{"id":25250,"date":"2015-11-26T00:00:00","date_gmt":"2015-11-26T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/reino-monera-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:45:41","modified_gmt":"2026-09-01T17:45:41","slug":"reino-monera-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/reino-monera-4\/","title":{"rendered":"Reino Monera"},"content":{"rendered":"\n<strong>Reino Monera &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nNo\u00a0<strong>Reino Monera\u00a0<\/strong>encontramos os organismos atuais que se sup\u00f5em serem os mais semelhantes aos primeiros seres vivos da Terra.\n\nO\u00a0<strong>Reino Monera<\/strong>\u00a0\u00e9 o grupo de organismos mais antigo da Terra, bem como o mais numeroso.\n\nNesse reino, os organismos t\u00eam DNA nu que forma uma massa chamada nucle\u00f3ide, enquanto os organismos em todos os outros reinos t\u00eam DNA encerrado em um n\u00facleo.\n\nComo os\u00a0<strong>moneras<\/strong>\u00a0s\u00e3o procariontes, como as bact\u00e9rias, eles n\u00e3o possuem organelas ligadas \u00e0 membrana.\n\nEles tamb\u00e9m s\u00e3o microsc\u00f3picos e geralmente vivem em ambientes \u00famidos.\n\nPor exemplo, podemos encontrar\u00a0<strong>moneras<\/strong>\u00a0dentro de corpos de animais e plantas e em fontes termais.\n\nObserve que o termo\u00a0<strong>Monera<\/strong>\u00a0n\u00e3o \u00e9 mais usado por muitos cientistas, porque eles descobriram que os dois grupos que comp\u00f5em este reino, arqu\u00e9ias e bact\u00e9rias, n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o intimamente relacionados como se pensava.\n\nEm vez disso, as arqu\u00e9ias est\u00e3o mais pr\u00f3ximas dos eucariotos do que das bact\u00e9rias.\n\nA estrutura celular \u00e9 mais simples do que a de outros organismos, pois n\u00e3o h\u00e1 n\u00facleo ou organelas ligadas \u00e0 membrana. Em vez disso, o seu centro de controle contendo a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica est\u00e1 contida num \u00fanico circuito de ADN. Algumas bact\u00e9rias possuem um c\u00edrculo extra de material gen\u00e9tico denominado plasm\u00eddeo. O plasm\u00eddeo geralmente cont\u00e9m genes que d\u00e3o \u00e0 bact\u00e9ria alguma vantagem sobre outras bact\u00e9rias.\n\nPor exemplo, pode conter um gene que torna a bact\u00e9ria resistente a um determinado antibi\u00f3tico.\n\n<strong>As bact\u00e9rias s\u00e3o classificadas em cinco grupos de acordo com suas formas b\u00e1sicas:<\/strong>\u00a0esf\u00e9rica (cocos), bastonetes (bacilos), espiral (espirila), v\u00edrgula (vibrios) ou saca-rolhas (espiroquetas).\n\nEles podem existir como c\u00e9lulas \u00fanicas, em pares, cadeias ou clusters (aglomera\u00e7\u00e3o).\n\n<strong>Reino Monera &#8211; Bact\u00e9rias<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-156290 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Reino-21.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"298\" \/><strong>Reino Monera<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>reino monera<\/strong>\u00a0foi criado para agrupar somente os organismos procariontes (lembre-se de que eles n\u00e3o t\u00eam membrana nuclear). Os \u00fanicos procariontes s\u00e3o as bact\u00e9rias.\n\n<strong>As maiorias das bact\u00e9rias n\u00e3o possuem clorofila, sendo heter\u00f3trofas:\u00a0<\/strong>essas seriam as mais parecidas com os primeiros seres vivos.\n\nAlgumas bact\u00e9rias que n\u00e3o possuem clorofila s\u00e3o aut\u00f3trofas. Elas conseguem produzir alimento utilizando a energia liberada por algumas rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, ao inv\u00e9s de utilizarem a energia da luz.\n\n<strong>Portanto, elas n\u00e3o fazem a fotoss\u00edntese:<\/strong>\u00a0o fen\u00f4meno de produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica realizada por elas \u00e9 chamado de quimioss\u00edntese. Voc\u00ea estudar\u00e1 esse processo em breve.\n\nAs\u00a0<strong>bact\u00e9rias<\/strong>\u00a0que possuem clorofila e que, portanto, fazem fotoss\u00edntese s\u00e3o chamadas de cianobact\u00e9rias. At\u00e9 pouco tempo, elas eram consideradas um tipo de alga e chamadas de algas cianof\u00edceas ou algas azuis.\n\n<strong>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 respira\u00e7\u00e3o existem bact\u00e9rias que s\u00f3 podem viver onde existem oxig\u00eanio:<\/strong>\u00a0s\u00e3o aer\u00f3bias. Outras bact\u00e9rias podem viver em ambientes com ou sem oxig\u00eanio, sendo chamadas de anaer\u00f3bias facultativas.\n\n<strong>Existem ainda bact\u00e9rias que s\u00f3 conseguem viver na aus\u00eancia de oxig\u00eanio:<\/strong>\u00a0s\u00e3o anaer\u00f3bias obrigat\u00f3rias.\n\nApesar de microsc\u00f3picas as bact\u00e9rias s\u00e3o muito estudadas, havendo in\u00fameras esp\u00e9cies identificadas. As diversas bact\u00e9rias s\u00e3o classificadas de acordo com o formato da c\u00e9lula que constitui cada indiv\u00edduo.\n\nAs bact\u00e9rias s\u00e3o microorganismos de tamanho oscilando entre 1 e 5 m\u00edcrons. Podem viver isoladas ou formar col\u00f4nias sem divis\u00e3o de trabalho.\n\n<strong>A forma das bact\u00e9rias \u00e9 bastante variada:\u00a0<\/strong>esf\u00e9rica (cocos), bastonetes (bacilos), espiralada (espirilo), v\u00edrgula (vibri\u00e3o) e outras.\n\n<strong>Bact\u00e9rias &#8211; Tipos<\/strong>\n\nAs\u00a0<strong>bact\u00e9rias<\/strong>\u00a0s\u00e3o o maior grupo de organismos unicelulares da Terra e constituem a maior parte da biomassa mundialmente conhecida. Existe um n\u00famero incr\u00edvel de tipos de bact\u00e9rias no planeta, sendo a maioria ainda n\u00e3o classificada. Algumas das que antes eram consideradas bact\u00e9rias s\u00e3o, desde a d\u00e9cada de 1990, agora consideradas parte de um dom\u00ednio separado, o das arqueias.\n\nDiferentes tipos de bact\u00e9rias podem ter caracter\u00edsticas muito diferentes, sendo a principal caracter\u00edstica comum a falta de um n\u00facleo diferenciado.\n\nDiferentes filos s\u00e3o geralmente classificados em dois grupos diferentes como tendo uma membrana externa ou sem uma membrana externa, com um n\u00famero de filos ainda indeterminado.\n\nAlgumas bact\u00e9rias s\u00e3o incrivelmente pequenas, como as do g\u00eanero Mycoplasma, que s\u00e3o t\u00e3o min\u00fasculas quanto os maiores v\u00edrus, com cerca de 0,3 micr\u00f4metros. Outros s\u00e3o relativamente gigantescos, como o Epulopiscium fishelsoni, que pode realmente ser vis\u00edvel a olho nu, embora ainda seja muito pequeno, com cerca de 0,5 mil\u00edmetro (0,019 polegada) de comprimento.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-156288 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Reino-19.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"283\" \/><strong>As bact\u00e9rias bacilos t\u00eam a forma de bastonetes<\/strong><\/p>\n<strong>Existem dois tipos principais de bact\u00e9rias em termos de forma:<\/strong>\u00a0bacilos e cocos.\n\nOs\u00a0<strong>cocos<\/strong>\u00a0s\u00e3o bact\u00e9rias esf\u00e9ricas, enquanto os bacilos t\u00eam a forma de bastonetes. Um terceiro grupo, menor, consiste em bact\u00e9rias que se formam em forma\u00e7\u00f5es espirais, conhecidas como espirilas.\n\nAl\u00e9m desses grupos principais, existem algumas varia\u00e7\u00f5es mais estranhas, como aquelas que se parecem com v\u00edrgulas, folhas de plantas ou mesmo escadas compridas.\n\nOs diferentes tipos de bact\u00e9rias tendem a se agrupar de maneiras diferentes, com a mesma forma de base determinando de qual grupo maior elas fazem parte.\n\nOs\u00a0<strong>bacilos<\/strong>, por exemplo, podem ser singulares ou ligados em cadeias. O pr\u00f3prio bacilo \u00e9 uma bact\u00e9ria \u00fanica, ligeiramente arredondada, em forma de bastonete. O coccobacilo, por outro lado, tamb\u00e9m \u00e9 um n\u00f3 \u00fanico, mas \u00e9 muito mais oval. Diplobacteria se parece com dois Bacillus conectados ponta a ponta. As estreptobact\u00e9rias s\u00e3o uma longa cadeia de bacilos, de ponta a ponta.\n\nExistem in\u00fameros tipos que apresentam pequenas varia\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o b\u00e1sica dos bacilos.\n\nOs cocos, da mesma forma, t\u00eam configura\u00e7\u00f5es diferentes. O pr\u00f3prio Coccus se parece com um \u00fanico c\u00edrculo, enquanto Diplococci se parece com dois Coccus unidos. Streptococcus, a bact\u00e9ria respons\u00e1vel pelo Strep garganta, parece uma longa cadeia de cocos juntos, enquanto Staphylococcus, a bact\u00e9ria respons\u00e1vel pela infec\u00e7\u00e3o por Staph, parece um cacho de uvas.\n\nEntre os muitos tipos de bact\u00e9rias, apenas algumas s\u00e3o prejudiciais aos humanos. A maioria \u00e9 relativamente in\u00f3cua, enquanto alguns s\u00e3o realmente \u00fateis. Muitos, por exemplo, vivem no trato digestivo e ajudam a digerir os alimentos. Outras bact\u00e9rias vivem na pele e lutam contra diversos fungos nocivos. Outros ainda vivem em torno das membranas mucosas, impedindo que outras membranas prejudiciais fixem resid\u00eancia. Na verdade, o corpo humano m\u00e9dio cont\u00e9m cerca de dez vezes mais c\u00e9lulas bacterianas do que c\u00e9lulas humanas reais, a maioria das quais faz um bom trabalho para o corpo.\n\nAlguns tipos de bact\u00e9rias, entretanto, s\u00e3o prejudiciais aos humanos. Os mais conhecidos s\u00e3o provavelmente o Staphylococcus e o Streptococcus. Outros incluem Campylobacter, que \u00e9 a principal causa de intoxica\u00e7\u00e3o alimentar em humanos. Outra bact\u00e9ria hist\u00f3rica bem conhecida \u00e9 a Yersinia pestis, uma bact\u00e9ria encontrada nas pulgas que transmite a peste bub\u00f4nica aos seres humanos.\n\n<strong>Import\u00e2ncia das Bact\u00e9rias<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-156289 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Reino-20.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" \/><strong>Bact\u00e9ria<\/strong><\/p>\nMuitas esp\u00e9cies de bact\u00e9rias desempenham o papel de decompositores nas cadeias alimentares. Isso significa que elas conseguem desfazer a mat\u00e9ria org\u00e2nica morta, liberando para o ambiente mol\u00e9culas simples (inorg\u00e2nicas), que podem ser aproveitadas por outros seres vivos. Portanto, o processo de decomposi\u00e7\u00e3o garante a reciclagem da mat\u00e9ria no planeta. Aprofundaremos este assunto no volume sobre ecologia.\n\nA\u00a0<strong>import\u00e2ncia ecol\u00f3gica das bact\u00e9rias<\/strong>\u00a0n\u00e3o diz respeito somente \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. Outros fen\u00f4menos ecol\u00f3gicos dos quais elas participam ser\u00e3o abordados mais tarde.\n\n<strong>Aos poucos voc\u00ea descobrir\u00e1 que esses seres invis\u00edveis n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 importantes:<\/strong>\u00a0s\u00e3o essenciais para a exist\u00eancia da vida na Terra. Elas t\u00eam tamb\u00e9m usos industriais (fabrica\u00e7\u00e3o de iogurtes, por exemplo), devido ao fato de realizarem processos bioqu\u00edmicos que voc\u00ea estudar\u00e1 em breve.\n\n<strong>As bact\u00e9rias est\u00e3o em todos os lugares:<\/strong>\u00a0no ar, na \u00e1gua, nos objetos\u2026 e as maiorias delas n\u00e3o fazem nenhum mal. At\u00e9 no corpo humano elas est\u00e3o presentes. A superf\u00edcie do seu corpo est\u00e1 repleta de bact\u00e9rias; dentro dele tamb\u00e9m h\u00e1 bilh\u00f5es delas. No seu intestino grosso, por exemplo, vivem bact\u00e9rias essenciais ao bom funcionamento desse \u00f3rg\u00e3o.\n\n<strong>Algumas Curiosidades<\/strong>\n\nAs\u00a0<strong>bact\u00e9rias<\/strong>\u00a0podem ser cultivadas em laborat\u00f3rio. Para isso, costumam ser usadas placas circulares de vidro nas quais \u00e9 colocado um material chamado meio de cultura, que \u00e9 uma mistura de subst\u00e2ncias nutritivas das quais as bact\u00e9rias se alimentam, podendo, ent\u00e3o, se reproduzir e formar col\u00f4nias. O meio de cultura \u00e9 uma esp\u00e9cie de gelatina.\n\nA consist\u00eancia gelatinosa se deve ao uso de uma subst\u00e2ncia chamada agar, extra\u00edda de certos vegetais (algas vermelhas, que voc\u00ea estudar\u00e1 na pr\u00f3xima unidade).\n\nO objetivo de criar bact\u00e9rias \u00e9 poder estud\u00e1-las. Os estudos podem ter, por exemplo, finalidades m\u00e9dicas, pois algumas bact\u00e9rias s\u00e3o patog\u00eanicas (causam doen\u00e7as).\n\nSe voc\u00ea estiver com uma infec\u00e7\u00e3o bacteriana pulmonar, por exemplo, e os rem\u00e9dios comuns n\u00e3o estiverem fazendo efeito, o m\u00e9dico poder\u00e1 pedir que seja feita uma cultura para identificar a bact\u00e9ria espec\u00edfica que est\u00e1 provocando o problema. Para isso, seria coletada um pouco da secre\u00e7\u00e3o produzida pelos seus pulm\u00f5es (que, no caso do doente, \u00e9 o catarro, que est\u00e1 cheio de bact\u00e9rias) que seria usada para fazer a cultura. Depois que a col\u00f4nia crescessem, o laborat\u00f3rio poderia identificar a bact\u00e9ria e mandar o resultado do exame para o m\u00e9dico, que poderia receitar rem\u00e9dios mais eficientes. Esse \u00e9 um exemplo de aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da t\u00e9cnica de cultura de bact\u00e9rias.\n\nQuando voc\u00ea coloca \u00e1gua oxigenada em um ferimento, o objetivo \u00e9 matar alguns tipos de bact\u00e9rias. Em contato com a regi\u00e3o machucada, a \u00e1gua oxigenada libera g\u00e1s oxig\u00eanio (por isso ela borbulha).\n\nSe houver bact\u00e9rias anaer\u00f3bias obrigat\u00f3rias (como as do t\u00e9tano, que morrem em presen\u00e7a de oxig\u00eanio) no local do ferimento, elas morreram e o seu organismo n\u00e3o ser\u00e1 contaminado por elas.\n\n<strong>Estrutura Bacteriana<\/strong>\n\nAs\u00a0<strong>bact\u00e9rias<\/strong>\u00a0apresentam um envolt\u00f3rio externo \u00e0 membrana plasm\u00e1tica denominado de parede bacteriana, que \u00e9 perme\u00e1vel, relativamente r\u00edgido e espesso.\n\nEste envolt\u00f3rio \u00e9 respons\u00e1vel pela forma caracter\u00edstica de cada bact\u00e9ria. \u00c9 o que difere da parede celul\u00f3sica das c\u00e9lulas vegetais. Al\u00e9m da parede celular, algumas bact\u00e9rias podem apresentar uma outra camada mais externa de espessura e composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica variada denominada de c\u00e1psula gelatinosa.\n\nEsta c\u00e1psula tem consist\u00eancia mucosa e provavelmente relaciona-se com a fun\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o e com os mecanismos de defesa bacteriana, pois a maioria das bact\u00e9rias patog\u00eanicas a possui, e os leuc\u00f3citos fagocit\u00e1rios t\u00eam mais dificuldade de destruir este tipo de bact\u00e9ria.\n\nMuitas bact\u00e9rias possuem mobilidade gra\u00e7as aos movimentos executados pelos seus flagelos.\n\nEstes filamentos proteicos ligados \u00e0 membrana e \u00e0 parede celular podem distribuir-se por toda a superf\u00edcie da c\u00e9lula ou concentrar-se apenas nos p\u00f3los.\n\nJ\u00e1 as f\u00edmbrias encontradas em algumas bact\u00e9rias caracterizam-se por serem mais curtas, mais finas e muito mais numerosas.\n\nAs f\u00edmbrias t\u00eam a fun\u00e7\u00e3o de permitir a fixa\u00e7\u00e3o das bact\u00e9rias entre si ou a outros tipos de c\u00e9lulas.\n\nA membrana plasm\u00e1tica das bact\u00e9rias \u00e9 de constitui\u00e7\u00e3o lipoproteica e reveste o citoplasma. \u00c9 poss\u00edvel surgirem invagina\u00e7\u00f5es da membrana plasm\u00e1tica, formando um complexo denominado de mesossomo.\n\nTais invagina\u00e7\u00f5es aumentam a superf\u00edcie da membrana e acumulam enzimas respirat\u00f3rias, assumindo, portanto, a tarefa das mitoc\u00f4ndrias na respira\u00e7\u00e3o celular.\n\nO citoplasma bacteriano \u00e9 um col\u00f3ide formado por \u00e1gua, prote\u00ednas, \u00edons e diversos outros tipos de mol\u00e9culas. Em seu interior, n\u00e3o se observam organelas membranosas e, sim, pequenos vac\u00faolos e numerosos gr\u00e2nulos de ribossomos respons\u00e1veis pela s\u00edntese de prote\u00edna.\n\nMergulhado no interior do citoplasma encontra-se o material nuclear constitu\u00eddo por mol\u00e9culas de DNA, cujo filamento cromoss\u00f4mico formado solda suas extremidades a um bloco de prote\u00edna, de modo a formar um anel denominado nucleoide. \u00c9 nele que se encontram todos os genes necess\u00e1rios ao comando da s\u00edntese de prote\u00ednas, permitindo o funcionamento, o crescimento e a reprodu\u00e7\u00e3o das bact\u00e9rias.\n\n<strong>Algas Azuis ou Cianof\u00edceas<\/strong>\n\nAs cianof\u00edceas ou algas azuis s\u00e3o como todos os moneras, seres de estrutura celular procarionte. Apresentam uma organiza\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 das bact\u00e9rias.\n\nPodem ser individuais ou formar col\u00f4nias filamentosas de at\u00e9 um metro de comprimento, como a Anabaena e Nostoc.\n\nApresentam uma parede celular de composi\u00e7\u00e3o semelhante a das bact\u00e9rias. Algumas esp\u00e9cies apresentam uma c\u00e1psula mucilaginosa externa.\n\nA membrana \u00e9 lipoproteica e envolve o citoplasma onde est\u00e3o presentes os ribossomos e os pequenos vac\u00faolos que armazenam subst\u00e2ncias nutritivas e o amido das cianof\u00edceas.\n\nRealizam a fotoss\u00edntese, embora n\u00e3o apresentem plastos, apenas lamelas fotossintetizantes. A clorofila presente \u00e9 do tipo a e est\u00e1 localizada sobre as lamelas ou dispersa pelo citoplasma. Outros pigmentos acess\u00f3rios, como a ficocianina, ficoeritrina e outros carotenoides, podem estar presentes.\n\nO material gen\u00e9tico, assim como nas bact\u00e9rias, \u00e9 constitu\u00eddo por DNA e encontra-se no citoplasma.\n\nA reprodu\u00e7\u00e3o freq\u00fcente nas cianof\u00edceas \u00e9 a biparti\u00e7\u00e3o ou cissiparidade. As col\u00f4nias filamentosas podem reproduzir-se assexuadamente por hormogonia.\n\nEste processo consiste na quebra de pequenos fragmentos da col\u00f4nia original. Os pequenos fragmentos denominados hormog\u00f4nios originam novos filamentos coloniais.\n\nJ\u00e1 os acinetos s\u00e3o esporos resistentes a condi\u00e7\u00f5es ambientais desfavor\u00e1veis que permitem \u00e0 cianof\u00edcea sobreviver em condi\u00e7\u00f5es especiais.\n\nN\u00e3o s\u00e3o conhecidas as formas de reprodu\u00e7\u00e3o sexuada entre as cianof\u00edceas, mas \u00e9 prov\u00e1vel que possuam algum mecanismo de recombina\u00e7\u00e3o de seus genes. As cianof\u00edceas podem ser encontradas na \u00e1gua doce, salgada ou salobra, no solo \u00famido, sobre casca de \u00e1rvores, rochas ou at\u00e9 mesmo em fontes termais com temperatura superior a 80\u00baC.\n\nAssim como certas bact\u00e9rias elas tamb\u00e9m possuem a capacidade de fixar o nitrog\u00eanio do ar (N<sub>2<\/sub>), transformando em nitratos (NO<sub>3<\/sub>-) dispon\u00edveis aos vegetais.\n\nAs cianof\u00edceas possuem uma extraordin\u00e1ria capacidade de adapta\u00e7\u00e3o aos mais variados e extremos ambientes. Por isso, constituem-se em excelentes exemplos de esp\u00e9cies colonizadoras, pioneiras de regi\u00f5es abi\u00f3ticas.\n\nMonera, tamb\u00e9m conhecido como Prokaryotae (Procariotos), \u00e9 uma classe de organismos primitivos constitu\u00edda pelas bact\u00e9rias e pelas algas verde-azuladas.\n\nOs genes dos procariotos t\u00eam uma disposi\u00e7\u00e3o de fibra circular, que n\u00e3o est\u00e1 contida numa membrana. Al\u00e9m disso, as c\u00e9lulas dos procariotos carecem de muitas das estruturas (cloroplastos, mitoc\u00f4ndrias, flagelos complexos) que aparecem nas c\u00e9lulas cujo material gen\u00e9tico se encontra rodeado por membrana. As c\u00e9lulas simples destes organismos s\u00e3o chamadas c\u00e9lulas procari\u00f3ticas, e as que t\u00eam um n\u00facleo verdadeiro se denominam c\u00e9lulas eucari\u00f3ticas.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.ayrtonpaulinomarques.com\/br.geocities.com\/www.valerio.bio.br\/cienciasecia.vilabol.uol.com.br\/microbiologysociety.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reino Monera, Bact\u00e9rias, Import\u00e2ncia, Tipo, Organismos, Estrutura, Doen\u00e7a, Algas, Reprodu\u00e7\u00e3o, Morfologia, Seres, Caracter\u00edsticas, Reino Monera<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3595,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-25250","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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