{"id":25439,"date":"2015-12-02T00:00:00","date_gmt":"2015-12-02T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/fronteira-brasil-bolivia-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:48:35","modified_gmt":"2026-09-01T17:48:35","slug":"fronteira-brasil-bolivia-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/geografia-2\/fronteira-brasil-bolivia-4\/","title":{"rendered":"Fronteira Brasil-Bol\u00edvia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nO primeiro Tratado de Limites entre o Brasil e a Bol\u00edvia foi assinado em 1867, quando ainda n\u00e3o se conhecia corretamente a situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos rios na Bacia Amaz\u00f4nica; tanto que um de seus artigos estabelecia a linha limite sa\u00edndo do rio Madeira, por um paralelo, para oeste, at\u00e9 as nascentes do Javari &#8211; estabelecendo ainda que se essas nascentes estivessem ao norte do paralelo (o que de fato ocorreu), a linha dever\u00eda seguir &#8220;desde a mesma latitude&#8221;, at\u00e9 aquela nascente (origem do hoje nosso Estado do Acre).\n\nEsta situa\u00e7\u00e3o somente foi resolvida anos mais tarde (1903) pela a\u00e7\u00e3o do Bar\u00e3o de Rio Branco.\n\n<strong>Os principais documentos internacionais que trataram de sua defini\u00e7\u00e3o foram os seguintes:<\/strong>\n<blockquote>&#8211; Tratado de Amizade, Navega\u00e7\u00e3o, Limites e Com\u00e9rcio (27\/3\/1867)\n\n&#8211; Tratado de Petr\u00f3polis (17\/11\/1903)\n\n&#8211; Tratado de Natal (25\/12\/1928)\n\n&#8211; Notas Reversais (29\/04\/1941) &#8211; Instru\u00e7\u00f5es para as Comiss\u00f5es de Limites\n\n&#8211; Acordo de Robor\u00e9 &#8211; Nota Reversal Nr.1 C\/R (29\/3\/1958)<\/blockquote>\nOs primeiros per\u00edodos demarcat\u00f3rios ocorreram na d\u00e9cada de 1870, sendo Comiss\u00e1rios brasileiros, em 1870\/71, o Capit\u00e3o de Mar e Guerra Ant\u00f4nio Cl\u00e1udio Soido e, de 1875 a 1877, o Coronel Rufino En\u00e9as Gustavo Galv\u00e3o (Bar\u00e3o de Maracaju), substituido pelo Coronel Francisco Xavier Lopes de Ara\u00fajo (Bar\u00e3o de Parima), que completou os trabalhos de demarca\u00e7\u00e3o (1878) na regi\u00e3o. Tendo sido reconhecida a fronteira, desde a Baia Negra, ao sul, at\u00e9 a regi\u00e3o dos rios Guapor\u00e9, Mamor\u00e9 e Madeira, ao norte.\n\nNo per\u00edodo de 1907 a 1914, para efetuar a demarca\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, foi designado o Almirante Jos\u00e9 C\u00e2ndido Guillobel.\n\nA partir de 1941 os trabalhos t\u00eam sido realizados de forma sistem\u00e1tica pela Comiss\u00e3o Mista Demarcadora de Limites Brasileiro-Boliviana.\n<h2>Acordo de Robor\u00e9<\/h2>\nA \u00faltima indefini\u00e7\u00e3o relativa a essa fronteira foi levantada pela Nota Reversal nr. 1 C\/R, integrante do chamado &#8220;Acordo de Robor\u00e9&#8221;, de 1958 (aprovado pelo Congresso Nacional somente 10 anos ap\u00f3s, em 1968). Os trabalhos referentes ao trecho da linha-limite descrita nesse instrumento foram concluidos em 1979.\n<h2>Trabalhos mais recentes<\/h2>\nNa d\u00e9cada de 1980, o trabalho limitou-se a inspe\u00e7\u00f5es unilaterais de marcos na fronteira seca e ao longo do rio Paraguai, tendo-se constatado a necessidade de reconstruir diversos deles e de melhorar a caracteriza\u00e7\u00e3o em alguns setores.\n\nA partir de 1990, teve prosseguimento o trabalho sistem\u00e1tico da Comiss\u00e3o Mista, tendo sido executadas inspe\u00e7\u00f5es a\u00e9reas (com helic\u00f3ptero) em toda a linha-limite, desde a regi\u00e3o do Acre at\u00e9 o Ponto Tripartite Brasil-Bolivia-Paraguai (ao sul), assim como foram reconstru\u00eddos alguns marcos principais e colocados novos marcos secund\u00e1rios e de alinhamento, com o fim de melhorar a caracteriza\u00e7\u00e3o da fronteira seca.\n<h2>DESCRI\u00c7\u00c3O DA FRONTEIRA BRASIL-BOL\u00cdVIA (Parte Norte)<\/h2>\n&#8230; continua\u00e7\u00e3o (do leste para oeste)\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fronteiras-do-brasil-8.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"299\" border=\"0\" \/><\/p>\nEste trecho da linha divis\u00f3ria inicia-se na conflu\u00eancia dos rios Mamor\u00e9 e Beni, que se unem para formar o Madeira. Na regi\u00e3o da conflu\u00eancia foram colocados, em 1914, seis Marcos de Refer\u00eancia, de ferro, sendo dois em Vila Murtinho (Brasil), e um em Villa Bella (Bol\u00edvia) e outro em Gran Cruz (Bol\u00edvia) &#8211; e ainda nas Ilhas da Conflu\u00eancia (BR) e Bol\u00edvar(BO). Deste ponto, a fronteira desce por mais 95 quil\u00f4metros pela linha de &#8220;meia dist\u00e2ncia&#8221; entre as margens, at\u00e9 a foz do rio Abun\u00e3. Nesse trecho do rio s\u00e3o encontradas diversas ilhas e ilhotas, das quais as principais s\u00e3o: do Brasil, al\u00e9m da Ilha da Conflu\u00eancia (que tem marco), as ilhas Marinha, 15 de Novembro, 6 de Agosto, Miseric\u00f3rdia e 7 de Setembro; da Bol\u00edvia, al\u00e9m da Ilha Bol\u00edvar (que tem marco), as ilhas Sucre, Ribeir\u00e3o, Amizade e Colombo. Na foz do Abun\u00e3 foram colocados, no lado brasileiro e boliviano, dois Marcos de Refer\u00eancia.\n\n&#8211; Segue a linha divis\u00f3ria, subindo pelo &#8220;alveo&#8221; do rio Abun\u00e3 por mais 403 quil\u00f4metros, at\u00e9 um ponto junto \u00e0 cidade brasileira de Pl\u00e1cido de Castro, onde foram constru\u00eddos dois marcos de refer\u00eancia, na margem esquerda deste rio, para ssinalar, junto \u00e0 foz do rio Rapirr\u00e3n o ponto onde a divisa deixa o Abun\u00e3 e passa a subir pelo Rapirr\u00e3n.\n\n&#8211; Pelo rio Rapirr\u00e3n segue a linha de fronteira pelo &#8220;alveo&#8221; deste rio por mais 101 quil\u00f4metros, at\u00e9 a sua nascente, passando pelo &#8220;Passo S. Francisco&#8221;, onde foram colocados dois marcos de refer\u00eancia, um na margem brasileira e outro na margem boliviana. Na nascente deste rio foi constru\u00eddo o Marco Principal &#8220;Nascente do Rapirr\u00e3n&#8221;.\n\n&#8211; Do Marco Principal da Nascente do Rapirr\u00e3n corre a linha divis\u00f3ria para sudoeste por uma reta de 12,1 quil\u00f4metros, at\u00e9 a Foz do Chipamano. Este setor est\u00e1 caracterizado por sete marcos secund\u00e1rios.\n\n&#8211; Na foz do Chipamanu, que neste local se junta ao rio Karamanu (boliviano), para formar o rio Abun\u00e3, foram constru\u00eddos dois Marcos de Refer\u00eancia, um na margem esquerda, brasileiro, e um no meio da conflu\u00eancia, boliviano. Segue agora a linha divis\u00f3ria pelo rio Chipamanu, por mais 187 quil\u00f4metros, at\u00e9 a sua nascente, onde foi constru\u00eddo o Marco Principal &#8220;Nascente do Chipamanu&#8221;.\n\n&#8211; Do Marco Principal da Nascente do Chipamanu, corre a linha divis\u00f3ria aproximadamente para oeste, por uma reta de 19,2 quil\u00f4metros, at\u00e9 a Nascente do Igarap\u00e9 Bahia, onde foi contru\u00eddo o Marco Principal &#8220;Naschente do Igarap\u00e9 Bahia&#8221;. Este setor est\u00e1 caracterizado por doze marcos secund\u00e1rios.\n\n&#8211; Da Nascente do Igarap\u00e9 Bahia, segue a linha divis\u00f3ria por este igarap\u00e9, por mais 20 quil\u00f4metros, at\u00e9 a sua foz no rio Acre, passando pela conflu\u00eancia dos dois galhos formadores do igarap\u00e9, onde foram constru\u00eddos dois Marcos de Refer\u00eancia: um na margem brasileira (lado direito do &#8220;Bra\u00e7o Oriental&#8221;) e outro na margem boliviana (entre os dois bra\u00e7os).\n\n&#8211; Na foz do igarap\u00e9 Baia, encontramos as cidades brasileiras de Epitaciol\u00e2ndia (na margem direita do rio Acre e do igarap\u00e9 Bahia) e Brasil\u00e9ia (na margem esquerda do rio Acre). A\u00ed, encontramos tamb\u00e9m, na margem direita do rio Acre e esquerda do igarap\u00e9 Bahia, a cidade boliviana de Cobija, capital do Departamento de Pando. Nesta regi\u00e3o foram contruidos tr\u00eas marcos de refer\u00eancia, respectivamente: &#8220;Marco Principal de Refer\u00eancia de Epitaciol\u00e2ndia&#8221;, &#8220;de Brasil\u00e9ia&#8221; e &#8220;de Cobija&#8221;.\n\n&#8211; Segue a linha divis\u00f3ria subindo pelo &#8220;alveo&#8221; do rio Acre at\u00e9 o ponto tripartite Brasil-Bolivia-Peru, definido como um ponto no leito do rio Acre, correspondente ao prolongamento do curso do arroio Yaverija, que desagua pela sua margem direita. Este ponto fica um pouco a montante da cidade brasileira de Assis Brasil, onde foi constru\u00eddo um Marco Principal de Refer\u00eancia. Nesta regi\u00e3o, encontramos tamb\u00e9m, na margem direita do rio Acre e do Yavarija, a localidade boliviana de Paraguassu, assim como, a direita do rio Acre e a esquerda do Yavarija, a localidade peruana de Inapor\u00ed.\n<h2>DESCRI\u00c7\u00c3O DA FRONTEIRA BRASIL-BOL\u00cdVIA (Parte Centro)<\/h2>\n&#8230; continua\u00e7\u00e3o (do sul para o norte)\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fronteiras-do-brasil-10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"325\" border=\"0\" \/><\/p>\nA partir da foz do rio Verde no Guapor\u00e9, a linha divis\u00f3ria entre a Rep\u00fablica Federativa do Brasil e a Rep\u00fablica da Bol\u00edia segue descendo pelo &#8220;meio&#8221; do rio Guapor\u00e9 por cerca de 962 quilometros, at\u00e9 a f\u00f3z deste rio no rio Mamor\u00e9. N\u00e3o existem marcos constru\u00eddos neste trecho da fronteira e as ilhas existentes n\u00e3o foram ainda adjudicadas ao Brasil e \u00e0 Bol\u00edvia. Neste trecho da fronteira, bastante desabitado, encontramos apenas as localidades de Pimenteira e Costa Marques, no lado brasileiro.\n\nDa foz do rio Guapor\u00e9 no Mamor\u00e9, segue a linha divis\u00f3ria descendo pelo &#8220;meio&#8221; do rio Mamor\u00e9 por mais 245 quil\u00f4metros, at\u00e9 a conflu\u00eancia deste com o rio Beni, que vem da Bol\u00edvia. Desta conflu\u00eancia, o curso d&#8217;\u00e1gua passa a se denominar rio Madeira. Tamb\u00e9m n\u00e3o existem marcos constru\u00eddos neste trecho, e as ilhas, tamb\u00e9m, ainda n\u00e3o foram adjudicadas. Na parte final do curso naveg\u00e1vel destes rios de extrema, Guapor\u00e9 e Mamor\u00e9, encontramos as cidades de Guajara-Mirim, no Brasil e Guayaramerin no lado Boliviano. Deste estas localidades para o norte, todo o curso de \u00e1guas, no rio Madeira, n\u00e3o permite a navega\u00e7\u00e3o.\n<h2>DESCRI\u00c7\u00c3O DA FRONTEIRA BRASIL &#8211; BOL\u00cdVIA (Parte Sul)<\/h2>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fronteiras-do-brasil-11.jpg\" alt=\"\" width=\"268\" height=\"450\" border=\"0\" \/><\/p>\nA linha divis\u00f3ria entre a Rep\u00fablica Federativa do Brasil e a Rep\u00fablica da Bol\u00edvia, tem in\u00edcio no Ponto Tripartite Brasil-Bol\u00edvia-Paraguai, localizado imediatamente a jusante do Desaguadouro da Baia Negra no rio Paraguai, e segue subindo este rio por cerca de 47 km, at\u00e9 um ponto localizado aproximadamente a nove quilometros ao sul do Forte Coimbra, defronte ao Marco Principal denominado &#8220;Rio Paraguai&#8221;, erigido na margem direita do dito rio. As ilhas existentes neste trecho n\u00e3o foram ainda adjudicadas nem ao Brasil nem \u00e0 Bol\u00edvia.\n\nA partir desse ponto, a linha divis\u00f3ria se afasta do rio Paraguai e segue numa reta de 37,0 km para noroeste, at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Baia Negra&#8221;. Este setor, de terreno muito alagadi\u00e7o, est\u00e1 caracterizado por tr\u00eas marcos secund\u00e1rios.\n\nDo Marco Principal Baia Negra, segue a linha divis\u00f3ria por outra reta de 88,2 km para nordeste, at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Taquaral&#8221;, passando sobre a Morraria do Jacadigo (marco K-67.6) e pr\u00f3ximo \u00e0s comunidades bolivianas de San Pedrito (marco K-75.8) e El Carmem (marco K-80.0). Este setor est\u00e1 caracterizado por nove marcos secund\u00e1rios.\n\nDo Marco Principal Taquaral, vai a linha divis\u00f3ria para leste, sensivelmente sobre o paralelo de 19\u00ba 02&#8242;, at\u00e9 encontrar o arroio Concei\u00e7\u00e3o, passando, ao chegar ao arroio, pelo Marco Principal &#8220;Concei\u00e7\u00e3o&#8221;. Este setor, com 7,3 km, corre pelos fundos do assentamento fundi\u00e1rio brasileiro denominado &#8220;Tamarineiro&#8221; e est\u00e1 caracterizado por quatro marcos secund\u00e1rios.\n\nDesse \u00faltimo marco desce a linha divis\u00f3ria por aproximadamente 3,2 km, pelo meio do arroio, at\u00e9 sua foz no Canal do Tamengo. Este trecho, que cruza a estrada de ferro Brasil-Bol\u00edvia e a estrada de rodagem que liga as cidades de Corumb\u00e1 e Puerto Suarez, est\u00e1 assinalado por um par de marcos de refer\u00eancia junto ao pontilh\u00e3o da estrada de rodagem ( marcos &#8220;Passo do Arroio Concei\u00e7\u00e3o&#8221;) e mais um par de marcos de refer\u00eancia na foz do arroio (marcos &#8220;Foz do Arroio Concei\u00e7\u00e3o&#8221;).\n\nProssegue a linha divis\u00f3ria pelo meio do Canal do Tamengo, seguindo por cerca de 6,4 km at\u00e9 um ponto pr\u00f3ximo \u00e0 entrada da Lagoa de C\u00e1ceres, na altura da Base Naval Boliviana do Tamarineiro, que se encontra na margem sul do canal e defronte ao Marco Principal &#8220;Tamarineiro&#8221;, erguido na margem norte do mesmo canal.\n\nA linha divis\u00f3ria abandona o Canal do Tamengo em dire\u00e7\u00e3o norte, passando pelo Marco Principal Tamarineiro e seguindo por uma reta de 8,4 km at\u00e9 o marco Principal &#8220;Pimenteira&#8221;. Este setor, de terreno muito alagadi\u00e7o, est\u00e1 caracterizado por dois marcos secund\u00e1rios.\n\nContinua a linha divis\u00f3ria agora para oeste, ainda em terreno alagadi\u00e7o, ao norte da lagoa de C\u00e1ceres, por uma reta de 4,9 km, at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Carandazal&#8221;.\n\nDo Marco Principal Carandazal, segue a linha divis\u00f3ria por outra reta de 76,1 km para nordeste, at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Caraguatal&#8221;, passando inicialmente por terreno alagadi\u00e7o (at\u00e9 o marco K-52.4), depois por terreno firme pr\u00f3ximo \u00e0 Baia Vermelha (marco K-11.7) e finalmente pela Morraria de Santa Tereza (marcos K-6.5 e K-3.3). O Marco Principal Caraguatal esta localizado pouco ao sul da Lagoa Mandior\u00e9. Este setor est\u00e1 caracterizado por vinte marcos secund\u00e1rios.\n\nSegue agora a linha divis\u00f3ria para leste, por uma reta de 11,3 km, at\u00e9 o canal que serve de desaguadouro da Lagoa Mandior\u00e9 no rio Paraguai. Neste ponto, na margem brasileira, foi levantado o Marco Principal de Refer\u00eancia denominado &#8220;Bonfim&#8221;. Este setor, de terreno acidentado, atravessa a Morraria de Santa Tereza e est\u00e1 caracterizado por sete marcos secund\u00e1rios.\n\nDo marco Bonfim, que assinala o extremo oriental da Rep\u00fablica da Bol\u00edvia, segue a linha divis\u00f3ria pelo meio do \u00e1lveo do canal at\u00e9 atingir a Lagoa Mandior\u00e9, onde foi erigido o Marco Principal de Refer\u00eancia denominado &#8220;Desaguadouro da Mandior\u00e9&#8221;, em territ\u00f3rio boliviano, um pouco a oeste do destacamento boliviano Mandior\u00e9. Este setor tem aproximadamente 9 km.\n\nSegue agora a linha divis\u00f3ria, por duas retas sucessivas, dividindo a Lagoa Mandior\u00e9 em partes aproximadamente iguais. A primeira reta, para noroeste, tem extens\u00e3o de 10,6 km, at\u00e9 o ponto m\u00e9dio da lagoa; a segunda, para o norte, com 10.045 metros, passa a 50 metros a leste de uma pequena ilha boliviana, onde foi constru\u00eddo o Marco Principal de Refer\u00eancia &#8220;Ilha do Velho&#8221; e vai at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Palmital&#8221;, situado na parte norte da lagoa.\n\nDo Marco Principal Palmital corre a linha divis\u00f3ria para noroeste por outra reta de 26,9 km, em terra firme, at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Pantanal&#8221;. Este setor est\u00e1 caracterizado por dez marcos secund\u00e1rios.\n\nSegue agora a linha divis\u00f3ria para leste, por outra reta de 4,0 km, ao sul da Lagoa Ga\u00edba, at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Garapeira&#8221;, em trecho caracterizado por um marco secund\u00e1rio.\n\nDo Marco Principal Garapeira continua a linha divis\u00f3ria para o norte por outra reta de 2,2 km, caracterizada tamb\u00e9m por um marco secund\u00e1rio, at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Arei\u00e3o&#8221;, localizado na margem sudeste da Lagoa Ga\u00edba.\n\nProssegue a linha dividindo a Lagoa Ga\u00edba em partes aproximadamente iguais, tamb\u00e9m atrav\u00e9s de duas retas. A primeira, para noroeste, com extens\u00e3o de 5,5 km, at\u00e9 o ponto m\u00e9dio da lagoa e a segunda para o norte, por mais 4,9 km, at\u00e9 o ponto indicado pelo Marco Principal de Refer\u00eancia &#8220;Norte da Ga\u00edba&#8221;, localizado em territ\u00f3rio boliviano.\n\nO Marco Principal de Refer\u00eancia Norte da Ga\u00edba, est\u00e1 localizado junto \u00e0 entrada do Canal Pedro II (rio Pando para a Bol\u00edvia). Segue a linha de limite subindo pelo meio deste canal, que liga as lagoas Ga\u00edba e Uberaba, por uma dist\u00e2ncia de aproximadamente 30 km, at\u00e9 sua outra boca na Lagoa Uberaba e continua da\u00ed para leste, cerca de 5 km, pela margem sul da referida lagoa, at\u00e9 o local do antigo marco &#8220;Sul da Lagoa Uberaba&#8221;, que est\u00e1 destru\u00eddo. Este ponto \u00e9 definido por um novo Marco Principal de Refer\u00eancia &#8220;Sul da Lagoa Uberaba&#8221;, localizado em territ\u00f3rio brasileiro, \u00e0 56,8 metros a sudeste do anterior.\n\nA linha divis\u00f3ria vai agora para noroeste cortando a Lagoa Uberaba, at\u00e9 o Marco Principal denominado &#8220;Colina dos Limites&#8221;. Esta linha tem uma extens\u00e3o de 19,0 km.\n\nDa Colina dos Limites segue a linha por outra reta de 10,9 km para sudoeste, passando pelo Marco Principal &#8220;Corixa Grande&#8221;, situado na margem oriental dessa Corixa, at\u00e9 o meio da mesma.\n\nDesse ponto prossegue a linha divis\u00f3ria ao longo das Corixas: Grande e do Destacamento, passando sucessivamente, pelos seguintes trechos (ou subsetores), balizados com marcos de numera\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria:\n\n20.1 &#8211; Primeiro Subsetor (Linha sinuosa): Pelo meio do canal da Corixa Grande, cerca de 77 km, passando pela Lagoa das Piranhas at\u00e9 o \u00faltimo marco constru\u00eddo na Campanha de 1955, denominado &#8220;Marco 28&#8221;;\n\n20.2 &#8211; Segundo Subsetor (Linha reta): Do Marco 28 at\u00e9 o &#8220;Marco 27&#8221;, situado ao sul da Baia Redonda, por uma reta de 3,4 km;\n\n20.3 &#8211; Terceiro Subsetor (Linha sinuosa): Pelo meio dessa Baia, cerca de 2 km, dividindo suas \u00e1guas em partes equivalentes, at\u00e9 o &#8220;Marco 26&#8221;, situado ao norte da mesma Baia Redonda;\n\n20.4 &#8211; Quarto Subsetor (Linha reta): Do marco 26 at\u00e9 o &#8220;Marco 25&#8221;, situado na margem sul da Lagoa Orion, por uma reta de 2,5 km;\n\n20.5 &#8211; Quinto Subsetor (Linha sinuosa): Pelo meio dessa Lagoa, dividindo suas \u00e1guas em partes equivalentes, e a seguir pelo meio da Corixa Grande, at\u00e9 o ponto denominado &#8220;Passo da Corixa&#8221; onde foram colocados dois marcos de Refer\u00eancia de n\u00famero 24, denominados &#8220;Passo da Fronteira&#8221;, numa extens\u00e3o de aproximadamente 44 km;\n\n20.6 &#8211; Sexto Subsetor (Linha sinuosa): Desse ponto, segue o limite pelo meio da Corixa Grande, cerca de 28,2 km, at\u00e9 o \u00faltimo marco constru\u00eddo na Campanha de 1954, denominado &#8220;Marco 23&#8221;.\n\n20.7 &#8211; S\u00e9timo Subsetor (Linha poligonal): A partir desse marco vai o limite por 34,0 km, ao longo da Corixa Grande e, depois, da Corixa do Destacamento, por uma linha poligonal balizada por marcos de numera\u00e7\u00e3o sucessiva, decrescente, at\u00e9 o &#8220;Marco 2&#8221;.\n\n20.8 &#8211; Oitavo Subsetor (Linha sinuosa): A partir desse marco vai o limite, por cerca de 2,4 km, pelo meio da Corixa do Destacamento, at\u00e9 outro passo, onde foram colocados tamb\u00e9m dois Marcos de Refer\u00eancia, de n\u00famero 1, denominados &#8220;Passo do Ferreiro&#8221;.\n\n20.9 &#8211; Nono Subsetor (Linha sinuosa): Desse ponto, continua o limite pelo meio da Corixa do Destacamento, cerca de mais 3,8 km at\u00e9 a passagem da antiga estrada que unia o destacamento brasileiro \u00e0 povoa\u00e7\u00e3o boliviana de San Matias. Nesse ponto foram colocados dois Marcos de Refer\u00eancia denominados &#8220;Passo do Destacamento da Corixa&#8221;. Prossegue a linha de limite subindo o leito da Corixa por pouco mais de 1 km, at\u00e9 o pontilh\u00e3o na nova estrada que, vindo de C\u00e1ceres, no Brasil, e passando pelo Destacamento brasileiro, segue para San Matias. Junto ao pontilh\u00e3o, nas margens da Corixa, foram colocados dois Marcos de Refer\u00eancia, denominados &#8220;Novo Passo do Descatamento da Corixa&#8221;. Continua a linha, por uma centena de metros mais, pelo leito da Corixa at\u00e9 sua nascente, ao sul de uma pequena colina, onde se encontra um reservat\u00f3rio de \u00e1guas cristalinas, ladeado por um par de Marcos de Refer\u00eancia denominados &#8220;Cabeceira da Corixa do Destacamento&#8221; que t\u00eam a numera\u00e7\u00e3o K-32.5.\n\nDa nascente da Corixa do Destacamento (assinalado pelo par de marcos K.32.5), segue a linha divis\u00f3ria por uma poligonal de 32,5 km, cujos v\u00e9rtices s\u00e3o marcos secund\u00e1rios, numerados conforme as dist\u00e2ncias em quilometros medidas a partir do Marco Principal S\u00e3o Matias, localizado a noroeste da localidade boliviana de San Matias. Esta poligonal descreve um semicirculo passando por terreno firme at\u00e9 o Marco do Serrinho de S. Matias (entre os marcos K.15.6 e K.16.0), desce da\u00ed para terrenos mais baixos, entrando finalmente nos alagados que formam o in\u00edcio da Corixa Grande (marco K.8.8), continuando por esta corixa at\u00e9 o Marco Principal &#8220;S\u00e3o Matias&#8221; ou &#8220;Totora&#8221;. Neste trecho encontramos trinta e quatro marcos secund\u00e1rios.\n\nDo Marco Principal S\u00e3o Matias segue a linha divis\u00f3ria para oeste por 186,5 km. Este trecho \u00e9 formado por duas grandes retas, praticamente no mesmo alinhamento. A primeira, com 111,5 km, at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Boa Vista&#8221;, est\u00e1 caracterizada por vinte marcos secund\u00e1rios e a segunda, com 75,0 km, at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Quatro Irm\u00e3os&#8221;, est\u00e1 caracterizada por mais quinze marcos secund\u00e1rios.\n\nDesse \u00faltimo Marco Principal, prossegue a linha divis\u00f3ria para o norte, numa reta de 88,0 km, at\u00e9 o Marco Principal denominado &#8220;Norte da Baia Grande&#8221; (Lagoa Mafil). Este trecho esta caracterizado por dezoito marcos secund\u00e1rios.\n\nDo Ponto Norte da Baia Grande (Lagoa Marfil), segue a linha divis\u00f3ria para noroeste at\u00e9 o Marco Principal &#8220;Turvo&#8221;, por outra reta de 55,2 km. Este trecho est\u00e1 caracterizado por treze marcos secund\u00e1rios.\n\nDo Marco do Turvo segue a linha divis\u00f3ria para leste, acompanhando o Paralelo deste marco, por 35,6 km, at\u00e9 um ponto definido como a interse\u00e7\u00e3o deste Paralelo com a linha geod\u00e9sica que, partindo do Marco Principal &#8220;Quatro Irm\u00e3os&#8221;, segue na dire\u00e7\u00e3o da Nascente do Rio Verde (determinada em 1909). Neste ponto foi erigido um Marco Principal denominado &#8220;Interse\u00e7\u00e3o&#8221;. Este trecho esta caracterizado por quinze marcos secund\u00e1rios.\n\nDesse Marco Principal de Interse\u00e7\u00e3o segue a linha divos\u00f3ria para o norte, por mais 52,8 km, no alinhamento anteriormente definido pela geod\u00e9sia que, partindo do Marco Principal &#8220;Quatro Irm\u00e3os&#8221;, segue na dire\u00e7\u00e3o da Nascente do Rio Verde (determinada em 1909). Este trecho esta caracterizado por treze marcos secund\u00e1rios e se desenvolve em terreno baixo (at\u00e9 o marco K-14.9), subindo depois, abruptamente, a serra Ricardo Franco (marco K-23.0) e seguindo pela parte alta da serra at\u00e9 a citada Nascente, denominada &#8220;Nascente do Rio Verde 1909&#8221;.\n\nDesce a linha de fronteira pelo rio Verde, numa extens\u00e3o de cerca de 121 km, at\u00e9 a sua conflu\u00eancia com o rio Guapor\u00e9 ou Itenez, onde foram erguidos dois Marcos de Refer\u00eancia: O brasileiro, na margem direita do rio Verde e esquerda do Guapor\u00e9 e o marco boliviano, em frente, na margem esquerda do rio Verde e do Guapor\u00e9 ou Itenez. Estes Marcos foram denominados &#8220;Foz do Rio Verde&#8221;.\n\nFonte: info.lncc.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fronteira Brasil-Bol\u00edvia, Marca\u00e7\u00e3o, \u00c1rea, Acordo de Robor\u00e9, Descri\u00e7\u00e3o, Divis\u00e3o, Pa\u00edses, Linhas, Territ\u00f3rio, Fronteira Brasil-Bol\u00edvia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5352,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-25439","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-geografia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Fronteira Brasil-Bol\u00edvia - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Fronteira Brasil-Bol\u00edvia - 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