{"id":25947,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/imigracao-no-brasil-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:57:38","modified_gmt":"2026-09-01T17:57:38","slug":"imigracao-no-brasil-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/imigracao-no-brasil-4\/","title":{"rendered":"Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<strong>Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nAs maiores ondas\u00a0<strong>imigrat\u00f3rias para o Brasil<\/strong>\u00a0foram patrocinadas pelo governo a partir da segunda metade do s\u00e9culo XIX.\n\nO objetivo era trazer trabalhadores aptos a substituir os escravos na agricultura e a executar tarefas necess\u00e1rias \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento econ\u00f4mico. O movimento cresce a partir das d\u00e9cadas de 1870 e 1880 e se estende at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX. A onda imigrat\u00f3ria iniciada no s\u00e9culo XIX traz para o pa\u00eds cerca de 4 milh\u00f5es de trabalhadores.\n\nA maioria vem da Europa, mas tamb\u00e9m \u00e9 significativa a vinda de japoneses. Os europeus trazem para o pa\u00eds as ideias anarquistas e socialistas, que s\u00e3o importantes para a organiza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do movimento oper\u00e1rio brasileiro.\n\n<strong>Primeiras imigra\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nAs primeiras experi\u00eancias na substitui\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho escrava por imigrantes europeus come\u00e7am a partir de 1819 com a instala\u00e7\u00e3o de colonos su\u00ed\u00e7os na regi\u00e3o de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.\n\nO movimento imigrat\u00f3rio se intensifica na segunda metade do s\u00e9culo XIX com a expans\u00e3o cafeeira na Regi\u00e3o Sudeste do pa\u00eds e a escassez de escravos provocada pela aboli\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico em 1850.\n\nDepois que grandes fazendeiros de caf\u00e9 contratam estrangeiros para trabalhar em suas terras, os governos provinciais da regi\u00e3o seguem o exemplo da iniciativa privada e desenvolvem programas de incentivo \u00e0 vinda de trabalhadores de outros pa\u00edses, levando o Imp\u00e9rio a formular uma pol\u00edtica oficial de imigra\u00e7\u00e3o.\n\nRepresentantes do imperador brasileiro atuam em companhias internacionais de coloniza\u00e7\u00e3o sediadas em diversas cidades europeias.\n\nCom isso se estabelece um fluxo regular de chegada de estrangeiros aos estados do Rio de Janeiro, de S\u00e3o Paulo e de Minas Gerais, tradicionais zonas cafeeiras, e tamb\u00e9m ao do Esp\u00edrito Santo, onde s\u00e3o instaladas \u00e1reas pioneiras de cultivo de caf\u00e9. Al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o em obter m\u00e3o-de-obra para a agricultura, h\u00e1 tamb\u00e9m o interesse de atrair a popula\u00e7\u00e3o branca para o pa\u00eds a fim de reduzir proporcionalmente o n\u00famero de negros e mesti\u00e7os no Brasil.\n\n<strong>Coloniza\u00e7\u00e3o no Sul<\/strong>\n\nO governo incentiva ainda a imigra\u00e7\u00e3o estrangeira para as prov\u00edncias do sul do pa\u00eds, que se tornam estrat\u00e9gicas depois da Guerra do Paraguai. No caso, o objetivo \u00e9 menos o de substituir a m\u00e3o-de-obra escrava do que o de povoar \u00e1reas de densidade demogr\u00e1fica muito baixa. At\u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica (1889), mais de 1,5 milh\u00e3o de imigrantes portugueses, espanh\u00f3is, italianos, alem\u00e3es e eslavos, entre outros, chegam ao Brasil. A maioria vai para as planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9 do Sudeste, mas muitos se dirigem \u00e0s col\u00f4nias do Paran\u00e1, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.\n\n<strong>Japoneses<\/strong>\n\nCom a Rep\u00fablica mant\u00e9m-se o incentivo \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o estrangeira, agora com forte participa\u00e7\u00e3o dos asi\u00e1ticos, sobretudo dos japoneses. Durante a II Guerra Mundial, a imigra\u00e7\u00e3o europeia diminui e a entrada de japoneses \u00e9 suspensa. Restabelecida a imigra\u00e7\u00e3o no per\u00edodo do p\u00f3s-guerra, prossegue at\u00e9 a d\u00e9cada de 60, quando \u00e9 praticamente encerrada.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimigra11.jpg\" alt=\"Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil\" width=\"369\" height=\"257\" \/><strong>\nImigra\u00e7\u00e3o no Brasil<\/strong><\/p>\nAs primeiras experi\u00eancias com o trabalho livre nas fazendas de caf\u00e9 come\u00e7am em 1847 por iniciativa do senador Nicolau de Campos Vergueiro, pol\u00edtico e latifundi\u00e1rio paulista.\n\nVergueiro traz para sua fazenda de Ibicaba, no munic\u00edpio de Limeira (SP), 177 fam\u00edlias de colonos su\u00ed\u00e7os e alem\u00e3es para trabalhar em regime de parceria, ao lado dos escravos.\n\nOs imigrantes comprometem-se a cuidar de uma certa quantidade de p\u00e9s de caf\u00e9 em troca de uma porcentagem do que \u00e9 obtido na venda dos gr\u00e3os. Podem plantar pequenas ro\u00e7as de subsist\u00eancia, partilhando a produ\u00e7\u00e3o com o propriet\u00e1rio das terras.\n\n<strong>A experi\u00eancia n\u00e3o d\u00e1 certo:\u00a0<\/strong>os colonos acusam Vergueiro de roub\u00e1-los no peso do caf\u00e9 e na divis\u00e3o das ro\u00e7as. O mesmo ocorre em praticamente todas as fazendas paulistas que adotam a parceria.\n\nO sistema \u00e9 abandonado no final de 1850.\n\n<strong>Imigra\u00e7\u00e3o subvencionada<\/strong>\n\nEm 1871 o governo brasileiro cria a lei que permite a emiss\u00e3o de ap\u00f3lices de at\u00e9 600 contos de r\u00e9is para auxiliar no pagamento das passagens e no adiantamento de 20 mil-r\u00e9is a cada fam\u00edlia imigrante. No mesmo ano, \u00e9 formada a Associa\u00e7\u00e3o Auxiliadora de Coloniza\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, que re\u00fane grandes fazendeiros e capitalistas e tem o apoio do governo provincial. Entre 1875 e 1885, a Prov\u00edncia de S\u00e3o Paulo recebe 42 mil estrangeiros.\n\nEm 1886, \u00e9 criada a Sociedade Protetora da Imigra\u00e7\u00e3o, em S\u00e3o Paulo. Garante aos estrangeiros transporte, alojamento, emprego e repatriamento em caso de inadapta\u00e7\u00e3o. Em 1887, a Sociedade traz 32 mil trabalhadores estrangeiros para o Brasil. Entre 1888 e 1900 entram mais de 800 mil imigrantes.\n\n<strong>Os imigrantes<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimigra12.jpg\" alt=\"Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil\" width=\"305\" height=\"212\" \/>\nImigrantes<\/strong><\/p>\nPortugueses, espanh\u00f3is, italianos, alem\u00e3es, austr\u00edacos, entre outros povos, s\u00e3o atra\u00eddos pelas propagandas divulgadas em seus pa\u00edses, que acenam com uma vida melhor para quem quiser se aventurar nos tr\u00f3picos.\n\n\u00c9 da It\u00e1lia, por\u00e9m, que vem a maioria dos imigrantes. Fogem da falta de empregos e da fome generalizada. A maioria dos imigrantes vem para as lavouras de caf\u00e9 de S\u00e3o Paulo.\n\nUm n\u00famero expressivo dirige-se ao Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde se desenvolve uma coloniza\u00e7\u00e3o baseada na pequena propriedade agr\u00edcola. Muitos ficam nos n\u00facleos urbanos, como oper\u00e1rios ou artes\u00e3os aut\u00f4nomos. O recenseamento de 1900 registra 1,2 milh\u00e3o de estrangeiros no Brasil, ou cerca de 7% da popula\u00e7\u00e3o. Destes, cerca de 500 mil est\u00e3o em S\u00e3o Paulo, 200 mil no Rio de Janeiro, mais de 140 mil no Rio Grande do Sul.\n\n<strong>A Imigra\u00e7\u00e3o e sua Heran\u00e7a Cultural<\/strong>\n\nDurante o per\u00edodo colonial o Brasil recebeu alguns milh\u00f5es de portugueses vindos como colonizadores para ocupar o territ\u00f3rio brasileiro.\n\nApesar dos esfor\u00e7os de Portugal pata povoar o Brasil, a ocupa\u00e7\u00e3o efetiva do espa\u00e7o brasileiro limitou-se ao litoral e algumas \u00e1reas do interior, como Minas Gerais dos Vales fluviais dos rios S\u00e3o Francisco (BA) e Jacu\u00ed (RS).\n\nNo governo de Dom Jo\u00e3o VI (1808-1821) surgiu a iniciativa de trazer imigrantes europeus para ocupar as \u00e1reas pr\u00f3ximas ao Rio de Janeiro, com a finalidade de criar col\u00f4nias agr\u00edcolas fornecedoras de alimentos para abastecer a popula\u00e7\u00e3o da cidade.\n\nAs primeiras levas de imigrantes chegaram em 1819, formada por su\u00ed\u00e7os, localizados na regi\u00e3o serrana do Rio de Janeiro, fundaram Nova Friburgo.\n\n<b>Ap\u00f3s a Independ\u00eancia (1822) a ideia\u00a0de trazer imigrantes europeus foi retomada com os seguintes objetivos:<\/b>\u00a0ocupar \u00e1reas vazias; criar uma classe de pequenos propriet\u00e1rios rurais; contrabalan\u00e7ar o poder dos coron\u00e9is e caudilhos com a presen\u00e7a de colonos fi\u00e9is ao governo; estimular o plantio de novos produtos; estimular o uso da m\u00e3o de obra livre; branquear a popula\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Imigra\u00e7\u00e3o Alem\u00e3<\/strong>\n\nA a\u00e7\u00e3o governamental foi facilitada pela situa\u00e7\u00e3o em que se encontrava a Europa, com grandes popula\u00e7\u00f5es deslocadas pelas guerras napole\u00f4nicas (1800-1814); com o grande crescimento demogr\u00e1fico e com os governantes alem\u00e3es lutando contra um crescimento da popula\u00e7\u00e3o marginal, decorr\u00eancia do \u00eaxodo rural em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s cidades.\n\nO governo de Dom Pedro I, devido \u00e0 influ\u00eancia da imperatriz Dona Leopoldina, nascida na \u00c1ustria, deu prefer\u00eancia por come\u00e7ar a coloniza\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul com imigrantes provenientes dos Estados alem\u00e3es.\n\nO sistema de recrutamento usado foi o do governo brasileiro credenciar firmas colonizadoras ou recrutadores individuais, como o famoso major Schaeffer, agenciador de colonos para o Rio Grande do Sul e de soldados mercen\u00e1rios para as guerras de independ\u00eancia. Vieram artes\u00e3os desempregados, agricultores sem terra, e v\u00e1rios grupos de condenados por pequenos delitos, especialmente os oriundos do Gr\u00e3o-Ducado de Meckelenburgo, pois o Gr\u00e3o-Duque ordenou que os condenados fossem alistados como imigrantes.\n\nO primeiro grupo partiu da Europa em 1823, tendo sido a viagem uma experi\u00eancia muito penosa, ocorrendo, inclusive, tentativa de revolta. Chegados ao Brasil, os imigrantes foram encaminhados a Porto Alegre.\n\nPosteriormente os fluxos de imigrantes alem\u00e3es dirigiram-se para outras \u00e1reas como Santa Catarina, Paran\u00e1, Esp\u00edrito Santo, etc.\n\nApesar de pertencerem a uma outra cultura, os alem\u00e3es foram aos poucos se integrando \u00e0 cultura rio grandense dando grandes contribui\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Entre as principais contribui\u00e7\u00f5es dos alem\u00e3es para a nossa cultura podemos citar:<\/strong>\u00a0introdu\u00e7\u00e3o de novas t\u00e9cnicas agr\u00edcolas; surgimento de atividades artesanais, ponto de partida para as manufaturas de cal\u00e7ado, metalurgia, tecidos, etc.; aumento da produ\u00e7\u00e3o de alimentos; transforma\u00e7\u00e3o de Porto Alegre em porto exportador de artigos coloniais; povoamento de vastas \u00e1reas; funda\u00e7\u00e3o de novas cidades; introdu\u00e7\u00e3o de um novo estilo arquitet\u00f4nico, a casa de Enxaimel; introdu\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o de pratos t\u00edpicos da cozinha alem\u00e3, especialmente doces e cucas; introdu\u00e7\u00e3o das sociedades de tiro, de gin\u00e1stica e de canto coral; introduziram no nosso folclore algumas festas t\u00edpicas alem\u00e3s, como os Kerbs, o os Octoberfest, assim como as valsas, xotes e mazurcas; divulgaram o uso do pinheirinho de Natal e o costume de dar ovos de P\u00e1scoa; expandiram a classe m\u00e9dia no Rio Grande do Sul, pois os imigrantes formaram um segmento social de artes\u00e3os, pequenos comerciantes e pequenos propriet\u00e1rios rurais.\n\n<strong>Imigra\u00e7\u00e3o Italiana<\/strong>\n\nAp\u00f3s a unifica\u00e7\u00e3o italiana (1861) o novo reino da It\u00e1lia sofreu profundas transforma\u00e7\u00f5es, como a industrializa\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es do norte, provocando o deslocamento de grandes popula\u00e7\u00f5es do Sul, em busca de emprego nas ind\u00fastrias em expans\u00e3o.\n\nEsse fator, e mais a crise agr\u00edcola, a exaust\u00e3o do solo nas regi\u00f5es do Sul da It\u00e1lia, a presen\u00e7a de grandes latifundi\u00e1rios, deixando milh\u00f5es de camponeses sem possibilidade de conseguir terras para o plantio e finalmente o crescimento demogr\u00e1fico, criaram as condi\u00e7\u00f5es para a imigra\u00e7\u00e3o em grande escala.\n\nAproveitando as circunst\u00e2ncias, o governo brasileiro recrutou fam\u00edlias interessadas em virem para o Brasil, com a finalidade de substituir a m\u00e3o-de-obra escrava nos cafezais paulistas.\n\nCom o sucesso da imigra\u00e7\u00e3o italiana em S\u00e3o Paulo, o governo imperial resolveu colonizar vastas \u00e1reas do Sul do Brasil com italianos, aqui chegados a partir de 1875.\n\nO fato do Brasil ter como imperatriz uma princesa italiana, Dona Tereza Cristina, contribuiu para dar confian\u00e7a aos interessados em imigrar para o Brasil.\n\nOs<strong>\u00a0imigrantes italianos<\/strong>\u00a0ocuparam vastas \u00e1reas, desenvolveram as atividades manufatureiras; desenvolveram o cultivo do trigo; introduziram o cultivo da uva; enriqueceram a cozinha brasileira com novos pratos; introduziram o jogo da bocha; criaram um estilo arquitet\u00f4nico pr\u00f3prio, a casa de madeira; povoaram vastas regi\u00f5es do Brasil; desenvolveram um novo tipo de catolicismo com novas devo\u00e7\u00f5es e um estilo de culto diferente das tradi\u00e7\u00f5es lusitanas.\n\nConv\u00e9m destacar que, em S\u00e3o Paulo, os italianos passaram de trabalhadores rurais para oper\u00e1rios urbanos. No Sul, ficaram propriet\u00e1rios rurais e artes\u00e3os.\n\n<strong>Raz\u00f5es da emigra\u00e7\u00e3o italiana<\/strong>\n\nOs italianos, como todos os demais imigrantes, deixaram seu pa\u00eds basicamente por motivos econ\u00f4micos e socioculturais.\n\nA emigra\u00e7\u00e3o, que era muito praticada na Europa, aliviava os pa\u00edses de press\u00f5es socioecon\u00f4micas, al\u00e9m de aliment\u00e1-los com um fluxo de renda vindo do exterior, em nada desprez\u00edvel, pois era comum que imigrantes enviassem economias para os parentes que haviam ficado.\n\nNo caso espec\u00edfico da It\u00e1lia, depois de um longo per\u00edodo de mais de 20 anos de lutas para a unifica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, sua popula\u00e7\u00e3o, particularmente a rural e mais pobre, tinha dificuldade de sobreviver seja nas pequenas propriedades que possu\u00eda ou onde simplesmente trabalhava, seja nas cidades, para onde se deslocava em busca de trabalho.\n\nNessas condi\u00e7\u00f5es, portanto, a emigra\u00e7\u00e3o era n\u00e3o s\u00f3 estimulada pelo governo, como era, tamb\u00e9m, uma solu\u00e7\u00e3o de sobreviv\u00eancia para as fam\u00edlias. Assim, \u00e9 poss\u00edvel entender a sa\u00edda de cerca de 7 milh\u00f5es de italianos no per\u00edodo compreendido entre 1860 e 1920.\n\n<strong>A imigra\u00e7\u00e3o subvencionada se estendeu de 1870 a 1930 e visava estimular a vinda de imigrantes:<\/strong>\u00a0as passagens eram financiadas, bem como alojamento e o trabalho inicial no campo ou na lavoura.\n\nOs imigrantes se comprometiam com contratos que estabeleciam n\u00e3o s\u00f3 o local para onde se dirigiriam, como igualmente as condi\u00e7\u00f5es de trabalho a que se submeteriam.\n\nDesembarque de imigrantes na esta\u00e7\u00e3o da hospedaria. c.1907. Memorial do Imigrante\/Museu do Imigrante.\n\nComo a imigra\u00e7\u00e3o subvencionada estimulava a vinda de fam\u00edlias, e n\u00e3o de indiv\u00edduos isolados, nesse per\u00edodo chegavam fam\u00edlias numerosas, de cerca de uma d\u00fazia de pessoas, e integradas por homens, mulheres e crian\u00e7as de mais de uma gera\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Regi\u00f5es de origem<\/strong>\n<blockquote>Os primeiros imigrantes a deixarem a It\u00e1lia na \u00e9poca da \u2018grande imigra\u00e7\u00e3o\u2019 (1870-1920), foram sobretudo os v\u00eanetos, cerca de 30% do total, seguidos dos habitantes de Camp\u00e2nia, Cal\u00e1bria e Lombardia. Esse primeiro grupo foi sucedido por imigrantes da regi\u00e3o sul.\nSe os v\u00eanetos eram mais loiros do que a maioria dos italianos, eram pequenos propriet\u00e1rios, arrendat\u00e1rios ou meeiros, para quem a possibilidade do acesso \u00e0 terra era um est\u00edmulo decisivo para o empreendimento da arriscada viagem; os imigrantes do sul eram morenos, mais pobres e r\u00fasticos, geralmente camponeses que n\u00e3o dispunham de nenhuma economia e eram chamados de braccianti.<\/blockquote>\n<strong>Emigra\u00e7\u00e3o italiana para o Brasil, segundo as regi\u00f5es de proced\u00eancia \u2013<\/strong>\u00a0per\u00edodo 1876\/1920\n\n<strong>Regi\u00f5es de proced\u00eancia \u2013<\/strong>\u00a0Imigrantes\n\n<strong>Regi\u00f5es de destino<\/strong>\n\nO destino dos imigrantes no per\u00edodo da imigra\u00e7\u00e3o subvencionada foram as fazendas de caf\u00e9 de S\u00e3o Paulo e os n\u00facleos de coloniza\u00e7\u00e3o, principalmente os oficiais, localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1 e Esp\u00edrito Santo.\n\nAfora desses dois objetivos, uma terceira parte de imigrantes localizou-se nas cidades, como o Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, adensadas por indiv\u00edduos que abandonavam o campo, reemigravam de outros pa\u00edses ou mesmo burlavam a vigil\u00e2ncia, n\u00e3o seguindo para o interior.\n\n<strong>Fazendas de caf\u00e9 \u2013<\/strong>\u00a0rela\u00e7\u00e3o de trabalho\n\nA grande massa de italianos que se tornava colono ou empregado de uma fazenda de caf\u00e9 trabalhava em condi\u00e7\u00f5es muito duras, tendo pequenas oportunidades de acumular algum capital.\n\nEram proporcionalmente poucos os que realizavam o sonho da compra de uma pequena propriedade e quando o faziam, n\u00e3o se tratava de propriedades de grande valor.\n\nAs fam\u00edlias de imigrantes que chegavam nas fazendas de caf\u00e9 se submetiam a um contrato de trabalho segundo o qual todos, inclusive mulheres e crian\u00e7as, deviam trabalhar. O contrato determinava, ainda, que cada fam\u00edlia cuidaria de um n\u00famero determinado de p\u00e9s de caf\u00e9, recebendo por cada mil p\u00e9s uma certa quantia em dinheiro.\n\nAl\u00e9m disso, o contrato lhes dava direito \u00e0 casa e quintal, podendo criar animais, fazer horta e plantar milho e feij\u00e3o entre as fileiras do cafezal que estivessem a seu cuidado. Raramente, no entanto, podiam dispor de excedente dessa produ\u00e7\u00e3o para comercializar.\n\n<strong>N\u00facleos de coloniza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nAs condi\u00e7\u00f5es de vida enfrentadas pelos imigrantes que chegavam nos n\u00facleos de coloniza\u00e7\u00e3o, ou col\u00f4nias de povoamento, tamb\u00e9m n\u00e3o foram f\u00e1ceis.\n\nOs italianos chegaram ao sul do pa\u00eds ap\u00f3s os alem\u00e3es e, por esta raz\u00e3o, os n\u00facleos coloniais para onde foram encaminhados estavam mais distantes das regi\u00f5es j\u00e1 habitadas, situando-se em \u00e1reas pouco f\u00e9rteis, al\u00e9m de desprovidas de meios de comunica\u00e7\u00e3o, necess\u00e1rios para o escoamento de produtos ou para a maior integra\u00e7\u00e3o com o resto do pa\u00eds. Al\u00e9m dessas dificuldades, n\u00e3o havia qualquer tipo de assist\u00eancia m\u00e9dica ou religiosa.\n\nNestas condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o adversas, n\u00e3o eram incomuns os casos de abandono do lote por moradores que, ap\u00f3s mais de dez anos, quase nada possu\u00edam e, ainda, deviam ao governo e a comerciantes do local.\n<h4>Sucessos e fracassos dos n\u00facleos italianos de povoamento<\/h4>\n<strong>Rio Grande do Sul:<\/strong>\u00a0<strong>o sucesso das col\u00f4nias a\u00ed criadas, foi desigual:<\/strong>\u00a0houve casos de col\u00f4nias bem sucedidas, como as que originaram as cidades de Bento Gon\u00e7alves, Garibaldi e Caxias, e exemplos de fracasso, como o de Silveira Martins.\n\nFam\u00edlia italiana no n\u00facleo colonial Jorge Tibiri\u00e7\u00e1, atual cidade de Corumbata\u00ed &#8211; 1911\n\n<strong>Santa Catarina:<\/strong>\u00a0os colonos italianos tiveram que se dirigir para as col\u00f4nias alem\u00e3s estabelecidas anteriormente, onde foram discriminados e explorados.\n\n<strong>Paran\u00e1:<\/strong>\u00a0as col\u00f4nias pr\u00f3ximas a Curitiba foram bem sucedidas, quer porque ali houve como escoar uma produ\u00e7\u00e3o de alimentos, quer porque foi poss\u00edvel trabalhar na constru\u00e7\u00e3o de ferrovias (Paranagu\u00e1 \u2013 Curitiba e Curitiba \u2013 Ponta Grossa).\n\n<strong>Minas Gerais:\u00a0<\/strong>prosperaram, principalmente, as col\u00f4nias estabelecidas pr\u00f3ximas a cidades e voltadas para fornecimento de trabalhadores para obras p\u00fablicas. Este foi o caso de Barreiros, Carlos Prates e Am\u00e9rico Werneck, criadas em 1896 nos arrebaldes da nova capital (BeloHorizonte).\n\n<strong>Esp\u00edrito Santo:\u00a0<\/strong>houve forte presen\u00e7a do imigrante italiano de 1870 at\u00e9 1920. Na col\u00f4nia de Dem\u00e9trio Ribeiro, os lotes foram demarcados em terra f\u00e9rtil e a iniciativa prosperou.\n\n<strong>Os imigrantes nas cidades<\/strong>\n\nOutro destino dos imigrantes italianos foram as cidades. Dentre elas, destacam-se S\u00e3o Paulo, que recebeu o maior contingente desta nacionalidade, e o Rio de Janeiro com seus arredores, por ser a capital do pa\u00eds e um dos portos mais importantes de chegada de imigrantes.\n\nEm S\u00e3o Paulo, que chegou a ser identificada como uma \u2018cidade italiana\u2019 no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, os italianos se ocuparam principalmente na ind\u00fastria nascente e nas atividades de servi\u00e7os urbanos.\n\nChegaram a representar 90% dos 50.000 trabalhadores ocupados nas f\u00e1bricas paulistas, em 1901.\n\nNo Rio de Janeiro, rivalizaram com portugueses, espanh\u00f3is e brasileiros. Em ambas as cidades os imigrantes italianos experimentaram condi\u00e7\u00f5es de vida e de trabalho t\u00e3o \u00e1rduas quanto as encontradas no campo.\n\n<strong>Trabalho e inser\u00e7\u00e3o na vida urbana<\/strong>\n\nComo oper\u00e1rio industrial, o imigrante recebia baixos sal\u00e1rios, cumpria longas jornadas de trabalho e n\u00e3o possu\u00eda qualquer tipo de prote\u00e7\u00e3o contra acidentes e doen\u00e7as. Assim como no campo, era muito comum que todos na fam\u00edlia tivessem que trabalhar, inclusive mulheres \u2013 muito usadas nas f\u00e1bricas de tecidos e ind\u00fastrias de vestu\u00e1rio \u2013 e crian\u00e7as, mesmo menores de 12 anos.\n\nNa condi\u00e7\u00e3o de oper\u00e1rios, era muito dif\u00edcil ao imigrante melhorar de vida, financeira e socialmente. Portanto, n\u00e3o era raro que italianos e estrangeiros em geral desejassem trabalhar por conta pr\u00f3pria, realizando servi\u00e7os e trabalhos tipicamente urbanos nas maiores cidades brasileiras.\n\nEram os mascates, artes\u00e3os e pequenos comerciantes; motorneiros de bonde e motoristas de taxi; vendedores de frutas e verduras, tanto como ambulantes, como em mercados; gar\u00e7ons em restaurantes, bares e caf\u00e9s; engraxates, vendedores de bilhetes de loteria e jornaleiros. Entre os imigrantes bem sucedidos que come\u00e7aram \u2018do nada\u2019, o exemplo \u00e9 o do Conde de Matarazzo.\n\n<strong>Participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong>\n\nOs imigrantes italianos se envolviam em movimentos grevistas e participavam de associa\u00e7\u00f5es, ligas e sindicatos, geralmente de orienta\u00e7\u00e3o socialista e anarquista.\n\nMas \u00e9 um equ\u00edvoco considerar que eram os estrangeiros que inculcavam as ideias \u2018ex\u00f3ticas\u2019 entre os trabalhadores nacionais, apregoados como \u2018pac\u00edficos\u2019 e \u2018despolitizados\u2019.\n\nNa verdade, trabalhadores estrangeiros \u2013 dentre os quais italianos -, e trabalhadores brasileiros participaram da forma\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias, compuseram suas lideran\u00e7as, fizeram greves e se viram reprimidos e presos pela pol\u00edcia.\n\n<strong>Moradia<\/strong>\n\nSe as condi\u00e7\u00f5es de trabalho eram insalubres, tamb\u00e9m o eram as de moradia, j\u00e1 que com frequ\u00eancia os imigrantes se instalavam em habita\u00e7\u00f5es coletivas \u2013 os corti\u00e7os \u2013 ou nas \u2018favelas\u2019, situadas nos morros.\n\nPor outro lado, em algumas cidades, podiam morar em determinados bairros \u00e9tnicos \u2013 como o Br\u00e1s e o Bexiga, em S\u00e3o Paulo \u2013 onde contavam com a coopera\u00e7\u00e3o e solidariedade dos vizinhos, o que em muito aliviam suas lides cotidianas.\n\n<strong>Ser italiano no Brasil:\u00a0<\/strong>a identidade italiana\n\nA luta por uma identidade italiana (italianit\u00e1) foi uma batalha que os imigrantes, e seus descendentes, tiveram que travar em terras brasileiras. Nesta luta, teve import\u00e2ncia a pol\u00edtica do governo de Mussolini que buscava resgatar um sentimento de orgulho \u2018de ser italiano\u2019 fora da It\u00e1lia. Este foi um per\u00edodo em que a quest\u00e3o da italianit\u00e1 teve um car\u00e1ter pol\u00edtico, com a ades\u00e3o de muitos imigrantes e descendentes, ao fascismo.\n\nTiveram, tamb\u00e9m, papel importante muitas institui\u00e7\u00f5es, dentre as quais, a Igreja, a escola, as associa\u00e7\u00f5es beneficentes, profissionais e recreativas e tamb\u00e9m a imprensa.\n\nImigrantes italianos em instala\u00e7\u00e3o de adutora pr\u00f3xima ao jardim p\u00fablico, atual Jardim da Luz, in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Instituto Agron\u00f4mico de Campinas-SP\n<blockquote>A Igreja Cat\u00f3lica, atrav\u00e9s de um clero italiano e de todo seu poderio no interior da sociedade brasileira, foi fundamental. Os la\u00e7os entre catolicidade e italianit\u00e1 s\u00e3o estreitos, desdobrando-se nos espa\u00e7os de ensino e lazer, onde as escolas religiosas e as festas dos santos padroeiros das aldeias sempre foram o grande destaque. A l\u00edngua foi outro ponto crucial e complexo, pois o falar italiano era instrumento estrat\u00e9gico de uni\u00e3o \u00e9tnica. Para tanto, a escola era fundamental, sendo igualmente um lugar para se aprender corretamente o portugu\u00eas.<\/blockquote>\n<strong>Mas ter escolas n\u00e3o era f\u00e1cil:<\/strong>\u00a0n\u00e3o havia oferta do governo e, mais que isto, n\u00e3o havia demanda dos imigrantes. Isto ocorria, porque, quer nas fazendas de caf\u00e9, quer nos n\u00facleos coloniais ou nas cidades, todos trabalhavam, restando pouca possibilidade para o encaminhamento de crian\u00e7as \u00e0 escola.\n\n<strong>Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil &#8211; Governo<\/strong>\n\nPara tratar do tema\u00a0<strong>Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil\u00a0<\/strong>\u00e9 importante relembrar um pouco da hist\u00f3ria do pa\u00eds. O Brasil desde a \u00e9poca do seu descobrimento recebeu estrangeiros como holandeses, portugueses e espanh\u00f3is.\n\nOs povos que vieram na \u00e9poca do descobrimento do Brasil eram enviados pelo governo de seus pa\u00edses com o objetivo de colonizar o Brasil. Por este motivo muitos autores n\u00e3o os consideram imigrantes, os qualificando apenas como colonizadores, uma vez que vieram a servi\u00e7o de seus pa\u00edses, assim como os negros que eram trazidos da \u00c1frica como trabalho escravo, devido ao fato da vinda para o Brasil n\u00e3o ter sido volunt\u00e1ria.\n\n<strong>De 1850 \u00e0 1888 v\u00e1rias leis abolicionistas foram promulgadas:<\/strong>\n<blockquote>Em 1850 ocorreu a aboli\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico de escravos (Lei Eus\u00e9bio de Queiroz)\nEm 1871 a lei do ventre livre (garantia a liberdade a todos os filhos de escravos nascidos partir daquela data)\nEm 1885 a Lei dos Sexagen\u00e1rios tornava livre todos os escravos com mais de 65 anos\nEm 1888 ocorreu a Aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, com a Lei \u00c1urea.<\/blockquote>\nCom a m\u00e3o de obra escassa devido \u00e0s leis abolicionistas e o ciclo do caf\u00e9 em crescimento, os propriet\u00e1rios das fazendas, desde 1840, dependentes do trabalho dos escravos, come\u00e7aram a pensar em outras alternativas para o futuro, pois naquela \u00e9poca n\u00e3o havia m\u00e3o de obra suficiente no pa\u00eds.\n\nEntretanto, a quest\u00e3o de imigra\u00e7\u00e3o sempre foi e ainda \u00e9 considerada at\u00e9 os dias atuais como um assunto delicado para os governos de todos os pa\u00edses, pois havia e continua havendo sempre o medo dos imigrantes estrangeiros ocuparem os postos de trabalho dos cidad\u00e3os do pa\u00eds.\n\nEsta \u00e9 uma quest\u00e3o que gera debates principalmente nos pa\u00edses desenvolvidos que tendem a receber um fluxo migrat\u00f3rio maior.\n\nEm todos os pa\u00edses a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea limites para o trabalho e para a perman\u00eancia de estrangeiros no pa\u00eds com o objetivo de preservar o mercado de trabalho nacional.\n\nO decreto-lei n. 406, de 4 de maio de 1938, regulamentado pelo Decreto 3010 de 20\/08\/1938, tratava sobre a entrada de estrangeiros em todo o territ\u00f3rio nacional e regulava toda a mat\u00e9ria referente a imigra\u00e7\u00e3o daquela \u00e9poca.\n\nO Senador Nicolau Vergueiro, propriet\u00e1rio da Fazenda Ibicaba, situada em Limeira, foi em 1840, um dos pioneiros a trazer imigrantes para trabalhar no Brasil na fazenda de sua propriedade sob o sistema de parceria.\n\nTodavia os ganhos finais dos imigrantes mal davam para pagar as despesas com alimenta\u00e7\u00e3o.\n\nUm n\u00famero pequeno de imigrantes veio para o Brasil antes de 1850. O maior fluxo migrat\u00f3rio ocorreu na segunda metade do s\u00e9culo XIX, \u00e9poca em que a Europa passava por s\u00e9rios problemas econ\u00f4micos.\n\nOs Estados Unidos e a Argentina tamb\u00e9m receberam um grande fluxo migrat\u00f3rio nesta \u00e9poca tamb\u00e9m provenientes de pa\u00edses europeus.\n\nO governo brasileiro, por interm\u00e9dio da Inspetoria Geral de Terras e Coloniza\u00e7\u00e3o, \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo setor de imigra\u00e7\u00e3o, com o objetivo de suprir a car\u00eancia de m\u00e3o-de-obra na Lavoura do caf\u00e9 criou ent\u00e3o incentivos para trazer ao Brasil imigrantes interessados em trabalhar nas fazendas.\n\nEm 1886 foi constru\u00edda a Hospedaria dos Imigrantes em S\u00e3o Paulo, os fazendeiros criaram a Sociedade Promotora de Imigra\u00e7\u00e3o, enquanto o governo criava os &#8220;Comissariados&#8221; em diversos pa\u00edses europeus, com o objetivo de promover a imigra\u00e7\u00e3o para o Brasil. Estes \u00f3rg\u00e3os ofereciam o trabalho nas fazendas de caf\u00e9 brasileiras, hospedagens, passagens nos navios, para os cidad\u00e3os que quisessem iniciar uma vida nova no Brasil nas lavouras do caf\u00e9.\n\nDepois de v\u00e1rios relatos das m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de vida que os imigrantes viviam no Brasil, pa\u00edses como a It\u00e1lia por exemplo proibiram a vinda de imigrantes para o Brasil.\n\nOutros pa\u00edses como Alemanha tamb\u00e9m proibiram na \u00e9poca da guerra que os cidad\u00e3os emigrassem para outros pa\u00edses.\n\nCom o passar dos anos podemos avaliar que o fluxo de imigrantes para o Brasil se modificou, antes a maioria deles era de artes\u00e3os ou agricultores, hoje a maioria dos imigrantes possui maior qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e vem ao Brasil principalmente para trabalhar em empresas multinacionais, h\u00e1 tamb\u00e9m investidores, cientistas, esportistas, entre outros.\n\nAtualmente a legisla\u00e7\u00e3o brasileira, concede o visto permanente mediante o preenchimento de alguns requisitos legais de acordo com a lei n\u00ba 6.815, DE 19 DE AGOSTO DE 1980 que foi REPUBLICADA PELA DETERMINA\u00c7\u00c3O DO ARTIGO 11, DA LEI N\u00ba 6.964, DE 09.12.1981 e tamb\u00e9m de acordo com o DECRETO No 86.715, DE 10 DE DEZEMBRO DE 1981 e de Resolu\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional de Imigra\u00e7\u00e3o.\n\nO visto permanente \u00e9 concedido aos que queiram se fixar no pa\u00eds definitivamente. Cada pa\u00eds, de acordo com a pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o, possui requisitos que precisam ser atendidos para a concess\u00e3o de um visto de perman\u00eancia definitiva.\n<blockquote>A imigra\u00e7\u00e3o objetivar\u00e1, primordialmente, propiciar m\u00e3o-de-obra especializada aos v\u00e1rios setores da economia nacional, visando \u00e0 Pol\u00edtica Nacional de Desenvolvimento em todos os aspectos e, em especial, ao aumento da produtividade, \u00e0 assimila\u00e7\u00e3o de tecnologia e \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de recursos para setores espec\u00edficos.(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 6.964, de 09\/12\/81)<\/blockquote>\n<b>A legisla\u00e7\u00e3o brasileira atual requer que o visto permanente seja concedido aos estrangeiros que entendam\u00a0determinados requisitos; como por exemplo: que possuam c\u00f4njuges brasileiros, ou filhos brasileiros que dependam de pais estrangeiros; ou que comprovem investimentos no pa\u00eds, dentre outros casos especificados abaixo:<\/b>\n<blockquote>Concess\u00e3o de visto permanente ou perman\u00eancia definitiva a estrangeiros que perderam a condi\u00e7\u00e3o de permanente por aus\u00eancia do Pa\u00eds\nConcess\u00e3o de visto de perman\u00eancia definitiva a asilados ou refugiados e suas fam\u00edlias\nConcess\u00e3o de visto permanente a estrangeiro que pretenda vir ao Pa\u00eds na condi\u00e7\u00e3o de investidor, administrador ou diretor de empresa localizada em Zona de processamento\nConcess\u00e3o de Autoriza\u00e7\u00e3o de Trabalho para fins de obten\u00e7\u00e3o de visto permanente para investidor estrangeiro \u2013 pessoa f\u00edsica.\nConcess\u00e3o de visto a t\u00edtulo de reuni\u00e3o familiar\nConcess\u00e3o de visto permanente para estrangeiros com base em aposentadoria.<\/blockquote>\nO visto permanente poder\u00e1 ser concedido ao estrangeiro que pretenda se fixar definitivamente no Brasil, com o objetivo de imigrar para o pa\u00eds.\n\nOs estrangeiros interessados em imigrar devem estar enquadrados nas categorias espec\u00edficas citadas anteriormente. Para os outros casos onde o estrangeiro n\u00e3o tenha esta inten\u00e7\u00e3o, o governo brasileiro poder\u00e1 conceder o visto tempor\u00e1rio.\n\n<strong>Tipos de vistos Tempor\u00e1rios:<\/strong>\n\n<strong>I \u2013 de tr\u00e2nsito;\nII \u2013 de turista<\/strong>\n<blockquote>M\u00e1ximo de 90 dias, prorrog\u00e1veis por igual per\u00edodo, totalizando o m\u00e1ximo de cento e oitenta dias por ano. O visto de turista m\u00e1ximo por ser concedido por 5 anos com m\u00faltiplas entradas desde que respeitem o per\u00edodo m\u00e1ximo de perman\u00eancia no ano.<\/blockquote>\n<strong>III \u2013 tempor\u00e1rio;<\/strong>\n<blockquote>I \u2013 no caso de viagem cultural ou miss\u00e3o de estudos, at\u00e9 dois anos;\nII \u2013 no caso de viagem de neg\u00f3cios, at\u00e9 noventa dias; III \u2013 para artista ou desportista, at\u00e9 noventa dias;\nIII \u2013 para artista ou desportista, at\u00e9 noventa dias;\nIV \u2013 para estudante, at\u00e9 um ano; prorrog\u00e1vel, quando for o caso, mediante prova do aproveitamento escolar e da matr\u00edcula\nV \u2013 para cientista, professor, t\u00e9cnico ou profissional de outra categoria, sob regime de contrato ou a servi\u00e7o do Governo brasileiro, at\u00e9 dois anos;\nVI \u2013 para correspondente de jornal, revista, r\u00e1dio, televis\u00e3o, ou ag\u00eancia noticiosa estrangeira, at\u00e9 quatro anos;\nVIl \u2013 para ministro de confiss\u00e3o religiosa, membro de instituto de vida consagrada ou de congrega\u00e7\u00e3o ou ordem religiosa, at\u00e9 um ano.<\/blockquote>\nA legisla\u00e7\u00e3o brasileira pro\u00edbe a legaliza\u00e7\u00e3o da estada de clandestino e de irregular, e a transforma\u00e7\u00e3o em permanente, dos vistos de tr\u00e2nsito, de turista, e de cortesia.\n\nUm cidad\u00e3o estrangeiro que est\u00e1 irregular no pa\u00eds dever\u00e1 sair do Brasil e solicitar o visto correto no Consulado brasileiro do pa\u00eds onde vivia anteriormente.\n\nN\u00e3o \u00e9 mais permitido ao estrangeiro vir ao Brasil como na metade do s\u00e9culo XIX, onde os imigrantes europeus possu\u00edam incentivos para vir ao pa\u00eds mesmo que ainda n\u00e3o tivessem emprego, apenas com o objetivo de tentar uma nova vida.\n\nEsta limita\u00e7\u00e3o \u00e0 entrada de estrangeiro com o objetivo de proteger o mercado de trabalho ocorre em todos os pa\u00edses do mundo, embora cada qual tenha sua particularidade.\n\nOs Estados Unidos possuem leis r\u00edgidas na \u00e1rea de imigra\u00e7\u00e3o, principalmente ap\u00f3s os atentados de 11 de setembro.\n\nA perman\u00eancia ap\u00f3s o tempo de concess\u00e3o do visto ou mesmo o desrespeito \u00e1 qualifica\u00e7\u00e3o do visto que fora concedido, torna o estrangeiro ilegal no pa\u00eds, podendo causar multas, deporta\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo a expuls\u00e3o do pa\u00eds.\n\n<strong>Por exemplo:\u00a0<\/strong>um estrangeiro com visto de estudo n\u00e3o pode trabalhar.\n\nO Brasil \u00e9 formado por um grande n\u00famero de descendentes dos imigrantes. (tabela abaixo). Muitos pa\u00edses possuem a legisla\u00e7\u00e3o baseada no &#8220;juis sanguinis&#8221;, permitindo que os descendentes destes imigrantes adquiram tamb\u00e9m a cidadania daquele pa\u00eds sem perder a cidadania brasileira. O fato do cidad\u00e3o brasileiro possuir tamb\u00e9m a cidadania de um pa\u00eds europeu, por exemplo, permite que ele trabalhe e viva permanentemente como um cidad\u00e3o europeu sem a necessidade de qualquer tipo de visto para qualquer um dos 25 pa\u00edses membros da Comunidade Europeia.\n\nA\u00a0<strong>imigra\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0continuar\u00e1 acontecendo em todas as \u00e9pocas, as pessoas sempre estar\u00e3o em busca de sonhos de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida em pa\u00edses que no momento est\u00e3o mais desenvolvidos, em crescimento e oferecendo novas oportunidades. Entretanto, \u00e9 importante ressaltar que o imigrante ilegal vive escondido, como fugitivo, com medo da deporta\u00e7\u00e3o ou de den\u00fancias e que as grandes oportunidades nunca ser\u00e3o destinadas a ele. Ademais, dificilmente ele conseguir\u00e1 viver em um pa\u00eds estrangeiro sem ser descoberto para sempre.\n\nO ideal \u00e9 entrar em um pa\u00eds estrangeiro pela porta da frente, o que s\u00f3 acontecer\u00e1 se o estrangeiro estiver com o visto adequado.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0EncBrasil\/www.geocities.com\/www.geovanninacio.ubbi.com.br\/www.conhecimentosgerais.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil, Imigrantes, Hist\u00f3ria, Brasileira, Italianos, Espanh\u00f3is, Japoneses, Alem\u00e3, Per\u00edodo, Coloniza\u00e7\u00e3o, In\u00edcio, Imigra\u00e7\u00e3o no Brasil<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9770,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-25947","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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