ogans.\n\nA palavra\u00a0<strong>Candombl\u00e9<\/strong>\u00a0no Brasil define o que chamamos de Culto Afro-Brasileiro.\n\n<strong>Candombl\u00e9 &#8211; Tipos<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Candombl\u00e9\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ccandom5.jpg\" alt=\"Candombl\u00e9\" width=\"377\" height=\"212\" \/><strong>\nCandombl\u00e9<\/strong><\/p>\nO termo \u201c<strong>candombl\u00e9<\/strong>\u201d era usado inicialmente para designar apenas certo tipo de dan\u00e7a, mas passou a significar tamb\u00e9m o pr\u00f3prio ritual religioso dos negros africanos.\n\nA principal diferen\u00e7a entre os v\u00e1rios tipos de candombl\u00e9 existentes no Brasil \u00e9 a origem \u00e9tnica.\n\n<strong>Existem, entretanto, quatro caracter\u00edsticas comuns e importantes para caracteriz\u00e1-lo como de origem africana:<\/strong>\u00a0a possess\u00e3o pela divindade, o car\u00e1ter pessoal da divindade, o or\u00e1culo e o despacho de Exu.\n\nH\u00e1 quem fa\u00e7a distin\u00e7\u00e3o entre o candombl\u00e9 e a umbanda enquanto rituais. Ambos s\u00e3o religi\u00f5es afro-brasileiras, mas a umbanda se caracteriza pela mistura do candombl\u00e9 e do espiritismo, estando, dessa forma, voltada para os feiti\u00e7os.\n\n<strong>O termo quimbanda, \u00e9 usado para definir a parte da umbanda que \u00e9 voltada para magia negra, conhecida como:<\/strong>\u00a0macumba.\n\nNo\u00a0<strong>candombl\u00e9<\/strong>\u00a0utilizam-se mais as dan\u00e7as e os trabalhos com for\u00e7as advindas da natureza, como as do mar, do fogo, do ar, dos rios e florestas, representadas pelos orix\u00e1s.\n\nO candombl\u00e9 praticado atualmente se encontra modificado, marcado por forte sincretismo religioso, decorrente das influ\u00eancias culturais dos brancos e ind\u00edgenas.\n\nEssa foi uma alternativa de sobreviv\u00eancia da religi\u00e3o. Entretanto, nos dias de hoje, observa-se a tentativa de retomar as tradi\u00e7\u00f5es africanas, afastando os elementos cat\u00f3licos de seus rituais.\n\nO\u00a0<strong>candombl\u00e9<\/strong>\u00a0distingui-se dos outros cultos por n\u00e3o ser praticado diante do altar, mas dan\u00e7ado de forma primitiva nos terreiros, com cantos envolventes ao som do agog\u00f4 e do atabaque, considerado instrumento sagrado por transmitir a mensagem dos deuses.\n\nAcredita-se que durante o ritual os orix\u00e1s descem do mundo desconhecido e incorporam-se em seus filhos, chamados cavalos, concedendo-lhes poderes de atua\u00e7\u00e3o para o bem e para o mal. Os filhos-de-santo, na maioria do sexo feminino, s\u00e3o os sacerdotes dos orix\u00e1s, assim como os padres s\u00e3o os representantes de Deus na Igreja Cat\u00f3lica. Nem todo, por\u00e9m, s\u00e3o preparados para \u201creceber\u201d os santos.\n\nExistem os que cuidam dos cavalos quando os orix\u00e1s \u201cbaixam\u201d, os que sacrificam os animais, os que tocam os atabaques e os que preparam a comida. Os b\u00fazios, usados como instrumento de adivinha\u00e7\u00e3o, \u00e9 que v\u00e3o dizer qual a fun\u00e7\u00e3o de cada um.\n\nPara cada orix\u00e1 h\u00e1 um canto, dan\u00e7a e indument\u00e1ria especiais. As cerim\u00f4nias acontecem de prefer\u00eancia em locais afastados, \u00e0 noite, e em contato com a terra, que transmite as for\u00e7as da natureza. Sua estrutura, chamada \u201cordem de xir\u00ea\u201d (brincadeira, na l\u00edngua iorub\u00e1). divide a festa em tr\u00eas partes. A primeira acontece \u00e0 tarde, com sacrif\u00edcios e oferendas. A segunda \u00e9 a festa em si, \u00e0 noite, na presen\u00e7a do p\u00fablico, quando os filhos-de-santo \u201cincorporam\u201d os orix\u00e1s. E a terceira fase, o encerramento, com a roda de Oxal\u00e1, o deus criador do homem.\n\nA entrada para essa hierarquia \u00e9 a indica\u00e7\u00e3o do orix\u00e1. \u00c9 o que se chama bolar no santo. A partir da\u00ed, o abi\u00e3 (novi\u00e7o) tem de se submeter aos rituais de inicia\u00e7\u00e3o cerim\u00f4nias do bori, or\u00f4 e sa\u00eddas de ia\u00f4.\n\nUm rec\u00e9m-iniciado passa de um a seis meses vivendo dentro de severas restri\u00e7\u00f5es. \u00c9 o tempo de quel\u00ea o per\u00edodo em que o abi\u00e3 usa um colar de contas justo ao pesco\u00e7o. Enquanto usar o quel\u00ea, ele deve vestir branco, comer com as m\u00e3os e sentar-se s\u00f3 no ch\u00e3o. Est\u00e3o proibidas as rela\u00e7\u00f5es sexuais e os pratos que n\u00e3o sejam os de seu orix\u00e1.\n\n<strong>As obriga\u00e7\u00f5es n\u00e3o terminam por a\u00ed:\u00a0<\/strong>o iniciado ter\u00e1 de cumprir ainda tr\u00eas rituais depois de um ano, tr\u00eas anos e sete anos, com sacrif\u00edcios, toques e oferendas.\n\nS\u00f3 depois ele pode se candidatar a eb\u00f4mi, o degrau seguinte da hierarquia.\n\nAs\u00a0<strong>dan\u00e7as do candombl\u00e9<\/strong>\u00a0s\u00e3o executadas com movimentos ex\u00f3ticos de bra\u00e7os e pernas, conforme cada orix\u00e1, com os olhos fechados ou arregalados, e chegam a causar altera\u00e7\u00f5es fision\u00f4micas em quem as pratica.\n\nAtrav\u00e9s desse ritual, o candombl\u00e9 perpetua-se e sua pr\u00e1tica se espalha por todo o Brasil. Encontra-se tamb\u00e9m associado aos cortejos do ciclo carnavalesco, como afox\u00e9s,e maracatus, enriquecendo e fortalecendo, dessa forma, as festas afro-brasileiras e o folclore nacional.\n\n<strong>TIPO DE CANDOMBL\u00c9S<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157056 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Candom11.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"191\" \/><strong>Candombl\u00e9<\/strong><\/p>\n<strong>H\u00e1 quatro tipos de candombl\u00e9:<\/strong>\n\nO Queto, da Bahia, o Xang\u00f4, de Pernambuco, o Batuque, do Rio Grande do Sul, e o Angola, da Bahia e S\u00e3o Paulo. O Queto chegou com os povos nag\u00f4s, que falam a l\u00edngua iorub\u00e1.\n\nSa\u00eddos das regi\u00f5es que hoje correspondem ao Sud\u00e3o, Nig\u00e9ria e Benin, eles vieram para o Nordeste. Os bantos sa\u00edram das regi\u00f5es de Mo\u00e7ambique, Angola e Congo para Minas Gerais, Goi\u00e1s, Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo. Criaram o culto ao caboclo, representante das entidades da mata.\n\nA mistura com o catolicismo foi uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. Para os colonizadores portugueses, as dan\u00e7as e os ri- tuais africanos eram pura feiti\u00e7aria e deviam ser reprimidos. A sa\u00edda, para os escravos, era rezar para um santo e acender a vela para um orix\u00e1. Foi assim que os santos cat\u00f3licos pegaram carona com os deuses africanos e passaram a ser associados a eles. A partir da d\u00e9cada de 20, o espiritismo tamb\u00e9m entrou nos terreiros, criando a umbanda, com caracter\u00edsticas bem diferentes.\n\nAssim, o candombl\u00e9 j\u00e1 se incorporou \u00e0 alma brasileira.\n\n<strong>Tanto \u00e9 que o pa\u00eds inteiro conhece o grito de felicidade a sauda\u00e7\u00e3o m\u00e1gica que significa, em iorub\u00e1, energia vital e sagrada:<\/strong>\u00a0Ax\u00e9!\n\n<strong>TERREIROS<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>terreiros<\/strong>\u00a0s\u00e3o comunidades de vida em que a vis\u00e3o de mundo africana se mant\u00e9m presente e viva; em que a reconstru\u00e7\u00e3o familiar-cl\u00e2nica continua subsistindo e em que a vida comunit\u00e1ria revela os tra\u00e7os culturais dos africanos.\n\nTodos os membros se encontram unidos na mesma f\u00e9, protegidos pelos orix\u00e1s, submissos a uma autoridade religiosa e espiritual, na qual uma solidariedade econ\u00f4mica-religiosa fundamenta a co-responsabilidade do trabalho.\n\nOs membros est\u00e3o unidos como uma parte num todo por la\u00e7os consangu\u00edneos de inicia\u00e7\u00e3o e por refer\u00eancias a um mundo acompanhado pelos ancestrais.\n\nA autoridade espiritual e moral \u00e9 concentrada nas m\u00e3os dos &#8220;pais?&#8221; ou &#8220;m\u00e3es de santo&#8221;, chamados tamb\u00e9m de &#8220;babalorix\u00e1s&#8221; ou &#8220;ialorix\u00e1s&#8221;. O nome &#8220;m\u00e3e&#8221; e &#8220;pai&#8221; significa que os adeptos aceitam uma segunda educa\u00e7\u00e3o pelas m\u00e3os de pessoas significativas em suas vidas.\n\nCabe aos chefes do terreiro presidir as cerim\u00f4nias religiosas, receber os convidados, raspar a cabe\u00e7a dos iniciados, supervisionar os ritos e apontar os novos iniciados.\n\n<strong>Candombl\u00e9 &#8211; Religi\u00e3o<\/strong>\n\nO enorme crescimento das religi\u00f5es medi\u00fanicas no Brasil, nos \u00faltimos anos, tr\u00e1s \u00e1 reflex\u00e3o uma s\u00e9rie de temas que n\u00e3o podem passar despercebidos. O Candombl\u00e9, em especial, tem atra\u00eddo a aten\u00e7\u00e3o de uma variada gama de estudiosos, para n\u00e3o mencionar o fato de que come\u00e7a a fazer novos adeptos, cada vez mais, nas camadas mais letradas \u2013 onde sempre se localizou o preconceito.\n\n<strong>O Candombl\u00e9, ao lado de outras correntes espirituais, propicia um contato mais aberto com o que a B\u00edblia denomina:<\/strong>\u00a0dem\u00f4nios, esp\u00edritos das trevas. Podemos observar sua influ\u00eancia na cultura brasileira, basta visitarmos os museus da Bahia, ou observarmos os blocos carnavalescos, a cantigas de roda (samba lele t\u00e1 doente, t\u00e1 com a cabe\u00e7a quebrada\u2026) etc.\n\n<strong>Entre duas Correntes<\/strong>\n\nEntende-se como cultos afro-brasileiros duas correntes principais, o\u00a0<strong>Candombl\u00e9<\/strong>\u00a0e a\u00a0<strong>Umbanda<\/strong>. Um \u00e9 a religi\u00e3o africana trazida pelos negros escravos para o Brasil e aqui cultuada em seu habitat natural (onde n\u00e3o era apenas um, mas uma s\u00e9rie de diferentes manifesta\u00e7\u00f5es especificas de cada regi\u00e3o), diferen\u00e7as essas acentuadas pela v\u00e1rias regi\u00f5es do seu pa\u00eds de origem. Outra \u00e9 uma religi\u00e3o nova, desenvolvida no Brasil como a s\u00edntese de um processo de sincretismo das mais diferentes fontes, que v\u00e3o do catolicismo, passando pela macumba, pelo Kardecismo, e at\u00e9 p\u00f4r cultos tipicamente ind\u00edgenas. Assim, dentro das duas diferentes correntes b\u00e1sicas, uma s\u00e9rie de subcorrentes se manifesta, dando origem a significados \u00e0s vezes amplamente diversos para o mesmo culto (no final das contas tudo \u00e9 espiritismo, e provem da mesma fonte: o diabo).\n\n<strong>As Origens do Candombl\u00e9<\/strong>\n\nCom a coloniza\u00e7\u00e3o do Brasil faltaram bra\u00e7os para a lavoura. Com isso, os propriet\u00e1rios da terra tentaram subjugar o \u00edndio pensando em empreg\u00e1-lo no trabalho agr\u00edcola. Entretanto, o \u00edndio n\u00e3o se deixou subjugar, o que levou os colonizadores a voltarem-se para a \u00c1frica em busca de m\u00e3o-de-obra para a lavoura. Come\u00e7a assim um per\u00edodo vergonhoso da Hist\u00f3ria do Brasil, como descreve o poeta Castro Alves em suas poesias Navio Negreiro e Vozes D`\u00c1frica\n\nAcredita-se ? que os primeiros escravos africanos chegaram ao primeiro mundo j\u00e1 1502. Provavelmente, os primeiros carregamentos de escravos chegaram em Cuba em 1512 e no Brasil em 1538 e isso continuou at\u00e9 que o Brasil aboliu o tr\u00e1fico de escravos em 1850 e na Espanha finalmente encerrou o tr\u00e1fico de escravos para Cuba em 1866.\n\nA maioria do tr\u00eas milh\u00f5es de escravos vendido \u00e0 Am\u00e9rica Espanhola e o cinco milh\u00f5es vendidos ao Brasil num per\u00edodo de aproximadamente tr\u00eas s\u00e9culos, vieram da costa ocidental da \u00c1frica.\n\nEra muito cruel o tratamento imposto aos escravos desde o momento da partida da \u00c1frica e durante a viagem nos navios chamados ?tumbeiros?, que podia se estender a cerca de dois meses.\n\nOs maus tratos continuariam depois, para a maioria deles at\u00e9 a morte.\n\n<strong>Edson Carneiro informa que o tr\u00e1fico trouxe escravos de tr\u00eas regi\u00f5es:<\/strong>\u00a0da Guin\u00e9 Portuguesa, do Golfo da Guin\u00e9 (Costa da Mina) e de Angola, chegando at\u00e9 Mo\u00e7ambique.\n\n<strong>Os africanos chegaram divididos em dois grupos principais:<\/strong>\u00a0sudaneses (os de Guin\u00e9 e da Costa da Mina) e os bantos (Angola e Mo\u00e7ambique). Os da Costa da Mina desembarcavam na Bahia, enquanto que os demais eram levados para S\u00e3o Lu\u00eds do Maranh\u00e3o, Bahia, Recife e Rio de Janeiro, de onde se espalhavam para outras regi\u00f5es do Brasil, como litoral do Par\u00e1, Alagoas, Minas Gerais e S\u00e3o Paulo.\n\nA presen\u00e7a do orix\u00e1 \u00e9 necess\u00e1ria tanto na Umbanda como no Candombl\u00e9. \u00c9 de origem africana que foram trazidos pelos negros escravizados. Seu culto \u00e9 a ess\u00eancia do Candombl\u00e9, e foi mantido vivo no Brasil.\n\nO continente africano, na \u00e9poca das grandes levas de escravos, era ainda mais fragmentado politicamente do que hoje. O conceito de na\u00e7\u00e3o ou Estado, em seu significado mais restrito, n\u00e3o encontra correspondente na realidade geopolitica africana desse per\u00edodo.\n\nDiversas na\u00e7\u00f5es de tribos fragmentavam qualquer ideia de unidade cultural, ainda que, cercada pela selva, muitas dessas comunidades nunca entraram em contato nem tiveram not\u00edcia da exist\u00eancia de outras. Isto resulta numa grande diferen\u00e7a de culto de regi\u00e3o para regi\u00e3o, onde os nomes de um mesmo orix\u00e1 s\u00e3o absolutamente diferentes.\n\nNo Brasil, por\u00e9m, pode-se notar um culto predominante do ritual e das concep\u00e7\u00f5es iorub\u00e1 \u2013 um povo sudan\u00eas da regi\u00e3o correspondente \u00e0 atual Nig\u00e9ria, que dominou e influenciou politicamente e culturalmente um grande n\u00famero de tribos. Esse culto se estendeu p\u00f4r toda a Am\u00e9rica, com exce\u00e7\u00e3o (se bem que h\u00e1 not\u00edcias do estabelecimento cada vez maior destes cultos) da Am\u00e9rica do Norte, com maior destaque para Cuba e Brasil.\n\n<strong>Os Orix\u00e1s e Outras Entidades no Candombl\u00e9<\/strong>\n\n<strong>Quem s\u00e3o os Orix\u00e1s<\/strong>\n\nDe acordo com o Dicion\u00e1rio de Cultos Afro-Brasileiros de Olga Cacciatore, os orix\u00e1s s\u00e3o divindades intermedi\u00e1rias entre Olorum (o deus supremo) e os homens. Na \u00c1frica eram cerca de 600 \u2013 para o Brasil vieram talvez uns 50, que est\u00e3o reduzidos a 16 no Candombl\u00e9, dos quais s\u00f3 8 passaram para \u00e0 Umbanda.\n\nMuitos deles s\u00e3o antigos reis, rainhas ou her\u00f3is divinizados, os quais representam as vibra\u00e7\u00f5es das for\u00e7as elementares da Natureza \u2013 raios, trov\u00f5es, tempestades, \u00e1gua; atividades econ\u00f4micas, como ca\u00e7a e agricultura; e ainda os grandes ceifadores de vidas, as doen\u00e7as epid\u00eamicas, como a var\u00edola, etc.\n\n<strong>Origem Mitol\u00f3gica dos Orix\u00e1s<\/strong>\n\nQuanto \u00e0\u00a0<strong>origem dos orix\u00e1s<\/strong>, uma das lendas mais populares diz que Obatal\u00e1 (o c\u00e9u) uniu-se a Odudua (a terra), e desta uni\u00e3o nasceram Aganju (a rocha) e Iemanj\u00e1 (as \u00e1guas).\n\nIemanj\u00e1 casou-se com seu irm\u00e3o Aganju, de quem teve um filho, chamado Orung\u00e3. Orung\u00e3 apaixonou-se loucamente pela m\u00e3e, procurando sempre uma oportunidade para possu\u00ed-la, at\u00e9 que um dia, aproveitando-se da aus\u00eancia do pai, violentou-a. Iemanj\u00e1 p\u00f4s-se a fugir, perseguida p\u00f4r Orung\u00e3. Na fuga Iemanj\u00e1 caiu de costas, e ao pedir socorro a Obatal\u00e1, seu corpo come\u00e7ou a dilatar-se grandemente, at\u00e9 que de seus seis come\u00e7aram a jorrar dois rios que formaram um lago, e quando o seu ventre se rompeu, sa\u00edram a maioria dos orix\u00e1s. P\u00f4r isto Iemanj\u00e1 \u00e9 chamada a m\u00e3e dos orix\u00e1s.\n\n<strong>Os Orix\u00e1s e o Sincretismo<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>sincretismo religioso<\/strong>\u00a0\u00e9 tamb\u00e9m um aspecto significante dos cultos afros. Sincretismo \u00e9 a uni\u00e3o dos opostos, um tipo de mistura de cren\u00e7as e id\u00e9ias divergente.\n\nOs escravos n\u00e3o abriram m\u00e3o de seus cultos e suas divindades. Devido a um doutrinamento imposto pelo catolicismo romano, os africanos come\u00e7aram a buscar na igreja, santos correspondentes aos seu orix\u00e1s.\n\n<strong>Muitos dos orix\u00e1s nos cultos afros encontrar\u00e1 no Catolicismo um santo correspondente \u2013 p\u00f4r exemplo:<\/strong>\n<blockquote><strong>Exu \u2013\u00a0<\/strong>diabo<strong>\nIemanj\u00e1 \u2013\u00a0<\/strong>Nossa Senhora<strong>\nOgum \u2013\u00a0<\/strong>S\u00e3o Jorge<strong>\nIans\u00e3 \u2013<\/strong>\u00a0Santa B\u00e1rbara<strong>\nIemanj\u00e1 \u2013\u00a0<\/strong>Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o<strong>\nOx\u00f3ssi \u2013<\/strong>\u00a0S\u00e3o Sebasti\u00e3o<strong>\nOxal\u00e1 \u2013\u00a0<\/strong>Jesus Cristo \u2013 Senhor do Bonfim<strong>\nOmul\u00fa \u2013<\/strong>\u00a0S\u00e3o L\u00e1zaro<strong>\nOssain \u2013<\/strong>\u00a0S\u00e3o Benedito<strong>\nOxumar\u00e9 \u2013<\/strong>\u00a0S\u00e3o Bartolomeu<strong>\nXango \u2013<\/strong>\u00a0S\u00e3o Jer\u00f4nimo<\/blockquote>\n<strong>As Outras Entidades<\/strong>\n\n<strong>Tamb\u00e9m presentes nos cultos afros-brasileiros est\u00e3o esp\u00edritos que representam diversos tipos de humanos falecidos, tais como:<\/strong>\u00a0caboclos (\u00edndios ), pretos-velhos (escravos), crian\u00e7as, marinheiros, boiadeiros, ciganos, etc.\n\n<strong>Origem no Candombl\u00e9<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Candombl\u00e9<\/strong>\u00a0\u00e9 uma religi\u00e3o com vasta cultura e rica em preceitos.\n\nA\u00a0<strong>origem do Candombl\u00e9<\/strong>\u00a0se deu na cidade de Ife na \u00e1frica o Candombl\u00e9 \u00e9 uma religi\u00e3o que teve origem na cidade de If\u00e8, na \u00c1frica, e foi trazida para o Brasil pelos negros Iorubas.\n\nSeus deuses s\u00e3o bem escolhidos pelos Orix\u00e0s para cuidar deles e ajud\u00e1-los. Embora sejam consideradas autoridades dentro da ro\u00e7a, n\u00e3o podem ser M\u00e3es de Santo, visto que sua fun\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi determinada e n\u00e3o h\u00e1 como mudar. A seguir v\u00eam os Og\u00e3s, que tocam os atabaques e ajudam o Pai de Santo nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto \u00e9, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que est\u00e1 encarregada de pintar os Ya\u00f4s (iniciantes que est\u00e3o recolhidos para fazer o Orix\u00e1); e finalmente os filhos de Santos, que s\u00e3o as pessoas que \u201crasparam o Santo\u201d, ou melhor, ra\u00e7oaram a cabe\u00e7a para um Santo a pedido deste.\n\n\u00c0s vezes o Santo, ou Orix\u00e0, incorpora em determinadas pessoas, mas n\u00e3o h\u00e1 necessidade que haja esta \u201cincorpora\u00e7\u00e3o? para que uma pessoa raspe o Santo.\n\nSe a pessoa deve ou n\u00e3o raspar o Santo s\u00f3 pode se sabido com certeza atrav\u00e9s do jogo de b\u00fazios do Pai ou M\u00e3e de Santo que, diga-se de passagem, s\u00e3o os \u00fanicos que podem jogar b\u00fazios.\n\nO\u00a0<strong>candombl\u00e9\u00a0<\/strong>\u00e9 uma religi\u00e3o com uma vasta cultura e rica em preceitos. S\u00e3o pouqu\u00edssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo.\n\n\u00c9 necess\u00e1ria dedica\u00e7\u00e3o e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da seita. Seus preceitos s\u00e3o todos os fundamentos e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benef\u00edcios.\n\nExiste muita energia positiva no candombl\u00e9, e o seu culto pode trazer paz e felicidade.\n\nOs Orix\u00e1s, dos quais somente 16 s\u00e3o cultuados no nosso pa\u00eds. Ess\u00fa, \u00d2g\u00fan, Osossi, Osanyin, Obal\u00faay\u00e9, \u00d2s\u00f9m\u00e0r\u00e9, N\u00e0n\u00e1 Buruku, S\u00e0ng\u00f3, Oya, Ob\u00e1, Ewa, Osun, Yemanj\u00e1, LogunEde, Os\u00e1guian e Os\u00e0lufan.\n\nO Pai ou a M\u00e3e de Santo \u00e9 a autoridade m\u00e1xima dentro do Candombl\u00e9. Eles s\u00e3o escolhidos pelos pr\u00f3prios Orix\u00e1s para que os cultuem na terra. Os Orix\u00e1s os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas \u00e0 religi\u00e3o, at\u00e9 que assumem o cargo para o qual est\u00e3o destinadas.\n\nUma pessoa n\u00e3o pode optar se quer ou n\u00e3o ser um Pai ou M\u00e3e de Santo se n\u00e3o acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto.\n\nS\u00e3o pessoas que de alguma forma s\u00e3o iluminadas pelos Orix\u00e0s para que cumpram seu destino.\n\nOs Pais de Santo, normalmente, s\u00e3o donos de uma ro\u00e7a, ou seja, um lugar onde est\u00e3o plantados todos os ax\u00e9s e no qual os Orix\u00e0s s\u00e3o cultuados. Dentro da ro\u00e7a existe o barrac\u00e3o (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barrac\u00f5es), que \u00e9 o lugar em que s\u00e3o feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.\n\nHierarquicamente, existe, ainda, na ro\u00e7a um pai pequeno ou m\u00e3e pequena, que \u00e9 o bra\u00e7o direito do Pai de Santo e \u00e9 normalmente um filho ou filha da casa.\n\nDepois vem as Ekedes, s\u00e3o mulheres bem escolhidas pelos Orix\u00e0s para cuidar deles e ajud\u00e1-los. Embora sejam consideradas autoridades dentro da ro\u00e7a, n\u00e3o podem ser M\u00e3es de Santo, visto que sua fun\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi determinada e n\u00e3o h\u00e1 como mudar.\n\nA seguir vem os Og\u00e2s, que tocam os atabaques e ajudam o Pai de Santo nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto \u00e9, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que est\u00e1 encarregada de pintar os Ya\u00f4s (iniciantes que est\u00e3o recolhidos para fazer o Orix\u00e1); e finalmente os filhos de Santos, que s\u00e3o as pessoas que \u201crasparam o Santo\u201d, ou melhor, ra\u00e7oaram a cabe\u00e7a para um Santo a pedido deste. \u00c0s vezes o Santo, ou Orix\u00e1, incorpora em determinadas pessoas, mas n\u00e3o h\u00e1 necessidade que haja esta \u201cincorpora\u00e7\u00e3o\u201d para que uma pessoa raspe o Santo.\n\nSe a pessoa deve ou n\u00e3o raspar o Santo s\u00f3 pode se sabido com certeza atrav\u00e9s do jogo de b\u00fazios do Pai ou M\u00e3e de Santo que, diga-se de passagem, s\u00e3o os \u00fanicos que podem jogar b\u00fazios.\n\nO\u00a0<strong>candombl\u00e9<\/strong>\u00a0\u00e9 uma religi\u00e3o com uma vasta cultura e rica em preceitos. S\u00e3o pouqu\u00edssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo.\n\n\u00c9 necess\u00e1ria muita dedica\u00e7\u00e3o e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da seita. Seus preceitos s\u00e3o todos os fundamentos e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benef\u00edcios.\n\nExiste muita energia positiva no candombl\u00e9, e o seu culto pode trazer paz e felicidade.\n\n<strong>ORIGEM DO CANDOMBL\u00c9: IF\u00c9<\/strong>\n\nA antiga cidade de If\u00e9, ao sudom este da atual Nig\u00e9ria, deslumbrava desde o come\u00e7o do s\u00e9culo como a capital religiosa e art\u00edstica do territ\u00f3rio que cobria uma parte central da atual Rep\u00fablica do Daom\u00e9.\n\n\u00c9 a fonte m\u00edstica do poder e da legitimidade, o ber\u00e7o da consagra\u00e7\u00e3o espiritual, e para onde voltaram os restos mortais e as ins\u00edgnias de todos os reis iorub\u00e1s. A civiliza\u00e7\u00e3o de If\u00e9, ainda hoje, \u00e9 pouco conhecida e apresenta uma cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica variada do realismo, enquanto que a maioria da arte africana \u00e9 abstrata. O material empregado na arte de If\u00e9 espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os pr\u00f3prios africanistas. Ao lado das esculturas em pedra e terracota (argila modelada e cozida ao fogo) tradicionais na \u00c1frica, est\u00e3o as esculturas em bronze e artefatos em p\u00e9rola.\n\nUma das artes mais conhecidas \u00e9 a de Lajuwa, que segundo o povo de If\u00e9 permaceu no pal\u00e1cio real, mostrando os vest\u00edgios em terracota, antes de ter sido redescoberta.\n\nLajuwa foi o camareiro de Oni (soberano do reino de If\u00e9 ou Aquele que possui). A atribui\u00e7\u00e3o dessa terracota a Lajuwa n\u00e3o \u00e9 estabelecida de maneira segura, entretanto a escultura foi preservada e conservou uma superf\u00edcie lisa, ainda que o nariz tenha sido quebrado.\n\n<strong>A maior parte das descobertas das obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS:<\/strong>\u00a0vastas extens\u00f5es de terras situadas no cora\u00e7\u00e3o da savana.\n\n<strong>Cada uma destas descobertas \u00e9 consagrada a esta ou aquela divindade, entre elas:<\/strong>\n<blockquote><strong>BOSQUETE SAGRADO DE OLOKUM:<\/strong>\u00a0cobre uma superf\u00edcie de 250 ha, ao norte da sa\u00edda da cidade de If\u00e9. \u00c9 dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza<strong>\nBOSQUETE SAGRADO D\u2019IWINRIN:<\/strong>\u00a0encerra numeroso tesouro art\u00edstico, testemunhado, na maior parte, uma arte extremamente.<\/blockquote>\n\u201cO material empregado na arte de If\u00e9 espanta e abisma qualquer historiador, incluindo os pr\u00f3prios africanistas\u201d.\n\n<strong>Hist\u00f3ria do Candombl\u00e9<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>candombl\u00e9<\/strong>\u00a0\u00e9 uma religi\u00e3o que teve origem na cidade de If\u00e9, na \u00c1frica, e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubas.\n\n<strong>Seus deuses s\u00e3o os Orix\u00e1s, dos quais somente 16 s\u00e3o cultuados no nosso pa\u00eds:<\/strong>\u00a0Ess\u00fa, \u00d2gun, Ososs\u00ec, Osanyin, Obal\u00faaye, \u00d2s\u00fam\u00e0r\u00e9, N\u00e0n\u00e1 Buruku, S\u00e0ng\u00f3, Oya, Oba, Ewa, Osun, Yemanj\u00e1, Logun Ede, Os\u00e1guian e Os\u00e0lufan.\n\nO pai ou a m\u00e3e de santo \u00e9 a autoridade m\u00e1xima dentro do candombl\u00e9. Eles s\u00e3o escolhidos pelos pr\u00f3prios Orix\u00e1s para que os cultuem na terra. Os orix\u00e1s os induzem a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente levadas \u00e0 religi\u00e3o, at\u00e9 que assumam o cargo para o qual est\u00e3o destinadas.\n\nUma pessoa n\u00e3o pode optar se quer ou n\u00e3o ser um Pai ou M\u00e3e de Santo se n\u00e3o acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto.\n\nS\u00e3o pessoas que de alguma forma s\u00e3o iluminadas pelos Orix\u00e1s para que cumpram seu destino.\n\nOs Pais de Santo, normalmente, s\u00e3o donos de uma ro\u00e7a, ou seja, um lugar onde est\u00e3o plantados todos os ax\u00e9s e no qual os Orix\u00e1s s\u00e3o cultuados. Dentro da ro\u00e7a existe o barrac\u00e3o (assim denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barrac\u00f5es), que \u00e9 o lugar em que s\u00e3o feitos os grandes assentamentos (oferendas) para os deuses.\n\nHierarquicamente, existe, ainda, na ro\u00e7a um pai pequeno ou m\u00e3e pequena, que \u00e9 o bra\u00e7o direito do Pai de Santo e \u00e9 normalmente um filho ou filha da casa.\n\nDepois vem as Ekedes, s\u00e3o mulheres tamb\u00e9m escolhidas pelos Orix\u00e1s para cuidar deles e ajud\u00e1-los. Embora seja considerada autoridade dentro da ro\u00e7a, n\u00e3o podem ser Yalorix\u00e1s, visto que sua fun\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi determinada e n\u00e3o h\u00e1 como mudar. A seguir vem os Ogans, que tocam o atabaques e ajudam o Babalorix\u00e1 nos fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto \u00e9, de todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que est\u00e1 encarregada de pintas os Ya\u00f4s (iniciantes que est\u00e3o recolhidos para fazerem o Orix\u00e1); e finalmente os filhos de Santos, que s\u00e3o as pessoas que rasparam o Santo, ou melhor, rasparam a cabe\u00e7a para um Santo a pedido deste.\n\n\u00c0s vezes o Santo, ou Orix\u00e1, incorpora em determinadas pessoas, mas n\u00e3o necessidade que haja esta ?incorpora\u00e7\u00e3o? para que uma pessoa raspe o Santo.\n\nSe a pessoa deve ou n\u00e3o raspar o Santo s\u00f3 pode ser sabido com certeza atrav\u00e9s do jogo de b\u00fazios do Pai ou M\u00e3e de Santo que, diga-se de passagem, s\u00e3o os \u00fanicos que podem jogar b\u00fazios.\n\nO\u00a0<strong>candombl\u00e9<\/strong>\u00a0\u00e9 uma religi\u00e3o com uma vasta cultura e rica em preceitos.\n\nS\u00e3o pouqu\u00edssimas as pessoas que realmente a conhecem a fundo. \u00c9 necess\u00e1ria muita dedica\u00e7\u00e3o e anos de estudo para se chegar a um conhecimento profundo da religi\u00e3o.\n\nSeus preceitos s\u00e3o todos fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar seus benef\u00edcios. Existe muita energia positiva no candombl\u00e9, e o seu culto pode trazer muita paz e felicidade.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.terrabrasileira.net\/www.cacp.org.br\/www.rosanevolpatto.trd.br\/afroode.spaces.live.com\/dofonodelogum.sites.uol.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Candombl\u00e9, Brasil, Tipo, Religi\u00e3o, Hist\u00f3ria, Culto, Orix\u00e1s, Terreiros, Correntes, Entidades, Ritual, \u00c1frica, Origem, O que \u00e9 , Candombl\u00e9<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10012,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-25985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Candombl\u00e9 - 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