{"id":25155,"date":"2015-11-24T00:00:00","date_gmt":"2015-11-24T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/evolucao-dos-organismos-4\/"},"modified":"2015-11-24T00:00:00","modified_gmt":"2015-11-24T00:00:00","slug":"evolucao-dos-organismos-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/evolucao-dos-organismos-4\/","title":{"rendered":"Evolu\u00e7\u00e3o dos Organismos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o dos Organismos &#8211; O que \u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aparentemente a diversidade \u00e9 a regra no mundo biol\u00f3gico, sendo, at\u00e9 ao final do s\u00e9culo XIX, considerada a sua caracter\u00edstica principal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os bi\u00f3logos calculam que existam, atualmente, entre 30 a 50 milh\u00f5es de esp\u00e9cies, das quais apenas 2 milh\u00f5es foram descritas e denominadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, a partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XX os estudos bioqu\u00edmicos fizeram ressaltar as semelhan\u00e7as estruturais e fisiol\u00f3gicas dos indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos estes fatos parecem apontar para uma origem comum para todos os seres vivos atuais, seguida de uma enorme diversifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>As explica\u00e7\u00f5es para estes fatos foram surgindo ao longo dos s\u00e9culos, sempre baseadas em princ\u00edpios religiosos, filos\u00f3ficos e culturais, podendo ser atualmente classificadas em dois grandes grupos:<\/strong><br><blockquote><strong>Hip\u00f3teses fixistas ?<\/strong>\u00a0aceites sem discuss\u00e3o at\u00e9 ao s\u00e9culo XVIII, consideram que as esp\u00e9cies, uma vez surgidas, se mantiveram inalteradas ao longo do tempo;<strong><br>Hip\u00f3teses evolucionistas ?<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m conhecidas por transformistas, surgiram no s\u00e9culo XIXe consideram as esp\u00e9cies atuais como o resultado de lentas e sucessivas transforma\u00e7\u00f5es sofridaspor esp\u00e9cies existentes no passado.<\/blockquote><br><strong>Fixismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existiram numerosas hip\u00f3teses fixistas ao longo da hist\u00f3ria da Biologia, umas mais duradouras que outras, umas mais fundamentadas que outras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerando-se que as esp\u00e9cies permaneceram imut\u00e1veis ao longo das eras, surge novamente a necessidade de identificar a causa do surgimento das esp\u00e9cies ancestrais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dessas hip\u00f3teses salientam-se as mais conhecidas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gera\u00e7\u00e3o Espont\u00e2nea<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hip\u00f3tese da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Originalmente apresentada por Arist\u00f3teles, por sua vez influenciado por Plat\u00e3o (que referia que os seres vivos eram c\u00f3pias imperfeitas de formas perfeitas de uma ideia \u2013 essencialismo), considerava que os seres vivos seriam constantemente formados, a partir de mat\u00e9ria n\u00e3o-viva como o p\u00f3 e a sujidade. Os seres vivos estariam organizados num plano, designado Scala Naturae, eterna e imut\u00e1vel, pelo que os organismos assim formados n\u00e3o teriam a possibilidade de alterar as suas caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Criacionismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hip\u00f3tese Criacionista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Baseada na reuni\u00e3o de escritos b\u00edblicos e das teorias universalmente aceites de Arist\u00f3teles, considera que Deus ter\u00e1 criado todas as esp\u00e9cies, animais e vegetais, num \u00fanico ato. Ap\u00f3s esse momento, as esp\u00e9cies permaneceriam imut\u00e1veis, sendo qualquer imperfei\u00e7\u00e3o resultante das condi\u00e7\u00f5es ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evolucionismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a segunda metade do s\u00e9culo XVIII come\u00e7aram a surgir as primeiras ideias transformistas, contrariando o dogma criacionista-essencialista, que dominava firmemente o pensamento ocidental \u00e1 muitos s\u00e9culos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O centro da pol\u00eamica deixou de ser o fato de existir ou n\u00e3o evolu\u00e7\u00e3o, passando a ser o mecanismo dessa evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Duas novas \u00e1reas de conhecimento vieram revolucionar a vis\u00e3o da ci\u00eancia relativamente ao mecanismo de forma\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistem\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta ci\u00eancia teve um desenvolvimento extraordin\u00e1rio durante o s\u00e9culo XVIII, tendo como ponto alto o trabalho de Lineu, bot\u00e2nico sueco que estabeleceu o sistema hier\u00e1rquico de classifica\u00e7\u00e3o dos organismos, ainda hoje utilizado. Os estudos de Lineu, cujo objetivo era revelar o plano de Deus, permitiram a outros cientistas identificar semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre seres vivos e uma poss\u00edvel origem comum a todos eles, originando terreno f\u00e9rtil para as ideias evolucionistas;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Paleontologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No s\u00e9culo XVIII, o estudo dos f\u00f3sseis revelou a presen\u00e7a de esp\u00e9cies, distintas em cada estrato geol\u00f3gico, que n\u00e3o existiam na atualidade, contrariando a imutabilidade defendida pelo fixismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Novamente, numerosos cientistas conceituados propuseram teorias tentando esclarecer estes fen\u00f4menos, nomeadamente:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teoria deMaupertuis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Erros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Teoria proposta por Pierre Maupertuis no in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, considerava que todos os organismos derivavam de uma mesma fonte original, apresentando ligeiras altera\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos progenitores ao longo das gera\u00e7\u00f5es, devido a acasos e erros na reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes erros eram devidos ao fato de o descendente resultar da uni\u00e3o de uma semente masculina e de uma semente feminina, formadas por partes que se organizavam no embri\u00e3o gra\u00e7as a uma ?mem\u00f3ria? que podia ser errada. Deste modo, a partir de uma \u00fanica esp\u00e9cie, poderiam obter-se numerosas outras aparentadas entre si, devido a diversos graus de erro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teoria de Buffon<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Varia\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Teoria da autoria de Georges Leclerc, Conde de Buffon, intendente do Jardim do Rei em Paris em 1739, referia a exist\u00eancia de varia\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas entre indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O povoamento inicial teria sido feito por um certo n\u00famero de esp\u00e9cies, as quais teriam sofrido uma sucess\u00e3o de varia\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas adaptativas, de acordo com as condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e alimenta\u00e7\u00e3o do local para onde teriam migrado. Esta varia\u00e7\u00e3o seria devida a sucessivas degenera\u00e7\u00f5es da esp\u00e9cie inicial, indicando j\u00e1 uma vis\u00e3o transformista do mundo natural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Buffon foi, tamb\u00e9m, o primeiro a questionar a idade da Terra, tendo proposto que a sua verdadeira idade seria de cerca de 70000 anos;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teoria de Cuvier<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hip\u00f3tese catastrofista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Teoria da autoria de Cuvier, naturalista muito conceituado na \u00e9poca (1799), que considerava que cataclismos locais (glacia\u00e7\u00f5es, dil\u00favios, terramotos, etc.) sucessivos teriam aniquilado as formas de vida preexistentes nessa zona, sobrevindo a cada um desses cataclismos um novo povoamento com novas esp\u00e9cies, vindas de outros locais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo explicava a descontinuidade entre estratos geol\u00f3gicos. Seguidores de Cuvier levaram esta teoria ao extremo de cat\u00e1strofes globais destru\u00edrem a totalidade das esp\u00e9cies da Terra, sendo depois repostas por novos atos de cria\u00e7\u00e3o divina (teoria das cria\u00e7\u00f5es sucessivas). Esta teoria, portanto, tenta encontrar um meio termo entre o fixismo, que considera correto, e as evid\u00eancias f\u00f3sseis encontradas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Novas Evid\u00eancias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Apenas no s\u00e9culo XIX as ci\u00eancias em geral abandonam a vis\u00e3o est\u00e1tica do mundo, at\u00e9 ent\u00e3o prevalecente:<\/strong><br><blockquote>Newton apresenta explica\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas para o movimento dos planetas e objetos na Terra<br>Descobrimentos revelam grande diversidade de organismos, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidos<br>Hutton, ge\u00f3logo, indica uma idade da Terra muito superior ao at\u00e9 ent\u00e3o aceite<br>Lyell, em 1830, apresenta uma explica\u00e7\u00e3o para a descontinuidade biol\u00f3gica entre os diversos estratos geol\u00f3gicos. Este ge\u00f3logo considerou a a\u00e7\u00e3o erosiva da chuva e dos ventos a respons\u00e1vel pela elimina\u00e7\u00e3o dos estratos em falta, provocando a ilus\u00e3o de descontinuidade entre eles. Esta teoria ficou conhecida como Lei do uniformismo, que inclui o Principio das causas atuais, segundo o qual os fen\u00f4menos que provocaram determinadas altera\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas no passado s\u00e3o iguais aos que provocam os mesmos acontecimentos no presente.<\/blockquote><br>Um aspecto \u00e9 de salientar na an\u00e1lise de todas estas teorias, \u00e9 que nenhuma delas prop\u00f5e um mecanismo de evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As verdadeiras teorias explicativas do mecanismo da evolu\u00e7\u00e3o s\u00f3 surgiram ap\u00f3s da avalia\u00e7\u00e3o da idade da Terra em milhares de milh\u00f5es de anos, por oposi\u00e7\u00e3o \u00e1 idade considerada desde o tempo de Arist\u00f3teles, que era de cerca de 6000 anos. Este fato permitiu a exist\u00eancia de uma evolu\u00e7\u00e3o muito lenta, ao longo de incont\u00e1veis gera\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jean-Baptiste de Monet, cavaleiro de Lamarck \u00e9 considerado o verdadeiro fundador do evolucionismo, elaborando uma teoria que considera a a\u00e7\u00e3o evolutiva das circunst\u00e2ncias ambientais a causa da variabilidade existente nos organismos vivos. No entanto, como n\u00e3o conseguiu apresentar provas concretas para a sua teoria e como n\u00e3o tinha amigos e rela\u00e7\u00f5es importantes no meio cient\u00edfico, as suas ideias n\u00e3o foram levadas a s\u00e9rio, apesar de alguns dos seus disc\u00edpulos terem continuado a defender as suas ideias, como Saint-Hilaire, que realizou importantes estudos de anatomia comparada. Lamarck \u00e9, tamb\u00e9m, o autor do termo Biologia, que baptiza em 1802.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LAMARCKISMO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lamarck era um bot\u00e2nico reconhecido e estreito colaborador de Buffon no Museu de Hist\u00f3ria Natural de Paris. No entanto, tal n\u00e3o o impediu de ser severamente criticado pelas suas ideias transformistas, principalmente por Cuvier, tendo as suas teorias sucumbido ao fixismo da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A prop\u00f3sito dos seus trabalhos de sistem\u00e1tica, Lamarck enunciou a Lei da grada\u00e7\u00e3o, segundo a qual os seres vivos n\u00e3o foram produzidos simultaneamente, num curto per\u00edodo de tempo, mas sim come\u00e7ando pelo mais simples at\u00e9 ao mais complexo. Esta lei traduz a ideia de uma evolu\u00e7\u00e3o geral e progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lamarck defendia a evolu\u00e7\u00e3o como causa da variabilidade mas admitia a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea das formas mais simples.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Observando os seres vivos \u00e0 sua volta, Lamarck considerava que, por exemplo, o desenvolvimento da membrana interdigital de alguns vertebrados aqu\u00e1ticos era devida ao ?esfor\u00e7o? que estes faziam para se deslocar na \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, as altera\u00e7\u00f5es dos indiv\u00edduos de uma dada esp\u00e9cie eram explicadas por uma a\u00e7\u00e3o do meio, pois os organismos, passando a viver em condi\u00e7\u00f5es diferentes iriam sofrer altera\u00e7\u00f5es das suas caracter\u00edsticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estas ideias levaram ao enunciado da Lei da transforma\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, que considera que o ambiente afeta a forma e a organiza\u00e7\u00e3o dos animais logo quando o ambiente se altera produz, no decorrer do tempo, as correspondentes modifica\u00e7\u00f5es na forma do animal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O corol\u00e1rio desta lei \u00e9 o princ\u00edpio do uso e desuso, que refere que o uso de um dado \u00f3rg\u00e3o leva ao seu desenvolvimento e o desuso de outro conduz \u00e1 sua atrofia e, eventual, desaparecimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todas estas modifica\u00e7\u00f5es seriam depois transmitidas \u00e0s gera\u00e7\u00f5es seguintes ? Lei da transmiss\u00e3o dos caracteres adquiridos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mecanismo Evolutivo segundo Lamarck<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O mecanismo evolutivo proposto por Lamarck pode ser assim resumido:<\/strong><br><blockquote>Varia\u00e7\u00f5es do meio ambiente levam o indiv\u00edduo a sentir necessidade de se lhe adaptar (busca da perfei\u00e7\u00e3o);<br>O uso de um \u00f3rg\u00e3o desenvolve-o e o seu desuso atrofia-o (lei do uso e desuso);<br>Modifica\u00e7\u00f5es adquiridas pelo uso e desuso s\u00e3o transmitidas aos descendentes (lei da transmiss\u00e3o dos caracteres adquiridos).<\/blockquote><br><strong>Teoria de Lamarck para a evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies, aplicada ao pesco\u00e7o das girafas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo, a evolu\u00e7\u00e3o, segundo Lamarck, ocorre por a\u00e7\u00e3o do ambiente sobre as esp\u00e9cies, que sofrem altera\u00e7\u00f5es na dire\u00e7\u00e3o desejada num espa\u00e7o de tempo relativamente curto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns aspectos desta teoria s\u00e3o v\u00e1lidos e comprov\u00e1veis, como ocaso do uso e desuso de estruturas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 sabido que a atividade f\u00edsica desenvolve os m\u00fasculos e que um organismo sujeito a infec\u00e7\u00f5es desenvolve imunidade. Do mesmo modo, uma pessoa que fique paralisada, sofre atrofia dos membros que n\u00e3o utiliza.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No entanto, tamb\u00e9m existem numerosas cr\u00edticas ao Lamarquismo:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cr\u00edticas ao Lamerckismo<\/strong><br><blockquote>A necessidade de adapta\u00e7\u00e3o, a ?busca de perfei\u00e7\u00e3o? pelos organismos, n\u00e3o pode ser provada;<br>Modifica\u00e7\u00f5es devidas ao uso e desuso s\u00e3o adapta\u00e7\u00f5es individuais som\u00e1ticas (fenot\u00edpicas), n\u00e3o s\u00e3o transmiss\u00edveis, n\u00e3o devendo ser confundidas com adapta\u00e7\u00f5es evolutivas, as quais implicam sempre uma modifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. Este fato foi comprovado por uma famosa experi\u00eancia realizada por Weissman em 1880, que cortou caudas a sucessivas gera\u00e7\u00f5es de ratos e estes sempre nasceram com cauda;<br>Lamarck afirmava que a fun\u00e7\u00e3o determinava a estrutura mas tal n\u00e3o \u00e9 verdade pois os caracteres surgem independentemente da a\u00e7\u00e3o do meio (como os caracteres inconvenientes ou nefastos). Atualmente considera-se a rela\u00e7\u00e3o fun\u00e7\u00e3o\/estrutura como biun\u00edvoca.<\/blockquote><br>Pode-se concluir daqui que a teoria de Lamarck foi um importante marco na hist\u00f3ria da Biologia mas n\u00e3o foi capaz de explicar convenientemente o mecanismo da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, deve ser referida a exist\u00eancia dos chamados neo-lamarckistas, uma minoria no panorama atual da Biologia, mas que defendem que o meio realmente modela o organismo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consideram poss\u00edvel a presen\u00e7a de prote\u00ednas citoplasm\u00e1ticas que alteram o DNA, tentando explicar \u00e0 luz da gen\u00e9tica molecular os fundamentos lamarckistas. Reconhecem, no entanto, que apenas altera\u00e7\u00f5es nos g\u00e2metas podem ser transmitidas \u00e1 descend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os anos seguintes foram f\u00e9rteis na recolha de dados de anatomia comparada, geologia e paleontologia, de tal modo que a teoria evolutiva de Darwin (1859) teve um impacto muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde essa data que a teoria da sele\u00e7\u00e3o natural de Darwin e Wallace se tornou um dos grandes princ\u00edpios unificadores da Biologia, juntamente com a teoria celular e a dupla h\u00e9lice do DNA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Darwinismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Darwin era um m\u00e9dico sem voca\u00e7\u00e3o, filho de uma fam\u00edlia abastada e com enorme interesse na natureza, tendo por esse motivo feito uma viagem de 5 anos no navio cartogr\u00e1fico Beagle, aos 22 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio da sua longa viagem, Darwin acreditava que todas as plantas e animais tinham sido criadas por Deus tal como se encontravam, mas os dados que recolheu permitiram-lhe questionar as suas cren\u00e7as at\u00e9 \u00e0 altura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Influ\u00eancias no pensamento de Darwin<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Darwin sofreu v\u00e1rias influ\u00eancias, as quais permitiram a cria\u00e7\u00e3o da sua teoria sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos organismos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Charles Lyell, devido \u00e0 sua lei do uniformismo e \u00e1 idade da Terra, ter\u00e1 mostrado a Darwin que o mundo vivo poderia ter tido tempo para sofrer altera\u00e7\u00f5es muito graduais. Igualmente, devido a essa mesma lei, a falta de f\u00f3sseis n\u00e3o mais poderia ser argumento contra a evolu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diversidade dos organismos de zona para zona e dentro da mesma esp\u00e9cie, embora pudessem ser notadas semelhan\u00e7as, talvez devido a uma origem comum.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta diversidade parecia relacionada com varia\u00e7\u00f5es ambientais. Tal fato tornou-se aparente na sua viagem \u00e0s Gal\u00e1pagos;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sele\u00e7\u00e3o artificial, um aspecto do qual Darwin tinha experi\u00eancia pessoal, devido a ser um criador de pombos conceituado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha de certos cruzamentos leva a que caracter\u00edsticas dos descendentes sejam muito diferentes das dos seus ancestrais, o que considerou poder ser uma pista para o modo como a natureza atuava (sele\u00e7\u00e3o natural, por oposi\u00e7\u00e3o \u00e1 sele\u00e7\u00e3o artificial, devida ao Homem);<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Thomas Malthus, no seu trabalho Essai sur la population, considerou que a popula\u00e7\u00e3o humana cresce muito mais rapidamente que os meios de subsist\u00eancia pois a popula\u00e7\u00e3o cresce geometricamente (2n) e os alimentos crescem aritmeticamente (2n). Deste modo, a Terra estaria rapidamente superpovoada pois a sua popula\u00e7\u00e3o duplicaria a cada 25 anos e os homens sofreriam a a\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o natural (fome, doen\u00e7as, mis\u00e9ria, desemprego, etc.), que eliminaria as fam\u00edlias pobres e de poucos recursos, os indiv\u00edduos de classe baixa, de modo geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Darwin, abstraindo-se dos conceitos racistas e de classes impl\u00edcitos na teoria de Malthus, transp\u00f4-la para as popula\u00e7\u00f5es naturais, onde existiria uma ?luta pela vida?:<\/strong>\u00a0um ambiente finito, com recursos finitos, n\u00e3o pode sustentar um n\u00famero infinito de indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Crescimento em popula\u00e7\u00f5es naturais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O crescimento das popula\u00e7\u00f5es naturais faz-se segundo uma curva sigm\u00f3ide, em que ap\u00f3s uma fase inicial de crescimento exponencial (a natalidade \u00e9 superior \u00e1 mortalidade pois h\u00e1 muito alimento dispon\u00edvel), a popula\u00e7\u00e3o entra numa fase de desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento (quando a mortalidade \u00e9 superior \u00e0 natalidade devido \u00e1 escassez de alimento), a popula\u00e7\u00e3o estabiliza (quando a mortalidade e a natalidade s\u00e3o iguais).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este ?patamar? \u00e9 bastante est\u00e1vel, mantendo-se a popula\u00e7\u00e3o nesse ponto durante gera\u00e7\u00f5es, se n\u00e3o surgirem altera\u00e7\u00f5es importantes no meio ambiente ou outro tipo de interven\u00e7\u00f5es externas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Darwin n\u00e3o se satisfez com o fato de as popula\u00e7\u00f5es naturais funcionarem desse modo, quis, tamb\u00e9m, descobrir o modo como esse equil\u00edbrio \u00e9 atingido e mantido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado que o ambiente n\u00e3o fornece os meios de subsist\u00eancia a todos os indiv\u00edduos que nascem, \u00e9 necess\u00e1rio que ocorra uma luta pela sobreviv\u00eancia, sendo eliminados os indiv\u00edduos excedentes, mantendo-se a popula\u00e7\u00e3o num estado estacion\u00e1rio \u00e1 volta de um valor mais ou menos constante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo, \u00e9 necess\u00e1rio conhecer os fen\u00f4menos que regulam o n\u00famero de indiv\u00edduos numa popula\u00e7\u00e3o, ou seja, os fatores que afetam as taxas de mortalidade e natalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Os principais fatores desse tipo s\u00e3o:<\/strong><br><blockquote><strong>Abastecimento de alimento ?<\/strong>\u00a0depende dos autotr\u00f3ficos existentes e do fornecimento de energia radiante;<strong><br>Preda\u00e7\u00e3o ?<\/strong>\u00a0afeta a grandeza das popula\u00e7\u00f5es de presas e de predadores;<strong><br>Parasitismo ?\u00a0<\/strong>afeta o crescimento da popula\u00e7\u00e3o de hospedeiros;<strong><br>Competi\u00e7\u00e3o ?\u00a0<\/strong>intra ou interspec\u00edfica, pelo alimento, nicho ecol\u00f3gico, f\u00eamea, etc., afeta o crescimento populacional;<strong><br>Coopera\u00e7\u00e3o ?<\/strong>\u00a0favorece o crescimento populacional das esp\u00e9cies envolvidas.<\/blockquote><br><strong>Nas popula\u00e7\u00f5es naturais existe variabilidade, mas como avali\u00e1-la numericamente ?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Variabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo dos caracteres quantitativos \u00e9 f\u00e1cil pois estes podem ser traduzir-se em valores num\u00e9ricos e gr\u00e1ficos. Verifica-se que todas as caracter\u00edsticas das popula\u00e7\u00f5es apresentam uma distribui\u00e7\u00e3o quantitativa que, em gr\u00e1fico, segue uma curva em forma de sino, sim\u00e9trica em rela\u00e7\u00e3o a um ponto m\u00e9dio e m\u00e1ximo, ou seja, uma curva normal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse ponto m\u00e9dio (ponto de ajuste ou de aferi\u00e7\u00e3o) varia com as popula\u00e7\u00f5es e deve corresponder, teoricamente, ao ideal para a caracter\u00edstica considerada, nesse momento e nesse ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teoria da sele\u00e7\u00e3o natural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nos dados que foi recolhendo, Darwin formou a sua teoria sobre o mecanismo da evolu\u00e7\u00e3o mas decidiu n\u00e3o a publicar, instruindo a sua mulher para o fazer ap\u00f3s a sua morte. No entanto, por insist\u00eancia de alguns amigos e da mulher, come\u00e7ou a preparar a sua publica\u00e7\u00e3o, em 4 volumes, em 1856.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1858, recebeu uma inesperada carta de um naturalista, Alfred Wallace, que descrevia resumidamente as mesmas ideias sobre a evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mesmo assim, publicou a sua A origem das esp\u00e9cies em 1859, onde descrevia a teoria da sele\u00e7\u00e3o natural, a qual pode ser resumida da seguinte forma:<\/strong><br><blockquote>Existe varia\u00e7\u00e3o entre os indiv\u00edduos de uma dada popula\u00e7\u00e3o<br>Cada popula\u00e7\u00e3o tem tend\u00eancia para crescer exponencialmente, se o meio o permitir, levando \u00e0 superprodu\u00e7\u00e3o de descendentes<br>O meio n\u00e3o suporta tantos descendentes logo desencadeia-se uma luta pela sobreviv\u00eancia entre os membros da popula\u00e7\u00e3o<br>Indiv\u00edduos com caracteres que lhes confiram uma vantagem competitiva num dado meio e tempo s\u00e3o mantidos por sele\u00e7\u00e3o e produzem mais descendentes \u2013 reprodu\u00e7\u00e3o diferencial -, enquanto os restantes s\u00e3o eliminados, n\u00e3o se reproduzindo ? sobreviv\u00eancia do mais apto<br>Por reprodu\u00e7\u00e3o diferencial, as caracter\u00edsticas da popula\u00e7\u00e3o v\u00e3o mudando num espa\u00e7o de tempo mais ou menos alargado.<\/blockquote><br>A teoria de Darwin considera que o ambiente faz uma escolha dos indiv\u00edduos, tal como o Homem faz na domestica\u00e7\u00e3o. Saliente-se, ainda, o fato que Darwin considerava poss\u00edvel a heran\u00e7a dos caracteres adquiridos, tal como Lamarck.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No entanto, para Darwin as for\u00e7as respons\u00e1veis pela varia\u00e7\u00e3o e pela sele\u00e7\u00e3o s\u00e3o diferentes:<\/strong>\u00a0a varia\u00e7\u00e3o ocorre ao acaso, sem qualquer orienta\u00e7\u00e3o evolutiva, enquanto a sele\u00e7\u00e3o muda a popula\u00e7\u00e3o conferindo maior \u00eaxito reprodutivo \u00e0s variantes vantajosas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O ser mais apto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O vigor, a for\u00e7a, a dura\u00e7\u00e3o da vida de um dado indiv\u00edduo apenas s\u00e3o significativos em termos da popula\u00e7\u00e3o na medida em que podem afetar o n\u00famero de descendentes que lhe sobrevivem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ser mais apto \u00e9, deste modo, um conceito relativo (uma caracter\u00edstica pode n\u00e3o ser favor\u00e1vel mas ter pouco significado no conjunto de muitas outras caracter\u00edsticas favor\u00e1veis que constituem o genoma do indiv\u00edduo) e temporal (uma caracter\u00edstica favor\u00e1vel num dado momento pode ser altamente desfavor\u00e1vel noutro, como o exemplo das borboletas Biston betularia bem o demonstra).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tipos de sele\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Existem dois tipos principais de sele\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>a sele\u00e7\u00e3o artificial e a sele\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sele\u00e7\u00e3o artificial, como o nome indica, \u00e9 devida \u00e1 interven\u00e7\u00e3o humana nos ecossistemas e na reprodu\u00e7\u00e3o dos organismos, sejam eles animais ou vegetais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O papel do Homem corresponde ao da competi\u00e7\u00e3o e da luta pela sobreviv\u00eancia na natureza, ?escolhendo? os indiv\u00edduos que sobrevivem e os que s\u00e3o eliminados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo, controlando os indiv\u00edduos que se reproduzem, condiciona-se o patrim\u00f3nio gen\u00e9tico das gera\u00e7\u00f5es futuras, bem como a sua evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 definida como um conjunto de for\u00e7as ambientais que atuam nas popula\u00e7\u00f5es, tanto no sentido positivo (sobreviv\u00eancia diferencial e capacidade reprodutora diferencial), como no sentido negativo (mortalidade diferencial).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sele\u00e7\u00e3o natural age quer favorecendo os possuidores de uma dada caracter\u00edstica que proporcione uma melhor adapta\u00e7\u00e3o ao meio, quer eliminando os indiv\u00edduos cujas caracter\u00edsticas os coloquem em desvantagem nesse meio, como no conhecido caso das borboletas Biston betularia em Inglaterra, durante a revolu\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A sele\u00e7\u00e3o natural pode ser de dois tipos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sele\u00e7\u00e3o natural estabilizadora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mant\u00e9m o fen\u00f3tipo m\u00e9dio, correspondente ao ponto de ajuste da caracter\u00edstica, eliminando os fen\u00f3tipos extremos. Esta situa\u00e7\u00e3o permite \u00e1 popula\u00e7\u00e3o permanecer est\u00e1vel durante numerosas gera\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sele\u00e7\u00e3o natural evolutiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Favorece os fen\u00f3tipos extremos, os que se afastam da m\u00e9dia, ?deslocando? o ponto de ajuste em dire\u00e7\u00e3o a um dos extremos de distribui\u00e7\u00e3o da caracter\u00edstica ao longo das gera\u00e7\u00f5es, alterando gradualmente o fundo gen\u00e9tico da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Argumentos a favor do evolucionismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem v\u00e1rios tipos de argumentos a favor das teorias evolucionistas, baseados em dados recolhidos por numerosos ramos da ci\u00eancia. Estes fatos, no entanto, n\u00e3o devem ser considerados isoladamente, pois todos estes aspectos s\u00e3o complementares e devem ser usados no maior n\u00famero poss\u00edvel para se obter uma rela\u00e7\u00e3o evolutiva entre as diferentes esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Paleontol\u00f3gicos<\/strong><br><blockquote>A descoberta de formas f\u00f3sseis, atualmente extintas, contraria a ideia da imutabilidade das esp\u00e9cies;<br>F\u00f3sseis de s\u00edntese ou interm\u00e9dias, com caracter\u00edsticas de dois grupos atuais. S\u00e3o disso exemplo os f\u00f3sseis do Archeopterix (considerada a primeira ave, ainda apresenta escamas na cabe\u00e7a, dentes, garras e cauda com ossos, apesar de j\u00e1 apresentar asas e penas). Outro exemplo comum s\u00e3o as Pteridosp\u00e9rmicas, ou os ?fetos com sementes?, plantas que parecem ter sido uma primeira experi\u00eancia no surgimento de sementes;<strong><br>F\u00f3sseis de transi\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0<\/strong>esta situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ilustrada pelo f\u00f3ssil Ichthyostega (considerado o primeiro anf\u00edbio, ainda apresenta escamas e barbatana caudal mas j\u00e1 tem uma caixa tor\u00e1xica bem desenvolvida e membros pares), que representa a passagem entre dois grupos atuais (peixes e anf\u00edbios). O Basilosaurus \u00e9 outro f\u00f3ssil de transi\u00e7\u00e3o nos mam\u00edferos aqu\u00e1ticos, um ascendente da baleias atuais mas que ainda apresentava quatro membros desenvolvidos;<br>S\u00e9ries filogen\u00e9ticas ou ortogen\u00e9ticas, conjuntos de f\u00f3sseis de organismos pertencentes a uma mesma linha evolutiva (geralmente g\u00eaneros ou esp\u00e9cies), revelando uma ?tend\u00eancia evolutiva? constante numa dada dire\u00e7\u00e3o, ao longo de um prolongado per\u00edodo de tempo, como no caso do cavalo ou do elefante. Estas s\u00e9ries apenas s\u00e3o aparentes \u00e0 posteriori, evidentemente<\/blockquote><br><strong>Anat\u00f4micos<\/strong><br><blockquote>Sistemas internos de animais muito diferentes externamente s\u00e3o anat\u00f3mica e fisiologicamente semelhantes;<br>\u00d3rg\u00e3os hom\u00f3logos, com aspecto e fun\u00e7\u00e3o diferentes mas com a mesma origem embrion\u00e1ria, pode ser explicada por fen\u00f4menos de diverg\u00eancia, que diferenciam estruturas originalmente semelhantes para fun\u00e7\u00f5es muito d\u00edspares (membros anteriores dos vertebrados s\u00e3o um exemplo dessa situa\u00e7\u00e3o, tal como as pe\u00e7as bucais dos insetos ou as folhas e p\u00e9talas das plantas). O crit\u00e9rio para classificar uma estrutura como hom\u00f3loga tem em conta 4 aspectos (semelhan\u00e7a na estrutura de pormenor, semelhan\u00e7a na rela\u00e7\u00e3o com as estruturas vizinhas, origem embrion\u00e1ria id\u00eantica, acordo com outras caracter\u00edsticas).<\/blockquote><br><strong>No estudo destas situa\u00e7\u00f5es deve-se, igualmente, ter em conta o sentido da evolu\u00e7\u00e3o:<\/strong><br><blockquote>S\u00e9rie filogen\u00e9tica progressiva, que se processa do simples para o complexo (sistema nervoso ou o cora\u00e7\u00e3o dos vertebrados, por exemplo)<br>S\u00e9rie filogen\u00e9tica regressiva, que se processa do complexo para o simples (redu\u00e7\u00e3o das asas em aves corredoras ou n\u00famero de membros em lagartos, por exemplo)<br>\u00d3rg\u00e3os an\u00e1logos, que desempenham fun\u00e7\u00e3o similar mas tem origem embrion\u00e1ria e estrutura anat\u00f3mica diferente, pode ser explicada por um processo de adapta\u00e7\u00e3o e revelam um fen\u00f4meno de converg\u00eancia, sem ancestral comum (as asas de insetos e aves s\u00e3o disso exemplo, tal como o corpo fusiforme de peixes e mam\u00edferos marinhos). Este fen\u00f4meno, particularmente aparente na compara\u00e7\u00e3o entre a fauna australiana marsupial e a de outros continentes, documenta o efeito adaptativo da sele\u00e7\u00e3o natural<br>Estruturas vestigiais, n\u00e3o sendo mais que estruturas hom\u00f3logas de outras plenamente desenvolvidas, podem revelar rela\u00e7\u00f5es de parentesco entre os seres que as possuem pois deduz-se a presen\u00e7a de um ancestral comum. A presen\u00e7a destas estruturas vestigiais revela a a\u00e7\u00e3o de uma evolu\u00e7\u00e3o no sentido regressivo, privilegiando indiv\u00edduos com estruturas cada vez menores, como os dentes em algumas esp\u00e9cies de baleias, dedos laterais nos cavalos, ap\u00eandice humano, ossos das patas em cobras, etc.<\/blockquote><br><strong>Embriol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O desenvolvimento embrion\u00e1rio nas diferentes classes de vertebrados apresenta semelhan\u00e7as espantosas, nomeadamente:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fossas branquiais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem na regi\u00e3o do pesco\u00e7o, s\u00e3o aberturas que conduzem a bolsas branquiais, dando origem, nos peixes, a fendas branquiais e \u00e1s guelras. Nos vertebrados superiores desaparecem ou d\u00e3o origem a estruturas internas, como a Trompa de Eust\u00e1quio que liga a faringe ao ouvido, canal auditivo, etc.;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cora\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas aves e nos mam\u00edferos inicialmente surge um tubo com duas cavidades, que se mant\u00e9m nos peixes, depois passa a apresentar tr\u00eas cavidades com mistura de sangues (anf\u00edbios) e, por \u00faltimo, passa a quatro cavidades (aves e mam\u00edferos);<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lei da recapitula\u00e7\u00e3o e Lei biogen\u00e9tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ap\u00f3s a constata\u00e7\u00e3o das semelhan\u00e7as de desenvolvimento entre os organismos, Haeckel prop\u00f4s as seguintes leis, respectivamente:<\/strong>\u00a0a ontogenia recapitula a filogenia e durante o desenvolvimento embrion\u00e1rio o animal passa por fases que correspondem \u00e1s fases adultas das esp\u00e9cies ancestrais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo, quanto mais afastados filogeneticamente estiverem dois organismos, menores ser\u00e3o as fases ontogen\u00e9ticas comuns.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Atualmente, esta lei foi reformulada:<\/strong>\u00a0o embri\u00e3o de uma classe superior passa, na totalidade ou em parte, por estados que reproduzem fases embrion\u00e1rias dos animais de classes sistematicamente inferiores;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Bioqu\u00edmicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe uma unidade molecular nos seres vivos, pois os mecanismos b\u00e1sicos s\u00e3o os mesmos, tal como os componentes bioqu\u00edmicos fundamentais (5 tipos de nucle\u00f3tidos, 20 tipos de amino\u00e1cidos, atua\u00e7\u00e3o enzim\u00e1tica, c\u00f3digo gen\u00e9tico, processos metab\u00f3licos). As varia\u00e7\u00f5es apresentam uma grada\u00e7\u00e3o, sugerindo uma continuidade evolutiva (quanto mais afastados filogeneticamente se encontrarem dois organismos, mais diferem na sequ\u00eancia de DNA, na sequ\u00eancia de prote\u00ednas e, portanto, nos processos metab\u00f3licos que essas prote\u00ednas controlam);<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estudos comparativos em prote\u00ednas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As prote\u00ednas s\u00e3o as mol\u00e9culas mais numerosas no corpo dos seres vivos, condicionando, com a sua sequ\u00eancia de amino\u00e1cidos espec\u00edfica, as caracter\u00edsticas fenot\u00edpicas desses mesmos seres. Deste modo, \u00e9 de prever que quanto maior a proximidade evolutiva entre dois seres, maior seja a semelhan\u00e7a nas suas prote\u00ednas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos sobre a mol\u00e9cula da insulina, uma hormona produzida pelo p\u00e2ncreas formada por duas cadeias polipept\u00eddicas, revelaram que as v\u00e1rias mol\u00e9culas caracter\u00edsticas das esp\u00e9cies teriam derivado, por pequenas muta\u00e7\u00f5es, de um ancestral comum.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudo semelhante foi realizado com o citocromo C, uma prote\u00edna respirat\u00f3ria que se encontra em todos os seres aer\u00f3bios. No decurso da evolu\u00e7\u00e3o, muta\u00e7\u00f5es alteraram amino\u00e1cidos em determinadas posi\u00e7\u00f5es mas todas as esp\u00e9cies t\u00eam uma estrutura e fun\u00e7\u00e3o semelhantes. Assim, a ideia de Darwin de que todas esp\u00e9cies estariam ligadas por \u00e1rvores filogen\u00e9ticas tem apoio neste tipo de estudo pois mesmo entre seres t\u00e3o distantes evolutivamente como o Homem e uma bact\u00e9ria podem ser encontradas prote\u00ednas comuns.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As prote\u00ednas s\u00e3o produtos da informa\u00e7\u00e3o contida no DNA, pelo que estes estudos podem ser ainda mais precisos estudando a pr\u00f3pria fonte dessa informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dados sobre a sequ\u00eancia do DNA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A evolu\u00e7\u00e3o reflete as altera\u00e7\u00f5es heredit\u00e1rias ocorridas ao longo das gera\u00e7\u00f5es. Geralmente os estudos com DNA pretendem avaliar o grau de diverg\u00eancia entre esp\u00e9cies com ancestrais comuns.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes estudos utilizam a t\u00e9cnica da hibrida\u00e7\u00e3o do DNA. Procede-se inicialmente \u00e1 desnatura\u00e7\u00e3o das cadeias de DNA. Essas cadeias ?desenroladas? s\u00e3o recombinadas com outras de esp\u00e9cie diferente, previamente isoladas e marcadas radiativamente \u2013 hibrida\u00e7\u00e3o. O grau de hibrida\u00e7\u00e3o \u00e9 proporcional ao grau de parentesco entre as esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dados sorol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As rea\u00e7\u00f5es sorol\u00f3gicas permitem determinar o grau de afinidade entre as esp\u00e9cies em estudo, baseando-se na rea\u00e7\u00e3o anticorpo-antig\u00e9nio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sistema imunit\u00e1rio de um qualquer indiv\u00edduo reconhece como estranhas prote\u00ednas diferentes das suas, respondendo com a produ\u00e7\u00e3o de anticorpos espec\u00edficos. Os anticorpos s\u00e3o prote\u00ednas produzidas nos leuc\u00f3citos, como resposta \u00e1 introdu\u00e7\u00e3o no meio interno de um indiv\u00edduo de uma subst\u00e2ncia estranha, o antigene. A rea\u00e7\u00e3o antigene-anticorpo \u00e9 espec\u00edfica, ou seja, as duas mol\u00e9culas s\u00e3o complementares, da\u00ed resultando a inativa\u00e7\u00e3o do antigene e a forma\u00e7\u00e3o de um precipitado vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo, quanto maior a afinidade entre o antigene e o anticorpo, maior a rea\u00e7\u00e3o e maior o precipitado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A base destes estudos \u00e9 que quanto mais afastada evolutivamente uma esp\u00e9cie se encontra de outra, maior o n\u00famero de prote\u00ednas diferentes e, consequentemente, maior a intensidade da rea\u00e7\u00e3o imunit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A adi\u00e7\u00e3o de anti-soro humano (contendo anticorpos espec\u00edficos para as prote\u00ednas do sangue humano), por exemplo, ao sangue de v\u00e1rios animais, permite avaliar o parentesco entre o Homem e esses animais, atrav\u00e9s do grau de aglutina\u00e7\u00e3o (quanto maior o grau de aglutina\u00e7\u00e3o, maior a rea\u00e7\u00e3o, maior o parentesco).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Como se obt\u00e9m o anti-soro humano ?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Injeta-se num coelho soro humano, para que este produza, nos seus gl\u00f3bulos brancos, anticorpos anti-humanos e os lance na corrente sangu\u00ednea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O soro retirado desse coelho vai conter anticorpos espec\u00edficos para as prote\u00ednas do soro humano, ou seja, \u00e9 um anti-soro humano;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Citol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Teoria celular, considerada o segundo grande princ\u00edpio da Biologia do s\u00e9culo XIX, foi enunciada por Schleiden e Schwann (1839), os quais propuseram que todos os animais e plantas s\u00e3o formados por pequenas unidades fundamentais designadas c\u00e9lulas. Estas formam-se sempre a partir de outra preexistente, por divis\u00e3o celular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta teoria apoia a sele\u00e7\u00e3o pois n\u00e3o \u00e9 l\u00f3gico considerar que esp\u00e9cies com origem diferente, por coincid\u00eancia, apresentassem a mesma estrutura b\u00e1sica, bem como os mesmos fen\u00f4menos (mitose e meiose).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Parasitol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parasitas s\u00e3o altamente espec\u00edficos em rela\u00e7\u00e3o ao hospedeiro. Considera-se que derivam de ancestrais de vida livre que em dada altura estabeleceram uma rela\u00e7\u00e3o com outra esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta especificidade impede-os de procurar outra esp\u00e9cie hospedeira. Deste modo, o fato de o mesmo parasita usar como hospedeiro duas esp\u00e9cies diferentes pode servir como prova da rela\u00e7\u00e3o entre elas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O piolho do g\u00eanero Pediculus, por exemplo, apenas parasita o Homem e o chimpanz\u00e9, sendo diferente dos piolhos dos outros primatas. Deste modo, considera-se que existe uma maior afinidade entre o Homem e o chimpanz\u00e9, do que entre o Homem e os outros primatas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Domestica\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o artificial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Domestica\u00e7\u00e3o de plantas e animais, a partir de esp\u00e9cies selvagens, com a fixa\u00e7\u00e3o de determinados caracteres que mais interessam aos agricultores e criadores \u00e9, como Lamarck e Darwin afirmaram, uma prova da transforma\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies. A partir destes dados ajudaram a desenvolver um processo de produ\u00e7\u00e3o, a partir de certas esp\u00e9cies, novas variedades, que manifestem as caracter\u00edsticas desejadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Biogeogr\u00e1ficos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u00c1reas de distribui\u00e7\u00e3o das diferentes esp\u00e9cies fazem salientar dois aspectos:<\/strong>\u00a0semelhan\u00e7as n\u00edtidas entre organismos de regi\u00f5es distantes (semelhan\u00e7a entre seres de ilhas e do continente mais pr\u00f3ximo, sugerindo que essas massas de terra teriam estado ligadas no passado, no tempo em que a\u00ed teria vivido um ancestral comum, por exemplo) e grande diversidade espec\u00edfica em indiv\u00edduos distribu\u00eddos em zonas geogr\u00e1ficas muito pr\u00f3ximas (esp\u00e9cies derivadas de um ancestral comum mas sujeitas a condi\u00e7\u00f5es diferentes, v\u00e3o constituir popula\u00e7\u00f5es que, com o tempo, d\u00e3o origem a novas esp\u00e9cies). Todos estes fen\u00f4menos s\u00f3 podem ser entendidos como casos de evolu\u00e7\u00e3o convergente ou divergente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Taxon\u00f4micos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos taxon\u00f4micos anteriores a meados do s\u00e9culo XIX levantaram problemas de classifica\u00e7\u00e3o, que apenas a hip\u00f3tese do evolucionismo pode resolver. S\u00e3o indiv\u00edduos com caracter\u00edsticas at\u00edpicas, at\u00e9 a\u00ed considerados aberra\u00e7\u00f5es, que ajudam a apoiar a teoria evolucionista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ornitorrinco \u00e9 um desses casos, um animal com p\u00ealo e gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias (mam\u00edfero), com cloaca, ov\u00edparo, de temperatura corporal baixa (r\u00e9ptil) e com boca em forma de bico (ave).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este organismo parece ser um representante da linha evolutiva primitiva dos mam\u00edferos. Note-se, no entanto, que este fato n\u00e3o \u00e9 completamente verdadeiro pois o ornitorrinco \u00e9 uma linha evolutiva atual, com sucesso, n\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie de ?beco sem sa\u00edda? da evolu\u00e7\u00e3o, tem tantos anos de evolu\u00e7\u00e3o como os seres humanos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outros dois casos t\u00edpicos da dificuldade em classificar foram duas esp\u00e9cies de peixes, o perioftalmo e o dipn\u00f3ico. O primeiro vive nos mangais de \u00c1frica, onde, devido aos seus olhos e sistema respirat\u00f3rio adaptados ao ar, durante a mar\u00e9 baixa ?corre? velozmente apoiado sobre barbatanas transformadas em ?muletas?. O segundo, vive nas \u00e1guas doces de \u00c1frica, Austr\u00e1lia e Am\u00e9rica do Sul, onde tanto pode respirar pelas guelras (como um peixe), como pela bexiga natat\u00f3ria, que funciona como um pulm\u00e3o (como um anf\u00edbio).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este conjunto de argumentos parece provar indiscutivelmente que a evolu\u00e7\u00e3o existe, mesmo os atuais criacionistas aceitam este fato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No entanto, a pergunta permanece: Quais os mecanismos da evolu\u00e7\u00e3o ?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Neodarwinismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O principal problema, ou ponto fraco, da teoria de Darwin era a origem e a transmiss\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es que se verificam entre os indiv\u00edduos de uma mesma esp\u00e9cie.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas em 1930 e 1940 os investigadores combinaram as ideias de Darwin com os dados, entretanto surgidos, de gen\u00e9tica, etologia e outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado foi o surgimento de uma teoria denominada teoria sint\u00e9tica da evolu\u00e7\u00e3o ou Neodarwinismo, que combina as causas da variabilidade com a sele\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fatores de variabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estudos gen\u00e9ticos demonstraram que os fen\u00f3tipos dos indiv\u00edduos resultam da a\u00e7\u00e3o do meio sobre os respectivos gen\u00f3tipos. Um gen\u00f3tipo \u00e9, potencialmente, capaz de originar uma multiplicidade de fen\u00f3tipos, os quais se podem concretizar, se o ambiente necess\u00e1rio para as suas potencialidades se manifestarem existir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Existem dois tipos de varia\u00e7\u00e3o fenot\u00edpica:<\/strong>\u00a0varia\u00e7\u00f5es n\u00e3o heredit\u00e1rias ou flutua\u00e7\u00f5es, devidas \u00e1 influ\u00eancia do meio sobre o gen\u00f3tipo, e as varia\u00e7\u00f5es heredit\u00e1rias resultantes da express\u00e3o fenot\u00edpica de diferentes gen\u00f3tipos. Estas \u00faltimas s\u00e3o as \u00fanicas com interesse evolutivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Weissman considerou nos indiv\u00edduos a exist\u00eancia de duas linhas celulares independentes, que designou o soma e o g\u00e9rmen. O g\u00e9rmen, formado pelas c\u00e9lulas sexuais, era considerado imortal pois era transmiss\u00edvel. Deste modo, apenas as altera\u00e7\u00f5es que envolvam as c\u00e9lulas sexuais s\u00e3o heredit\u00e1rias e t\u00eam influ\u00eancia evolutiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o sexuada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 certo que \u00e9 pela reprodu\u00e7\u00e3o que s\u00e3o transmitidos os caracteres das esp\u00e9cies de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. No entanto, se a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada tende a manter as caracter\u00edsticas, a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada tende a aumentar a variabilidade dessas popula\u00e7\u00f5es e das esp\u00e9cies.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>De que modo isso acontece ?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Meiose, processo de produ\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas hapl\u00f3ides ? g\u00e2metas -, apresenta alguns aspectos particulares que favorecem o aumento da variabilidade nos descendentes, nomeadamente:<\/strong><br><blockquote><strong>Separa\u00e7\u00e3o ao acaso dos hom\u00f3logos ?\u00a0<\/strong>cada ser dipl\u00f3ide apresenta pares de cromossomas hom\u00f3logos, metade de origem paterna e metade de origem materna.<\/blockquote><br>Durante a meiose (processo fundamental para a forma\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas sexuais, devido \u00e1 redu\u00e7\u00e3o cromoss\u00f3mica) d\u00e1-se a recombina\u00e7\u00e3o g\u00eanica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As c\u00e9lulas hapl\u00f3ides resultantes do processo apresentam os cromossomas resultantes da separa\u00e7\u00e3o ao acaso dos hom\u00f3logos. Considerando uma c\u00e9lula com apenas 4 cromossomas (2 pares), as c\u00e9lulas-filhas podem ficar uma de quatro combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de dois cromossomas. Este fato resulta de o n\u00famero de combina\u00e7\u00f5es ser 2n, em que n \u00e9 o n\u00famero de pares de cromossomas (no caso humano ser\u00e1 223 = 8388608 possibilidades);<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Crossing-over<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sobrecruzamento dos cromossomas durante a meiose I pode fazer aumentar a variabilidade gen\u00e9tica dos g\u00e2metas. O cross-over permite a recombina\u00e7\u00e3o de genes localizados em cromossomas hom\u00f3logos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado que cada cromossoma cont\u00e9m milhares de pares de bases e que o cross-over pode ocorrer entre qualquer delas, as combina\u00e7\u00f5es s\u00e3o incalcul\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fecunda\u00e7\u00e3o, o fen\u00f4meno que permite transmitir ao novo indiv\u00edduo a constitui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica dos dois g\u00e2metas. A uni\u00e3o de dois dos g\u00e2metas, entre milhares deles formados ou poss\u00edveis, faz com que a constitui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica de um novo indiv\u00edduo seja totalmente imprevis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Resumindo, a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada pode contribuir para a variabilidade das popula\u00e7\u00f5es por tr\u00eas vias:<\/strong>\u00a0distribui\u00e7\u00e3o ao acaso dos cromossomas hom\u00f3logos, sobrecruzamento e uni\u00e3o ao acaso dos g\u00e2metas formados. No entanto, a reprodu\u00e7\u00e3o sexuada n\u00e3o cria nada de novo, apenas rearranja o que j\u00e1 existe nos progenitores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Muta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O mesmo n\u00e3o se pode dizer das:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As muta\u00e7\u00f5es, g\u00eanicas e cromoss\u00f3micas, alteram, respectivamente, a sequ\u00eancia nucleot\u00eddica (estrutura) e o arranjo dos genes ao longo do cromossoma. As muta\u00e7\u00f5es g\u00eanicas podem ser dele\u00e7\u00f5es (perda de um ou mais nucle\u00f3tidos), duplica\u00e7\u00f5es (acrescento de um ou mais nucle\u00f3tidos) ou invers\u00f5es (troca de posi\u00e7\u00e3o entre nucle\u00f3tidos).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As altera\u00e7\u00f5es no n\u00famero de cromossomas s\u00e3o geralmente devidas \u00e1 n\u00e3o disjun\u00e7\u00e3o na meiose, por altura da separa\u00e7\u00e3o os hom\u00f3logos, levando \u00e1 falta ou ao excesso de cromossomas de um dado par nos g\u00e2metas produzidos. De um modo ou de outro, a mensagem \u00e9 alterada, refletindo-se na sequ\u00eancia de amino\u00e1cidos das prote\u00ednas sintetizadas, nas suas propriedades e, finalmente, nas caracter\u00edsticas evidenciadas pelos organismos. Por esta ordem de ideias, as muta\u00e7\u00f5es eliminam certos genes e originam outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das muta\u00e7\u00f5es produz altera\u00e7\u00f5es t\u00e3o profundas que os indiv\u00edduos delas portadores n\u00e3o s\u00e3o vi\u00e1veis mas existem casos em que a muta\u00e7\u00e3o pode ser favor\u00e1vel, conduzindo \u00e1 sua fixa\u00e7\u00e3o. Deste modo, as muta\u00e7\u00f5es podem ser um importante fator de variabilidade e cria\u00e7\u00e3o de novas esp\u00e9cies. \u00c9 o caso das chamadas muta\u00e7\u00f5es tandem, duplica\u00e7\u00f5es de genes inteiros, que permitem a liberta\u00e7\u00e3o de um dos genes duplicados para a evolu\u00e7\u00e3o para outra fun\u00e7\u00e3o, sem impedir o desenrolar da fun\u00e7\u00e3o. Saliente-se, por \u00faltimo, que as muta\u00e7\u00f5es, tal como qualquer caracter\u00edstica, tamb\u00e9m apresentam um valor relativo e temporal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um bom exemplo do efeito de uma pequena muta\u00e7\u00e3o nas caracter\u00edsticas evidenciadas pelo indiv\u00edduo \u00e9 o caso da hemoglobina S, a qual se forma por uma troca de um nucle\u00f3tido na posi\u00e7\u00e3o 6 da cadeia b da mol\u00e9cula:<\/strong><br><blockquote><strong>DNA ? C A T? ?C T T?<br>RNA ? G U A em vez de G A A<br>amino\u00e1cido Val Glu<\/strong><\/blockquote><br><strong>ou seja:\u00a0<\/strong>hemoglobina S em vez de hemoglobina normal<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta muta\u00e7\u00e3o provoca a doen\u00e7a anemia falciforme pois a hemoglobina mutante precipita nos gl\u00f3bulos vermelhos, deformando-os. Este fato faz com que os gl\u00f3bulos vermelhos, vistos ao M.O.C. apresentem um aspecto de foice.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hemoglobina mutante n\u00e3o \u00e9 eficiente no transporte de O2, logo os indiv\u00edduos portadores deste gene modificado apresentam uma menor capacidade respirat\u00f3ria, morrendo jovens em casos de homozigotia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta situa\u00e7\u00e3o potencialmente incapacitante \u00e9, no entanto, mantida em certas popula\u00e7\u00f5es africanas particularmente sujeitas \u00e1 mal\u00e1ria, pois os gl\u00f3bulos vermelhos falciformes n\u00e3o permitem a infec\u00e7\u00e3o pelo parasita causador da mal\u00e1ria. Deste modo os indiv\u00edduos heterozig\u00f3ticos para a anemia falciforme s\u00e3o seleccionados, pois a sua incapacidade respirat\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 dram\u00e1tica e s\u00e3o menos sujeitos \u00e1 morte por mal\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este exemplo apenas refor\u00e7a a ideia de que \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o o indiv\u00edduo a unidade de evolu\u00e7\u00e3o pois estes n\u00e3o s\u00e3o heterozig\u00f3ticos por op\u00e7\u00e3o, atendendo \u00e1s vantagens fisiol\u00f3gicas que tal fato lhes permite em termos de adapta\u00e7\u00e3o ao meio, tal como n\u00e3o podem escolher se os seus descendentes o podem ser.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No que se refere \u00e1 sua constitui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, cada popula\u00e7\u00e3o \u00e9 como um sistema aberto, em que existe um cont\u00ednuo fluxo de genes:<\/strong>\u00a0negativo pela morte e positivo pela reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sele\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Outros importantes fatores de variabilidade s\u00e3o:<\/strong><br><blockquote><strong>Sele\u00e7\u00e3o natural:\u00a0<\/strong>A recombina\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e a muta\u00e7\u00e3o, referidas anteriormente, originam a variabilidade e a sele\u00e7\u00e3o natural ?escolhe? entre os indiv\u00edduos portadores dessa variabilidade os que ir\u00e3o sobreviver, exercendo a sua a\u00e7\u00e3o continuamente, favorecendo os melhor adaptados. Conclui-se da\u00ed que a sele\u00e7\u00e3o natural diminui a variabilidade.<strong><br>Isolamento:\u00a0<\/strong>Tamb\u00e9m diminui a variabilidade pois preserva e diferencia a popula\u00e7\u00e3o isolada em rela\u00e7\u00e3o \u00e1s suas parentes mais diretas.<\/blockquote><br><strong>Teoria sint\u00e9tica da evolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Considerando todas estas contribui\u00e7\u00f5es, bem como a interven\u00e7\u00e3o direta de cientistas como Huxley, Dobzhansky e Simpson, a teoria sint\u00e9tica da evolu\u00e7\u00e3o, ou Neodarwinismo, pode ser resumida da seguinte forma:<\/strong><br><blockquote>Nas c\u00e9lulas, s\u00e3o os cromossomas que transportam os genes respons\u00e1veis pelo desenvolvimento dos caracteres de um indiv\u00edduo<br>Os g\u00e2metas, formados por meiose, transportam metade da constitui\u00e7\u00e3o cromoss\u00f3mica da esp\u00e9cie, devido \u00e1 separa\u00e7\u00e3o dos hom\u00f3logos<br>Durante a meiose pode ocorrer cross-over, formando novas combina\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas<br>Muta\u00e7\u00f5es aumentam a variabilidade<br>Ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o refaz-se o n\u00famero diploide da esp\u00e9cie, resultando uma descend\u00eancia com diferentes possibilidades de combina\u00e7\u00f5es<br>O potencial reprodutor das esp\u00e9cies \u00e9 enorme, logo \u00e9 sobre a variedade de descendentes que a sele\u00e7\u00e3o vai atuar, pois o meio n\u00e3o os pode manter a todos<br>Indiv\u00edduos melhor adaptados a um dado meio t\u00eam maior probabilidade de atingir a idade adulta ? ser mais apto<br>Seres melhor adaptados reproduzem-se mais e transmitem os seus genes \u00e0 gera\u00e7\u00e3o seguinte ? reprodu\u00e7\u00e3o diferencial<br>A popula\u00e7\u00e3o, formada agora por um novo conjunto gen\u00e9tico (alguns genes surgiram e outros foram eliminados), pode, por isolamento, preserv\u00e1-lo e evoluir.<\/blockquote><br><strong>Cr\u00edticas as teorias darwinistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As maiores cr\u00edticas \u00e0s teorias darwinistas est\u00e3o relacionadas com a dificuldade em explicar o surgimento de estruturas complexas, que dificilmente teriam origem em apenas um acontecimento, por a\u00e7\u00e3o da sele\u00e7\u00e3o natural, como o olho, o c\u00e9rebro, etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um exemplo dessa dificuldade est\u00e1 na explica\u00e7\u00e3o da origem das asas dos insetos. As asas dos insetos s\u00e3o expans\u00f5es do tegumento dorsal, n\u00e3o resultando de membros modificados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dada a complexidade da estrutura atual, \u00e9 razo\u00e1vel considerar que inicialmente teriam surgido pequenas sali\u00eancias dorsais no corpo dos indiv\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Porque teriam sido selecionadas ?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Experi\u00eancias demonstraram que as proto-asas trariam mais dificuldades que vantagens, pois n\u00e3o permitiam que o indiv\u00edduo planasse de modo controlado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Considerar que a sele\u00e7\u00e3o natural sabia antecipadamente a vantagem que o indiv\u00edduo teria com as asas plenamente desenvolvidas \u00e9 t\u00e3o absurdo como considerar que estas teriam surgido por uma \u00fanica muta\u00e7\u00e3o, prontas a usar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Novas experi\u00eancias permitiram esclarecer, de algum modo, essa dificuldade pois revelaram que as proto-asas s\u00e3o excelentes termorreguladores, o que pode justificar a sua sele\u00e7\u00e3o. Atualmente as asas dos insetos desempenham essas duas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os principais cr\u00edticos \u00e1s teorias darwinistas consideram que estas n\u00e3o permitem explicar a macroevolu\u00e7\u00e3o (diversifica\u00e7\u00e3o dos grandes grupos), apenas explicando a microevolu\u00e7\u00e3o (diversifica\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Deste modo, foram surgindo teorias alternativas, ainda n\u00e3o comprovadas, baseadas na teoria de Darwin mas com algumas altera\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Neolamarckismo:\u00a0<\/strong>O motor para a evolu\u00e7\u00e3o seria a interven\u00e7\u00e3o do meio sobre o gen\u00f3tipo, fazendo aparecer novos genes ou alelos. Este fato seria poss\u00edvel por a\u00e7\u00e3o de mutag\u00eanios, que aumentariam a taxa de muta\u00e7\u00e3o. No entanto, a principal dificuldade desta teoria \u00e9 o fato de um aumento do n\u00famero de muta\u00e7\u00f5es n\u00e3o conduzir a uma evolu\u00e7\u00e3o direccionada pois as muta\u00e7\u00f5es continuam a ser aleat\u00f3rias;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teoria Neutralista:\u00a0<\/strong>Esta teoria considera que o papel da sele\u00e7\u00e3o natural se reduz ao de eliminar as muta\u00e7\u00f5es negativas. Segundo esta teoria a maioria das muta\u00e7\u00f5es seria neutra do ponto de vista adaptativo, podendo fixar-se na popula\u00e7\u00e3o sem qualquer vantagem para os indiv\u00edduos delas portadores;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teoria do equil\u00edbrio pontuado:\u00a0<\/strong>Teoria do equil\u00edbrio pontuado ? segundo esta teoria, a evolu\u00e7\u00e3o decorreria em curtos per\u00edodos de altera\u00e7\u00f5es bruscas e radicais, em que se formariam numerosas esp\u00e9cies (a maioria das quais acabaria por se extinguir), intervalados por longos per\u00edodos de calma e de evolu\u00e7\u00e3o muito lenta das esp\u00e9cies sobreviventes. As esp\u00e9cies novas seriam formadas por pequenas popula\u00e7\u00f5es marginais da esp\u00e9cie-m\u00e3e, onde as muta\u00e7\u00f5es se espalhariam rapidamente. Neste caso, a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie n\u00e3o se deve exclusivamente \u00e0 ?sobreviv\u00eancia do mais apto? mas tamb\u00e9m um pouco ao acaso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pr\u00e9-c\u00e2mbrico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este per\u00edodo prolongou-se desde a forma\u00e7\u00e3o do planeta, h\u00e1 4600 milh\u00f5es de anos, at\u00e9 544 milh\u00f5es de anos tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a maioria das formas de vida atuais a atmosfera, nessa altura, seria letal devido \u00e0s elevadas concentra\u00e7\u00f5es de am\u00f3nia e metano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rochas e placas continentais apenas se formaram h\u00e1 4.000 milh\u00f5es de anos, quando a crosta terrestre arrefeceu. As primeiras formas de vida caracterizam-se por seres unicelulares adaptados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais extremas que o oceano proporcionava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Oceano Primitivo foram surgindo mol\u00e9culas cada vez mais complexas com estruturas especializadas em crescimento e multiplica\u00e7\u00e3o, que constitu\u00edram as primeiras c\u00e9lulas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As primeiras c\u00e9lulas eucari\u00f3ticas conquistaram o seu lugar na Terra ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o de uma atmosfera rica em oxig\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>De onde surgiu o oxig\u00eanio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As cianobact\u00e9rias, que produzem oxig\u00eanio como produto secund\u00e1rio da fotoss\u00edntese, surgiram h\u00e1 cerca de 3500 milh\u00f5es de anos e expandiram-se durante o Pr\u00e9-C\u00e2mbrico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A sua atividade fotossint\u00e9tica foi respons\u00e1vel pelo aumento do oxig\u00eanio atmosf\u00e9rico. De in\u00edcio o oxig\u00eanio era letal para muito organismos, e a passagem para o metabolismo aer\u00f3bio foi extremamente lenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Explos\u00e3o de vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma explos\u00e3o de vida caracteriza o in\u00edcio da Era Paleozoica, tendo surgido v\u00e1rios grupos biol\u00f3gicos distintos, todos marinhos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O C\u00e2mbrico \u00e9 um per\u00edodo importante na hist\u00f3ria da vida na Terra, dado que num intervalo de 40 milh\u00f5es de anos surgiram todos os principais grupos de animais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Medusas:\u00a0<\/strong>Os primeiros animais pluricelulares de corpo mole, como as medusas, s\u00f3 surgiram h\u00e1 cerca de 540 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Durante 3000 milh\u00f5es de anos a vida foi apenas marinha e microsc\u00f3pica!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exosqueleto:\u00a0<\/strong>O aumento do n\u00edvel de teor de oxig\u00eanio na atmosfera, associado \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o de determinadas subst\u00e2ncias, com por exemplo o c\u00e1lcio e a s\u00edlica, promoveram processos metab\u00f3licos essenciais \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da carapa\u00e7a em alguns organismos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Idade dos peixes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os primeiros vertebrados surgiram durante o C\u00e2mbrico e, no per\u00edodo seguinte, evolu\u00edram os peixes primitivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro registo f\u00f3ssil de vertebrados \u00e9 de um peixe sem mand\u00edbulas, ancestral das lampreias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o Dev\u00f3nico proliferaram muitas esp\u00e9cies de peixes nos oceanos, motivo pelo qual este per\u00edodo \u00e9 conhecido por \u201cIdade dos Peixes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Celacanto:\u00a0<\/strong>O grupo primitivo de peixes, ao qual pertence o celacanto (Latimeria chalumnae), evoluiu at\u00e9 \u00e0s primeiras esp\u00e9cies com capacidade de respirar fora de \u00e1gua \u2013 os anf\u00edbios. Este grupo, que surgiu h\u00e1 350 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, \u00e9 considerado o ancestral dos vertebrados terrestres. Os r\u00e9pteis surgiram apenas e quando apareceu o ovo com uma casca protetora que evita a perda de \u00e1gua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>L\u00e1grimas salgadas:\u00a0<\/strong>Os mam\u00edferos surgiram mais tarde, na Era Mesoz\u00f3ica. Estes guardam ainda reminisc\u00eancias da \u00e1gua do mar. Existe uma grande semelhan\u00e7a na salinidade entre as l\u00e1grimas humanas e a \u00e1gua do oceano, dessa altura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Extin\u00e7\u00e3o em massa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No final do Cret\u00e1cico (h\u00e1 65 milh\u00f5es de anos) os dinossauros e a maior parte dos animais terrestres desapareceram. Uma teoria atribui esta extin\u00e7\u00e3o em massa ao impacto de um aster\u00f3ide, com 6 a 15 Km de di\u00e2metro, na superf\u00edcie terrestre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O embate levantou uma nuvem de poeira que cobriu totalmente a atmosfera. A Terra ficou privada de luz solar durante v\u00e1rios meses, o que conduziu a um significativo abaixamento da temperatura global.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desapareceram 80 a 90% das esp\u00e9cies marinhas e 85% das esp\u00e9cies terrestres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nascimento de um novo mundo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No in\u00edcio da Era Cenoz\u00f3ica, e devido ao desaparecimento dos dinossauros, os mam\u00edferos adaptaram-se a v\u00e1rios ambientes. Alguns como as baleias, golfinhos, focas e mais recentemente a lontra-marinha, regressaram ao mar, enquanto outros, como os morcegos, adaptaram-se ao voo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta altura os continentes j\u00e1 se encontravam na posi\u00e7\u00e3o aproximada \u00e0 atual, as cadeias montanhosas emergiam e, plantas e animais apresentavam j\u00e1 um aspecto familiar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistem\u00e1tica dos organismos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O n\u00famero de organismos recenseados \u00e9 enorme, ultrapassando em muito 1 milh\u00e3o. A principal caracter\u00edstica dos seres vivos \u00e9 a sua diversidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para serem classificados os animais e plantas s\u00e3o agrupados consoante afinidades e diferen\u00e7as estruturais e tamb\u00e9m pela sua hist\u00f3ria evolutiva. \u00c9 a denominada \u201cclassifica\u00e7\u00e3o filogen\u00e9tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesta classifica\u00e7\u00e3o, os grupos mais primitivos ficam na base, sendo seguidos pelos mais avan\u00e7ados do ponto de vista evolutivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Deste modo os animais mais recentes e evolu\u00eddos est\u00e3o no topo da classifica\u00e7\u00e3o. Para agrupar os diferentes seres vivos, os taxonomistas utilizam v\u00e1rios crit\u00e9rios como as semelhan\u00e7as morfol\u00f3gicas, anat\u00f3micas, fisiol\u00f3gicas, assim como gen\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O atual sistema de classifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 formado por diferentes grupos hier\u00e1rquicos. A categoria mais baixa \u00e9 a\u00a0<strong>esp\u00e9cie<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esp\u00e9cies semelhantes agrupam-se em\u00a0<strong>g\u00eaneros<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">G\u00eaneros semelhantes formam\u00a0<strong>fam\u00edlias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As fam\u00edlias agrupam-se em\u00a0<strong>ordens<\/strong>\u00a0e estas em\u00a0<strong>classes<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os\u00a0<strong>filos<\/strong>\u00a0s\u00e3o formados por classes semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A categoria que engloba maior n\u00fameros de esp\u00e9cies \u00e9 o\u00a0<strong>reino<\/strong>\u00a0que \u00e9 constitu\u00eddo por filos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Taxonomia da Lontra-marinha<\/strong><br><blockquote><strong>Reino<\/strong>: Animmalia \u2013 \u00e9 um animal<br><strong>Filo<\/strong>: Chordata \u2013 tem corda dorsal<br><strong>Classe<\/strong>: Mammalia \u2013 \u00e9 um mam\u00edfero<br><strong>Ordem<\/strong>: Carnivora \u2013 tem dentes adaptados ao rasgar da carne<br><strong>Fam\u00edlia<\/strong>: Mustelidae \u2013 pertence ao grupo de animais que possuem gl\u00e2ndulas anais<br><strong>G\u00eanero<\/strong>: Enhydra -palavra latinizada que deriva do Grego; significa \u201cna \u00e1gua\u201d<br><strong>Esp\u00e9cie<\/strong>: Enhydra lutris \u2013 lutris deriva da palavra latina que significa \u201clontra\u201d<\/blockquote><br><strong>Sistema de Nomenclatura Binomial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carolus Linnaeus (1707-78), naturalista Sueco, desenvolveu um sistema de classifica\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o dos seres vivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A unidade b\u00e1sica de classifica\u00e7\u00e3o dos organismos vivos utilizada por Linnaeus foi a esp\u00e9cie. A cada esp\u00e9cie s\u00e3o atribu\u00eddos dois nomes latinizados, o nome gen\u00e9rico e o ep\u00edteto espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O primeiro tem origem na mitologia, literatura ou outras fontes que se refiram a algo que o organismo se assemelhe. O ep\u00edteto espec\u00edfico \u00e9 um adjetivo que se refere a um local, a uma caracter\u00edstica ou particularidade do organismo, ou \u00e0 pessoa que o descobriu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nomenclatura binomial veio substituir as longas frases descritivas que eram usadas em sistemas de classifica\u00e7\u00e3o anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fonte:<\/strong>\u00a0curlygirl.no.sapo.pt\/www.oceanario.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evolu\u00e7\u00e3o dos Organismos &#8211; O que \u00e9 Aparentemente a diversidade \u00e9 a regra no mundo biol\u00f3gico, sendo, at\u00e9 ao final do s\u00e9culo XIX, considerada a sua caracter\u00edstica principal. Os bi\u00f3logos calculam que existam, atualmente, entre 30 a 50 milh\u00f5es de esp\u00e9cies, das quais apenas 2 milh\u00f5es foram descritas e denominadas. 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