{"id":25352,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-da-animacao-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:47:33","modified_gmt":"2026-09-01T17:47:33","slug":"historia-da-animacao-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\nH\u00e1 91 anos, no ano de 1917, tivemos a primeira anima\u00e7\u00e3o brasileira exibida nos cinemas. Em 1953 o primeiro longa-metragem de anima\u00e7\u00e3o ainda em preto e branco. De l\u00e1 at\u00e9 2007 mais 18 longas-metragens foram produzidos al\u00e9m de centenas de curtas metragens premiados nos principais festivais de cinema.\n\nO artigo \u0093<strong>Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o Brasileira<\/strong>\u0094 consiste em uma pesquisa sobre as origens da anima\u00e7\u00e3o no Brasil. Seus precursores, os primeiros festivais, como a National Film Board no Canad\u00e1 ajudou a anima\u00e7\u00e3o no Brasil, a hist\u00f3ria dos principais \u00f3rg\u00e3os do cinema brasileiro, as primeiras produtoras de anima\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, um resumo detalhado sobre o trabalho e as dificuldades dos diretores em cada projeto.\n<h4>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h4>\nAnima\u00e7\u00e3o \u00e9 uma simula\u00e7\u00e3o de movimentos criados a partir da exposi\u00e7\u00e3o de imagens, ou quadros. Como nossos olhos s\u00f3 conseguem registrar 12 imagens por segundo, seq\u00fc\u00eancias com mais de 12 imagens criam a ilus\u00e3o de movimentos no desenho.\n\nAs principais t\u00e9cnicas utilizadas para um filme de anima\u00e7\u00e3o s\u00e3o 3D ou CGI, que \u00e9 a anima\u00e7\u00e3o produzida diretamente no computador atrav\u00e9s de programas como o 3ds Max e o Maya. 2D que \u00e9 a anima\u00e7\u00e3o com l\u00e1pis e papel, tamb\u00e9m chamada de anima\u00e7\u00e3o tradicional, onde cada pose do personagem \u00e9 desenhada separadamente em uma seq\u00fc\u00eancia l\u00f3gica que, quando projetada em uma determinada velocidade (24 quadros por segundo), d\u00e1 a impress\u00e3o de movimento.\n\nStop motion que \u00e9 a anima\u00e7\u00e3o feita com objetos reais, sejam bonecos de massinha ou qualquer outro objeto fotografado quadro a quadro. Cutout que \u00e9 a anima\u00e7\u00e3o feita de recorte de papel seguindo a mesma t\u00e9cnica do 2D e do stop motion.\n\nEm 28 de outubro de 1892, Emile Reynaud apresentou no museu Grevin, em Paris a primeira proje\u00e7\u00e3o do seu teatro \u00f3ptico iniciando assim o desenho animado no mundo. Devido \u00e0 import\u00e2ncia desse fato, a data \u00e9 considerada como o dia da Anima\u00e7\u00e3o Internacional.\n\nPara comemorar esta data, em 2002, a Associa\u00e7\u00e3o Internacional do Filme de Anima\u00e7\u00e3o (ASIFA) lan\u00e7ou o Dia Internacional da Anima\u00e7\u00e3o, contando com diferentes grupos internacionais filiados, presentes em cerca de 51 pa\u00edses, inclusive o Brasil.\n\nO dia \u00e9 organizado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cinema de Anima\u00e7\u00e3o (ABCA) que realiza a mostra de curtasmetragens nacionais e internacionais em mais de 150 cidades em todo o pa\u00eds, al\u00e9m de palestras com animadores renomados.\n\nO Brasil tem uma vasta hist\u00f3ria na anima\u00e7\u00e3o. Come\u00e7ando com a influ\u00eancia dos cartunistas Raul Pederneiras em 1907 e depois, \u00c1lvaro Marins, que lan\u00e7ou \u0093Kaiser\u0094, primeira anima\u00e7\u00e3o brasileira exibida nos cinemas, em 22 de janeiro de 1917. Nestes 91 anos foram produzidos 19 longas-metragens, centenas de curtas e milhares de filmes publicit\u00e1rios de anima\u00e7\u00e3o.\n\nAtualmente o cinema de anima\u00e7\u00e3o brasileiro vive um expressivo per\u00edodo de crescimento de sua produ\u00e7\u00e3o o que se reflete na grande quantidade de filmes produzidos nos \u00faltimos anos; \u00e9 cada vez maior o n\u00famero de profissionais envolvidos, de t\u00e9cnicas, estilos e temas, gerando tamb\u00e9m um aumento na qualidade desses filmes.\n\nOs filmes de anima\u00e7\u00e3o atra\u00edram 18,2 milh\u00f5es de espectadores \u00e0s salas de cinema brasileiras em 2006, o que representa um crescimento de 153% na procura pelo g\u00eanero em um per\u00edodo de quatro anos (em 2002 foram 7,2 milh\u00f5es de pessoas).\n\nO volume de p\u00fablico acompanhou a evolu\u00e7\u00e3o dos filmes de anima\u00e7\u00e3o distribu\u00eddos no Brasil, que passou de 11 produ\u00e7\u00f5es em 2002 para 21 t\u00edtulos em 2006, al\u00e9m disso, a anima\u00e7\u00e3o foi o g\u00eanero de filme mais assistido no Brasil em 2007, com m\u00e9dia de p\u00fablico de 800 mil espectadores.\n\nAlgumas dessas conquistas tiveram ajuda da ABCA, fundada em 22 de Mar\u00e7o de 2003, por 27 profissionais espalhados pelo Brasil. A ABCA representa os animadores junto a entidades p\u00fablicas e privadas apoiando o desenvolvimento dessa arte industrial no pa\u00eds.\n\nA ABCA conseguiu editais espec\u00edficos de anima\u00e7\u00e3o, elabora\u00e7\u00e3o de pesquisa hist\u00f3rica e um censo para mapear todos os realizadores brasileiros. Mas no come\u00e7o a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o era f\u00e1cil para os animadores brasileiros, o Brasil n\u00e3o possu\u00eda os meios necess\u00e1rios para estudar as t\u00e9cnicas que j\u00e1 existiam, nem livros especializados a respeito do assunto, ent\u00e3o cada desenho animado estrangeiro que era exibido nos cinemas servia como refer\u00eancia para os fan\u00e1ticos que desejavam aprender os tais \u0093macetes\u0094 da anima\u00e7\u00e3o. 2 O panorama pol\u00edtico do pa\u00eds tamb\u00e9m estava diretamente relacionado \u00e0s mudan\u00e7as, ora gerando facilidades ora dificuldades para o cinema de anima\u00e7\u00e3o brasileiro.\n\nEm 1986 Marcos Magalh\u00e3es coordenou, em parceria com profissionais canadenses do National Film Board (NFB), um curso que se tornou refer\u00eancia na hist\u00f3ria da anima\u00e7\u00e3o brasileira.\n\nOs participantes desta experi\u00eancia produziram filmes e se tornaram em pouco tempo nomes de destaque da anima\u00e7\u00e3o nacional. Atuando em TV, cinema, publicidade, curtas e s\u00e9ries, e agindo em distintas dire\u00e7\u00f5es: trabalhando h\u00e1 anos para diversos est\u00fadios de longasmetragens no exterior, produzindo regularmente no NFB, promovendo oficinas por todo o pa\u00eds. Al\u00e9m disso, tr\u00eas desses profissionais uniram-se com Marcos Magalh\u00e3es para criar o importante festival Anima Mundi.\n\nToda essa hist\u00f3ria de vit\u00f3rias, derrotas e principalmente muito esfor\u00e7o n\u00e3o deve ser esquecida. Devemos conhec\u00ea-la, repens\u00e1-la e compar\u00e1-la com a nossa situa\u00e7\u00e3o atual e as de outros pa\u00edses para que possamos evoluir no campo da anima\u00e7\u00e3o.\n\nNesse artigo, vamos reviver a hist\u00f3ria de muitos animadores que mesmo com pouco ou nenhum incentivo, se esfor\u00e7aram e se dedicaram, alguns at\u00e9 o resto de sua vida, para verem seus trabalhos conclu\u00eddos. Aos que n\u00e3o conseguiram concluir, ter\u00e3o, ao menos seus nomes lembrados nessa obra, e sempre far\u00e3o parte da Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o Brasileira.\n<h4>1. O COME\u00c7O<\/h4>\nEm 8 de Julho de 1896, apenas sete meses depois da hist\u00f3rica exibi\u00e7\u00e3o dos filmes dos irm\u00e3os Lumi\u00e8re em Paris, realiza-se, no Rio de Janeiro, a primeira sess\u00e3o de cinema no pa\u00eds. Um ano depois, Paschoal Segreto e Jos\u00e9 Roberto Cunha Salles inauguram, na rua do Ouvidor, uma sala permanente.\n\nEm 1898, Afonso Segreto roda o primeiro filme brasileiro: Algumas cenas da ba\u00eda de Guanabara. Seguem-se pequenos filmes sobre o cotidiano carioca e filmagens de pontos importantes da cidade, como o Largo do Machado e a Igreja da Candel\u00e1ria, no estilo dos document\u00e1rios franceses do in\u00edcio do s\u00e9culo.\n\nDurante dez anos o cinema brasileiro praticamente inexiste devido \u00e0 precariedade no fornecimento de energia el\u00e9trica. A partir de 1907, com a inaugura\u00e7\u00e3o da usina de Ribeir\u00e3o das Lages, mais de uma dezena de salas de exibi\u00e7\u00e3o s\u00e3o abertas no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo. A comercializa\u00e7\u00e3o de filmes estrangeiros \u00e9 seguida por uma promissora produ\u00e7\u00e3o nacional\n\nO cinema de anima\u00e7\u00e3o no Brasil s\u00f3 come\u00e7ou a ser feito de maneira experimental e espor\u00e1dica ap\u00f3s a contribui\u00e7\u00e3o do cartunista Raul Pederneiras, que preparou pequenas charges animadas para terminar o Path\u00e9-Jornal, feitos a partir de 1907, pela companhia Marc Ferrez &amp; Filhos.\n\nA id\u00e9ia tamb\u00e9m serviria para os cinejornais dos irm\u00e3os Alberto Botelho e Paulino Botelho sempre com a colabora\u00e7\u00e3o de Raul. Na segunda d\u00e9cada do s\u00e9culo, o cartunista \u00c1lvaro Marins, conhecido como Seth, financiado por Sampaio Corr\u00eaa, lan\u00e7ou no RJ em 1917 o \u0093Kaiser\u0094, a primeira anima\u00e7\u00e3o brasileira exibida nos cinemas.\n\nA primeira proje\u00e7\u00e3o foi em 22 de janeiro de 1917, no Cine Path\u00e9 e era uma charge animada em que o l\u00edder alem\u00e3o Guilherme II sentava-se em frente a um globo e colocava um capacete representando o controle sobre o mundo.\n\nO globo ent\u00e3o crescia e engolia o Kaiser. Seth era conhecido pelo disparatados an\u00fancios para uma casa famosa do Rio de Janeiro de ent\u00e3o, a casa Mathias, onde o destaque era a mulata Virgulina, e tamb\u00e9m por seus cartoons para o jornal A Noite. Depois desse filme, Seth dedicou-se ao desenho de propaganda.\n\nPor volta de 1930, ainda trabalhando em publicidade, em suas declara\u00e7\u00f5es numa reportagem da revista \u0093Cinearte\u0094, advertia o fator da qualidade, que s\u00f3 era poss\u00edvel com um bom financiamento e material adequado para a realiza\u00e7\u00e3o de um filme animado, coisa que j\u00e1 acontecia entre os americanos e que, no Brasil, mesmo as informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas demoravam muito a chegar.\n\nEm 1917 tamb\u00e9m Chiquinho e Jagun\u00e7o ou Traquinagens de Chiquinho e seu insepar\u00e1vel amigo Jagun\u00e7o foi exibido no dia 26 de abril, no cinema Haddock Lobo.\n\nPrimeira anima\u00e7\u00e3o de personagens e situa\u00e7\u00f5es t\u00edpicos brasileiros, produzida pela companhia Kirs filmes, com personagens vindos da revista Tico Tico 4 , seguindo uma tend\u00eancia de fora de transpor para a tela personagens como Little Nemo e Felix, The Cat\n\nMantendo a mesma tend\u00eancia Eug\u00eanio Fonseca Filho (Fonk), um cartunista de S\u00e3o Paulo animou pe\u00e7as publicit\u00e1rias e foi autor de As aventuras de Billie e Bolle (1918), produzido e fotografado por Gilberto Rossi e animado por Eug\u00eanio Fonseca Filho, com personagens inspirados nos personagens de quadrinho americano Mutt e Jeff.\n<h4>1.1. ANIMA\u00c7\u00c3O DOS ANOS 20 AOS ANOS 40<\/h4>\nOs anos 20 come\u00e7am com Sapataria p\u00e9 de anjo exibido no Rio de Janeiro no Cine Central, provavelmente com fins de propaganda. Tamb\u00e9m com esse fim Pasqualle Michelle Faletti fez para a f\u00e1brica de cigarros Sudan uma anima\u00e7\u00e3o com caixas e palitos de f\u00f3sforos entre 1925 e 1927. Em 1928, Opera\u00e7\u00e3o do Est\u00f4mago de Luiz de Barros, um document\u00e1rio de longa metragem sobre as opera\u00e7\u00f5es realizadas pelo Dr. Benedito Montenegro tinha 1 minuto de anima\u00e7\u00e3o.\n\nLuiz Seel junto com o caricaturista Belmonte produziu em 1928 uma s\u00e9rie de seis complementos cinematogr\u00e1ficos intitulados Brasil Animado em formas de charges animadas.\n\nMacaco Feio, Macaco bonito (1929) do mesmo Luiz Seel com fotografia de Jo\u00e3o Stamato, conta a hist\u00f3ria de um macaco preto, b\u00eabado que foge do Jardim Zool\u00f3gico e \u00e9 perseguido pelo guarda e por v\u00e1rios animais do local, lembra o estilo dos americanos Max e David Fleischer 6 .\n\nTamb\u00e9m de Seel, Frivolit\u00e1 (1930) conta a hist\u00f3ria de uma mocinha coquete e modernista que, querendo dormir at\u00e9 mais tarde, tem de enfrentar o despertador, o gramofone e um bando de gatos acumpliciados com um recolhedor de objetos descartados. Um dos trechos de Frivolit\u00e1 foi produzido com som \u00f3ptico.\n\nRadicado no RJ o cearense Luiz S\u00e1 famoso por seus personagens dos quadrinhos Reco-Reco, Bol\u00e3o e Azeitona 7 , tentou levar para a tela o filme intitulado\n\nAs aventuras de Virgulino (1938). S\u00e1 encontrou dificuldades na distribui\u00e7\u00e3o de seu filme, vendendo a \u00fanica c\u00f3pia para o dono de uma loja de projetores, que os corta e oferece o peda\u00e7o aos clientes como brinde.\n\nAssim, ele acaba encontrando na produ\u00e7\u00e3o comercial um mercado mais promissor, ficando famoso por suas charges para jornais e revistas cariocas, no inicio da d\u00e9cada de 30, com muitos desenhos antol\u00f3gicos como aquele onde apareciam mil letreiros indicando \u0093Aqui h\u00e1 OTIS\u0094, placa que sempre havia nas constru\u00e7\u00f5es da f\u00e1brica de elevadores.\n\nEste trabalho foi devidamente comprado pela companhia. J\u00e1 no cinema, ele travou um maior encontro com o p\u00fablico, atrav\u00e9s das charges que entremeavam as not\u00edcias, primeiro do \u0093Globo Esportivo\u0094, do Cineac 8 , e depois de \u0093Esporte na tela\u0094 e \u0094Not\u00edcias da semana\u0094, de Luiz Severiano Ribeiro, da d\u00e9cada de 30 at\u00e9 1964.\n\nEm 1939 chega ao Brasil Walt Disney, com o intuito de estreitar os la\u00e7os entre os pa\u00edses das tr\u00eas Am\u00e9ricas e angariar simpatia para oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 crescente pol\u00edtica nazista de Hitler.\n\nEm 1940 \u00e9 realizado o curta mudo Os Azares de Lulu de An\u00e9lio e M\u00e1rio Latini.\n<h4>1.2. ANIMA\u00c7\u00c3O DOS ANOS 40 AOS ANOS 60<\/h4>\nA produ\u00e7\u00e3o O drag\u00e3ozinho manso (1942) que Humberto Mauro realizou para o Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE) foi feita com a anima\u00e7\u00e3o de bonecos, introduzindo no Brasil essa modalidade (stop motion).\n\nEm 1953 o primeiro filme de longa metragem de anima\u00e7\u00e3o brasileiro Sinfonia Amaz\u00f4nica, teve de se adaptar tecnicamente aos limitados recursos que possu\u00eda. Realizado em \u0093est\u00fadios\u0094 improvisados na casa onde An\u00e9lio residia, o filme foi produzido em preto e branco com pel\u00edculas de tipos diferentes e de baixa qualidade.\n\nA maior limita\u00e7\u00e3o, no entanto, foi humana. Enquanto em grandes anima\u00e7\u00f5es estrangeiras eram, na \u00e9poca, utilizados cerca de 400 animadores, o artista trabalhou sozinho na concep\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o dos personagens e dos cen\u00e1rios.\n\nPara que o filme ganhasse vida, realizou diversos esbo\u00e7os e mais de 500 mil desenhos al\u00e9m de todo o processo de anima\u00e7\u00e3o e a c\u00f3pia dos desenhos para l\u00e2mina de celul\u00f3ide. Para criar a no\u00e7\u00e3o de profundidade, pintou o cen\u00e1rio em diversas cores que foram em seguida filtradas. A m\u00fasica tamb\u00e9m foi outro aspecto limitador.\n\nSem autoriza\u00e7\u00e3o para utilizar as m\u00fasicas brasileiras que desejava, An\u00e9lio teve de recorrer a compositores internacionais que j\u00e1 haviam ca\u00eddo em dom\u00ednio p\u00fablico. Foi ainda responsabilidade de An\u00e9lio a sincroniza\u00e7\u00e3o entre m\u00fasica e movimenta\u00e7\u00e3o dos personagens.\n\nPara tanto, criou um recurso que atrav\u00e9s de \u0093folhas de sincroniza\u00e7\u00e3o\u0094 comparava os intervalos das notas na partitura aos movimentos dos personagens nas folhas de papel em um c\u00e1lculo extremamente meticuloso.\n\nTodo o esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o de An\u00e9lio foram compensados com a cria\u00e7\u00e3o de um relato l\u00edrico e singular sobre a riqueza lend\u00e1ria da regi\u00e3o amaz\u00f4nica. 10 O filme teve influ\u00eancia do estilo Disney e deu ao Brasil o destaque no exterior, recebendo os trof\u00e9us Estatueta Saci de Cinema, de 1954, pr\u00eamio do jornal \u0093O Estado de S\u00e3o Paulo\u0094, pr\u00eamio da Comiss\u00e3o Nacional do Folclore da UNESCO, Pr\u00eamio do Instituto Brasileiro de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (IBECC), pr\u00eamio estatueta \u0093O \u00edndio\u0094, do Jornal de Cinema e pr\u00eamio do Festival Nacional Cinematogr\u00e1fico do Rio de Janeiro.\n\nApesar disso, o filme gerou muitas despesas com publicidade, cartazes, fotos, e n\u00e3o deu retorno financeiro ap\u00f3s as exibi\u00e7\u00f5es. Quando Lattini tentou relan\u00e7ar em 1977, Sinfonia Amaz\u00f4nica se deparou com uma lei brasileira que pro\u00edbe o relan\u00e7amento de filmes nacionais depois da primeira censura de cinco anos. Foi alegado que isso iria diminuir o interesse por novas produ\u00e7\u00f5es.\n\nA produ\u00e7\u00e3o estatal dos filmes educativos continuaria nos anos 50 com os filmes do Servi\u00e7o Especial de Sa\u00fade, que em forma de campanha, destinavam-se \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de cont\u00e1gio, elimina\u00e7\u00e3o de focos de doen\u00e7as e higiene dentro da tem\u00e1tica explorada por Sujismundo e Dr. Prevenildo, personagens de Rui Pieroti.\n\nAinda nos anos 50 Igino Bonfioli, um dos pioneiros do cinema mineiro realizou algumas anima\u00e7\u00f5es em colabora\u00e7\u00e3o com Fabio Horta, divididas entre institucionais e publicit\u00e1rias \u00c1gua Limpa e Geografia infantil, ambos de 1954, aveia Quaker (1958), e desenhos animados intitulados Jo\u00e3o Ventura e a Ferradura e Jos\u00e9 Vitamina em Barb\u00e3o, o Pancad\u00e3o.\n\nUm realizador que transp\u00f5e d\u00e9cadas com uma anima\u00e7\u00e3o bem particular \u00e9 Roberto Miller. Precursor de uma nova corrente dentro da anima\u00e7\u00e3o brasileira vai explorar a anima\u00e7\u00e3o abstrata e experimental. Influenciado pelo animador Norman Mc Laren, volta de um est\u00e1gio no Canad\u00e1 na National Film Board e no final dos anos 50 realiza diversos filmes experimentais com a anima\u00e7\u00e3o feita diretamente na pel\u00edcula.\n\nMiller ganhou notoriedade com a medalha de prata no festival de Lisboa com Rumba (1957) e pr\u00eamio id\u00eantico no festival de Bruxelas com Sound Abstract (medalha de ouro no festival Bruxelas\/1957, pr\u00eamio Saci de S\u00e3o Paulo\/1958 e men\u00e7\u00e3o honrosa no festival de Cannes\/1958), Boogie Woogie (men\u00e7\u00e3o honrosa no festival de Cannes\/1959,) e seguiu atuando com as suas anima\u00e7\u00f5es abstratas como O \u00c1tomo Brincalh\u00e3o (1967) Balan\u00e7o (1968), Carnaval 2001 (1971), Can-can (1978), Ballet Kalley (1981), Biscuit (1992), dentre outros.\n<h4>1.3. ANIMA\u00c7\u00c3O DOS ANOS 60 AOS ANOS 80<\/h4>\nO INCE produziu em 1962 com dire\u00e7\u00e3o de Guy Lebrun H2O e Infla\u00e7\u00e3o de Saulo Pereira de Melo e em 1966, Infla\u00e7\u00e3o de Jorge Bastos que explicava o que \u00e9 a infla\u00e7\u00e3o e como, sob a aparente abastan\u00e7a, esconde-se o empobrecimento decorrente da crescente desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda, al\u00e9m da s\u00e9rie Alfabeto Animado de Lebrun.\n\nTamb\u00e9m em 1966 a empresa petr\u00f3leo Brasileiro S.A (Petrobr\u00e1s) produziu Um Rei Fabuloso com dire\u00e7\u00e3o de Wilson Pinto. Wilson Pinto tornou-se um \u00f3timo desenhista animador, realizou um filme com o famoso personagem criado por Ziraldo chamado Jeremias, o Bom, al\u00e9m de anos mais tarde animar filmes com as gotinhas da Esso.\n\nNesta \u00e9poca Wilson era s\u00f3cio de um excelente desenhista-animador chamado Heucy Miranda. A dupla produziu uma s\u00e9rie de \u00f3timos comerciais durante anos. Ressalte-se o fato que Wilson Pinto produziu e animou o primeiro curta-metragem colorido brasileiro.\n\nRubens Francisco Luchetti e Bassano Vaccarini realizam em Ribeir\u00e3o Preto entre 1959 e 1962 no Centro experimental de cinema de anima\u00e7\u00e3o, inicialmente em parceria com Roberto Miller, depois sozinhos, uma d\u00fazia de anima\u00e7\u00f5es abstratas, feitas diretamente na pel\u00edcula com sonoriza\u00e7\u00e3o em fita magn\u00e9tica.\n\nDa dupla destaca-se as anima\u00e7\u00f5es Abstra\u00e7\u00f5es (1959), Rinocerontes (1961), este utilizado na pe\u00e7a de mesmo nome com Cacilda Becker, V\u00f4o c\u00f3smico (1961), Arabescos (1962) e Cattedrale (1962). Permanecem como exemplos quase \u00fanicos de continuidade do cinema experimental no Brasil.\n\nJos\u00e9 Mario Parrot realiza um filme de anima\u00e7\u00e3o no computador, Bal\u00e9 de Lissajous, que representa a primeira experi\u00eancia brasileira no g\u00eanero.\n\nOutra produ\u00e7\u00e3o do inicio de 1960 foi a de Ayrton Gomes intitulada O homem e sua liberdade (1965). Neste mesmo ano aconteceu o I Festival Internacional de Cinema de Anima\u00e7\u00e3o no Brasil com diversas realiza\u00e7\u00f5es do Centro Experimental de Ribeir\u00e3o Preto.\n\nNo programa: Ensaio de cor animada, de Ana Sacerdote; Tourbillon e V\u00f4o C\u00f3smico, ambos de Luchhetti e Vaccarri, este \u00faltimo ganhador do fotograma de Ouro do I Festival de Cinema de Salvador; O homem e sua liberdade, de Ayrton Gomes; A lenda da Vit\u00f3ria R\u00e9gia e Gorila de Yppe Nakashima; Uma hist\u00f3ria do Brasil tipo exporta\u00e7\u00e3o, de Hamilton de Souza, produzido pelo rec\u00e9m-fundado grupo Tan-tan; Rumba (medalha de prata no festival de Lisboa\/1957), Sound Abstract (medalha de prata no festival de Bruxelas 1957, Pr\u00eamio Saci de S\u00e3o Paulo e men\u00e7\u00e3o honrosa no festival de Cannes), Boogie Woogie e o \u00c1tomo brincalh\u00e3o de Roberto Miller.\n\nApesar da for\u00e7a de sua produ\u00e7\u00e3o, o Centro experimental de Ribeir\u00e3o Preto logo se dilui, e Miller passa a dedicar-se \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos para apresenta\u00e7\u00e3o de filmes brasileiros como Lampi\u00e3o, Rei do Canga\u00e7o, e dirige o programa Lanterna M\u00e1gica, da TV cultura da S\u00e3o Paulo. Ainda assim n\u00e3o p\u00e1ra de produzir seus curtas. Seus trabalhos caracterizam-se pela experimenta\u00e7\u00e3o r\u00edtmica, sonora e formal.\n\nDurante a d\u00e9cada de 60, outros filmes animados s\u00e3o dirigidos \u00e0 \u00e1rea did\u00e1tico\/educacional, Milagre de Desenvolvimento, de Alain Jaccoud (1968), que mostra a possibilidade de desenvolvimento de um pa\u00eds atrav\u00e9s de esfor\u00e7os conscientes do governo e do povo.\n\nSurgem tamb\u00e9m animadores que v\u00e3o dedicar-se \u00e0 produ\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria, como Wilson Pinto, criador do Petrolino, da Petrobr\u00e1s; Ruy Peroti, criador do tucano da Varig; e o pr\u00f3prio Guy Lebrun, criador dos personagens do Arroz Brejeiro. J\u00e1 nessa \u00e9poca era intensa a produ\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00f5es publicit\u00e1rias para a televis\u00e3o, caminho de forma\u00e7\u00e3o da grande maioria, incentivados pelo Festival de cinema amador do Jornal do Brasil no Rio de Janeiro.\n\nEm 1967 surgiu como grupo de atua\u00e7\u00e3o, o Centro de Estudos de Cinema de Anima\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro (CECA), por alunos da Escola de Belas Artes, sendo dissolvido um ano depois. Logo, Rui e J\u00f4 Oliveira, reunidos com outros animadores, entre eles Pedro Ernesto Stilpen (o Stil), Carlos Alberto Pacheco e Antonio Moreno, criam o grupo Fotograma, inspirado na anima\u00e7\u00e3o experimental de Z\u00e9lio, No Caos Est\u00e1 Contido o Germe de Uma Nova Esperan\u00e7a.\n\nO grupo promoveu diversas mostras de anima\u00e7\u00e3o internacional, lotando as sess\u00f5es no Museu de Arte Moderna, e mantinha um programa dedicado ao g\u00eanero no Canal 9 do Rio de Janeiro.\n\nEntre os filmes realizados pelo grupo est\u00e3o de Rui Oliveira O Coelhinho Sabido e o Palha\u00e7o domador ambos em 1967, e O Cristo Procurado (1980). A Pantera Negra, de J\u00f4 Oliveira, combinando desenho direto em pel\u00edcula com anima\u00e7\u00e3o tradicional e Status Quo (1968), de Carlos Alberto Pacheco com anima\u00e7\u00e3o de Still (ambos recebem Men\u00e7\u00e3o Especial do J\u00fari no IV Festival de Cinema Amador JB\/Shell, de 1968), e A Luta de S\u00e9rgio Bezerra, vencedor do pr\u00eamio de Melhor Filme de Anima\u00e7\u00e3o.\n\nStill continuava buscando t\u00e9cnicas baratas de produ\u00e7\u00e3o, utilizando papel de embrulho como suporte para o desenho de croquis animados com caneta hidrogr\u00e1fica, abrindo perspectivas para a utiliza\u00e7\u00e3o de outras t\u00e9cnicas como em Batuque (1969), Urbis (1970), Lampi\u00e3o ou para cada gr\u00e3o uma curti\u00e7\u00e3o (1972), que confronta a cultura popular \u00e0 de massa (Filme vencedor do Trof\u00e9u Humberto Mauro\/73 e do Candango do festival de Bras\u00edlia) e Reflexos (1974). Nesse \u00faltimo dividiu a dire\u00e7\u00e3o com Antonio Moreno que dirigiu depois os curtas \u00cdcaro e o Labirinto (1975), Verde ou Favor ao comer a grama (1976), misturando anima\u00e7\u00e3o e cenas ao vivo.\n\nAnt\u00f4nio Moreno, adotando a mesma t\u00e9cnica do desenho direto no papel de embrulho e da anima\u00e7\u00e3o pela metamorfose da imagem, realiza em 1972 A raposa e o passarinho e em 1973 Reflex\u00f5es ou Divaga\u00e7\u00f5es sobre um ponto duvidoso, usando a t\u00e9cnica do acetato e tamb\u00e9m unido, ao desenho, partes filmadas ao vivo.\n\nNa d\u00e9cada de 70, a Lei do Curta-Metragem provoca uma explos\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o, apoiada na realiza\u00e7\u00e3o de congressos de cinema e festivais, e no incentivo da EMBRAFILME14 &#8211; que possu\u00eda uma linha de publica\u00e7\u00e3o de livros e revistas dedicada ao cinema, e promoveu o acordo Brasil-Canad\u00e1 (1985), atrav\u00e9s do qual foi estabelecido o interc\u00e2mbio cultural e tecnol\u00f3gico entre o Brasil e o National Film Board do Canad\u00e1, e criados os N\u00facleos para a produ\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00e3o.\n\nA produ\u00e7\u00e3o se concentrava em S\u00e3o Paulo, com os est\u00fadios Briquet Produ\u00e7\u00f5es, Daniel Messias, Walbercy Ribas e Maur\u00edcio de Souza Produ\u00e7\u00f5es, e cresceu de tal forma, que a classe cinematogr\u00e1fica conseguiu a promulga\u00e7\u00e3o de uma lei de obrigatoriedade de exibi\u00e7\u00e3o nos cinemas, que beneficiava tamb\u00e9m os animadores e incentivava novas realiza\u00e7\u00f5es. J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o aos longas-metragens a produ\u00e7\u00e3o continuou incipiente.\n\nAinda em 1970 o amazonense e autor de quadrinhos \u00c1lvaro Henrique Gon\u00e7alves finalizaria em S\u00e3o Paulo o seu Presente de Natal, segundo longa-metragem brasileiro e primeiro em cores.\n\nDirigido pelo Yppe Nakashima e sem incentivo de qualquer empresa, governo ou assistentes. \u00c1lvaro come\u00e7ou a produzi-lo em 1965, e o mais interessante \u00e9 que, al\u00e9m de criar tudo sozinho, ele ainda construiu a m\u00e1quina de proje\u00e7\u00e3o e sonoriza\u00e7\u00e3o. \u00c1lvaro finalizou o fotograma n\u00famero 140.000 em 1971, levou a anima\u00e7\u00e3o finalizada em 35mm a um produtor paulista e fracassou, o filme encontrou dificuldades de ser distribu\u00eddo, sendo conhecido mais pelo p\u00fablico de Santos, em S\u00e3o Paulo. Anteriormente \u00c1lvaro j\u00e1 havia realizado os curtas A cigarra e a formiga (1956) e o Indio Alado (1967).\n\nYppe Nakashima nasceu em 1926 no Jap\u00e3o. Estudou na Escola de Belas Artes de Tokyo e publicou charges e tiras di\u00e1rias, al\u00e9m de ilustrar artigos em jornais e revistas. Trabalhou nos est\u00fadios da Toei como free-lancer.\n\nEm 1956 partiu para o Brasil e neste mesmo ano come\u00e7ou a atuar na m\u00eddia impressa do pa\u00eds. Em 1957 iniciou suas pesquisas em anima\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s quase dez anos desde a sua chegada no Brasil, Yppe, com um colaborador brasileiro, realizou filmes publicit\u00e1rios que lhe trouxeram consider\u00e1vel sucesso. Em 1966 inicia a produ\u00e7\u00e3o de seu longa-metragem Piconz\u00e9 e entre criar a hist\u00f3ria at\u00e9 finalizar a primeira c\u00f3pia, passaram-se seis anos.\n\nPiconz\u00e9 estreou nos cinemas em 1972 e ganhou dois pr\u00eamios do Instituto Nacional do Cinema (Pr\u00eamio Qualidade e Coruja de Ouro pela montagem). A trilha sonora continha can\u00e7\u00f5es compostas pelo m\u00fasico Damiano Cozella e letras de D\u00e9cio Pignatari.\n\nEssa foi uma das primeiras anima\u00e7\u00f5es nacionais a serem realizadas por uma grande equipe de animadores, todos eles treinados pessoalmente por Yppe Nakashima. Alguns consideram Piconz\u00e9 como sendo a primeira anima\u00e7\u00e3o com maturidade profissional no pa\u00eds. Nakashima faleceu em 1974, deixando seu segundo longa-metragem Irm\u00e3os Amazonas inacabado.\n\nFoi chargista e trabalhou em jornais como Mainichi Shimbun, Yomiuri Shimbun e Asahi Shimbun. Al\u00e9m de Piconz\u00e9 realizou os curtas O reino dos botos, A lenda da vit\u00f3ria r\u00e9gia (1957) e O Gorila (1958).\n\nStil, Ant\u00f4nio Moreno e Jos\u00e9 Rubens Siqueira fundam o Grupo NOS. Em 1974, Moreno e Stil realizam \u0093Reflexos\u0094, em que Still anima a m\u00fasica Dan\u00e7a Brasileira, de Camargo Guarnieri, e Moreno, O Canto do Cisne Negro, de Heitor Villa-Lobos, ganhando o Trof\u00e9u Humberto Mauro\/1975 do INC15 .\n\nJos\u00e9 Rubens Siqueira, diretor de teatro foi outro nome de destaque com PHM \u0096 Pequena hist\u00f3ria do mundo (1974), uma panor\u00e2mica que narra a evolu\u00e7\u00e3o de um macaco que se torna homem, atravessa os turbulentos anos 70 e resolve voltar a ser macaco.\n\nEste foi seu filme mais premiado. Em Estrela Dalva (1975), Siqueira homenageia a cantora Dalva de Oliveira, cuja voz aparece na tela traduzida em um gr\u00e1fico sonoro, por um negativo de som \u00f3tico de cinema.\n\nA produ\u00e7\u00e3o de longas de anima\u00e7\u00e3o s\u00f3 teve continuidade 10 anos depois com os filmes de Maur\u00edcio de Sousa, iniciando com as aventuras da turma da M\u00f4nica em 1982 e seguindo com mais quatro t\u00edtulos com seus personagens dos quadrinhos, al\u00e9m de duas anima\u00e7\u00f5es com os atores do grupo Os Trapalh\u00f5es.\n\nRegionalmente o destaque maior ficou com o N\u00facleo de Cinema de Anima\u00e7\u00e3o de Campinas. Seu fundador Wilson Lazaretti, lan\u00e7ou o que seria seu embri\u00e3o em 1975 e posteriormente com Maur\u00edcio Squarisi dedicou-se ao ensino da anima\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as e uma produ\u00e7\u00e3o educativa que alcan\u00e7a hoje uma centena de t\u00edtulos.\n\nNo N\u00facleo de cinema de anima\u00e7\u00e3o de Campinas foram realizados filmes como Transforma\u00e7\u00e3o Natural (1989), Amor e Compreens\u00e3o (1989) e Cucaracha (1991) e, desde 1989, \u00e9 respons\u00e1vel pelo Cinema Crian\u00e7a, evento bienal realizado no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro. A Edem16 , do Rio de Janeiro, \u00e9 pioneira na utiliza\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica da anima\u00e7\u00e3o.\n\nEm 1979 o curta A Saga da Asa Branca, dirigido por Lula Gonzaga tem Ronaldo C\u00e2nfora na dire\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica, produtor de desenhos animados que com Maria Helena, sua esposa, montou a Pan Est\u00fadio e produziu um enorme n\u00famero de filmes comerciais.\n\nAtualmente Ronaldo vive com a mulher e filhos na Inglaterra onde participou de longas-metragens e ainda continua a animar curtas e comerciais. 17\n\nNa Bahia, Francisco Liberato, cineasta e artista pl\u00e1stico, foi exemplo de produ\u00e7\u00e3o praticamente isolada com filmes como o Caipora (1974), Eram-se opostos (1977), O longametragem Boi Aru\u00e1 (1981-1985) e Carnaval (1986), baseados numa est\u00e9tica pr\u00f3xima da xilogravura dos folhetins de cordel. Chico Liberato, como \u00e9 conhecido, \u00e9 pioneiro do desenho animado na Bahia.\n\nConquistou Men\u00e7\u00e3o Honrosa no Fest Rio daquele ano e pr\u00eamios no Festival da Juventude em Moscou e da Unesco (por estimular a juventude para a cultura sertaneja).\n\nEm Pernambuco Lula Gonzaga de Oliveira apareceu com A Saga da Asa Branca (1979) e Cotidiano (1980).\n\nOs anos 70 foram tamb\u00e9m prof\u00edcuos na produ\u00e7\u00e3o em super 8. Marcos Magalh\u00e3es foi um dos que iniciaram carreira nessa \u00e9poca com produ\u00e7\u00f5es como A Semente (1975) e Meow! (1976) curta-metragem que traz um gato esfomeado, que, sem leite, \u00e9 convencido pela propaganda e pela press\u00e3o, a beber um refrigerante, a &#8220;Soda-C\u00f3lica&#8221;, uma bem humorada cr\u00edtica \u00e0 globaliza\u00e7\u00e3o.\n\nFoi refilmado em 35mm e, em 1981, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. No ano seguinte ele realizou, enquanto fazia est\u00e1gio no Canad\u00e1, um curta utilizando diversas t\u00e9cnicas de anima\u00e7\u00e3o intitulado Animando.\n<h4>1.4. ANIMA\u00c7\u00c3O DOS ANOS 80 AT\u00c9 2007<\/h4>\nEm 1985 um acordo entre a empresa canadense National Film Board e a nacional Embrafilme criou um n\u00facleo de anima\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro e permitiu o aparecimento de toda uma nova gera\u00e7\u00e3o de animadores como C\u00e9sar Coelho e Aida Queir\u00f3z nas parcerias Alex (1987) e T\u00e1 limpo (1991), C\u00e9sar Coelho e Magalh\u00e3es. Daniel Schorr com Viagem de \u00f4nibus (1986) e F\u00e1bio Ligrimi com Quando os morcegos se calam (1986).\n\nComo conseq\u00fc\u00eancia surgiram n\u00facleos regionais com uma s\u00e9rie de produ\u00e7\u00f5es ligadas a Universidade Federal de Minas Gerais, com coordena\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Tavares de Barros e no Cear\u00e1 com Jos\u00e9 Rodrigues Neto.\n\nEm S\u00e3o Paulo, com animadores bem treinados na publicidade destacam-se nomes como Flavio Del Carlo \u0096 Paulic\u00e9ia (1978), Tzubra Tzuma (1983) e Squich (1992), Hamilton Zini Jr.- Zabumba (1984) e Masp Movie (1986) \u0096 e Cao Hamburger \u0096 Frankstein punk (1986) e A garota das telas (1988), com sua anima\u00e7\u00e3o de bonecos. Outro p\u00f3lo de produ\u00e7\u00e3o, o Rio Grande do Sul, apresenta tamb\u00e9m seu time com os curtas O natal do burrinho (1984), As cobras (1985) e Reino azul (1989), da equipe formada por Otto Guerra, Lancast Motta e Jos\u00e9 Maia. Tadao Miaque, tamb\u00e9m do Rio Grande do sul realiza Projeto Pulex (1991).\n\nA produ\u00e7\u00e3o dos anos 90 sofreu com o fim da Embrafilme, a anima\u00e7\u00e3o continuou com produ\u00e7\u00f5es mais escassas, mas com variedades t\u00e9cnicas e estil\u00edsticas e novos nomes vindos dos cursos universit\u00e1rios como Bach experimental (1990) e Circular (1991), com dire\u00e7\u00e3o coletiva e orienta\u00e7\u00e3o de Antonio Moreno, e em Uma casa muito engra\u00e7ada (1996), de Toshie Nishio.\n\nO curta El macho, de Ennio Torresan J\u00fanior em 1993, relatava as agruras do relacionamento homem-mulher, com suas pequenas ilus\u00f5es e grandes mistifica\u00e7\u00f5es, e ganhou o pr\u00eamio de melhor anima\u00e7\u00e3o do Festival de Havana de 1993.\n\nEm 1994, o longa-metragem Rock &amp; Rudson de Otto Guerra foi lan\u00e7ado voltado para o publico adulto. Otto Guerra pertence \u00e0 animada e criativa turma do cinema ga\u00facho com uma carreira diversificada que abrange filmes publicit\u00e1rios, institucionais e com\u00e9dias autorais A empresa Otto Desenhos Animados foi criada em 1978.\n\nOtto deve sua introdu\u00e7\u00e3o no cinema a um curso ministrado pelo argentino Felix Follonier. At\u00e9 ent\u00e3o cultivava o h\u00e1bito infantil de desenhar hist\u00f3rias em quadrinhos, inspirado pelas perip\u00e9cias de Tin Tin, Blake &amp; Mortimer e etc.\n\nQuando finalmente assumiu a imagem em movimento, come\u00e7ou pelos an\u00fancios, colaborou em sucessos do cinema infantil brasileiro, como Os Trapalh\u00f5es e a Turma da M\u00f4nica. Mais tarde passou a freq\u00fcentar festivais com suas pr\u00f3prias cria\u00e7\u00f5es cheias de um humor original e freq\u00fcentes inova\u00e7\u00f5es narrativas.\n\nDe S\u00e3o Paulo o p\u00fablico infantil recebeu bem Cassiop\u00e9ia 19 (1996), o primeiro longa-metragem feito integralmente em computador, que abriu novas possibilidades t\u00e9cnicas para anima\u00e7\u00e3o. Sua produ\u00e7\u00e3o foi dirigida pelo animador Cl\u00f3vis Vieira e uma equipe de tr\u00eas diretores de anima\u00e7\u00e3o e onze animadores, trabalhando em dezessete microcomputadores 486 DX2-66.\n\nO primeiro modelo de personagem foi feito em um 386 SX de 20Mhz. O software utilizado foi o Topas Animator produzido pela Crystal Graphics. A produ\u00e7\u00e3o de Cassiop\u00e9ia demorou quatro anos. Come\u00e7ou em janeiro de 1992 e custou apenas US$ 1,5 milh\u00e3o.\n\nOutro grande desafio da produ\u00e7\u00e3o foi encaixar o filme na programa\u00e7\u00e3o das redes de cinema no Brasil. O filme s\u00f3 foi exibido na \u00e9poca das olimp\u00edadas de Los Angeles, quando a freq\u00fc\u00eancia de espectadores era menor.\n\nNo Cear\u00e1, Telmo Carvalho fundiu atores com anima\u00e7\u00e3o em Campo Branco (1997). No Rio, Marcos Magalh\u00e3es realizou Estrela de oito pontas (1996) em parceria com o artista pl\u00e1stico Fernando Diniz e depois Pai Jo\u00e3o entrou na roda (1998).\n\nAlmas em chamas (2000), ganhador dos pr\u00eamios de melhor Roteiro no Festival de Gramado 2000 e Pr\u00eamio Especial do J\u00fari, tornou o nome Arnaldo Galv\u00e3o popular no Brasil e conhecido no exterior. Em 2003 o Anima Mundi programou uma retrospectiva de sua obra, p\u00f4de-se ver, ent\u00e3o, desde as aulas de auto-ajuda do Dr Galv\u00e3o (1998) um divertido alter-ego do autor at\u00e9 o com\u00edcio cantado em tom de \u00f3pera bufa de Uma sa\u00edda pol\u00edtica (1990).\n\nPassando, \u00e9 claro, pelo piloto de TV Podrera &amp; Ovni (2000), a incr\u00edvel saga de dois cachorros niilistas que latem pouco e se movem menos ainda. As primeiras personagens dele estavam nos cartuns e ilustra\u00e7\u00f5es que ele fazia para famosos jornais e revistas brasileiros, como O Pasquim, Movimento, Versus e Folha de S\u00e3o Paulo.\n\nFoi em 1980 no ambiente universit\u00e1rio que ele se interessou pela anima\u00e7\u00e3o. Cinco anos depois ele foi trabalhar com Maur\u00edcio de Souza com sua c\u00e9lebre Turma da M\u00f4nica. Na TV integrou a equipe de castelo Ratimbum e em 2003 foi um dos fundadores da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Anima\u00e7\u00e3o (ABCA).\n\nOs telespectadores brasileiros desfrutam de uma longa conviv\u00eancia com os personagens e as id\u00e9ias encantadoras de Walbercy Ribas Camargo. Algumas de suas cria\u00e7\u00f5es como a baratinha da campanha do inseticida Rodox ou os gatos das pilhas Everedy, fazem parte da mem\u00f3ria coletiva do pa\u00eds.\n\nOs comerciais psicod\u00e9licos da Sharp foram um dos mais importantes na hist\u00f3ria de Walbercy e mais significativos para a anima\u00e7\u00e3o nacional. Realizou seu primeiro filme de anima\u00e7\u00e3o em preto e branco, aos 17 anos de idade (1959). Antevendo o crescimento do mercado publicit\u00e1rio, fundou em 1966 a Start Desenhos animados Ltda, onde cria e produz seus filmes at\u00e9 hoje.\n\nEle dirigiu mais de 2000 comerciais animados e v\u00e1rios filmes educacionais para o Brasil e exterior. Trabalhou nos EUA, Inglaterra, M\u00e9xico, Portugal e Unicef Caribbean. Mas nunca abandonou suas ra\u00edzes brasileiras.\n\nApesar do reconhecimento expresso em uma grande lista de pr\u00eamios nacionais e internacionais, assim como, pelo conjunto da obra, Ribas considerou o lan\u00e7amento do longa-metragem O grilo feliz como a grande realiza\u00e7\u00e3o de sua carreira.\n\nFeita durante cerca de 15 anos de maneira independente e intermitente, essa f\u00e1bula cativante exalta valores como liberdade, amizade, solidariedade e respeito pelo meio-ambiente.\n\nEm 2004 tivemos os longas Cine Gibi com a turma da M\u00f4nica e em 2005 Cine Gibi ambos de Maur\u00edcio de Sousa. Tamb\u00e9m em 2005 Timothy Vai \u00e0 Escola de Gary Hurst e Xuxinha e Guto Contra os Monstros do Espa\u00e7o de Clewerson Saremba e Moacyr G\u00f3es. Em 2006, Wood &amp; Stock: Sexo, Or\u00e9gano e Rock de Otto Guerra e Os Brichos de Paulo Munhoz.\n\nEm 2005 Paulo lan\u00e7ou seu curta-metragem de anima\u00e7\u00e3o Pax, que lhe rendeu dois trof\u00e9us no Anima Mundi 2006 e foi selecionado para o 14\u00ba Festival de Cinema de San Diego.\n\nEm 2007, apresentado durante o festival Anima Mundi, Garoto C\u00f3smico, foi o primeiro longa-metragem de Al\u00ea Abreu, sendo lan\u00e7ado posteriormente em Janeiro de 2008.\n\nSeu \u00faltimo filme, o curta-metragem Passo, estreou em Gramado e segue circulando pelos principais festivais de cinema de anima\u00e7\u00e3o do mundo. Tamb\u00e9m foi premiado com os curtas S\u00edrius, pelo j\u00fari internacional de crian\u00e7as no Uruguay, e pelo BICE- Bureau Internacional Cat\u00f3lico ligado \u00e0 UNICEF, al\u00e9m de Espantalho, curta que entre outros 12 pr\u00eamios, recebeu o de melhor anima\u00e7\u00e3o nacional do Anima Mundi 98; Al\u00ea tamb\u00e9m realizou trabalhos para publicidade, como a cria\u00e7\u00e3o e anima\u00e7\u00e3o do personagem do I\u00f4-i\u00f4 crem e in\u00fameras ilustra\u00e7\u00f5es para revistas.\n\n\u00c9 Membro do Conselho de forma\u00e7\u00e3o da SIB- Sociedade dos Ilustradores do Brasil e associado da ABCA- Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Cinema de Anima\u00e7\u00e3o. Ainda em 2007 tivemos os longas Belowars de Paulo Munhoz e Turma da M\u00f4nica &#8211; Uma Aventura no Tempo de Maur\u00edcio de Sousa.\n<h4>2. Animadores brasileiros X Carreira Internacional<\/h4>\nApesar de obter mais sucesso no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, Carlos Saldanha faz parte da hist\u00f3ria da anima\u00e7\u00e3o brasileira. Ainda estudante, fez o curta-metragem Time for Love (1994), que conta a hist\u00f3ria de amor entre um casal de bonecos de madeira de um rel\u00f3gio cuco, com o qual ganhou o pr\u00eamio na categoria voto popular no festival canadense Images du Future e o de melhor anima\u00e7\u00e3o em computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica no Festival Internacional de Anima\u00e7\u00e3o por Computador de Genebra, na Su\u00ed\u00e7a.\n\nTime For Love j\u00e1 havia chamado a aten\u00e7\u00e3o de Chris Wedge, instrutor do mestrado na NYSVA, que estava fazendo comerciais em sua nova produtora independente, a Blue Sky. Em 1993, Carlos Saldanha foi convidado para trabalhar na Blue Sky.\n\nEm 2002 dirigiu ao lado de Chris Wedge, o longa A Era do Gelo que recebeu uma indica\u00e7\u00e3o ao Oscar, na categoria de Melhor Filme de Anima\u00e7\u00e3o, e ganhou o pr\u00eamio Adoro Cinema 2002 de Melhor Filme de Anima\u00e7\u00e3o.\n\nFoi animador em Bunny (1998), e ganhador do Oscar de melhor curta-metragem de anima\u00e7\u00e3o. Em Joe&#8217;s Apartment (1996) atuou como Supervisor de anima\u00e7\u00e3o dos di\u00e1logos e da dan\u00e7a das baratas. Ap\u00f3s A Era do Gelo, quando a equipe estava parada, teve a id\u00e9ia de fazer Gone Nutty (2003), que ganhou o primeiro lugar no Los Angeles Art Film Festival. Dirigiu tamb\u00e9m Robots (2004) e A Era do Gelo 2 (2005).\n\nOutra animadora brasileira que trabalha no exterior \u00e9 a engenheira Lucia Modesto. Trabalhou na Dreamworks Animation como diretora t\u00e9cnica de personagem do filme Shrek sendo tamb\u00e9m uma das respons\u00e1veis pelos controles de anima\u00e7\u00e3o corporal e facial dos personagens.\n\nEm entrevista para a revista Omelete, L\u00facia explicou o porqu\u00ea de ir trabalhar no exterior: \u0093Eu vim para c\u00e1 porque queria fazer filmes, que \u00e9 algo que me interessa muito mais que fazer comerciais, que \u00e9 o que mais se faz no Brasil. Prefiro passar mais tempo num projeto do que correr com um filme publicit\u00e1rio\u0094.\n\nEnnio Torresan Jr \u00e9 outro brasileiro de sucesso do panorama internacional. Graduou-se na Academia de Belas Artes no Rio de Janeiro. Come\u00e7ou como ilustrador de revistas em quadrinhos e pintou arranjos publicit\u00e1rios para v\u00e1rias companhias e galerias de arte no Brasil antes de ir trabalhar no exterior.\n\nSeu curta El Macho (1993) foi laureado no Festival Annecy, na Fran\u00e7a. Trabalhou nos storyboards de Madagascar, Madagascar 2 e Bee Movie.\n\nFez parte do desenvolvimento da s\u00e9rie de TV do est\u00fadio \u0093Father of the Pride\u0094, ganhou o Emmy Award por seu trabalho no seriado Teacher\u0092s Pet (O C\u00e3ozinho esperto), da Disney TV, trabalhou como escritor, diretor de storyboard na s\u00e9rie Bob Esponja e ajudou a desenvolver e dirigir v\u00e1rios projetos da Disney, Film Roman e HBO.\n\nTorresan iniciou sua carreira na Amblimation, em Londres, onde trabalhou em We\u0092re Back! A Dinosaur\u0092s Story (Estamos de Volta! Uma Hist\u00f3ria de Dinossauros), Um conto americano &#8211; Fievel vai ao oeste e Balto.\n\nRodolfo Damaggio vivia em Ribeir\u00e3o Preto, interior de S\u00e3o Paulo e tinha como sonho participar das grandiosas produ\u00e7\u00f5es de Hollywood. Ele economizou dinheiro e j\u00e1 adulto foi por conta pr\u00f3pria para os Estados Unidos. Seu objetivo era trabalhar na Industrial Light&amp;Magic, a empresa de George Lucas.\n\nDe in\u00edcio, sem conseguir seu objetivo, entrou na ind\u00fastria de Comics. Ele n\u00e3o tinha agentes e seus trabalho foram rejeitados pela Marvel e DC. Em 1991 durante uma conven\u00e7\u00e3o em San Diego, Calif\u00f3rnia, foi descoberto pelo desenhista Neal Adams e convidado para trabalhar em sua editora Continuity Comics.\n\nL\u00e1 Damaggio desenhou dois gibis da Samuree, uma hero\u00edna ninja e logo conseguiu encomendas da DC para ilustrar a revista do Arqueiro Verde. A partir dai se firmou nos comics e fez adapta\u00e7\u00e3o de filmes para quadrinhos como Batman e Robin de Joel Schumacher.\n\nLogo entrou para a \u00e1rea de storyboards em Hollywood e atualmente \u00e9 um prestigiado artista nesse segmento, com participa\u00e7\u00e3o em obras como Quarteto Fant\u00e1stico 2, Hulk, Homem de Ferro e Indiana Jones.\n<h4>3. Anima Mundi<\/h4>\nFoi criado em 1993, a partir do sonho dos animadores brasileiros Marcos Magalh\u00e3es, Aida Queiroz, Cesar Coelho e L\u00e9a Zagury, que se conheceram num curso de anima\u00e7\u00e3o que a Embrafilme fez em coopera\u00e7\u00e3o com o National Film Board do Canad\u00e1 em 1985.\n\n\u00c9 o maior evento regular dedicado ao cinema de anima\u00e7\u00e3o das Am\u00e9ricas, tem lugar anualmente, no m\u00eas de julho, nas cidades brasileiras de Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo.\n\nA cada edi\u00e7\u00e3o cerca de 80.000 pessoas, al\u00e9m de realizadores e gente de m\u00eddia, rendem-se ao charme do festival. S\u00e3o centenas de filmes selecionados entre os melhores do mundo, retrospectivas, especiais, oficinas abertas onde os freq\u00fcentadores iniciam-se nos segredos da anima\u00e7\u00e3o despertando seus talentos, um concurso na web e encontros pessoais com os mais c\u00e9lebres animadores da atualidade.\n\nAida Queiroz, uma das idealizadoras do festival, ganhou o pr\u00eamio Coral Negro de melhor anima\u00e7\u00e3o no festival de Havana 1986 com seu curta Noturno.\n\nEla co-dirigiu T\u00e1 Limpo com C\u00e9sar Coelho e Marcos Magalh\u00e3es; Alex (premiado em Havana 1987 e Espinho 1989), com C\u00e9sar Coelho e Petr\u00f3leo! Petr\u00f3leo, tamb\u00e9m com C\u00e9sar Coelho. Em 1990 obteve a 11\u00b0 coloca\u00e7\u00e3o com o trabalho Mom\u00b4s Love em um concurso de vinhetas promovido pela MTV americana, de qual participaram mais de 600 animadores de todo o mundo.\n\nC\u00e9sar Coelho, tamb\u00e9m autor de Inform\u00edstica (1986), come\u00e7ou a carreira como ilustrador e chargista. Duas vezes selecionado para programas de interc\u00e2mbio com o NFB\/Canad\u00e1, especializou-se em t\u00e9cnicas de anima\u00e7\u00e3o industrial. Aida e C\u00e9sar dirigem a Campo 4 desenhos animados, a maior produtora de anima\u00e7\u00e3o tradicional do Rio com grandes clientes na publicidade e na TV.\n\nJ\u00e1 L\u00e9a Zagury recebeu t\u00edtulo de mestrado em cinema no departamento de Anima\u00e7\u00e3o Experimental do California Institute of the Arts. Co-dirigiu Uma cidade contra seus coron\u00e9is e \u00e9 autora dos curtas Instinto Animal, Slauaghter, Salamandra e Karaiba.\n\nEste \u00faltimo foi lan\u00e7ado no Festival de Sundance 1994 e premiado em Houston, Aspem e Ann Arbor 1994, al\u00e9m de receber o National Educacional Media Award 1995. L\u00e9a trabalha em projetos de anima\u00e7\u00e3o e ilustra\u00e7\u00e3o como free-lancer em Los Angeles, em videografia submarina e desenvolve document\u00e1rios para TV.\n\nMarcos Magalh\u00e3es ganhou o pr\u00eamio especial do j\u00fari de Cannes de 1982 com seu curta Meow!, realizou tamb\u00e9m Animando (1983, filmado no NFB\/Canad\u00e1), Mao M\u00e3e (1979), Tem boi no trilho (1988), Precipita\u00e7\u00e3o (1990), Pai Francisco entrou na roda (1997) e Dois (2000- como artista visitante na University of Southern Calif\u00f3rnia).\n\nFoi respons\u00e1vel pelo primeiro curso profissional de anima\u00e7\u00e3o realizado no Brasil, em 1987, e coordenou Planeta terra, filme coletivo feito por 30 animadores brasileiros para o ano internacional da paz da ONU. Dirigiu, ainda, o inusitado Estrela de oito pontas (1996), em parceria com o pintor Fernando Diniz.\n\nO festival Anima Mundi se tornou um dos eventos mais aguardados na agenda cultural do Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo e ajudou a desmistificar a tese de que desenho animado \u00e9 coisa unicamente de crian\u00e7a, provando que a anima\u00e7\u00e3o pode atingir p\u00fablicos de todas as idades.\n\n\u0093No in\u00edcio do festival, havia a participa\u00e7\u00e3o de dois a tr\u00eas filmes brasileiros em cada ano. &#8220;H\u00e1 tr\u00eas anos o Brasil \u00e9 o pa\u00eds que mais inscreve filmes no festival.\n\nAs sess\u00f5es de filmes brasileiros (Mostra Brasil) s\u00e3o as primeiras a terem seus ingressos esgotados, e a cada ano o p\u00fablico aumenta, provando o potencial de mercado para a anima\u00e7\u00e3o brasileira, a participa\u00e7\u00e3o brasileira cresce exponencialmente, e fica mais madura a cada ano.\n\nOs autores j\u00e1 trafegam tranq\u00fcilamente por todas as t\u00e9cnicas de anima\u00e7\u00e3o e usam bastante bem os vastos recursos da linguagem cinematogr\u00e1fica e de anima\u00e7\u00e3o, e conseguem um acabamento cada vez melhor nos trabalhos\u0094. Todo esse crescimento levou ao an\u00fancio, durante o 11\u00ba Anima Mundi, da cria\u00e7\u00e3o da ABCA &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cinema de Anima\u00e7\u00e3o.\n<h4>3. Conclus\u00e3o<\/h4>\nQuando se fala em mercado cinematogr\u00e1fico brasileiro temos que pensar em termos estatais, porque de alguma forma a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica brasileira sempre sobreviveu com o apoio do Estado, seja com suas leis de prote\u00e7\u00e3o, ou \u00f3rg\u00e3os ao cinema dedicados como a Embrafilme, por exemplo.\n\nAl\u00e9m disso, o mercado cinematogr\u00e1fico brasileiro \u00e9 dominado pelo produto estrangeiro, importado, desde os seus prim\u00f3rdios. Apesar das leis de incentivo, como a de 1932 de Get\u00falio Vargas na qual filmes nacionais seriam obrigatoriamente inclu\u00eddos na programa\u00e7\u00e3o cada m\u00eas, ou em 1939 onde \u0093Os cinemas s\u00e3o obrigados a exibir anualmente, no m\u00ednimo, um filme nacional de entrecho e de longa metragem\u0094.\n\nOu a de 1946 na qual \u0093Os cinemas s\u00e3o obrigados a exibir anualmente, no m\u00ednimo tr\u00eas filmes nacionais de entrecho e de longa metragem, declarados de boa qualidade pelo SCDP, do Departamento Federal de Seguran\u00e7a P\u00fablica\u0094, citando apenas algumas. Em todo caso podemos observar que a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudou muito em nossa \u00e9poca atual.\n\nDos filmes em cartaz no cinema a maioria continua sendo estrangeiros. Al\u00e9m disso, o filme brasileiro como produto dentro do nosso mercado representava muito pouco economicamente. \u0093Qualquer empresa m\u00e9dia no Brasil fatura isoladamente mais do que todo o mercado cinematogr\u00e1fico brasileiro\u0094 .\n\nA demora do Brasil em encarar o cinema como uma produ\u00e7\u00e3o industrial tamb\u00e9m foi outro grave problema na evolu\u00e7\u00e3o do cinema de brasileiro. Isto s\u00f3 veio ocorrer por volta dos anos 30, quando foram criados os est\u00fadios da Cin\u00e9dia 28 e nos anos 40 com o surgimento da Atl\u00e2ntida , que infelizmente nunca se empenharam na produ\u00e7\u00e3o de filmes de anima\u00e7\u00e3o.\n\nEsses elementos acabaram por colaborar para que muitos desses diretores acabassem desanimando ou desistindo de seus longas-metragens. A falta de recursos e financiamentos fez com que, por um lado, muitos desses realizadores tivessem que arcar, com seus pr\u00f3prios recursos, com os custos de suas produ\u00e7\u00f5es.\n\nE, por outro, a falta de verbas resultava em um ac\u00famulo de fun\u00e7\u00f5es por parte do realizador, tendo muitas vezes que finalizar o trabalho praticamente sozinho, sem poder contratar mais animadores. Um exemplo significativo \u00e9 o da Sinfonia Amaz\u00f4nica, enquanto em grandes anima\u00e7\u00f5es estrangeiras eram utilizados cerca de 400 animadores nesse filme existiu apenas um.\n\nOutro exemplo \u00e9 o Cassiop\u00e9ia, longametragem de origem virtual, dirigido pelo animador Cl\u00f3vis Vieira. A equipe era composta por tr\u00eas diretores de anima\u00e7\u00e3o e onze animadores, trabalhando em dezessete microcomputadores 486 DX2-66. Por fim, os que conseguiam transpor os problemas financeiros e a espera de anos para a finaliza\u00e7\u00e3o do trabalho, viam-se frente aos problemas de distribui\u00e7\u00e3o.\n\nA imagem de que filmes de anima\u00e7\u00e3o s\u00e3o dirigidos exclusivamente ao p\u00fablico infantil \u00e9 outro problema que est\u00e1 se desmitificando lentamente com o passar dos anos no Brasil.\n\nO cen\u00e1rio da anima\u00e7\u00e3o no Brasil ainda \u00e9 o publicit\u00e1rio. O boneco dan\u00e7ante da Vivo, o rato da Folha, o rob\u00f4 da Aiwa, a galinha dos caldos Sazon, os siris e a tartaruga da Brahma, os homenzinhos do energ\u00e9tico Red Bull, a lesma da Audi, o nordestino das Casas Bahia, o frango e o S da Sadia s\u00e3o apenas alguns exemplos que podemos citar. \u0093A grande produ\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00e3o no Brasil est\u00e1 voltada para a publicidade. N\u00e3o constru\u00edmos ainda uma ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica porque a iniciativa privada n\u00e3o percebeu isso como um neg\u00f3cio\u0094.\n\nSegundo Walbercy Ribas \u0093A anima\u00e7\u00e3o perdeu espa\u00e7o para os filmes feitos com gente. Os clientes querem rapidez, e comercial animado demora mais tempo para ser feito\u0094. Ele demorou 20 anos para concluir o filme O Grilo Feliz por falta de patrocinador.\n\nDesde a d\u00e9cada de 80, com o conv\u00eanio entre Brasil e Canad\u00e1, que permitiu que alguns profissionais tivessem acesso aos ensinamentos de tutores canadenses, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da produtora Anima Mundi em 1993, o mercado vem crescendo e vive um bom momento. Hoje, cerca de 90% dos comerciais t\u00eam algum efeito de anima\u00e7\u00e3o.\n\nOs grandes animadores do mundo s\u00e3o formados em Vancouver, de onde saem com emprego garantido em qualquer est\u00fadio de Hollywood. Apesar de todas as adversidades, S\u00e3o Paulo se firma como o maior p\u00f3lo de anima\u00e7\u00e3o comercial da Am\u00e9rica Latina. 31 Em rela\u00e7\u00e3o aos longa metragens houve algum crescimento, mas ainda muito incipiente se compararmos com o publicit\u00e1rio. Ainda nos deparamos com a situa\u00e7\u00e3o estatal que, embora tenha evolu\u00eddo no que diz respeito a financiamentos e patroc\u00ednios, ainda n\u00e3o \u00e9 a ideal.\n\nSegundo C\u00e9sar Coelho, diretor no Anima Mundi &#8220;Os mecanismos da lei da capta\u00e7\u00e3o n\u00e3o contemplam a anima\u00e7\u00e3o, uma vez que fazer um desenho n\u00e3o obedece \u00e0 mesma l\u00f3gica do que fazer filme com atores de verdade. O tempo para animar um roteiro \u00e9 muito maior. Leva quatro anos, no m\u00ednimo. Isso exige uma demanda de tempo e dinheiro\u0094.\n\nMudan\u00e7as na lei de capta\u00e7\u00e3o de recursos e um maior interesse por parte das empresas em concederem patroc\u00ednios para os filmes de anima\u00e7\u00e3o seriam dois fatores imprescind\u00edveis para a melhoria nesse setor.\n\nSal\u00e1rios mais justos para os animadores no Brasil \u00e9 outro problema. Se compararmos o sal\u00e1rio de um animador no Brasil com o de outros pa\u00edses, principalmente o americano, a diferen\u00e7a e imensa. Provavelmente essa \u00e9 a causa pela qual tantos animadores brasileiros trabalham e fixam resid\u00eancia em outros pa\u00edses.\n\nDificuldades \u00e0 parte, no que diz respeito aos profissionais, o Brasil exporta talentos para o mundo todo, como \u00e9 o caso de Carlos Saldanha (Blue Sky), Lucia Modesto (Shrek, Dreamworks), Ennio Torresan e Rodolfo Damaggio (George Lucas) dentre tantos outros animadores brasileiros que trabalham para est\u00fadios renomados de anima\u00e7\u00e3o em outros pa\u00edses.\n\nQuanto aos acervos hist\u00f3ricos da anima\u00e7\u00e3o, a filmografia brasileira tem milhares de t\u00edtulos importantes considerados desaparecidos desde 1898, ano zero da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica no pa\u00eds: \u00e9 o caso de O Kaiser (1917), de Seth, dentre outros.\n\nExistem tamb\u00e9m algumas obras cujos materiais chegaram ao limite da deteriora\u00e7\u00e3o e correm risco de n\u00e3o suportarem sequer uma duplica\u00e7\u00e3o. Das produ\u00e7\u00f5es do est\u00fadio Atl\u00e2ntida, por exemplo, sobraram 20 000 rolos de filmes: &#8220;Estima-se que seja menos de 30% de todo o material. \u00c9 o que sobreviveu a um inc\u00eandio em 1952, uma inunda\u00e7\u00e3o em 1970 e a anos de armazenamento inadequado.\n\nComo n\u00e3o poderia ser diferente, a falta de recursos tamb\u00e9m atinge a quest\u00e3o da conserva\u00e7\u00e3o e da recupera\u00e7\u00e3o desses materiais. Em uma palestra para o MAM (Museu de Arte Moderna RJ) em 20 de agosto de 2008, M\u00e1rcia Latine, herdeira de An\u00e9lio Latini, declarou estar com dificuldades para conseguir patroc\u00ednio para a restaura\u00e7\u00e3o do mais importante longa metragem de seu pai e, porque n\u00e3o dizer, de toda a filmografia dos precursores da anima\u00e7\u00e3o brasileira, a Sinfonia Amaz\u00f4nica.\n<h2>Bibliografia<\/h2>\nWERNECK,Daniel Leal : Estrat\u00e9gias digitais para o cinema de anima\u00e7\u00e3o independente.\n\nMOACY, Cirne , Alvaro de Moya, Otac\u00edlio D\u00e1ssun\u00e7\u00e3o , Naumim Aizen: Literatura em quadrinhos naBrasil.\n\nWIEDMANN, Julius: Animation Now, Anima Mundi ( Taschen 25th Anniversary).\n\nMORENO, Antonio: A Experi\u00eancia Brasileira no cinema de anima\u00e7\u00e3o. Artenova\/Embrafilmes, 1978.\n\nALENCAR, Miriam: O Cinema em festivais e os caminhos do curta-metragem no Brasil. Artenova\/Embrafilme. 1978.Revista Filme e Cultura n\u00b0 49 \u0096 Edi\u00e7\u00e3o Especial comemorativa 70 anos do INCE 2007.\n\nQUARTIM, Ricardo: Revista Mundo dos Super Her\u00f3is n\u00b0 10 p 22 e 23. (maio\/junho 2008) \u0096 Editora Europa.\n\nYOUNG, Hor\u00e1cio B: Revista Folha Carioca n\u00b057, agosto 2008.\n\nRAMOS, Fern\u00e3o, Luiz Felipe Miranda: Enciclop\u00e9dia do cinema brasileiro: editora SENAC, S\u00e3o Paulo, 2000.\n\nFonte: www.cenacine.com.br\n<h6>Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nA altera\u00e7\u00e3o no modo de ver e pensar, os anseios por mudan\u00e7as e a permanente necessidade de evolu\u00e7\u00e3o dos seres humanos, criou a necessidade de registros durante toda a hist\u00f3ria. Desde a era pr\u00e9-hist\u00f3rica at\u00e9 os dias atuais, o homem evolui sua forma de pensamento e de representa\u00e7\u00e3o da realidade, antes registrada em paredes de cavernas e hoje em meios digitais de alta defini\u00e7\u00e3o\n\nO registro da realidade e as constantes inven\u00e7\u00f5es proporcionaram ao homem movimentar imagens registradas, criando assim a anima\u00e7\u00e3o. A anima\u00e7\u00e3o n\u00e3o surgiu por acaso. Ao contr\u00e1rio, come\u00e7ou a ser concebida desde que o ser humano passou a se expressar atrav\u00e9s de s\u00edmbolos.\n<h4>O que \u00e9 anima\u00e7\u00e3o?<\/h4>\nDe uma forma geral podemos definir anima\u00e7\u00e3o como um processo de gera\u00e7\u00e3o de quadros consecutivos que s\u00e3o exibidos numa freq\u00fc\u00eancia suficiente para que o olho humano n\u00e3o consiga diferenci\u00e1-los e tenha ent\u00e3o a sensa\u00e7\u00e3o de movimento.\n\n<strong>Segundo o dicion\u00e1rio Michaelis, a defini\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00e3o \u00e9:<\/strong>\n\na.ni.ma.\u00e7\u00e3o\nsf (animar+\u00e7\u00e3o) 1 A\u00e7\u00e3o de animar. 3 Movimento. A. por computador, Inform: cria\u00e7\u00e3o da ilus\u00e3o de movimento atrav\u00e9s da exibi\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de imagens levemente diferentes uma da outra, na tela; as imagens s\u00e3o exibidas rapidamente, dando um efeito de movimento suave.\n<h4>Um pouco da hist\u00f3ria da anima\u00e7\u00e3o<\/h4>\nEu poderia come\u00e7ar a contar a hist\u00f3ria da anima\u00e7\u00e3o a partir do desenho fantasmagorie, concebido a partir de um projetor moderno em 1908, mas a cunho de hist\u00f3ria da arte e da imagem, resolvi voltar um pouco no tempo, mostrar como a evolu\u00e7\u00e3o da imagem foi decisiva e culminou no que chamamos hoje de anima\u00e7\u00e3o digital.\n\nAs mais antigas representa\u00e7\u00f5es pict\u00f3ricas conhecidas pelo homem s\u00e3o datadas do per\u00edodo paleol\u00edtico superior, acerca de 40.000 anos antes de cristo, gravadas nas paredes, tetos de abrigos ou cavernas ou at\u00e9 mesmo em superf\u00edcies rochosas ao ar livre, por\u00e9m protegidas.Estas representa\u00e7\u00f5es pict\u00f3ricas ficaram amplamente conhecidas como pintura rupestre, arte rupestre ou ainda gravura rupestre.N\u00e3o vou me aprofundar na era da pr\u00e9-hist\u00f3ria (per\u00edodo que precede a escrita) e falar da cer\u00e2mica, armas, esculturas, estilo de vida etc&#8230;\n\nVou me ater ao que nos interessa neste artigo, as imagens e sua evolu\u00e7\u00e3o na anima\u00e7\u00e3o.As pinturas rupestres foram descobertas por acaso nos tetos e paredes de profundas cavernas, ora utilizadas como abrigos.Para realizar as pinturas, as cores eram adquiridas a partir dos minerais: hematita, carv\u00e3o e tabatinga (um tipo de argila branca), eram usadas gorduras e sangue de animais para melhor fixar. Pintavam com os dedos, ou usavam uma forma r\u00fastica de pincel de pelo ou pena e at\u00e9 mesmo almofadas feitas de musgo ou folhas.Algumas pinturas causam grande impress\u00e3o e busca imitar a natureza com o m\u00e1ximo de realismo a partir de observa\u00e7\u00f5es feitas durante as ca\u00e7adas. Na caverna de Altamira (Chamada de Capela Sistina da pr\u00e9-hist\u00f3ria), situada a 30 km da cidade de Santander, na Cant\u00e1bria (Espanha), se conserva um dos conjuntos pict\u00f3ricos mais importantes da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria e l\u00e1 se encontra a famosa pintura rupestre do bis\u00e3o que impressiona pelo tamanho e pelo volume conseguido com a t\u00e9cnica claro-escuro.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor4.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" width=\"199\" height=\"161\" \/><\/p>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor5.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" width=\"293\" height=\"203\" \/><\/p>\nEm outros locais e em outras grutas, pinturas que impressionam pelo realismo. Em algumas, pontos vitais do animal marcados por flechas.\n\nPara alguns historiadores, seu significado era de a garantir o \u00eaxito do ca\u00e7ador durante as ca\u00e7adas. Para outros estudiosos, era a vontade de produzir arte.As pinturas ruprestres de forma geral, possuem um grande car\u00e1ter narrativo, pois, contam alguma hist\u00f3ria, seja de desejo, f\u00e9 ou ato realizado.\n\nDessa forma, considera-se que o come\u00e7o dos primeiros conceitos de anima\u00e7\u00e3o surgiram muito antes do ser humano ter desenvolvido um aparato sofisticado para grava\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de imagens.\n\nComo qualquer pessoa minimamente consciente das longas e complexas rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito que envolvem os processos hist\u00f3ricos deve presumir, a anima\u00e7\u00e3o n\u00e3o surgiu por acaso. Ao contr\u00e1rio, come\u00e7ou a ser concebida desde que o ser humano passou a se expressar atrav\u00e9s de s\u00edmbolos.\n\nDentre as pinturas rupestres da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria \u00e9 poss\u00edvel identificar aquelas que j\u00e1 manifestavam a inten\u00e7\u00e3o humana de representar o movimento atrav\u00e9s do desenho, como comprovam pinturas de bis\u00f5es, mamutes e renas com mais de quatro pernas, ilustradas em cavernas espanholas e francesas h\u00e1 mais de 30 mil anos (GOMBRICH, 1999, p. 40).\n\nSegundo Perisic (1979), a anima\u00e7\u00e3o \u00e9 uma maneira de se criar uma ilus\u00e3o, dando \u0093vida\u0094 aos objetos inanimados \u0096 estes, objetos reais ou simplesmente desenhos feitos a m\u00e3o livre.\n\nO autor tamb\u00e9m ressalta que a anima\u00e7\u00e3o, muitas vezes, \u00e9 utilizada em filmes que n\u00e3o s\u00e3o propriamente de desenhos animados, por conta de que alguma cena n\u00e3o possa ser filmada na velocidade normal de captura das imagens ou por quest\u00f5es de que a cena planejada se tornaria demasiado cara ou perigosa.Isto acontece mesmo nos casos em que o efeito pretendido \u00e9 puramente realista.\n\nA realiza\u00e7\u00e3o de filmes de desenhos animados \u00e9 apenas um aspecto da anima\u00e7\u00e3o em geral, se bem que seja provavelmente o tipo mais conhecido e certamente o mais f\u00e1cil de reconhecer. A maior parte de anima\u00e7\u00e3o em filmagens normais serve para fazer truques ou efeitos. Muitas vezes provoca a pergunta inevit\u00e1vel: Como \u00e9 que eles fazem isto? Outros aspectos quase n\u00e3o s\u00e3o notados pela audi\u00eancia, e s\u00e3o talvez os que t\u00eam maior \u00eaxito (PERISIC, 1979, p. 7).\n\nCoelho (2000) diz que a arte da anima\u00e7\u00e3o nasceu de truques com luzes e desenhos e da mistura da ci\u00eancia com a arte.\n\nCada nova id\u00e9ia, cada louca inven\u00e7\u00e3o dispara a criatividade de tantos artistas, que logo d\u00e3o um jeito de usar tudo para criar arte e divers\u00e3o para as pessoas. Nascida e criada no casamento de m\u00e1quinas e desenhos, inven\u00e7\u00f5es e hist\u00f3rias, pesquisa e criatividade, a anima\u00e7\u00e3o est\u00e1 sempre crescendo e se renovando, na velha e nova casa do homem, na rua da curiosidade, no tempo sem-tempo do encantamento e da imagina\u00e7\u00e3o\u0085 (COELHO, 2000, p. 43)\n\nA Anima\u00e7\u00e3o, refere-se ao processo segundo o qual cada fotograma (quadro) de um filme \u00e9 produzido individualmente, podendo ser gerado quer por computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica quer fotografando uma imagem desenhada quer repetidamente fazendo-se pequenas mudan\u00e7as a um modelo fotografando o resultado.\n\nQuando os fotogramas s\u00e3o ligados entre si e o filme resultante \u00e9 visto a uma velocidade de 16 ou mais imagens por segundo, h\u00e1 uma ilus\u00e3o de movimento cont\u00ednuo (por causa da persist\u00eancia de vis\u00e3o). A constru\u00e7\u00e3o de um filme torna-se assim um trabalho muito intensivo. O primeiro desenho animado foi do ranc\u00eas \u00c9mile Reynaud, que criou o praxynosc\u00f3pio.\n\nO Praxynosc\u00f3pio \u00e9 um aparelho que projeta na tela imagens desenhadas sobre fitas transparentes, inventado pelo franc\u00eas \u00c9mile Reynaud (1877). A princ\u00edpio uma m\u00e1quina primitiva, composta por uma caixa de biscoitos e um \u00fanico espelho, o praxinosc\u00f3pio \u00e9 aperfei\u00e7oado com um sistema complexo de espelhos que permite efeitos de relevo.\n\nA multiplica\u00e7\u00e3o das figuras desenhadas e a adapta\u00e7\u00e3o de uma lanterna de proje\u00e7\u00e3o possibilitam a realiza\u00e7\u00e3o de truques que d\u00e3o a ilus\u00e3o de movimento.\n\nDerivado do Zootropo, no local das fendas eram colocados espelhos que impossibilitavam a visualiza\u00e7\u00e3o direta e dando uma impress\u00e3o cintilante nos desenhos. Atrav\u00e9s de um complicado sistema de lentes e espelhos a anima\u00e7\u00e3o era projetada em uma tela. Centenas de desenhos eram feitos para gerar 15 minutos de um espet\u00e1culo \u00f3tico aberto ao p\u00fablico, o primeiro denominado \u0093Pantominus Lumineuses\u0094 (algo como enganar com luzes na tradu\u00e7\u00e3o) foi feito pelo pr\u00f3prio \u00c9mile Reynaud.\n\nA apresenta\u00e7\u00f5es eram coloridas, com trilhas sonoras condizentes com o enredo ( musicado por Gaston Paulin), cen\u00e1rios da sala de apresenta\u00e7\u00e3o bem elaborados e personagens rigorosamente adaptados geraram aproximadamente 1300 apresenta\u00e7\u00f5es em Paris. O invento funcionou at\u00e9 5 anos ap\u00f3s a inven\u00e7\u00e3o do cinema.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor6.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" width=\"280\" height=\"343\" \/>\n<strong>R\u00e9plica de um Zootropo victoriano.<\/strong><\/p>\nO primeiro desenho animado em um projetor de filmes moderno foi Fantasmagorie pelo diretor franc\u00eas \u00c9mile Courtet (tamb\u00e9m chamado de \u00c9mile Cohl), projetado pela primeira vez em 17 de Agosto de 1908 no &#8216;Th\u00e9\u00e2tre du Gymnase&#8217;, em Paris. Courtet foi para Fort Lee, NY pr\u00f3ximo da cidade de Nova York em 1912, onde trabalhou para o est\u00fadio franc\u00eas \u00c9clair e espalhou sua t\u00e9cnica pelos Estados Unidos.\n\nFonte: www.prosacontemporanea.com.br\n<h6>Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o<\/h6>\nDurante o regime comunista sovi\u00e9tico, a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica dos paises do leste europeu al\u00e9m de fortemente sensurada pelo pr\u00f3prio regime era quase desconhecida no mundo capitalista, e sofria pouca influ\u00eancia dos EUA. A dist\u00e2ncia e a Guerra Fria separaram ainda mais a cultura desses pa\u00edses, assim as escolas e os filmes de anima\u00e7\u00e3o do leste europeu se diferenciaram muito do sistema \u0093Walt Disney\u0094 de produ\u00e7\u00e3o.\n\nDurante o comunismo, a censura era rigorosa, e uma das sa\u00eddas para os artistas e cineastras do leste europeu expressar suas opni\u00f5es foi a anima\u00e7\u00e3o, que apesar de tamb\u00e9m ser alvo de censura, era uma censura mais branda, j\u00e1 que era um produto notoriamente dirigido para o p\u00fablico infantil. A maioria voltada para quest\u00f5es sociais e a educa\u00e7\u00e3o.\n\nO primeiro desenho animado foi do franc\u00eas \u00c9mile Reynaud, que criou o praxynosc\u00f3pio, sistema de anima\u00e7\u00e3o de 12 imagens, e filmes de aproximadamente 500 a 600 imagens, projetado no seu pr\u00f3prio th\u00e9atre optique, sistema pr\u00f3ximo do moderno projetor de filme, no Mus\u00e9e Gr\u00e9vin em Paris, Fran\u00e7a, em 28 de Outubro de 1892.\n\nEm 1906 o ingl\u00eas J. Stuart Blackton produziu um filme chamado Humorous Phases of Funny Faces, possui movimentos como quando um c\u00e3o salta atrav\u00e9s de um arco, uma cena que para parecer giz, usa anima\u00e7\u00e3o recorte. O filme se move a 20 frames por segundo.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor7.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" width=\"516\" height=\"125\" \/>\nHumorous Phases of Funny Faces<\/strong><\/p>\nEm 1907 ele produziu o filme The Humpty Dumpty Circus, o 1\u00ba filme de anima\u00e7\u00e3o stop-motion com bonecos articulados.\n\nO primeiro desenho animado em um projetor de filmes moderno foi Fantasmagorie pelo diretor franc\u00eas \u00c9mile Courtet (tamb\u00e9m chamado de \u00c9mile Cohl), projetado pela primeira vez em 17 de Agosto de 1908 no &#8216;Th\u00e9\u00e2tre du Gymnase&#8217;, em Paris.\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor8.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" width=\"326\" height=\"241\" \/>\nFantasmagorie<\/strong><\/p>\nConsiderado pai da anima\u00e7\u00e3o francesa, o franc\u00eas Paul Grimault (1905-1994). Fez filmes como La Berg\u00e8re et le ramoneur(a pastora e os limpa-chamin\u00e9s), e Le Roi etl\u0092Oiseau (O rei e o p\u00e1ssaro), que foram notados pelo mundo inteiro pela sua qualidade.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor9.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" width=\"278\" height=\"184\" \/><\/p>\n<strong>1909 &#8211;\u00a0<\/strong>Morphing (Efeito especial que muda uma imagem para outra)\n\n<strong>1910\u00a0<\/strong>\u0096 Anima\u00e7\u00f5es de fantoche e anima\u00e7\u00f5es coloridas\n\n<strong>1911 \u0096<\/strong>\u00a0Pixalation (T\u00e9cnica de anima\u00e7\u00e3o stop-motion na qual atores vivos ou objetos reais s\u00e3o utilizados e captados quadro a quadro (como fotos), criando uma sequ\u00eancia de anima\u00e7\u00e3o utilizada pela 1\u00aa vez o filme Jolbard ne peut pas voir les femmes travailler, de \u00c9mile Courtet), e a 1\u00aa s\u00e9rie animada (Le chien Flambeau, 1916)\n\nO segundo filme de anima\u00e7\u00e3o foi As Aventuras do Pr\u00edncipe Achmed (1926) da alem\u00e3 Lotte Reiniger e o franco-h\u00fangaro Berthold Bartosch. Tendo 66 min., em preto e branco e mudo, com a dire\u00e7\u00e3o de Lotte Reiniger.\n<h4>Soyuzmultifilm Studio<\/h4>\nCome\u00e7ou nos anos 30, um festival dos est\u00fadios Walt Disney for organizado em Moscou, Stalin discordava politicamente de Disney, mas adorava suas produ\u00e7\u00f5es, o resultado da mostra foi a cria\u00e7\u00e3o deste est\u00fadio, que se tornou um dos melhores est\u00fadios europeus.\n\nFyodor Khitruk dirigiu diversos filmes para esse est\u00fadio, incluindo uma das 1\u00aas anima\u00e7\u00f5es voltada para o p\u00fablico adulto \u0093Story of one Crime -1962\u0094\n<h4>Escola de Praga<\/h4>\nA anima\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia sofreu muita influ\u00eancia do trabalho realizado por Trnka, tendo sido o fundador da escola, que colocou os tchecos entre os melhores animadores do mundo.\n<h4>Escola de Zagreb<\/h4>\n1962 receberam o seu 1\u00ba Oscar para p filme \u0093Surrogate\u0094 (1\u00ba Oscar para um filme de anima\u00e7\u00e3o que n\u00e3o era realizado nos EUA)\n\nFez 600 filmes, e mais de 400 receberam premia\u00e7\u00e3o internacional.\n\nFilmes para crian\u00e7as, filmes musicais e anima\u00e7\u00f5es de 1 min., hist\u00f3rias de meia hora.\n\nO Tcheco Jan Svankmajer faz em 1989 um curta stop-motion com carne crua \u0096 Meat Love.\n\nEm 1910 o polon\u00eas\/lituano Ladislas Starewitck fez Lucanos Servus, feito com insetos empalhados.\n\nAlexandre Ptushko, russo, incorporou atores atuando em live-action com 3mil bonecos em stop-motion.\n\nO tcheco Jiri Trnka, ap\u00f3s alguns anos j\u00e1 produzindo anima\u00e7\u00f5es em 2D, utilizou-se de sua experi\u00eancia em fazer e operar marionetes para produzir anima\u00e7\u00f5es stop-motion.\n\nNa Inglaterra da dec.60, a dupla Peter Lord e Dave Sproxton, mais tarde fundadores da Aardman, come\u00e7aram produzindo curtas infantis de stop-motion para a rede de TV BBC. A Aardman demandou a contrata\u00e7\u00e3o de mais animadores, entre eles Nick Park(criador e diretor de Wallace e Gromit), que junto com Peter Lord lan\u00e7ou o 1\u00ba longa metragem em est\u00fadio, A Fuga das Galinhas.\n\nFonte: www.eba.ufmg.br\n<h6>Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o<\/h6>\nFalar de anima\u00e7\u00e3o no cinema \u00e9 o mesmo que falar de tecnologia na arte. Sempre com maior progresso do que os filmes tradicionais, a anima\u00e7\u00e3o sempre trouxe aos espectadores uma forma de sonhar e imaginar. J\u00e1 em 1892 foi projetado o primeiro desenho animado, apoiado na inven\u00e7\u00e3o Praxynosc\u00f3pio, \u00c9mile Reynaud foi quem deu vida ao \u0093Pobre Pierrot\u0094 (Pouvre Pierrot), e com seu pr\u00f3prio projetor, coloca no Mus\u00e9e Grevin, em Paris sua nova cria\u00e7\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><\/p>\nDuas d\u00e9cadas depois, com mais recursos, j\u00e1 se pode fazer uma anima\u00e7\u00e3o projetada em um projetor moderno. Em 1908, \u00c9mile Cohl desenvolve \u0093Fantasmagorie\u0094, projetado em 1908. O filme \u00e9 basicamente um boneco que se desdobra em diversas situa\u00e7\u00f5es. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o notar a total e freq\u00fcente influencia do movimento art\u00edstico Surrealista nos desenhos, especialmente nesta obra. E a partir dela, Cohl espalhou sua t\u00e9cnica pelo resto do mundo ao ir para os Estados Unidos, trabalhar no est\u00fadio \u00c9clair.\n<p class=\"imagem\"><\/p>\nE o primeiro longa-metragem em anima\u00e7\u00e3o, parece ter sido o filme \u0093El Apostol\u0094 do argentino Quirino Cristiani. Por\u00e9m pouco se sabe deste filme, e n\u00e3o h\u00e1 c\u00f3pias dispon\u00edveis, visto que a preocupa\u00e7\u00e3o com a preserva\u00e7\u00e3o f\u00edlmica v\u00eam somente na d\u00e9cada de 1960. E em 1927, na Alemanha, Lotte Reineger projeta \u0093As Aventuras do Pr\u00edncipe Achmed\u0094. Com uma est\u00e9tica bem diferente das produ\u00e7\u00f5es em anima\u00e7\u00e3o francesas, a alem\u00e3 coloca a hist\u00f3ria de um pr\u00edncipe enganado e condenado a vagar em seu cavalo alado.\n\n<strong>Parte de \u0093As aventuras do Pr\u00edncipe Achmed\u0094:<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><\/p>\nEste filme \u00e9 de grande relev\u00e2ncia, j\u00e1 que a diretora colocou em proje\u00e7\u00e3o a t\u00e9cnica chinesa de reprodu\u00e7\u00e3o de figuras em uma caixa com ilumina\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, simpatizava com as id\u00e9ias de esquerda, o que a fez ter v\u00e1rios de seus longas censurados pelo Estado Nazista.\n\nBem\u0085 Acredito que todos os leitores conhe\u00e7am o Mickey Mouse. Ele foi cria\u00e7\u00e3o do tamb\u00e9m famoso Walt Disney, e recebeu cr\u00e9ditos por ter o primeiro filme de anima\u00e7\u00e3o sonorizado (com som e m\u00fasica da hist\u00f3ria). Foi a\u00ed ent\u00e3o que Mickey e Minnie (casal de camundongos) se tornam famosos no mundo inteiro. Visto que, em 1928, quando foi feita a primeira proje\u00e7\u00e3o existiam poucos cinemas, por\u00e9m era o lugar onde se encontravam as pessoas para assistir a qualquer filme, notici\u00e1rio e etc.\n\nSteamboat Willie foi o primeiro filme protagonizado pela dupla mais famosa da Disney.\n\nE em 1932, no primeiro ano de exist\u00eancia do trof\u00e9u Oscar para filmes de anima\u00e7\u00e3o, Walt Disney o ganha com o primeiro anima\u00e7\u00e3o colorido e sonorizado. O curta se chamava \u0093Flowers and Trees\u0094 (Flores e \u00c1rvores), j\u00e1 ent\u00e3o criando uma est\u00e9tica pr\u00f3pria para a reprodu\u00e7\u00e3o de desenhos animados, influenciando a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica do resto do mundo.\n<p class=\"imagem\"><\/p>\nFowers and Trees j\u00e1 mostra o que vem pela frente. Acredito que a maior parte dos leitores tenham, se n\u00e3o crescido com, visto o primeiro longa-metragem da Disney: A Branca de Neve e os Sete An\u00f5es. Al\u00e9m de ser o primeiro longa da Disney, tamb\u00e9m \u00e9 o primeiro a ser totalmente a cores, e se tornou um cl\u00e1ssico do cinema.\n\nNesta \u00e9poca a anima\u00e7\u00e3o era basicamente feita para o entretenimento infantil. E em uma era de tais dimens\u00f5es visuais e informacionais, o pensamento infantil se torna cada vez mais \u00e1gil, assim como se torna o mundo. J\u00e1 que em alguns filmes atuais em anima\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, a maturidade das tem\u00e1ticas s\u00e3o bastante avan\u00e7adas comparados aos desenhos relacionado, e outros muitos inspirados em contos infantis.\n\nSe uma crian\u00e7a de hoje em dia assistir qualquer um destes filmes, que relacionei, vai se emocionar, como nos emocionou quando \u00e9ramos n\u00f3s em suas posi\u00e7\u00f5es?\nE quando eram nossos av\u00f3s nos seus lugares?\nAh\u0085 O r\u00e1pido S\u00e9culo XX\u0085 A Era dos Extremos!\n\nFonte: www.ocafe.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o, Brasil, Mundo, Cinema, T\u00e9cnicas, Origem, Como Surgiu, Cl\u00e1ssico, Anima Mund, Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4679,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-25352","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-arte-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o - Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o, Brasil, Mundo, Cinema, T\u00e9cnicas, Origem, Como Surgiu, Cl\u00e1ssico, Anima Mund, Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Portal S\u00e3o Francisco\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2015-11-30T00:00:00+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2026-09-01T17:47:33+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor4.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"199\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"161\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"admin\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Written by\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"admin\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. reading time\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"58 minutes\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/\"},\"author\":{\"name\":\"admin\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"headline\":\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\",\"datePublished\":\"2015-11-30T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T17:47:33+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/\"},\"wordCount\":11649,\"commentCount\":0,\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/histor4.jpg\",\"articleSection\":[\"Arte\"],\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/\",\"name\":\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o - Portal S\u00e3o Francisco\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/histor4.jpg\",\"datePublished\":\"2015-11-30T00:00:00+00:00\",\"dateModified\":\"2026-09-01T17:47:33+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"en-US\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/histor4.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/08\\\/histor4.jpg\",\"width\":199,\"height\":161},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/arte-2\\\/historia-da-animacao-4\\\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/\",\"name\":\"Portal S\u00e3o Francisco\",\"description\":\"\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"en-US\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c\",\"name\":\"admin\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"en-US\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"admin\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/lab.fabricadelandings.com.br\\\/portalsaofrancisco\\\/author\\\/admin\\\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o - Portal S\u00e3o Francisco","robots":{"index":"noindex","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"og_locale":"en_US","og_type":"article","og_title":"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o - Portal S\u00e3o Francisco","og_description":"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o, Brasil, Mundo, Cinema, T\u00e9cnicas, Origem, Como Surgiu, Cl\u00e1ssico, Anima Mund, Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o","og_url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/","og_site_name":"Portal S\u00e3o Francisco","article_published_time":"2015-11-30T00:00:00+00:00","article_modified_time":"2026-09-01T17:47:33+00:00","og_image":[{"width":199,"height":161,"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor4.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"admin","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Written by":"admin","Est. reading time":"58 minutes"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/"},"author":{"name":"admin","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"headline":"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o","datePublished":"2015-11-30T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T17:47:33+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/"},"wordCount":11649,"commentCount":0,"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor4.jpg","articleSection":["Arte"],"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/","name":"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o - Portal S\u00e3o Francisco","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor4.jpg","datePublished":"2015-11-30T00:00:00+00:00","dateModified":"2026-09-01T17:47:33+00:00","author":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/#breadcrumb"},"inLanguage":"en-US","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/#primaryimage","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor4.jpg","contentUrl":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/histor4.jpg","width":199,"height":161},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/historia-da-animacao-4\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Hist\u00f3ria da Anima\u00e7\u00e3o"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#website","url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/","name":"Portal S\u00e3o Francisco","description":"","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"en-US"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/#\/schema\/person\/809496378e7bdc3449a70c476cbf211c","name":"admin","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"en-US","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/6045cf4fc0371fc5aec7344e43b344f211b127263be3422700dd9684eea84d9d?s=96&d=mm&r=g","caption":"admin"},"sameAs":["https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco"],"url":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/author\/admin\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25352"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25352\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}