{"id":25889,"date":"2015-12-18T00:00:00","date_gmt":"2015-12-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/guerra-da-cisplatina-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:56:50","modified_gmt":"2026-09-01T17:56:50","slug":"guerra-da-cisplatina-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/guerra-da-cisplatina-4\/","title":{"rendered":"Guerra da Cisplatina"},"content":{"rendered":"\n<strong>Guerra da Cisplatina &#8211; O que foi<\/strong>\n\nA desconfian\u00e7a entre os dois pa\u00edses surgiu quando o Brasil ainda era formalmente ligado \u00e0 sua metr\u00f3pole.\n\nAs tropas luso-brasileiras invadiram e dominaram a Cisplatina, antigo nome do Uruguai, no ano de 1816, levantando os clamores de Buenos Aires, independente desde 1810 do dom\u00ednio espanhol.\n\nCom o levante do exilado uruguaio Antonio Lavalleja em abril de 1825 contra o dominio brasileiro, come\u00e7am as escaramu\u00e7as. As Prov\u00edncias Unidas do Prata entram no conflito em apoio a Lavalleja, esperando recuperar o dom\u00ednio sobre aquela regi\u00e3o. Em novembro de 1825, Buenos Aires envia ao imp\u00e9rio nota declarando a decis\u00e3o de incorporar a Cisplatina \u00e0s Provincias Unidas. D. Pedro declara guerra \u00e0 Buenos Aires no dia 10 de dezembro. No in\u00edcio de janeiro de 1826 come\u00e7a a mobiliza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as argentinas para a guerra.\n\nTerminada a r\u00e1pida campanha pela independ\u00eancia, a marinha imperial apresentava-se como a maior for\u00e7a naval da America Latina.\n\nCom o material conquistado \u00e0 ex-metr\u00f3pole, com as novas aquisi\u00e7\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es, tinha o Imp\u00e9rio \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o uma for\u00e7a naval de 94 navios artilhados com 680 canh\u00f5es. Entretanto, a bem da verdade uma s\u00e9rie destas naves n\u00e3o apresentava condi\u00e7\u00f5es de navegabilidade. Outro problema era que a maior partes da esquadra consistia de navios de grande calado (fragatas e corvetas), inadequadas para o uso sobre as \u00e1guas do estu\u00e1rio do Prata. De qualquer forma, era uma esquadra formid\u00e1vel para os padr\u00f5es da \u00e9poca em um pa\u00eds rec\u00e9m-independente.\n\nA marinha sob as ordens de Buenos Aires era composta de 19 navios de diversos tipos, sobretudo de veleiros de pequeno porte. Estas naves eram artilhadas por 135 canh\u00f5es.\n\nSomado a esta frota existiam os navios cors\u00e1rios que, sob patrocinio de Buenos Aires, procuravam interromper o com\u00e9rcio nas costa brasileiras.\n\nDefesa da Corveta Macei\u00f3 \u2013 Eduardo de Marino ( Museu Hist\u00f3rico Nacional).\n\nA caracter\u00edstica do conflito foi o bloqueio dos portos argentinos e do estu\u00e1rio do Prata pela esquadra brasileira, enquanto os navios cors\u00e1rios ou de menor porte da frota argentina tentavam atrair os navios brasileiros para as \u00e1guas rasas, onde a manobrabilidade dos primeiros era superior.\n\nUma s\u00e9rie de combates ocorreu at\u00e9 o final da guerra. Contudo, a maioria se mostrou inconcluso, ou com os navios argentinos buscando a seguran\u00e7a do Prata quando em desvantagem ou com a incapacidade dos navios brasileiros em perseguir navios mais r\u00e1pidos em mar aberto. Mesmo assim, alguns encontros se mostraram de particular ferocidade, como os combates de Corales, Pozos e Lara-Quilmes.\n\n<strong>O que provocou a Guerra Cisplatina ? O que ficou estabelecido no acordo que p\u00f4s fim ao conflito ?<\/strong>\n\nCom preten\u00e7\u00f5es de anexar a Banda Oriental ou Cisplatina (antigos nomes do Uruguai) a Confedera\u00e7\u00e3o das Prov\u00edncias Unidas do Prata, a Confedera\u00e7\u00e3o Argentina incentiva os patriotas uruguaios, liderados por Juan Antonio Lavalleja por meio de apoio pol\u00edtico e suprimentos a se levantarem contra a domina\u00e7\u00e3o brasileira na regi\u00e3o.\n\nO conflito se originou em 1825, quando l\u00edderes separatistas uruguaios, como Fructuoso Rivera e Lavalleja, proclamaram a independ\u00eancia da regi\u00e3o.\n\nLavalleja desembarcou na Cisplatina com sua tropa e com o apoio da popula\u00e7\u00e3o declarou a incorpora\u00e7\u00e3o da Banda Oriental do Uruguai \u00e0s Prov\u00edncias Unidas do Rio da Prata, atual Argentina.\n\nA resposta do governo imperial do Brasil foi a declara\u00e7\u00e3o de guerra \u00e0 Argentina.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Guerra da Cisplatina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gguerra21.jpg\" alt=\"Guerra da Cisplatina\" width=\"210\" height=\"280\" \/><strong>Lavalleja<\/strong><\/p>\nUm ex\u00e9rcito argentino atravessou o rio da Prata, fazendo sua base em Durazno, e o movimento iniciou-se com a invas\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro pelo general Carlos Mar\u00eda de Alvear (1826). O visconde de Barbacena, comandando as tropas imperiais, chocou-se com os argentinos na batalha de Ituzaing\u00f3.\n\nO imperador Dom Pedro I envia esquadra naval para bloquear o estu\u00e1rio do rio da Prata, assim como os portos de Buenos Aires. A Argentina revida, atacando o litoral ga\u00facho. Contudo, a press\u00e3o naval brasileira consegue, com o tempo, estrangular o com\u00e9rcio argentino.\n\nDom Pedro I inicia a ofensiva terrestre a partir do final de 1826, por meio da reuni\u00e3o de tropas no sul do Brasil. Suas tropas s\u00e3o formadas, em sua maioria, por volunt\u00e1rios e por algumas unidades de mercen\u00e1rios europeus.\n\nA dificuldade de D. Pedro I em reunir for\u00e7as para o combate se deve em grande parte ao fato de seu governo estar enfrentando na mesma \u00e9poca v\u00e1rias rebeli\u00f5es populares e levantes militares nas prov\u00edncias do rec\u00e9m-independente Brasil (inclusive na capital Rio de Janeiro).\n\nA falta de tropas atrasa em muito a capacidade de responder ao apoio de Buenos Aires ao levante no sul (por volta de 1826 o apoio argentino n\u00e3o \u00e9 mais somente pol\u00edtico e log\u00edstico, j\u00e1 h\u00e1 convoca\u00e7\u00e3o de tropas para lutar contra o imp\u00e9rio).\n\nA guerra \u00e9 marcada por diversos pequenos encontros e escaramu\u00e7as de grupos armados de ambos os lados. estes encontros em nada contribu\u00edram para o impasse pol\u00edtico e militar.\n\nSomente as batalhas de Sarandi e Passo do Ros\u00e1rio foram encontros militares de maior vulto. Em ambos, o ex\u00e9rcito imperial foi derrotado. Contudo, gra\u00e7as a falta de recursos humanos e log\u00edsticos de Argentina e Uruguai para explorarem estas vit\u00f3rias, elas foram de pouco proveito.\n\nA perda da Cisplatina foi mais um motivo para o crescimento da insatisfa\u00e7\u00e3o com o governo de Dom Pedro I. Na realidade, a guerra era impopular desde o in\u00edcio, pois para muitos brasileiros representava aumento de impostos para o financiamento de mais uma guerra.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Guerra da Cisplatina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gguerra15.jpg\" alt=\"Guerra da Cisplatina\" width=\"406\" height=\"244\" \/><strong>\nGuerra da Cisplatina<\/strong><\/p>\nQuando o Brasil assinou o acordo pela independ\u00eancia da regi\u00e3o, muitos utilizaram isto como argumento para tornar ainda mais impopular o governo, alegando que o imperador havia depauperado os cofres p\u00fablicos e sacrificado a popula\u00e7\u00e3o por uma causa perdida. Entretanto, a\u00a0<strong>Guerra da Cisplatina<\/strong>\u00a0n\u00e3o foi o motivo da abdica\u00e7\u00e3o do imperador em 1831.\n\nEla se insere dentro de outros que concorreram para sua queda; entre eles, sem d\u00favida, seu estilo centralizador de governar foi o principal.\n\n<strong>Guerra da Cisplatina &#8211; Luta<\/strong>\n\nLuta entre o Brasil e a Argentina pela posse da Banda Oriental, atual Uruguai.\n\nA guerra estende-se de 1825 a 1828.\n\nPertencente ao Vice-Reinado do Prata que se havia tornado independente da Espanha em 1816, o territ\u00f3rio \u00e9 anexado ao Brasil em 1821, com o nome de Prov\u00edncia Cisplatina.\n\nLocalizada na entrada do estu\u00e1rio do Prata, a Cisplatina (ou Banda Oriental) \u00e9 uma \u00e1rea estrat\u00e9gica para brasileiros e argentinos em rela\u00e7\u00e3o ao controle da navega\u00e7\u00e3o e do com\u00e9rcio de toda a bacia platina.\n\nO Brasil tenta mant\u00ea-la como prov\u00edncia do Imp\u00e9rio.\n\nA Argentina pretende retom\u00e1-la ou, pelo menos, recuperar o controle pol\u00edtico sobre ela.\n\nNo confronto com o Brasil, a Argentina alia-se aos patriotas uruguaios liderados por Juan Antonio Lavalleja e Fructuoso Rivera.\n<p class=\"imagem\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" title=\"Guerra da Cisplatina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gguerra22.jpg\" alt=\"Guerra da Cisplatina\" width=\"268\" height=\"343\" \/><strong>Rivera<\/strong><\/p>\nCom o apoio do governo de Buenos Aires, eles conseguem desembarcar tropas em territ\u00f3rio da Cisplatina e marchar para Montevid\u00e9u.\n\nCercam a capital e proclamam a independ\u00eancia uruguaia em 1825.\n\n<strong>Rea\u00e7\u00e3o brasileira<\/strong>\n\nDom Pedro I manda uma esquadra bloquear a entrada do estu\u00e1rio do rio da Prata.\n\nA Argentina responde atacando o litoral sul do Brasil.\n\nO imperador brasileiro envia tropas, que incluem mercen\u00e1rios contratados na Europa, a fim de sitiar Montevid\u00e9u.\n\nEm fevereiro de 1827, elas s\u00e3o derrotadas na Batalha do Passo do Ros\u00e1rio.\n\nEntre 1827 e 1828, enquanto crescem as dificuldades brasileiras, aumenta a interven\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica inglesa.\n\nA posi\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica prevalece, e, em 27 de agosto de 1828, Brasil e Argentina reconhecem a independ\u00eancia do Uruguai.\n\nA derrota enfraquece o imperador e fortalece os advers\u00e1rios, que exigem sua ren\u00fancia.\n\nEm resumo, o\u00a0<strong>conflito cisplatino<\/strong>\u00a0d\u00e1-se no contexto da forma\u00e7\u00e3o de dois pa\u00edses, Brasil e Argentina, sendo a primeira grande guerra das na\u00e7\u00f5es em forma\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de repercutir internamente de forma negativa para os seus governos.\n\n<strong>Guerra da Cisplatina &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n<p class=\"imagem\">\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Guerra da Cisplatina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gguerra19.jpg\" alt=\"Guerra da Cisplatina\" width=\"485\" height=\"348\" \/><strong>\nGuerra da Cisplatina<\/strong><\/p>\nO Uruguai originalmente foi colonizado pela Espanha.\n\nContudo, em 1821, Dom Jo\u00e3o VI anexou-o ao Brasil, dando-lhe o nome de Prov\u00edncia da Cisplatina.\n\nA\u00a0<strong>Guerra da Cisplatina<\/strong>\u00a0durou de 1825 a 1828 e colocou o Brasil contra a Argentina, para ver quem iria ficar com a posse do atual Uruguai.\n\nContudo, o conflito estava atrapalhando os interesses da Inglaterra, pois esses tr\u00eas pa\u00edses estavam deixando de comprar os produtos industrializados ingleses para gastar com a guerra.\n\n<strong>Desse modo, a Inglaterra interferiu no conflito e decidiu:<\/strong>\u00a0o Uruguai seria um pa\u00eds independente (ou seja, n\u00e3o seria nem do Brasil, nem da Argentina).\n\nEste foi outro fato que contribuiu para aumentar o descontentamento e a oposi\u00e7\u00e3o ao governo de D.Pedro I.\n\nEntre 1825 e 1828, o Brasil se envolveu na Guerra da Cisplatina, conflito pelo qual esta prov\u00edncia brasileira (atual Uruguai) reivindicava a independ\u00eancia.\n\nA guerra gerou muitas mortes e gastos financeiros para o imp\u00e9rio.\n\nDerrotado, o Brasil teve que reconhecer a independ\u00eancia da Cisplatina que passou a se chamar Rep\u00fablica Oriental do Uruguai.\n\n<strong>Guerra da Cisplatina &#8211; 1825-1828<\/strong>\n\nA guerra entre a Argentina e o Imp\u00e9rio do Brasil surgiu da rivalidade colonial latente entre Espanha e Portugal pelo controle da Banda Oriental, territ\u00f3rio que compreende o atual Uruguai.\n\nNo ano de 1806, a Gr\u00e3-Bretanha em guerra com a Espanha, uma frota foi despachada para o Rio de la Plata, sob o comando de Sir Home Popham, que atacou Montevid\u00e9u, mas foi repelido. Uma segunda tentativa, feita no ano seguinte com uma for\u00e7a maior, foi mais bem-sucedida e, em 23 de janeiro de 1807, os ingleses capturaram o forte de Montevid\u00e9u ap\u00f3s um cerco de oito dias. Eles foram obrigados, no entanto, a evacuar sua posi\u00e7\u00e3o alguns meses depois, quando o General Whitelocke foi derrotado em Buenos Aires.\n\nO movimento pela independ\u00eancia do Uruguai come\u00e7ou com a declara\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia em Buenos Aires em 23 de maio de 1810. O Uruguai foi declarado parte das Prov\u00edncias Unidas do Rio de la Plata e em 18 de maio de 1811, as tropas espanholas foram derrotadas e totalmente derrotadas pelo general uruguaio, Jose Artigas.\n\nAs for\u00e7as portuguesas tomaram a \u00e1rea ap\u00f3s a derrota no in\u00edcio de 1817 do ex\u00e9rcito liderado por Jos\u00e9 Gervasio Artigas, o ex-l\u00edder da independ\u00eancia do Uruguai que tamb\u00e9m havia participado da luta pela independ\u00eancia argentina. Ap\u00f3s sua independ\u00eancia de Portugal em 1822, o Brasil foi confrontado por dist\u00farbios na Banda Oriental.\n\nAs rela\u00e7\u00f5es entre a Argentina e o Brasil permaneceram tensas nos anos seguintes e deterioraram-se vertiginosamente ap\u00f3s 1824, quando as negocia\u00e7\u00f5es bilaterais para a cria\u00e7\u00e3o de uma na\u00e7\u00e3o uruguaia independente foram interrompidas.\n\nO Brasil reclamou o territ\u00f3rio do Uruguai e, enviando uma grande for\u00e7a para ocupar o pa\u00eds, tomou posse dele e, em 9 de maio de 1824, o imperador do Brasil declarou o territ\u00f3rio a ser incorporado ao Brasil como Prov\u00edncia Cisplatina. Em 19 de abril de 1825, um grupo de revolucion\u00e1rios uruguaios (os famosos Trinta e Tr\u00eas Her\u00f3is) liderado por Juan Antonio Lavalleja, refor\u00e7ado por tropas argentinas, cruzou o Rio de la Plata de Buenos Aires e organizou uma insurrei\u00e7\u00e3o que conseguiu ganhar o controle sobre o interior.\n\nA invas\u00e3o da Banda Oriental em abril de 1825 lan\u00e7ada do territ\u00f3rio argentino por um grupo de patriotas uruguaios, os Trinta e Tr\u00eas Imortais (tamb\u00e9m chamados de Trinta e Tr\u00eas Orientais ou Orientais), desencadeou um movimento insurgente na \u00e1rea disputada como eles juntaram-se a v\u00e1rios milhares de apoiantes.\n\nAcusa\u00e7\u00f5es acrimoniosas foram feitas pelo Brasil de que a Argentina havia fornecido apoio material para a invas\u00e3o.\n\nEm maio de 1825, a guerra parecia iminente. O governo argentino, entretanto, n\u00e3o tinha nem ex\u00e9rcito permanente nem for\u00e7a naval \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o.\n\nDurante os anos de caos pol\u00edtico e guerra civil que se seguiram \u00e0 independ\u00eancia, os dois corpos militares se desfizeram. Em 31 de maio, um novo ex\u00e9rcito nacional foi organizado, com um estado-maior geral, quatro batalh\u00f5es de infantaria, seis regimentos de cavalaria, um batalh\u00e3o de artilharia e uma companhia de engenheiros.\n\nCada uma das nove prov\u00edncias do pa\u00eds foi chamada a enviar um complemento de soldados proporcional ao tamanho de sua popula\u00e7\u00e3o, que seria determinado pelo governo nacional.\n\nNa v\u00e9spera da batalha, um esquadr\u00e3o naval comandado pelo almirante irland\u00eas Guillermo Brown foi organizado. O comando supremo de ambas as for\u00e7as estava a cargo do primeiro presidente nacional da Argentina, Bernardino Rivadavia.\n\nA maior parte dos habitantes do pa\u00eds resistiu \u00e0 anexa\u00e7\u00e3o brasileira e declarou-se independente. Em 25 de agosto de 1825, em uma cidade da \u00e1rea libertada, representantes da Banda Oriental declararam a independ\u00eancia do territ\u00f3rio do Brasil e sua incorpora\u00e7\u00e3o \u00e0s Prov\u00edncias Unidas do Rio de la Plata. Habilmente auxiliados pelo governo de Buenos Aires, eles derrotaram as tropas brasileiras em 12 de outubro de 1825.\n\nEm dezembro de 1825, o Brasil declarou guerra \u00e0 Argentina por supostamente ter quebrado sua neutralidade ao ajudar os insurgentes uruguaios, uma alega\u00e7\u00e3o negada pelo governo argentino.\n\nDurante o primeiro ano do conflito, a maioria das batalhas ocorreu no mar, enquanto a pequena e mal equipada marinha tentava quebrar o bloqueio do Brasil ao porto de Buenos Aires.\n\nO ex\u00e9rcito permaneceu em um estado de desordem, no entanto. Quase metade de seus 8.000 soldados foram recrutados \u00e0 for\u00e7a e n\u00e3o estavam dispostos e despreparados para lutar.\n\nHouve tamb\u00e9m uma grande escassez de armamento. Das 1.331 carabinas relatadas no arsenal argentino em janeiro de 1826, apenas 54 estavam em condi\u00e7\u00f5es de uso.\n\nAs for\u00e7as argentinas estavam em desvantagem em face dos militares brasileiros mais bem treinados e equipados, mas logo foram capazes de vencer muitas das batalhas da guerra.\n\nAs contribui\u00e7\u00f5es coletadas pelo governo nacional da popula\u00e7\u00e3o argentina inicialmente permitiram que o ex\u00e9rcito e a marinha argentinos se equipassem. Posteriormente, os argentinos puderam confiscar armas e equipamentos das for\u00e7as brasileiras ca\u00eddas ou em retirada. Na Batalha de Juncal, em fevereiro de 1827, a marinha argentina teria n\u00e3o apenas derrotado a esquadra naval brasileira, mas tamb\u00e9m incorporado em sua pr\u00f3pria frota os navios remanescentes dos derrotados brasileiros. Mais tarde naquele mesmo m\u00eas, a maior batalha terrestre da guerra, a Batalha de ItuzaingO, foi travada e vencida pelo ex\u00e9rcito argentino.\n\nO conflito durou quase tr\u00eas anos at\u00e9 que sua solu\u00e7\u00e3o mediada resultou na cria\u00e7\u00e3o do Uruguai como um estado-tamp\u00e3o independente entre as duas pot\u00eancias rivais. Em 1828, Lord John Ponsonby, enviado do Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores brit\u00e2nico, prop\u00f4s tornar a Banda Oriental um estado independente.\n\nA Gr\u00e3-Bretanha estava ansiosa para criar um estado-tamp\u00e3o entre a Argentina e o Brasil para garantir seus interesses comerciais na regi\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Guerra da Cisplatina\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/gguerra16.jpg\" alt=\"Guerra da Cisplatina\" width=\"318\" height=\"503\" \/><strong>\nRegi\u00e3o da Cisplatina<\/strong><\/p>\nCom media\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica, Brasil e Argentina assinaram o Tratado de Montevid\u00e9u no Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1828, por meio do qual Argentina e Brasil renunciaram \u00e0s suas reivindica\u00e7\u00f5es aos territ\u00f3rios que se tornariam partes integrantes do novo estado independente em 3 de outubro. No entanto, Argentina e O Brasil manteve o direito de intervir em caso de guerra civil e de aprovar a constitui\u00e7\u00e3o do novo estado.\n\nSob os termos de paz acordados em meados de 1828, os dois pa\u00edses retirariam suas for\u00e7as militares por um per\u00edodo de dois meses e se comprometeram a garantir a independ\u00eancia do Uruguai pelos pr\u00f3ximos cinco anos. A Gr\u00e3-Bretanha, mediadora e parte n\u00e3o totalmente desinteressada da disputa, conseguiu impedir a Argentina de anexar o Uruguai e, assim, impedi-la de controlar o estu\u00e1rio do Rio de Ia Plata.\n\nTanto o Brasil quanto a Rep\u00fablica Argentina reconheceram a independ\u00eancia anteriormente declarada em La Florida pelos patriotas uruguaios. As tropas argentinas e brasileiras come\u00e7aram sua retirada, enquanto uma assembl\u00e9ia constituinte redigia a constitui\u00e7\u00e3o do novo pa\u00eds, criava sua bandeira e bras\u00e3o e promulgava legisla\u00e7\u00e3o.\n\nUm congresso constitucional se reuniu em novembro do mesmo ano e nomeou o general Rondeau como governador provis\u00f3rio.\n\nA constitui\u00e7\u00e3o foi aprovada oficialmente em 18 de julho de 1830, ap\u00f3s ter sido ratificada pela Argentina e pelo Brasil. Estabeleceu uma rep\u00fablica unit\u00e1ria representativa &#8211; a Republica Oriental del Uruguay (Rep\u00fablica Oriental do Uruguai), a palavra oriental (oriental) representando o legado da designa\u00e7\u00e3o original do territ\u00f3rio como Banda Oriental. A constitui\u00e7\u00e3o restringia a vota\u00e7\u00e3o, tornava o catolicismo romano a religi\u00e3o oficial e dividia o territ\u00f3rio em nove jurisdi\u00e7\u00f5es administrativas conhecidas como departamentos. O General Fructuoso Rivera foi eleito o primeiro Presidente e empossado em 6 de novembro do mesmo ano.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.com\/EncBrasil\/www.exuperyjau.com.br\/colegiomarista.org.br\/www.globalsecurity.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guerra da Cisplatina, Hist\u00f3ria, Brasil, Causa, Consequ\u00eancia, Argentina, Uruguai, Final, Conflito, Resumo, O que foi, Guerra da Cisplatina<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9220,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-25889","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Guerra da Cisplatina - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Guerra da Cisplatina - 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