{"id":25835,"date":"2015-12-17T00:00:00","date_gmt":"2015-12-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/brasil-um-pais-de-migrantes-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:56:16","modified_gmt":"2026-09-01T17:56:16","slug":"brasil-um-pais-de-migrantes-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/brasil-um-pais-de-migrantes-4\/","title":{"rendered":"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes"},"content":{"rendered":"\n<strong>Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nA hist\u00f3ria do povo brasileiro \u00e9 uma\u00a0<strong>hist\u00f3ria de migra\u00e7\u00f5es<\/strong>, da busca cont\u00ednua pela conquista da sobreviv\u00eancia.\n\nAs\u00a0<strong>migra\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0n\u00e3o ocorreram ou ocorrem por causa de guerras, mas pela inconst\u00e2ncia dos ciclos econ\u00f4micos e de uma economia planejada independentemente das necessidades da popula\u00e7\u00e3o.\n\nA Igreja procurou peregrinar com o seu povo, mas nem sempre conseguiu, quer por falta de quadros, quer pelas limita\u00e7\u00f5es de vis\u00e3o pastoral.\n\n<strong>O POVO \u00c9 V\u00cdTIMA<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>economia brasileira<\/strong>\u00a0teve como maior fundamento a surpresa e o n\u00e3o-planejamento. O povo correu atr\u00e1s da economia e esta n\u00e3o o levou em conta, a n\u00e3o ser como m\u00e3o-de-obra.\n\nO primeiro\u00a0<strong>ciclo foi o do pau-brasil<\/strong>, e os \u00edndios acabaram escravos.\n\nVeio o<strong>\u00a0ciclo da cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>\u00a0e, al\u00e9m do \u00edndio, escravizou-se o negro africano. Seguiu o ciclo do ouro e das pedras preciosas, e milhares de brancos pobres, \u00edndios e negros padeceram nas jazidas.\n\nCom a chegada do\u00a0<strong>ciclo do caf\u00e9<\/strong>, achou-se melhor mandar embora o negro e trazer para as fazendas m\u00e3o-de-obra barata da Europa e do nordeste.\n\n<strong>O ciclo da borracha<\/strong>\u00a0atraiu para a Amaz\u00f4nia os nordestinos fugidos da seca e da mis\u00e9ria. Finalmente, o ciclo industrial fez com que os camponeses migrassem para a cidade.\n\n<strong>Assistiu-se<\/strong>, dessa forma, \u00e0 corrida dos trabalhadores para as regi\u00f5es que prometiam fartura e sossego, mas encontraram somente a explora\u00e7\u00e3o barata e rigorosa de sua for\u00e7a.\n\n<strong>UM POVO DESENRAIZADO<\/strong>\n\nSegundo estudos de Jos\u00e9 O. Beozzo, em 1980, 40 milh\u00f5es de brasileiros viviam num munic\u00edpio diferente de onde tinham nascido.\n\n<strong>E isso sem contar as transfer\u00eancias dentro de uma mesma municipalidade:\u00a0<\/strong>da ro\u00e7a para a cidade e de uma ro\u00e7a para outra. Isso daria quase o dobro de migrantes.\n\n<strong>Os n\u00fameros s\u00e3o frios e escondem uma realidade bem mais dura:\u00a0<\/strong>o migrante \u00e9 aquele que perde sua raiz, seu ch\u00e3o natal, o contato com os parentes, os amigos, sua igreja, suas festas\u2026\n\n<strong>\u00cdNDIOS E NEGROS<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor4-2.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"158\" height=\"176\" \/><strong>\nndios<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor5-2.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"143\" height=\"200\" \/>\nNegros<\/strong><\/p>\nOs povos ind\u00edgenas foram os primeiros brasileiros for\u00e7ados \u00e0 migra\u00e7\u00e3o. Levados for\u00e7a para o trabalho agr\u00edcola, foram privados de seu ch\u00e3o. Os \u00edndios que n\u00e3o fugiram para o interior, foram escravizados para plantar na terra que h\u00e1 pouco era sua.\n\n<strong>Os bandeirantes<\/strong>\u00a0s\u00e3o o maior s\u00edmbolo do exterm\u00ednio e escraviza\u00e7\u00e3o desses povos. Os imigrantes europeus, que receberam no Sul terras supostamente vazias, pois \u00edndio n\u00e3o era considerado gente, tamb\u00e9m combateram os ind\u00edgenas.\n\n<strong>A migra\u00e7\u00e3o ind\u00edgena<\/strong>\u00a0continua, tanto pela invas\u00e3o dos garimpeiros, como pela expans\u00e3o da agro-ind\u00fastria. Hoje se fixam nas beiras de estradas ou vivem favelados em zonas urbanas. De 5 milh\u00f5es no s\u00e9culo 16, hoje s\u00e3o 325 mil.\n\n<strong>N\u00e3o menos dura\u00a0<\/strong>foi a sorte dos negros trazidos escravos para as planta\u00e7\u00f5es de cana-de-a\u00e7\u00facar, para a minera\u00e7\u00e3o e os trabalhos dom\u00e9sticos. O negro perdeu o pa\u00eds, a tradi\u00e7\u00e3o, a fam\u00edlia, a l\u00edngua e a religi\u00e3o.\n\nFelizmente, muitos deles conseguiram preservar suas tradi\u00e7\u00f5es humanas e religiosas.\n\n<strong>Quando a m\u00e3o-de-obra<\/strong>\u00a0<strong>escrava encontrou a oposi\u00e7\u00e3o internacional, encontrou-se um meio mais econ\u00f4mico para as grandes fazendas de caf\u00e9:<\/strong>\u00a0o imigrante europeu.\n\n<strong>Se o escravo negro precisava ser comprado, vestido, alimentado e ter moradia e amparo na velhice, o europeu era diarista:<\/strong>\u00a0trabalhava por uma di\u00e1ria, o que era mais barato. Assim, ap\u00f3s a Lei \u00c1urea de 1888, muitos negros acabaram indo para as periferias urbanas.\n\n<strong>Houve tamb\u00e9m<\/strong>\u00a0negros que retornaram \u00e0 \u00c1frica, uns 10 mil, onde constitu\u00edram bairros brasileiros e mantiveram o catolicismo. Os cerca de 5 milh\u00f5es os negros trazidos da \u00c1frica aumentaram tanto ao ponto de hoje negros e mulatos constitu\u00edrem 40% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.\n\n<strong>OS POBRES QUE V\u00caM DA EUROPA<\/strong>\n\n<strong>Vieram primeiramente os portugueses:<\/strong>\u00a0uns para enriquecer e outros para sobreviver ou cumprir pena. Permanecia para o governo portugu\u00eas o problema da m\u00e3o-de-obra e da ocu.\n\n<strong>No in\u00edcio do s\u00e9culo 19, evidenciou-se um problema racista:<\/strong>\u00a0a supremacia das ra\u00e7as. Atribuiu-se a mis\u00e9ria e a viol\u00eancia \u00e0 \u201cra\u00e7a\u201d brasileira. O negro, mulato, \u00edndio, teriam caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas atrasadas, era necess\u00e1rio ent\u00e3o embranquecer o Brasil. A importa\u00e7\u00e3o de brancos, especialmente de alem\u00e3es, era o melhor caminho para o progresso. Nem os chineses serviam. Depois de muita discuss\u00e3o e imigra\u00e7\u00e3o, em 20 de junho de 1890 se aprova a lei de imigra\u00e7\u00e3o, aceitando todos, \u201cmenos os ind\u00edgenas da \u00c1sia e da \u00c1frica\u201d. Ainda em 1945, Get\u00falio aprova um decreto refor\u00e7ando a necessidade da vinda de mais europeus.\n\nUm pa\u00eds de pobres selecionando pobres.\n\nEntre 1871 e 1920, o Brasil recebeu 3,3 milh\u00f5es de imigrantes, provenientes da Alemanha, It\u00e1lia, Portugal, Ucr\u00e2nia e Pol\u00f4nia. Na d\u00e9cada de 30, houve imigra\u00e7\u00e3o maci\u00e7a de japoneses. Tamb\u00e9m vieram coreanos, chineses, libaneses e turcos. Normalmente os imigrantes faziam parte dos empobrecidos de suas p\u00e1trias, pela falta de terras e de empregos. Alemanha e It\u00e1lia devem seu crescimento a seus filhos que foram embora.\n\nOs imigrantes foram levados para trabalharem como bra\u00e7ais nas fazendas de caf\u00e9 em S\u00e3o Paulo, Rio, Minas e Esp\u00edrito Santo. Outros passaram a trabalhar nas ind\u00fastrias.\n\nOs que vieram para os estados do sul se dedicaram \u00e0 agricultura, ind\u00fastria e fundaram muitas das cidades desses estados.\n\n<strong>MIGRA\u00c7\u00d5ES INTERNAS<\/strong>\n\nEm n\u00edvel interno, o nordestino \u00e9 o migrante brasileiro por excel\u00eancia. V\u00edtima das secas ou da explora\u00e7\u00e3o latifundi\u00e1ria, foi para a Amaz\u00f4nia explorar a borracha.\n\nNeste s\u00e9culo foi o respons\u00e1vel pelo desenvolvimento da ind\u00fastria e constru\u00e7\u00e3o civil em S\u00e3o Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Bras\u00edlia.\n\n<strong>Assim que pode, ele retorna ao seu nordeste:<\/strong>\u00a0l\u00e1 est\u00e1 sua raiz, seu ch\u00e3o natal. L\u00e1 \u00e9 que sua vida tem sentido!\n\n<strong>A partir da d\u00e9cada de 30<\/strong>, promoveu-se a Marcha para o Oeste, com a ocupa\u00e7\u00e3o do MT e GO. Em seguida, dos estados de RO, AC, RR, etc. Ga\u00fachos, catarinenses, paranaenses, paulistas e outros fundaram e fundam novas comunidades, dedicando-se \u00e0 agropecu\u00e1ria.\n\n<strong>A grande migra\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0do final do mil\u00eanio \u00e9 o \u00eaxodo rural, com o incha\u00e7o das cidades e o empobrecimento de tantas fam\u00edlias que na ro\u00e7a tinham do que viver. Em tr\u00eas d\u00e9cadas, a popula\u00e7\u00e3o brasileira mudou de 80% no meio rural para 80% no meio urbano.\n\n<strong>Causa disso:<\/strong>\u00a0a sedu\u00e7\u00e3o da cidade, melhores condi\u00e7\u00f5es para a educa\u00e7\u00e3o dos filhos, a falta de terra e a perda da propriedade pela hipoteca banc\u00e1ria\u2026 N\u00e3o h\u00e1 uma pol\u00edtica convincente para se fixar o homem na ro\u00e7a.\n\n<strong>A IGREJA E OS MIGRANTES<\/strong>\n\nFoi e \u00e9 not\u00e1vel o esfor\u00e7o da Igreja \u2013 cat\u00f3lica e protestante \u2013 em acompanhar seus filhos. Sacerdotes, religiosos e religiosas tamb\u00e9m se fazem migrantes com seu povo.\n\n<strong>No s\u00e9culo 18,<\/strong>\u00a0foram os padres a\u00e7orianos e, no s\u00e9culo 19 e 20, portugueses, italianos, alem\u00e3es e poloneses que atenderam religiosamente seus compatriotas. O mesmo se deve dizer dos pastores protestantes alem\u00e3es e dos padres da Igreja Cat\u00f3lica Ortodoxa.\n\n<strong>A imigra\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0colocou a Igreja brasileira diante de uma nova realidade religiosa, devida \u00e0 presen\u00e7a de popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o cat\u00f3licas.\n\n<strong>Inicialmente<\/strong>, cat\u00f3licos e protestantes gostavam de se atacar, mas depois chegou-se a uma viv\u00eancia fraterna. Se a doutrina pode causar disc\u00f3rdia, a busca pela vida une.\n\n<strong>PRINCIPAIS GRUPOS \u00c9TNICOS<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor6-1.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"184\" height=\"244\" \/>\nPortugueses<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">A etnia mais representativa entre os que imigraram para o Brasil s\u00e3o os portugueses que, desde 1500, com a chegada de Cabral em terras brasileiras at\u00e9 a d\u00e9cada de 1950, quando esse movimento migrat\u00f3rio diminuiu, espalharam-se por todo o Pa\u00eds. As cidades que acolheram maior quantidade de imigrantes lusitanos foram S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor7-1.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"214\" height=\"190\" \/>\nAfricano<\/strong><\/p>\n<strong>Surgiu assim o terceiro grupo importante que participaria da forma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira:<\/strong> o negro africano. \u00c9 imposs\u00edvel precisar o n\u00famero de escravos trazidos durante o per\u00edodo do tr\u00e1fico negreiro, do s\u00e9culo XVI ao XIX, mas admite-se que foram de cinco a seis milh\u00f5es. O negro africano contribuiu para o desenvolvimento populacional e econ\u00f4mico do Brasil e tornou-se, pela mesti\u00e7agem, parte insepar\u00e1vel de seu povo.\n\nOs africanos espalharam-se por todo o territ\u00f3rio brasileiro, em engenhos de a\u00e7\u00facar, fazendas de cria\u00e7\u00e3o, arraiais de minera\u00e7\u00e3o, s\u00edtios extrativos, planta\u00e7\u00f5es de algod\u00e3o, fazendas de caf\u00e9 e \u00e1reas urbanas. Sua presen\u00e7a projetou-se em toda a forma\u00e7\u00e3o humana e cultural do Brasil com t\u00e9cnicas de trabalho, m\u00fasica e dan\u00e7as, pr\u00e1ticas religiosas, alimenta\u00e7\u00e3o e vestimentas.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor8-1.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"302\" height=\"204\" \/><strong>\nItalianos<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">A segunda etnia mais numerosa de imigrantes para o Brasil come\u00e7ou a chegar a partir da d\u00e9cada de 1870, per\u00edodo em que a It\u00e1lia enfrentava graves dificuldades nas \u00e1reas rurais por conta da crescente industrializa\u00e7\u00e3o do norte desse pa\u00eds. Os italianos se instalaram principalmente em S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, mas tamb\u00e9m foram recebidos em Santa Catarina, Paran\u00e1 e Esp\u00edrito Santo, onde existem importantes col\u00f4nias de italianos e de seus descendentes.<\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor9-1.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"215\" height=\"279\" \/>\nImigrante espanhol no com\u00e9rcio de ferro-velho em S\u00e3o Paulo, nos anos de 1950. Acervo Museu da Imigra\u00e7\u00e3o-SP<\/strong><\/p>\n<strong>ESPANH\u00d3IS<\/strong>\n\nFugindo das dificuldades econ\u00f4micas pelas quais a Espanha passava, os espanh\u00f3is come\u00e7am a chegar em 1870, tendo intensificado o seu movimento migrat\u00f3rio entre 1880 a 1890. Hoje figuram como a terceira etnia mais numerosa a migrar para o Brasil, tendo sua maior concentra\u00e7\u00e3o no Estado de S\u00e3o Paulo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor10-1.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"337\" height=\"250\" \/><strong>\nPintura retratando a chegada dos primeiros Imigrantes alem\u00e3es ao Brasil, Rio Grande do Sul, 1824<\/strong><\/p>\n<strong>ALEM\u00c3ES<\/strong>\n\nAs primeiras col\u00f4nias de imigrantes alem\u00e3es foram fundadas no Rio Grande do Sul. A primeira delas em 1824, onde hoje \u00e9 a cidade de S\u00e3o Leopoldo. O objetivo era colonizar a regi\u00e3o e desenvolver a agricultura.\n\nA imigra\u00e7\u00e3o alem\u00e3 se realizou de forma cont\u00ednua por mais de um s\u00e9culo (1824-1937). Ap\u00f3s terem massacrado os caboclos na guerra do Contestado, ap\u00f3s terem tomado posse de suas terras no acordo de limites com o Paran\u00e1 em 1918 e encerrada a Primeira Guerra Mundial, o governo imperial e os governos locais do Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul deram in\u00edcio ao processo de coloniza\u00e7\u00e3o do Contestado e arredores.\n\nTendo desterrado os caboclos brasileiros, ofereceram milh\u00f5es de hectares a fam\u00edlias de imigrantes europeus e os egressos de col\u00f4nias mais antigas, a maioria era de origem alem\u00e3.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor11.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"270\" height=\"187\" \/>\n<strong>Poloneses <\/strong><\/p>\nNo final do s\u00e9culo XVIII a Pol\u00f4nia sofreu diversas invas\u00f5es da R\u00fassia, Pr\u00fassia e \u00c1ustria. Sua economia encontrava-se prejudicada pela concorr\u00eancia dos cereais exportados pelos Estados Unidos e Canad\u00e1. Em raz\u00e3o desse cen\u00e1rio, mais de 3,6 milh\u00f5es de poloneses migraram para outros pa\u00edses. Nesse per\u00edodo, o Brasil recebeu 100 mil poloneses que se estabeleceram, principalmente, no Paran\u00e1. Os poloneses que aqui vieram, o fizeram a convite do governo brasileiro que desejava ocupar as terras da regi\u00e3o Sul do Pa\u00eds, em especial aquelas que foram confiscadas dos caboclos brasileiros no acordo de limites, assinado em 1918, entre Santa Catarina e Paran\u00e1.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor12.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"215\" height=\"205\" \/><strong>\nUcranianos<\/strong><\/p>\nEm 1891, chegaram ao Paran\u00e1 os primeiros imigrantes ucranianos, atra\u00eddos pelas vantagens oferecidas pelo governo do Brasil e pelo desejo de escapar dos in\u00fameros conflitos que ocorriam em sua terra natal. Come\u00e7aram se estabelecendo no Paran\u00e1 e, em seguida, foram se fixando em terras catarinenses, ga\u00fachas e paulistas. Esses imigrantes tamb\u00e9m foram beneficiados como a expuls\u00e3o dos caboclos na regi\u00e3o do Contestado.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor13.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"264\" height=\"205\" \/>\n<strong>Fam\u00edlia imigrante de origem judaica em S\u00e3o Paulo, na d\u00e9cada de 1920. Acervo Museu da Imigra\u00e7\u00e3o-SP <\/strong><\/p>\n<strong>JUDEUS<\/strong>\n\nA constitui\u00e7\u00e3o brasileira de 1891 permitiu o livre culto religioso no Brasil. Isso por si s\u00f3 j\u00e1 foi motivo para intensificar a imigra\u00e7\u00e3o dessa etnia para o Pa\u00eds. No entanto, ap\u00f3s a ascens\u00e3o do nazismo em 1933, os judeus procuraram se estabelecer nas Am\u00e9ricas. Eles vieram de diversas partes do mundo, Marrocos, Pol\u00f4nia, R\u00fassia, Turquia, Gr\u00e9cia e Alemanha e outros. No Brasil, habitaram as zonas urbanas e desenvolveram atividades ligadas a servi\u00e7os com\u00e9rcio.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor14.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"263\" height=\"167\" \/><strong>\nS\u00edrios e Libaneses<\/strong><\/p>\nAs persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ocasionadas pela domina\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Turco-Otomano, e as decorrentes dificuldades econ\u00f4micas do final do s\u00e9culo XIX, fizeram com que grandes grupos de s\u00edrios e libaneses fugissem de suas regi\u00f5es de origem. No Brasil, ficaram conhecidos como turcos, denomina\u00e7\u00e3o que n\u00e3o corresponde as suas origens, j\u00e1 que vieram da S\u00edria e do L\u00edbano.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor15.jpg\" alt=\"Brasil, Um Pa\u00eds de Migrantes\" width=\"276\" height=\"174\" \/>\n<strong>Japoneses <\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Os primeiros imigrantes japoneses (ao todo, 781 pessoas) que desembarcaram no pa\u00eds chegaram ao Porto de Santos em 1908, trazidos pelo navio Kasato-Maru, dando in\u00edcio \u00e0 grande imigra\u00e7\u00e3o japonesa, que se prolongou at\u00e9 a d\u00e9cada de 50 e transformou o Brasil na na\u00e7\u00e3o com a maior popula\u00e7\u00e3o japonesa fora do Jap\u00e3o. Grande parte dos imigrantes japoneses se instalou no estado de S\u00e3o Paulo, mas h\u00e1 outros importantes n\u00facleos no Paran\u00e1, Par\u00e1 e Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Jos\u00e9 A. 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