{"id":24438,"date":"2016-01-22T00:00:00","date_gmt":"2016-01-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/cha\/"},"modified":"2026-09-01T16:05:14","modified_gmt":"2026-09-01T16:05:14","slug":"cha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/alimentos-2\/cha\/","title":{"rendered":"Ch\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-87193\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/cha-05.jpg\" alt=\"Ch\u00e1\" width=\"400\" height=\"276\" \/><\/p>\n<strong>Ch\u00e1: <\/strong>a bebida predileta dos chineses\n\nO Ch\u00e1 possui uma longa e mitol\u00f3gica trajet\u00f3ria na China. Os especialistas acreditam que o produto surgiu a partir das plantas das florestas regi\u00f5es montanhosas das prov\u00edncias de Sichuan e Yunnan.\n\nVersa a tradi\u00e7\u00e3o que a bebida foi descoberta por volta de 2.737 aC., pelo imperador Shen Nong, um governante que se notabilizou por suas proeminentes pesquisas cient\u00edficas, iniciativas sanit\u00e1rias e pelo mecenato art\u00edstico.\n\nA ele se atribui, por exemplo, o salutar h\u00e1bito dos chineses consumirem \u00e1gua somente depois de fervida.\n\nO imperador, contudo, teria se intoxicado ao realizar algumas experi\u00eancias emp\u00edricas para descobrir o poder medicinal embutida em diversas esp\u00e9cies de plantas.\n\nAp\u00f3s mascar diferentes caules e folhas, passou a exibir sintomas de envenenamento, como boca ressecada e adormecida e seguidas ondas de tontura. Logo depois, teria ca\u00eddo em estado semiconsciente debaixo uma \u00e1rvore.\n\nA natureza, no entanto, se encarregou de salv\u00e1-lo. O vento derrubou algumas folhas ao seu lado. O imperador as mascou, apesar do sabor amargo e de sua forte fragr\u00e2ncia. Horas depois, os sintomas da intoxica\u00e7\u00e3o desapareceram.\n\nRecuperado, Sheng Nong coletou algumas folhas para ampliar seus estudos em seu pal\u00e1cio e descobriu suas propriedades medicinais. Mais tarde, plantou algumas de suas mudas nas Montanhas Kun Lu Shan, legando aos seus herdeiros um amplo cultivo de Ch\u00e1.\n\nSegundo os dados dispon\u00edveis, antes do Per\u00edodo de Primavera e Outono e do Per\u00edodo dos Reinos Combatentes (770-221 aC), as propriedades medicinais do Ch\u00e1 j\u00e1 eram amplamente reconhecidas pelos chineses, j\u00e1 habituados a mascarem as folhas de Ch\u00e1 .\n\nDurante as Dinastias Qin (221 &#8211; 206 aC) e Han (206 aC a 220), surgiram as primeiras casas especializadas no processamento de Ch\u00e1 . De uma forma geral, os trabalhadores trituravam as folhas para formar bolos ou bolinhas e as colocavam para secar. Com o passar do tempo, a bebida ganhou fun\u00e7\u00f5es sociais, tornando-se indispens\u00e1vel durante as recep\u00e7\u00f5es e eventos sociais.\n\nA cultura do Ch\u00e1 conheceu forte expans\u00e3o durante as Dinastias Sui (581 ? 618) e Tang (618 ? 907), dando origem aos planta\u00e7\u00f5es e ao cultivo de diversas qualidades. As t\u00e9cnicas de cultivo foram aperfei\u00e7oadas durante as dinastias Ming (1368 ? 1644) e Qing (1616 ? 1911). O n\u00famero de variedades tamb\u00e9m cresceu, bem como o consumo.\n\nDesde ent\u00e3o, o preparo e o consumo de Ch\u00e1 come\u00e7aram a gerar outros toques de requinte social.\n\n<strong>A cer\u00e2mica rosa e as t\u00e9cnicas de saboreio, por exemplo, ganharam for\u00e7a entre os chineses: <\/strong>os utens\u00edlios eram cuidadosamente lavados com \u00e1gua quente; depois de secos, os chaleiros recebiam as folhas, acrescidas de \u00e1gua quente. Minutos depois, a bebida era servida em tom ritual\u00edstico.\n\nAs mesmas dinastias assistiram ao surgimento de outros tipos de Ch\u00e1. As popula\u00e7\u00f5es de Guangdong e Guangxi, por exemplo, inclinaram-se para o consumo do Ch\u00e1 preto; o Ch\u00e1 verde fez sucesso em Zheijiang, enquanto os nortistas optaram pelos Ch\u00e1s misturados com flor de jasmim.\n\nMas, os sabores da bebida nunca foram t\u00e3o diversificados quanto nos dias de hoje. Muitos de seus admiradores optam por um sabor original; outros preferem a bebida com levemente temperada ou acompanhados de alguns petiscos. De qualquer forma, o Ch\u00e1 ainda \u00e9 presen\u00e7a obrigat\u00f3ria nas mesas de trabalho, encontros familiares e nos restaurantes chineses.\n\nO\u00a0ch\u00e1 \u00e9 a mais popular bebida no mundo, depois da \u00e1gua.Todo ano, um numero astron\u00f4mico de x\u00edcaras de Ch\u00e1 s\u00e3o consumidas ao redor do mundo, por volta de 7.68,500.000.000. A Gr\u00e3 Bretanha, famosa pelo seu costume do Ch\u00e1 da tarde e pela introdu\u00e7\u00e3o deste h\u00e1bito ao mundo, reserva o record mundial como o maior importador de Ch\u00e1 . Ela tamb\u00e9m ostenta a mais alta consuma\u00e7\u00e3o de Ch\u00e1 per capita no mundo=cada homem brit\u00e2nico, mulher e crian\u00e7a bebe aproximadamente 4 x\u00edcaras de Ch\u00e1 por dia!\n\nHoje, a produ\u00e7\u00e3o de\u00a0ch\u00e1 \u00e9 calculado por volta de 2,34 bilh\u00f5es de kg por ano. \u00cdndia contem o numero 1 na posi\u00e7\u00e3o como a maior na\u00e7\u00e3o produtora de ch\u00e1 do mundo, com uma produ\u00e7\u00e3o anual de aproximadamente 850 milh\u00f5es kg. China, onde o Ch\u00e1 originou-se, hoje sustenta a segunda posi\u00e7\u00e3o e contribui com 22% de produ\u00e7\u00e3o de Ch\u00e1 mundial. Outros pa\u00edses s\u00e3o not\u00e1veis nesta produ\u00e7\u00e3o de ch\u00e1 como a Argentina, Sri Lanka, Turquia, Ge\u00f3rgia, Kenya, Indon\u00e9sia e Jap\u00e3o.\n\nNo s\u00e9culo quarto A.C. o\u00a0ch\u00e1 j\u00e1 era popular na China.\n\n<b>O Ch\u00e1 foi desenvolvido em tr\u00eas\u00a0principais est\u00e1gios: <\/b>o Ch\u00e1 fervido, amassado ou batido e o Ch\u00e1 infundido. Estas tr\u00eas &#8220;Escolas de Ch\u00e1 &#8221; s\u00e3o indica\u00e7\u00f5es do esp\u00edrito de suas respectivas idades o quais correspondem as dinastias Tang.Song e Ming.\n\nNo s\u00e9culo oito, o\u00a0ch\u00e1 tornou-se um bebida real adotada pela nobreza com um elegante passa tempo. O Poeta LU YU, no cume da dinastia Tan, escreveu o primeiro libro do Ch\u00e1 &#8221; Ch\u00e1 King&#8221; ou &#8220;O c\u00f3digo do Ch\u00e1 &#8220;.\n\nO\u00a0ch\u00e1 tem sido quase sempre ligado com a historia e sido disperso e trazido aos povos em contato com diferentes religi\u00f5es e filosofias.\n\nNo Jap\u00e3o o\u00a0ch\u00e1 foi somente introduzido no s\u00e9culo nove por um monge budista chamado Saicho. Para os japoneses, Ch\u00e1 \u00e9 mais do que somente uma bebida. A cerim\u00f4nia do Ch\u00e1 , do qual o objetivo \u00e9 ajudar o espirito e encontrar a paz, tem efetivamente atravessado s\u00e9culos e fronteiras.\n\nO ch\u00e1 penetrou todas as terras da Mong\u00f3lia, Ir\u00e3 e os pa\u00edses mu\u00e7ulmanos e Russia antes de atingir a Europa.\n\nEm 1606 um navio mercante holand\u00eas trouxe o primeiro lote de Ch\u00e1 para Amsterdam e de l\u00e1 para outros pa\u00edses na Europa. As preciosas folhas(800 florins por kg na \u00e9poca), no tempo que um Frans Hals original custava o mesmo, onde eram reservadas apenas para grandes cidad\u00e3os.\n\nEles tomavam ch\u00e1 n\u00e3o somente para testa-lo, mas tamb\u00e9m porque atribu\u00edam efeitos medicinais a ele. Afora das especiarias, o\u00a0ch\u00e1\u00a0em breve foi comprovado o mais lucrativo frete.\n\nN\u00e3o \u00e9 de se estranhar que encontrava-se sempre quantidades maiores para o Oeste. Por causa deste aumento em fornecimento os pre\u00e7os ca\u00edram tanto que nada sustentou a medida que isto foi crescendo popularmente, e agora o Ch\u00e1 \u00e9 a segunda bebida mais tomada na Holanda, depois do caf\u00e9.\n\nEm 1606 um navio mercante holand\u00eas trouxe o primeiro lote de Ch\u00e1 para Amsterdam e de l\u00e1 para outros pa\u00edses na Europa. As preciosas folhas(800 florins por kg na \u00e9poca), no tempo que um Frans Hals original custava o mesmo, onde eram reservadas apenas para grandes cidad\u00e3os.\n\nEles tomavam\u00a0ch\u00e1 n\u00e3o somente para testa-lo, mas tamb\u00e9m porque atribu\u00edam efeitos medicinais a ele. Afora das especiarias, o Ch\u00e1 em breve foi comprovado o mais lucrativo frete. N\u00e3o \u00e9 de se estranhar que encontrava-se sempre quantidades maiores para o Oeste.\n\nPor causa deste aumento em fornecimento os pre\u00e7os ca\u00edram tanto que nada sustentou a medida que isto foi crescendo popularmente, e agora o Ch\u00e1 \u00e9 a segunda bebida mais tomada na Holanda, depois do caf\u00e9.\n\nEm 1636 o\u00a0ch\u00e1 tamb\u00e9m foi rapidamente adquirindo popularidade na Fran\u00e7a. O Chanceler Seguier, Racine, Countess de Genlis e o Cardinal Mazarin Forall todos foram fieis devotos. As cartas de Madame de S\u00e9vignes nos diz que a Marquesa de la Sabliere come\u00e7ou o costume de tomar Ch\u00e1 com leite.\n\nNo s\u00e9culo 19 na Inglaterra, o\u00a0ch\u00e1 tornou-se a bebida nacional. A Rainha Victoria iniciou o Ch\u00e1 da tarde as 5 horas da tarde. O Ch\u00e1 volta na hist\u00f3ria novamente com o famoso Boston Tea Party( Ch\u00e1 da Tarde de Boston) em dezembro de 1773; o primeiro ato da Guerra da Independ\u00eancia Americana.\n\nNo s\u00e9culo XIX a China foi virtualmente o \u00fanico fornecedor de Ch\u00e1 do mundo.Em 1834 as planta\u00e7\u00f5es de Ch\u00e1 foram introduzidas na \u00cdndia e um pouco mais tarde, em 1857, no Ceil\u00e3o e da\u00ed para \u00c1sia, \u00c1frica e seguiu para a Am\u00e9rica do Sul. A competi\u00e7\u00e3o entre os navio para os transportes r\u00e1pidos de Ch\u00e1 conduziam corridas na rotas mar\u00edtimas do distante Oriente .\n\n<strong>O Ch\u00e1<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-87195\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/cha-06.jpg\" alt=\"Ch\u00e1\" width=\"253\" height=\"286\" \/>\nCh\u00e1<\/strong><\/p>\nAtualmente, estudos de nutri\u00e7\u00e3o e especialistas em dietas, lideres de personalidades esportivas e seus treinadores, todos concordam que och\u00e1 \u00e9 uma escolha natural.\n\nO\u00a0ch\u00e1 \u00e9 uma bebida natural. N\u00e3o passa por nenhum processo tecnol\u00f3gico de fabrica\u00e7\u00e3o. \u00c9 deixado em conserva naturalmente ap\u00f3s as folhas terem sido colhidas. Depois de clarificadas suas folhas s\u00e3o quebradas para liberar os sucos naturais e deixar para fermentar ou oxidar naturalmente.\n\nDepois s\u00e3o enroladas, secas, sorteadas e empacotadas em caixas. Nenhum aditivo, nenhum aroma artificial, nenhuma colora\u00e7\u00e3o , nenhum conservante.\n\nIsto \u00e9 verdade para a larga maioria de\u00a0ch\u00e1s arom\u00e1ticos,como o Ch\u00e1 de jasmim, o qual tem as flores do jasmim adicionadas no seu estagio de secagem; ou o EarL Grey, o qual tem o \u00f3leo c\u00edtrico da bergamota adicionado ao seu estagio de mistura. O mesmo \u00e9 o caso com a maioria dos ch\u00e1s de frutas e ervas.\n\nHoje as pesquisas cientificas est\u00e3o encontrando evidencias para confirmar outras doutrinas centen\u00e1rias sobre o poder da bebida para prevenir doen\u00e7as e prolongar a vida. &#8220;Isto comprova que os componentes que h\u00e1 no ch\u00e1 ajuda a reduzir o risco de um grande numero de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, tais como derrame, enfarte e alguns tipos de c\u00e2ncer.&#8221; Diz o Dr. John Weisburger, um membro graduado da Funda\u00e7\u00e3o Americana da Sa\u00fade, um centro de pesquisas em Valballa, Nova York.\n\nTomando\u00a0ch\u00e1 talvez mesmo evite a cair os dentes.\n\n<strong>Tudo isso s\u00e3o boas noticias para o planeta:<\/strong> Ch\u00e1 \u00e9 o maior e mais largamente bebida tomada no mundo, junto com a \u00e1gua, com uma estimativa de 1 bilh\u00e3o de x\u00edcaras de Ch\u00e1 tomadas diariamente.\n\n<strong>Benef\u00edcios<\/strong>\n\nRealmente, junto com a \u00e1gua, o ch\u00e1 \u00e9 uma das mais naturais bebidas dispon\u00edveis no Mercado.\n\n<strong>Aqui alguns pontos sobre os efeitos \u00e0 sa\u00fade:<\/strong>\n<blockquote>O ch\u00e1 atua como diur\u00e9tico e portanto ajuda na a\u00e7\u00e3o dos rins , bem como no intestino grosso.\nA entrada de \u00e1gua tomada com o\u00a0ch\u00e1 ajuda a prevenir pedras nos rins e constipa\u00e7\u00e3o.\nO ch\u00e1 ajuda na digest\u00e3o, e \u00e9, geralmente falando, uma boa bebida para tomar com e depois da comida.\nAjuda ao sucos do corpo trabalharem melhor, porque n\u00e3o contem \u00e1lcool ou a\u00e7\u00facar, a n\u00e3o ser que voc\u00ea adicione.\nTamb\u00e9m ajuda aos m\u00fasculos do estomago atuando na digest\u00e3o e tirando aquele peso ap\u00f3s a refei\u00e7\u00e3o.\nDepois do exerc\u00edcio o ch\u00e1 \u00e9 excelente. Bebidas quentes s\u00e3o absorvidas pelo corpo muito mais rapidamente do que as bebidas geladas e ent\u00e3o uma x\u00edcara de Ch\u00e1 rep\u00f5e a perda do liquido do corpo assim como reaviva e refresca.<\/blockquote>\nPara crian\u00e7as de 10 anos acima, o ch\u00e1 \u00e9 particularmente bom comparado as bebidas saturadas de acido carb\u00f4nico pois n\u00e3o contem a\u00e7\u00facar. Se sua crian\u00e7a gosta de a\u00e7\u00facar, \u00e9 melhor consumi-lo controladamente com o ch\u00e1 .\n\n<strong>Planta<\/strong>\n\n\u00c9 de uma planta apenas que vem uma variedade imensa deles. Assim como as uvas produzem v\u00e1rios tipos de vinhos, por exemplo, a planta de nome Camellia sinensis \u00e9 quem produz os in\u00fameros tipos de Ch\u00e1s. Tudo depende de fatores como localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, tipo de solo, colheita realizada nesta ou naquela esta\u00e7\u00e3o do ano. O resultado do cultivo milenar dessa planta \u00e9 uma enorme variedade de ch\u00e1s consumidos pelo mundo afora, todos com caracter\u00edsticas e sabores muito particulares. \u00c9 experimentar para crer.\n\nPensando em Ch\u00e1 , logo vem \u00e0 cabe\u00e7a o Oriente. De fato, a bebida tem forte tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica principalmente na \u00c1sia \u2013 e \u00e9 l\u00e1 onde, ainda hoje, em diversos pa\u00edses, se faz rituais como a cerim\u00f4nia do ch\u00e1 japonesa \u2013, mas tamb\u00e9m no Ocidente ele \u00e9 muito desfrutado. O famoso Ch\u00e1 da tarde ingl\u00eas, por exemplo, \u00e9 tamb\u00e9m uma tradi\u00e7\u00e3o muito antiga, por volta do s\u00e9culo 16. As pesquisas sobre a origem do Ch\u00e1 ainda s\u00e3o poucas, mas se sabe que ele \u00e9 a segunda bebida mais consumida no planeta, logo depois da \u00e1gua.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas<\/strong>\n\nNo mundo s\u00e3o produzidos quase tr\u00eas mil tipos de Ch\u00e1s. Entre as principais na\u00e7\u00f5es produtoras est\u00e3o \u00cdndia, Sri Lanka, China, Jap\u00e3o, Indon\u00e9sia, Inglaterra, Irlanda e \u00c1frica do Sul. Os pretos e verdes v\u00eam da mesma planta, e o que diferencia um do outro \u00e9 apenas o processo de produ\u00e7\u00e3o. Preto, verde, branco, aromatizado, de flores e frutas, erva-mate e outros est\u00e3o expostos em caixas com a erva a granel, em latas e sach\u00eas. No Brasil, chamamos tudo de ch\u00e1, mas \u00e9 bom deixar claro que a denomina\u00e7\u00e3o da palavra Ch\u00e1 \u00e9 espec\u00edfica para as bebidas que contenham a folha Camellia sinensis (e esse pode ser branco, verde, preto, oolong ou aromatizado). Os demais s\u00e3o bebidas de outros vegetais, como infus\u00f5es de hortel\u00e3 ou erva-doce.\n\n<strong>Nutri\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nMuitos cientistas de todo o mundo t\u00eam se dedicado a estudar os efeitos do ch\u00e1 sobre o corpo humano, em conhecer melhor seus nutrientes e o que eles provocariam. Todos os tipos de Ch\u00e1 possuem praticamente as mesmas subst\u00e2ncias, como cafe\u00edna e oxalatos, por\u00e9m em concentra\u00e7\u00f5es diversas dependendo do processo de prepara\u00e7\u00e3o. As propriedades ben\u00e9ficas j\u00e1 demonstradas s\u00e3o os poderes de muitos deles em acelerar o metabolismo, auxiliar os sistemas imunol\u00f3gico e nervoso e diminuir o estresse.\n\n<strong>Como comprar<\/strong>\n\nN\u00e3o existe nenhum selo de qualidade para os Ch\u00e1s especificamente. O importante \u00e9 que ele seja comprado em lojas confi\u00e1veis e seja o mais fresco poss\u00edvel \u2013 da\u00ed ser muito importante checar, na embalagem, sua data de validade.\n\n<strong>Armazenamento<\/strong>\n\nO ch\u00e1 em forma de erva deve estar acondicionado em uma embalagem que n\u00e3o deixe passar luz e precisa ter cheiro bom \u2013 n\u00e3o cheiro forte de \u201cguardado\u201d, indicando fungos. O Ch\u00e1 deve ser armazenado em recipientes limpos, at\u00f3xicos e que o protejam da umidade.\n\n<strong>Origem<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-87196\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/cha-07.jpg\" alt=\"Ch\u00e1\" width=\"350\" height=\"199\" \/>\nCh\u00e1<\/strong><\/p>\nO\u00a0ch\u00e1 surgiu na China, no ano 2.737 a.C, sendo a teoria mais aceita, que foi o Imperador chin\u00eas Shen Nung que descobriu a bebida ao ferver \u00e1gua debaixo de uma \u00e1rvore, em que uma folha caiu dentro do recipiente.\n\nNessa \u00e9poca os\u00a0ch\u00e1 eram\u00a0feitos atrav\u00e9s de folhas colocadas em bolos e fervidas juntamente com arroz e algumas especiarias. A forma de fazer Ch\u00e1 fervendo as folhas apenas, s\u00f3 foi chegar no s\u00e9culo XIV, na dinastia Ming.\n\nComo a Inglaterra tinha forte dom\u00ednio no mundo inteiro na \u00e9poca das descobertas do s\u00e9culo XVII, suspeitando da decad\u00eancia do caf\u00e9, ela que levou o\u00a0ch\u00e1 para o mundo ocidental e obteve o monop\u00f3lio das plantas utilizadas durante muito tempo.\n\nAt\u00e9 o s\u00e9culo XVIII o Ch\u00e1 era uma bebida da elite europ\u00e9ia, por\u00e9m com a redu\u00e7\u00e3o de seu pre\u00e7o passou a ser consumido por todas as camadas sociais.\n\n<strong>Ch\u00e1s e &#8220;Ch\u00e1s &#8220;<\/strong>\n\n<strong>Se Ch\u00e1 \u00e9 a bebida que vem da planta Camellia sinensis, voc\u00ea deve estar se perguntando:<\/strong> &#8220;e os outros <strong>Ch\u00e1s<\/strong>, como o Ch\u00e1 de camomila e o Ch\u00e1 de erva doce&#8221;?\n\nAqui precisamos fazer uma pausa para explicar uma quest\u00e3o de nomenclatura.\n\n<strong>Em chin\u00eas escrito &#8211; e em japon\u00eas tamb\u00e9m &#8211; o CH\u00c1, o da Camellia sinensis, \u00e9 representado pelo seguinte ideograma:<\/strong>\n\nEsse ideograma \u00e9 lido em mandarim e em japon\u00eas como &#8220;<strong>t Ch\u00e1 <\/strong>&#8220;, e no dialeto amoy, falado na regi\u00e3o de Fujian na China &#8211; uma das principais regi\u00f5es produtoras de Ch\u00e1 do mundo &#8211; como &#8220;t\u00ea&#8221;.\n\nO ch\u00e1 chegou \u00e0 Europa ocidental atrav\u00e9s de carregamentos vindos da \u00c1sia, e dependendo do dialeto falado nos portos chineses que exportavam o Ch\u00e1 , a palavra incorporou-se aos idiomas ocidentais com um som similar ao de sua origem. Assim, o &#8220;t\u00ea&#8221; da regi\u00e3o de Fujian virou o th\u00e9 franc\u00eas, o te italiano, o tea ingl\u00eas e o Tee alem\u00e3o. Os portugueses adquiriam o Ch\u00e1 em Macau, col\u00f4nia portuguesa na China onde se falava o dialeto canton\u00eas, que se parece com o mandarim, e assim o &#8220;t Ch\u00e1 &#8221; falado por eles virou o nosso CH\u00c1.\n\nNa Europa ocidental n\u00e3o havia o ch\u00e1 propriamente dito &#8211; por isso importava-se e at\u00e9 hoje importa-se o produto. Mas haviam outras ervas e frutas locais das quais se podiam produzir infus\u00f5es, como a hortel\u00e3, a camomila, a erva doce, a ma\u00e7\u00e3, a pera e frutinhas vermelhas como amoras e morangos, que obviamente t\u00eam sabor e propriedades diferentes da Camellia sinensis.\n\nMas como o processo de se obter a bebida \u00e9 o mesmo &#8211; ferver uma planta em \u00e1gua &#8211; tudo quanto \u00e9 tipo de infus\u00e3o em \u00e1gua quente passou a ser popularmente chamado de &#8221; Ch\u00e1 &#8220;. Assim, as infus\u00f5es herbais e as infus\u00f5es de frutas, embora n\u00e3o fossem de Ch\u00e1 propriamente ditas, tamb\u00e9m passaram a ser chamadas de &#8221; Ch\u00e1 &#8220;.\n\nN\u00e3o se trata de uma quest\u00e3o meramente lingu\u00edstica. O\u00a0ch\u00e1 , o da Camellia sinensis, possui cafe\u00edna &#8211; um estimulante da atividade cardiovascular e da circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea &#8211; mas diferentemente da cafe\u00edna do caf\u00e9, que \u00e9 rapidamente absorvida pelo corpo, a cafe\u00edna do ch\u00e1 \u00e9 absorvida de forma mais lenta. A cafe\u00edna em si n\u00e3o \u00e9 prejudicial \u00e0 sa\u00fade &#8211; muito ao contr\u00e1rio, \u00e9 bastante recomendada desde que n\u00e3o tomada em excesso.\n\nE \u00e9 curioso observar que tamanha \u00e9 a complexidade da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da Camellia sinensis, que \u00e9 impressionante constatar a variedade de sabores e aromas que um s\u00f3 tipo de planta pode gerar. As infus\u00f5es herbais em geral n\u00e3o t\u00eam cafe\u00edna, n\u00e3o possuem um leque de sabor e aroma t\u00e3o variado quanto o Ch\u00e1 , e via de regra s\u00e3o adocicadas e suaves (mas h\u00e1, decerto, infus\u00f5es amargas bastante populares como a de boldo e do mate).\n\nExiste uma &#8220;dica&#8221; lingu\u00edstica que nos permite diferenciar um ch\u00e1 de uma infus\u00e3o herbal. Nas infus\u00f5es herbais, a palavra &#8221; Ch\u00e1 &#8221; \u00e9 sempre seguida da express\u00e3o &#8220;de alguma coisa&#8221;. Por isso nas embalagens l\u00ea-se &#8221; Ch\u00e1 de camomila&#8221;, &#8221; Ch\u00e1 de boldo&#8221;, &#8221; Ch\u00e1 de ma\u00e7\u00e3&#8221;, etc. O mate \u00e9 um caso \u00e0 parte (embora muitos achem que o mate \u00e9 Ch\u00e1 , ele \u00e9 uma erva diferente, e o correto \u00e9 n\u00e3o usar nas embalagens de mate a palavra &#8221; Ch\u00e1 &#8220;: mate \u00e9 s\u00f3 &#8220;mate&#8221;).\n\nOs ch\u00e1s, os derivados da Camellia sinensis, s\u00e3o descritos por tipo ou apelidados de acordo com sua origem, e nas embalagens n\u00e3o se usa a express\u00e3o &#8220;de&#8221;.\n\nAssim, o Ch\u00e1 pode ser descrito pelo tipo como &#8221; Ch\u00e1 verde&#8221;, &#8221; Ch\u00e1 oolong&#8221; (fala-se &#8220;\u00falon&#8221;) ou &#8221; Ch\u00e1 preto&#8221;. Tipos de Ch\u00e1 que foram apelidados em fun\u00e7\u00e3o da origem s\u00e3o, por exemplo, &#8221; Ch\u00e1 assam&#8221;, &#8221; Ch\u00e1 darjeeling&#8221;, &#8221; Ch\u00e1 nilgiri&#8221; (nomes de regi\u00f5es da \u00cdndia). Existem tamb\u00e9m algumas misturas ( Ch\u00e1s de tipos diferentes misturados entre si e\/ou com elementos aromatizantes) como &#8220;English Breakfast&#8221; e &#8220;Earl Grey&#8221;.\n\nApenas para se ter uma ideia da variedade de ch\u00e1s e de infus\u00f5es herbais e de frutas existentes, a Mariage Fr\u00e8res, renomada casa francesa especializada em Ch\u00e1s desde 1854, trabalha com 300 tipos de Ch\u00e1s e infus\u00f5es do mundo inteiro.\n\n<strong>Tipos de Ch\u00e1<\/strong>\n\n<strong>A partir das folhas da Camellia sinensis \u00e9 poss\u00edvel obter diferentes tipos de Ch\u00e1s e, dependendo do tipo de tratamento a que s\u00e3o sujeitas, dividi-los nas seguintes categorias:<\/strong>\n<blockquote><strong>VERDE: <\/strong>As folhas s\u00e3o apenas passadas pelo calor, imediatamente ap\u00f3s colheita, evitando, assim, a fermenta\u00e7\u00e3o. O<strong> Ch\u00e1 Gyokuro<\/strong>(gotas de orvalho), do Jap\u00e3o, \u00e9 considerado um dos melhores \u2013 suas folhas s\u00e3o cobertas com tela antes da colheita e, assim, preservam a clorofila e perdem tanino, ficando adocicadas.<strong>\nPRETO: <\/strong>As folhas sofrem um processo de fermenta\u00e7\u00e3o que confere ao l\u00edquido um tom avermelhado escuro e um sabor intenso. As folhas s\u00e3o colocadas em tanques fechados at\u00e9 fermentarem. Depois elas s\u00e3o aquecidas e desidratadas.<strong>\nOOLONG: <\/strong>Sofre um processo de fermenta\u00e7\u00e3o muito curto. Uma secagem r\u00e1pida \u00e9 feita logo ap\u00f3s a colheita. Depois as folhas v\u00e3o para um tanque, para fermentar, mas o processo \u00e9 interrompido no in\u00edcio. O sabor \u00e9 suave. Este<strong> Ch\u00e1 <\/strong>\u00e9 o menos comum no mundo ocidental.<strong>\nAROMATIZADOS: <\/strong>Qualquer Ch\u00e1 , independentemente do tratamento pelo qual tenha passado, pode receber a adi\u00e7\u00e3o de outras folhas, frutas secas ou flores, cujo sabor se mistura ao seu.<\/blockquote>\n<strong>Variedades de Ch\u00e1<\/strong>\n\n<strong>Tradicionalmente, o Ch\u00e1 est\u00e1 dividido em tr\u00eas categorias principais:<\/strong> Preto, Verde e Oolong, diferenciando-se pelo processamento das folhas.\n\nEsta classifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada ao ch\u00e1 preparado com folhas da Camelia sinensis, a verdadeira planta do Ch\u00e1 . Dentro de cada uma das categorias, h\u00e1 diversas misturas mais ou menos conhecidas, como o Pekoe, Darjeeling ou Ceil\u00e3o.\n\nO Ch\u00e1 branco foi introduzido recentemente no mercado portugu\u00eas dos\u00a0ch\u00e1s, sendo feito igualmente a partir da Camellia sinensis, mas cujas folhas s\u00e3o tratadas de forma diferente dos Ch\u00e1s tradicionais.\n\nNo entanto, existem in\u00fameras outras plantas que se dedicam \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o do &#8221;\u00a0ch\u00e1 &#8221; ou, mais precisamente, infus\u00f5es ou tisanas. Tamb\u00e9m elas s\u00e3o muito agrad\u00e1veis ao paladar e podem ter propriedades medicinais.\n\n<strong>Benef\u00edcios do Ch\u00e1<\/strong>\n\nO ch\u00e1 \u00e9 tradicionalmente usado, nos seus pa\u00edses de origem, como uma bebida ben\u00e9fica \u00e0 sa\u00fade em v\u00e1rios aspectos.\n\nRecentemente, cientistas t\u00eam-se dedicado aos estudos dos efeitos do\u00a0ch\u00e1 sobre o organismo, bem como conhecer melhor as subst\u00e2ncias que promovem esses efeitos.\n\nAlguns estudos j\u00e1 demonstraram que o\u00a0ch\u00e1 preto\u00a0\u00e9 eficaz como antioxidante e neuroestimulante, tendo sido aplicado em estudos contra o cancro e a epilepsia. E o que Ch\u00e1 verde demonstra propriedades m\u00fasculo-relaxantes, com efeitos sobre a hipertens\u00e3o e ulcera\u00e7\u00f5es no aparelho digestivo.\n\nSegundo alguns textos ligados \u00e0 medicina natural e ao mundo da ervan\u00e1ria, existem alguns\u00a0ch\u00e1 se infus\u00f5es que podem aliviar certos tipos de mal-estar.\n\nNo entanto, h\u00e1 que ter em conta que todos os tipos de\u00a0ch\u00e1 s\u00e3o ricos em cafe\u00edna e saponinas que, quando ingeridas em excesso podem causar danos no organismo.\n<h4><strong>Hist\u00f3ria do Ch\u00e1<\/strong><\/h4>\nExistem v\u00e1rias lendas em torno das origens do ch\u00e1. A mais popular \u00e9 uma lenda chinesa que conta que no ano 2737 a.C., o imperador Shen Nung descansava sob uma \u00e1rvore quando algumas folhas ca\u00edram em uma vasilha de \u00e1gua que seus servos ferviam para beber. Atra\u00eddo pelo aroma, Shen Nung provou o l\u00edquido e adorou. Nascia a\u00ed, o Ch\u00e1 .\n\nEsta lenda \u00e9 divulgada como a primeira refer\u00eancia \u00e0 infus\u00e3o das folhas de Ch\u00e1 verde, provenientes da planta Camellia sinensis, origin\u00e1ria da China e da \u00cdndia. O tratado de Lu Yu, conhecido como o primeiro tratado sobre Ch\u00e1 com car\u00e1ter t\u00e9cnico, escrito no s\u00e9c. VIII, durante a dinastia Tang, definiu o papel da China como respons\u00e1vel pela introdu\u00e7\u00e3o do Ch\u00e1 no mundo.\n\nNo inicio do s\u00e9culo IX monges japoneses levaram algumas sementes e introduziram a cultura do Ch\u00e1 que se desenvolveu rapidamente. O ch\u00e1 experimentou nestes dois pa\u00edses &#8211; China e Jap\u00e3o &#8211; uma evolu\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, abrangendo n\u00e3o s\u00f3 meio t\u00e9cnico e econ\u00f4mico, mas tamb\u00e9m os meios art\u00edsticos, po\u00e9ticos, filos\u00f3ficos e at\u00e9 religiosos. No Jap\u00e3o, por exemplo, o ch\u00e1 \u00e9 protagonista de um cerimonial complexo e de grande significado.\n\nInicialmente, foi o Jap\u00e3o respons\u00e1vel pela divulga\u00e7\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o do Ch\u00e1 , fora da China, por\u00e9m sua chegada a Europa n\u00e3o foi r\u00e1pida. Refer\u00eancias antigas na literatura europ\u00e9ia a respeito do Ch\u00e1 , mostram o relato de Marco P\u00f3lo em sua viagem e que o portugu\u00eas Gaspar da Cruz teria citado o Ch\u00e1 numa carta dirigida ao seu soberano. J\u00e1 a sua importa\u00e7\u00e3o para o continente europeu ocorreu no in\u00edcio do s\u00e9c. XVII pelos holandeses, em fun\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio que ent\u00e3o se estabelecia entre a Europa e o Oriente.\n\nA partir do s\u00e9culo XIX na Inglaterra, o consumo de Ch\u00e1 difundiu-se rapidamente, tornando-se uma bebida muito popular. Essa popularidade estendeu-se aos pa\u00edses com forte influ\u00eancia inglesa, como os Estados Unidos, Austr\u00e1lia e Canad\u00e1. Hoje, o Ch\u00e1 \u00e9 a\nbebida mais consumida em todo o mundo.\n\n<strong>Hist\u00f3ria e Origem do Ch\u00e1 Antigo<\/strong>\n\nA\u00a0hist\u00f3ria do Ch\u00e1 \u00e9 realmente completamente fascinante. H\u00e1 muitos mitos que cercam a cria\u00e7\u00e3o do Ch\u00e1 . Um tal mito popular \u00e9 de uma legenda chinesa que indica que o Ch\u00e1 esteve descoberto em 2737 BC quando o imperador chin\u00eas Chen Nung deixou cair acidentalmente as folhas da planta do sinensis do camellia.\n\nN\u00e3o querendo jogar para fora a \u00e1gua, fez exame de um sip e o Ch\u00e1 foi carregado.\n\nSe pensaria de que o ch\u00e1 cresceria em videiras na terra. Entretanto, o Ch\u00e1 \u00e9 crescido realmente das \u00e1rvores encontradas nos climas mais quentes do mundo.\n\nDe China, o Ch\u00e1 foi trazido a Jap\u00e3o que o incorporou em suas ocasi\u00f5es especiais e em suas refei\u00e7\u00f5es do feriado. Quando alcan\u00e7ou Inglaterra no sixty-two dezesseis, o\u00a0ch\u00e1 foi introduzido inteiramente ao mundo. Inglaterra adaptou o Ch\u00e1 enquanto suas bebida e nacionais remanesceram assim para centenas dos anos.\n\nEmbora China seja de o lugar aonde o Ch\u00e1 come\u00e7ou suas origens, os pa\u00edses tais como \u00cdndia e Sri Lanka t\u00eam tamb\u00e9m suas pr\u00f3prias \u00e1rvores do Ch\u00e1 onde cultivam milh\u00f5es das libras das folhas do Ch\u00e1 todos os anos a ser vendidas pelo mundo inteiro.\n\n<strong>Lendas e Mitos<\/strong>\n\nExistem muitas lendas e mitos no que respeita \u00e0 origem do ch\u00e1.\n\nA mais conhecida conta que a sua origem remonta desde h\u00e1 5000 anos, na China, aquando do reinado do Imperador Sheng Nong, um governante justo e competente, amante das artes e da ci\u00eancia e conhecido como o Curandeiro Divino. O Imperador, preocupado com as epidemias que devastavam o Imp\u00e9rio do Meio, decretou um edital que exigia que todas as pessoas fervessem a \u00e1gua antes de a consumirem.\n\nCerto dia, quando o governador chin\u00eas passeava pelos seus jardins, pediu aos seus servidores que lhe fervessem \u00e1gua, enquanto descansava debaixo da sombra de uma \u00e1rvore. Enquanto esperava que a \u00e1gua arrefece-se, algumas folhas vindas de uns arbustos ca\u00edram dentro do seu copo, atribuindo \u00e0 \u00e1gua uma tonalidade acastanhada.\n\nO Imperador decidiu provar, surpreendendo-se com o sabor agrad\u00e1vel. A partir deste momento ficou adepto do\u00a0ch\u00e1, induzindo o seu gosto ao seu povo.\n\nComo cada lenda ou mito costuma ter sempre alguma parte de verdade, esta n\u00e3o \u00e9 excep\u00e7\u00e3o. \u00c9 sabido que a origem do\u00a0ch\u00e1 remonta ao per\u00edodo imediatamente antes da ascens\u00e3o da Dinastia T&#8217;ang ao poder, entre os anos 618 e 906.\n\nEsta Dinastia assistiu \u00e0 difus\u00e3o de uma bebida feita pelos monges budistas. Esta bebida, vinda dos Himalaias, era proveniente do arbusto do\u00a0ch\u00e1 , de nome cient\u00edfico Camellia Sinensis, que crescia em estado selvagem nesta cordilheira asi\u00e1tica.\n\nSegundo os relatos do monge budista japon\u00eas Ennin, durante uma viagem ao Imp\u00e9rio do Meio, por volta do s\u00e9culo IX, o\u00a0ch\u00e1 j\u00e1 fazia parte dos h\u00e1bitos dos chineses. Na mesma \u00e9poca, um monge budista chin\u00eas, de nome Lu Yu, escreveu o primeiro grande livro sobre ch\u00e1 , chamado Ch&#8217;a Ching, onde s\u00e3o descritos os m\u00e9todos de cultivo e prepara\u00e7\u00e3o usados no Imp\u00e9rio.\n\nFoi ent\u00e3o que o\u00a0ch\u00e1 come\u00e7ou a avan\u00e7ar para o Ocidente, atrav\u00e9s da \u00c1sia Central e da R\u00fassia. No entanto, s\u00f3 quando os portugueses chegaram ao Oriente, nos finais do s\u00e9culo XV, \u00e9 que se come\u00e7ou a conhecer verdadeiramente o Ch\u00e1 .\n\nNesta \u00e9poca, as naus portuguesas traziam carregamentos de Ch\u00e1 at\u00e9 ao porto de Lisboa, ponto de onde, a maioria da carga, era depois reexportada para a Holanda e a Fran\u00e7a. Portugal rapidamente perdeu o monop\u00f3lio deste com\u00e9rcio, apesar de ter sido um sacerdote jesu\u00edta portugu\u00eas o primeiro europeu a escrever sobre o\u00a0ch\u00e1. No s\u00e9culo XVII, a frota dos holandeses estava muito poderosa, dando-lhes vantagem.\n\n<strong>Cerim\u00f4nia do Ch\u00e1<\/strong>\n\nEm nenhuma outra parte do mundo, o ch\u00e1 teve uma contribui\u00e7\u00e3o ao meio cultural foi t\u00e3o not\u00e1vel quanto no Jap\u00e3o, onde seu preparo e sua aprecia\u00e7\u00e3o adquiriram uma forma distinta de arte.\n\n<strong>No Jap\u00e3o, as pessoas, ao serem convidadas para uma reuni\u00e3o de Ch\u00e1, costumam comparecer com anteced\u00eancia: <\/strong>aguardam sentadas em uma pequena sala, desfrutando da companhia uma das outras e desligando-se das atribula\u00e7\u00f5es do cotidiano. Esse encontro representa a manifesta\u00e7\u00e3o clara de uma sensibilidade interior que se adquire atrav\u00e9s do estudo e da disciplina do Chado (TCHAD\u00d4), o Caminho do Ch\u00e1 . Chado \u00e9 um termo relativamente recente, com o qual se designa o ritual de preparar e tomar o Ch\u00e1 , originado no s\u00e9culo XV. Nessa \u00e9poca, o Ch\u00e1 era utilizado como um suave estimulante, que favorecia ao estudo e \u00e0 medita\u00e7\u00e3o, tendo sido valorizado tamb\u00e9m como uma erva medicinal.\n\nA partir disto, mestres de Ch\u00e1 devotos do Chado, desenvolveram uma est\u00e9tica, que se inseriu na cultura japonesa. Houve, entretanto, um mestre de Ch\u00e1 que, durante toda a sua exist\u00eancia, concebeu essa filosofia como um estilo de vida e instituiu o Chado como um meio de transformar a pr\u00f3pria vida em uma obra de arte &#8211; Mestre Sen Rikyu.\n\n<strong>Sen Rikyu resumiu os princ\u00edpios b\u00e1sicos do Chado nestas quatro palavras:<\/strong> Wa, Kei, SeieJaku.\n<blockquote><strong>Wa<\/strong> significa harmonia. A harmonia entre as pessoas, a pessoa com a natureza e a harmonia entre os utens\u00edlios do Ch\u00e1 e a maneira como s\u00e3o utilizados.<strong>\nKei <\/strong>significa respeito. Respeitam-se todas as coisas com um sincero sentimento de gratid\u00e3o pela sua exist\u00eancia.<strong>\nSei<\/strong> significa pureza, tanto universal, quanto espiritual.\nFinalmente, <strong>Jaku <\/strong>significa tranq\u00fcilidade ou paz de esp\u00edrito e isto resulta da percep\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas primeiros princ\u00edpios.<\/blockquote>\nOs monges Zen, que introduziram o Ch\u00e1 no Jap\u00e3o, estabeleceram os fundamentos espirituais para o Chado e desenvolveram a est\u00e9tica do Ch\u00e1 , incluindo, n\u00e3o apenas as regras para preparar e servir o Ch\u00e1 , mas tamb\u00e9m a manufatura dos utens\u00edlios, o &#8220;conhecimento&#8221; das belas artes e das artes aplicadas, o &#8220;desenho&#8221; e a constru\u00e7\u00e3o das salas de Ch\u00e1 , a arquitetura dos jardins e a literatura.\n\nUma x\u00edcara de Ch\u00e1 , preparada segundo os princ\u00edpios do Chado, \u00e9 o resultado de uma ritual de simplicidade desenvolvido para atender as necessidades de busca da tranq\u00fcilidade interior do homem.\n\n<strong>A cerim\u00f4nia do Ch\u00e1<\/strong>\n\nA<strong> cerim\u00f4nia do Ch\u00e1 <\/strong>, conhecida como &#8220;chanoyu&#8221; em japon\u00eas, \u00e9 um passatempo est\u00e9tico peculiar ao Jap\u00e3o que se caracteriza por servir e beber o &#8220;matcha&#8221;, um Ch\u00e1 verde pulverizado.\n\nDe acordo com a hist\u00f3ria registrada, o\u00a0ch\u00e1 foi introduzido no Jap\u00e3o, cerca do s\u00e9culo 8, origin\u00e1rio da China onde o Ch\u00e1 era conhecido desde o Per\u00edodo da Dinastia Han Oriental (25-220DC). O &#8220;matcha&#8221;, conforme \u00e9 usado na cerim\u00f4nia do Ch\u00e1 de hoje, ainda n\u00e3o era conhecido naquela \u00e9poca. N\u00e3o foi sento no fim do s\u00e9culo 12 que o &#8220;matcha&#8221; foi trazido ao Jap\u00e3o vindo da China da Dinastia Sung. Todavia, o Ch\u00e1 era muito precioso e embora usado principalmente como bebida, era considerado, tamb\u00e9m, rem\u00e9dio.\n\nO costume de beber &#8220;matcha&#8221;, gradativamente, difundiu-se n\u00e3o s\u00f3 entre os sacerdotes de Zen, mas tamb\u00e9m no seio da classe superior. A partir de cerca do s\u00e9culo 14, o &#8220;matcha&#8221; tamb\u00e9m era usado num jogo chamado &#8220;tocha&#8221;.\n\nTratava-se de um divertimento de salto no qual os convidados, depois de provarem de v\u00e1rias x\u00edcaras de<strong> Ch\u00e1 <\/strong>produzido em diversas regi\u00f5es, eram chamados a escolher a ta\u00e7a contendo o Ch\u00e1 da melhor regi\u00e3o produtora da bebida.\n\nOs que acertavam na escolha recebiam pr\u00eamios. Como esse jogo se tivesse tornado moda, as planta\u00e7\u00f5es de Ch\u00e1 come\u00e7aram a florescer, especialmente no distrito de Uji, nas proximidades de Kyoto, onde o Ch\u00e1 de melhor qualidade ainda \u00e9 produzido.\n\nO &#8220;tocha&#8221;, gradativamente, converteu-se numa mais tranquila reuni\u00e3o social no seio da classe superior e os pr\u00eamios n\u00e3o mais foram conferidos.\n\nO objetivo tornou-se ent\u00e3o o gozo de uma atmosfera profunda na qual os participantes provavam o Ch\u00e1 enquanto admiravam pinturas, artes e artesanato da China, mostrados num &#8220;shoin&#8221; (est\u00fadio) Simultaneamente, sob a influ\u00eancia de formalidades e maneiras que regulavam a vida cotidiana dos &#8220;samurais&#8221; ou guerreiros que constitu\u00edam, ent\u00e3o, a classe dominante no pa\u00eds, surgiram certas regras e procedimentos que os participantes de uma reuni\u00e3o de Ch\u00e1 deveriam obedecer. Assim desenvolveram-se os fundamentos da &#8220;chanoyu&#8221;.\n\nAo final do s\u00e9culo 15, um plebeu chamado MurataJuko, que dominou esta arte da &#8220;chanoyu&#8221; que se popularizara no seio da classe superior, prop\u00f4s outro tipo de ch\u00e1 cerimonial, mais tarde denominado &#8220;wabicha&#8221;, que ele baseou mais nas sensibilidades japonesas alimentadas pelo esp\u00edrito do budismo de Zen. Foi durante o per\u00edodo Momoyama, na segunda metade do s\u00e9culo 16, que Sen-no-rikyu, finalmente, estabeleceu a &#8220;wabicha&#8221; com a forma com a qual a &#8220;chanoyu&#8221; \u00e9 realizada hoje.\n\nA &#8220;chanoyu&#8221;, assim desenvolvida, \u00e9 algo mais que uma forma refinada de refresco. Seu objetivo e ess\u00eancia dificilmente podem ser expressos por palavras.\n\nAjudaria lembrar que a cerim\u00f4nia foi desenvolvida sob a influ\u00eancia do budismo de Zen cujo objetivo \u00e9, em palavras simples, purificar a alma do homem, confundindo-a com a natureza.\n\nAl\u00e9m disso, a &#8220;chanoyu&#8221; \u00e9 a materializa\u00e7\u00e3o do empenho intuitivo do povo japon\u00eas pelo reconhecimento da &#8216;verdadeira beleza na mod\u00e9stia e simplicidade. Termos como calma, rusticidade, gra\u00e7a, ou frase &#8220;est\u00e9tica da simplicidade austera e pobreza refinada&#8221;, podem ajudar a definir o verdadeiro esp\u00edrito da &#8220;chanoyu&#8221;.\n\nPor exemplo, as regras rigorosas da etiqueta da &#8220;chanoyu&#8221;, que podem parecer penosas e meticulosas \u00e1 primeira vista, s\u00e3o, de fato, calculadas, minuto por minuto, a fim de obter a mais alta poss\u00edvel economia de movimento e, na verdade, agrada aos iniciados assistir a sua execu\u00e7\u00e3o, especialmente quando realizada por mestres experimentados.\n\nA &#8220;chanoyu&#8221; tem desempenhado um importante papel na vida art\u00edstica do povo japon\u00eas, de vez que, como atividade est\u00e9tica, envolve a aprecia\u00e7\u00e3o do c\u00f4modo onde \u00e9 realizada, o jardim a ele cont\u00edguo, os utens\u00edlios utilizados no servir o ch\u00e1, a decora\u00e7\u00e3o do ambiente como um rolo suspenso ou um &#8220;chabana&#8221; (arranjo floral para a cerim\u00f4nia do Ch\u00e1 ). O desenvolvimento da arquitetura, jardinagem paisag\u00edstica, cer\u00e2mica e artes florais deve muito a cerim\u00f4nia do Ch\u00e1 . O esp\u00edrito da &#8220;chanoyu&#8221;, representando a beleza da simplicidade estudada e da harmonia com a natureza, moldou a base dessas formas tradicionais da cultura japonesa.\n\nMais ainda, o desenvolvimento das maneiras cotidianas da maioria dos japoneses tem sido influenciado basicamente por formalidades como as que s\u00e3o observadas na cerim\u00f4nia &#8220;chanoyu&#8221;. Como resultado disso, \u00e9 costume bastante difundido entre as mo\u00e7as antes do casamento receber aulas nessa arte a fim de cultivar a postura e o refinamento oriundos da etiqueta da &#8220;chanoyu&#8221;.\n\nAp\u00f3s a morte de Sen-no-rikyu, seus ensinamentos foram transmitidos aos seus descendentes e disc\u00edpulos. Na \u00e9poca de seus tataranetos, tr\u00eas diferentes escolas (a escola Omotesenke, a escola Urasenke e a escola Mushakojisenke) foram fundadas e continuam em atividade at\u00e9 hoje.\n\nEntre elas, todavia, a mais ativa e de maior n\u00famero de seguidores, \u00e9 a Urasenke. Ela \u00e9 chefiada, presentemente, pelo Senhor Soshitsu Sen, o l5\u00ba descendente do fundador. Algumas das escolas iniciadas pelos disc\u00edpulos de Rikyu incluem a escola Enshu, fundada por Kobori Enshu, a escola Sekishu, criada por Katagiri Sekishu, e a escola Sohen, estabelecida por Yamada Sohen.\n\nEstas escolas diferem entre si nos detalhes das regras mas conservam a ess\u00eancia da cerim\u00f4nia que o grande mestre instituiu. Esta ess\u00eancia tem sido transmitida at\u00e9 os dias de hoje sem oposi\u00e7\u00e3o e o respeito pelo fundador \u00e9 um elemento que todas t\u00eam em comum\n\n<strong>Uma &#8220;chanoyu&#8221; t\u00edpica<\/strong>\n\nH\u00e1 muitas maneiras de realizar uma cerim\u00f4nia de ch\u00e1 de acordo com a escola a que o anfitri\u00e3o pertence. Elas tamb\u00e9m variam de conformidade com a ocasi\u00e3o e a esta\u00e7\u00e3o. Nos elementos essenciais, todavia, h\u00e1 uma semelhan\u00e7a b\u00e1sica.\n\n<strong>Material e utens\u00edlios exigidos<\/strong>\n<blockquote><strong>1) A &#8220;sukiya&#8221; ou a casa de Ch\u00e1:<\/strong> \u00c9 costume muito antigo ter uma pequena casa, denominada &#8216;sukiya&#8221;, especialmente constru\u00edda para a &#8220;chanoyu&#8221;. Ela consiste de uma sala de ch\u00e1(cha-shitsu), uma sala de preparo (mizu-ya), sala de espera (yoritsoki) e de um caminho ajardinado (roji) que leva \u00e1 entrada da casa de Ch\u00e1 . A casa, geralmente, \u00e9 localizada numa se\u00e7\u00e3o arborizada especialmente criada para esse fim no jardim propriamente dito.<strong>\n2) Utens\u00edlios: <\/strong>Os principais utens\u00edlios s\u00e3o a &#8220;<strong>cha-wan<\/strong>&#8221; (tigela de<strong> Ch\u00e1 <\/strong>), o &#8220;<strong>cha-ire<\/strong>&#8221; (recipiente do Ch\u00e1 ), a &#8220;<strong>cha-sen<\/strong>&#8221; (vassourinha de Ch\u00e1 feita de bambu) e a &#8220;cha-shaku&#8221; (concha de Ch\u00e1 feita de bambu). Via de regra, esses utens\u00edlios s\u00e3o valiosos objetos de arte.<strong>\n3) Trajes e acess\u00f3rios: <\/strong>Roupas de cores discretas s\u00e3o preferidas. Em ocasi\u00f5es estritamente formais, os homens vestem Kimono de seda, de cor firme, com tr\u00eas ou cinco bras\u00f5es de fam\u00edlia nele estampados e &#8220;tabi&#8221; brancas ou meias tradicionais japonesas. As mulheres trajam conservador kimono brasonado e tamb\u00e9m &#8220;tabi&#8221;, nessas ocasi\u00f5es. Os convidados devem trazer um pequeno leque dobr\u00e1vel e uma almofada de &#8220;kaishi&#8221; (pequenos guardanapos de papel).<\/blockquote>\n<strong>A cerim\u00f4nia propriamente dita<\/strong>\n\n<strong>A cerim\u00f4nia do Ch\u00e1 regular consiste:<\/strong>\n<blockquote><strong>1.<\/strong>da primeira sess\u00e3o na qual uma refei\u00e7\u00e3o ligeira, denominada &#8220;kaiseki&#8221;, \u00e9 servida;<strong>\n2.<\/strong>da &#8220;nakadachi&#8221; ou breve pausa;<strong>\n3.<\/strong>da gozairi , a parte principal da cerim\u00f4nia, onde o &#8220;<strong>koicha<\/strong>&#8221; ou Ch\u00e1 de textura espessa, \u00e9 Servido e<strong>\n4.<\/strong>da ingest\u00e3o do &#8220;usucha&#8221; ou Ch\u00e1 de textura fina.<\/blockquote>\nToda a cerim\u00f4nia leva cerca de quatro horas. Frequentemente, apenas o &#8220;usucha&#8221; \u00e9 servido, o que requer cerca de uma hora.\n\n<strong>A primeira sess\u00e3o<\/strong>\n\nOs convidados, cinco ao todo, re\u00fanem-se na sala de espera. O anfitri\u00e3o comparece e os conduz pelo caminho ajardinado at\u00e9 a sala de ch\u00e1. Num determinado lugar do caminho h\u00e1 uma bacia de pedra cheia de \u00e1gua fresca.\n\nAli eles lavam as m\u00e3os e a boca. A entrada para a sala \u00e9 muito pequena o que obriga os convidados a rastejar para atravess\u00e1 la numa demonstra\u00e7\u00e3o de humildade. Ao entrar nasala, que \u00e9 provida de fogareiro fixo ou port\u00e1til para a chaleira, cada convidado ajoelha-se \u00e0 frente do &#8220;tokonoma&#8221; ou nicho e faz uma rever\u00eancia respeitosa.\n\nEm seguida, com o leque dobr\u00e1vel diante de si, ele admira o rolo suspenso na parede do &#8220;tokonoma&#8221;. A seguir, olha do mesmo modo o fogareiro.\n\nQuando todos os convidados conclu\u00edrem a contempla\u00e7\u00e3o desses objetos, eles tomam seus assentos, com o principal convidado no lugar mais pr\u00f3ximo do anfitri\u00e3o.\n\nDepois que o anfitri\u00e3o e os convidados trocarem cumprimentos, a &#8220;kaiseki&#8221; \u00e9 servida, com os doces terminando a leve refei\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Nakadachi<\/strong>\n\nPor sugest\u00e3o do anfitri\u00e3o, os convidados retiram-se para o banco de espera existente no jardim interno pr\u00f3ximo \u00e0 sala.\n\n<strong>Goza-iri<\/strong>\n\nUm gongo de metal pr\u00f3ximo \u00e0 sala \u00e9 tocado pelo anfitri\u00e3o para assinalar o in\u00edcio da cerim\u00f4nia principal E costume fazer soar o gongo cinco ou sete vezes. Os convidados erguem-se e ouvem atentamente o som. Depois de repetir o Rito de purifica\u00e7\u00e3o na bacia, eles entram novamente na sala.\n\nOs biombos de junco suspensos do lado de fora das janelas s\u00e3o retirados por um assistente a fim de tornar mais claro o ambiente. O rolo suspenso desaparece e, no &#8220;tokonoma&#8221;, h\u00e1 um vaso com flores.\n\nO recept\u00e1culo para \u00e1gua fresca e o recipiente de cer\u00e2mica para o\u00a0ch\u00e1 est\u00e3o em posi\u00e7\u00e3o antes que o anfitri\u00e3o entre trazendo a tigela de Ch\u00e1 com a vassourinha e a concha de Ch\u00e1 dentro dela. Os convidados examinam e admiram as flores e a chaleira exatamente como fizeram no in\u00edcio da primeira sess\u00e3o.\n\nO anfitri\u00e3o retira-se para a sala de preparo e logo retorna com o recept\u00e1culo para \u00e1gua servida, a concha e o descanso para a tampa da chaleira ou concha Em seguida, o anfitri\u00e3o limpa o recipiente de Ch\u00e1 e a concha com um pano especial denominado &#8220;fukusa&#8221;, fazendo o mesmo com a vassourinha na tigela de Ch\u00e1 contendo \u00e1gua quente tirada da chaleira. O anfitri\u00e3o esvazia a tigela, despejando a \u00e1gua no recept\u00e1culo de \u00e1gua servida e limpa a tigela com um &#8220;chakin&#8221; ou peda\u00e7o de tecido de linho.\n\nO anfitri\u00e3o ergue a concha de Ch\u00e1 e o recipiente e p\u00f5e &#8220;matcha&#8221; (tr\u00eas conchas para cada convidado) na tigela e tira uma concha cheia de \u00e1gua quente da chaleira, pondo cerca de um ter\u00e7o dela na tigela e devolvendo o que s0brou \u00e1 chaleira. A seguir, ele bate a mistura com a vassourinha at\u00e9 que se transforme em algo que lembre uma muito grossa sopa de ervilha verde tanto na consist\u00eancia como na cor. O ch\u00e1 feito \u00e9 denominado &#8220;koicha&#8221;.\n\nO &#8220;matcha&#8221; usado aqui \u00e9 feito de folhas tenras de plantas de Ch\u00e1 com idade de 20 a 70 anos ou mais. O anfitri\u00e3o coloca a tigela no seu lugar apropriado, junto ao fogareiro, e o convidado principal desloca-se, de joelhos, para pegar a tigela.\n\nO convidado faz uma rever\u00eancia com a cabe\u00e7a, para os outros convidados e p\u00f5e a tigela na palma de sua mio esquerda, sustentando um dos lados dela com a m\u00e3o direita.\n\nDepois de tomar um gole, ele elogia o sabor da bebida e, em seguida, toma mais dois goles limpa a beirada da tigela onde bebeu com o &#8220;kaishi&#8221; de papel e passa a tigela para o segundo convidado que bebe e limpa a tigela tal como o fez o convidado principal. A tigela \u00e9 ent\u00e3o passada para o terceiro convidado, e, em seguida, para o quarto, at\u00e9 que todos os cinco tenham partilhado do Ch\u00e1 . Quando o \u00faltimo convidado termina, ele entrega a tigela ao convidado principal que a devolve ao anfitri\u00e3o.\n\n<strong>Cerim\u00f4nia com &#8220;usucha&#8221;<\/strong>\n\nO &#8220;usucha&#8221; difere do &#8220;koicha&#8221; na circunst\u00e2ncia de que o primeiro \u00e9 feito de plantas tenras com a idade de apenas 3 a 15 anos. Ele proporciona uma mistura espumosa.\n\n<strong>As regras seguidas nessa cerim\u00f4nia s\u00e3o semelhantes as da &#8220;koicha&#8221;, sendo, as seguintes, as principais diferen\u00e7as:<\/strong>\n<blockquote><strong>a)<\/strong>O<strong> Ch\u00e1 <\/strong>\u00e9 feito individualmente para cada convidado com duas a duas e meia conchas de &#8220;matcha&#8221;. Espera-se que cada convidado beba toda a sua por\u00e7\u00e3o.<strong>\nb)<\/strong>o convidado limpa a parte da tigela que seus l\u00e1bios tocaram com os dedos da m\u00e3o direita e, em seguida, limpa os dedos dela com o &#8220;kaishi&#8221; de papel.<\/blockquote>\nDepois que o anfitri\u00e3o retira os utens\u00edlios da sala, ele faz uma rever\u00eancia silenciosa com a cabe\u00e7a para os convidados, dando a entender que a cerim\u00f4nia terminou.\n\nOs convidados deixam a &#8220;sukiya&#8221;, despedindo-se do anfitri\u00e3o.\n\n<span class=\"fonte\">Fonte: <\/span>www.chinaonline.com\/bukaru.zevallos.com.br\/www.discoveryarticles.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ch\u00e1, Bebida, Verde, Preto, Uso, Tipo, Hist\u00f3ria, Benef\u00edcios, Indica\u00e7\u00f5es, Cerim\u00f4nia, Variedade, Propriedades, Origem, O que \u00e9, Ch\u00e1<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":24443,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-24438","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-alimentos-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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