{"id":25542,"date":"2015-12-09T00:00:00","date_gmt":"2015-12-09T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/caatinga-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:49:44","modified_gmt":"2026-09-01T17:49:44","slug":"caatinga-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/caatinga-4\/","title":{"rendered":"Caatinga"},"content":{"rendered":"\n<strong>Caatinga &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\n\u00c9 o nome coletivo atribu\u00eddo ao ecossistema semi\u00e1rido do leste da Am\u00e9rica do Sul. Alguns autores usam este termo como um nome geral para um tipo de floresta amaz\u00f4nica delgada.\n\nNome atribu\u00eddo por fitoge\u00f3grafos \u00e0s savanas tropicais do escudo central brasileiro. A vegeta\u00e7\u00e3o do cerrado \u00e9 subdividida em quatro categorias:\u00a0 campo limpo,\u00a0 pastagens com arbustos espalhados,\u00a0 campo cerrado (ou seja, campos fechados ou pastagens com numerosas \u00e1rvores e arbustos), e cerrad\u00e3o (ou seja, quando a vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 dominada por uma copa fechada de \u00e1rvores).\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Caatinga\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/caatin40.jpg\" alt=\"Caatinga\" width=\"305\" height=\"211\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Caatinga\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/caatin41.jpg\" alt=\"Caatinga\" width=\"313\" height=\"230\" \/><strong>\n<\/strong><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Caatinga\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/caatin42.jpg\" alt=\"Caatinga\" width=\"306\" height=\"221\" \/><\/p>\nA <strong>caatinga <\/strong>\u00e9 o tipo de vegeta\u00e7\u00e3o mais caracter\u00edstico do semi-\u00e1rido do Nordeste. \u00c9 geralmente associada a \u00e1reas de depress\u00e3o nas quais predomina um clima semi-\u00e1rido, com esta\u00e7\u00e3o chuvosa curta e irregular. De modo geral, \u00e9 rara a ocorr\u00eancia de caatinga em cordilheiras.\n\nNo entanto, na Chapada Diamantina ocorrem manchas de caatinga onde o clima mostra-se mais seco do que das \u00e1reas circunvizinhas, geralmente nas encostas ocidentais das principais serras, tornando-se mais consp\u00edcuas no sentido leste-oeste.\n\nMuitas das \u00e1reas de caatinga da Chapada Diamantina ocorrem como faixas ecotonais onde se mesclam elementos de caatinga com alguns componentes de cerrado ou de campo rupestre. Estas \u00e1reas s\u00e3o localmente conhecidas como carrasco.\n\nEstas manchas de caatinga encontram-se em altitudes de 500 a 900m e apresentam grande diversidade em grupos taxon\u00f4micos. Alguns t\u00e1xons s\u00e3o considerados end\u00eamicos da caatinga na Chapada Diamantina como os g\u00eaneros Raylea (Sterculiaceae), Mysanthus (Leguminosae), Heteranthia (Scrophulariaceae) e Holoregmia (Martiniaceae). Dentre as esp\u00e9cies end\u00eamicas pode-se citar Portulaca werdemanii Poelln. (Portulacaceae), Melocactus glaucescens Buin. &amp; Bred. (Cactaceae), entre outras (Velloso et al., 2002).\n\nA fisionomia da Caatinga na Chapada Diamantina \u00e9 fortemente influenciada pela forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica. Sobre terrenos calc\u00e1rios podemos encontrar formas arb\u00f3reas onde ocorrem Pseudopiptadenia brenanii, Amburana cearensis, Pterogyne nitens (Leguminosae) e Pereskia bahiensis (Cactaceae). Nos solos arenosos ou pedregosos ocorrem como forma\u00e7\u00f5es densas principalmente arbustivas constitu\u00eddas principalmente de Leguminosae (Piptadenia viridiflora, Mimosa gemmulata, Acacia langsdorffii) e Euphorbiaceae (Croton spp.).\n<h4>Fauna da Caatinga<\/h4>\n<strong>Peixes<\/strong>\n\nForam amostradas quatro localidades neste ecossistema, com m\u00e9dia de 07 esp\u00e9cies amostradas por local. Foram registradas esp\u00e9cies n\u00e3o-nativas e uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica de til\u00e1pia. Al\u00e9m da introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, a forma\u00e7\u00e3o de pequenas represas para irriga\u00e7\u00e3o constitu\u00edram-se nas maiores formas de agress\u00e3o \u00e0 ictiofauna.\n\n<strong>Anf\u00edbios<\/strong>\n\nAlgumas diferen\u00e7as foram observadas entre os dois pontos amostrados de caatinga (Morro do Chap\u00e9u e Juciape) amostrados, talvez devido \u00e0 dist\u00e2ncia entre eles e influ\u00eancia do cerrado sobre a caatinga de Juciape. Dessa forma, na caatinga de Juciape, entre outras esp\u00e9cies, registramos Hyla albopunctata (esp\u00e9cie muito encontrada nos cerrados). Por outro lado, na caatinga de Morro do Chap\u00e9u registramos esp\u00e9cies caracter\u00edsticas de ambiente secos como Corythomantis greeningi, Pleurodema diplolistris e Leptodoctylus troglodytes. Vale ressaltar que o ano de 2003 foi at\u00edpico quanto ao per\u00edodo de precipita\u00e7\u00e3o, influenciando principalmente os resultados obtidos para os pontos de caatinga.\n\n<strong>R\u00e9pteis<\/strong>\n\nOs lagartos e serpentes observados na caatinga foram t\u00edpicos desse ambiente, como Ameiva ameiva (calango verde) Cnemidophorus ocellifer (calanguinho) e Oxirhopus trigeminus (falsa coral), Phyllodryas olfesii, etc.\n\nChamamos a aten\u00e7\u00e3o apenas para a esp\u00e9cie Tropidurus cocorobensis registrada apenas para a caatinga de Morro do Chap\u00e9u. Este lagarto tamb\u00e9m pode ser encontrado em ambiente de campo rupestre desta cidade.\n\n<strong>Aves<\/strong>\n\nUma das esp\u00e9cies de aves mais caracter\u00edsticas e f\u00e1cil de ser vista em \u00e1reas de caatinga da Chapada Diamantina \u00e9 o periquito-vaqueiro, ou sui\u00e1 (Aratinga cactorum). Os pequenos grupos voam fazendo um grande estardalha\u00e7o. Outra ave sempre presente \u00e9 a picu\u00ed (Columbina picui), uma pequena pombinha de colora\u00e7\u00e3o cinza claro, que sempre \u00e9 vista aos pares no solo, procurando pequenas sementes para se alimentar.\n\n<strong>Caatinga &#8211; Biodiversidade<\/strong>\n\nApesar das dificuldades socioecon\u00f4micas do sert\u00e3o e da imagem de solo e vida pobres, cientistas brasileiros revelam o lado rico em biodiversidade da <strong>caatinga<\/strong>, \u00fanico ecossistema totalmente compreendido em territ\u00f3rio nacional.\n\n<strong>Bi\u00f3logos listam as esp\u00e9cies de r\u00e9pteis, aves e mam\u00edferos encontradas na regi\u00e3o e alertam:<\/strong> \u00e9 preciso criar, o quanto antes, pelo menos oitenta \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o nos 800.000 km2 de semi-\u00e1rido. A on\u00e7a-pintada, encontrada na caatinga, est\u00e1 entre as esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o.\n\nA <strong>caatinga <\/strong>\u00e9 um ecossistema diferenciado dos demais pelo fato de ser o \u00fanico que se situa totalmente dentro dos limites territoriais brasileiros. A biodiversidade ali encontrada sempre foi considerada pobre, quando comparada \u00e0 de ecossistemas como o Pantanal Mato-grossense ou \u00e0 Floresta Equatorial da Amaz\u00f4nia, que abrigam milhares de esp\u00e9cies end\u00eamicas da fauna e da flora. Mas um olhar um pouco mais apurado sobre a biologia da caatinga revela surpresas no que diz respeito \u00e0 riqueza de sua biodiversidade. Foi o que fez o herpet\u00f3logo (estudioso de r\u00e9pteis e anf\u00edbios) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), Miguel Trefaut Rodrigues, professor de Bioci\u00eancias especialista em lagartos, que pesquisou esp\u00e9cies animais que vivem nas dunas do \u0093pequeno Saara brasileiro\u0094.\n\nRodrigues chegou \u00e0 caatinga disposto a encontrar, principalmente nas dunas de areia, novas esp\u00e9cies de lagartos e anfisben\u00eddeos, um grupo de r\u00e9pteis de corpo alongado, sem cauda, cujos representantes s\u00e3o popularmente chamados de cobra-de-duas-cabe\u00e7as. O professor descobriu que a regi\u00e3o funciona como uma bomba de especia\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que, em rela\u00e7\u00e3o a esses animais, metade vive pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o de Santo In\u00e1cio, situada na margem esquerda do rio S\u00e3o Francisco, enquanto 37% das esp\u00e9cies da caatinga s\u00e3o end\u00eamicas das dunas. \u00c9 preciso lembrar que a \u00e1rea das dunas ocupa menos de um por cento de toda a caatinga (7.000 km2 de regi\u00e3o semi-\u00e1rida).\n\nAs pesquisas nesse ecossistema ganharam impulso nos \u00faltimos anos, principalmente a partir de 2000. A literatura cient\u00edfica j\u00e1 registra 47 esp\u00e9cies de lagartos, 52 de serpentes, dez de anfisben\u00eddeos e 48 anf\u00edbios, sem contar grupos de invertebrados. Mas as pesquisas que visam \u00e0 compreens\u00e3o dos processos de evolu\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies que ali vivem atualmente exigem estudos geomorfol\u00f3gicos sobre a regi\u00e3o.\n\nPor volta de doze mil anos atr\u00e1s (final do \u00faltimo per\u00edodo de glacia\u00e7\u00e3o), o rio S\u00e3o Francisco n\u00e3o chegava at\u00e9 o oceano Atl\u00e2ntico, como hoje. O rio desaguava em um grande lago natural, onde, em seu entorno, viviam juntas diversas esp\u00e9cies de lagartos. Mais tarde, quando as \u00e1guas transpuseram as serras do norte da Bahia e o rio chegou ao oceano, as esp\u00e9cies que formavam uma \u00fanica comunidade foram separadas, dando in\u00edcio ao processo de especia\u00e7\u00e3o por isolamento geogr\u00e1fico. Isso fez com que, anos depois, herpet\u00f3logos descobrissem que apesar de serem morfologicamente muito parecidas, havia diferen\u00e7as gen\u00e9ticas entre esp\u00e9cies irm\u00e3s de lagartos que viviam nas margens opostas do S\u00e3o Francisco.\n<h4>Preserva\u00e7\u00e3o<\/h4>\nO n\u00edvel de import\u00e2ncia de um ecossistema se d\u00e1, entre outros fatores, em fun\u00e7\u00e3o da biodiversidade observada. E gra\u00e7as \u00e0 riqueza da caatinga, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais como a Conserva\u00e7\u00e3o Internacional defendem a cria\u00e7\u00e3o urgente de parques nacionais de prote\u00e7\u00e3o ambiental na caatinga, principalmente na regi\u00e3o do M\u00e9dio S\u00e3o Francisco, onde est\u00e3o as dunas. &#8220;O n\u00famero de \u00e1reas protegidas est\u00e1 muito aqu\u00e9m das reais necessidades&#8221;, afirma M\u00f4nica Fonseca, bi\u00f3loga e pesquisadora da institui\u00e7\u00e3o, que, em seu \u00faltimo estudo sobre o ecossistema, constatou que apenas dois por cento do semi-\u00e1rido est\u00e1 dentro de parques. Segundo ela, esse percentual deveria subir para 59,4%.\n\nMas n\u00e3o \u00e9 apenas nas dunas da caatinga que s\u00e3o encontradas esp\u00e9cies animais. Segundo o icti\u00f3logo Ricardo Rosa, da Universidade Federal da Para\u00edba, j\u00e1 foram descobertas 240 esp\u00e9cies de peixes de \u00e1gua doce.\n\n<strong>Entre as aves, a constata\u00e7\u00e3o da riqueza de vida do semi-\u00e1rido n\u00e3o \u00e9 diferente:<\/strong> s\u00e3o 510 esp\u00e9cies, sendo que mais de noventa por cento delas reproduzem-se na pr\u00f3pria regi\u00e3o, o que descarta a possibilidade de estarem na caatinga apenas durante alguma migra\u00e7\u00e3o. Na lista de aves do ecossistema em processo de extin\u00e7\u00e3o aparecem esp\u00e9cies conhecidas, como o maracan\u00e3 (Ara maracana) e o pintassilgo-do-nordeste (Carduellis yarelli), o que refor\u00e7a a necessidade de cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o ambiental.\n\nApesar das imagens de carca\u00e7as em processo de decomposi\u00e7\u00e3o que povoam o imagin\u00e1rio brasileiro, a caatinga tamb\u00e9m \u00e9 ber\u00e7o de esp\u00e9cies de mam\u00edferos, como a on\u00e7a-pintada, o tamandu\u00e1-bandeira e a jaguatirica, que vivem na serra da Canastra. Das 143 esp\u00e9cies que ocorrem no ecossistema e que foram listadas pelo zo\u00f3logo Jo\u00e3o Alves de Oliveira, do Museu Nacional, dezenove s\u00e3o end\u00eamicas da regi\u00e3o.\n\n<strong>Entre os primatas, s\u00e3o encontrados duas varia\u00e7\u00f5es de guaribas<\/strong>: o macaco-prego e o macaco-sau\u00e1, rec\u00e9m-descoberto na regi\u00e3o de Canudos.\n\nA aridez do sert\u00e3o e as dificuldades encontradas pelo sertanejo foram ricamente retratadas pelo jornalista e escritor Euclides da Cunha, principalmente em seu cl\u00e1ssico Os Sert\u00f5es, no qual apresenta as maravilhas da caatinga. Aquele magn\u00edfico cen\u00e1rio, por\u00e9m, est\u00e1 sendo degradado. Segundo dados recentes, estima-se que trinta por cento de todas as caatingas tenham sofrido algum grau de degrada\u00e7\u00e3o pelo homem, o que leva \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o das \u00e1reas intactas em ilhas de vegeta\u00e7\u00e3o. Trata-se de um problema para um ecossistema que, sabe-se agora, \u00e9 rico em flora e fauna.\n\n<strong>Caatinga &#8211; Forma\u00e7\u00e3o Vegetal<\/strong>\n\nO Rio Grande do Norte apresenta uma cobertura vegetal pouco diversificada, com 80% do territ\u00f3rio contemplado pela vegeta\u00e7\u00e3o da <strong>CAATINGA<\/strong> (inserido no semi-\u00e1rido). Nos 20% restantes ocorrem a Floresta Estacional Semi-caducif\u00f3lia; a Floresta Ombr\u00f3fila (Mata Atl\u00e2ntica), os Manguezais, os Brejos de Altitudes e os Carnaubais.\n\n<strong>A forma\u00e7\u00e3o vegetal da caatinga, de acordo com as caracter\u00edsticas ligadas ao maior ou menor grau de xerofitismo, compreende dois tipos<\/strong>: a Caatinga Hiperxer\u00f3fila e a Caatinga Hipoxer\u00f3fila que recobrem cerca de 60% e 20%, respectivamente, da superf\u00edcie estadual.\n\nA palavra caatinga, de origem tupi, significa mata branca. A raz\u00e3o para esta denomina\u00e7\u00e3o reside no fato de apresentar-se a caatinga verde somente no inverno, a \u00e9poca das chuvas, de curta dura\u00e7\u00e3o. No restante do ano a caatinga, inteiramente, ou parcialmente, sem folhas, apresenta-se clara; a vista penetra sem dificuldade at\u00e9 grande dist\u00e2ncia, perscrutando os caules esbranqui\u00e7ados que na aus\u00eancia da folhagem d\u00e3o o tom claro a essa vegeta\u00e7\u00e3o.\n\n\u00c9 esse aspecto claro o que mais perdura, pois a seca persiste por muito mais tempo; em certas ocasi\u00f5es pode prolongar-se por nove meses ou mais, e, em alguns casos, nada chove durante anos sucessivos. As temperaturas s\u00e3o, em geral, muito elevadas, as umidades relativas m\u00e9dias s\u00e3o baixas, e as precipita\u00e7\u00f5es pluviom\u00e9tricas m\u00e9dias anuais situam-se entre 250 e 500 mm aproximadamente. H\u00e1 lugares em que chove menos. A dura\u00e7\u00e3o da esta\u00e7\u00e3o seca tamb\u00e9m \u00e9 muito vari\u00e1vel, em geral superior a 7 meses. As chuvas ocorrem no inverno que n\u00e3o \u00e9 a esta\u00e7\u00e3o fria, mas \u00e9 a menos quente. O ver\u00e3o \u00e9 muito quente.\n\nO nordestino usa a palavra inverno n\u00e3o para indicar a \u00e9poca fria (que n\u00e3o existe), mas para designar o per\u00edodo das chuvas. \u00c9 caracter\u00edstica da caatinga n\u00e3o s\u00f3 a escassez mas tamb\u00e9m a irregularidade da precipita\u00e7\u00f5es pluviais.\n\nOs solos s\u00e3o de origem vari\u00e1vel. Quanto ao seu potencial qu\u00edmico, s\u00e3o tidos, em geral, como f\u00e9rteis. Do ponto de vista f\u00edsico, via de regra apresentam boa permeabilidade e s\u00e3o bem arejados. \u00c0 superf\u00edcie ocorrem, com freq\u00fc\u00eancia, fragmentos de rochas, de tamanhos vari\u00e1veis, testemunhando intenso trabalho de desagrega\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica. Os rios raramente s\u00e3o perenes. Geralmente &#8220;cortam&#8221; (isto \u00e9, secam, interrompem seu curso) no ver\u00e3o, mesmo rios caudalosos no inverno. Nos vales a \u00e1gua pode-se acumular num len\u00e7ol subterr\u00e2neo. Os po\u00e7os ou cacimbas constru\u00eddos pelo homem para reservarem \u00e1gua para a esta\u00e7\u00e3o seca cont\u00eam, em geral, \u00e1gua salobra, que, na maioria das vezes, n\u00e3o pode ser utilizada nem mesmo pelos animais. A \u00e1gua salobra tamb\u00e9m pode persistir durante a seca, no leito dos rios, em depress\u00f5es chamadas caldeir\u00f5es.\n\n<strong>Fonte:<\/strong> www.uefs.br\/www.miniweb.com.br\/www.zoologiarn.hpg.ig.com.br\/\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caatinga, Fauna, Clima, Meio Ambiente, Vegeta\u00e7\u00e3o, Localiza\u00e7\u00e3o, Sert\u00e3o, Preserva\u00e7\u00e3o, Bioma, Vegeta\u00e7\u00e3o, Ecossistema, Conserva\u00e7\u00e3o, Caatinga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6155,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-25542","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Caatinga - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Caatinga - 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