{"id":25868,"date":"2015-12-18T00:00:00","date_gmt":"2015-12-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/economia-na-ditadura-militar-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:56:44","modified_gmt":"2026-09-01T17:56:44","slug":"economia-na-ditadura-militar-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/economia-na-ditadura-militar-4\/","title":{"rendered":"Economia na Ditadura Militar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Economia na Ditadura Militar &#8211; O que foi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio do<strong>\u00a0Regime Militar\u00a0<\/strong>a infla\u00e7\u00e3o chega a 80% ao ano, o crescimento do Produto Nacional Bruto (PNB) \u00e9 de apenas 1,6% ao ano e a taxa de investimentos \u00e9 quase nula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante desse quadro, o governo adota uma pol\u00edtica recessiva e monetarista, consolidada no Programa de A\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica do Governo (Paeg), elaborado pelos ministros da Fazenda, Roberto de Oliveira Campos e Oct\u00e1vio Gouv\u00eaa de Bulh\u00f5es. Seus objetivos s\u00e3o sanear a economia e baixar a infla\u00e7\u00e3o para 10% ao ano, criar condi\u00e7\u00f5es para que o PNB cres\u00e7a 6% ao ano, equilibrar o balan\u00e7o de pagamentos e diminuir as desigualdades regionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte desses objetivos \u00e9 alcan\u00e7ada. No entanto, em 1983, a infla\u00e7\u00e3o ultrapassa os 200% e a d\u00edvida externa supera os US$ 90 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Recess\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Para sanear a economia, o governo imp\u00f5e uma pol\u00edtica recessiva:<\/strong>\u00a0diminui o ritmo das obras p\u00fablicas, corta subs\u00eddios, principalmente ao petr\u00f3leo e aos produtos da cesta b\u00e1sica, dificulta o cr\u00e9dito interno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em pouco tempo aumenta o n\u00fameros de fal\u00eancias e concordatas. Paralelamente, para estimular o crescimento do PNB, oferece amplos incentivos fiscais, de cr\u00e9dito e cambiais aos setores exportadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Garante ao capital estrangeiro uma flex\u00edvel lei de remessas de lucro, m\u00e3o-de-obra barata e sindicatos sob controle. Extingue a estabilidade no emprego e, em seu lugar, estabelece o Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o (FGTS). No final do governo Castello Branco a infla\u00e7\u00e3o baixa para 23% anuais. A capacidade ociosa da ind\u00fastria \u00e9 grande, o custo de vida est\u00e1 mais alto, h\u00e1 grande n\u00famero de desempregados, acentuada concentra\u00e7\u00e3o de renda e da propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Financiamento interno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para financiar o d\u00e9ficit p\u00fablico, o governo lan\u00e7a no mercado as Obriga\u00e7\u00f5es Reajust\u00e1veis do Tesouro Nacional (ORTNs). Estimula a constru\u00e7\u00e3o civil criando o Banco Nacional de Habita\u00e7\u00e3o (BNH) para operar com os recursos captados pelo FGTS. Estabelece tamb\u00e9m a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria como est\u00edmulo \u00e0 capta\u00e7\u00e3o de poupan\u00e7a num momento de infla\u00e7\u00e3o alta. Ao fazer isso, cria um mecanismo que, na pr\u00e1tica, indexa a economia e perpetua a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Retomada do crescimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A\u00a0<strong>economia<\/strong>\u00a0volta a crescer no governo Castello Branco. Os setores mais din\u00e2micos s\u00e3o as ind\u00fastrias da constru\u00e7\u00e3o civil e de bens de consumo dur\u00e1veis voltados para classes de alta renda, como autom\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos. Expandem-se tamb\u00e9m a pecu\u00e1ria e os produtos agr\u00edcolas de exporta\u00e7\u00e3o. Os bens de consumo n\u00e3o-dur\u00e1veis, como cal\u00e7ados, vestu\u00e1rio, t\u00eaxteis e produtos aliment\u00edcios destinados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda t\u00eam crescimento reduzido ou at\u00e9 negativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Milagre econ\u00f4mico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Baseado no bin\u00f4mio seguran\u00e7a-desenvolvimento, o modelo de crescimento econ\u00f4mico instaurado pela ditadura conta com recursos do capital externo, do empresariado brasileiro e com a participa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Estado como agente econ\u00f4mico. O PNB cresce, em m\u00e9dia, 10% ao ano entre 1968 e 1973. Ant\u00f4nio Delfim Netto, ministro da Fazenda nos governos Costa e Silva e Garrastazu Medici e o principal art\u00edfice do \u201cmilagre\u201d, aposta nas exporta\u00e7\u00f5es para obter parte das divisas necess\u00e1rias \u00e0s importa\u00e7\u00f5es de m\u00e1quinas, equipamentos e mat\u00e9rias-primas. O crescimento do mercado mundial, na \u00e9poca, favorece essa estrat\u00e9gia, mas \u00e9 a pol\u00edtica de incentivos governamentais aos exportadores que garante seu sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para estimular a ind\u00fastria, Delfim Netto expande o sistema de cr\u00e9dito ao consumidor e garante \u00e0 classe m\u00e9dia o acesso aos bens de consumo dur\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O papel das estatais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o Regime Militar, o Estado mant\u00e9m seu papel de investidor na ind\u00fastria pesada, como a sider\u00fargica e de bens de capital. As empresas estatais crescem com a ajuda do governo, obt\u00eam grandes lucros, lideram empreendimentos que envolvem empresas privadas e criam condi\u00e7\u00f5es para a expans\u00e3o do setor de produ\u00e7\u00e3o de bens dur\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Concentra\u00e7\u00e3o de renda \u2013 Em 1979, apenas 4% da popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo ganha acima de dez sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria, 40%, recebe at\u00e9 tr\u00eas sal\u00e1rios m\u00ednimos. Al\u00e9m disso, o valor real do sal\u00e1rio m\u00ednimo cai drasticamente. Em 1959, um trabalhador que ganhasse sal\u00e1rio m\u00ednimo precisava trabalhar 65 horas para comprar os alimentos necess\u00e1rios \u00e0 sua fam\u00edlia. No final da d\u00e9cada de 70 o n\u00famero de horas necess\u00e1rias passa para 153. No campo, a maior parte dos trabalhadores n\u00e3o recebe sequer o sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Crescimento da mis\u00e9ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os indicadores de qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o despencam. A mortalidade infantil no Estado de S\u00e3o Paulo, o mais rico do pa\u00eds, salta de 70 por mil nascidos vivos em 1964 para 91,7 por mil em 1971.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mesmo ano, registra-se a exist\u00eancia de 600 mil menores abandonados na Grande S\u00e3o Paulo. Em 1972, de 3.950 munic\u00edpios do pa\u00eds, apenas 2.638 t\u00eam abastecimento de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas anos depois um relat\u00f3rio do Banco Mundial mostra que 70 milh\u00f5es de brasileiros s\u00e3o desnutridos, o equivalente a 65,4% da popula\u00e7\u00e3o, na \u00e9poca de 107 milh\u00f5es de pessoas. O Brasil tem o 9\u00ba PNB do mundo, mas em desnutri\u00e7\u00e3o perde apenas para \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Bangladesh, Paquist\u00e3o e Filipinas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fim do milagre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de 1973 o crescimento econ\u00f4mico come\u00e7a a declinar. No final da d\u00e9cada de 70 a infla\u00e7\u00e3o chega a 94,7% ao ano. Em 1980 bate em 110% e, em 1983, em 200%. Nesse ano, a d\u00edvida externa ultrapassa os US$ 90 bilh\u00f5es e 90% da receita das exporta\u00e7\u00f5es \u00e9 utilizada para o pagamento dos juros da d\u00edvida. O Brasil mergulha em nova recess\u00e3o e sua principal conseq\u00fc\u00eancia \u00e9 o desemprego.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em agosto de 1981 h\u00e1 900 mil desempregados nas regi\u00f5es metropolitanas do pa\u00eds e a situa\u00e7\u00e3o se agrava nos anos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Economia na Ditadura Militar &#8211; O Milagre Econ\u00f4mico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-159219 \" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Econom7.jpg\" alt=\"\" width=\"461\" height=\"244\" \/><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A participa\u00e7\u00e3o do Estado na economia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que a industrializa\u00e7\u00e3o avan\u00e7ava, a partir de 1930, crescia a pol\u00eamica sobre a participa\u00e7\u00e3o do investimento estrangeiro na economia. Se por um lado era evidente a necessidade desses capitais para impulsionar o crescimento interno, por outro fortalecia-se um discurso nacionalista, que encarava as empresas estrangeiras como exploradoras e n\u00e3o como parceiras do Brasil. Com a subida de Get\u00falio Vargas ao poder em 1930, essa dualidade foi refor\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Temas como a explora\u00e7\u00e3o do ferro e do petr\u00f3leo por ind\u00fastrias nacionais passaram a ser bandeiras de luta de grupos que viam como inaceit\u00e1vel a participa\u00e7\u00e3o estrangeira na ger\u00eancia das ind\u00fastrias de base.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>1. O Estado gerenciando a economia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir de 1930, no in\u00edcio do per\u00edodo Vargas, come\u00e7ou o debate sobre a interven\u00e7\u00e3o do Estado na economia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m ganhou for\u00e7a a ideia de que sem um planejamento global o Brasil n\u00e3o teria uma economia forte e est\u00e1vel. Para Vargas e seu grupo mais pr\u00f3ximo, o Estado deveria ser o respons\u00e1vel por essa interfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A teoria desenvolvimentista, proposta pelo governo, defendia a prioridade dos financiamentos e subs\u00eddios para a ind\u00fastria, a garantia de infraestrutura b\u00e1sica (energia, transportes) e uma pol\u00edtica de prote\u00e7\u00e3o aos produtos nacionais frente \u00e0 concorr\u00eancia das importa\u00e7\u00f5es. Embora tendo de dividir espa\u00e7o, com essa nova tend\u00eancia as lideran\u00e7as agroexportadoras n\u00e3o perderam totalmente seu lugar como elite econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O chamado \u201cEstado de Compromisso\u201d tratava de manter as regras do jogo atendendo tamb\u00e9m aos interesses das lideran\u00e7as agroexportadoras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2. JK e a promessa dos \u201c50 anos em 5\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos per\u00edodos mais festejados de nossa hist\u00f3ria econ\u00f4mica foi o de Juscelino Kubitschek (1956 a 1961). Sustentado por um competente esquema de comunica\u00e7\u00e3o, JK entusiasmou o pa\u00eds com a promessa de moderniza\u00e7\u00e3o, traduzida em seu lema \u201c50 anos em 5\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>2a. O Plano de Metas de JK<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O projeto econ\u00f4mico de Juscelino foi apresentado em seu Plano de Metas, que focalizava:<\/strong><br><blockquote><strong>Energia:\u00a0<\/strong>amplia\u00e7\u00e3o do fornecimento.<strong><br>Transporte:<\/strong>\u00a0amplia\u00e7\u00e3o e melhoria das estradas de rodagem e est\u00edmulo \u00e0s montadoras de autom\u00f3veis.<strong><br>Alimenta\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0maiores investimentos no setor de alimentos para aumentar a oferta.<strong><br>Ind\u00fastrias de base:<\/strong>\u00a0maiores investimentos no setor.<strong><br>Educa\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0melhoria e amplia\u00e7\u00e3o do ensino p\u00fablico.<strong><br>A constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia:<\/strong>\u00a0incentivo ao desenvolvimento do Brasil Central.<\/blockquote><br>Sem conseguir cumprir satisfatoriamente a maior parte de suas propostas, o Governo JK permitiu anos de intenso crescimento econ\u00f4mico e favoreceu a consolida\u00e7\u00e3o da face industrial do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hidrel\u00e9tricas gigantescas, ind\u00fastria automobil\u00edstica e estradas que cortavam o pa\u00eds anunciavam um modelo de progresso que depositava na tecnologia as esperan\u00e7as da resolu\u00e7\u00e3o dos males do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>3. Invas\u00e3o do capital estrangeiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Governo JK investiu com convic\u00e7\u00e3o na atra\u00e7\u00e3o de capitais externos para equipar as ind\u00fastrias locais. Com medidas que privilegiavam esses empr\u00e9stimos, como a ado\u00e7\u00e3o de uma taxa cambial favor\u00e1vel e de facilidades na remessa de lucros para o exterior, o Brasil assistiu a uma invas\u00e3o veloz do capital estrangeiro em \u00e1reas estrat\u00e9gicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Efeitos da euforia desenvolvimentista<\/strong><br><blockquote>O alto pre\u00e7o dessa euforia come\u00e7ou a ser percebido durante o pr\u00f3prio Governo Kubitschek. A d\u00edvida externa dobrou de valor, tornando-se um tema cada vez mais pol\u00eamico nas discuss\u00f5es nacionais. A infla\u00e7\u00e3o atingiu n\u00edveis alt\u00edssimos e o d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial alcan\u00e7ou uma propor\u00e7\u00e3o que se tornou preocupante para os credores internacionais. Eles j\u00e1 n\u00e3o acreditavam que o pa\u00eds teria condi\u00e7\u00f5es de pagar suas d\u00edvidas.<br>Nesse contexto, entrou em cena o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), que passou a representar o vil\u00e3o estrangeiro, com suas inger\u00eancias na pol\u00edtica econ\u00f4mica brasileira e exig\u00eancias para o saneamento das finan\u00e7as.<\/blockquote><br>Apesar do crescimento econ\u00f4mico, os empr\u00e9stimos externos e os acordos com o FMI ajudaram a aumentar a infla\u00e7\u00e3o e o arrocho salarial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4. Per\u00edodo de instabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O in\u00edcio dos anos 60 juntou instabilidade pol\u00edtica e crise econ\u00f4mica. Sem conseguir costurar apoios pol\u00edticos que sustentassem suas iniciativas, os dois presidentes civis que sucederam a JK tiveram governos curtos e desastrosos. J\u00e2nio Quadros renunciou em 1961 e Jo\u00e3o Goulart, seu sucessor, foi deposto em 1964.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infla\u00e7\u00e3o atingiu \u00edndices alarmantes, pressionada pelas emiss\u00f5es sucessivas de papel-moeda desses dois governos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4a. Jango e as manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Governo Jo\u00e3o Goulart procurou rever o conceito de desenvolvimento de JK. Sua pol\u00edtica econ\u00f4mica inclu\u00eda, entre as prioridades, a melhoria das condi\u00e7\u00f5es sociais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ganharam espa\u00e7o as manifesta\u00e7\u00f5es em defesa das reformas de base (agr\u00e1ria, tribut\u00e1ria e educacional).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro fen\u00f4meno que marcou esse per\u00edodo foi a entrada maci\u00e7a das ind\u00fastrias multinacionais no pa\u00eds. Norte-americanos e europeus ocuparam rapidamente a lideran\u00e7a nos setores de maior investimento tecnol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5. A economia na ditadura militar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a deposi\u00e7\u00e3o de Goulart, em 1964, inaugurou-se um novo modelo de administra\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As decis\u00f5es pol\u00edticas concentraram-se nas m\u00e3os do Poder Executivo e os presidentes do per\u00edodo militar conseguiram implantar seu projeto econ\u00f4mico, ignorando as negocia\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As primeiras decis\u00f5es visavam estabilizar a moeda, reduzir o d\u00e9ficit do governo e modernizar o mercado financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5a. Luta em busca do capital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro presidente militar, o marechal Humberto Castello Branco tentou atrair novos investimentos de capital para o pa\u00eds. De acordo com o modelo de 1964, o investimento do Estado na ind\u00fastria pesada, como a sider\u00fargica e de bens de capital, transformaria o Brasil em uma pot\u00eancia gigante. A utiliza\u00e7\u00e3o da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria surgiu para driblar a infla\u00e7\u00e3o e reduzir as perdas dos investidores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o Banco Nacional de Habita\u00e7\u00e3o (BNH), em 1965, a classe m\u00e9dia era inclu\u00edda no sistema de cr\u00e9dito, aumentando a receita federal. A cria\u00e7\u00e3o da poupan\u00e7a obrigat\u00f3ria, ou poupan\u00e7a compuls\u00f3ria dos trabalhadores, por meio do Fundo de Garantia por Tempo de Servi\u00e7o (FGTS), em 1966, canalizava recursos para financiar os projetos do governo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5b. \u201cMilagre Econ\u00f4mico\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estouro de crescimento econ\u00f4mico, ocorrido entre 1968 e 1973, ficou conhecido como \u201cMilagre Econ\u00f4mico\u201d. Mas, ao lado da euforia da classe m\u00e9dia, que teve seu poder aquisitivo ampliado naquele momento, existia um outro pa\u00eds, que n\u00e3o era atingido por esse milagre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>5c. A crise do petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As medidas do governo militar, visando \u00e0 auto-sufici\u00eancia econ\u00f4mica, esbarraram na alta crise do petr\u00f3leo, em 1973, de dimens\u00f5es mundiais. Mesmo assim, o presidente Ernesto Geisel (1974 a 1979) manteve seus projetos de desenvolvimento, elevando a d\u00edvida externa a patamares alt\u00edssimos. O governo de Jo\u00e3o Figueiredo, \u00faltimo presidente militar, iniciou um processo de recess\u00e3o econ\u00f4mica que atingiu duramente o pa\u00eds, em especial os assalariados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>6. A democracia e a luta contra a infla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governo de Jos\u00e9 Sarney iniciou-se em 1985 com um \u00edndice de infla\u00e7\u00e3o de 223,8%, herdado do ano anterior. Ap\u00f3s 20 anos de ditadura, foi necess\u00e1rio reaprender a organizar a economia, administrando os grupos de apoio e de oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O combate \u00e0 infla\u00e7\u00e3o<\/strong><br><blockquote><br><blockquote>Tornou-se o centro das iniciativas econ\u00f4micas e a esperan\u00e7a de resolu\u00e7\u00e3o dos problemas. O Plano Cruzado, em 1986, inovou ao promover um choque na economia. Criou uma nova moeda; acabou com a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria; congelou pre\u00e7os e sal\u00e1rios, todas medidas destinadas a eliminar a infla\u00e7\u00e3o inercial. O \u00edndice da infla\u00e7\u00e3o, em 1986, ficou em 58,5%. Foi uma queda expressiva, mas o plano n\u00e3o conseguiu evitar o \u00e1gio nos pre\u00e7os, for\u00e7ado por empres\u00e1rios ou pela explos\u00e3o do consumo.<br>O d\u00e9ficit nas contas p\u00fablicas escapou ao controle e, no final do mesmo ano, a infla\u00e7\u00e3o voltou a disparar.<\/blockquote><br><\/blockquote><br><strong>7. O liberalismo econ\u00f4mico do Governo Collor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fernando Collor de Mello, primeiro presidente eleito diretamente no Brasil ap\u00f3s 29 anos, iniciou seu governo com uma atitude radical:\u00a0<\/strong>o bloqueio do dinheiro nas contas banc\u00e1rias cujo saldo estava acima do valor de 50 mil cruzados novos (equivalente a US$ 1.300).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Collor reafirmou a tradi\u00e7\u00e3o autorit\u00e1ria da maioria dos administradores p\u00fablicos em nome da estabiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica confiscos (ao proibir os saques nas contas banc\u00e1rias), impostos compuls\u00f3rios e congelamento de sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O Plano Collor 1 visava:<\/strong><br><blockquote>Diminuir o consumo, por meio do enxugamento da circula\u00e7\u00e3o de moeda, e com isso for\u00e7ar a queda dos pre\u00e7os.<br>A abertura da economia, baixando as tarifas de importa\u00e7\u00f5es.<br>A diminui\u00e7\u00e3o do d\u00e9ficit p\u00fablico, com uma reforma administrativa e o processo de privatiza\u00e7\u00e3o das estatais.<\/blockquote><br>Esse plano naufragou devido, principalmente, ao desgaste do governo e \u00e0 perda de credibilidade de seus membros. Collor sofreu um impeachment e renunciou em dezembro de 1992.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o governo de Itamar Franco, em 1\u00ba de julho de 1994, foi lan\u00e7ado o Plano Real de estabiliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. O sucessor de Itamar, Fernando Henrique Cardoso, elegeu o Plano Real como a prioridade m\u00e1xima de sua gest\u00e3o. O real \u00e9 a nova moeda do pa\u00eds.<br><blockquote>O Estado retira-se<br>Com a infla\u00e7\u00e3o estacionada em porcentagens muito baixas, a meta do Governo Fernando Henrique \u00e9 diminuir a participa\u00e7\u00e3o do Estado nas atividades econ\u00f4micas. O debate atual na sociedade brasileira tem girado em torno dos limites desse afastamento e da defini\u00e7\u00e3o das \u00e1reas nas quais a atua\u00e7\u00e3o governamental \u00e9 estrat\u00e9gica.<\/blockquote><br><strong>Enquanto isso\u2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Brasil, as v\u00e1rias mudan\u00e7as de moeda e o descontrole inflacion\u00e1rio sempre penalizaram a parcela mais pobre da popula\u00e7\u00e3o e os problemas sociais costumam ser mascarados e controlados por acordos entre as elites dominantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Alemanha, ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, o problema da infla\u00e7\u00e3o galopante levou, junto com outras causas, ao fortalecimento do nazismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1923, o valor do d\u00f3lar naquele pa\u00eds chegou a 4 trilh\u00f5es de marcos! Eram comuns cenas de pessoas empurrando carrinhos de dinheiro para uma simples compra no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A incapacidade do governo alem\u00e3o de encontrar solu\u00e7\u00f5es para reerguer a economia facilitou o caminho para que um l\u00edder extremista empolgasse o povo com o sonho da grande Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em busca da autovaloriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com um discurso nacionalista, a Revolu\u00e7\u00e3o de 1930 cobrava a prote\u00e7\u00e3o das riquezas brasileiras contra as investidas imperialistas das corpora\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O governo criou departamentos para implementar uma pol\u00edtica nacional sobre os produtos considerados estrat\u00e9gicos:<\/strong><br><blockquote>O Departamento Nacional de Produ\u00e7\u00e3o Mineral (1934); o Conselho Nacional de Petr\u00f3leo (1938); o Conselho Nacional de \u00c1guas e Energia El\u00e9trica (1939); e o novo C\u00f3digo de Minas, que proibia a participa\u00e7\u00e3o de estrangeiros na minera\u00e7\u00e3o e na metalurgia (1940).<\/blockquote><br><strong>Rumo ao progresso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto do governo de Juscelino Kubitschek tornava mais f\u00e1ceis as rela\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos. Ele pretendia recuperar o atraso da infraestrutura econ\u00f4mica brasileira e atualizar sua tecnologia. Para tanto, Juscelino escreveu diretamente ao presidente norte-americano, Dwight Eisenhower, sugerindo a retomada do ideal pan-americano para fortalecer toda a Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos resultados concretos dessa aproxima\u00e7\u00e3o foi a cria\u00e7\u00e3o do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 1959, uma institui\u00e7\u00e3o regional de financiamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A energia que JK investia na moderniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds criou situa\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ao capital estrangeiro, como a aplica\u00e7\u00e3o da Instru\u00e7\u00e3o 113, da Superintend\u00eancia da Moeda e do Cr\u00e9dito (Sumoc), que reduzia as taxas cobradas sobre remessas de lucros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Diversas ind\u00fastrias estrangeiras constru\u00edram, naquele per\u00edodo, suas filiais no Brasil:<\/strong><br><blockquote>No setor automobil\u00edstico, as europeias chegaram primeiro, como a alem\u00e3 Volkswagen e a francesa Simca.<br>A constru\u00e7\u00e3o naval contou com capitais holand\u00eas e japon\u00eas.<\/blockquote><br>A pol\u00edtica desenvolvimentista atra\u00eda o empresariado brasileiro, tamb\u00e9m, pela facilidade de cr\u00e9ditos e baixas taxas de juros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A tecnocracia em ascens\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro momento do regime militar, durante a Presid\u00eancia do marechal Humberto Castello Branco, preocupou-se com a reorganiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A infla\u00e7\u00e3o era alt\u00edssima e a d\u00edvida externa brasileira parecia administr\u00e1vel. O economista Roberto Campos, que havia sido embaixador de Jo\u00e3o Goulart em Washington, tornou-se ministro do Planejamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A chegada maci\u00e7a de investimentos de institui\u00e7\u00f5es norte-americanas ao Brasil foi, nesse per\u00edodo, indiscut\u00edvel para a retomada do crescimento. Junto com o dinheiro vieram tamb\u00e9m as implac\u00e1veis cr\u00edticas nacionalistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nacionalismo e estatismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a Presid\u00eancia do general Arthur da Costa e Silva, surgiu a pol\u00edtica do \u201ctrip\u00e9 econ\u00f4mico\u201d, formada pelo Estado, pelo grande capital local e pelas multinacionais. Essa estrat\u00e9gia foi mantida, ajudando a compor as empresas de ind\u00fastria pesada e de explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais. Exemplos disso s\u00e3o a associa\u00e7\u00e3o da Vale do Rio Doce com a U.S. Steel \u00ad para explorar ferro em Caraj\u00e1s \u00ad e a forma\u00e7\u00e3o da hidrel\u00e9trica Itaipu Binacional, com o Paraguai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O \u201cmilagre econ\u00f4mico\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O florescimento das estatais, com decl\u00ednio do setor privado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ano de 1970 marca o in\u00edcio do per\u00edodo do chamado \u201cmilagre econ\u00f4mico brasileiro\u201d. Empr\u00e9stimos e investimentos estrangeiros alavancam o processo de desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novos empregos e infla\u00e7\u00e3o baixa trazem euforia \u00e0 classe m\u00e9dia e ao empresariado. Ao mesmo tempo, vive-se o auge da repress\u00e3o, com censura \u00e0 imprensa e viol\u00eancia contra a oposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 o momento da linha-dura no poder, que tem no presidente da Rep\u00fablica, Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici, seu grande representante. Em seu governo, a infla\u00e7\u00e3o anual ficou abaixo dos 20 por cento e o crescimento do PIB em 1970 foi de 10,4 por cento, chegando a 14 por cento em 1974.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A \u00eanfase da presen\u00e7a do Estado na economia alinhava-se ao projeto Brasil Pot\u00eancia, que o governo militar vislumbrava para o pa\u00eds. Iniciativas econ\u00f4micas grandiosas, somadas a uma propaganda competente, culminaram no governo Medici com o chamado \u201cMilagre Econ\u00f4mico\u201d (1968 a 1973). Seu principal art\u00edfice foi o economista Ant\u00f4nio Delfim Netto, que j\u00e1 tinha sido ministro da Fazenda no Governo Costa e Silva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os Estados Unidos viviam crises internas com a Guerra do Vietn\u00e3 e o esc\u00e2ndalo de Watergate, que levou ao impeachment e \u00e0 ren\u00fancia do presidente Richard Nixon em 1974.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>As novas alian\u00e7as<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A crise internacional do petr\u00f3leo, em 1973, levou a economia mundial a uma retra\u00e7\u00e3o. O Brasil n\u00e3o seguiu essa orienta\u00e7\u00e3o. Optou por manter sua pol\u00edtica de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente Ernesto Geisel tamb\u00e9m incentivou os megaprojetos, sobretudo no setor hidrel\u00e9trico. Em 1975, assinou com a Alemanha um acordo nuclear de US$ 10 bilh\u00f5es para instalar oito usinas at\u00f4micas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A iniciativa foi atacada pelo p\u00e9ssimo momento econ\u00f4mico para o investimento e pela aquisi\u00e7\u00e3o de uma tecnologia obsoleta e defeituosa. Al\u00e9m disso, em nada interessava, externamente, que o Brasil avan\u00e7asse na \u00e1rea nuclear.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O imperialismo torna-se o vil\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decad\u00eancia do regime militar esteve associada \u00e0 crise econ\u00f4mica e \u00e0 m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o dos governos Medici, Geisel e Figueiredo. A oposi\u00e7\u00e3o ao sistema criticava a interven\u00e7\u00e3o e as imposi\u00e7\u00f5es ditadas pelo FMI.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois disso, o alvo das oposi\u00e7\u00f5es foi o imperialismo norte-americano \u00ad representado pelo governo e pelo empresariado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As multinacionais eram acusadas de ser o escoadouro das riquezas do Brasil. As auditorias do FMI nas contas do pa\u00eds eram uma dura interfer\u00eancia na soberania nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transi\u00e7\u00e3o para a democracia, com o governo Jos\u00e9 Sarney (1985 a 1990), em um per\u00edodo de caos econ\u00f4mico, antes de mais nada teve de recuperar a confian\u00e7a nacional e internacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O impeachment de Collor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiro presidente civil eleito diretamente depois do golpe militar de 1964, Fernando Collor de Mello (1990 a 1992) viu-se envolvido em uma s\u00e9rie de den\u00fancias de desfalque, corrup\u00e7\u00e3o, tr\u00e1fico de influ\u00eancia que abalou a credibilidade de seu governo. Sindicatos, pol\u00edticos, associa\u00e7\u00f5es civis, entidades de classe uniram-se e foram \u00e0s ruas, em 1992, exigir o impeachment do presidente. Nessa campanha, destacaram-se os alunos secundaristas, que, com os rostos pintados e muito bom humor, juntaram-se aos manifestantes e ficaram conhecidos como \u201ccaras-pintadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.conhecimentosgerais.com.br\/www.escolavesper.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Economia na Ditadura Militar, Hist\u00f3ria, Regime, Crescimento, Milagre econ\u00f4mico, Mis\u00e9ria, Recess\u00e3o, O que foi, Economia na Ditadura Militar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9112,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-25868","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Economia na Ditadura Militar - 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