{"id":25354,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-artesanato-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:47:33","modified_gmt":"2026-09-01T17:47:33","slug":"historia-do-artesanato-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Artesanato"},"content":{"rendered":"\nO Movimento\u00a0<strong>Arte e Artesanato<\/strong>\u00a0originado na Gr\u00e3-Bretanha no final do s\u00e9culo 19 e foi caracterizado por um estilo de decora\u00e7\u00e3o que lembra os tempos medievais.\n\nO movimento colocou uma grande import\u00e2ncia na qualidade do artesanato enquanto enfatizando a import\u00e2ncia para as artes de contribuir para a reforma econ\u00f4mica.\n\nO\u00a0<strong>estilo<\/strong>\u00a0\u00e9 associado com muitos tipos diferentes de projeto, incluindo arquitetura, tipografia, impress\u00e3o de livros, t\u00eaxtil e design de interiores.\n\n<strong>Artesanato \u0096 Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Artesanato\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor81.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Artesanato\" \/>\n<strong>Hist\u00f3ria do Artesanato<\/strong><\/p>\n<p align=\"left\">A\u00a0<strong>palavra Artesanato<\/strong>\u00a0vem da palavra Inglesa que significa \u0093for\u00e7a\u0094 ou \u0093habilidade\u0094 derivado do Ingl\u00eas Antigo of\u00edcio palavra que vem do alto alem\u00e3o antigo kraft, para a for\u00e7a, e significa \u0093habilidade no planejamento, fazendo, executando\u0094 e, por extens\u00e3o, \u0093uma ocupa\u00e7\u00e3o ou de atividade que exija habilidade\u0094 e of\u00edcios, pois, sendo os objetos resultantes da aplica\u00e7\u00e3o dessa habilidade (dicion\u00e1rio Merriam-Webster).<\/p>\nO termo\u00a0<strong>Artesanato<\/strong>\u00a0denota uma habilidade, geralmente empregadas em ramos das artes decorativas (<strong>ex:<\/strong>\u00a0Cer\u00e2mica), ou em uma pr\u00e1tica art\u00edstica associada (tomada de rendas por exemplo).\n\nUma caracter\u00edstica fundamental do\u00a0<strong>artesanato<\/strong>\u00a0\u00e9 que eles envolvem um alto grau de \u0093m\u00e3os em\u0094 artesanato (da\u00ed os coloquiais termo \u0093artesanato) ao inv\u00e9s de apenas habilidade com uma m\u00e1quina.\n\nUma atividade que envolve fazer algo de uma forma h\u00e1bil usando suas m\u00e3os.\n\nUm emprego ou atividade que requer habilidade especial.\n\n<strong>Artesanato:<\/strong>\u00a0objetos feitos pelo uso h\u00e1bil das m\u00e3os.\n\n<strong>Artesanato \u0096 Fun\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA fun\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Artesanato<\/strong>\u00a0\u00e9 um passatempo ou uma profiss\u00e3o que exige habilidades espec\u00edficas e conhecimentos de obra qualificada.\n\nEm um sentido hist\u00f3rico, particularmente pertinentes para a Idade M\u00e9dia e vers\u00f5es anteriores, o termo \u00e9 geralmente aplicado a pessoas ocupadas na produ\u00e7\u00e3o em pequena escala de bens, ou sua manuten\u00e7\u00e3o, por exemplo, funileiros.\n\n<strong>O artesanato pode tamb\u00e9m ser categorizado, em fun\u00e7\u00e3o de suas finalidades, podendo ser de car\u00e1ter:<\/strong>\n<blockquote><strong>1. Utilit\u00e1rio:<\/strong>\u00a0S\u00e3o em geral ferramentas e utens\u00edlios desenvolvidos para suprir car\u00eancias e necessidades das popula\u00e7\u00f5es de menor poder aquisitivo, substituindo produtos industriais de valor mais elevado.<strong>\n2. Conceitual:\u00a0<\/strong>S\u00e3o objetos cuja finalidade principal \u00e9 o de externar uma reflex\u00e3o, discurso ou conceito pr\u00f3prio de quem o produz, seja este um indiv\u00edduo ou comunidade. Em geral estes produtos est\u00e3o ligados \u00e0 necessidade de auto-afirma\u00e7\u00e3o social e cultural de um determinado grupo e por isto mesmo muitas vezes aproximam-se da arte popular e com esta se confundem;<strong>\n3. Decorativo:\u00a0<\/strong>s\u00e3o artefatos cuja principal motiva\u00e7\u00e3o \u00e9 a busca da beleza, com a finalidade de harmonizar os espa\u00e7os de conv\u00edvio.<strong>\n4. Lit\u00fargico:<\/strong>\u00a0S\u00e3o produtos de finalidade ritual\u00edstica destinados a pr\u00e1ticas religiosas ou m\u00edsticas refor\u00e7ando os sentimentos de f\u00e9 e de eleva\u00e7\u00e3o espiritual.<strong>\n5. L\u00fadicos:<\/strong>\u00a0S\u00e3o em geral produtos destinados ao entretenimento de adultos e crian\u00e7as, intimamente relacionados com as pr\u00e1ticas folcl\u00f3ricas e tradicionais, incluindo-se nesta categoria todo tipo de brinquedos populares e instrumentos musicais.<\/blockquote>\n<strong>Tipos de artesanatos brasileiro<\/strong>\n\n<strong>Cer\u00e2mica e bonecos de barro:\u00a0<\/strong>\u00c9 a arte popular e de artesanato mais desenvolvidas no Brasil e desenvolveu-se em regi\u00f5es prop\u00edcias \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de sua mat\u00e9ria prima \u0096 o barro. Nas feiras e mercados do Nordeste, se encontram os bonecos de barro, reconstituindo figuras t\u00edpicas da regi\u00e3o, como os cangaceiros, retirantes, vendedores, m\u00fasicos e rendeiras.\n\n<strong>Renda:\u00a0<\/strong>A renda, presente em roupas, len\u00e7os, toalhas e outros artigos, tem um importante papel econ\u00f4mico nas regi\u00f5es Norte, Nordeste e Sul, e \u00e9 desenvolvida pelas m\u00e3os das rendeiras.\n\n<strong>Entalhando a madeira<\/strong>\n<blockquote>\u00c9 uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural muito utilizada pelos \u00edndios nas suas constru\u00e7\u00f5es de armas, utens\u00edlios, embarca\u00e7\u00f5es, instrumentos musicais, m\u00e1scaras e bonecos.\nOs artesanatos em madeira produzem objetos diversificados com motivos da natureza, do universo humano e a fantasia. Exemplos disso s\u00e3o as carrancas, ou cabe\u00e7as-de-proa, os utens\u00edlios como cocho, pil\u00e3o, gamelas e m\u00f3veis simples e r\u00fasticos, os engenhos, moendas, ton\u00e9is, carro\u00e7as e o maior produto artesanal em madeira \u0096 contando com poucas partes de metal \u0096 s\u00e3o os carros de bois.<\/blockquote>\n<strong>Cestas e tran\u00e7ados<\/strong>\n<blockquote>A arte de tran\u00e7ar fibras, deixada pelos \u00edndios, inclui esteiras, redes, balaios, chap\u00e9us, peneiras e outros. Quanto \u00e0 decora\u00e7\u00e3o, os objetos de tran\u00e7ados possuem uma imensa variedade, explorada atrav\u00e9s de formas geom\u00e9tricas, espessuras diferentes, corantes e outros materiais. Esse tipo de artesanato pode-se encontrar espalhados em diversas regi\u00f5es do Norte e Nordeste do Brasil como, na Bahia, Mato Grosso, Maranh\u00e3o, Par\u00e1 e o Amazonas.<\/blockquote>\n<strong>Artesanato ind\u00edgena<\/strong>\n<blockquote>Cada grupo ou tribo ind\u00edgena tem seu pr\u00f3prio artesanato. Em geral, a tinta usada pelas tribos \u00e9 uma tinta natural, proveniente de \u00e1rvores ou frutos.\nOs adornos e a arte plum\u00e1ria s\u00e3o outro importante trabalho ind\u00edgena.\nA grande maioria das tribos desenvolvem a cer\u00e2mica e a cestaria. E como passatempo ou em rituais sagrados, os \u00edndios desenvolveram flautas e chocalhos.<\/blockquote>\n<strong>Artesanato \u0096 O que \u00e9<\/strong>\n\nA palavra arte pode assumir v\u00e1rias significa\u00e7\u00f5es na linguagem, falando-se da transforma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria bruta pelo homem, ela pode representar uma forma de produ\u00e7\u00e3o quando se desenvolve na procura do \u00fatil; ou uma forma de express\u00e3o se se desenvolve na procura do belo.\n\nQuando a palavra arte for citada neste texto deve ser entendida tal como nos fala Arist\u00f3teles; arte mec\u00e2nica, t\u00e9cnica, arte de fazer ou simples of\u00edcio.\n\n<strong>Inicialmente faremos algumas distin\u00e7\u00f5es entre a palavras usadas de maneira incorreta:<\/strong>\n\nA primeira distin\u00e7\u00e3o que nos ocorre deve-se fazer entre molde, que \u00e9 forma; e padr\u00e3o que significa regularidade. Com molde se produzem objetos iguais ou c\u00f3pias, sem originalidade alguma.\n\nOs balaios s\u00e3o padronizados e os adobes s\u00e3o moldados.\n\nN\u00e3o devemos confundir padr\u00e3o com uniformidade. Embora padronizada, cada pe\u00e7a feita \u00e0 m\u00e3o \u00e9 \u00fanica, n\u00e3o se confunde com nenhuma outra, nem da mesma esp\u00e9cie, ainda que tenha sido elaborada no mesmo dia e pela mesma pessoa.\n\nO estilo do artes\u00e3o empresta originalidade a seus objetos, como que a marca pessoal, enquanto o padr\u00e3o \u00e9 a marca do grupo. Cada artes\u00e3o escolhe um estilo, mas n\u00e3o deixa de ser influenciado pelo ambiente (a natureza) em que vive e pelos modos de vida pr\u00f3pria da \u00e1rea cultural que pertence.\n\nA escolha do campo de trabalho artesanal do of\u00edcio ou especialidade \u00e9 ditada pelo material adequado a transforma\u00e7\u00e3o e abundante no lugar. Isso ocorre dos recursos naturais.\n\nOs \u00edndios da Ilha de Maraj\u00f3 foram nossos melhores ceramistas, naturalmente porque dispunham de boa argila e no entanto n\u00e3o conheciam a pedra. Ao contr\u00e1rio dos \u00edndios da regi\u00e3o do Amap\u00e1, Sacia do Rio Oiapoque foram grandes artes\u00e3os de objetos l\u00edticos pois estes dispunham de pedra e n\u00e3o de argila.\n\nA aprendizagem de trabalho artesanal \u00e9 adquirida de maneira pr\u00e1tica e formal, ele se da nas oficinas ou na vivencia do indiv\u00edduo com o meio artesanal onde o aprendiz maneja a mat\u00e9ria-prima e as ferramentas e imita os mais entendidos no of\u00edcio de sua prefer\u00eancia.\n\n\u00c9 comum o artes\u00e3o servir-se de pequenas ferramentas, que na maior parte das vezes \u00e9 desenvolvida por ele mesmo devido a necessidade de seu trabalho que o obriga a pensar e desenvolver.\n\nEmprega-se no artesanato o material dispon\u00edvel, gratuito ou de baixo pre\u00e7o. No artesanato ind\u00edgena ou no folcl\u00f3rico esse material \u00e9 normalmente extra\u00eddo do local, mas n\u00e3o deixa de ser artesanato a produ\u00e7\u00e3o de objetos com o aproveitamento de retalhos de papel, panos, fios de arame, de linha etc.\n\nA atividade artesanal esta ligada aos recursos naturais do estilo de vida e do grau de com\u00e9rcio com comunidades vizinhas sendo o artesanato uma manifesta\u00e7\u00e3o da vida comunit\u00e1ria, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em fun\u00e7\u00e3o utilit\u00e1ria, l\u00fadica, decorativa ou religiosa.\n\nN\u00e3o podemos falar em artesanato somente com o objetivo comercial, pois ele pode ser produzido para consumo pr\u00f3prio ou mesmo doa\u00e7\u00e3o sem perder sua caracter\u00edstica artesanal.\n\n\u00c9 comum confundirmos artesanato com rusticidade mas \u00e9 importante observar que neste regime de trabalho fazem-se tantos objetos r\u00fasticos como bem acabados, pois o artesanato se define pelo processo de produ\u00e7\u00e3o de objetos e n\u00e3o pelas qualidades pr\u00e1ticas que pode ser emprestada a este no ato de fazer.\n\n<strong>Artes\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Artes\u00e3o<\/strong>\u00a0\u00e9 a pessoa que faz a m\u00e3o objetos de uso frequente na comunidade. Seu aparecimento foi resultado de press\u00e3o da necessidade sobre a intelig\u00eancia aliada ao poder de inovar, possibilitando tamb\u00e9m ligar o passado ao presente, mediante a linguagem; possibilitou as gera\u00e7\u00f5es mais novas receber das mais velhas, suas t\u00e9cnicas e demais experi\u00eancias acumuladas.\n\n<strong>Perspectiva hist\u00f3rica do artesanato<\/strong>\n\nO regime de trabalho que re\u00fane as diferentes t\u00e9cnicas manuais de produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 recentemente ganhou nome, embora hist\u00f3ria assinala a presen\u00e7a de objetos feitos a m\u00e3o em todas as \u00e9pocas e nas mais variadas culturas.\n\nA atividade artesanal \u00e9 muito antiga, h\u00e1 pelo menos meio milh\u00e3o de anos o homem de Pequim conhecia e j\u00e1 fazia uso do fogo e sabia fabricar instrumentos de quartzo e de gr\u00e9s.\n\nNo Brasil em seus primeiros anos de coloniza\u00e7\u00e3o foram instaladas oficinas artesanais que se espalharam por todas as comunidades urbanas e rurais, onde os artes\u00e3os tiveram ensejo de desenvolver suas habilidades.\n\nMas atrav\u00e9s da Carta R\u00e9gia de 30 de julho de 1766 D. Jos\u00e9 I manda destruir as oficinas de ourives e declara fora da lei a profiss\u00e3o. Sei exemplo foi seguido por sua sucessora no trono D. Maria I, que perseguiu quase todas as formas artesanais do Brasil.\n\nAos alvar\u00e1s da Rainha Maria I, seguem-se o de 5 de janeiro de 1785 e o de 26 de janeiro do mesmo ano que proibiam a tecelagem caseira na col\u00f4nia, abrindo apenas exce\u00e7\u00e3o para a tecelagem de panos grossos e que fossem destinados a vestir escravos.\n\nEsta situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 se reverteu com a carta r\u00e9gia do Pr\u00edncipe Dom Jo\u00e3o de 1\u00ba de abril de 1808, que anulava alvar\u00e1s proibidos de sua m\u00e3e e autorizava a atividade industrial caseira fosse ela qual fosse.\n\nD. Pedro I, na constitui\u00e7\u00e3o autorgada de 25 de mar\u00e7o de 1824 aboliu as corpora\u00e7\u00f5es de of\u00edcio no Brasil, seguindo assim o exemplo franc\u00eas embora atrasado.\n\nA carta da Rep\u00fablica de 14 de fevereiro de 1891 como a de 16 de julho de 1934 omitiam-se completamente, ignorando o artesanato. Mas a Constitui\u00e7\u00e3o de Get\u00falio Vargas de 10 de novembro de 1937 amparou-o no seu artigo 136. \u0093O trabalho manual tem direito \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e solitudes especiais do Estado\u0094. As cartas que se seguiram silenciaram-se com rela\u00e7\u00e3o ao artes\u00e3o.\n\nAs \u00fanicas referencias pro\u00edbem diferen\u00e7a entre o trabalho manual e t\u00e9cnico ou cientifico, em par\u00e1grafo \u00fanico n\u00ba XVII art. 157 da de 18 de setembro de 1946 e em o n\u00ba XVIII do artigo 158 da Constitui\u00e7\u00e3o Castelana de 24 de janeiro 1966. Pa\u00edses mais adiantados n\u00e3o se omitem em rela\u00e7\u00e3o ao artesanato e protegem sua ind\u00fastria caseira e reconhecem sua elevada import\u00e2ncia econ\u00f4mica e social.\n\n<strong>O Conceito de Artesanato<\/strong>\n\nInicialmente o que caracteriza o artesanato \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria-prima em objetos \u00fateis, quem realiza esta atividade denomina-se artes\u00e3o, este reproduz objetos que chegaram at\u00e9 ele atrav\u00e9s da tradi\u00e7\u00e3o familiar ou cria novos de acordo com suas necessidades.\n\nPara evidenciar melhor este conceito vamos definir o que n\u00e3o \u00e9 artesanato.\n\nA ind\u00fastria t\u00eaxtil ou manufatureira n\u00e3o se encaixa neste conceito pois h\u00e1 o predom\u00ednio da m\u00e1quina \u00ae \u00e9 a f\u00e1brica, ali se produz tecidos, afinetos, aparelhos eletrodom\u00e9sticos, muitos objetos etc, quem trabalha neste local denomina-se oper\u00e1rio.\n\nArtes puras ou desinteressadas, em que se produzem bens art\u00edsticos em est\u00fadios ou ateli\u00eas. Os profissionais normalmente possuem elevados sentimentos est\u00e9ticos e forma\u00e7\u00e3o erudita. Estes denominam-se artistas.\n\nArtes industriais ou of\u00edcios \u0096 o lugar de trabalho \u00e9 a oficina e os obreiros s\u00e3o art\u00edfices. A produ\u00e7\u00e3o \u00e9 mais ou menos organizada, e decomp\u00f5e-se em v\u00e1rias fases ou opera\u00e7\u00f5es elementares a que se costuma chamar de divers\u00e3o do trabalho. Os objetos resultantes \u00e9 cria\u00e7\u00f5es de muitos, elas s\u00e3o produzidas em s\u00e9rie embora n\u00e3o sejam obtidas em molde.\n\n<strong>Industria popular ou caseira, onde a mat\u00e9ria prima sofre transforma\u00e7\u00e3o a fim de se transformar em bem econ\u00f4mico, exemplo<\/strong>: fub\u00e1, polvilho, cacha\u00e7a, sab\u00e3o etc.\n\n<strong>Outras caracter\u00edsticas do artesanato<\/strong>\n\nComo sistema de trabalho que engloba os diversos processos de artes\u00e3o, o artesanato assinala um avan\u00e7o cultural e s\u00f3 apareceu como consequ\u00eancia da divis\u00e3o de campo ocupacional no per\u00edodo hist\u00f3rico em que a precis\u00e3o de meios de subsist\u00eancia e os h\u00e1bitos de vida em sociedade passaram a exigir maior produ\u00e7\u00e3o de bens.\n\nSendo o artesanato uma manifesta\u00e7\u00e3o de vida comunit\u00e1ria, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em fun\u00e7\u00e3o utilit\u00e1ria, c\u00f4o l\u00fadica, decorativa ou religiosa.\n\nO\u00a0<strong>artesanato \u00e9 um sistema de trabalho do povo<\/strong>, se bem que pode ser encontrado em todas as camadas sociais e n\u00edveis culturais. Podendo ser denominado artesanato ind\u00edgena, ou primitivo, folcl\u00f3rico ou semi-erudito, requintado.\n\nO\u00a0<strong>artesanato<\/strong>\u00a0\u00e9 pratico, sendo informal sua aprendizagem. O que o artes\u00e3o faz, cria-o ele pr\u00f3prio ou aprender na tenda artesanal da fam\u00edlia ou do vizinho, observando como este fazia, pela vivencia e pela imita\u00e7\u00e3o, vendo-o trabalhar.\n\nN\u00e3o se receber aulas te\u00f3ricas; aprende-se a faze, fazendo; pratica-se porque quer; age-se voluntariamente. Vai da\u00ed o acentuado cunho pessoal do trabalho artesanal, apesar da vulgaridade da maioria das pe\u00e7as produzidas nesse sistema.\n\nN\u00e3o se deve confundir artesanato, que \u00e9 fonte de produ\u00e7\u00e3o, com o produto dele resultante. Produto \u00e9 coisa e artesanato \u00e9 o conjunto de maneiras pelas quais a coisa \u00e9 feita.\n\n<strong>Import\u00e2ncia do artesanato<\/strong>\n\nNo processo evolutivo da ra\u00e7a humana, a atividade econ\u00f4mica deve ser examinada como etapa inicial. Sem trabalho, o homem n\u00e3o avan\u00e7a sequer um palmo na via esplendida do progresso.\n\nE foram as m\u00e3os que abriram o caminho para a longa e vitoriosa jornada que inda prossegue.\n\nDesde tempos remotos, conforme vimos, o homem inventou e fez instrumentos, e descobriu processos que lhe aumentaram a efic\u00e1cia da a\u00e7\u00e3o produtiva. \u00c0 soma de tais possessos acreditamos poder chamar artesanato, embora nascente, porque, \u00e0quela \u00e9poca, eram as t\u00e9cnicas reduzidas em n\u00famero e bastante elementares.\n\nAl\u00e9m dessa sua import\u00e2ncia hist\u00f3rica, o artesanato abrange outros valores, os quais hoje o tornam reconhecido, universalmente.\n\nOs povos mais desenvolvidos do mundo criam institui\u00e7\u00f5es destinadas ao seu incremento e o realizam mediante exposi\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas e feiras anuais de objetos de arte popular, com distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios aos primeiros artes\u00e3os colocados, levantamentos de mapas artesanais, amparo comercial e outras medidas inteligentes.\n\nEsse interesse fora do comum pelos trabalhos manuais se explica, provavelmente, com o receio \u00e0s consequ\u00eancias do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico.\n\n<strong>Examinaremos agora o artesanato sob alguns pontos de vista:<\/strong>\n\n<strong>Social<\/strong>\n<blockquote>Possibilitando ao artes\u00e3o melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e atuando contra o desemprego, o artesanato pode ser considerado elemento de equil\u00edbrio no pa\u00eds e fator de coes\u00e3o, de paz social. Conforme se sabe, este sistema de trabalho conta com a participa\u00e7\u00e3o ativa da fam\u00edlia.\nO lar, ent\u00e3o, al\u00e9m de centro de vida \u00e9 tamb\u00e9m n\u00facleo de aprendizagem profissional. Outrossim, o mestre-artes\u00e3o desempenha um papel relevante na comunidade e sua arte \u00e9 fator de prest\u00edgio.<\/blockquote>\n<strong>Art\u00edstico<\/strong>\n<blockquote>O\u00a0<strong>artesanato<\/strong>\u00a0desperta as aptid\u00f5es latentes do obreiro e aprimora lhe o intelecto. Suas m\u00e3os, obedientes a impulsos mentais e inteligentes, deslocam a mat\u00e9ria-bruta, grosseira e passiva, e convertem-na com o calor de sua imagina\u00e7\u00e3o em coisa \u00fatil e por vezes bela. \u00c9 a ideia que deseja a forma. Vale repisar que o povo n\u00e3o faz arte desinteressada ou arte pela arte, mas, n\u00e3o raramente, sobre ser utilit\u00e1ria, suas pe\u00e7as s\u00e3o bem acabadas, produzidas com esmero e revelam bom-gosto. Se o artes\u00e3o, al\u00e9m de habilidade manual, possuir talento e sensibilidade, a\u00ed ent\u00e3o ele vira artista. Desse modo, sua experi\u00eancia artesanal seria apenas uma fase de forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica.<\/blockquote>\n<strong>Pedag\u00f3gico<\/strong>\n<blockquote>Isto quer dizer que os trabalhos manuais s\u00e3o de grande valor para a crian\u00e7a em idade escolar, principalmente os de carpintaria, modelagem e papel recortado.\nDoutra parte, considera-se o artesanato como excelente meio para a educa\u00e7\u00e3o de certos, que, se bem orientados nesse plano, podem adquirir habilidade prodigiosa e se realizarem na vida, plenamente.<\/blockquote>\n<strong>Moral<\/strong>\n<blockquote>O artesanato pode dar causa ao aperfei\u00e7oamento espiritual e moral do artes\u00e3o, sendo certo que o trabalho afasta a pessoa dos v\u00edcios e da delinqu\u00eancia, Da\u00ed o prov\u00e9rbio \u0093cabe\u00e7a de desocupado \u00e9 tenda de satan\u00e1s\u0094, cuja sabedoria e exatid\u00e3o certamente n\u00e3o se p\u00f5em em d\u00favida.<\/blockquote>\n<strong>Terap\u00eautico<\/strong>\n<blockquote>O artesanato abranda o temperamento hostil ou agitado de pessoas que sofrem desvios de personalidade, as quais poder\u00e3o corrigir suas aberra\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da ocupa\u00e7\u00e3o manual. Se, por exemplo, um tipo psicol\u00f3gico agressivo deseja fazer mal a algu\u00e9m, ele o realiza ? digamos no barro, e ent\u00e3o se satisfaz, por transfer\u00eancia, assim se liberta do inc\u00f4modo, livra-se de seu estado de tens\u00e3o e obt\u00e9m o equil\u00edbrio intraps\u00edquico ou paz interior.\nEsse trabalho se recomenda ainda a certos enfermos que s\u00e3o obrigados a permanecer no leito durante muito tempo, embora tenham v\u00e1lidas as m\u00e3os e possam produzir certos objetos que exigem mais habilidade e paci\u00eancia do que esfor\u00e7o f\u00edsico.<\/blockquote>\n<strong>Cultural<\/strong>\n<blockquote>O artes\u00e3o imprime tra\u00e7os de sua cultura nos objetos que produz, consciente ou inconscientemente. Muitas de suas tradi\u00e7\u00f5es, como s\u00edmbolos m\u00e1gicos e cren\u00e7as, ficam marcadas em suas pe\u00e7as.<\/blockquote>\n<strong>Psicol\u00f3gico<\/strong>\n<blockquote>O artes\u00e3o se sente valorizado com sua arte porque faz objetos que t\u00eam serventia e isto lhe d\u00e1 a certeza \u00edntima de ser \u00fatil \u00e0 comunidade. Ademais, e apesar do car\u00e1ter regional do artesanato, o objeto produzido n\u00e3o deixa de ser o resultado de ato do artes\u00e3o, que nele imprime a marca de sua personalidade. A psicot\u00e9cnica adota medir certas dimens\u00f5es ps\u00edquicas atrav\u00e9s de minucioso exame de objetos feitos a m\u00e3o, nos quais a pessoas, inconscientemente, registra suas inten\u00e7\u00f5es e desejos e revela sua linha de comportamento.<\/blockquote>\n<strong>A prote\u00e7\u00e3o ao artesanato<\/strong>\n\nO progresso tecnol\u00f3gico refletiu mal sobre o artesanato, desestimulando-o. Para competir com a f\u00e1brica, o artes\u00e3o come\u00e7ou, ent\u00e3o, a produzir objetos sem aquele esmero e acabamento que valorizam tanto sua obra.\n\nA esse fator negativo, juntam-se a falta de incentivos, caracterizada principalmente pela injusti\u00e7a da Lei, que protege o salariado e olvida o artes\u00e3o; o xenofilismo ou exagerada prefer\u00eancia pelo artigo importado, desprezando-se o que \u00e9 nosso, genu\u00edno; a influencia da moda, que se op\u00f5e \u00e0s formas tradicionais e consequentemente ao artesanato; e o intermedi\u00e1rio, que, dentre os inconvenientes aqui enunciados seja, talvez, o mais nefasto.\n\nDeve-se enfrentar o imp\u00e9rio da m\u00e1quina, absorvente e monopolizadora, que substituiu o homem e o torna mero auxiliar dela, como tamb\u00e9m esses outros motivos de desanimo do artes\u00e3o, cujo estado se nos afigura como que a soma e a mistura de todas as causas de desprest\u00edgio ou mesmo de decad\u00eancia do artesanato.\n\nAssinale-se, nessa luta pelo incremento artesanal, que a pe\u00e7a feita a m\u00e3o valoriza o homem porque ela \u00e9 resultado de sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o e habilidade, ela cont\u00e9m parte de si mesmo, n\u00e3o \u00e9 c\u00f3pia.\n\nE ainda que, do ponto de vista comercial, sua venda se fa\u00e7a abaixo do justo pre\u00e7o, a moeda que advir dessa troca vai contribuir par ao or\u00e7amento dom\u00e9stico e par ao aumento do n\u00edvel de vida, pois tal pe\u00e7a se produz, em geral, nas oras de folga, como atividade subsidi\u00e1ria ou recreativa.\n\nNas condi\u00e7\u00f5es primitivas em que se acha nas mais vezes, o regime de trabalho manual necessita de um est\u00edmulo vigoroso e pertinaz para se desenvolver, sendo que isto s\u00f3 se conseguir\u00e1 mediante uma a\u00e7\u00e3o de Governo.\n\nDa\u00ed por diante \u00e9 poss\u00edvel seu incremento natural, conforme se pode testemunhar com os resultados que se observam na Europa e na \u00c1sia. De fato, pa\u00edses evolu\u00eddos daqueles continentes cedo percebem a conveni\u00eancia em fomentar sua ind\u00fastria popular e seu artesanato, vale dizer aumentar as ocupa\u00e7\u00f5es lucrativas.\n\nAbriram-se, ent\u00e3o, institui\u00e7\u00f5es oficiais e particulares, que significaram o t\u00e9rmino de graves crises sociais e a eleva\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica do povo, que passou a viver sem a ang\u00fastia de press\u00f5es financeiras.\n\nN\u00e3o conv\u00e9m \u00e9 que essa ajuda se fa\u00e7a de maneira ostensiva, mas cautelosa e pacificamente. A prote\u00e7\u00e3o deve limitar-se, traduzida em gr\u00e1fico, a uma faixa cujos bordos se denominam interven\u00e7\u00e3o e liberdade.\n\nNem intervencionista nem liberalista.\n\nAqui seria pecar pelo abandono, pelo laissez-faire, por deixar o artes\u00e3o fazer o que quer, agir como crian\u00e7a ou como se vivesse na era l\u00edtica, com desperd\u00edcio de esfor\u00e7o e tempo.\n\nO outro extremo se identificaria com o constrangimento do artes\u00e3o e sua total submiss\u00e3o a esquemas r\u00edgidos ou formais, desnaturando lhe o fluxo criador e sua puras manifesta\u00e7\u00f5es de cultura popular e tradicional.\n\nDesse modo, qualquer plano de prote\u00e7\u00e3o ao artesanato deve preceder-se de estudos bem dirigidos e deve ser elaborado com a convic\u00e7\u00e3o plena dos bons resultados que ser\u00e3o obtidos e segundo os objetivos a que se tem em vista alcan\u00e7ar.\n\nPrimeiro, toma-se consci\u00eancia do problema artesanal; em seguida, assume-se a posi\u00e7\u00e3o mais adequada \u00e0 realidade; afinal, \u00e9 necess\u00e1rio agir, com o fim de cristalizar as ideias.\n\nA prote\u00e7\u00e3o ao artesanato se esquematiza de modo que produza efeitos a longo prazo e a curto prazo.\n\nO plano de prote\u00e7\u00e3o a longo prazo abrange a pesquisa, o ensino t\u00e9cnico-artesanal e a expans\u00e3o tur\u00edstica.\n\nA pesquisa se destina ao conhecimento da realidade artesanal, recursos naturais dispon\u00edveis em cada regi\u00e3o e mercado consumidor.\n\nA realidade a que nos referimos nesta ep\u00edgrafe se relaciona com as formas usuais e suas caracter\u00edsticas, com os processos empregados na produ\u00e7\u00e3o de objetos \u00fateis e com as condi\u00e7\u00f5es sociais de trabalho.\n\nA pesquisa \u00e9 que vai indicar o ramo artesanal adequado ao lugar, tendo em vista, naturalmente, os fatores de natureza ecol\u00f3gica.\n\n<strong>Hist\u00f3ria do Artesanato &#8211; Resumo<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158051 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor10.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"187\" \/><strong>Hist\u00f3ria do Artesanato<\/strong><\/p>\nOs\u00a0<strong>artesanatos<\/strong>\u00a0no mundo antigo, tanto em sua finalidade quanto em como eram fabricados, eram t\u00e3o variados quanto as culturas que os produziam. Na antiga Mesopot\u00e2mia, o artesanato era produzido por ordem do Estado e de forma privada. J\u00e1 em 6500 aC, os t\u00eaxteis de linho estavam em uso na regi\u00e3o conhecida como Tepe Sabz (atual Ir\u00e3) e o linho era tecido tanto de forma privada quanto por funcion\u00e1rios p\u00fablicos antes do surgimento da l\u00e3. Da cidade de Ur temos o Estandarte de Guerra Sum\u00e9rio e o Estandarte de Paz, ambos encomendados pelo Estado e forjados por aqueles que hoje seriam conhecidos como funcion\u00e1rios p\u00fablicos.\n\nAo mesmo tempo, por\u00e9m, havia muitos artistas particulares produzindo suas pr\u00f3prias obras, mais pessoais (tamb\u00e9m j\u00e1 em 6500 aC, \u00e9poca em que a cer\u00e2mica foi encontrada), como a est\u00e1tua Ram Pego em um bosque de Ur c. 2800 AC, uma pe\u00e7a elaborada composta de conchas, l\u00e1pis-laz\u00fali e ouro representando um carneiro (ou cabra) lutando para se libertar de um arbusto.\n\nEmbora os padr\u00f5es sum\u00e9rios sejam obras utilit\u00e1rias, fornecendo uma narrativa da cultura em paz ou na guerra, pe\u00e7as como Ram Caught In A Thicket muitas vezes retratavam cenas da vida di\u00e1ria ou representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas dos deuses, j\u00e1 que foi especulado que a est\u00e1tua de Ram simbolizava o princ\u00edpio da energia masculina do deus Tammuz preso no &#8220;matagal&#8221; da divindade feminina Inanna\/Ishtar. Inanna\/Ishtar \u00e9 regularmente retratada como uma personagem dif\u00edcil que muitas vezes enredava seus amantes em teias de dificuldade.\n\nJ\u00e1 em 6200 aC, o cobre estava sendo fundido na Anat\u00f3lia, no sul da regi\u00e3o da Mesopot\u00e2mia, e o cobre cresceu em import\u00e2ncia \u00e0 medida que se tornou mais facilmente dispon\u00edvel.\n\nAcabaria se revelando uma mercadoria cada vez mais valiosa no com\u00e9rcio, bem como para uso dom\u00e9stico.\n\nNo antigo Egito, os artes\u00e3os mais importantes eram os ferreiros que produziam tigelas, vasos, x\u00edcaras, est\u00e1tuas e estatuetas, at\u00e9 mesmo as espadas e adagas, que se v\u00ea hoje em museus ao redor do mundo.\n\nOs ferreiros trabalharam principalmente no cobre extra\u00eddo da pen\u00ednsula do Sinai at\u00e9 o Imp\u00e9rio do Meio (2040-1782 aC), quando o bronze (uma mistura de cobre e estanho) foi introduzido, o estanho vindo das colinas de Elam, a sudeste da Babil\u00f4nia.\n\nSem d\u00favida, no entanto, o metal mais amplamente usado no antigo Egito era o ouro, extra\u00eddo em abund\u00e2ncia de rochas contendo quartzo no deserto oriental e ao sul do Egito, na N\u00fabia e no Sud\u00e3o.\n\nA famosa tumba de Tutanc\u00e2mon, descoberta por Howard Carter no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920 dC \u00e9 o melhor testamento dos muitos usos que os ferreiros podiam dar ao ouro, enquanto moldavam a subst\u00e2ncia em tudo, desde a m\u00e1scara mortu\u00e1ria ornamentada at\u00e9 o caix\u00e3o, copos e pulseiras e joias encontradas no t\u00famulo. De acordo com o historiador Her\u00f3doto, os ferreiros eg\u00edpcios eram conhecidos como os artes\u00e3os mais habilidosos do mundo e suas obras sobreviventes atestam a veracidade da afirma\u00e7\u00e3o de Her\u00f3doto.\n\nO<strong>\u00a0artesanato<\/strong>\u00a0na Gr\u00e9cia antiga atingiu o seu apogeu na produ\u00e7\u00e3o de cer\u00e2mica (da palavra grega ceramos para &#8220;argila \u00famida&#8221;), que era uma das principais ind\u00fastrias estatais da Gr\u00e9cia, bem como uma obra produzida individualmente por artistas individuais. A produ\u00e7\u00e3o de cer\u00e2mica grega come\u00e7ou no reino insular de Creta por volta de 2500 aC, como evidenciado por achados arqueol\u00f3gicos em Knossos e Gortyn. O estilo de cer\u00e2mica mais famoso foi o Estilo Figura Negra, onde figuras em preto eram desenhadas contra um fundo vermelho-terra (ou vice-versa no Estilo Figura Vermelha) para contar uma hist\u00f3ria de forma linear.\n\nEssas hist\u00f3rias podem variar de contos mitol\u00f3gicos a narrativas familiares pessoais e foram mais famosas pelo poeta ingl\u00eas John Keats em sua Ode on A Grecian Urn, em que ele exalta as virtudes da &#8220;noiva da quietude ainda n\u00e3o gravada&#8221; e anseia pela eterna juventude e a beleza retratada na urna. Outros vasos de cer\u00e2mica foram a \u00e2nfora usada principalmente para vinho e encontrada em abund\u00e2ncia nos destro\u00e7os dos navios fenicanos que Tanit e Elissa descobriram em 1999 CE por Bob Ballard. A hidria (usada principalmente para \u00e1gua) e a cratera eram dois outros tipos de produtos cer\u00e2micos. A cratera era uma cer\u00e2mica de borda larga sustentada por um cilindro curto em uma base; ambas as formas ainda s\u00e3o usadas hoje como vasos e tigelas de mistura.\n\nOs romanos se basearam nas culturas anteriores em sua produ\u00e7\u00e3o de artesanato (como fizeram em todos os outros aspectos de sua cultura) para criar belas obras de arte, mas, conforme sua natureza pragm\u00e1tica, eles se destacaram em of\u00edcios que eram mais utilit\u00e1rios do que est\u00e9tico. Os maiores artes\u00e3os da Roma antiga foram os encanadores (do latim plumium para chumbo) que fizeram os grandes canos que traziam \u00e1gua para dentro e para fora da cidade de Roma e nas proximidades de Ostia e os pedreiros que moldaram as pedras que criaram o estradas, edif\u00edcios e templos. Da Galiza, Espanha a Trier, atrav\u00e9s da Alemanha e todo o caminho at\u00e9 o Egito, o artesanato dos construtores romanos ainda pode ser visto hoje em estradas ainda utiliz\u00e1veis e nos aquadutos que se estendem por toda a Europa.\n\nNo primeiro mil\u00eanio AEC, os fon\u00e9cios enviariam seus navios atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico para o que se tornariam as ilhas inglesas para carregar grandes quantidades de estanho para misturar com o cobre abundante do Mediterr\u00e2neo para criar bronze.\n\nPor que os fen\u00edcios tamb\u00e9m n\u00e3o extra\u00edram das colinas de Elam, como os eg\u00edpcios faziam, n\u00e3o est\u00e1 claro. Em 200 aC, a fabrica\u00e7\u00e3o de ferro no mundo celta, come\u00e7ando em torno da \u00e1rea agora conhecida como Cornualha, passou por um boom significativo e a idade do ferro mudaria todos os aspectos da vida daqueles que viviam nas terras celtas e al\u00e9m.\n\nOs\u00a0<strong>artesanatos<\/strong>\u00a0eram parte integrante da vida das pessoas que os criaram e usaram. Mais importante, talvez, eles foram uma express\u00e3o da cultura e da vida das pessoas em um determinado momento.\n\nOs arque\u00f3logos regularmente relatam que valorizam a cer\u00e2mica em seus achados acima do ouro, prata ou outro tesouro precioso, porque a cer\u00e2mica conta a hist\u00f3ria mais precisa e honesta sobre a vida di\u00e1ria em um local. As pessoas do passado, assim como as de hoje, nem sempre levaram uma vida de grandes aventuras ou emo\u00e7\u00f5es, mas ainda tinham hist\u00f3rias para contar de grande paix\u00e3o e fasc\u00ednio duradouro. Essas hist\u00f3rias foram contadas por meio dos artesanatos que eles criaram e hoje, muitos milhares de anos depois, ainda \u00e9 poss\u00edvel ler essas hist\u00f3rias e admirar as obras dos primeiros artistas.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.designishistory.com\/www.<wbr \/>ancient.eu\/www.eba.ufmg.br\/<wbr \/>www.worldhistory.org\/<wbr \/>murshidabad.net\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria do Artesanato, Estilo, O que \u00e9, Artes\u00e3o, Arte, Conceito, Import\u00e2ncia, Caracter\u00edsticas, Prote\u00e7\u00e3o, Cultura, Fun\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria do Artesanato<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4688,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-25354","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria do Artesanato - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hist\u00f3ria do Artesanato - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Hist\u00f3ria do Artesanato, Estilo, O que \u00e9, Artes\u00e3o, Arte, Conceito, Import\u00e2ncia, Caracter\u00edsticas, Prote\u00e7\u00e3o, Cultura, Fun\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria do Artesanato\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-11-30T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-09-01T17:47:33+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor81.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"400\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"263\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"25 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Hist\u00f3ria do Artesanato\",\"datePublished\":\"2015-11-30T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T17:47:33+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/\"},\"wordCount\":5061,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/histor81.jpg\",\"articleSection\":[\"Arte\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/\",\"name\":\"Hist\u00f3ria do Artesanato - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/histor81.jpg\",\"datePublished\":\"2015-11-30T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T17:47:33+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/histor81.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/histor81.jpg\",\"width\":400,\"height\":263},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-do-artesanato-4\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Hist\u00f3ria do Artesanato\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Hist\u00f3ria do Artesanato - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Hist\u00f3ria do Artesanato - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Hist\u00f3ria do Artesanato, Estilo, O que \u00e9, Artes\u00e3o, Arte, Conceito, Import\u00e2ncia, Caracter\u00edsticas, Prote\u00e7\u00e3o, Cultura, Fun\u00e7\u00e3o, Hist\u00f3ria do Artesanato","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2015-11-30T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-09-01T17:47:33+00:00","og_image":[{"width":400,"height":263,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor81.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"25 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Hist\u00f3ria do Artesanato","datePublished":"2015-11-30T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T17:47:33+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/"},"wordCount":5061,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor81.jpg","articleSection":["Arte"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/","name":"Hist\u00f3ria do Artesanato - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor81.jpg","datePublished":"2015-11-30T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T17:47:33+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor81.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor81.jpg","width":400,"height":263},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-do-artesanato-4\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Hist\u00f3ria do Artesanato"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25354","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25354"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25354\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25354"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25354"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25354"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}