{"id":25831,"date":"2015-12-17T00:00:00","date_gmt":"2015-12-17T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/doencas-da-cana-de-acucar-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:56:14","modified_gmt":"2026-09-01T17:56:14","slug":"doencas-da-cana-de-acucar-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-do-brasil\/doencas-da-cana-de-acucar-4\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar"},"content":{"rendered":"\n<p>At\u00e9 hoje foram identificadas 216 doen\u00e7as que atingem a cana-de-a\u00e7\u00facar, sendo      que cerca de 58 foram encontradas no Brasil. <\/p>\n   \n<p>Dentre estas 58 doen\u00e7as, pelo menos dez podem ser consideradas de grande      import\u00e2ncia econ\u00f4mica para a cultura. <\/p>\n   \n<p>As doen\u00e7as mais importantes s\u00e3o controladas com o uso de variedades resistentes.    <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, o fato de o controle estar embutido nas caracter\u00edsticas agron\u00f4micas      da planta faz com que alguns produtores rurais desconhe\u00e7am o valor da variedade.<\/p>\n   \n<p>Entretanto, como a maioria das resist\u00eancias a doen\u00e7as nessa cultura \u00e9 de      car\u00e1ter quantitativo e n\u00e3o qualitativo, ou seja, a resist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 absoluta,      mas gradual, muitas variedades em cultivo podem apresentar certo n\u00edvel de      suscetibilidade a algumas doen\u00e7as.<\/p>\n   \n<p>Como os causadores de doen\u00e7as s\u00e3o seres vivos, eles podem produzir, tamb\u00e9m,      novas ra\u00e7as ou variantes que vencem essa resist\u00eancia e passam a causar novo      surto de doen\u00e7a. <\/p>\n   \n<p>Em fun\u00e7\u00e3o disso e das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, podem surgir surtos epid\u00eamicos,      havendo a necessidade de identificar novas doen\u00e7as da cana e manter uma cont\u00ednua      vigil\u00e2ncia dentro dos canaviais, nos n\u00edveis estadual e nacional.<\/p>\n   \n<h4>Principais doen\u00e7as da cana-de-a\u00e7\u00facar<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>Escaldadura-das-folhas<br \/>\n       Estria vermelha<br \/>\n       Raquitismo-da-soqueira<br \/>\n       Mosaico<br \/>\n       Amarelinho<br \/>\n       Ferrugem da cana<br \/>\n       Carv\u00e3o da cana<br \/>\n       Mancha parda<br \/>\n       Podrid\u00e3o abacaxi<br \/>\n       Podrid\u00e3o de fusarium<br \/>\n       Podrid\u00e3o vermelha<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Alguns fatores ambientais podem causar sintomas parecidos com doen\u00e7as nas      planta, o que pode confundir o produtor ou o extensionista. Um exemplo \u00e9 a      semelhan\u00e7a entre os sintomas de podrid\u00e3o vermelha com os efeitos de um raio      que atinge a lavoura (Figura 1). <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca1.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"236\" height=\"340\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n     Fig. 1. Cana atingida por raio (esquerda) e <br \/>\n     com sintoma de podrid\u00e3o vermelha (direita).<br \/>\n     Foto: Liliane De Diana Teixeira. <\/strong><\/p>\n   \n<h4>Doen\u00e7as bacterianas<\/h4>\n   \n<p><strong>Doen\u00e7as causadas por bact\u00e9rias <\/strong><\/p>\n   \n<p>Dentre as doen\u00e7as bacterianas que preocupam o setor canavieiro destacam-se      a escaldadura das folhas, estrias vermelhas e raquitismo da soqueira, que      est\u00e3o descritas, detalhadamente, abaixo. Outras doen\u00e7as tamb\u00e9m provocam preju\u00edzos,      dependendo da regi\u00e3o e das condi\u00e7\u00f5es ambientais. <\/p>\n   \n<p><strong>Escaldadura das folhas &#8211; Bact\u00e9ria Xanthomonas albilineans<\/strong><\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a \u00e9 causada pela bact\u00e9ria Xanthomonas albilineans, capaz de colonizar      os vasos das plantas e mover-se sistematicamente em seus tecidos vegetais.      Ela se manifesta de forma distinta em localidades diferentes, isto \u00e9, os sintomas      da doen\u00e7a variam de acordo com as condi\u00e7\u00f5es do local. <\/p>\n   \n<p>A escaldadura das folhas apresenta grande potencial destrutivo, sobretudo      em variedades suscet\u00edveis. No Brasil, sua import\u00e2ncia tem sido deixada de      lado em fun\u00e7\u00e3o dos erros de identifica\u00e7\u00e3o e da confus\u00e3o de seus preju\u00edzos      com aqueles causados pelo raquitismo da soqueira. Quando a doen\u00e7a se manifesta      em variedades extremamente suscet\u00edveis, pode causar perdas de at\u00e9 100%. Ela      pode causar, ainda, m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o dos colmos, morte das touceiras, queda de      produ\u00e7\u00e3o e de riqueza em sacarose.<\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e3o conhecidos tr\u00eas tipos de sintomas da doen\u00e7a, considerados bastante      complexos: <\/strong><\/p>\n   \n<p>Em algumas situa\u00e7\u00f5es, observa-se no interior dos colmos uma descolora\u00e7\u00e3o      na regi\u00e3o dos n\u00f3s, assemelhando-se aos sintomas do raquitismo da soqueira<\/p>\n   \n<p>Surgimento de diversos sintomas externos, sendo que o mais caracter\u00edstico      s\u00e3o as estrias brancas na folha, podendo atingir at\u00e9 sua base<\/p>\n   \n<p>O sintoma agudo, observado nas variedades mais suscet\u00edveis em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis      \u00e0 bact\u00e9ria, caracteriza-se pela queima total das folhas, como se a planta      tivesse sido escaldada. Da\u00ed a origem do nome da doen\u00e7a, escaldadura das folhas      (Figura 1).<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca2.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"235\" height=\"336\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n     Fig. 1. Sintomas de escaldadura<br \/>\n     das folhas. Foto: Hasime Tokeshi<\/strong><\/p>\n   \n<p>A bact\u00e9ria penetra pelos ferimentos dos colmos e permanece na planta durante      toda sua vida. Dessa forma, a doen\u00e7a \u00e9 facilmente disseminada na colheita      por meio de ferramentas de corte como o fac\u00e3o ou mesmo as colhedoras. Com      o aumento da colheita mecanizada, as preocupa\u00e7\u00f5es com essa doen\u00e7a se intensificaram.      Portanto, \u00e9 importante manter o canavial sempre sadio.<\/p>\n   \n<p>Os ventos e as chuvas podem disseminar a doen\u00e7a por longas dist\u00e2ncias, quando      espalham a bact\u00e9ria presente em \u00e1reas mortas (necroses) das plantas afetadas.    <\/p>\n   \n<p>Condi\u00e7\u00f5es de estresse (frio, seca ou temperatura muito alta) induzem o aparecimento      da fase aguda da doen\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>A principal forma de controle da escaldadura das folhas \u00e9 feita por meio      de variedades resistentes e tolerantes. <\/p>\n   \n<p><strong>O uso de variedades tolerantes requer alguns cuidados, como<\/strong>:      evitar plantio de mudas provenientes de campos com a doen\u00e7a; preparar \u00e1reas      de viveiros para eliminar bact\u00e9rias do solo e restos de cultura; desinfectar      equipamentos e ferramentas utilizadas no manejo da cultura. N\u00e3o \u00e9 conhecido      at\u00e9 o momento qualquer produto, qu\u00edmico ou biol\u00f3gico, que controle satisfatoriamente      a escaldadura das folhas.<\/p>\n   \n<p><strong>Estria vermelha \u0096 Bact\u00e9ria Acidovorax avenae<\/strong><\/p>\n   \n<p>A bact\u00e9ria causadora da doen\u00e7a \u00e9 de origem asi\u00e1tica e est\u00e1 presente nas principais      regi\u00f5es canavieiras do mundo. No Brasil, sua presen\u00e7a \u00e9 restrita, pois necessita      de condi\u00e7\u00f5es de clima e solo espec\u00edficas, como alta fertilidade. A estria      vermelha \u00e9 considerada uma doen\u00e7a secund\u00e1ria, por\u00e9m apresenta certo impacto      econ\u00f4mico nos Estados de S\u00e3o Paulo e do Paran\u00e1.<\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a manifesta-se com o aparecimento de estrias finas e longas nas folhas      e podrid\u00e3o do topo do colmo (Figuras 2 e 3) Nas folhas os sintomas evoluem      para uma colora\u00e7\u00e3o vermelho-marrom. Com a evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, as estrias atingem      o topo da planta. Posteriormente, essa regi\u00e3o umidece e apodrece. Se as condi\u00e7\u00f5es      forem favor\u00e1veis, a podrid\u00e3o do topo estende-se pelo resto do colmo, causando      rachaduras por onde escorre um l\u00edquido de odor desagrad\u00e1vel. <\/p>\n   \n<p>A dissemina\u00e7\u00e3o da bact\u00e9ria se d\u00e1 por respingos de chuva e pelo vento, sendo      que o calor (temperaturas acima de 28\u00ba C) e a alta umidade (acima de 90%)      favorecem seu desenvolvimento. As infec\u00e7\u00f5es s\u00e3o favorecidas, tamb\u00e9m, por ferimentos      produzidos nas plantas, quando uma folha esbarra em outra. O uso de variedades      resistentes \u00e9 o m\u00e9todo mais efetivo de controle da estria vermelha.<\/p>\n   \n<p><strong>Raquitismo da soqueira &#8211; Bact\u00e9ria Leifsonia xyli subsp. xyli<\/strong><\/p>\n   \n<p>Pesquisadores consideram o raquitismo da soqueira a mais importante doen\u00e7a      da cana-de-a\u00e7\u00facar em todo o mundo. O raquitismo pode causar preju\u00edzos de 5      a 30% da produtividade e infeccionar at\u00e9 100% do canavial. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o existe qualquer sintoma externo caracter\u00edstico da doen\u00e7a que possa ser      visualizado para o diagn\u00f3stico. Por isso, em alguns casos, o produtor pode      n\u00e3o saber que seu campo est\u00e1 infectado. O produtor s\u00f3 tomar\u00e1 conhecimento      do raquitismo quando observar o subdesenvolvimento dos colmos rebrotados da      touceira depois da colheita. <\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a leva a um crescimento retardado das touceiras e colmos menores,      tornando o canavial desuniforme. Nas touceiras doentes observa-se, ent\u00e3o,      colmos mais finos e intern\u00f3dios (regi\u00e3o entre os n\u00f3s) curtos, o que causa      redu\u00e7\u00e3o da produtividade. Se faltar \u00e1gua \u00e0s plantas durante a manifesta\u00e7\u00e3o      do raquitismo da soqueira, seus efeitos ser\u00e3o mais intensos e ocorrer\u00e1 enrolamento      das folhas.<\/p>\n   \n<p>A intensidade dos sintomas e, tamb\u00e9m, as perdas s\u00e3o vari\u00e1veis. Ambas dependem      da cultivar, da idade da touceira e das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, como a seca.    <\/p>\n   \n<p><strong>Al\u00e9m destes fatores, tamb\u00e9m podem estar associadas aos seguintes      aspectos:<\/strong> intensidade de estresses causados por herbicidas; ocorr\u00eancia      de outras doen\u00e7as simultaneamente; tratos culturais inapropriados, como excesso      de competi\u00e7\u00e3o por plantas daninhas, excesso ou falta de nutrientes e compacta\u00e7\u00e3o      do solo. <\/p>\n   \n<p><strong>A doen\u00e7a manifesta-se de modo mais claro nas soqueiras de variedades      mais suscet\u00edveis, nas quais podemos observar outro sintoma, j\u00e1 interno \u00e0 planta<\/strong>:      o desenvolvimento de uma colora\u00e7\u00e3o alaranjada-claro a vermelha-escuro nos      vasos que conduzem a \u00e1gua na planta (vasos xilema) na parte mais velha dos      colmos maduros. <\/p>\n   \n<p>Existem registros de que a bact\u00e9ria sobrevive no solo ap\u00f3s a colheita para      re-infectar plantas sadias. A principal forma de controle do raquitismo da      soqueira \u00e9 por meio de resist\u00eancia varietal. No entanto, a maior dificuldade      consiste na sele\u00e7\u00e3o de variedades resistentes em fun\u00e7\u00e3o da dificuldade no      diagn\u00f3stico r\u00e1pido e eficiente da doen\u00e7a. Outra forma eficaz de controle \u00e9      o tratamento t\u00e9rmico de toletes ou gemas por duas horas a 50o C. Por ser facilmente      transmitida mecanicamente, a desinfec\u00e7\u00e3o \u00e9 um importante m\u00e9todo para preven\u00e7\u00e3o      da doen\u00e7a. Todos os equipamentos usados para corte da cana devem ser desinfectados      com produtos qu\u00edmicos ou pelo calor.<\/p>\n   \n<h4>Doen\u00e7as f\u00fangicas <\/h4>\n   \n<p><strong>Doen\u00e7as causadas por fungos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Dentre as doen\u00e7as causadas por fungos e que podem prejudicar o canavial,      destacam-se a ferrugem e o carv\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Outras importantes doen\u00e7as s\u00e3o: <\/strong>mancha parda, podrid\u00e3o abacaxi,      podrid\u00e3o vermelh\u00e3o e podrid\u00e3o de fusarium (fusariose), que ser\u00e3o descritas      detalhadamente, abaixo.<\/p>\n   \n<p><strong>Ferrugem &#8211; Fungo Puccinia melanocephala<\/strong><\/p>\n   \n<p>A ferrugem est\u00e1 presente em todas as regi\u00f5es produtoras do Brasil e \u00e9 encontrada      em, aproximadamente, 64 pa\u00edses produtores. Conhecida h\u00e1 mais de 100 anos,      a doen\u00e7a causa perdas de 50% nas variedades mais suscet\u00edveis. No Brasil, a      ferrugem foi detectada pela primeira vez em 1986, quando afetou canaviais      dos Estados de S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Santa Catarina. <\/p>\n   \n<p><strong>Os sintomas caracter\u00edsticos da ferrugem, descritos abaixo, podem      ser observados na Figura 1. <\/strong><\/p>\n   \n<p>Inicialmente, surgem pequenas pontua\u00e7\u00f5es clor\u00f3ticas nas folhas, que evoluem      para manchas alongadas de colora\u00e7\u00e3o amarelada, podendo ser observadas na superf\u00edcie      superior e inferior da folha. As manchas variam entre dois e dez cent\u00edmetros      de comprimento e um e tr\u00eas cent\u00edmetros de largura e aumentam rapidamente de      tamanho, mudando da colora\u00e7\u00e3o amarela para avermelhada, vermelho-parda e preta      nos est\u00e1gios finais de morte da folha.<\/p>\n   \n<p>Desenvolvimento de p\u00fastulas (eleva\u00e7\u00f5es na superf\u00edcie da folha, causadas pelo      desenvolvimento do fungo) nos centros das manchas e na face inferior das folhas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca3.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"257\" height=\"342\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Fig. 1. Sintomas de ferrugem.<br \/>\n     Foto: Liliane De Diana Teixeira.<\/strong><\/p>\n   \n<p>As p\u00fastulas encobrem parte da folha, reduzindo sua \u00e1rea fotossint\u00e9tica. Assim,      a planta pode apresentar crescimento retardado, morte de perfilhos, colmos      finos e encurtamento dos entren\u00f3s. Em variedades muito suscet\u00edveis, as p\u00fastulas      agrupam-se, formando placas de tecido morto. Plantas muito atacadas podem      apresentar folhas queimadas e sem brilho. <\/p>\n   \n<p>Os sintomas da ferrugem s\u00e3o mais evidentes nas primeiras etapas de desenvolvimento      da doen\u00e7a, sendo bem menos percept\u00edveis ao final da epidemia, quando as plantas      atingem maior grau de matura\u00e7\u00e3o. De modo geral, a m\u00e1xima suscetibilidade das      plantas ocorre no est\u00e1gio juvenil (tr\u00eas a seis meses). A maturidade \u00e9, normalmente,      acompanhada da recupera\u00e7\u00e3o dos sintomas, caracterizando, em muitas variedades,      o que se denomina resist\u00eancia da planta adulta. <\/p>\n   \n<p>A dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a se d\u00e1, sobretudo, pelo vento, que transporta os      esporos do fungo para outras plantas e regi\u00f5es. A \u00fanica pr\u00e1tica de controle      para a doen\u00e7a \u00e9 o uso de variedades resistentes. O uso de fungicidas foliares      n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o economicamente vi\u00e1vel. <\/p>\n   \n<p><strong>Carv\u00e3o &#8211; Fungo Ustilago scitaminea<\/strong><\/p>\n   \n<p>O agente causador do carv\u00e3o est\u00e1 presente em todas as regi\u00f5es do Brasil,      sendo que sua primeira constata\u00e7\u00e3o foi em 1946, no Estado de S\u00e3o Paulo. Ap\u00f3s      sua descoberta, v\u00e1rias medidas de controle foram adotadas, sendo que a que      surtiu maior efeito foi a proibi\u00e7\u00e3o do plantio comercial de variedades suscet\u00edveis      a essa mol\u00e9stia.<\/p>\n   \n<p>O carv\u00e3o pode causar diversos danos ao canavial e as perdas podem chegar      a 100% em variedades suscet\u00edveis. Algumas regi\u00f5es canavieiras podem permanecer      por muitos anos sem relatos de ocorr\u00eancia de carv\u00e3o e, no entanto, a doen\u00e7a      pode reaparecer e devastar rapidamente \u00e1reas com variedades suscet\u00edveis. Os      danos causados pelo fungo incidem tanto na redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o como na perda      de qualidade do caldo. O carv\u00e3o \u00e9 uma das doen\u00e7as que atingem a cana-de-a\u00e7\u00facar      de mais f\u00e1cil identifica\u00e7\u00e3o. Seus sintomas, descritos a seguir, podem ser      visualizados na Figura 2. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca4.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"206\" height=\"289\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Fig. 2. Sintomas de carv\u00e3o. Foto: Hasime Tokeshi. <\/strong><\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a caracteriza-se pelo surgimento de um chicote, que consiste em uma      modifica\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o de crescimento do colmo (\u00e1pice), induzida pelo fungo,      com tamanho vari\u00e1vel &#8211; de alguns cent\u00edmetros a mais de um metro de comprimento.      O chicote \u00e9 composto por parte do tecido da planta e parte do tecido do fungo.    <\/p>\n   \n<p>Inicialmente, esse chicote apresenta cor prateada, passando, posteriormente,      \u00e0 preta, devido \u00e0 matura\u00e7\u00e3o dos esporos nele contidos. Antes de emitirem o      chicote, as plantas doentes apresentam folhas estreitas e curtas, colmos mais      finos que o normal e touceiras com superbrotamento. Os chicotes surgem em      plantas com idade entre dois e quatro meses, sendo que o pico ocorre entre      seis e sete meses de idade. <\/p>\n   \n<p>As condi\u00e7\u00f5es ambientais s\u00e3o determinantes no surgimento de epidemias de carv\u00e3o.      Sob condi\u00e7\u00f5es de estresse, mesmo variedades resistentes ao fungo podem apresentar      sintomas da doen\u00e7a. Condi\u00e7\u00f5es de estresse h\u00eddrico e calor favorecem a ocorr\u00eancia      do fungo. A transmiss\u00e3o da doen\u00e7a se d\u00e1 de forma a\u00e9rea, por dissemina\u00e7\u00e3o a      partir dos chicotes e por meio do plantio de mudas infectadas. A forma mais      eficiente para controlar a doen\u00e7a \u00e9 o uso de variedades resistentes. A doen\u00e7a      pode, ainda, ser prevenida com o uso de mudas sadias obtidas a partir de tratamento      t\u00e9rmico para cur\u00e1-las da doen\u00e7a. Outra pr\u00e1tica que deve ser utilizada, sobretudo      quando s\u00e3o empregadas variedades de resist\u00eancia intermedi\u00e1ria, \u00e9 o roguing      (elimina\u00e7\u00e3o de plantas doentes). <\/p>\n   \n<p><strong>Mancha Parda &#8211; Fungo Cercospora longipes<\/strong><\/p>\n   \n<p>Doen\u00e7a presente em todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds e que apresenta intensidade vari\u00e1vel      nos canaviais.<\/p>\n   \n<p>O sintoma t\u00edpico da doen\u00e7a (Figura 3) \u00e9 o surgimento de manchas de colora\u00e7\u00e3o      marrom-avermelhada e marrom-amarelada na superf\u00edcie superior e inferior de      folhas adultas. Muitas vezes, as manchas apresentam halos clor\u00f3ticos em seu      contorno.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca5.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"213\" height=\"288\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Fig. 3. Sintomas de mancha parda. Foto: Hasime Tokeshi. <\/strong><\/p>\n   \n<p>O tamanho da \u00e1rea afetada da folha depende do grau de resist\u00eancia da variedade      ao pat\u00f3geno, sendo que a melhor maneira de controlar a doen\u00e7a nos canaviais      \u00e9 com o uso de variedades resistentes.<\/p>\n   \n<p><strong>Podrid\u00e3o abacaxi &#8211; Fungo Ceratocystis paradoxa<\/strong><\/p>\n   \n<p>Doen\u00e7a que afeta uma grande quantidade de outras culturas, a podrid\u00e3o abacaxi      pode incidir tamb\u00e9m sobre as mudas (toletes) de cana-de-a\u00e7\u00facar. Como o fungo      causador da doen\u00e7a n\u00e3o possui mecanismos pr\u00f3prios de penetra\u00e7\u00e3o, ele se utiliza      de aberturas naturais ou ferimentos para entrar e colonizar uma planta. Se      a cana for plantada em solo contaminado, a penetra\u00e7\u00e3o do fungo ocorre pelo      corte nos toletes de plantio.<\/p>\n   \n<p>Uma vez instalado na muda, o fungo provoca baixa germina\u00e7\u00e3o em canaviais      rec\u00e9m implantados e, tamb\u00e9m, morte de brotos novos. Um diagn\u00f3stico mais preciso      pode ser realizado ao se observar uma colora\u00e7\u00e3o vermelha dos tecidos internos      e exala\u00e7\u00e3o de odor de abacaxi quando realizado um corte longitudinal no tolete.<\/p>\n   \n<p>Como a sobreviv\u00eancia do fungo \u00e9 favorecida pela alta umidade a doen\u00e7a ocorre,      geralmente, em solos argilosos, encharcados e de dif\u00edcil drenagem. Temperaturas      baixas \u00e9 outra condi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao desenvolvimento do fungo, por isso o      outono da Regi\u00e3o Centro-Sul \u00e9 a \u00e9poca mais comum de aparecimento da doen\u00e7a.<\/p>\n   \n<p><strong>Para prevenir a podrid\u00e3o abacaxi s\u00e3o recomend\u00e1veis medidas como:      <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Tratar as mudas com fungicidas antes do plantio<br \/>\n       Picar os toletes em tamanhos maiores, com seis gemas ou mais<br \/>\n       Evitar replantio de mudas em solos contaminados recentemente<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Podrid\u00e3o vermelha \u0096 Fungo Colletotrichum falcatum<\/strong><\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a existe desde o in\u00edcio do cultivo da cana e ocorre no mundo todo.      A podrid\u00e3o vermelha causa preju\u00edzos importantes \u00e0 cultura, sobretudo pela      invers\u00e3o de sacarose, o que diminui o rendimento no processamento da cana.      S\u00e3o freq\u00fcentes os relatos de perdas de 50% a 70 % de sacarose em colmos atacados      simultaneamente pelo fungo e pela broca-da-cana, pois ao perfurar o colmo      ela abre caminho para a entrada do fungo. <\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a pode se manifestar na cana-de-a\u00e7\u00facar sob diferentes formas, sendo      que a principal caracter\u00edstica \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o dos colmos. Como os danos s\u00e3o      internos, a doen\u00e7a pode passar despercebida. Para reconhecer os sintomas,      recomenda-se partir o colmo no sentido longitudinal e observar a presen\u00e7a      de grandes manchas vermelhas separadas por faixas mais claras ou brancas &#8211;      \u00e9 o que permite fazer a diferen\u00e7a entre fusariose e podrid\u00e3o vermelha (Figura      4).<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca6.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"151\" height=\"291\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Fig. 4. Sintomas de podrid\u00e3o vermelha. <br \/>\n     Foto: Raffaella Rossetto. <\/strong><\/p>\n   \n<p>O m\u00e9todo de controle mais eficiente \u00e9 o uso de variedades resistentes, mas      algumas pr\u00e1ticas como elimina\u00e7\u00e3o dos restos da cultura, controle da broca-da-cana      e plantio de mudas de boa qualidade podem diminuir a incid\u00eancia.<\/p>\n   \n<p><strong>Podrid\u00e3o de fusarium (fusariose) \u0096 Fungo Fusarium moniliforme<\/strong><\/p>\n   \n<p>A fusariose \u00e9 uma doen\u00e7a presente em todas as regi\u00f5es produtoras do mundo      e pode contaminar a planta em qualquer fase de seu desenvolvimento. O fungo      causador da doen\u00e7a pode ocasionar uma grande variedade de sintomas nas plantas,      que dependem do est\u00e1gio de desenvolvimento da cana, do seu n\u00edvel de resist\u00eancia      e de condi\u00e7\u00f5es ambientais. <\/p>\n   \n<p><strong>Em pl\u00e2ntulas de cana-de-a\u00e7\u00facar os sintomas s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Sistema radicular pouco desenvolvido<br \/>\n       Baixo vigor<br \/>\n       Podrid\u00e3o de ra\u00edz e de colo<br \/>\n       Damping-off (morte de v\u00e1rias pl\u00e2ntulas agrupadas, denominadas reboleira).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Em toletes de plantio, os sintomas s\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Baixa brota\u00e7\u00e3o das gemas<br \/>\n       Podrid\u00e3o de ra\u00edz<br \/>\n       Enfezamento (redu\u00e7\u00e3o no tamanho) dos brotos.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Nos colmos os sintomas s\u00e3o muito parecidos com os da podrid\u00e3o vermelha e      seu aparecimento est\u00e1 associado a ferimentos qu\u00edmicos ou f\u00edsicos como aqueles      causados por brocas (Figura 5). Outro dano causado \u00e9 o chamado Pokkah-boeng,      em que ocorre uma deforma\u00e7\u00e3o do topo da cana-de-a\u00e7\u00facar. Os melhores m\u00e9todos      de controle da fusariose s\u00e3o o uso de variedades tolerantes e o controle da      broca da cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca7.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"183\" height=\"286\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Fig. 5. Sintomas de fusariose. <br \/>\n     Foto: Luiz Pl\u00ednio Zavaglia &#8211; PMGCA\/UFSCar <\/strong><\/p>\n   \n<h4>Doen\u00e7as vir\u00f3ticas<\/h4>\n   \n<p><strong>Doen\u00e7as causadas por v\u00edrus<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Mosaico (V\u00edrus do mosaico da cana-de-a\u00e7\u00facar)<\/strong><\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a conhecida como mosaico possui registros de ocorr\u00eancia j\u00e1 no in\u00edcio      do s\u00e9culo XX. Os pa\u00edses produtores, nesta \u00e9poca, incluindo o Brasil, cultivavam      variedades de cana conhecidas como nobres (Saccharum officinarum), que eram      altamente suscet\u00edveis ao mosaico, registrando grandes perdas. Com o avan\u00e7o      dos programas de melhoramento gen\u00e9tico e a hibrida\u00e7\u00e3o surgiram novas variedades,      resistentes ao v\u00edrus.<\/p>\n   \n<p>O agente causador da doen\u00e7a \u00e9 o v\u00edrus do mosaico da cana-de-a\u00e7\u00facar. Existem      descritas, at\u00e9 o momento, 14 linhagens diferentes deste v\u00edrus, definidas por      letras de A a N, sendo que no Brasil a mais comum \u00e9 a linhagem B. A intensidade      da infec\u00e7\u00e3o, grau dos sintomas e perdas variam entre estas linhagens. <\/p>\n   \n<p>Os sintomas da infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus do mosaico apresentam-se nas folhas, na      forma de \u00e1reas com intensidades contrastantes de verde (Figura1).<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca8.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"250\" height=\"290\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Fig.1. Sintomas de mosaico nas folhas.<br \/>\n     Foto: Hasime Tokeshi<\/strong> <\/p>\n   \n<p>Na maioria dos casos aparecem \u00e1reas de verde muito intenso cercadas por \u00e1reas      de um verde mais claro, ou at\u00e9 mesmo clor\u00f3ticas, sendo que estas s\u00e3o mais      evidentes na base das folhas e nas l\u00e2minas foliares. Em um grau mais avan\u00e7ado      a doen\u00e7a pode tornar as folhas avermelhadas e at\u00e9 provocar necrose.A transmiss\u00e3o      natural do v\u00edrus se d\u00e1 por meio de pulg\u00f5es, sendo estes os vetores da doen\u00e7a.      Pulg\u00f5es que possuem o v\u00edrus no organismo transmitem-no para uma nova planta      ao picarem sua folha. Outra forma importante de dissemina\u00e7\u00e3o \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o      de mudas de canas infectadas, seja para a forma\u00e7\u00e3o de viveiros ou canaviais      comerciais.<\/p>\n   \n<p>O m\u00e9todo mais eficaz para controlar o mosaico \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o de variedades      resistentes. Aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas para controle de pulg\u00e3o n\u00e3o apresenta      nenhuma efici\u00eancia. Quando o n\u00edvel de infec\u00e7\u00e3o no canavial \u00e9 baixo a pr\u00e1tica      do roguing (retirada de plantas doentes) \u00e9 muito utilizada.<\/p>\n   \n<p><strong>V\u00edrus do amarelecimento foliar da cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong><\/p>\n   \n<p>O amarelecimento foliar da cana-de-a\u00e7\u00facar, tamb\u00e9m conhecido por \u0093amarelinho\u0094,      come\u00e7ou a prejudicar a cultura canavieira brasileira a partir do in\u00edcio da      d\u00e9cada de 90. A doen\u00e7a foi inicialmente relatada em 1989 e come\u00e7ou assumir      car\u00e1ter epid\u00eamico em 1993, em planta\u00e7\u00f5es comerciais no Estado de S\u00e3o Paulo,      com perdas de at\u00e9 50% da lavoura. O v\u00edrus \u00e9 transmitido pela esp\u00e9cie de af\u00eddeo      (pulg\u00e3o) Melanaphys sacchari.<\/p>\n   \n<p>As plantas afetadas apresentam amarelecimento da nervura central das folhas      na face inferior, seguido do limbo foliar. Folhas mais velhas, sexta ou s\u00e9tima      a partir do \u00e1pice, apresentam uma colora\u00e7\u00e3o vermelha na face superior da nervura      central. Posteriormente, uma perda de pigmenta\u00e7\u00e3o distribui-se pelo limbo      foliar, progredindo da ponta para a base, sendo eventualmente seguida pela      necrose do tecido. As ra\u00edzes e colmos mostram crescimento reduzido e, conseq\u00fcentemente,      a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 muito prejudicada. Como n\u00e3o apresenta sintomas espec\u00edficos, pode      ser confundida com defici\u00eancia nutricional, compacta\u00e7\u00e3o do solo ou outros      problemas. Os m\u00e9todos de controle mais eficazes s\u00e3o o uso de variedades resistentes      ou tolerantes e o rouguing.<\/p>\n   \n<h4><strong>Outras doen\u00e7as <\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>Mancha Amarela \u0096 Fungo Mycovellosiella koepkei<\/strong><\/p>\n   \n<p>Esta doen\u00e7a j\u00e1 foi relatada em 37 pa\u00edses. Sua import\u00e2ncia \u00e9 maior nas regi\u00f5es      \u00famidas em que a cana floresce. No Brasil, a mancha amarela predomina na zona      litor\u00e2nea chuvosa do Nordeste e na regi\u00e3o da Bacia Amaz\u00f4nica.<\/p>\n   \n<p>Embora a infec\u00e7\u00e3o ocorra nas folhas novas, os sintomas s\u00e3o vis\u00edveis somente      nas folhas mais velhas e s\u00e3o evidenciados por manchas vermelho-amareladas,      irregulares e de tamanho variado. As manchas localizam-se em uma das faces      das folhas e na face oposta desenvolvem-se manchas clor\u00f3ticas (brancas ou      amareladas), vis\u00edveis contra a luz. Em ambientes favor\u00e1veis, as manchas podem      cobrir quase toda a folha, que fica com aspecto aveludado e cinza. <\/p>\n   \n<p>Nas regi\u00f5es tropicais \u00famidas, quentes e nubladas, onde a cana-de-a\u00e7\u00facar floresce      no per\u00edodo de chuvas, s\u00f3 o cultivo de variedades resistentes tem controlado      a doen\u00e7a. Altas doses de nitrog\u00eanio favorecem o desenvolvimento da doen\u00e7a.<\/p>\n   \n<p><strong>Mancha ocular \u0096 Fungo Bipolaris sacchari<\/strong><\/p>\n   \n<p>A mancha ocular ocorre em pequena escala na maioria dos invernos chuvosos.      No Brasil, a doen\u00e7a \u00e9 mais freq\u00fcente no Estado de Santa Catarina, vale do      Rio Itaja\u00ed, na regi\u00e3o norte do Paran\u00e1 e, apenas ocasionalmente, no Estado      de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n   \n<p>O sintoma mais t\u00edpico da doen\u00e7a manifesta-se nas folhas, na forma de numerosas      manchas redondas, o que evidencia morte do tecido vegetal. Essas manchas s\u00e3o,      inicialmente, pardas e, mais tarde, tornam-se marrom-avermelhadas. O tamanho      das les\u00f5es varia de 0,5 a tr\u00eas cent\u00edmetros. Em variedades muito suscet\u00edveis      podem aparecer estrias de at\u00e9 60 cent\u00edmetros. <\/p>\n   \n<p>Quando as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o favor\u00e1veis, a mancha ocular atinge as folhas novas      do ponteiro, causando a morte dos tecidos jovens, do colmo imaturo e at\u00e9 da      touceira jovem. O fungo tamb\u00e9m pode causar queda de germina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O m\u00e9todo mais pr\u00e1tico para controlar a doen\u00e7a \u00e9 o uso de variedades resistentes.      Deve-se evitar o excesso de nitrog\u00eanio na aduba\u00e7\u00e3o e o plantio de variedades      suscet\u00edveis nas margens de lagos, rios e baixadas, onde o ar frio e a neblina      acumulam-se durante o inverno. <\/p>\n   \n<p><strong>Autores<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Antonio Dias Santiago <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Raffaella Rossetto <\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.agencia.cnptia.embrapa.br<\/p>\n   \n<h6>Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4>Pragas e Doen\u00e7as<\/h4>\n   \n<p>Combinando com longa diversidade de condi\u00e7\u00f5es em que a cana \u00e9 cultivada em      todo o mundo, h\u00e1 amplo espectro de <strong>pragas e doen\u00e7as<\/strong> que t\u00eam      vindo a adquirir um lugar de prioridade para o controle em n\u00edvel regional      ou inter-regional, devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o agro-clim\u00e1ticas associadas      com a \u00e1rea.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso, a susceptibilidade de uma variedade de doen\u00e7as e pragas de agravamento      da situa\u00e7\u00e3o e cria problemas adicionais.<\/p>\n   \n<h4>Mosaicos<\/h4>\n   \n<p>Trata-se de uma doen\u00e7a sist\u00eamica, causada por v\u00edrus e que, no passado, acarretou      ser\u00edssimos preju\u00edzos \u00e0 agroind\u00fastria mundial, inclusive \u00e0 brasileira, chegando      a dizimar certas variedades com extenso cultivo na \u00e9poca. A transmiss\u00e3o da      doen\u00e7a ocorre atrav\u00e9s do plantio de tolete contaminado e pelos pulg\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>O principal sintoma surge nas folhas jovens do cartucho, sob a forma de pequenas      estrias clor\u00f3ticas no limbo foliar, causando uma altern\u00e2ncia entre o verde      normal da folha e o verde claro das estrias. <\/p>\n   \n<p>Dependendo da linhagem do v\u00edrus e da variedade atacada, os sintomas visuais      s\u00e3o diferentes.<\/p>\n   \n<p>Em alguns casos o quadro \u00e9 invertido, predominando o verde-claro, em conseq\u00fc\u00eancia      do grande n\u00famero e coalescencia das estrias amareladas.<\/p>\n   \n<p>A baixa produtividade das lavouras enfermas \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia do subdesenvolvimento      das plantas e baixo perfilhamento das touceiras, sendo que os preju\u00edzos est\u00e3o      em fun\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia varietal, grau de infec\u00e7\u00e3o e virul\u00eancia do agente      etiol\u00f3gico.<\/p>\n   \n<p>O controle \u00e9 realizado pela ado\u00e7\u00e3o de variedades resistentes, plantio de      mudas sadias e pr\u00e1ticas de &#8220;roguig&#8221;.<\/p>\n   \n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca9.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"191\" height=\"295\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><strong><br \/>\n     Mosaicos<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Escaldadura<\/h4>\n   \n<p>Estrias brancas nas folhas e brota\u00e7\u00e3o lateral dos colmos<\/p>\n   \n<p>Doen\u00e7a de a\u00e7\u00e3o sist\u00eamica, causada pela bact\u00e9ria Xantomonas albilineans, \u00e9      transmitida pelo plantio de mudas doentes ou qualquer instrumento de corte      contaminado.<\/p>\n   \n<p>Os sintomas s\u00e3o determinados por duas estrias clor\u00f3tica e finas nas folhas      e bainhas, podendo tamb\u00e9m aparecer manchas clor\u00f3ticas no limbo foliar e brota\u00e7\u00f5es      laterais de baixo para cima no colmo doente. As folhas tornam-se anormais,      duras, subdesenvolvidas e eretas. Pontua\u00e7\u00f5es avermelhadas s\u00e3o observadas na      regi\u00e3o do n\u00f3, quando o colmo \u00e9 seccionado longitudinalmente.<\/p>\n   \n<p>A escaldadura provoca baixa germina\u00e7\u00e3o das mudas, morte dos rebentos ou de      toda a touceira, desenvolvimento subnormal das plantas doentes, entren\u00f3s curtos      e baixo rendimento em sacarose. Com o avan\u00e7o da doen\u00e7a, adv\u00eam a seca e a morte      das plantas.<\/p>\n   \n<p>O controle \u00e9 feito por meio de variedades resistentes, plantio de mudas sadias,      &#8220;roguing&#8221; e pela desinfec\u00e7\u00e3o do pod\u00e3o ou outro instrumento utilizado      na colheita e corte dos colmos.<\/p>\n   \n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca10.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"236\" height=\"295\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><strong><br \/>\n     Escaldadura &#8211; <\/strong><strong>Estrias brancas nas folhas e      brota\u00e7\u00e3o lateral dos colmos<\/strong><\/p>\n   \n<p align=\"center\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca11.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"170\" height=\"240\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><\/strong><strong><br \/>\n     Escaldadura &#8211; <\/strong><strong>Sintomas internos na regi\u00e3o      nodal<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Raquitismo-das-soqueiras<\/h4>\n   \n<p>A alta transmissibilidade do agente causal, provavelmente uma bact\u00e9ria, e      a aus\u00eancia de sintomas t\u00edpicos que permitem o seu diagn\u00f3stico, fazem com que      o raquitismo-das-soqueiras seja a doen\u00e7a mais trai\u00e7oeira da cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n   \n<p>A dissemina\u00e7\u00e3o do raquitismo no campo ocorre pelo plantio de muda doente      e pelo uso de instrumento cortante contaminado, principalmente o pod\u00e3o usado      no corte da cana.<\/p>\n   \n<p>Algumas variedades enfermas, quando cortadas longitudinalmente, apresentam      pontua\u00e7\u00f5es avermelhadas na regi\u00e3o da inser\u00e7\u00e3o das folhas.<\/p>\n   \n<p>As mudas portadoras do raquitismo exibem germina\u00e7\u00e3o lenta e desuniforme,      e os maiores preju\u00edzos ocorrem nas soqueiras com baixo perfilhamento, intern\u00f3dios      curtos, com subdesenvolvimento geral e desuniforme no talh\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O controle preconizado baseia-se no tratamento t\u00e9rmico das mudas a 50,5\u00baC      durante duas horas e &#8220;descontamina\u00e7\u00e3o&#8221; dos instrumentos cortantes.<\/p>\n   \n<h4>Carv\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>\u00c9 uma doen\u00e7a sist\u00eamica causada pelo fungo Ustilago scitaminea, e que encontra      boas condi\u00e7\u00f5es de desenvolvimento nas regi\u00f5es subtropicais com inverno frio      e seco.<\/p>\n   \n<p>O sintoma caracter\u00edstico \u00e9 a presen\u00e7a de um ap\u00eandice na regi\u00e3o apical do      colmo, medindo de 20 a 50 cm de comprimento por 0,5 a 1,0 cm de di\u00e2metro.      Inicialmente, esse &#8220;chicote&#8221; apresenta cor prateada, passando posteriormente      \u00e0 preta, devido \u00e0 matura\u00e7\u00e3o dos esporos nele contidos.<\/p>\n   \n<p>A transmiss\u00e3o ocorre pelo plantio de mudas doentes, pelo vento que dissemina      os esporos e pelo solo contaminado.<\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a provoca um verdadeiro definhamento na cana-de-a\u00e7\u00facar, gerando intern\u00f3dios      finos e curtos, dando \u00e0 planta uma semelhan\u00e7a de capim. Os rendimentos agr\u00edcola      e industrial s\u00e3o severamente afetados.<\/p>\n   \n<p>O controle \u00e9 feito por meio de variedades resistentes, tratamento t\u00e9rmico,      &#8220;roguing&#8221;, plantio de mudas sadias e prote\u00e7\u00e3o qu\u00edmica das mudas      com fungicida \u00e0 base de Triadimefon 25 g\/100 litros de \u00e1gua do ingrediente      ativo em banho de imers\u00e3o durante 10 minutos, ou pulveriza\u00e7\u00e3o no fundo do      sulco de plantio com 500 g do ingrediente ativo por hectare.<\/p>\n   \n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca12.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"222\" height=\"243\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><\/p>\n   \n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca13.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"191\" height=\"288\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><strong><br \/>\n     Sintomas do carv\u00e3o da cana,apresentando chicotes em clone altamente suscet\u00edvel<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Podrid\u00e3o-abacaxi<\/h4>\n   \n<p>Causada pelo fungo Thielaviopsis paradoxa, a podrid\u00e3o-abacaxi \u00e9 uma doen\u00e7a      t\u00edpica dos toletes, podendo causar preju\u00edzos \u00e0 cana colhida e deixada no campo.    <\/p>\n   \n<p>A penetra\u00e7\u00e3o do pat\u00f3geno ocorre pela extremidade seccionada ou por ferimentos      na casca.<\/p>\n   \n<p>O tolete contaminado inicialmente apresenta uma colora\u00e7\u00e3o amarelo-pardacenta,      passando \u00e0 negra. Geralmente h\u00e1 destrui\u00e7\u00e3o total do tecido parenquimatoso,      permanecendo indestrut\u00edveis os tecidos fibrovasculares. Os toletes atacados      n\u00e3o germinam, provocando falhas na lavoura, podendo dar preju\u00edzo total. Durante      o ataque pode haver exala\u00e7\u00e3o de odor t\u00edpico, semelhante ao de abacaxi maduro.<\/p>\n   \n<p>A doen\u00e7a ocorre em fun\u00e7\u00e3o do atraso na germina\u00e7\u00e3o dos toletes, que pode ser      motivado por seca e, principalmente, baixa temperatura.<\/p>\n   \n<p>Plantio em \u00e9poca correta, bom preparo do solo e coloca\u00e7\u00e3o do tolete \u00e0 profundidade      adequada aceleram a germina\u00e7\u00e3o e constituem o melhor controle da doen\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 recomendado o tratamento qu\u00edmico dos toletes com Benomil a 35-40      g\/100 litros de \u00e1gua do ingrediente ativo ou Thiadimefon 25 g\/100 litros de      \u00e1gua do ingrediente ativo, em banho de imers\u00e3o durante 3 minutos<\/p>\n   \n<p align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca14.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"170\" height=\"244\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><strong><br \/>\n     Podrid\u00e3o-abacaxi<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Pragas da Cana de A\u00e7\u00facar<\/h4>\n   \n<h4>Cupins<\/h4>\n   \n<p>Os <strong>cupins<\/strong> s\u00e3o insetos sociais, de h\u00e1bitos subterr\u00e2neos,      pertencentes \u00e0 Ordem Isoptera. Existem cerca de 2500 esp\u00e9cies e vivem em col\u00f4nias      altamente organizadas, onde o princ\u00edpio b\u00e1sico \u00e9 a sobreviv\u00eancia da col\u00f4nia      e n\u00e3o do indiv\u00edduo. A alimenta\u00e7\u00e3o preferida \u00e9 a mat\u00e9ria org\u00e2nica morta ou      em decomposi\u00e7\u00e3o, mas alimentam-se tamb\u00e9m de vegetais vivos.<\/p>\n   \n<p>Os principais preju\u00edzos ocasionados pela infesta\u00e7\u00e3o de cupins s\u00e3o causados      aos toletes destinados aos novos plantios. Penetrando pelas extremidades,      os cupins destroem o tecido parenquimatoso e as gemas, causando falhas na      lavoura. Nas brota\u00e7\u00f5es, o ataque ocorre no sistema radicular, provocando debilidade      da nova planta. Logo ap\u00f3s o corte, e principalmente quando houve queima do      talh\u00e3o, o ataque ocorre na soqueira atrav\u00e9s da incis\u00e3o dos tocos e conseq\u00fcente      destrui\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes e rizomas.<\/p>\n   \n<p>Nas canas adultas, a penetra\u00e7\u00e3o ocorre atrav\u00e9s dos \u00f3rg\u00e3os subterr\u00e2neos secos,      atingindo at\u00e9 os primeiros intern\u00f3dios. Cana cortada e deixada por algum tempo      no campo tamb\u00e9m \u00e9 atacada pelos cupins. Havendo escassez de mat\u00e9ria org\u00e2nica      decomposta, os cupins podem atacar folhas de brota\u00e7\u00f5es novas. A destrui\u00e7\u00e3o      dos ninhos e dos restos culturais, atrav\u00e9s de um profundo preparo do solo,      constitui um m\u00e9todo de controle.<\/p>\n   \n<p>Na cultura da <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>, os cupins podem causar danos      de at\u00e9 10 toneladas por hectare no ano, o que representa cerca de 60 toneladas      por hectare durante o ciclo da cultura.<\/p>\n   \n<p>J\u00e1 foram identificadas junto \u00e0 <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong> mais de 12      esp\u00e9cies de cupins e h\u00e1 outras em fase de identifica\u00e7\u00e3o. Dentre as j\u00e1 enumeradas,      as mais danosas pertencem \u00e0s esp\u00e9cies Hetterotermes tenuis, Hetterotermes      longiceps, Procornitermes triacifer, Neocapritermes opacus e Neocapritermes      parcus. No Nordeste, os cupins mais importantes pertencem aos g\u00eaneros Amitermes,      Cylindrotermes e Nasutitermes.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca15.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"109\" height=\"264\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>H. tenuis <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca16.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"95\" height=\"218\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>P. triacifer <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca17.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"102\" height=\"243\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>N. opacus<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca18.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"105\" height=\"189\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Nasutitermes sp<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca19.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"143\" height=\"240\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Syntermes dirus <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca20.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"122\" height=\"239\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>C. bequaerti <\/strong><\/p>\n   \n<h4>Controle<\/h4>\n   \n<p>No controle dos cupins subterr\u00e2neos, recomendam-se, normalmente, aplica\u00e7\u00f5es      de inseticidas de longo poder residual, impedindo, assim, que esses insetos      infestem as touceiras de cana. Na pr\u00e1tica, o que parece ocorrer \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o      de repelencia do produto, associada a uma desestrutura\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia dos cupins.<\/p>\n   \n<p>A \u00fanica oportunidade que os produtores possuem para conter os ataques dos      cupins subterr\u00e2neos \u00e9 no momento da instala\u00e7\u00e3o da lavoura, tanto nas \u00e1reas      de expans\u00e3o, como nas de reforma. Isso ocorre atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas      de solo no sulco de plantio da cana.<\/p>\n   \n<p>Nos \u00faltimos 20 anos, mesmo antes da proibi\u00e7\u00e3o do uso de inseticidas organoclorados,      em setembro de 1985, uma s\u00e9rie de produtos vem sendo testada no controle dos      cupins que atacam a <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>. Inseticidas do grupo      dos fosforados, carbomatos, piretr\u00f3ides, al\u00e9m dos clorados, foram avaliados      em diversas dosagens, formula\u00e7\u00f5es e \u00e9poca de aplica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Invariavelmente, os \u00fanicos produtos que mostravam um efeito protetor durante      os 18 meses de cultivo da cana eram os clorados. <\/p>\n   \n<p>Determinados inseticidas assinalavam um controle de at\u00e9 6 meses ap\u00f3s o plantio,      o que se mostrava insuficiente para evitar redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o final da cultura      no momento da colheita.<\/p>\n   \n<p>Entretanto, a partir de 1993, foram instalados dois experimentos com o inseticida      Regent 800 WG, pertencente ao grupo qu\u00edmico dos fenil-piraz\u00f3is, em canaviais      naturalmente infestados por cupins dos g\u00eaneros Hetterotermes, Procornitermes      e Cornitermes. Em todos os ensaios, o Regente 800 WG controlou os cupins at\u00e9      o momento da colheita, mostrando a mesma efici\u00eancia dos inseticidas usados      como padr\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os acr\u00e9scimos na produ\u00e7\u00e3o obtidos na colheita para o tratamento com o inseticida      Regent 800 WG foram de at\u00e9 18 toneladas de cana por hectare, semelhantes aos      encontrados com o Heptacloro 400 CE e Thiodan 350 CE.<\/p>\n   \n<h4>Besouro Migdolus<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca21.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"257\" height=\"245\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><\/p>\n   \n<p>O <strong>Migdolus fryanus <\/strong>\u00e9 um besouro da fam\u00edlia Cerambycidae,      que, em sua fase larval, ataca e destr\u00f3i o sistema radicular de v\u00e1rias culturas,      entre elas a <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>As perdas provocadas por esse inseto podem variar de algumas toneladas de      cana por hectare at\u00e9, na maioria dos casos, a completa destrui\u00e7\u00e3o da lavoura,      resultando na reforma antecipada mesmo de canaviais de primeiro corte.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m das dificuldades normais de controle de qualquer praga de solo, o desconhecimento      de v\u00e1rias fases do ciclo desse cole\u00f3ptero complica ainda mais o seu combate.      Entretanto, os esclarecimentos atuais, fruto dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos alcan\u00e7ados      nos \u00faltimos 5 anos, tem possibilitado, de certa forma, obter resultados satisfat\u00f3rios      de controle dessa praga.<\/p>\n   \n<p>As condi\u00e7\u00f5es de seca, bem como a redu\u00e7\u00e3o ou mesmo a elimina\u00e7\u00e3o do uso de      inseticidas organoclorados (Aldrin, Heptacloro, Thiodan), anotada em muitas      usinas e destilarias, resultaram num aumento significativo das \u00e1reas atacadas      pelo Migdolus fryanus, principalmente nos Estados de S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1.<\/p>\n   \n<h4>Controle<\/h4>\n   \n<p>O controle do <strong>besouro Migdolus<\/strong> \u00e9 dif\u00edcil e trabalhoso. Isso      se deve ao fato de, aliado ao desconhecimento do seu ciclo biol\u00f3gico, o que      impossibilita antever com exatid\u00e3o o seu aparecimento em uma determinada \u00e1rea,      a larva e mesmo os adultos passarem uma etapa da vida em grandes profundidades      no solo (2 a 5 metros), o que proporciona a esse inseto uma substancial prote\u00e7\u00e3o      \u00e0s medidas tradicionais de combate.<\/p>\n   \n<p>Apesar do modo de vida pouco peculiar desse inseto, o mesmo apresenta algumas      caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas favor\u00e1veis ao agricultor, as quais devem ser exploradas      no sentido de aumentar a efici\u00eancia do controle.<\/p>\n   \n<p><strong>Entre essas caracter\u00edsticas merecem destaque as seguintes:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>A baixa capacidade reprodutiva (cerca de 30 ovos por f\u00eamea)<\/p>\n     \n<p>A fragilidade das larvas no que se refere a qualquer interfer\u00eancia mec\u00e2nica        no seu habitat<\/p>\n     \n<p>O curto per\u00edodo de sobreviv\u00eancia dos machos (1 a 4 dias)<\/p>\n     \n<p>A aus\u00eancia de asas funcionais nas f\u00eameas, o que restringe, sobremaneira,        a dissemina\u00e7\u00e3o<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>O controle integrado do besouro Migdolus fryanus consiste no emprego      concomitante de tr\u00eas m\u00e9todos:<\/strong> mec\u00e2nico, qu\u00edmico e cultural.<\/p>\n   \n<h4>Controle Mec\u00e2nico<\/h4>\n   \n<p><strong>O controle mec\u00e2nico esta vinculado \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do canavial atacado      e, nesse aspecto, dois pontos importantes devem ser considerados: <\/strong>a      \u00e9poca de execu\u00e7\u00e3o do trabalho e os implementos utilizados.<\/p>\n   \n<p>Estudos da flutua\u00e7\u00e3o populacional do Migdolus mostraram que a \u00e9poca do ano,      na qual a maior porcentagem de larvas se concentra nos primeiros 20 a 30 cm      do solo, coincide com os meses mais frios e secos, ou seja, de mar\u00e7o a agosto.      Desse modo, do ponto de vista do controle mec\u00e2nico, a destrui\u00e7\u00e3o das touceiras      de cana, quando efetuada nessa \u00e9poca, mesmo que parcialmente, \u00e9 muito mais      efetiva.<\/p>\n   \n<p>Aliada \u00e0 \u00e9poca de reforma, o tipo de destrui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem influ\u00eancia na      mortalidade das larvas. Experimentos conduzidos em \u00e1reas infestadas revelaram      que o uso de diferentes implementos por ocasi\u00e3o da reforma do canavial apresentam      efeitos variados no exterm\u00ednio das larvas de Migdolus. A grade aradora, passada      apenas uma vez, atinge n\u00edveis de mortalidade ao redor de 40%, enquanto o uso      de eliminador de soqueira, modelo Copersucar, pode reduzir a popula\u00e7\u00e3o das      larvas em mais de 80%.<\/p>\n   \n<p>Outros trabalhos executados em condi\u00e7\u00f5es de plantio comercial de <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>      confirmaram a efici\u00eancia do destruidor de soqueira no controle das larvas      do Migdolus.<\/p>\n   \n<p>Os mesmos estudos assinalaram tamb\u00e9m bons resultados com o arado de aiveca,      n\u00e3o s\u00f3 no aspecto relativo \u00e0 mortandade de larvas, mas tamb\u00e9m na eficiente      destrui\u00e7\u00e3o dos canais usados pelas larvas na sua movimenta\u00e7\u00e3o vertical durante      o ano. Ainda no tocante ao m\u00e9todo de reforma dos canaviais, alerta-se para      a inconveni\u00eancia do emprego do cultivo m\u00ednimo nas \u00e1reas infestadas com Migdolus.<\/p>\n   \n<h4>Controle Qu\u00edmico<\/h4>\n   \n<p>O m\u00e9todo mais simples e pratico de controle \u00e9 o qu\u00edmico aplicado no sulco      de plantio. Essa forma de aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas tem revelado resultados      promissores no combate a essa praga.<\/p>\n   \n<p>Experimentos mostraram que o emprego de inseticidas organoclorados (Endosulfan      350 CE) apresentou redu\u00e7\u00f5es significativas na popula\u00e7\u00e3o e no peso das larvas      de Migdolus, quando comparadas a uma testemunha n\u00e3o tratada. A aplica\u00e7\u00e3o desses      produtos resultou na prote\u00e7\u00e3o das touceiras de cana durante o primeiro corte      da cultura, com aumentos na produ\u00e7\u00e3o da ordem de 19 toneladas de cana por      hectare. Os n\u00fameros mais expressivos de controle foram alcan\u00e7ados nas soqueiras      subseq\u00fcentes. Os acr\u00e9scimos de produtividade registraram valores superiores      a duas ou tr\u00eas vezes aos encontrados nas parcelas-testemunhas, como conseq\u00fc\u00eancia      do uso de inseticidas.<\/p>\n   \n<p>Estudos com o inseticida Endosulfan 350 CE, mostraram um retorno econ\u00f4mico      altamente significativo, tanto em doses isoladas como quando associado ao      nematicida Carbofuran 350SC. A produtividade m\u00e9dia de tr\u00eas cortes, nas \u00e1reas      tratadas com Endosulfan 350 CE, na dosagem de 12 litros\/ha, foi de 105 t\/ha,      contra 46 t\/ha obtidas nas parcelas testemunhas. O custo desse controle foi      de US$ 78,00\/ha, para um valor presente l\u00edquido de margem de contribui\u00e7\u00e3o      da ordem de US$ 790,00\/ha.<\/p>\n   \n<p>Uma outra forma de controle \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o de inseticidas de longo poder residual      no preparo do solo, atrav\u00e9s de bicos colocados atr\u00e1s das bacias do arado de      aiveca. Esse m\u00e9todo, que implica no consumo de 300 a 1000 litros de solu\u00e7\u00e3o      por hectare, apresenta a vantagem de depositar o inseticida a aproximadamente      40 cm de profundidade, formando uma faixa protetora cont\u00ednua.<\/p>\n   \n<p>Os resultados atuais de pesquisa recomendam o controle qu\u00edmico atrav\u00e9s do      emprego do inseticida Endosulfan 350 CE, aplicado no arado de aiveca na dosagem      de 12 litros\/ha, mais uma complementa\u00e7\u00e3o com o inseticida Regent 800 WG, utilizado      na dosagem de 250 g\/ha, colocado no sulco de plantio, no momento de cobertura      da cana.<\/p>\n   \n<h4>Broca-da-cana<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca22.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"241\" height=\"165\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Adulto da broca da cana<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca23.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"163\" height=\"249\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Ovo da broca da cana<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca24.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"278\" height=\"179\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Broca da cana<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca25.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"308\" height=\"169\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><br \/>\n<strong>Danos causados pela broca<\/strong><\/p>\n   \n<p>No Estado de S\u00e3o Paulo, a mais importante praga \u00e9 a <strong>Diatraea saccharalis<\/strong>,      cujo adulto \u00e9 uma mariposa de h\u00e1bitos noturnos, que realiza a postura na parte      dorsal das folhas. Nascidas, as lagartinhas descem pela folha e penetram no      colmo, perfurando-o na regi\u00e3o nodal. Dentro do colmo cavam galerias, onde      permanecem at\u00e9 o est\u00e1dio adulto. <\/p>\n   \n<p>Os preju\u00edzos decorrentes do ataque s\u00e3o a perda de peso devido ao mau desenvolvimento      das plantas atacadas, morte de algumas plantas, quebra do colmo na regi\u00e3o      da galeria por agentes mec\u00e2nicos e redu\u00e7\u00e3o da quantidade de caldo. Al\u00e9m desses,      o principal preju\u00edzo \u00e9 causado pela a\u00e7\u00e3o de agentes patol\u00f3gicos, como o Fusarium      moniliforme e Colletotrichum falcatum, que penetram pelo orif\u00edcio ou s\u00e3o arrastados      juntamente com a lagartinha, ocasionando, respectivamente, a podrid\u00e3o-de-fusarium      e a podrid\u00e3o-vermelha, respons\u00e1veis pela invers\u00e3o e perda de sacarose no colmo.    <\/p>\n   \n<p>Para nossas condi\u00e7\u00f5es de clima quente, o controle qu\u00edmico n\u00e3o apresenta os      efeitos desejados. O mais eficiente \u00e9 o controle biol\u00f3gico atrav\u00e9s de inimigos      naturais que, criados em laborat\u00f3rios, s\u00e3o liberados no campo, em glebas previamente      levantadas, para determinar a intensidade de infesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os inimigos naturais que melhor se aclimataram na regi\u00e3o e desempenham maior      efici\u00eancia no controle da <strong>broca<\/strong> s\u00e3o o microhimen\u00f3ptero Apanteles      flavipes e os d\u00edpteros Metagonystilum minense e Paratheresia claripalpis.<\/p>\n   \n<p>Algumas medidas culturais auxiliares podem ser adotadas, com o uso de variedades      resistentes, corte da cana o mais rente poss\u00edvel do solo; evitar o plantio      de plantas hospedeiras (arroz, milho, sorgo e outras gram\u00edneas) nas proximidades      do canavial e queimadas desnecess\u00e1rias, principalmente o &#8220;pali\u00e7o&#8221;.<\/p>\n   \n<h4>Elasmo<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ddoenca26.jpg\" alt=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" width=\"273\" height=\"158\" title=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar\" \/><strong><br \/>\n     Lagarta elasmo<\/strong><\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m da <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>, o Elasmopalpus lignosellus ataca      tamb\u00e9m o milho, arroz, amendoim, trigo, sorgo, feij\u00e3o, soja, algod\u00e3o, etc&#8230;,      durante o desenvolvimento inicial da cultura. <\/p>\n   \n<p>O adulto realiza a postura na parte a\u00e9rea da cana. As larvas rec\u00e9m nascidas      alimentam-se inicialmente de folhas, caminham em dire\u00e7\u00e3o ao solo e, na altura      do colo, perfuram o broto, abrindo galerias no seu interior. No orif\u00edcio de      entrada do t\u00fanel, as larvas constroem, com fios de seda, terra e detritos,      um abrigo de forma tubular, onde permanecem a maior parte do dia, saindo \u00e0      noite para atacar outras plantas jovens nas proximidades. A perfura\u00e7\u00e3o basal      na planta nova provoca a morte da gema apical, seguida de amarelecimento e      seca das folhas centrais, surgindo o conhecido cora\u00e7\u00e3o-morto.<\/p>\n   \n<p>Em muitos casos a planta atacada morre, gerando falhas na lavoura; em outros      casos, a planta recupera-se emitindo perfilhos. Os preju\u00edzos s\u00e3o mais intensos      na cana planta. <\/p>\n   \n<p>Em glebas infestadas, onde a praga constitui problemas, pode-se indicar o      controle qu\u00edmico, por meio de pulveriza\u00e7\u00f5es dirigidas ao colo das plantinhas      e realizadas ao entardecer, com solu\u00e7\u00f5es inseticidas \u00e0 base de Carbaril 125      g\/100 litros de \u00e1gua ou Acefato 45 g\/100 litros de \u00e1gua ou Deltametrina 1      cm3\/100 litros de \u00e1gua.<\/p>\n   \n<h4>Gorgulho-rajado ou besouro-da-cana<\/h4>\n   \n<p>O Sphenophorus levis, conhecido como gorgulhao-rajado ou besouro-da-cana,      \u00e9 a mais recente praga da <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>. Semelhante ao bicudo      do algod\u00e3o, tem o dobro do tamanho, medindo cerca de 15 mm. Assemelha-se tamb\u00e9m      ao Metamasius hemipterus, praga da parte a\u00e9rea da cana. Desprovido de manchas      nos \u00e9litros, o S. levis tem h\u00e1bitos noturnos, apresenta pouca agilidade e      simula-se de morto quando atacado.<\/p>\n   \n<p>A postura dos ovos \u00e9 realizada ao n\u00edvel do solo, ou mais abaixo, nos rizomas.      As larvas nascidas s\u00e3o brancas, com cabe\u00e7a e corpo volumosos, \u00e1podas, de h\u00e1bitos      subterr\u00e2neos e elevada sensibilidade ao calor e \u00e0 desidrata\u00e7\u00e3o. Elas penetram      nos rizomas, em busca de alimento e abrigo, construindo galerias irregulares      onde permanecem at\u00e9 os primeiros dias do est\u00e1dio adulto. Bloqueando a parte      basal das plantas e rizomas, surge amarelecimento do canavial, morte das plantas      e falhas nas soqueiras. A intensidade dos preju\u00edzos esta em fun\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o      da praga.<\/p>\n   \n<p>At\u00e9 o momento, o controle recomendado \u00e9 feito durante a reforma do talh\u00e3o,      atrav\u00e9s de uma ara\u00e7\u00e3o nas linhas de plantio, procurando revolver os restos      culturais e expor as larvas \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos raios solares e inimigos naturais.      Cerca de 2 a 3 semanas ap\u00f3s, complementa-se essa opera\u00e7\u00e3o com enxada rotativa      para triturar e acelerar a seca do material. Duas semanas depois, faz-se o      preparo normal do solo.<\/p>\n   \n<p>O uso de iscas envenenadas constitui outro m\u00e9todo de controle. As iscas constam      de duas metades de um tolete de aproximadamente 30 cm, seccionado longitudinalmente,      dispostas lado a lado. As iscas s\u00e3o previamente mergulhadas em solu\u00e7\u00e3o inseticida      por cerca de 12 horas; as faces seccionadas devem estar em contato com o solo      e cobertas com capim.<\/p>\n   \n<h4>Nemat\u00f3ides<\/h4>\n   \n<p>Nas mais diferentes culturas do mundo, os nemat\u00f3ides parasitos de plantas      t\u00eam sido respons\u00e1veis por uma parcela significativa de perdas provocadas pela      destrui\u00e7\u00e3o do sistema radicular.<\/p>\n   \n<p>Dentre as diversas plantas que os nemat\u00f3ides atacam, merece destaque a <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>.    <\/p>\n   \n<p>Nessa cultura os preju\u00edzos alcan\u00e7aram a cifra anual de 16 milh\u00f5es de d\u00f3lares,      com uma estimativa de perda da ordem de 15 a 20%.<\/p>\n   \n<p>Em estudos conduzidos em condi\u00e7\u00f5es de viveiro telado, plantas sadias que      foram comparadas com outras, atacadas por nemat\u00f3ides das galhas, Meloydogyne      javanica, mostraram diminui\u00e7\u00e3o de 43% na produ\u00e7\u00e3o de colmos.<\/p>\n   \n<p>Entre os m\u00e9todos vi\u00e1veis de controle a serem utilizados em <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>,      podem ser citados o controle qu\u00edmico e o varietal.<\/p>\n   \n<p>O controle qu\u00edmico consiste na aplica\u00e7\u00e3o, no solo e no momento do plantio,      de subst\u00e2ncias conhecidas como nematicidas. Em geral, esses produtos podem      eliminar at\u00e9 90% da popula\u00e7\u00e3o de nemat\u00f3ides de uma \u00e1rea e, quando empregados      corretamente, t\u00eam proporcionado resultados altamente compensat\u00f3rios.<\/p>\n   \n<p>Nas condi\u00e7\u00f5es brasileiras, os melhores resultados tem sido obtidos com os      nematicidas Counter 50 G, na dosagem de 60 kg\/ha e com Furadan, na formula\u00e7\u00e3o      350 SC, aplicado a 8,5 litros\/ha, ou na formula\u00e7\u00e3o 50 G, empregado na quantidade      de 60 kg\/ha. Os acr\u00e9scimos na produtividade, obtidos com esses tratamentos,      s\u00e3o da ordem de 20 a 30 toneladas de cana por hectare.<\/p>\n   \n<p>O controle varietal, atrav\u00e9s do uso de variedades resistentes ou tolerantes,      \u00e9 o m\u00e9todo mais pr\u00e1tico e econ\u00f4mico. Contudo, os fatores que conferem \u00e0 <strong>cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong>      os caracteres de alta produtividade e riqueza em a\u00e7\u00facar s\u00e3o, geralmente, antag\u00f4nicos      \u00e0queles que propiciam rusticidade, tais como resist\u00eancia \u00e0s pragas e doen\u00e7as,      al\u00e9m da n\u00e3o-exig\u00eancia em fertilidade de solo.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 preciso considerar tamb\u00e9m o fato de que \u00e9 poss\u00edvel constatar, numa mesma      \u00e1rea, altas popula\u00e7\u00f5es de duas ou mais esp\u00e9cies de nemat\u00f3ides, e que, nem      sempre, uma mesma variedade de cana se comporta como resistente ou tolerante      em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diferentes esp\u00e9cies de nemat\u00f3ides. Assim, \u00e9 importante a determina\u00e7\u00e3o      correta dos nemat\u00f3ides presentes numa determinada \u00e1rea e o conhecimento do      modo como as variedades de cana se comportam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 eles.<\/p>\n   \n<p><strong>A coleta de material para an\u00e1lise nematol\u00f3gica deve considerar alguns      cuidados importantes, tais como:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Retirar amostras de ra\u00edzes e solo com umidade natural, sendo fundamental        a presen\u00e7a de ra\u00edzes vivas<br \/>\n       Coletar a uma profundidade de 0 a 25 cm, caminhando em ziguezague pela \u00e1rea<br \/>\n       Cada amostra deve ser feita separadamente quanto ao tipo de solo, variedade,        idade da planta e uso de insumos agr\u00edcolas (mat\u00e9ria org\u00e2nica e nematicida)<br \/>\n       Coletar de 5 a 10 subamostras por hectare. Mistur\u00e1-las e tomar uma amostra        composta com pelo menos 1 litro de solo e 50 g de ra\u00edzes<br \/>\n       Acondicionar as amostras em sacos pl\u00e1sticos resistentes e envi\u00e1-las o mais        breve poss\u00edvel para o laborat\u00f3rio, sempre acompanhada de uma ficha de identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.agrobyte.com.br<\/p>\n   \n<h6>Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar<\/h6>\n   \n<h4>Doen\u00e7as f\u00fangicas<\/h4>\n         \n<table width=\"482\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\" class=\"wikitable\" style=\"clear\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td width=\"225\"><strong>Escler\u00f3dios Banded (folha) doen\u00e7a <\/strong><\/td>\n         \n<td width=\"254\"><i>Thanatephorus cucumeris<\/i> <br \/>\n           = <i>Pellicularia sasakii<\/i> <br \/>\n<i>Rhizoctonia solani<\/i> [anamorfo]          <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Preto podrid\u00e3o <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Ceratocystis adiposa<\/i> <br \/>\n<i>Chalara<\/i> sp. [Anamorfo] <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Listra preta <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Atrofiliformis Cercospora<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Local Brown <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Longipes Cercospora<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Listra marrom <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Stenospilus Cochliobolus<\/i> <br \/>\n<i>Bipolaris stenospila<\/i>            [anamorfo] <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>M\u00edldio <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Peronosclerospora sacchari<\/i> <br \/>\n           = <i>Sclerospora sacchari<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>M\u00edldio, forma de folha de divis\u00e3o <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Peronosclerospora miscanthi<\/i> <br \/>\n           = <i>Sclerospora mischanthi<\/i> <br \/>\n<i>Striatiformans Mycosphaerella<\/i>          <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Lugar dos olhos <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Bipolaris sacchari<\/i> <br \/>\n           = <i>Helminthosporium sacchari<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Sett Fusarium e caule podrid\u00e3o <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Gibberella fujikuroi<\/i> <br \/>\n<i>Fusarium moniliforme<\/i> [anamorfo]            <br \/>\n<i>Subglutinans Gibberella<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Iliau <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Clypeoporthe Iliau<\/i> <br \/>\n           = <i>Gnomonia Iliau<\/i> <br \/>\n<i>Phaeocytostroma Iliau<\/i> [anamorfo]          <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Explos\u00e3o Folha <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Didymosphaeria taiwanensis<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Queima das folhas <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Leptosphaeria taiwanensis<\/i> <br \/>\n<i>Stagonospora tainanensis<\/i>            [anamorfo] <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Queima de folhas <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Stagonospora sacchari<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Marasmius bainha e disparar praga <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Marasmiellus stenophyllus<\/i> <br \/>\n           = <i>Marasmius stenophyllus<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Vinculativo Myriogenospora folha (top emaranhado) <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Myriogenospora aciculispora<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Mancha Phyllosticta <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Phyllosticta hawaiiensis<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Phytophthora podrid\u00e3o de estacas <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Phytophthora<\/i> spp. <br \/>\n<i>Phytophthora megasperma<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Doen\u00e7a Abacaxi <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Ceratocystis paradoxa<\/i> <br \/>\n<i>Chalara paradoxa<\/i> <br \/>\n           = <i>Thielaviopsis paradoxa<\/i> [anamorfo] <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Pokkah Boeng (que podem ter sintomas faca de corte) <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Gibberella fujikuroi<\/i> <br \/>\n<i>Fusarium moniliforme<\/i> [anamorfo]            <br \/>\n<i>Subglutinans Gibberella<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Mancha vermelha (mancha roxa) <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Dimeriella sacchari<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Podrid\u00e3o vermelha <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Glomerella tucumanensis<\/i> <br \/>\n           = <i>Physalospora tucumanensis<\/i> <br \/>\n<i>Colletotrichum falcatum<\/i>            [anamorfo] <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Podrid\u00e3o vermelha da bainha da folha e broto podrid\u00e3o <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Athelia rolfsii<\/i> <br \/>\n           = <i>rolfsii Pellicularia<\/i> <br \/>\n<i>Sclerotium rolfsii<\/i> [anamorfo]          <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Ponto vermelho da bainha da folha <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Mycovellosiella vaginae<\/i> <br \/>\n           = <i>Cercospora vaginae<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Bainha Rhizoctonia e disparar podrid\u00e3o <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Rhizoctonia solani<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Doen\u00e7a Rind (podrid\u00e3o \u00e1cida) <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Phaeocytostroma sacchari<\/i> <br \/>\n           = <i>Pleocyta sacchari<\/i> <br \/>\n           = <i>Melanconium sacchari<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Anel local <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Leptosphaeria sacchari<\/i> <br \/>\n<i>Phyllosticta<\/i> sp. [Anamorfo]          <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Podrid\u00e3o da raiz <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Marasmius sacchari<\/i> <br \/>\n<i>Arrhenomanes Pythium<\/i> <br \/>\n<i>Pythium graminicola<\/i> <br \/>\n<i>Rhizoctonia<\/i> sp. <br \/>\n           Oomiceto Unidentified <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Rust, comum <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Puccinia melanocephala<\/i> <br \/>\n           = <i>Puccinia erianthi<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Rust, laranja <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Puccinia kuehnii<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Schizophyllum podrid\u00e3o <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Schizophyllum comuna<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Doen\u00e7a Sclerophthora <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Sclerophthora macrospora<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Morte de pl\u00e2ntulas <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Alternaria alternata<\/i> <br \/>\n<i>Bipolaris sacchari<\/i> <br \/>\n<i>Hawaiiensis Cochliobolus<\/i> <br \/>\n<i>Bipolaris hawaiiensis<\/i>            [anamorfo] <br \/>\n<i>Lunatus Cochliobolus<\/i> <br \/>\n<i>Curvularia lunata<\/i>            [anamorfo] <br \/>\n<i>Curvularia senegalensis<\/i> <br \/>\n<i>Setosphaeria            rostrata<\/i> <br \/>\n<i>Exserohilum rostratum<\/i> [anamorfo] <br \/>\n           = <i>halodes Drechslera<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Bainha podrid\u00e3o <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Cytospora sacchari<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Smut, culmicolous <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Ustilago scitaminea<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Mancha alvo <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Helminthosporium sp.<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Veneer mancha <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Deightoniella papuana<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Erup\u00e7\u00e3o Branco <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Elsinoe sacchari<\/i> <br \/>\n<i>Sphaceloma sacchari<\/i> [anamorfo]          <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Murchar <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Fusarium sacchari<\/i> <br \/>\n           = <i>Cephalosporium sacchari<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Mancha amarela <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Mycovellosiella koepkei<\/i> <br \/>\n           = <i>Cercospora koepkei<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Mancha zonate <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Gloeocercospora sorghi<\/i> <\/td>\n       <\/tr>\n<\/table>\n   \n<h4><strong>Diversos doen\u00e7as e dist\u00farbios<\/strong><\/h4>\n         \n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\" class=\"wikitable\" style=\"clear\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Prolifera\u00e7\u00e3o Bud <\/strong><\/td>\n         \n<td>Indeterminado <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Top Bunch <\/strong><\/td>\n         \n<td>Indeterminado <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Banquinho Cluster <\/strong><\/td>\n         \n<td>Indeterminado <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Necrose haste interna <\/strong><\/td>\n         \n<td>Indeterminado <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Freckle Folha <\/strong><\/td>\n         \n<td>Indeterminado <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Stipple Folha <\/strong><\/td>\n         \n<td>\u00a0<\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>V\u00e1rios bot\u00f5es <\/strong><\/td>\n         \n<td>Indeterminado <\/td>\n       <\/tr>\n<\/table>\n   \n<h4><strong>Nemat\u00f3ides, parasit\u00e1rias<\/strong><\/h4>\n         \n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\" class=\"wikitable\" style=\"clear\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Les\u00e3o <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Pratylenchus<\/i> spp. <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Galhas <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Meloidogyne<\/i> spp. <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Espiral <\/strong><\/td>\n         \n<td><i>Helicotylenchus<\/i> spp. <br \/>\n<i>Rotylenchus<\/i> spp. <br \/>\n<i>Scutellonema<\/i> spp. <\/td>\n       <\/tr>\n<\/table>\n   \n<h4><strong>Doen\u00e7as virais<\/strong><\/h4>\n         \n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\" class=\"wikitable\" style=\"clear\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Raia Clor\u00f3tico <\/strong><\/td>\n         \n<td>Virus (assumido) <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>An\u00e3o <\/strong><\/td>\n         \n<td>V\u00edrus Canavieira an\u00e3o <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Doen\u00e7a Fiji <\/strong><\/td>\n         \n<td>O v\u00edrus da doen\u00e7a de cana Fiji <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Mosaico <\/strong><\/td>\n         \n<td>Sugarcane mosaic virus <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Sereh <\/strong><\/td>\n         \n<td>Virus (assumido) <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Doen\u00e7a Streak <\/strong><\/td>\n         \n<td>Maize streak virus , tens\u00e3o cana <\/td>\n       <\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td><strong>Folha amarela <\/strong><\/td>\n         \n<td>V\u00edrus Canavieira Folha amarela<\/td>\n       <\/tr>\n<\/table>\n   \n<p> \u00a0<\/p>\n   \n<h4><strong>Doen\u00e7as fitoplasma<\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>Fitoplasmas<\/strong> foram anteriormente conhecidos como &#8220;organismos      mycoplasma-like&#8221; (OVMs).<\/p>\n         \n<table border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\" class=\"wikitable\" style=\"clear\">\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td>Atire gram\u00ednea (SCGS), <br \/>\n           Clorose foliar , <br \/>\n           Early Bud brota\u00e7\u00e3o, <br \/>\n<\/td>\n         \n<td>A cana gram\u00ednea Atire Phytoplasma<\/td>\n       <\/tr>\n<\/table>\n   \n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n   \n<p>Nasare, K., Yadav, Amit., Singh, AK, Shivasharanappa, KB, Nerkar, YS, e Reddy,      VS Molecular e an\u00e1lise sintoma revelar a presen\u00e7a de novos fitoplasmas associados      gramada cana doen\u00e7a filmagens na \u00cdndia. (2007). Planta de Doen\u00e7as. 91:1413-1418.      [1] .<br \/>\n     Rao, GP e Ford, RE (2000) Vetores de v\u00edrus e doen\u00e7as fitoplasma de cana: uma      vis\u00e3o geral. In: Sugarcane Patologia, vol. III. As doen\u00e7as virais e fitoplasma,      GP Rao, RE Ford, M. Tosic e DS Teakle (Eds) Science Publishers, Hamshere,      EUA, Pg: 265-314. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  en.wikipedia.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar, Pragas, Esp\u00e9cies, Medidas, Controle, Fungo, V\u00edrus, Tipos, Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8792,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-25831","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-do-brasil"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Doen\u00e7as da Cana-de-A\u00e7\u00facar - 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