{"id":25397,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/fauvismo-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:47:52","modified_gmt":"2026-09-01T17:47:52","slug":"fauvismo-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/fauvismo-4\/","title":{"rendered":"Fauvismo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\n<strong>Iniciado: <\/strong>1899\n\n<strong>Finalizado: <\/strong>1908\n\n<strong>Fauvismo<\/strong>, o primeiro movimento do s\u00e9culo XX na arte moderna, foi inicialmente inspirada pelos exemplos de Vincent van Gogh, Paul Gauguin, Georges Seurat, e Paul C\u00e9zanne.\n\nOs fauves (&#8220;feras&#8221;) eram um grupo vagamente aliado de pintores franceses com interesses comuns.\n\nV\u00e1rios deles, incluindo Henri Matisse, Albert Marquet, e Georges Rouault, tinha sido alunos do artista simbolista Gustave Moreau e admirava a \u00eanfase do artista mais velho a express\u00e3o pessoal.\n\nMatisse emergiu como o l\u00edder do grupo, cujos membros compartilhavam o uso da cor intensa como um ve\u00edculo para a descri\u00e7\u00e3o de luz e espa\u00e7o, e que redefiniu puro a forma como meio de comunicar o estado emocional do artista.\n\nNesse aspecto, o <strong>fauvismo<\/strong> provou ser um precursor importante para o cubismo e o expressionismo, bem como uma pedra de toque para futuros modos de abstra\u00e7\u00e3o.\n<h4>Fauvismo &#8211; Movimento<\/h4>\nO\u00a0<strong>movimento<\/strong>\u00a0art\u00edstico denominado\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0surgiu em 1905, durante uma exposi\u00e7\u00e3o que se realizou em Paris, no Salon d&#8217;Autosmne onde foram expostos quadros de livre interpreta\u00e7\u00e3o e de um colorido gritante, rodeando uma escultura cl\u00e1ssica, de grande sensibilidade, que representava uma crian\u00e7a. Este contraste t\u00e3o violento, chamou a aten\u00e7\u00e3o de um cr\u00edtico de arte que ali se tinha deslocado que, muito chocado, exclamou ironicamente &#8220;Donatello parmi les Fauves&#8221;.\n\nOs autores das obras expostas, Andr\u00e9 D\u00e9rain [1880-1954], Kees van Dongen [1877-1968] e o flamengo Maurice Vlaminck [1876-1958], aproveitando a express\u00e3o, baptizaram este novo modelo de pintura com o nome de Fauvismo. Neste\u00a0<strong>movimento<\/strong>, cada um estabelecia a sua pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o de pintura. H\u00e1 tamb\u00e9m uma interpreta\u00e7\u00e3o livre da Natureza.\n\nOs Fauves vieram libertar os artistas de todas e quaisquer inibi\u00e7\u00f5es ou conven\u00e7\u00f5es no uso da cor. Trata-se de um estilo vigoroso, quase fren\u00e9tico, no qual se nota o exagero na concentra\u00e7\u00e3o de concep\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas dos vinte anos anteriores, levados as conseq\u00fc\u00eancias mais extremas. Nele s\u00e3o utilizadas cores muito puras, vivas e prim\u00e1rias, contrastando umas com as outras. Dava-se grande import\u00e2ncia \u00e0 cor, muitas vezes em detrimento da forma, pela elimina\u00e7\u00e3o da perspectiva. As diferentes partes do corpo encontram-se nitidamente segmentadas, acentuando-se as articula\u00e7\u00f5es, o que nos faz lembrar as esculturas negro-africanas, recentemente descobertas.\n\nAs linhas r\u00edtmicas ligam com grande dinamismo as diferentes partes das composi\u00e7\u00f5es, estabelecendo entre elas uma forte e cont\u00ednua tens\u00e3o. Nota-se uma tend\u00eancia para sugerir uma cena mais ampla do que a que se encontra representada, anulando-se alguns dos pormenores, como se o espet\u00e1culo estivesse a ser visto de uma janela. Quanto aos temas tratados, embora se interessassem pela figura humana, os Fauves foram essencialmente paisagistas. Gauguin foi o seu precursor.\n\n<strong>Neste movimento destacam-se:<\/strong>\u00a0Henri Matisse, considerado &#8220;o rei das feras&#8221;, Maurice de Vlaminck e Raoul Dufy.\n<h4>Fauvismo &#8211; Fauves<\/h4>\n<strong>Movimento<\/strong>\u00a0da pintura francesa, de vida relativamente curta (cerca de 1905 a 1910), que revolucionou o conceito de cor na arte moderna.\n\nOs fauves rejeitaram a paleta suave dos impressionistas, trabalhando tons a partir das cores violentas usadas pelos p\u00f3s-impressionistas Paul Gauguin e Vincent Van Gogh, para obter uma maior \u00eanfase expressiva. Os fauves alcan\u00e7aram uma grande energia po\u00e9tica atrav\u00e9s de seu tra\u00e7o vigoroso, simplificado apesar do padr\u00e3o dram\u00e1tico das superf\u00edcies e das cores intensas.\n\nA palavra fauves, literalmente \u0093as bestas selvagens\u0094, foi originalmente um apelido pejorativo aplicado ao grupo, em sua primeira exposi\u00e7\u00e3o, no ano de 1905.\n\nEntre os artistas estavam Andre Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin (1874-1949), Albert Marquet (1875-1947), Jean Puy (1876-1960), Emile Othon Friesz (1879-1949), e seu l\u00edder incontest\u00e1vel, Henri Matisse. O ep\u00edteto fauves nunca foi aceito pelo grupo e, realmente, de modo algum consegue descrever o ensolarado e l\u00edrico imagin\u00e1rio presente nas telas destes artistas.\n\nTecnicamente, o uso da cor pelos fauvistas derivou de experi\u00eancias feitas por Matisse em Saint Tropez, no ver\u00e3o de 1904, trabalhando com os pintores neoimpressionistas, que utilizavam pequenas pinceladas de pura cor, colocadas lado a lado, para alcan\u00e7ar uma imagem at\u00e9 mesmo mais opticamente correta que a dos impressionistas. As pinturas neoimpressionistas de Matisse, apesar de terem sido executadas dentro de um estrito formalismo que seguia determinadas regras de representa\u00e7\u00e3o, com o objetivo de conseguir uma determinada resposta \u00f3ptica, demonstram um forte interesse no lirismo e expressionismo das cores.\n\nNo ver\u00e3o de 1905, Matisse e Derain pintaram juntos em Collioure utilizando \u0093uma luz dourada que eliminava as sombras\u0094. Os dois come\u00e7aram a usar cores complementares puras, aplicadas em pequenas e vigorosas pinceladas, alcan\u00e7ando um padr\u00e3o equivalente no lugar de uma simples descri\u00e7\u00e3o da luz. Em sua paleta de cores estes quadros deslumbram o espectador com sua luz do Mediterr\u00e2neo. Quando um vizinho, tamb\u00e9m colecionador de arte, lhes mostrou alguns quadros que traziam cenas dos mares do sul, pintadas por Gauguin, Matisse e Derain viram suas teorias sobre a subjetividade da cor confirmadas, e o\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0nasceu.\n\n<strong>Matisse fez a ruptura final com a cor \u00f3ptica:<\/strong>\u00a0o nariz de uma mulher poderia ser um simples plano verde se somado \u00e0 composi\u00e7\u00e3o de cor e express\u00e3o da pintura harmoniosamente.\n\n<strong>Na verdade, Matisse chegou a afirmar:<\/strong>\u00a0\u0093eu n\u00e3o pinto as mulheres, eu pinto quadros\u0094.\n\nCada dos pintores fez suas pr\u00f3prias experi\u00eancias com os princ\u00edpios do\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>. Por volta de 1910, por\u00e9m, todos tinham abandonado a rigidez de suas id\u00e9ias para um tipo de maneirismo desta escola. Com a cor firmemente estabelecida na pintura como um elemento pessoal de express\u00e3o, cada um dos fauves seguiu seu pr\u00f3prio caminho, influenciando com sua personalidade o desenvolvimento da pintura moderna.\n<h4>Fauvismo &#8211; Artistas<\/h4>\nNos primeiros anos do s\u00e9culo XX, um grupo de artistas passou a usar a cor como o elemento mais importante da obra de arte.\n\nFoi um estilo de arte que se desenvolveu a partir do expressionismo e usava cores fortes, sem matizes e formas distorcidas.\n\nUm cr\u00edtico usou pela primeira vez o termo Les Fauves (as feras) em 1905, Sal\u00e3o de Outono de Paris, referindo-se a um grupo de artistas que usavam este tipo de pintura.\n\n<strong>Pintura<\/strong>\n\nUm dos princ\u00edpios deste\u00a0<strong>movimento<\/strong>\u00a0de vanguarda era o de que criar arte, sem rela\u00e7\u00e3o com os sentimentos, nem com o intelecto; seguiam impulsos e instintos.\n\nEste tipo de pintura foi caracterizado por um colorido violento, com pinceladas grossas e manchas largas formando grandes planos, os desenhos com contornos definidos e uma \u00fanica cor em cada objeto, o qual que apresentava com formas simplificadas.\n\nEste estilo teve influ\u00eancias de Van Gogh e Gauguin e deixou uma forte marca na arte moderna e contempor\u00e2nea.\n\n<strong>Destacam-se neste estilo:<\/strong>\u00a0Henri Matisse e Jos\u00e9 Pancetti.\n\nOs artistas franceses do in\u00edcio do s\u00e9culo XX deram continuidade as pesquisas de Vicent van Gogh, de Gauguin e dos neo-impressionistas que se caracteriza pela divis\u00e3o das cores.\n\nA primeira exposi\u00e7\u00e3o ocorreu em 1905 no Sal\u00e3o de Outono de Paris onde as obras causaram esc\u00e2ndalo devido a viol\u00eancia (intensidade) das cores puras (sem matiz\u00e1-las). Os artistas foram ent\u00e3o chamados de &#8216;fauves&#8221; pelo cr\u00edtico de arte Louis Vauxcelles; fauves significa feras em franc\u00eas. A exposi\u00e7\u00e3o foi ironicamente intitulada de &#8220;cage aux fauves&#8221;, ou seja, &#8220;gaiola das loucas&#8221;, porque no centro da sala, estava um dorso, e este dorso ent\u00e3o estaria engaiolado com as feras.\n\n<strong>Dois princ\u00edpios regem este movimento art\u00edstico:<\/strong>\u00a0a simplifica\u00e7\u00e3o das formas das figuras e o emprego das cores puras, por isso, as figuras fauvistas s\u00e3o apenas uma sugest\u00e3o e n\u00e3o a representa\u00e7\u00e3o da realidade, sendo assim, \u00e9 tamb\u00e9m considerado precursor do abstracionismo. Portanto, as cores n\u00e3o s\u00e3o da realidade e o objetivo era justamente este, libertar a cor das regras tradicionais da pintura, marcada pelo intelectualismo e do condicionamento imposto pela cor natural dos objetos.\n\nA cor passou a ser usada em manchas planas e extensas; as sombras com tons fortes e contrastadas sob o efeito da justaposi\u00e7\u00e3o; as pinceladas quase sempre separadas. Eram escolhidas arbitrariamente pelo artista, usadas puras; sem grada\u00e7\u00e3o de tons. O que importa \u00e9 expressar as sensa\u00e7\u00f5es do artista entregando-se ao instinto, sem preocupa\u00e7\u00e3o do estilo.\n\n<strong>O grupo de artistas fauvistas n\u00e3o era homog\u00eaneo e unido, sendo assim, seguiram tend\u00eancias pict\u00f3ricas diversas, como por exemplo:<\/strong>\u00a0Georges Braque para o Cubismo; Raoul Dufy em cenas da vida campestre e urbana ou Friesz que manteve-se no Expressionismo. O desmembramento do grupo data de 1908, por\u00e9m persiste em todos eles o uso arbitr\u00e1rio das cores que eles preferiam ser puras e quentes.\n\nOs fauvistas se tornaram os respons\u00e1veis pelo desenvolvimento do gosto nas pessoas pelas cores puras que atualmente est\u00e3o nos in\u00fameros objetos do nosso cotidiano e nas muitas pe\u00e7as do nosso vestu\u00e1rio.\n\nEm 1905, em Paris, durante a realiza\u00e7\u00e3o do Sal\u00e3o de Outono, alguns jovens pintores foram chamados pelo cr\u00edtico Loius Vauxcelles de fauves, que em portugu\u00eas significa &#8220;feras&#8221;, por causa da intensidade com que usavam as cores puras, sem mistur\u00e1-las ou matiz\u00e1-las.\n\n<strong>Dois princ\u00edpios regem esse movimento sart\u00edstico:<\/strong>\u00a0a simplifica\u00e7\u00e3o das formas das figuras e o emprego das cores puras.\n\nPor isso, as figuras\u00a0<strong>fauvistas\u00a0<\/strong>s\u00e3o apenas sugeridas e n\u00e3o representadas realisticamente pelo pintor.\n\nDa mesma forma, as cores n\u00e3o s\u00e3o as da realidade.\n\nElas resultam de uma escolha arbitr\u00e1ria do artista e s\u00e3o usadas puras, tal como est\u00e3o no tubo de tinta.\n\nO pintor n\u00e3o as torna mais suaves nem cria grada\u00e7\u00e3o de tons.\n\n\u00c9 certo que os fauvistas, tais como Andr\u00e9 Derain (1880-1954), Maurice de Vlaminck (1876-1958), Othon Friez (1879-1949) e Henri Matisse (1869-1954), n\u00e3o foram aceitos quando apresentaram suas obras.Dos pintores fauvistas, Matisse foi, sem d\u00favida, a maior express\u00e3o.\n\nSua caracter\u00edstica mais forte \u00e9 a despreocupa\u00e7\u00e3o com o realismo, tanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s formas das figuras quanto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cores.\n\nPor exemplo &#8220;Natureza morta com peixes vermelhos&#8221;, pintado em 1911, podemos observar que o importante para Matisse \u00e9 que as figuras &#8211; tais como a mulher, o aqu\u00e1rio, o vaso com flores e a pequena estante &#8211; uma vez associadas comp\u00f5em um todo org\u00e2nico. Mas esse objetivo n\u00e3o era procurado apenas pela associa\u00e7\u00e3o das figuras. As cores puras e estendidas em grandes campos, como o azul, o amarelo e o vermelho, s\u00e3o tamb\u00e9m fundamentais para a organiza\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o.\n<h4>Fauvismo &#8211; O que \u00e9<\/h4>\nO\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0\u00e9 um movimento art\u00edstico principalmente franc\u00eas (em franc\u00eas les fauves, &#8220;&#8216;as feras'&#8221;, como foram chamados os pintores que n\u00e3o seguiam as regras da pintura impressionista, vigente na \u00e9poca) do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, que se desenvolveu sobretudo entre 1905 e 1907. Associada \u00e0 busca da m\u00e1xima express\u00e3o pict\u00f3rica, o estilo come\u00e7ou em 1901mas s\u00f3 foi denominado e reconhecido como um movimento art\u00edstico em 1905. Segundo Henry Matisse em &#8220;Notes d&#8217;un Peintre&#8221; pretendia-se com o Fauvismo &#8220;uma arte do equil\u00edbrio, da pureza e da serenidade, destitu\u00edda de temas perturbadores ou deprimentes&#8221;.\n\nO\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>, tem como caracter\u00edsticas marcantes a simplifica\u00e7\u00e3o das formas, o primado das cores, e uma elevada redu\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de gradua\u00e7\u00e3o das cores utilizadas nas obras. Os seus temas eram leves, retratando emo\u00e7\u00f5es e a alegria de viver e n\u00e3o tendo inten\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. A cor passou a ser utilizada para delimitar planos, criando a perspectiva e modelando o volume. Tornou-se tamb\u00e9m totalmente independente do real, j\u00e1 que n\u00e3o era importante a concord\u00e2ncia das cores com objeto representado, e sendo respons\u00e1vel pela expressividade das obras.\n\n<strong>Os princ\u00edpios deste movimento art\u00edstico eram:<\/strong>\n<blockquote>Criar, em arte, n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com o intelecto e nem com sentimentos.\nCriar \u00e9 seguir os impulsos do instinto, as sensa\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias.\nA cor pura deve ser exaltada.\nAs linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensa\u00e7\u00f5es elementares, no mesmo estado de gra\u00e7a das crian\u00e7as e dos selvagens.<\/blockquote>\nO\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0foi para muitos artistas um espa\u00e7o de aprendizagem que abriu caminhos para um novo movimento que marcou definitivamente o s\u00e9culo XX &#8211; O CUBISMO.\n\n\u0093Fauves\u0094 (feras) foi a palavra utilizada pelo cr\u00edtico de arte Louis Vauxcelles para caracterizar um grupo de jovens pintores que expuseram em conjunto pela primeira vez no Salon d\u0092Automne de 1905, em Paris. Os quadros estavam agrupados numa sala a que Vauxcelles chamou \u0093cage aux fauves\u0094 (a jaula das feras).\n\nEsta designa\u00e7\u00e3o adv\u00e9m da violenta utiliza\u00e7\u00e3o das cores de um modo n\u00e3o realista e arbitr\u00e1rio e ainda de uma execu\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica aparentemente grosseira.\n\nEntre os membros originais do grupo estavam Henri Matisse, normalmente considerado o seu mentor, Andr\u00e9 Derain, Marquet, Vlaminck e Dufy. O termo foi mais tarde aplicado a outros artistas como Rouault e Van Dongen. Georges Braque aderiu ao\u00a0<strong>movimento<\/strong>de forma passageira.\n\nOs Fauves mantiveram-se ativos como grupo de Avant-Garde de 1905 a 1908, seguindo depois caminhos diferentes.\n\n<strong>Os exemplos de Gaugin e Van Gogh foram importantes para a forma\u00e7\u00e3o deste movimento, bem como o ensino leccionado na Escola Superior de Belas-Artes, por Gustave Moreau (ver Simbolismo) que afirmava aos seus alunos (entre outros, Matisse, Marquet e Rouault):<\/strong>\n<blockquote>\u0093N\u00e3o acredito na realidade nem daquilo que vejo nem daquilo que toco, mas unicamente na do meu sentimento interior; a Arte \u00e9 a busca incessante e obstinada, por meios pl\u00e1sticos, daquilo que voc\u00eas podem ter no cora\u00e7\u00e3o e no esp\u00edrito; v\u00e3o ao museu ver os antigos e compreend\u00ea-los, ou seja, discernir as qualidades pelas quais se afirmaram mestres, e que s\u00e3o o estilo, a mat\u00e9ria, o arabesco, a transforma\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria da cor\u0094.<\/blockquote>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fauvismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fauvism-1.jpg\" alt=\"Fauvismo\" width=\"397\" height=\"294\" \/>\nVlamink 1925<\/strong><\/p>\nOs Fauves eram deliberadamente antiacad\u00e9micos, desrespeitando a composi\u00e7\u00e3o e propor\u00e7\u00e3o convencionais, utilizavam cores berrantes e expressivas em tons saturados e por vezes, contornando as \u00e1reas coloridas.\n\nO\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0tudo procurou exprimir, essencialmente atrav\u00e9s de composi\u00e7\u00f5es de cores saturadas e principalmente pelo sentimento e a reflex\u00e3o do artista frente ao espet\u00e1culo da Natureza, considerada como tem\u00e1tica a desenvolver e n\u00e3o a imitar formalmente.\n\nO\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0mostra afinidades com o Expressionismo alem\u00e3o, de que \u00e9 precursor direto.\n\nA data de 1905 \u00e9 considerada geralmente como marcando o inicio do Modernismo (ou Movimento Moderno).\n\nEsta corrente,\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>, constituiu a primeira vaga de assalto da arte moderna propriamente dita. Em 1905, em Paris, no Salon d\u0092Automne, ao entrar na sala onde estavam expostas obras de autores pouco conhecidos, Henri Matisse, Georges Rouault, Andr\u00e9 Derain, Maurice de Vlaminck, entre outros, o cr\u00edtico Louis de Vauxcelles julgou-se entre as feras (fauves).\n\n<strong>As telas que se encontravam na sala eram, de fato, estranhas, selvagens:<\/strong>\u00a0uma exuber\u00e2ncia da cor, aplicada aparentemente de forma arbitr\u00e1ria, tornava as obras chocantes.\n\nCaracteriza-se pela import\u00e2ncia que \u00e9 dada \u00e0 cor pura, sendo a linha apenas um marco diferenciador de cada uma das formas apresentadas. A t\u00e9cnica consiste em fazer desaparecer o desenho sob violentos jatos de cor, de luz, de sol.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fauvismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fauvism-2.jpg\" alt=\"Fauvismo\" width=\"302\" height=\"235\" \/>\nFauvismo<\/strong><\/p>\n<strong>Caracter\u00edsticas fundamentais<\/strong>\n<blockquote><strong>Primado da cor sobre as formas:<\/strong>\u00a0a cor \u00e9 vista como um meio de express\u00e3o \u00edntimo\nDesenvolve-se em grandes manchas de cor que delimitam planos, onde a ilus\u00e3o da terceira dimens\u00e3o se perde\nA cor aparece pura, sem sombreados, fazendo salientar os contrastes, com pinceladas diretas e emotivas\nAutonomiza-se do real, pois a arte deve refletir a verdade inerente, que deve desenvencilhar-se da apar\u00eancia exterior do objeto\nA tem\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 relevante, n\u00e3o tendo qualquer conota\u00e7\u00e3o social, pol\u00edtica ou outra.\nOs planos de cor est\u00e3o divididos, no rosto, por uma risca verde. Do lado esquerdo, a face amarela destaca-se mais do fundo vermelho, enquanto que a outra metade, mais rosada, se planifica e retrai para o n\u00edvel do fundo em cor verde. Paralelos semelhantes podemos ainda encontrar na rela\u00e7\u00e3o entre o vestido vermelho e as cores utilizadas no fundo.\nA obra de arte nasce, por isso, aut\u00f3noma em rela\u00e7\u00e3o ao objeto que a motivou.dos temas mais caracter\u00edsticos do autor, onde sobressaem os padr\u00f5es decorativos.\nA linguagem \u00e9 plana, as cores s\u00e3o alegres, vivas e brilhantes, perfeitamente harmonizadas, n\u00e3o simulando profundidade, em total respeito pela bidimensionalidade da tela.\nA cor \u00e9 o elemento dominante de todo o rosto. Esta \u00e9 aplicada de forma violenta, intuitiva, em pinceladas grossas, empastadas e espont\u00e2neas, emprestando ao conjunto uma rudeza e agressividade juvenis.\nEstudo dos efeitos de diferentes luminosidades, anulando ou distinguindo efeitos de profundidade.<\/blockquote>\n<h4><strong>Fauvismo &#8211; T<\/strong>end\u00eancia<\/h4>\n<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0\u00e9 o nome dado \u00e0 tend\u00eancia est\u00e9tica na pintura que buscou explorar ao m\u00e1ximo a expressividade das cores na representa\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica.\n\nO fauvismo teve origem no final do S\u00e9culo 19, ao contar com precursores como Paul Gauguin e Vincent Van Gogh.\n\nO estilo destes dois artistas, que trabalharam juntos no mesmo ateli\u00ea, guardava semelhan\u00e7as e foi imitado pelos chamados fauvistas principalmente no uso exacerbado das cores agressivas e a representa\u00e7\u00e3o plana, que imprimia grande teor dram\u00e1tico \u00e0 representa\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica.\n\nA tend\u00eancia fauvista n\u00e3o s\u00f3 revolucionou o uso das cores na pintura moderna como foi uma das origens dos posteriores movimentos de ruptura est\u00e9tica nas artes pl\u00e1sticas.\n\nO termo \u0093fauvismo\u0094, na verdade, teve origem a partir das observa\u00e7\u00f5es corrosivas do cr\u00edtico de arte Louis Vauxcelles ap\u00f3s ter visitado uma mostra de pinturas de v\u00e1rios artistas, entre eles Henry Matisse. Vauxcelles utilizou a express\u00e3o \u0093Les Fauves\u0094 ao se referir aos artistas.\n\nO uso pejorativo da express\u00e3o, que pode significar \u0093os animais selvagens\u0094, prevaleceu nas cr\u00edticas imediatamente posteriores.\n\nApesar da nega\u00e7\u00e3o do r\u00f3tulo e dos protestos pelos artistas integrados \u00e0 nova tend\u00eancia, que n\u00e3o chegaram a lan\u00e7ar nenhum manifesto te\u00f3rico de afirma\u00e7\u00e3o e nomea\u00e7\u00e3o da sua linha est\u00e9tica, o termo \u0093fauvismo\u0094 acabou permanecendo, talvez indevidamente, nos estudos da hist\u00f3ria da arte.\n\nTendo curto per\u00edodo de exist\u00eancia, o que caracterizaria os movimentos vanguardistas posteriores, o \u0093fauvismo\u0094 reuniu sob a lideran\u00e7a de Matisse pintores como Georges Braque, Andre Derain, Georges Roualt, Kees van Dongen e Raoul Dufy.\n<h4>O Fauvismo inaugurou o imp\u00e9rio da cor na pintura<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fauvismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fauvism-3.jpg\" alt=\"Fauvismo\" width=\"236\" height=\"301\" \/>\nPintura de Henri Matisse<\/strong><\/p>\nO fauvismo foi um movimento relativamente curto, durando entre 1898 e 1908, mas revolucionou o conceito de cor na arte moderna.\n\nOs fauvistas rejeitaram a paleta impressionista de cores suaves e cintilantes, em favor das cores violentas que j\u00e1 vinham sendo usadas pelos p\u00f3s-impressionistas Paul Gauguin e Vincent Van Gogh, dando-lhes uma \u00eanfase expressiva. Os artistas deste novo estilo aplicaram ao seu trabalho uma energia po\u00e9tica, atrav\u00e9s de linhas vigorosas, da simplifica\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica das formas e da aplica\u00e7\u00e3o de cores intensas.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fauvismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fauvism-4.jpg\" alt=\"Fauvismo\" width=\"213\" height=\"162\" \/>\nAlbert Marquet<\/strong><\/p>\nFauves (bestas selvagens) era um nome pejorativo, aplicado \u00e0 revelia a um grupo de artistas, em sua primeira exibi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, em 1905.\n\nDesse grupo participavam, entre outros, Andr\u00e9 Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin, Albert Marquet, Jean Puy, Emile Othon Friesz, e seu l\u00edder maior, Henri Matisse. Tecnicamente, o uso da cor pelo fauvismo foi o resultado de experi\u00eancias feitas por Matisse em Saint-Tropez, no ver\u00e3o de 1904, ao trabalhar com pintores neo-impressionistas, que aplicavam por\u00e7\u00f5es de tinta pura, uma ao lado da outra, na busca de uma imagem que fosse, no seu entender, mais real que a dos impressionistas.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fauvismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fauvism-5.jpg\" alt=\"Fauvismo\" width=\"298\" height=\"236\" \/>\nAndr\u00e9 Derain<\/strong><\/p>\nA pintura neo-impressionista de Matisse, conquanto obedecendo estritamente \u00e0s regras, se diferenciava por um forte interesse no lirismo das cores.\n\nNo ver\u00e3o de 1905, Matisse e Derain pintaram juntos &#8220;uma luz dourada que eliminou as trevas&#8221;. Eles come\u00e7aram usando cores complementares aplicadas em vigorosos lances, buscando algo mais que a luminosidade dos impressionistas, ao trazer uma vis\u00e3o deslumbrante do brilho do sol no Mediterr\u00e2neo.\n\nMais tarde, quando alguns colecionadores lhes mostraram algumas pinturas dos mares do Sul, feitas por Gauguin, eles viram confirmadas suas teorias sobre a subjetividade das cores reais e, a partir de ent\u00e3o, o fauvismo passou a existir como um novo movimento nas artes pl\u00e1sticas.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Fauvismo\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fauvism-6.jpg\" alt=\"Fauvismo\" width=\"259\" height=\"267\" \/>\nMaurice de Vlaminck<\/strong><\/p>\nMatisse criou uma linha divis\u00f3ria na interpreta\u00e7\u00e3o \u00f3tica da cor. O nariz de uma mulher poderia ser verde, desde que a altera\u00e7\u00e3o acrescentasse express\u00e3o \u00e0 pintura.\n\n<strong>Matisse declarou:<\/strong>\u00a0&#8220;Eu n\u00e3o pinto mulheres, eu pinto quadros.&#8221;\n\nTodos os pintores envolvidos na nova experi\u00eancia seguiram caminhos personalizados. Em verdade, por volta de 1908, eles abandonaram sua fidelidade irrestrita ao maneirismo de uma escola qualquer. Ainda que adotando a preval\u00eancia da cor sobre a forma e sobre a luminosidade, cada um buscou uma interpreta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, segundo sua concep\u00e7\u00e3o individual de arte.\n<h4>Fauvismo &#8211; Hist\u00f3ria<\/h4>\nNo princ\u00edpio do s\u00e9culo XX, a arte tornou-se agressivamente compulsiva, e um estilo se sobrepunha ao outro com extrema rapidez.\n\n<strong>Por\u00e9m, um tema permanecia constante:<\/strong>\u00a0a arte se concentrava menos na realidade visual externa e mais na vis\u00e3o interna.\n\nEm toda a evolu\u00e7\u00e3o da arte ocidental, o s\u00e9culo XX produziu a ruptura mais radical com o passado. A arte do s\u00e9culo XX n\u00e3o apenas decretou que qualquer tema era adequado, mas tamb\u00e9m libertou a forma (cubismo) das regras tradicionais e livrou as cores (<strong>fauvismo<\/strong>) da obriga\u00e7\u00e3o de representar com exatid\u00e3o os objetos.\n\nOs artistas modernos desafiavam violentamente conven\u00e7\u00f5es, seguindo o conselho de Gauguin, para \u0093quebrar todas as janelas velhas, ainda que cortemos os dedos nos vidros\u0094.\n\nNo cora\u00e7\u00e3o dessa filosofia de rejei\u00e7\u00e3o ao passado, chamada de Modernismo, havia a busca incessante de uma liberdade radical de express\u00e3o. A arte se afastava gradualmente de qualquer pretens\u00e3o de retratar a natureza, seguindo na dire\u00e7\u00e3o da pura abstra\u00e7\u00e3o em que dominam a forma, as linhas e as cores.\n\nNas tr\u00eas d\u00e9cadas que precedem \u00e0 Primeira Guerra Mundial, Paris converte-se num centro cultural de incr\u00edvel for\u00e7a criadora na arquitetura, nas artes decorativas, no teatro e na m\u00fasica. O novo s\u00e9culo parece trazer um vento de otimismo e confian\u00e7a no futuro. As conquistas coloniais oferecem grande abund\u00e2ncia de mat\u00e9rias primas a baixo pre\u00e7o, e a grande ind\u00fastria produz no limite da sua capacidade com enormes margens de lucro.\n\nParis enche-se de caf\u00e9s-concerto, teatros, cabar\u00e9s e sal\u00f5es de baile. Entre 1901 e 1906, houve v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es abrangentes que, pela primeira vez, tornavam bastante vis\u00edveis as obras de Van Gogh, Gauguin e Cezanne. Para os pintores que viram as realiza\u00e7\u00f5es desses artistas, o efeito foi uma liberta\u00e7\u00e3o, e come\u00e7aram a fazer experi\u00eancias com estilos novos e radicais.\n\nEste\u00a0<strong>movimento<\/strong>\u00a0deu origem ao\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>, que floresceu entre 1898 e 1908, e que apesar de seu curto per\u00edodo de perman\u00eancia \u00e9 considerado um movimento de vanguarda. Ele usa cores brilhantes e puras, aplicadas como saem das bisnagas de tinta, e de uma forma agressiva e direta para criar uma sensa\u00e7\u00e3o de explos\u00e3o na tela.\n\nA exposi\u00e7\u00e3o de 1905 \u0096 Salon d\u0092Automne \u0096 que inaugurou o\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0em Paris, mudou para sempre a maneira de ver a arte. Antes o c\u00e9u era azul e a grama era verde. Mas nas telas dos fauvistas Matisse, Vlaminck, Derain, Dufy, Braque, Rouault entre outros, o c\u00e9u era amarelo-mostarda, as \u00e1rvores vermelhas e os rostos verde-ervilha.\n\nA rea\u00e7\u00e3o do p\u00fablico foi hostil.\n\n<strong>O grupo ganhou esse nome do cr\u00edtico de arte Louis Vauxcelles, da revista Gil Blas, que, observando os quadros em volta de uma escultura em bronze de Albert Marquet, representando um menino, comenta:<\/strong>\u00a0\u0093Ah, Donatello au milieu des fauves!\u0094 (Ah, Donatello no meio das bestas selvagens!). O que levou os cr\u00edticos a considerarem os fauvistas \u0093todos um pouco loucos\u0094, foi o uso das cores sem refer\u00eancia e apar\u00eancia real. Os fauvistas por\u00e9m se embriagavam com cores vibrantes, exageradas. Liberaram a cor de seu papel tradicional de descrever objetos, para faz\u00ea-la representar sentimentos. Os fauvistas acreditavam inteiramente na cor como for\u00e7a emocional. A cor perdeu as qualidades descritivas e tornou-se luminosa, criando a luz em vez de imit\u00e1-la.\n\nOutra influ\u00eancia de peso na arte fauvista foi a descoberta da arte-tribal n\u00e3o europ\u00e9ia. Derain, Vlaminck e Matisse foram os primeiros a colecionar m\u00e1scaras africanas.\n\nA arte dos Mares do Sul, popularizada por Gauguin, e o artesanato da Am\u00e9rica do Sul e Central tamb\u00e9m contribu\u00edram para afast\u00e1-los das tradi\u00e7\u00f5es renascentistas e conduzi-los a vias mais livres de comunica\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Principais artistas e suas obras<\/strong>\n\nDurante sua breve prosperidade, o\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0teve alguns adeptos not\u00e1veis, entre eles Dufy, Camoin e Braque; entretanto as principais obras fauves foram pintadas por Matisse, Derain e Vlaminck.\n\nObviamente h\u00e1 dificuldades em agrupar artistas t\u00e3o eminentemente individuais e independentes sob um \u00fanico r\u00f3tulo, sobretudo porque todos eles contribu\u00edram com diferentes qualidades para o estilo que reconhecemos como\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>.\n\n<strong>Charles Camoin<\/strong>\n\nNascido em Marselha em 23 de setembro de 1879, Charles Camoin foi encorajado desde cedo no campo das artes. Aos sete anos ele j\u00e1 passava as suas manh\u00e3s estudando na Escola de Belas Artes de Marselha. Ele conheceu os seus contempor\u00e2neos fauvistas aos dezenove anos quando ingressou no Est\u00fadio de Gustave Moreau em Paris.\n\nEle tamb\u00e9m foi muito amigo de Paul Cezanne. O uso pac\u00edfico das cores nos seus trabalhos reflete um leve afastamento do estilo proverbialmente v\u00edvido do\u00a0<strong>fauvismo<\/strong>, na medida em que ele foi sendo influenciado pelo impressionismo, particularmente por Renoir. Ele viajou extensivamente pelo sul da Europa, pintando com seus amigos Matisse e Marquet, mas ele preferia a pintura das prov\u00edncias francesas. Ele casou com Charlotte Proust em 1940 e morreu em Paris em 1965.\n\n<strong>Andre Derain<\/strong>\n\nNascido em 10 de junho de 1880 em Chatou, Fran\u00e7a, a fam\u00edlia de Andre Derain, inicialmente, pretendia que ele se tornasse um engenheiro. Entretanto ele come\u00e7ou a pintar aos quinze anos tornando-se um dos mais prol\u00edficos artistas fauvistas. A paix\u00e3o de Derain pela arte surgiu quando ainda era jovem e ele admitia ser obsecado pelo Louvre. Ele conheceu Henri Matisse no in\u00edcio de sua carreira e a Vlaminck em 1900. Um encontro que muitos historiadores da arte consideram o nascimento da arte Fauve. Derain e Vlaminck eram seus bons amigos e eles intercambiavam id\u00e9ias art\u00edsticas e liter\u00e1rias. Eles freq\u00fcentemente pintavam juntos. As pinturas de Derain s\u00e3o muito ecl\u00e9ticas e a partir delas pode-se rastrear os seus v\u00e1rios est\u00e1gios de experimenta\u00e7\u00e3o.\n\nA sua pe\u00e7a mais famosa, A Dan\u00e7arina, foi influenciada por Gauguin como se observa pelo uso que Derain fez dos tons de terra.\n\nOutros trabalhos como a sua s\u00e9rie de Londres e barcos a vela s\u00e3o reminisc\u00eancias do impressionismo. Durante as suas viagens com George Braque, o seu trabalho foi adquirindo um estilo mais Cubista. Mais tarde, Derain mudou das paisagens para o estudo da figura humana e ele chegou mesmo a experimentar a escultura e desenho de roupas. Andre Derain morreu em 1954, semanas ap\u00f3s ter sido atropelado por um carro em Chambourcy.\n\n<strong>Raoul Dufy<\/strong>\n\nMuitos associam imediatamente as pinturas de marinhas, ruas embandeiradas e cenas de figuras an\u00f4nimas caminhando pelas ruas a Raoul Dufy. Suas paisagens mar\u00edtimas s\u00e3o freq\u00fcentemente pintadas de verde esmeralda com pinceladas brancas, pretas e vermelhas representando barcos a vela e pessoas. Muitos dos seus trabalhos incorporam um sentido de suavidade, alegria e efemeridade. Dufy pintou v\u00e1rios quadros de avenidas em Le Havre, onde ele nasceu, cobertas de bandeiras comemorativas da Queda da Bastilha. Diferentemente de Van Dongen, Derain e Vlaminck, Dufy encontrou muita animosidade ao conhecer os Fauves.\n\nDe fato, o \u00fanico modo que Berthe Weill, o principal patrocinador dos artistas Fauvistas, conseguiu para exibir os trabalhos de Dufy junto com os de outros artistas Fauvistas foi exib\u00ed-los em salas separadas. Dufy n\u00e3o foi totalmente aceito no c\u00edrculo at\u00e9 a exibi\u00e7\u00e3o do Salon d\u0092Automne em 1907. Ele foi obrigado durante toda a sua vida a pegar trabalhos estranhos aqui e acol\u00e1 para poder se sustentar, como dirigir uma caminhonete para servi\u00e7o postal militar, per\u00edodo em que Dufy foi exposto aos in\u00fameros trabalhos de outros artistas.\n\n<strong>Henri Manguin<\/strong>\n\nHenri Manguin nasceu em Paris em 23 de mar\u00e7o de 1874 e ingressou na Ecole des Beaux-Arts para estudar sob a orienta\u00e7\u00e3o de Gustave Moreau como Matisse e Camoin, tornando-se grandes amigos. Assim como os seus companheiros, Manguin fez c\u00f3pias da arte Renascentista no Louvre que eram adquiridas pelo estado. Manguin foi muito influenciado pelo Impressionismo como se pode verificar a partir do uso que fez de tons past\u00e9is brilhantes. Ele se casou em 1899 e fez numerosos retratos de sua esposa, Jeanne, e de sua fam\u00edlia. Em 1902, Manguin teve a sua primeira exposi\u00e7\u00e3o nos Salon des Independants e d\u0092Automne. Muitas das suas pinturas s\u00e3o paisagens Mediterr\u00e2neas e representam o auge da sua carreira como um artista Fauve. Ele viajou extensivamente com Marquet pelo sul da Europa. Em 1949, Manguin deixou Paris para se fixar em Saint-Tropez.\n\n<strong>Albert Marquet<\/strong>\n\nAlbert Marquet nasceu em 1875 em Bordeaux filho de um pai que trabalhava na ferrovia e de uma m\u00e3e encorajadora que apoiou os seus esfor\u00e7os art\u00edsticos iniciais. Ele ingressou no Est\u00fadio de Gustave Moreau como os outros Fauves da Ecole des Beaux-Arts. Ele pintou extensivamente as paisagens urbanas francesas. Ele usava a cor no seu trabalho para enriquecer ou atenuar os efeitos da luz solar. Um desses trabalhos \u00e9 o Quai du Louvre et Le Pont-Neuf a Paris no qual ele usou luz contrastante e sombras escuras para representar a luz solar. Marquet preferia viver uma vida reservada com sua esposa, Marcelle Matinet com quem se casou em 1923. Ele adorava viajar pela Europa e Norte da \u00c1frica. Marquet pintava com Dufy pelas praias da Normandia e La Havre. Apesar da sua predile\u00e7\u00e3o pela pintura de paisagens, muitos atestariam o talento de Marquet para retratos, o que era freq\u00fcentemente comparado com os trabalhos de Van Gogh e Tolouse Lautrec.\n\n<strong>Henri Matisse<\/strong>\n\nHenri Matisse, nascido em Le Cateau em dezembro de 1869, planejou inicialmente uma carreira como advogado e chegou mesmo a ser aprovado nos exames de advocacia em Paris em 1888.\n\nEntretanto, ele come\u00e7ou a pintar ap\u00f3s um ataque agudo de apendicite e a partir da\u00ed prosseguiu, tornando-se um l\u00edder em muitos c\u00edrculos de arte. Ele ingressou no Est\u00fadio de Gustave Moreau na Ecole des Beaux- Arts, onde conheceu Camoin, Manguin, Marquet and Jean Puy. Matisse fez experimentos com diversos meios e estilos.\n\nO seus primeiros trabalhos, especialmente, Luxe, Calme et Volupte, eram muito puntil\u00edsticos, pois ele foi muito influenciado por Seurat. Matisse tornou-se um Neo- Impressionista, usando destacadamente tanto cor como sombras.\n\nOs seus \u00faltimos trabalhos enfatizavam a satura\u00e7\u00e3o da cor e a simplicidade das linhas. Em muitos trabalhos, ele exibe uma plasticidade de formas que complementa o uso simplista e saturado da cor.\n\nEm algumas das suas pinturas, ele transp\u00f4s as tramas o que diminuiu o sentido de espa\u00e7o no seu trabalho. Matisse foi um pioneiro do\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>, e foi amplamente reconhecido, estabelecendo v\u00e1rias conex\u00f5es com a comunidade Americana na Fran\u00e7a.\n\nMatisse tamb\u00e9m esculpiu em argila, bronze e cer\u00e2mica. Ele tamb\u00e9m dirigiu uma academia de arte durante tr\u00eas anos. Muitos dos seus quadros apresentam vistas a partir de janelas e partes de interiores. Em 1908, Matisse publicou &#8220;Notes d&#8217;un Peintre&#8221; onde registra a sua manifesta\u00e7\u00e3o pessoal como artista .\n\n<strong>Kees Van Dongen<\/strong>\n\nVan Dongen entrou na cena art\u00edstica Parisiense no auge do\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>\u00a0durante os anos dos Salon des Independants e Salon d\u0092Automne. Ele teve grande sucesso e a representa\u00e7\u00e3o sensual de figuras nuas tamb\u00e9m conferiu-lhe notoriedade. Ele nasceu em Rotterdam em 1877 e estudou na Academy of Fine Arts daquela cidade entre 1892 e 1897. Van Dongen estabeleceu-se em Paris em 1901 ap\u00f3s se casar com Augusta Prettinger. Al\u00e9m de pintar, ele ganhava a vida em parte vendendo esquetes sat\u00edricos para os jornais.\n\nDepois dos anos do\u00a0<strong>Fauvismo<\/strong>, ele tornou-se o seu pr\u00f3prio empres\u00e1rio de arte em Paris. Mais tarde, desiludido e amargo, ele come\u00e7ou a pintar retratos da alta sociedade, os quais podem ser vistos como uma extens\u00e3o dos esquetes sat\u00edricos da aristocracia no in\u00edcio da sua carreira. As suas pinturas Le Ble et Le Coquelicot, s\u00e3o muito din\u00e2micas e quase d\u00e3o a impress\u00e3o do vento empurrando as nuvens e penteando a vegeta\u00e7\u00e3o dos campos.\n\n<strong>Maurice de Vlaminck<\/strong>\n\nMaurice de Vlaminck nasceu em 1876 em Paris de pais que eram m\u00fasicos bo\u00eamios. Ainda adolescente, Vlaminck planejou fazer carreira como ciclista profissional. Como seus pais, ele tamb\u00e9m possuia um talento musical e se sustentava com o violino. Vlaminck tinha um interesse apaixonado na pintura, o que era estimulado por Robichon, um artista franc\u00eas. Ele se casou com Suzanne Berly em 1894, mas contraiu febre tif\u00f3ide o que p\u00f4s fim a sua carreira cicl\u00edstica em 1896.\n\nObrigado a sustentar a fam\u00edlia, ele dava aulas de violino mas acabou ingressando na carreira militar. Foi durante uma de suas viagens a servi\u00e7o em Chatou que ele conheceu Andre Derain em junho de 1900. Esse encontro marcou o in\u00edcio da escola de Chatou e, na pr\u00e1tica, o nascimento da arte Fauvista. Vlaminck pintou com os Fauves e se exibiu com eles nos Salon des Independants e d\u0092Automne.\n\nEle tamb\u00e9m publicou alguns contos para os quais Derain fez as ilustra\u00e7\u00f5es, e chegou mesmo a escrever alguma poesia. Vlaminck se casou novamente e teve duas filhas. Ele continuou a viajar com Derain durante os \u00faltimos anos da sua vida e publicou d\u00fazias de relatos autobiogr\u00e1ficos da sua vida e das suas experi\u00eancias com outros artistas.\n\n<strong>Georges Braque<\/strong>\n\nGeorges Braque nasceu em 13 de maio de 1882 em Argenteuil-sur-Seine, Fran\u00e7a. Ele cresceu em Le Havre e estudou na Ecole des Beaux-Arts daquela cidade entre os anos de 1897 e 1899. De 1902 a 1904, ele pintou na Acad\u00e9mie Humbert em Paris, onde conheceu Marie Laurencin e Francis Picabia.\n\nPor volta de 1906, o trabalho de Braque n\u00e3o era mais Impressionista e sim estilo Fauve; depois de passar o ver\u00e3o na Antu\u00e9rpia com Othon Friesz, ele mostrou o seu trabalho Fauve no Salon des Ind\u00e9pendants, em Paris no ano seguinte. A sua primeira exibi\u00e7\u00e3o solo foi na galeria Daniel-Henri Kahnweiler em 1908.\n\nA partir de 1909, Pablo Picasso e Braque trabalharam juntos no desenvolvimento do Cubismo; em 1911, os seus estilos eram extremamente similares. Ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial, o trabalho de Braque tornou-se mais livre e menos esquematizado. A sua fama aumentou em 1922 como resultado de uma exibi\u00e7\u00e3o no Salon d\u0092Automne em Paris.\n\nA sua primeira retrospectiva mais importante aconteceu em 1933 na Kunsthalle Basel. Ele ganhou o Primeiro Pr\u00eamio na Carnegie International, Pittsburgh, em 1937. Al\u00e9m da pintura, Braque tamb\u00e9m fez litografias, entalhes e esculturas. Durante os \u00faltimos anos de sua vida, a sa\u00fade abalada de Braque impediu que ele assumisse grandes compromissos, mas ele continuou a pintar, a fazer litografias e a desenhar j\u00f3ias. Ele morreu em 31 de agosto de 1963 em Paris.\n\nFonte: www.ciaarte2.hpgvip.com.br\/www.esec-josefa-obidos.rcts.pt\/cultura.portaldomovimento.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fauvismo, Arte, Movimento, Art\u00edstico, Estilo, Pintura, Pintores, Obras, Artistas, Caracter\u00edsticas, Fauves, Hist\u00f3ria, Fauvismo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4994,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-25397","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Fauvismo - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Fauvismo - 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