{"id":24975,"date":"2015-11-18T00:00:00","date_gmt":"2015-11-18T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/anfibios-5\/"},"modified":"2015-11-18T00:00:00","modified_gmt":"2015-11-18T00:00:00","slug":"anfibios-5","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/anfibios-5\/","title":{"rendered":"Anf\u00edbios"},"content":{"rendered":"\n<strong>O que s\u00e3o anf\u00edbios?<\/strong>\n\nUm\u00a0<strong>anf\u00edbio<\/strong>\u00a0\u00e9 qualquer animal tetr\u00e1pode n\u00e3o amni\u00f3tico (sem ovos com casca), de sangue frio, que passa pelo menos parte de seu tempo em terra.\n\n<strong>Exemplos vivos incluem:<\/strong>\u00a0r\u00e3s, sapos, salamandras, salamandras e cec\u00edlias.\n\nExistem apenas cerca de 6.200 esp\u00e9cies vivas descritas pela ci\u00eancia, mas existem muitos anf\u00edbios extintos no registro f\u00f3ssil.\n\nOs\u00a0<strong>anf\u00edbios<\/strong>\u00a0s\u00e3o vertebrados (animais com coluna vertebral) que podem, quando adultos, viver tanto na \u00e1gua como na terra.\n\nDas tr\u00eas subclasses de\u00a0<strong>anf\u00edbios\u00a0<\/strong>(Labyrinthodonti, Lepospondyli, Lissamphibia), apenas uma, Lissamphibia, existe. Os anf\u00edbios t\u00eam muito menos sucesso hoje do que no passado geol\u00f3gico, tendo sido superados por r\u00e9pteis e mam\u00edferos.\n\nOs<strong>\u00a0anf\u00edbios<\/strong>\u00a0s\u00e3o animais que entram e saem da \u00e1gua. Sem escamas como os r\u00e9pteis, eles s\u00e3o mais propensos a secar e, portanto, a maioria das esp\u00e9cies requer mergulhos frequentes para permanecer \u00famidos.\n\nCom exce\u00e7\u00e3o de algumas esp\u00e9cies de r\u00e3s, esses animais dependem de po\u00e7as de \u00e1gua doce para colocar seus ovos. Esses ovos ficam na \u00e1gua, com alguns entrando em rela\u00e7\u00f5es simbi\u00f3ticas com algas unicelulares.\n\nDepois de alguns dias, esses ovos eclodem em girinos, a forma larval das r\u00e3s, que nadam pela \u00e1gua, comendo detritos. Por meio de um processo denominado metamorfose, esses girinos se transformam em sapos adultos.\n\nEsses animais est\u00e3o mais intimamente relacionados aos mam\u00edferos que ainda est\u00e3o em est\u00e1gio larval. Outros tetr\u00e1podes passam por seu est\u00e1gio larval no ovo ou \u00fatero e surgem como pequenas vers\u00f5es da forma adulta.\n\nIsso pode ser visto em algumas r\u00e3s tropicais, que colocam seus ovos no solo da floresta e eclodem em uma forma adulta em miniatura.\n\nO primeiro anf\u00edbio foi tamb\u00e9m o primeiro tetr\u00e1pode. Um animal que viveu h\u00e1 cerca de 365 milh\u00f5es de anos, o Acanthostega, costuma ser citado, embora houvesse v\u00e1rios tetr\u00e1podes primitivos que viveram na mesma \u00e9poca. O Acanthostega parecia uma salamandra, com oito d\u00edgitos em cada membro. Acredita-se que os membros inicialmente evolu\u00edram para atravessar p\u00e2ntanos sufocados por ra\u00edzes e, eventualmente, tornaram-se fortes o suficiente para serem usados em incurs\u00f5es em terra.\n\nPor cerca de 25 milh\u00f5es de anos, os anf\u00edbios foram os \u00fanicos tetr\u00e1podes e vertebrados terrestres, at\u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o dos amniotas (r\u00e9pteis) com animais como Casineria, que viveram 340 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.\n\n<strong>Classe Amphibia<\/strong>\n\n<strong>Classe Amphibia<\/strong>\u00a0refere-se a \u201cvida dupla\u201d, ou a vida na \u00e1gua e na terra.\n\nInclui as salamandras, r\u00e3s, sapos e cec\u00edlias.\n\nA maioria das pessoas est\u00e1 familiarizada com r\u00e3s, sapos, trit\u00f5es e salamandras, mas est\u00e3o menos familiarizados com cec\u00edlias, que superficialmente se assemelham a grandes minhocas.\n\nPouco se sabe sobre a maioria das cec\u00edlias como eles na sua maioria vivem escondidos no subsolo ou debaixo d\u2019\u00e1gua.\n\n<strong>Anf\u00edbios<\/strong>\u00a0evolu\u00edram como os primeiros animais terrestres de quatro ramifica\u00e7\u00f5es no per\u00edodo Devoniano (408-360 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s). As 4000 esp\u00e9cies modernas formam a menor classe de vertebrados que vivem.\n\nTodos os tipos de\u00a0<strong>anf\u00edbios<\/strong>\u00a0sofrer metamorfose \u2013 uma transforma\u00e7\u00e3o abrupta de larva a adulto. Este processo distingue a\u00a0<strong>classe Amphibia<\/strong>\u00a0de todas as outras classes de animais.\n\n<strong>Modernos anf\u00edbios (vivos ou existentes) pertencem \u00e0 subclasse Lissamphibia, que \u00e9 dividido em tr\u00eas ordens:<\/strong>\n<blockquote><strong>Ordem Anura:\u00a0<\/strong>r\u00e3s e sapos.<strong>\nOrdem Caudata:<\/strong>\u00a0Salamandras e trit\u00f5es.<strong>\nOrdem Gymnophiona:<\/strong>\u00a0Cec\u00edlias.<\/blockquote>\nA\u00a0<strong>Classe Amphibia\u00a0<\/strong>constitui um grupo de animais que apresentam uma ampla distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica ocupando quase todos os continentes com exce\u00e7\u00e3o da Ant\u00e1rtica. Fazem parte do grupo os populares sapos, r\u00e3s, pererecas, cec\u00edlias, salamandras, etc.\n\nS\u00e3o animais tetr\u00e1podos (dois pares de membros locomotores), no entanto secundariamente pode ocorrer a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de patas, existindo formas \u00e1podes (sem patas).\n\nComparando-se com seus ancestrais Osteichthyes apresentam uma not\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de ossos do cr\u00e2nio, como tamb\u00e9m no restante do esqueleto.\n\nO cr\u00e2nio articula-se com a coluna vertebral atrav\u00e9s de dois c\u00f4ndilos occipitais. A cauda pode ou n\u00e3o estar presente, na na sua aus\u00eancia ocorre nesta regi\u00e3o uma estrutura chamada ur\u00f3stilo.\n\nA pele dos\u00a0<strong>anf\u00edbios<\/strong>\u00a0atuais \u00e9 rica em gl\u00e2ndulas mucosas e venenosas. O muco umedece a pele, protegendo-a da desseca\u00e7\u00e3o e auxilia na respira\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea.\n\nAs gl\u00e2ndulas venenosas produzem alcal\u00f3ides de elevada toxicidade que atuam sobre o cora\u00e7\u00e3o, reduzem a respira\u00e7\u00e3o, ou atacam o sistema nervoso.\n\nO veneno de certas r\u00e3s \u00e9 usado por \u00edndios sul-americanos para envenenar suas flechas. Os anf\u00edbios atuais n\u00e3o possuem escamas verdadeiras, sua pele pode possuir as mais variadas colora\u00e7\u00f5es, podendo alguns inclusive mudar de cor.\n\nEntre os\u00a0<strong>anf\u00edbios\u00a0<\/strong>podem ocorrer respira\u00e7\u00e3o branquial, cut\u00e2nea, bucofaringeana e pulmonar, podendo atuar conjuntamente dois ou tr\u00eas mecanismos. Os girinos (formas jovens) respiram atrav\u00e9s de br\u00e2nquias, que podem ser internas ou externas. Geralmente ap\u00f3s a metamorfose as br\u00e2nquias atrofiam e h\u00e1 um maior desenvolvimento dos pulm\u00f5es. A respira\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea ocorre nas formas adultas e jovens. No entanto, existem adultos sem pulm\u00f5es, onde predomina a respira\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea.\n\nGirinos se alimentam de algas e restos de animais e vegetais mortos. A alimenta\u00e7\u00e3o dos adultos \u00e9 quase exclusivamente carn\u00edvora e inclui desde pequenos moluscos, artr\u00f3podes e pequenos vertebrados at\u00e9 mam\u00edferos.\n\nComo os ovos dos<strong>\u00a0anf\u00edbios\u00a0<\/strong>s\u00e3o destitu\u00eddos de casca para prote\u00e7\u00e3o contra a perda de \u00e1gua, na sua grande maioria estes necessitam de ambientes \u00famidos ou aqu\u00e1ticos para a deposi\u00e7\u00e3o de seus ovos, no entanto, existem formas cujo desenvolvimento \u00e9 direto. Entre os sapos, r\u00e3s e pererecas, de modo geral, durante o per\u00edodo reprodutivo o macho abra\u00e7a a f\u00eamea (comportamento denominado amplexo) e libera seu esperma sobre os \u00f3vulos depositados pela f\u00eamea na \u00e1gua.\n\nPortanto, geralmente a sua fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 externa, enquanto nas salamandras e cec\u00edlias geralmente \u00e9 interna.\n\nNa sua grande maioria os anf\u00edbios sofrem uma s\u00e9rie de transforma\u00e7\u00f5es desde a eclos\u00e3o at\u00e9 atingir a fase adulta, ao conjunto dessas transforma\u00e7\u00f5es \u00e9 dado o nome de metamorfose.\n\nDe forma geral a metamorfose inclui uma redu\u00e7\u00e3o ou absor\u00e7\u00e3o completa das br\u00e2nquias e da cauda dos girinos de sapos; desenvolvimento dos pulm\u00f5es; mudan\u00e7a da alimenta\u00e7\u00e3o herb\u00edvora para carn\u00edvora, o que implica num encurtamento do intestino; e desenvolvimento de dois pares de pernas.\n\n<strong>Classe Amphibia \u2013 Animais<\/strong>\n\n<strong>Anf\u00edbios<\/strong>\u00a0s\u00e3o animais de pele fina e \u00famida. N\u00e3o s\u00e3o capazes de manter a temperatura corporal constante, s\u00e3o chamados animais de sangue frio ou pecilot\u00e9rmicos.\n\nPodem ser aqu\u00e1ticos ou terrestres. Os animais aqu\u00e1ticos respiram por br\u00e2nquias, pela pele ou dos pulm\u00f5es. Os animais terrestres respiram por pulm\u00f5es ou pela pele.\n\nReproduzem-se atrav\u00e9s de ovos que d\u00e3o origem a uma larva e atrav\u00e9s da metamorfose originam um adulto. Os ovos s\u00e3o depositados em locais \u00famidos ou na \u00e1gua. N\u00e3o existe cuidado em rela\u00e7\u00e3o aos filhotes.\n\nTodo anf\u00edbio produz subst\u00e2ncias t\u00f3xicas, mas existem esp\u00e9cies mais e menos t\u00f3xicas e acidentes s\u00f3 acontecem se as subst\u00e2ncias entrarem em contato com as mucosas ou sangue.\n\nSe alimentam de minhocas, insetos, aranhas, outros anf\u00edbios e pequenos mam\u00edferos.\n\n<strong>S\u00e3o divididos em tr\u00eas grupos:\u00a0<\/strong>sapos, r\u00e3s e pererecas\n<blockquote>Anura; salamandras Caudata e cec\u00edlias Apoda.<\/blockquote>\n<strong>Anura<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o conhecidos popularmente como, sapos, r\u00e3s e pererecas. S\u00e3o animais que n\u00e3o possuem cauda e seu esqueleto est\u00e1 adaptado para locomo\u00e7\u00e3o aos saltos. Est\u00e3o presentes em todos os continentes, com exce\u00e7\u00e3o da Ant\u00e1rtica. S\u00e3o carn\u00edvoros, se alimentam de pequenos mam\u00edferos, invertebrados e outros anuros. Usam a vis\u00e3o para ca\u00e7ar, por isso \u00e9 preciso que haja movimento. S\u00e3o animais arbor\u00edcolas, terrestres, fossoriais e aqu\u00e1ticos. Cada esp\u00e9cie produz um tipo de som que serve para o acasalamento, defesa de territ\u00f3rio e agonia. Na reprodu\u00e7\u00e3o, podem colocar seus ovos em ninhos de espuma coletivos ou individuais, ninhos em folhas, em brom\u00e9lias, em bacias de barro \u00e0 desova direta na \u00e1gua ou o desenvolvimento direto dos girinos.<\/blockquote>\n<strong>Sapos<\/strong>\n<blockquote>N\u00e3o dependem tanto da \u00e1gua como as r\u00e3s e pererecas, e por isso s\u00e3o comumente encontrados distantes de corpos d?\u00e1gua. Possuem a pele rugosa e os membros posteriores mais curtos que os outros anuros. H\u00e1 presen\u00e7a de gl\u00e2ndulas de veneno nas laterais da cabe\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 capaz de ejetar o veneno.<\/blockquote>\n<strong>R\u00e3s<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o animais bastantes ligados \u00e0 \u00e1gua e excelentes nadadores. Sua carne \u00e9 bastante apreciada. No Brasil, ocorre apenas uma esp\u00e9cie de r\u00e3 verdadeira que ocorre na Amaz\u00f4nia.<\/blockquote>\n<strong>Pererecas<\/strong>\n<blockquote>Possuem a pele lisa. Seus membros posteriores s\u00e3o adaptados \u00e0 grandes saltos. Nas pontas dos dedos possuem um disco que promovem ades\u00e3o, por isso mant\u00e9m seus h\u00e1bitos arbor\u00edcolas, j\u00e1 que n\u00e3o conseguem caminhar em superf\u00edcies verticais. S\u00e3o comumente encontrados em banheiros de casas no interior.<\/blockquote>\n<strong>Caudata<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o animais parecidos com os lagartos, mas n\u00e3o possuem escamas. Ocorrem em sua maioria no hemisf\u00e9rio norte. No Brasil, ocorre uma esp\u00e9cie na Amaz\u00f4nia. Podem ser aqu\u00e1ticos e terrestres, se alimentam de outros animais.<\/blockquote>\n<strong>Apoda<\/strong>\n<blockquote>Possuem h\u00e1bitos fossoriais, isto \u00e9, vivem enterradas. Por isso possuem olhos pequenos e dependem de receptores qu\u00edmicos para detectar suas presas. Podem ser aqu\u00e1ticas ou terrestres, mas todas respiram por pulm\u00f5es. Alimentam-se de larvas de insetos, minhocas, vermes e insetos. S\u00e3o encontradas em h\u00e1bitats tropicais.<\/blockquote>\n<strong>Classe Amphibia \u2013 Tipo<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>anf\u00edbios\u00a0<\/strong>s\u00e3o, sem d\u00favida, um dos animais que mais sofreram adapta\u00e7\u00f5es no processo evolutivo. Estas adapta\u00e7\u00f5es bruscas, sofridas pela modifica\u00e7\u00e3o do ambiente aqu\u00e1tico para terrestre, est\u00e3o presentes nas fases de seu desenvolvimento. \u00c9 uma esp\u00e9cie que demostra \u201cdidaticamente\u201d, em semanas, o que a natureza levou milh\u00f5es de anos para \u201cdesenvolver\u201d\u2026.\n\nO conjunto de altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas e anat\u00f4micas sofridas pelos anf\u00edbios \u00e9 conhecida como METAMORFOSE.\n\n<strong>Nela um mesmo animal, que nasce na \u00e1gua e possui uma morfologia hidrodin\u00e2mica e um sistema de respira\u00e7\u00e3o aqu\u00e1tico (branquial) sofre modifica\u00e7\u00f5es em seu corpo, por dentro e por fora, e transforma-se, ap\u00f3s um per\u00edodo de algumas semanas, num indiv\u00edduo totalmente diferente:<\/strong>\u00a0anatomicamente terrestre, respirando oxig\u00eanio diretamente do ar e adaptado a um universo cheio de predadores.\n\n<strong>Mas a vida destes animais tem uma forte depend\u00eancia:<\/strong>\u00a0a \u00e1gua.\n\nNenhum anf\u00edbio nasce sem \u00e1gua ou muita umidade. A umidade \u00e9 o elemento vital para a evolu\u00e7\u00e3o de seu tegumento (pele).\n\nA pele dos anf\u00edbios desempenha uma atividade muito importante dentro do metabolismo.\n\nNos anf\u00edbios ocorre a respira\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m atrav\u00e9s dela, chamada de cut\u00e2nea.\n\nA troca gasosa \u00e9 feita pelas c\u00e9lulas que a revestem e a presen\u00e7a de \u00e1gua \u00e9 fundamental para impedir a desidrata\u00e7\u00e3o e facilitar este mecanismo.\n\nEste processo ajuda na regula\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica, onde a troca de calor est\u00e1 associada a manuten\u00e7\u00e3o ou perda de \u00e1gua.\n\nA pele dos anf\u00edbios n\u00e3o possui escamas ou qualquer outro tipo de revestimento e se caracteriza por ser \u00famida e isto s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se o ambiente fornecer e manter esta umidade.\n\nQuando fotografados com flash podemos, mais facilmente, observar o brilho da mucos. \u00c9 por isso que s\u00e3o escorregadios \u2026\n\n<strong>A CLASSE AMPHIBIA pode ser grosseiramente dividida em tr\u00eas grupos distintos:<\/strong>\n\n<strong>Os Anuros<\/strong>\n<blockquote>N\u00e3o apresentam cauda na forma adulta e seus membros s\u00e3o adaptados para saltar.<\/blockquote>\n<strong>Sapos<\/strong>\n<blockquote>Possuem as gl\u00e2ndulas par\u00f3tidas bem desenvolvidas (localizadas atr\u00e1s dos olhos) e as patas s\u00e3o desenvolvidas para deslocamento na terra. Os sapos possuem atr\u00e1s dos olhos a gl\u00e2ndula parat\u00f3ide muito desenvolvida. Ela apresenta uma s\u00e9rie de poros que, uma vez comprimida, libera a subst\u00e2ncia contida em seu interior.\u00a0<strong>Esta subst\u00e2ncia, muito semelhante \u00e0 soda c\u00e1ustica, causa s\u00e9rias queimaduras no trato digestivo (estruturas internas do aparelho digestivo<\/strong>: garganta; es\u00f4fago; etc\u2026) podendo at\u00e9 levar \u00e0 morte um ser humano.\u00a0<strong>Esta subst\u00e2ncia \u00e9 uma toxina (veneno) que s\u00f3 causa malef\u00edcio em contato com os olhos ou com a mucosa bucal.R\u00c3S:<\/strong>\u00a0sem gl\u00e2ndulas par\u00f3tidas desenvolvidas e as patas apresentam membrana entre os dedos (membrana interdigitalis), principalmente as traseiras, para deslocamento aqu\u00e1tico.<\/blockquote>\n<strong>Bombina variegata<\/strong>\n<blockquote>As r\u00e3s, diferentemente dos sapos e das pererecas, possuem h\u00e1bito quase que exclusivamente aqu\u00e1tico depois de adultas. Apesar de movimentarem-se bem fora d\u2019\u00e1gua, suas patas t\u00eam melhor \u201cdesempenho\u201d quando nadam. As membranas entre os dedos atuam como expans\u00f5es da extremidade da pata permitindo, ao animal, deslocar mais \u00e1gua durante o mecanismo de nata\u00e7\u00e3o. As r\u00e3s do g\u00eanero Bombina ocorrem na Europa e \u00c1sia e s\u00e3o relativamente comuns em lagoas e brejos. Apesar de serem facilmente encontradas no com\u00e9rcio sua manuten\u00e7\u00e3o exige cuidados na alimenta\u00e7\u00e3o e ambientes bem amplos.\u00a0<strong>PERERECAS:\u00a0<\/strong>sem gl\u00e2ndulas par\u00f3tidas desenvolvidas e as extremidades dos dedos apresentam uma ventosa para ader\u00eancia em superf\u00edcies \u00edngreme<\/blockquote>\n<strong>Dendrobates Azureus<\/strong>\n<blockquote>Um dos mais belos animais da natureza. Existem varia\u00e7\u00f5es de colora\u00e7\u00e3o entre o azul e o preto. Extremamente resistentes em cativeiro \u00e9 uma das esp\u00e9cies mais criadas no mundo. \u00c9 um dos maiores, atingindo at\u00e9 4,5 cm. As pererecas da fam\u00edlia dendrobatidae, como este Dendrobates azureus, origin\u00e1rias do norte da Amaz\u00f4nia, s\u00e3o criadas em cativeiro em diversos pa\u00edses, como a Alemanha e os Estados Unidos. O grau espec\u00edfico de umidade no terr\u00e1rio \u00e9 um dos segredos de sua reprodu\u00e7\u00e3o pois um dos maiores problemas, na reprodu\u00e7\u00e3o em cativeiro destas esp\u00e9cies s\u00e3o os fungos que contaminam e matam rapidamente os ovos. Vivem no ch\u00e3o da floresta amaz\u00f4nica nas regi\u00f5es extremo norte, entre o Brasil, Suriname e as Guianas. Os machos apresentam as ventosas dos dedos das patas anteriores maiores do que as das f\u00eameas. Nestas esp\u00e9cies s\u00e3o as f\u00eameas quem procuram os machos para o acasalamento depois de escolherem a \u201cpo\u00e7a de \u00e1gua\u201d onde ir\u00e3o desovar.<\/blockquote>\n<strong>Os Caudata:\u00a0<\/strong>Corpo com aspecto de lagartixa (cabe\u00e7a, corpo e cauda distintos\u2026 ). A forma adulta mant\u00e9m a cauda\n\n<strong>Salamandras<\/strong>\n<blockquote>Anf\u00edbios de corpo lagartiforme (forma de lagarto) e de h\u00e1bitos semiaqu\u00e1ticos. No Brasil possu\u00edmos apenas uma esp\u00e9cie, a Bolitoglossa altamazonica.<\/blockquote>\n<strong>Oregon Salamander<\/strong>\n<blockquote>As\u00a0<strong>salamandras<\/strong>\u00a0lembram lagartixas mas sua pele, sem escamas e \u00famida, n\u00e3o deixam d\u00favidas de sua classifica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o muito comuns nos pa\u00edses do hemisf\u00e9rio norte. No Brasil temos atualmente descrita apenas uma esp\u00e9cie, a Bolitoglossa altamazonica, nativa do extremo norte da Amaz\u00f4nia. O exemplar da foto \u00e9 uma salamandra norte americana do g\u00eanero Taricha e muito encontrada do Alaska \u00e0 Calif\u00f3rnia. Algumas salamandras possuem toxinas ( veneno ) na pele mas sua a\u00e7\u00e3o no ser humano \u00e9 praticamente nula. O veneno funciona como um \u201cgosto ruim\u201d, ao predador, e n\u00e3o propriamente como agente intoxicante.<\/blockquote>\n<strong>As Gymnophionas:\u00a0<\/strong>Anf\u00edbios \u00e1podos (sem patas ou cintura) cujo corpo possui aspecto de uma serpente.\n\n<strong>Cobras Cegas:<\/strong>\u00a0similar a uma serpente, por\u00e9m seu corpo n\u00e3o apresenta escamas. T\u00eam h\u00e1bitos fossarias (subterr\u00e2neos) e vivem enterradas \u00e0 procura de vermes e insetos. O nome \u201cCobra Cega\u201d tamb\u00e9m \u00e9 utilizado popularmente para designar um lagarto \u00e1podo da fam\u00edlia Amphisbaenidae.\n\n<strong>Cobra Cega<\/strong>\n<blockquote>Os\u00a0<strong>anf\u00edbios\u00a0<\/strong>\u00e1podes (sem patas) s\u00e3o pouco conhecidos pela pessoas em geral e, normalmente, s\u00e3o confundidos com serpentes ou minhocas. Raramente vis\u00edveis ao dia, estes animais s\u00e3o mais encontrados ap\u00f3s fortes chuvas ou quando revira-se a terra. A aus\u00eancia de escamas no corpo \u00e9 o fator mais f\u00e1cil para distingui-las das serpentes. Seus olhos s\u00e3o diminutos e sua cabe\u00e7a \u00e9 pontuda para facilitar \u00e0 escava\u00e7\u00e3o, uma vez que possuem h\u00e1bitos essencialmente fossorais (vivem enterradas). Alimentam-se basicamente de vermes e pequenos insetos. S\u00e3o inofensivas.<\/blockquote>\n<strong>Sapos R\u00e3s Pererecas<\/strong>\n\n<strong>Os anf\u00edbios (gr. amphi = dupla + bios = vida) incluem tr\u00eas grandes ordens<\/strong>: anuros (sapos e r\u00e3s), urodelos (salamandras, trit\u00f5es e afins) e \u00e1podos (cec\u00edlias), al\u00e9m de v\u00e1rias formas f\u00f3sseis do Dev\u00f3nico (considerado a idade dos anf\u00edbios) e per\u00edodos seguintes. O nome da classe refere, adequadamente, que a maioria das esp\u00e9cies passa parte do seu ciclo de vida em terra e parte em \u00e1gua doce (nunca vivem no mar).\n\nAs salamandras apresentam cabe\u00e7a e pesco\u00e7o distintos, tronco longo (cil\u00edndrico ou achatado) e uma longa cauda.\n\nSapos e r\u00e3s t\u00eam cabe\u00e7a e tronco unidos num grande corpo achatado, sem pesco\u00e7o e cauda, patas anteriores curtas e posteriores longas.\n\nAs cec\u00edlias s\u00e3o vermiformes, sem patas e com pequenas escamas internas na pele.\n\nS\u00e3o comuns em regi\u00f5es temperadas mas a grande maioria \u00e9 tropical, embora alguns vivam em zonas frias (congelam no per\u00edodo frio) ou des\u00e9rticas (escondem-se durante o per\u00edodo seco e s\u00e3o nocturnos).\n\nTanto na estrutura como na fun\u00e7\u00e3o, os anf\u00edbios situam-se entre os peixes e os r\u00e9pteis, sendo o primeiro grupo de cordados a viver em meio terrestre.\n\nOs primeiros anf\u00edbios apresentavam pulm\u00f5es mas tamb\u00e9m tinham caracter\u00edsticas t\u00edpicas de peixe, como a pele coberta de escamas e uma cauda suportada por raios cartilag\u00edneos.\n\nA adapta\u00e7\u00e3o \u00e1 vida em meio terrestre levou ao surgimento de caracter\u00edsticas como patas, pele e pulm\u00f5es (para facilitar a respira\u00e7\u00e3o), narinas em comunica\u00e7\u00e3o com a cavidade bucal, excre\u00e7\u00e3o de menor quantidade de produtos t\u00f3xicos e \u00f3rg\u00e3os dos sentidos que funcionam tanto em terra como na \u00e1gua.\n\nApesar das suas muitas adapta\u00e7\u00f5es ao meio terrestre, os anf\u00edbios como grupo est\u00e3o limitados, na sua expans\u00e3o para meios secos, pela sua depend\u00eancia da respira\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea, incapacidade de produzir urina concentrada e falta de um ovo resistente \u00e1 desseca\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Como evolu\u00edram os anfibios<\/strong>\n\n<strong>Entre as muitas esp\u00e9cies de peixes que habitavam o globo no Devoniano, um grupo desempenhou um grande papel na evolu\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>foram os Crossopter\u00edgeos, ancestrais imediatos dos primeiros vertebrados terrestres.\n\nA passagem da \u00e1gua para a terra foi uma passo muito significativo para a evolu\u00e7\u00e3o.\n\nIniciou-se no final do Devoniano com os primeiros anf\u00edbios e mais tarde foi completada pelo desenvolvimento dos r\u00e9pteis no Paleoz\u00f3ico Superior.\n\nA chamada sa\u00edda das \u00e1guas ocorreu h\u00e1 mais ou menos 350 milh\u00f5es de anos, quando alguns Crossopter\u00edgeos subiram \u00e0 terra, provavelmente a procura de \u00e1reas \u00famidas e assim devem ter originado os anf\u00edbios.\n\nEssa transmigra\u00e7\u00e3o exigiu m\u00faltiplas transforma\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas e fisiol\u00f3gicas, cujo resumo se pode observar seguindo a transforma\u00e7\u00e3o de um girino em r\u00e3.\n\nOs primeiros anf\u00edbios eram providos de ossifica\u00e7\u00f5es numerosas e maci\u00e7as, dentes complexos e escamas ossificadas na pele. O primeiro tetr\u00e1pode conhecido foi o Ichthyostega, que possuia uma anatomia comparada aos Crossopter\u00edgeos, mas um teto craniano diferente e a presen\u00e7a de membros locomotores.\n\nEntre as in\u00fameras modifica\u00e7\u00f5es do esqueleto que os anf\u00edbios passaram, muitas parecem ligadas \u00e0 necessidade de uma vida terrestre (ou pelo menos parcialamente terrestre).\n\nA coluna vertebral \u00e9 refor\u00e7ada por costelas fortes; a cintura escapular \u00e9 libertada, adquirindo mobilidade e refor\u00e7ando-se ventralmente; a cintura p\u00e9lvica fixa-se a coluna vertebral.\n\n<strong>O conjunto de ossos que cobrem as br\u00e2nquias dos peixes reduz-se e um dos seus elementos, transformado em membrana, vai permitir a audi\u00e7\u00e3o no meio a\u00e9reo:\u00a0<\/strong>trata-se do t\u00edmpano; o osso que liga, a partir de ent\u00e3o, o t\u00edmpano ao ouvido interno e transmite as vibra\u00e7\u00f5es, a columela, n\u00e3o \u00e9 mais que a parte dorsal do arco hi\u00f3ideo que servia para sustentar a mand\u00edbula dos peixes (Ricql\u00e8s, 1989).\n\n<strong>Ichthyostega:\u00a0<\/strong>Este \u00e9 considerado o tetr\u00e1pode mais primitivo do mundo a andar sobre a Terra viveu no Devoniano da Groenl\u00e2ndia\n\n<strong>Paleoecologia<\/strong>\n\nA grande quest\u00e3o que envolve o aparecimento dos<strong>\u00a0anf\u00edbios<\/strong>\u00a0\u00e9 explicada pela Paleoecologia. A seca tempor\u00e1ria dos lagos onde viviam numerosos Sarcopter\u00edgios no Devoniano, talvez tivesse favorecido os indiv\u00edduos capazes de respirar o ar atmosf\u00e9rico, de resistir a desseca\u00e7\u00e3o e at\u00e9 de se deslocar do solo em busca de \u00e1gua. O meio terrestre, j\u00e1 invadido por vegetais e artr\u00f3podes, consistia em um novo reservat\u00f3rio de recursos alimentares, potencialmente explor\u00e1veis. Uma vez diferenciados, os anf\u00edbios primitivos v\u00e3o diferenciar-se muito, isto \u00e9, dar origem a um n\u00famero elevado de esp\u00e9cies desde o Carbon\u00edfero Inferior at\u00e9 o Tri\u00e1ssico Superior.\n\nMal conhecidos no Carbon\u00edfero Inferior, abundam os p\u00e2ntanos hulh\u00edferos do Carbon\u00edfero Superior.\n\nParticularmente variados e numerosos nos ecossistemas do Permiano Inferior, os anf\u00edbios chegam mesmo a adaptar-se a meios francamente terrestres.\n\nTodavia a maioria readapta-se ao meio aqu\u00e1tico no Permiano Superior e no Tri\u00e1ssico.\n\n<strong>As principais caracter\u00edsticas dos anf\u00edbios s\u00e3o:<\/strong>\n\nA pele \u00e9 \u00famida e glandular, formando um revestimento corporal fino e sem escamas, o que tornaria estes animais pequenos demasiado expostos a predadores.\n\nPor esse motivo surgem numerosas gl\u00e2ndulas secretoras (A) de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas ou alucin\u00f3geno.\n\nO esqueleto \u00e9, em sua grande maioria, ossificado, o cr\u00e2nio apresenta dois c\u00f4ndilos occipitais, e as costelas (quando presentes) n\u00e3o est\u00e3o ligadas ao esterno.\n\nDe modo geral t\u00eam dois pares de patas. As extremidades (com 4 ou 5 dedos) servem para andar, saltar (este modo de locomo\u00e7\u00e3o parece ter evolu\u00eddo como uma forma r\u00e1pida de escapar a predadores para a \u00e1gua) ou nadar, nunca existindo barbatanas pares e nas impares n\u00e3o existem raios de sustenta\u00e7\u00e3o. Alguns n\u00e3o apresentam patas.\n\nA pele dos anf\u00edbios atuais \u00e9 rica em gl\u00e2ndulas mucosas e venenosas. O muco umedece a pele, protegendo-a da desseca\u00e7\u00e3o e auxilia na respira\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea.\n\nAs gl\u00e2ndulas venenosas produzem alcal\u00f3ides de elevada toxicidade que atuam sobre o cora\u00e7\u00e3o, reduzem a respira\u00e7\u00e3o, ou atacam o sistema nervoso.\n\nO veneno de certas r\u00e3s \u00e9 usado por \u00edndios sul-americanos para envenenar suas flechas. Os\u00a0<strong>anf\u00edbios<\/strong>\u00a0atuais n\u00e3o possuem escamas verdadeiras, sua pele pode possuir as mais variadas colora\u00e7\u00f5es, podendo alguns inclusive mudar de cor.\n\n<strong>Sistema digestivo dos Anf\u00edbios<\/strong>\n\n<strong>Sistema digestivo<\/strong>\u00a0associado a um par de orif\u00edcios (narinas) em comunica\u00e7\u00e3o com a cavidade bucal, fechadas por v\u00e1lvulas que impedem a entrada de \u00e1gua e onde se realiza a percep\u00e7\u00e3o qu\u00edmica.\n\nA boca geralmente apresenta dentes finos e l\u00edngua protr\u00e1til cuja base frontal \u00e9 fixa.\n\nGirinos se alimentam de algas e restos de animais e vegetais mortos. A alimenta\u00e7ao dos adultos \u00e9 quase exclusivamente carn\u00edvora e inclui desde pequenos moluscos, artr\u00f3podes e pequenos vertebrados at\u00e9 mam\u00edferos.\n\n<strong>\u00d3rg\u00e3os dos sentidos dos Anf\u00edbios<\/strong>\n\n<strong>\u00d3rg\u00e3os dos sentidos<\/strong>\u00a0incluem olhos protegidos por p\u00e1lpebras m\u00f3veis e gl\u00e2ndulas lacrimais (protegendo o olho num meio seco e cheio de part\u00edculas estranhas como \u00e9 o terrestre), ouvidos com columela (desenvolvida a partir de ossos mandibulares dos peixes) e t\u00edmpano externo (sapos e r\u00e3s), permitindo uma amplia\u00e7\u00e3o dos fracos sons transmitidos pelo ar.\n\nCom excep\u00e7\u00e3o das cec\u00edlias, cujo modo de vida obriga a utilizar o olfato, a maioria dos anf\u00edbios utiliza a vis\u00e3o para detectar as presas, mesmo de noite.\n\n<strong>Sistema circulat\u00f3rio dos Anf\u00edbios<\/strong>\n\n<strong>Sistema circulat\u00f3rio\u00a0<\/strong>tem um cora\u00e7\u00e3o com tr\u00eas c\u00e2maras (duas aur\u00edculas e um ventr\u00edculo), gl\u00f3bulos vermelhos ovais e nucleados.\n\n<strong>Sistema respirat\u00f3rio dos Anf\u00edbios<\/strong>\n\n<strong>Sistema respirat\u00f3rio<\/strong>\u00a0apresenta br\u00e2nquias (pelo menos em algum est\u00e1dio da vida) e\/ou pulm\u00f5es, embora a pele e a mucosa bucal, separadamente ou em combina\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m sejam utilizadas, dependendo da etapa da vida do animal.\n\nEntre os anf\u00edbios podem ocorrer respira\u00e7\u00e3o branquial, cut\u00e2nea, bucofaringeana e pulmonar, podendo atuar conjuntamente dois ou tr\u00eas mecanismos. Os girinos (formas jovens) respiram atrav\u00e9s de br\u00e2nquias, que podem ser internas ou externas. Geralmente ap\u00f3s a metamorfose as br\u00e2nquias atrofiam e h\u00e1 um maior desenvolvimento dos pulmoes. A respira\u00e7ao cut\u00e2nea ocorre nas formas adultas e jovens. No entanto, existem adultos sem pulmoes, onde predomina a respira\u00e7ao cut\u00e2nea.\n\nAlgumas esp\u00e9cies de salamandras n\u00e3o apresentam pulm\u00f5es, dependendo totalmente da pele e da cavidade bucal para a absor\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio. Na laringe de sapos e r\u00e3s existem cordas vocais, com as quais os machos emitem os chamamentos de acasalamento.\n\n<strong>Sistema excretor dos Anf\u00edbios<\/strong>\n\n<strong>Sistema excretor\u00a0<\/strong>composto por rins meson\u00e9fricos.\n\n<strong>A reprodu\u00e7\u00e3o apresenta geralmente tr\u00eas fases:<\/strong>\u00a0ovo, larva e adulto, ocorrendo uma metamorfose radical na passagem de larva aqu\u00e1tica a adulto.\n\nA fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna (geralmente urodelos e \u00e1podos) ou externa (anuros), sendo as esp\u00e9cies geralmente ov\u00edparas.\n\nA maioria deposita os seus ovos na \u00e1gua mas algumas esp\u00e9cies v\u00e3o a terra para o fazer e outras ainda ret\u00eam os ovos no interior do corpo de formas diversas.\n\nQuando a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna, o esperma \u00e9 transferido para o corpo da f\u00eamea envolto numa c\u00e1psula gelatinosa \u2013 espermat\u00f3foro \u2013 como no caso dos urodelos ou atrav\u00e9s de um \u00f3rg\u00e3o semelhante ao \u00f3rg\u00e3o reprodutor masculino, como no caso dos \u00e1podos. Para que tal aconte\u00e7a com efic\u00e1cia deve existir muita coordena\u00e7\u00e3o de movimentos, obtida por complicados rituais de acasalamento.\n\nOs ovos cont\u00eam uma quantidade de vitelo apreci\u00e1vel e s\u00e3o envolvidos por uma capa gelatinosa que seca rapidamente em contato com o ar, mas n\u00e3o t\u00eam anexos embrion\u00e1rios. Podem ser postos apenas 2 ou 3 ovos, soltos ou em cord\u00f5es, mas algumas esp\u00e9cies atingem os 50000 ovos por postura.\n\nNas esp\u00e9cies que colocam os ovos em terra ou os ret\u00eam, o desenvolvimento \u00e9 direto, pois a larva permanece no ovo at\u00e9 emergir como uma miniatura do adulto.\n\nEstas esp\u00e9cies t\u00eam a vantagem de se libertarem da depend\u00eancia da \u00e1gua para a reprodu\u00e7\u00e3o pois n\u00e3o existe fase larval aqu\u00e1tica.\n\nOs anf\u00edbios n\u00e3o parecem organismos particularmente atraentes ou importantes mas s\u00e3o importantes controladores das popula\u00e7\u00f5es de insetos e outros que rapidamente se podem tornar uma praga para o ser humano.\n\nNo entanto, n\u00e3o damos o devido valor a estes animais, cortando-lhes o acesso aos locais de reprodu\u00e7\u00e3o com estradas e caminhos de ferro, drenando \u00e1reas \u00famidas e matando-os como animais \u201cpe\u00e7onhentos\u201d.\n\nAtualmente uma nova e insidiosa amea\u00e7a surge contra esta classe, o desaparecimento da camada de oz\u00f4nio e o uso intensivo de pesticidas na agricultura.\n\nEstes problemas n\u00e3o afetam apenas os seres humanos mas igualmente os anf\u00edbios de pele nua, cujas popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o em decl\u00ednio acentuado devido ao aumento das radia\u00e7\u00f5es U.V. e cujos sistemas imunit\u00e1rios s\u00e3o permanentemente afetados pelos venenos transportados pelo vento.\n\n<strong>Indicadores ambientais<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>anf\u00edbios<\/strong>\u00a0s\u00e3o verdadeiros sensores ambientais, denunciam a degrada\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rea antes de qualquer outra esp\u00e9cie e, se estudados, global e sincronicamente, eles t\u00eam a capac\n\no s\u00f3 a brasileira) e a Mata Atl\u00e2ntica, s\u00e3o os biomas mais importantes para a conserva\u00e7\u00e3o dos anf\u00edbios, por conta da grande diversidade de esp\u00e9cies e alto grau de endemismo (esp\u00e9cies que s\u00f3 ocorrem em um determinado local). Das 600 esp\u00e9cies de anf\u00edbios registradas no Brasil, 455 (76%) existem apenas aqui. Somente na Mata Atl\u00e2ntica, foram catalogadas 372 esp\u00e9cies, sendo 260 (70%) end\u00eamicas (Conservation International \u2013 CI).\n\nUm dos motivos da sensibilidade dos anf\u00edbios \u00e0 sa\u00fade do meio ambiente est\u00e1 relacionado a seus diversos modos reprodutivos. H\u00e1 esp\u00e9cies que depositam seus ovos em meio aqu\u00e1tico (\u00e1gua corrente ou parada); em meio semi-aqu\u00e1tico (em ninhos de espumas flutuantes ou na vegeta\u00e7\u00e3o acima d?\u00e1gua); e ainda em ambiente terrestre, no solo da mata. Outros fatores que afetam a atividade reprodutiva dos anuros (sapos, r\u00e3s e pererecas) s\u00e3o a temperatura do ar, a quantidade de chuvas, a luminosidade, al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o humana. Ao menor desequil\u00edbrio em seus habitats naturais, o anf\u00edbios \u2013 sobretudo os anuros \u2013 reduzem sua capacidade reprodutiva, podendo-se observar o r\u00e1pido desaparecimento de popula\u00e7\u00f5es (Conservation International \u2013 CI).\n\n<strong>Observa\u00e7\u00f5es sobre os representantes da Ordem Apoda (Gimnophiona)<\/strong>\n\nEm diversos livros a cobra-cega \u00e9 mostrada como sendo um anf\u00edbio apoda (Ordem Gymnophiona) e o r\u00e9ptil anfisben\u00eddeo como cobra-de-duas-cabe\u00e7as.\n\nO que acontece \u00e9 que o nome popular \u201ccobra-cega\u201d \u00e9 dado tanto para este anf\u00edbio apoda como para o anfisben\u00eddeo. Al\u00e9m disso, o anfisben\u00eddeo \u00e9 mais facilmente encontrado do que o anf\u00edbio apoda. Uma esp\u00e9cie (Amphisbaena mertensii) \u00e9 encontrada na Mata dos Godoy, ela apresenta h\u00e1bitos subterr\u00e2neos e alimenta-se de pequenos invertebrados. Sua pele \u00e9 dividida em an\u00e9is transversais.\n\nApresenta os olhos vestigiais, recobertos pela pele, da\u00ed vem o nome cobra-cega. Sua cauda \u00e9 curta e grossa parecendo uma cabe\u00e7a, de onde vem o nome cobra-de-duas-cabe\u00e7as.\n\n<strong>Fam\u00edlia Ceciliidae \u2013 Siphonops annulata (cobra-cega)<\/strong>\n\n<strong>Obs ?\u00a0<\/strong>\u00c9 muito comum as pessoas confundirem a cobra de duas cabe\u00e7a com a cobra cega. No entanto, a primeira \u00e9 um r\u00e9ptil, apresentando a pele sulcada tanto no sentido transversal como longitudinal, formando uma s\u00e9rie de reticula\u00e7\u00f5es, ao passo que a cobra-cega (anf\u00edbio) tem um certo n\u00famero de an\u00e9is e os segmentos s\u00e3o lisos, reluzentes.\n\nN\u00e3o apresentam ap\u00eandices locomotores. Seu corpo \u00e9 recoberto por uma pele disposta em an\u00e9is. Elas vivem na terra como as minhocas e alimentam-se de larvas e outros pequenos animais.\n\nPossuem h\u00e1bitos fossoriais, isto \u00e9, vivem enterradas. Por isso possuem olhos pequenos e dependem de receptores qu\u00edmicos para detectar suas presas.\n\nPodem ser aqu\u00e1ticas ou terrestres, mas todas respiram por pulm\u00f5es. Alimentam-se de larvas de insetos, minhocas, vermes e insetos. S\u00e3o encontradas em h\u00e1bitats tropicais.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas gerais<\/strong>\n\nOs anf\u00edbios formam uma das sete classes de que se comp\u00f5em os vertebrados. T\u00eam quatro extremidades, ou patas, que alguns perderam ao longo de sua evolu\u00e7\u00e3o, e sua temperatura corporal varia com a do ambiente (s\u00e3o, portanto, poiquilotermos). Assim, quando cai a temperatura ambiente, tamb\u00e9m cai a dos anf\u00edbios, que entram em hiberna\u00e7\u00e3o nos meses mais frios. O embri\u00e3o dos anf\u00edbios carece de \u00e2mbito, membrana protetora que, nos r\u00e9pteis, nas aves e nos mam\u00edferos, forma uma cavidade repleta de l\u00edquido. O ciclo vital desses animais transcorre em dois ambientes, aqu\u00e1tico e terrestre, e eles se distribuem por todo o mundo. Alguns apresentam aspecto externo semelhante ao dos r\u00e9pteis.\n\nOs anf\u00edbios apareceram h\u00e1 cerca de 280 milh\u00f5es de anos, no per\u00edodo devoniano. Os primeiros seres que apresentavam caracter\u00edsticas anf\u00edbias eram protegidos por coura\u00e7as externas.\n\n<strong>Sua \u00e9poca de apogeu se situou entre o carbon\u00edfero e o permiano:<\/strong>\u00a0os f\u00f3sseis encontrados demonstram a exist\u00eancia, nessa fase, de algumas esp\u00e9cies de grandes dimens\u00f5es.\n\n<strong>Pele e gl\u00e2ndulas<\/strong>\n\nA pele desses animais n\u00e3o apresenta outra cobertura que n\u00e3o seja a propriamente d\u00e9rmica, exceto no caso dos anf\u00edbios carentes de extremidades, isto \u00e9, \u00e1podes, e de alguns sapos que t\u00eam escamas.\n\n\u00c9 uma pele \u00famida e de textura muito fina, caracter\u00edstica vital, j\u00e1 que atrav\u00e9s dela os anf\u00edbios respiram (respira\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea).\n\n<strong>Al\u00e9m disso, est\u00e1 coberta de gl\u00e2ndulas, na maior parte mucosas, que a lubrificam e lhe d\u00e3o o aspecto caracter\u00edstico:<\/strong>\u00a0viscoso e escorregadio.\n\nOs anf\u00edbios tamb\u00e9m possuem gl\u00e2ndulas venenosas com apar\u00eancia de verrugas, que produzem secre\u00e7\u00f5es irritantes e t\u00f3xicas para outros animais.\n\n<strong>Algumas esp\u00e9cies apresentam na cabe\u00e7a duas dessas verrugas:\u00a0<\/strong>s\u00e3o as chamadas gl\u00e2ndulas parot\u00f3ides.\n\nA pele experimenta trocas peri\u00f3dicas, ou mudas. A cor \u00e9 muito vari\u00e1vel, desde o verde, com seus diversos matizes, at\u00e9 o vermelho, passando pelo amarelo, alaranjado, branco etc.\n\nA variedade de tons se deve \u00e0s numerosas c\u00e9lulas pigmentares da epiderme.\n\n<strong>Aparelho locomotor<\/strong>\n\n<strong>A adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 vida em terra fez com que os anf\u00edbios desenvolvessem extremidades dotadas de dedos, quatro nas anteriores e cinco nas posteriores, e imp\u00f4s uma s\u00e9rie de modifica\u00e7\u00f5es na coluna vertebral:<\/strong>\u00a0as mais importantes s\u00e3o o refor\u00e7o da p\u00e9lvis e o aparecimento de uma v\u00e9rtebra especial no pesco\u00e7o, o atlas, que favorece a mobilidade da cabe\u00e7a.\n\n<strong>O resto do esqueleto apresenta diversas simplifica\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/strong>as costelas s\u00e3o bem rudimentares e, no cr\u00e2nio, muitos ossos est\u00e3o fundidos e outros s\u00e3o cartilaginosos.\n\nA necessidade de deslocamento no meio terrestre ocasionou o desenvolvimento dos m\u00fasculos das extremidades.\n\n<strong>Respira\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nComo foi assinalado, a respira\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea tem grande import\u00e2ncia nos anf\u00edbios. Uma elevada percentagem do interc\u00e2mbio gasoso desses animais com o meio se realiza por tal processo.\n\nAs larvas apresentam respira\u00e7\u00e3o branquial (algumas t\u00eam br\u00e2nquias ramificadas externas). Nos adultos aparecem pulm\u00f5es em forma de saco, que t\u00eam um grau vari\u00e1vel de irriga\u00e7\u00e3o por vasos sang\u00fc\u00edneos.\n\n<strong>Aparelho circulat\u00f3rio<\/strong>\n\nA circula\u00e7\u00e3o nos anf\u00edbios adultos \u00e9 dupla, j\u00e1 que apresentam um circuito pulmonar de vasos e outro que percorre o resto do corpo. No entanto, \u00e9 incompleta, pois n\u00e3o existe separa\u00e7\u00e3o total entre o sangue arterial e o venoso, registrando-se certa mistura dos dois.\n\n<strong>O cora\u00e7\u00e3o consta de tr\u00eas cavidades<\/strong>: duas aur\u00edculas e um ventr\u00edculo.\n\n<strong>Alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nEm geral, os anf\u00edbios se alimentam de insetos, embora as esp\u00e9cies mais corpulentas, como a r\u00e3-touro americana, cheguem a capturar peixes e p\u00e1ssaros. A l\u00edngua, pegajosa, projeta-se para fora da boca a fim de capturar as presas e se retrai. Possuem dentes de pequeno tamanho. O reto, parte final do intestino, desemboca numa cloaca a que tamb\u00e9m se liga a bexiga.\n\nOs dejetos l\u00edquidos que se geram no corpo s\u00e3o expulsos pelos rins e condutos urin\u00e1rios.\n\n<strong>Sistema nervoso e \u00f3rg\u00e3o dos sentidos<\/strong>\n\nO sistema nervoso \u00e9 relativamente pouco desenvolvido. Os olhos se situam dos dois lados da cabe\u00e7a e \u00e9 muito limitado o campo de vis\u00e3o binocular, isto \u00e9, aquele em que se superp\u00f5em as imagens dos dois olhos, determinando com precis\u00e3o dist\u00e2ncias e relevos. A pupila, que disp\u00f5e de grande capacidade de dilata\u00e7\u00e3o, em algumas esp\u00e9cies apresenta-se como uma franja vertical, enquanto que, em outras, freq\u00fcentemente tem forma circular ou de cora\u00e7\u00e3o.\n\nAtr\u00e1s dos olhos ficam as aberturas dos ouvidos, com a membrana do t\u00edmpano, mediante a qual s\u00e3o captadas as vibra\u00e7\u00f5es sonoras. Os anf\u00edbios disp\u00f5em, no palato, de um \u00f3rg\u00e3o olfativo especial, denominado \u00f3rg\u00e3o de Jacobson, com o qual detectam suas presas, e que \u00e9 muito desenvolvido nas salamandras.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA reprodu\u00e7\u00e3o dos anf\u00edbios quase sempre se d\u00e1 no meio aqu\u00e1tico.\n\n<strong>Nos trit\u00f5es e nas salamandras, a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna:<\/strong>\u00a0o macho introduz o espermat\u00f3foro, esp\u00e9cie de saco de espermatoz\u00f3ides, no corpo da f\u00eamea, por meio de uma expans\u00e3o da cloaca.\n\nNos sapos e nas r\u00e3s \u00e9 externa. Na \u00e9poca do cio, os machos desses anf\u00edbios emitem sons ruidosos (o \u201ccoaxar\u201d) por meio de seus sacos vocais e formam verdadeiros coros em que v\u00e1rios indiv\u00edduos cantam alternadamente.\n\nDurante o acasalamento montam sobre as costas das f\u00eameas, que costumam ser maiores do que eles. O casal permanece unido e im\u00f3vel em longo abra\u00e7o, que pode prolongar-se durante horas, at\u00e9 que a f\u00eamea expele os ovos, que s\u00e3o fecundados pelo esperma do macho na \u00e1gua.\n\nOs ovos se disp\u00f5em em longos cord\u00f5es ou fileiras, envoltos por uma bainha gelatinosa, e se depositam no fundo de \u00e1guas paradas. Todos os anf\u00edbios sofrem metamorfose. Assim, o aspecto da larva n\u00e3o \u00e9 igual ao do adulto, especialmente no caso de r\u00e3s e sapos, nos quais \u00e9 dotada de cauda e se chama girino. Pouco a pouco, as larvas v\u00e3o desenvolvendo as extremidades, primeiro as anteriores e depois as posteriores, enquanto a cauda se reduz progressivamente at\u00e9 desaparecer. Tamb\u00e9m se formam os pulm\u00f5es e as br\u00e2nquias degeneram. Esse processo \u00e9 regulado pela tire\u00f3ide, gl\u00e2ndula que promove o metabolismo e o desenvolvimento e que, para atuar, depende da presen\u00e7a de iodo no organismo. Na aus\u00eancia desse elemento, a metamorfose n\u00e3o se processa.\n\nMuitos anf\u00edbios conservam o aspecto larvar durante grande parte de sua vida e at\u00e9 ao longo de toda ela.\n\n<strong>Comportamento<\/strong>\n\nDurante sua \u00e9poca ativa, os anf\u00edbios se mant\u00eam escondidos nas margens dos cursos d,\u00e1gua que freq\u00fcentam ou submersos em rios e c\u00f3rregos. A intervalos regulares, saem para respirar e permanecem agachados em meio \u00e0s plantas da margem, esperando a passagem de suas presas.\n\n<strong>Na \u00e9poca do frio hibernam:\u00a0<\/strong>sua atividade e seu metabolismo decrescem e eles se ocultam em buracos ou na lama at\u00e9 passarem os meses de inverno. \u00c0s vezes, como ocorre entre as salamandras, v\u00e1rios indiv\u00edduos se agrupam para passarem juntos a fase de hiberna\u00e7\u00e3o.\n\nA maior parte dos anf\u00edbios tem vida diurna. S\u00f3 algumas esp\u00e9cies, como os sapos e as salamandras, desenvolvem suas atividades \u00e0 noite.\n\n<strong>Ecologia e distribui\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nOs anf\u00edbios se distribuem por todo o mundo, exceto no continente ant\u00e1rtico, e vivem em estreita rela\u00e7\u00e3o com o meio aqu\u00e1tico.\n\n<strong>N\u00e3o resistem \u00e0 \u00e1gua salgada e por isso seu habitat se limita \u00e0s \u00e1guas continentais:<\/strong>\u00a0lagos, p\u00e2ntanos e charcos, lama\u00e7ais, rios etc.\n\nOs trit\u00f5es e as salamandras habitam zonas de grande altitude. Outros, batr\u00e1quios como o sapo Bufo alvarius, dos Estados Unidos, povoam regi\u00f5es \u00e1ridas e at\u00e9 des\u00e9rticas. Certas r\u00e3s, como as pererecas, s\u00e3o arbor\u00edcolas, e possuem almofadinhas adesivas em forma de disco nas pontas dos dedos. Nesse grande grupo existem tamb\u00e9m esp\u00e9cies cavern\u00edcolas, como o proteu.\n\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>A classe dos anf\u00edbios se divide em tr\u00eas ordens:<\/strong>\u00a0a dos anuros ou batr\u00e1quios, que n\u00e3o t\u00eam cauda e \u00e0 qual pertencem r\u00e3s e sapos; a dos urodelos, dotados de cauda e com aspecto de r\u00e9pteis, que inclui salamandras e trit\u00f5es; a dos \u00e1podes, sem patas, na qual se classificam as cec\u00edlias \u2014 tamb\u00e9m conhecidas como minhoc\u00f5es e cobras-cegas \u2013, anf\u00edbios de apar\u00eancia vermiforme.\n\n<strong>Os anuros<\/strong>\n\nA ordem dos anuros engloba os anf\u00edbios que, em estado adulto, n\u00e3o t\u00eam cauda e s\u00e3o adaptados ao salto, gra\u00e7as ao comprimento e \u00e0 for\u00e7a de suas patas posteriores.\n\nPossuem sacos vocais que lhes permitem emitir diferentes sons, que se tornam caracter\u00edsticos durante a \u00e9poca de acasalamento.\n\nA r\u00e3 dos p\u00e2ntanos (Rana ridibunda), cuja \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o compreende o sudoeste e o leste da Europa, \u00e9 de cor verde-oliva e apresenta numerosas manchas circulares escuras no dorso e nas patas.\n\nVive em grupos, e passa a maior parte do tempo na \u00e1gua, inclusive na \u00e9poca de hiberna\u00e7\u00e3o.\n\nOrigin\u00e1ria da Am\u00e9rica do Norte, a r\u00e3-touro (Rana catesbyana) \u00e9 um dos anf\u00edbios de maior tamanho.\n\nChega a medir vinte cent\u00edmetros do focinho ao fim do dorso e, por sua corpul\u00eancia, alimenta-se de presas de certa envergadura, como outras r\u00e3s, peixes, p\u00e1ssaros e at\u00e9 pequenos mam\u00edferos.\n\nMaior ainda \u00e9 a r\u00e3 gigante africana (Rana goliath), que ultrapassa trinta cent\u00edmetros de comprimento, medidos, como na anterior, do focinho \u00e0 extremidade das costas. Com as patas esticadas, pode chegar a setenta cent\u00edmetros, e seu peso alcan\u00e7a dois quilos. Vive nas selvas da \u00c1frica oriental.\n\nA perereca (Hyla arborea) habita as copas das \u00e1rvores, tem forma esbelta e \u00e9 dotada de discos adesivos nos dedos para facilitar sua ader\u00eancia aos galhos e ramos.\n\nCaracterizado por sua cabe\u00e7a achatada, larga e triangular, que lhe d\u00e1 um aspecto muito espec\u00edfico, o cururu-p\u00e9-de-pato (Pipa pipa) mede cerca de vinte cent\u00edmetros de comprimento e vive sobretudo na Am\u00e9rica do Sul. Os ovos s\u00e3o incubados em dobras da pele do dorso que parecem p\u00fastulas.\n\nO sapo comum (Bufo bufo) \u00e9 de cor parda, pode medir 15cm de comprimento e tem a pele cheia de verrugas. Est\u00e1 representado em quase todas as regi\u00f5es do mundo. No Brasil, h\u00e1 sapos e r\u00e3s de diversos g\u00eaneros e grande quantidade de esp\u00e9cies, inclusive dendrobat\u00eddeos perigosamente pe\u00e7onhentos e sapos de curiosas denomina\u00e7\u00f5es regionais, como o sapo-boi ou sapo-gigante (Bufo paracnemis), o sapo-cururu (Bufo marinus), o sapo-canoeiro (Phrynohias hebes), o sapo-ferreiro (Hyla faber Wied) e o sapo-de-chifre ou untanha, dos maiores, assim como a r\u00e3-pimenta (Leptodactylus pentadactylus), a r\u00e3-assobiadora, a r\u00e3-do-banhado etc.\n\n<strong>Os urodelos<\/strong>\n\nA ordem dos urodelos \u00e9 integrada por anf\u00edbios dotados de cauda e a ela pertencem as salamandras, os trit\u00f5es e os proteus.\n\nA salamandra comum (Salamandra salamandra) se estende amplamente pela Eur\u00e1sia e pelo norte da \u00c1frica. Apresenta uma colora\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica, constitu\u00edda por manchas alaranjadas sobre fundo negro ou por listras negras sobre fundo amarelo. Vive em zonas montanhosas, tem costumes noturnos e pode ser encontrada com certa facilidade depois da chuva, j\u00e1 que, como os demais anf\u00edbios, \u00e9 atra\u00edda pela umidade.\n\nA salamandra gigante do Jap\u00e3o (Megalobatrachus japonicus) chega a medir at\u00e9 um metro e meio de comprimento e vive em torrentes de \u00e1gua clara e de fundo rochoso. S\u00e3o animais longevos, e alguns exemplares chegaram a viver em cativeiro at\u00e9 sessenta anos.\n\nO trit\u00e3o de crista (Triturus cristatus) \u00e9 uma esp\u00e9cie eurasi\u00e1tica de cor parda com manchas circulares negras e ventre amarelado. Os machos no cio apresentam uma crista chamativa que lhes percorre o dorso e a cauda.\n\nUm curioso anf\u00edbio \u00e9 o axolotle tigrado (Ambystoma tigrinum) que vive na Am\u00e9rica do Norte, principalmente no M\u00e9xico.\n\nEsses animais foram mencionados j\u00e1 no s\u00e9culo XVI pelo cronista Gonzalo Fern\u00e1ndez de Oviedo, que os confundiu com peixes dotados de patas. Foi Georges Cuvier quem os classificou como anf\u00edbios, depois de mant\u00ea-los vivos num aqu\u00e1rio. Esses esp\u00e9cimes, iguaria muito apreciada pelos astecas, conservam em determinadas condi\u00e7\u00f5es sua fase larvar podendo, inclusive, reproduzir-se nesse estado.\n\nO proteu (Proteus anguinus) \u00e9 de cor esbranqui\u00e7ada, vive em cavernas e possui br\u00e2nquias externas, como no estado larvar, e extremidades curtas e muito delgadas. Por causa do tipo de vida cavern\u00edcola, tem os olhos atrofiados.\n\n<strong>Os \u00e1podes<\/strong>\n\nA ordem dos \u00e1podes, ou gimnofionos, \u00e9 composta pelas chamadas cec\u00edlias. S\u00e3o anf\u00edbios carentes de extremidades e com aspecto de pequenas cobras. Os ovos, de grande tamanho, s\u00e3o depositados em cavidades escavadas em terra \u00famida. Alguns esp\u00e9cimes podem alcan\u00e7ar um metro de comprimento, como ocorre com certas cec\u00edlias americanas.\n\n<strong>Classe Amphibia \u2013 Vertebrados<\/strong>\n\nOs\u00a0<strong>anf\u00edbios<\/strong>\u00a0invadiram o ambiente terrestre, mas mant\u00eam algumas caracter\u00edsticas dos peixes, que os limitam a habitat \u00famidos.\n\nAs tartarugas, lagartos, cobras e outros r\u00e9pteis desenvolvem caracter\u00edsticas que os adaptaram mais completamente \u00e0 vida na terra e muitos podem viver em ambientes bastante secos.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas dos Anf\u00edbios<\/strong>\n\nAnf\u00edbios s\u00e3o vertebrados ectot\u00e9rmicos. As escamas \u00f3sseas dos peixes foram perdidas, exceto em poucas esp\u00e9cies primitivas, e a pele \u00e9 lisa e \u00famida.\n\nGl\u00e2ndulas mucosas s\u00e3u abundantes e existe pouca cornifica\u00e7\u00e3o da epiderme.\n\nV\u00e9rtebras sucessivas encaixam-se para formar uma forte, embora flex\u00edvel, coluna vertebral. As costelas s\u00e3o muito curtas e costumam estar fusionadas s v\u00e9rtebras nas esp\u00e9cies contempor\u00e2neas.\n\nO cr\u00e2nio tende a ser pequeno, largo e incompletamente ossificado.\n\nP\u00e1lpebras m\u00f3veis e gl\u00e2ndulas lacrimais protegem e limpam os Olhos. Narinas internas est\u00e3o presentes.\n\n<strong>Anf\u00edbios\u00a0<\/strong>apresentam uma l\u00edngua muscular e protr\u00e1til. Seu intestino divide-se em delgado e grosso.\n\nBr\u00e2nquias externas das larvas durante a metamorfose e a troca de gases com o ambiente \u00e9 realizada por membranas \u00famidas nos pulm\u00f5es, pele e cavidade bucofar\u00edngea.\n\nCora\u00e7\u00e3o com \u00e1trios esquerdo e direito separados, que recebem principalmente sangue arterial e venoso, respectivamente. Esta corrente sang\u00fc\u00ednea permanece separada por uma grande extens\u00e3o na sua passagem atrav\u00e9s do \u00fanico ventr\u00edculo.\n\nA maior parte do nitrog\u00eanio \u00e9 eliminada atrav\u00e9s dos rins como ur\u00e9ia. Os anf\u00edbios t\u00eam uma bexiga urin\u00e1ria.\n\nMuitos ovos repletos de vitelo s\u00e3o produzidos nos grandes ov\u00e1rios. Camadas gelatinosas s\u00e3o secretadas em volta dos ovos quando eles passam pelos ovidutos.\n\nA fecunda\u00e7\u00e3o costuma ser externa. A maioria dos anf\u00edbios \u00e9 ov\u00edpara. As larvas aqu\u00e1ticas geralmente sofrem metamorfose para forma adulta terrestre.\n\nDurante a adapta\u00e7\u00e3o da vida na \u00e1gua para a vida na terra, os vertebrados desenvolveram uma forte sustenta\u00e7\u00e3o para o corpo, m\u00e9todos diferentes de locomo\u00e7\u00e3o, m\u00e9todos de receber est\u00edmulos sensitivos do ar e m\u00e9todos de obter oxig\u00eanio sem uma perda excessiva de \u00e1gua corporal.\n\nEles tiveram que regular sua temperatura corporal devido as flutua\u00e7\u00f5es externas da temperatura ambiental e encontrar meios de reprodu\u00e7ao na terra.\n\nOs extintos labirintodontes foram os primeiros anf\u00edbios e provavelmente deram origem aos anf\u00edbios contempor\u00e2neos, assim como aos r\u00e9pteis.\n\nOs anf\u00edbios est\u00e3o bem adaptados \u00e0 vida terrestre no que diz respeito \u00e0 sustenta\u00e7\u00e3o, locomo\u00e7\u00e3o e sistema nervoso sensitivo. Eles ventilam seus pulm\u00f5es com uma bomba bucofar\u00edngea.\n\nA troca gasosa cut\u00e2nea complementa a troca pulmonar. O \u00e1trio do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 dividido em lados direito e esquerdo e ocorre pequena mistura das correntes sang\u00fc\u00edneas do corpo e dos pulm\u00f5es no ventr\u00edculo \u00fanico.\n\nOs anf\u00edbios est\u00e3o limitados a habitats \u00famidos por causa da sua pele fina, \u00famida e sem escamas; sua urina \u00e9 abundante e dilu\u00edda; s\u00e3o incapazes de regular a temperatura corporal e \u00e9 necess\u00e1rio depositar os ovos na \u00e1gua ou em locais terrestres muito \u00famidos.\n\n<strong>Diversidade<\/strong>\n\nAs salamandras (ordem Caudata) ret\u00eam uma longa cauda, e a maioria das esp\u00e9cies t\u00eam pastas curtas. Muitas esp\u00e9cies tornaram-se neot\u00eanicas.\n\nAlgumas salamandras terrestres n\u00e3o apresentam pulm\u00f5es e dependem das trocas gasosas cut\u00e2neas.\n\nOs representantes da ordem Meantes s\u00e3o um grupo neot\u00eanico de anf\u00edbios semelhantes s salamandras com patas anteriores reduzidas e patas posteriores ausentes.\n\nAs r\u00e3s e os sapos (ordem Salientia) s\u00e3o altamente especializados para o salto. Embora a maioria das esp\u00e9cies seja aqu\u00e1tica, os sapos s\u00e3o bastante terrestres e, como as pererecas, s\u00e3o arbor\u00edcolas.\n\nMuitos sapos tropicais desenvolveram modifica\u00e7\u00f5es reprodutivas interessantes que protegem o delicado est\u00e1gio de larva.\n\nAs cec\u00edlias (ordem Gymnophiona) s\u00e3o anf\u00edbios vermiformes especializados para cavar buracos.\n\n<strong>Principais grupos de anf\u00edbios<\/strong>\n<table border=\"0\" width=\"75%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Grupo<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Significado<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Exemplo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Anuros<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Sem Cauda<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Sapos, R\u00e3s, Pererecas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">\u00c1podes<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Sem p\u00e9s<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Cobras-Cegas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Urodelos<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Caudados<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Salamandras<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Classe Amphibia \u2013 Corpo<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Classe Amphibia<\/strong>\u00a0inclui as cec\u00edlias (Ordem Gymnophiona), as salamandras (Ordem Caudata) e os sapos, r\u00e3s e pererecas (Ordem Anura).\n\nEmbora existam varia\u00e7\u00f5es na forma do corpo e nos \u00f3rg\u00e3os de locomo\u00e7\u00e3o, pode-se dizer que a maioria dos anf\u00edbios atuais tem uma pequena variabilidade no padr\u00e3o geral de organiza\u00e7\u00e3o do corpo.\n\nO nome anf\u00edbio indica apropriadamente que a maioria das esp\u00e9cies vive parcialmente na \u00e1gua, parcialmente na terra, constituindo-se no primeiro grupo de cordados a viver fora da \u00e1gua.\n\nEntre as adapta\u00e7\u00f5es que permitiram a vida terrestre incluem pulm\u00f5es, pernas e \u00f3rg\u00e3os dos sentidos que podem funcionar tanto na \u00e1gua como no ar. Dos animais adaptados ao meio terrestre, os anf\u00edbios s\u00e3o os mais dependentes da \u00e1gua. Foram os primeiros a apresentar esqueleto forte e musculatura capaz de sustent\u00e1-los fora d\u2019\u00e1gua.\n\nSua pele \u00e9 bastante fina e para evitar o ressecamento provocado pela exposi\u00e7\u00e3o ao sol, possui muitas gl\u00e2ndulas mucosas. Estas liberam um muco que mant\u00e9m a superf\u00edcie do corpo \u00famida e lisa, diminuindo o atrito entre a \u00e1gua e o corpo durante o mergulho.\n\nA epiderme tamb\u00e9m possui pouca quantidade de queratina, uma prote\u00edna b\u00e1sica para a forma\u00e7\u00e3o de escamas, placas c\u00f3rneas, unhas e garras.\n\nA aus\u00eancia destas estruturas os torna fr\u00e1geis em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 perda de \u00e1gua e tamb\u00e9m quanto \u00e0 sua defesa de predadores. Por isso, alguns anf\u00edbios desenvolveram gl\u00e2ndulas que expelem veneno quando comprimidas.\n\nA respira\u00e7\u00e3o dos anf\u00edbios pode ocorrer atrav\u00e9s de br\u00e2nquias e da pele (na fase larval e aqu\u00e1tica) e da pele e de pulm\u00f5es quando adultos e terrestres.\n\nS\u00e3o ectot\u00e9rmicos, ou seja, a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente. Por isso, em \u00e9pocas frias ou muito secas, muitas esp\u00e9cies enterram-se sob o solo a\u00ed permanecendo at\u00e9 a \u00e9poca mais quente e chuvosa. Este comportamento, em muitos locais do Brasil, deu origem \u00e0 lenda de que os sapos caem do c\u00e9u, pois, com a umidade provocada pelas chuvas, os anf\u00edbios saltam das covas onde estavam em estado de dorm\u00eancia, para a atividade.\n\n<strong>Tamb\u00e9m dependem da \u00e1gua para se reproduzirem:<\/strong>\u00a0a fecunda\u00e7\u00e3o ocorre fora do corpo da f\u00eamea e o gameta masculino necessita do meio aquoso para se locomover at\u00e9 o \u00f3vulo da f\u00eamea.\n\nEsta depend\u00eancia ocorre tamb\u00e9m porque os ovos n\u00e3o possuem prote\u00e7\u00e3o contra a radia\u00e7\u00e3o solar e choques mec\u00e2nicos. O desenvolvimento da larva \u00e9 indireto, ou seja, a larva ap\u00f3s a eclos\u00e3o do ovo, passa por v\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es at\u00e9 atingir a forma adulta, como acontece com o girino.\n\nA maioria das esp\u00e9cies de anf\u00edbios apresenta h\u00e1bitos alimentares inset\u00edvoros, sendo, portanto, vertebrados controladores de pragas. Muitas esp\u00e9cies, sens\u00edveis a altera\u00e7\u00f5es ambientais (desmatamento, aumento de temperatura ou polui\u00e7\u00e3o) s\u00e3o consideradas excelentes bioindicadores. A diminui\u00e7\u00e3o de certas popula\u00e7\u00f5es tem sido atribu\u00edda a altera\u00e7\u00f5es globais de clima e para certos biomas do Brasil, como a Mata Atl\u00e2ntica, os decl\u00ednios populacionais ou mesmo extin\u00e7\u00e3o de anf\u00edbios t\u00eam sido atribu\u00eddos ao desmatamento.\n\nAlgumas esp\u00e9cies, como a perereca-da-folhagem (Phyllomedusa bicolor) e o sapinho pingo-de-ouro (Brachycephalus ephipium) t\u00eam sido alvo de estudos bioqu\u00edmicos e farmacol\u00f3gicos, para isolamento de subst\u00e2ncias com poss\u00edveis usos medicinais. Estes s\u00e3o apenas dois exemplos de uso potencial de anf\u00edbios, que t\u00eam despertado interesse cient\u00edfico e comercial internacional e gerado problemas de \u201cpirataria biol\u00f3gica\u201d devido a falta de uma pol\u00edtica clara sobre o uso da biodiversidade do Brasil.\n\n<strong>Classe Amphibia \u2013 Origem<\/strong>\n\n<strong>Anf\u00edbio\u00a0<\/strong>vem da palavra grega Anfibia que significa \u201cque vive em ambos\u201d.\n\nOs\u00a0<strong>anf\u00edbios<\/strong>\u00a0representam uma classe dos vertebrados, e os primeiros conhecidos datam de cerca de 280 milh\u00f5es de anos, ou seja surgiram na era Devoniana.\n\nInicialmente apresentavam estrutura pr\u00f3xima ao dos peixes e atrav\u00e9s de milhares de anos foram deixando a \u00e1gua passando para o meio terrestre, adaptando-se a este novo meio com o surgimento de membros e pulm\u00f5es, alterando progressivamente o aparelho circulat\u00f3rio.\n\n<strong>A classe AMPHIBIA com cerca de quatro mil esp\u00e9cies \u00e9 dividida em tr\u00eas ordens:<\/strong>\u00a0Anura; Caudata ou Lacertiforme e Gymnophiona.\n\n<strong>Ordem Anura<\/strong>\n\nCaracteriza-se pela presen\u00e7a de dois pares de patas adaptados a locomo\u00e7\u00e3o por saltos e aus\u00eancias de caudas nos adultos. Ex. r\u00e3, sapos e pererecas. Tem cerca de 4.500 esp\u00e9cies descritas e conhecidas, com distribui\u00e7\u00e3o predominantemente tropical.\n\nOs anuros v\u00e3o de 86 mm de dimens\u00e3o em Psyllophry didactila (sapo pulga) do Rio de Janeiro, BR, at\u00e9 32 em Rana goliath de Camar\u00f5es, AFR.\n\n<strong>Ordem Caudata ou Lacertiforme<\/strong>\n\nCaracteriza-se por ter dois pares de patas na fase adulta com cauda bem desenvolvida. Tem cerca de 500 esp\u00e9cies, com distribui\u00e7\u00e3o em zonas temperadas e setentrionais. Ex. salamandras.\n\nV\u00e3o de 4 cm em Dermognathus wright, salamandra pequena dos Estados Unidos, at\u00e9 155 cm m Megalobatrachus japonicus,salamandra gigante do Jap\u00e3o.\n\n<strong>Ordem Gymnophiona<\/strong>\n<blockquote>Caracteriza-se por n\u00e3o possuir patas e nem cauda; corpo vermiforme, e todos t\u00eam h\u00e1bitos subterr\u00e2neos ou aqu\u00e1ticos, com distribui\u00e7\u00e3o tropical e meridional. Existem cerca de 200 esp\u00e9cies.\u00a0<strong>Ex.<\/strong>\u00a0cecilias, cobras cegas. No Brasil s\u00e3o cerca de 600 esp\u00e9cies de anuros, uma esp\u00e9cie de caudata e vinte de cec\u00edlias.<\/blockquote>\n<strong>Ordem dos<\/strong>\u00a0Anuros\n\nO presente trabalho abrange apenas a ordem dos anuros, ou seja, dos vulgarmente chamados sapos, r\u00e3s e pererecas, e tem a finalidade de propiciar aux\u00edlio para o estudo da anurofauna brasileira, bem como ajudar o observador da natureza conhecer um pouco sobre estes animais.\n\n<strong>Com base no aspecto externo o povo conhece tr\u00eas tipos de anuros:<\/strong>\n<blockquote><strong>Os sapos \u2013<\/strong>\u00a0que tem locomo\u00e7\u00e3o lenta, pelo rugosa e atos terrestres;<strong>As r\u00e3s \u2013<\/strong>\u00a0com h\u00e1bitos aqu\u00e1ticos e pele lisa ;<strong>As pererecas \u2013<\/strong>\u00a0que tem ventosas nos dedos das m\u00e3os e dos p\u00e9s.<\/blockquote>\n<strong>No Brasil ocorrem as seguintes fam\u00edlias:\u00a0<\/strong>Brachycephalidae; Dendrobatidae; Bufonidae; Centrolenidae; Hylidae; Leptodactylidae; Pipidae; Ranidae e fam\u00edlia Pseudidae\n\nOs<strong>\u00a0anf\u00edbios<\/strong>\u00a0anuros encontram-se distribu\u00eddos por quase todo o globo terrestre e em quase todos os ecossistemas. Por\u00e9m, nas florestas tropicais \u00e9 que encontramos a maior diversidade de esp\u00e9cies conhecidas.\n\nDas mais de 4.500 esp\u00e9cies descritas, cerca de 45% ocorrem na Am\u00e9rica Tropical.\n\nA aus\u00eancia de glacia\u00e7\u00f5es recentes, a estabilidade clim\u00e1tica e da vegeta\u00e7\u00e3o, a grande complexidade do meio e a grande quantidade de precipita\u00e7\u00f5es s\u00e3o fatores que fazem das florestas equatoriais e sub- tropicais ambientes favor\u00e1veis ao desenvolvimento de o maior n\u00famero de esp\u00e9cies ( Duellman &amp; Trub 1986). Dessa forma, as regi\u00f5es florestadas do Brasil (Floresta Amaz\u00f4nica e Floresta Atl\u00e2ntica), t\u00eam merecido maiores estudos devido a exuberante de sua diversidade biol\u00f3gica.\n\nA grande maioria dos anuros necessita de \u00e1gua para reproduzir e alto grau de umidade para sobreviver, de forma que nos ecossistemas \u00famidos como os das florestas \u00e9 onde encontram o ambiente mais favor\u00e1vel para viver. No entanto, os anuros possuem grande facilidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mais diversas condi\u00e7\u00f5es pluviom\u00e9tricas e de temperatura, necessitando muitas vezes de pequena umidade para sobreviver, o que permite encontra-los, tamb\u00e9m, em regi\u00f5es \u00e1ridas como na caatinga, pois s\u00e3o capazes de sobreviver nas mais extremas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, passando \u00e0s vezes meses praticamente sem se alimentar e em estado de hiberna\u00e7\u00e3o.\n\nHabitam as mais diversas altitudes, desde as restingas costeiras aos campos de altitude de 2.400 metros, como em Itatiaia \u2013 RJ, onde encontramos Melanophryniscus moreirae ( Miranda-Ribeiro, 1920 ).\n\nNo solo da Floresta Atl\u00e2ntica (serapilheira) encontramos por exemplo, Eleuthodactylus parvus, binotatus e geutheri, al\u00e9m de B. ephippium e Procerathropes boeie. Em suas brom\u00e9lias Dendrophryniscus brevipollicatus, Gastrotheca fissipes e Aparasphenodon brunoi, s\u00f3 para citar alguns.\n\nNos lagos, lagoas e brejos encontramos principalmente os hylidae, como Hyla faber, Hyla minuta, Hyla prasina, Hyla albopunctata, entre outros.\n\nComo dito por todo o Brasil encontramos os anuros; nas restingas, nas encostas rochosas marinhas, nos mangues, na mata atl\u00e2ntica, no cerrado, na caatinga, nos campos, nos campos de altitude e na floresta amaz\u00f4nica\n\nEm geral os anuros possui reduzida mobilidade, afastando-se poucos metros do local onde nasceram. Isto aliado a grande diversidade clim\u00e1tica e morfol\u00f3gica do pa\u00eds, permite a ocorr\u00eancia de grande n\u00famero de endemismo, ou seja esp\u00e9cies que s\u00f3 ocorrem em determinado local ou ambiente. De outra parte, ante o fator de grande adaptabilidade aliado aos fatores ainda desconhecidos, alguns anuros acabaram por se distribuir por quase todo o Brasil, como \u00e9 o caso de Hyla minuta.\n\n<strong>A hist\u00f3ria evolutiva dos anf\u00edbios<\/strong>\n\nOs<strong>\u00a0anf\u00edbios<\/strong>\u00a0s\u00e3o uma classe de animais que inclui sapos, r\u00e3s, salamandras, trit\u00f5es e cecilianos modernos. Eles evolu\u00edram a partir de peixes de nadadeiras lobadas e tetr\u00e1podes primitivos h\u00e1 cerca de 340 milh\u00f5es de anos.\n\n\u00c0s vezes, essa data \u00e9 fornecida incorretamente como 400 ou 380 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, mas os f\u00f3sseis n\u00e3o foram desenterrados desses per\u00edodos.\n\nCerca de 380 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, durante o per\u00edodo Devoniano, alguns peixes come\u00e7aram a desenvolver pernas e dedos. Esses primeiros &#8220;tetrapodomorfos&#8221; n\u00e3o tinham as caracter\u00edsticas que definem os anf\u00edbios, por isso s\u00e3o classificados como tetr\u00e1podes basais. D\u00e9cadas atr\u00e1s, eles foram classificados como anf\u00edbios, embora os taxonomistas tenham mudado sua vis\u00e3o sobre o assunto. \u00c9 por isso que a origem dessa classe \u00e0s vezes \u00e9 citada incorretamente como 380 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.\n\nAlguns dos primeiros tetr\u00e1podes incluem o Tiktaalik, entre os primeiros com uma estrutura de pulso que suporta peso, e o Acanthostega, que tinha oito d\u00edgitos em cada p\u00e9.\n\nEssas primeiras esp\u00e9cies seriam em sua maioria aqu\u00e1ticas e usariam seus membros para navegar pelos p\u00e2ntanos, em vez de fazer longas jornadas pela terra.\n\nEntre 380 e 360 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, houve um per\u00edodo denominado &#8220;abismo de Romer&#8221;, no qual quase nenhum f\u00f3ssil de tetr\u00e1podes foi encontrado, lan\u00e7ando uma nuvem de mist\u00e9rio sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos primeiros anf\u00edbios dos primeiros tetr\u00e1podes basais. Antes da lacuna, nenhum f\u00f3ssil foi encontrado, e o primeiro f\u00f3ssil de anf\u00edbio conhecido aparece logo ap\u00f3s a lacuna. Depois da lacuna, o mundo estava no per\u00edodo Carbon\u00edfero, onde o n\u00edvel do mar estava alto e as costas cobertas por florestas alagadas e p\u00e2ntanos.\n\nOs primeiros anf\u00edbios foram os temnospondylis, animais de cabe\u00e7a longa com andar amplo e apar\u00eancia distinta.\n\nEsses foram os primeiros tetr\u00e1podes verdadeiramente terrestres e teriam se comido tolamente consumindo insetos que careciam de adapta\u00e7\u00f5es especializadas para a defesa contra grandes predadores vertebrados.\n\nOs primeiros temnospondylis eram do tamanho de peixes grandes, variando de cerca de 0,5 a 1,5 metros de comprimento.\n\nOs primeiros tinham p\u00e9s curtos e provavelmente n\u00e3o podiam se mover muito r\u00e1pido.\n\nAo longo do per\u00edodo Carbon\u00edfero, os temnospondylis cresceram em tamanho e diversidade at\u00e9 ocuparem muitos dos nichos predat\u00f3rios e herb\u00edvoros que os animais terrestres exploram hoje. No final do Permiano, alguns chegavam a atingir 9 m de comprimento e se assemelhavam a crocodilos. Este animal, Prionosuchus, \u00e9 o maior anf\u00edbio conhecido. No Carbon\u00edfero, os temnospondylis foram acompanhados por diversos, mas menos numerosos, lepospondylis. Lissamphibians, o grupo que inclui todos os anf\u00edbios modernos e seus ancestrais comuns, surgiu cerca de 300 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.amphibianark.org\/www.nhc.ed.ac.uk\/www.anfibios.hpg.ig.com.br\/dreyfus.ib.usp.br\/www.wisegeek.org\/ww.geocities.com\/www.sitehelpme.xpg.com.br\/ypte.org.uk\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anf\u00edbios, Animais, Classe, O que s\u00e3o, \u00d3rg\u00e3os, Import\u00e2ncia, Reprodu\u00e7\u00e3o, Meio Ambiente, Esp\u00e9cies, Extin\u00e7\u00e3o, Brasil, Caracter\u00edstica, Anf\u00edbios<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":573,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-24975","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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