{"id":25343,"date":"2015-11-30T00:00:00","date_gmt":"2015-11-30T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/coreografia-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:47:00","modified_gmt":"2026-09-01T17:47:00","slug":"coreografia-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/arte-2\/coreografia-4\/","title":{"rendered":"Coreografia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\nAs tr\u00eas dimens\u00f5es do espa\u00e7o, o tempo, os limites do corpo humano, a m\u00fasica, o movimento e os efeitos pl\u00e1sticos s\u00e3o alguns dos aspectos que t\u00eam de ser considerados na arte da coreografia.\n\nArte de criar e compor dan\u00e7as, o termo coreografia (do grego choreia, &#8220;dan\u00e7a&#8221;, e graphein, &#8220;escrita&#8221;), designava, nos s\u00e9culos XVII e XVIII, um sistema de sinais gr\u00e1ficos que representam os movimentos dos bailarinos.\n\nEsse significado foi atribu\u00eddo \u00e0 express\u00e3o &#8220;nota\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica&#8221;, a partir do s\u00e9culo XIX. Coreografia e core\u00f3grafo passaram ent\u00e3o a designar, respectivamente, a arte e o profissional da composi\u00e7\u00e3o de dan\u00e7as.\n\nEnquanto na m\u00fasica o compositor escreve a partitura \u00e0 medida que comp\u00f5e, na coreografia o autor cria os movimentos, mas a nota\u00e7\u00e3o deles \u00e9 feita por outros profissionais, que grafam tais movimentos em sinais eventualmente inintelig\u00edveis para o criador.\n\nO core\u00f3grafo \u00e9 livre e segue apenas sua fantasia: seus \u00fanicos ju\u00edzes e guias s\u00e3o o pr\u00f3prio senso est\u00e9tico e sua bagagem t\u00e9cnica. \u00c9 necess\u00e1rio, no entanto, que tenha profundo conhecimento de formas de dan\u00e7a e vasta cultura musical e pl\u00e1stica.\n\nSuas fontes podem ser cl\u00e1ssicas, modernas, folcl\u00f3ricas ou populares; pode recorrer \u00e0 m\u00edmica e \u00e0 acrobacia, para compor movimentos expressivos, imitativos ou abstratos, inventados originalmente por ele ou imitados, estilizados, fundidos ou cindidos, a seu gosto. Joga com massas ou solistas, grupos maiores ou menores, sempre em busca de uma composi\u00e7\u00e3o pl\u00e1stico-r\u00edtmica de efeitos est\u00e9ticos.\n\nA base de seu trabalho \u00e9 o ritmo; pode seguir a m\u00fasica, contrapor-se a ela, coment\u00e1-la ou dela prescindir totalmente e criar seu ritmo pr\u00f3prio.\n\nDurante o Renascimento, os mestres da dan\u00e7a na It\u00e1lia, como Domenico da Piacenza, ensinavam dan\u00e7as de sal\u00e3o na corte e as registravam em manuais por meio de palavras e abreviaturas. Provavelmente come\u00e7aram a criar dan\u00e7as originais, bem como varia\u00e7\u00f5es das dan\u00e7as j\u00e1 conhecidas, e associaram \u00e0 fun\u00e7\u00e3o criativa a necessidade de nota\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Coreografia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/coreografia-2.jpg\" alt=\"Coreografia\" \/><\/p>\nO bal\u00e9 empregava os mesmos passos e movimentos que a dan\u00e7a de sal\u00e3o e dela se diferenciava essencialmente nos arranjos e na proje\u00e7\u00e3o visual.\n\nNo s\u00e9culo XVI, os mestres de dan\u00e7a da corte francesa fixaram os padr\u00f5es para a coreografia de palco e os contextos teatrais e art\u00edsticos das dan\u00e7as de sal\u00e3o, com o objetivo de iniciar um modelo coreogr\u00e1fico, o ballet de cour. Nessa mesma \u00e9poca, um mestre da dan\u00e7a, Thoinot Arbeau, divulgou sua proposta de nota\u00e7\u00e3o musical, intitulada Orch\u00e9sographie.\n\nNos dois s\u00e9culos seguintes, a dan\u00e7a de sal\u00e3o distanciou-se ainda mais da dan\u00e7a teatral, que no s\u00e9culo XIX conquistou uma linguagem basicamente independente. O trabalho de Arbeau, ao propor nota\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para certas caracter\u00edsticas r\u00edtmicas e musicais de cada dan\u00e7a, descrevia as posi\u00e7\u00f5es dos p\u00e9s e do corpo, nas perspectivas vertical e horizontal, por meio de diagramas.\n\nEm 1701, a Chor\u00e9graphie, ou l&#8217;art de d\u00e9crire la danse, de Raoul Feuillet, tornou mais precisa a nota\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es de palco, bem como dos movimentos da parte inferior do corpo.\n\nO mestre de bal\u00e9 nessa \u00e9poca era o core\u00f3grafo, respons\u00e1vel pela dan\u00e7a como arte teatral. O grande expoente da arte coreogr\u00e1fica do final do s\u00e9culo XVIII foi Jean-Georges Noverre, cujo trabalho p\u00f4de ser conhecido pelas gera\u00e7\u00f5es posteriores gra\u00e7as aos registros escritos que deixou.\n\nSeu bal\u00e9 dram\u00e1tico, ou ballet d&#8217;action, incorporou \u00e0 dan\u00e7a acad\u00eamica o teatro burlesco e obteve assim nova express\u00e3o para a dan\u00e7a, ao coloc\u00e1-la num contexto histri\u00f4nico.\n\nDepois de Noverre e seu contempor\u00e2neo Gasparo Angiolini, outros core\u00f3grafos, como Jean Dauberval, Charles Didelot e Salvatore Vigano, desenvolveram essa tend\u00eancia.\n\nNo final do s\u00e9culo XVIII, a queda do Antigo Regime e de suas sofisticadas dan\u00e7as de sal\u00e3o tornaram ineficiente o sistema de nota\u00e7\u00e3o de Feuillet, baseado nos padr\u00f5es de palco. Durante o s\u00e9culo XIX, nenhum sistema prevaleceu, at\u00e9 que em 1892, na R\u00fassia, Vladimir Stepanov publicou L&#8217;Alphabet des mouvements du corps humain, em que a nota\u00e7\u00e3o musical se complementava por notas anat\u00f4micas. Gra\u00e7as a essa obra foi poss\u00edvel reconstituir posteriormente a maior parte do repert\u00f3rio do s\u00e9culo XIX.\n\nOs core\u00f3grafos do movimento rom\u00e2ntico usaram o sistema de nota\u00e7\u00e3o e as regras dos mestres como Carlo Blasis, principalmente nas formas teatrais do ballet d&#8217;action da \u00e9poca de Noverre, ou nos divertissements, bailados nos intervalos das \u00f3peras.\n\nA atua\u00e7\u00e3o da primeira-bailarina ficou mais destacada com o movimento chamado de &#8220;ponta&#8221; &#8211; evolu\u00e7\u00f5es que a bailarina faz com o p\u00e9 praticamente na posi\u00e7\u00e3o vertical, apoiando os artelhos retesados na ponta da sapatilha. Ao mesmo tempo, foi dado maior destaque ao corpo de baile feminino.\n\nOs core\u00f3grafos que melhor desenvolveram a narrativa da dan\u00e7a teatral foram August Bournonville, em Copenhague, Jules Perrot, em Londres, e Marius Petipa, em S\u00e3o Petersburgo. Este \u00faltimo levou o ballet d&#8217;action a seu ponto culminante com a coreografia de A bela Adormecida.\n\nA dan\u00e7a moderna americana trouxe novos elementos de movimento e express\u00e3o. No bal\u00e9, o trabalho de Michel Fokine enfatizou estilos mais naturalistas e imagem teatral mais forte do que o bal\u00e9 cl\u00e1ssico de Petipa.\n\nAs formas coreogr\u00e1ficas assumiram vers\u00f5es m\u00faltiplas e diversificadas, desde a representa\u00e7\u00e3o realista \u00e0 mais absoluta abstra\u00e7\u00e3o.\n\nNo s\u00e9culo XX, a nota\u00e7\u00e3o centrou-se nos movimentos b\u00e1sicos e na dan\u00e7a formal. P\u00f4de assim dispor de novos sistemas de s\u00edmbolos abstratos, dos quais os mais conhecidos s\u00e3o os de Rudolf von Laban, a labanota\u00e7\u00e3o, primeiro a indicar dura\u00e7\u00e3o, flu\u00eancia e intensidade de movimento, e o de Rudolf Benesh. Esses e outros sistemas continuam a evoluir, enriquecidos pela colabora\u00e7\u00e3o do cinema e do videoteipe.\n\nA evolu\u00e7\u00e3o da coreografia foi igualmente intensa. Os m\u00e9todos de composi\u00e7\u00e3o variam radicalmente &#8211; alguns core\u00f3grafos usam as improvisa\u00e7\u00f5es de seus dan\u00e7arinos como mat\u00e9ria-prima; outros baseiam-se nas cria\u00e7\u00f5es elaboradas antes de cada ensaio.\n\nMerce Cunningham, na segunda metade do s\u00e9culo XX, mudou completamente a vis\u00e3o tradicional da coreografia, at\u00e9 ent\u00e3o considerada como elemento de apoio, para elev\u00e1-la ao mesmo n\u00edvel de import\u00e2ncia da dan\u00e7a.\n\nPara isso, empregou m\u00e9todos de composi\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a em espa\u00e7o n\u00e3o teatral. Ele, George Balanchine e Sir Frederick Ashton tornaram-se os principais expoentes da dan\u00e7a cl\u00e1ssica ou abstrata; os dois \u00faltimos &#8211; assim como Martha Graham, L\u00e9onide Massine, Jerome Robbins e outros &#8211; tamb\u00e9m produziram importantes trabalhos de coreografia.\n\nDepois deles, as \u00fanicas regras absolutas em coreografia s\u00e3o as de que ela deve impor ordem \u00e0 dan\u00e7a, acima da pura improvisa\u00e7\u00e3o, mold\u00e1-la nas tr\u00eas dimens\u00f5es do espa\u00e7o e no tempo e adequ\u00e1-la ao potencial do corpo humano.\n\nFonte: emdiv.org\n<h6>Coreografia<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nCriar uma<strong>\u00a0coreografia<\/strong>\u00a0\u00e9 uma experi\u00eancia interessante e gratificante. \u00c9 tamb\u00e9m um desafio, que exige organiza\u00e7\u00e3o, criatividade e vis\u00e3o.\n\nH\u00e1 muitos fatores a considerar, como tema, estilo, figurino, ilumina\u00e7\u00e3o e habilidade dos bailarinos. A coreografia \u00e9 n\u00e3o somente sobre os passos de dan\u00e7a, \u00e9 o processo de transformar sua criatividade em uma realidade e existem muitas ferramentas diferentes que voc\u00ea pode usar para atingir este objetivo.\n<h2>Coreografia deve ter um estilo!<\/h2>\nPense sobre o estilo da coreografia que voc\u00ea deseja criar \u0096 moderno, funk, hip-hop, jazz, tap ou cl\u00e1ssica. Que impress\u00e3o que voc\u00ea pretende deixar para o p\u00fablico? Voc\u00ea j\u00e1 pode ter uma determinada m\u00fasica para a coreografia, ou simplesmente uma id\u00e9ia do tipo de desempenho que pretende desenvolver.\n\nSeja qual for o seu ponto de partida de inspira\u00e7\u00e3o, permanecer fiel ao seu estilo, escolhendo a coreografia da m\u00fasica, passos de dan\u00e7a, movimentos, ilumina\u00e7\u00e3o, figurinos e adere\u00e7os que vai expressar o seu tema de forma eficaz.\n<h4>M\u00fasica e coreografia<\/h4>\nA m\u00fasica \u00e9 uma ferramenta importante que deve melhorar o desempenho, n\u00e3o domin\u00e1-lo. A m\u00fasica vai ter o estilo, ritmo e letra para apoiar a coreografia e deix\u00e1-la interessante e variada.\n\nSe usar mais do que uma m\u00fasica, pense na maneira como a sua coreografia vai refletir a mudan\u00e7a na m\u00fasica, seja sutil ou dram\u00e1tica.\n\nConsidere a adequa\u00e7\u00e3o da m\u00fasica ao estilo de coreografia. Ambos os elementos devem apoiar uns aos outros no transporte do tema geral. Ele pode ser eficaz para estilos de contraste de movimento e m\u00fasica, mas isso deve ser tratada com cuidado, pois geralmente \u00e9 mais dif\u00edcil.\n\nSe quiser realmente uma mudan\u00e7a brusca, a ilumina\u00e7\u00e3o pode ajudar.\n<h4>O elenco<\/h4>\nDecida quantos bailarinos voc\u00ea vai trabalhar e avalie as suas capacidades. Perceber os limites dos bailarinos e do espa\u00e7o em que ser\u00e1 executado. Manter o n\u00famero de bailarinos no palco ao mesmo tempo a um m\u00ednimo, \u00e9 f\u00e1cil criar coreografias din\u00e2micas em grupos menores.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Coreografia\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/coreog1.jpg\" alt=\"Coreografia\" \/>\n<strong>Alessandra R\u00e9gis, Jarbas de Mello, Carina Ang\u00e9lica<\/strong><\/p>\nAo trabalhar com grandes grupos de bailarinos, os passos simples realizados em conjunto pode criar um impacto dram\u00e1tico dando um efeito muito bonito.\n\nPara mostrar as etapas dif\u00edceis, trazer pequenos grupos de bailarinos no palco ao mesmo tempo. Em alternativa, chamar a aten\u00e7\u00e3o para um grupo central de dan\u00e7arinos contrastando sua coreografia com a do resto do grupo. Por exemplo, dividir em grupos, cada um faz uma rotina diferente.\n\nEles dizem que uma equipa \u00e9 t\u00e3o forte quanto o seu membro mais fraco, por isso, quando trabalhar com bailarinos de diferentes capacidades, ter como objetivo criar um senso de igualdade atrav\u00e9s da coreografia. Movimentos simples realizados com precis\u00e3o s\u00e3o muito mais eficazes do que os dif\u00edceis feitos sem \u0093limpeza\u0094 necess\u00e1ria.\n<h4>Variedade<\/h4>\nVariedade \u00e9 a palavra chave para a coreografia ficar interessante. Altera\u00e7\u00f5es no ritmo, humor e movimento para criar profundidade e versatilidade como um show.\n\n<strong>Tente alguns desses elementos contrastantes:<\/strong>\n<blockquote>&#8211; Mudan\u00e7as de passos, etapas e lugares.\n&#8211; Alta \/ baixa\n&#8211; R\u00e1pido \/ lento\n&#8211; Simples \/ elaborados\n&#8211; Som \/ sil\u00eancio<\/blockquote>\n<h4>Finaliza\u00e7\u00e3o<\/h4>\nComo core\u00f3grafo, nunca perder vis\u00e3o geral do trabalho. Figurinos, ilumina\u00e7\u00e3o e cenografia s\u00e3o todos elementos que podem ser utilizados para apoiar a coreografia, no entanto usado incorretamente o seu tema pode ficar distorcido.\n\nMantenha-o simples e inclua apenas os elementos essenciais que ir\u00e3o refor\u00e7ar a coreografia. Seja flex\u00edvel, as mudan\u00e7as s\u00e3o inevit\u00e1veis em todo trabalho, mas \u00e9 tudo parte do processo de desenvolvimento. O que parece ser uma \u00f3tima id\u00e9ia para melhorar a coreografia ou criar efeito pode ser bom para uma m\u00fasica, mas n\u00e3o para outra, use a criatividade!\n\nFonte: www.dicasdedanca.com.br\n<h6>Coreografia<\/h6>\nA dan\u00e7a \u00e9 a m\u00e3e das artes. M\u00fasica e poesia determinam-se no tempo, as artes figurativas e a arquitetura no espa\u00e7o: a dan\u00e7a vive igualmente no tempo e no espa\u00e7o. Nela, criador e cria\u00e7\u00e3o, obra e artista, fazem tudo um.\n\nO pol\u00edgrafo e music\u00f3logo alem\u00e3o Curt Sachs reconheceu na express\u00e3o art\u00edstica da dan\u00e7a, a mais completa e compartilhada experi\u00eancia que foi produzida pelo ser humano, aquela que poderia ser considerada como a vida mesma, mas elevada a um grau mais alto e intenso.\n\nA dan\u00e7a desde sempre teve um papel importante na hist\u00f3ria da humanidade, seja para cada indiv\u00edduo, seja para o grupo, como se pode facilmente notar pela sua ampla e excepcional fenomenologia que a caracteriza at\u00e9 hoje.\n\nSendo uma a\u00e7\u00e3o associada ao movimento, ato instintivo e inevit\u00e1vel no homem, a express\u00e3o da coreografia acompanha-nos desde as \u00e9pocas mais remotas, nas quais, o corpo que dan\u00e7a, al\u00e9m de revelar si mesmo e a pessoa da qual ele \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o, no seu imediato, apresenta-se como um corpo social, pertencente ent\u00e3o a uma sociedade bem identific\u00e1vel, para qual deve as suas formas e as suas deforma\u00e7\u00f5es.\n\nA exposi\u00e7\u00e3o do corpo na dan\u00e7a \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o cultural que reflete a sociedade na qual se forma; o corpo social doa-se, ent\u00e3o, na comunica\u00e7\u00e3o, como uma escritura, da qual \u00e9 poss\u00edvel uma leitura rec\u00edproca: a express\u00e3o facial, o comportamento e o modo de manifest\u00e1-lo no corpo atrav\u00e9s determinadas formas, constituem uma modalidade de transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es entre indiv\u00edduos.\n\nA dial\u00e9tica entre identidade e socializa\u00e7\u00e3o revela que existe uma estreita rela\u00e7\u00e3o entre os sujeitos e as id\u00e9ias, os costumes, os gestos e as posturas pr\u00f3prias do tempo e do lugar, nos quais um corpo \u00e9 hist\u00f3rica e socialmente colocado2 .\n\nComo a linguagem verbal no curso dos s\u00e9culos serviu para compor f\u00f3rmulas esot\u00e9ricas, hinos de amor, leis, textos sagrados, senten\u00e7as, contos e poemas \u00e9picos, assim a linguagem do corpo deu vida \u00e0s opera\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas, cerim\u00f4nias religiosas, celebra\u00e7\u00f5es militares, solenidades pol\u00edticas, representa\u00e7\u00f5es mundanas e divertimentos proibidos.\n\nA par das outras linguagens, tamb\u00e9m a linguagem do corpo pode assumir de fato uma infinidade de conte\u00fados e dar para eles a forma que lhe \u00e9 pr\u00f3pria . Cada aspecto cultural e social inclu\u00eddo na manifesta\u00e7\u00e3o da coreografia \u00e9 implicado naquelas que ser\u00e3o as distin\u00e7\u00f5es e as precis\u00f5es dos g\u00eaneros performativos no interior de uma comunidade, configurando a dan\u00e7a como uma manifesta\u00e7\u00e3o seja do indiv\u00edduo que do coletivo, que se diversifica, deixando depois poss\u00edvel o reconhecimento de peculiares costumes, tend\u00eancias ou estilos.\n\n\u00c9 destas premissas que algumas manifesta\u00e7\u00f5es da linguagem do corpo podem ser real\u00e7adas para um valor art\u00edstico, ou seja, quando cada indiv\u00edduo, conscientemente, reversa no interior da pr\u00f3pria performance, a sua pessoal bagagem cultural e emotiva.\n\nNa nossa cultura a dan\u00e7a \u00e9 considerada uma linguagem art\u00edstica quando se organiza num sistema de signos baseado sobre oposi\u00e7\u00f5es, varia\u00e7\u00f5es e repeti\u00e7\u00f5es, nos quais inevitavelmente vem-se formalizar cada t\u00e9cnica do corpo, al\u00e9m de ser depois uma express\u00e3o fortemente finalizada \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.\n\nA dan\u00e7a, neste sentido, pode ser definida como movimento, no espa\u00e7o e no tempo, de um corpo numa situa\u00e7\u00e3o de representa\u00e7\u00e3o, na condi\u00e7\u00e3o de narrar, dizer, representar atrav\u00e9s de um sistema semi\u00f3tico asem\u00e2ntico altamente comunicativo.\n\nA dan\u00e7a, sendo a linguagem do corpo, vive exclusivamente na a\u00e7\u00e3o dos executores e identifica-se com ela totalmente; in particular, quando vira express\u00e3o art\u00edstica, realiza-se sempre naquela ou naquele que dan\u00e7a, ent\u00e3o nunca poder\u00e1 ser \u0093descorporada\u0094 do dan\u00e7arino ou da dan\u00e7arina.\n\nO corpo que dan\u00e7a, dentro ou fora da cena, quando se entrega ao olhar do p\u00fablico ele n\u00e3o o faz de maneira ing\u00eanua ou primitiva, nem nas suas formas mais arcaicas: \u00e9 um corpo treinado, preparado para sua presen\u00e7a ser eficaz e ent\u00e3o dotado de um inevit\u00e1vel virtuosismo e artificialidade que p\u00f5e a performance na situa\u00e7\u00e3o fora do quotidiano, para fim de iniciar um processo conotativo de natureza simb\u00f3lica.\n\nO corpo do homem, de fato, n\u00e3o \u00e9 regulado somente pelas estruturas biol\u00f3gicas, mas encarna a ordem da linguagem, para isto as a\u00e7\u00f5es envolventes no ato performativo resultar\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o entre f\u00edsico e esp\u00edrito. Na dan\u00e7a pode-se talvez colher a intencionalidade origin\u00e1ria que d\u00e1 vida \u00e0 express\u00e3o ling\u00fc\u00edstica, n\u00e3o como linguagem verbal estruturada, mas como ato constitutivo da comunica\u00e7\u00e3o significante; gesto, movimento primordial que rompe a treva relacional e o seu sil\u00eancio.\n\nNa a\u00e7\u00e3o da coreografia evoca, em fim, o movimento intencional de uma consci\u00eancia encantada e se expressa a ess\u00eancia emocional dos objetos que se revelam para ela.\n\nNa hist\u00f3ria da <strong>coreografia<\/strong>, muitos artistas refletiram sobre a natureza da dan\u00e7a, em particular no \u00faltimo s\u00e9culo, quando se desenvolveu um \u0093movimento\u0094 antit\u00e9tico respeito \u00e0 disciplina acad\u00eamica. A recusa eversora da tradi\u00e7\u00e3o, personificada pela Isadora Duncan , c\u00e9lebre bailarina americana do primeiro Novecentos, tamb\u00e9m encontra na Europa o clima cultural apto para se desenvolver; a aventura das vanguardas j\u00e1 come\u00e7ou e com ela o Novecentos assumiu o seu car\u00e1ter fundamental, tornando-se o s\u00e9culo da contesta\u00e7\u00e3o.\n\nA est\u00e9tica da dan\u00e7a que a Duncan vai elaborando atrav\u00e9s dos seus escritos e a sua intensa atividade art\u00edstica tem como ponto de partida a id\u00e9ia, pr\u00f3pria do temperamento cultural entre Oitocentos e Novecentos, de um m\u00edtico estado origin\u00e1rio de harmonia natural, do qual o homem seria-se progressivamente afastado e ao qual deve retornar se n\u00e3o entende perder definitivamente a possibilidade de reden\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o.\n\nIsadora cria uma linguagem extremamente pessoal, dan\u00e7ando em maneira instintiva, selvagem, m\u00edstica, sem regras esquemas ou t\u00e9cnicas, apresentando-se para o p\u00fablico sem sapatos, pisando nos palcos mais importantes descal\u00e7a e coberta somente por uma simples t\u00fanica branca semitransparente (coisa que fez muito barulho para a mentalidade conservadora do Ocidente de in\u00edcio s\u00e9culo, ainda acostumada \u00e0 figura et\u00e9rea da S\u00edlfide com sapatilhas na ponta, sempre ladeada por uma en\u00e9rgica figura masculina).\n\nDe certo n\u00e3o foi somente a Duncan evidenciar uma revirada na interpreta\u00e7\u00e3o do movimento no Ocidente, mas ao redor dela, se n\u00e3o precedentemente, registraram-se numerosos impulsos revolucion\u00e1rios que deram vida \u00e0s escolas de pensamento al\u00e9m das verdadeiras e pr\u00f3prias associa\u00e7\u00f5es para o ensino e a promo\u00e7\u00e3o de novas \u0093f\u00f3rmulas\u0094 para a dan\u00e7a.\n\nN\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que a dan\u00e7a contempor\u00e2nea encontrou as bases a partir pr\u00f3prio deste turbamento de algumas personalidades que produziram novos impulsos no in\u00edcio do s\u00e9culo passado; o forte chamado \u00e0 re-apropria\u00e7\u00e3o do corpo \u00e9 uma admoesta\u00e7\u00e3o para o homem, porque recupere o senso da pr\u00f3pria humanidade, como do resto poder-se-\u00e1 encontrar com maior consci\u00eancia a partir dos anos Trinta com a afirma\u00e7\u00e3o da modern dance.\n\nEsta liberdade de poder dan\u00e7ar fora dos esquemas preconceitos da danse d\u0092\u00e9cole, n\u00e3o indica exclusivamente desabafar livremente, atrav\u00e9s \u00edmpetos espont\u00e2neos e movimentos n\u00e3o controlados, para sentimentos e paix\u00f5es mas, sobretudo, dar vida para uma nova linguagem que fosse a forma de uma nova corporeidade:\n\nO expoente da dan\u00e7a moderna deve combater contra duas coisas. Uma \u00e9 a convic\u00e7\u00e3o que ela significa simplesmente expressar si mesma, e a outra que n\u00e3o necessita de alguma t\u00e9cnica. A dan\u00e7a tem duas caras, uma \u00e9 a ci\u00eancia do movimento, a t\u00e9cnica que \u00e9 uma ci\u00eancia exata e deve ser aprendida muito cuidadosamente, e a outra \u00e9 a distor\u00e7\u00e3o destes princ\u00edpios, o uso desta t\u00e9cnica obrigada por uma emo\u00e7\u00e3o .\n\nA dan\u00e7a moderna, que conduziu a sua primeira batalha proclamando a urg\u00eancia de libertar o bailarino de cada c\u00f3digo pr\u00e9-constitu\u00eddo, acaba assim com criar outros c\u00f3digos, porque cada linguagem, para ser tal, implica necessariamente um c\u00f3digo.\n\nO verdadeiro fim da batalha n\u00e3o era aquele de suprimir totalmente a institui\u00e7\u00e3o das normas, mas de substituir a linguagem da dan\u00e7a acad\u00eamica com um outro ou com outros c\u00f3digos mais correspondentes ao esp\u00edrito mudado dos tempos.\n\n\u00c9 com Martha Graham e os outros expoentes da modern dance americana nos anos Trinta do Novecentos que se p\u00f5e a aten\u00e7\u00e3o sobre um novo centro do impulso expressionista. A dan\u00e7a moderna n\u00e3o \u00e9 um sistema estandardizado, mas a proposta de muitos pontos de vista sobre o movimento, cada um em qualquer maneira legitimado pela pesquisa de uma verdade do gesto e da express\u00e3o, que t\u00eam a fonte deles na vida e buscam dar forma est\u00e9tica ao vivido pessoal do artista.\n\nA dan\u00e7a criada pela Graham e pelos seus contempor\u00e2neos parece responder a todos os requisitos da verdadeira arte do corpo, experi\u00eancia est\u00e9tica da percep\u00e7\u00e3o de alguma coisa at\u00e9 ent\u00e3o nunca percebida, movimento no espa\u00e7o e no tempo que se volta para todos os sentidos, mas n\u00e3o somente para eles, e explora-os como canais para render comunic\u00e1vel uma dimens\u00e3o interior .\n\nA li\u00e7\u00e3o da Graham ser\u00e1 como exemplo para as gera\u00e7\u00f5es futuras, mas tamb\u00e9m como motivo de insatisfa\u00e7\u00e3o e oposi\u00e7\u00e3o.\n\nUma men\u00e7\u00e3o a respeito, \u00e9 devida para Merce Cunningham , filho \u0093rebelde\u0094 da Graham, personalidade tamb\u00e9m central na evolu\u00e7\u00e3o hodierna da dan\u00e7a contempor\u00e2nea. A a\u00e7\u00e3o de Cunningham, considerada eversiva assim na vertente tradicional como na vertente moderna, funda-se no princ\u00edpio que a dan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 uma linguagem representativa, mas um evento o qual h\u00e1 o seu significado em si mesmo.\n\nN\u00e3o deve \u0093contar\u0094 nada mas somente acontecer; desenvolvendo-se assim um movimento contra-emotivo e contra-narrativo, puro dinamismo no espa\u00e7o, al\u00e9m de cada motiva\u00e7\u00e3o emocional. A recusa da dimens\u00e3o interior como motor dramat\u00fargico e das emo\u00e7\u00f5es como \u00e9xito da narra\u00e7\u00e3o, leva a conceber a dan\u00e7a como arte do rigor formal, arte da abstra\u00e7\u00e3o, livre de qualquer condicionamento ideol\u00f3gico, sem pretens\u00f5es didasc\u00e1licas ou inten\u00e7\u00f5es descritivas.\n\nNa sua concep\u00e7\u00e3o coreogr\u00e1fica, espa\u00e7o e tempo devem estar no centro do interesse do dan\u00e7arino e do espectador; o espa\u00e7o \u00e9 circular e n\u00e3o limitado \u00e0 tradicional perspectiva frontal teatral; o desenho coreogr\u00e1fico, ali\u00e1s, deve ter muitos focos; a m\u00fasica, a dan\u00e7a, a cenografia, n\u00e3o s\u00e3o mais ancilas uma da outra, mas convivem com par dignidade e liberdade, sem rela\u00e7\u00e3o alguma; as frases coreogr\u00e1ficas estudadas rigorosamente, podem ser ordenadas sem uma seq\u00fc\u00eancia fixa preestabelecida; o vocabul\u00e1rio dos movimentos alcan\u00e7a tanto \u00e0 t\u00e9cnica cl\u00e1ssica para p\u00e9s e pernas, quanto \u00e0quela moderna para a bacia e o busto.\n\nEste pretendido abstratismo, que funda as suas ra\u00edzes na intencionalidade n\u00e3o comunicativa de John Cage , n\u00e3o pode renunciar ao sujeito; os mesmos materiais sonoros, tamb\u00e9m quando gerados com procedimentos eletr\u00f4nicos, ou coincidem com o concretismo dos barulhos ou ainda s\u00e3o negados no sil\u00eancio, na extrema formalidade e artificialidade deles reenviam a um sujeito intencional .\n\nA distin\u00e7\u00e3o entre sujeito e objeto \u00e9, de fato, interior \u00e0 intencionalidade da consci\u00eancia, em quanto \u00e0 consci\u00eancia \u00e9 sempre consci\u00eancia do ser e das maneiras nas quais o ser d\u00e1-se \u00e0 consci\u00eancia.\n\nCada evento art\u00edstico proposto para um p\u00fablico, tamb\u00e9m se programaticamente \u0093n\u00e3o-comunicante\u0094, realiza-se num evento representativo, mediante um corpo que expressa, no movimento de cont\u00ednuo deslocamento de perspectiva, um ponto de vista. Isto consente de colher o evento nos seus diferentes aspectos ou, como no caso da m\u00fasica e da dan\u00e7a, no seu abrir-se temporal. Necessita ent\u00e3o reconhecer um senso que se deixa colher nas diversas perspectivas.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.tesionline.it\n<h6>Coreografia<\/h6>\n<h4>Defini\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<strong>Coreografia\u00a0<\/strong>\u00e9 a arte de projetar seq\u00fc\u00eancias de movimentos nos quais o movimento , forma , ou ambos s\u00e3o especificados.\n\n<strong>Coreografia<\/strong> tamb\u00e9m pode se referir ao projeto em si, que \u00e0s vezes \u00e9 expressa por meio de nota\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a .\n\nA palavra <strong>coreografia<\/strong> significa literalmente &#8220;dan\u00e7a-escrita&#8221; das palavras gregas &#8220;xop\u00e9ia&#8221; (dan\u00e7a circular, ver choreia ) e &#8220;ypaon&#8221; (escrita). Um core\u00f3grafo \u00e9 quem cria coreografias.\n\nA <strong>coreografia<\/strong> termo apareceu pela primeira vez no dicion\u00e1rio de Ingl\u00eas Americano em 1950. Antes disso, os cr\u00e9ditos de filmes usados v\u00e1rios termos para significar coreografia, como &#8220;conjuntos encenado por&#8221; e &#8220;dan\u00e7as encenadas por&#8221;.\n\nCoreografia \u00e9 usado em (mas n\u00e3o limitado a) os campos de cheerleading , cinema , dan\u00e7a , gin\u00e1stica , desfiles de moda , patina\u00e7\u00e3o no gelo , banda marcial , coro espet\u00e1culo , teatro e nata\u00e7\u00e3o sincronizada .\n<h4>T\u00e9cnicas<\/h4>\nNa dan\u00e7a, a coreografia tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como composi\u00e7\u00e3o de dan\u00e7a . As composi\u00e7\u00f5es de dan\u00e7a s\u00e3o criados atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o de um ou de ambos estes t\u00e9cnicas fundamentais coreogr\u00e1ficas:\n\nA improvisa\u00e7\u00e3o, em que um core\u00f3grafo oferece bailarinos com uma pontua\u00e7\u00e3o (ou seja, as directivas generalizadas) que serve como guia para o movimento improvisado e forma.\n\nPor exemplo, uma pontua\u00e7\u00e3o pode dirigir uma dan\u00e7arino a retirar-se um outro dan\u00e7arino, que por sua vez \u00e9 dirigido para evitar a retirada, ou pode especificar uma sequ\u00eancia de movimentos que s\u00e3o para ser executado de uma forma improvisada ao longo de uma frase musical, como em contra coreografia de dan\u00e7a.\n\nEscores de improvisa\u00e7\u00e3o normalmente oferecem ampla liberdade de interpreta\u00e7\u00e3o pessoal do dan\u00e7arino.\n\nCoreografia planejada , em que um core\u00f3grafo dita movimento e forma em detalhes, deixando pouca ou nenhuma oportunidade para o dan\u00e7arino a exercer interpreta\u00e7\u00e3o pessoal.\n\nT\u00e9cnicas coreogr\u00e1ficas s\u00e3o: o espelhamento (frente para o outro e fazendo o mesmo), retr\u00f3grada (realizando uma seq\u00fc\u00eancia de movimentos em ordem inversa), canon (pessoas realizando o mesmo movimento ap\u00f3s o outro), os n\u00edveis (superior e inferior as pessoas em uma dan\u00e7a) , sombreamento (em p\u00e9 um atr\u00e1s do outro e realizando os mesmos movimentos), un\u00edssono (duas ou mais pessoas fazendo uma s\u00e9rie de movimentos ao mesmo tempo).\n\n<strong>Din\u00e2micas s\u00e3o:<\/strong> r\u00e1pido, lento, duro, macio, longo, curto.\n<h2>Refer\u00eancias<\/h2>\nBlom, L, A. e Tarin Chaplin, L. (1989) O ato \u00edntimo de Coreografia . Livros de dan\u00e7a. ISBN 0-8229-5342-0\nEllfeldt, L. (1998) uma cartilha para Core\u00f3grafos . Waveland Press. ISBN 0-88133-350-6\nMinton, S, C. (1997) Coreografia: Uma Abordagem b\u00e1sica usando Improvisa\u00e7\u00e3o . Motricidade Humana. ISBN 0-88011-529-7\nTufnell, M. e Vaughan, D. (1999) Imagem Espa\u00e7o Corpo: Notas Rumo Improvisa\u00e7\u00e3o e Performance . Princeton Book Co. ISBN 1-85273-041-2\nSmith-Autard, J, M. (2000) Composi\u00e7\u00e3o de Dan\u00e7a . Routledge. 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