{"id":25117,"date":"2015-11-23T00:00:00","date_gmt":"2015-11-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/conceito-de-especie-4\/"},"modified":"2026-09-01T17:43:34","modified_gmt":"2026-09-01T17:43:34","slug":"conceito-de-especie-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/conceito-de-especie-4\/","title":{"rendered":"Conceito de Esp\u00e9cie"},"content":{"rendered":"\n<strong>Conceito de Esp\u00e9cie &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nO\u00a0<strong>conceito de esp\u00e9cie<\/strong>\u00a0tem vindo a evoluir, desde o s\u00e9c. XVII, na qual a\u00a0<strong>esp\u00e9cie<\/strong>\u00a0era considerada como sendo um conjunto de indiv\u00edduos id\u00eanticos entre si e que d\u00e3o origem, atrav\u00e9s da reprodu\u00e7\u00e3o, a novos indiv\u00edduos semelhantes a eles pr\u00f3prios., e no s\u00e9cu XVIII, s\u00e9culo de Lineu, para quem uma esp\u00e9cie se trata de um conjunto de indiv\u00edduos que possui caracter\u00edsticas mofol\u00f3gicas id\u00eanticas.\n\nNo entanto, o conceito de Lineu apresenta v\u00e1rias limita\u00e7\u00f5es, na medida em que esp\u00e9cies diferentes podem apresentar-se semelhantes, e indiv\u00edduos da mesma esp\u00e9cies podem apresentar-se diferentes \u2013 polimorfismo.\n\n\u00c9 de salientar a import\u00e2ncia da metamorfose, que faz com que indiv\u00edduos que possuam ceratas caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas numa fase da vida n\u00e3o as apresentem noutra.\n\nNo s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s o surgir das ideias evolucionistas, \u00e9 sugerido um novo conceito de esp\u00e9cie por Mayr, onde j\u00e1 s\u00e3o inclu\u00eddos conceitos de gen\u00e9tica.\n\nA\u00a0<strong>esp\u00e9cie<\/strong>\u00a0seria ent\u00e3o uma popula\u00e7\u00e3o ou grupo de popula\u00e7\u00f5es naturais cujos indiv\u00edduos t\u00eam capacidade de se cruzar entre si, originando descendentes f\u00e9rteis e estando isolados reprodutivamente de outros grupos da Natureza. No entanto, para fazer frente a este conceito, comprovou-se que na Natureza, em certos casos, indiv\u00edduos de esp\u00e9cies diferentes se cruzam dando origem a descendentes est\u00e9reis. Assim, tamb\u00e9m o conceito de Mayr n\u00e3o estava totalmente correcto pois, al\u00e9m de ser inadequado para esp\u00e9cies extintas, ou aquelas presentes no f\u00f3sseis, n\u00e3o pode ser aplicada a indiv\u00edduos que se reproduzam assexuadamente, nem a popula\u00e7\u00f5es isoladas ou fora do seu ambiente natural.\n\nHoje em dia os\u00a0<strong>conceitos de esp\u00e9cies<\/strong>\u00a0j\u00e1 envolvem crit\u00e9rios bioqu\u00edmicos e comportamentais.\n\nPode assim concluir-se que n\u00e3o existe um \u00fanico conceito de esp\u00e9cie, visto ser um conceito multidimensiona, pois varia conforme os organismos considerados. No entanto, para os indiv\u00edduos que se reproduzam sexuadamente utiliza-se o conceito biol\u00f3gico segundo o qual esp\u00e9cie trata-se de um conjunto de uma ou mais popula\u00e7\u00f5es que partilham o mesmo fundo gen\u00e9tico e se podem cruzar em condi\u00e7\u00f5es naturais, produzindo descendents f\u00e9rteis, e estando isolados reprodutivamente dos indiv\u00edduos de outras esp\u00e9cies.\n\nPara que haja o aparecimento de novas esp\u00e9cies \u00e9 necess\u00e1rio que haja isolamento reprodutivo entre popula\u00e7\u00f5es.\n\n<strong>Conceitos de esp\u00e9cie e a defini\u00e7\u00e3o de \u201cEsp\u00e9cies\u201d<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-155110 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Concei1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"147\" \/><strong>Conceito de Esp\u00e9cie<\/strong><\/p>\nAs\u00a0<strong>esp\u00e9cies<\/strong>\u00a0s\u00e3o frequentemente definidas como um grupo de indiv\u00edduos com caracter\u00edsticas semelhantes, onde podem cruzar para produzir descendentes f\u00e9rteis.\n\n<strong>1) conceito biol\u00f3gico de esp\u00e9cie:\u00a0<\/strong>Esp\u00e9cies s\u00e3o grupos de efetiva ou potencialmente cruzamento popula\u00e7\u00f5es naturais, que s\u00e3o reprodutivamente isolados de outros grupos (Mayr, 1940).\n<blockquote><strong>Conceito esp\u00e9cie biol\u00f3gica:<\/strong>\u00a0Uma esp\u00e9cie \u00e9 uma comunidade de reprodu\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es (reprodutivamente isolados de outros) que ocupa um nicho espec\u00edfico em natureza (Mayr, 1982).<strong>\nConceito biol\u00f3gico de esp\u00e9cie:<\/strong>\u00a0Esp\u00e9cies s\u00e3o os membros, no total, de um grupo de popula\u00e7\u00f5es que se reproduzem ou potencialmente cruzam uns com os outros em condi\u00e7\u00f5es naturais (Futuyma, 1986).<\/blockquote>\n<strong>2) conceito de esp\u00e9cie clad\u00edstica:<\/strong>\u00a0A esp\u00e9cie \u00e9 um conjunto de organismos (uma linhagem evolutiva) entre dois pontos de ramifica\u00e7\u00e3o ou entre um ponto de ramifica\u00e7\u00e3o e um evento de extin\u00e7\u00e3o ou uma popula\u00e7\u00e3o moderna (Ridley, 1993).\n\n<strong>3) conceito de esp\u00e9cie de Coes\u00e3o:\u00a0<\/strong>A esp\u00e9cie \u00e9 o grupo mais abrangente de organismos que t\u00eam o potencial para a permutabilidade gen\u00e9tico e\/ou demogr\u00e1fica. (Templeton, 1989)\n\n<strong>4) conceito de esp\u00e9cie Competi\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0Esp\u00e9cies s\u00e3o as unidades mais amplas na economia natural, que a concorr\u00eancia reprodutiva ocorre entre suas partes (Ghiselin, 1974).\n\n<strong>5) conceito de esp\u00e9cie Ecol\u00f3gica:<\/strong>\u00a0A esp\u00e9cie \u00e9 um conjunto de organismos explorando (ou adaptado a) um \u00fanico nicho (Ridley, 1993).\n\n<strong>Conceito esp\u00e9cies ecol\u00f3gico:<\/strong>\u00a0<strong>Uma esp\u00e9cie \u00e9:<\/strong>\n<blockquote><strong>1)<\/strong>\u00a0uma linhagem que ocupa uma zona de adapta\u00e7\u00e3o minimamente diferente da de qualquer outra linhagem da sua gama, e que se desenvolve a partir de todas as linhagens em separado fora do seu alcance, ou\n<strong>2)<\/strong>\u00a0um grupo estreitamente relacionado de linhagens que ocupam uma zona adaptativa minimamente diferente da de qualquer outra linhagem na sua gama e que evoluem separadamente das outras linhagens fora do seu alcance (tradu\u00e7\u00e3o de Van Valen, 1975).<\/blockquote>\n<strong>Conceito esp\u00e9cies ecol\u00f3gico:<\/strong>\u00a0Uma esp\u00e9cie \u00e9 uma linhagem ou um conjunto estreitamente relacionado de linhagens, o que ocupa uma zona de adapta\u00e7\u00e3o minimamente diferente da de qualquer outra linhagem da sua gama e que se desenvolve a partir de todas as linhagens em separado fora do seu alcance (Van Valen, 1976).\n\n<strong>6) conceito de esp\u00e9cie Evolutiva:<\/strong>\u00a0Uma esp\u00e9cie \u00e9 uma linhagem (uma seq\u00fc\u00eancia ancestral-descendente de popula\u00e7\u00f5es) evoluindo separadamente dos outros e com os seus pr\u00f3prios pap\u00e9is evolutivos unit\u00e1rios e tend\u00eancias (Simpson, 1961).\n\n<strong>Conceito de esp\u00e9cie Evolutiva:<\/strong>\u00a0Uma esp\u00e9cie \u00e9 uma linhagem \u00fanica de popula\u00e7\u00f5es ancestrais-descendentes que mant\u00eam a sua identidade a partir de outros tais linhagens e que tem o seu pr\u00f3prio tend\u00eancias evolutivas e destino hist\u00f3rico (Wiley, 1981).\n\n<strong>Conceito de esp\u00e9cie Evolutiva:<\/strong>\u00a0A esp\u00e9cie \u00e9 uma popula\u00e7\u00e3o ou grupo de popula\u00e7\u00f5es que partilha um destino comum evolutivo ao longo do tempo (Templeton, 1989).\n\n<strong>7) conceito esp\u00e9cies Isolamento:<\/strong>\u00a0<strong>Esp\u00e9cie s\u00e3o sistemas de popula\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0a troca de genes entre estes sistemas \u00e9 limitado ou impedido por um mecanismo de isolamento reprodutivo ou talvez por uma combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios de tais mecanismos. (Como definido por Dobzhansky 1970; no Templeton, 1989)\n\n<strong>8) conceito esp\u00e9cies fen\u00e9tica:<\/strong>\u00a0Uma esp\u00e9cie \u00e9 um conjunto de organismos que se assemelham uns com os outros e distinto de outros conjuntos (Ridley, 1993).\n\n<strong>9) conceito de esp\u00e9cie filogen\u00e9tica:<\/strong>\u00a0A esp\u00e9cie \u00e9 o menor agrupamento diagnostic\u00e1vel de organismos individuais dentro do qual existe um padr\u00e3o familiar de ascend\u00eancia e descend\u00eancia (Cracraft 1983).\n\n<strong>Conceito de esp\u00e9cie filogen\u00e9tica:<\/strong>\u00a0A esp\u00e9cie \u00e9 um (basal) conjunto irredut\u00edvel de organismos, diagnosably distintas de outros tais grupos, e dentro do qual existe um padr\u00e3o familiar de ascend\u00eancia e descend\u00eancia (Cracraft 1989).\n\n<strong>10) conceito de esp\u00e9cie de Reconhecimento:<\/strong>\u00a0A esp\u00e9cie \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o mais abrangente de organismos biparentais individuais que compartilham um sistema de fertiliza\u00e7\u00e3o comum. (Como definido por Paterson, 1985; no Templeton, 1989).\n\n<strong>11) conceito de esp\u00e9cie Tipol\u00f3gico:<\/strong>\u00a0A esp\u00e9cie \u00e9 um grupo de organismos em conformidade com um plano morfol\u00f3gico comum, enfatizando as esp\u00e9cies como um conjunto essencialmente est\u00e1tica, n\u00e3o vari\u00e1vel. De acordo com este conceito a diversidade observada do universo reflecte a exist\u00eancia de um n\u00famero limitado de \u201cuniversais\u201d subjacentes ou tipos (eidos de Plato). Os indiv\u00edduos n\u00e3o est\u00e3o em qualquer rela\u00e7\u00e3o especial entre si, sendo meramente express\u00f5es do mesmo tipo. A varia\u00e7\u00e3o \u00e9 o resultado de manifesta\u00e7\u00f5es imperfeitas da ideia impl\u00edcita em cada uma das esp\u00e9cies (Mayr 1969,. Lincoln et al 1982).\n\n<strong>Termos Adicionais Associado com \u201cEsp\u00e9cies\u201d<\/strong>\n<blockquote><strong>Agamospecies:\u00a0<\/strong>Esp\u00e9cie de uniparentais (assexuadas) Organismos (Simpson, 1961).\n<strong>Morfoesp\u00e9cies:\u00a0<\/strong>estabelecido pela semelhan\u00e7a morfol\u00f3gica independentemente de outras considera\u00e7\u00f5es; ou \u201cesp\u00e9cies morfol\u00f3gicas\u201d (Simpson, 1961).\n<strong>Paleospecies:\u00a0<\/strong>esp\u00e9cies temporalmente sucessivos numa \u00fanica linhagem; uma esp\u00e9cie que est\u00e1 representada em mais de um horizonte de tempo geol\u00f3gico; aka \u201ccronoesp\u00e9cies\u201d, \u201cesp\u00e9cie de sucess\u00e3o\u201d ou \u201cesp\u00e9cies alocr\u00f4nico\u201d (Simpson, 1961; Wiley, 1981).<\/blockquote>\n<strong>Darwin j\u00e1 resumia a situa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>\u201cEu vejo o termo esp\u00e9cie como arbitrariamente designado por conveni\u00eancia para um conjunto de indiv\u00edduos semelhantes entre si, e ele n\u00e3o essencialmente difere do termo variedade que \u00e9 designado para formas menos distintas e mais flutuantes.\u201d (Darwin 1859)\n<p align=\"left\">Aparentemente, a \u00fanica propriedade exclusiva das esp\u00e9cies \u00e9 o bin\u00f4mio em latim. Assim, esp\u00e9cies s\u00e3o classes definidas por um conjunto de caracter\u00edsticas e representadas por um bin\u00f4mio em latim, v\u00e1lido conforme o c\u00f3digo de nomenclatura em vig\u00eancia (Rapini 2000).<\/p>\nSegundo essa defini\u00e7\u00e3o, a\u00a0<strong>Categoria Esp\u00e9cie<\/strong>\u00a0\u00e9 uma classe de classes, enquanto as esp\u00e9cies seriam classes de indiv\u00edduos. Essa distin\u00e7\u00e3o entre categoria e t\u00e1xon pode, classe de classes e classe de indiv\u00edduos, respectivamente, pode ser ampliada para toda classifica\u00e7\u00e3o. Essa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 mon\u00edstica, mas permite um conceito te\u00f3rico pluralista.\n\nO Conceito Taxon\u00f4mico de Esp\u00e9cie n\u00e3o soluciona o problema da esp\u00e9cie como unidade biol\u00f3gica, mas certamente alerta para o equ\u00edvoco que se comete ao tratar t\u00e1xons como unidades evolutivamente significativas.\n\nEssa propriedade das esp\u00e9cies \u00e9 muito bem apontada na frase: \u201c\u2026esp\u00e9cies s\u00e3o equivalentes apenas pela designa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o em virtude da natureza ou extens\u00e3o de suas diferencia\u00e7\u00f5es evolutivas.\u201d (Davis &amp; Heywood 1963).\n\n<strong>Conceito de Esp\u00e9cie &#8211; Biologia<\/strong>\n\n<strong>Esp\u00e9cie\u00a0<\/strong>\u00e9 a\u00a0<b>unidade b\u00e1sica<\/b>\u00a0da biologia.\n\nO esperado, portanto, seria um conceito objetivo como as medidas da f\u00edsica ou os elementos da qu\u00edmica.\n\nA natureza e a\u00a0<strong>defini\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cie<\/strong>, no entanto, continuam entre os assuntos mais discutidos e controversos da sistem\u00e1tica. Existem v\u00e1rios livros debatendo o tema e aparentemente n\u00e3o existe um consenso.\n\n<strong>Existem essencialmente cinco posi\u00e7\u00f5es sobre o Conceito de Esp\u00e9cie:<\/strong>\n<blockquote><strong>1)<\/strong>\u00a0 Todos os conceitos fazem parte de um \u00fanico conceito<strong>\n2)<\/strong>\u00a0Todos os conceitos s\u00e3o subsidi\u00e1rios ou varia\u00e7\u00f5es de um \u00fanico conceito<strong>\n3)\u00a0<\/strong>O conceito de esp\u00e9cie difere conforme o grupo em quest\u00e3o (pluralista)<strong>\n4)<\/strong>\u00a0Uma esp\u00e9cie deve preencher apenas alguns dos crit\u00e9rios de Esp\u00e9cie (polit\u00e9tica)<strong>\n5)<\/strong>\u00a0A maioria, no entanto, acha que controv\u00e9rsias te\u00f3ricas n\u00e3o interferem na pr\u00e1tica taxon\u00f4mica.<\/blockquote>\n<strong>Duas quest\u00f5es aparecem no \u00e2mago das discuss\u00f5es sobre conceito de esp\u00e9cie:<\/strong>\n\n<strong>1)<\/strong>\u00a0<strong>Esp\u00e9cies \u00e9 especial? Ou seja, existe alguma diferen\u00e7a entre esp\u00e9cies e t\u00e1xons caracterizados em outros n\u00edveis taxon\u00f4micos, como g\u00eanero, fam\u00edlia, etc.?<\/strong>\n\n<strong>Darwin, por exemplo, dizia que os limites eram arbitr\u00e1rios:<\/strong>\u00a0Eu vejo o termo esp\u00e9cie como arbitrariamente designado por conveni\u00eancia para um conjunto de indiv\u00edduos semelhantes entre si, e ele n\u00e3o essencialmente difere do termo variedade que \u00e9 designado para formas menos distintas e mais flutuantes. (Darwin 1859)\n\n<strong>Atualmente, no entanto, a maioria das pessoas acha que as esp\u00e9cie diferem sim dos t\u00e1xons classificados nas demais categorias taxon\u00f4micas:<\/strong>\u00a0N\u00f3s assumimos que esp\u00e9cies s\u00e3o entidades biol\u00f3gicas reais\u00e2&#8230;(Rieseberg &amp; Broulillet 1994).\n\n<strong>Ent\u00e3o vem a segunda quest\u00e3o:<\/strong>\n\n<strong>2) Esp\u00e9cies s\u00e3o entidades reais?<\/strong>\n\nInicialmente, \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer dois conceitos filos\u00f3ficos importantes. O conceito de Classes e o de Indiv\u00edduos; n\u00e3o confundir Classe com o n\u00edvel taxon\u00f4mico Classe, nem indiv\u00edduo com organismo.\n\nUma Classe \u00e9 um conceito atemporal; ela \u00e9 composta por membros e definida pelas caracter\u00edsticas compartilhadas por esses membros.\n\nA defini\u00e7\u00e3o de uma classe \u00e9 a sua inten\u00e7\u00e3o e seus membros s\u00e3o a extens\u00e3o dessa inten\u00e7\u00e3o. A classe \u00e9 portanto abstrata. Por exemplo, masculino. Os indiv\u00edduos, por outro lado, existem no tempo e no espa\u00e7o, s\u00e3o compostos por partes e recebem um nome por batismo. Um indiv\u00edduo \u00e9 real, n\u00e3o pode ser definido, mas sim caracterizado. Por exemplo, a UEFS \u00e9 um indiv\u00edduo, ela existe no tempo e no espa\u00e7o, tem um come\u00e7o e um fim; os funcion\u00e1rios fazem parte dela.\n\n\u00c9 preciso distinguir tamb\u00e9m esp\u00e9cie enquanto Categoria Taxon\u00f4mica (A Esp\u00e9cie) e esp\u00e9cie enquanto T\u00e1xon (uma esp\u00e9cie).\n\nCategoria Taxon\u00f4mica \u00e9 um dos n\u00edveis de classifica\u00e7\u00e3o lineana no qual reconhecemos os t\u00e1xons.\u00a0<i>Drosophila melanogaster<\/i>, por exemplo, \u00e9 uma esp\u00e9cie, t\u00e1xon tratado no n\u00edvel de Esp\u00e9cie.\n\nNingu\u00e9m discorda que a Esp\u00e9cie (Categoria Taxon\u00f4mica) \u00e9 uma classe. As controv\u00e9rsias se referem \u00e0s esp\u00e9cies.\n\n<strong>Seriam esses t\u00e1xons distintos dos demais? Seriam eles realidades ou abstra\u00e7\u00f5es?<\/strong>\n\nA defini\u00e7\u00e3o da categoria taxon\u00f4mica Esp\u00e9cie deve apresentar as propriedades comuns e exclusivas a todos os seus membros, ou seja, \u00e0 todas as esp\u00e9cies.\n\nVoltamos ent\u00e3o ao ponto nevr\u00e1lgico porque aparentemente, n\u00e3o existe uma propriedade comum a todas e quaisquer esp\u00e9cies. Esse impasse me surgiu alguns anos atr\u00e1s, quando eu conclui que esp\u00e9cies n\u00e3o existiam, pelo menos n\u00e3o da maneira que geralmente nos fazem acreditar. Foi ent\u00e3o que eu procurei explorar o tema.\n\nAtualmente eu defendo o Conceito Taxon\u00f4mico de Esp\u00e9cie, tamb\u00e9m conhecido como Conceito Nominalista de Esp\u00e9cie.\n\n<strong>Esse conceito \u00e9 freq\u00fcentemente confundido, o que me levou a propor uma defini\u00e7\u00e3o mais expl\u00edcita:<\/strong>\u00a0<b>esp\u00e9cies s\u00e3o classes definidas por um conjunto de caracter\u00edsticas e representadas por um bin\u00f4mio em latim v\u00e1lido conforme o c\u00f3digo de nomenclatura.\u00a0<\/b>Segundo essa defini\u00e7\u00e3o, portanto, as esp\u00e9cies s\u00e3o classes de indiv\u00edduos e a Esp\u00e9cie \u00e9 uma classe de classes cuja \u00fanica propriedade comum reside no nome.\n\n<strong>Fica mais claro entender ent\u00e3o a celebre frase de Davis &amp; Heywood (1963):<\/strong>\u00a0&#8230; \u00a6esp\u00e9cies s\u00e3o equivalentes apenas pela designa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o em virtude da natureza ou extens\u00e3o de suas diferencia\u00e7\u00f5es evolutivas.\n\n<strong>Essa conclus\u00e3o pode ser expandida para as demais categorias taxon\u00f4micas:<\/strong>\u00a0t\u00e1xons, independentes do n\u00edvel de inclus\u00e3o, s\u00e3o classes estabelecidas por conven\u00e7\u00e3o.\n\nPortanto, t\u00e1xons s\u00e3o unidades n\u00e3o compar\u00e1veis biologicamente. A defini\u00e7a\u00f5 do Conceito Taxon\u00f4mico de Esp\u00e9cie exp\u00f5e esse fato claramente, amenizando um problema ainda maior que a arbitrariedade biol\u00f3gica dos t\u00e1xons, que \u00e9 ignorar essa arbitrariedade.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0science.kennesaw.edu\/www.geocities.com\/www.uefs.br\/academic.oup.com\/www.uefs.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conceito de Esp\u00e9cie, Classifica\u00e7\u00e3o, Defini\u00e7\u00e3o, Taxon\u00f4mico, Biologia, Biol\u00f3gico, Caracter\u00edsticas, Evolu\u00e7\u00e3o, Grupos, O que \u00e9, Conceito de Esp\u00e9cie<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2179,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-25117","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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