{"id":25375,"date":"2015-12-01T00:00:00","date_gmt":"2015-12-01T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/arte-egipcia-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:47:44","modified_gmt":"2026-09-01T17:47:44","slug":"arte-egipcia-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/arte-egipcia-4\/","title":{"rendered":"Arte Eg\u00edpcia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nA <strong>Arte Eg\u00edpcia <\/strong>antiga \u00e9 a pintura, escultura, arquitetura e outras artes produzidas pela civiliza\u00e7\u00e3o do Egito Antigo na parte inferior do Vale do Nilo, cerca de 3000 aC a 100 dC.\n\nA <strong>Arte Eg\u00edpcia<\/strong> antiga atingiu um n\u00edvel elevado em pintura e escultura, e foi altamente estilizado e simb\u00f3lico. Grande parte da arte que sobreviveu vem de t\u00famulos e monumentos e, portanto, h\u00e1 uma \u00eanfase sobre a vida ap\u00f3s a morte e a preserva\u00e7\u00e3o do conhecimento do passado.\n\nA <strong>Arte Eg\u00edpcia<\/strong> antiga foi criada usando meios que v\u00e3o desde desenhos em papiros, madeira, pedra, e pinturas.\n\nA <strong>Arte Eg\u00edpcia<\/strong> antiga exibe uma representa\u00e7\u00e3o extraordinariamente v\u00edvida de sistemas de cren\u00e7as e de status socioecon\u00f4micos do egito antigo. Estilos eg\u00edpcios mudou muito pouco ao longo de mais de tr\u00eas mil anos.\n\nA\u00a0<strong>Arte Eg\u00edpcia\u00a0<\/strong>teve muita influ\u00eancia da religiosidade durante a Idade Antiga. O povo glorificava os deuses e idolatrava os fara\u00f3s, para os quais constru\u00edam grandes templos e pir\u00e2mides.\n\nUm aspecto que caracteriza essa\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0\u00e9 a Lei da Frontalidade, na qual as figuras humanas representadas est\u00e3o sempre com a cabe\u00e7a e as pernas de perfil, e os olhos e tronco, de frente. O tamanho das pessoas tamb\u00e9m varia de acordo com sua posi\u00e7\u00e3o social.\n\nA pintura eg\u00edpcia \u00e9 harmoniosa, assim como a escultura e a arquitetura. As obras passam a ilus\u00e3o de for\u00e7a, majestade e imortalidade, pois a civiliza\u00e7\u00e3o acreditava que a vida ap\u00f3s a morte seria muito melhor do que a atual.\n\nAs figuras masculinas eram pintadas em vermelho, e as femininas, em ocre, com formas piramidais e sim\u00e9tricas.\n\n<strong>Os monumentos mais expressivos da\u00a0arte eg\u00edpcia\u00a0s\u00e3o os t\u00famulos e os templos, que eram divididos em tr\u00eas categorias: <\/strong>Pir\u00e2mide (t\u00famulo real destinado ao fara\u00f3), Mastaba (t\u00famulo para a nobreza) e Hipogeu (t\u00famulo destinado ao povo).\n\nA combina\u00e7\u00e3o de regularidade geom\u00e9trica e observa\u00e7\u00e3o agu\u00e7ada da natureza \u00e9 uma caracter\u00edstica de todas as artes eg\u00edpcias.\n\nTudo tinha que ser representada a partir do seu \u00e2ngulo mais caracter\u00edstico.\n\nArtesanato eg\u00edpcios em todo o est\u00e1tuas, pinturas, j\u00f3ias e cer\u00e2mica parecem cair no lugar, como se obedecessem a uma lei.\n<h4>Arte Eg\u00edpcia &#8211; Formas<\/h4>\n<blockquote><strong>Arquitetura &#8211;<\/strong> O estilo desenvolvido durante o per\u00edodo pr\u00e9-din\u00e1stico manteve-se inalterada durante 2000 anos\n<strong>Artesanato e Escultura &#8211;<\/strong> Elementos simb\u00f3licos foram amplamente utilizados e leis rigorosas foram aplicadas\n<strong>Pinturas &#8211; <\/strong>As fotos encontradas em t\u00famulos eg\u00edpcios estavam conectados com a id\u00e9ia de vida ap\u00f3s a morte\n<strong>Literatura &#8211;<\/strong> Caracterizado pela sua diversidade em uma ampla gama de t\u00f3picos\n<strong>M\u00fasica &#8211; <\/strong>Teve uma aten\u00e7\u00e3o consider\u00e1vel desde a 1\u00aa Dinastia<\/blockquote>\n<h4>Arte Eg\u00edpcia &#8211; Religi\u00e3o<\/h4>\nA\u00a0<strong>arte eg\u00edpcia\u00a0<\/strong>estava intimamente ligada \u00e0 religi\u00e3o, por isso era bastante padronizada, n\u00e3o dando margens \u00e0 criatividade ou \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o pessoal, pois a obra devia revelar um perfeito dom\u00ednio das t\u00e9cnicas e n\u00e3o o estilo do artista.\n\nA\u00a0<strong>arte eg\u00edpcia\u00a0<\/strong>caracteriza-se pela representa\u00e7\u00e3o da figura humana sempre com o tronco desenhado de frente, enquanto a cabe\u00e7a, as pernas e os p\u00e9s s\u00e3o colocados de perfil. O convencionalismo e o conservadorismo das t\u00e9cnicas de cria\u00e7\u00e3o voltaram a produzir<strong>esculturas<\/strong>\u00a0e retratos estereotipados que representam a apar\u00eancia ideal dos seres, principalmente dos reis, e n\u00e3o seu aspecto real.\n\nAp\u00f3s a morte de Rams\u00e9s II, o poder real tornou-se muito fraco. O Egito foi invadido sucessivamente pelos et\u00edopes, persas, gregos e, finalmente, pelos romanos.\n\nA sua\u00a0<strong>arte<\/strong>, que influenciada pela dos povos invasores, vai perdendo sua caracter\u00edsticas.\n\nA pintura eg\u00edpcia teve seu apogeu durante o imp\u00e9rio novo, uma das etapas hist\u00f3ricas mais brilhantes dessa cultura. Entretanto, \u00e9 preciso esclarecer que, devido \u00e0 fun\u00e7\u00e3o religiosa dessa\u00a0<strong>arte<\/strong>, os princ\u00edpios pict\u00f3ricos evolu\u00edram muito pouco de um per\u00edodo para outro. Contudo, eles se mantiveram sempre dentro do mesmo naturalismo original. Os temas eram normalmente representa\u00e7\u00f5es da vida cotidiana e de batalhas, quando n\u00e3o de lendas religiosas ou de motivos de natureza escatol\u00f3gica.\n\nAs figuras t\u00edpicas dos murais eg\u00edpcios, de perfil mas com os bra\u00e7os e o corpo de frente, s\u00e3o produto da utiliza\u00e7\u00e3o da perspectiva da apar\u00eancia.\n\n<strong>Os eg\u00edpcios n\u00e3o representaram as partes do corpo humano com base na sua posi\u00e7\u00e3o real, mas sim levando em considera\u00e7\u00e3o a posi\u00e7\u00e3o de onde melhor se observasse cada uma das partes:<\/strong> o nariz e o toucado aparecem de perfil, que \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o em que eles mais se destacam; os olhos, bra\u00e7os e tronco s\u00e3o mostrados de frente.\n\nEssa est\u00e9tica manteve-se at\u00e9 meados do imp\u00e9rio novo, manifestando-se depois a prefer\u00eancia pela representa\u00e7\u00e3o frontal. Um cap\u00edtulo \u00e0 parte na arte eg\u00edpcia \u00e9 representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 s\u00edmbolos gr\u00e1ficos, denominados hier\u00f3glifos, desenvolveu-se a partir do ano 3300 a.C. e seu estudo e fixa\u00e7\u00e3o foi tarefa dos escribas.\n\nO suporte dos escritos era um papel fabricado com base na planta do papiro. A escrita e a pintura estavam estreitamente vinculadas por sua fun\u00e7\u00e3o religiosa. As pinturas murais dos hipogeus e as pir\u00e2mides eram acompanhadas de textos e f\u00f3rmulas m\u00e1gicas dirigidas \u00e0s divindades e aos mortos.\n\n\u00c9 curioso observar que a evolu\u00e7\u00e3o da escrita em hier\u00f3glifos mais simples, a chamada escrita hier\u00e1tica, determinou na pintura uma evolu\u00e7\u00e3o semelhante, traduzida em um processo de abstra\u00e7\u00e3o. Essas obras menos naturalistas, pela sua correspond\u00eancia estil\u00edstica com a escrita, foram chamadas, por sua vez, de Pinturas Hier\u00e1ticas. Do imp\u00e9rio antigo conservam-se as famosas pinturas Ocas de Meidun e do imp\u00e9rio novo merecem men\u00e7\u00e3o os murais da tumba da rainha Nefertari, no Vale das Rainhas, em Tebas.\n\nA pir\u00e2mide foi criada durante a dinastia III, pelo arquiteto Imhotep, e essa magn\u00edfica obra lhe valeu a diviniza\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio as tumbas eg\u00edpcias tinham a forma de pequenas caixas; eram feitas de barro, recebendo o nome de mastabas (banco). Foi desse arquiteto a id\u00e9ia de superpor as mastabas, dando-lhes a forma de pir\u00e2mide.\n\nTamb\u00e9m se deve a Imhotep a substitui\u00e7\u00e3o do barro pela pedra, o que sem d\u00favida era mais apropriado, tendo em vista a conserva\u00e7\u00e3o do corpo do morto. As primeiras pir\u00e2mides foram as do rei Djeser, e elas eram escalonadas.\n\n<strong>As mais c\u00e9lebres do mundo pertencem com certeza \u00e0 dinastia IV e se encontram em Giz\u00e9<\/strong>: Qu\u00e9ops, Qu\u00e9fren e Miquerinos, cujas faces s\u00e3o completamente lisas.\n\nA regularidade de certas pir\u00e2mides deve-se aparentemente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de um n\u00famero \u00e1ureo, que muito poucos arquitetos conheciam. Outro tipo de constru\u00e7\u00e3o foram os hipogeus, templos escavados nas rochas, dedicados a v\u00e1rias divindades ou a uma em particular.\n\n<strong>Normalmente eram divididos em duas ou tr\u00eas c\u00e2maras<\/strong>: a primeira para os profanos; a segunda para o fara\u00f3 e os nobres; e a terceira para o sumo sacerdote.\n\nA entrada a esses templos era protegida por galerias de est\u00e1tuas de grande porte e esfinges.\n\nQuanto \u00e0\u00a0<strong>arquitetura civil\u00a0<\/strong>e palaciana, as ru\u00ednas existentes n\u00e3o permitem recolher muita informa\u00e7\u00e3o a esse respeito.\n\nA\u00a0<strong>escultura eg\u00edpcia\u00a0<\/strong>foi antes de tudo animista, encontrando sua raz\u00e3o de ser na eterniza\u00e7\u00e3o do homem ap\u00f3s a morte. Foi uma estatu\u00e1ria principalmente religiosa.\n\nA representa\u00e7\u00e3o de um fara\u00f3 ou um nobre era o substituto f\u00edsico da morte, sua c\u00f3pia em caso de decomposi\u00e7\u00e3o do corpo mumificado. Isso talvez pudesse justificar o exacerbado naturalismo alcan\u00e7ado pelos escultores eg\u00edpcios, principalmente no imp\u00e9rio antigo.\n\nCom o passar do tempo, a exemplo da pintura, a\u00a0<strong>escultura<\/strong>\u00a0acabou se estilizando. As estatuetas de barro eram pe\u00e7as concebidas como partes complementares do conjunto de objetos no ritual funer\u00e1rio.\n\nJ\u00e1 a estatu\u00e1ria monumental de templos e pal\u00e1cios surgiu a partir da dinastia XVIII, como parte da nova\u00a0<strong>arquitetura imperial<\/strong>, de car\u00e1ter representativo. Paulatinamente, as formas foram se complicando e passaram do realismo ideal para o amaneiramento completo. Com os reis ptolemaicos, a grande influ\u00eancia da Gr\u00e9cia revelou-se na pureza das formas e no aperfei\u00e7oamento das t\u00e9cnicas. A princ\u00edpio, o retrato tridimensional foi privil\u00e9gio de fara\u00f3s e sacerdotes.\n\nCom o tempo estendeu-se a certos membros da sociedade, como os escribas. Dos retratos reais mais populares merecem men\u00e7\u00e3o os dois bustos da rainha Nefertite, que, de acordo com eles, \u00e9 considerada uma das mulheres mais belas da hist\u00f3ria universal. Ambos s\u00e3o de autoria de um dos poucos artistas eg\u00edpcios conhecidos, o escultor Thutmosis, e encontram-se hoje nos museus do Cairo e de Berlim.\n\nIgualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja maestria e beleza s\u00e3o suficientes para testemunhar a eleg\u00e2ncia e a ostenta\u00e7\u00e3o das cortes eg\u00edpcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras. As j\u00f3ias sempre tinham uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica (talism\u00e3s), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas.\n\nOs ourives tamb\u00e9m colaboraram na decora\u00e7\u00e3o de templos e pal\u00e1cios, revestindo muros com l\u00e2minas de ouro e prata lavrados contendo inscri\u00e7\u00f5es, dos quais restaram apenas testemunho.\n<h4>Arte Eg\u00edpcia &#8211; Hist\u00f3ria<\/h4>\nOs eg\u00edpcios amavam demais o mundo terreno para acreditarem que os seus prazeres chegassem necessariamente ao fim com a morte. Achavam que pelo menos os ricos e poderosos poderiam desfrutar as delicias da vida pela eternidade afora, desde que as imagens desses falecidos fossem reproduzidas em suas respectivas tumbas.\n\nAssim, boa parte da pintura eg\u00edpcia era feita em prol dos mortos. Entretanto, \u00e9 poss\u00edvel que os eg\u00edpcios n\u00e3o julgassem que garantir uma boa vida ap\u00f3s a morte exigisse muito gasto e que, por isso tenham escolhido a pintura como um recurso que poupava m\u00e3o de obra e cortava gastos.\n\nEm lugar da dispendiosa arte escult\u00f3rica ou da pedra talhada, empregava-se uma express\u00e3o art\u00edstica mais barata, a pintura. Em todo o caso, \u00e9 certo que o estilo de pintura cerimonial e formal usado nas paredes das tumbas n\u00e3o era o \u00fanico dispon\u00edvel.\n\nHoje sabemos que , ainda em vida, eg\u00edpcios ricos tinham murais em casa e que estes eram elaborados em estilos pinturescos de rica textura. Infelizmente, s\u00f3 perduraram pequenos fragmentos desses murais.\n\n<strong>A Pintura nas Tumbas Egipc\u00edas<\/strong>\n\nTalvez uma das imagens mais impressionantes das tumbas eg\u00edpcias sejam os \u0093Gansos de Medum\u0094, tr\u00eas majestosas aves da tumba de Nefermaat (um filho de Snefru, o primeiro fara\u00f3 da IV Dinastia) e de sua esposa Itet.\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Arte Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e12.jpg\" alt=\"Arte Eg\u00edpcia\" \/>\nGansos de Medum<\/strong><\/p>\nOs gansos, que remontam a mais de 2 mil anos antes de Cristo, s\u00e3o apenas um detalhe num friso pict\u00f3rico na antiga cidade de Medum, mas j\u00e1 sugerem a vitalidade e pujan\u00e7a dos triunfos escult\u00f3ricos que estavam por vir.\n\nOutra pintura eg\u00edpcia, da tumba de Ramose, mostra uma prociss\u00e3o funer\u00e1ria de Mulheres Lamentosas.\n\nRamose foi ministro de Amen\u00f3fis III e Amen\u00f3fis IV (mais conhecido como Akhenaton), dois fara\u00f3s da XVIII Dinastia. Nessa pintura, as mulheres s\u00e3o bidimensionais e esquem\u00e1ticas, mas os gestos angustiados vibram com o pesar.\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Arte Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e13.jpg\" alt=\"Arte Eg\u00edpcia\" \/>\nTumba de Ramose<\/strong><\/p>\nPara os antigos eg\u00edpcios, o que importava era a \u0093ess\u00eancia eterna\u0094, aquilo que constitu\u00eda a vis\u00e3o de uma realidade constante e imut\u00e1vel. Portanto, sua arte n\u00e3o se preocupava em variar as apar\u00eancias para atingir efeito visual, e at\u00e9 mesmo a arguta observa\u00e7\u00e3o da natureza (em figuras que aparentemente eram pintadas de mem\u00f3ria) submetia-se a uma r\u00edgida padroniza\u00e7\u00e3o de formas, as quais muitas vezes se transformavam em s\u00edmbolos.\n\nSe as cenas eg\u00edpcias parecem definitivamente irreais, isso n\u00e3o se deve a nenhum \u0093primitivismo\u0094 (pois fica bem clara a habilidade t\u00e9cnica e a evidente compreens\u00e3o das formas naturais). Era antes, conseq\u00fc\u00eancia direta da fun\u00e7\u00e3o essencialmente intelectual que a arte desempenhava.\n\nToda figura era mostrada do \u00e2ngulo em que pudesse ser mais facilmente identificada, conforme uma escala que se baseava na hierarquia, sendo o tamanho dependente da posi\u00e7\u00e3o social. Da\u00ed resultava um aspecto muit\u00edssimo padronizado, esquem\u00e1tico e quase diagram\u00e1tico.\n\nA absoluta preocupa\u00e7\u00e3o com a precis\u00e3o e a representa\u00e7\u00e3o \u0093completa\u0094 aplicava-se a todos os temas; assim, a cabe\u00e7a humana \u00e9 sempre reproduzida de perfil, mas os olhos s\u00e3o sempre mostrados de frente. Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 perspectiva nas pinturas eg\u00edpcias \u0096 tudo \u00e9 bidimensional.\n\n<strong>O Estilo e a Composi\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nNa maior parte, os murais eg\u00edpcios, como na \u0093Cena de ca\u00e7a a aves selvagens\u0094, que est\u00e1 na tumba de um nobre em Tebas, eram criados com a t\u00e9cnica do \u0093falso afresco\u0094 (que os italianos denominaram fresco secco).\n\nNesse m\u00e9todo, a t\u00eampera \u00e9 aplicada \u00e0 argamassa j\u00e1 seca, ao contr\u00e1rio do que acontece na verdadeira pintura a freco (o buon freco), que \u00e9 feita sobre a massa \u00famida. A vida selvagem nos brejos de papiros e o gato de ca\u00e7a de Nebamun s\u00e3o mostrados com muita min\u00facia, mas a cena \u00e9 idealizada.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arte Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e14.jpg\" alt=\"Arte Eg\u00edpcia\" \/>\n<strong>Ca\u00e7a as Aves<\/strong><\/p>\nO nobre est\u00e1 de p\u00e9 em seu barco, segurando na m\u00e3o direita tr\u00eas aves que acabou de abater e na esquerda uma esp\u00e9cie de bumerangue. \u00c9 acompanhado pela esposa, que segura um buqu\u00ea e usa um traje complexo, com um cone perfumado na cabe\u00e7a.\n\nEntre as pernas de Nebamun, acocora-se sua filha, a pequena figura que apanha na \u00e1gua uma flor de l\u00f3tus (a composi\u00e7\u00e3o \u00e9 um exemplo de como se convencionava determinar as dimens\u00f5es das figuras conforme a hierarquia familiar e social). Na origem, essa pintura era parte de uma obra maior, que tamb\u00e9m inclu\u00eda uma cena de pesca.\n\n<strong>As Regras Eg\u00edpcias de Representa\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nNa\u00a0<strong>arte eg\u00edpcia<\/strong>, a representa\u00e7\u00e3o por inteiro da figura humana organizava-se segundo a chamada \u0093regra de propor\u00e7\u00e3o\u0094, um r\u00edgido quadriculado, com dezoito unidades de igual tamanho, que garantia a repeti\u00e7\u00e3o acurada da forma ideal eg\u00edpcia em quaisquer escalas e posi\u00e7\u00f5es. Era um sistema a prova de erro, que estabelecia as dist\u00e2ncias exatas entre as partes do corpo.\n\nO sistema at\u00e9 especificava o comprimento exato das passadas nas figuras de caminhantes e a dist\u00e2ncia entre os p\u00e9s (ambos mostrados da face interna) nas figuras que estivessem a p\u00e9 e im\u00f3veis. Os artistas desenhavam o quadriculado na superf\u00edcie de trabalho e ent\u00e3o ajustavam ali dentro a figura que pretendiam representar.\n\nUma prancheta de desenho da XVIII Dinastia mostra o fara\u00f3 Tutm\u00e9s III num quadriculado desse tipo.\n\n<strong>Os eg\u00edpcios n\u00e3o adornavam apenas tumbas<\/strong>: eles tamb\u00e9m pintavam esculturas. Acredita-se que essa bela escultura de calc\u00e1rio, a \u0093Cabe\u00e7a de Nefertite\u0094, esposa do fara\u00f3 Akhenaton, tenha sido uma c\u00f3pia de ateli\u00ea, pois a encontraram entre as ru\u00ednas da oficina de um escultor.\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Arte Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e15.jpg\" alt=\"Arte Eg\u00edpcia\" \/>\nCabe\u00e7a de Nefertite<\/strong><\/p>\nEla \u00e9 t\u00e3o comovente quanto uma cabe\u00e7a de Botticelli, com a mesma melancolia tocante e delicada. Demonstra um afrouxamento das r\u00edgidas conven\u00e7\u00f5es que regiam a\u00a0<strong>arte eg\u00edpcia anterior\u00a0<\/strong>(e que regeriam a posterior), pois Akhenaton rompeu com o estilo tradicional. Em seu reinado, os entalhes, esculturas e pinturas foram alentadoramente graciosos e originais.\n\n<strong>Culturas Eg\u00e9ias da Idade do Bronze<\/strong>\n\nA civiliza\u00e7\u00e3o min\u00f3ica (300-1100 a.C.), uma cultura da Idade do Bronze que recebeu esse nome por causa do m\u00edtico rei Mino, foi a primeira a surgir na Europa.\n\nTinha por base a pequena ilha de Creta, no mar Egeu, entre a Gr\u00e9cia e a Turquia, e desenvolveu-se mais ou menos em paralelo \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o do Egito, seu vizinho africano. Mas, apesar de tal proximidade e de certas influ\u00eancias em comum, a cultura eg\u00edpcia e a min\u00f3ica permaneceram bastante separadas. A min\u00f3ica viria a ter enorme influ\u00eancia na\u00a0<strong>arte da Gr\u00e9cia antiga<\/strong>.\n\nCultural e geograficamente, Creta era o centro do mundo egeu. Tamb\u00e9m em paralelo com a civiliza\u00e7\u00e3o min\u00f3ica, estava a das Cidades, um grupo de ilhas no Egeu.\n\nDessa sociedade recuperaram-se \u00eddolos, objetos cujas formas antigas, quase neol\u00edticas, reduzem-se \u00e0 mais simples abstra\u00e7\u00e3o, mas ainda ret\u00eam o poder m\u00e1gico do fetiche.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Arte Eg\u00edpcia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/arte-e16.jpg\" alt=\"Arte Eg\u00edpcia\" \/>\n<strong>Amorgo<\/strong><\/p>\nAqui temos um estranho antecessor da\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0abstrata de nosso s\u00e9culo, na qual o corpo humano \u00e9 visto em termos geom\u00e9tricos, com uma imensa for\u00e7a em bruto, contida e controlada pela for\u00e7a linear. Na origem, os olhos, bocas e outros tra\u00e7os dos \u00eddolos eram pintados.\n<h4>Arte Eg\u00edpcia &#8211; Origem<\/h4>\nA\u00a0<strong>arte Eg\u00edpcia\u00a0<\/strong>surgiu a mais de 3000 anos A.C., mas \u00e9 entre 1560 e 1309 A.C. que a pintura Eg\u00edpcia se destaca em procurar refletir os movimentos dos corpos e por apresentar preocupa\u00e7\u00e3o com a delicadeza das formas.\n\nO local a ser trabalhado primeiramente recebia um revestimento de gesso branco e em seguida se aplicava a tinta sobre gesso. Essa tinta era uma esp\u00e9cie de cola produzida com cores minerais. Os eg\u00edpcios ao esculpir e pintar tinham o prop\u00f3sito de relatar os acontecimentos de sua \u00e9poca, as hist\u00f3rias dos Fara\u00f3s, deuses e do seu povo em menor escala, j\u00e1 que as pessoas n\u00e3o podiam ser representadas ao lado de deuses e nem dentro de templos.\n\nProvavelmente eles n\u00e3o tiveram a inten\u00e7\u00e3o de nos deixar a &#8220;<strong>arte<\/strong>&#8221; de seus criadores. O tamanho das pessoas e objetos n\u00e3o caracterizavam necessariamente a dist\u00e2ncia um do outro e sim a import\u00e2ncia do objeto, o poder e o n\u00edvel social. Os valores dos eg\u00edpcios eram eternos e est\u00e1veis. Suas leis perduraram cerca de 6.000 anos.\n\nO Fara\u00f3 representava os homens junto aos deuses e os deuses junto aos homens, assim como era respons\u00e1vel pelo bem-estar do povo, sendo considerado tamb\u00e9m como um pr\u00f3prio Deus.\n\n<strong>Arte e arquitetura do Egipto<\/strong>, edif\u00edcios, pinturas, esculturas e artes aplicadas do antigo Egipto, da pr\u00e9-hist\u00f3ria \u00e0 conquista romana no ano 30a.C.\n\nA hist\u00f3ria do Egipto foi a mais longa de todas as civiliza\u00e7\u00f5es antigas que floresceram em torno do Mediterr\u00e2neo, estendendo-se, quase sem interrup\u00e7\u00e3o,desde aproximadamente o ano 3000a.C. at\u00e9 o s\u00e9culo IV d.C.\n\nA natureza do pa\u00eds \u0097 desenvolvido em torno do Nilo, que o banha e fertiliza, em quase total isolamento de influ\u00eancias culturais exteriores \u0097 produziu um estilo art\u00edstico que mal sofreu mudan\u00e7as ao longo de seus mais de 3.000 anos de hist\u00f3ria.\n\nTodas as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas estiveram, basicamente, a servi\u00e7o do estado, da religi\u00e3o e do fara\u00f3, considerado como um deus sobre a terra. Desde os primeiros tempos, a cren\u00e7a numa vida depois da morte ditou a norma de enterrar os corpos com seus melhores pertences, para assegurar seu tr\u00e2nsito na eternidade.\n\nA regularidade dos ciclos naturais, o crescimento e a inunda\u00e7\u00e3o anual do rio Nilo, a sucess\u00e3o das esta\u00e7\u00f5es e o curso solar que provocava o dia e a noite foram considerados como presentes dos deuses \u00e0s pessoas do Egipto. O pensamento, a cultura e a moral eg\u00edpicios eram baseados num profundo respeito pela ordem e pelo equil\u00edbrio.\n\n<strong>A\u00a0arte\u00a0pretendia ser \u00fatil<\/strong>: n\u00e3o se falava em pe\u00e7as ou em obras belas, e sim em eficazes ou eficientes.\n\nO interc\u00e2mbio cultural e a novidade nunca foram considerados como algo importante por si mesmos. Assim, as conven\u00e7\u00f5es e o estilo representativos da\u00a0<strong>arte eg\u00edpcia<\/strong>, estabelecidos desde o primeiro momento, continuaram praticamente imut\u00e1veis atrav\u00e9s dos tempos.\n\nPara o espectador contempor\u00e2neo a linguagem art\u00edstica pode parecer r\u00edgida e est\u00e1tica. Sua inten\u00e7\u00e3o fundamental, sem d\u00favida, n\u00e3o foi a de criar uma imagem real das coisas tal como apareciam, mas sim captar para a eternidade a ess\u00eancia do objeto, da pessoa ou do animal representado.\n<h4>Per\u00edodo pr\u00e9-din\u00e1stico<\/h4>\nOs primeiros povoadores pr\u00e9-hist\u00f3ricos assentaram-se sobre as terras ou planaltos formados pelos sedimentos que o rio Nilo havia depositado em seu curso. Os objetos e ferramentas deixados pelos primeiros habitantes do Egipto mostram sua paulatina transforma\u00e7\u00e3o de uma sociedade de ca\u00e7adores-catadores semin\u00f3mades em agricultores sedent\u00e1rios. O per\u00edodo pr\u00e9-din\u00e1stico abrange de 4000a.C. a 3100a.C., aproximadamente.\n<h4>Antigo Imp\u00e9rio<\/h4>\nDurante as primeiras dinastias, constru\u00edram-se importantes complexos funer\u00e1rios para os fara\u00f3s em Abidos e Sakkara. Os hier\u00f3glifos (escrita figurativa), forma de escrever a l\u00edngua eg\u00edpcia, encontravam-se ent\u00e3o em seu primeiro n\u00edvel de evolu\u00e7\u00e3o e j\u00e1 mostravam seu car\u00e1cter de algo vivo, como o resto da decora\u00e7\u00e3o.\n\nNa III dinastia, a capital mudou-se para M\u00eanfis e os fara\u00f3s iniciaram a constru\u00e7\u00e3o de pir\u00e2mides, que substitu\u00edram as mastabas como tumbas reais. O arquiteto, cientista e pensador Imhotep construiu para o fara\u00f3 Zoser (c.2737-2717a.C.) uma pir\u00e2mide em degraus de pedra e um grupo de templos, altares e depend\u00eancias afins. Deste per\u00edodo \u00e9 o famoso conjunto monumental de Giz\u00e9, onde se encontram as pir\u00e2mides de Qu\u00e9ops, Qu\u00e9fren e Miquerinos.\n\nA escultura caracterizava-se pelo estilo hier\u00e1tico, a rigidez, as formas c\u00fabicas e a frontalidade. Primeiro, talhava-se um bloco de pedra de forma retangular; depois, desenhava-se na frente e nas laterais da pedra a figura ou objeto a ser representado. Destaca-se, dessa \u00e9poca, a est\u00e1tua r\u00edgida do fara\u00f3 Qu\u00e9fren (c.2530a.C.).\n\n<strong>A escultura em relevo servia a dois prop\u00f3sitos fundamentais<\/strong>: glorificar o fara\u00f3 (feita nos muros dos templos) e preparar o esp\u00edrito em seu caminho at\u00e9 a eternidade (feita nas tumbas).\n\nNa cer\u00e2mica, as pe\u00e7as ricamente decoradas do per\u00edodo pr\u00e9-din\u00e1stico foram substitu\u00eddas por belas pe\u00e7as n\u00e3o decoradas, de superf\u00edcie polida e com uma grande variedade de formas e modelos, destinadas a servir de objetos de uso quotidiano. J\u00e1 as j\u00f3ias eram feitas em ouro e pedras semipreciosas, incorporando formas e desenhos, de animais e de vegetais.\n\nAo finalizar a VI dinastia, o poder central do Egipto havia diminu\u00eddo e os governantes locais decidiram fazer as tumbas em suas pr\u00f3prias prov\u00edncias, em lugar de serem enterrados perto das necr\u00f3poles dos fara\u00f3s a quem serviam.\n\n<strong>Desta dinastia data a est\u00e1tua em metal mais antiga que se conhece no Egipto<\/strong>: uma imagem em cobre (c.2300a.C.) de Pepi I (c.2395-2360a.C.).\n<h4>M\u00e9dio Imp\u00e9rio<\/h4>\nMentuhotep II, fara\u00f3 da XI dinastia, foi o primeiro fara\u00f3 do novo Egipto unificado do M\u00e9dio Imp\u00e9rio (2134-1784a.C.). Criou um novo estilo ou uma nova tipologia de monumento funer\u00e1rio, provavelmente inspirado nos conjuntos funer\u00e1rios do Antigo Imp\u00e9rio. Na margem oeste do Tebas, at\u00e9 o outro lado do Nilo, no lugar denominado de Deir el Bahari, construiu-se um templo no vale ligado por um longo caminho real a outro templo que se encontrava instalado na encosta da montanha. Formado por uma mastaba coroada por uma pir\u00e2mide e rodeado de p\u00f3rticos em dois n\u00edveis, os muros foram decorados com relevos do fara\u00f3 em companhia dos deuses.\n\nA escultura do M\u00e9dio Imp\u00e9rio se caracterizava pela tend\u00eancia ao realismo.\n\nDestacam-se os retratos de fara\u00f3s como Amenem\u00e9s III e Ses\u00f3stris III.\n\nO costume entre os nobres de serem enterrados em tumbas constru\u00eddas em seus pr\u00f3prios centros de influ\u00eancia, em vez de na capital, manteve-se vigente. Ainda que muitas delas estivessem decoradas com relevos, como as tumbas de Asu\u00e1n, no sul, outras, como as de Beni Hassan e El Bersha, no M\u00e9dio Egipto, foram decoradas exclusivamente com pinturas.\n\nA pintura tamb\u00e9m decorava os sarc\u00f3fagos retangulares de madeira, t\u00edpicos deste per\u00edodo. Os desenhos eram muito lineares e mostravam grande min\u00facia nos detalhes.\n\nNo M\u00e9dio Imp\u00e9rio, tamb\u00e9m foram produzidos magn\u00edficos trabalhos de\u00a0<strong>arte decorativa<\/strong>, particularmente j\u00f3ias feitas em metais preciosos com incrusta\u00e7\u00e3o de pedras coloridas. Neste per\u00edodo aparece a t\u00e9cnica do granulado e o barro vidrado alcan\u00e7ou grande import\u00e2ncia para a elabora\u00e7\u00e3o de amuletos e pequenas figuras.\n<h4>Novo Imp\u00e9rio<\/h4>\nO Novo Imp\u00e9rio (1570-1070a.C.) come\u00e7ou com a XVIII dinastia e foi uma \u00e9poca de grande poder, riqueza e influ\u00eancia. Quase todos os fara\u00f3s deste per\u00edodo preocuparam-se em ampliar o conjunto de templos de Karnak, centro de culto a Amon, que se converteu, assim, num dos mais impressionantes complexos religiosos da hist\u00f3ria. Pr\u00f3ximo a este conjunto, destaca-se tamb\u00e9m o templo de Luxor.\n\nDo Novo Imp\u00e9rio, tamb\u00e9m se destaca o ins\u00f3lito templo da rainha Hatshepsut, em Deir el Bahari, levantado pelo arquiteto Senemut (morto no ano de 1428a.C.) e situado diante dos alcantilados do rio Nilo, junto ao templo de Mentuhotep II.\n\nDurante a XIX Dinastia, na \u00e9poca de Rams\u00e9s II, um dos mais importantes fara\u00f3s do Novo Imp\u00e9rio, foram constru\u00eddos os gigantescos templos de Abu Simbel, na N\u00fabia, ao sul do Egipto.\n\nA escultura, naquele momento, alcan\u00e7ou uma nova dimens\u00e3o e surgiu um estilo cortes\u00e3o, no qual se combinavam perfeitamente a eleg\u00e2ncia e a cuidadosa aten\u00e7\u00e3o aos detalhes mais delicados. Tal estilo alcan\u00e7aria a maturidade nos tempos de Amen\u00f3fis III.\n\nA\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0na \u00e9poca de Akhenaton refletia a revolu\u00e7\u00e3o religiosa promovida pelo fara\u00f3, que adorava Aton, deus solar, e projetou uma linha art\u00edstica orientada nesta nova dire\u00e7\u00e3o, eliminando a imobilidade tradicional da arte eg\u00edpcia. Deste per\u00edodo, destaca-se o busto da rainha Nefertiti (c.1365a.C.).\n\nA pintura predominou ent\u00e3o na decora\u00e7\u00e3o das tumbas privadas. A necr\u00f3pole de Tebas \u00e9 uma rica fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre a lenta evolu\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o art\u00edstica, assim como de excelentes ilustra\u00e7\u00f5es da vida naquela \u00e9poca.\n\nDurante o Novo Imp\u00e9rio, a\u00a0<strong>arte decorativa<\/strong>, a pintura e a escultura alcan\u00e7aram as mais elevadas etapas de perfei\u00e7\u00e3o e beleza. Os objetos de uso quotidiano, utilizados pela corte real e a nobreza, foram maravilhosamente desenhados e elaborados com grande destreza t\u00e9cnica. N\u00e3o h\u00e1 melhor exemplo para ilustrar esta afirma\u00e7\u00e3o do que o enxoval funer\u00e1rio da tumba (descoberta em 1922) de Tutankhamen.\n<h4>\u00c9poca tardia<\/h4>\nEm Madinat Habu, perto de Tebas, na margem ocidental do Nilo, Rams\u00e9s III, o \u00faltimo da poderosa saga de fara\u00f3s da XX dinastia, levantou um enorme templo funer\u00e1rio (1198-1167a.C.), cujos restos s\u00e3o os mais conservados na atualidade.\n\nO rei ass\u00edrio Assurbanipal conquistou o Egipto, convertendo-o em prov\u00edncia ass\u00edria at\u00e9 que Psam\u00e9tico I (664-610a.C.) libertou o pa\u00eds da domina\u00e7\u00e3o e criou uma nova dinastia, a XXVI, denominada sa\u00edta. Desse per\u00edodo, destacam-se os trabalhos de escultura em bronze, de grande suavidade e brandura na modelagem, com tend\u00eancia a formas torneadas.\n\nOs eg\u00edpcios tiveram ent\u00e3o contato com os gregos, alguns dos quais haviam servido em seu ex\u00e9rcito como mercen\u00e1rios, e tamb\u00e9m com os judeus, atrav\u00e9s de uma col\u00f3nia que estes tinham no sul, perto de Asu\u00e1n.\n\nA conquista do pa\u00eds por Alexandre Magno, em 332a.C., e pelos romanos, no ano 30a.C., introduziu o Egipto na esfera do mundo cl\u00e1ssico, embora persistissem suas antigas tradi\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. Alexandre (fundador da cidade de Alexandria, que se converteu num importante foco da cultura helen\u00edstica) e seus sucessores aparecem representados em relevo nos muros dos templos como se fossem aut\u00eanticos fara\u00f3s \u0097 e num claro estilo eg\u00edpcio, e n\u00e3o cl\u00e1ssico. Os templos constru\u00eddos durante o per\u00edodo ptolemaico (hel\u00e9nico) repetem os modelos arquitet\u00f3nicos tradicionais do Egipto.\n<h4>Arte Eg\u00edpcia &#8211; Cultura<\/h4>\nA religi\u00e3o \u00e9 talvez o aspecto mais significativo da cultura eg\u00edpcia, pois tudo girava em torno dela.\n\nNa vis\u00e3o do povo eg\u00edpcio o mundo poderia ser destru\u00eddo n\u00e3o fossem as preces e os ritos religiosos. A felicidade nesta vida e a sobreviv\u00eancia depois da morte eram assegurados pelas pr\u00e1ticas rituais.\n\nTratava-se de um sistema de cren\u00e7as particularmente voltado para a vida ap\u00f3s a morte. Poder levar uma exist\u00eancia confort\u00e1vel no al\u00e9m, a\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0precisava contribuir simbolicamente, a fim de manter o status social do morto. O corpo era embalsamado (m\u00famia), colocado em sarc\u00f3fagos superpostos, enterrados em lugares inacess\u00edveis aos violadores de t\u00famulos.\n\nNo Egito, a\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0deveria sugerir o conceito de imutabilidade e eternidade das institui\u00e7\u00f5es pol\u00edtico- sociais. Se a m\u00famia de um fara\u00f3 fosse destruida, sua alma iria viver no al\u00e9m sem um suporte terreno. Por isso, surgiram as est\u00e1tuas como substitutas (duplos) da m\u00famia. Sem estas est\u00e1tuas, a alma n\u00e3o poderia identificar seu \u0093duplo\u0094 e entrar nele. As est\u00e1tuas personificam o defunto quando jovem dando a ideia de suportes eternos da alma, imperec\u00edveis.\n\nA religi\u00e3o portanto, invadiu toda a vida eg\u00edpcia, interpretando o universo, justificando sua organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica, determinando o papel de cada classe social e consequentemente, orientando toda produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica deste povo. O tamanho da figura varia conforme sua import\u00e2ncia social, \u00e9 o que se chama Perspectiva Hier\u00e1rquica, primeiro o deus ou fara\u00f3. O que se quer \u00e9 narrar totalmente as coisas como elas s\u00e3o e n\u00e3o como aparecem em nossa vis\u00e3o moment\u00e2nea.\n\nOs eg\u00edpcios acreditavam em deuses e tamb\u00e9m numa vida ap\u00f3s a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente. Por isso, a\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0concretizou-se desde o in\u00edcio nos t\u00famulos, nas estatuetas e nos vasos deixados juntos aos mortos.\n\nA arquitetura se restringe sobretudo nas constru\u00e7\u00f5es mortu\u00e1rias. As tumbas dos primeiros fara\u00f3s eram r\u00e9plicas de suas casas, j\u00e1 as pessoas sem import\u00e2ncia social eram sepultadas em constru\u00e7\u00f5es retangulares simples, chamadas mastabas. Entretanto, foram as mastabas que deram origem \u00e0s grandes pir\u00e2mides constru\u00eddas mais tarde.\n\n<strong>Antigo Imp\u00e9rio (3200-2200 a. C.)<\/strong>\n\nDestaca-se a Pir\u00e2mide de Djoser, talvez a primeira constru\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia de grandes propor\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Destaca-se tamb\u00e9m as pir\u00e2mides do deserto de Giz\u00e9<\/strong>: Qu\u00e9ops, Qu\u00e9fren e Miquerinos. Junto com estas tr\u00eas pir\u00e2mides est\u00e1 a esfinge que representa o fara\u00f3 Qu\u00e9fren, com 20 m de altura e 74m de comprimento. Em mil anos, os eg\u00edpcios constru\u00edram 105 pir\u00e2mides.\n\nA\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0ligada a religi\u00e3o servia de ve\u00edculo de difus\u00e3o dos preceitos e das cren\u00e7as religiosas, por isso obedecia a padr\u00f5es. A obra deveria revelar um perfeito dom\u00ednio das t\u00e9cnicas de execu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o o estilo do artista.\n\nAssim, na pintura e nos baixos-rel\u00eavos haviam muitas regras a serem seguidas, dentre elas a Lei da Frontalidade que determinava que o tronco fosse de frente, enquanto sua cabe\u00e7a, pernas e p\u00e9s eram vistos de perfil, a figura era comumente retratada com duas m\u00e3os direitas pois era considerada a mais importante de corpo humano.\n\nDe acordo com esta conven\u00e7\u00e3o, a\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0deveria ser reconhecida claramente de que se tratava de uma representa\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, o observador n\u00e3o poderia confundi-la com o pr\u00f3prio ser humano.\n\nA id\u00e9ia da eternidade est\u00e1 sempre ligada a um estilo geometrizado, simplificado em imagens m\u00f3veis. Porque tudo o que se move tem vida e o que possui vida deve um dia perecer.\n\nNa escultura destaca-se O Escriba, a obra revela dados particulares do retratado, fisionomia, tra\u00e7os raciais e condi\u00e7\u00e3o social. Outras esculturas por\u00e9m, de pedra basalto, granito e diorita aparecem sempre em posi\u00e7\u00f5es r\u00edgidas, em simetria bilateral, as m\u00e3os coladas no corpo, o pesco\u00e7o protegido por um tipo de capuz ou peruca, os p\u00e9s bem plantados no solo; o movimento fica por conta das pernas que se encontram uma a frente da outra.\n<h4>M\u00e9dio Imp\u00e9rio (2000-1750a. C.)<\/h4>\nAs conven\u00e7\u00f5es e o estilo conservador das t\u00e9cnicas de cria\u00e7\u00e3o voltaram a produzir obras estereotipadas representando a apar\u00eancia ideal dos seres, principalmente reis, e n\u00e3o seu aspecto real.\n\n<strong>Novo imp\u00e9rio (1580-1085a. C.)<\/strong>\n\nOs fara\u00f3s reiniciaram as grandes constru\u00e7\u00f5es. As mais conservadas s\u00e3o os templos de Carnac e Luxor, ambos dedicados ao deus Amon. Destaca-se nestes templos um novo tipo de coluna trabalhada com motivos tirados da natureza, como o papiro e a flor de lotus. Destaca-se tamb\u00e9m neste per\u00edodo o templo da rainha Hatshepsut (s\u00e9c. XV a. C.) cuja arquitetura tem como fundo uma montanha rochosa onde obra e natureza se fundem harmoniosamente.\n\nNa pintura surgem cria\u00e7\u00f5es mais art\u00edsticas e mais leves, com cores variadas e ganhando certo movimento. Chega at\u00e9 a ocorrer desobedi\u00eancia a r\u00edgida Lei da Frontalidade. Esta mudan\u00e7a ocorreu por Amen\u00f3fis IV, que neutralizou o poder dos sacerdotes que chegavam a dominar at\u00e9 os fara\u00f3s. Por\u00e9m, com sua morte, os sacerdotes reassumiram o poder ao lado do fara\u00f3 Tutanc\u00e2mon. Este morreu com apenas 18 anos de idade. No seu t\u00famulo foram encontrados papiros, vasos, arcas, trono, carruagens, esquifes e esculturas; entre as quais duas esculturas de quase 2 m de altura. A que continha o corpo de fara\u00f3 era de ouro maci\u00e7o com pedras preciosas.\n\nAp\u00f3s o reinado de Tutanc\u00e2mon, os reis da ditistia seguinte preocuparam-se em expandir o poder pol\u00edtico do Egito. Destaca-se Rams\u00e9s II, que mostrou atrav\u00e9s da\u00a0<strong>arte<\/strong>\u00a0o poder, com est\u00e1tuas gigantescas e imensas colunas dos templos onde eram esculpidos em hier\u00f3glifos (escrita ideogram\u00e1tica, pict\u00f3rica ou simb\u00f3lica) como elemento est\u00e9tico e com a inten\u00e7\u00e3o de deixar gravados para a posteridade as hist\u00f3rias dos cotidiano do Egito, explicando a import\u00e2ncia do morto.\n\nAp\u00f3s a morte de Rams\u00e9s II, o Imp\u00e9rio passou a ser governado pelos sacerdotes, houve uma estabilidade aparente, mas as amea\u00e7as de invas\u00e3o acabaram acontecendo e o Egito foi invadido pelos et\u00edopes, persas, gregos e romanos. Estas invas\u00f5es foram aos poucos desorganizando a sociedade e consequentemente a sua\u00a0<strong>arte<\/strong>, que vai perdendo suas caracter\u00edsticas e refletindo a pr\u00f3pria crise pol\u00edtica do Imp\u00e9rio.\n\nA\u00a0<strong>arte eg\u00edpcia<\/strong>, embora figurativa, empregava formas geom\u00e9tricas, portanto, abstratas, inorg\u00e2nicas, inexistentes na natureza, conseguindo assim transmitir pela primeira vez na Hist\u00f3ria da Arte o conceito de eternidade.\n\nFonte: www.aldokkan.com\/en.wikipedia.org\/www.portalartes.com.br\/cultura.portaldomovimento.com\/www.she.art.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Arte Eg\u00edpcia, Pintura, Arquitetura, Hist\u00f3ria, Estilo, Escultura, Monumentos, Formas, Caracter\u00edsticas, Artesanato, Origem, Arte Eg\u00edpcia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4874,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-25375","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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