{"id":25687,"date":"2015-12-14T00:00:00","date_gmt":"2015-12-14T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/projeto-tamar-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:52:19","modified_gmt":"2026-09-01T17:52:19","slug":"projeto-tamar-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/projeto-tamar-4\/","title":{"rendered":"Projeto Tamar"},"content":{"rendered":"\n<strong>Projeto Tamar &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nAs\u00a0<strong>tartarugas marinhas<\/strong>\u00a0est\u00e3o entre as criaturas mais antigas que andam na Terra, tendo permanecido essencialmente inalteradas por 110 milh\u00f5es de anos. Agora, todas as esp\u00e9cies de tartarugas marinhas s\u00e3o classificadas como amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o devido \u00e0 ca\u00e7a furtiva e \u00e0 explora\u00e7\u00e3o excessiva. As tartarugas levam quase tr\u00eas d\u00e9cadas para se reproduzir e, de cada mil tartarugas que nascem, apenas uma ou duas sobrevivem, uma realidade que s\u00f3 representa uma amea\u00e7a cada vez maior.\n\nA cada \u00e9poca de reprodu\u00e7\u00e3o, cerca de 2 milh\u00f5es de filhotes nascem nas praias brasileiras e s\u00e3o monitorados pelo\u00a0<strong>Projeto Tamar<\/strong>, uma ONG que trabalha para proteger as tartarugas marinhas resgatadas da captura acidental. Fundado em 1980, o Projeto Tamar \u00e9 reconhecido como modelo internacional de conserva\u00e7\u00e3o do mar, empregando efetivamente as tartarugas marinhas como esp\u00e9cie emblem\u00e1tica para a promo\u00e7\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o marinha junto \u00e0s comunidades locais, governo, setor privado e organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, por meio de a\u00e7\u00f5es educativas, m\u00eddia e campanhas p\u00fablicas.\n\nA miss\u00e3o do\u00a0<strong>Projeto Tamar<\/strong>\u00a0\u00e9 promover a recupera\u00e7\u00e3o de ecossistemas marinhos e costeiros por meio de pesquisas aplicadas, conserva\u00e7\u00e3o, iniciativas de inclus\u00e3o social, educa\u00e7\u00e3o ambiental e desenvolvimento local sustent\u00e1vel. A organiza\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecida principalmente por seus esfor\u00e7os para envolver e capacitar diretamente as comunidades costeiras na prote\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas e seus habitats.\n\nA iniciativa abrange aproximadamente 1,1 mil quil\u00f4metros de praias ao longo da costa brasileira e, desde que o Tamar iniciou seus trabalhos em 1980, os locais de nidifica\u00e7\u00e3o de tartarugas marinhas t\u00eam apresentado um crescimento significativo na atividade. Todos os anos, cerca de 14.000 ninhos de tartarugas s\u00e3o protegidos ao longo do continente e ilhas e, at\u00e9 agora, mais de 40 milh\u00f5es de tartarugas marinhas foram salvas de pr\u00e1ticas de pesca insustent\u00e1veis e outras amea\u00e7as.\n\nNa d\u00e9cada de 1990, com a cria\u00e7\u00e3o das primeiras bases de pesquisa, o Projeto Tamar passou a trabalhar de forma mais intensa para evitar a captura acidental de tartarugas. A essa altura, a pesca j\u00e1 era identificada internacionalmente como a maior amea\u00e7a \u00e0s tartarugas marinhas. Desde ent\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o continua a realizar extensas pesquisas sobre medidas para mitigar a captura acidental de tartarugas marinhas durante a pesca e para entender os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas nas popula\u00e7\u00f5es de tartarugas.\n\nA pesquisa \u00e9 ent\u00e3o aplicada no campo. Durante a \u00e9poca de reprodu\u00e7\u00e3o, as praias e ilhas de desova s\u00e3o monitoradas por patrulhas noturnas que observam o comportamento das tartarugas marinhas durante a postura e desova, registram dados morfom\u00e9tricos e coletam amostras para posterior an\u00e1lise gen\u00e9tica. Os pesquisadores monitoram os ninhos nos pr\u00f3prios locais de postura ou transferem aqueles encontrados em \u00e1reas de risco para \u00e1reas mais seguras na mesma praia ou para recintos de incuba\u00e7\u00e3o em praias pr\u00f3ximas aos locais de pesquisa. O monitoramento ocorre tamb\u00e9m no mar, em \u00e1reas que registram uma alta taxa de captura incidental pela pesca costeira.\n\nT\u00e9cnicos a bordo observam as atividades de pesca enquanto os pescadores s\u00e3o treinados para liberar com seguran\u00e7a as tartarugas presas em redes e outros mecanismos. Nas ilhas oce\u00e2nicas, o programa de captura, marca\u00e7\u00e3o e recaptura \u00e9 realizado por meio de mergulho livre ou aut\u00f4nomo.\n\nEm 2001, foi iniciado o Programa de Intera\u00e7\u00e3o Tartarugas Marinhas e Pesca, com o objetivo principal de reduzir a captura acidental de tartarugas marinhas.\n\nO programa monitora a intera\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas com a pesca, desenvolve pesquisas, avalia as medidas de mitiga\u00e7\u00e3o existentes, desenvolve novas estrat\u00e9gias, ap\u00f3ia esfor\u00e7os para a pesca sustent\u00e1vel e treina pescadores para reanimar tartarugas afogadas e libertar tartarugas capturadas para aumentar as chances de p\u00f3s-pesca. capturar a sobreviv\u00eancia. Atualmente, os moradores locais, incluindo pescadores, constituem a maioria dos funcion\u00e1rios do Tamar. Mais de 1.000 pessoas, oitenta e cinco por cento das quais s\u00e3o moradores locais da costa, est\u00e3o envolvidas diretamente com o programa. Entre estes est\u00e3o cerca de 400 pescadores de vinte e cinco vilas costeiras de pescadores. .\n\nMuitos dos desafios enfrentados pela conserva\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas a longo prazo est\u00e3o enraizados nos h\u00e1bitos das comunidades costeiras, cujos meios de subsist\u00eancia dependem principalmente da pesca exploradora e das pr\u00e1ticas de colheita. Tamar, por meio de uma ampla gama de atividades de extens\u00e3o, busca desafiar a no\u00e7\u00e3o de que a conserva\u00e7\u00e3o \u00e9 uma barreira para a sobreviv\u00eancia humana e o desenvolvimento socioecon\u00f4mico, promovendo a participa\u00e7\u00e3o das comunidades costeiras em programas de conserva\u00e7\u00e3o e pesquisa destinados a aliviar a press\u00e3o sobre as tartarugas marinhas, incentivando a participa\u00e7\u00e3o na busca de alternativas econ\u00f4micas, novas formas de produ\u00e7\u00e3o e autossufici\u00eancia.\n\nAs a\u00e7\u00f5es de inclus\u00e3o social, dentro do Projeto Tamar, assumem a forma de programas de conscientiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o ambiental.\n\nO programa de conserva\u00e7\u00e3o ambiental do Tamar interage com as comunidades locais para encontrar solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para a inseguran\u00e7a econ\u00f4mica.\n\nEssas comunidades s\u00e3o essenciais para os esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o, pois influenciam diretamente o habitat e o bem-estar das tartarugas marinhas.\n\n<strong>Projeto Tamar &#8211;<\/strong>\u00a0<strong>Hist\u00f3ria<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-161356 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Projet3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"198\" \/><strong>Projeto Tamar &#8211; Tartarugas Marinhas<\/strong><\/p>\nAt\u00e9 o final da d\u00e9cada de 70, n\u00e3o havia no Brasil qualquer trabalho de preserva\u00e7\u00e3o dos animais no mar. As tartarugas marinhas foram inclu\u00eddas em uma lista do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal \u2013 IBDF de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Mas estavam desaparecendo rapidamente, por causa da captura em atividades de pesca, da matan\u00e7a das f\u00eameas e destrui\u00e7\u00e3o dos ninhos nas praias.\n\nHouve rea\u00e7\u00e3o e den\u00fancias, inclusive de repercuss\u00e3o internacional.\n\nIniciou-se ent\u00e3o em 1980 um levantamento por toda a costa brasileira, entrevistando pescadores, prefeituras, universidades, e moradores, o que permitiu um retrato da situa\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas.\n\nIdentificou-se as esp\u00e9cies, os \u00faltimos locais de concentra\u00e7\u00e3o de desovas, per\u00edodos de reprodu\u00e7\u00e3o e os principais problemas relativos \u00e0 sobreviv\u00eancia, como f\u00e1brica de bijuterias e comercializa\u00e7\u00e3o de subprodutos.\n\nEste levantamento, que caracterizou a primeira fase durou 02 anos, quando ent\u00e3o iniciou a implanta\u00e7\u00e3o das primeiras bases de campo\n\n<strong>O trabalho come\u00e7ou na Bahia, Esp\u00edrito Santo, Sergipe\u2026<\/strong>\n\n\u2026e estendeu-se em seguida para outros estados do pa\u00eds. As primeiras bases de campo n\u00e3o possu\u00edam estrutura nenhuma, e contaram desde o in\u00edcio com apoio de moradores ou institui\u00e7\u00f5es locais.\n\nTodas as desovas eram transferidas para cercados protegidos nas pr\u00f3prias \u00e1reas de desova e um intenso programa de educa\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o com as comunidades locais come\u00e7ou a ser desenvolvido.\n\nNaquela \u00e9poca nem se falava em Educa\u00e7\u00e3o Ambiental ou Conscientiza\u00e7\u00e3o Ambiental.\n\nTudo era muito emp\u00edrico e fruto do esfor\u00e7o da equipe que sabia da situa\u00e7\u00e3o critica destas esp\u00e9cies.\n\nGradativamente foi necess\u00e1rio aumentar a \u00e1rea protegida pois os resultados das atividades de campo demonstraram que as tartarugas distribu\u00edam-se por \u00e1reas mais extensas. Em consequ\u00eancia, foi essencial tamb\u00e9m estender o monitoramento e os trabalhos de educa\u00e7\u00e3o ambiental.\n\nDesde o inicio o Tamar precisou do apoio das pessoas que viviam nas \u00e1reas onde as tartarugas desovavam. Contratava os pr\u00f3prios pescadores que matavam as tartarugas e coletavam os ovos, para proteg\u00ea-las.\n\nN\u00e3o pensem que foi f\u00e1cil. Muita desconfian\u00e7a e amea\u00e7as, at\u00e9 que perceberam a inten\u00e7\u00e3o das equipes e passaram a participar, cada ano com maior intensidade e quantidade de pessoas.\n\nMuito conhecimento foi adquirido nesta conviv\u00eancia, por ambas as partes. O conhecimento emp\u00edrico dos pescadores e a ci\u00eancia dos pesquisadores produziram os frutos que hoje se colhe.\n\nMilhares de filhotes liberados anualmente e as f\u00eameas podendo cumprir seu ciclo reprodutivo sem serem molestadas.\n\n<strong>O ca\u00e7ador de ontem tornou-se o protetor, defensor da vida<\/strong>\n\nMas n\u00e3o era suficiente. Percebia-se que o projeto tinha que apontar caminhos de desenvolvimento para estas comunidades, pois a situa\u00e7\u00e3o social, a extrema car\u00eancia de algumas delas, n\u00e3o permitia que respondessem a demanda pela conserva\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas. \u00c9 a lei da sobreviv\u00eancia.\n\nPara isso o Tamar passou a envolver cada vez mais os moradores das comunidades na execu\u00e7\u00e3o dos trabalhos de conserva\u00e7\u00e3o. Depois, na recep\u00e7\u00e3o de turistas e visitantes em geral, que procuravam conhecer as tartarugas marinhas.\n\nEste envolvimento evoluiu para a produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos que hoje \u00e9 a fonte de sobreviv\u00eancia de muitas fam\u00edlias, e uma das principais formas de arrecada\u00e7\u00e3o de recursos do TAMAR.\n\nPrevalece o lema \u201cAs tartarugas valem mais vivas que mortas\u201d.\n\n<strong>O principal apoio vem da sociedade brasileira<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-161354 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Projet1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"175\" \/><strong>Projeto Tamar &#8211; Tartarugas Marinhas<\/strong><\/p>\nAssim nasceu o Projeto Tamar, hoje institucionalmente ligado ao Ibama \u2013 Instituto Brasileiro do\u00a0<strong>Meio Ambiente<\/strong>\u00a0e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis, \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, sendo a PETROBRAS seu principal patrocinador.\n\nDezenas de institui\u00e7\u00f5es, estaduais e municipais, governamentais e n\u00e3o-governamentais, participam e apoiam, como parceiras, as atividades desenvolvidas nos v\u00e1rios estados da costa brasileira.\n\n<strong>Em l988 o Tamar ganhou um aliado decisivo e definitivo:<\/strong>\u00a0a Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-Tamar, entidade sem fins lucrativos, criada para apoiar, agilizar, e possibilitar o desenvolvimento dos trabalhos de conserva\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas. \u00c9 respons\u00e1vel pelas atividades nas \u00e1reas administrativa, t\u00e9cnica e cient\u00edfica, e na capta\u00e7\u00e3o de recursos financeiros.\n\nGerencia mais de 60 por cento da opera\u00e7\u00e3o do Projeto, principalmente os recursos humanos.\n\nMas o principal apoio vem da sociedade brasileira como um todo, que vem se conscientizando da necessidade de preservar estas esp\u00e9cies, e participa das mais diversas formas.\n\nAjudando diretamente na prote\u00e7\u00e3o de ovos e f\u00eameas, conscientizando pescadores e jovens, e financiando as atividades atrav\u00e9s da compra dos produtos TAMAR, que mant\u00e9m as atividades econ\u00f4micas nas comunidades, e permite a estas participarem.\n\nOs lucros da venda de produtos s\u00e3o integralmente reinvestido nas atividades de conserva\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o ambiental\n\n<strong>O Projeto TAMAR<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Projeto TAMAR<\/strong>\u00a0(<strong>Tartaruga Marinha<\/strong>) \u00e9 um projeto criado em 1980 pelo IBDF, atual IBAMA com a finalidade de proteger as cinco esp\u00e9cies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil.\n\nNo in\u00edcio foi feito o levantamento da real situa\u00e7\u00e3o das tartarugas no pa\u00eds. O Brasil j\u00e1 possuiu uma grande popula\u00e7\u00e3o de tartarugas, que alimentou desde os \u00edndios \u00e0s fam\u00edlias de pescadores do \u00faltimo final de s\u00e9culo, passando por colonizadores, comerciantes jesu\u00edtas, etc. O h\u00e1bito de matar as f\u00eameas que sobem \u00e0s praias para a desova, fez com que a popula\u00e7\u00e3o, outrora abundante, fosse quase extinta.\n\nPara reverter esse quadro, o Projeto TAMAR decidiu estabelecer campos de trabalho nos principais pontos de reprodu\u00e7\u00e3o para garantir a preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. Foram escolhidas, inicialmente, a Praia do Forte, na Bahia; Pirambu, em Sergipe, e Reg\u00eancia, no Esp\u00edrito Santo. De l\u00e1 para c\u00e1 somam-se 21 esta\u00e7\u00f5es que garantem o nascimento aproximado de 350 mil filhotes por ano.\n\n<strong>Projeto Tamar &#8211; O que faz<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>Projeto TAMAR<\/strong>\u00a0realiza importante trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental junto aos turistas e as comunidades litor\u00e2neas, cumprindo tamb\u00e9m uma fun\u00e7\u00e3o social atrav\u00e9s do envolvimento destas comunidades no trabalho de preserva\u00e7\u00e3o.\n\nCerca de 300 pescadores trabalham para o Projeto TAMAR em todo o pa\u00eds. Eles s\u00e3o os tartarugueiros, que patrulham as \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o, fiscalizando os ninhos. Tamb\u00e9m desenvolve projetos sociais, como creches e hortas comunit\u00e1rias, e outros que oferecem fontes alternativas de renda, como confec\u00e7\u00f5es, artesanato, programas de ecoturismo, programa de guias-mirins e v\u00e1rias atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental.\n\nOferece ainda, atividade de educa\u00e7\u00e3o ambiental junto a escolas e institui\u00e7\u00f5es.\n\nNas \u00e1reas de desova h\u00e1 o monitoramento da praia pelos tartarugueiros e pesquisadores. Eles marcam as nadadeiras anteriores, identificando o animal com um n\u00famero individual e uma inscri\u00e7\u00e3o com o endere\u00e7o do TAMAR e a solicita\u00e7\u00e3o de que seja notificado quando e onde aquela tartaruga foi encontrada. Quando isso acontece, \u00e9 poss\u00edvel estudar o comportamento da desova, as rotas migrat\u00f3rias, e fazer um controle da popula\u00e7\u00e3o. \u00c9 feita, ainda, an\u00e1lise biom\u00e9trica para cada esp\u00e9cie, medindo o comprimento e a largura do casco.\n\nOs ninhos que estiverem em locais de risco s\u00e3o transferidos para trechos mais protegidos ou para os cercados nas bases do TAMAR, onde s\u00e3o reproduzidas as condi\u00e7\u00f5es normais para a incuba\u00e7\u00e3o dos ovos.\n\nQuando os filhotes saem \u00e0 superf\u00edcie, s\u00e3o contados, identificados e soltos para seguirem at\u00e9 o mar.\n\nNas \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o de juvenis e sub-adultos de tartarugas marinhas o TAMAR monitora as redes de pesca e outras formas de armadilhas para peixes que possam existir nos locais, para verificar a incid\u00eancia de captura acidental de tartarugas. Uma vez encontradas, essas s\u00e3o identificadas, muitas vezes recuperadas atrav\u00e9s de desafogamento e ressuscita\u00e7\u00e3o c\u00e1rdio-pulmonar, e ent\u00e3o medidas e marcadas a fim de que se possa estudar seu ciclo de vida, padr\u00e3o de crescimento e rotas migrat\u00f3rias.\n\nO\u00a0<strong>Projeto TAMAR<\/strong>\u00a0desenvolve continuamente atividades de pesquisa visando a aumentar os conhecimentos sobre o comportamento das tartarugas marinhas e aprimorar t\u00e9cnicas que possam contribuir para o trabalho de preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies.\n\nPara descrever as popula\u00e7\u00f5es de tartarugas marinhas s\u00e3o realizados estudos gen\u00e9ticos (DNA mitocondrial) e outros que revelam informa\u00e7\u00f5es sobre comportamento de reprodu\u00e7\u00e3o, condi\u00e7\u00e3o de incuba\u00e7\u00e3o de ninhos, distribui\u00e7\u00e3o espacial e temporal de ninhos para as diferentes esp\u00e9cies e \u00e1reas de reprodu\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de comparativos referentes a temperatura de ninhos e incuba\u00e7\u00e3o em locais diferentes.\n\n<strong>Como ajudar<\/strong>\n\n<strong>N\u00e3o compre, e denuncie quem capturar ou vender produtos oriundos das tartarugas marinhas, tais como:<\/strong>\u00a0ovos, carne, enfeites, cremes, etc.\n\nQuando avistar uma tartaruga, mesmo morta, comunique imediatamente a base mais pr\u00f3xima do projeto.\n\nVisite e ajude a divulgar o Projeto TAMAR junto a seus amigos, parentes, colegas, etc. Nas bases do projeto voc\u00ea poder\u00e1 ver tartarugas vivas em tanques, assistir fitas de v\u00eddeo e exposi\u00e7\u00f5es sobre o trabalho do Projeto TAMAR, al\u00e9m de poder adquirir camisetas, bon\u00e9s e outros souvenirs.\n\n<strong>O Projeto TAMAR, a Pol\u00edtica Ambientalista Brasileira e Suas Repercuss\u00f5es Sobre Territ\u00f3rio, Popula\u00e7\u00e3o e Sociedade<\/strong>\n\nA exemplo de outros pa\u00edses em desenvolvimento, segue em curso no Brasil a tentativa de supera\u00e7\u00e3o do paradoxo de conciliar as premissas previstas na Agenda 21, em atendimento ao desenvolvimento sustent\u00e1vel dos potenciais ambientais naturais, com o receitu\u00e1rio econ\u00f4mico determinado pelas ag\u00eancias reguladoras transnacionais.\n\nO encolhimento do aparato estatal, restringindo as a\u00e7\u00f5es governamentais na esfera socioambiental, proporcionou \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil a interfer\u00eancia e participa\u00e7\u00e3o em quest\u00f5es publiciz\u00e1veis de interesse p\u00fablico, incluindo-se aqui o \u00e2mbito regional e local das quest\u00f5es referentes ao\u00a0<strong>meio ambiente<\/strong>.\n\nA exata transforma\u00e7\u00e3o do Estado prestador de servi\u00e7o em Estado subsidi\u00e1rio (legalizador e fiscalizador) e as sucessivas transforma\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-econ\u00f4micas ao longo das tr\u00eas d\u00e9cadas, em acompanhamento ao in\u00edcio dos interesses ambientalistas nacionais, t\u00eam registro neste trabalho, que conta ainda com a men\u00e7\u00e3o \u00e0 mobilidade da organiza\u00e7\u00e3o intitulada Projeto TAMAR\n\nPreserva\u00e7\u00e3o das\u00a0<strong>Tartarugas Marinhas no Brasil<\/strong>, segundo sua transforma\u00e7\u00e3o de um projeto ambientalista para um programa socioambiental, sob os ausp\u00edcios do Estado, atrav\u00e9s de sua entidade vinculada \u00e0 tem\u00e1tica conservacionista, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis IBAMA, procurando assim delinear os atributos dos atores no processo, ante a dimens\u00e3o do paradigma de relacionamento entre Estado-Sociedade Civil e o ambiente h\u00edbrido que conformam, segundo o atual est\u00e1gio da pol\u00edtica socioambiental brasileira.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-161355 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Projet2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"212\" \/><strong>Projeto Tamar &#8211; Tartarugas Marinhas<\/strong><\/p>\nO nome\u00a0<strong>TAMAR<\/strong>\u00a0foi criado a partir da contra\u00e7\u00e3o das palavras tartaruga marinha. A abrevia\u00e7\u00e3o se mostrou necess\u00e1ria ainda no in\u00edcio dos anos 80, para a confec\u00e7\u00e3o das pequenas placas de metal utilizadas na identifica\u00e7\u00e3o das tartarugas marcadas pelo Projeto para estudos de biometria, monitoramento das rotas migrat\u00f3rias e outros.\n\nDesde ent\u00e3o, o Projeto TAMAR passou a designar o Programa Brasileiro de Conserva\u00e7\u00e3o das Tartarugas Marinhas, que \u00e9 executado pelo IBAMA, atrav\u00e9s do Centro Brasileiro de Prote\u00e7\u00e3o e Pesquisa das Tartarugas Marinhas (Centro TAMAR-IBAMA), \u00f3rg\u00e3o governamental; e pela Funda\u00e7\u00e3o Centro Brasileiro de Prote\u00e7\u00e3o e Pesquisas das Tartarugas Marinhas (Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-TAMAR), institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental, de utilidade p\u00fablica federal.\n\nEssa uni\u00e3o do governamental com o n\u00e3o-governamental revela a natureza institucional h\u00edbrida do Projeto TAMAR. O TAMAR conta ainda com a participa\u00e7\u00e3o de empresas e institui\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, al\u00e9m de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais.\n\n<strong>Projeto Tamar &#8211; Brasil<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-161357 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Projet4.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"195\" \/><strong>Projeto Tamar &#8211; Tartarugas Marinhas<\/strong><\/p>\n<strong>At\u00e9 o final da d\u00e9cada de 70:<\/strong>\u00a0nenhum trabalho de conserva\u00e7\u00e3o marinha\u00a0<strong>As tartarugas marinhas<\/strong>\u00a0j\u00e1 haviam sido inclu\u00eddas numa lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, mas estavam desaparecendo rapidamente, por causa da captura incidental em atividades de pesca, da matan\u00e7a das f\u00eameas e da coleta dos ovos na praia. Houve rea\u00e7\u00e3o e den\u00fancias, inclusive com repercuss\u00e3o internacional.\n\n<strong>1976 a 1978:<\/strong>\u00a0primeiras expedi\u00e7\u00f5es a Fernando de Noronha, Atol das Rocas e Abrolhos\n\nO objetivo era desbravar \u00e1reas marinhas remotas, denunciar a degrada\u00e7\u00e3o e alertar para a necessidade de conserva\u00e7\u00e3o. Entre os realizadores dessas primeiras expedi\u00e7\u00f5es, a maioria estudantes de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande, estavam aqueles que integrariam, anos depois, a primeira equipe do Projeto TAMAR.\n\n<strong>1980:\u00a0<\/strong>cria\u00e7\u00e3o do Projeto TAMAR\n\nO IBDF criou o Projeto TAMAR, com o objetivo de salvar e proteger as tartarugas marinhas do Brasil. Como primeira a\u00e7\u00e3o, foram enviados question\u00e1rios a prefeituras, universidade, delegacias regionais do IBDF e col\u00f4nias de pescadores, de todas as localidades, do Oiapoque ao Chu\u00ed. Pesquisadores levaram dois anos percorrendo o litoral brasileiro para a identifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, locais de desova, per\u00edodo de desova e os principais problemas relativos \u00e0 explora\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>1981:\u00a0<\/strong>Caravana Rolidei\n\nA equipe se auto-intitula Caravana Rolidei, inspirada no filme By By Brasil, de Cac\u00e1 Diegues, premiado no Festival de Cannes.\n\nA Caravana realiza as primeiras iniciativas de conscientiza\u00e7\u00e3o das comunidades e registra as primeiras imagens de uma tartaruga marinha em comportamento de desova no Brasil.\n\n<strong>1982:<\/strong>\u00a0monitoramento da temporada reprodutiva nas tr\u00eas primeiras bases\n\nDepois de identificados os principais pontos de desova, o trabalho de conserva\u00e7\u00e3o come\u00e7ou pela Bahia (Praia do Forte), Esp\u00edrito Santo (Comboios) e Sergipe (Piramb\u00fa). No dia 18 de janeiro, o TAMAR marca uma tartaruga marinha pela primeira vez no Atol das Rocas.\n\n<strong>1983:<\/strong>\u00a0primeiro patroc\u00ednio da Petrobras\n\nOs pr\u00f3prios ocean\u00f3grafos procuraram a Petrobras, no Rio de Janeiro, apresentando todo o levantamento j\u00e1 feito, o trabalho em curso, fun\u00e7\u00e3o e objetivos do Projeto. A empresa adotou a ideia e passou a abastecer os jeeps. Depois, contratou tr\u00eas pescadores, os estagi\u00e1rios, e nunca mais os la\u00e7os entre o TAMAR e a Petrobras se desfizeram.\n\n<strong>1988:\u00a0<\/strong>cria\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-TAMAR\n\nAliada imprescind\u00edvel, a Funda\u00e7\u00e3o \u00e9 uma entidade sem fins lucrativos criada para apoiar o trabalho de conserva\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas, respons\u00e1vel por parte das atividades na \u00e1rea administrativa, t\u00e9cnica, cient\u00edfica, pela capta\u00e7\u00e3o de recursos junto \u00e0 iniciativa privada e ag\u00eancias financiadoras, e pela gest\u00e3o do programa de auto-sustenta\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Saiba mais\u2026<\/strong>\n<blockquote><strong>1990:\u00a0<\/strong>cria\u00e7\u00e3o do Centro TAMAR-IBAMA e da primeira Confec\u00e7\u00e3o Pr\u00f3-TAMAR, em Reg\u00eancia\/ES<strong>\n1992:<\/strong>\u00a01 milh\u00e3o de filhotes protegidos e liberados ao mar<strong>\n1995:<\/strong>\u00a02 milh\u00f5es de filhotes protegidos e liberados ao mar<strong>\n1999:<\/strong>\u00a03 milh\u00f5es de filhotes protegidos e liberados ao mar<strong>\n2000:<\/strong>\u00a04 milh\u00f5es de filhotes protegidos e liberados ao mar<strong>\n2003:<\/strong>\u00a05 milh\u00f5es de filhotes protegidos e liberados ao mar<strong>\n2005:<\/strong>\u00a07 milh\u00f5es de filhotes protegidos e liberados ao mar<strong>\n2007:<\/strong>\u00a08 milh\u00f5es de filhotes protegidos e liberados ao mar<\/blockquote>\n<strong>O QUE O TAMAR FAZ<\/strong>\n\n<strong>Miss\u00e3o<\/strong>\n\nA miss\u00e3o \u00e9 proteger as tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, atrav\u00e9s da gera\u00e7\u00e3o de alternativas econ\u00f4micas sustent\u00e1veis.\n\nO TAMAR surgiu com o objetivo de proteger as tartarugas marinhas. Com o tempo, por\u00e9m, percebeu-se que os trabalhos n\u00e3o poderiam ficar restritos \u00e0s tartarugas, pois uma das chaves para o sucesso desta miss\u00e3o seria o apoio ao desenvolvimento das comunidades costeiras, de forma a oferecer alternativas econ\u00f4micas que amenizassem a quest\u00e3o social, reduzindo assim a press\u00e3o humana sobre as tartarugas marinhas.\n\n<strong>As atividades s\u00e3o organizadas a partir de tr\u00eas linhas de a\u00e7\u00e3o<\/strong>: Conserva\u00e7\u00e3o e Pesquisa Aplicada, Educa\u00e7\u00e3o Ambiental e Desenvolvimento Local Sustent\u00e1vel, onde a principal ferramenta \u00e9 a criatividade.\n\nDesde o in\u00edcio, tem sido necess\u00e1rio desenvolver t\u00e9cnicas pioneiras de conserva\u00e7\u00e3o e desenvolvimento comunit\u00e1rio, adequadas \u00e0s realidades de cada uma das regi\u00f5es trabalhadas. As atividades est\u00e3o concentradas em 22 bases, distribu\u00eddas em mais de 1100 km de costa.\n\nAssim, sob o abrigo da prote\u00e7\u00e3o das tartarugas, promove-se tamb\u00e9m a conserva\u00e7\u00e3o dos ecossistemas marinho e costeiro e o desenvolvimento sustent\u00e1vel das comunidades pr\u00f3ximas \u00e0s bases \u2013 estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o conhecida como esp\u00e9cie-bandeira ou esp\u00e9cie-guarda-chuva.\n\nEssas atividades envolvem cerca de 1200 pessoas, a maioria moradores das comunidades, e s\u00e3o essenciais para a prote\u00e7\u00e3o das tartarugas marinhas, pois melhoram as condi\u00e7\u00f5es do seu habitat e reduzem a press\u00e3o humana sobre os ecossistemas e as esp\u00e9cies.\n\n<strong>CONSERVA\u00c7\u00c3O E PESQUISA APLICADA<\/strong>\n\nDesde a sua cria\u00e7\u00e3o, o Projeto TAMAR investe recursos humanos e materiais para adquirir o maior conhecimento poss\u00edvel sobre a biologia das tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, priorizando pesquisas aplicadas que resolvam aspectos pr\u00e1ticos para a conserva\u00e7\u00e3o desses animais. Conhecidos pela grande capacidade migrat\u00f3ria, com um ciclo de vida de longa dura\u00e7\u00e3o, as tartarugas ainda s\u00e3o um mist\u00e9rio para pesquisadores do mundo inteiro.\n\n<strong>\u00c1REAS DE DESOVA<\/strong>\n\n<strong>Manejo das f\u00eameas<\/strong>\n\nA postura mais importante diante de uma f\u00eamea em comportamento reprodutivo \u00e9 n\u00e3o incomoda-la, para que ela conclua a desova.\n\nObservando o momento oportuno e utilizando t\u00e9cnicas reconhecidas internacionalmente, os t\u00e9cnicos do TAMAR marcam as nadadeiras anteriores, identificando o animal com um n\u00famero individual e uma inscri\u00e7\u00e3o com o endere\u00e7o da sede nacional e a solicita\u00e7\u00e3o de que seja notificado quando e onde aquela tartaruga foi encontrada.\n\nQuando isso acontece, \u00e9 poss\u00edvel estudar o comportamento da desova, as rotas migrat\u00f3rias, possibilitando um maior conhecimento das popula\u00e7\u00f5es.\n\nSabe-se, por exemplo, quantas vezes uma f\u00eamea adulta retorna \u00e0 praia para desovar em uma mesma temporada de desova, qual o intervalo dos retornos, o local escolhido e o per\u00edodo entre uma esta\u00e7\u00e3o de desova e a pr\u00f3xima.\n\n<strong>Manejo dos ninhos e filhotes<\/strong>\n\nOs ninhos s\u00e3o localizados atrav\u00e9s dos rastros na areia. Os que estiverem em locais de risco s\u00e3o transferidos para trechos mais protegidos da praia ou para cercados de incuba\u00e7\u00e3o nas bases, onde se tenta reproduzir as condi\u00e7\u00f5es naturais. Nesses locais ficam protegidos de qualquer a\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria (natural e humana), da eros\u00e3o e das mar\u00e9s, possibilitando um manejo adequado e melhores resultados de eclos\u00e3o.\n\nHoje, como resultado do trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental desenvolvido pelo TAMAR junto \u00e0s comunidades, a maioria dos ninhos est\u00e3o fora de perigo, n\u00e3o necessitando ser transferidos. Ficam nos locais de origem, onde a equipe de pesquisadores do TAMAR acompanha as condi\u00e7\u00f5es de incuba\u00e7\u00e3o em ambiente natural \u2013 importante ferramenta para indicar, a partir da an\u00e1lise comparativa entre ninhos naturais e transferidos, se o manejo est\u00e1 adequado.\n\n<strong>A manuten\u00e7\u00e3o dos ninhos in situ (exatamente no mesmo local escolhido pela f\u00eamea) \u00e9 importante tamb\u00e9m para n\u00e3o interferir na propor\u00e7\u00e3o entre machos e f\u00eameas, pois a determina\u00e7\u00e3o do sexo das tartarugas sofre influ\u00eancia decisiva da temperatura da areia:<\/strong>\u00a0temperaturas mais altas determinam o nascimento de f\u00eameas e mais baixas o nascimento de machos.\n\n<strong>\u00c1REAS DE ALIMENTA\u00c7\u00c3O<\/strong>\n\nAl\u00e9m das atividades realizadas nas \u00e1reas de desova, o TAMAR mant\u00e9m bases de conserva\u00e7\u00e3o e pesquisa em \u00e1reas onde esses animais se alimentam e a captura incidental pela pesca artesanal \u00e9 significativa.\n\nAcreditando que a solu\u00e7\u00e3o para o problema seja o maior conhecimento das popula\u00e7\u00f5es e, consequentemente, o desenvolvimento de alternativas econ\u00f4micas eficazes, o TAMAR criou o programa\n\nNem tudo que cai na rede \u00e9 peixe, uma campanha educacional orientada para os pescadores. Eles s\u00e3o orientados para verificar suas redes, salvar as tartarugas capturadas e traz\u00ea-las \u00e0 equipe de pesquisa.\n\n\u00c9 poss\u00edvel reanim\u00e1-las adotando procedimentos simples de massagem em seu ventre.\n\nCompletado o processo de reanima\u00e7\u00e3o, as tartarugas s\u00e3o marcadas, medidas, registradas e liberadas ao mar, logo que se mostram recuperadas. Hoje, aproximadamente 250 pescadores cooperam com o TAMAR em \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o, e mais de 10.000 tartarugas foram reanimadas desde 1991.\n\n<strong>Programa Pesca<\/strong>\n\nO Programa Nacional para a Redu\u00e7\u00e3o da Captura Incidental de Tartarugas Marinhas pela Atividade Pesqueira (Programa Pesca) \u00e9 executado desde junho de 2001, tendo surgido a partir da evolu\u00e7\u00e3o da campanha Nem Tudo O Que Cai na Rede \u00e9 Peixe.\n\nO objetivo \u00e9 diminuir a incid\u00eancia de tartarugas capturadas e mortas pela atividade pesqueira, atrav\u00e9s da coleta de informa\u00e7\u00f5es, pesquisa sobre as artes e petrechos que mais capturam tartarugas e proposi\u00e7\u00e3o de alternativas, como a substitui\u00e7\u00e3o de determinadas t\u00e9cnicas e equipamentos por outros menos predat\u00f3rios.\n\nNas comunidades \u00e0 beira-mar, que sobrevivem da pesca artesanal, o trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o dos pescadores est\u00e1 bem mais adiantado, gra\u00e7as ao envolvimento das comunidades, gerando a a\u00e7\u00e3o conjunta de t\u00e9cnicos e pescadores.\n\nEm alto mar, o problema est\u00e1 junto \u00e0s grandes empresas pesqueiras que, por realizarem uma pesca industrial em larga escala, possuem tamb\u00e9m um maior potencial de capturar tartarugas marinhas. Por outro lado, algumas artes de pesca, como o arrasto de camar\u00e3o e da lagosta, aproximam-se demais da costa, causando a captura e a morte das esp\u00e9cies de tartaruga que utilizam os recifes e bancos de algas para alimenta\u00e7\u00e3o e descanso.\n\n<strong>Medidas de apoio<\/strong>\n\nAs tartarugas marinhas interagem com quase todos os tipos de pesca, desde as redes de arrasto e espera, at\u00e9 espinh\u00e9is, passando por cercos, currais, linha e anzol, entre outros. Num levantamento do TAMAR, foram identificadas 11 artes de pesca com potencial de captura de tartarugas marinhas nos Estados de S\u00e3o Paulo, Esp\u00edrito Santo, Bahia, Sergipe, Pernambuco e Cear\u00e1.\n\nPara solucionar o problema, o TAMAR est\u00e1 atuando intensamente em campanhas para conscientizar os pescadores da necessidade de respeitar o limite de tr\u00eas milhas de dist\u00e2ncia da costa. Al\u00e9m disso, os t\u00e9cnicos do Projeto ensinam aos pescadores como reabilitar tartarugas desmaiadas e buscam junto \u00e0s comunidades desenvolver projetos de auto sustenta\u00e7\u00e3o.\n\nEm Sergipe, o TAMAR est\u00e1 ajudando a comunidade que vive do camar\u00e3o a testar a cria\u00e7\u00e3o de ostras em cativeiro como alternativa econ\u00f4mica. Ao mesmo tempo, a fiscaliza\u00e7\u00e3o realizada pelo Ibama tamb\u00e9m \u00e9 importante, pois, nos casos mais graves, co\u00edbe os abusos e resulta muitas vezes em multas e at\u00e9 apreens\u00e3o de carga e embarca\u00e7\u00f5es.\n\nTamb\u00e9m foi criada uma legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica pra barcos camaroneiros acima de 11 metros que devem utilizar TEDS, dispositivo de exclus\u00e3o de tartarugas.\n\nOutro fator que tem sido levado em considera\u00e7\u00e3o \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es de mercado, como certifica\u00e7\u00e3o a partir de crit\u00e9rios ambientais, morat\u00f3rias ou embargo para o pescado origin\u00e1rio de \u00e1reas onde a captura incidental ocorra com frequ\u00eancia.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0geocities.yahoo.com.br\/www.seaturtle.org\/www.projetotamar.org.br\/latinarepublic.com(Clara Rabbani)\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Tamar, Brasil, Import\u00e2ncia, Hist\u00f3ria, Ubatuba, Tartarugas, Marinhas, Bahia, Meio Ambiente, Pol\u00edtica, O que faz, Projeto Tamar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7550,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-25687","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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