{"id":24932,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/milho\/"},"modified":"2016-01-22T00:00:00","modified_gmt":"2016-01-22T00:00:00","slug":"milho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/milho\/","title":{"rendered":"Milho"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n\n<strong>Do latim milius.m. Planta da fam\u00edlia das gram\u00edneas, de caule grosso, com um a tr\u00eas metros de altura, segundo as esp\u00e9cies; folhas largas, planas e pontiagudas: <\/strong>flores masculinas que terminam numa pan\u00edcula, e as femininas em espigas axilares resguardadas por uma camisa.\n\n\u00c8 ind\u00edgena da Am\u00e9rica tropical, cultiva-se na Europa e produz umas espigas com gr\u00e3os grossos e amarelos muito nutritivos.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Milho\" src=\"https:\/\/www.portalsaofrancisco.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/milho-12.jpg\" alt=\"Milho\" width=\"232\" height=\"264\" \/><\/p>\n\n<h4>Origem do Milho<\/h4>\nA origem da planta de <strong>milho<\/strong> segue sendo ainda hoje um mist\u00e9rio, por mais que os estudiosos se esforcem em o aclarar por diferentes pontos de vista. Somente podemos afirmar, que era o alimento b\u00e1sico das culturas americanas, muitos s\u00e9culos antes dos europeus, chegarem ao novo mundo.\n\nDurante muito tempo pensou-se que o seu prov\u00e1vel antecessor era o Teosinto, como ainda sustem algumas autoridades. Mas Mangelsdort y Reeves apresentaram v\u00e1rias provas de que o teosinto \u00e9 o resultado da h\u00edbrida\u00e7\u00e3o do <strong>milho<\/strong> e o tripsacum aparecem provavelmente depois de se cultivar o milho.\n\nH\u00e1 provas concludentes, descobertas por arque\u00f3logos paleobot\u00e1nicos, de que no vale de Tehuac\u00e1n, no sul de M\u00e9xico j\u00e1 se cultivava <strong>milho<\/strong> aproximadamente \u00e1 4.600 anos. Nos tempos precolombinos a sua extens\u00e3o ia desde o Chile at\u00e9 ao Canad\u00e1 Oriental. J\u00e1 existiam muitas variedades principais e at\u00e9 mereciam respeito religioso de v\u00e1rios povos primitivos.\n\nCom o descobrimento da Am\u00e9rica foi introduzido nos pa\u00edses mediterr\u00e2neos donde se difundiu rapidamente.\n\n\u00abA Hist\u00f3ria do <strong>milho<\/strong> &#8211; Segundo Schery em &#8220;Plantas \u00fateis para o homem&#8221;, perde-se na noite dos tempos. \u00c9 t\u00e3o diferente o milho de qualquer planta silvestre conhecida, que \u00e9 imposs\u00edvel considerar qualquer esp\u00e9cie atual como sua antepassada. Com efeito, a planta foi seleccionada para gr\u00e3o e para outros produtos e hoje n\u00e3o sobreviria se o homem n\u00e3o a cultiva-se. E vice-versa, pode dizer-se que o homem do Novo Mundo n\u00e3o podia permitir o descuido do milho, j\u00e1 que era o alimento base em quase toda a Am\u00e9rica antes desta ser descoberta por Colombo.\n\nAs autoridades n\u00e3o est\u00e3o de acordo quanto ao lugar de origem do milho, no entanto a maioria coincidem em que se estende desde o centro dos Andes, no noroeste da Am\u00e9rica do Sul, e por acaso (mais tarde), desde o outro centro, ao norte da Am\u00e9rica Central e M\u00e9xico. H\u00e1 outra teoria sobre a possibilidade de que o <strong>milho<\/strong> possa ter cruzado o Pac\u00edfico tropical, desde a \u00e1rea de Burma, com os navegadores, para come\u00e7ar a sua carreira espetacular desde a costa Peruana. \u00c9 poss\u00edvel que nunca saibamos como foram os verdadeiros come\u00e7os desta importante gram\u00ednea, mas desde os tempos hist\u00f3ricos que a vemos progredir rapidamente at\u00e9 aos nossos dias, em que o mundo depende de muitos milh\u00f5es de toneladas de um cereal que n\u00e3o pode existir sem ser cultivado.\u00bb\n\nEm escava\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas e arqueol\u00f3gicas e data\u00e7\u00f5es, encontram-se espigas de milho, que pelo m\u00e9todo do carbono 14, indicam-nos que um tipo de <strong>milho<\/strong> primitivo era consumido no M\u00e9xico \u00e1 7.000 anos. Os processos de muta\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o natural em conjunto com os ind\u00edgenas americanos, transformaram progressivamente certas variedades selvagens de milho em plantas cultivadas. A partir da d\u00e9cada de 30, o desenvolvimento do processo de h\u00edbrida\u00e7\u00e3o do milho deu origem a um incremento espetacular na produ\u00e7\u00e3o deste cereal.\n<h4>Propriedades Medicinais do <strong>Milho<\/strong><\/h4>\nA composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do gr\u00e3o de <strong>milho<\/strong> \u00e9 muito complexa. Reduzindo a um esquema, cont\u00e9m \u00e1 volta de uns 10% de subst\u00e2ncias azotadas, entre 60 a 70% de amido e a\u00e7ucares; 4 a 8% de mat\u00e9ria gorda. O resto, at\u00e9 aos 100% , \u00e9 \u00e1gua, celulose, subst\u00e2ncias minerais, etc.\n\nEntre as mat\u00e9rias azotadas, encontra-se a ze\u00edna, a edestina (uma globulina) a maisina, (nas formas a,b, g ), etc. Em n\u00fameros redondos, das 60 partes de f\u00e9cula, o milho doce s\u00f3 contem 20, as outras 20 converteram-se em dextrina; e a por\u00e7\u00e3o restante em glucose e sacarose quase em partes iguais.\n\nO gr\u00e3o de <strong>milho<\/strong> reduzido a farinha ou desengordurado e convertido em &#8220;maizena&#8221; \u00e9 de f\u00e1cil digest\u00e3o e muito nutritivo. Deve-se evitar a alimenta\u00e7\u00e3o exclusiva de milho, sobretudo as crian\u00e7as porque provoca doen\u00e7as, as chamadas &#8220;car\u00eancias&#8221;.\n\nAs barbas do <strong>milho<\/strong> tem virtudes diur\u00e9ticas extremamente eficazes e de uma a\u00e7\u00e3o muito segura quando s\u00e3o bem aplicadas; jamais irritam.\n\n<strong>Sempre que seja necess\u00e1rio ativar a secre\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria podem prestar excelentes servi\u00e7os; por exemplo:<\/strong> nos estados febris, inflama\u00e7\u00f5es da bexiga, doen\u00e7as card\u00edacas, etc. Al\u00e9m do mais, a infus\u00e3o destes filamentos estilares \u00e9 in\u00f3cua e pode consumir-se quanto se queira.\n\nSe a dificuldade em urinar tiver como origem uma inflama\u00e7\u00e3o da pr\u00f3stata, de modo algum se deve administrar esta infus\u00e3o, porque aumentaria o sofrimento do doente.\n\nA infus\u00e3o prepara-se com uma on\u00e7a de estigmas (barbas) de milho, que se deitam num litro de \u00e1gua e se deixa ferver, quando esta tiver fervido deixa-se arrefecer e coam-se. O paciente toma a quantidade que quiser, quente ou fria, conforme lhe apete\u00e7a.\n\n<strong>Existem milhares de maneiras diferentes de cozinhar o milho:<\/strong> cozido, assado, guisado, tostado, farinha, em tortilha, etc. Mas a forma mais peculiar que se adopta na transforma\u00e7\u00e3o do milho \u00e9 a bebida alco\u00f3lica conhecida como &#8220;Chicha&#8221;, mediante a fermenta\u00e7\u00e3o deste com a\u00e7\u00facar ou mel.\n\n<strong>UM DIA COM O MILHO <\/strong>\n\nH\u00e1 mais de 3.500 usos diferentes para os produtos que se extraem do <strong>milho<\/strong>. Todos os dias descobrem-se novos usos. Em muitas ocasi\u00f5es os produtos finais conseguidos s\u00e3o mais ecol\u00f3gicos do que os derivados do petr\u00f3leo.\n\n<strong>UTILIZANDO O MILHO A TODAS AS HORAS:<\/strong>\n\n<strong>Ao levantar<\/strong>\n\nMuitos dos sabonetes, geles e cosm\u00e9ticos incluem derivados de <strong>milho<\/strong> na sua formula\u00e7\u00e3o.\n\nPara ter um bom come\u00e7o todas as manh\u00e3s, h\u00e1 que tomar um bom pequeno almo\u00e7o. O menu desta manh\u00e3 inclui uma ta\u00e7a de corn-flakes, uma torrada com margarina e marmelada, e uma ch\u00e1vena de caf\u00e9 instant\u00e2neo. Pois bem, das v\u00e1rias coisas que comemos ou bebemos ao pequeno almo\u00e7o, s\u00e3o provenientes do milho, como o amido do <strong>milho<\/strong>, a\u00e7\u00facar do milho, farinha de milho, etc. O p\u00e3o pode ter amido, a\u00e7\u00facar e dextrosa (glicose), como ingredientes. A marmelada costuma ter a\u00e7\u00facar de milho.\n\n<strong>O ch\u00e1 e o caf\u00e9 instant\u00e2neo tamb\u00e9m costumam ter na sua composi\u00e7\u00e3o um subproduto do milho:<\/strong> a maltodextrina. A margarina tamb\u00e9m pode ter milho. Os bolos feitos em casa, assim como outras sobremesas, s\u00e3o feitos com leveduras derivadas do milho.\n\nAntes de sairmos de casa n\u00f3s lavamos os dentes. A maior parte das pastas de dentes e elixires cont\u00eam uns 50% de sorbitol l\u00edquido. Com sorbitol consegue-se controlar a humidade e absor\u00e7\u00e3o da humidade do ar. Os elixires o incluem para proporcionar o agrad\u00e1vel sabor doce.\n\nAs graxas dos sapatos incluem compostos derivados de <strong>milho<\/strong>. Apoiamo-nos contra uma parede, o gesso dos tabiques levam amido de milho para ganhar ader\u00eancia. O \u00f3leo de milho \u00e9 utilizado nas pinturas e vernizes. A cola dos papeis pintados \u00e9 feita de amido e dextrina de milho. Uma parede de cimento pode ter \u00e1gua de milho na sua composi\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>\u00c1 ida para a escola e trabalho<\/strong>\n\nMetemo-nos no carro. Os carros tamb\u00e9m precisam de <strong>milho<\/strong>! As cabe\u00e7as dos cilindros, os pneus e o liquido do limpa p\u00e1ra-brisas, cont\u00eam milho na sua composi\u00e7\u00e3o. A bateria do carro tamb\u00e9m. Em muitos pa\u00edses do mundo o etanol \u00e9 uma alternativa mais rent\u00e1vel do que combust\u00edveis mais contaminantes como a gasolina. O Acetato Magn\u00e9sio C\u00e1lcio \u00e9 usado como subst\u00e2ncia para eliminar o gelo das estradas.\n\n<strong>As crian\u00e7as chegam \u00e1 escola<\/strong>\n\nJ\u00e1 se utilizam pap\u00e9is feitos \u00e0 base de milho, s\u00e3o elaborados com amido de <strong>milho<\/strong>, dextrina, dextrosa e a\u00e7\u00facar de milho. Os l\u00e1pis de cera e o giz, s\u00e3o fabricados com derivados de milho.\n\n<strong>No trabalho<\/strong>\n\n<strong>Utilizamos materiais que seguramente foram tratados com algum derivado do milho, como:<\/strong> papel, cart\u00f5es, madeiras, adesivos, tintas, tecidos, etc.\n\n<strong>Na comida<\/strong>\n\n<strong>Milho<\/strong> no \u00f3leo, legumes em conserva, margarina, mostarda, maionese, ketchup, a frutose de muitas sobremesas, iogurtes (a\u00e7\u00facar do milho para ado\u00e7ar), congelados, gelados.\n\nA carne e os ovos que consumimos, s\u00e3o provenientes de animais que foram alimentados com ra\u00e7\u00f5es em que a sua composi\u00e7\u00e3o em milho \u00e9 em elevada percentagem, principalmente em gl\u00faten.\n\nUma visita a um conhecido que est\u00e1 internado no hospital\n\nCerca de 85 tipos diferentes de antibi\u00f3ticos utilizam <strong>milho<\/strong> na sua composi\u00e7\u00e3o. A fina capa que cobre as aspirinas e outros analg\u00e9sicos s\u00e3o feitas de amido de milho.\n\nAs garrafas com as solu\u00e7\u00f5es intravenosas que muitos pacientes necessitam, cont\u00eam dextrosa. A \u00e1gua em que se processa industrialmente o milho, tamb\u00e9m se utiliza para fabricar alguns antibi\u00f3ticos e f\u00e1rmacos.\n\n<strong>Tomar um refresco a meio da tarde<\/strong>\n\nQuase todas as bebidas gaseificadas utilizam edulcorantes obtidos do <strong>milho<\/strong>. As cervejas sem \u00e1lcool substitu\u00edram o amido extra\u00eddo da cevada pelo o do milho, para conseguirem formulas mais ligeiras.\n\n<strong>As crian\u00e7as comem guloseimas que levam milho:<\/strong> barras de caramelo ou chocolate, pastilha el\u00e1stica, batatas fritas e um grande n\u00famero de aperitivos feitos \u00e1 base de milho.\n\n<strong>De volta a casa<\/strong>\n\nOs mi\u00fados quando vestem fatos de treino com desenhos cheios de cor, estes necessitam de <strong>milho<\/strong> para que se mantenham as cores vivas e haja ader\u00eancia \u00e0 roupa.\n\nBrincam em cima de tapetes que t\u00eam fibras tratadas com milho.\n\nAo jantar, utilizamos recipientes de pl\u00e1stico e de papel que t\u00eam na sua composi\u00e7\u00e3o fibras de <strong>milho<\/strong>, que s\u00e3o muito mais ecol\u00f3gicos do que outros pl\u00e1sticos industriais. Quando comemos uma pizza, o molho de tomate tem amido e dextrosa de milho, e a massa tem farinha de milho. Os tacos e as tortilhas mexicanas tamb\u00e9m.\n\nOs detergentes da m\u00e1quina de lavar t\u00eam na sua composi\u00e7\u00e3o um \u00e1cido c\u00edtrico derivado do <strong>milho<\/strong>, que veio substituir os fosfatos, permitindo uma efic\u00e1cia na limpeza, diminuindo simultaneamente a dose de detergente a utilizar.\n\nAntes de irmos para a cama, vemos umas fotografias. A pel\u00edcula \u00e9 feita com amido de milho.\n\nSe o pap\u00e1 n\u00e3o tiver de se levantar cedo no dia seguinte, toma um copo de whisky bourbon, feito de <strong>milho<\/strong>.\n\nFonte: www.delariva.com\n<h6>Milho<\/h6>\n<p class=\"google\"><\/p>\nO <strong>milho <\/strong>\u00e9 grande fonte de energia por conter alto teor de carboidratos, al\u00e9m de possuir quantidades consider\u00e1veis de vitaminas B1 e E e sais minerais.\n\nA vitamina B1 (tiamina) ajuda na regulariza\u00e7\u00e3o do sistema nervoso e aparelho digestivo, e tonifica o m\u00fasculo card\u00edaco. A vitamina E apresenta propriedades antioxidantes sendo, por isso, utilizada na conserva\u00e7\u00e3o de alimentos. Ela combate a degenera\u00e7\u00e3o muscular, atua no crescimento e protege o sistema reprodutor, aumentando a pot\u00eancia sexual.\u00c9 ainda rico em F\u00f3sforo (necess\u00e1rio ao c\u00e9rebro).\n\nO milho cresce em forma de espiga- seus gr\u00e3os formam fileiras retas, ao longo do sabugo (a parte de dentro), onde eles est\u00e3o encaixados. Os gr\u00e3os do milho mudam de cor e formato de acordo com a variedade.\n\nO <strong>milho<\/strong> deve ser comprado fresco, com as folhas bem verdes e vivas e cabelos marrom-escuro. Se ele estiver \u00e0 venda j\u00e1 sem casca, verifique se a ponta inferior da espiga \u00e9 afilada e macia. Isso indica que ele est\u00e1 em boas condi\u00e7\u00f5es.\n\nO milho pode ser consumido por pessoas que possuam o aparelho digestivo delicado, por ser de f\u00e1cil digest\u00e3o. O \u00f3leo de <strong>milho<\/strong> \u00e9 indicado porque dificulta a forma\u00e7\u00e3o de gordura no sangue, reduzindo o n\u00edvel de colesterol.\n\nPode ser preparado em espigas inteira, grelhado ou cozido em gr\u00e3os. E fica mais saboroso quando se espalha manteiga ou margarina sobre as espigas.\n\nSeu per\u00edodo de safra vai de dezembro a abril.\n<h4 class=\"txtconteudo\">Valor nutritivo<\/h4>\n<blockquote>\n<p class=\"txtconteudo\">O milho \u00e9 um alimento bastante rico em sais minerais, prote\u00ednas e vitaminas. de f\u00e1cil digest\u00e3o, ele pode ser consumido at\u00e9 por pessoas que tenham problemas digestivos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4 class=\"txtconteudo\">Destaque Nutricional<\/h4>\n<blockquote>\n<p class=\"txtconteudo\">Atividade anticancer\u00edgena e antiviral. Apresenta fun\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica por ser um alimento fonte de carboidrato.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h4>Origem<\/h4>\nPalavra que vem do latim (Miliu). Planta da fam\u00edlia das gram\u00edneas e o respectivo gr\u00e3o.\n\nO seu nome cient\u00edfico(Zea mays), planta de caule grosso, com um a tr\u00eas metros de altura, folhas largas, planas e pontiagudas.\n\nO <strong>milho<\/strong> \u00e9 chamado de mon\u00f3ico, porque possui as flores dos dois sexos na mesma planta, os estigmas das espigas femininas s\u00e3o muito compridos, parecendo fios de cabelos.Os gr\u00e3os ficam um do lado do outro, assim cobrindo a espiga.\n\nPor mais que os estudiosos tentem descobrir com certeza, n\u00e3o conseguem, pois tem diferentes pontos de vista. Mas podemos afirmar que era alimento b\u00e1sico das culturas americanas, muito s\u00e9culo antes dos europeus.\n\nArque\u00f3logos paleobot\u00e2nicos descobriram de que no vale de Tehuac\u00e2n no sul do M\u00e9xico j\u00e1 tinha o seu cultivo a mais ou menos 4.600 anos. J\u00e1 antes de Crist\u00f3v\u00e3o Colombo a sua extens\u00e3o ia desde o Chile at\u00e9 ao Canad\u00e1 Oriental, com muitas variedades e tinham respeito religioso de v\u00e1rios povos primitivos. Com o crescimento da Am\u00e9rica, foi apresentado aos pa\u00edses mediterr\u00e2neos de onde se estendeu rapidamente.\n\nDepois da secagem do <strong>milho<\/strong>, \u00e9 usado como ra\u00e7\u00e3o animal, ou processado para fazer a farinha de onde s\u00e3o feitos os cereais. Outro tipo de milho \u00e9 usado, na produ\u00e7\u00e3o de fub\u00e1.\n\nO <strong>milho<\/strong> \u00e9 um dos cereais mais utilizados no Brasil.\n\n<strong>Os pratos mais conhecidos que s\u00e3o preparados com milho s\u00e3o:<\/strong> O bolo de milho, o curau, a polenta, a pamonha, o cuscuz, a broa de <strong>milho<\/strong>, a canjica, a pipoca, etc.\n\nO <strong>milho<\/strong> \u00e9 rico em amidos e prote\u00ednas, mas n\u00e3o \u00e9 indicado para substituir as prote\u00ednas, pois ele necessita de dois amino\u00e1cidos essenciais que \u00e9 a lisina e o triptofano.\n\nO <strong>milho<\/strong> cultivado para a produ\u00e7\u00e3o de pipoca \u00e9 uma variedade especial, com espigas menores que as do milho doce e do milho dentado.Assim que os caro\u00e7os s\u00e3o aquecidos de maneira r\u00e1pida, a umidade interna \u00e9 convertida em vapor, sendo assim a press\u00e3o estoura a cascas externa, transformando a parte interna em uma massa fofa de amidos e fibras. A cada x\u00edcara de pipoca sem gordura cont\u00e9m apenas 30 calorias e \u00e9 rica em fibras, mas quando ela \u00e9 preparada com \u00f3leo ou manteiga a sua caloria chega a 155 por x\u00edcara.\n\nAs barbas do milho ou cabelo de <strong>milho<\/strong> como s\u00e3o chamadas \u00e9 conhecida como o ch\u00e1 desse cabelo de milho diur\u00e9tico e dizem que \u00e9 bom para problemas de rins e febres.\n\n<strong>Importante:<\/strong> Mas se a dificuldade de urinar for inflama\u00e7\u00e3o da pr\u00f3stata, n\u00e3o se deve tomar este ch\u00e1, pois aumentaria o sofrimento do doente.\n\nCerca de 85 tipos diferentes de antibi\u00f3ticos utilizam o <strong>milho<\/strong> em sua composi\u00e7\u00e3o. A capa que \u00e9 coberta a aspirina s\u00e3o feitas com amido de milho.\n\nExistem tamb\u00e9m detergentes de maquinas de lavar que na sua composi\u00e7\u00e3o tem um \u00e1cido c\u00edtrico derivado do <strong>milho<\/strong>.\n\nFonte: www.sociedadedigital.com.br\n<h6>Milho<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Milho\" src=\"https:\/\/www.portalsaofrancisco.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/milho-19.jpg\" alt=\"Milho\" width=\"325\" height=\"240\" \/><\/p>\nH\u00e1 milh\u00f5es de anos o <strong>milho<\/strong> vem acompanhando o homem ao longo do tempo.\n\nO <strong>milho<\/strong> deve ter surgido em solo centro-americano h\u00e1 aproximadamente 7000 anos.. Devemos procura-lhe a origem nos planaltos do M\u00e9xico, onde, em tempos pr\u00e9-colombianos, o precioso gr\u00e3o rapidamente se espalhou ao norte at\u00e9 a barra de S\u00e3o Louren\u00e7o, ao sul at\u00e9 o Prata e \u00e0 oeste at\u00e9 o Amazonas. Os astecas, maias e incas, n\u00e3o s\u00f3 dele se alimentavam, mas tinham tamb\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o de cunho religioso.\n\nAt\u00e9 o descobrimento da Am\u00e9rica, em 1492, os europeus desconheciam por completo a exist\u00eancia do <strong>milho<\/strong>. Quando Crist\u00f3v\u00e3o Colombo levou algumas sementes para a Europa, em 1493, causou grande sensa\u00e7\u00e3o entre os bot\u00e2nicos. Linneus, em sua classifica\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros e esp\u00e9cies, denominou-o de &#8220;zea mays&#8221;, do grego &#8220;zeia&#8221; (gr\u00e3o, cereal), e em homenagem a um dos principais povos da Am\u00e9rica, os maias. Hoje seu consumo abrange praticamente todas as partes do mundo. E n\u00e3o apenas como alimenta\u00e7\u00e3o. O <strong>milho<\/strong> serve tamb\u00e9m de mat\u00e9ria-prima para a fabrica\u00e7\u00e3o de in\u00fameros produtos como \u00f3leos, cremes vegetais, bebidas e, por incr\u00edvel que possa parecer, at\u00e9 combust\u00edveis.\n\nO <strong>milho<\/strong> (Zea mays), parece ter-se desenvolvido de um gram\u00edneo silvestre (Enchalaena mexicana). Dada a sua import\u00e2ncia para a humanidade, surgiram em diferentes culturas, lendas que explicam sua origem.\n<h4>LENDA GUARANI<\/h4>\nEm tempos perdidos na noite da antiguidade, quando viviam os \u00edndios muito afastados uns dos outros, cada fam\u00edlia devia por si s\u00f3 cuidar e procurar o sustento na ca\u00e7a ou na pesca.\n\nDois ca\u00e7adores, por\u00e9m viviam juntos e eram os \u00fanicos que ajudavam na ca\u00e7a e repartiam o produto dela entre si e suas fam\u00edlias.\n\n<strong>Um dia quando foram pescar, disse um deles:<\/strong>\n\nN\u00e3o seria poss\u00edvel que &#8220;Nhandeyara&#8221;, o Grande Esp\u00edrito, que manda nas aves do c\u00e9u e os animais da terra para nosso alimento e o de nossos filhos, se dignasse de por sobre a terra outra casta de alimentos que fossem mais f\u00e1ceis de colher? Os frutos silvestres t\u00eam sua curta esta\u00e7\u00e3o, a ca\u00e7a e pesca costumam faltar0nos por vezes e muito mal passar\u00edamos, se as ra\u00edzes de umas plantas e os grelos das palmeiras n\u00e3o nos servissem de sustento.\n\nEm tais conversas passaram horas, pois a pesca n\u00e3o foi muito abundante naquela ocasi\u00e3o. No dia seguinte cedo, aprontaram-se os dois ca\u00e7adores seus arcos e flechas e dirigiram-se ao mato \u00e0 procura de jac\u00fas. Caminharam muito, detendo-se por vezes para escutar o ru\u00eddo de uma ca\u00e7a levantada que fugisse. Por\u00e9m, a batida n\u00e3o deu resultado melhor que a pesca do dia anterior. As aves e os quadr\u00fapedes tinham-se retirado para outra regi\u00e3o e apenas obtiveram o indispens\u00e1vel.\n\nA escassez fazia-se sentir por toda aquela lua. Uma noite, conversavam os dois amigos assentados sobre um toro que lhe servia de banco perto da porta, quando lhes apareceu um valente guerreiro, que sa\u00edra da escurid\u00e3o todo envolvido em raios de luz.\n\nAproximando-se deles, disse que era enviado de Nhandeyara, que tinha escutado sua conversa na escurid\u00e3o e que o mandara para proporcionar-lhes o alimento que lhes faltava. Para este fim devia lutar com cada um, para ver qual deles era o mais forte, tendo o mais d\u00e9bil de sacrificar-se e ser enterrado perto da cabana.\n\nDa sepultura nasceria uma planta, que daria frutos suficientes para sustentar todo o tempo as duas fam\u00edlias e a quantos a cultivassem.\n\nE imediatamente come\u00e7ou a luta no p\u00e1tio. O mais fraco era Avaty, este era o nome de um dos ca\u00e7adores. Deu-lhe sepultura o amigo sobrevivente, que lamentava a inevit\u00e1vel separa\u00e7\u00e3o e o estranho guerreiro, desapareceu na sombra de onde sa\u00edra. Aquele tinha que trabalhar com afinco e demorar-se mais nos bosques e campos para grangear o alimento indispens\u00e1vel para a sua fam\u00edlia e a do amigo.\n\nEm um dos primeiros dias da primavera foram surpreendidos pela agrad\u00e1vel nova de que no t\u00famulo de Avaty tinha nascido uma formosa planta de muitas folhas verdes e espigas douradas. Viu ent\u00e3o o ca\u00e7ador cumprida a promessa feita pelo guerreiro e tranq\u00fcilizando-se compreendeu a grande sabedoria de Nhandeyara, que pode sacrificar um homem de bem para o bem de todas as outras criaturas.\n\nDesde ent\u00e3o, chamam os guaranis aquela planta &#8220;avaty&#8221;, em homenagem ao \u00edndio sacrificado e os nativos daquela terra cultivaram com esmero nas suas pequenas ro\u00e7as o primoroso gr\u00e3o, cuja espiga, ao ser passada de m\u00e3o em m\u00e3o, simboliza a uni\u00e3o e afetuosa amizade. Pois nenhum bom \u00edndio olvida que a abund\u00e2ncia que proporciona esse admir\u00e1vel alimento, tanto aos homens como aos animais, prov\u00e9m do sacrif\u00edcio de uma amigo fiel.\n<h4>LENDA PARECI<\/h4>\nUm grande chefe pareci, dos primeiros tempos da tribo, Ainotar\u00ea, sentindo que a morte se aproximava, chamou seu filho Kaleito\u00ea e lhe ordenou que o enterrasse no meio da ro\u00e7a assim que seus dias terminassem.\n\nAvisou, que tr\u00eas dias depois da inunda\u00e7\u00e3o, brotaria de sua cova uma planta que algum tempo depois rebentaria em sementes. Mas avisou para que n\u00e3o comessem e sim, guardassem-na para replanta, deste modo, ganharia a tribo um recurso precioso.\n\nAssim foi feito e o milho apareceu entre eles.\n\nMonteiro Lobato aproveitou-se deste mito de vida e morte e, pelas m\u00e3os da personagem Tia Nast\u00e1cia, fez nascer o Visconde de Sabugosa, uma espiga de <strong>milho<\/strong> fil\u00f3sofa e cientista que andava e falava como os seres humanos e sabia mais do que qualquer pessoa do &#8220;S\u00edtio do picapau-amarelo&#8221;.\n\n<strong>OUTRAS TRADI\u00c7\u00d5ES, OUTRAS LENDAS&#8230;.<\/strong>\n\nExiste na Am\u00e9rica do Norte, uma variante da Lenda Pareci, recolhida gra\u00e7as as investiga\u00e7\u00f5es de C. Mathews, que omitimos para n\u00e3o sermos prolixo.\n\nO <strong>milho<\/strong>, base da alimenta\u00e7\u00e3o dos antigos habitantes do M\u00e9xico e da Am\u00e9rica Central, ocupa um lugar importante na sua mitologia e hist\u00f3ria tradicional.\n\nSuas tradi\u00e7\u00f5es referem que a inven\u00e7\u00e3o deste cereal, deu-se depois da inunda\u00e7\u00e3o diluvial da Antiguidade Americana e que foi efetuada por Quetzalcoatl, ou por seu companheiro Yucateca.\n\nNaquela \u00e9poca os deuses, desejando encontrar com que acudir a subsist\u00eancia dos homens, se puseram em marcha para descobrirem alguma planta. Quetzalcoatl chegou ao fim da esta\u00e7\u00e3o da chuva a montanha Paxil, situada nos limites ocidentais da Guatemala e do estado de Chiapas.\n\nAli encontrou homens carregados de feixes de <strong>milho<\/strong>. Segundo historiadores, seriam formigas, s\u00edmbolo da ind\u00fastria e do trabalho, as que teriam levado a Quetzalcoatl ao descobrimento deste cereal t\u00e3o importante.\n\nEm geral, se atribue o achado do <strong>milho<\/strong> \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o dos Toltecas, parece por\u00e9m, que os Olmecas, antes daqueles, o cultivavam.\n\nO <strong>milho<\/strong> no mundo pr\u00e9-hisp\u00e2nico, era sustento b\u00e1sico do corpo e tamb\u00e9m do esp\u00edrito. A religiosidade dos astecas estava vinculada de v\u00e1rias maneiras com o milho. Era o emblema da deusa dos cereais Centeotl. O Deus Tlaloc levava uma haste desta planta na m\u00e3o.\n\nO car\u00e1ter sagrado do <strong>milho<\/strong> se encontra a cada passo na liturgia dos antigos mexicanos. Em setembro, a festa das sacerdotisas da M\u00e3e do Milho, circunst\u00e2ncia que os liga aos peruanos, que tamb\u00e9m veneram neste m\u00eas das mulheres, a deusa Mama Sara. Esta era a \u00e9poca propicia aos casamentos. Sendo a cultura peruana dominada de uma astrolatria ou astronomia simb\u00f3lica, n\u00e3o admira a Mama Sara se encontra ente as estrelas do c\u00e9u. Ela corresponde \u00e0 Constela\u00e7\u00e3o de Virgem e \u00e9 precisamente em setembro que se acha o Sol neste signo.\n\n<strong>OS \u00cdNDIOS DA AM\u00c9RICA DO NORTE&#8230;<\/strong>\n\nOs \u00edndios do leste da Am\u00e9rica do Norte, acreditavam que o esp\u00edrito do <strong>milho<\/strong> tinha se originado do sangue da mulher dos gr\u00e3os. Nas f\u00f3rmulas sagradas dos cheroke, o cereal por vezes \u00e9 invocado como a &#8220;mulher velha&#8221; e um dos seus mitos conta como um ca\u00e7ador viu uma bela mulher sair de um p\u00e9 de milho.\n\nOs iroqueses acreditavam que o esp\u00edrito dos gr\u00e3os, o esp\u00edrito das vagens e o esp\u00edrito das ab\u00f3boras eram tr\u00eas irm\u00e3s vestidas de folhas que se amavam muito e gostavam de viver juntas. Essa trindade divina \u00e9 conhecida pelo nome de &#8220;De-o-ha&#8217;-ko&#8221;, ou seja, &#8220;nossa vida&#8221;. As tr\u00eas pessoas da trindade n\u00e3o t\u00eam nomes individuais e n\u00e3o s\u00e3o nunca mencionadas separadamente.\n\nOs \u00edndios contavam uma lenda segundo a qual o <strong>milho<\/strong> era cultivado com facilidade, at\u00e9 que o &#8220;Maligno&#8221;, invejoso de seu \u00fatil dom concedido ao homem pelo Grande Esp\u00edrito, lan\u00e7ou sobre os campos uma praga. E, ainda hoje, quando o vento faz farfalhar o milho, o \u00edndio julga estar ouvindo o esp\u00edrito do <strong>milho<\/strong> lamentando a fecundidade perdida.\n\nOs mitos da cria\u00e7\u00e3o das plantas cultivadas deram um sentido de funda\u00e7\u00e3o c\u00f3smica ao nascimento dos cereais e converteram a origem da agricultura em um momento inaugural da vida civilizada. A agricultura, portanto, foi sin\u00f4nimo de riqueza e vida civilizada. Seus s\u00edmbolos eram a abund\u00e2ncia de bens, a suntuosidade de templos, a magnific\u00eancia das cidades e o esplendor que irradiava a imagem dos deuses.\n\nPercebe-se portanto, o quanto os antigos pr\u00e9-colombianos tinham toda a raz\u00e3o em sua adora\u00e7\u00e3o pelo <strong>milho<\/strong>. Em certo espa\u00e7o do tempo, o milho n\u00e3o foi somente um alimento, mas uma forma de ver e encarar o mundo. E, para n\u00f3s hoje, ele \u00e9 uma das maiores riquezas que a natureza j\u00e1 nos ofertou.\n\n<strong>Rosane Volpatto<\/strong>\n\nRefer\u00eancias\n\nBarring, Ann y Jules Cashford, (1993) The Myth of the Goddess. Londres, Penguin Books.\nCoe, Michael D. (1973) The Maya Scribe and his World. Nueva York, The Grolier Club.\nFlorescano, Enrique (1993) El mito de Quetzalc\u00f3atl. M\u00e9xico, Fondo de Cultura Econ\u00f3mica.\nFreidel, David, Linda Schele y Joy Parker (1993) Maya Cosmos. Three Thousand years on the Shaman&#8217;s Path. Nueva York, William Morrow and Company, Inc.\nRobicsek, Francis y Donald M. Hales (1981) The Maya Book of the Dead: The Ceramic Codex.\nCharlotesville, University of Virginia Art Museum.\nTabue, Karl (1985) The Classic Maya Maize God: A Reappraisal, Robertson, Merle Greene (comp.)\nFifth Palenque Round Table, San Francisco, The Pre-Columbian Art Research Institute.\n\nFonte: www.rosanevolpatto.trd.br\n<h6>Milho<\/h6>\nUm dos alimentos mais energ\u00e9ticos por conter alto teor de carboidratos, o <strong>milho<\/strong> traz em sua composi\u00e7\u00e3o vitaminas A, E e do complexo B, prote\u00ednas, gorduras, sais minerais (c\u00e1lcio, ferro, f\u00f3sforo e pot\u00e1ssio), a\u00e7\u00facares, celulose e amido, al\u00e9m se ser rico em fibras e possuir mais calorias que o trigo. Isso significa que o produto pode suprir as necessidades nutricionais da popula\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ser um excelente complemento alimentar e auxiliar na elimina\u00e7\u00e3o de toxinas do organismo.\n\nSua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica \u00e9 complexa. Cerca de 10% do gr\u00e3o cont\u00e9m subst\u00e2ncias azotadas, 60 e 70% \u00e9 composto por amido e a\u00e7\u00facares e 4 a 8% por mat\u00e9ria gorda. O resto, at\u00e9 os 100% \u00e9 formado por \u00e1gua, celulose e subst\u00e2ncias minerais. Existem, hoje, 150 esp\u00e9cies de <strong>milho<\/strong>, com diversas cores e formatos e mais de 3.500 usos diferentes para os produtos que se extraem do gr\u00e3o.\n\nAl\u00e9m de ser tradicionalmente utilizado na prepara\u00e7\u00e3o de bolos e broas, de curau, pamonha, canjica, polenta, cuscuz e pipoca, o <strong>milho<\/strong> tamb\u00e9m \u00e9 empregado na composi\u00e7\u00e3o de alimentos industrializados como salgadinhos, caf\u00e9 sol\u00favel, modificadores de leite e at\u00e9 na prepara\u00e7\u00e3o da cerveja. O gr\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 usado para fabrica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00e3o animal, al\u00e9m de mat\u00e9ria prima importante na ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o de diferentes setores.\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\nConsiderado sagrado em v\u00e1rias culturas, o milho se transformou na base da alimenta\u00e7\u00e3o dos antigos habitantes do M\u00e9xico e da Am\u00e9rica Central, ocupando lugar de destaque na mitologia e na hist\u00f3ria tradicional. Consumido pelos povos americanos desde cerca de 5 mil A C.,, o cereal foi reverenciado pelos Astecas e Incas e at\u00e9 ocupou lugar de destaque no Popol Vuh, livro sagrado da civiliza\u00e7\u00e3o Maia que relata o nascimento do ser humano a partir do <strong>milho<\/strong>.\n\nOs \u00edndios do Leste da Am\u00e9rica do Norte, as civiliza\u00e7\u00f5es asteca, maia e inca e nossos \u00edndios guaranis, criaram v\u00e1rias lendas que atribu\u00edam ao <strong>milho<\/strong> uma origem divina, transformando o gr\u00e3o em sin\u00f4nimo de abund\u00e2ncia e no principal ingrediente da alimenta\u00e7\u00e3o dessas popula\u00e7\u00f5es.\n\nCom a descoberta da Am\u00e9rica e as grandes navega\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XVI, a cultura do <strong>milho<\/strong> se expandiu para outras partes do mundo. Hoje \u00e9 cultivado e consumido em todos os continentes e sua produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 perde para a do trigo e do arroz. Atualmente, o Brasil \u00e9 o terceiro maior produtor mundial de milho, atr\u00e1s dos Estados Unidos e da China, por\u00e9m, o n\u00edvel de consumo do gr\u00e3o no pa\u00eds est\u00e1 longe de ser comparado ao do M\u00e9xico e de pa\u00edses na regi\u00e3o do Caribe.\n<table border=\"0\" width=\"196\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\" align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><b>Valores Nutricionais<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Por\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">100 g<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Kcal<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">108<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Carboidrato<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">25,10<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Prote\u00edna<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">3,33<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Gordura<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">1,29<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Fibra<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">2,80<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<td align=\"center\"><strong>Colesterol<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\">0<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\nFonte: correiogourmand.com.br\n<h6>Milho<\/h6>\nCereal que, com o trigo, o arroz e a batata, \u00e9 um dos quatro mais importantes produtos agr\u00edcolas do mundo.\n\nNo Brasil, \u00e9 cultivado em quase todo o pa\u00eds.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Milho\" src=\"https:\/\/www.portalsaofrancisco.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/milho-13.jpg\" alt=\"Milho\" width=\"315\" height=\"206\" \/>\n<strong>O milho \u00e9 base de ra\u00e7\u00e3o para animais e ingrediente de v\u00e1rias receitas culin\u00e1rias. <\/strong><\/p>\nQuando Crist\u00f3v\u00e3o Colombo chegou \u00e0 Cuba, em 1492, enviou alguns homens da expedi\u00e7\u00e3o para explorar o interior da ilha. Na volta, eles relataram sobre \u0093um tipo de gr\u00e3o, de sabor agrad\u00e1vel, que \u00e9 cozido, seco e transformado em farinha, e que os \u00edndios chamam de maiz\u0094.\n\nLevado \u00e0 Europa, o cereal ind\u00edgena difundiu-se t\u00e3o rapidamente que, poucos anos mais tarde, a maioria dos europeus j\u00e1 o conhecia. Os colonizadores portugueses introduziram-no na \u00c1frica, j\u00e1 com o nome de <strong>milho<\/strong>. Em seguida, chegou a vez da \u00c1sia.\n\nAl\u00e9m de ser consumido em gr\u00e3o, tamb\u00e9m pode ser transformado em farinha, com a qual se preparam pratos como bolos, polenta, angu e pamonha. A pipoca \u00e9 feita de um <strong>milho<\/strong> especial que estoura quando aquecido.\n\nOs Estados Unidos s\u00e3o o maior produtor de <strong>milho<\/strong> do mundo. Outros grandes centros produtores s\u00e3o a China, o Brasil, a Rom\u00eania, o M\u00e9xico, a \u00c1frica do Sul e a Argentina.\n<h4>Usos do Milho<\/h4>\n<strong>Alimento Para Animais Dom\u00e9sticos<\/strong>\n\nGrande parte da produ\u00e7\u00e3o mundial de <strong>milho<\/strong> destina-se \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o de porcos, bois, ovelhas e aves. Anualmente, enormes quantidades de milho e caules de milho s\u00e3o transformados em ensilagem, uma ra\u00e7\u00e3o fermentada destinada a alimentar os animais, particularmente nos pa\u00edses mais frios.\n\n<strong>Alimento Para o Homem<\/strong>\n\nO <strong>milho<\/strong> pode ser comido em gr\u00e3o (na pr\u00f3pria espiga, assada ou cozida) e sob a forma de pratos preparados.\n\nO <strong>milho<\/strong> tamb\u00e9m pode ser transformado em diversos tipos de farinha, como o fub\u00e1, a milharina e a farinha de milho granulada. \u00c9 um cereal de alto valor nutritivo e uma rica fonte de gorduras, prote\u00ednas e carboidratos. Meio quilograma de <strong>milho<\/strong> cozido (cerca de duas espigas grandes) cont\u00e9m aproximadamente 550 calorias.\n\nO refino do <strong>milho<\/strong> \u00e9 o processo pelo qual o gr\u00e3o \u00e9 separado em partes. Os produtos b\u00e1sicos obtidos nesse processo s\u00e3o o amido, o a\u00e7\u00facar, o xarope (ou glicose de milho) e o \u00f3leo. O \u00f3leo de milho \u0096 que representa mais ou menos 5% do peso do gr\u00e3o \u0096 vem sendo usado cada vez mais como \u00f3leo de cozinha e na fabrica\u00e7\u00e3o de outros produtos alimentares, como margarinas e gorduras. O amido de <strong>milho<\/strong>, ou maisena, \u00e9 usado para engrossar pudins, molhos e caldos.\n\nTamb\u00e9m \u00e9 empregado na prepara\u00e7\u00e3o de doces e chicletes. O xarope, ou glicose de milho, obtido a partir do aquecimento do amido em recipientes fechados, \u00e9 muito utilizado para ado\u00e7ar alimentos e comer com p\u00e3o.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Milho\" src=\"https:\/\/www.portalsaofrancisco.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/milho-14.jpg\" alt=\"Milho\" width=\"290\" height=\"190\" \/>\n<strong>P\u00e9s de milho, cereal que constitui a principal lavoura de muitos agricultores em todo o mundo.<\/strong><\/p>\n<strong>A PLANTA <\/strong>\n\nO <strong>milho<\/strong> \u00e9 uma gram\u00ednea anual. A planta do milho \u00e9 pouco ramificada e possui um grande n\u00famero de pequenas espigas. Quando adulta, atinge de 2 a 3 m de altura, mas existem variedades que chegam at\u00e9 5 ou 6 m.\n\n<strong>Caules<\/strong>\n\nO caule, ou colmo, do milho \u00e9 s\u00f3lido e reto, assemelhando-se a um bambu. Tem de dois a 4 cm de di\u00e2metro e conta com cerca de 15 entren\u00f3s ou n\u00f3s. O interior do caule, a medula, \u00e9 formado por um tecido macio e esponjoso. O sistema de ra\u00edzes da planta possui muitas ramifica\u00e7\u00f5es que sustentam o caule verde.\n\n<strong>Folhas<\/strong>\n\nEm cada entren\u00f3 nasce uma folha, as folhas sucessivas \u0096 compridas e de bordas lisas \u0096 se disp\u00f5em em posi\u00e7\u00f5es alternadas. S\u00e3o constitu\u00eddas pela bainha, que envolve o caule, e pela l\u00e2mina foliar, ou limbo, que varia em comprimento de 40 cm a 1,20 m e, em largura, de 4 a 12 cm. O n\u00famero de folhas em cada p\u00e9 varia de 15 a 20.\n\nAs Espigas do <strong>milho<\/strong> desenvolvem-se a partir das jun\u00e7\u00f5es das folhas com o caule, as axilas. Um p\u00e9 de milho pode ter de uma at\u00e9 oito espigas. Cada uma delas \u00e9 protegida por v\u00e1rias folhas, envolventes e encorpadas, conhecidas popularmente como palha. A espiga consiste em um sabugo coberto por fileiras de oito, dez, 12 ou mais gr\u00e3os \u0096 as sementes do milho. De cada gr\u00e3o sai um estigma, que cresce muito e desponta fora da palha, formando o que geralmente se chama de barba, ou cabelo, do <strong>milho<\/strong>.\n\n<strong>Cada gr\u00e3o de milho comp\u00f5e-se de tr\u00eas partes:<\/strong> o pericarpo, a pel\u00edcula externa; o embri\u00e3o, parte que dar\u00e1 vida a uma nova planta; e o endosperma, que constitui a maior parte do gr\u00e3o. Depois que o gr\u00e3o \u00e9 plantado, a planta usa o endosperma como alimento na fase inicial de crescimento. O endosperma \u00e9 formado principalmente de amido mole e amido duro. As diferentes variedades de milho possuem distintas quantidades desses dois tipos de amido em seus gr\u00e3os.\n<h4><strong>Milho<\/strong> H\u00edbrido<\/h4>\nAtualmente, o <strong>milho h\u00edbrido<\/strong> \u00e9 respons\u00e1vel pela maior parte do cereal cultivado no mundo. Os p\u00e9s de milho h\u00edbrido produzem, em geral, um ter\u00e7o a mais do cereal do que as melhores variedades desenvolvidas por outros m\u00e9todos de cultivo. Al\u00e9m disso, os h\u00edbridos s\u00e3o mais resistentes \u00e0 falta de \u00e1gua, \u00e0s doen\u00e7as e epidemias.\n\nO <strong>milho h\u00edbrido<\/strong> \u00e9 obtido a partir de linhagens puras, cultivadas artificialmente por autofecunda\u00e7\u00e3o (fertiliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3vulos de uma flor pelos gr\u00e3os do p\u00f3len produzidos na mesma planta). Do cruzamento dessas linhagens resulta a semente h\u00edbrida, empregada nas lavouras comerciais.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Milho\" src=\"https:\/\/www.portalsaofrancisco.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/milho-15.jpg\" alt=\"Milho\" width=\"326\" height=\"213\" \/>\n<strong>Pamonha e mingau, alguns dos alimentos que podem ser feitos a partir do milho.<\/strong><\/p>\n\n<h4>CULTIVO<\/h4>\nNas regi\u00f5es Sudeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil, o <strong>milho<\/strong> \u00e9 semeado geralmente em outubro, floresce em janeiro e atinge a matura\u00e7\u00e3o em fevereiro. No Nordeste, planta-se o produto em mar\u00e7o para colh\u00ea-lo em junho. O milho desenvolve-se melhor em regi\u00f5es onde as temperaturas oscilam entre 20\u00b0C e 30\u00b0C, com \u00edndice de chuvas variando de 400 a 600 mm, sendo elas bem distribu\u00eddas durante o ano. Durante a fase de crescimento da planta, as chuvas s\u00e3o essenciais, assim como as temperaturas elevadas s\u00e3o muito importantes um m\u00eas ap\u00f3s a poliniza\u00e7\u00e3o.\n<h4>Plantio<\/h4>\nEmbora os solos ideais para o <strong>milho<\/strong> devam ser profundos, arejados e bem drenados, ele pode ser cultivado em solos alcalinos ou \u00e1ridos, desde que sejam enriquecidos com nutrientes.\n\nNas \u00e1reas onde a agricultura, de modo geral, adota m\u00e9todos mais racionais de cultivo e produ\u00e7\u00e3o, todas as opera\u00e7\u00f5es que envolvem a cultura do milho s\u00e3o mecanizadas, possibilitando rendimentos elevados.\n<h4>Germina\u00e7\u00e3o<\/h4>\nA semente do <strong>milho<\/strong> \u00e9 plantada com freq\u00fc\u00eancia a uma profundidade de 5 cm. As plantinhas come\u00e7am a brotar do solo de seis a dez dias ap\u00f3s a semeadura.\n\nDepois que a planta aparece na superf\u00edcie, come\u00e7a a desenvolver-se mais rapidamente o sistema de ra\u00edzes do milho, ao mesmo tempo em que a sua parte superior vai crescendo. As ra\u00edzes do milho, assim como as das outras gram\u00edneas, espalham-se em todas as dire\u00e7\u00f5es, mas sobretudo pr\u00f3ximo \u00e0 superf\u00edcie do solo.\n\nNa \u00e9poca do florescimento, surgem outras ra\u00edzes, que nascem nos entren\u00f3s inferiores da planta e penetram na terra.\n\n<strong>Cuidados<\/strong>\n\nA maior parte do <strong>milho<\/strong> \u00e9 cultivada sem irriga\u00e7\u00e3o, em regi\u00f5es onde a quantidade de chuvas \u00e9 suficiente.\n<h4>Colheita<\/h4>\nO ciclo de desenvolvimento do milho tem aproximadamente 140 dias de dura\u00e7\u00e3o. A colheita, no entanto, d\u00e1-se cerca de seis meses depois ou mais. Nas \u00e1reas onde s\u00e3o empregadas t\u00e9cnicas mais desenvolvidas, a colheita tamb\u00e9m \u00e9 realizada com o emprego de m\u00e1quinas. A mais importante delas \u00e9 a colhedeira mec\u00e2nica, que colhe as espigas, debulha e ensaca o <strong>milho<\/strong> no pr\u00f3prio campo.\n\nOs Inimigos do Milho. H\u00e1 mais de 350 tipos de insetos que se alimentam das ra\u00edzes, caules, folhas e gr\u00e3os do milho. Entre eles encontram-se o verme da espiga de milho, o percevejo, o gafanhoto, o bicho branco e a broca-do-milho europ\u00e9ia. Os fazendeiros combatem esses insetos lan\u00e7ando poderosos inseticidas sobre as plantas. Algumas vezes, chegam a misturar os inseticidas com fertilizantes diretamente no solo para matar certas pragas.\n\nNo Brasil, e em muitos outros pa\u00edses, os maiores preju\u00edzos s\u00e3o causados por fungos que apodrecem as espigas. Uma das doen\u00e7as mais freq\u00fcentes \u00e9 a ferrugem.\n\nFonte: www.clickeducacao.com.br\n<h6>Milho<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Milho\" src=\"https:\/\/www.portalsaofrancisco.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/milho-16.jpg\" alt=\"Milho\" width=\"287\" height=\"193\" \/><\/p>\n<strong>Nome cient\u00edfico: <\/strong>Zea mays L.\n\n<strong>Fam\u00edlia: <\/strong>Gramineae\n\n<strong>Origem:<\/strong> Americana, regi\u00e3o onde se situa o M\u00e9xico\n<h4>Caracter\u00edsticas da planta<\/h4>\nA parte a\u00e9rea atinge a altura de at\u00e9 2 m e \u00e9 constitu\u00edda por uma colmo ereto, n\u00e3o ramificado, com n\u00f3s e entre-n\u00f3s de natureza esponjosa, e por folhas, com formato lanceolado, que se inserem nesses n\u00f3s. Essas folhas s\u00e3o constitu\u00eddas de uma bainha pilosa de colora\u00e7\u00e3o verde-clara que envolve o colmo. O gr\u00e3o de <strong>milho<\/strong> \u00e9 um fruto de uma semente, ou cariopse, caracter\u00edstico das gram\u00edneas.\n<h4>Caracter\u00edsticas da flor<\/h4>\nAs flores s\u00e3o unissexuadas e encontram-se reunidas em infloresc\u00eancias distintas. A infloresc\u00eancia masculina pode atingir de 50 a 60 cm de comprimento, possuindo colora\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel, podendo ser esverdeada, marrom ou vermelho-escura. Cada flor masculina \u00e9 constitu\u00edda de tr\u00eas estames protegidos por duas forma\u00e7\u00f5es membranosas chamadas lema e p\u00e1lea. Dois desses conjuntos s\u00e3o protegidos por plumas formando uma espigueta que, em grupo de duas, s\u00e3o inseridas nos ramos da infloresc\u00eancia. A infloresc\u00eancia feminina (espiga) \u00e9 constitu\u00edda por um eixo (sabugo) com reentr\u00e2ncias em que se desenvolvem as espiguetas. Cada espigueta comp\u00f5e-se de duas flores, uma f\u00e9rtil e outra est\u00e9ril, e \u00e9 recoberta por um par de glumas. O conjunto estilo-estigma \u00e9 que vem a constituir o cabelo, barba ou boneca do <strong>milho<\/strong>.\n\n<strong>Melhores variedades:<\/strong> H\u00edbridos e variedades em distribui\u00e7\u00e3o pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de S\u00e3o Paulo, ou certificados por ela.\n\n<strong>\u00c9poca de plantio:<\/strong> Outubro e novembro.\n\n<strong>Espa\u00e7amento:<\/strong> 100 x 20cm (deixar 5 plantas por metro de sulco).\n\n<strong>Sementes necess\u00e1rias:<\/strong> 20kg \/ hectare\n\n<strong>Combate \u00e0 eros\u00e3o:<\/strong> Semear em sulcos fundos (15cm), mas cobrir com pouca terra; cultivar em faixas de n\u00edvel.\n\n<strong>Aduba\u00e7\u00e3o (b\u00e1sica):<\/strong> 50-60-15 . Aplicar 1\/6 do N no plantio; o restante, em cobertura, 35 dias ap\u00f3s a germina\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Tratos culturais: <\/strong>Desbastar entre 20 e 30 dias ; fazer tr\u00eas a quatro cultivos mec\u00e2nicos.\n\n<strong>Combate \u00e0 mol\u00e9stias e pragas: No campo, lagartas:<\/strong> tratamento por inseticida \u00e0 base de Carbaryl (Sevin); <strong>no armazenamento, tra\u00e7as e carunchos:<\/strong> expurgar com Fosfina e armazenar em paiol apropriado. Tratar com Malation 2% a 1: 1.000.\n\n<strong>\u00c9poca de colheita:<\/strong> Maio e junho.\n\n<strong>Produ\u00e7\u00e3o normal: <\/strong>3.000kg\/ha de gr\u00e3os.\n\n<strong>Melhor rota\u00e7\u00e3o: <\/strong>Algod\u00e3o, arroz, mandioca e outras culturas comerciais; adubos verdes e pastagens.\n\n<strong>Observa\u00e7\u00f5es<\/strong>\n<blockquote>O produto de sementes h\u00edbridas n\u00e3o deve ser usado no plantio.\nNas terras \u00e1cidas (pH abaixo de 5,4 e c\u00e1lcio inferior a 2 meq ou Al3 + maior do que 0,50 meq), fazer calagem com calc\u00e1rio dolom\u00edtico.<\/blockquote>\nFonte: www.agrov.com\n<h6>Milho<\/h6>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Milho\" src=\"https:\/\/www.portalsaofrancisco.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/milho-17.jpg\" alt=\"Milho\" width=\"325\" height=\"237\" \/><\/p>\nO<strong> milho<\/strong> \u00e9 um \u00edcone da cultura Americana. N\u00e3o s\u00f3 representa as tradi\u00e7\u00f5es dos Americanos Nativos e serve de s\u00edmbolo ao mesmo tempo duma festa dum barbecue e duma sa\u00edda ao cinema \u00e0 noite, mas o milho, sob a forma de xarope de milho, tamb\u00e9m \u00e9 um ingrediente acrescent\u00e1vel em muitos outros alimentos que consumimos diariamente.\n\nEmbora normalmente associemos o milho \u00e0 cor amarela, ele pode surgir em diferentes variedades com um naipe de diferentes cores, tais como vermelho, rosa, preto e azul. O milho cresce em espigas, cada uma das quais est\u00e1 coberta por filas de sementes que s\u00e3o depois protegidas por fios semelhantes \u00e0 seda, conhecidos como \u00abseda de milho\u00bb, e envolvidas numa casca.\n\nO <strong>milho<\/strong> \u00e9 conhecido cientificamente como Zea mays. Este apelido reflete o seu nome tradicional, maize, pelo qual \u00e9 conhecido em muitos \u00e1reas por todo o mundo.\n<table class=\"table\" border=\"0\" width=\"392\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<th class=\"head\" colspan=\"5\">165 grs \/ 178.00 Calorias<\/th>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<th class=\"head\" width=\"137\">NUTRIENTES<\/th>\n<th class=\"head\" width=\"85\">QUANT.<\/th>\n<th class=\"head\" width=\"55\"><strong>DDR (%)<\/strong><\/th>\n<th class=\"head\" width=\"109\">\n<p class=\"style6\" align=\"center\"><strong>DENSIDADE DO NUTRIENTE<\/strong><\/p>\n<\/th>\n<th class=\"head\" width=\"72\"><strong>CLASS.<\/strong><\/th>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<th class=\"spec style4\">vitamina B1 (tiamina)<\/th>\n<td align=\"center\">0.36 mg<\/td>\n<td align=\"center\">24.0<\/td>\n<td align=\"center\">2.4<\/td>\n<td align=\"center\">bom<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<th class=\"spec style4\">folatos<\/th>\n<td align=\"center\">76.10 mcg<\/td>\n<td align=\"center\">19.0<\/td>\n<td align=\"center\">1.9<\/td>\n<td align=\"center\">bom<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<th class=\"spec style4\">fibras<\/th>\n<td align=\"center\">4.60 g<\/td>\n<td align=\"center\">18.4<\/td>\n<td align=\"center\">1.9<\/td>\n<td align=\"center\">bom<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<th class=\"spec style4\">vitamina C<\/th>\n<td align=\"center\">10.16 mg<\/td>\n<td align=\"center\">16.9<\/td>\n<td align=\"center\">1.7<\/td>\n<td align=\"center\">bom<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<th class=\"spec style4\">f\u00f3sforo<\/th>\n<td align=\"center\">168.92 mg<\/td>\n<td align=\"center\">16.9<\/td>\n<td align=\"center\">1.7<\/td>\n<td align=\"center\">bom<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<th class=\"spec style4\">mangan\u00e9sio<\/th>\n<td align=\"center\">0.32 mg<\/td>\n<td align=\"center\">16.0<\/td>\n<td align=\"center\">1.6<\/td>\n<td align=\"center\">bom<\/td>\n<\/tr>\n<tr bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<th class=\"spec style4\">vitamina B5 (\u00c1cido pantot\u00c9nico)<\/th>\n<td align=\"center\">1.44 mg<\/td>\n<td align=\"center\">14.4<\/td>\n<td align=\"center\">1.5<\/td>\n<td align=\"center\">bom<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4>Benef\u00edcios para a Sa\u00fade<\/h4>\n<blockquote>Afec\u00e7\u00f5es Intestinais\nDispepsia\nC\u00f3lon Irrit\u00e1vel\nColites Cr\u00f3nicas\nDieta de Desmame (nos lactentes)\nCeliaquia\nDoen\u00e7as Renais Cr\u00f3nicas\nColesterol\nHipertir\u00f3idismo\nMagreza em Geral<\/blockquote>\n<h4>Milho Verde<\/h4>\nO<strong> milho<\/strong> tem v\u00e1rias aplica\u00e7\u00f5es na culin\u00e1ria. Ele pode ser usado como cereal, quando seus gr\u00e3os j\u00e1 est\u00e3o secos, ou como legume, quando frescos. Ele cresce em forma de espiga, seus gr\u00e3os formam fileiras retas ao longo do sabugo, onde eles est\u00e3o encaixados. A espiga \u00e9 recoberta pelos cabelos do milho, fios macios, longos e de cor marrom, os quais s\u00e3o as flores femininas do cereal. Protegendo os gr\u00e3os e o cabelo h\u00e1 uma capa de folhas verdes e \u00e1speras, conhecida como palha do milho, que depois de seca serve para envolver a pamonha ou fazer cigarros de palha. Os gr\u00e3os do milho mudam de cor e formato de acordo com a variedade. O milho dente, tem gr\u00e3os longos e achatados, podendo ser amarelos ou brancos. Os gr\u00e3os do milho duro s\u00e3o curtos e arredondados e, embora sejam sempre brilhantes, sua cor pode variar do vermelho-alaranjado ao amarelo ou branco. O conhecido milho de pipoca tem gr\u00e3os pequenos, amarelos ou brancos.\n\nH\u00e1 ainda o milho para canjica, brancoe sem germe, que \u00e9 a base para essa esp\u00e9cie de sopa doce, tamb\u00e9m chamada munguz\u00e1.\n\nO<strong> milho<\/strong> \u00e9 um alimento bastante rico em sais minerais, prote\u00ednas e vitaminas. De f\u00e1cil digest\u00e3o, ele pode ser consumido at\u00e9 por pessoas que tenham problemas digestivos. A combina\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel e nutritiva do milho \u00e9 com leitoe. Ele d\u00e1 origem a v\u00e1rios pratos, como a pamonha, a canjica, o curau e difrentes tipos de creme. Esta combina\u00e7\u00e3o compensa a falta de amino\u00e1ciods do milho. A canjica \u00e9 um prato de alto valor nutritivo, sendo muito recomendada \u00e0s mulheres gr\u00e1vidas ou que estejam amamentando, pois acredita-se que aumenta o leite.\n\nEscolha as espigas com folhas de cor verde bem vivo e de cabelo marrom escuro. Quanto mais amarela e seca a casca, mais duro ser\u00e1 o milho. Muitas vezes o milho \u00e9 vendido j\u00e1 descascado. Nestes casos, preste aten\u00e7\u00e3o na parte de baixo da espiga. Se ela estiver macia, o milho \u00e9 fresco , se estiver dura ou cortada, o milho j\u00e1 est\u00e1 velho. Compre sempre as espigas que t\u00eam gr\u00e3os at\u00e9 a parte de cima. Al\u00e9m disso, o gr\u00e3o precisa estar macio.\n\n<strong>Para verificar isso, fa\u00e7a o seguinte teste:<\/strong> aperte os gr\u00e3os com as unhas, se soltar um pouco de l\u00edquido \u00e9 sinal de que o milho est\u00e1 bom. O milho rende pouco quando ralado ou triturado. Por isso, ao compr\u00e1-lo para esse fim, lembre-se de que cada 100 g de milho &#8220;in natura&#8221; s\u00e3o aproveitados apenas 40 g. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel comprar milho industrializado em latas.\n\nO milho deve ser guardado sem casca e sem cabelo, na gaveta de verduras da geladeira. Nessas condi\u00e7\u00f5es, o milho verde se conserva bom at\u00e9 10 dias. Se for preciso conserv\u00e1-lo por mais dias, \u00e9 recomend\u00e1vel guardar no congelador. Dessa forma pode-se conservar o milho verde por at\u00e9 1 m\u00eas, embora ele perca um pouco o sabor e fique mais duro. Os gr\u00e3os soltos de milho verde devem ser guardados em recipientes bem fechados.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Milho\" src=\"https:\/\/www.portalsaofrancisco.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/milho-18.jpg\" alt=\"Milho\" width=\"221\" height=\"335\" \/><\/p>\n\n<h4>Milho h\u00edbrido<\/h4>\nO<strong> milho<\/strong> \u00e9 origin\u00e1rio das Am\u00e9ricas, provavelmente do M\u00e9xico, tendo sido desenvolvido nos \u00faltimos oito mil anos. Os povos primitivos que habitavam a Am\u00e9rica Central conseguiram domesticar o milho e ao mesmo tempo, por sele\u00e7\u00e3o, produzir um n\u00famero grande de ra\u00e7as. Quando Colombo descobriu a Am\u00e9rica em 1492 ele encontrou o milho cultivado pelos \u00edndios, no interior de Cuba e milho muito antigo foi encontrado nos t\u00famulos do M\u00e9xico e do Peru. No Brasil, entre os milhos ind\u00edgenas, a maioria era constitu\u00edda por milhos de gr\u00e3os farin\u00e1ceos (amarelos e brancos), muito moles, que se prestavam \u00e0 moagem e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de farinha. No entanto, havia ainda os de pipoca (redondos e pontudos) e os de gr\u00e3os duros (laranjas e brancos). Esses foram os principais milhos desenvolvidos pelos \u00edndios no Brasil, Uruguai e Paraguai, e tiveram grande import\u00e2ncia no melhoramento gen\u00e9tico atual, principalmente o milho cateto (duro de cor laranja).\n\nA hist\u00f3ria do melhoramento do milho no Brasil demonstra um caso de similaridade com aquilo que de melhor se praticava no in\u00edcio dos programas de gen\u00e9tica de milho nas universidades americanas. Assim, as equipes que aqui se formavam puderam praticar e transmitir conhecimentos que constru\u00edram o suporte de metodologias e recursos humanos dos programas de melhoramento at\u00e9 hoje em andamento no Brasil.\n\nA Escola Agr\u00edcola de Lavras &#8211; MG, atual Universidade Federal de Lavras, teve grande participa\u00e7\u00e3o no melhoramento de milho no Brasil na d\u00e9cada de 20, o que culminou com a publica\u00e7\u00e3o de dois livros, sendo o primeiro sobre a cultura e melhoramento do milho no Brasil e o segundo sobre gen\u00e9tica e melhoramento de plantas, publicados por Hunnicutt (1924) e Paiva (1925).\n\nO Instituto Agron\u00f4mico de Campinas e a Universidade Federal de Vi\u00e7osa iniciaram o estudo das cultivares de milho brasileiras e introduzidas por imigrantes, e tamb\u00e9m introduziram variedades e mesmo linhagens obtidas nos Estados Unidos. \u00c9 interessante observar o interc\u00e2mbio de germoplasma entre essas duas instituic\u00f5es, conforme relatado em Bragantia, publica\u00e7\u00e3o do IAC. Por envidarem esfor\u00e7os em tipos diferentes de milho, ao intercambiarem e promoverem cruzamentos entre linhagens, estabeleceram essas institui\u00e7\u00f5es um padr\u00e3o comercial de milho h\u00edbrido que persiste at\u00e9 hoje como preferencial no mercado. Mais tarde, o Instituto Agron\u00f4mico de Campinas desenvolveu linhagens e h\u00edbridos de grande import\u00e2ncia para a manuten\u00e7\u00e3o da estabilidade da produ\u00e7\u00e3o do milho no estado de S\u00e3o Paulo e \u00e1reas adjacentes. Destaque-se tamb\u00e9m, mais recentemente, o trabalho do Dr. Luiz Torres de Miranda, da Se\u00e7\u00e3o de Milho e Cereais Diversos na \u00e1rea de mapeamento de tolor\u00e2ncia \u00e0 &#8220;stress&#8221; ambiental, estudando uma ra\u00e7a de milho introduzida do M\u00e9xico.\n\nPor seu turno, a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, principalmente pelo trabalho desenvolvido por Ernesto Paterniani, Jo\u00e3o Rubens Zinsly e Roland Vencovsky, desenvolveu estudos sobre m\u00e9todos de melhoramento e mesmo cultivares comerciais, tendo coletado, avaliado e preservado uma imensa cole\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as e variedades de milho, at\u00e9 que essa cole\u00e7\u00e3o foi agregada \u00e0 EMBRAPA. (ressalte-se tamb\u00e9m que o trabalho de Marc\u00edlio Dias e Cyro Paulino da Costa na \u00e1rea de melhoramento de hortali\u00e7as e introdu\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de germoplasma).\n\nOs trabalhos de melhoramento com milho h\u00edbrido no Brasil tiveram in\u00edcio em 1932 no Instituto Agron\u00f4mico de Campinas &#8211; IAC, no Estado de S\u00e3o Paulo, e em 1935 na Universidade Federal de Vi\u00e7osa &#8211; UFV, em Minas Gerais, sendo o Brasil o segundo pa\u00eds a adotar o milho h\u00edbrido. No IAC, Carlos Arnaldo Krugg e colaboradores inicialmente conduziram trabalhos procurando a obten\u00e7\u00e3o de linhagens de milho cateto, porque ele era o mais popular entre os agricultores, sendo que os primeiros h\u00edbridos conseguidos a partir de 1939, n\u00e3o foram muito produtivos, embora fossem bem mais produtivos do que o milho cateto. Na UFV os professores Gladstone de Almeida Drummond e Ant\u00f4nio Secundino de S\u00e3o Jos\u00e9 Ara\u00fajo resolveram iniciar um programa de produ\u00e7\u00e3o de h\u00edbridos obtendo linhagens de cateto e de milhos dentados e pela primeira vez, obtive-se um h\u00edbrido meio-dente, sendo este muito mais produtivo do que aqueles obtidos apenas com linhagens cateto. A partir destes resultados o programa do IAC tamb\u00e9m passou a adotar a mesma linha, obtendo tamb\u00e9m linhagens de milhos dentados e produzindo h\u00edbridos meio-dentes.\n\nDesde o in\u00edcio do trabalho na UFV, com os professores Gladstone Drummond e Ant\u00f4nio Secundino de S\u00e3o Jos\u00e9, o melhoramento de milho procurou atender as necessidades do agricultor brasileiro e estabelecer as bases de um programa de produ\u00e7\u00e3o de sementes. Antonio Secundino foi pioneiro na pesquisa e sele\u00e7\u00e3o do h\u00edbrido de milho comercial no Pa\u00eds, um dos fatores que tornou poss\u00edvel um r\u00e1pido aumento na produtividade do cereal. Acompanhando o progresso no exterior, nessa \u00e1rea, fez-se convincente propagador de sua descoberta. N\u00e3o relutava em oferecer seu produto, de fazenda em fazenda. O milho h\u00edbrido foi o marco de uma das transforma\u00e7\u00f5es mais profundas da agricultura, raz\u00e3o de ter sido tema de reportagem das Sele\u00e7\u00f5es, publica\u00e7\u00e3o internacional de nomeada, na \u00e9poca. Em 1938, Secundino organizou um departamento de gen\u00e9tica vegetal, em Vi\u00e7osa, escolhendo como assistente o rec\u00e9m-formado Gladstone Almeida Drummond.\n\nConfiantes nos resultados de pesquisa e com experi\u00eancia nas linhagens puras de milho, iniciaram os testes. O trabalho come\u00e7ou com meio quilo de uma variedade do Texas, mais o milho catete, comum em nosso Pais. Ap\u00f3s oito anos, em 1945, acontecia a funda\u00e7\u00e3o da Agroceres, quando veio \u00e0 lume o primeiro h\u00edbrido comercial brasileiro. Hoje a Agroceres \u00e9 um dos maiores grupos privados atuando em produ\u00e7\u00e3o de sementes. Do conhecimento e da valora\u00e7\u00e3o dos recursos gen\u00e9ticos coletados e avaliados no pa\u00eds, construiu essa empresa um &#8220;portfolio&#8221; de h\u00edbridos de milho que atende a todos os nichos edafoclim\u00e1ticos aptos \u00e0pr\u00e1tica da cultura do milho no Brasil.\n\nO desenvolvimento de trabalhos de melhoramento de popula\u00e7\u00f5es de milho no Brasil teve in\u00edcio na d\u00e9cada de 60, na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz -ESALQ, sendo as primeiras variedades lan\u00e7adas na d\u00e9cada de 70 (Centralmex, Dentado Composto e Flint Composto). O IAC tamb\u00e9m deu consider\u00e1vel contribui\u00e7\u00e3o ao melhoramento de popula\u00e7\u00f5es.\n\nMais recentemente, al\u00e9m das empresas internacionais atuantes no mercado de sementes de milho no pa\u00eds, diversas empresas de porte m\u00e9dio ou pequeno possuem tamb\u00e9m programas de melhoramento pr\u00f3prios, e valem-se dos recursos gen\u00e9ticos preservados e desenvolvidos principalmente pela EMBRAPA, para o desenvolvimento de suas cultivares.\n\nConsiderando o papel do Estado na produ\u00e7\u00e3o de sementes de milho, \u00e9 o relevante papel da Secretaria da Agricultura do Estado de S\u00e3o Paulo, baseado no programa de gen\u00e9tica e melhoramento do IAC, nas d\u00e9cadas de 50 e 70. Mais recentemente, a EMBRAPA juntou-se a essa atividade, gerando linhagens parentais, testando-as em h\u00edbridos, e licenciando esse material gen\u00e9tico para comercializa\u00e7\u00e3o via um grupo de empresas privadas de produ\u00e7\u00e3o de sementes, de porte m\u00e9dio e pequeno, grupo conhecido como UNIMILHO. Na d\u00e9cada de setenta, mesmo uma institui\u00e7\u00e3o de ensino com a ESALQ\/USP produzia em quantidades limitadas suas pr\u00f3prias sementes de milho e algumas hortali\u00e7as, distribuindo-as no mercado consumidor mediante canais informais.\n\nFonte: www.alimentacaosaudavel.org\/www.redetec.org.br\n<h6>Milho<\/h6>\n<h4>A Hist\u00f3ria do Milho<\/h4>\n<strong>Cidad\u00e3o Americano, Cidad\u00e3o do Mundo<\/strong>\n\nCrist\u00f3v\u00e3o Colombo \u00e9 considerado o descobridor n\u00e3o s\u00f3 do Novo Continente, a Am\u00e9rica, mas tamb\u00e9m de seu mais reputado alimento, o Milho. Rico em lip\u00eddios, prote\u00ednas, vitaminas (A e C) e carboidratos, esse cereal branco ou amarelo, protegido por camadas de folhas fibrosas, era h\u00e1 muito tempo a principal fonte de energia consumida pelos \u00edndios americanos.\n\nO modo mais comum de utiliza\u00e7\u00e3o do milho pelos nativos americanos era como farinha ou fub\u00e1. Depois de pilado, o cereal era ent\u00e3o fervido e comido como polenta ou ainda, transformado em deliciosas tortilhas e massas comest\u00edveis que faziam a festa dos Mexicas (ou Astecas), Maias, Incas e demais povos da regi\u00e3o centro-americana e andina. Essas tradi\u00e7\u00f5es foram preservadas at\u00e9 os dias de hoje e esses alimentos derivados do milho continuam sendo muito populares.\n\nAl\u00e9m das mencionadas tortilhas e polentas, tamb\u00e9m \u00e9 comum o consumo do milho cozido temperado apenas com sal (aos quais algumas pessoas gostam de adicionar manteiga) ou ainda assado na grelha (sendo que em algumas regi\u00f5es coloca-se a espiga no fogo sem que se retire a palha). Recomenda-se que o Milho Verde seja sempre comprado com a palha que o recobre intacta, pois o a\u00e7\u00facar contido em seus gr\u00e3os se transforma em amido quando se retira sua camada protetora que \u00e9 justamente essa palha.\n\nEntre os povos que o consumiam regularmente nas Am\u00e9ricas deve ser dado um destaque todo especial aos Maias, Astecas e aos Incas, civiliza\u00e7\u00f5es desenvolvidas que foram encontradas nas Am\u00e9ricas pelos europeus. Seus habitantes tinham muitos conhecimentos em astronomia, arquitetura, matem\u00e1tica, irriga\u00e7\u00e3o, agricultura, drenagem, artesanato e economia, entre outras. Destaque-se tamb\u00e9m que souberam se apropriar dos elementos naturais que lhes eram fornecidos nas regi\u00f5es em que se estabeleceram para n\u00e3o apenas sobreviver, e sim, para viver de forma confort\u00e1vel e majestosa.\n\nMuito ligados \u00e0 religiosidade, costumavam atribuir os ciclos da natureza a seus deuses. Como conseq\u00fc\u00eancia disso, a fertilidade dos solos, o per\u00edodo de chuvas, a \u00e9poca apropriada para o plantio ou o momento exato de colher seus alimentos eram motivo de festas e celebra\u00e7\u00f5es rituais em agradecimento pela fartura.\n\nNesse sentido o milho ou maiz era o principal motivo de satisfa\u00e7\u00e3o e orgulho desses povos. Para obter o milho e os outros alimentos basilares de sua alimenta\u00e7\u00e3o, essas avan\u00e7adas civiliza\u00e7\u00f5es pr\u00e9-colombianas tiveram que desenvolver t\u00e9cnicas agr\u00edcolas que solucionassem as dificuldades encontradas em seus territ\u00f3rios.\n\nOs Astecas, por exemplo, constru\u00edram canais, ilhas artificiais flutuantes (conhecidas como chinampas) e drenaram ou irrigaram as regi\u00f5es onde esse trabalho era necess\u00e1rio. Os Incas lidaram com terrenos montanhosos onde criaram um engenhoso sistema de plantio nas encostas que evitava a eros\u00e3o e o desgaste do solo.\n\nEm ambos os casos h\u00e1 registros de que o principal alimento a ser preservado e produzido era justamente o milho.\n\nO que tamb\u00e9m chamou muito a aten\u00e7\u00e3o dos conquistadores espanh\u00f3is que dominaram essas civiliza\u00e7\u00f5es foram os mercados p\u00fablicos onde se vendiam muitos e muitos produtos, alguns conhecidos pelos europeus e outros totalmente desconhecidos, como \u00e9 o caso do pr\u00f3prio milho, do cacau (e consequentemente do chocolate), do tomate e de v\u00e1rias esp\u00e9cies de pimentas. O mercado principal da maior cidade asteca, Tenochtitl\u00e1n, acomodava 5 mil barracas vendendo produtos e tinha uma circula\u00e7\u00e3o de aproximadamente 60 mil pessoas por dia.\n\nIncas, Maias e Astecas ficaram historicamente conhecidos como \u0093civiliza\u00e7\u00f5es do milho\u0094 por sua rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o intensa e m\u00edstica com esse cereal. Conta-se que, a despeito da luxuosidade das refei\u00e7\u00f5es dos l\u00edderes desses povos, o dia a dia era pautado em refei\u00e7\u00f5es simples, onde o granturco (milho em italiano) era presen\u00e7a obrigat\u00f3ria.\n\nO ma\u00efs (milho em franc\u00eas), quando fresco, dura cerca de tr\u00eas dias sob refrigera\u00e7\u00e3o. Como o processo de resfriamento \u00e9 contempor\u00e2neo, esse alimento tamb\u00e9m se destacou entre os povos antigos por poder ser estocado quando maduro. Era ent\u00e3o colocado em local seco e protegido onde acabava sendo guardado durante algum tempo e servia para sustentar as comunidades em per\u00edodos de escassez e fome. O controle desses estoques de alimentos, entre os quais o milho, tamb\u00e9m se tornava fonte de poder e autoridade dos imperadores e reis em rela\u00e7\u00e3o a seus povos.\n\nApesar de destacado em praticamente todas as refer\u00eancias como um alimento t\u00edpico das Am\u00e9ricas, o milho, a partir de algumas de suas variedades, \u00e9 mencionado na hist\u00f3ria desde a Antiguidade. A partir de escritos do romano Pl\u00ednio, o Velho &#8211; h\u00e1 men\u00e7\u00f5es ao uso e consumo do milho mi\u00fado (milium) e do milhete (panicum) entre os etruscos, c\u00e9lebres e desenvolvidos ancestrais dos romanos. N\u00e3o se tratava, evidentemente, do milho verde encontrado em terras americanas, mas \u00e9 importante lembrar esse registro t\u00e3o antigo sobre parentes pr\u00f3ximos do Zea Mays (nome cient\u00edfico).\n\nAs men\u00e7\u00f5es ao milhete e ao milho mi\u00fado na hist\u00f3ria europ\u00e9ia n\u00e3o se restringem a Idade Antiga e aos Etruscos e Romanos, estendem-se tamb\u00e9m ao Medievo.\n\nNesse outro per\u00edodo verifica-se que o consumo desses cereais constituiu um adendo alimentar expressivo para alguns per\u00edodos do ano, particularmente para as \u00e9pocas de crise.\n\nSomente a partir da chegada de Colombo e de outros navegadores europeus a Am\u00e9rica \u00e9 que o mundo extra-americano veio a conhecer o milho.\n\nPor esse motivo alguns historiadores not\u00f3rios como Fernand Braudel chamaram as Am\u00e9ricas de Civiliza\u00e7\u00e3o do Milho.\n\n\u00c9, no entanto, a partir da visita de Colombo que o milho que conhecemos embarca em dire\u00e7\u00e3o a Europa de forma definitiva para se tornar cidad\u00e3o do mundo.\n\nNa Europa da Modernidade o consumo do milho se consolidou primeiramente entre as pessoas mais humildes. A elite europ\u00e9ia, constitu\u00edda pelos nobres e burgueses, reagia de forma discriminat\u00f3ria em rela\u00e7\u00e3o a um cereal que tamb\u00e9m era utilizado como ra\u00e7\u00e3o animal e, por esse motivo, s\u00f3 se renderia aos encantos do Corn (milho em ingl\u00eas) algumas d\u00e9cadas depois da plebe.\n\nEntre a popula\u00e7\u00e3o mais pobre dessa Europa Moderna (s\u00e9culos XV a XVIII), a utiliza\u00e7\u00e3o do milho se deu principalmente enquanto farinha grossa que dava subst\u00e2ncia e sustenta\u00e7\u00e3o a sopas, papas e guisados confeccionados em suas pobres resid\u00eancias. A aceita\u00e7\u00e3o se deu principalmente a partir da It\u00e1lia, onde o milho verde rapidamente suplantou seus antecessores (milhete e milho mi\u00fado) e fez surgir uma das maiores tradi\u00e7\u00f5es gastron\u00f4micas da Bota, a polenta.\n\nOs franceses, que tamb\u00e9m acabaram aderindo ao consumo do milho americano a partir do s\u00e9culo XVII, fabricavam a partir de sua farinha grossa ou mesmo do fub\u00e1 uma iguaria conhecida como milhade ou millasse. Ao se espraiar pelo Velho Continente ao longo dos s\u00e9culos XVIII e XIX, o milho juntamente com a Batata acabou tamb\u00e9m ajudando a resolver um dilema fundamental dos novos tempos, ou seja, como aumentar a produ\u00e7\u00e3o de alimentos a ponto de abastecer os cada vez mais densamente povoados centros urbanos surgidos na esteira das revolu\u00e7\u00f5es burguesas.\n\nAs polentas celebrizaram-se a partir da It\u00e1lia, pa\u00eds europeu que melhor acolheu o milho. No Brasil, al\u00e9m das polentas e do cuscuz, celebrizaram-se as sobremesas a base desse aclamado cereal, como o curau, o creme de milho, as pamonhas, os bolos de milho verde&#8230;\n\nAtualmente o milho \u00e9 utilizado na confec\u00e7\u00e3o de pratos doces e salgados das mais variadas esp\u00e9cies. Do fub\u00e1 surgem pratos deliciosos como o cuscuz, p\u00e3es, bolos e polentas. H\u00e1 tamb\u00e9m as pamonhas, o curau, o creme de milho ou ainda saborosos sucos e sorvetes. Al\u00e9m desses acepipes devemos destacar que o milho \u00e9 utilizado para a confec\u00e7\u00e3o de subprodutos como \u00f3leo de milho, xarope de milho, farinha de milho e at\u00e9 bebidas destiladas.\n\nNa hist\u00f3ria do Brasil h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es a respeito do milho desde a chegada dos portugueses. Era tamb\u00e9m uma das bases alimentares de nossa terra juntamente com a mandioca, se bem que, diferentemente dos demais povos americanos, tinha import\u00e2ncia secund\u00e1ria quando comparado ao p\u00e3o da terra dos \u00edndios tupi-guaranis, muito mais ligados \u00e0 chamada Rainha do Brasil, como era conhecida a Mandioca.\n\nOs portugueses n\u00e3o demoraram &#8211; como os espanh\u00f3is em outras regi\u00f5es americanas &#8211; a se apropriar do milho tanto para seu pr\u00f3prio consumo como tamb\u00e9m para a alimenta\u00e7\u00e3o de seus animais. Em 1618, conforme nos diz C\u00e2mara Cascudo, \u0093o milho dava bolos, havendo ovos, leite, a\u00e7\u00facar e a m\u00e3o da mulher portuguesa para a inven\u00e7\u00e3o\u0094. O que n\u00e3o se pode negar, definitivamente, \u00e9 que a partir de suas matrizes americanas, o milho ganhou o mundo e se tornou, sem d\u00favida alguma, um dos mais importantes alimentos de que se tem not\u00edcia.\n\nFonte: www.planetaeducacao.com.br\n<h6>Milho<\/h6>\nOriginado nas Am\u00e9ricas, este cereal da fam\u00edlia das Gram\u00edneas se expandiu rapidamente pelo mundo j\u00e1 no s\u00e9culo XVI.\n\nO Brasil \u00e9 o terceiro maior produtor de milho do mundo, sendo um dos cereais mais cultivados em todos os continentes.\n\nExistem mais de 150 esp\u00e9cies de milho, com diferentes cores e tamanhos.\n\nO milho \u00e9 um cereal nobre de elevado valor cal\u00f3rico, contendo vitamina A, vitaminas do complexo B, gorduras, carboidratos, c\u00e1lcio, ferro, f\u00f3sforo, cobre, zinco, enxofre, magn\u00e9sio e mangan\u00eas. Sua prote\u00edna, quando associada \u00e0 uma leguminosa (feij\u00f5es) ou ao leite, \u00e9 quase completa.\n\nO \u00f3leo de milho, cuja gordura \u00e9 polinsaturada, \u00e9 uma das principais fontes de \u00f4mega-6 existentes, contribuindo para a preven\u00e7\u00e3o de dist\u00farbios card\u00edacos.\n\nOutra propriedade do \u00f3leo de milho \u00e9 seu elevad\u00edssimo teor de vitamina E, que previne ou evita a a\u00e7\u00e3o dos chamados radicais livres.\n\n\u00c9 rico em fibras, que ajudam a manter o intestino em forma, al\u00e9m de ajudar na preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as do trato gastrointestinal.\n\nJunto ao caule crescem as espigas, compostas pelo sabugo onde est\u00e3o fixados os gr\u00e3os.\n\nO milho verde pode ser comprado na espiga ou em lata.\n\nNa ind\u00fastria, no processo de extra\u00e7\u00e3o a seco \u00e9 retirada a pel\u00edcula e separado o germe do endosperma. Do germe se extrai o \u00f3leo e a parte s\u00f3lida \u00e9 utilizada para a produ\u00e7\u00e3o de ra\u00e7\u00f5es.\n\nDo endosperma, se produz o canjic\u00e3o ou mungunz\u00e1 (amarelo) que \u00e9 utilizado para fazer a pipoca.\n\nQuando na separa\u00e7\u00e3o, o endosperma se quebra em v\u00e1rios peda\u00e7os, viram canjica (branca). Os pequenos s\u00e3o levados para a moagem e se transformam em canjiquinha, em fub\u00e1 e o amido. Num processo adicional, onde o produto passa por uma m\u00e1quina de vapor obt\u00e9m-se a farinha de milho pr\u00e9-cozida e a polenta pr\u00e9-cozida.\n\n<strong>Veja a tabela nutricional do milho e seus derivados<\/strong>\n<table border=\"0\" width=\"439\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr bgcolor=\"#FFFFCC\">\n<td align=\"center\" width=\"99\"><strong>Alimento<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"99\"><strong>Calorias\n(100g)<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"99\"><strong>Prote\u00ednas\n(g)<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"99\"><strong>Carboidratos\n(g)<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" width=\"98\"><strong>Gorduras\n(g)<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>\u00a0Milho Verde<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">129<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">3,3<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">27,8<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,8<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>\u00a0Milho em Lata<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">109<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">3,5<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">18<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">2,,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>\u00a0Amido de Milho<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">381<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,2<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">91,3<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">0,05<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>\u00a0Milho p\/ Canjica<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">371<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">8,8<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">79,6<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1,2<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>\u00a0Milho p\/ Pipoca<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">444<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">9,9<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">69,4<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">14,5<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>\u00a0Fub\u00e1 362<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">362<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">8,1<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">76,9<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">3,6<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>\u00a0Farinhade Milho<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">361<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">6,9<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">77,9<\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">3,8<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Walter Holtz Merege<\/strong>\n\nFonte: www.xenicare.com.br\n<h6>Milho<\/h6>\nSe depender do professor Armando Sabba Srur, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), n\u00e3o vai faltar produto diferente para dona Yvette provar.\n\nEle \u00e9 uma esp\u00e9cie de Professor Pardal &#8211; descobre utilidade para tudo, principalmente para partes de alimentos que costumam ir para o lixo.\n\nFoi assim com o sabugo de milho, que at\u00e9 agora s\u00f3 era usado em ra\u00e7\u00e3o animal. Com a ajuda dos alunos de nutri\u00e7\u00e3o, o professor descobriu que o sabugo \u00e9 riqu\u00edssimo em fibra e podia ser uma boa indica\u00e7\u00e3o para quem tem pris\u00e3o de ventre. A palha e os gr\u00e3os n\u00e3o interessam nesta experi\u00eancia.\n\nO sabugo \u00e9 cortado em peda\u00e7os, depois \u00e9 levado ao forno para secar. A farinha do sabugo de milho n\u00e3o \u00e9 sol\u00favel, ela n\u00e3o se dissolve na \u00e1gua ou no leite, por isso, a melhor forma consumo \u00e9 usando em receitas de bolos, de massas de pizza, por exemplo.\n\nO professor Sabba preparou um biscoito com a farinha do sabugo de milho. A experi\u00eancia foi feita em uma f\u00e1brica de biscoitos na Regi\u00e3o Serrana do Rio. Leva manteiga, a\u00e7\u00facar, farinha de trigo, ovos e a farinha do sabugo. O biscoito \u00e9 crocante e o sabor n\u00e3o decepciona quem experimenta.\n\nA cria\u00e7\u00e3o do professor foi aprovada no sabor e tamb\u00e9m como fonte de fibra, para ajudar no funcionamento do intestino. \u0093As fibras, tanto do sabugo quanto da casca do maracuj\u00e1, s\u00e3o excelentes fontes de fibras, nutrientes e sais minerais. N\u00e3o podemos abusar deles, mas n\u00e3o h\u00e1 nenhuma contra-indica\u00e7\u00e3o\u0094, diz o m\u00e9dico S\u00e9rgio Puppin.\n\nUma vit\u00f3ria para o nosso Professor Pardal dos alimentos, que n\u00e3o se cansa de buscar na natureza a fonte\n\nInforma\u00e7\u00f5es coletados do globo reporter 23\/05\/2003\n\nO milho \u00e9 um conhecido cereal cultivado em grande parte do mundo. \u00c9 extensivamente utilizado como alimento humano ou ra\u00e7\u00e3o animal, devido \u00e0s suas qualidades nutricionais. Existem v\u00e1rias esp\u00e9cies e variedades de milho, todas pertencentes ao g\u00eanero Zea.\n\nTodas as evid\u00eancias cient\u00edficas levam a crer que seja uma planta de origem americana, j\u00e1 que a\u00ed era cultivada desde o per\u00edodo pr\u00e9-colombiano. \u00c9 um dos alimentos mais nutritivos que existem, contendo quase todos os amino\u00e1cidos conhecidos, sendo excess\u00f5es a lisina e o triptofano.\n\nTem alto potencial produtivo, e \u00e9 bastante responsivo \u00e0 tecnologia. Seu cultivo geralmente \u00e9 mecanizado, se beneficiando muito de t\u00e9cnicas modernas de plantio e colheita. A produ\u00e7\u00e3o mundial de milho chegou a 600 milh\u00f5es de toneladas em 2004.\n\nO milho \u00e9 cultivado em diversas regi\u00f5es do mundo. Os maiores produtores mundiais s\u00e3o os Estados Unidos. No Brasil, que tamb\u00e9m \u00e9 um grande produtor e exportador, S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1 s\u00e3o os estados l\u00edderes na sua produ\u00e7\u00e3o. A maior produ\u00e7\u00e3o municipal \u00e9 a de Jata\u00ed, em Goi\u00e1s.\n\nAtualmente somente cerca de 5% de produ\u00e7\u00e3o brasileira se destina ao consumo humano e, mesmo assim, de maneira indireta na composi\u00e7\u00e3o de outros produtos.\n\nIsto se deve principalmente \u00e0 falta de informa\u00e7\u00e3o sobre o milho e \u00e0 aus\u00eancia de uma maior divulga\u00e7\u00e3o de suas qualidades nutricionais, bem como aos h\u00e1bitos alimentares da popula\u00e7\u00e3o brasileira, que privilegia outros gr\u00e3os.\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\nSegundo Mary Poll, em trabalho publicado na revista Pnas, os primeiros registros do cultivo do milhos datam de h\u00e1 7.300 anos, e foram encontrados em pequenas ilhas pr\u00f3ximas ao litoral do M\u00e9xico, no golfo do M\u00e9xico. Seu nome, de origem ind\u00edgena caribenha, significa &#8220;sustento da vida&#8221;. Alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de v\u00e1rias civiliza\u00e7\u00f5es importantes ao longo dos s\u00e9culos, os Olmecas, Maias, Astecas e Incas reverenciavam o cereal na arte e religi\u00e3o. Grande parte de suas atividades di\u00e1rias eram ligadas ao seu cultivo. Segundo Linda Perry, em artigo publicado na revista Nature, o milho j\u00e1 era cultivado na Am\u00e9rica do Sul h\u00e1 pelo menos 4.000 anos.\n\nO milho era plantado por \u00edndios americanos em montes, usando um sistema complexo que variava a esp\u00e9cie plantada de acordo com o seu uso. Esse m\u00e9todo foi substitu\u00eddo por planta\u00e7\u00f5es de uma \u00fanica esp\u00e9cie.\n\nCom as grandes navega\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XVI e o in\u00edcio do processo de coloniza\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica, a cultura do milho se expandiu para outras partes do mundo. Hoje \u00e9 cultivado e consumido em todos os continentes e sua produ\u00e7\u00e3o s\u00f3 perde para a do trigo e do arroz.\n\nNo Brasil, o cultivo do milho vem desde antes da chegada dos europeus. Os \u00edndios, principalmente os guaranis, tinham o cereal como o principal ingrediente de sua dieta. Com a chegada dos portugueses, o consumo aumentou e novos produtos \u00e0 base de milho foram incorporados aos h\u00e1bitos alimentares dos brasileiros.\n\nO plantio de milho na forma ancestral continua a praticar-se na Am\u00e9rica do Sul, nomeadamente em regi\u00f5es pouco desenvolvidas, no sistema conhecido no Brasil como de ro\u00e7as.\n\nNo final da d\u00e9cada de 1950, por causa de uma grande campanha em favor do trigo, o cereal perdeu espa\u00e7o na mesa brasileira. Atualmente, embora o n\u00edvel de consumo do milho no Brasil venha crescendo, ainda est\u00e1 longe de ser comparado a pa\u00edses como o M\u00e9xico e aos da regi\u00e3o do Caribe.\n<h4>Composi\u00e7\u00e3o<\/h4>\nO <strong>milho<\/strong> \u00e9 um dos alimentos mais nutritivos que existem. Puro ou como ingrediente de outros produtos, \u00e9 uma importante fonte energ\u00e9tica para o homem. Ao contr\u00e1rio do trigo e o arroz, que s\u00e3o refinados durante seus processos de industrializa\u00e7\u00e3o, o milho conserva sua casca, que \u00e9 rica em fibras, fundamental para a elimina\u00e7\u00e3o das toxinas do organismo humano.\n\nAl\u00e9m das fibras, o gr\u00e3o de milho \u00e9 constitu\u00eddo de calorias, gordura puras, vitaminas (B e complexo A), sais naturais (metal, isuqieo, f\u00f3ssio, c\u00e1lcio), \u00f3leo e grandes quantidades de a\u00e7\u00facares, gorduras e celulose.\n\nMaior que as qualidades nutricionais do milho, s\u00f3 mesmo sua versatilidade para o aproveitamento na alimenta\u00e7\u00e3o humana. Ele pode ser consumido diretamente ou como componente para a fabrica\u00e7\u00e3o de balas, biscoitos, p\u00e3es, chocolates, gel\u00e9ias, sorvetes, maionese e at\u00e9 cerveja.\n\nApesar de serem usados para fazer p\u00e3es, o milho n\u00e3o cont\u00e9m a prote\u00edna gl\u00faten. Isso faz com que os assados de milho n\u00e3o sejam especialmente nutritivos (como \u00e9 o caso dos assados feitos de trigo).\n<h4>Usos<\/h4>\nO milho \u00e9 basicamente utilizado na alimenta\u00e7\u00e3o, seja em forma direta (consumo humano direto), ou indireta (na alimenta\u00e7\u00e3o de animais).\n<h4>Uso na alimenta\u00e7\u00e3o humana direta<\/h4>\nNos Estados Unidos, o uso do milho na alimenta\u00e7\u00e3o humana direta \u00e9 relativamente pequeno &#8211; embora haja grande produ\u00e7\u00e3o de cereais matinais como flocos de cereais ou corn flakes e xarope de milho, utilizado como ado\u00e7ante. No M\u00e9xico o seu uso \u00e9 muito importante, sendo a base da alimenta\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o (\u00e9 o ingrediente principal das tortilhas, e outros pratos da culin\u00e1ria mexicana).\n\nDe acordo com a Embrapa, no Brasil apenas 5% do milho produzido se destina ao consumo direto humano.\n\nNo Brasil, \u00e9 a mat\u00e9ria-prima principal de v\u00e1rios pratos da culin\u00e1ria t\u00edpica brasileira como canjica, cuscuz, polenta, angu, mingaus, pamonhas, cremes, entre outros como bolos, pipoca ou simplesmente milho cozido.\n<h4>Usos alternativos<\/h4>\nO uso prim\u00e1rio do milho nos Estados Unidos e no Canad\u00e1 \u00e9 na alimenta\u00e7\u00e3o para animais.\n\n<strong>O Brasil tem situa\u00e7\u00e3o parecida: <\/strong>65% do milho \u00e9 utilizado na alimenta\u00e7\u00e3o animal, e 11% \u00e9 consumido pela ind\u00fastria, para diversos fins.\n\nSeu uso industrial n\u00e3o se restringe \u00e0 ind\u00fastria aliment\u00edcia. \u00c9 largamente utilizado na produ\u00e7\u00e3o de elementos espessantes e colantes (para diversos fins) e na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leos e de etanol. O etanol \u00e9 utilizado como aditivo na gasolina, para aumentar a octanagem.\n\nAlgumas formas da planta s\u00e3o ocasionalmente cultivadas na jardinagem. Para este prop\u00f3sito, s\u00e3o usadas esp\u00e9cies com folhas de cores e formas variadas, assim como esp\u00e9cies com espigas de cores vibrantes.\n\n<strong>Pesquisas gen\u00e9ticas<\/strong>\n\nO milho \u00e9 a esp\u00e9cie vegetal mais utilizada para pesquisas gen\u00e9ticas. Em 1940, Barbara McClintock ganhou o Pr\u00eamio Nobel de Medicina pela sua descoberta de transposons, enquanto estudava o milho.\n\nA produ\u00e7\u00e3o de milho \u00e9 uma das mais difundidas entre as de alimentos transg\u00eanicos, em parte por que seu consumo \u00e9 basicamente para ra\u00e7\u00e3o animal, onde a resist\u00eancia do consumidor \u00e9 menor.\n\nAlgumas variedades n\u00e3o comerciais e selvagens de milho s\u00e3o cultivadas ou guardadas em bancos de germoplasma para adicionar diversidade gen\u00e9tica durante processos de sele\u00e7\u00e3o de novas sementes para uso dom\u00e9stico &#8211; inclusive milho transg\u00eanico.\n<h4>Variedades especiais<\/h4>\n<strong>Milho branco<\/strong>\n\nUma das variedades mais difundidas no Brasil \u00e9 o milho branco. Tem como principais finalidades a produ\u00e7\u00e3o de canjica, gr\u00e3os e silagem.\n\nA planta tem altura pr\u00f3xima de 2,20 metros, sendo que a espiga nasce a 1,10 metro do solo. A espiga \u00e9 grande, cil\u00edndrica e apresenta alta compensa\u00e7\u00e3o. O sabugo \u00e9 fino, os gr\u00e3os s\u00e3o brancos, profundos, pesados e de textura m\u00e9dia. O colmo tem alta resist\u00eancia f\u00edsica e boa sanidade. A raiz tem boa fixa\u00e7\u00e3o.\n\nA planta \u00e9 especialmente resistente \u00e0s principais doen\u00e7as foliares do milho, em diferentes altitudes e \u00e9pocas de plantio. Podem ser colhidas at\u00e9 duas safras de milho branco por ano.\n\nEm algumas \u00e9pocas e regi\u00f5es do Brasil, a cota\u00e7\u00e3o da saca de milho branco pode ser at\u00e9 50% superior \u00e0 do milho tradicional. O auge da demanda ocorre no per\u00edodo imediatamente anterior \u00e0 Quaresma, pois a canjica \u00e9 um prato t\u00edpico destas festividades.\n\nNo Brasil, o milho branco \u00e9 bastante difundido nos estados do Paran\u00e1 e S\u00e3o Paulo, mas h\u00e1 tamb\u00e9m planta\u00e7\u00f5es isoladas nos estados de Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso. Entre os principais munic\u00edpios produtores est\u00e3o Londrina, Irati e Pato Branco no Paran\u00e1, e Tatu\u00ed e Itapetininga em S\u00e3o Paulo.\n\nNos Estados Unidos, a produ\u00e7\u00e3o de milho branco em 2004 correspondia a 3% do total. Embora ainda minorit\u00e1rio, o milho branco tem ganho espa\u00e7o no mercado nos \u00faltimos anos, e a \u00e1rea plantada tem refletido o aumento na demanda. Um dos motivos \u00e9 que o mercado reconhece que ainda n\u00e3o existem variedades trang\u00eanicas de milho branco, o que automaticamente aumenta seu valor de mercado em nichos espec\u00edficos.\n<h4>Classifica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/h4>\n<table border=\"0\" width=\"217\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"126\"><strong>Reino<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" width=\"155\">Plantae<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Divis\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Magnoliophyta<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Classe<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Liliopsida<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Ordem<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Poales<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\"><strong>Fam\u00edlia<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Poaceae<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\" height=\"30\"><strong>G\u00e9nero<\/strong><\/td>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Zea<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h4>Esp\u00e9cies<\/h4>\n<blockquote>Zea diploperennis\nZea luxurians\nZea mays ssp. huehuetenangensis\nZea mays ssp. mays\nZea mays ssp. mexicana\nZea mays ssp. parviglumis\nZea nicaraguensis\nZea perennis<\/blockquote>\nFonte: www.dependedenos.org.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Milho, Verde, Alimentos, Tipos, Brasil, Uso, H\u00edbrido, Propriedade, Valor, Planta, Composi\u00e7\u00e3o, Variedade, Origem, Hist\u00f3ria, Milho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-24932","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-uncategorized"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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