{"id":25942,"date":"2015-12-22T00:00:00","date_gmt":"2015-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-carnaval-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:57:36","modified_gmt":"2026-09-01T17:57:36","slug":"historia-do-carnaval-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/historia-do-carnaval-4\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Carnaval"},"content":{"rendered":"\n<strong>Hist\u00f3ria do Carnaval &#8211; Origem<\/strong>\n\nEm Roma, em Gl\u00f3ria ao deus Saturno, comemoravam-se as Saturnais. Esse festejos eram de tamanha import\u00e2ncia que tribunais e escolas fechavam as portas durante o evento, escravos eram alforriados, as pessoas sa\u00edam \u00e0s ruas para dan\u00e7ar. A euforia era geral. Na abertura dessas festas ao deus Saturno, carros buscando semelhan\u00e7a a navios sa\u00edam na \u201cavenida\u201d, com homens e mulheres nus.\n\nEstes eram chamados os carrum navalis.\n\n<strong>Muitos dizem que da\u00ed saiu a express\u00e3o carnevale.<\/strong>\n\nA hist\u00f3ria do carnaval come\u00e7a no princ\u00edpio da nossa civiliza\u00e7\u00e3o, na origem dos rituais, nas celebra\u00e7\u00f5es da fertilidade e da colheita nas primeiras lavouras, \u00e0s margens do Nilo, h\u00e1 seis mil anos atr\u00e1s. Os primeiros agricultores exerciam a capacidade humana, que j\u00e1 nas nas cavernas se distinguia em volta da fogueira, da dan\u00e7a, da m\u00fasica, da celebra\u00e7\u00e3o\u2026\n\nForam na inten\u00e7\u00e3o da Deusa Isis, no Egito Antigo, as primeiras celebra\u00e7\u00f5es carnavalescas. Com a evolu\u00e7\u00e3o da sociedade grega evolu\u00edram os rituais, acrescidos da bebida e do sexo, nos cultos ao Deus Dionisus com as celebra\u00e7\u00f5es dionis\u00edacas. Na Roma Antiga bacanais, saturnais e lupercais festejavam os Deuses Baco, Saturno e P\u00e3.\n\nA Sociedade Cl\u00e1ssica acrescenta ainda uma fun\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de distin\u00e7\u00e3o social \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es, tolerando o esp\u00edrito sat\u00edrico, a cr\u00edtica aos governos e governantes nos festejos.\n\nA civiliza\u00e7\u00e3o judaico crist\u00e3 fundamentada na abstin\u00eancia, na culpa, no pecado, no castigo, na penit\u00eancia e na reden\u00e7\u00e3o renega e condena o carnaval e muito embora seus principais representantes fossem contr\u00e1rios \u00e0 sua realiza\u00e7\u00e3o, no s\u00e9c. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a sua evolu\u00e7\u00e3o imprimindo uma mudan\u00e7a est\u00e9tica ao introduzir o baile de m\u00e1scaras quando permitiu que em frente ao seu pal\u00e1cio, na Via Lata, se realizasse o carnaval romano.\n\n<strong>Como a Igreja proibira as manifesta\u00e7\u00f5es sexuais no festejo, novas manifesta\u00e7\u00f5es adquiriram forma:<\/strong>\u00a0corridas, desfiles, fantasias, deboche e morbidez. Estava reduzido o carnaval \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o ordeira, de carater art\u00edstico, com bailes e desfiles aleg\u00f3ricos.\n\n<strong>Depois do Egito, o primeiro, do segundo em Gr\u00e9cia e Roma Antigas e do terceiro, no Renascimento Europeu, particularmente em Veneza, o carnaval encontra no Rio de Janeiro o seu quarto centro de excel\u00eancia resgatando o esp\u00edrito de Baco e Dionisus em tese de Hiram Ara\u00fajo, estudioso do carnaval e do samba, ao contar uma hist\u00f3ria que completa seu sexto mil\u00eanio e que acompanha a pr\u00f3pria hist\u00f3ria da humanidade, a hist\u00f3ria do carnaval, considerando os seus Centros de Excel\u00eancia, dividida em quatro per\u00edodos:\u00a0<\/strong>o Origin\u00e1rio, (4.000 anos a.C. ao s\u00e9culo VII a.C.), o Pag\u00e3o, (do s\u00e9culo VII a.C. ao s\u00e9culo VI d.C.), o Crist\u00e3o ( do s\u00e9culo VI d.C. ao s\u00e9culo XVIII d.C.) e o Contempor\u00e2neo (do s\u00e9culo XVIII d.C. ao s\u00e9culo XX).\n\n<strong>\u201cCentros de Excel\u00eancia respons\u00e1veis pela cria\u00e7\u00e3o e irradia\u00e7\u00e3o dos modelos da festa.<\/strong>\n\nCada Centro de Excel\u00eancia do carnaval, age como verdadeira usina de for\u00e7as centr\u00edpetas absorvendo as culturas dos povos e de for\u00e7as centr\u00edfugas irradiando os modelos de carnaval para o mundo.\n\nOs padr\u00f5es de carnaval irradiados sofrem adapta\u00e7\u00f5es nas cidades em que os carnavais ocorrem.\u201d\n\n<strong>Hist\u00f3ria do Carnaval &#8211; Cronologia<\/strong>\n\n<strong>a.C<\/strong>\n\n<strong>4.000:<\/strong>\u00a0Cria\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio eg\u00edpcio, o mais antigo do mundo. Com a descoberta da agricultura s\u00e3o iniciadas as Festas Agr\u00e1rias dos povos primitivos.<strong>\n3.761:<\/strong>\u00a0Cria\u00e7\u00e3o do Calend\u00e1rio Judeu.<strong>\n2.000:<\/strong>\u00a0Surgimento do Deus Campestre Dioniso, na Tr\u00e1cia.<strong>\n605 a 527:<\/strong>\u00a0Oficializa\u00e7\u00e3o das festas a Dioniso (culto a Dioniso) durante o reinado de Pisistrato em Atenas.<strong>\n443 a 429:<\/strong>\u00a0Reinado de P\u00e9ricles. A cidade de Atenas se projeta como um grande centro de arte. In\u00edcio da repress\u00e3o ao culto a Dioniso na Gr\u00e9cia. Refer\u00eancias de cultos semelhantes ao de Dioniso no Egito, a festa da Deusa \u00cdsis e do Touro Ap\u00eds; entre os Hebreus, a Festa das S\u00e1ceas; entre os Babil\u00f4nios, a festa da Deusa Herta.<strong>\n370:<\/strong>\u00a0Atenas perde a hegemonia nas artes.<strong>\n186:<\/strong>\u00a0As Bacanais em Roma geram desordens e esc\u00e2ndalos, fatos que levam o Senado Romano a reprimi-las.<strong>\n45:<\/strong>\u00a0Cria\u00e7\u00e3o do Calend\u00e1rio Juliano, pelo astr\u00f4nomo Sos\u00edgenes, a pedido do Imperador J\u00falio Cesar.<strong>\n8:\u00a0<\/strong>Reforma do Calend\u00e1rio Juliano, por sugest\u00e3o do Imperador Augustus (acrescentou 31 de agosto )\n\n<strong>d.C.<\/strong>\n\n<strong>325:<\/strong>\u00a0Conc\u00edlio de Nic\u00e9ia, discuss\u00e3o sobre as festas populares.<strong>\n476:<\/strong>\u00a0Queda de Roma.<strong>\n590:<\/strong>\u00a0Greg\u00f3rio I, O GRANDE regulamentou as datas do carnaval, e criou a express\u00e3o \u2013 \u201cdominica ad carne levandas\u201d \u2013 que foi sucessivamente sendo abreviada at\u00e9 a palavra carnaval.<strong>\n1464<\/strong>:\u00a0O PAPA PAULO II incentiva o carnaval de Veneza.<strong>\n1582:\u00a0<\/strong>Greg\u00f3rio XIII reforma o Calend\u00e1rio Juliano criando o Calend\u00e1rio Gregoriano, usado at\u00e9 hoje.<strong>\n1711:<\/strong>\u00a0Acontece no cemit\u00e9rio dos Inocentes durante o reinado de Carlos V (1711-1790) uma Mascarada que tomou o nome de Dan\u00e7a Macabra..\n\nIn\u00edcio das festas de coroa\u00e7\u00e3o dos Rei e Rainha do Congo\n\nUm grupo de mascarados entrou na rua da Quitanda e assassinou Ducler comandante da frustada invas\u00e3o francesa.\n\n<strong>1723:<\/strong>\u00a0Introduzido pelos portugueses, das ilhas da Madeira dos A\u00e7ores e do Cabo Verde que chegaram ao Brasil pelo litoral a partir de Porto Alegre ao Esp\u00edrito Santo, o Entrudo brasileiro.<strong>\n1763:<\/strong>\u00a0O Rio de Janeiro \u00e9 levado \u00e0 categoria de Capital do Pa\u00eds.<strong>\n1767:<\/strong>\u00a0\u00c9 constru\u00eddo o primeiro teatro da cidade, a Casa de \u00d3pera, na rua do Jogo, atual Rua dos Andradas.<strong>\n1800:<\/strong>\u00a0Data deste ano o in\u00edcio da prociss\u00e3o dos ossos, um dos mais antigos cortejos religiosos. A prociss\u00e3o dos ossos deixou de se realizar ap\u00f3s 1850, quando o Imperador da\u00ed em diante passou a indultar os condes condenados \u00e0 \u00faltima pena.<strong>\n1861:<\/strong>\u00a0Os zuavos carnaval escos, oriundos do Congresso das Sumidades carnaval escas ap\u00f3s um inc\u00eandio em pleno domingo de carnaval, ganham o nome de Tenentes do Diabo.<strong>\n1878:<\/strong>\u00a0Surge a Sociedade carnaval esca Bo\u00eamia, que introduziu no carnaval Carioca a fantasia CHICARD ou seja, qualidade do que \u00e9 Chic.<strong>\n1880:<\/strong>\u00a0Surge o \u201cmorcego\u201d no carnaval<strong>\n1885<\/strong>:\u00a0<strong>Segundo Marisa Lyra:<\/strong>\u00a0a Flor de S\u00e3o Louren\u00e7o foi o primeiro Cord\u00e3o da Cidade.\n\nChega ao Brasil a Polca nos palcos do Teatro S\u00e3o Pedro\n\n<strong>1889:<\/strong>\u00a0Surge a Sociedade carnaval esca Triunfo das Concubinas, o primeiro cord\u00e3o organizado da Cidade.\n\nAs Grandes Sociedades resolvem desfilar na Ter\u00e7a-feira gorda, pois este dia era considerado o dia da verdadeira festa do carnaval.\n\nA compositora Chiquinha Gonzaga comp\u00f5e O ABRE-ALAS, considerada primeira m\u00fasica de carnaval.\n\n<strong>1892:<\/strong>\u00a0carnaval foi transferido para os dias 26 \u2013 27 e 28 de junho, por ser um m\u00eas considerado mais saud\u00e1vel. A ordem foi do Ministro do Interior. O povo comemorou nesse ano dois carnavais.<strong>\n1901:<\/strong>\u00a0As passeatas carnaval escas passam a se chamar Pr\u00e9stitos.\n\nO antigo Morro da Provid\u00eancia muda de nome e passa a se chamar Morro da Favela. Mais tarde o termo se estendeu a todos os morros com barracos de madeira.\n\n<strong>1904:<\/strong>\u00a0Oficializado o nome Tenentes do Diabo para os Zuavos.<strong>\n1910:<\/strong>\u00a0O carnaval \u00e9 transferido para junho porque morreu o Bar\u00e3o do Rio Branco. Houve dois carnavais.\n\nO surgimento do samba foi um poderoso fator de democratiza\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro. De in\u00edcio a elite reage \u00e0 \u201cmanifesta\u00e7\u00e3o africana\u201d. Imprensa e modernidade acabam por aproximar sambistas e elite.\n\n<strong>1925:<\/strong>\u00a0Realiza-se o primeiro concurso de sambas e marchinhas no Teatro S\u00e3o Pedro.\n\nInstitu\u00eddo o Dia dos Ranchos (JB)\n\nFundado o Centro do Cronista carnavalesco (CCC)\n\n<strong>1927:<\/strong>\u00a0A Gazeta de Not\u00edcias realiza a \u00faltima batalha de confete\n<strong>1933:<\/strong>\u00a0\u00c9 criada a Associa\u00e7\u00e3o dos Ranchos carnavalescos\n\nPor iniciativa da ACC \u00e9 criada a Associa\u00e7\u00e3o dos Blocos carnavalescos.\n\n\u00c9 organizada a noite dos Blocos.\n\n<strong>1936:<\/strong>\u00a0Eloy Anthero Dias \u00e9 eleito Cidad\u00e3o Samba<strong>\n1937:<\/strong>\u00a0Proibido o uso de lan\u00e7a-perfume.<strong>\n1944: Despedida:<\/strong>\u00a0Z\u00e9 Espinguela, criador do 1\u00ba concurso entre Escolas de Samba<strong>\n1946:<\/strong>\u00a0O chamado carnaval da Vit\u00f3ria (desfile das Escolas de Samba) foi organizado pela Uni\u00e3o Geral das Escolas de Samba (UGES) e patrocinado pela Associa\u00e7\u00e3o dos Cronistas carnavalescos (ACC), por que o Departamento de Turismo da Prefeitura se negou a faz\u00ea-lo.<strong>\n1947:<\/strong>\u00a0\u00c9 extinta a Escola de Samba Deixa Malhar, sua bateria para a nova Escola de Samba Imp\u00e9rio Serrano, atrav\u00e9s do Mano Eloy. O quesito riqueza, escultura e ilumina\u00e7\u00e3o \u00e9 substitu\u00eddo por alegorias.<strong>\n1949:<\/strong>\u00a0Primeira transmiss\u00e3o do carnaval pela R\u00e1dio Continental com Paulo Palut, Afonso Soares, Cid Ribeiro e Jorge Sampaio.\n\n<strong>Heleg\u00e1ria dos Anjos \u2013<\/strong>\u00a0cria o primeiro destaque de Escola de Samba\n\n<strong>1950:<\/strong>\u00a0Desaparece a Escola de Samba Fiquei-Firme<strong>\n1952:<\/strong>\u00a0As Escolas de Samba passam a ser divididas em Grupos.<strong>\n1955:<\/strong>\u00a0Calixto introduz os pratos (instrumento musical) na Imp\u00e9rio Serrano \u2013 enredo Duque de Caxias.<strong>\n1958:<\/strong>\u00a0Cria\u00e7\u00e3o do \u201cGrupo Pel\u00e9s do Samba\u201d na Imp\u00e9rio Serrano formado por Careca, Jorginho do Imp\u00e9rio e Jamel\u00e3o. \u00c9 precursora da ala \u201cSente O Drama\u201d. A ala dos imposs\u00edveis da Portela lan\u00e7a os passos marcados.<strong>\n1960:<\/strong>\u00a0Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona, introduzem elementos visuais de figurino e cenografia no desfile da Acad\u00eamicos do Salgueiro, com o enredo Quilombo de Palmares, que revoluciona definitivamente a forma das escolas de samba se apresentarem<strong>\n1961:<\/strong>\u00a0Portela e Mangueira passam a cobrar ingressos para o p\u00fablico assistir aos ensaios de quadras. \u00c9 nomeado Secret\u00e1rio de Turismo, Victor Bou\u00e7as e Diretor de Certames Miecio Tati.<strong>\n1962:<\/strong>\u00a0Realiza-se o 1\u00ba Congresso na cidade do Rio de Janeiro. \u00cb institu\u00eddo o Dia Nacional do Samba.<strong>\n1963:<\/strong>\u00a0Desaparecem os bondes da Cidade Fundada a Ala Sente O Drama do Imp\u00e9rio Serrano<strong>\n1966:<\/strong>\u00a0Realiza-se na cidade de Santos o 1\u00ba Simp\u00f3sio do Samba. David Ribeiro, Adir Botelho, Fernando Santoro, a Trinca, vencem o concurso de decora\u00e7\u00e3o da cidade do Rio de Janeiro (Debret)O quesito \u201cBandeira\u201d \u00e9 julgado pela \u00faltima vez.<strong>\n1967<\/strong>: Assume a Secretaria de Turismo, Carlos Late, jornalista que assinava uma se\u00e7\u00e3o no jornal \u00daltima Hora com o pseud\u00f4nimo de Jo\u00e3o da Ega. Albino Pinheiro \u00e9 convidado para ser seu principal assessor. Realiza-se na cidade de Santos o 2\u00ba Simp\u00f3sio do Samba.<strong>\n1968:<\/strong>\u00a0A Portela coloca pela primeira vez a \u00c1guia no Abre-Alas (escultura de Bira Sargento)<strong>\n1969:<\/strong>\u00a0Realiza-se na cidade do Rio de Janeiro o 3\u00ba Simp\u00f3sio do Samba.\n\n<strong>Despedida:<\/strong>\u00a0Ataulfo Alves, compositor\n\n<strong>1970:<\/strong>\u00a0Torna-se obrigat\u00f3rio o envio dos croquis das alegorias e fantasias \u00e0 censura. Fundado o Bloco Cacique de Ramos, em 20\/01\n\n<strong>Despedida:<\/strong>\u00a0Nair Pequena, fundadora da Mangueira, em 11\/02\n\n<strong>1971:<\/strong>\u00a0Institu\u00eddo o tempo dos desfiles das Escolas de Sambas.<strong>\n1972:<\/strong>\u00a0Criada a RIOTUR S\/A. Empresa de Turismo do Estado da Guanabara \u2013 Lei n\u00ba 2079 de 14 de julho, assinado pelo Governador Chagas Ribeiro, sendo o seu o primeiro presidente An\u00edbal Uzeda de Oliveira. A \u201cTrinca\u201d vence o concurso de decora\u00e7\u00e3o da cidade com o tema \u201cO Circo Vem Ai\u201d.\n\nA Mangueira inaugura a sua quadra de ensaios, o Pal\u00e1cio do Samba, em 07\/04\n\n\u00c9 assinada a escritura de compra da sede da Associa\u00e7\u00e3o das Escolas de Samba, na rua Jacinto, 67 \u2013 M\u00e9ier, em 27\/05\n\n<strong>Despedida:<\/strong>\u00a0Ciro Monteiro, cantor e compositor.\n\n<strong>1974:<\/strong>\u00a0Nascimento, em pleno desfile, de Adeiladinha, filha da passista Finoca que tomara o lugar de Cec\u00ed, porta bandeira da Azul e Branco (uma das 3 escolas que deram origem ao Salgueiro), gr\u00e1vida, ostentou o pavilh\u00e3o at\u00e9 que num volteio mais veloz precisou apoiar-se no mestre-sala Ranulfo. Adelaidinha at\u00e9 os dias de hoje \u00e9 uma das passistas da Acad\u00eamicos do Salgueiro, ao lado de Finoca.\n\n<strong>Despedida:<\/strong>\u00a0Donga, sambista.\n\n<strong>1975<\/strong>: Realiza-se na cidade de Campos o 4\u00ba Simp\u00f3sio do Samba.\n\n<strong>Despedida:<\/strong>\u00a0Natalino Jos\u00e9 do Nascimento, o Natal da Portela \u2013 pres. de Honra da Portela.\n\n<strong>1976:<\/strong>\u00a0\u00c9 nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba (RIOTUR) Albino Pinheiro<strong>\n1977:<\/strong>\u00a0\u00c9 nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba (RIOTUR) Roberto Faissal<strong>\n1978:<\/strong>\u00a0Realizado o IV Simp\u00f3sio do Samba no dia 02 e 03 de dezembro, na Cidade de Campos. \u00c9 nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba (RIOTUR) Paulo Matias.\n\n<strong>Despedida<\/strong>: Ant\u00f4nio Candeia, em novembro \u2013 compositor da Portela.\n\n<strong>1979<\/strong>: Publica\u00e7\u00e3o de carnaval, malandros e her\u00f3is de Roberto da Matta. Realiza-se na cidade de S\u00e3o Paulo o 5\u00ba Simp\u00f3sio do Samba.<strong>\n1980:<\/strong>\u00a0Criada a Funda\u00e7\u00e3o Europeia das Cidades de carnaval (FECC) em Amsterd\u00e3, Holanda, cujo principal objetivo \u00e9 promover encontros anuais nas cidades do mundo que produzem carnaval. Seu Presidente Henry Van der Kroon.\n\nSuprimido os quesitos Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Comiss\u00e3o de Frente.\n\n\u00c9 nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba (RIOTUR) Ant\u00f4nio Lemos (jornalista, cronista, carnaval esco, ex-diretor do Imp\u00e9rio Serrano, foi Coordenador de Desfiles que mais tempo permaneceu no cargo (at\u00e9 1990). Disciplinou os desfiles com uma s\u00e9rie de atos que persistem at\u00e9 hoje \u2013 1997).\n\nFundada a Funda\u00e7\u00e3o Europeia das Cidades de carnaval (FECC), na Holanda. Pres. Henry Van Den Kronn.\n\n<strong>1981:<\/strong>\u00a01e FECC REUNION \u2013 PATRAS \u2013 1o Congresso Mundial de carnaval\n\nA RIOTUR S.A. institui o concurso Z\u00e9 Pereira, como est\u00edmulo ao carnaval de rua, uma cria\u00e7\u00e3o de Osmar Fraz\u00e3o. Morrem Neide (porta-bandeira), Mestre Andr\u00e9 e Cartola ( o 1\u00ba da Mocidade Independente e o 2\u00ba da Mangueira).\n\nTorna-se obrigat\u00f3ria a presen\u00e7a de uma ala de crian\u00e7as nos desfiles das Escolas de Samba.\n\n<strong>1982<\/strong>: Voltam os quesitos Mestre-Sala, Porta-Bandeira e Comiss\u00e3o de Frente.\n\n<strong>2e FECC REUNION \u2013 SYROS:<\/strong>\u00a02o Congresso Mundial de carnaval\n\n<strong>1983:<\/strong>\u00a03e FECC REUNION \u2013 KEFFALONIA-ZAKYNTHOS (GR) \u2013 3o Congresso Mundial de carnaval<strong>\n1984:<\/strong>\u00a04e FECC REUNION \u2013 SAMOS (GR) \u2013 4o Congresso Mundial de carnaval\n\nA primeira Escola a desfilar na Passarela do Samba foi a Imp\u00e9rio do Marang\u00e1. Leandro Miguel da Silva, de 6 anos foi o primeiro sambista a pisar o asfalto do Samb\u00f3dromo, em 2\/03\n\n<strong>1985:<\/strong>\u00a05e FECC REUNION \u2013 KOS- PATMOS (GR) \u2013 5o Congresso Mundial de carnaval<strong>\n1986:<\/strong>\u00a06e FECC REUNION \u2013 KALYMNOS-LEROS (GR) \u2013 6o Congresso Mundial de carnaval\n\nPela primeira vez o Grupo II das Escolas de Samba Desfilam no Samb\u00f3dromo\n\nInstalados rel\u00f3gios eletr\u00f4nicos na pista dos Desfiles do Samb\u00f3dromo para marcar o tempo do desfile\n\nO Desfile volta a ser linear, com a constru\u00e7\u00e3o de cadeiras de pista na Pra\u00e7a da Apoteose.\n\n<strong>Despedida:<\/strong>\u00a0Nelson Cavaquinho, compositor da Mangueira\n\n<strong>1987<\/strong>: 7e FECC REUNION \u2013 MALTA \u2013 7o Congresso Mundial de carnaval\n\nConstru\u00eddas Cabines de julgamento entre as arquibancadas, substituindo a loca\u00e7\u00e3o dos jurados nos camarotes de Setores\n\n<strong>1988:<\/strong>\u00a08e FECC REUNION \u2013 TRINDAD &amp; TOBAGO \u2013 8o Congresso Mundial de carnaval<strong>\n1989:<\/strong>\u00a0A Escola de Samba campe\u00e3 passa a ter o direito de escolher o dia e a hora do seu desfile. A Vice-Campe\u00e3 desfila no outro dia, com o direito de escolher a hora de sua apresenta\u00e7\u00e3o. O dinheiro arrecadado no desfile n\u00e3o \u00e9 mais dividido igualmente entre as Escolas desfilantes do Grupo Especial, mas em ordem decrescente de acordo com a coloca\u00e7\u00e3o final de cada Escola de Samba.\n\n<strong>9e FECC REUNION \u2013\u00a0<\/strong>Sta. CRUZ DE TENERIFE \u2013 9o Congresso Mundial de carnaval\n\nCai do carro aleg\u00f3rico do Arranco a destaque Neuza Monteiro, em 05\/02\n\n<strong>1990:<\/strong>\u00a0A RIOTUR passa a reservar lugares especiais em cadeiras de pistas em frente aos setores 4 e 13 para vender aos deficientes f\u00edsicos.\n\n10e FECC REUNION \u2013 PATRAS (GR) \u2013 10o Congresso Mundial de carnaval\n\nCriado o Grupo Especial, desfile das Escolas de Samba.\n\n<strong>1991:<\/strong>\u00a011e FECC REUNION \u2013 ROSAS (COSTA BRAVA) \u2013 11o Congresso Mundial de carnaval\n\n\u00c9 nomeado Coordenador dos Desfiles das Escolas de Samba, Jos\u00e9 Messias.Jos\u00e9 Messias, m\u00e9dico e Assessor de carnaval da RIOTUR foi o \u00faltimo Coordenador dos desfiles da RIOTUR. Ano seguinte a LIESA assumiu a Coordena\u00e7\u00e3o Art\u00edstica dos Desfiles.\n\n<strong>1992:<\/strong>\u00a012e FECC REUNION \u2013 AALBORG (DK) \u2013 12o Congresso Mundial de carnaval\n\n<strong>Despedida:<\/strong>\u00a0Herivelto Martins, autor de \u201cAve Maria no Morro\u201d\n\n<strong>1993:<\/strong>\u00a013e FECC REUNION \u2013 CURACAO (N.A.) \u2013 13o Congresso Mundial de carnaval\n\n<strong>Despedidas:<\/strong>\u00a0Beto Sem Bra\u00e7o (Mauro Moreno Reyes), compositor do Imp\u00e9rio Serrano (\u201cBum, Bum, Baticumbum Prurugundum\u201d).\n\nIsaurinha Garcia, cantora\n\nGuerra Peixe, Maestro\n\n<strong>Baba\u00fa da Mangueira (Waldemiro Jos\u00e9 da Rocha), compositor (\u201cTenha pena de mim\u201d), fundador das Escolas de Samba:\u00a0<\/strong>Para\u00edso do Tuiuti, Unidos do Cabu\u00e7u e Unidos do Outeiro\n\nTeresa Arag\u00e3o, salgueirense, autora de \u201cENEIDA, Amor e Fantasia\u201d\n\n<strong>1994:<\/strong>\u00a014e FECC REUNION \u2013 NORRK\u00d6PING (S) \u2013 14o Congresso Mundial de carnaval\n\nInaugura\u00e7\u00e3o do Terreir\u00e3o do Samba na Pra\u00e7a Onze \u2013 Rio de Janeiro \u2013 RJ, em 20\/01\n\n<strong>Despedidas:<\/strong>\u00a0Mestre Mar\u00e7al diretor de bateria, Portela, Imp\u00e9rio Serrano, Unidos da Tijuca\n\nSinval Silva, compositor\n\nAssinado o tombamento da Passarela do Samba, em 09\/06\n\nI Semin\u00e1rio da Velha Guarda na UERJ \u2013 Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em 01\/11\n\n<strong>1995:<\/strong>\u00a015e FECC REUNION \u2013 MALTA \u2013 15o Congresso Mundial de carnaval<strong>\n1996:<\/strong>\u00a016e FECC REUNION \u2013 MARIBOR\/PTUJ \u2013 16o Congresso Mundial de carnaval\n\n<strong>Despedida:<\/strong>\u00a0Luiz Ant\u00f4nio (Ant\u00f4nio de P\u00e1dua Vieira Costa), compositor (\u201cBarrac\u00e3o\u201d, \u201cSassaricando\u201d, \u201cLata d \u00e1gua na cabe\u00e7a\u201d)\n\n<strong>1997:<\/strong>\u00a017e FECC REUNION \u2013 ARUBA \u2013 17o Congresso Mundial de carnaval\n\n<strong>Despedida:<\/strong>\u00a0\u201cCandonga\u201d (Jos\u00e9 Geraldo de Jesus), sambista\n\n<strong>Dan\u00e7as e Festas<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159418 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor2-2.jpg\" alt=\"\" width=\"202\" height=\"300\" \/><strong>Dan\u00e7as e Festas<\/strong><\/p>\nArtes Populares s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas da arte Brasileira. \u00c9 a arte feita pelo povo. A arte popular \u00e9 feita por artistas que permanecem sempre ligados a seus ambientes de origem, e, basicamente \u00e9 consumida por sua comunidade, em seu meio social.\n\nObjetos de cer\u00e2mica ou de tecelagem, manifesta\u00e7\u00f5es feitas na rua, ditos populares ou ainda hist\u00f3rias contadas e inventadas em rodas de conversa e passadas pelas pessoas atrav\u00e9s dos tempos comp\u00f5em a Arte Popular\n\nA cultura e a tradi\u00e7\u00e3o dos povos s\u00e3o expressas tanto pelas cerim\u00f4nias e festivas quanto pelos rituais religiosos. As celebra\u00e7\u00f5es reafirmam la\u00e7os sociais e ra\u00edzes que aproximam as pessoas, movimentam e resgatam lembran\u00e7as e emo\u00e7\u00f5es.\n\nMesmo com enfoques diferenciados, as festas populares t\u00eam caracter\u00edsticas semelhantes como as manifesta\u00e7\u00f5es do canto, da dan\u00e7a, da m\u00fasica. As festas populares e religiosas traduzem a cultura popular, a linguagem do povo, tudo que vem dele e de sua alma.\n\nS\u00e3o principalmente importantes pelo o esp\u00edrito de troca e fortalecimento dos la\u00e7os dos integrantes de uma comunidade.\n\n\u00c0 medida que essas festas s\u00e3o desmotivadas e desaparecem como aconteceu na cidade de Cruzeiro, quase que completamente, os la\u00e7os que unem as pessoas da comunidade s\u00e3o enfraquecidos at\u00e9 serem destru\u00eddos completamente dando lugar ao vazio social, que tem como consequ\u00eancia a destrui\u00e7\u00e3o os valores sociais tradicionais, a educa\u00e7\u00e3o social.\n\nUma comunidade assim desestimulada, enfraquecida e desarticulada torna-se vulner\u00e1vel aos abusos do poder administrativo, aos v\u00edcios diversos.\n\n\u00c9 quase imposs\u00edvel ter-se uma sociedade organizada e participante sem tradi\u00e7\u00e3o, sem festas populares, sem festas folcl\u00f3ricas que s\u00e3o, na verdade, o elo de fortalecimento dos diversos atores sociais.\n\nEnfraquecer a sociedade negando e destruindo suas tradi\u00e7\u00f5es, portanto, \u00e9 um ato de vontade pol\u00edtica administrativa que conv\u00e9m aos grupos manipuladores do poder e dos cofres p\u00fablicos.\n\nA princ\u00edpio estas manifesta\u00e7\u00f5es populares s\u00e3o ridicularizadas, depois, s\u00e3o destitu\u00eddas de sentido atrav\u00e9s do desconhecimento de seus significados, para terminam qualificadas como primitivas e incultas, portanto desvalorizadas e rejeitadas pela maioria.\n\nEsse processo de desmotiva\u00e7\u00e3o popular \u00e9 uma ferramenta eficiente para a manuten\u00e7\u00e3o do poder que ao mesmo tempo n\u00e3o oferece alternativas de desenvolvimento cultural a comunidade, promovendo assim, a paralisa\u00e7\u00e3o, a estagna\u00e7\u00e3o cultural do munic\u00edpio, a nega\u00e7\u00e3o do direito fundamental \u00e0 cultura e \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.\n\nVimos acontecer isso em Cruzeiro. Essa desvaloriza\u00e7\u00e3o da cultura popular via desmobiliza\u00e7\u00e3o, na proposta que mudou, por exemplo, a nossa festa da \u201cSanta Cruz\u201d do seu local tradicional para o chamado \u201cfest\u00f3dromo\u201d, espa\u00e7o oficial onde devem ser realizadas, obrigatoriamente, as festas populares.\n\nAs barracas e brincadeiras que aproximavam os mun\u00edcipes no trabalho para fins de arrecada\u00e7\u00e3o beneficentes, fortalecendo os la\u00e7os sociais, foram substitu\u00eddas por espa\u00e7os comerciais, sem v\u00ednculos profundos com a comunidade e com fins lucrativos. Comerciantes alugam os espa\u00e7os e garantem arrecada\u00e7\u00e3o aos cofres p\u00fablicos, em detrimento das iniciativas de artes populares.\n\nPerdeu-se portanto a tradi\u00e7\u00e3o, a linguagem, a espontaneidade, a naturalidade dessa manifesta\u00e7\u00e3o de arte popular; estimulou-se o enfraquecimento dos la\u00e7os sociais e promoveu-se as in\u00fameras consequ\u00eancias negativas da\u00ed, advindas.\n\n<strong>Dan\u00e7as Populares<\/strong>\n\n<strong>Congada:\u00a0<\/strong>\u00c9 uma prociss\u00e3o de escravos feiticeiros, capatazes, damas de companhia e guerreiros saem num cortejo, ao som de violas, atabaques e reco-recos, dan\u00e7am simulando uma guerra e acompanham a rainha e o rei negro at\u00e9 a igreja ou o local onde ser\u00e3o coroados. Na \u00e9poca da escravid\u00e3o e muito tempo depois os reis e rainhas coroados eram escolhidos seriamente para que n\u00e3o morresse a tradi\u00e7\u00e3o do Congo.\n\n<strong>Reisado:\u00a0<\/strong>\u00c9 festejo a v\u00e9spera e o Dia de Reis. No per\u00edodo de 24 de dezembro a 06 de janeiro, um grupo de m\u00fasicos, cantores e dan\u00e7am e levam um estandarte do grupo, anunciam a chegada do Messias e fazendo louva\u00e7\u00f5es, por onde passam. O Reisado se comp\u00f5e de v\u00e1rias partes e tem diversos personagens como o rei, o mestre, contramestre, figuras e moleques e m\u00fasicos que acompanham o grupo.\n\n<strong>Maracat\u00fa:\u00a0<\/strong>\u00c9 uma dan\u00e7a t\u00edpica do Nordeste. Maracatu \u00e9 um termo africano que significa dan\u00e7a ou batuque, no qual um grupo fantasiado faz sauda\u00e7\u00f5es aos orix\u00e1s, em um cortejo carnavalesco onde reis, rainhas, princesas, \u00edndios emplumados e baianas dan\u00e7am nas ruas, pulando e passando de m\u00e3o em m\u00e3o a calunga, boneca de pano enfeitada, presa num bast\u00e3o. Teve origem nas Congadas, cerim\u00f4nias de escolha e coroa\u00e7\u00e3o do rei e da rainha da \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d negra. Ao primeiro acorde do maracatu, a rainha ergue a calunga para aben\u00e7oar a \u201cna\u00e7\u00e3o\u201d. Atr\u00e1s v\u00e3o os personagens, com chap\u00e9us imensos, evoluindo em c\u00edrculos e seguindo a prociss\u00e3o recitando versos que evocam hist\u00f3rias regionais.\n\n<strong>Catira:\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m chamado Cateret\u00ea \u00e9 uma dan\u00e7a de origem ind\u00edgena e dan\u00e7ada em muitos estados brasileiros. Foi bastante usada pelo Padre Anchieta que em sua catequese, traduziu para a l\u00edngua tupi alguns textos cat\u00f3licos, assim enquanto os \u00edndios dan\u00e7avam, cantavam trechos religiosos, por este fato \u00e9 que muitos caipiras paulistas consideram muitas dan\u00e7as diab\u00f3licas, menos o cateret\u00ea. Os trajes usados s\u00e3o as roupas comuns de todo o dia. A dan\u00e7a varia em cada regi\u00e3o do pa\u00eds, mas geralmente s\u00e3o dan\u00e7adas em duas fileiras formadas por homens de um lado e mulheres do outro, sapateando ao som de palmas e violas. Tamb\u00e9m pode ser dan\u00e7ada s\u00f3 por homens. As melodias s\u00e3o cantadas pelos violeiros.\n\n<strong>Marujada:\u00a0<\/strong>De origem portuguesa, tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como Cateret\u00ea. Ao som da viola ou da sanfona, o grupo dan\u00e7a sapateando, ao som de uma mistura cantigas n\u00e1uticas que retratam as conquistas mar\u00edtimas e o hero\u00edsmo dos navegadores portugueses. Esse bailado n\u00e3o possui enredo ordenado, mas a apresenta\u00e7\u00e3o do auto, come\u00e7a sempre com a chegada de uma miniatura de barco \u00e0 vela puxado pela tripula\u00e7\u00e3o, que \u00e9 formada pelos componentes do grupo de dan\u00e7a.\n\n<strong>Carnaval &#8211; Folias \u00e0 Brasileira<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-159417 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor1-2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"202\" \/><strong>Carnaval<\/strong><\/p>\nNo Brasil, n\u00e3o existe um jeito de festejar o carnaval \u2013 e sim v\u00e1rios. De norte a sul, de leste a oeste, os brasileiros reinventaram a seu modo a folia de Momo, transformando-a em muitas, com m\u00fasicas, comemora\u00e7\u00f5es e fantasias t\u00edpicas. E assim o carnaval \u00e9 uma express\u00e3o viva de nossa diversidade cultural.\n\nDessa variedade despontam as festas do Rio de Janeiro, de Pernambuco e Bahia, ricas em beleza e alegria, arte e tradi\u00e7\u00e3o, atraindo milh\u00f5es de pessoas e a aten\u00e7\u00e3o de todo o pa\u00eds.\n\n<strong>Carnaval da Bahia<\/strong>\n\nHoje, a folia nas ruas de Salvador \u00e9 um exemplo de manifesta\u00e7\u00e3o popular. Mas o carnaval da Bahia j\u00e1 foi para poucos, como no fim do s\u00e9culo XIX. Entre 1870 e 1890, era festejado em bailes de clubes e desfiles nas ruas da classe m\u00e9dia. A inspira\u00e7\u00e3o desses eventos era a Europa, com fantasias e carros aleg\u00f3ricos ao estilo da It\u00e1lia, e n\u00e3o havia a participa\u00e7\u00e3o de negros e mulatos.\n\nEstes, por\u00e9m, criaram suas pr\u00f3prias festas, muitas vezes clandestinas, em que o ritmo africano se destacava. N\u00e3o demorou para que se organizassem os primeiros grupos carnavalescos na tradi\u00e7\u00e3o afro, como os afox\u00e9s, surgidos em 1895.\n\nOs afox\u00e9s s\u00e3o a maior representa\u00e7\u00e3o da cultura africana no carnaval da Bahia. Sua marca \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o com a espiritualidade, em que elementos do Candombl\u00e9 est\u00e3o muito presentes.\n\n<strong>V\u00eam desta tradi\u00e7\u00e3o religiosa as dan\u00e7as realizadas no desfile, o canto, na l\u00edngua Nag\u00f4, os instrumentos musicais utilizados \u2013 atabaques, agog\u00f4, gam e xer\u00ea -, assim como a roupa e os adere\u00e7os dos que desfilam:<\/strong>\u00a0bata, cal\u00e7a e turbante da cor branca, que simboliza a paz de Oxal\u00e1, e as Contas dos Orix\u00e1s (colar de mi\u00e7angas usado como sinal de respeito a um Orix\u00e1 e da prote\u00e7\u00e3o deste).\n\nOs afox\u00e9s surgiram como manifesta\u00e7\u00f5es dos Jej\u00e9-Nag\u00f4s, adeptos do Candombl\u00e9 para quem \u00e9 quase obriga\u00e7\u00e3o levar o ax\u00e9 (energia positiva) aos festejos. O mais famoso dos afox\u00e9s \u00e9 o Filhos da Ghandi.\n\nFoi s\u00f3 depois dos anos 40 que o carnaval de influ\u00eancia africana se espalhou dos bairros populares para o Centro de Salvador.\n\nEssa ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o foi definitiva e o primeiro fator de transforma\u00e7\u00e3o da folia baiana no que hoje ela \u00e9. Hoje, al\u00e9m dos afox\u00e9s existem os blocos afro, cada vez mais numerosos, mostrando muita riqueza visual e uma musicalidade pr\u00f3pria.\n\n\u00c9 uma arte t\u00e3o forte que tem transcendido o carnaval e conquistado espa\u00e7o na cultura brasileira como um todo. Nacionalmente conhecidos, com presen\u00e7a frequente na m\u00eddia, os grupos Araketu e Il\u00ea Ay\u00ea, ligados aos blocos com mesmo nome, s\u00e3o dois exemplos desse fen\u00f4meno.\n\n<strong>Eletrificando a folia<\/strong>\n\nO segundo fator de transforma\u00e7\u00e3o do carnaval na Bahia foi o surgimento do Trio El\u00e9trico. \u00c9 o elemento mais popular dos festejos de Salvador, estando hoje tamb\u00e9m presente nas festas carnavalescas de outras cidades, em todo o pa\u00eds. Foi inventado em 1950, por Dod\u00f4 (Adolfo Nascimento) e Osmar (Osmar Macedo), que pesquisaram como aumentar eletricamente o som de instrumentos de corda, puseram amplificadores num carro Ford 49 e lan\u00e7aram um novo modo de fazer carnaval.\n\nEm 1951, chamaram Tem\u00edstocles Arag\u00e3o e, a\u00ed, sim, fizeram um trio. Um ano depois, passaram do autom\u00f3vel para um caminh\u00e3o decorado, numa jogada de marketing de uma empresa de bebidas, e desde ent\u00e3o os trios el\u00e9tricos s\u00e3o montados em grandes ve\u00edculos.\n\nTrios, sim, porque a ideia de Dod\u00f4 e Osmar multiplicou-se. E cresceu. Hoje, algumas das grandes atra\u00e7\u00f5es do carnaval baiano s\u00e3o trios el\u00e9tricos, como o Tapaj\u00f3s, o Maraj\u00f3s e o Cinco Irm\u00e3os. Grandes blocos e cord\u00f5es de Salvador tamb\u00e9m t\u00eam seus trios, destacando-se o Eva, o Tr\u00e1s os Montes, o Camale\u00e3o e o Cheiro de Amor.\n\nEstrelas da MPB, como Daniela Mercury, apresentam-se em trios, enquanto outras os imortalizaram \u2013 quem n\u00e3o se lembra de Caetano Veloso cantando \u201catr\u00e1s do trio el\u00e9trico s\u00f3 n\u00e3o vai quem j\u00e1 morreu\u201d.\n\nO som dos trios el\u00e9tricos tem influ\u00eancia do frevo. Em 50, Dod\u00f4 e Osmar tocaram m\u00fasicas da Academia de Frevo do Recife. Inspiraram-se na passagem do grupo pernambucano Vassourinhas pela Bahia, que foi um sucesso. Ent\u00e3o, os trios el\u00e9tricos trouxeram para o carnaval baiano uma outra tradi\u00e7\u00e3o musical, e a modificaram para uma sonoridade el\u00e9trica. A isto somou-se a cad\u00eancia, o balan\u00e7o africano t\u00edpico da Bahia, e o resultado \u00e9 uma mistura que conquistou o Brasil. Prova s\u00e3o as micaretas, os carnavais tardios que entram nos calend\u00e1rios culturais de cidades de todas as regi\u00f5es.\n\nMas a Bahia \u00e9 a origem de todas essas celebra\u00e7\u00f5es e tem no encontro de trios e blocos na Pra\u00e7a Castro Alves a apoteose de seu carnaval.\n\n\u00c9 nesse ponto que os foli\u00f5es formam uma multid\u00e3o que ultrapassa o milh\u00e3o de pessoas e, com sua anima\u00e7\u00e3o, sua alegria espont\u00e2nea, mostram que o carnaval est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o do povo. Ax\u00e9!\n\n<strong>Carnaval de Pernambuco<\/strong>\n\nA folia pernambucana chama aten\u00e7\u00e3o pela riqueza cultural. Os Maracatus, o Frevo e outras manifesta\u00e7\u00f5es populares mostram a todo momento heran\u00e7as africanas, ind\u00edgenas e europeias.\n\nAs tradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o tiram a espontaneidade da festa, e sim a tornam mais fascinante. Um espet\u00e1culo que toma conta de Recife e Olinda, mas que tamb\u00e9m se faz presente no interior, assim como em outras cidades do litoral.\n\nO carnaval de Pernambuco deriva tanto do Entrudo portugu\u00eas quanto de cortejos de escravos, que remontam ao Brasil Col\u00f4nia. No s\u00e9culo XIX, a festa carnavalesca ganhou de vez sua identidade brasileira e pernambucana, com a cria\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do frevo.\n\n<strong>O Frevo<\/strong>\n\nNascido em Recife, o frevo \u00e9 uma curiosa mistura da m\u00fasica de bandas militares com os ritmos do maxixe e do pastoril, da modinha e da quadrilha, e at\u00e9 da polca e do tango.\n\n<strong>Sua dan\u00e7a ainda recebeu influ\u00eancia da capoeira. A partir dos anos 30, o frevo, cujo nome \u00e9 uma transforma\u00e7\u00e3o do verbo \u201cferver\u201d, dividiu-se em tr\u00eas estilos:<\/strong>\u00a0o frevo-de-rua, instrumental, para dan\u00e7ar; o frevo-de-bloco, de andamento mais lento, cantado muitas vezes por corais femininos; e o frevo-can\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m mais lento, com uma parte instrumental e outra cantada.\n\nEm torno dessa manifesta\u00e7\u00e3o musical, os foli\u00f5es se juntam em v\u00e1rios tipos de grupos. Os mais conhecidos s\u00e3o os clubes de frevo, como o Vassourinhas, o Lenhadores e o Toureiros de Santo Ant\u00f4nio.\n\nPor incr\u00edvel que pare\u00e7a, originaram-se de prociss\u00f5es coloniais da Quaresma, de Cinzas e do Fogar\u00e9u. Estes movimentos eram ligados a grupos de trabalhadores e, por isso, no passado, os clubes eram predominantemente masculinos. Hoje, claro, homens e mulheres brincam neles, ao som do frevo-de-rua.\n\nUma vers\u00e3o menor e ainda mais informal dos clubes s\u00e3o as tro\u00e7as, que se re\u00fanem nos sub\u00farbios, t\u00eam a tradi\u00e7\u00e3o de ironizar e zombar dos poderosos e chamam aten\u00e7\u00e3o pelos nomes absurdos, como Cachorro do Homem do Mi\u00fado.\n\nExistem, ainda, os blocos, festejos originalmente realizados por fam\u00edlias, grupos de amigos e de vizinhos. Deles participavam mulheres e crian\u00e7as, no tempo em que os clubes eram masculinos, e por isso a sua m\u00fasica era menos fren\u00e9tica, tend\u00eancia que produziu o frevo-de-bloco.\n\n<strong>Os Maracatus<\/strong>\n\nA manifesta\u00e7\u00e3o de carnaval que mais evoca o passado colonial de Pernambuco \u00e9 a dos maracatus.\n\n<strong>Eles s\u00e3o uma forte heran\u00e7a africana com elementos europeus:\u00a0<\/strong>simbolizam cortejos em homenagem aos reis negros, que no Brasil, mesmo escravos, expressavam sua condi\u00e7\u00e3o especial em ritos imitados da nobreza branca.\n\nOs maracatus se organizam em grupos chamados Na\u00e7\u00f5es, destacando-se a do Elefante e do Le\u00e3o Coroado, que desfilam desde o s\u00e9culo XIX.\n\n<strong>O desfile de um maracatu mant\u00e9m a ordem de um cortejo:\u00a0<\/strong>\u00e9 aberto pelo embaixador, que porta o estandarte de sua Na\u00e7\u00e3o, seguido pelo rei e a rainha, protegidos pela grande umbela, um enorme guarda-sol girat\u00f3rio. Logo atr\u00e1s v\u00eam as baianas e damas do pa\u00e7o, que cuidam do ritmo. Junto, vem carregada uma grande boneca de cera, a calunga, uma refer\u00eancia religiosa aos antepassados.\n\nA m\u00fasica do maracatu n\u00e3o tem a rapidez esfuziante do frevo, mas \u00e9 marcante pelo ritmo e a percuss\u00e3o. Sua sonoridade tem influenciado a nova m\u00fasica pernambucana, como prova o movimento Mangue Beat, que, surgido nos anos 90 com a lideran\u00e7a de Chico Science, mistura a batida do maracatu com elementos da moderna m\u00fasica eletr\u00f4nica.\n\n<strong>Outras manifesta\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nA folia de Pernambuco tem como destaques o frevo e o maracatu, mas sua diversidade garante espa\u00e7o para outros festejos e brincadeiras, por si s\u00f3 muito interessantes.\n\nOs Caboclinhos, por exemplo, impressionam pelas fantasias, com cocares de penas de ema, pav\u00e3o e avestruz. S\u00e3o grupos que representam os \u00edndios, com dan\u00e7a e m\u00fasica cheios de tradi\u00e7\u00f5es genuinamente ind\u00edgenas. Um de seus destaques \u00e9 a preaca, um instrumento percussivo parecido com o arco de flecha.\n\nJ\u00e1 os Papangus s\u00e3o foli\u00f5es mascarados e fantasiados com t\u00fanicas ou macac\u00f5es que cobrem todo o corpo. Uma vers\u00e3o nordestina, mais irreverente, dos Cl\u00f3vis.\n\n<strong>Na cidade sertaneja de Bezerros eles fazem o espet\u00e1culo:<\/strong>\u00a0usam belas m\u00e1scaras artesanais e participam do concurso de Melhor Papangu, que chega a reunir 3 mil candidatos.\n\nO bumba-meu-boi, um auto de Natal, \u00e9 t\u00e3o presente na cultura pernambucana que ganhou uma vers\u00e3o foli\u00e3, o Boi do carnaval. Nas ruas, divide espa\u00e7o com outro animal, o Urso \u2013 na verdade, um homem fantasiado, preso por uma corrente a seu \u201cdomador\u201d ou \u201cca\u00e7ador\u201d. A dupla faz muitas brincadeiras, acompanhada de m\u00fasicos que tocam sanfona, tri\u00e2ngulo e ganz\u00e1. Este \u00e9 um folguedo de origem cigana.\n\nComo se toda essa variedade n\u00e3o bastasse, Pernambuco tamb\u00e9m tem escolas de samba e afox\u00e9s. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que seu carnaval \u00e9 um dos principais do Brasil, e uma festa de recordes.\n\n<strong>Que o diga o bloco Galo da Madrugada:\u00a0<\/strong>saindo em Recife, no S\u00e1bado do Z\u00e9 Pereira, frequenta o livro Guiness desde 1995 como a maior agremia\u00e7\u00e3o carnavalesca do mundo.\n\nPelas ruas da capital pernambucana o Galo leva nada menos que um milh\u00e3o e meio de pessoas!\n\n<strong>Carnaval &#8211; Idade de Ouro<\/strong>\n\nA populariza\u00e7\u00e3o do r\u00e1dio, o Teatro de Revista e o desfile das escolas de samba fizeram dos anos 30 e 40 a idade de ouro do carnaval no Brasil. Marchinhas animavam os bailes e as ruas, e os sucessos musicais daqueles tempos permanecem vivos e entusiasmantes at\u00e9 hoje.\n\n<strong>A marchinha Pra voc\u00ea gostar de mim (Ta\u00ed), composta em 1930 por Joubert de Carvalho, lan\u00e7ou para o estrelato um grande \u00edcone do nosso carnaval:\u00a0<\/strong>a \u201cinternacional\u201d Carmen Miranda. A \u201cpequena not\u00e1vel\u201d emprestou a voz a diversas marchas carnavalescas.\n\n<strong>Entre suas in\u00fameras grava\u00e7\u00f5es, podemos destacar:<\/strong>\u00a0Adeus batucada (Synval Silva, 1935), Camisa listada (Assis Valente, 1937), Cantores do r\u00e1dio (Lamartine Babo, Jo\u00e3o de Barro e Alberto Ribeiro, 1936), Disseram que voltei americanizada (Vicente Paiva e Luiz Peixoto, 1940), Eu dei (Ary Barroso, 1937), Isto \u00e9 l\u00e1 com Santo Antonio (Lamartine Babo, em dueto com M\u00e1rio Reis, 1934), No tabuleiro da baiana (Ary Barroso, 1936), O que \u00e9 que a baiana tem? (Dorival Caymmi, 1939) e Aurora (M\u00e1rio Lago e Roberto Roberti, 1941).\n\nLamartine Babo (em parceria com os irm\u00e3os Valen\u00e7a) comp\u00f4s a arrebatadora O teu cabelo n\u00e3o nega, em 1932, e foi tamb\u00e9m o autor do sucesso do carnaval de 1934.\n\n<strong>Hist\u00f3ria do Brasil, com esta hilariante letra:<\/strong>\n<blockquote>Quem foi que inventou o Brasil?\nFoi seu Cabral!\nFoi seu Cabral!\nNo dia 21 de Abril\nDois meses depois do carnaval\nDepois\nCeci amou Peri\nPeri beijou Ceci\nAo som\u2026\nAo som do Guarani!\nDo Guarani ao guaran\u00e1\nSurgiu a feijoada\nE mais tarde o Paraty\nDepois\nCeci virou Iai\u00e1\nPeri virou Ioi\u00f4\nDe l\u00e1\u2026\nPra c\u00e1 tudo mudou!\nPassou-se o tempo da vov\u00f3\nQuem manda \u00e9 a Severa\nE o cavalo Mossor\u00f3<\/blockquote>\n\u201cNos versos finais, Lamartine faz refer\u00eancia a dois grandes \u00eddolos do p\u00fablico na \u00e9poca: a fadista portuguesa Severa e o cavalo Mossor\u00f3, ganhador do Grande Pr\u00eamio Brasil.\n\nParaty, na segunda estrofe, refere-se a uma cacha\u00e7a.\u201d \u2013 explica o site \u201cAo Chiado Brasileiro\u201d, de onde obtivemos os fonogramas e algumas hist\u00f3rias que contamos aqui.\n\nO site \u00e9 imperd\u00edvel para quem quer conhecer a m\u00fasica brasileira do in\u00edcio do s\u00e9culo passado.\n\nUma curiosidade sobre o grande Lamartine Babo: foi ele o autor de todos os hinos dos principais times de futebol do Rio de Janeiro \u2013 Botafogo, Am\u00e9rica, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama.\n\nDiz a lenda que as composi\u00e7\u00f5es nasceram de uma aposta, e que ele criou todas em uma \u00fanica noite.\n\n<strong>Composta em 1935, mais uma marcha de carnaval se transformaria em cl\u00e1ssico eterno, al\u00e9m de hino do Rio de Janeiro:<\/strong>\u00a0Cidade Maravilhosa, de Andr\u00e9 Filho.\n\nA \u201cidade de ouro\u201d do carnaval carioca tamb\u00e9m foi marcada pela eleg\u00e2ncia dos grandes bailes carnavalescos \u2013 entre os quais destacavam-se o do Teatro Municipal e o do Hotel Copacabana Palace \u2013 e dos Desfiles de Fantasia, cuja maior figura foi Cl\u00f3vis Bornay. Hoje considerado hors concours pelas dezenas de t\u00edtulos que j\u00e1 conquistou, Bornay foi o vencedor do primeiro Desfile de Fantasias do teatro Municipal, em 1937.\n\n<strong>Carnaval &#8211; Brasil<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>carnaval\u00a0<\/strong>foi chamado de Entrudo por influ\u00eancia dos portugueses da Ilha da Madeira, A\u00e7ores e Cabo Verde, que trouxeram a brincadeira de loucas correrias, mela-mela de farinha, \u00e1gua com lim\u00e3o, no ano de 1723, surgindo depois as batalhas de confetes e serpentinas.\n\nNo Brasil o carnaval \u00e9 festejado tradicionalmente no s\u00e1bado, domingo, segunda e ter\u00e7a-feira anteriores aos quarentas dias que v\u00e3o da quarta-feira de cinzas ao domingo de P\u00e1scoa.\n\nNa Bahia \u00e9 comemorado tamb\u00e9m na quinta-feira da terceira semana da Quaresma, mudando de nome para Micareta. Esta festa deu origem a v\u00e1rias outras em estados do Nordeste, todas com caracter\u00edsticas baiana, com a presen\u00e7a indispens\u00e1vel dos Trios El\u00e9tricos e s\u00e3o realizadas no decorrer do ano; em Fortaleza realiza-se o Fortal; em Natal, o Carnatal; em Jo\u00e3o Pessoa, a Micaroa; em Campina Grande, a Micarande; em Macei\u00f3, o carnaval Fest; em Caruaru, o Micar\u00fa; em Recife, o Recifolia, etc.\n\n<strong>Carnaval &#8211; Recife<\/strong>\n\n<strong>S\u00e9culo XVII<\/strong>\n\nDe acordo com as antigas tradi\u00e7\u00f5es, mais ou menos em fins do s\u00e9culo XVII, existiam as Companhias de Carregadores de A\u00e7\u00facar e as Companhias de Carregadores de Mercadorias.\n\nEssas companhias geralmente se reuniam para estabelecer acordo no modo de realizar alguns festejos, principalmente para a Festa de Reis, Esta massa de trabalhadores era constitu\u00edda, em sua maioria, de pessoas da ra\u00e7a negra, livres ou escravos, que suspendiam suas tarefas a partir do dia anterior \u00e0 festa de Reis. Reuniam-se cedo, formando cortejos que consistia de caix\u00f5es de madeira carregados pelo grupo festejante e, sentado sobre ele uma pessoa conduzindo uma bandeira. Caminhavam improvisando cantigas em ritmo de marcha, e os foguetes eram ouvidos em grande parte da cidade.\n\n<strong>S\u00e9culo XVIII<\/strong>\n\nOs Maracatus de Baque Virado ou Maracatus de Na\u00e7\u00e3o Africana, surgiram particularmente a partir do s\u00e9culo XVIII. Melo Morais Filho, escritor do s\u00e9culo passado, no seu livro \u201cFestas e Tradi\u00e7\u00f5es Populares\u201d, descreve uma Coroa\u00e7\u00e3o de um Rei Negro, em 1742. Pereira da Costa, \u00e0 p\u00e1gina 215 do seu livro, \u201cFolk Lore Pernambucano\u201d, transcreve um documento relativo \u00e0 coroa\u00e7\u00e3o do primeiro Rei do Congo, realizada na Igreja de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, da Par\u00f3quia da Boa Vista, na cidade do Recife.\n\nOs primeiros registros destas cerim\u00f4nias de coroa\u00e7\u00e3o, datam da segunda metade deste s\u00e9culo nos adros das igrejas do Recife, Olinda, Igarassu e Itamarac\u00e1, no estado e Pernambuco, promovidas pelas irmandades de NOSSA SENHORA DO ROS\u00c1RIO DOS HOMENS PRETOS e de S\u00c3O BENEDITO.\n\n<strong>S\u00e9culo XIX<\/strong>\n\nDepois da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura, em 1888, os patr\u00f5es e autoridades da \u00e9poca permitiram que surgissem as primeiras agremia\u00e7\u00f5es carnavalescas, formadas por oper\u00e1rios urbanos nos antigos bairros comerciais.\n\nSup\u00f5e-se que as festas dos Reis Magos serviu de inspira\u00e7\u00e3o para a anima\u00e7\u00e3o do carnaval recifense.\n\nDe acordo com informa\u00e7\u00f5es de pessoas antigas que participaram desses carnavais, possivelmente o primeiro clube que apareceu foi o dos Caiadores. Sua sede ficava na Rua do Bom Jesus e foi fundador, entre outros, um portugu\u00eas de nome Ant\u00f4nio Valente. Na ter\u00e7a-feira de carnaval \u00e0 tarde o clube comparecia \u00e0 Matriz de S\u00e3o Jos\u00e9, tocando uma linda marcha carnavalesca e os s\u00f3cios levando nas m\u00e3os baldes, latas de tinta, escadinhas e varas com pinc\u00e9is, subiam os degraus da igreja e caiavam (pintavam), simbolicamente.\n\n<strong>Outros Clubes existiam no bairro do Recife:<\/strong>\u00a0Xaxadores, Canequinhas Japonesas, Marujos do Ocidente e Toureiros de Santo Ant\u00f4nio.\n\n<strong>S\u00e9culo XX<\/strong>\n\nO carnaval do Recife era composto de diversas sociedades carnavalescas e recreativas, entre todas destacava-se o Clube Internacional, chamado clube dos ricos, tinha sua sede na Rua da Aurora, no Pal\u00e1cio das \u00c1guias. A Tuna Portuguesa, hoje Clube Portugu\u00eas, tinha sua sede na Rua do Imperador.\n\nA Charanga do Recife, sociedade musical e recreativa, com sede na Avenida Marqu\u00eas de Olinda e a Recreativa Juventude, agremia\u00e7\u00e3o que reunia em seus sal\u00f5es a mocidade do bairro de S\u00e3o Jos\u00e9.\n\nO carnaval do in\u00edcio deste s\u00e9culo era realizado nas ruas da Conc\u00f3rdia, Imperatriz e Nova, onde desfilavam papangus e m\u00e1scaras de fronhas (fronhas rendadas enfiadas na cabe\u00e7a e saias da cintura para baixo e outra por sobre os ombros), esses mascarados sempre se apresentavam em grupos. Nesses tempos, o Recife n\u00e3o conhecia eletricidade, a ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica eram lampi\u00f5es queimando g\u00e1s carb\u00f4nico. Os transportes nos dias de carnaval vinham superlotados dos sub\u00farbios para a cidade.\n\nAs linhas eram feitas pelos trens da Great Western e Trilhos Urbanos do Recife, chamados maxambombas, que traziam os foli\u00f5es da V\u00e1rzea, Dois Irm\u00e3os, Arraial, Beberibe e Olinda. A companhia de Ferro Carril, com bondes puxados a burros, traziam foli\u00f5es de Afogados, Madalena e Encruzilhada.\n\n<strong>Os clubes que se apresentaram entre 1904 e 1912 foram os seguintes:\u00a0<\/strong>Cavalheiros de Satan\u00e1s, Caras Duras, Filhos da Candinha e U.P.M.; este \u00faltimo criado como pilh\u00e9ria aos homens que n\u00e3o tinham mais virilidade.\n\n<strong>O Corso<\/strong>\n\n<b>Percorria o seguinte itiner\u00e1rio:\u00a0<\/b>Pra\u00e7a da Faculdade de Direito, saindo pela Rua do Hosp\u00edcio, seguindo pela Rua da Imperatriz, Rua Nova, Rua do Imperador, Princesa Isabel e parando, finalmente na Pra\u00e7a da Faculdade.\n\n<strong>O corso era composto de carros puxados a cavalo como:<\/strong>\u00a0cabriol\u00e9, aranha, charrete e outros.\n\nA brincadeira no corso era confete e serpentina, \u00e1gua com lim\u00e3o e bisnagas com \u00e1gua perfumada. Tamb\u00e9m havia caminh\u00f5es e carro\u00e7as puxadas a cavalo e bem ornamentadas, rapazes e mo\u00e7as tocavam e cantavam marchas da \u00e9poca dando alegre musicalidade ao evento. Fanfarras contratadas pelas fam\u00edlias, desfilavam em lindos carros aleg\u00f3ricos.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.fundaj.gov.br\/www.educacaopublica.rj.gov.br\/www.unicruzeiro.org.br\/www.artes.com\/www.areliquia.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria do Carnaval, Hist\u00f3ria, Brasil, Cultura, Marchinhas, Samba, Mundo, Desfile, Personagens, Carnavalesco, Popular, Festa, Dan\u00e7a, Hist\u00f3ria do Carnaval<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9759,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-25942","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria do Carnaval - 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