{"id":25624,"date":"2015-12-11T00:00:00","date_gmt":"2015-12-11T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/energia-eolica-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:51:06","modified_gmt":"2026-09-01T17:51:06","slug":"energia-eolica-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/energia-eolica-4\/","title":{"rendered":"Energia E\u00f3lica"},"content":{"rendered":"\n<strong>O que \u00e9 Energia E\u00f3lica?<\/strong>\n\nO vento \u00e9 causado por enormes correntes de convec\u00e7\u00e3o na atmosfera da Terra, impulsionado por energia t\u00e9rmica do sol. Isto significa que, enquanto o sol brilha, haver\u00e1 vento.\n\n<strong>Como se formam os ventos?<\/strong>\n\nIsto pode ser explicado em termos simples, o ciclo de enrolamento por dia.\n\nA superf\u00edcie da Terra tem terra e \u00e1gua. Quando o sol aparece, o ar sobre a terra aquece mais r\u00e1pido do que sobre a \u00e1gua. O ar aquecido \u00e9 mais leve e que sobe.\n\nO ar frio \u00e9 mais denso e ele cai e substituiu o ar sobre a terra. \u00c0 noite, acontece o inverso. Ar sobre a \u00e1gua \u00e9 mais quente e sobe, e \u00e9 substitu\u00eddo por ar mais frio da terra.\n\nO ar em movimento (vento) tem enormes quantidades de energia cin\u00e9tica, e isso pode ser transferida em energia el\u00e9trica usando turbinas e\u00f3licas. O vento gira as p\u00e1s, que giram um eixo que se conecta a um gerador e produz eletricidade. A energia el\u00e9trica \u00e9 enviada atrav\u00e9s de linhas de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o para uma subesta\u00e7\u00e3o, em seguida, para resid\u00eancias, empresas e escolas.\n\nAs turbinas de vento n\u00e3o pode funcionar se n\u00e3o houver vento, ou se a velocidade do vento \u00e9 t\u00e3o alta que iria danificar.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi1.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"291\" height=\"203\" \/><strong>\nEnergia E\u00f3lica<\/strong><\/p>\nAs turbinas de vento s\u00e3o normalmente instalados em altos montes e serras para aproveitar os ventos predominantes.\n\nAssim como um moinho de vento, turbinas de energia e\u00f3lica t\u00eam sido em torno de mais de 1000 anos. Da Holanda para fazendas nos Estados Unidos, moinhos de vento foram utilizados para o bombeamento de \u00e1gua ou moagem de gr\u00e3os.\n\n<strong>Voc\u00ea sabia que &#8230;<\/strong>\n<blockquote>A maior turbina e\u00f3lica do mundo, localizado no Hava\u00ed, fica 20 andares de altura e tem l\u00e2minas o comprimento de um campo de futebol.\n\nUma velocidade m\u00e9dia do vento de 14 quil\u00f4metros por hora \u00e9 necess\u00e1rio para converter energia e\u00f3lica em eletricidade.\n\nUma turbina e\u00f3lica pode produzir eletricidade suficiente para abastecer at\u00e9 300 casas.\n\nA primeira turbina de gera\u00e7\u00e3o de energia foi constru\u00edda em Ohio durante o final de 1800 e foi utilizada para carregar as baterias.\n\nA energia e\u00f3lica \u00e9 o segmento de crescimento mais r\u00e1pido de todas as fontes de energia renov\u00e1veis.<\/blockquote>\n<strong>O que \u00e9 a energia e\u00f3lica?<\/strong>\n\nO vento \u00e9 uma fonte de energia renov\u00e1vel. As turbinas e\u00f3licas podem converter a energia cin\u00e9tica em eletricidade.\n\nComo o pa\u00eds mais ventoso na Europa, o Reino Unido est\u00e1 bem posicionada para aproveitar a energia do vento.\n\nA principal vantagem das turbinas e\u00f3licas, como meio de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica \u00e9 a sua pequena pegada de carbono. Todas as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO 2) associados com turbinas e\u00f3licas surgir a partir de sua fabrica\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de sua opera\u00e7\u00e3o.\n\nNo entanto, as turbinas s\u00f3 pode gerar eletricidade quando o vento est\u00e1 soprando a uma velocidade adequada, por isso eles precisam ser apoiadas por outras formas de gera\u00e7\u00e3o de eletricidade.\n\nTurbinas e\u00f3licas em terra podem produzir eletricidade a custos competitivos de perto com outras fontes de energia estabelecidos no Reino Unido.\n\nMas s\u00f3 h\u00e1 um n\u00famero limitado de locais ventosos adequadamente no Reino Unido, e as preocupa\u00e7\u00f5es com o impacto visual das turbinas e\u00f3licas \u00e0s vezes pode torn\u00e1-lo dif\u00edcil de obter permiss\u00e3o de planejamento.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi2.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"251\" height=\"191\" \/><strong>\nEnergia E\u00f3lica<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energia-eolica-31.gif\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" \/><\/p>\nPelo pr\u00f3prio nome, <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> \u00e9 aquela produzida pela transforma\u00e7\u00e3o da energia cin\u00e9tica dos ventos em energia el\u00e9trica. O vento constitui uma imensa fonte de energia natural.\n\nExistem, atualmente, mais de 20.000 turbinas e\u00f3licas de grande porte em opera\u00e7\u00e3o no mundo, com uma capacidade instalada de 5.500 MW. De acordo com a Ag\u00eancia Internacional de Energia, a capacidade mundial de turbinas e\u00f3licas instaladas alcan\u00e7ar\u00e1 10.000 MW at\u00e9 este ano (2000). Na Europa, espera-se gerar 10% de toda eletricidade a partir do vento, at\u00e9 o ano 2030.\n<h4>O Ar em Movimento \u00e9 energia<\/h4>\nO Vento \u00e9 uma fonte limpa e inesgot\u00e1vel de energia que vem sendo usada durante muitos s\u00e9culos para moer gr\u00e3os, em bombas de \u00e1gua , em barcos velejadores, e para outros trabalhos diversos.\n\nA quantia de <strong>energia E\u00f3lica<\/strong> dispon\u00edvel, por\u00e9m, varia e depende do tempo e do lugar.\n\nEmbora a tecnologia tenha sido melhorada nos \u00faltimos anos, o modo no qual a <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> tem sido obtida \u00e9 geralmente a mesma.\n\nA eletricidade \u00e9 produzida de uma forma bastante simples. Sopros de vento nas l\u00e2minas ou propulsores de um moinho de vento o fazem girar assim como a \u00e1gua faz girar uma turbina. Estes s\u00e3o conectados a geradores, e os geradores produzem eletricidade.\n\nAquela que costumamos ver em filmes de faroeste americanos. Ela consiste em um rotor com at\u00e9 20 l\u00e2minas montadas em um eixo horizontal e um rabo-cata-vento para manter o sistema de frente para o vento. Um jogo de engrenagens encadeadas conecta \u00e0 barra da bomba que move verticalmente para cima e para baixo. A uma velocidade de vento de 15 milhas por hora (24 quil\u00f4metros por hora), a bomba entrega 10 gal\u00f5es por minuto (3.8 litros por minuto) para uma altura de 100 p\u00e9s (30 metros). Relativamente ineficiente, estas bombas convertem s\u00f3 uma por\u00e7\u00e3o pequena da energia de fluxo e\u00f3lica para a bomba.\n\nAo contr\u00e1rio do moinho de vento da fazenda tradicional, as m\u00e1quinas modernas usadas pra gerar eletricidade tem de uma a quatro l\u00e2minas e operam a velocidade de rota\u00e7\u00e3o bem altas. As l\u00e2minas se parecem os airfoils tran\u00e7ados de um propulsor de avi\u00e3o. O Jacobs three-blade windmill, usado amplamente entre 1930 e 1960, poderia entregar aproximadamente 1 quilowatt de for\u00e7a a uma velocidade de vento t\u00edpica de 14 milhas por hora (23 quil\u00f4metros por hora).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi14.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"194\" height=\"259\" \/><\/p>\n<strong>A bela imagem dos aerogeradores nas praias do litoral do Cear\u00e1 n\u00e3o \u00e9 apenas mais um bonito cart\u00e3o postal:<\/strong> renov\u00e1vel e n\u00e3o-poluente, a energia e\u00f3lica \u00e9 uma das grandes apostas para os problemas energ\u00e9ticos que o planeta j\u00e1 come\u00e7ou a enfrentar. Al\u00e9m disso, o potencial para amplia\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande se considerado \u00e0 outras fontes que se esgotam ou tem custos muito elevados para implanta\u00e7\u00e3o, como a constru\u00e7\u00e3o de uma usina hidrel\u00e9trica.\n\nA energia dos ventos \u00e9 abundante e est\u00e1 dispon\u00edvel em todos os lugares. Desde a antig\u00fcidade, as velas davam velocidade aos navios e o uso de cataventos para mover bombas d\u00b4\u00e1gua tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 uma novidade. A partir da d\u00e9cada de 70, no entanto, a evolu\u00e7\u00e3o da tecnologia aeron\u00e1utica e a crise do petr\u00f3leo fizeram com que o uso de grandes aerogeradores para a produ\u00e7\u00e3o em larga escala de energia el\u00e9trica se tornasse uma op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel.\n\nA primeira turbina e\u00f3lica comercial ligada \u00e0 rede el\u00e9trica p\u00fablica foi instalada em 1976, na Dinamarca. Da\u00ed em diante, houve uma grande expans\u00e3o, sobretudo nos pa\u00edses desenvolvidos. Em 2003, o mundo inteiro tinha uma pot\u00eancia instalada de 39.434 MW, sendo 14.609 MW somente na Alemanha. Estados Unidos, Espanha e Dinamarca tamb\u00e9m s\u00e3o outros grandes usu\u00e1rios dessa nova energia, tamb\u00e9m encontrada na \u00cdndia, Reino Unido, Jap\u00e3o, China, Fran\u00e7a, Argentina e Tun\u00edsia.\n\nCom o tempo, os aerogeradores tamb\u00e9m foram se modernizando. Enquanto em 1985 uma turbina era capaz de gerar 50 kW de energia, hoje j\u00e1 h\u00e1 modelos 4.500 kW de capacidade. As pesquisas sobre motores de avi\u00f5es foram aproveitadas por ind\u00fastrias para a constru\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos cada vez mais eficientes. Uma delas \u00e9 a Wobben Windpower Enercon, empresa alem\u00e3 que j\u00e1 produziu mais de 8600 aerogeradores para todo o mundo e se instalou no Brasil, com uma f\u00e1brica no Cear\u00e1, quando essa energia renov\u00e1vel passou a ser empregada.\n\nNo nosso estado, em 1999 foi constru\u00eddo o primeiro parque e\u00f3lico do mundo sobre dunas de areia, na praia da Ta\u00edba, no munic\u00edpio de S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante. Com 10 aerogeradores, tem capacidade total instalada de 5 MW. A energia el\u00e9trica anual produzida \u00e9 da ordem de 17.5 milh\u00f5es de kWh, suficiente para suprir de forma limpa e renov\u00e1vel as necessidades domiciliares de uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 50 mil pessoas.\n\nNo mesmo ano, foi instalado no munic\u00edpio de Aquiraz o parque e\u00f3lico da Prainha, um dos maiores da Am\u00e9rica Latina. Com 20 aerogeradores, tem capacidade total instalada de 10 MW e uma produ\u00e7\u00e3o anual de energia el\u00e9trica de 35 milh\u00f5es de kWh.\n\nNa ponta do Mucuripe, em Fortaleza, tamb\u00e9m funciona um parque com 4 aerogeradores, com capacidade total de 2,4 MW.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi15.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"327\" height=\"210\" \/><strong>\nParque E\u00f3lico Modelo de 1,2 MW do Mucuripe, Fortaleza<\/strong><\/p>\nA <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> tamb\u00e9m est\u00e1 presente no Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. V\u00e1rios projetos est\u00e3o em execu\u00e7\u00e3o e novos parques devem ser inaugurados nos pr\u00f3ximos anos, grande parte gra\u00e7as ao Proinfa, o Programa de Incentivo \u00e0s Fontes Alternativas de Energia El\u00e9trica.\n\nO Proinfa tem como objetivo aproveitar uma parte do grande potencial brasileiro. Estimativas apontam uma capacidade total de 143,5 GW, sendo 52% somente no Nordeste. Em todo o Brasil, e especialmente nessa regi\u00e3o, a faixa litor\u00e2nea apresenta ventos muito adequados para o aproveitamento em larga escala da <strong>energia e\u00f3lica<\/strong>.\n\n<strong>Mas como funciona um aerogerador?! <\/strong>\n\nEm termos f\u00edsicos, um aerogerador \u00e9 uma m\u00e1quina capaz de transformar a energia cin\u00e9tica, o movimento, em energia el\u00e9trica. As p\u00e1s da h\u00e9lice movem-se quando atingidas pelo vento. Para isso, s\u00e3o dispostas em \u00e2ngulo, como em um ventilador. A primeira grande diferen\u00e7a \u00e9 que esse \u00e2ngulo \u00e9 vari\u00e1vel, para ajustar o equipamento de acordo com as condi\u00e7\u00f5es do vento em determinado instante. A pr\u00f3pria h\u00e9lice pode mudar de posi\u00e7\u00e3o para se obter sempre a melhor efici\u00eancia poss\u00edvel.\n\nGrande parte dos aerogeradores modernos tem suas h\u00e9lices fabricadas com pl\u00e1sticos refor\u00e7ados (poli\u00e9ster ou ep\u00f3xi) e fibra de vidro. Fibra de carbono, a\u00e7o, alum\u00ednio, madeira e madeira-ep\u00f3xi s\u00e3o outros materiais usados em menor escala. O ideal \u00e9 que as p\u00e1s sejam leves, para girarem facilmente, e resistentes. Em muitas turbinas, as pontas das p\u00e1s giram a at\u00e9 288 Km\/h (80 m\/s).\n\nO tamanho das p\u00e1s varia de acordo com a pot\u00eancia do aerogerador. Uma turbina de 600 kW de pot\u00eancia, como as instaladas no Mucuripe, tem h\u00e9lices com 20 metros de comprimento. Somadas ao cubo central, o di\u00e2metro \u00e9 de 42 metros. Mas isso pode ser considerado pouco frente aos novos modelos que j\u00e1 est\u00e3o sendo produzidos. Alguns, com grande capacidade de gera\u00e7\u00e3o de energia, t\u00eam p\u00e1s com at\u00e9 o dobro desse tamanho.\n\nAtr\u00e1s da h\u00e9lice, h\u00e1 a nacele, com v\u00e1rios equipamentos que controlam as p\u00e1s e analisam as condi\u00e7\u00f5es do vento. L\u00e1, fica tamb\u00e9m uma caixa de engrenagens que controla a velocidade de rota\u00e7\u00e3o para um gerador. Um freio tamb\u00e9m est\u00e1 presente como equipamento de seguran\u00e7a, e para permitir a manuten\u00e7\u00e3o do sistema.\n\nTudo isso fica sobre uma torre que deixa a turbina na altura considerada ideal de acordo com as condi\u00e7\u00f5es do local. Dependendo de onde foi constru\u00eddo o parque e\u00f3lico, as torres de cada aerogerador podem ser de a\u00e7o, treli\u00e7a ou concreto. O material vai depender do terreno da altura, escolhida de acordo com as condi\u00e7\u00f5es do tempo. H\u00e1 aerogeradores com torres entre 50m at\u00e9 mais de 100m.\n\nJunto \u00e0s turbinas s\u00e3o montados equipamentos que captam toda a energia el\u00e9trica gerada no parque e\u00f3lico para repass\u00e1-la para a rede convencional. Nesse est\u00e1gio, s\u00e3o feitas diversas modula\u00e7\u00f5es de for\u00e7a, de forma a deixar a corrente e a voltagem adequadas aos padr\u00f5es da regi\u00e3o. Em Fortaleza, por exemplo, a energia j\u00e1 entra na rede p\u00fablica com uma voltagem de 220 V, que \u00e9 a oferecida para resid\u00eancias, ind\u00fastrias, etc.\n\n<strong>Energia E\u00f3lica &#8211; Energia mec\u00e2nica e el\u00e9trica<\/strong>\n\nA energia cin\u00e9tica do vento tamb\u00e9m \u00e9 uma fonte de energia e pode ser transformada em energia mec\u00e2nica e el\u00e9ctrica. Um barco \u00e1 vela usa a energia dos ventos para se deslocar na \u00e1gua. Esta \u00e9 uma forma de produzir for\u00e7a atrav\u00e9s do vento.\n\nDurante muitos anos, os agricultores serviram-se da energia e\u00f3lica para bombear \u00e1gua dos furos usando moinhos de vento. O vento tamb\u00e9m \u00e9 usado para girar a m\u00f3 dos moinhos transformando o milho em farinha. Atualmente o vento \u00e9 usado para produzir eletricidade.\n\nO vento forte pode rodar as l\u00e2minas de uma turbina adaptada para o vento (em vez do vapor ou da \u00e1gua \u00e9 o vento que faz girar a turbina). A ventoinha da turbina est\u00e1 ligada a um eixo central que cont\u00e9m em cima um fuso rotativo. Este eixo chega at\u00e9 uma caixa de transmiss\u00e3o onde a velocidade de rota\u00e7\u00e3o \u00e9 aumentada. O gerador ligado ao transmissor produz energia el\u00e9ctrica.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi17.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"269\" height=\"213\" \/><\/p>\nA turbina tem um sistema de abrandamento para o caso do vento se tornar muito forte, impedindo assim a rota\u00e7\u00e3o demasiado r\u00e1pida da ventoinha.\n\nUm dos problemas deste sistema de produ\u00e7\u00e3o el\u00e9ctrica \u00e9 que o vento n\u00e3o sopra com intensidade todo o ano, ele \u00e9 mais intenso no ver\u00e3o quando o ar se movimenta do interior quente para o litoral mais fresco. Outro entrave \u00e9 o fato do vento ter que atingir uma velocidade superior a 20 km\/hora para girar a turbina suficientemente r\u00e1pido.\n\nCada turbina produz entre 50 a 300 kilowatts de energia el\u00e9ctrica. Com 1000 watts podemos acender 10 l\u00e2mpadas de 100 watts; assim, 300 kilowatts acendem 3000 l\u00e2mpadas de 100 watts cada.\n\nCerca de 30% da eletricidade produzida a partir do vento \u00e9 criada na Calif\u00f3rnia. A Dinamarca e Alemanha tamb\u00e9m s\u00e3o grandes exploradores da <strong>energia e\u00f3lica<\/strong>.\n\nMas uma vez produzida a eletricidade \u00e9 necess\u00e1rio conduzi-la at\u00e9 \u00e1s casas, escolas e f\u00e1bricas. O sistema de transmiss\u00e3o el\u00e9ctrica \u00e9 explicado no pr\u00f3ximo cap\u00edtulo.\n<h4><strong>Energia e\u00f3lica &#8211; Energia renov\u00e1vel<\/strong><\/h4>\nA <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> \u00e9 a energia cin\u00e9tica do deslocamentos de massas de ar, gerados pelas diferen\u00e7as de temperatura na superf\u00edcie do planeta. Resultado da associa\u00e7\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o solar incidente no planeta com o movimento de rota\u00e7\u00e3o da terra, fen\u00f4menos naturais que se repetem. Por isso \u00e9 considerada energia renov\u00e1vel.\n\nTudo indica que as primeiras utiliza\u00e7\u00f5es de <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> deram-se com as embarca\u00e7\u00f5es, algumas publica\u00e7\u00f5es mencionam vest\u00edgios de sua exist\u00eancia j\u00e1 por volta de 4.000 a.C., recentemente testemunhado por um barco encontrado num t\u00famulo sumeriano da \u00e9poca, no qual havia tamb\u00e9m remos auxiliares.\n\nPor volta de 1.000 a.C. os fen\u00edcios, pioneiros na navega\u00e7\u00e3o comercial, se utilizavam de barcos movidos exclusivamente a for\u00e7a dos ventos. Ao longo dos anos v\u00e1rios tipos de embarca\u00e7\u00f5es a vela foram desenvolvidos, com grande destaque para as Caravelas &#8211; surgidas na Europa no s\u00e9culo XIII e que tiveram papel destacado nas Grandes Descobertas Mar\u00edtimas.\n\nAs embarca\u00e7\u00f5es a vela dominaram os mares durante s\u00e9culos, at\u00e9 que o surgimento do navio a vapor, em 1807 veio dividir este dom\u00ednio, mas pelo fato de exigir menores despesas em contrapartida a menor regularidade oferecida no tempo dos trajetos, o veleiro conseguiu manter o p\u00e1reo por um bom tempo, s\u00f3 vindo a perder a concorr\u00eancia no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, quando foi praticamente abandonado em favor do vapor. Atualmente os maiores usos das embarca\u00e7\u00f5es a vela s\u00e3o no esporte e lazer.\n<h4>O CARRO A VELA DE NASSAU<\/h4>\nNa edi\u00e7\u00e3o especial da revista Motor 3 &#8211; &#8220;100 Anos do Autom\u00f3vel&#8221; -, \u00e9 mencionado que no ano de 1600, o Almirante holand\u00eas Maur\u00edcio de Nassau &#8211; Tio do administrador, hom\u00f4nimo, do territ\u00f3rio brasileiro dominado pela Holanda de 1.636 a 1644 -, durante a luta da independ\u00eancia da Holanda contra a Espanha, idealizou uma canhoeira terrestre dotada de rodas, sendo as traseiras providas de mecanismo ester\u00e7ante controlado por tirante, o ve\u00edculo seria impulsionado por velas id\u00eanticas as das embarca\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas. A constru\u00e7\u00e3o ficou a cargo do seu engenheiro Symon Stevin, tendo a mesma sido constru\u00eddo com madeira e lona, conseguindo a fa\u00e7anha de, com vinte e oito homens a bordo e favorecida pelos ventos fortes e constantes da costa holandesa, cobrir os 80 Km que separam Le Havre de Petten, em exatamente duas horas, surpreendendo os espanh\u00f3is num ataque surpresa.\n\nEste ve\u00edculo batizado por seu construtor de &#8220;zeylwagen&#8221;, ou carro a vela, aparece como o primeiro a n\u00e3o depender da propuls\u00e3o muscular.\n\nNos anos 70\/80 surgiram, inicialmente no Estados Unidos, pequenos ve\u00edculos de lazer com tr\u00eas rodas e propuls\u00e3o similar ao carro de Nassau, que logo se tornaram muito comuns, tendo se popularizado tamb\u00e9m nas principais praias brasileiras, eram os chamados windcar.\n<h4>O SURGIMENTO DOS MOINHOS DE VENTO<\/h4>\nParece ser dif\u00edcil afirmar com seguran\u00e7a a \u00e9poca em que surgiram os primeiros moinhos de vento, h\u00e1 indica\u00e7\u00f5es sobre tais motores prim\u00e1rios j\u00e1 no s\u00e9culo X. Este assunto \u00e9 bem desertado no livro &#8221; Uma Hist\u00f3ria das Inven\u00e7\u00f5es Mec\u00e2nicas&#8221; de Abbot Payson Usher, editado pela primeira vez em 1929 e reproduzido no Brasil pela editora Papirus Ci\u00eancia, o livro cita relato de ge\u00f3grafos descrevendo moinhos de ventos usados no Oriente M\u00e9dio para bombeamento d\u00b4\u00e1gua. O mesmo aponta ainda refer\u00eancias diversas como historias e cr\u00f4nicas &#8211; mas, neste caso, considerando sua veracidade incerta &#8211; que mencionam o uso dos moinhos de vento j\u00e1 em 340 d.C.\n\nAinda conforme a citada publica\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a sua introdu\u00e7\u00e3o na Europa por volta do s\u00e9culo XII, os moinhos de vento eram projetados em fun\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o predominante dos ventos, tendo o seu eixo motor dire\u00e7\u00e3o fixa. As caracter\u00edsticas de varia\u00e7\u00e3o de intensidade e dire\u00e7\u00e3o dos ventos na Europa incentivaram a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos para mudan\u00e7a de dire\u00e7\u00e3o do eixo dos cataventos, surgindo ent\u00e3o os primeiros modelos onde o eixo das p\u00e1s podia ser girado em rela\u00e7\u00e3o ao poste de sustenta\u00e7\u00e3o.\n\nNa Holanda, onde os moinhos de vento eram usados desde o s\u00e9culo XV para drenarem as terras na forma\u00e7\u00e3o dos p\u00f4lderes, a inven\u00e7\u00e3o dos moinhos de c\u00fapula girat\u00f3ria, que permitia posicionar o eixo das p\u00e1s em fun\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o dos ventos, \u00e9 registrada como um grande incremento de capacidade destes, e grande progresso nos sistemas de dessecamento.\n<h3>OS PRIMEIROS SISTEMAS DE CONTROLE DE POT\u00caNCIA<\/h3>\nA Revolu\u00e7\u00e3o Industrial trouxe consigo as inven\u00e7\u00f5es das m\u00e1quinas de produ\u00e7\u00e3o, como os teares industriais, tais m\u00e1quinas assim como os moinhos de farinha, exigiam uma certa const\u00e2ncia da velocidade, evidenciando uma das desvantagens da <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o a for\u00e7a animal e a roda d\u00b4agua, que \u00e9 o fato de sua ocorr\u00eancia ser irregular e de intensidade vari\u00e1vel. Para contornar a varia\u00e7\u00e3o de intensidade surgiram, ainda no s\u00e9culo XVI, os primeiros sistemas de controle ou limita\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia, sendo mencionados o freio aplicado ao eixo das p\u00e1s &#8211; existindo inclusive esquemas de Leonardo da Vinci de um freio de cintas aplicado a roda acionadora &#8211; e a inclina\u00e7\u00e3o do eixo das p\u00e1s em rela\u00e7\u00e3o ao horizonte. Tais aperfei\u00e7oamentos permitiram integrar os moinhos de vento tamb\u00e9m a estas unidades produtivas, e at\u00e9 o s\u00e9culo XVIII &#8211; s\u00e9culo do surgimento da m\u00e1quina a vapor &#8211; os moinhos de vento, juntamente com as rodas d\u00b4\u00e1gua, marcavam muitas paisagens.\n<h4>PRINCIPAIS TIPOS DE TURBINAS E\u00d3LICAS NA ATUALIDADE<\/h4>\nOs aerogeradores e aeromotores, costumam ser classificadas pela posi\u00e7\u00e3o do eixo do seu rotor que pode ser vertical ou horizontal, a seguir mencionaremos os principais modelos relativos aos tipos de classifica\u00e7\u00e3o mencionados.\n\n<strong>EIXO HORIZONTAL<\/strong>\n\nEst\u00e1 disposi\u00e7\u00e3o necessita de mecanismo que permita o posicionamento do eixo do rotor em rela\u00e7\u00e3o a dire\u00e7\u00e3o do vento, para um melhor aproveitamento global, principalmente onde se tenha muita mudan\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o dos ventos. Encontra-se ainda moinhos de vento seculares com direcionamento do eixo das p\u00e1s fixo, mas situam-se onde os ventos predominantes s\u00e3o bastante representativos, e foram instalados em \u00e9pocas em que os citados mecanismos de direcionamento ainda n\u00e3o haviam sido concebidos.\n\n<strong>Os principais modelos diferem quanto as caracter\u00edsticas que definem o uso mais indicado, sendo eles:<\/strong>\n\n<strong>Rotor multip\u00e1s &#8211; <\/strong>atualmente representa a maioria das instala\u00e7\u00f5es e\u00f3licas, tendo sua maior aplica\u00e7\u00e3o no bombeamento d\u00b4\u00e1gua. Suas caracter\u00edsticas tornam seu uso mais pr\u00f3prio para aeromotores, pois disp\u00f5e de uma boa rela\u00e7\u00e3o torque de partida \/ \u00e1rea de varredura do rotor, mesmo para ventos fracos, em contrapartida seu melhor rendimento encontra-se nas baixas velocidades, limitando a pot\u00eancia m\u00e1xima extra\u00edda por \u00e1rea do rotor, que n\u00e3o \u00e9 das melhores, tornando este tipo pouco indicado para gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.\n\nO fato de alguns autores de livros, escritos em outras d\u00e9cadas, contrariamente a percep\u00e7\u00e3o atual, apontarem-no como sendo a melhor op\u00e7\u00e3o devido a sua caracter\u00edstica de menor varia\u00e7\u00e3o de velocidade do rotor em fun\u00e7\u00e3o da velocidade do vento, devia-se as limita\u00e7\u00f5es de controle da curva de tens\u00e3o de sa\u00edda dos sistemas de gera\u00e7\u00e3o de energia dispon\u00edveis naquelas \u00e9pocas, o que restringia o aproveitamento da energia gerada, a uma faixa estreita de velocidade do rotor.\n\nCom o desenvolvimento da eletr\u00f4nica este panorama mudou, pois os sistemas atuais podem ser facilmente projetados para uma faixa de velocidade bastante ampla e com um rendimento bastante satisfat\u00f3rio, passando o fator determinante a ser a pot\u00eancia obtida pelo rotor em rela\u00e7\u00e3o a \u00e1rea de varredura, onde os modelos de duas e tr\u00eas p\u00e1s se destacam com um rendimento muito superior.\n\n<strong>Rotor de tr\u00eas ou duas p\u00e1s &#8211;<\/strong> \u00e9 praticamente o padr\u00e3o de rotores utilizados nos aerogeradores modernos, isto deve-se ao fato da grande rela\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia extra\u00edda por \u00e1rea de varredura do rotor, muito superior ao rotor multip\u00e1s (embora isto s\u00f3 ocorra em velocidades de vento superiores), pois al\u00e9m do seu rendimento m\u00e1ximo ser o melhor entre todos os tipos, situa-se em velocidades mais altas.\n\nEntretanto, apresenta baixos valores de torque de partida, e de rendimento para velocidade baixas, caracter\u00edsticas que apesar de aceit\u00e1veis em sistemas de gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, incompatibilizam seu uso em sistemas que requeiram altos momentos de for\u00e7a e ou carga vari\u00e1vel.\n\n<strong>EIXO VERTICAL<\/strong>\n\nA principal vantagem das turbinas de eixo vertical \u00e9 n\u00e3o necessitar de mecanismo de direcionamento, sendo bastante evidenciada nos aeromotores por simplificar bastante os mecanismos de transmiss\u00e3o de pot\u00eancia.\n\nComo desvantagens apresentam o fato de suas p\u00e1s, devido ao movimento de rota\u00e7\u00e3o, terem constantemente alterados os \u00e2ngulos de ataque e de deslocamento em rela\u00e7\u00e3o a dire\u00e7\u00e3o dos ventos, gerando for\u00e7as resultantes alternadas, o que al\u00e9m de limitar o seu rendimento, causa vibra\u00e7\u00f5es acentuadas em toda sua estrutura.\n<h4>Rotor Savonius<\/h4>\nApresenta sua curva de rendimento em rela\u00e7\u00e3o a velocidade pr\u00f3xima a do rotor de multip\u00e1s de eixo horizontal, mas numa faixa mais estreita, e menor amplitude, seu uso, como o daquele, \u00e9 mais indicado para aeromotores, principalmente para pequenos sistemas de bombeamento d\u00b4\u00e1gua, onde o custo final devido a simplicidade do sistema de transmiss\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o do rotor propriamente dito, podem compensar seu menor rendimento.\n<h4>Rotor Darrieus<\/h4>\nPor ter curva de rendimento caracter\u00edstica pr\u00f3xima a dos rotores de tr\u00eas p\u00e1s de eixo vertical, s\u00e3o mais compat\u00edveis com o uso em aerogeradores, mas como nestes os sistemas de transmiss\u00e3o j\u00e1 s\u00e3o bastante simples, seja qual for o tipo de disposi\u00e7\u00e3o do eixo do rotor, o Darrieus perde uma das vantagens comparativas.\n\nAl\u00e9m disto a necessidade de sistema de direcionamento para o outro tipo de rotor, \u00e9 compensada pela facilidade de implementa\u00e7\u00e3o de sistemas aerodin\u00e2micos de limita\u00e7\u00e3o e controle de pot\u00eancia, que amplia a faixa de utiliza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a velocidade dos ventos e deixa-o muito menos suscept\u00edvel a danos provocados por ventos muito fortes. Desta forma o Darrieus parece ficar em plena desvantagem em rela\u00e7\u00e3o ao rotor de eixo horizontal, sendo seu uso pouco notado.\n\n<strong>OS AEROGERADORES<\/strong>\n\nCom o surgimento da m\u00e1quina a vapor, dos motores de combust\u00e3o interna e das grandes usinas de eletricidade e rede de distribui\u00e7\u00e3o, os sistemas e\u00f3licos foram relegados a um segundo plano por um bom tempo, permanecendo em algumas aplica\u00e7\u00f5es, como o bombeamento d\u00b4\u00e1gua em \u00e1reas rurais e salinas, al\u00e9m de outras mais raras.\n\nDurante a crise do petr\u00f3leo, na d\u00e9cada de 70, a <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> voltou a ser bastante cogitada, e os avan\u00e7os da aerodin\u00e2mica e surgimento da eletr\u00f4nica, permitiu o aparecimento de aerogeradores muito eficientes e com o custo por KW, quando utilizado em sistemas de grande porte interligados a rede de distribui\u00e7\u00e3o, compar\u00e1vel com o das hidroel\u00e9tricas, com isto desde a d\u00e9cada de 80, tem sido cada vez mais comuns a instala\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos em v\u00e1rios pa\u00edses principalmente da Europa e nos Estados Unidos, atualmente podem ser encontrados em n\u00edvel comercial aerogeradores com pot\u00eancias nominais de at\u00e9 1,5MW.\n\nOs aerogeradores pequenos para sistemas aut\u00f4nomos de carregamento de baterias, tamb\u00e9m evolu\u00edram bastante incorporando novas tecnologias, tendo com isto ampliando muito sua faixa de utiliza\u00e7\u00e3o, existe atualmente varias op\u00e7\u00f5es na faixa de 50 a 600W nominais.\n\nNo Brasil o primeiro aerogerador de grande porte foi instalado no arquip\u00e9lago de Fernando de Noronha, em 1992, tratando-se de uma turbina de 75KW, com rotor trip\u00e1 de 17 metros de di\u00e2metro, tendo o mesmo sido integrado ao sistema de fornecimento de energia, formando um sistema h\u00edbrido com o gerador diesel j\u00e1 existente na ilha, patrocinando uma economia de aproximadamente 10% no consumo de diesel, alem da redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de poluentes.\n\nO Atlas E\u00f3lico da Regi\u00e3o Nordeste (CBEE &amp; ANEEL &#8211; 1998), demonstra o grande potencial que o Brasil tem a explorar, dispondo ao longo da costa grandes \u00e1reas de ventos bastante regulares e de boa velocidade. Em 1998 foi inaugarada em Sorocaba-SP, a Wobben Windpower, subsidi\u00e1ria da ENERCON, passando a produzir no pa\u00eds aerogeradores com pot\u00eancia de 600 KW.\n\nCom a instala\u00e7\u00e3o, em janeiro de 1999, do parque e\u00f3lico de Palmas no Paran\u00e1 &#8211; primeiro parque e\u00f3lico da regi\u00e3o Sul &#8211; o incremento de seus 2,5MW, promoveu a eleva\u00e7\u00e3o da pot\u00eancia instalada no pa\u00eds, que j\u00e1 ultrapassa os 20MW. Atualmente os maiores parques instalados s\u00e3o os do Cear\u00e1, representados pelo de Ta\u00edba com 5MW e o de Prainha com 10 MW. Em Minas Gerais encontra-se o de Gouv\u00eaia com 1MW.\n<h4>CONFIGURA\u00c7\u00c3O DE FORNECIMENTO, E SISTEMAS DE ARMAZENAMENTO<\/h4>\nApesar de ser uma fonte relativamente barata a energia e\u00f3lica apresenta algumas caracter\u00edsticas que dificultam seu uso como fonte regular de energia, al\u00e9m de sua ocorr\u00eancia ser irregular para pequenos per\u00edodos, a quantidade de energia di\u00e1ria dispon\u00edvel, pode variar em muitas vezes de uma esta\u00e7\u00e3o do ano para outra, em um mesmo local.\n\nO fato da pot\u00eancia dispon\u00edvel variar com o cubo da velocidade do vento, dificulta muito a quest\u00e3o do dimensionamento e a escolha do local para instala\u00e7\u00e3o, limitando seu uso apenas em regi\u00f5es de ventos fortes e relativamente constantes.\n\n<strong>Atualmente os sistemas mais comuns de fornecimento de energia utilizando sistemas e\u00f3licos s\u00e3o:<\/strong>\n\n<strong>Sistemas e\u00f3licos de grande porte interligados a rede p\u00fablica de distribui\u00e7\u00e3o <\/strong>\n\nPor dispensarem sistemas de armazenamento s\u00e3o bastante vi\u00e1veis representando atualmente a maior evolu\u00e7\u00e3o em sistemas e\u00f3licos, j\u00e1 apresenta custos parit\u00e1rios ao das hidrel\u00e9tricas. Nesta configura\u00e7\u00e3o os sistemas e\u00f3licos podem ter uma participa\u00e7\u00e3o na ordem de 15% do fornecimento total de energia, envolvendo a defini\u00e7\u00e3o deste percentual estudos espec\u00edficos de v\u00e1rios fatores que garantam fornecimento regular e a qualidade de energia do sistema interligado como um todo.\n\n<strong>Sistemas h\u00edbridos diesel-e\u00f3lico de m\u00e9dio porte <\/strong>\n\nNestes os geradores e\u00f3licos podem representar fator de economia de combust\u00edvel com custos bem atraentes para locais onde n\u00e3o disp\u00f5e da rede de distribui\u00e7\u00e3o interligada e dependam de geradores a diesel para fornecimento de energia el\u00e9trica, como o motor diesel garante a regularidade e estabilidade no fornecimento de energia, dispensando sistemas de armazenamento, e o transporte do diesel representa um custo adicional, a implementa\u00e7\u00e3o de aerogeradores \u00e9 neste caso bastante compensador e recomendado.\n\n<strong>Sistemas e\u00f3licos aut\u00f4nomos \/ armazenamento <\/strong>\n\nSistemas de energia e\u00f3lica aut\u00f4nomos para fornecimento regular de eletricidade, tornam-se bastante dispendiosos devido as complica\u00e7\u00f5es dos sistemas de armazenamento, que devem compensar n\u00e3o s\u00f3 as varia\u00e7\u00f5es instant\u00e2neas e di\u00e1rias, mas tamb\u00e9m compensar a varia\u00e7\u00e3o da disponibilidade nos per\u00edodos do ano, sendo sua aplica\u00e7\u00e3o limitada a pequenos sistemas para recarga de baterias, em regi\u00f5es remotas, principalmente para fornecimento de eletricidade para equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o e eletrodom\u00e9sticos, onde o benef\u00edcio e conforto compensam o alto custo por watt obtido.\n\nOutros usos diversos a gera\u00e7\u00e3o de eletricidade, como aeromotores para bombeamento d\u00b4\u00e1gua s\u00e3o mais compat\u00edveis com o uso singular da <strong>energia e\u00f3lica<\/strong>.\n\nTalvez o desenvolvimento de tecnologias de obten\u00e7\u00e3o, aplica\u00e7\u00e3o e estocagem do hidrog\u00eanio, venham a representar uma nova op\u00e7\u00e3o para um sistema de armazenamento compat\u00edvel com a <strong>energia e\u00f3lica<\/strong>, possibilitando sistemas e\u00f3licos ou e\u00f3licos-solares aut\u00f4nomos economicamente vi\u00e1veis.\n<h4>Gera\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da Energia E\u00f3lica<\/h4>\nA <strong>Energia E\u00f3lica<\/strong> \u00e1 energia obtida pelo movimento do ar, pela for\u00e7a dos ventos. A energia dos ventos \u00e9 uma abundante fonte de energia renov\u00e1vel, limpa e dispon\u00edvel em todos os lugares. O vento resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferen\u00e7as de press\u00e3o atmosf\u00e9rica entre duas regi\u00f5es distintas e \u00e9 influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo.\n\n<strong>Para o aproveitamento da energia e\u00f3lica existem v\u00e1rios tipos de tecnologia: <\/strong>moinhos de vento, aeromotores, turbinas e\u00f3licas ou aerogeradores.\n\nOs maiores produtores mundiais de eletricidade e\u00f3lica s\u00e3o a Alemanha, a Dinamarca, os Estados Unidos (Calif\u00f3rnia) e a Espanha. O Brasil possui um grande potencial de utiliza\u00e7\u00e3o de <strong>energia e\u00f3lica<\/strong>, mas este potencial ainda n\u00e3o \u00e9 vastamente explorado.\n\nA viabilidade econ\u00f4mica de sistemas de gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica a partir da <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> tem se mostrado mais interessante do que a energia solar, servindo como alternativa eficaz em determinadas condi\u00e7\u00f5es regionais de produ\u00e7\u00e3o de energia.\n\n<strong>A an\u00e1lise dos dados de vento de v\u00e1rios locais no Nordeste confirmaram as caracter\u00edsticas dos ventos comerciais (trade-winds) existentes na regi\u00e3o:<\/strong> velocidades m\u00e9dias de vento altas, pouca varia\u00e7\u00e3o nas dire\u00e7\u00f5es do vento e pouca turbul\u00eancia durante todo o ano. A potencia instalada no Brasil hoje \u00e9 de cerca de 25,5 MW, sendo que o potencial em gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica \u00e9 estimado em 143,5 GW. Cerca de 17,4 MW est\u00e3o no Cear\u00e1, 1MW em Minas Gerais, 2,5 MW no Paran\u00e1 e 5,4 MW em Santa Catarina.\n\n<strong>Energia e\u00f3lica &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\n<strong>Energia e\u00f3lica<\/strong> \u00e9 aquela gerada pelo vento. Desde a antiguidade este tipo de energia \u00e9 utilizado pelo homem, principalmente nas embarca\u00e7\u00f5es e moinhos.\n\nAtualmente, a <strong>energia e\u00f3lica<\/strong>, embora pouco utilizada, \u00e9 considerada uma importante fonte de energia por se tratar de uma fonte limpa (n\u00e3o gera polui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o agride o meio ambiente).Atualmente, apenas 1% da energia gerada no mundo prov\u00e9m deste tipo de fonte. Por\u00e9m, o potencial para explora\u00e7\u00e3o \u00e9 grande.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi20.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"290\" height=\"200\" \/><\/p>\nO vento tem origem nas diferen\u00e7as de press\u00e3o causadas pelo aquecimento diferencial da superf\u00edcie terrestre, sendo influenciado por efeitos locais, como a orografia e a rugosidade do solo. Assim, o potencial energ\u00e9tico a ele associado, varia n\u00e3o s\u00f3 em fun\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas (intensidade e dire\u00e7\u00e3o) mas tamb\u00e9m do local.\n\nAs tecnologias utilizadas no aproveitamento da <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> baseiam-se na transforma\u00e7\u00e3o da energia cin\u00e9tica contida nas massas de ar em movimento, atrav\u00e9s de turbinas e\u00f3licas que acopladas a geradores, produzem energia el\u00e9ctrica.\n\nO conjunto turbina-gerador, \u00e9 habitualmente chamado de Aerogerador. Existem diferentes tipos de turbinas e\u00f3licas cujas diferen\u00e7as incidem essencialmente na dire\u00e7\u00e3o do eixo de rota\u00e7\u00e3o (vertical ou horizontal), forma e n\u00famero de p\u00e1s que constituem o rotor.\n\nA primeira experi\u00eancia nos A\u00e7ores em termos de aproveitamento de <strong>energia e\u00f3lica<\/strong> para produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9ctrica a n\u00edvel industrial ocorreu no ano de 1988 com a instala\u00e7\u00e3o de um parque e\u00f3lico no Figueiral, ilha de Santa Maria constitu\u00eddo 9 aerogeradores de 30 kW perfazendo uma pot\u00eancia instalada de 270 kW. Esta estrutura produtiva contribuiu anualmente com uma m\u00e9dia de cerca de 4% da produ\u00e7\u00e3o total da ilha.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi21.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"191\" height=\"250\" \/><strong>\nPARQUE E\u00d3LICO de Sta. Maria (Aerogeradores antigos)<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi22.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"284\" height=\"181\" \/>\nPARQUE E\u00d3LICO de Sta. Maria com os novos Aero-geradores<\/strong><\/p>\nNa sequ\u00eancia dos resultados bastante positivos das campanhas de avalia\u00e7\u00e3o implementadas em S\u00e3o Jorge e Graciosa, durante os anos de 1989 e 90,foram instalados Parques E\u00f3licos nestas ilhas.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi23.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"212\" height=\"281\" \/>\nPARQUE E\u00d3LICO de S\u00e3o Jorge <\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Energia E\u00f3lica\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/energi24.jpg\" alt=\"Energia E\u00f3lica\" width=\"285\" height=\"174\" \/>\nPARQUE E\u00d3LICO de S\u00e3o Jorge ampliado &#8211; com os dois novos aerogeradores do lado direito<\/strong><\/p>\nNo final de 1991 entrou em funcionamento o Parque E\u00f3lico de S. Jorge constitu\u00eddo por 4 aerogeradores de 100 kW e 1 de 150 kW, e no in\u00edcio de 1992 o Parque E\u00f3lico da Graciosa com uma pot\u00eancia instalada de 200 kW distribu\u00edda por dois aerogeradores.\n\nDurante o ano de 2001, o Parque e\u00f3lico de S\u00e3o Jorge contribuiu com 9.3 % do total da produ\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9ctrica na ilha, e o parque da Graciosa com 6,4%.\n<h4>Instala\u00e7\u00e3o de novos Parques E\u00f3licos<\/h4>\n<strong>Durante o Ver\u00e3o de 2002, decorreram as obras relativas a:<\/strong>\n<blockquote><strong>a) <\/strong>Amplia\u00e7\u00e3o do parque de Sta. Maria, cujos 9 aerogeradores antigos foram substitu\u00eddos por tr\u00eas novos aerogeradores com pot\u00eancias unit\u00e1rias de 300 kW, ficando o parque com uma pot\u00eancia total de 900;\n\n<strong>b) <\/strong>Amplia\u00e7\u00e3o do parque da Graciosa com a instala\u00e7\u00e3o de mais dois aerogeradores com pot\u00eancias unit\u00e1rias de 300 kW, ficando o parque com uma pot\u00eancia total de 500 kW;\n\n<strong>c)<\/strong> Amplia\u00e7\u00e3o do parque de S\u00e3o Jorge com a instala\u00e7\u00e3o de mais dois aerogeradores com pot\u00eancias unit\u00e1rias de 300 kW, ficando o parque com uma pot\u00eancia total de 1.150 kW;\n\n<strong>d)<\/strong> Constru\u00e7\u00e3o de um novo parque no Faial constitu\u00eddo por 6 aerogeradores, perfazendo uma pot\u00eancia total de 1.800 kW;\n\n<strong>e) <\/strong>Constru\u00e7\u00e3o de um novo parque nas Flores constitu\u00eddo por 2 aerogeradores com uma pot\u00eancia unit\u00e1ria de 300 kW;<\/blockquote>\nCom as amplia\u00e7\u00f5es e constru\u00e7\u00e3o de novos parques e\u00f3licos, estima-se que nos pr\u00f3ximos anos aquele recurso contribua com cerca de 2% do total de energia el\u00e9ctrica produzida nos A\u00e7ores.\n\nEm termos de potencial, todas as outras ilhas apresentam boas condi\u00e7\u00f5es para instala\u00e7\u00e3o de parques e\u00f3licos, com destaque para a ilha Terceira que regista velocidades m\u00e9dias anuais mais elevadas e na ordem dos 10 m\/s.\n\n<strong>Fonte:<\/strong> www.eschooltoday.com\/www.edfenergy.com\/www.geocities.com\/www.abcdaenergia.com\/www.aondevamos.eng.br\/www.cpfl.com.br\/www.arena.com.pt\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Energia E\u00f3lica, Brasil, Mundo, Tipo, Uso, Ar, Vento, Hist\u00f3ria, Origem, Utiliza\u00e7\u00e3o, Ambiente, Custo, Vantagens, O que \u00e9, Energia E\u00f3lica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":7001,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-25624","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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