{"id":25384,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/arte-paleocrista-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:47:48","modified_gmt":"2026-09-01T17:47:48","slug":"arte-paleocrista-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/arte-paleocrista-4\/","title":{"rendered":"Arte Paleocrist\u00e3"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nOs prim\u00f3rdios de uma <strong>Arte Crist\u00e3<\/strong> identific\u00e1vel pode ser rastreada at\u00e9 o fim do segundo s\u00e9culo e no in\u00edcio do terceiro s\u00e9culo.\n\nConsiderando-se as proibi\u00e7\u00f5es do Antigo Testamento contra imagens esculpidas, \u00e9 importante considerar porque <strong>Arte Crist\u00e3<\/strong> foi desenvolvida em primeiro lugar. O uso de imagens ser\u00e1 uma quest\u00e3o de continuar na hist\u00f3ria do cristianismo. A melhor explica\u00e7\u00e3o para o surgimento da <strong>Arte Crist\u00e3<\/strong> na Igreja primitiva \u00e9 devido \u00e0s imagens, um importante papel desempenhado na cultura greco-romana.\n\nComo o cristianismo ganhou convertidos, esses novos crist\u00e3os havia sido criado no valor de imagens em sua experi\u00eancia cultural anterior e queriam continuar este em sua experi\u00eancia crist\u00e3. Por exemplo, houve uma mudan\u00e7a nas pr\u00e1ticas de sepultamento no mundo romano longe de crema\u00e7\u00e3o.\n\nFora das muralhas da cidade de Roma, adjacente \u00e0s principais estradas, catacumbas foram cavados no ch\u00e3o para enterrar os mortos.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Paleocrist\u00e3\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-p29.jpg\" alt=\"Arte Paleocrist\u00e3\" width=\"417\" height=\"288\" \/><strong>\nCatacumba<\/strong><\/p>\nFam\u00edlias teriam c\u00e2maras ou Cubicula escavado para enterrar seus membros. Romanos ricos tamb\u00e9m teriam sarc\u00f3fagos de m\u00e1rmore ou t\u00famulos esculpidos por seu enterro. Catacumbas crist\u00e3s foram escavados freq\u00fcentemente adjacente aos n\u00e3o-crist\u00e3os, e sarc\u00f3fagos de imagens crist\u00e3s eram aparentemente popular com os crist\u00e3os mais ricos.\n\nAntes de o imperador romano Constantino ter legalizado o cristianismo no ano de 313, a persegui\u00e7\u00e3o aos seguidores de Jesus era grande, obrigando-os a praticarem seu culto escondidos, geralmente em\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>, onde os arque\u00f3logos encontraram registros de sua presen\u00e7a.\n\nAssim, o termo arte paleocrist\u00e3, ou paleocristianismo, n\u00e3o se refere propriamente a um estilo, mas a todas as formas art\u00edsticas produzidas por ou para crist\u00e3os, durante o Imp\u00e9rio Romano do Ocidente.\n<h4>Arte Paleocrist\u00e3 &#8211; Hist\u00f3ria<\/h4>\nA\u00a0<strong>arte paleocrist\u00e3<\/strong>\u00a0como express\u00e3o simples e simb\u00f3lica, originou-se dos crist\u00e3os, seguidores dos ensinamentos de Jesus Cristo.\n\nSurgiu ent\u00e3o a <strong>arte crist\u00e3<\/strong> primitiva.\n\nCom o nascimento de Cristo, uma nova era amea\u00e7ou os romanos, desencadeando a persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os e seu &#8220;Rei Espiritual&#8221; e &#8220;Profeta&#8221;.\n\nEsta fase de persegui\u00e7\u00e3o ficou registrada nas\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>\u00a0(cemit\u00e9rios subterr\u00e2neos) onde os crist\u00e3os celebravam seus cultos. Estas catacumbas se localizam em Roma e as pinturas simb\u00f3licas expressam bem os sentimentos da \u00e9poca. A simbologia das pinturas exibe peixes, ovelhas, cordeiros que traduzem nossas passagens b\u00edblicas, Jesus, o Pastor e seus seguidores.\n\nPodemos visitar as\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>\u00a0de Santa Priscila e Santa Domitila, pr\u00f3ximas de Roma. A persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os levou tr\u00eas s\u00e9culos at\u00e9 que o Imperador Constantino reconheceu o Cristianismo, dando in\u00edcio \u00e0 segunda fase da\u00a0<strong>arte paleocrist\u00e3<\/strong>\u00a0que envolveu a utiliza\u00e7\u00e3o das bas\u00edlicas cedidas pelos romanos aos crist\u00e3os para suas celebra\u00e7\u00f5es. A arte dos\u00a0<strong>mosaicos<\/strong>\u00a0utilizada nas bas\u00edlicas expressava as passagens do Antigo e Novo Testamento e tamb\u00e9m apareceram nos mausol\u00e9us e sarc\u00f3fagos usados pelos crist\u00e3os mais ricos.\n\n<strong>PINTURA<\/strong>\n\nA pintura paleocrist\u00e3 \u00e9 bastante escassa e totalmente simb\u00f3lica. Restaram alguns afrescos, encontrados nos muros das\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>; seus temas eram sempre baseados no Cristianismo, podiam representar ora\u00e7\u00f5es, figuras humanas e de animais, s\u00edmbolos crist\u00e3os e passagens dos Evangelhos e cenas t\u00edpicas da vida religiosa da \u00e9poca.\n\n<strong>ESCULTURA<\/strong>\n\nA escultura se destaca mais por seu significado e simbolismo do que pelas formas e \u00e9 encontrada nos sarc\u00f3fagos. Baixos relevos de pouca qualidade transmitem a espiritualidade. Suas figuras d\u00e3o \u00eanfase \u00e0s cabe\u00e7as, que seriam para eles o centro da espiritualidade.\n\nExistem poucas est\u00e1tuas e quase sempre representavam o Bom Pastor. As decora\u00e7\u00f5es dos sarc\u00f3fagos compreendiam cenas em seq\u00fc\u00eancia, personagens entre colunas e um medalh\u00e3o central.\n\n<strong>ARQUITETURA<\/strong>\n\nA arquitetura paleocrist\u00e3 foi simples e caracterizada pela simbologia das passagens da B\u00edblia. Destacamos numa primeira fase<strong>catacumbas<\/strong>\u00a0e cemit\u00e9rios subterr\u00e2neos em Roma para celebra\u00e7\u00e3o de cultos crist\u00e3os.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Arte Paleocrist\u00e3\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-p30.jpg\" alt=\"Arte Paleocrist\u00e3\" width=\"254\" height=\"350\" \/>\n<strong>Catacumbas crist\u00e3s, Roma<\/strong><\/p>\nAinda hoje podemos visitar as\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>\u00a0de Santa Domitila e Santa Priscila.\n\nCom a legaliza\u00e7\u00e3o do Cristianismo, surgem as bas\u00edlicas, edifica\u00e7\u00f5es enormes com 3 naves e um port\u00e3o principal na fachada, destinadas ao com\u00e9rcio e assuntos judiciais. Com o fim da persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os, os romanos cederam algumas bas\u00edlicas para os cultos crist\u00e3os.\n\nAs bas\u00edlicas crist\u00e3s foram revestidas com\u00a0<strong>mosaicos<\/strong>\u00a0contando passagens do Antigo e Novo Testamento. Os mausol\u00e9us e sarc\u00f3fagos, utilizados pelos mais ricos, tamb\u00e9m receberam esse mesmo material.\n<h4><strong>ARQUITETURA PALEO-CRIST\u00c3<\/strong><\/h4>\nA Arquitetura Crist\u00e3 primitiva surge enquanto os romanos desenvolviam sua arquitetura colossal e espalhavam um estilo por toda a Europa e parte da \u00c1sia, os crist\u00e3os come\u00e7aram a criar uma arte simples e simb\u00f3lica executada por pessoas que n\u00e3o eram grandes artistas.\n\n<strong>A primeira fase da arquitetura paleocrist\u00e3:<\/strong>\u00a0a fase catacumb\u00e1ria, que recebe este nome devido \u00e0s\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>, cemit\u00e9rios subterr\u00e2neos em Roma, onde os primeiros crist\u00e3os secretamente celebravam seus cultos devido a persegui\u00e7\u00e3o.\n\nAinda hoje podemos visitar as\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>\u00a0de Santa Priscila e Santa Domitila, nos arredores de Roma.\n\n<strong>Com a legaliza\u00e7\u00e3o do Cristianismo pelo Imperador Constatino deu-se o in\u00edcio \u00e0 2a fase da arte paleocrist\u00e3:<\/strong>\u00a0a fase basilical.\n\nTanto os gregos como os romanos, adotavam um modelo de edif\u00edcio denominado &#8220;Bas\u00edlica&#8221; (origem do nome: Basileu = Ju\u00edz) , lugar civil destinado ao com\u00e9rcio e assuntos judiciais.\n\n<strong>Eram edif\u00edcios com grandes dimens\u00f5es:<\/strong>\u00a0um plano retangular de 4 a 5 mil metros quadrados com tr\u00eas naves separadas por colunas e uma \u00fanica porta na fachada principal.\n\nCom o fim da persegui\u00e7\u00e3o aos crist\u00e3os, os romanos cederam algumas bas\u00edlicas para eles pudessem usar como local para as suas celebra\u00e7\u00f5es.\n\nOs\u00a0<strong>mosaicos<\/strong>, muito utilizados pelos gregos e romanos, foram o material escolhido para o revestimento interno das bas\u00edlicas, utilizando imagens do Antigo e do Novo Testamento.\n\nEsse tratamento art\u00edstico tamb\u00e9m foi dados aos mausol\u00e9us e os sarc\u00f3fagos eram decorados com relevos usando imagens de passagens b\u00edblicas.\n\nAs primeiras igrejas crist\u00e3s erigidas em Roma adotaram o modelo da bas\u00edlica romana, que melhor atendia \u00e0 necessidade de reunir um grande n\u00famero de fi\u00e9is.\n\n<strong>A de S\u00e3o Pedro, em Roma, constru\u00edda em 324, era um exemplo cl\u00e1ssico:\u00a0<\/strong>corpo de cinco naves &#8212; posteriormente se popularizaria a constru\u00e7\u00e3o de tr\u00eas &#8212; com teto de madeira, em que a nave central terminava numa outra, perpendicular, ou transepto.\n\nQuando esta possu\u00eda a mesma largura que a primeira, denominava-se cruzeiro.\n\nDepois deste, no eixo da nave principal abria-se uma abside, espa\u00e7o semicircular abobadado que abrigava o altar. Todo o recinto, que n\u00e3o era ornamentado e deixava \u00e0 vista os materiais de constru\u00e7\u00e3o, era precedido por um vest\u00edbulo ou n\u00e1rtex e um \u00e1trio. Sua estrutura permitia real\u00e7ar a abside, onde as naves laterais diminu\u00edam progressivamente de altura em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 central.\n\nSeria esta a origem da planta de cruz latina, na qual o transepto dividia a nave central em dois bra\u00e7os desiguais, e que seria a mais empregada em Roma.\n\nOs limites cronol\u00f3gicos da arte b\u00e1rbara situam-se entre os s\u00e9culos V e VIII e fazem parte de suas influ\u00eancias a arte germ\u00e2nica da Idade do Bronze, a arte c\u00e9ltica da Idade de La T\u00e8ne e a arte paleocrist\u00e3.\n\n<strong>A partir do Bronze M\u00e9dio, a arte germ\u00e2nica apresentava caracter\u00edsticas uniformes, percebidas em manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas pr\u00f3prias da ornamenta\u00e7\u00e3o, sobretudo quando aliadas ao uso individual:<\/strong>\u00a0instrumentos musicais, enfeites femininos, j\u00f3ias, armas, vasos e sepulturas.\n\nN\u00e3o havia, entre as tribos germ\u00e2nicas, artes\u00e3os especializados; a maior parte destes of\u00edcios era praticada como trabalho dom\u00e9stico e n\u00e3o recorriam \u00e0s representa\u00e7\u00f5es pl\u00e1sticas naturalistas da figura humana. A arquitetura tamb\u00e9m n\u00e3o era privilegiada pelos invasores, devido ao seminomadismo destes povos.\n\nEnquanto a arte romana era inspirada pelo ideal do Estado, a arte b\u00e1rbara era individualista.\n\nOs visigodos empregavam incrusta\u00e7\u00f5es policr\u00f4micas em metais, sobretudo em produ\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter ornamental.\n\n<strong>Arnold Hauser, em seu Historia Social de La Literatura y El Arte (1969, p. 192) estabelece liga\u00e7\u00f5es entre a arte dos povos germ\u00e2nicos e a futura arte g\u00f3tica:\u00a0<\/strong>conforme o autor, h\u00e1 um &#8220;goticismo secreto&#8221; comum \u00e0s duas modalidades art\u00edsticas, que consiste na tens\u00e3o de um jogo abstrato de for\u00e7as. Os artistas visigodos trabalhavam o metal e a madeira com motivos geom\u00e9tricos. Os desenhos representavam tri\u00e2ngulos e c\u00edrculos tran\u00e7ados.\n\n<strong>No entanto, al\u00e9m da influ\u00eancia visigoda citada por Hauser, a arte sofreu as conseq\u00fc\u00eancias de uma s\u00e9rie de invas\u00f5es, sobretudo na Fran\u00e7a, onde a Hist\u00f3ria est\u00e1 ligada a grandes movimentos migrat\u00f3rios:<\/strong>\u00a0visigodos, francos, celtas, normandos, \u00e1rabes, invas\u00f5es pac\u00edficas dos comerciantes s\u00edrios, constitui\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio carol\u00edngio, dentre outros. Os povos germ\u00e2nicos j\u00e1 traziam consigo t\u00e9cnicas dos povos n\u00f4mades da \u00c1sia oriental e central, como os citas, s\u00e1rmatas e hunos.\n\nMuito antes do aparecimento das catedrais g\u00f3ticas, os primeiros templos crist\u00e3os, surgidos por volta do ano de 391, concorriam com as religi\u00f5es pag\u00e3s. A arte paleocrist\u00e3, um misto das artes oriental e greco-romana, surgiu quando os crist\u00e3os ainda sofriam persegui\u00e7\u00f5es violentas. Os primeiros artistas, acostumados \u00e0s figuras extremamente reais da arte greco-romana, impressionaram-se com a religiosidade caracter\u00edstica da arte oriental. Os \u00edcones, por exemplo, que sempre ocuparam lugar de destaque na arte religiosa, derivam dos retratos funer\u00e1rios eg\u00edpcios.\n<h4>Arte Paleocrist\u00e3 &#8211; O Triunfo do Cristianismo<\/h4>\n<strong>Da Intoler\u00e2ncia \u00e0 Toler\u00e2ncia<\/strong>\n\nO contexto muda em finais do s\u00e9c. III quando as invas\u00f5es b\u00e1rbaras fragilizam o Imp\u00e9rio. Com o objetivo de restaurar a unidade moral, certos imperadores como D\u00e9cio, Valeriano e Gal\u00e9rio ordenam a persegui\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos crist\u00e3os, considerados subversivos. Os seus \u00e9ditos s\u00e3o, no entanto, muito desigualmente aplicados, sobretudo na G\u00e1lia, onde Constantino os ignora completamente.\n\n<strong>De 305 a 313, as persegui\u00e7\u00f5es alternam com \u00e9ditos de toler\u00e2ncia pois a clientela Crist\u00e3 torna-se o pr\u00e9mio das lutas pelo poder que os senhores de um imp\u00e9rio dividido em quatro, travam entre si:<\/strong>\u00a0assiste-se a uma reviravolta do pr\u00f3prio Gal\u00e9rio, cujo sobrinho continua, no entanto, \u00e0 aplicar no Oriente uma pol\u00edtica repressiva. Para por fim \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es os augustos Constantino &#8211; filho de Const\u00e2ncio Cloro &#8211; e Licinio decidem reconhecerem todo o Imp\u00e9rio a liberdade de consci\u00eancia e a paz religiosa. Quando mais tarde, Constantino pretende eliminar Licinio, inaugura uma pol\u00edtica realmente favor\u00e1vel aos Crist\u00e3os.\n\n<strong>Ao tornar-se, finalmente, \u00fanico imperador, em 324, promulga a liberdade de culto e estabelece entre o Paganismo oficial e a nova religi\u00e3o um compromisso vantajoso para esta \u00faltima:\u00a0<\/strong>s\u00e3o postos entraves aos cultos pag\u00e3o e judaico, os bens confiscados s\u00e3o restitu\u00eddos \u00e0s igrejas, os sacerdotes usufruem de um regime de excep\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>A Igreja sob o Poder do Imperador<\/strong>\n\nO Imp\u00e9rio torna-se crist\u00e3o na pessoa dos imperadores. Os sucessores de Constantino, criados na f\u00e9 crist\u00e3, s\u00e3o cada vez mais hostis ao paganismo, fora algumas excep\u00e7\u00f5es como Juliano\n\nTradi\u00e7\u00f5es diferentes op\u00f5em a igreja latina do Ocidente \u00e0 igreja Grega do Oriente, particularmente no que respeita a fixar a data da P\u00e1scoa. A crise mais grave \u00e9 provocada pelo Bispo Ario, que, ao negar a divindade de Cristo, inaugura um s\u00e9culo de controv\u00e9rsias. O conflito doutrinal \u00e9 assim politizado, e a tend\u00eancia do Imp\u00e9rio para sacralizar o poder v\u00ea-se refor\u00e7ada. Nos conc\u00edlios, o imperador apresenta-se como o &#8220;Bispo do Exterior&#8221;. Em contrapartida, o Bispo de Roma desempenham um papel bem apagado e, a com excep\u00e7\u00e3o de D\u00e2maso, s\u00e3o raros os papas com alguma envergadura.\n\n<strong>A Morte do Paganismo<\/strong>\n\nA &#8220;Paz da Igreja&#8221; inaugura um per\u00edodo de assimila\u00e7\u00e3o e de penetra\u00e7\u00e3o mais que de expans\u00e3o. O triunfo oficial do Cristianismo marca a paisagem urbana com a constru\u00e7\u00e3o de igrejas p\u00fablicas monumentais que recuperam o plano com v\u00e1rias naves das &#8220;Bas\u00edlicas&#8221; judici\u00e1rias.\n\nA corte, e depois toda a aristocracia, s\u00e3o conquistadas pela F\u00e9 Crist\u00e3. No S\u00e9c. IV, que v\u00ea o Imperador abra\u00e7as oficialmente a nova religi\u00e3o, as convers\u00f5es fazem-se em massa. Muitas relevam, por\u00e9m, do oportunismo uma vez que o poder, tanto pol\u00edtico como intelectual \u00e9 Crist\u00e3o assim, mais vale adoptar a mesma religi\u00e3o que ele.\n\nParalelamente, faz-se a conquista dos campos. O encerramento dos Templos Pag\u00e3os \u00e9 inevit\u00e1vel e faz-se gradualmente, Graciano estabelecer\u00e1 a separa\u00e7\u00e3o do Estado e do Paganismo, iniciando uma pol\u00edtica repressiva com a sua lei sobre os ap\u00f3statas. Teod\u00f3sio proibir\u00e1 os ritos pag\u00e3os, as \u00faltimas festas pag\u00e3s t\u00eam lugar na Gr\u00e9cia, em 394 &#8211; 396.\n<h4>As Catacumbas<\/h4>\n<strong>As Persegui\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nAs primeiras persegui\u00e7\u00f5es graves contra os crist\u00e3os foram desencadeadas no tempo de Nero. Sup\u00f5em-se que esse imperador tenha ordenado, no ano de 64, que se incendia Roma para depois culpar os crist\u00e3os .\n\nEm v\u00e1rios per\u00edodos posteriores, os crist\u00e3os forma tratados como inimigos p\u00fablicos, pois n\u00e3o queriam participar no culto imperial. Muitos sofreram na arena do circo uma morte sangrenta na luta contra as feras.\n\nEm Roma, no tempo da persegui\u00e7\u00e3o, os crist\u00e3os tiveram que viver praticamente sob a terra.\n\nAs chamadas\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>\u00a0eram originariamente t\u00famulos escavados sob uma colina; que com o tempo, converteram-se numa rede de galerias com v\u00e1rios andares, em cujas paredes enterravam-se os mortos em filas de nincho, as\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>\u00a0dizem-nos muito acerca do espirito das comunidades que as patrocinaram. O ritual funer\u00e1rio e a prote\u00e7\u00e3o das sepulturas eram de fundamental import\u00e2ncia para os crist\u00e3os primitivos, cuja f\u00e9 assentava na esperan\u00e7a de uma vida eterna no Para\u00edso.\n\nEra tamb\u00e9m nas\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>\u00a0que os crist\u00e3os se refugiavam durante as persegui\u00e7\u00f5es de que eram objeto.\n\n<strong>A Iconografia<\/strong>\n\nA iconografia das\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>, exprime claramente uma perspectiva ultra-terrena, embora as formas continuem a ser essencialmente as mesmas da decora\u00e7\u00e3o parietal pr\u00e9-crist\u00e3. A divis\u00e3o do teto em compartimentos \u00e9 um eco tardio e altamente simplificado dos motivos arquitet\u00f3nicos em trompe-l&#8217;oeil.\n\nO modelado das figuras e os fundos paisag\u00edsticos revelam o mesmo vocabul\u00e1rio romano, onde o pintor utilizava esse l\u00e9xico tradicional para traduzir um novo conte\u00fado, simb\u00f3lico.\n\nAt\u00e9 o enquadramento geom\u00e9trico, onde os tetos e as paredes est\u00e3o divididas por bandas vermelhas, pardas ou verdes, em forma de fest\u00f5es participam nessa mesma tarefa, assim e com essa mesma fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica o grande circulo ( onde est\u00e1 inscrita a cruz) evocando a c\u00fapula celeste.\n\nNuma imagem poder\u00edamos ver um jovem pastor, com uma ovelha aos ombros, numa atitude que j\u00e1 vinha da escultura arcaica grega, o Bom Pastor que d\u00e1 a vida pelo o seu rebanho. \u00c9 evidente que, para os crist\u00e3os, este pastor representava Cristo, pastor do seu rebanho. Do mesmo modo que o Pescador tamb\u00e9m evocava Cristo, pescador de homens. Tamb\u00e9m o peixe foi utilizado como criptograma para designar cristo, j\u00e1 que as primeiras letras da tradu\u00e7\u00e3o grega das palavras &#8221; Jesus cristo, filho do Deus salvador&#8221; correspondiam ao termo grego ichtus, que significa peixe.\n\nOutras figuras como pav\u00e3o revelam uma alma simb\u00f3lica, esta \u00e9 uma ave de luxo, e representa, para uns e outros, um lugar de perman\u00eancia, cheio de amenidade, que se deseja vir a ser o de quem morre. As plantas e flores foram tamb\u00e9m adoptadas pelos crist\u00e3os.\n\nAlgumas das pinturas mais antigas da <strong>catacumbas <\/strong>romanas s\u00e3o de um estilo ilusionista, com um ligeireza de toque e com uma eleg\u00e2ncia de desenho que recordam as melhores pinturas de Pompeia e Roma.\n<h4>A Arquitetura<\/h4>\nNo momento em que Constantino decidiu conceber aos crist\u00e3os liberdade de culto e de propaga\u00e7\u00e3o da sua f\u00e9, houve uma profunda mudan\u00e7a na pr\u00f3pria arte crist\u00e3.\n\nPois estes deixaram de viver num mundo subterr\u00e2neo e distante dos olhares dos n\u00e3o crentes, assim, como da noite para o dia os fi\u00e9is, que at\u00e9 \u00e1 altura n\u00e3o tinham podido reunir-se abertamente para celebrar o culto em p\u00fablico, sendo as cerim\u00f3nias religiosas celebradas \u00e0s escondidas nas casas dos fi\u00e9is mais abastados, e nas j\u00e1 referidas <strong>catacumbas<\/strong>.\n\nAgora a sua f\u00e9, at\u00e9 ent\u00e3o perseguida, transforma-se em religi\u00e3o l\u00edcita. Saindo da semi-clandestinidade para fazer a sua entrada p\u00fablica em todos os diversos terrenos da vida p\u00fablica e intelectual.\n\nPara tal, foi preciso criar um novo sistema Arquitetural para celebrar a f\u00e9 crist\u00e3, agora oficialmente reconhecida, de modo que a pr\u00f3pria Igreja se tornasse vis\u00edvel a toda a gente. O pr\u00f3prio Constantino dedicou todos os recursos do seu cargo a essa tarefa, e dentro de poucos anos foi erguido um n\u00famero espantoso de grandes igrejas.\n\n<strong>A Bas\u00edlica<\/strong>\n\nA bas\u00edlica \u00e9, ent\u00e3o o tipo mais frequente e mais expandido de edif\u00edcio de culto normal e que se tornou o modelo de base para a elabora\u00e7\u00e3o da Arquitetura sacra da Europa Ocidental.\n\nA Bas\u00edlica crist\u00e3 primitiva, \u00e9 uma s\u00edntese de sala de audi\u00eancia, de templo e de casa particular, mas com tra\u00e7os originais que n\u00e3o podem ser inteiramente explicados por essas fontes. A nave central, flanqueada pelas naves laterais e iluminada pelas janelas do clerest\u00f3rio, \u00e1bside, o travejamento de madeira, s\u00e3o caracter\u00edsticas j\u00e1 conhecidas do edif\u00edcio mais antigo. A bas\u00edlica pag\u00e3 era, o modelo ideal para as igrejas constantinianas, pois esta avaliava um interior espa\u00e7oso, exigido pelo culto crist\u00e3o.\n\nMas uma igreja n\u00e3o podia ser apenas uma sala de assembleia; al\u00e9m de conter a comunidade dos fi\u00e9is, era a casa sagrada de Deus, a sucessora crist\u00e3 dos templos antigos. Assim, o tra\u00e7ado da bas\u00edlica pag\u00e3 foi ajustado a um novo ponto de converg\u00eancia, o altar, colocado \u00e0 frente da \u00e1bside, do lado oriental da nave, ficando as portas na fachada ocidental, e o edif\u00edcio orientado segundo o eixo longitudinal.\n\nA igreja era precedida de um grande p\u00e1tio ladeado de p\u00f3rticos, o atrium , cujo lado oriental, ligado \u00e0 igreja, formava um vest\u00edbulo, o narthex . S\u00f3 depois de cruzado o portal se tinha a perspectiva. O ritmo uniforme das arcadas da nave impele-nos para o grande arco do fundo, o arco triunfal, que serve de moldura \u00e0 \u00e1bside e ao altar. Este era colocado na bema, \u00e1rea elevada ao centro de uma nave transversal, o transepto, e que corresponde ao cruzeiro.\n\nUm aspecto essencial da Arquitetura crist\u00e3 primitiva reside no contraste entre o exterior e o interior. O exterior de tijolo simples, foi intencionalmente deixado sem ornatos, pois \u00e9 apenas uma carapa\u00e7a lisa cuja conforma\u00e7\u00e3o corresponde ao espa\u00e7o interno.\n\nLogo, que entramos em contato com o interior de uma bas\u00edlica primitiva crist\u00e3, deixamos para a tr\u00e1s de n\u00f3s o mundo quotidiano, e entramos num resplandecente dom\u00ednio de luz e cor, onde as superf\u00edcies de preciosos m\u00e1rmores e a cintila\u00e7\u00e3o dos <strong>mosaicos <\/strong>evocam o esplendor do reino de Deus.\n\n<strong>Os Edif\u00edcios de Planta Centralizada e C\u00fapula<\/strong>\n\nUm outro tipo de constru\u00e7\u00f5es veio enriquecer a tradi\u00e7\u00e3o arquitet\u00f3nica crist\u00e3 ainda no tempo de Constantino, os edif\u00edcios de planta redonda ou poligonal e c\u00fapula.\n\nNo s\u00e9c. IV surgem os primeiros baptist\u00e9rios e as capelas funer\u00e1rias ligadas a igrejas bas\u00edlicais, de planta centrada e, deste modo, por assim dizer &#8220;cristianizada&#8221;. O mais belo exemplo restante \u00e9 o mausol\u00e9u da filha de Constantino.\n\nEsta mostra, uma clara articula\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o interior num n\u00facleo cil\u00edndrico, fechado por um c\u00fapula e iluminado por janelas e num deambulat\u00f3rio anelar coberto por uma ab\u00f3bada de ber\u00e7o. Tamb\u00e9m aqui a decora\u00e7\u00e3o \u00e0 base de\u00a0<strong>mosaicos<\/strong>\u00a0desempenha um papel fundamental na cria\u00e7\u00e3o do ambiente interior.\n<h4>A Pintura e os Mosaicos<\/h4>\nOs crist\u00e3os sentiram no entanto, uma necessidade de cobrir as extensas superf\u00edcies murais de imagens dignas do seu enquadramento arquitet\u00f3nico.\n\nInfelizmente, pouca coisa da decora\u00e7\u00e3o destas igrejas do s\u00e9c. IV , chegou at\u00e9 aos nossos dias, mas ao que parece, grandes ciclos picturais alastravam sobre as paredes da nave, o arco triunfal e a \u00e1bside. Estes mesmos ciclos s\u00e3o fruto de uma colheita de elementos, feita na extensa variedade de fontes mais antigas, nas quais se refletia toda a gama da pintura greco-romana.\n\nNo entanto, esta heran\u00e7a n\u00e3o foi de todo assimilada, mas transformada, dando-lhe um corpo mais espiritual, de modo a esta se integrar no novo ambiente.\n\n<strong>Os Mosaicos Parietais<\/strong>\n\nAssim, deste mesmo processo surgiu um grande modalidade art\u00edstica, o mosaico parietal paleocrist\u00e3o que, na sua totalidade substituiu a t\u00e9cnica j\u00e1 t\u00e3o enraizada, da pintura mural.\n\nOs\u00a0<strong>mosaicos<\/strong>, s\u00e3o compostos por pequenas part\u00edculas de materiais coloridos justapostas e assentadas em gesso, tendo esta t\u00e9cnica j\u00e1 sidos utilizada pelos Sum\u00e9rios, pelos gregos helen\u00edsticos e igualmente pelos romanos, mas no entanto os grandiosos e complexos<strong>mosaicos<\/strong>\u00a0da arte paleocrist\u00e3 n\u00e3o t\u00eam precedentes, tal como o novo material empregado pelos crist\u00e3os; as tesselas de pasta de vidro de cor.\n\nO mosaico de vidro foi o complemento ideal da nova est\u00e9tica arquitet\u00f3nica, pois as faces resplandecentes das tesselas atuavam como min\u00fasculos refletores, de tal modo que o efeito do conjunto era o de uma cintilante tela imaterial, mais que o de uma superf\u00edcie s\u00f3lida e cont\u00ednua.\n\nEncarada segundo o crit\u00e9rio de equil\u00edbrio, a nova Arquitetura crist\u00e3 \u00e9 estranhamente inexpressiva. A sua estrutura tang\u00edvel, material, est\u00e1 agora subordinada \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o imaterial; paredes e ab\u00f3badas t\u00eam a qualidade de conchas imponder\u00e1veis, cuja espessura e solidez verdadeiras s\u00e3o escondidas contrariamente a anos anteriores onde eram real\u00e7adas.\n\nO colorido brilhante, a severa ordem geom\u00e9trica das imagens e o fulgor transparente do ouro, ajustam-se na perfei\u00e7\u00e3o ao espirito destes interiores.\n\nO mosaico paleocrist\u00e3o negou a superf\u00edcie rasa e plana, das paredes com o objetivo de realizar uma &#8220;ilus\u00e3o de irrealidade&#8221;, um reino luminoso povoado de seres celestiais.\n\nAs cores utilizadas variam consoante as \u00e9pocas, no s\u00e9c. III, \u00e9 frequente a utiliza\u00e7\u00e3o de cores suaves e claras, enquanto no s\u00e9culo seguinte nomeado como o apogeu da arte crist\u00e3 \u00e9 verific\u00e1vel a utiliza\u00e7\u00e3o do dourado como sin\u00f3nimo de riqueza, e das cores vivas como o verde, o azul, o roxo, como o prop\u00f3sito de chamar a aten\u00e7\u00e3o.\n<h4>Os Rolos os Livros e as Iluminuras<\/h4>\n<strong>Quando nos apercebemos das repentinas mudan\u00e7as na arte crist\u00e3 tanto no tema das pinturas como em outros aspectos, n\u00e3o sabemos ao certo se ter\u00e3o sido eles os primeiros a ilustrar cenas da B\u00edblia de maneira mais extensa ?<\/strong>\n\nBem, para alguns temas, podiam ter encontrado modelos entre as\u00a0<strong>catacumbas<\/strong>, mas os seus prot\u00f3tipos mais importantes devem Ter sido os manuscritos ilustrado, em especial os do &#8221; Velho Testamento &#8220;. Como religi\u00e3o B\u00edblica fundada na Palavra de Deus, a igreja primitiva deve ter fomentado a reprodu\u00e7\u00e3o do texto sagrado numa vasta escala e cada exemplar era cuidado com um respeito exemplar.\n\nMas afinal, quando apareceram as primeiras ilustra\u00e7\u00f5es dos manuscritos b\u00edblicos, tornado-os tamb\u00e9m obras de arte pictural?\n\nInfelizmente os livros s\u00e3o objetos fr\u00e1geis e por isso pouco mais temos que alguns testemunhos indiretos da sua hist\u00f3ria na Antiguidade. Os primeiros parece que foram realizados no Egipto, em data incerta. Os livros de papiro tinham ent\u00e3o a forma de rolos e continuariam a ser usados atrav\u00e9s de toda a antiguidade.\n\nNo entanto, entre os s\u00e9c. I e IV DC, o c\u00f3dice de pergaminho substitui gradualmente, o rolo de Vellum.\n\nEsta mudan\u00e7a deve ter exercido um efeito importante no desenvolvimento da ilustra\u00e7\u00e3o do livro.\n\nAs ilustra\u00e7\u00f5es parecem no entanto ter sido na sua grande maioria desenhos lineares, pois quaisquer camadas de pintura estariam e se soltariam rapidamente com o sucessivo enrolar e desenrolar do manuscrito.\n\nApenas o c\u00f3dice de pergaminho permitia o emprego de cores ricas, incluindo o ouro, que deviam fazer da ilustra\u00e7\u00e3o do livro o equivalente em escala reduzida, dos frescos, dos\u00a0<strong>mosaicos<\/strong>\u00a0e dos pain\u00e9is.\n\nQuando e como se desenvolveu a arte da iluminura, quais os temas, se os b\u00edblicos, se os cl\u00e1ssicos, foram principalmente representados, quando se passou dos rolos para os c\u00f3dice &#8211; tudo isto s\u00e3o problemas ainda por resolver&#8230;\n\n<strong>O Virg\u00edlio da Vaticana<\/strong>\n\nPoucas d\u00favidas restam, de que as mais antigas iluminuras, pag\u00e3s, judaicas ou crist\u00e3s, foram executadas num estilo fortemente influenciado pelo ilusionismo da pintura helen\u00edstica-romana, do g\u00e9nero que conhecemos em Pompeia. Um dos manuscritos ilustrados mais antigos que conhecemos, o Virg\u00edlio de Vaticana, provavelmente pintado na It\u00e1lia, na \u00e9poca dos\u00a0<strong>mosaicos<\/strong>\u00a0de Santa Maria Magigori, reflete essa tradi\u00e7\u00e3o, embora a sua qualidade deixe a desejar. A pintura, separada do resto da p\u00e1gina por uma larga moldura, d\u00e1 o efeito de uma janela e na paisagem ainda se tenta obter profundidade espacial, perspectiva e jogos de sombra e de luz.\n\nOs mais antigos manuscritos ilustrados descobertos at\u00e9 aqui s\u00e3o, ao que tudo leva a crer, do inicio do s\u00e9c.VI, e manifestam, reminisc\u00eancias do estilo helesnistico-romano, em v\u00e1rios graus de adapta\u00e7\u00e3o \u00e1 narrativa religiosa, muitas vezes com um sabor do pr\u00f3ximo Oriente.\n<h4>A Escultura<\/h4>\nComparada \u00e1 pintura e \u00e1 Arquitetura, a escultura teve um papel secund\u00e1rio na arte paleocrist\u00e3.\n\nA escultura religiosa para evitar o lab\u00e9u de idolatria, p\u00f4s de lado a representa\u00e7\u00e3o da figura humana em tamanho natural e afastando-se da profundidade espacial das grandes dimens\u00f5es da escultura greco-romana, para se concentrar nas formas de pouco relevo e escala reduzida, bem como na decora\u00e7\u00e3o \u00e0 laia de renda das superf\u00edcies.\n\nOs primeiros trabalhos da escultura crist\u00e3 foram, sarc\u00f3fagos de m\u00e1rmore, executadas apartir dos meados do s\u00e9culo III para membros proeminentes da igreja.\n\nAntes de Constantino, a respectiva decora\u00e7\u00e3o, quase n\u00e3o ia al\u00e9m do mesmo limitado repert\u00f3rio de temas habituais nas pinturas das<strong>Catacumbas<\/strong>\u00a0como por exemplo &#8220;Bom Pastor&#8221;, mas enquadrados agora em motivos dos sarc\u00f3fagos pag\u00e3os.\n\n<strong>O Classicismo<\/strong>\n\nO classicismo parece ter sido um fen\u00f3meno recorrente na escultura paleocrist\u00e3, desde os meados do s\u00e9c.IV at\u00e9 ao romper do s\u00e9c.VI . Por um lado, o paganismo ainda tinha neste per\u00edodo adeptos importantes que podem ter favorecido o reaparecimento de tra\u00e7os desta natureza como uma esp\u00e9cie de a\u00e7\u00e3o de retaguarda, por lado, os rec\u00e9m-convertidos conservavam muitas vezes uma forte dedica\u00e7\u00e3o dos valores do passado, art\u00edsticos ou de outra esp\u00e9cie.\n\nQuais quer que fossem as suas ra\u00edzes, nos v\u00e1rios casos, o classicismo teve as suas virtudes nesta idade de transi\u00e7\u00e3o, porque conservou e ainda ajudou a transmitir ao futuro, um manancial de formas e um ideal de beleza que se teria talvez irremediavelmente perdido sem ele.\n\n<strong>As Placas de Marfim<\/strong>\n\nPertencem a uma categoria de objetos cuja import\u00e2ncia art\u00edstica excede em muito o seu tamanho, as placas de marfim e outros relevos e pequenas dimens\u00f5es realizados em materiais preciosos refletem uma requintada sensibilidade est\u00e9tica, falta \u00e0s grandes obras oficiais, criadas sob o patroc\u00ednio da igreja ou do estado.\n\nA placa de marfim da figura 12, formando a metade direita de um d\u00edptico, esculpido, provavelmente por ocasi\u00e3o de uma alian\u00e7a matrimonial entre os Nicomachi e os Symachi, duas fam\u00edlias aristocr\u00e1ticas romanas.\n\nO seu aspecto tradicionalista n\u00e3o se reflete apenas no tema pag\u00e3o mas tamb\u00e9m no seu tra\u00e7ado, que regressa \u00e0 \u00e9poca de Augusto. \u00c0 primeira vista, poder\u00edamos confundi-la com uma obra muito mais antiga, at\u00e9 percebermos que estas formas s\u00e3o c\u00f3pias esmeradas mas cujo sentido se perdeu em grande parte.\n\n<strong>O tema pag\u00e3o n\u00e3o impediu que a placa fosse integrada no relic\u00e1rio de um santo, passados alguns s\u00e9culos:<\/strong>\u00a0a sua fria perfei\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m era um atrativo da Idade M\u00e9dia\n\n<strong>O Retrato<\/strong>\n\nSe a estatu\u00e1ria monumental encontrou a oposi\u00e7\u00e3o da igreja, pelo menos n\u00e3o perdeu, durante algum tempo, a prote\u00e7\u00e3o do estado. Tanto imperadores como c\u00f4nsules e altos funcion\u00e1rios mantiveram o antigo costume de mandar erigir est\u00e1tuas retratos &#8211; das suas pessoas a lugares p\u00fablicos at\u00e9 ao reinado de Justiniano e mesmo depois de 450 em diante, por\u00e9m, a semelhan\u00e7a externa cede lugar \u00e0 imagem de um ideal espiritual, por vezes intensamente expressivo mas progressivamente impessoal. Depois disto, n\u00e3o haveria mais nenhuns retratos, no sentido Grego Romano do termo durante quase 1000 anos.\n\nEsta evolu\u00e7\u00e3o encontra-se claramente exemplificadas pela cabe\u00e7a de Eutropios, de Efeso, uma das mais notadas do seu g\u00e9nero. Faz-nos pensar nas fei\u00e7\u00f5es estranhamente tristes de Plotino i na cabe\u00e7a colossal, hirta como uma m\u00e1scara, de Constantino, mas estas duas possuem uma realidade f\u00edsica que parece quase grosseira comparada ao semblante emaciado do Estropio, como de um santo eremita em \u00eaxtase, contemplando vis\u00f5es, mais parecendo espectro que homem de carne e osso. A supress\u00e3o de volumes s\u00f3lidos foi levada t\u00e3o longe que as fei\u00e7\u00f5es est\u00e3o na maior parte apenas indicadas por leves rugas ou linhas superficiais gravadas. As suas curvas suaves d\u00e3o realce ao alongado oval da cabe\u00e7a, acentuando o seu carater abstrato e ultra-terreno. Aqui, n\u00e3o s\u00f3 a pessoa individual, mas o pr\u00f3prio corpo humano deixou de ter realidade tang\u00edvel. E a tradu\u00e7\u00e3o Grega de escultura de vulto redondo chegou ao fim.\n<h4>Curiosidades<\/h4>\n<strong>A Convers\u00e3o de Constantino<\/strong>\n\nQuando da batalha da Ponte de M\u00edlvio, Cristo aparece ao Imperador. \u00c9 o acontecimento miraculoso que vai decidi-lo a abra\u00e7ar a religi\u00e3o crist\u00e3.\n\nOriundo de uma fam\u00edlia tolerante que pratica um sincretismo solar, Constantino \u00e9 um m\u00edstico e um vision\u00e1rio. Afirma-se muito cedo monote\u00edsta, mas o seu cristianismo permanece muito tempo amb\u00edguo, e o sinal misterioso &#8211; o l\u00e1baro &#8211; com que marca o seu exercito em 312, quando da batalha de M\u00edlvio, tanto pode ser um s\u00edmbolo solar como crist\u00e3o. A convers\u00e3o de Constantino faz-se por etapas, de acordo com os seus interesses pol\u00edticos, e o Imperador s\u00f3 recebe o baptismo no seu leito de morte em 337.\n\n<strong>Helena m\u00e3e de Constantino<\/strong>\n\nUma hero\u00edna pouco conhecida, de que a lenda depressa se apoderou.\n\nHelena, oriunda de Dr\u00e9pano, na Bit\u00ednia, na atual Turquia era provavelmente criada numa taberna quando conheceu o Imperador Const\u00e2ncio Cloro, que fez dela sua concubina e de quem teve um filho, mas que nunca a desposou e acabou por repudi\u00e1-la antes de casar com Teodora em 289. Crist\u00e3, influenciou certamente o filho num sentido favor\u00e1vel ao Cristianismo, mas n\u00e3o conseguiu convert\u00ea-lo enquanto foi viva.\n\nQuando Constantino se torna Imperador, por morte de Const\u00e2ncio Cloro, decide chamar a m\u00e3e \u00e0 corte de Nicom\u00e9dia e atribuir-lhe um t\u00edtulo de augusta. Helena torna-se assim, finalmente, imperatriz.\n\n<strong>No fim da Antiguidade, os Crist\u00e3os dedicam-lhe uma grande devo\u00e7\u00e3o, atribuindo-lhe a descoberta das rel\u00edquias mais preciosas:<\/strong>\u00a0em 326, pouco antes de morrer, Helena fez uma peregrina\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m, onde teria descoberto os restos da cruz de Cristo e os instrumentos da Paix\u00e3o, que teria levado para Constantinopla.\n\n<strong>O Caso de Tessalonica<\/strong>\n\nO Imperador Teod\u00f3sio I, que faz do Cristianismo a religi\u00e3o do Estado tem de humilhar-se diante do Bispo de Mil\u00e3o.\n\nUm epis\u00f3dio sangrento de testemunha pelas suas consequ\u00eancias, que, apartir de 390, a igreja crist\u00e3 se tornou suficientemente forte para aparecer como uma autoridade capaz de submeter o poder pol\u00edtico.\n\nNa sequ\u00eancia de uma revolta popular no circo de Tessalonica, capital da prov\u00edncia da Maced\u00f3nia, Teod\u00f3sio I ordena que os habitantes da cidade sejam arrebanhados e executados. Tr\u00eas mil pessoas s\u00e3o assim selvaticamente chacinadas. Amea\u00e7ando de excomunh\u00e3o por Santo Ambr\u00f3sio, bispo de Mil\u00e3o, o imperador submete-se e faz penit\u00eancia ajoelhando publicamente diante do alto dignit\u00e1rio da Igreja. Prestes a desaparecer, o poder romano inclina-se assim, pela primeira vez, diante de uma nova for\u00e7a.\n\nFonte: www.edukbr.com.br\/www.fag.edu.br\/joanario.no.sapo.pt\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte Paleocrist\u00e3, Crist\u00e3, Pintura, Hist\u00f3ria, Escultura, Arquitetura, Catacumbas, Mosaicos, Origem, Arte Paleocrist\u00e3<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4923,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-25384","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Arte Paleocrist\u00e3 - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Arte Paleocrist\u00e3 - 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