{"id":25652,"date":"2015-12-14T00:00:00","date_gmt":"2015-12-14T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/fauna-e-flora-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:51:36","modified_gmt":"2026-09-01T17:51:36","slug":"fauna-e-flora-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/meio-ambiente-2\/fauna-e-flora-4\/","title":{"rendered":"Fauna e Flora"},"content":{"rendered":"\n<strong>Fauna e Flora &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\n<strong>Flora e fauna\u00a0<\/strong>referem-se a plantas e animais selvagens, respectivamente. O termo \u00e9 frequentemente usado para se referir \u00e0 planta nativa e \u00e0 vida selvagem de uma regi\u00e3o geogr\u00e1fica. Ambos s\u00e3o termos coletivos, referindo-se a grupos de plantas ou animais selvagens espec\u00edficos de uma regi\u00e3o ou per\u00edodo de tempo. Por exemplo, a flora e a fauna de uma regi\u00e3o quente podem consistir em vegeta\u00e7\u00e3o tropical a temperada quente e esp\u00e9cies ex\u00f3ticas de p\u00e1ssaros.\n\nA\u00a0<strong>flora e a fauna<\/strong>\u00a0de qualquer regi\u00e3o s\u00e3o geralmente explicadas em termos biol\u00f3gicos para incluir o g\u00eanero e as esp\u00e9cies da vida vegetal e animal, seus h\u00e1bitos preferidos de crescimento ou reprodu\u00e7\u00e3o e sua conex\u00e3o entre si tamb\u00e9m no meio ambiente. Al\u00e9m dos agrupamentos geogr\u00e1ficos, o meio ambiente tamb\u00e9m auxilia na sua classifica\u00e7\u00e3o. Por exemplo, a flora e a fauna aqu\u00e1ticas de uma regi\u00e3o referem-se \u00e0 vida vegetal e animal encontrada nas \u00e1guas dentro ou ao redor de uma regi\u00e3o geogr\u00e1fica.\n\n<strong>O que h\u00e1 em um nome:<\/strong>\u00a0Flora e Fauna\n\nTanto\u00a0<strong>flora<\/strong>\u00a0quanto\u00a0<strong>fauna<\/strong>\u00a0s\u00e3o palavras que t\u00eam ra\u00edzes no latim. Flora vem de palavras de raiz latina anteriores para flor, flor ou flos. Flora mais tarde se refere \u00e0 deusa das flores em latim. Fauna tamb\u00e9m \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o latina posterior, proveniente do nome de uma deusa; a irm\u00e3 de Fauno \u00e9 Fauna, a deusa rural. Quando voc\u00ea fala sobre a flora e a fauna de um lugar, voc\u00ea est\u00e1 falando sobre as plantas e os animais que vivem l\u00e1.\n\nA\u00a0<strong>flora e a fauna<\/strong>\u00a0de uma \u00e1rea n\u00e3o s\u00e3o discutidas apenas em termos latinos antigos, no entanto. Os cientistas dividem suas classifica\u00e7\u00f5es ainda mais em g\u00eanero e esp\u00e9cie.\n\nEles registram detalhes sobre sua vida selvagem estudando seus h\u00e1bitos reprodutivos, dietas, cria\u00e7\u00e3o de filhotes e relacionamentos na natureza. Vida vegetal \u00e9 muito semelhante.\n\nOs cientistas registram seus m\u00e9todos reprodutivos, regi\u00f5es nativas, zonas de resist\u00eancia e amea\u00e7as potenciais a ambientes em crescimento.\n\nAntigamente, os cientistas usavam o termo flora para descrever os manuais e manuais que usavam para registrar a vida selvagem e a vida vegetal de uma regi\u00e3o.\n\n<strong>Flora<\/strong>\n\nLembre-se que\u00a0<strong>flora<\/strong>\u00a0se refere \u00e0 vida vegetal de uma regi\u00e3o. Cada regi\u00e3o tem uma abund\u00e2ncia de vida vegetal. Como resultado, os cientistas dividiram a flora em subse\u00e7\u00f5es para tornar a classifica\u00e7\u00e3o mais f\u00e1cil e acess\u00edvel. As tr\u00eas classifica\u00e7\u00f5es \u00fanicas s\u00e3o flora nativa, flora hort\u00edcola e flora de ervas daninhas.\n\n<strong>Flora nativa<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>flora nativa<\/strong>\u00a0\u00e9 a vegeta\u00e7\u00e3o ou vida vegetal em uma regi\u00e3o que \u00e9 nativa dessa \u00e1rea.\n\nAs plantas nativas crescem melhor com menos manipula\u00e7\u00e3o do que as plantas trazidas de outros lugares ou traduzidas porque as condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o adequadas para seu cultivo.\n\nAs responsabilidades de irriga\u00e7\u00e3o s\u00e3o menos frequentes, assim como a necessidade de fertilizantes, pois os nutrientes necess\u00e1rios s\u00e3o encontrados no solo nativo.\n\n<strong>Flora Hort\u00edcola<\/strong>\n\n<strong>Flora hort\u00edcola<\/strong>\u00a0refere-se a plantas que s\u00e3o cultivadas explicitamente por humanos para consumo ou produ\u00e7\u00e3o. A flora hort\u00edcola pode ser plantas agr\u00edcolas ou cultivares hort\u00edcolas usadas para paisagismo.\n\n<strong>Alguns exemplos de flora hort\u00edcola s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>\u00c1rvores ornamentais, flores e gram\u00edneas\nLegumes\nFrutas\nFlores\nGrama de gramado\nTrigo\nArroz<\/blockquote>\n<strong>Flora de ervas daninhas<\/strong>\n\nInicialmente, a flora infestante referia-se \u00e0s plantas que os seres humanos consideravam desagrad\u00e1veis e afastadas da regi\u00e3o em que viviam. O termo \u201ccapina\u201d \u00e9 sin\u00f4nimo de cultivares de plantas daninhas. No entanto, \u00e0 medida que os ecossistemas se tornam cada vez mais avan\u00e7ados e o conhecimento da flora se aprofunda, mesmo os capinadores mais convictos percebem que n\u00e3o existem plantas de banda ou \u201cervas daninhas\u201d, apenas esp\u00e9cies invasoras perigosas.\n\n<strong>Esp\u00e9cies invasoras:\u00a0<\/strong>Flora ou Fauna\n\nEsp\u00e9cies invasoras podem vir na forma de flora e fauna. Esp\u00e9cies invasoras referem-se \u00e0 vida vegetal ou animal que n\u00e3o \u00e9 nativa do ecossistema de uma determinada \u00e1rea.\n\n<strong>Por que essa identifica\u00e7\u00e3o importa?<\/strong>\n\nA presen\u00e7a de esp\u00e9cies n\u00e3o nativas muitas vezes causa danos \u00e0 sa\u00fade de um local. Esp\u00e9cies invasoras tomam os recursos para si, interrompem o delicado equil\u00edbrio do ecossistema e prejudicam outras no processo.\n\nOs humanos tamb\u00e9m podem ser esp\u00e9cies invasoras.\n\nEsp\u00e9cies invasoras s\u00e3o disseminadas por pessoas, acidentes e o movimento natural de plantas e animais. As esp\u00e9cies invasoras devem ser devolvidas \u00e0 sua origem prim\u00e1ria ou destru\u00eddas para manter a sa\u00fade de um ecossistema. Caso contr\u00e1rio, existe um perigo real de extin\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o e habitats alterados para sempre.\n\n<strong>Fauna<\/strong>\n\n<strong>Fauna<\/strong>\u00a0refere-se a toda a vida selvagem em uma determinada regi\u00e3o. Muitas vezes os cientistas se referem \u00e0 fauna passada e presente de uma \u00e1rea quando se referem \u00e0 natureza.\n\nA\u00a0<strong>fauna<\/strong>\u00a0requer um sistema de subcategoria semelhante para classificar a vida selvagem em um local espec\u00edfico em um determinado momento da hist\u00f3ria. Existem muitas subcategorias de fauna, embora as mais comuns sejam as seguintes.\n\n<strong>Megafauna<\/strong>\n\n<strong>Megafauna<\/strong>\u00a0refere-se aos animais ou animais selvagens que s\u00e3o t\u00e3o grandes que podem ser vistos a olho nu a uma dist\u00e2ncia bastante distante. Um exemplo de megafauna desse per\u00edodo seria um elefante.\n\nUm exemplo de megafauna do passado seria uma pregui\u00e7a terrestre.\n\n<strong>Macrofauna<\/strong>\n\nUma categoria curiosamente espec\u00edfica de macrofauna \u00e9 menor que uma minhoca, mas com um cent\u00edmetro ou mais de comprimento. Um exemplo de macrofauna \u00e9 um caracol.\n\n<strong>Microfauna<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>microfauna<\/strong>\u00a0s\u00e3o animais microsc\u00f3picos que n\u00e3o podem ser vistos a olho nu. Voc\u00ea adivinhou; voc\u00ea precisa de um microsc\u00f3pio para ver essas criaturas pequeninas nativas de uma \u00e1rea espec\u00edfica.\n\nUm exemplo de microfauna viva s\u00e3o os rot\u00edferos que vivem em bact\u00e9rias aqu\u00e1ticas.\n\n<strong>Infauna<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>infauna<\/strong>\u00a0s\u00e3o os animais que vivem nas camadas de sedimentos dos corpos d&#8217;\u00e1gua. As am\u00eaijoas s\u00e3o um exemplo de uma infauna not\u00e1vel.\n\n<strong>Criofauna<\/strong>\n\nA criofauna pode viver em temperaturas abaixo de zero ou no gelo sem ser prejudicada ou perturbar a homeostase. Alguns exemplos de criofauna s\u00e3o focas, pinguins e orcas.\n\n<strong>Fauna e Flora &#8211; Planeta<\/strong>\n\nEstudos recentes conduzem \u00e0 previs\u00e3o de que o planeta perder\u00e1 entre 2 e 7% das esp\u00e9cies nos pr\u00f3ximos 25 anos.\n\nEsta advert\u00eancia est\u00e1 no Relat\u00f3rio do Brasil para a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento \u2013 O Desafio do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, elaborado pelo Governo Brasileiro apresentado na Rio-92, como ficou conhecida esta Confer\u00eancia.\n\nA extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies provocada pela a\u00e7\u00e3o do homem limita o processo evolutivo de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no planeta, sobre aquelas resultantes do \u201cefeito estufa\u201d e da destrui\u00e7\u00e3o da camada de oz\u00f4nio.\n\nAs conseq\u00fc\u00eancias s\u00e3o imprevis\u00edveis, mas certamente ser\u00e3o catastr\u00f3ficas e certamente comprometer\u00e1 a biodiversidade. O n\u00famero de esp\u00e9cies de organismos classificados \u00e9 da ordem de 1,4 milh\u00e3o, dos quais 751 mil s\u00e3o insetos, 41 mil s\u00e3o vertebrados, 250 mil s\u00e3o esp\u00e9cies de plantas e o restante se constitui em um complexo de invertebrados, fungos, algas e microrganismos. Na natureza, cada um desses seres tem fun\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria no ciclo biol\u00f3gico, na cadeia alimentar e, consequentemente, no equil\u00edbrio ecol\u00f3gico.\n\nNo Brasil, mais de duas centenas de esp\u00e9cies da fauna e quase uma centena de esp\u00e9cies da flora est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>As principais causas s\u00e3o:\u00a0<\/strong>explos\u00e3o demogr\u00e1fica, desenvolvimento n\u00e3o sustent\u00e1vel, desmatamento, contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas, lixo industrial, destrui\u00e7\u00e3o dos habitats naturais, com\u00e9rcio ilegal local e internacional de esp\u00e9cies, produtos e subprodutos da fauna e da flora silvestre brasileira.\n\nA interven\u00e7\u00e3o humana, certamente, tem sido a maior respons\u00e1vel pela situa\u00e7\u00e3o da fragilidade e desaparecimento de diversas plantas e animais.\n\n<strong>Fauna e Flora &#8211; Biopirataria no Brasil<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-160628 size-full\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Fauna-2.jpg\" alt=\"\" width=\"587\" height=\"290\" \/><strong>Fauna e Flora<\/strong><\/p>\nCom a cria\u00e7\u00e3o do CBA e da BioAmaz\u00f4nia e a aprova\u00e7\u00e3o de leis para regular a explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, as autoridades respons\u00e1veis pela preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente esperam conter a amea\u00e7a da biopirataria na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, a mais afetada pelo problema.\n\nEntre os projetos de lei em tramita\u00e7\u00e3o a respeito do assunto est\u00e1 a Lei de Acesso aos Recursos Gen\u00e9ticos, da senadora Marina Silva (PT-AC), que j\u00e1 foi aprovada no Senado e continua sendo discutida pela C\u00e2mara dos Deputados at\u00e9 o final de 2000. Com a inten\u00e7\u00e3o de organizar a explora\u00e7\u00e3o da fauna e da flora da regi\u00e3o, ela considera os recursos biol\u00f3gicos da Amaz\u00f4nia patrim\u00f4nio p\u00fablico e estabelece a necessidade de licen\u00e7a formal para pesquisa, al\u00e9m do compromisso de divis\u00e3o dos resultados com as popula\u00e7\u00f5es nativas.\n\nIsso significa repartir com as comunidades ind\u00edgenas o lucro obtido com as subst\u00e2ncias extra\u00eddas de plantas da regi\u00e3o. Os estados do Acre e do Amap\u00e1 j\u00e1 possuem legisla\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre a quest\u00e3o. Em junho de 2000, o governo edita a Medida Provis\u00f3ria 2.052, o primeiro passo para estabelecer uma legisla\u00e7\u00e3o federal sobre a biopirataria e o acesso ao patrim\u00f4nio biol\u00f3gico e gen\u00e9tico nacional, ao colocar em pr\u00e1tica o que diz a Conven\u00e7\u00e3o da Biodiversidade.\n\n<strong>Documento firmado durante a ECO-92, a Conven\u00e7\u00e3o, assinada pelo Brasil, estrutura-se em tr\u00eas pontos principais:<\/strong>\u00a0a necessidade de conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sustent\u00e1vel e a divis\u00e3o justa dos benef\u00edcios obtidos. Ela altera tamb\u00e9m o conceito jur\u00eddico de patrim\u00f4nio gen\u00e9tico, garantindo a soberania sobre esse patrim\u00f4nio a cada pa\u00eds.\n\n<strong>Extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies no Brasil<\/strong>\n\nAbrigando em seu territ\u00f3rio 20% das esp\u00e9cies que comp\u00f5em a fauna e a flora do planeta, o Brasil \u00e9 considerado atualmente o pa\u00eds de maior diversidade biol\u00f3gica. No entanto, de acordo com o Ibama, est\u00e3o hoje sob risco de desaparecimento no pa\u00eds 219 esp\u00e9cies animais (109 aves, 67 mam\u00edferos, 29 insetos, nove r\u00e9pteis, um anf\u00edbio, um artr\u00f3pode, um coral, um peixe e um crust\u00e1ceo) e 106 esp\u00e9cies vegetais.\n\nAlgumas aves est\u00e3o praticamente extintas, como a arara-azul-pequena e o tiet\u00ea-de-coroa. Entre as esp\u00e9cies mais conhecidas da flora brasileira amea\u00e7adas est\u00e3o acapu, arnica, barbasco, bico-de-guar\u00e1, brom\u00e9lia, caapi\u00e1, figueira-da-terra, canelinha, castanheira, cerejeira, cip\u00f3-escada-de-macaco, cravina-do-campo, dracena-da-praia, gon\u00e7alo-alves, gueta imbuia, ingarana, jaborandi, jacarand\u00e1-da-bahia, jequitib\u00e1, lelia, marmelinho, milho-cozido, mogno, oitiboi, \u00f3leo-de-nhamu\u00ed, pau-amarelo, pau-brasil, pau-cravo, pau-rosa, pinheiro-do-paran\u00e1, quixabeira, rabo-de-galo, samambaia\u00e7u-imperial, sangue-de-drag\u00e3o, sucupira, ucuuba e violeta-da-montanha.\n\nA ca\u00e7a predat\u00f3ria e ilegal, a derrubada de florestas, as queimadas, a destrui\u00e7\u00e3o dos ecossistemas para a instala\u00e7\u00e3o de loteamentos e a polui\u00e7\u00e3o dos rios est\u00e3o entre os fatores que amea\u00e7am a biodiversidade brasileira.\n\nO relat\u00f3rio Tr\u00e1fico de Animais Silvestres no Brasil, publicado pela WWF-Brasil em 1995, mostra tamb\u00e9m que o Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses que mais praticam o com\u00e9rcio ilegal de esp\u00e9cies da fauna e da flora silvestres.\n\nEspecialistas calculam que a atividade movimente cerca de 10 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano em todo o mundo. Depois do tr\u00e1fico de armas e de drogas, esse tipo de com\u00e9rcio \u00e9 o terceiro maior neg\u00f3cio il\u00edcito praticado no planeta. O volume de animais silvestres de origem brasileira responde por 5% a 7% do total \u2013 o que equivale a um valor entre 500 e 700 milh\u00f5es de d\u00f3lares. Os principais compradores dessas esp\u00e9cies comercializadas ilegalmente s\u00e3o colecionadores, zool\u00f3gicos, ind\u00fastrias de bolsas, de couro e cal\u00e7ados e laborat\u00f3rios farmac\u00eauticos.\n\nAs ONGs ambientalistas afirmam que, apesar do avan\u00e7o na legisla\u00e7\u00e3o, a fiscaliza\u00e7\u00e3o no Brasil ainda \u00e9 prec\u00e1ria.\n\n<strong>Extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies<\/strong>\n\nOs cientistas n\u00e3o sabem dizer qual a quantidade real de esp\u00e9cies extintas. Tampouco t\u00eam ideia exata do n\u00famero de esp\u00e9cies originais do planeta, diante da diversidade biol\u00f3gica atual. Estima-se que haja entre 5 e 15 milh\u00f5es de exemplares da flora e da fauna, inclu\u00eddos os microorganismos. Desse total hipot\u00e9tico, de 4 a 8 milh\u00f5es seriam insetos, 300 mil, plantas, e 50 mil, animais vertebrados \u2013 10 mil aves e 4 mil mam\u00edferos.\n\nAs estimativas sobre a extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies s\u00e3o confi\u00e1veis, porque partem de uma amostragem dos 102 exemplares mais importantes de cada um dos ecossistemas. \u00c9 dessa forma que o relat\u00f3rio Planeta Vivo, lan\u00e7ado em 1999 pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), detecta o decl\u00ednio geral do acervo vivo de esp\u00e9cies entre 1970 e 1995. Dos 102 exemplares de \u00e1gua doce escolhidos para monitoramento, 35% desapareceram no per\u00edodo estudado. No caso das esp\u00e9cies marinhas, a perda foi de 45%.\n\nA desertifica\u00e7\u00e3o e a glacia\u00e7\u00e3o foram respons\u00e1veis pelo exterm\u00ednio de uma enorme quantidade de esp\u00e9cies, entre elas os dinossauros. A interfer\u00eancia humana, por\u00e9m, est\u00e1 acelerando o processo de extin\u00e7\u00e3o.\n\nDe acordo com a Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (UICN), um quarto do 1,5 milh\u00e3o de esp\u00e9cies conhecidas pelo homem corre o risco de desaparecer.\n\nFazem parte desse grupo o elefante africano, o cervo-da-tail\u00e2ndia, o panda gigante da China, o cavalo selvagem da Europa Central, o bis\u00e3o da Fran\u00e7a e a baleia-azul.\n\nAlgumas das esp\u00e9cies vegetais amea\u00e7adas s\u00e3o as orqu\u00eddeas de Chiapas, no M\u00e9xico, e as brom\u00e9lias da Am\u00e9rica e da \u00c1frica.\n\nPesquisa publicada na revista Nature em 2000 indica os 25 pontos-chave da biodiversidade mundial \u2013 \u00e1reas priorit\u00e1rias para a\u00e7\u00f5es urgentes de preserva\u00e7\u00e3o, em virtude de sua riqueza biol\u00f3gica e do risco a que est\u00e3o expostas. Entre elas, est\u00e3o a cordilheira dos Andes, as florestas da \u00c1frica Ocidental, a mata Atl\u00e2ntica e o cerrado brasileiro. No mesmo ano, cientistas norte-americanos anunciam a extin\u00e7\u00e3o do macaco colobo-vermelho-de-miss-waldron, que vivia nas florestas da \u00c1frica Ocidental. Observado pela \u00faltima vez na d\u00e9cada de 70, \u00e9 o primeiro primata considerado extinto no mundo desde o s\u00e9culo XVIII.\n\n<strong>FAUNA E FLORA BRASILEIRAS<\/strong>\n\nDas cerca de 250 mil esp\u00e9cies de plantas existentes hoje no mundo, 55 mil est\u00e3o no Brasil. O pa\u00eds possui a mais extensa cole\u00e7\u00e3o de palmeiras (359 esp\u00e9cies) e de orqu\u00eddeas (2,3 mil) e a maior variedade de vegetais com import\u00e2ncia econ\u00f4mica mundial, como o abacaxi, o amendoim, a castanha-do-par\u00e1, a mandioca, o caju e a carna\u00faba. Pertencem \u00e0 fauna brasileira 10% de todos os anf\u00edbios e mam\u00edferos existentes e 17% de todas as esp\u00e9cies de aves.\n\nO Brasil ainda abriga a maior diversidade de primatas do planeta, com 55 esp\u00e9cies. Para explorar racionalmente essa riqueza, est\u00e3o sendo constru\u00eddos na Zona Franca de Manaus os laborat\u00f3rios do Centro de Biotecnologia da Amaz\u00f4nia (CBA). O complexo de pesquisa, cuja inaugura\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista para o primeiro semestre de 2001, \u00e9 o principal projeto do Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustent\u00e1vel da Biodiversidade da Amaz\u00f4nia (Probem). Com um or\u00e7amento de 60 milh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 40% financiados pelo governo e 60% por entidades e empresas privadas -, o Probem servir\u00e1 de ponto de apoio para a montagem de uma rede de bioind\u00fastrias na regi\u00e3o e ir\u00e1 desenvolver tecnologias para criar uma central produtora de extratos naturais, provavelmente a maior da Am\u00e9rica do Sul, com base na biodiversidade da Amaz\u00f4nia. A previs\u00e3o \u00e9 de que ela tamb\u00e9m esteja pronta at\u00e9 julho de 2001. O objetivo maior do programa, criado em 1997 pelo governo federal, \u00e9 agregar valor \u00e0 diversidade biol\u00f3gica da regi\u00e3o, transformando-a em produtos para o mercado por meio da explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica sustent\u00e1vel, para evitar que as pesquisas sejam feitas no exterior.\n\nAs a\u00e7\u00f5es do Probem s\u00e3o executadas com o aux\u00edlio da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Uso Sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia (BioAmaz\u00f4nia), uma organiza\u00e7\u00e3o social de direito privado, composta de 40% de membros do governo e 60% de representantes da sociedade. Entre suas tarefas principais est\u00e3o a implementa\u00e7\u00e3o e a administra\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios, a articula\u00e7\u00e3o da rede de biotecnologia, a capta\u00e7\u00e3o de recursos para a biodiversidade e o trabalho com a quest\u00e3o da propriedade intelectual.\n\nO mercado brasileiro de fitoter\u00e1picos (ervas e produtos naturais) movimenta 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares, de acordo com dados do Probem.\n\nA inten\u00e7\u00e3o do programa \u00e9 transformar o CBA em um centro de refer\u00eancia e excel\u00eancia nessa \u00e1rea, al\u00e9m de estabelecer contratos com as ind\u00fastrias farmac\u00eauticas internacionais para a pesquisa de princ\u00edpios ativos de novos f\u00e1rmacos. J\u00e1 existem cerca de 120 produtos de uso na medicina alop\u00e1tica baseados em plantas brasileiras.\n\nO mercado de f\u00e1rmacos gera 350 bilh\u00f5es de d\u00f3lares no mundo e 11 bilh\u00f5es de d\u00f3lares no Brasil. O 1\u00ba Relat\u00f3rio Nacional para a Conven\u00e7\u00e3o sobre Diversidade Biol\u00f3gica, lan\u00e7ado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente em 1998, j\u00e1 traz uma radiografia geral da biodiversidade brasileira, mostrando sua riqueza e diversidade, os perigos da ocupa\u00e7\u00e3o desordenada e da explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria e as \u00e1reas mais amea\u00e7adas pelas atividades econ\u00f4micas n\u00e3o sustent\u00e1veis.\n\nEle destaca tamb\u00e9m a necessidade de tomar medidas como a capacita\u00e7\u00e3o de pessoal para atuar na \u00e1rea, a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de pesquisa, o desenvolvimento de tecnologias de menor impacto ambiental, a elabora\u00e7\u00e3o de planos diretores e a ocupa\u00e7\u00e3o e o uso racional do territ\u00f3rio.\n\nOutra iniciativa de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fauna e \u00e0 flora em andamento no pa\u00eds \u00e9 o Programa Nacional da Diversidade Biol\u00f3gica (Pronabio). Criado em 1994 e coordenado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, ele promove parcerias entre o poder p\u00fablico e a sociedade civil para garantir a preserva\u00e7\u00e3o da diversidade biol\u00f3gica, al\u00e9m de estimular a conscientiza\u00e7\u00e3o ambiental.\n\nO Pronabio j\u00e1 realizou um levantamento da situa\u00e7\u00e3o da biodiversidade nos diversos sistemas ambientais brasileiros, apontando as prioridades de atua\u00e7\u00e3o e as formas de preserva\u00e7\u00e3o e sustentabilidade em cada um deles.\n\nA ideia \u00e9 que esse programa, depois de uma discuss\u00e3o nacional, se transforme em um proposta pol\u00edtica sobre o tema da biodiversidade, que leve \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de um plano de a\u00e7\u00e3o governamental e de atitudes concretas na \u00e1rea.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.allthingsnature.org\/www.atakanamazon.com\/eolfv.vilabol.uol.com.br\/www.ambientelegal.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fauna e Flora, Brasil, Brasileira, Meio Ambiente, Biodiversidade, Esp\u00e9cies, Plantas, Animais, Bioma, Prote\u00e7\u00e3o, Fauna e Flora<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7233,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-25652","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meio-ambiente-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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