{"id":25404,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/pop-art-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:48:21","modified_gmt":"2026-09-01T17:48:21","slug":"pop-art-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/pop-art-4\/","title":{"rendered":"Pop Art"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\n<strong>Iniciado:<\/strong> Meados de 1950\n\n<strong>Finalizada:<\/strong> Inicio de 1970\n\nO <strong>Pop Art<\/strong> \u00e9 um movimento de arte que surgiu em meados dos anos 1950 na Gr\u00e3-Bretanha e final dos anos 1950 no Estados Unidos.\n\nO <strong>Pop Art<\/strong> foi pioneira em Londres, em meados dos anos 1950 por Richard Hamilton e Eduardo Paolozzi (membros do Grupo Independente), e na d\u00e9cada de 1960 por Peter Blake, Patrick Caulfield, David Hockney, Allen Jones e Peter Phillips.\n\nAs fontes comuns de <strong>Pop Art<\/strong> eram os an\u00fancios, embalagens de produtos de consumo, fotos de estrelas de cinema, outras celebridades, e hist\u00f3rias em quadrinhos.\n<h4>Pop Art &#8211; Movimento<\/h4>\nA\u00a0<strong>Pop Art<\/strong>\u00a0\u00e9 um movimento art\u00edstico que floresceu nos finais dos anos 50 e 60, sobretudo nos Estados Unidos e no Reino Unido. A \u0093paternidade\u0094 do nome \u00e9 atribu\u00edda ao cr\u00edtico de arte Lawrece Alloway, que fazia assim alus\u00e3o \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o, pelos artistas deste movimento, de objetos banais do quotidiano nas suas obras.\n\nNos Estados Unidos, Claes Oldenburg, Andy Warhol, Tom Wesselman e Roy Lichtenstein \u0097 e do outro lado do Atl\u00e2ntico David Hockney e Peter Blake \u0097 foram as suas figuras de proa.\n\nA <strong>Arte Pop<\/strong> \u00e9 considerada como uma rea\u00e7\u00e3o ao Expressionismo Abstrato, um movimento art\u00edstico, liderado entre outros por Jackson Pollock.\n\nO Expressionismo Abstrato, que floresceu na Europa e nos Estados Unidos nos anos 50, refor\u00e7ava a individualidade e expressividade do artista rejeitando os elementos figurativos.\n\nPelo contr\u00e1rio, o universo da Arte Pop nada tem de abstrato ou de expressionista, porque transp\u00f5e e interpreta a iconografia da cultura popular. A televis\u00e3o, a banda desenhada, o cinema, os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massas fornecem os s\u00edmbolos que alimentam os artistas Pop. O sentido e os s\u00edmbolos da Arte Pop pretendiam ser universais e facilmente reconhecidos por todos, numa tentativa de eliminar o fosso entre arte erudita e arte popular.\n\nA\u00a0<strong>Pop Art<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m refletia a sociedade de consumo e de abund\u00e2ncia na forma de representar. As garrafas de Coca-cola de Warhol, os corpos estilizados das mulheres nuas de Tom Wesselman \u0097 onde se evidencia o bronzeado pela marca do bikini \u0097 ou ainda os objetos gigantes de pl\u00e1stico, como o tubo de pasta de dentes de Claes Oldenburg, s\u00e3o exemplos da forma como estes artistas interpretavam uma sociedade dominada pelo consumismo, o conforto material e os tempos livres.\n\nAs pe\u00e7as dos artistas da Pop tamb\u00e9m iam buscar as suas refer\u00eancias \u00e0 produ\u00e7\u00e3o industrial. Veja-se, por exemplo, a repeti\u00e7\u00e3o de um mesmo motivo nas serigrafias de Warhol ou as telas gigantes de Lichtenstein onde, ao ampliar as imagens de banda desenhada, o artista revela os pontos de cor inerentes \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o tipogr\u00e1fica.\n\nNos Estados Unidos e no Reino Unido, a Arte Pop teve express\u00f5es diferentes e alguns cr\u00edticos consideram que a corrente americana foi mais emblem\u00e1tica e agressiva que a brit\u00e2nica. Na altura, a\u00a0<strong>Pop Art<\/strong>\u00a0foi acusada pelos cr\u00edticos de ser fr\u00edvola e superficial, e mal compreendida pelo p\u00fablico. Mas foi um marco decisivo.\n<h4><strong>Pop Art &#8211; A<\/strong>rtistas<\/h4>\nCom ra\u00edzes no Dada\u00edsmo de Marcel Duchamp, a <strong>Pop Art<\/strong> come\u00e7ou a tomar forma quando alguns artistas ingleses, ap\u00f3s terem estudado os s\u00edmbolos e os produtos provenientes do mundo da propaganda nos Estados Unidos na d\u00e9cada de 50, passaram a transform\u00e1-los em tema de suas obras.\n\nA Am\u00e9rica do Norte tinha que produzir uma arte que pudesse ser consumida em larga escala, j\u00e1 que a arte cl\u00e1ssica era feita para pessoas habituadas a ler e destinava-se a um p\u00fablico restrito; a arte popular foi feita para atingir grandes p\u00fablicos.\n\nPop art \u00e9 a abrevia\u00e7\u00e3o do termo ingl\u00eas \u0093popular art\u0094 (arte popular). N\u00e3o significa arte feita pelo povo, mas uma express\u00e3o art\u00edstica que se identifica com a sociedade de consumo. Pode ser entendida como uma cr\u00edtica ao funcionamento da sociedade de consumo, na qual a satisfa\u00e7\u00e3o provocada pelo produto a ser vendida \u00e9 mais imagin\u00e1ria que real. Ex. n\u00e3o se vende a margarina, mas sim a id\u00e9ia de felicidade familiar.\n\nA inten\u00e7\u00e3o de pintores como Richard Hamilton, um dos pioneiros do novo estilo, era trazer para a arte imagens da propaganda, do cinema e da televis\u00e3o, visto que, estes meios come\u00e7aram a forjar um novo mundo depois da Segunda Guerra Mundial (1937-1945) alterando a vida cotidiana das cidades e a imagem das cidades.\n\nFoi nos Estados Unidos que a pop arte encontrou seus melhores expoentes como Andy Warhol (que exp\u00f4s na 23a. Bienal Internacional de S. Paulo em 1996) trabalhando com imagens que at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 60 n\u00e3o eram consideradas dignas de entrarem no universo da arte.\n\nAt\u00e9 hoje a pop arte provoca discuss\u00f5es, pois parte dos cr\u00edticos considera que \u00e9 apenas uma variante da publicidade-alienante e sup\u00e9rflua, outros ve\u00eam na pop art uma cr\u00edtica ao consumismo desenfreado e ao vazio das imagens produzidas pela propaganda. Por\u00e9m, ao mesmo tempo que critica, a pop art se apoia e necessita dos objetivos de consumo nos quais se inspira e muitas vezes no pr\u00f3prio aumento deste consumo.\n\nUtiliza objetos e assuntos comuns como latas, sandu\u00edches, tiras de hist\u00f3ria em quadrinhos, an\u00fancios, embalagens, cenas de TV como fontes de inspira\u00e7\u00e3o empregando ilustra\u00e7\u00f5es cotidianas e n\u00e3o necessariamente art\u00edsticas.O que interessa s\u00e3o as imagens, o ambiente, a vida que a tecnologia industrial criou nos grandes centros urbanos.\n\n<strong>Andy Warhol (1927-1987)<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pop Art\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppop-ar8.jpg\" alt=\"Pop Art\" width=\"257\" height=\"254\" \/><strong>\nAndy Warhol<\/strong><\/p>\nFoi figura mais conhecida e mais controvertida da pop art. Warhol mostrou sua concep\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica da imagem em substitui\u00e7\u00e3o ao trabalho manual numa serie de retratos, ve\u00edculos da m\u00fasica popular e do cinema como Elvis Presley e Marilyn Monroe.\n\nEntendia que as personalidades p\u00fablicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascens\u00e3o social e da celebridade. Da mesma forma, usando para consumo, como garrafas de coca-cola, as latas de sopa Campbell, autom\u00f3veis, crucifixos e dinheiro.\n<h4><strong>Pop Art &#8211; Brasil<\/strong><\/h4>\nTend\u00eancia das artes pl\u00e1sticas que surge em meados da d\u00e9cada de 50, no Reino Unido, vinculada a intelectuais do Instituto de Arte Contempor\u00e2nea de Londres. Influenciada, de in\u00edcio, por artistas ligados ao Dad\u00e1 e ao Surrealismo, a Pop-art ganha for\u00e7a nos anos 60 nos Estados Unidos (EUA), com repercuss\u00e3o internacional.\n\nExplora elementos da cultura de massa e da sociedade de consumo. Robert Rauschenberg (1925), um dos precursores da Pop-art nos EUA, inclui, por exemplo, uma placa de carro em sua obra Mercado Negro (1961).\n\nA linguagem da publicidade e da televis\u00e3o, os quadrinhos, as embalagens industrializadas, a fotografia, os \u00eddolos populares, os produtos descart\u00e1veis e o fast food s\u00e3o a base das cria\u00e7\u00f5es. Colagens e repeti\u00e7\u00e3o de imagens em s\u00e9rie s\u00e3o caracter\u00edsticas das obras.\n\nEm rea\u00e7\u00e3o ao subjetivismo da abstra\u00e7\u00e3o, a <strong>Pop-art<\/strong> \u00e9 uma arte engajada, que pretende fazer um coment\u00e1rio ir\u00f4nico e c\u00ednico do mundo capitalista e de seu modo de produ\u00e7\u00e3o. Ao levar para o universo art\u00edstico materiais que fazem parte do cotidiano nas grandes cidades, deseja romper as barreiras entre a arte e o dia-a-dia.\n\nEmbora, literalmente, pop art signifique arte popular, n\u00e3o h\u00e1 a\u00ed refer\u00eancia \u00e0 produ\u00e7\u00e3o criativa do povo, mas sim \u00e0 produ\u00e7\u00e3o para a massa, o que confere \u00e0 obra um car\u00e1ter de produto de consumo.\n\nS\u00e3o marcos famosos da Pop-art os trabalhos de Andy Warhol em serigrafia sobre tela de embalagens de sopa em lata Campbells (1965) e de garrafas de Cola-Cola (1962). Em 1967, ele se apropria da imagem da atriz norte-americana Marilyn Monroe e a reproduz em seq\u00fc\u00eancia, sobre a qual aplica v\u00e1rias combina\u00e7\u00f5es de cores. Ao retratar Marilyn com a mesma l\u00f3gica com que retrata a lata de sopa, Warhol quer mostrar que, em uma sociedade de massa, o mito \u00e9 t\u00e3o descart\u00e1vel quanto uma lata.\n\nUm artista que, assim como Warhol, explora o mundo do fast food \u00e9 o sueco que vive nos EUA Claes Oldenburg (1929-). Em 1962, ele cria a escultura Hamburger. De pl\u00e1stico colorido, mostra um hamb\u00farguer, um sorvete e um doce, em uma refer\u00eancia \u00e0 padroniza\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o e a sua equipara\u00e7\u00e3o a qualquer outro produto industrializado. Outros artistas de destaque s\u00e3o Jasper Johns (1930-), que faz a tela Tr\u00eas Bandeiras (1958), e Roy Lichtenstein (1923-), autor de Mo\u00e7a Afogada (1963). No Reino Unido destaca-se Richard Hamilton (1922-), que produz a colagem Interior (1956-).\n\nUm dos desdobramentos da Pop-art nos EUA \u00e9 o hiper-realismo, que se prop\u00f5e a reproduzir em pinturas e esculturas cenas do cotidiano com a maior fidelidade poss\u00edvel. As obras, em geral em cores vibrantes e tamanhos enormes, exibem autom\u00f3veis, paisagens urbanas e an\u00fancios publicit\u00e1rios.\n\nNo Brasil, alguns elementos da Pop-art norte-americana influenciam trabalhos de Rubens Gerchman, como a serigrafia Lindon\u00e9ia, a Gioconda do Sub\u00farbio, e Claudio Tozzi (1944-), em O Bandido da Luz Vermelha.\n\nDistantes da preocupa\u00e7\u00e3o com a realidade brasileira, mas muito identificados com a arte moderna e inspirados pelo Dad\u00e1, est\u00e3o os pintores Ismael Nery e Fl\u00e1vio de Carvalho (1899-1973). Na pintura merecem destaque ainda Regina Graz (1897-1973), John Graz (1891-1980), C\u00edcero Dias (1908-) e Vicente do Rego Monteiro (1899-1970).\n\nDi Cavalcanti retrata a popula\u00e7\u00e3o brasileira, sobretudo as classes sociais menos favorecidas. Mescla elementos realistas, cubistas e futuristas, como em Cinco Mo\u00e7as de Guaratinguet\u00e1. Outro artista modernista dedicado a representar o homem do povo \u00e9 Candido Portinari, que recebe influ\u00eancia do Expressionismo. Entre seus trabalhos importantes est\u00e3o as telas Caf\u00e9 e Os Retirantes.\n\nOs autores mais importantes s\u00e3o Oswald de Andrade e M\u00e1rio de Andrade, os principais te\u00f3ricos do movimento. Destacam-se ainda Menotti del Picchia e Gra\u00e7a Aranha (1868-1931). Oswald de Andrade v\u00e1rias vezes mescla poesia e prosa, como em Serafim Ponte Grande.\n\nOutra de suas grandes obras \u00e9 Pau-Brasil. O primeiro trabalho modernista de M\u00e1rio de Andrade \u00e9 o livro de poemas Paulic\u00e9ia Desvairada. Sua obra-prima \u00e9 o romance Macuna\u00edma, que usa fragmentos de mitos de diferentes culturas para compor uma imagem de unidade nacional.\n\nEmbora muito ligada ao simbolismo, a poesia de Manuel Bandeira tamb\u00e9m exibe tra\u00e7os modernistas, como em Libertinagem.\n\nHeitor Villa-Lobos \u00e9 o principal compositor no Brasil e consolida a linguagem musical nacionalista. Para dar \u00e0s cria\u00e7\u00f5es um car\u00e1ter brasileiro, busca inspira\u00e7\u00e3o no folclore e incorpora elementos das melodias populares e ind\u00edgenas.\n\nO canto de p\u00e1ssaros brasileiros aparece em Bachianas N\u00ba 4 e N\u00ba 7. Em O Trenzinho Caipira, Villa-Lobos reproduz a sonoridade de uma maria-fuma\u00e7a e, em Choros N\u00ba 8, busca imitar o som de pessoas numa rua. Nos anos 30 e 40, sua est\u00e9tica serve de modelo para compositores como Francisco Mignone (1897-1986), Lorenzo Fernandez (1897-1948), Radam\u00e9s Gnattali (1906-1988) e Camargo Guarnieri (1907-1993).\n\nAinda na d\u00e9cada de 20 s\u00e3o fundadas as primeiras companhias de teatro no pa\u00eds, em torno de atores como Leopoldo Fr\u00f3es (1882-1932), Proc\u00f3pio Ferreira (1898-1979), Dulcina de Moraes (1908-1996) e Jaime Costa (1897-1967). Defendem uma dic\u00e7\u00e3o brasileira para os atores, at\u00e9 ent\u00e3o submetidos ao sotaque e \u00e0 forma de falar de Portugal. Tamb\u00e9m inovam ao incluir textos estrangeiros com maior ousadia psicol\u00f3gica e vis\u00e3o mais complexa do ser humano.\n<h4><strong>Pop Art &#8211; <\/strong>Cultura<\/h4>\nA\u00a0<strong>Pop Art ou Arte Pop<\/strong>\u00a0surgiu nas cidades de Londres e Nova York como a express\u00e3o de um grupo de artistas que procuravam valorizar a cultura popular.\n\nPara isso, serviram-se tanto dos recursos da publicidade quanto dos demais meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa. Hist\u00f3rias em quadrinhos, cartazes publicit\u00e1rios, elementos de consumo di\u00e1rio e a nova iconografia, representada por astros do cinema, da televis\u00e3o e do rock, passaram a integrar a tem\u00e1tica central dessa nova corrente, n\u00e3o sem uma certa ironia cr\u00edtica.\n\nAs atividades desses grupos come\u00e7aram em Londres, por volta de 1961, sob a forma de confer\u00eancias, nas quais tanto artistas quanto cr\u00edticos de cinema, escritores e soci\u00f3logos discutiam o efeito dos novos produtos da cultura popular originados pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, especialmente a televis\u00e3o e o cinema. Da Inglaterra o movimento se transferiu para os Estados Unidos, onde finalmente se consolidaram seus princ\u00edpios est\u00e9ticos como nova corrente art\u00edstica.\n\nTalvez seja preciso explicar que nos Estados Unidos, al\u00e9m das a\u00e7\u00f5es dos grupos londrinenses, os artistas da camada pop tiveram como refer\u00eancia, desde 1950, os chamados happenings e environments. Esses eventos eram uma esp\u00e9cie de instala\u00e7\u00e3o em que se fazia uso de todas as disciplinas art\u00edsticas para criar espa\u00e7os l\u00fadicos de dura\u00e7\u00e3o ef\u00eamera, que, como afirmava seu criador, John Cage, mais do que obras de arte eram a\u00e7\u00f5es que se manifestavam como parte da pr\u00f3pria vida.\n\nN\u00e3o obstante, a arte pop americana se manifestou como uma est\u00e9tica renovadamente figurativa, e suas obras, ao contr\u00e1rio daquelas instala\u00e7\u00f5es, tiveram um car\u00e1ter perdur\u00e1vel. \u00c9 o caso da obra pict\u00f3rica de Andy Warhol ou das pinturas no estilo de hist\u00f3ria em quadrinhos de Lichtenstein, sem esquecer certas instala\u00e7\u00f5es de Beuys que hoje est\u00e3o presentes nos museus mais importantes de arte contempor\u00e2nea e valem tanto quanto os quadros dos grandes mestres do s\u00e9culo passado.\n\n<strong>Pintura<\/strong>\n\nDesde o in\u00edcio os pintores pop manifestaram interesse em deixar de lado as abstra\u00e7\u00f5es e continuar no figurativismo popular de Hopper, para tornar mais palp\u00e1vel essa segunda realidade que os meios de comunica\u00e7\u00e3o tentavam transmitir e vender.\n\nOs quadros de personagens famosos de Warhol, deformados pelo acr\u00e9scimo de suas pr\u00f3prias varia\u00e7\u00f5es crom\u00e1ticas, n\u00e3o s\u00e3o mais do que a reinterpreta\u00e7\u00e3o da nova iconografia social representada por estrelas de cinema e astros do rock.\n\nA frieza de express\u00e3o das colagens de an\u00fancios publicit\u00e1rios de Rosenquist e os quadros er\u00f3ticos de Wesselman, pr\u00f3ximos dos quadros Schwitters fazem uma imita\u00e7\u00e3o burlesca da nova cultura gr\u00e1fica publicit\u00e1ria. Paradoxalmente, as obras desses artistas em nenhum momento foram entendidas num plano que n\u00e3o fosse meramente est\u00e9tico e, criticados por realizar uma arte eminentemente comercial, o fato \u00e9 que tiveram \u00eaxito e se valorizaram no mercado mundial devido ao impacto subliminar de sua obra.\n\nQuanto ao pop brit\u00e2nico, os artistas realizaram exposi\u00e7\u00f5es nas quais seus quadros, que eram verdadeiros mostru\u00e1rios do cotidiano ingl\u00eas, refletiam uma certa nostalgia das tradi\u00e7\u00f5es e, num sentido mais cr\u00edtico e ir\u00f4nico, quase em tom de humor, faziam uma imita\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos consumistas da sociedade na forma de verdadeiros horror vacuii (horror ao vazio) de objetos e aparelhos. As colagens do pintor Hamilton eram uma reprodu\u00e7\u00e3o grotesca da arte publicit\u00e1ria dos tempos modernos.\n\n<strong>Escultura<\/strong>\n\n<strong>Na primeira fase da arte pop, a escultura n\u00e3o era muito frequente e se manifestou mais dentro dos par\u00e2metros introduzidos pelo dada\u00edsmo:<\/strong>\u00a0objetos fora do contexto, organizados em colagens ins\u00f3litas. Mais tarde alguns artistas interessaram-se em acentuar seus efeitos, como foi o caso de Oldenburg, com suas representa\u00e7\u00f5es de alimentos em gesso e seus monumentais objetos de uso cotidiano, ou suas controvertidas e engenhosas esculturas moles.\n\nN\u00e3o faltaram tamb\u00e9m as instala\u00e7\u00f5es de Beuys do tipo happening, em cujas instala\u00e7\u00f5es quase absurdas se podia reconhecer uma cr\u00edtica aos academicismos modernos, ou as esculturas figurativas do tipo environment, de Segal, da mesma natureza. Outro artista pop que se dedicou a esta disciplina foi Lichtenstein, mas suas obras se mantiveram dentro de um contexto abstracionista-realista, em muitos casos mais perto das obras de seus colegas brit\u00e2nicos.\n\n<strong>Cinema e Fotografia<\/strong>\n\nAs origens do cinema pop podem ser encontradas no cinema pop independente, que surgiu na d\u00e9cada de 50 como resposta \u00e0 est\u00e9tica e aos m\u00e9todos de filmagem hollywoodianos. Estas vanguardas no campo do cinema romperam com o sistema estabelecido de cria\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e publicidade de Hollywood, tentando revalorizar os artistas num mercado em que produtores tinham primazia sobre os diretores, mesmo quando s\u00f3 entendiam de finan\u00e7as.\n\nUnderground \u00e9 a palavra chave para se entender o cinema pop, n\u00e3o em sua tradu\u00e7\u00e3o literal de subterr\u00e2neo ou escondido, mas como totalmente cr\u00edtico e anticonvencional, qualidades que o definem.\n\nAs caracter\u00edsticas deste novo cinema eram a aus\u00eancia total de refer\u00eancia \u00e0 filmografia cl\u00e1ssica, numa tentativa de redefini-lo como uma arte independente da televis\u00e3o e do teatro. Esse \u00e9 o caso dos filmes de c\u00e2mera fixa de Andy Warhol, de mais de oito horas de dura\u00e7\u00e3o e sem fio narrativo.\n\nAgrupados e patrocinados pela Filmmakers Association, cineastas como os irm\u00e3os Mekas, Ron Rice ou Kean Jacobs conseguiram filmar independentemente das leis de distribui\u00e7\u00e3o e censura.Quanto \u00e0 fotografia, ela foi muito utilizada pelos artistas pop porque era o \u00fanico m\u00e9todo que permitia a reprodu\u00e7\u00e3o de eventos art\u00edsticos como happenings e environments. A exposi\u00e7\u00e3o das fotos era considerada um evento art\u00edstico.\n<h4>Pop Art &#8211; O que \u00e9<\/h4>\n<strong>Pop Art<\/strong>\u00a0\u00e9 o nome que se deu \u00e0 tend\u00eancia art\u00edstica que usa objetos e assuntos comuns como latas, sandu\u00edches, tiras de hist\u00f3ria em quadrinhos, an\u00fancios, embalagens, cenas de TV, como fontes de inspira\u00e7\u00e3o e que foram fisicamente incorporados ao trabalho.\n\nUtilizando imagens da sociedade de consumo e na cultura popular, empregando ilustra\u00e7\u00f5es cotidianas e n\u00e3o art\u00edsticas necessariamente, os artistas da Pop Art transgridem o sentido do fazer arte de maneira manual.\n\nEles se utilizam de novos materiais, misturando fotografia, pintura, colagem, escultura, assemblage ( colagem em 3 dimens\u00f5es ).\n\n<strong>Colagens e repeti\u00e7\u00f5es de imagens em s\u00e9rie s\u00e3o caracter\u00edsticas das obras e os temas s\u00e3o os s\u00edmbolos e os produtos industriais dirigidos \u00e0s massas urbanas:\u00a0<\/strong>tampinhas de garrafa, pregos, autom\u00f3veis, enlatados, os \u00eddolos de cinema e da m\u00fasica, produtos descart\u00e1veis, fast food.\n\nO que interessa s\u00e3o as imagens, o ambiente, a vida que a tecnologia industrial criou nos grandes centros urbanos.\n\n<strong>Pop Art<\/strong>\u00a0\u00e9 uma abrevia\u00e7\u00e3o do termo ingl\u00eas &#8220;popular art &#8220;( arte popular ). N\u00e3o significa arte feita pelo povo, mas produzida para o consumo de massa.\n\nEsta arte nasceu na Inglaterra no in\u00edcio dos anos 50 , n\u00e3o nos Estados Unidos como se imagina.\n\nPosteriormente Andy Warhol foi um dos maiores representantes nos Estados Unidos.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Pop Art\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/ppop-ar7.jpg\" alt=\"Pop Art\" width=\"324\" height=\"341\" \/>\nO que \u00e9 que faz que nossos lares sejam hoje t\u00e3o diferentes,\nt\u00e3o encantadores? Kunsthalle Tubingen<\/strong><\/p>\nNo Brasil em 1967, na Bienal, os pop artistas dominaram a representa\u00e7\u00e3o dos EUA. N\u00e3o se tornou popular e nem chegou a atingir a massa urbana, ficando restrita a colecionadores, frequentadores, galerias e museus na \u00e9poca.\n\nA obra de Andy Warhol esteve no Brasil na 23\u00aa Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo, em 1996.\n\nFonte: dossiers.publico.clix.pt\/Enciclopedia Multimedia del Arte Universal\/\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Art, Estilo, Movimento, Pintura, Art\u00edstico, Brasil, Popular, Artista, Cinema, Arte, Cultura, O que \u00e9, Pop Art<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5042,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-25404","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Pop Art - 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