{"id":25763,"date":"2015-12-15T00:00:00","date_gmt":"2015-12-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/vocoroca-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:54:09","modified_gmt":"2026-09-01T17:54:09","slug":"vocoroca-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/vocoroca-4\/","title":{"rendered":"Vo\u00e7oroca"},"content":{"rendered":"\n<strong>Vo\u00e7oroca &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>vo\u00e7oroca ou bo\u00e7oroca<\/strong>\u00a0\u00e9 uma ferida aberta num terreno, seja ele horizontal ou n\u00e3o; ou um talude de um morro.\n\nVamos entender, primeiro, como ela aparece para, depois, mostrar as consequ\u00eancias por ela existir.\n\nBasicamente, h\u00e1 duas formas de se come\u00e7ar uma vo\u00e7oroca; a primeira \u00e9 pelo corte de um talude (a parte lateral de um morro) para a constru\u00e7\u00e3o de uma estrada ou utiliza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, ou para se aproveitar o material em aterros (chamados empr\u00e9stimos) em outros locais, ou ainda para possibilitar uma minera\u00e7\u00e3o.\n\nEvidente \u00e9 que, o corte de um terreno carrega consigo toda a vegeta\u00e7\u00e3o e a terra f\u00e9rtil nele existente. Supondo que n\u00e3o se fa\u00e7a uma recupera\u00e7\u00e3o r\u00e1pida na parte cortada, ela ficar\u00e1 exposta ao impacto direto da chuva e, tamb\u00e9m, s correntezas das chuvas passando por cima dela. Come\u00e7a, ent\u00e3o, a acontecer o fen\u00f4meno denominado eros\u00e3o, que \u00e9 o transporte do material terroso pelas \u00e1guas.\n\nA outra forma de acontecer uma vo\u00e7oroca \u00e9 pelo desmatamento. Os vegetais, n\u00e3o importando seus tamanhos, t\u00eam ra\u00edzes que funcionam com \u201cpresilhas\u201d do solo; as \u00e1rvores agem como \u201cguarda-chuvas\u201d do solo, e a vegeta\u00e7\u00e3o em geral age como um redutor de velocidade das \u00e1guas que correm no solo.\n\nNo\u00a0<strong>desmatamento<\/strong>, as \u201cpresilhas\u201d ficam fr\u00e1geis; sem a \u00e1rvore, desaparece o \u201cguarda-chuvas\u201d, possibilitando o impacto direto que \u201cmachuca\u201d o terreno; j\u00e1, sem a vegeta\u00e7\u00e3o, principalmente a rasteira, a velocidade das \u00e1guas fica aumentada sobre o terreno, possibilitando alastrar a \u201cferida\u201d da terra. Em outras palavras, vai havendo o arraste de material terroso e, com o tempo, a \u201cferida\u201d do solo vai aumentando em profundidade e largura.\n\nA\u00a0<strong>vo\u00e7oroca\u00a0<\/strong>\u00e9 uma caracter\u00edstica da eros\u00e3o superficial que se desenvolve a partir do escoamento de uma torrente violenta que penetra profundamente no solo superficial e em sedimentos moles.\n\n<strong>Vo\u00e7oroca &#8211;\u00a0<\/strong><b>Consequ\u00eancias<\/b>\n\nA primeira delas, que come\u00e7a na vo\u00e7oroca e se estende at\u00e9 os caminhos pr\u00f3ximos para onde estiverem indo \u00e0s \u00e1guas, \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o da infertilidade na regi\u00e3o da vo\u00e7oroca e depois dela, pois haver\u00e1 um cobrimento das camadas f\u00e9rteis adiante (desertifica\u00e7\u00e3o ou aridez), visto que quase todos os terrenos t\u00eam uma camada de solo f\u00e9rtil por cima. No caso, essa camada, quando arrastada, promover\u00e1, de imediato, a infertilidade.\n\nNo campo, onde se retira a vegeta\u00e7\u00e3o para dar lugar \u00e0s pastagens, volta e meia a natureza se vinga pelo alagamento das pr\u00f3prias \u00e1reas de pastagens, visto que os rios principais, de t\u00e3o assoreados, isto \u00e9, preenchidos com o material terroso para eles carregados, come\u00e7am a procurar caminhos preferenciais para o escoamento das \u00e1guas que seus leitos primitivos n\u00e3o conseguem mais transportar. Al\u00e9m disso, o alagamento ir\u00e1 destruir as \u00e1rvores restantes pelo afogamento de suas bases acima do solo.\n\nOutra conseq\u00fc\u00eancia \u00e9 que, os rios naturais passam a ter seus leitos (suas calhas) assoreadas, soterrando toda a flora e fauna situadas nessas calhas, e que s\u00e3o os alimentos dos animais que dependem do fundo. O soterramento dos vegetais e de pequenos animais de fundo faz com que esses morram e essa mat\u00e9ria org\u00e2nica morta comece a dar origem a rea\u00e7\u00f5es bioqu\u00edmicas que ir\u00e3o prejudicar a qualidade das \u00e1guas, como um todo.\n\nO outro efeito \u00e9 que, esse material terroso, no caso das zonas urbanas, vai tamb\u00e9m sendo levado para o leito dos rios e canais (assoreamento) e para as galerias de \u00e1guas pluviais.\n\nNas cidades, tanto o enchimento das calhas dos rios e canais, quanto o enchimento dos bueiros e tubula\u00e7\u00f5es de \u00e1gua pluviais, dificultar\u00e3o o livre escoamento das \u00e1guas de chuva e, com isso, ficar\u00e1 facilitado o processo das enchentes urbanas.\n\nAqui mesmo em Volta Redonda temos exemplos de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0que contribuem muito para as enchentes da Vila Santa Cec\u00edlia, atrav\u00e9s de galerias e bueiros componentes do sistema dos rios Brand\u00e3o e Cachoeirinha; tais\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0est\u00e3o na regi\u00e3o da Cobrapi e Rua 60 e contribuem, tamb\u00e9m, para o assoreamento dos lagos pr\u00f3ximos, inclusive o do z\u00f4o.\n\nCom tudo que foi falado, fica claro que cuidados preventivos devem ser tomados quando se pretende alterar a natureza dos terrenos, pois os custos para acertar as consequ\u00eancias ser\u00e3o bastante altos.\n\n<strong>Vo\u00e7oroca &#8211; Eros\u00e3o H\u00eddrica<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>eros\u00e3o h\u00eddrica<\/strong>\u00a0\u00e9 uma das principais formas de degrada\u00e7\u00e3o do solo, acarretando preju\u00edzos de ordem econ\u00f4mica, ambiental e social. Segundo Bahia (1992), o Brasil perde anualmente cerca de 600 milh\u00f5es de toneladas de solo devido a eros\u00e3o. Al\u00e9m do preju\u00edzo na reposi\u00e7\u00e3o dos nutrientes perdidos, outro grande problema decorrente \u00e9 o assoreamento de corpos de \u00e1gua.\n\nO\u00a0<strong>assoreamento<\/strong>\u00a0afeta n\u00e3o s\u00f3 o abastecimento de \u00e1gua pot\u00e1vel \u00e0 popula\u00e7\u00e3o rural e urbana, como as atividades agr\u00edcolas e industriais, e tamb\u00e9m, a produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, tendo em vista que mais de 95 % da energia produzida no pa\u00eds prov\u00e9m de hidrel\u00e9tricas (ANEEL, 2002).\n\nExistem diferentes formas de eros\u00e3o h\u00eddrica de acordo com o seu grau de carreamento de part\u00edculas e incis\u00e3o no solo. Quando a perda de solo pela eros\u00e3o se d\u00e1 em camadas relativamente finas e homog\u00eaneas, \u00e0s vezes at\u00e9 impercept\u00edvel, \u00e9 chamada de eros\u00e3o laminar.\n\n\u00c0 medida que a \u00e1gua se concentra em determinados pontos devido s depress\u00f5es no relevo do terreno, pode formar os sulcos, e podendo chegar a um est\u00e1gio mais avan\u00e7ado que s\u00e3o as chamadas\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0(Braun, 1961). Existem outros termos utilizados como bo\u00e7orocas, grotas, esbarrancados ou esbarrancamentos, dependendo da regi\u00e3o, para denominar as ?crateras? formadas no terreno.\n\nDentre as formas de\u00a0<strong>eros\u00e3o<\/strong>, esta \u00e9 a que causa consequ\u00eancias mais graves \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em termos de perda de \u00e1rea utiliz\u00e1vel, assoreamento de rios, riachos e lagoas, e at\u00e9 morte de animais devido a acidentes.\n\nAs causas com que a eros\u00e3o pode chegar a esse est\u00e1gio avan\u00e7ado s\u00e3o naturais, mas a a\u00e7\u00e3o do homem pode acelerar bastante o processo.\n\n<strong>Fatores como o relevo acidentado, chuvas concentradas em poucos meses do ano, caracter\u00edsticas do solo, como:<\/strong>\u00a0textura, consist\u00eancia fri\u00e1vel, baixo teor de mat\u00e9ria org\u00e2nica e pequena estabilidade de agregados, tendem a aumentar a susceptibilidade do solo \u00e0 eros\u00e3o.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o ao relevo, sua influ\u00eancia est\u00e1 relacionada com as caracter\u00edsticas de declividade (quando acentuada), comprimento de rampa longo e a forma da encosta, que favorecem maior velocidade, volume e concentra\u00e7\u00e3o da enxurrada.\n\nQuanto \u00e0s chuvas, a eros\u00e3o pode ser maior ou menor em fun\u00e7\u00e3o da sua dura\u00e7\u00e3o, intensidade, distribui\u00e7\u00e3o e tamanho de gotas (Wischmeier &amp; Smith, 1958).\n\nEm regi\u00f5es onde sua distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 concentrada em poucos meses do ano, a quantidade de eventos de grande intensidade geralmente \u00e9 maior, e consequentemente, mais alto \u00e9 o \u00edndice de erosividade e os danos causados (Bertoni &amp; Lombardi Neto, 1993).\n\nA respeito das caracter\u00edsticas do solo, aqueles que quando \u00famidos se desfazem com facilidade, s\u00e3o facilmente desagregados e transportados pelas chuvas, e isso est\u00e1 relacionado com maiores teores de silte e areia fina (Wischmeier et al., 1971). Solos de textura mais grosseira, como areia grossa e cascalho, podem ser tamb\u00e9m suscept\u00edveis por n\u00e3o apresentarem agrega\u00e7\u00e3o entre suas part\u00edculas (Venturim &amp; Bahia, 1998).\n\nA agrega\u00e7\u00e3o do solo (uni\u00e3o de part\u00edculas formando pequenos torr\u00f5es) \u00e9 uma propriedade importante sobretudo por estar relacionada \u00e0 porosidade. Quanto maior o volume de poros grandes do solo, maior a infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua das chuvas, e menor o escoamento superficial. A mat\u00e9ria org\u00e2nica influencia bastante a agrega\u00e7\u00e3o, conferindo maior estabilidade aos agregados atrav\u00e9s da cimenta\u00e7\u00e3o das part\u00edculas, e com isso, proporciona maior resist\u00eancia \u00e0 a\u00e7\u00e3o das gotas das chuvas e das enxurradas resultando em menor desestrutura\u00e7\u00e3o e carreamento de solo (Verhaegen, 1984).\n\n<strong>Vieira, citado por Fendrich et al. (1988), descreve caracter\u00edsticas de solos que apresentam suscetibilidade \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de vo\u00e7orocas:<\/strong>\u00a0solos arenosos, \u00e1cidos, poucos coesivos, Horizonte A com cor vermelho intenso, com areia muito fina, siltosa e com pouca argila, predominando nos horizontes subjacentes, areias mais claras levemente rosadas ou amarelas com tend\u00eancia a cor branca.\n\nO tipo de rocha da qual o solo foi formado, ou seja, o material de origem, pode tamb\u00e9m influenciar na forma\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>. Um exemplo disso s\u00e3o os solos formados em rochas do embasamento cristalino, em que os horizontes superficiais, sobretudo o B, s\u00e3o mais resistentes \u00e0 eros\u00e3o. No entanto, saprolitos, a camada ou horizonte C, com caracter\u00edsticas da rocha matriz, podem apresentar alta erodibilidade, e consequentemente, formar\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0quando essa camada \u00e9 exposta aos agentes erosivos (Resende e Parzanese, citados por Morais et al., 2004).\n\nA a\u00e7\u00e3o do homem no sentido de acelerar o processo erosivo ocorre quando este retira a cobertura vegetal original do solo e realiza pr\u00e1ticas que promovem sua desagrega\u00e7\u00e3o como, ara\u00e7\u00e3o, gradagem, calagem, aduba\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica, etc., e o exp\u00f5e ao impacto das gotas das chuvas, devido a baixa cobertura do solo, que pode ocorrer tamb\u00e9m com o superpastejo, queimadas, etc.; com aus\u00eancia de pr\u00e1ticas de conserva\u00e7\u00e3o do solo. Tudo isso associado condi\u00e7\u00f5es de relevo acidentado, em certos casos locais considerados como de preserva\u00e7\u00e3o permanente, acarreta o aumento do escoamento superficial da \u00e1gua das chuvas, e dependendo das caracter\u00edsticas do solo, o processo erosivo pode evoluir ao longo do tempo formando as\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>.\n\nA redu\u00e7\u00e3o da taxa de infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua pode estar relacionada, em alguns tipos de solos, como os Argissolos, \u00e0s caracter\u00edsticas pedogen\u00e9ticas de ac\u00famulo de argila no horizonte B (Bt), o que pode contribuir para evolu\u00e7\u00e3o dos processos erosivos e forma\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>. O uso e o manejo destes solos \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia para evitar a forma\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>.\n\nNo entanto, a forma\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0pode ocorrer tamb\u00e9m pela falta de planejamento e gerenciamento das \u00e1guas das chuvas como, constru\u00e7\u00e3o de estradas, cercas, infraestruturas, com ordenamento da enxurrada em um \u00fanico ponto sem estrat\u00e9gia de dissipa\u00e7\u00e3o de energia, etc., (DAEE, 1989).\n\nTodavia, esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico processo de forma\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>. Outro processo erosivo existente \u00e9 o escoamento sub-superficial que forma fluxos concentrados na forma de t\u00faneis ou dutos, chamado de piping, que podem provocar o colapso da superf\u00edcie situada acima destes (Guerra, 2003), podendo formar\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0em curto espa\u00e7o de tempo.\n\nNo Brasil as \u00e1reas localizadas no Noroeste do Paran\u00e1, Planalto Central, Oeste Paulista, Campanha Ga\u00facha, Tri\u00e2ngulo Mineiro e M\u00e9dio Vale do Para\u00edba do Sul, s\u00e3o as mais cr\u00edticas quanto \u00e0 incid\u00eancia de processos erosivos, e correspondem tamb\u00e9m, as \u00e1reas que t\u00eam sido mais estudadas devido a grande relev\u00e2ncia em termos de perda de solo e redu\u00e7\u00e3o da produtividade (Botelho &amp; Guerra, 2003).\n\nEm rela\u00e7\u00e3o ao M\u00e9dio Vale do Para\u00edba do Sul, estima-se que mais de 1 milh\u00e3o de hectares est\u00e3o nos n\u00edveis de vulnerabilidade \u00e0 eros\u00e3o alta a muito alta.\n\nEsses processos erosivos v\u00eam causando o assoreamento de forma acelerada, do rio Para\u00edba do Sul e reservat\u00f3rios do sistema Light-Cedae (CEIVAP, 2002). De todos os munic\u00edpios da regi\u00e3o, Pinheiral \u00e9 um dos que mais se destaca com aproximadamente 88% de suas terras nessas categorias de severidade \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o. Pinheiral situa-se entre os munic\u00edpios de Volta Redonda e Barra do Pira\u00ed.\n\nNeste trecho da Bacia do Para\u00edba do Sul, foi registrada a segunda maior produ\u00e7\u00e3o de sedimentos, com cerca de 5,89 t ha-1 ano-1 e parte deste total, 680.800 t ano-1, est\u00e1 sendo transferido para o Sistema Light-Guandu, que recebe 2\/3 da \u00e1gua do rio Para\u00edba do Sul para gera\u00e7\u00e3o de energia e \u00e1gua pot\u00e1vel. Deve-se ressaltar que o rio Para\u00edba do Sul, juntamente com o rio Guandu, s\u00e3o os principais respons\u00e1veis pelo abastecimento de \u00e1gua para mais de 9 milh\u00f5es de pessoas no Grande Rio (CEIVAP, 2002).\n\nPara quantificar o problema, uma vo\u00e7oroca de tamanho m\u00e9dio em Pinheiral, apresenta cerca de 1000 m2 de \u00e1rea, e profundidade m\u00e9dia de 10 m, o que resulta em 10.000 m3 de volume.\n\nIsso equivale ao longo do desenvolvimento da vo\u00e7oroca, a 2.000 caminh\u00f5es de aterro, e que t\u00eam os rios e riachos como destino final.\n\nEm um trecho de 70 km da linha f\u00e9rrea da MRS Log\u00edstica entre Barra Mansa e Japer\u00ed-RJ, foram contadas mais de 160\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0voltadas para o rio Para\u00edba do Sul. Isso d\u00e1 uma dimens\u00e3o do problema na regi\u00e3o.\n\nComo visto at\u00e9 aqui, a forma\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0est\u00e1 relacionada principalmente com a evolu\u00e7\u00e3o do processo erosivo em locais que apresentam suscetibilidade a esses fen\u00f4menos, e apresenta uma forte rela\u00e7\u00e3o com o uso do solo. Nos locais em que o processo de vo\u00e7orocamento j\u00e1 se encontra iniciado, o que resta \u00e9 tentar cont\u00ea-lo da maneira mais eficiente e econ\u00f4mica poss\u00edvel, evitando assim, estragos ainda maiores.\n\nA recupera\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil e barata, principalmente se for pensar em corre\u00e7\u00e3o de taludes com m\u00e1quinas pesadas onde o custo da hora trabalhada \u00e9 elevado. Entretanto, \u00e9 poss\u00edvel estancar a evolu\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>, reduzir a perda de solo e melhorar a paisagem, de forma eficiente e a custos relativamente baixos, fazendo uso somente de m\u00e3o-de-obra familiar e materiais alternativos, com poucos insumos externos propriedade rural.\n\n<strong>Processos de Forma\u00e7\u00e3o de Vo\u00e7orocas e Medidas Preventivas e Corretivas<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro18.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"336\" height=\"252\" \/>\n<strong>Vo\u00e7oroca<\/strong>\n\n<strong>1- Conceitos B\u00e1sicos<\/strong>\n\nEros\u00e3o (lato sensu) engloba tanto os processos de eros\u00e3o stricto sensu como os movimentos de massa\n\n<strong>2 \u2013 Agentes de Eros\u00e3o<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro19.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"342\" height=\"255\" \/>\n<strong>Vo\u00e7oroca<\/strong>\n\nA eros\u00e3o \u00e9 um exemplo de desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico, porque aos poucos o solo vai se desgastando causado por v\u00e1rios fatores, e principalmente pela a\u00e7\u00e3o do homem quando derruba florestas, retira minerais do solo,\u00a0 realiza as queimadas e faz mal uso do solo na planta\u00e7\u00e3o. Com esse desgaste o solo acaba ficando\u00a0 pobre e sem nutrientes e se a eros\u00e3o aumentar com o passar do tempo n\u00e3o haver\u00e1 solo para se cultivar e existir\u00e1 pouca vegeta\u00e7\u00e3o, contribuindo para ocorrer um desiquil\u00edbrio na natureza.\n\nPara que a eros\u00e3o n\u00e3o aumente mais r\u00e1pido \u00e9 necess\u00e1rio que o homem tome devidas provid\u00eancias como evitar as queimadas, reflorestar regi\u00f5es onde houve o desmatamento e em \u00e1reas em que o terreno est\u00e1 exposto aos agentes da eros\u00e3o.\n\nOs agricultores dever\u00e3o ser instru\u00eddos por \u00f3rg\u00e3os ligado a agricultura para realizar a sua planta\u00e7\u00e3o usando t\u00e9cnicas adequadas para n\u00e3o ocorrer eros\u00e3o do mesmo.\n\n<strong>3 &#8211; Eros\u00e3o H\u00eddrica Continental<\/strong>\n\n<strong>3.1 &#8211; Classifica\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 forma de eros\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>3.1.1 &#8211; Eros\u00e3o Laminar<\/strong>\n\n<strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro20.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"339\" height=\"233\" \/>\n<\/strong><strong>Vo\u00e7oroca &#8211; Eros\u00e3o laminar em encosta com pastos degradados da regi\u00e3o de Vargem das Flores, MG<\/strong>\n\n<strong>3.1.2 &#8211; Eros\u00e3o em Canais:\u00a0<\/strong>a eros\u00e3o ocorre em canais.\n\n<strong>H\u00e1 tr\u00eas tipos:\u00a0<\/strong>sulco, ravina e vo\u00e7oroca.\n<table border=\"0\" width=\"361\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Caracter\u00edsticas do\ncanal<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Processos de\nEros\u00e3o<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Sulco<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Raso, com se\u00e7\u00e3o\nem V<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Superficiais<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Ravina<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Profundo, com\nse\u00e7\u00e3o em V<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Superficiais<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Vo\u00e7oroca<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Profundo, com\nse\u00e7\u00e3o em U<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Superficiais e\nsubsuperficiais<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Eros\u00e3o em sulcos<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro21.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"214\" height=\"329\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro23.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"299\" height=\"296\" \/><strong>\nVo\u00e7orocas, em Madagascar (Skinner &amp; Porter, 1995)<\/strong><\/p>\n<strong>4 &#8211; Vo\u00e7orocas<\/strong>\n\n<strong>As vo\u00e7orocas recebem diversas denomina\u00e7\u00f5es:<\/strong>\n\n<strong>a)<\/strong>\u00a0<strong>Brasil:<\/strong>\u00a0bo\u00e7oroca, grota.<strong>\nb)<\/strong>\u00a0<strong>Exterior:\u00a0<\/strong>gully; arroyo; lavaka; benggang; donga\n\n<strong>As vo\u00e7orocas podem ser classificadas conforme seu grau de desenvolvimento em:<\/strong>\u00a0ativa, inativa e paleovo\u00e7oroca.\n\nO grau de atividade pode ser definido pelo grau de suaviza\u00e7\u00e3o de suas bordas e pela presen\u00e7a de vegeta\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>5 &#8211; Processos de Eros\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>5.1 &#8211; Superficiais<\/strong>\n\nEm suspens\u00e3o, rolamento, arraste e saltos\nSalpicamento (splash erosion)\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro24.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"289\" height=\"185\" \/><strong>\nExemplo de eros\u00e3o por salpicamento<\/strong><\/p>\n<strong>5.2 &#8211; Subsuperficiais:\u00a0<\/strong>Eros\u00e3o por percola\u00e7\u00e3o (carreamento)\n\n<strong>Quando flui pelos poros, a \u00e1gua exerce uma for\u00e7a de percola\u00e7\u00e3o (Fp) sobre os gr\u00e3os:<\/strong>\n<p align=\"center\"><strong>Fp = Pa *g * i<\/strong><\/p>\nSe Fp for maior que as for\u00e7as que resistem \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os ocorrer\u00e1 eros\u00e3o por percola\u00e7\u00e3o.\n\nEste processo de eros\u00e3o \u00e9 comum em solos finos n\u00e3o coesivos (areias finas e siltes)\n\n<strong>Esquema para ilustrar o crescimento da \u00e1rea de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua com a evolu\u00e7\u00e3o da eros\u00e3o susbsuperficial (modificado de Terzaghi &amp; Peck, 1967)<\/strong>\n\n<strong>Eros\u00e3o por piping<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro25.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"287\" height=\"288\" \/>\n<\/strong><strong>Eros\u00e3o por piping<\/strong><\/p>\nOcorre quando a tens\u00e3o exercida pela \u00e1gua em movimento numa descontinuidade \u00e9 suficiente para destacar part\u00edculas de solo.\n\nComum em solos coesivos, sobretudo quando dispers\u00e1veis.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro26.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"290\" height=\"189\" \/><strong>\nExemplo de piping (Hunt, 1990)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro27.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"231\" height=\"305\" \/>\nPiping em solos do Arizona<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro28.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"227\" height=\"305\" \/>\nExemplo de piping em solos lit\u00f3licos do Parque do Itacolomi, Ouro Preto<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro29.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"290\" height=\"181\" \/>\nExemplo de piping em sedimentos de praia<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">Com o crescimento do di\u00e2metro do piping, ocorre instabiliza\u00e7\u00e3o da cabeceira da eros\u00e3o por escorregamento.<\/p>\n<strong>5.3 &#8211; Movimentos de Massa: s\u00e3o movimentos coletivos de solos e\/ou rochas. Nas vo\u00e7orocas s\u00e3o comuns os: escorregamentos, fluxos (corridas) e quedas<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro30.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"292\" height=\"188\" \/>\nEscorregamento rotacional<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro31.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"189\" height=\"292\" \/>\n<\/strong><strong>Fluxos (corridas)<\/strong><\/p>\n<strong>6 &#8211; G\u00eanese e Evolu\u00e7\u00e3o de Vo\u00e7orocas<\/strong>\n\n<strong>Vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0podem ser o resultado de eros\u00e3o superficial, eros\u00e3o subsuperficial e de movimentos de massa.\n\nProcessos prim\u00e1rios (gen\u00e9ticos) podem desencadear processos secund\u00e1rios (evolutivos), dificultando o entendimento das causas que levaram \u00e0 eros\u00e3o.\n\n<strong>7 &#8211; Intensidade dos Processos Erosivos<\/strong>\n\n<strong>A intensidade da eros\u00e3o depende da:<\/strong>\n<blockquote><strong>Erosividade do agente:<\/strong>\u00a0potencial de eros\u00e3o da \u00e1gua<strong>\nErodibilidade do solo:<\/strong>\u00a0representa suscetibilidade \u00e0 eros\u00e3o do solo<\/blockquote>\n<strong>O que \u00e9 mais importante na erosividade, a intensidade de chuva ou a a quantidade de chuva acumulada?<\/strong>\n\n<strong>Depende, se a eros\u00e3o \u00e9 governada por:<\/strong>\n<blockquote><strong>Processos superficiais:<\/strong>\u00a0intensidade da chuva<strong>\nProcessos subsuperficiais:<\/strong>\u00a0chuva acumulada<\/blockquote>\n<strong>Erodibilidade dos solos:\u00a0<\/strong>Os mais erod\u00edveis s\u00e3o aqueles de textura fina n\u00e3o coesivos, como siltes e areias.\n<table border=\"0\" width=\"443\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>CLASSIFICA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>MINERALOGIA<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Hidr\u00f3lise parcial\n(bissialitiza\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Argilominerais 2:1; muita s\u00edlica\nretida e elimina\u00e7\u00e3o parcial de c\u00e1tions<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Hidr\u00f3lise parcial\n(monossialitiza\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Argilominerais 1:1; grande elimina\u00e7\u00e3o\nde s\u00edlica e de c\u00e1tions<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Hidr\u00f3lise total<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Oxihidr\u00f3xidos de Fe e Al; elimina\u00e7\u00e3o\ntotal dos c\u00e1tions e de boa parte da\ns\u00edlica<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\nOs solos com argilominerais com estrutura cristalina 2:1, sobretudo os ricos em s\u00f3dio, tamb\u00e9m podem ser muito erod\u00edveis. Neste caso, s\u00e3o denominados solos dispers\u00edveis.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Vo\u00e7oroca\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/vocoro32.jpg\" alt=\"Vo\u00e7oroca\" width=\"229\" height=\"313\" \/><strong>\nExemplo de solo dispers\u00edvel no Vale de La Luna \u0096 La Paz, Bol\u00edvia<\/strong><\/p>\n<strong>8 &#8211; Quantifica\u00e7\u00e3o da Erodibilidade<\/strong>\n\n<strong>Exemplos de ensaios para avalia\u00e7\u00e3o da erodibilidade:<\/strong>\n<blockquote>Ensaio de desagrega\u00e7\u00e3o\nAn\u00e1lise de estabilidade de agregados\nEnsaio granulom\u00e9trico sem deflocultante e agita\u00e7\u00e3o\nEnsaio de Inderbitzen\nEnsaio em parcelas de campo\nEnsaio do furo de agulha (pin-hole test).<\/blockquote>\n<strong>9 &#8211; Impactos ambientais decorrentes das vo\u00e7orocas<\/strong>\n<blockquote>Elimina\u00e7\u00e3o de terras f\u00e9rteis\nDestrui\u00e7\u00e3o de estradas e outras obras de engenharia\nProporciona situa\u00e7\u00e3o de risco ao homem\nAssoreamento de rios e reservat\u00f3rios\nRecobrimento de solos f\u00e9rteis nas plan\u00edcies de inunda\u00e7\u00e3o\nDestrui\u00e7\u00e3o de habitats\nRebaixamento do len\u00e7ol fre\u00e1tico no entorno, com secagem de nascentes, deteriora\u00e7\u00e3o de pastagens e culturas agr\u00edcolas e redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de cisternas\nDificulta o acesso a determinadas \u00e1reas.<\/blockquote>\n<strong>10 &#8211; Perda de Solos devido a vo\u00e7orocas<\/strong>\n\n\u00c9 muito maior que na eros\u00e3o por processos superficiais.\n\n<strong>Processo de Captura Fluvial:<\/strong>\u00a0um rio de um vale mais baixo pode capturar um rio de um vale adjacente mais alto (Schumm, 1977 in Summerfield, 1997). A captura altera as condi\u00e7\u00f5es de energia do rio, podendo levar ao incremento das taxas de eros\u00e3o \u00e0 montante.\n\n<strong>11 &#8211; Fatores Condicionantes do Vo\u00e7orocamento<\/strong>\n\n<strong>11.1 &#8211; Fatores antr\u00f3picos:<\/strong>\n<blockquote>Desmatamento e queimadas\nManejo inadequado de planta\u00e7\u00f5es\nEstradas, arruamento, caminhos e trilhas\nPastoreio excessivo\nValas de divisa<\/blockquote>\nNa regi\u00e3o de Vargem das Flores, MG, o n\u00famero de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0n\u00e3o cresceu com a expans\u00e3o urbana (Paulo, 2004).\n\n<strong>11.2 \u2013 Fatores Geol\u00f3gicos Passivos:<\/strong>\n\nRocha condiciona a erodibilidade dos solos.\n\n<strong>As vo\u00e7orocas s\u00e3o comuns em \u00e1reas com:<\/strong>\n<blockquote><strong>a)<\/strong>\u00a0rochas granitogn\u00e1issicas<strong>\nb)<\/strong>\u00a0sedimentos\/rochas sedimentares de textura arenosa\/siltosa<\/blockquote>\n<strong>Fatores Geol\u00f3gicos Ativos:\u00a0<\/strong>Descontinuidades geol\u00f3gicas podem direcionar os fluxos subsuperficiais de \u00e1gua\n\n<strong>11.3 \u2013 Fatores Pedol\u00f3gicos:<\/strong>\n\nOs solos controlam a eros\u00e3o laminar e a eros\u00e3o em sulcos e ravinas. Estas formas de eros\u00e3o s\u00e3o comuns em \u00e1reas com argissolos e solos dispers\u00edveis.\n\nPor\u00e9m, n\u00e3o existe correla\u00e7\u00e3o comprovada entre os solos e a incid\u00eancia de\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>.\n\n<strong>11.4 \u2013 Fatores Clim\u00e1ticos:<\/strong>\n\n<strong>O clima pode atuar de forma passiva e ativa:<\/strong>\n<blockquote><strong>a) Forma passiva:<\/strong>\u00a0climas quentes e \u00famidos levam a forma\u00e7\u00e3o de manto de intemperismo espesso, o que \u00e9 favor\u00e1vel para as vo\u00e7orocas<strong>\nb) Forma ativa:<\/strong>\u00a0climas secos com chuvas intensas favorecem a eros\u00e3o por processos superficiais.<\/blockquote>\n<strong>11.5 \u2013 Fatores Geomorfol\u00f3gicos:<\/strong>\n<blockquote>Comprimento e declividade da encosta comprovadamente favorecem os processos de eros\u00e3o superficial, mas n\u00e3o os de eros\u00e3o subsuperficial.\nAs\u00a0<strong>vo\u00e7orocas<\/strong>\u00a0s\u00e3o frequentes em \u00e1reas de relevo baixo a moderado. Em \u00e1reas de relevo \u00edngreme, normalmente o solo \u00e9 muito delgado e s\u00f3 ocorrem ravinas e sulcos.<\/blockquote>\n<strong>12 &#8211; M\u00e9todos de Conten\u00e7\u00e3o de Vo\u00e7orocas<\/strong>\n\n<strong>12.1 &#8211; Controle do escoamento superficial:<\/strong>\n<blockquote>Obras de drenagem\nTerra\u00e7eamento<\/blockquote>\n<strong>12.2 \u2013 Controle das \u00e1guas subterr\u00e2neas<\/strong>\n\nConstru\u00e7\u00e3o de drenos no sop\u00e9 dos taludes\n\nDetalhe de projeto de conten\u00e7\u00e3o de vo\u00e7oroca urbana por meios de retaludamento, drenos de p\u00e9, aterro e controle do canal de drenagem com solo-cimento ensacado (Prandini et al., 1974).\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.gpca.com.br(Gil Portugal)\/www.cnpab.embrapa.br\/www.ufv.br(Luis de A. P. 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