{"id":22866,"date":"2016-01-20T00:00:00","date_gmt":"2016-01-20T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-pao\/"},"modified":"2026-09-01T15:49:42","modified_gmt":"2026-09-01T15:49:42","slug":"historia-do-pao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/culinaria-2\/historia-do-pao\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do P\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor28.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"393\" height=\"385\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>O<strong> p\u00e3o <\/strong>foi quase certamente um dos primeiros alimentos j\u00e1      elaborados e relativamente transformados pelo homem, na transi\u00e7\u00e3o da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria      para a Hist\u00f3ria. <\/p>\n   \n<p>Uma vez controlado o fogo, passar \u00e0s carnes e verduras grelhadas ou cozidas      foi f\u00e1cil. Mas a panifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 pressup\u00f5e um est\u00e1gio cultural mais complexo.      Mais ainda a panifica\u00e7\u00e3o fermentada. <\/p>\n   \n<p>Apesar do r\u00e1pido progresso dos arque\u00f3logos que, nos \u00faltimos 50 anos, recuperaram      milhares de informa\u00e7\u00f5es sobre os primitivos hom\u00ednidas, o que se sabe sobre      suas habilidades no preparo dos alimentos ainda \u00e9 muito pouco e, em boa parte,      baseado mais em conjeturas do que em informa\u00e7\u00f5es perfeitamente documentadas.      As evid\u00eancias arqueol\u00f3gicas s\u00e3o portanto abundantes mas insuficientes para      descreverem com seguran\u00e7a onde e como se passou as simples coleta e do consumo      in natura de gr\u00e3os selvagens ao seu cultivo, moagem e panifica\u00e7\u00e3o. O mais      prov\u00e1vel \u00e9 que as primeiras formas um pouco mais elaboradas do consumo de      gr\u00e3os tenham sido papas e mingaus obtidos a partir do cozimento na \u00e1gua. <\/p>\n   \n<p>Mesmo sobre a origem do cultivo dos cereais e da conseq\u00fcente descoberta da      panifica\u00e7\u00e3o, ainda h\u00e1 muita controv\u00e9rsia. A maioria dos historiadores da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria,      inclusive o cl\u00e1ssico Gordon Childe concordar com a origem mesopot\u00e2mica do      cultivo dos cereais e da panifica\u00e7\u00e3o, ao longo de um processo hist\u00f3rico que      teria durado de 8000 a 4500 anos antes do nosso calend\u00e1rio atual. Contudo,      bem mais recentemente, Louis-Ren\u00e9 Nougier cita escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas realizadas      em Rouffignac, na Fran\u00e7a, nas quais foram encontrados res\u00edduos, datados pelo      m\u00e9todo do Carbono 14, de pouco mais de 7000 anos A.C. cereais<\/p>\n   \n<p>Os nossos tupinamb\u00e1s e guaranis, ainda neol\u00edticos (pedra polida). J\u00e1 dominavam      o cultivo e a fermenta\u00e7\u00e3o do milho. Os astecas do M\u00e9xico, muito mais adiantados,      j\u00e1 na idade dos metais, transformavam o milho em farinha e esta \u00faltima em      v\u00e1rias modalidades de &#8220;p\u00e3es&#8221;. Ent\u00e3o, por que n\u00e3o admitir que tamb\u00e9m      na Eur\u00e1sia os gr\u00e3os e v\u00e1rias formas primitivas de p\u00e3o tivessem sido atingidos      simultaneamente em diferentes culturas? Quanto \u00e0 panifica\u00e7\u00e3o propriamente      dita, aquela do p\u00e3o fermentado e consequentemente mais macio, tudo indica      que tenha acontecido por acaso, ou por engano. Bastou que algu\u00e9m tivesse esquecido      uma quantidade de farinha \u00famida por um pouco mais de tempo antes de lev\u00e1-la      ao calor para que essa massa de alguma forma fermentasse espontaneamente,      produzindo bolachas ou focacce bem mais macias e saborosas do que de costume.      Estava descoberto o princ\u00edpio b\u00e1sico do p\u00e3o. Jean Fran\u00e7ois Revel, no seu erudito      3.000 anni a tavola, parece sofrer os efeitos das contradi\u00e7\u00f5es dos historiadores.    <\/p>\n   \n<p>Num par\u00e1grafo menciona res\u00edduos de bolachas (focacce) carbonizadas que foram      encontradas em escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas da Europa Ocidental. No par\u00e1grafo      seguinte passa a defender a tese duvidosa de que a panifica\u00e7\u00e3o fermentada      teria sido descoberta pelos judeus. O certo \u00e9 que, no ano 500 a.C., Ec\u00e1teo      de Mileto j\u00e1 chamava aos eg\u00edpcios de &#8220;comil\u00f5es de p\u00e3o&#8221;, como foram      chamados por muitos outros povos seus contempor\u00e2neos. Mas ser\u00e1 com os gregos      que o p\u00e3o passar\u00e1 a desempenhar um papel relevante na hist\u00f3ria da gastronomia.      No in\u00edcio do mil\u00eanio anterior ao do calend\u00e1rio civil atualmente em uso, j\u00e1      se tinham descoberto e inventado todas as condi\u00e7\u00f5es para o progressivo aperfei\u00e7oamento      do p\u00e3o. J\u00e1 se conhecia a t\u00e9cnica da moenda, mesmo que grosseira, para produzir      farinha. J\u00e1 se conhecia a peneira para separar as cascas e demais res\u00edduos      dos cereais e para a obten\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de farinhas. Tamb\u00e9m estava      bem aperfei\u00e7oado o forno e, finalmente, j\u00e1 estava desenvolvida a id\u00e9ia de      condimentar o p\u00e3o com toda sorte de ervas arom\u00e1ticas, frutas e azeite. <\/p>\n   \n<p>Segundo Ravel, apoiado em Ateneu, os gregos da \u00e9poca cl\u00e1ssica j\u00e1 contavam      com 72 variedades de p\u00e3o. Ravel cita o daraton, p\u00e3o da Tess\u00e1lia sem fermento,      o phaios, p\u00e3o preto, o bromites, feito de aveia selvagem, e o syncomiste,      p\u00e3o grosseiro feito com os restos dos gr\u00e3os retidos nas peneiras, o crimnites,      feito de farinha de cevada, e o semidelites, o p\u00e3o nobre feito com a flor      da farinha de trigo fina, peneirada. Em Atenas sempre se vendeu simultaneamente      a matza, mais grosseira e mais barata, de farinha de cevada, e o artos, o      p\u00e3o propriamente, bem mais caro. Os p\u00e3es encontrados em escava\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas      s\u00e3o geralmente referidos como focacce (corruptela de fuoco = fogo), pois eram      cozidos sobre pedras aquecidas ou sobre brasas. Ora, as foccace, \u00e1zimas ou      fermentadas, ainda sobrevivem audazes e deliciosas em muitas cidades italianas      do presente. T\u00e3o recentemente quanto 1989, tive a felicidade de v\u00ea-las comparecer      no couvert de restaurantes, tanto em Roma quanto em Forte dei Marmi, minha      cidade natal, na Toscana. <\/p>\n   \n<p>As servidas hoje s\u00e3o redondas e muito parecidas com a pita, o &#8220;p\u00e3o s\u00edrio&#8221;,      cada vez mais comum em muitas cidades brasileiras. Apenas s\u00e3o ainda mais finas,      torradas e crocantes. Voltando \u00e0 Gr\u00e9cia antiga e aos seus p\u00e3es, estes eram      condimentados com sementes de papoula, erva-doce, aniz, uva-passa, alecrim,      alcaparras, folha de couve, alho, cebola, cominho e muitos temperos mais.      Os gregos eram considerados como mestres da panifica\u00e7\u00e3o que, em Roma durante      todo o imp\u00e9rio, os padeiros geralmente eram gregos. A principal contribui\u00e7\u00e3o      romana \u00e0 arte da panifica\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante curiosa e n\u00e3o me consta que tenha      sobrevivido at\u00e9 nossos dias. Al\u00e9m de pequenas perfumados, os romanos desenvolveram      o inusitado &#8220;p\u00e3o picentino&#8221;, resultado de uma bizarra composi\u00e7\u00e3o      de um cereal chamado zea com um tipo particular de argila, chamada creta,      recolhida na regi\u00e3o entre N\u00e1poles e Pozzoli. Consta que o imperador Augusto      pagava aos napolitanos 20.000 sest\u00e9rcios anuais para se assegurar a propriedade      exclusiva dessa argila. <\/p>\n   \n<p>Quanto ao p\u00e3o mais nosso conhecido, n\u00e3o demorou para que os romanos assimilassem      (junto com tantas outras coisas, quase tudo) o antigo costume grego de fazer      do p\u00e3o o alimento principal do desjejum, chamado jentaculum. <\/p>\n   \n<p><strong>Foi Marcial quem registrou: <\/strong>&#8220;Surgite! Iam vendit pueris      jentaculum pistor&#8221; (&#8220;Acordem! O padeiro j\u00e1 est\u00e1 vendendo o desjejum      \u00e0s crian\u00e7as&#8221;). <\/p>\n   \n<p><strong>Os pistores gregos j\u00e1 tinham aprendido a dar aos seus p\u00e3es as formas      mais atraentes:<\/strong> cogumelos, meias-luas, tran\u00e7as e diversas formas      geom\u00e9tricas. Na Idade M\u00e9dia, a coisa se complica, na mesma medida em que \u00e9      um per\u00edodo muito mais complexo e diferenciado do que os nossos professores      do secund\u00e1rio jamais conseguiram nos transmitir. Em certas regi\u00f5es da It\u00e1lia,      do Sacro Imp\u00e9rio Romano Germ\u00e2ntico e da Inglaterra, a cultura material regrediu      tanto que o p\u00e3o voltou a tornar-se pobre e grosseiro, quase ao n\u00edvel das papas      pr\u00e9-hist\u00f3ricas. Mas em lugares determinados, principalmente nos portos e nas      cidades episcopais, o alto clero, os mercadores e os nobres preservavam para      si muitos dos p\u00e3es e quase um mil\u00eanio antes. <\/p>\n   \n<p>A partir do Renascimento, esse p\u00e3o aristocr\u00e1tico voltar\u00e1 lentamente a se      difundir, com todo o seu perfume impregnando as casa burguesas, enquanto assava.      At\u00e9 meados do s\u00e9culo 19, para os otimistas, ou at\u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica      que se seguiu \u00e0 Segunda Guerra Mundial, para os mais realistas, o p\u00e3o, nas      suas mais diferentes formas, constituiu o alimento b\u00e1sico de toda a humanidade      europ\u00e9ia. Da\u00ed tamb\u00e9m o sentido m\u00edstico-religioso que o p\u00e3o sempre teve em      tantas culturas. <\/p>\n   \n<p><strong>Do per\u00edodo b\u00edblico at\u00e9 o presente os judeus aben\u00e7oavam:<\/strong>      &#8220;Baruch ata Adonai&#8230; v&#8217;tzivanu l&#8217;hamotzi lechem min haarets&#8221; (Bendito      sejas Senhor&#8230; que nos ordenaste tirar o p\u00e3o da terra&#8221;). Para os cat\u00f3licos      o p\u00e3o, ou a h\u00f3stia que o simboliza, transformou-se, na comunh\u00e3o, no pr\u00f3prio      corpo do Cristo. Judeus e crist\u00e3os santificaram o p\u00e3o e o respeitam misticamente,      n\u00e3o jogando fora ou ensinando as crian\u00e7as a beijarem-no quando cai no ch\u00e3o.      Tornou-se &#8220;de fato&#8221; o s\u00edmbolo da vida e da sobreviv\u00eancia. Na Europa      toda, por s\u00e9culos, gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es sobreviveram basicamente de p\u00e3o, quando      muito, acompanhando por um bocado de carne, um pouco de alho, alguma cebola,      um gole de leite ou um peda\u00e7o de queijo. <\/p>\n   \n<p>Desde a Pr\u00e9 Hist\u00f3ria que o p\u00e3o \u00e9 popularmente conhecido. \u00c9 deu ma massa feita      com farinha de cereais, \u00e1gua e sal. \u00c9 um dos alimentos mais antigos de que      se tem not\u00edcia. H\u00e1 milhares de anos antes de Cristo, os gr\u00e3os de cereais plantados      pelo homem, eram mo\u00eddos com a ajuda de duas pedras. estes p\u00e3es n\u00e3o podiam      ser consumidos logo depois de prontos porque eram muitos amargos. <\/p>\n   \n<p>Era preciso lav\u00e1-los varias vezes em \u00e1gua fervente e, ent\u00e3o se fazer broas      para secar ao sol. Os primeiros p\u00e3es foram assados sobre pedras quentes ou      debaixo de cinzas. Hoje, apesar da modernidade e sofisticac\u00e3o, o mais simples      dos alimentos ainda mant\u00e9m sua mistura b\u00e1sica inicial. No Egito, o p\u00e3o era      o alimento b\u00e1sico. Segundo Her\u00f3doto, era amassado com os p\u00e9s, e normalmente      feito de cevada ou espelta, esp\u00e9cies de trigo de qualidade inferior. Os p\u00e3es      preparados com trigo de qualidade superior eram destinados apenas aos ricos.    <\/p>\n   \n<p><strong>Com o p\u00e3o no Egito tamb\u00e9m se pagavam sal\u00e1rios:<\/strong> um dia de      trabalho valia tr\u00eas p\u00e3es e dois c\u00e2ntaros de cerveja. Os judeus tamb\u00e9m fabricavam      seus p\u00e3es na mesma \u00e9poca, por\u00e9m n\u00e3o utilizavam fermentos por acreditarem que      a fermenta\u00e7\u00e3o era uma forma de putrefa\u00e7\u00e3o e impureza. A Jeov\u00e1 s\u00f3 ofereciam      p\u00e3o \u00e1zimo, sem fermento, o \u00fanico que consomem at\u00e9 hoje na P\u00e1scoa. Na Europa      o p\u00e3o chegou atrav\u00e9s dos gregos. <\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o romano era feito em casa, pelas mulheres, tendo passado, posteriormente,      a ser fabricado em padarias p\u00fablicas, surgindo, ent\u00e3o, os primeiros padeiros.    <\/p>\n   \n<p>Isto teria acontecido, segundo o fil\u00f3sofo romano Pl\u00ednio, o Antigo, depois      da conquista da Maced\u00f4nia, em 168 a.C. Na Antiguidade, os deuses &#8211; e os mortos      &#8211; eg\u00edpcios, gregos e romanos eram honrados com oferendas de animais, flores      em massa de p\u00e3o. Era comum, ainda, entre eg\u00edpcios e romanos, a distribui\u00e7\u00e3o      de p\u00e3es aos soldados, como complemento do soldo, tendo perdurado este costume      na Idade M\u00e9dia. <\/p>\n   \n<h4>Caracter\u00edsticas e fun\u00e7\u00f5es dos ingredientes<\/h4>\n   \n<p><strong>Os principais ingredientes em panifica\u00e7\u00e3o dividem-se em dois grandes      grupos<\/strong>: fundamentais como farinha de trigo, \u00e1gua, fermento biol\u00f3gico      e sal e n\u00e3o fundamentais como a\u00e7\u00facar, gordura, leite, enzimas e outros.<\/p>\n   \n<p><strong>Destacaremos somente os fundamentais: <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Farinha <\/strong><\/p>\n   \n<p>O teor e a qualidade das prote\u00ednas formadoras de gl\u00faten da farinha de trigo      s\u00e3o os principais fatores respons\u00e1veis pelo seu potencial de panifica\u00e7\u00e3o,      n\u00e3o obstante o amido, lip\u00eddeos e componentes sol\u00faveis em \u00e1gua da farinha serem      tamb\u00e9m necess\u00e1rios para a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3o com caracter\u00edsticas adequadas como      volume, textura e frescor. <\/p>\n   \n<p>Durante o processo de mistura, as prote\u00ednas insol\u00faveis (gliadinas e gluteninas)      da farinha de trigo hidratam-se, formando o gl\u00faten que ap\u00f3s o tempo \u00f3timo      de mistura \u00e9 capaz de reter os gases produzidos pelas leveduras, resultando      desta forma um produto fermentado de baixa densidade.<\/p>\n   \n<p>As gliadinas s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pelo controle do volume do p\u00e3o,      enquanto que as gluteninas respondem pelos tempos de mistura e de desenvolvimento      da massa, sendo essa fra\u00e7\u00e3o a mais el\u00e1stica e coesa.<\/p>\n   \n<p>O amido auxilia na manuten\u00e7\u00e3o da estrutura do p\u00e3o no cozimento, ajudando      a reten\u00e7\u00e3o dos gases produzidos durante a fermenta\u00e7\u00e3o. Os lip\u00eddeos tamb\u00e9m      participam das intera\u00e7\u00f5es entre o amido e prote\u00ednas, e ainda das prote\u00ednas      entre si, gliadina e gluteninas.<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c1gua <\/strong><\/p>\n   \n<p>A \u00e1gua tem import\u00e2ncia primordial na forma\u00e7\u00e3o da massa. Hidratada a farinha,      assegura a uni\u00e3o das prote\u00ednas que d\u00e3o origem ao gl\u00faten e ao mesmo tempo fornece      meio prop\u00edcio ao desenvolvimento da atividade enzim\u00e1tica e, conseq\u00fcentemente,      \u00e0 fermenta\u00e7\u00e3o do p\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Fun\u00e7\u00f5es da \u00e1gua na panifica\u00e7\u00e3o: <\/strong>possibilita a forma\u00e7\u00e3o do      gl\u00faten; controla a consist\u00eancia da massa; controla a temperatura da massa,      aquecendo-a ou resfriando-a; dissolve os sais; suspende e distribui os ingredientes      que n\u00e3o a farinha de trigo; umedece e intumesce o amido, deixando-o mais diger\u00edvel;      possibilita a a\u00e7\u00e3o das enzimas; e, controla a maciez e palatabilidade do p\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Caracter\u00edstica de \u00e1gua adequada \u00e0 panifica\u00e7\u00e3o:<\/strong> limpa, inodora,      incolor e pot\u00e1vel; dureza intermedi\u00e1ria 50 \u0096 100ppm; pH neutro, ligeiramente      \u00e1cido.<\/p>\n   \n<p><strong>Sal <\/strong><\/p>\n   \n<p>O sal sempre foi usado na panifica\u00e7\u00e3o, todavia, segundo historiadores, sua      efic\u00e1cia como melhorador foi descoberta por acaso. <\/p>\n   \n<p><strong>De maneira geral, o sal na massa de p\u00e3o contribui de modo positivo      sobre a mesma, pelas raz\u00f5es a seguir:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Melhora as caracter\u00edsticas de plasticidade da massa, melhorando a for\u00e7a        do gl\u00faten<\/p>\n     \n<p>Melhora as caracter\u00edsticas da crosta<\/p>\n     \n<p>Melhora o sabor do produto final do p\u00e3o<\/p>\n     \n<p>Afeta as caracter\u00edsticas de conserva\u00e7\u00e3o do p\u00e3o, devido \u00e0s propriedades        higrosc\u00f3picas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Em geral, a porcentagem mais indicada do sal em uma massa \u00e9 de 1,5% a 2,0%      no m\u00e1ximo. O excesso pode alterar o sabor do produto final, e a falta pode      trazer as defici\u00eancias de uma massa n\u00e3o male\u00e1vel, dif\u00edcil de trabalhar, menos      el\u00e1stica, etc.<\/p>\n   \n<p><strong>Fermento <\/strong><\/p>\n   \n<p>O fermento usado normalmente nas padarias \u00e9 do tipo fresco, e \u00e9 oriundo da      esp\u00e9cie Saccharomyces cerevisiae. No processo de panifica\u00e7\u00e3o, sua fun\u00e7\u00e3o principal      \u00e9 a de provocar a fermenta\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares, produzindo CO2, que ao mesmo tempo      \u00e9 respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o dos alv\u00e9olos internos e pelo crescimento da massa.      Industrialmente o fermento \u00e9 produzido a partir do mela\u00e7o, usando-se culturas      de leveduras adequadas para sua reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Do ponto de vista pr\u00e1tico, existem no mercado dois tipos de fermento      biol\u00f3gico que s\u00e3o comercializados:<\/strong> o fermento prensado fresco e o      fermento biol\u00f3gico seco, ativo ou n\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Fermento Fresco:<\/strong> \u00c9 o mais comum, apresenta-se ob forma de      blocos, com consist\u00eancia compacta e homog\u00eanea, e com teor de umidade elevado      (o que exige refrigera\u00e7\u00e3o para sua conserva\u00e7\u00e3o, limitando o seu uso por per\u00edodos      prolongados). Assim, quando armazenado a uma temperatura de 5\u00baC, sua vida      de prateleira \u00e9 de no m\u00e1ximo 12 dias. Qualquer altera\u00e7\u00e3o da cor e odor do      fermento indica problemas de qualidade fermentativa. <\/p>\n   \n<p><strong>Fermento Seco:<\/strong> Tanto o fermento seco ativo como o n\u00e3o ativo      s\u00e3o obtidos atrav\u00e9s da secagem do fermento fresco a baixa temperatura, para      n\u00e3o prejudicas a qualidade fermentativa. A grande vantagem desse tipo de fermento      \u00e9 sua conserva\u00e7\u00e3o que \u00e9 longa devida principalmente \u00e0 sua baixa umidade.<\/p>\n   \n<p><strong>Seco Granulado N\u00e3o Ativo: <\/strong>possui c\u00e9lulas que est\u00e3o em estado      latente, e que precisam ser revigoradas previamente para ter uso. Isso \u00e9 feito      normalmente reidratanto-o com \u00e1gua 15 a 20 minutos antes de seu uso a 38\u00baC.<\/p>\n   \n<p><strong>Desidratado Instant\u00e2neo Ativo:<\/strong> vem sempre embalado em recipientes      a v\u00e1cuo sendo incorporado diretamente na massa, no in\u00edcio do processo. Esse      tipo \u00e9 produzido por processos mais sofisticados, usando-se strains de leveduras      especiais e usando-se secagem em leito fluidizado.<\/p>\n   \n<p>Deve-se lembrar que os fermentos, quaisquer que sejam seus tipos, perdem      sua a\u00e7\u00e3o a partir de 45\u00baC, raz\u00e3o pelas quais se deve evitar submet\u00ea-los a      estas temperaturas. Da mesma forma, se forem temperaturas excessivamente baixas,      s\u00e3o prejudicados.<\/p>\n   \n<h4>Etapas do Processamento do P\u00e3o<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>MISTURA<\/p>\n     \n<p>FERMENTA\u00c7\u00c3O PRINCIPAL<\/p>\n     \n<p>DIVIS\u00c3O<\/p>\n     \n<p>BOLEAMENTO<\/p>\n     \n<p>FERMENTA\u00c7\u00c3O SECUND\u00c1RIA<\/p>\n     \n<p>MOLDAGEM<\/p>\n     \n<p>FERMENTA\u00c7\u00c3O FINAL<\/p>\n     \n<p>COZIMENTO<\/p>\n     \n<p>RESFRIAMENTO<\/p>\n     \n<p>CORTE EM FATIAS E EMBALAGEM<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Mistura<\/strong><\/p>\n   \n<p>Homogeneizar os ingredientes na etapa inicial, aerar e assegurar um trabalho      mec\u00e2nico sobre a massa, iniciando o desenvolvimento do gl\u00faten formado pela      hidrata\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas da farinha at\u00e9 a obten\u00e7\u00e3o de uma massa com propriedades      viscoel\u00e1sticas adequadas. A produ\u00e7\u00e3o de massas \u00e0 temperatura de 26-28\u00baC, ao      final da etapa de mistura, \u00e9 adequada, pois inibe a fermenta\u00e7\u00e3o e, conseq\u00fcentemente,      a produ\u00e7\u00e3o excessiva de gases, sendo a temperatura da massa durante a mistura      controlada pela temperatura da \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p><strong>Fermenta\u00e7\u00e3o Principal<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 uma fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica e anaer\u00f3bica produzida pela a\u00e7\u00e3o do fermento      biol\u00f3gico (levedura) sobre os a\u00e7\u00facares presentes na massa. H\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de      g\u00e1s carb\u00f4nico e modifica\u00e7\u00f5es f\u00edsico-qu\u00edmicas, as quais interferem nas propriedades      pl\u00e1sticas da massa, participando da forma\u00e7\u00e3o do sabor e aroma do p\u00e3o, al\u00e9m      de contribuir para sua boa conserva\u00e7\u00e3o. Dura\u00e7\u00e3o de at\u00e9 3 horas, interrompida      por 1 a 2 sovas.<\/p>\n   \n<p><strong>Divis\u00e3o: <\/strong>obten\u00e7\u00e3o de peda\u00e7os de massa de peso apropriado      aos p\u00e3es que devem ser fabricados. A precis\u00e3o e a uniformidade s\u00e3o importantes,      j\u00e1 que o excesso representa perda econ\u00f4mica e a falta pode levar \u00e0 viola\u00e7\u00e3o      da lei. \u00c9 uma opera\u00e7\u00e3o f\u00edsica podendo ser feita manual ou mecanicamente.<\/p>\n   \n<p><strong>Boleamento<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fase intermedi\u00e1ria, que auxilia a forma\u00e7\u00e3o de uma superf\u00edcie cont\u00ednua, eliminando      a pegajosidade da massa, dando-lhe ao mesmo tempo uma forma regular (bola      homog\u00eanea), facilitando o manuseio durante o processamento posterior. Pode      ser realizado manual ou mecanicamente. <\/p>\n   \n<p><strong>Fermenta\u00e7\u00e3o Secund\u00e1ria: <\/strong>recupera a extensibilidade perdida      durante a divis\u00e3o e o boleamento. Os peda\u00e7os boleados de massa s\u00e3o enviados      para a c\u00e2mara de fermenta\u00e7\u00e3o (repouso de 5 a 20 minutos), a uma temperatura      \u00f3tima (T\u00f3tima) de 26 a 30\u00baC e umidade relativa (UR) de 75 a 80%. <\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>T &gt; T\u00f3tima:<\/strong> retardam o processo de fermenta\u00e7\u00e3o;<\/p>\n     \n<p><strong>T &lt; T\u00f3tima: <\/strong>reduz a capacidade de reten\u00e7\u00e3o de gases;<\/p>\n     \n<p><strong>Baixa UR na c\u00e2mara de descanso: <\/strong>causa secagem da massa;<\/p>\n     \n<p><strong>UR mais altas:<\/strong> tornam a massa pegajosa, de dif\u00edcil manuseio.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Moldagem<\/strong><\/p>\n   \n<p>Melhora a textura e a estrutura da c\u00e9lula do p\u00e3o, assim como da forma apropriada      ao produto. Uso de moldadores, projetados para desgaseificar e achatar, enrolar      e selar a massa, sendo o mais comum o de rolos, mas tamb\u00e9m pode ser feito      manualmente.<\/p>\n   \n<p><strong>Fermenta\u00e7\u00e3o Final<\/strong><\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 realizada em c\u00e2maras com condi\u00e7\u00f5es adequadas de temperatura e umidade      relativa, e usualmente leva cerca de 40 a 120 minutos, dependendo do tipo      de p\u00e3o, formula\u00e7\u00e3o e qualidade da farinha. Como os peda\u00e7os de massa perdem      gases na fase de moldagem, \u00e9 essencial permitir um descanso final da massa      com a finalidade de readquirir um volume adequado, influenciando diretamente      a qualidade de textura e das c\u00e9lulas do miolo do produto final. <\/p>\n   \n<p><strong>Cozimento<\/strong><\/p>\n   \n<p>Tratamento t\u00e9rmico do amido e da prote\u00edna, inativa\u00e7\u00e3o das enzimas e do fermento,      permite a forma\u00e7\u00e3o da crosta, e o desenvolvimento de aroma e sabor al\u00e9m de      melhor palatabilidade. Temperaturas de 200 a 230\u00baC por tempo vari\u00e1vel, de      acordo com o tipo e tamanho de p\u00e3o confeccionado. <\/p>\n   \n<p><strong>Resfriamento<\/strong><\/p>\n   \n<p>At\u00e9 uma temperatura aproximadamente igual a temperatura ambiente, antes de      serem submetidos ao fatiador (no caso de p\u00e3es de f\u00f4rma) para posterior embalagem.      O corte do p\u00e3o quente pode causar deforma\u00e7\u00e3o, enquanto que a embalagem do      mesmo morno resulta em condensa\u00e7\u00e3o de umidade, com o subseq\u00fcente crescimento      de fungos e outras deteriora\u00e7\u00f5es. Pode ser feito expondo o produto \u00e0 temperatura      ambiente, por\u00e9m necessita-se de muito espa\u00e7o e muito tempo. Outro sistema,      mais econ\u00f4mico e higi\u00eanico, seria o de esteiras, freq\u00fcentemente esterilizadas,      que se movem lentamente e entram em contato com um ventilador (50 a 90 minutos).    <\/p>\n   \n<p><strong>Corte em Fatias e Embalagem: <\/strong>o corte para p\u00e3es de f\u00f4rma      \u00e9 feito por l\u00e2minas ou correias cortantes. A embalagem pode ser feita manualmente      (mais lento), ou por m\u00e1quinas de embalagem de alta velocidade, espec\u00edficas      para produtos de panifica\u00e7\u00e3o. Materiais de embalagem de polipropileno e polietileno      s\u00e3o os mais comuns e os mais vendidos, a pre\u00e7os relativamente baixos, e s\u00e3o      considerados excelentes materiais para o empacotamento de p\u00e3es em geral. <\/p>\n   \n<h4>Aspectos Qu\u00edmicos da Fermenta\u00e7\u00e3o do P\u00e3o<\/h4>\n   \n<p><strong>T\u00eam-se basicamente duas fun\u00e7\u00f5es que as leveduras desempenham:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1) <\/strong>Favorecer matura\u00e7\u00e3o da massa<\/p>\n     \n<p><strong>2) <\/strong>Produzir g\u00e1s para aerar a massa e o p\u00e3o.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>O mecanismo de produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s consiste na transforma\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar em g\u00e1s      carb\u00f4nico e \u00e1lcool.<\/p>\n   \n<p>Esta produ\u00e7\u00e3o depende da presen\u00e7a da levedura na massa e da quantidade de      substrato (a\u00e7\u00facares ferment\u00e1veis) que a farinha cont\u00e9m.<\/p>\n   \n<p><strong>O crescimento da levedura na massa depende da quantidade inicial:      <\/strong>uma quantidade inferior a 2% permite a reprodu\u00e7\u00e3o de 50%, quantidades      n\u00e3o permitem o aumento de volume. Mas h\u00e1 sust\u00e2ncias (aromas, ess\u00eancias de      lim\u00e3o, chocolate, e p\u00f3 de cacau) que adicionados \u00e0 massa, diminuem a capacidade      de fermenta\u00e7\u00e3o das leveduras, neste caso 2% de levedura \u00e9 uma quantidade muito      pequena.<\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m grandes quantidades de a\u00e7\u00facar e gordura na massa requerem uma maior      quantidade de levedura.<\/p>\n   \n<p>A levedura se destr\u00f3i a uma temperatura superior aos 53o C; o tempo necess\u00e1rio      depende do tipo de levedura; a velocidade lenta se inativa mais rapidamente      que a r\u00e1pida.<\/p>\n   \n<p>Com uma temperatura superior \u00e0 43o C a atividade das leveduras se reduz e      a propor\u00e7\u00e3o desta redu\u00e7\u00e3o depende do tempo de contato com o calor.<\/p>\n   \n<p><strong>Por outro lado, a levedura pode conservar-se a temperaturas baixas      durante um tempo consider\u00e1vel: <\/strong>a 4o C pode conservar-se durante 6      semanas sem ter uma redu\u00e7\u00e3o de seu poder de fermenta\u00e7\u00e3o, depois deste tempo      se inicia uma redu\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s.<\/p>\n   \n<p>A temperatura exerce uma grande influ\u00eancia sobre a fermenta\u00e7\u00e3o da massa.<\/p>\n   \n<p>Temperaturas acima dos 28o C dever\u00e3o usar-se para fermenta\u00e7\u00f5es curtas de      1h &#8211; 1h 30 minutos. Para tempos de fermenta\u00e7\u00e3o entre 2-4 horas a temperatura      dever\u00e1 ser de 25-27o C e para per\u00edodos mais longos de 23-25o C.<\/p>\n   \n<p>Quanto mais longa \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o do processo, mais baixa dever\u00e1 ser a temperatura      de fermenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Com temperaturas entre os 23-25o C se obt\u00e9m um p\u00e3o \u00famido, arom\u00e1tico e com      miolo \u0093colorida\u0094.<\/p>\n   \n<p>Com temperaturas acima de 29o C o p\u00e3o \u00e9 seco, se endurece muito rapidamente      e se caracteriza por um miolo de cor p\u00e1lida. Concluindo, a temperatura e a      dura\u00e7\u00e3o da fermenta\u00e7\u00e3o dependem do grau de umidade e o estado de conserva\u00e7\u00e3o      do p\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Uma temperatura de fermenta\u00e7\u00e3o baixa reduz a produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s, acontecendo      o contr\u00e1rio com temperaturas altas.<\/p>\n   \n<p>A influ\u00eancia de temperatura alta incide na qualidade do p\u00e3o, n\u00e3o somente      no aumento da atividade das leveduras, mas tamb\u00e9m nas caracter\u00edsticas do gl\u00faten.    <\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m a umidade do ambiente influi na atividade das leveduras sendo o \u00edndice      \u00f3timo de umidade entre 80-85%.<\/p>\n   \n<p>Numerosos pesquisadores t\u00eam estudado as fases das rea\u00e7\u00f5es enzim\u00e1ticas que      acontecem durante a fermenta\u00e7\u00e3o dos a\u00e7\u00facares.<\/p>\n   \n<p>Em 1861 Pasteur demonstrou que a fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica tem lugar em um ambiente      anaer\u00f3bico, e por conseq\u00fc\u00eancia, atrav\u00e9s deste processo as leveduras est\u00e3o      em condi\u00e7\u00f5es de produzir energia de glicose em aus\u00eancia de oxig\u00eanio.<\/p>\n   \n<p>A fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica se efetua segundo o esquema indicado por Meyerhof      em 1934.<\/p>\n   \n<p><strong>Este pode sintetizar-se assim: <\/strong>atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es      iniciais de fosforila\u00e7\u00e3o, nas que funciona o sistema adenil\u00edco, a hexose aceita      o fosfato de ATP com a forma\u00e7\u00e3o de hexosamonofosfato e logo da hexosadifosfato.      Esta \u00faltima se incide nas mol\u00e9culas de triosafosfato; estes dois triosafosfatos      est\u00e3o entre si em equil\u00edbrio e s\u00e3o interconvertiveis.<\/p>\n   \n<p>Junto com o \u00e1lcool et\u00edlico e o g\u00e1s carb\u00f4nico, metab\u00f3litos principais do processo      fermentativo, se encontram sempre outros componentes. Entre estes, tem uma      import\u00e2ncia destacada a forma\u00e7\u00e3o de glicerina a partir da qual se forma acetalde\u00eddo;      desde o ponto de vista quantitativo a glicerina sofre uma rea\u00e7\u00e3o que depende      das particulares atitudes dos agentes ferment\u00e1veis, da aera\u00e7\u00e3o, temperatura      e sobretudo da presen\u00e7a de subst\u00e2ncias aptas para bloquear o acetalde\u00eddo como,      por exemplo, \u00e0s subst\u00e2ncias alco\u00f3licas.<\/p>\n   \n<p>Os \u00e1lcoois superiores n\u00e3o se formam somente a partir de amino\u00e1cidos j\u00e1 que      tamb\u00e9m se admite uma forma\u00e7\u00e3o direta a partir dos a\u00e7\u00facares; as quantidades      de \u00e1lcool que se produz est\u00e3o relacionadas com a natureza de diversas esp\u00e9cies      de levedura e est\u00e3o influenciadas pelo pH, pela temperatura, pelas rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>Na fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica, a forma\u00e7\u00e3o de etanol representa a principal caracter\u00edstica      das leveduras fermentadoras, mas s\u00e3o poss\u00edveis tamb\u00e9m outras atividades bioqu\u00edmicas,      relacionadas com o processo de fermenta\u00e7\u00e3o; entre estas e em particular para      algumas esp\u00e9cies, destaca a relativamente not\u00e1vel forma\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos, j\u00e1 seja      em condi\u00e7\u00f5es de anaerobiose como aerobiose.<\/p>\n   \n<p>As condi\u00e7\u00f5es \u00f3timas de fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica da massa de padaria se estabelecem      a um pH pr\u00f3ximo de 5, j\u00e1 que a um pH mais alto a fermenta\u00e7\u00e3o tem lugar produzindo      uma quantidade excessiva de glicerina e \u00e1cido ac\u00e9tico, al\u00e9m do \u00e1lcool et\u00edlico      e g\u00e1s carb\u00f4nico.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m da fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica se produzem em maior ou menor medida outras      fermenta\u00e7\u00f5es por parte de certos microrganismos, formando \u00e1cido l\u00e1tico, ac\u00e9tico      e but\u00edrico.<\/p>\n   \n<p>Outras fermenta\u00e7\u00f5es que ocorrem no processo de panifica\u00e7\u00e3o<\/p>\n   \n<h4>Fermenta\u00e7\u00e3o l\u00e1tica<\/h4>\n   \n<p>A fermenta\u00e7\u00e3o l\u00e1tica se d\u00e1 pela hidr\u00f3lise da lactose ou de a\u00e7\u00facar comum,      produzindo glicose, que finalmente se transforma em \u00e1cido l\u00e1tico.<\/p>\n   \n<p>Normalmente as bact\u00e9rias l\u00e1ticas que se encontram na massa s\u00e3o provenientes      de levedura, as quais a acompanham em pequenas quantidades.Geralmente se apresentam      em forma esporulada, tanto na farinha como em outros ingredientes da massa.<\/p>\n   \n<p>A temperatura \u00f3tima para fermenta\u00e7\u00e3o l\u00e1tica \u00e9 de 35o C. Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental      uma quantidade adequada de \u00e1cido, j\u00e1 que as leveduras requerem um ambiente      \u00e1cido, que n\u00e3o pode ser proporcionado somente por parte da massa que normalmente      tem um pH entre 5,8 e 6,2. Al\u00e9m do mais, o ambiente \u00e1cido favorece a forma\u00e7\u00e3o      do gl\u00faten fazendo-o ao mesmo tempo mais extens\u00edvel.<\/p>\n   \n<p>Sem d\u00favida, uma acidez elevada \u00e9 desfavor\u00e1vel j\u00e1 que conduz a uma madura\u00e7\u00e3o      excessiva. Este defeito pode dever-se ao emprego na massa leite desnatado      ou manteiga.<\/p>\n   \n<h4>Fermenta\u00e7\u00e3o but\u00edrica<\/h4>\n   \n<p>Na conseq\u00fc\u00eancia da fermenta\u00e7\u00e3o l\u00e1tica da massa, o \u00e1cido l\u00e1tico ou seus sais      podem ser atacados por diferentes bact\u00e9rias produzindo \u00e1cido but\u00edrico.<\/p>\n   \n<p>A temperatura desta rea\u00e7\u00e3o \u00e9 aproximadamente de 40o C e as bact\u00e9rias but\u00edricas      n\u00e3o causam nenhum transtorno.<\/p>\n   \n<p>Sem d\u00favida, se a massa ficar durante um tempo excessivo, em ambiente acima      de 32o C, pode ocorrer fermenta\u00e7\u00e3o but\u00edrica afetando o aroma do produto.<\/p>\n   \n<h4>Fermenta\u00e7\u00e3o ac\u00e9tica<\/h4>\n   \n<p>Os Mycoderma aceti que produzem a fermenta\u00e7\u00e3o ac\u00e9tica, ao contr\u00e1rio das bact\u00e9rias      l\u00e1ticas e but\u00edricas, reagem de maneira \u00f3tima em presen\u00e7a do ar.<\/p>\n   \n<p>A rea\u00e7\u00e3o consiste em uma transforma\u00e7\u00e3o do \u00e1lcool et\u00edlico em \u00e1cido ac\u00e9tico;      em uma massa normal somente 5% da acidez total se deve ao \u00e1cido ac\u00e9tico.<\/p>\n   \n<h4>A\u00e7\u00e3o das leveduras<\/h4>\n   \n<p><strong>A a\u00e7\u00e3o das leveduras na fermenta\u00e7\u00e3o do p\u00e3o tem tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Produzir g\u00e1s carb\u00f4nico em quantidade suficiente e no tempo certo para inchar        a massa e torn\u00e1-la macia<\/p>\n     \n<p>Produzir um conjunto de compostos qu\u00edmicos que d\u00e3o ao p\u00e3o seu sabor caracter\u00edstico<\/p>\n     \n<p>Facilitar as trocas sobre a estrutura do gl\u00faten, o que se conhece por madura\u00e7\u00e3o        da massa. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Podem produzir outras transforma\u00e7\u00f5es como a invers\u00e3o do a\u00e7\u00facar pela a\u00e7\u00e3o      da invertase e a incis\u00e3o do a\u00e7\u00facar invertido por meio de \u0093zimasa\u0094      em g\u00e1s carb\u00f4nico e \u00e1lcool. Al\u00e9m da a\u00e7\u00e3o da maltase se transforma a maltose      em glicose e depois em g\u00e1s carb\u00f4nico e \u00e1lcool. Tamb\u00e9m as proteinases atuam      sobre as prote\u00ednas modificando a estrutura do gl\u00faten facilitando nutrientes      para as leveduras. <\/p>\n   \n<p><strong>Durante a fermenta\u00e7\u00e3o se produz tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a no pH da massa,      devido \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de \u00e1cido l\u00e1tico:<\/strong> a massa com um pH inicial de 6,2      tende a ph mais baixo \u00e0 medida que aumenta o tempo de fermenta\u00e7\u00e3o, passada      3 horas, alcan\u00e7a o valor de 5,76 e depois de 4 horas e meia um pH de 5,67.<\/p>\n   \n<p>O g\u00e1s carb\u00f4nico e o \u00e1lcool produzido na fermenta\u00e7\u00e3o t\u00eam, a certa concentra\u00e7\u00e3o,      um efeito inibidor sobre a atividade das leveduras.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.enq.ufsc.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>A <strong>hist\u00f3ria do p\u00e3o<\/strong> pode ser citada por mais de 6 mil\u00eanios.      Alguns historiadores mencionam que \u00e9 prov\u00e1vel que este tenha sido desenvolvido      de uma massa rudimentar chamada GRUEL.<\/p>\n   \n<p>Nos prim\u00f3rdios da Idade da Pedra, o GRUEL j\u00e1 era conhecido, sendo feito com      gr\u00e3os triturados ou mo\u00eddos com \u00e1gua ou leite por todas as civiliza\u00e7\u00f5es. A      partir do GRUEL, foi desenvolvido p\u00e3o chato que era seco pelo ar e cozidos      em pedras quentes. <\/p>\n   \n<p>No final da Idade da Pedra, o p\u00e3o chato tinha o formato de disco e estes      p\u00e3es eram geralmente consumidos a quente, ou eram secados e armazenados. Todos      os tipos de gr\u00e3os podiam ser utilizados no preparo do GRUEL, mas a escolha      destes gr\u00e3os foi se aprimorando. Por este motivo, o p\u00e3o chato foi introduzido      lentamente, em localidades diferentes.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/histor131.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"197\" height=\"160\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>Outros tipos de gr\u00e3os foram utilizados, como a cevada e o selecionamento      dos gr\u00e3os foram aprimorando-se. Hoje o trigo \u00e9 cultivado no mundo inteiro      para este prop\u00f3sito e o centeio tamb\u00e9m \u00e9 cultivado, para produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3es,      na Europa Central e Oriental. <\/p>\n   \n<p>Trigo e centeio s\u00e3o tamb\u00e9m chamados de gr\u00e3os de p\u00e3o devido \u00e0 suas aplica\u00e7\u00f5es      adequadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de produtos de panifica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>A produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3o pressup\u00f5e o desenvolvimento de fornos e a descoberta da      fermenta\u00e7\u00e3o. Desde 1750 A.C. Existiam profissionais de panifica\u00e7\u00e3o no Egito.      Eles promoviam o crescimento de massas de trigo com o uso de levedo de cerveja      e algum crescimento qu\u00edmico.<\/p>\n   \n<p>Em 100 A.C. o p\u00e3o de massa fermentada era conhecido em grande parte do mundo.      Os gregos desenvolveram a arte da panifica\u00e7\u00e3o posteriormente, e especialmente      os projetos de fornos. Padeiros gregos trouxeram a arte de panificar p\u00e3es      e bolos para Roma. <\/p>\n   \n<p>A partir do s\u00e9culo XVIII, a introdu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o industrial de levedura      de panifica\u00e7\u00e3o, foi decisiva para a tecnologia da panifica\u00e7\u00e3o e este desenvolvimento      permitiu a produ\u00e7\u00e3o do p\u00e3o como n\u00f3s conhecemos atualmente. As t\u00edpicas propriedades      dos p\u00e3es, suas formas, apar\u00eancia, textura e sabor, foram originalmente produzidos      manualmente e em conformidade com a qualidade dos gr\u00e3os dispon\u00edveis.<\/p>\n   \n<p>Apesar de todo o desenvolvimento da panifica\u00e7\u00e3o, 60% da popula\u00e7\u00e3o mundial      (dados de 1983) ainda consomem o GRUEL e o P\u00e3o Chato. <\/p>\n   \n<h4>FERMENTOS E FERMENTA\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/histor141.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"179\" height=\"209\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>O fermento \u00e9 o elemento b\u00e1sico no processo de fermenta\u00e7\u00e3o de massas. O fermento,      \u00e9 um microorganismo de c\u00e9lula \u00fanica, est\u00e1 vivo e tem as mesmas fun\u00e7\u00f5es de      qualquer ser vivo, respira, se alimenta e excreta, como exemplo. A reprodu\u00e7\u00e3o      \u00e9 atrav\u00e9s da decomposi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de microorganismos, dos fungos. Esta decomposi\u00e7\u00e3o      \u00e9 fermenta\u00e7\u00e3o. Na massa estes microorganismos atuam transformando estruturas      complexas em estruturas mais simples.<\/p>\n   \n<h4>Fleischmann<\/h4>\n   \n<p>A trajet\u00f3ria da <strong>Fleischmann<\/strong> come\u00e7a em 1865, quando o austr\u00edaco      Carl Fleischmann vai aos Estados Unidos participar do casamento da sua irm\u00e3.      Impressionado com a baixa qualidade do p\u00e3o norte-americano, ele funda, tr\u00eas      anos depois, a primeira f\u00e1brica de fermento manufaturado do pa\u00eds.<\/p>\n   \n<p>A iniciativa cruza fronteiras no s\u00e9culo XX. Em 1931, Get\u00falio Vargas autoriza      a instala\u00e7\u00e3o no Brasil de uma empresa de alimentos associada da Fleischmann,      a norte-americana Standard Brands. <\/p>\n   \n<p>Nos anos seguintes, a ind\u00fastria de panifica\u00e7\u00e3o inicia um processo de evolu\u00e7\u00e3o      motivado pela inaugura\u00e7\u00e3o da f\u00e1brica de fermento biol\u00f3gico fresco da Fleischmann,      em Petr\u00f3polis, no Rio de Janeiro, em 1932. <\/p>\n   \n<p>Outra unidade fabril foi inaugurada em 1954, desta vez em Jundia\u00ed, S\u00e3o Paulo,      para suprir as necessidades do mercado, que passou a conhecer as vantagens      da utiliza\u00e7\u00e3o de fermentos selecionados. <\/p>\n   \n<p>Paralela \u00e0s suas atividades, a Fleischmann tamb\u00e9m investiu na \u00e1rea educacional.    <\/p>\n   \n<p>Especialistas na fabrica\u00e7\u00e3o de fermentos visitaram o Brasil com freq\u00fc\u00eancia      para ensinar os segredos da panifica\u00e7\u00e3o. Surgiu assim, em 1948, a Escola Fleischmann      de Panifica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Assim, a Fleischmann assumiu um papel importante na forma\u00e7\u00e3o de profissionais      e na abertura de novos estabelecimentos da \u00e1rea de panifica\u00e7\u00e3o no Brasil.    <\/p>\n   \n<p>A hist\u00f3ria da Fleischmann no Brasil \u00e9 marcada por iniciativas como essa,      que marcaram definitivamente a sua presen\u00e7a no Pa\u00eds. <\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1931<\/strong> &#8211; Get\u00falio Vargas assina o Decreto Lei autorizando        o funcionamento da Standard Brands no Brasil. <\/p>\n     \n<p><strong>1932 <\/strong>&#8211; Inaugura\u00e7\u00e3o da primeira f\u00e1brica de fermento biol\u00f3gico        no Brasil, em Petr\u00f3polis, RJ. <\/p>\n     \n<p><strong>1961<\/strong> &#8211; Lan\u00e7amento do Fermento Biol\u00f3gico Fresco Fleischmann        para o consumidor final. <\/p>\n     \n<p><strong>1968 <\/strong>&#8211; Surge no mercado o Fermento Biol\u00f3gico Seco Fleischmann.      <\/p>\n     \n<p><strong>1995<\/strong> &#8211; Chega ao mercado mais um produto, o Fermento Biol\u00f3gico        Instant\u00e2neo Fleischmann, al\u00e9m da moderniza\u00e7\u00e3o da linha de Aditivos e Misturas        pr\u00e9-preparadas. <\/p>\n     \n<p><strong>1999 &#8211;<\/strong> A tradicional logomarca da Fleischmann passa por        reformula\u00e7\u00f5es e torna-se mais moderna. Nesse ano, a f\u00e1brica de fermento        biol\u00f3gico fresco de Jundia\u00ed ganha a Certifica\u00e7\u00e3o de Qualidade ISO 9002.      <\/p>\n     \n<p><strong>2001 <\/strong>&#8211; Comemora\u00e7\u00e3o dos 70 anos da Fleischmann no Brasil.        Para lembrar a data, o personagem Paderito passa por uma evolu\u00e7\u00e3o e assume        os tra\u00e7os que carrega hoje. Tamb\u00e9m \u00e9 lan\u00e7ado o servi\u00e7o 0800 Fale com Fleischmann.      <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>O pioneirismo faz da Fleischmann parte da hist\u00f3ria da ind\u00fastria de panifica\u00e7\u00e3o      brasileira.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.limerppan.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<h4>Tipos de p\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Variar de alimentos \u00e9 uma regra importante para manter uma alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel.      Por isso tamb\u00e9m devemos consumir p\u00e3es variados, sejam de um \u00fanico cereal ou      de mistura de v\u00e1rios, integrais, polvilhados com sementes, p\u00e3o \u0093do cora\u00e7\u00e3o\u0094,      \u0093da sa\u00fade\u0094 ou p\u00e3o com nozes, etc. <\/p>\n   \n<p>O <strong>p\u00e3o<\/strong> \u00e9 muito mais bem digerido se estiver bem cozido, com      a c\u00f4dea acastanhada e com massa ligeiramente arejada por bolhas pequenas.      Mal cozido provoca flatul\u00eancia. <\/p>\n   \n<p><strong>Dos diversos tipos de p\u00e3es existentes podem-se destacar:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>P\u00e3o branco<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 a vulgar carca\u00e7a ou papo-seco. \u00c9 fabricado a partir de farinha de trigo      muito peneirada, que cont\u00e9m apenas o endosperma do gr\u00e3o (a parte interior      do gr\u00e3o) e da\u00ed o seu aspecto branco. Na refina\u00e7\u00e3o da farinha d\u00e1-se um a perda      de vitamina B e ferro e perde-se por isso parte do seu valor nutritivo (fibra,      vitaminas e sais minerais). \u00c9, no entanto, um p\u00e3o de f\u00e1cil digest\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>P\u00e3o de mistura<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 fabricado com uma mistura de farinha integral e farinha refinada ou ainda,      a partir da mistura de farinhas de v\u00e1rios tipos de cereais, com diferente      grau de refina\u00e7\u00e3o. Assim, o seu valor nutricional depende do tipo de mistura      usado. \u00c9 um p\u00e3o com maior teor de nutrientes e de boa digestibilidade. <\/p>\n   \n<p>Alguns exemplos deste tipo s\u00e3o o p\u00e3o saloio, caseiro ou p\u00e3o da sa\u00fade. Este      \u00faltimo, \u00e9 de c\u00f4dea fina e estaladi\u00e7a e com pouco sal, o seu nome faz juz aos      seus benef\u00edcios, pois \u00e9 equilibrado nutricionalmente. Contribui para a preven\u00e7\u00e3o      de doen\u00e7as do aparelho digestivo e circulat\u00f3rio e ainda na preven\u00e7\u00e3o da arteriosclerose      diabetes. <\/p>\n   \n<p><strong>P\u00e3o integral<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 fabricado a partir da farinha integral que cont\u00e9m o farelo (isto \u00e9, a casca),      o endosperma e o g\u00e9rmen (a parte interior mais pequena do gr\u00e3o). O seu valor      nutricional depende do tipo de farinha utilizada. <\/p>\n   \n<p>Devido ao seu elevado teor em fibras (4 vezes mais do que o p\u00e3o branco),      contribui para o bom funcionamento dos intestinos. Permite tamb\u00e9m uma absor\u00e7\u00e3o      mais lenta dos nutrientes, ajuda a regular os n\u00edveis de a\u00e7\u00facar no sangue e      possui alguns antioxidantes protectores que ajudam a prevenir algumas doen\u00e7as      cr\u00f3nicas relacionadas com o envelhecimento. No entanto, como \u00e9 de digest\u00e3o      mais dif\u00edcil que o p\u00e3o branco, n\u00e3o \u00e9 recomendado a quem sofra de irrita\u00e7\u00f5es      do est\u00f4mago ou outras perturba\u00e7\u00f5es digestivas. <\/p>\n   \n<p>No entanto, \u00e9 preciso ter em aten\u00e7\u00e3o que a maior parte das vezes atribui-se,      mesmo que erradamente, o nome de p\u00e3o integral ao p\u00e3o feito apenas de farinha      branca e farelo. Quando na verdade, o p\u00e3o integral \u00e9 aquele que \u00e9 feito de      farinha proveniente do gr\u00e3o inteiro.<\/p>\n   \n<p><strong>P\u00e3o especial<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 feito com ou sem mistura de farinhas de v\u00e1rios cereais e pode- lhe ser      adicionado g\u00e9rmen de trigo, sementes comest\u00edveis (linha\u00e7a e girassol), passas,      nozes, leite, gorduras ou ovos. O p\u00e3o tamb\u00e9m recebe esta designa\u00e7\u00e3o quando      \u00e9 fabricado com farinhas enriquecidas ou outros ingredientes que aumentem      o seu valor nutritivo, ou, ainda, quando n\u00e3o cont\u00e9m sal. <\/p>\n   \n<p>Um exemplo de p\u00e3o especial \u00e9 o Prokorn. Um p\u00e3o escuro, com baixas calorias,      feito de trigo com cereais e sementes, rico em c\u00e1lcio, ferro e fibras. A origem      deste p\u00e3o, \u00e9 produto de um trabalho efectuado por uma equipa de m\u00e9dicos holandeses      com preocupa\u00e7\u00f5es na procura de um p\u00e3o cada vez mais ben\u00e9fico.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.centrovegetariano.org<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<p>O <strong>p\u00e3o<\/strong> \u00e9 um alimento que resulta do cozimento de uma massa      feita com farinha de certos cereais, principalmente trigo, \u00e1gua e sal. <\/p>\n   \n<p>Seu uso na alimenta\u00e7\u00e3o humana \u00e9 antiq\u00fc\u00edssimo. Pelas informa\u00e7\u00f5es que se t\u00eam,      a hist\u00f3ria mais remota do <strong>p\u00e3o<\/strong> se origina em milhares de anos      a.C., quando era feito com glandes de carvalho e faia trituradas, sendo depois      lavado com \u00e1gua fervente para tirar o amargor. Em seguida, essa massa secava-se      ao sol, e se faziam broas com farinha. <\/p>\n   \n<p>Conta ainda a hist\u00f3ria que, antes de servirem para fazer <strong>p\u00e3o<\/strong>,      as farinhas, de diversos cereais, eram usadas em sopas e mingaus. Posteriormente      se passou a misturar nas farinhas mel, azeite doce, mosto de uva, t\u00e2maras      esmagadas, ovos e carne mo\u00edda, formando-se esp\u00e9cie de bolos, que teriam precedido      o <strong>p\u00e3o<\/strong> propriamente dito. Esses bolos eram cozidos sobre pedras      quentes ou sob cinzas. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/09\/histor151.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"243\" height=\"158\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>Os primeiros p\u00e3es tamb\u00e9m foram assados sobre pedras quentes ou debaixo de      cinzas, datando, ao que consta, do VII mil\u00eanio a.C. a utiliza\u00e7\u00e3o de fornos      de barro para cozimento de p\u00e3es. Foram os eg\u00edpcios os primeiros que usaram      os fornos, sendo atribu\u00edda a eles tamb\u00e9m a descoberta do acr\u00e9scimo de l\u00edquido      fermentado \u00e0 massa do <strong>p\u00e3o<\/strong> para torn\u00e1-la leve e macia. <\/p>\n   \n<p>No Egito, o <strong>p\u00e3o<\/strong> era o alimento b\u00e1sico. Segundo Her\u00f3doto,      era amassado com os p\u00e9s, e normalmente feito de cevada ou espelta, esp\u00e9cies      de trigo de qualidade inferior. Os p\u00e3es preparados com trigo de qualidade      superior eram destinados apenas aos ricos.<\/p>\n   \n<p><strong>Com o p\u00e3o no Egito tamb\u00e9m se pagavam sal\u00e1rios:<\/strong> um dia de      trabalho valia tr\u00eas p\u00e3es e dois c\u00e2ntaros de cerveja. Os judeus tamb\u00e9m fabricavam      seus p\u00e3es na mesma \u00e9poca, por\u00e9m n\u00e3o utilizavam fermentos por acreditarem que      a fermenta\u00e7\u00e3o era uma forma de putrefa\u00e7\u00e3o e impureza. A Jeov\u00e1 s\u00f3 ofereciam      p\u00e3o \u00e1zimo, sem fermento, o \u00fanico que consomem at\u00e9 hoje na P\u00e1scoa. <\/p>\n   \n<p>Na Europa o <strong>p\u00e3o<\/strong> chegou atrav\u00e9s dos gregos. O p\u00e3o romano      era feito em casa, pelas mulheres, tendo passado, posteriormente, a ser fabricado      em padarias p\u00fablicas, surgindo, ent\u00e3o, os primeiros padeiros. Isto teria acontecido,      segundo o fil\u00f3sofo romano Pl\u00ednio, o Antigo, depois da conquista da Maced\u00f4nia,      em 168 a.C. Na Antiguidade, os deuses &#8211; e os mortos &#8211; eg\u00edpcios, gregos e romanos      eram honrados com oferendas de animais, flores em massa de <strong>p\u00e3o<\/strong>.      Era comum, ainda, entre eg\u00edpcios e romanos, a distribui\u00e7\u00e3o de p\u00e3es aos soldados,      como complemento do soldo, tendo perdurado este costume na Idade M\u00e9dia. <\/p>\n   \n<h4>O P\u00e3o na Idade M\u00e9dia<\/h4>\n   \n<p>Com a queda do Imp\u00e9rio Romano e da organiza\u00e7\u00e3o por ele imposta ao mundo,      as padarias europ\u00e9ias desapareceram, retornando o fabrico dom\u00e9stico do <strong>p\u00e3o<\/strong>      na maior parte da Europa. O senhor feudal permitia apenas o uso do moinho      e dos fornos. Voltou a se consumir, pela comodidade no fabrico, o p\u00e3o \u00e1zimo,      sem fermento e achatado, que acompanhava outros alimentos, como a carne e      sopas. <\/p>\n   \n<p>Nessa \u00e9poca, somente os castelos e conventos possu\u00edam padarias. Os m\u00e9todos      de fabrico de p\u00e3es eram incipientes e, apesar das limita\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o,      as corpora\u00e7\u00f5es de padeiros j\u00e1 tinham alguma for\u00e7a. No s\u00e9culo XVII, a Fran\u00e7a      se tornou o centro de fabrica\u00e7\u00e3o de p\u00e3es de luxo, com a introdu\u00e7\u00e3o dos modernos      processos de panifica\u00e7\u00e3o, apesar de desde o s\u00e9culo XII j\u00e1 ser habitual o consumo      de mais de vinte variedades de p\u00e3es naquele pa\u00eds. Depois, a primazia no fabrico      de <strong>p\u00e3o<\/strong> passou a Viena, \u00c1ustria. <\/p>\n   \n<p>A inven\u00e7\u00e3o de novos processos de moagem da farinha contribuiu muito para      a ind\u00fastria de panifica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Os gr\u00e3os de trigo, inicialmente, eram triturados em moinhos de pedra manuais,      que evolu\u00edram para o de pedra movido por animais e depois para os movidos      pela \u00e1gua e, finalmente, pelos moinhos de vento. Apenas em 1784 apareceram      os moinhos movidos a vapor. Em 1881 ocorre a inven\u00e7\u00e3o dos cilindros, que muito      aprimorou a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3es. <\/p>\n   \n<h4>O P\u00e3o no Brasil <\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor25.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"259\" height=\"258\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>Conforme escreveu o soci\u00f3logo e antrop\u00f3logo Gilberto Freyre, o Brasil conheceu      o <strong>p\u00e3o<\/strong> no s\u00e9culo XIX. Antes do p\u00e3o, o que se usava, em tempos      coloniais, era o biju de tapioca no almo\u00e7o e no jantar a farofa, o pir\u00e3o escaldado      ou a massa de farinha de mandioca feita no caldo de peixe ou de carne. <\/p>\n   \n<p>Um cronista franc\u00eas, L.F. Tollenare, viajando pelo interior pernambucano      em 1816, registrou tamb\u00e9m que n\u00e3o era comum o uso do <strong>p\u00e3o<\/strong>,      sendo, por outro lado, prodigiosa a cultura do trigo principalmente em Campina      Grande, Para\u00edba. <\/p>\n   \n<p>Outras informa\u00e7\u00f5es de viajantes estrangeiros em 1839 d\u00e3o conta do completo      desconhecimento da exist\u00eancia de <strong>p\u00e3o<\/strong> pelos moradores do sert\u00e3o      nordestino, havendo at\u00e9 uma curiosa hist\u00f3ria a esse respeito. <\/p>\n   \n<p>Contam que um matuto resolveu satisfazer sua curiosidade com rela\u00e7\u00e3o ao <strong>p\u00e3o<\/strong>,      considerado fin\u00e9rrimo iguaria. Vindo a Aracati, cidade cearense, pr\u00f3xima de      Fortaleza, entrou em uma padaria, encheu o chap\u00e9u de p\u00e3es e sentou-se \u00e0 sombra      de uma \u00e1rvore. P\u00f4s-se ent\u00e3o a descasc\u00e1-los, como se fossem bananas ou laranjas,      comendo-os em seguida. <\/p>\n   \n<p><strong>N\u00e3o gostando do paladar atirou-os fora, exclamando frustrado:<\/strong>      &#8220;Isto n\u00e3o serve para nada\u0094.<\/p>\n   \n<p>No in\u00edcio, a fabrica\u00e7\u00e3o de <strong>p\u00e3o<\/strong>, no Brasil, obedecia a uma      esp\u00e9cie de ritual pr\u00f3prio, com cerim\u00f4nias, cruzes nas massas, ensalmos para      crescer, afofar e dourar a crosta, principalmente quando eram assados em casa.    <\/p>\n   \n<p>A atividade da panifica\u00e7\u00e3o no Brasil se expandiu com os imigrantes italianos.      Os pioneiros da ind\u00fastria de panifica\u00e7\u00e3o surgiram em Minas Gerais. Nos grandes      centros proliferaram as padarias t\u00edpicas, sendo que na cidade de S\u00e3o Paulo      at\u00e9 hoje existem, em alguns bairros, como por exemplo, no Bixiga, padarias      que fabricam p\u00e3es italianos muito apreciados. <\/p>\n   \n<h4>O P\u00e3o e a Religi\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>O <strong>p\u00e3o<\/strong> permeia toda a hist\u00f3ria do Homem, principalmente pelo      seu lado religioso. \u00c9 o s\u00edmbolo da vida, alimento do corpo e da alma, s\u00edmbolo      da partilha. Ele foi sublimado na multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es, na Santa Ceia, e      at\u00e9 hoje simboliza a f\u00e9, na missa cat\u00f3lica &#8211; a h\u00f3stia -, representando o corpo      de Cristo. <\/p>\n   \n<p>H\u00e1 os famosos p\u00e3ezinhos de Santo Ant\u00f4nio, que ainda hoje s\u00e3o distribu\u00eddos      aos pobres em v\u00e1rias igrejas no dia desse santo, 13 de junho, para serem guardados      em latas. Acredita-se que o que estiver junto com esse <strong>p\u00e3ozinho<\/strong>      n\u00e3o faltar\u00e1 durante aquele ano. Esse costume portugu\u00eas chegou at\u00e9 n\u00f3s atrav\u00e9s      dos jesu\u00edtas. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 de Portugal tamb\u00e9m a hist\u00f3ria de Santa Isabel, padroeira dos panificadores.      Conta-se que, no ano de 1333, em Portugal, houve uma fome terr\u00edvel, durante      a qual nem os ricos eram poupados. Reinava, ent\u00e3o, D. Diniz, casado com D.      Isabel, uma rainha cheia de virtudes. <\/p>\n   \n<p>Para aliviar a situa\u00e7\u00e3o de fome, ela empenhou suas j\u00f3ias e mandou vir trigo      de lugares distantes para abastecer o celeiro real, e assim manter seu costume      de distribuir <strong>p\u00e3o<\/strong> aos pobres durante as crises. Num desses      dias de distribui\u00e7\u00e3o, apareceu inesperadamente o rei. Temendo a censura, ela      escondeu os p\u00e3es no rega\u00e7o. <\/p>\n   \n<p><strong>O rei percebeu o gesto e perguntou surpreso: <\/strong><\/p>\n   \n<p>&#8211; Que tendes em seu rega\u00e7o? <\/p>\n   \n<p><strong>A rainha, erguendo o pensamento ao Senhor, disse em voz tr\u00eamula:<\/strong><\/p>\n   \n<p>&#8211; S\u00e3o rosas, senhor.<\/p>\n   \n<p><strong>O rei replicou:<\/strong><\/p>\n   \n<p>&#8211; Rosas em janeiro? Deixai que as veja e aspire seu perfume.<\/p>\n   \n<p>Santa Isabel abriu os bra\u00e7os e no ch\u00e3o, para pasmo geral, ca\u00edram.<\/p>\n   \n<p>Rosas frescas, perfumadas, as mais belas at\u00e9 ent\u00e3o vistas.<\/p>\n   \n<p><strong>O rei Diniz n\u00e3o se conteve e beijou as m\u00e3os da esposa, retirando-se      enquanto os pobres gritavam:<\/strong> Milagre, milagre! O dia de Santa Isabel      \u00e9 comemorado em 8 de julho.<\/p>\n   \n<h4>Valor Cal\u00f3rico<\/h4>\n   \n<p><strong>P\u00e3es e Massas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Estima-se que o consumo de p\u00e3es participe de aproximadamente 15% do consumo      de energia di\u00e1rio. P\u00e3es e farinhas s\u00e3o boas fontes de energia, vitaminas do      complexo B, tiamina, \u00e1cido nicot\u00ednico. Em alguns p\u00e3es ocorre a adi\u00e7\u00e3o de fibras,      o p\u00e3o preto, por exemplo, tem menos fibra do que o p\u00e3o integral, por\u00e9m mais      do que o p\u00e3o branco. A farinha branca, por exemplo, perde alguns nutrientes      no processamento, mas atrav\u00e9s do processo de fortifica\u00e7\u00e3o estas perdas s\u00e3o      minimizadas. Em geral fortifica-se com c\u00e1lcio, ferro, tiamina e \u00e1cido. Nicot\u00ednico.      As massas apresentam perfil de nutrientes similar aos p\u00e3es, pois s\u00e3o feitas      a partir do trigo.<\/p>\n   \n<p><strong>CARBOIDRATOS<\/strong><\/p>\n   \n<p>Sess\u00f5es de exerc\u00edcio de alta intensidade e curta dura\u00e7\u00e3o s\u00e3o caracter\u00edsticas      do treinamento de muscula\u00e7\u00e3o. Nesta situa\u00e7\u00e3o o organismo utiliza predominantemente      os carboidratos como fonte de energia. Nas horas seguintes ao treinamento      o corpo passa a ter um perfil anab\u00f3lico, mas para este processo ocorrer efetivamente      \u00e9 necess\u00e1ria boa oferta de prote\u00ednas e carboidratos. Os carboidratos, neste      momento, garantem que as prote\u00ednas exer\u00e7am sua fun\u00e7\u00e3o construtora, casos contr\u00e1rios,      essas seriam utilizados como fonte de energia.<\/p>\n   \n<p>Os carboidratos dispon\u00edveis na natureza podem ser separados em duas categorias,      os complexos presentes nos p\u00e3es, massas, cereais e batata, e os classificados      como simples, presentes nos a\u00e7\u00facares, frutas e verduras. Estes nutrientes      devem contribuir com a maior parte do fornecimento de energia da dieta do      atleta (60%) e apresenta uma densidade cal\u00f3rica de 4kcal\/g de carboidratos      consumidos.<\/p>\n   \n<p>No geral, os p\u00e3es, massas, cereais e batata s\u00e3o considerados como boas fontes      de amido, fibras (vari\u00e1vel), prote\u00ednas, vitaminas do complexo B e ainda alguns      minerais. E baixo em gordura, vitaminas lipossol\u00faveis e vitamina C. No entanto,      dependendo do alimento poderemos encontrar uma distribui\u00e7\u00e3o de nutrientes      diferente. <\/p>\n                \n<table width=\"300\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFF99\"><strong>Quantidade<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFF99\"><strong>Tipo de P\u00e3o<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFF99\"><strong>Calorias<\/strong><\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"97\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 fatia (40g)              <\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" width=\"214\" bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<p align=\"left\">Baguete <\/p>\n<\/td>\n           \n<td align=\"center\" width=\"101\" bgcolor=\"#FFFFFF\">\n<p align=\"left\">108 calorias<\/p>\n<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade <\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Bisnaguinha Panco<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">45 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Bisnaguinha Pullman<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">66 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade grande <\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Brioche<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">210 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade (60g)<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Croissant<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">120 calorias <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade <\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o careca <\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">160 calorias <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade (50g) <\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o franc\u00eas com miolo<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">135 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade (35g) <\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o franc\u00eas sem miolo<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">95 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade (80g)<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o doce <\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">200 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 fatia (50g)<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o italiano<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">130 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade (50g)<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de batata<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">138 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 fatia<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de forma Diet Trigo Pullman<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">68 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 fatia<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de forma Plus Vita branco<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">67 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 fatia<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de forma preto Wickbold<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">70 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 fatia<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de forma de centeio Wickbold<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">75 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 fatia<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o light forma Wickbold<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">45 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 fatia<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o light aveia Wickbold<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">60 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de hamburguer Pullman<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">180 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de hamburguer Plus Vita<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">168 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\" height=\"14\"><strong>1 unidade (20g)<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de mel com cobertura de chocolate<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">90 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade (42g)<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de queijo Otker<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">77 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade (20g)<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o de queijo Forno de Minas<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">68 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>1 unidade<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">P\u00e3o s\u00edrio<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">83 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>3 unidades (30g)<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Torrada integral Bauducco<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">120 calorias<\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>o 3 unidades (30g) <\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Torrada levemente doce Bauducco<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">100 calorias <\/td>\n         <\/tr>\n<\/table>\n      \n<p>Fonte:  www.emporiovillaborghese.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<p>A origem do p\u00e3o, por mais que se pesquise, permanece controvertida. Acredita-se      que os povos pr\u00e9-hist\u00f3ricos come\u00e7aram a produz\u00ed-lo a, aproximadamente, 10.000      anos atr\u00e1s. Na antiga Mesopot\u00e2mia, as pessoas utilizavam pedras para moer      os gr\u00e3os de cereais; misturando com \u00e1gua, obtinham uma massa que, era cozida      sobre o fogo.<\/p>\n   \n<p>Mas, aos eg\u00edpcios que foi atribu\u00edda a descoberta do processo fermentativo;      a mistura de \u00e1gua e farinha era deixada ao sol at\u00e9 que se formassem bolhas      e ent\u00e3o assada entre pedras aquecidas. Eles utilizavam esta t\u00e9cnica em 2600      a.C. Os gregos chamavam o eg\u00edpcios de \u0093arthophagoi\u0094 que significa      comedores de p\u00e3o. Os eg\u00edpcios criaram tamb\u00e9m o primeiro forno, e come\u00e7aram      a utilizar diversos tipos de cereais para fazer farinhas e p\u00e3es. <\/p>\n   \n<p>Os gregos, que atribu\u00edam a origem do p\u00e3o aos deuses deram a ele um car\u00e1ter      sagrado. N\u00f3s devemos aos gregos a institui\u00e7\u00e3o das padarias como estabelecimentos      comerciais p\u00fablicos, e eles ensinaram isto aos romanos. A grande expans\u00e3o      do p\u00e3o em Roma causou o nascimento da primeira associa\u00e7\u00e3o oficial de panificadores.      Seus membros gozavam de um status muito privilegiado. Eles eram livres de      alguns deveres sociais e isentos de muitos impostos. A panifica\u00e7\u00e3o tornou-se      t\u00e3o prestigiosa durante o Imp\u00e9rio Romano, que era considerada no mesmo n\u00edvel      que outras artes, como escultura, arquitetura ou literatura. <\/p>\n   \n<p>At\u00e9 politicamente, as classes dominantes usavam p\u00e3o para satisfazer o povo      e faz\u00ea-los esquecer os problemas econ\u00f4micos oriundos da expans\u00e3o do Imp\u00e9rio.<\/p>\n   \n<p>Com o passar do tempo, o p\u00e3o foi se tornando um alimento praticamente indispens\u00e1vel      para o ser humano. Por isso ele esta presente em v\u00e1rios momentos da hist\u00f3ria,      assim como nos costumes de diferentes povos. <\/p>\n   \n<p>A B\u00edblia relata que os judeus n\u00e3o puderam esperar seus p\u00e3es levedarem antes      da fuga do Egito, levando assim, um p\u00e3o de massa pesada e azeda; este epis\u00f3dio      \u00e9 lembrado a t\u00e9 hoje como a P\u00e1scoa jud\u00e1ica, quando se come o chamado p\u00e3o \u00e1zimo.      Tamb\u00e9m na B\u00edblia, outro epis\u00f3dio torna o p\u00e3o um s\u00edmbolo sagrado, na Ceia,      ao dividir o alimento com os ap\u00f3stolos, Jesus afirmou que cada peda\u00e7o daquele      p\u00e3o era o seu pr\u00f3prio corpo.<\/p>\n   \n<p>Na Europa, era costume a m\u00e3e oferecer um pouco de massa de p\u00e3o em dote para      a filha, com a id\u00e9ia de que esta fizesse isso para sua filha, assim sempre      se comeria um bom p\u00e3o. Conta-se que os irm\u00e3os Fleischmann, austr\u00edacos, ao      visitarem uma irm\u00e3 nos Estados Unidos, em 1865, ficaram horrorizados com a      qualidade do p\u00e3o. Ao emigrarem definitivamente, dois anos depois, levaram      no bolso um pouco do l\u00eavedo usado na casa da m\u00e3e \u0096 e iniciaram a ind\u00fastria      de produ\u00e7\u00e3o do l\u00eavedo prensado ou desidratado que existe, hoje, no mundo inteiro.<\/p>\n   \n<p>Hoje, devido ao grande interc\u00e2mbio cultural, conhece-se uma infinidade de      tipos de p\u00e3es. Cada povo, cada regi\u00e3o do mundo, tem seu p\u00e3o t\u00edpico. A baguette      da Fran\u00e7a, o scone da Inglaterra, o parata da \u00cdndia, e outros muitos. Com      essa variedade de p\u00e3es, foi necess\u00e1ria e implanta\u00e7\u00e3o de regras (legisla\u00e7\u00f5es)      para a produ\u00e7\u00e3o destes.<\/p>\n   \n<h4>O Valor Nutritivo do P\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>O p\u00e3o pode ser considerado um dos alimentos mais consumidos no mundo. Em      seus mais variados tipos, caracter\u00edsticos de cada pa\u00eds ou cultura, o p\u00e3o muitas      vezes \u00e9 chamado de &#8220;suprimento da vida&#8221;, fazendo parte de uma dieta      nutritiva e balanceada.<\/p>\n   \n<p>A maioria das pessoas consome este alimento diariamente em, pelo menos, uma      de suas refei\u00e7\u00f5es. O p\u00e3o \u00e9 um dos componentes dos sete grupos alimentares      b\u00e1sicos, necess\u00e1rios para a manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e crescimento do ser humano.      Sem ele, as pessoas teriam que comer uma quantidade muito maior de outros      alimentos muito mais caros para manter sua sa\u00fade energia.<\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o \u00e9 fonte de vitaminas do tipo B (tiamina-B1, riboflavina-B2 e \u00e1cido      nicot\u00ednico-B5), c\u00e1lcio, magn\u00e9sio e f\u00f3sforo. A origem destes nutrientes \u00e9,      basicamente, a farinha de trigo, principal ingrediente deste produto. Entretanto,      pode-se adicionar outros ingredientes como ovos, leite, cereais, frutas, outros      tipos de farinhas que tamb\u00e9m ir\u00e3o contribuir<\/p>\n   \n<p>para o enriquecimento nutricional do p\u00e3o embora, em menor escala.<\/p>\n   \n<p>Como a maioria das vitaminas presentes no trigo encontra-se principalmente      no farelo e no g\u00e9rmen, partes do gr\u00e3o removidas durante a moagem, as farinhas      devem ser enriquecidas de modo que contenham, para cada quilograma, no m\u00ednimo      3,66 mg de tiamina; 2,69mg de riboflavina; 13,28 mmg de vitamina B5 e 13,28      mmg de ferro. A adi\u00e7ao de c\u00e1lcio e vitamina D \u00e9 opcional.<\/p>\n   \n<p><strong>Fonte:<\/strong> www.ufrgs.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<h4>Origem <\/h4>\n   \n<p>A <strong>origem do p\u00e3o<\/strong>, por mais que se pesquise, permanece controvertida.      H\u00e1 quem diga que os foram os primeiros a fabric\u00e1-lo, isso desde oito mil anos      A.C., seguindo-se os Eg\u00edpcios. Sabe-se que o cozimento da massa era atrav\u00e9s      de pedras aquecidas pelo sol. A industrializa\u00e7\u00e3o do p\u00e3o se deveu ao desenvolvimento      simult\u00e2neo da t\u00e9cnica da moagem do gr\u00e3o do trigo com a cria\u00e7\u00e3o dos fornos.      O p\u00e3o foi o primeiro alimento que o homem elaborou. A alimenta\u00e7\u00e3o dos prim\u00f3rdios      do mundo se fazia atrav\u00e9s da ca\u00e7a e da pesca, dos frutos e dos brotos das      \u00e1rvores. Somente com Cristo \u00e9 que o p\u00e3o tornou-se s\u00edmbolo sagrado. Na Ceia,      ao dividir o alimento com os ap\u00f3stolos, Jesus afirmou que cada peda\u00e7o daquele      p\u00e3o era o seu pr\u00f3prio corpo. E \u00e9 comum ver-se beijar o miolo ou o p\u00e3o adormecido,      quando se atira-o fora. <\/p>\n   \n<h4>O p\u00e3o e a economia no Egito<\/h4>\n   \n<p>Voc\u00ea sabia que o Egito \u00e9 o maior pa\u00eds do mundo em termos de consumo de trigo?      A sua popula\u00e7\u00e3o consome 7% da produ\u00e7\u00e3o mundial, o que representa um consumo      m\u00e9dio de 200 kg de trigo, por pessoa, a cada ano. Esses n\u00fameros preocupam      as autoridades, pela crescente importa\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os. Assim, \u00e9 poss\u00edvel que      sejam reduzidas as exporta\u00e7\u00f5es, para conter a d\u00edvida externa do pa\u00eds. Vejam      s\u00f3 import\u00e2ncia do p\u00e3o na economia de um pa\u00eds! <\/p>\n   \n<h4>P\u00e3es de todo o mundo<\/h4>\n   \n<p>Aconteceu no final de 1984, em Mil\u00e3o &#8211; It\u00e1lia. Durante uma semana mais de      400 panificadores participaram da exposi\u00e7\u00e3o, mostrando aos italianos os mais      diversos produtos dessa ind\u00fastria. Num pa\u00eds onde existem mais de mil tipos      desse produto, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de se imaginar a repercuss\u00e3o do evento, que tornou      poss\u00edvel a realiza\u00e7\u00e3o de contratos milion\u00e1rios. A It\u00e1lia, tradicional &#8220;terra      das massas&#8221;, possui aproximadamente 33 &#8211; mil panif\u00edcios, que produzem atualmente      cerca de quatro milh\u00f5es e meio de toneladas de p\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 mesmo um lugar perfeito      para se mostrar os tantos e t\u00e3o diferentes tipos de p\u00e3es, origin\u00e1rios de pa\u00edses      de todo o mundo? <\/p>\n   \n<h3>Cada pa\u00eds cada P\u00e3o<\/h3>\n   \n<p>Que o p\u00e3o \u00e9 feito de \u00e1gua, farinha e sal, isso voc\u00ea j\u00e1 sabe, esses s\u00e3o os      ingredientes b\u00e1sico para qualquer tipo, seja uma baguete, um p\u00e3o italiano,      um p\u00e3o preto, enfim, um sem n\u00famero de variedades, famosas pelos quatro cantos      do mundo. Cada pa\u00eds faz o seu p\u00e3o, alterando a quantidade dos ingredientes      ou seu preparo, mas a receita b\u00e1sica \u00e9 sempre a mesma. Tudo come\u00e7ou com um      jovem, l\u00e1 no Egito, h\u00e1 milhares de anos atr\u00e1s. Ele deixou um pouco massa (feita      com \u00e1gua e farinha) descansando, at\u00e9 fermentar. Pronto, vem da\u00ed o fermento      natural e com ele todos os p\u00e3es deliciosos que conhecemos. No in\u00edcio eles      eram assados em pedras aquecidas depois, com o passar do tempo, passou-se      a utilizar os fornos de barro. <\/p>\n   \n<p><strong>P\u00e3o \u00e9 indicado para atletas:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em mat\u00e9ria publicada no jornal Folha de S\u00e3o Paulo, a nutricionista do S\u00e3o      Paulo Esporte Clube Cristina Soares de Souza, revelou ser o p\u00e3o franc\u00eas uma      fonte rica de energia necess\u00e1ria para o rendimento e sa\u00fade dos atletas. A      revela\u00e7\u00e3o deve-se principalmente ao fato do p\u00e3o franc\u00eas ser uma fonte de mol\u00e9culas      de carboidratos complexos (como as massas, as batatas e o arroz), que se transformam      em glicog\u00eanio (reserva energ\u00e9tica do organismo). Por isso, o tradicional alimento      dos brasileiros est\u00e1 sendo recomendado quando algu\u00e9m vai praticar alguma atividade      f\u00edsica que exija, por exemplo, trabalho muscular de explos\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>&#8220;P\u00e3es s\u00e3o as fontes mais r\u00e1pidas de energia. Assim, \u00e9 importante que      eles estejam relacionados na dieta dos atletas tanto antes como depois das      atividades f\u00edsicas. D\u00e3o e rep\u00f5em rapidamente a energia necess\u00e1ria&#8221;, afirma      a nutricionista. &#8220;De uma forma geral, a diferen\u00e7a do card\u00e1pio de um goleiro      e de um atacante \u00e9 marcante. O goleiro tem um gasto de glicog\u00eanio muito menor      do que um atacante, que corre e se movimenta durante uma partida&#8221;, explicou      Sandra de Oliveira Pires, nutricionista do Santos. &#8220;Por isso, uma restri\u00e7\u00e3o      ao consumo de calorias e, portanto, de p\u00e3es, \u00e9 maior&#8221;, revela. <\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o franc\u00eas \u00e9 o mais recomendado pelos nutricionistas devido ao seu valor      nutritivo e f\u00e1cil digest\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.barcelonapaes.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<p>O <strong>P\u00e3o<\/strong>, alimento nosso de cada dia, possui uma longa hist\u00f3ria.      O p\u00e3o permeia a hist\u00f3ria do homem, pelo lado religioso. \u00c9 s\u00edmbolo de vida,      alimento do corpo e da alma, s\u00edmbolo da partilha. Foi sublimado na multiplica\u00e7\u00e3o      dos p\u00e3es, na Santa Ceia e at\u00e9 hoje simboliza a f\u00e9, na missa cat\u00f3lica &#8211; a h\u00f3stia      representa o corpo de Cristo.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 de tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica tamb\u00e9m a data que homenageia os padeiros. Institu\u00eddo      em 1955 pelo II Congresso Nacional de Panifica\u00e7\u00e3o, o dia de Santa Isabel,      comemorado em 8 de julho, \u00e9 tamb\u00e9m o dia do padeiro. Santa Isabel era Rainha      de Portugal e distribu\u00eda p\u00e3o aos pobres, escondida do rei. Um dia, flagrada,      disse que eram flores os p\u00e3es que acondicionava no saiote. Instada a provar,      soltou o saiote e dele ca\u00edram p\u00e9talas.<\/p>\n   \n<p>Palavra origin\u00e1ria do latim &#8220;panis&#8221;, o p\u00e3o apresenta-se hoje sob      numerosas variedades, condicionadas a culturas de cereais, aos h\u00e1bitos e paladares      do consumidor. Os diversos tipos de p\u00e3es decorrem dos diferentes tipos de      farinha e de levedura utilizadas e tamb\u00e9m da forma de cozimento.<\/p>\n   \n<p>A transforma\u00e7\u00e3o da farinha em p\u00e3o se d\u00e1 pela fabrica\u00e7\u00e3o de uma pasta, incorporando-se      \u00e1gua \u00e0 farinha, numa propor\u00e7\u00e3o de 60 gr. de \u00e1gua para cada 100 gr. de farinha      e o acr\u00e9scimo de outros ingredientes, geralmente 2% de sal e 1% de levedura,      que ap\u00f3s misturados e deixados descansar para que o fermento atue \u00e9 assado      em fornos \u00e0 temperatura de 250\u00ba C durante 15 a 20 minutos. <\/p>\n   \n<h4>Origens <\/h4>\n   \n<p>Milhares de anos antes de Cristo j\u00e1 se utilizava o p\u00e3o como alimento. Antes      de ser utilizada para fazer o p\u00e3o a farinha de diversos cereais era usada      na prepara\u00e7\u00e3o de sopas e mingaus. Depois, se passou a adicionar \u00e0 farinha      outros ingredientes, como mel, azeite doce, mosto de uva, t\u00e2maras esmagadas,      ovos e carnes mo\u00eddas, formando-se bolos, que teriam precedido o p\u00e3o propriamente      dito. Esses bolos eram cozidos sobre pedras quentes ou sob cinzas. Consta      que a utiliza\u00e7\u00e3o de fornos de barro para o cozimento de p\u00e3es remonta ao VII      mil\u00eanio a.C., pelos eg\u00edpcios. Aos eg\u00edpcios tamb\u00e9m \u00e9 atribu\u00edda a descoberta      do uso de l\u00edquido fermentado \u00e0 massa para torn\u00e1-la mais leve e macia.<\/p>\n   \n<p>Na Antig\u00fcidade, tanto os deuses como os mortos, quer sejam eg\u00edpcios, gregos      ou romanos, eram honrados com oferendas de animais e flores em massa de p\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p>Era comum, tamb\u00e9m, entre eg\u00edpcios e romanos, a distribui\u00e7\u00e3o de p\u00e3es aos soldados,      como complemento de soldo, costume que perdurou at\u00e9 a Idade M\u00e9dia.<\/p>\n   \n<p>O P\u00e3o foi levado para a Europa pelos gregos. No Imp\u00e9rio Romano, a princ\u00edpio,      o p\u00e3o era feito em casa pelas mulheres, para o consumo da fam\u00edlia. Ap\u00f3s, passou      a ser fabricado em padarias p\u00fablicas, dando origem assim aos primeiros padeiros.      Isso teria acontecido, segundo o fil\u00f3sofo romano Pl\u00ednio, o Antigo, depois      da conquista da Maced\u00f4nia, em 168 a.C. <\/p>\n   \n<p>Com a queda do Imp\u00e9rio Romano, e da organiza\u00e7\u00e3o por ele imposta ao mundo,      as padarias europ\u00e9ias desapareceram, retornando o fabrico dom\u00e9stico do p\u00e3o.<\/p>\n   \n<p> Assim, pela comodidade, o p\u00e3o voltou a ser fabricado sem fermento e achatado,      o p\u00e3o \u00e1zimo. Embora existissem fornos e moinhos, o sistema feudal permitia      seus usos somente para o consumo pr\u00f3prio. S\u00f3 os castelos e os conventos possu\u00edam      padarias.<\/p>\n   \n<p>Foi somente com a inven\u00e7\u00e3o de novos processo de moagem da farinha que a ind\u00fastria      da panifica\u00e7\u00e3o teve seu desenvolvimento. Se antes os gr\u00e3os de cereais, principalmente      o de trigo, eram triturados em moinhos de pedra manuais, passou-se para moinhos      movidos a animais, ap\u00f3s para os movidos a \u00e1gua, e depois pelos moinhos de      vento. S\u00e3o de 1784 os primeiros moinhos movidos a vapor. No ano de 1881 ocorre      a inven\u00e7\u00e3o dos cilindros, que muito contribuiu para o aprimoramento na produ\u00e7\u00e3o      do p\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Segundo o antrop\u00f3logo Gilberto Freyre (1900-1987), o Brasil s\u00f3 conheceu o      p\u00e3o no s\u00e9culo XIX. Antes do p\u00e3o se usava o beiju de tapioca, a farofa, o pir\u00e3o      escaldado ou a massa de farinha de mandioca feita no caldo de peixe ou de      carne. A atividade de panifica\u00e7\u00e3o no Brasil se expandiu com os imigrantes      italianos. <\/p>\n   \n<p>Foi com eles que nos grandes centros, principalmente em S\u00e3o Paulo, se instalaram      e proliferaram as padarias, comuns hoje em todo pa\u00eds.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.bravagente.com<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor16-4.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"176\" height=\"191\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>O <strong>p\u00e3o<\/strong> \u00e9 um produto aliment\u00edcio resultado do cozimento de      farinha com \u00e1gua e sal de cozinha. Foi produzido pela primeira vez, pelos      povos que habitavam a regi\u00e3o onde agora \u00e9 a Su\u00ed\u00e7a (aldeias palafitas), por      volta do ano 10.000 a.C., e a leitura da B\u00edblia nos mostra, que foram os Hebreus      os respons\u00e1veis pela descoberta e divulga\u00e7\u00e3o da massa fermentada.<\/p>\n   \n<p>As vantagens da fermenta\u00e7\u00e3o e o consumo do p\u00e3o mais semelhante ao que comemos      hoje, era utilizada pelos eg\u00edpcios \u00e1 4.000 anos a.C. No Egito o p\u00e3o pagava      sal\u00e1rios, camponeses ganhavam tr\u00eas p\u00e3es e dois c\u00e2ntaros de cerveja por dia      de trabalho. O sistema de fabrica\u00e7\u00e3o dos eg\u00edpcios era muito simples \u0096      pedras mo\u00edam o trigo que adicionado \u00e1 \u00e1gua formavam uma massa mole \u0096      e foram mostradas em pinturas encontradas sobre tumbas de reis que viveram      por volta de 2.500 a.C.<\/p>\n   \n<p>As padarias, que hoje viraram panificadoras, surgiram por volta de 4.000      a.C., em Jerusal\u00e9m, ap\u00f3s o contato com os eg\u00edpcios, com quem aprenderam a      fabrica\u00e7\u00e3o e obtiveram a receita. Pouco tempo depois, j\u00e1 existia na cidade      uma famosa rua de padeiros.<\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o tamb\u00e9m teve sua hist\u00f3ria na Gr\u00e9cia e em Roma. Na Gr\u00e9cia ocorreu na      mesma \u00e9poca que no Egito, j\u00e1 em Roma foi bem mais tarde (800 anos a.C.), por\u00e9m      com grande import\u00e2ncia. Foi em Roma, em 500 anos a.C. que foi criada a primeira      escola para padeiros.<\/p>\n   \n<p>O aparecimento da m\u00e1quina ocorre somente no s\u00e9culo XIX, com amassadeiras      (hidr\u00e1ulicas ou manuais), com um custo muito alto e tamb\u00e9m com grande rejei\u00e7\u00e3o.      Os consumidores mostraram-se \u0093hostis\u0094 com o p\u00e3o feito mecanicamente.      Pouco tempo depois surge o motor el\u00e9trico e a reclama\u00e7\u00e3o passa a ser dos padeiros.      Cada m\u00e1quina substitu\u00eda dois padeiros. Foi nesta \u00e9poca que o p\u00e3o chegou ao      Brasil. <\/p>\n   \n<p>Hoje o trigo \u00e9 tratado em moinhos, \u00e9 lavado, escorrido e passado por cil\u00edndricos      que separam o gr\u00e3o da casca. Tamb\u00e9m \u00e9 fabricado com a tecnologia de modernas      formas e amassadeiras.<\/p>\n   \n<h4>Tipos de P\u00e3o (no Brasil)<\/h4>\n   \n<blockquote>      \n<p>P\u00e3o \u00e1rabe<br \/>\n       P\u00e3o \u00e1zimo<br \/>\n       P\u00e3o branco<br \/>\n       P\u00e3o careca<br \/>\n       P\u00e3o da alma<br \/>\n       P\u00e3o de a\u00e7\u00facar<br \/>\n       P\u00e3o de ajunta<br \/>\n       P\u00e3o de forma<br \/>\n       P\u00e3o de mel<br \/>\n       P\u00e3o de muni\u00e7\u00e3o<br \/>\n       P\u00e3o de queijo<br \/>\n       P\u00e3o de saluga ou saruga<br \/>\n       P\u00e3o franc\u00eas<br \/>\n       P\u00e3o integral<br \/>\n       P\u00e3o preto<br \/>\n       P\u00e3o ralado<br \/>\n       P\u00e3o saloio<br \/>\n       P\u00e3o s\u00edrio<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  www.podcomer.com<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<p>O <strong>p\u00e3o<\/strong> e a humanidade andam juntos h\u00e1 muito tempo. Existem      ind\u00edcios arqueol\u00f3gicos de que o p\u00e3o foi o primeiro alimento a ser processado      por m\u00e3os humanas a partir de uma mat\u00e9ria-prima natural. Praticamente todas      as culturas antigas do Oriente M\u00e9dio faziam refer\u00eancias ao p\u00e3o em seus escritos      e muitos povos o veneravam como alimento sagrado, presente dos deuses. A B\u00edblia      cita o p\u00e3o tanto no antigo como no Novo Testamento, e para os crist\u00e3os, at\u00e9      hoje, ele simboliza o corpo de Cristo. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor17-2.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"249\" height=\"290\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>De acordo com pesquisadores, foi a partir da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa que o consumo      de p\u00e3o de trigo expandiu-se como h\u00e1bito alimentar no Ocidente. Talvez da\u00ed      advenha o nome do p\u00e3o de 50 gramas, o &#8220;p\u00e3o franc\u00eas&#8221;.<\/p>\n   \n<p>No Brasil e no resto do mundo, a produ\u00e7\u00e3o de trigo se expandiu no rastro      da urbaniza\u00e7\u00e3o. Na d\u00e9cada de 50, incentivado pela importa\u00e7\u00e3o do trigo norte-americano,      houve um grande impulso \u00e0 ind\u00fastria de derivados do trigo, fortalecendo ainda      mais o h\u00e1bito de consumo.<\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o \u00e9 um alimento que resulta do cozimento de uma massa feita com farinha      de alguns cereais, principalmente trigo, \u00e1gua e sal. Seu uso na alimenta\u00e7\u00e3o      humana \u00e9 muito antigo. Se originou h\u00e1 milhares de anos a.C., quando era feito      com glandes de carvalho e faia trituradas, sendo depois lavado com \u00e1gua fervente      para tirar o amargor. Em seguida, essa massa secava ao sol, e se faziam broas      com farinha. As farinhas antes de servirem para fazer p\u00e3o, eram usadas em      sopas e mingaus. <\/p>\n   \n<p>Posteriormente se passou a misturar nas farinhas azeite doce, mel, mosto      de uva, t\u00e2maras esmagadas, ovos, formando-se bolos, que teriam precedido o      p\u00e3o propriamente dito. Esses bolos eram cozidos sobre pedras quentes ou sob      cinzas. Esse mesmo m\u00e9todo de assar continuou a acompanhar os primeiros p\u00e3es.    <\/p>\n   \n<p>Foram os eg\u00edpcios os primeiros que usaram os fornos, sendo atribu\u00edda a eles      tamb\u00e9m a descoberta do acr\u00e9scimo de l\u00edquido fermentado \u00e0 massa do p\u00e3o para      torn\u00e1-la leve e macia. No Egito, o p\u00e3o era o alimento b\u00e1sico, amassado com      os p\u00e9s, e normalmente feito de cevada ou espelta, esp\u00e9cies de trigo de qualidade      inferior. Os p\u00e3es preparados com trigo de qualidade superior eram destinados      apenas aos ricos. <strong>Os sal\u00e1rios eram pagos com p\u00e3o:<\/strong> um dia      de trabalho valia tr\u00eas p\u00e3es e dois c\u00e2ntaros de cerveja. Os judeus acreditarem      que a fermenta\u00e7\u00e3o era uma forma de putrefa\u00e7\u00e3o e impureza , por isso n\u00e3o utilizavam      fermentos. Na Europa o p\u00e3o chegou atrav\u00e9s dos gregos. O p\u00e3o romano era feito      em casa, pelas mulheres, e posteriormente passou a ser fabricado em padarias      p\u00fablicas, nascendo os primeiros padeiros. <\/p>\n   \n<h4>O P\u00e3o na Idade M\u00e9dia<\/h4>\n   \n<p>Com a queda do Imp\u00e9rio Romano e da organiza\u00e7\u00e3o por ele imposta ao mundo,      as padarias europ\u00e9ias desapareceram, retornando a fabrica\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica do      p\u00e3o na maior parte da Europa. Nessa \u00e9poca, somente os castelos e conventos      possu\u00edam padarias. No s\u00e9culo XVII, a Fran\u00e7a se tornou o centro de fabrica\u00e7\u00e3o      de p\u00e3es de luxo, com a introdu\u00e7\u00e3o dos modernos processos de panifica\u00e7\u00e3o. A      descoberta de novos processos de moagem da farinha contribuiu muito para a      ind\u00fastria de panifica\u00e7\u00e3o. Os gr\u00e3os de trigo, inicialmente, eram triturados      em moinhos de pedra manuais, que evolu\u00edram para o de pedra movido por animais      e depois para os movidos pela \u00e1gua e, finalmente, pelos moinhos de vento.      Apenas em 1784 apareceram os moinhos movidos a vapor. Em 1881 ocorre a inven\u00e7\u00e3o      dos cilindros, que muito aprimorou a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3es. <\/p>\n   \n<h4>O P\u00e3o no Brasil<\/h4>\n   \n<p>O Brasil conheceu o p\u00e3o no s\u00e9culo XIX. O que se usava antes era o biju de      tapioca no almo\u00e7o e no jantar a farofa. No in\u00edcio, a fabrica\u00e7\u00e3o de p\u00e3o no      Brasil obedecia a uma esp\u00e9cie de ritual pr\u00f3prio, com cerim\u00f4nias, cruzes nas      massas, rezas para crescer, afofar e dourar a crosta, principalmente quando      eram assados em casa. A atividade da panifica\u00e7\u00e3o se expandiu com os imigrantes      italianos. Os pioneiros da ind\u00fastria de panifica\u00e7\u00e3o surgiram em Minas Gerais.      Nos grandes centros proliferaram as padarias t\u00edpicas.<\/p>\n   \n<h4>O P\u00e3o e a Religi\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>O p\u00e3o est\u00e1 contido em toda a hist\u00f3ria do Homem, principalmente pelo seu lado      religioso. \u00c9 o s\u00edmbolo da vida, alimento do corpo e da alma, s\u00edmbolo da partilha.    <\/p>\n   \n<p>Ele foi sublimado na multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es na Santa Ceia, e at\u00e9 hoje simboliza      a f\u00e9 no catolicismo. H\u00e1 os famosos p\u00e3ezinhos de Santo Ant\u00f4nio, que ainda hoje      s\u00e3o distribu\u00eddos em v\u00e1rias igrejas no dia 13 de junho, para serem guardados      junto com os mantimentos. Cr\u00ea-se que o que estiver junto com esse p\u00e3ozinho      n\u00e3o faltar\u00e1 durante aquele ano. Esse costume portugu\u00eas chegou at\u00e9 n\u00f3s atrav\u00e9s      dos jesu\u00edtas. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.jauinfo.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<p>A <strong>hist\u00f3ria do p\u00e3o<\/strong> tem sua raiz nos prim\u00f3rdios tempos, quando      o homem era n\u00f4made, ca\u00e7ador e pastor. Portanto, \u00e9 um dos mais antigos alimentos      do mundo. <\/p>\n   \n<p><strong>Alfredo Saramago, em seu livro &#8220;Do\u00e7aria Conventual do Norte      &#8211; Hist\u00f3ria e Alquimia da Farinha&#8221; nos d\u00e1 uma id\u00e9ia do que &#8220;as del\u00edcias      da sedentariza\u00e7\u00e3o&#8221; fez com o homem daquela \u00e9poca, levando-o a buscar      outras fontes de sobreviv\u00eancia &#8211; o que ela chama de &#8220;novo capital&#8221;:<\/strong>      os cereais. <\/p>\n   \n<p>Como os cereais levam tempo para frutificar e tamb\u00e9m no preparo, eles, os      n\u00f4mades, for\u00e7osamente, sentiram a necessidade de fixarem moradia. O resultado      deu certo, nascendo a\u00ed, quem sabe, a vida sedent\u00e1ria (hoje em dia t\u00e3o combatida).    <\/p>\n   \n<p><strong>O gr\u00e3o facilitou a sua vida, deixou de correr risco: <\/strong>com      as ca\u00e7as, com preju\u00edzo das crias, e evitou os riscos de n\u00e3o encontrar uma      nova morada melhor, uma caverna&#8230;<\/p>\n   \n<p><strong>Provavelmente, come\u00e7ou a experimentar o conforto que o sedentarismo      podia lhe proporcionar:<\/strong> Ele \u00e9 prejudicial mas \u00e9 gostoso!<\/p>\n   \n<p>Na Capad\u00f3cia \/ Turquia, nos mostram as primeiras habita\u00e7\u00f5es do homem, quando      deixou de ser n\u00f4made para assumir a postura de sedentarista. Existe um p\u00e3o      muito famoso naquela regi\u00e3o chamado de &#8220;P\u00e3o \u00e0 moda da Capad\u00f3cia&#8221;,      cuja receita substitui a \u00e1gua pelo leite, ao fazer a massa. At\u00e9 ent\u00e3o usava-se      somente a \u00e1gua.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong>&#8220;Nessa altura os nossos antepassados come\u00e7aram      a sentir-se mais seguros, f\u00edsica e moralmente.&#8221;<\/strong><em> <\/em>Alfredo      Saramago<\/p>\n   \n<p><strong>Nascia a\u00ed, ent\u00e3o, um novo estilo de vida:<\/strong> era o conforto      de ter os gr\u00e3os dos cereais selvagens \u00e0 m\u00e3o, dando-lhes tranq\u00fcilidade de uma      alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>A vida tornou-se mais segura: <\/strong>evitaram as constantes perdas      humanas, o perigo sempre presente, a incerteza de ter ou n\u00e3o, de uma refei\u00e7\u00e3o.      Esta nova proposta de vida lhe trouxe uma expectativa de vida mais long\u00ednqua      e de melhor qualidade. A antropologia nos revela que at\u00e9 os mais velhos, os      doentes, as mulheres, ganharam muito com isso, pois n\u00e3o foram vistos como      empecilhos nos seus tr\u00e2nsitos. <\/p>\n   \n<p>&#8220;As rela\u00e7\u00f5es entre homens e mulheres, velhos e novos modificaram-se,      com o aparecimento de outros estatutos, ocasionando uma nova hierarquia. A      presen\u00e7a de velhos nas sociedades deu origem \u00e0 &#8220;nascen\u00e7a&#8221; de mais      mem\u00f3rias, de tradi\u00e7\u00f5es, de experi\u00eancias, de verdadeiras ra\u00edzes culturais.      Iniciou-se uma cultura, e n\u00e3o ser\u00e1 por acaso que assim se chama tamb\u00e9m o ato      de trabalhar a terra para o nascimento dos cereais: nasceram, ao mesmo tempo,      a cultura dos povos e a cultura das plantas.&#8221; &#8211; <strong>Alfredo Saramago<\/strong><\/p>\n   \n<h4>A era dos gr\u00e3os<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor18.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"186\" height=\"285\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>Com tanta praticidade, conforto e seguran\u00e7a, o homem acomodou-se e n\u00e3o quis      mais se mexer. Empregou suas energias em outras criatividades e prazeres.<\/p>\n   \n<p><strong>Veja o pensamento de Alfredo Saramago:<\/strong> &#8220;as provas s\u00e3o      evidentes e v\u00e1rias: as esta\u00e7\u00f5es de ca\u00e7adores em vias de reconvers\u00e3o \u00e0 sedenteriza\u00e7\u00e3o      na regi\u00e3o de Taurus-Zagroz na Turquia, no Egito, na N\u00fabia, etc.&#8221; Para      isso era necess\u00e1rio a busca de terras ricas e produtivas, passaram a acampar      em locais onde a terra era apropriada para o cultivo. <\/p>\n   \n<p>Desenvolvera a pesquisa do solo! <\/p>\n   \n<p><strong>Seus abrigos eram modificados e duradouros: <\/strong>abriam buracos      e fendas em rochas para abrigarem-se, enquanto outros moldavam pedras para      fazerem utens\u00edlios, moedores de gr\u00e3os (quem sabe os moinhos d&#8217;\u00e1gua n\u00e3o tiveram      ra\u00edzes a\u00ed?). De acordo com Saramago, esse per\u00edodo vai de 7000 a 10000 anos      antes da nossa era. <\/p>\n   \n<p>Na costa oriental do Mediterr\u00e2neo &#8211; na Su\u00ed\u00e7a, na Palestina, principalmente      ao longo dos rios, nestas regi\u00f5es, sempre \u00e9 poss\u00edvel encontrar vest\u00edgios da      cultura de cereais. Com as inunda\u00e7\u00f5es dos rios, nas margens de seus leitos      eram depositados materiais org\u00e2nicos, enriquecendo o solo, a\u00ed lhes era oferecido      uma terra boa para o plantio de sementes de cereais. Essa tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 usada      no mundo, at\u00e9 hoje, por todos os ribeirinhos.<\/p>\n   \n<p>Presenciei isso quando passei algum tempo em reservas ind\u00edgenas. <\/p>\n   \n<p><strong>Os rios Nilo e Eufrates foram uns dos mais colaboradores para a cria\u00e7\u00e3o      desta tradi\u00e7\u00e3o:<\/strong> h\u00e1 cerca de 3000 anos a.C, j\u00e1 era praticado esse      sistema. <\/p>\n   \n<p>Mais tarde surge a t\u00e9cnica da irriga\u00e7\u00e3o, dando impulso ao cultivo do centeio      e do trigo. A irriga\u00e7\u00e3o surgiu da necessidade de ampliar a \u00e1rea de plantio      de gr\u00e3os, devido ao aumento populacional. Em Jeric\u00f3 &#8211; antiga cidade da Palestina,      nas margens do Jord\u00e3o, buscaram novas inven\u00e7\u00f5es e melhorias da t\u00e9cnica, na      tentativa de melhorar e aumentar a produ\u00e7\u00e3o de trigo e centeio, depois de      muitas dificuldades nas planta\u00e7\u00f5es, colheitas e armazenamento. Casualmente,      foram descobrindo bons modos de plantio e processamento. <\/p>\n   \n<p><strong>Os gr\u00e3os consumidos\/armazenados eram colhidos de forma bem primitiva:<\/strong>      a m\u00e3o!<\/p>\n   \n<p>Depois, mais tarde, passaram a ser ceifados por pedras trabalhadas em forma      de foice.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor19.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"206\" height=\"219\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><strong><br \/>\n     Acervo do Museu do Louvre\/Paris<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong>Personagens eg\u00edpcios: <\/strong>a hist\u00f3ria est\u00e1 recheada      de erros, de esquecimentos, de desleixos que deram bons resultados.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong>Veja o exemplo do p\u00e3o como alimento: <\/strong>&#8220;Consta      que tudo come\u00e7ou quando algu\u00e9m no per\u00edodo primitivo esqueceu alguns gr\u00e3os      colhidos na chuva. Eles, umedecidos, incharam. Os homens os mascaram e sentiram      que viraram uma pasta. Engoliram e ficaram saciados. Da\u00ed, partiram para a      explora\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os, como por exemplo, observaram a germina\u00e7\u00e3o das sementes      na terra e, esperaram at\u00e9 dar o fruto. Ent\u00e3o nasceu o seu domic\u00edlio.<\/p>\n   \n<p>&#8220;Existem teorias contradit\u00f3rias sobre o papel das mulheres nas colheitas,      algumas baseadas nas sociedades primitivas ainda existentes, mas \u00e9 poss\u00edvel      que o in\u00edcio das diviniza\u00e7\u00f5es e o estabelecimento de figuras tutelares das      colheitas tenham sido adquiridos a partir do s\u00edmbolo da fecundidade feminina:      estabeleceram compara\u00e7\u00f5es entre o seio materno e foi f\u00e1cil verificar que o      ciclo da terra era igual ao da mulher. Se os filhos demoravam nove meses para      nascer, tamb\u00e9m de nove meses era o tempo entre a sementeira, de outono e a      colheita de ver\u00e3o!&#8221;<\/p>\n   \n<p>Foi atrav\u00e9s das sementeiras, segundo consta, nas conclus\u00f5es obtidas que surgiram      os povoados. Jeric\u00f3 pode ser um exemplo, como concluem alguns estudiosos,      e vai mais al\u00e9m, pode ser o marco do fluir do Paleol\u00edtico. Outros lugares      no oriente comprovam a exist\u00eancia destes tipos de fixa\u00e7\u00e3o, \u00e9 s\u00f3 sabermos das      cidades antigas,ainda hoje existentes, em lugares pr\u00f3ximos de terras f\u00e9rteis.      O mesmo ocorre com cidades que foram irrigadas. <\/p>\n   \n<p><strong>Cereais:<\/strong> definitivamente foi ele o causador das mudan\u00e7as      do destino do homem. <\/p>\n   \n<p>Ele influenciou nos aperfei\u00e7oamentos dos utens\u00edlios, mudando a metalurgia      e as cer\u00e2micas, assim como nas rela\u00e7\u00f5es de trocas, depois comerciais, dando      in\u00edcio ao nascimento de uma civiliza\u00e7\u00e3o, principalmente com o surgimento da      farinha, mudando toda a hist\u00f3ria do homem&#8230;<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor20.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"212\" height=\"159\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>A farinha como elemento diversificador<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Ela, a farinha &#8211; derivada dos cereais foi um marco na hist\u00f3ria da      alimenta\u00e7\u00e3o do homem:<\/strong> foram muitos mil\u00eanios desde os gr\u00e3os de cereais      at\u00e9 a inven\u00e7\u00e3o da farinha, que logo o homem se valeu dela para o fabrico do      p\u00e3o e dos bolos. Consumida de forma cozida em \u00e1gua, tipo papa, s\u00f3 muito tempo      depois a farinha foi experimentada cozida nas cinzas ou por cima das brasas      &#8211; at\u00e9 hoje encontra-se quitandas feitas dessa forma. Em Cocais, costumam fazer      bolinhas enroladas na palha de bananeira ou de milho. Lembramos aqui, tamb\u00e9m,      a pamonha na palha. <\/p>\n   \n<p>Presenciei coisas que lembram este cozimento em v\u00e1rias reservas ind\u00edgenas      por onde visitei. <\/p>\n   \n<p>Mais tarde, passaram a utilizar uma pedra aquecida para cozer aquela papa,      depois a criatividade se expandiu, usou-se a telha, embrulhavam o conte\u00fado      em folhas e barreavam, levando para assar &#8211; enterravam e cobriam de brasas,      e muitas outras alternativas que est\u00e3o at\u00e9 hoje na nossa cultura. S\u00f3 na Gr\u00e9cia      Antiga foram catalogadas mais de 70 maneiras de fazer p\u00e3o e 50 de diferentes      bolos. Foram eles, tamb\u00e9m, os autores da cria\u00e7\u00e3o do forno. Os eg\u00edpcios, a      pelo menos 2500 anos a.C j\u00e1 dominavam a confec\u00e7\u00e3o de p\u00e3es e bolos. <\/p>\n   \n<p>Os Ass\u00edrios faziam p\u00e3es e bolos misturando a farinha de trigo e de centeio      cozidos em recipientes de barro, ou tipo o que descrevemos acima. O of\u00edcio      de padeiro com o passar dos tempos se tornou de tal import\u00e2ncia que Th\u00edanos      &#8211; um famoso padeiro considerado um artista pela sua arte na cria\u00e7\u00e3o com as      massas, ele acabou sendo citado por grandes pensadores da \u00e9poca, como Plat\u00e3o      e Arist\u00f3teles. <\/p>\n   \n<p>Na era P\u00e9ricles os padeiros diversificaram as variedades de p\u00e3es e bolos      para caracterizarem datas e festas de celebridades. A farinha passa, tamb\u00e9m,      a receber novos ingredientes aperfei\u00e7oando, assim, o gosto e textura das massas.      Surge a\u00ed, o fermento; a farinha peneirada e depois o acr\u00e9scimo de \u00e1gua. \u00c9      o verdadeiro nascimento do p\u00e3o r\u00fastico caseiro! <\/p>\n   \n<p>A princ\u00edpio eram as mulheres respons\u00e1veis pelo manuseio com a massa. Mais      tarde os homens botando a m\u00e3o na massa, come\u00e7aram a increment\u00e1-la. Surgem      a\u00ed os t\u00edpicos padeiros. Eles temperavam a massa, dando paladar diferente daquela      massa cozida ou assada sem gosto. Empregam o sal, as ervas, as frutas e assim      viajavam nas suas criatividades&#8230;<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor211.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"182\" height=\"261\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><strong><br \/>\n     Foram as mulheres que se ocuparam das tarefas de arrnajar farinha, peneiras,      escolher gr\u00e3os e depois fazer a massa<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Curiosidades sobre o p\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Para repartir o p\u00e3o usava-se as m\u00e3os; rasgava o p\u00e3o e o dividia. <\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o e seus derivados tornaram-se produtos de primeira necessidade. Contam      que 10.000 biscoitos e 1.200 p\u00e3es asi\u00e1ticos, entre outras massas, faziam parte      da bagagem oficial de um viajante oficial de um fara\u00f3 da XIX dinastia e seus      numerosos seguidores. <\/p>\n   \n<p><strong>Os eg\u00edpcios acreditavam: &#8220;<\/strong>um pobre pode transformar-se      num inimigo; um homem que vive na necessidade pode transformar-se num rebelde;      acalma-se uma multid\u00e3o revoltada com comida; a multid\u00e3o em f\u00faria deve ser      guiada at\u00e9 o celeiro. <\/p>\n   \n<p><strong>Os cereais eram os \u00fanicos alimentos do povo mais pobre e com ele      se pagava, tamb\u00e9m, o sal\u00e1rio:<\/strong> um dia de trabalho valia, na \u00e9poca,      3 p\u00e3es e dois c\u00e2ntaros de cerveja. Era comum entre os eg\u00edpcios a distribui\u00e7\u00e3o      de p\u00e3es aos soldados como complemento de pagamento. Os povos gregos eram conhecidos      como &#8220;arthophagoi&#8221;, o que significava &#8220;comedores de p\u00e3o&#8221;.    <\/p>\n   \n<p><strong>Acreditavam os eg\u00edpcios que os mortos necessitavam de comida; os      direitos de um defunto incluiam:<\/strong> papas de cereais, pequenos p\u00e3es      de cevada, queijo, peixe cozido sem cabe\u00e7a e rins cozidos de carneiro<\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o, segundo alguns pesquisadores, \u00e9 citado h\u00e1 mais de 6 mil\u00eanios. Os historiadores      mencionam que \u00e9 prov\u00e1vel ele ter surgido de uma massa rudimentar, de nome      Gurel, antes mesmo da Idade da Pedra. J\u00e1 na idade da Pedra, os gr\u00e3os triturados,      quebrados ou mo\u00eddos molhados com \u00e1gua ou leite e desta mistura surgia uma      massa, que era secada ao ar e depois cozida em pedras quentes, como j\u00e1 foi      dito aqui. A princ\u00edpio a massa era assada em formato de disco e empregavam      os gr\u00e3os da cevada. O p\u00e3o foi, com certeza, um dos principais alimentos elaborados      pelo homem, na transi\u00e7\u00e3o da Pr\u00e9-Hist\u00f3ria para a Hist\u00f3ria. <\/p>\n   \n<p><strong>Ele, o homem, ao controlar o fogo passou a utiliz\u00e1-lo:<\/strong> assou      carne, cozinhou verduras e ra\u00edzes, depois empregou no fabrico do p\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Faz pouco tempo, cerca de 50 anos, que os arque\u00f3logos obtiveram algumas informa\u00e7\u00f5es      sobre os primeiros homin\u00eddeos e, mesmo com essas informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o foi poss\u00edvel      determinar, com clareza, como e onde se passou o plantio e a coleta dos gr\u00e3os      para a moagem e depois \u00e0 panifica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Especula-se: <\/strong>o consumo de gr\u00e3os, no primeiro momento foi      feito tipo &#8220;papinha&#8221;, obtidos a partir do cozimento de \u00e1gua, mas      n\u00e3o \u00e9 tido como verdadeiro. <\/p>\n   \n<p>Grande parte dos historiadores acredita na origem mesopot\u00e2mica, como relatamos      aqui, isso vale tamb\u00e9m para desvendar a origem do cultivo dos cereais e do      desenrolar da massa que originou o p\u00e3o, modernamente dizendo, a &#8220;panifica\u00e7\u00e3o&#8221;.      Devido \u00e0 import\u00e2ncia da manipula\u00e7\u00e3o dos gr\u00e3os na alimenta\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, no per\u00edodo      em que se iniciava, chamada neol\u00edtico, se espalhou, simultaneamente, por v\u00e1rias      culturas. Prova disso, citamos o Brasil, que neste per\u00edodo j\u00e1 dominava o cultivo      e a fermenta\u00e7\u00e3o do milho; os astecas do M\u00e9xico, na Idade dos Metais, j\u00e1 transformavam      milho em farinha, para o fabrico de seus p\u00e3es. <\/p>\n   \n<p><strong>De acordo com a hist\u00f3ria do p\u00e3o, foi a partir dele que o homem &#8211;      os eg\u00edpcios &#8211; come\u00e7aram a fazer tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es:<\/strong> pequeno almo\u00e7o, almo\u00e7o      e jantar. Tamb\u00e9m s\u00e3o eles os defensores da id\u00e9ia de que a sa\u00fade e a longevidade      depende dos prazeres da mesa. A escrita hierogl\u00edfica compara e d\u00e1 import\u00e2ncia      aos atos de &#8220;falar&#8221; e de &#8220;comer&#8221;.<\/p>\n   \n<p>A farinha tomou impulso depois do interesse da ind\u00fastria em procurar novos      procesos dee moagem, principalmente o de trigo. Ele era triturado em moinhos      de pedra manuais, depois movidos pelos animais. Logo vieram os moinhos movidos      a \u00e1gua, passando aos moinhos de vento. Em 1784 surgem os moinhos movidos a      vapor, em 1881 &#8211; surge a inven\u00e7\u00e3o dos cilindros &#8211; este foi o respons\u00e1vel pelo      aprimoramento do p\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>O p\u00e3o na Gr\u00e9cia<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor221.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"158\" height=\"216\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>Sabedoria e reflex\u00e3o foram as fortes paix\u00f5es dos gregos da Gr\u00e9cia Antiga,      entre outras tantas atividades dedicadas ao pensamento, n\u00e3o poder\u00edamos deixar      de ressaltar suas atividades f\u00edsicas em busca do equil\u00edbrio humano. E a alimenta\u00e7\u00e3o      desempenhava um papel primordial para tal postura. Os gregos viam na alimenta\u00e7\u00e3o      a melhor maneira de combater as doen\u00e7as.<\/p>\n   \n<p><strong>Lembramos aqui o pensador grego Hip\u00f3crates, com sua cita\u00e7\u00e3o:<\/strong>      fa\u00e7a do teu alimento o teu rem\u00e9dio e do teu rem\u00e9dio o teu alimento.<\/p>\n   \n<p>Foram os eg\u00edpcios que ensinaram os gregos a arte de fazer p\u00e3o, mas foi gra\u00e7as      aos gregos que o p\u00e3o se tornou um elemento importante na hist\u00f3ria da gastronomia.      Os gregos foram considerados os mestres da arte de fazer p\u00e3o e respons\u00e1veis      pelo in\u00edcio da hist\u00f3ria do p\u00e3o, cuja origem atribu\u00eda aos deuses. <\/p>\n   \n<p>Sabe-se, tamb\u00e9m, que foram os gregos que ensinaram os romanos a fazer p\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>A descoberta do fermento<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor23.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"215\" height=\"239\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<p>O fermento foi descoberto por acaso. Segundo contam, um peda\u00e7o de massa esquecida      por algu\u00e9m por mais tempo do que o necess\u00e1rio para concluir sua confec\u00e7\u00e3o,      exposto ao calor e a umidade, antes de coloc\u00e1-la para assar, cozer, foi o      bastante. <\/p>\n   \n<p><strong>Ela, a farinha umedecida, entrou em processo de fermenta\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea:<\/strong>      ganhou volume, ficou mais macia, mudou seu sabor. Foi assim que se descobriu      o princ\u00edpio b\u00e1sico do p\u00e3o. Esta lenda, segundo contam, se passou no Egito,      precisamente \u00e0s margens do rio Nilo, por volta de 2600 a. C. Depois, l\u00e1 pelas      voltas de 1750 a. C., os eg\u00edpcios passaram a empregar nas massas o levedo      de cerveja, depois inventaram outros produtos, j\u00e1 qu\u00edmicos, para auxiliar      no crescimento das massas. <\/p>\n   \n<p><strong>O fermento \u00e9 o elemento b\u00e1sico no processo de fermenta\u00e7\u00e3o de massas:      <\/strong>\u00e9 um microorganismo de c\u00e9lula \u00fanica, este ser \u00e9 vivo e tem as mesmas      fun\u00e7\u00f5es de qualquer ser vivo: ele respira, alimenta-se, reproduz e excreta.      A reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 feita atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o de microorganismos, que s\u00e3o os fungos.    <\/p>\n   \n<p>Neste processo se d\u00e1 a decomposi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o promotor da fermenta\u00e7\u00e3o, s\u00e3o      os microorganismos transformando estruturas complexas em estruturas mais simples.      Quem diria que o fazer do p\u00e3o \u00e9 t\u00e3o complexo, hein?!?<\/p>\n   \n<h4>Do gr\u00e3o nasceu a farinha<\/h4>\n   \n<p>A lenda conta que um certo n\u00famero de homens, maquinando seus pensamentos      em busca de como elaborar um produto mais fino e f\u00e1cil de trabalhar com os      gr\u00e3os, colocaram algumas espigas de cereal num almofariz de pedra. O resultado      foi o debulho das espigas. As mulheres separavam os gr\u00e3os bons dos ruins.      Os ruins davam para os animais, os outros, eram devolvidos aos homens que,      por sua vez levavam para a moagem. Os gr\u00e3os moidos se transformavam em farelo      e farinha. Nascia, a\u00ed, ent\u00e3o, um produto que viria a facilitar a massa daquilo      que, posteriormente viria ser batizado de &#8220;p\u00e3o&#8221;! <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor24.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"227\" height=\"191\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><strong><br \/>\n     A colheita. Frederico Pastoris, 1877<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Nessa \u00e9poca j\u00e1 se conhecia a peneira para separar as cascas e outros      res\u00edduos para a obten\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de farinhas, o forno foi aperfei\u00e7oado      e surgiu a id\u00e9ia de condimentar os p\u00e3es com ervas arom\u00e1ticas, frutas e o azeite:<\/strong>      Sementes de papoula, erva-doce, alcaparras, alecrim, folha de couve, uva-passa,      alho, cebola, anis, cominho.<\/p>\n   \n<h4>O p\u00e3o na antiga Roma<\/h4>\n   \n<p>Os grego gostaram tanto da arte de fazer p\u00e3o que andaram por v\u00e1rios lugares      ensinando o fabrico desse alimento. O surgimento do p\u00e3o em Roma tamb\u00e9m se      deu pelas m\u00e3os dos gregos. Catalogam, em 100 a. C., 258 padeiros e mais ou      menos 200 padarias em Roma. Devido ao sucesso do novo produto, fundaram uma      escola, no s\u00e9culo I, de onde surgiram novas t\u00e9cnicas de moagem, produzindo      uma farinha mais clara. Antes, o p\u00e3o era escuro, de gr\u00e3os integrais (semelhante      ao p\u00e3o integral de hoje). <\/p>\n   \n<p><strong>Ru\u00ednas do Imp\u00e9rio Romano &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Criou-se a primeira associa\u00e7\u00e3o oficial de panificadores:<\/strong>      seus associados gozavam de um estatuto muito privilegiado, como isen\u00e7\u00e3o de      impostos, livres de alguns deveres sociais. <\/p>\n   \n<p><strong>Foi t\u00e3o prestigiada a panifica\u00e7\u00e3o durante o Imp\u00e9rio Romano, considerando      esta que a elevou \u00e0 compara\u00e7\u00e3o de outros segmentos da sociedade, como:<\/strong>      as artes, a escultura, arquitetura e literatura. Em Roma, a maioria dos padeiros      eram gregos. Nesta \u00e9poca, eles chegaram a inventar 72 variedades de p\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Devido a isto, os romanos os apelidaram de &#8220;comedores de cevada&#8221;      (e a cevada \u00e9 um dos principais alimentos dos gregos &#8211; isto \u00e9 firmado por      Hip\u00f3crates).<\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o era t\u00e3o importante para os gregos que honravam os seus deuses e mortos      com flores feitas de massa de p\u00e3o. Assim como na Gr\u00e9cia, os cozinheiros e      padeiros eram homens livres, e muito honrados.<\/p>\n   \n<p>Como o &#8220;prato&#8221; predileto dos romanos era a guerra, os gregos ganharam      espa\u00e7o na panifica\u00e7\u00e3o. A partir desse tempo e com as investidas romanas na      \u00c1frica, Sic\u00edlia e Gr\u00e9cia, de onde trouxeram cozinheiros, fil\u00f3sofos, poetas,      oradores e, principalmente, padeiros, a cultura romana come\u00e7ou a sofrer altera\u00e7\u00f5es.      Os romanos aprenderam as t\u00e9cnicas, acrescentaram seus conhecimentos e difundiram      por toda a Europa a arte de fazer p\u00e3o. Dizem que o p\u00e3o branco \u00e9 resultado      da interfer\u00eancia dos conhecimentos dos romanos.<\/p>\n   \n<p>Durante o Imp\u00e9rio Romano, a princ\u00edpio, o p\u00e3o era feito em casa pelas mulheres.      Depois, passou a ser produzido em padarias p\u00fablicas, de onde surgiram os primeiros      padeiros romanos, de acordo com o fil\u00f3sofo romano Pl\u00ednio, isto aconteceu depois      da conquista da Maced\u00f4nia, em torno de 168 a.C. Depois da queda do Imp\u00e9rio,      as padarias foram p\u00fablicas foram fechadas. Somente os castelos, conventos      e mosteiros podiam ter padarias. Era a volta ao p\u00e3o caseiro.<\/p>\n   \n<h4>P\u00e3o e circo<\/h4>\n   \n<p><strong>J\u00e1 naquela \u00e9poca, Roma sofria dos males que hoje as cidades grandes      sofrem:<\/strong> a falta de contato entre as pessoas e outros problemas de      sobreviv\u00eancia, coisas de grandes centros urbanos, de aglomera\u00e7\u00e3o de gente.      Em busca de tentar sanar estes problemas, recorreram \u00e0s bebidas e aos espet\u00e1culos      p\u00fablicos &#8211; era a busca do al\u00edvio das tens\u00f5es. Foi a\u00ed que Juvenal &#8211; o escritor      romano &#8211; deu a sua tirada espetacular, ao mencionar que o povo romano, ansiosamente      desejava &#8220;p\u00e3o e circo&#8221;. <\/p>\n   \n<p><strong>Foi esta express\u00e3o uma maneira que o escritor encontrou para criticar      o governo:<\/strong> os pobres e desempregados recebiam p\u00e3o como esmola do      Estado e todos as grandes cidades romanas tinham um anfiteatro, no qual se      realizavam &#8220;grandes e brutais espet\u00e1culos&#8221;.<\/p>\n   \n<p>A finalidade desses espet\u00e1culos era desviar a aten\u00e7\u00e3o do povo e evitar o      descontentamento, que por ventura resultasse em rebeli\u00f5es e questionamentos      contra o governo. <\/p>\n   \n<p><strong>Diferente dos gregos e eg\u00edpcios, como j\u00e1 falamos acima, mas vale      a pena lembrar:<\/strong> os gregos ofereciam p\u00e3o aos seus deuses mortos; os      eg\u00edpcios completavam o soldo de seus soldados com p\u00e3es. <\/p>\n   \n<p>Como base na alimenta\u00e7\u00e3o do povo, o p\u00e3o se tornou um s\u00edmbolo de poder em      Roma. Media-se o comportamento da popula\u00e7\u00e3o e a popularidade (o IBOPE de hoje)      dos imperadores pela distribui\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es.<\/p>\n   \n<h4><strong>O p\u00e3o da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Foram os romanos que levaram a panifica\u00e7\u00e3o para a Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, apesar      de l\u00e1 j\u00e1 encontrarem alguma pr\u00e1tica dela. E at\u00e9 de uma fermenta\u00e7\u00e3o regional      (usava-se a espuma da cerveja como meio de fermenta\u00e7\u00e3o, resultando num p\u00e3o      leve e esponjoso, diferente dos p\u00e3es romanos &#8211; que usavam os restos de massa      velha ou vasilha suja de massa para obter a fermenta\u00e7\u00e3o. Com a queda do Imp\u00e9rio      Romano e da organiza\u00e7\u00e3o por ele imposta ao mundo, as padarias europ\u00e9ias desapareceram.      Houve, ent\u00e3o, a volta da pr\u00e1tica antiga &#8211; a de fazer o p\u00e3o em casa.<\/p>\n   \n<h4><strong>O p\u00e3o na Idade M\u00e9dia <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Em grande parte desse per\u00edodo, o p\u00e3o deu alguns passos para tr\u00e1s &#8211; tornou-se      r\u00fastico e pobre. Principalmente em algumas regi\u00f5es da It\u00e1lia, do Sacro Imp\u00e9rio      Romano Germ\u00e2nico e da Inglaterra, em certas regi\u00f5es a cultura do p\u00e3o regrediu      tanto a ponto de compar\u00e1-lo com alguns per\u00edodos de muitos e muitos tempos      atr\u00e1s.<\/p>\n   \n<p><strong>Esta situa\u00e7\u00e3o ocorreu devido a complica\u00e7\u00f5es conturbadas desses per\u00edodos,      principalmente devido \u00e0 influ\u00eancia m\u00edstica:<\/strong> o povo, influenciado      por bruxos, acreditava que a terra era a m\u00e3e e a origem de tudo.<\/p>\n   \n<p><strong>Nesse per\u00edodo, a popula\u00e7\u00e3o voltou a fazer os p\u00e3es dom\u00e9sticos com      produtos artesanais: <\/strong>centeios e outras sementes secas. O centeio,      desde a cria\u00e7\u00e3o do p\u00e3o foi o cereal mais usado. O trigo era designado ao fabrico      das massas para os castelos e conventos.<\/p>\n   \n<p>Estes produziam p\u00e3es com a forma de deuses. <\/p>\n   \n<p><strong>Segundo as prescri\u00e7\u00f5es dos &#8220;m\u00e9dicos antigos&#8221; a alimenta\u00e7\u00e3o      dos senhores feudais necessitavam de mais cuidados, tanto nos temperos, na      acidez e em outras especiarias, todo esse aparato dependia do gosto e necessidade      de cada um:<\/strong> eram os chamados &#8220;pistores&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Em determinados locais, principalmente nas zonas portu\u00e1rias e nas cidades      episcopais, o alto clero, os mercadores e os nobres escolhiam os tipos de      p\u00e3es. A escolha desses produtos voltou a se fortalecer, na \u00e9poca dos renascentistas,      onde a casa dos burgueses eram um convite ao &#8220;cozimento&#8221; das massas.    <\/p>\n   \n<p>O melhor p\u00e3o de Roma era o siligeneces &#8211; feito de farinha fina. Esses eram      oferecidos aos patr\u00edcios, entre outras pessoas importantes. Aos mais desprovidos,      ou melhor, os plebeus, tamb\u00e9m chamados de sordidis, lhe restavam o p\u00e3o com      a farinha de m\u00e1 qualidade. <\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o ostrearius, feito exclusivamente para o acompanhamento de ostras nos      banquetes. Outro p\u00e3o que abastecia a mesa dos &#8220;senhorios&#8221; era o      &#8220;picenum&#8221;, feito com passas-de-uva e cozido em formas de barro &#8211;      a moda era degust\u00e1-los embebidos no leite! O p\u00e3o de centeio tamb\u00e9m era servido      apenas aos religiosos e aos jur\u00eddicos.<\/p>\n   \n<p><strong>Foi em Roma que o p\u00e3o passou a fazer parte do servi\u00e7o de mesa, pois      at\u00e9 o renascimento era usual colocar uma posta generosa entre os pratos dos      convidados de uma refei\u00e7\u00e3o:<\/strong> onde colocavam fatias de carnes e molhos.      O p\u00e3o, como ganhou status de &#8220;alimento principal&#8221; nas classes populares,      era a base da alimenta\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. <\/p>\n   \n<p>Conseq\u00fcentemente a farinha tornou-se objeto de disputa, de alegria, de tristeza,      de guerra e paz. Ter ou n\u00e3o ter a farinha era uma preocupa\u00e7\u00e3o dos governantes,      por muitos s\u00e9culos, pois sua falta era pren\u00fancio de mal-estar, de revolta,      era a mola mestre das revolu\u00e7\u00f5es. A hist\u00f3ria em muitos s\u00e9culos foi tra\u00e7ada      segundo a determina\u00e7\u00e3o da fartura ou da falta de farinha. Reis e senhores      &#8220;afadigavam&#8221; para que n\u00e3o faltasse farinha&#8230;<\/p>\n   \n<p>Como era a farinha um produto de valor econ\u00f4mico importante e ao mesmo tempo      um objeto m\u00edstico respeitado, o p\u00e3o foi colocado sob o controle da primeira      pessoa do reino &#8211; o pr\u00f3prio rei. Foi assim na Fran\u00e7a, Espanha e Portugal.<\/p>\n   \n<h4><strong>A c\u00e9lebre profiss\u00e3o dos padeiros <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Esta profiss\u00e3o era t\u00e3o valorizada que chegou a ser comparada com a de artista,      arquiteto, intelectual e outras celebridades daquela \u00e9poca. Contam que um      c\u00e9lebre padeiro &#8211; Vergilius Eurycas\u00e9s &#8211; recebeu o direito, quando morreu,      a um monumento funer\u00e1rio de propor\u00e7\u00f5es e detalhes imperiais. Entretanto, os      filhos desses profissionais n\u00e3o podiam ser sacerdotes, militares ou exercer      qualquer fun\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. O padeiro, para assumir um cargo no Senado romano,      era necess\u00e1rio ter praticado um ato de salva\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica ou do Imp\u00e9rio      e, para isso era obrigado a abandonar o Col\u00e9gio do qual fazia parte &#8211; uma      verdadeira institui\u00e7\u00e3o de elite. Para completar, deveria deixar todos os seus      bens.<\/p>\n   \n<p>O Col\u00e9gio ao qual nos referimos era uma institui\u00e7\u00e3o forte; possu\u00eda seus pr\u00f3prios      rituais, cuja celebra\u00e7\u00e3o era em honra de seus deuses tutelares, muito embora      fosse uma ordem de profissionais. Esses ritos &#8220;inici\u00e1ticos&#8221; eram      desenvolvidos de forma a garantir o valor moral e profissional de seus membros.      O ritual das assembl\u00e9ias era marcado por gestos, sinais e s\u00f3 os &#8220;iniciados&#8221;      os sabiam. <\/p>\n   \n<p>Outros segredos, como as marcas e palavras usadas pelos padeiros associados,      guardavam os segredos da profiss\u00e3o. Existia uma grande solidariedade entre      os colegiados, isso lhes dava seguran\u00e7a, privil\u00e9gios, os tornavam importantes,      cheios de gozo e honrarias no seu of\u00edcio perante as autoridades e a comunidade.<\/p>\n   \n<p>As corpora\u00e7\u00f5es de padeiros gozavam de muita import\u00e2ncia, portanto, a admiss\u00e3o      \u00e0 profiss\u00e3o era dif\u00edcil, sendo necess\u00e1rio ultrapassar v\u00e1rios est\u00e1gios para      se chegar a mestre-padeiro. Alguns investigadores desta \u00e1rea, naquele tempo,      alegavam ser o bolo um forte concorrente do p\u00e3o e j\u00e1 encontravam dificuldades      de fazer separa\u00e7\u00e3o de valores entre o padeiro e o pasteleiro &#8211; conhecido com      o fazedor de bolo, na It\u00e1lia.<\/p>\n   \n<p><strong>Diziam eles: <\/strong>&#8220;muitos p\u00e3es eram mais bolos que p\u00e3es      e muitos bolos eram muito mais p\u00e3es que bolos!<\/p>\n   \n<h4><strong>Alimento Sagrado <\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>Dizem que os santos, como gostavam de jejuar (nem todos), viviam      de p\u00e3o de centeio ensopado em \u00e1gua com sal:<\/strong> \u00e0 p\u00e3o e \u00e1gua! Coitados!!!      Muitos, enfraquecidos, acabavam acometidos por doen\u00e7as e morriam. Foi desta      sugest\u00e3o que se sup\u00f5e ter nascido a sopa. <\/p>\n   \n<p><strong>Com os tempos b\u00e1rbaros, na G\u00e1lia, Ib\u00e9ria e em quase todo o imp\u00e9rio,      a recess\u00e3o for\u00e7ou a economia a impor novos h\u00e1bitos alimentares:<\/strong> comer      fatias de p\u00e3o, no fundo de tigelas, nas quais eram colocados caldos de peixe,      carne, ca\u00e7a ou vegetais. Esse caldo era uma esp\u00e9cie de \u00e1gua fervente com os      aromas citados. Foi com o advento da sopa que os bolos tomaram fama. <\/p>\n   \n<p>No princ\u00edpio, o p\u00e3o, logo de sua fermenta\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, foi reprovado pelos      conservadores religiosos romanos, juntamente com os judeus. Acreditavam eles      que o p\u00e3o fermentado era impuro. Julgavam ser o p\u00e3o um benef\u00edcio alimentar,      um alimento sagrado, atitude que veio a se confirmar e ser aceito pela comunidade      crist\u00e3, bem mais tarde, impregnados de rituais sagrados.<\/p>\n   \n<p>Quando a farinha ganhou status de excel\u00eancia, ou seja, ganhar o p\u00e3o de todos      os dias, suprir as necessidades de sobreviv\u00eancia di\u00e1ria, o p\u00e3o passou a ser      reconhecido com maior aten\u00e7\u00e3o e respeito, revestido de uma &#8220;sacralidade&#8221;!<\/p>\n   \n<p>&#8220;Dai-nos, Senhor, o p\u00e3o nosso de todos os dias&#8221;, diz a civiliza\u00e7\u00e3o      judaico-crist\u00e3. Feito em casa, o p\u00e3o recebia uma cruz de massa, acompanhado      de reza e um pedido para que ele ficasse bom. <\/p>\n   \n<p><strong>Esse ato era tamb\u00e9m uma forma de agradecer pela gra\u00e7a de terem o      que comer:<\/strong> &#8220;Deus te acrescente&#8221; era comum ouvi-lo. <\/p>\n   \n<p><strong>Pergunta-se o escritor Alfredo Saramago:<\/strong> seria a esperan\u00e7a      da reedi\u00e7\u00e3o b\u00edblica da multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es ou a satisfa\u00e7\u00e3o da resposta      ao &#8220;ganhar\u00e1s o p\u00e3o com o suor do teu rosto&#8221;?<\/p>\n   \n<h4><strong>Alimento sagrado <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Nas padarias de antigamente tamb\u00e9m se fazia tal gesto. Hoje, adverte Saramago,      com o advento dos m\u00e9todos industriais, os padeiros dispensaram a cruz e a      reza, &#8220;confiando mais na tecnologia do que em deuses misericordiosos.<\/p>\n   \n<p>Nas padarias de antigamente tamb\u00e9m se fazia tal gesto. Hoje, adverte Saramago,      com o advento dos m\u00e9todos industriais, os padeiros dispensaram a cruz e a      reza, &#8220;confiando mais na tecnologia do que em deuses misericordiosos.<\/p>\n   \n<p>&#8220;A h\u00f3stia eucar\u00edstica, embora p\u00e3o \u00e1zimo, \u00e9 o p\u00e3o elevado ao m\u00e1ximo da      sua significa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. \u00c1zimo porque deve ser o p\u00e3o da pureza, o p\u00e3o da      vida, mas neste caso da vida espiritual&#8221;Tanto o p\u00e3o como a farinha eram      usados para oferendas e presta\u00e7\u00f5es de tributos, na antiguidade, assim como      na Idade M\u00e9dia, substituindo muitas vezes o pagamento em dinheiro, principalmente      para d\u00e1divas a padres e monges, que com eles sobreviviam e davam continuidade      ao seu voto de pobreza.<\/p>\n   \n<p><strong>Existiam p\u00e3es em todas as ocasi\u00f5es, principalmente em ocasi\u00f5es lit\u00fargicas,      pois foi a igreja a respons\u00e1vel pela sacraliza\u00e7\u00e3o do p\u00e3o:<\/strong> p\u00e3o de      natal, de carnaval, de p\u00e1scoa, de colheitas, de vindimas&#8230; Era sempre feito      um ritual com a inten\u00e7\u00e3o de unir as pessoas numa cerim\u00f4nia. Em quase toda      a Europa Central era usual dar \u00e0s boas vindas com p\u00e3o e sal. A reparti\u00e7\u00e3o      do p\u00e3o nas cerim\u00f4nias como em outras simples refei\u00e7\u00f5es, fortalecia os la\u00e7os      de amizades.<\/p>\n   \n<p>No Cristianismo, ele representa, simbolicamente, o corpo de cristo, no sacramento      da comunh\u00e3o, em forma de h\u00f3stia. Na religi\u00e3o judaica, tamb\u00e9m \u00e9 muito significativo.      Seus seguidores costumam aben\u00e7o\u00e1-lo antes das refei\u00e7\u00f5es. No Islamismo, mesmo      n\u00e3o tendo um ritual, o p\u00e3o \u00e9 considerado uma d\u00e1diva de Deus. <\/p>\n   \n<p>Nas comunidades, os p\u00e3es, naquela \u00e9poca, eram utilizados no tratamento de      doen\u00e7as e at\u00e9 mesmo em dietas para emagrecimento. <\/p>\n   \n<p><strong>Vale, aqui, lembrar que este p\u00e3o era bastante fibroso:<\/strong> usava-se      ervas, folhas e ra\u00edzes medicinais.<\/p>\n   \n<h4><strong>O p\u00e3o nosso de cada dia <\/strong><\/h4>\n   \n<p>Quem n\u00e3o gosta de um p\u00e3o quentinho com manteiga no caf\u00e9 da manh\u00e3? Usado como      sin\u00f4nimo de vida e trabalho, alimento do corpo e da alma, o p\u00e3o faz parte      da cultura de muitos povos e tem um significado importante em v\u00e1rias religi\u00f5es.      Resultado do cozimento de uma massa feita com farinha de certos cereais, principalmente      trigo, \u00e1gua e sal, ele pode ter sido uma das primeiras comidas preparadas      pelo homem.<\/p>\n   \n<p>A hist\u00f3ria do p\u00e3o \u00e9 t\u00e3o antiga que \u00e9 at\u00e9 dif\u00edcil dizer, com precis\u00e3o, quando      e como ele apareceu. Historiadores, no entanto, estimam que o p\u00e3o tenha surgido      h\u00e1 cerca de 12 mil anos, juntamente com o cultivo do trigo, na regi\u00e3o da Mesopot\u00e2mia,      onde atualmente est\u00e1 o Iraque. De in\u00edcio, provavelmente, o trigo era apenas      mastigado. S\u00f3 depois, ele passou a ser triturado com pedras e transformado      em farinha.<\/p>\n   \n<p>Antes de servirem para fazer p\u00e3o, as farinhas de diversos cereais eram usadas      em sopas e mingaus cozidos na \u00e1gua. Posteriormente, passou-se a misturar tamb\u00e9m      mel, azeite doce, suco de uva, t\u00e2maras esmagadas, ovos e carne mo\u00edda, formando      esp\u00e9cies de bolos que eram assados sobre pedras quentes ou sob cinzas. Esses      bolos deram origem ao p\u00e3o propriamente dito.<\/p>\n   \n<h4>Nem sempre fofinho<\/h4>\n   \n<p>Os primeiros p\u00e3es eram feitos de farinha misturada ao fruto de uma \u00e1rvore      chamada carvalho. Bem diferentes dos atuais, eram achatados, duros e secos.    <\/p>\n   \n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o podiam ser comidos logo depois de prontos porque eram muitos amargos.      Era preciso lav\u00e1-los v\u00e1rias vezes em \u00e1gua fervente, antes de se fazer broas      que eram expostas ao sol para secar. As broas eram assadas da mesma forma      que os bolos, sobre pedras quentes ou debaixo de cinzas.<\/p>\n   \n<p>Os eg\u00edpcios foram os primeiros a usar fornos de barro para assar p\u00e3es por      volta do ano 7.000 antes de Cristo. Atribui-se tamb\u00e9m a eles a descoberta      do fermento, respons\u00e1vel por deixar a massa do p\u00e3o leve e macia como conhecemos      hoje.<\/p>\n   \n<p>As evid\u00eancias mais antigas de p\u00e3o fermentado foram encontradas no Egito Antigo      e datam de 3.000 a.C. Mas nem todo mundo concorda que a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3o fermentado      s\u00f3 tenha come\u00e7ado a partir da\u00ed. Alguns historiadores acreditam ser poss\u00edvel      que o fermento, assim como o p\u00e3o, tenha origem pr\u00e9- hist\u00f3rica.<\/p>\n   \n<p>Isso mesmo! A desconfian\u00e7a vem do fato de que as leveduras, fungos respons\u00e1veis      pela fermenta\u00e7\u00e3o, est\u00e3o em todos os lugares, incluindo a superf\u00edcie de gr\u00e3os      de cereais. Bastaria, assim, algu\u00e9m esquecer de colocar a massa de p\u00e3o \u00famida      para secar, alguns dias, para ela fermentar naturalmente. <\/p>\n   \n<p>Pol\u00eamicas \u00e0 parte, o que se sabe \u00e9 que, com o passar do tempo, as pessoas      perceberam que poderiam acelerar o processo de fermenta\u00e7\u00e3o guardando um peda\u00e7o      da massa de p\u00e3o do dia anterior para mistur\u00e1- lo \u00e0 massa do dia seguinte.      Na verdade, com isso, elas estavam acrescentando mais levedura \u00e0 massa.<\/p>\n   \n<h4><strong>O p\u00e3o na Europa e no Brasil<\/strong><\/h4>\n   \n<p>Com as trocas comerciais entre eg\u00edpcios e gregos, o p\u00e3o acabou chegando na      Europa em 250 a.C. N\u00e3o demorou muito para ele se tornar tamb\u00e9m o principal      alimento da Roma Antiga, sendo preparado em padarias p\u00fablicas. Com a expans\u00e3o      do Imp\u00e9rio Romano, o h\u00e1bito de consumir p\u00e3o foi difundido por grande parte      da Europa.<\/p>\n   \n<p>Com o in\u00edcio da Idade M\u00e9dia, por volta de 476 depois de Cristo, as padarias      acabaram, e a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3o voltou a ser caseira. O retrocesso nessa \u00e9poca      foi tanto, que as pessoas voltaram a comer p\u00e3o sem fermento! Foi somente a      partir do s\u00e9culo 12 que as coisas come\u00e7aram a melhorar na Fran\u00e7a. No s\u00e9culo      17, o pa\u00eds se destacou como centro mundial de fabrica\u00e7\u00e3o de p\u00e3es, desenvolvendo      t\u00e9cnicas aprimoradas de panifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, o consumo de p\u00e3o s\u00f3 se popularizou depois do s\u00e9culo 19. At\u00e9 ent\u00e3o,      o brasileiro consumia, em grandes quantidades, a farinha de mandioca e o biju,      apesar de j\u00e1 conhecer o p\u00e3o de trigo desde a chegada dos colonizadores portugueses.      Com a vinda dos italianos para o Brasil, no in\u00edcio do s\u00e9culo 20, a atividade      de panifica\u00e7\u00e3o se expandiu, e o produto passou a ser essencial na mesa do      brasileiro.<\/p>\n   \n<p><strong>Fermento <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Eca! O fermento \u00e9 um fungo <\/strong><\/p>\n   \n<p>O ingrediente respons\u00e1vel por deixar o p\u00e3o macio e fofinho \u00e9 o fermento,      voc\u00ea j\u00e1 ouviu isso? \u00c9, mas o mais interessante disso tudo \u00e9 que o fermento      usado no p\u00e3o, chamado de fermento biol\u00f3gico, \u00e9 um fungo. Quer dizer, um, n\u00e3o,      v\u00e1rios fungos.<\/p>\n   \n<p>Mas calma, n\u00e3o precisa ficar com nojo. Quando se fala em fungo, em geral,      as pessoas tendem a lembrar apenas do mofo que contamina alimentos ou dos      fungos que causam doen\u00e7as. N\u00e3o podemos esquecer que os champignons, por exemplo,      pequenos cogumelos comest\u00edveis s\u00e3o fungos e eles s\u00e3o usados no preparo de      v\u00e1rias comidas. <\/p>\n   \n<p>Os fungos do fermento n\u00e3o s\u00e3o grand\u00f5es como os cogumelos, mas seres microsc\u00f3picos,      chamados de levedura, que vivem no ar e na superf\u00edcie das coisas. Ao entrar      em contato com a massa do p\u00e3o, essas leveduras, batizadas pelos cientistas      de Saccharomyces cerevisiae, se alimentam dos a\u00e7\u00facares e, ao mesmo tempo,      eliminam \u00e1lcool e g\u00e1s carb\u00f4nico \u0096 um processo denominado fermenta\u00e7\u00e3o      ou leveda\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>O g\u00e1s carb\u00f4nico \u00e9 o respons\u00e1vel pelas bolhas que se formam na massa do p\u00e3o      e por faz\u00ea-la aumentar de volume. J\u00e1 o \u00e1lcool evapora quando a massa \u00e9 levada      ao forno (portanto n\u00e3o h\u00e1 risco de ningu\u00e9m ficar b\u00eabado!), e as pobres das      leveduras, depois de tanto trabalho, morrem todas! Essas mesmas leveduras      s\u00e3o tamb\u00e9m as que transformam o suco de uva em vinho.<\/p>\n   \n<p><strong>Mas uma observa\u00e7\u00e3o importante:<\/strong> voc\u00ea n\u00e3o deve confundir o      fermento biol\u00f3gico, usado nas massas de p\u00e3o e de pizza, com o fermento qu\u00edmico      usado para fazer bolo. O fermento qu\u00edmico \u00e9 constitu\u00eddo de bicarbonato de      s\u00f3dio (NaHCO3) que, devido a uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, se transforma em g\u00e1s carb\u00f4nico      e \u00e1gua. Essa rea\u00e7\u00e3o \u00e9 auxiliada pelo aumento de temperatura e s\u00f3 cessa quando      todo o fermento reage.<\/p>\n   \n<p><strong>P\u00e3o e sa\u00fade <\/strong><\/p>\n   \n<p>Que o p\u00e3o faz parte do dia-a-dia do brasileiro todo mundo sabe. Geralmente      o caf\u00e9 da manh\u00e3 n\u00e3o come\u00e7a sem ele. Mas ser\u00e1 que o p\u00e3o tem valor nutritivo?      Ele \u00e9 importante para a nossa sa\u00fade? Quem quer emagrecer deve cortar o p\u00e3o      da dieta? Qual a melhor op\u00e7\u00e3o: p\u00e3o branco ou integral? E o que \u00e9 este tal      de gl\u00faten que vem escrito na embalagem? Ele faz mal? Ufa! S\u00e3o realmente muitas      d\u00favidas, n\u00e3o? Apesar de o p\u00e3o estar na mesa do brasileiro h\u00e1 mais de 200 anos,      as pessoas, em geral, sabem muito pouco sobre ele.<\/p>\n   \n<p><strong>A import\u00e2ncia do p\u00e3o <\/strong><\/p>\n   \n<p>P\u00e3es, assim como massas, batatas, mandioca e cereais, s\u00e3o alimentos ricos      em carboidratos. Geila Felipe, nutricionista da Fiocruz e do Centro Colaborador      em Alimenta\u00e7\u00e3o e Nutri\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o Sudeste, explica que os carboidratos s\u00e3o      a base da nossa alimenta\u00e7\u00e3o e a primeira fonte de energia que o nosso corpo      usa.<\/p>\n   \n<p>Uma dieta pobre em carboidratos pode trazer efeitos indesejados, como fraqueza,      mal-estar, desidrata\u00e7\u00e3o, perda de massa magra, menor resist\u00eancia a infec\u00e7\u00f5es,      dentre outros problemas. Para o bom funcionamento do organismo, 50 a 60% das      calorias que n\u00f3s ingerimos devem vir dos carboidratos.<\/p>\n   \n<p>A fora isso, o p\u00e3o tem uma import\u00e2ncia cultural e religiosa muito grande.      \u0093Ele est\u00e1 associado ao ato de compartilhar, ao momento em que a fam\u00edlia      se re\u00fane pela manh\u00e3 e aproveita para conversar\u0094, defende a nutricionista<\/p>\n   \n<p><strong>P\u00e3o engorda?<\/strong><\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o engorda. O que engorda \u00e9 o consumo excessivo de carboidratos,      bem como de qualquer outro macronutriente, como prote\u00ednas e gorduras. <\/p>\n   \n<p>A nutricionista Geila Felipe explica que \u00e9 errado pensar que os carboidratos      devam ser cortados da dieta de quem quer emagrecer. O importante, segundo      ela, \u00e9 n\u00e3o exceder os valores recomendados.<\/p>\n   \n<p><strong>Entretanto, uma dica importante para quem quer perder peso \u00e9 que      existem dois tipos de carboidratos:<\/strong> os simples e os complexos. Os      simples est\u00e3o presentes nos alimentos de sabor adocicado, como mel, gel\u00e9ia,      leite, a\u00e7\u00facar e frutas. J\u00e1 p\u00e3es, massas, arroz, cereais, batata, mandioca      e farinha pertencem ao grupo dos carboidratos complexos.<\/p>\n   \n<p>Quem quer emagrecer, deve preferir uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, composta      por verduras, legumes, frutas, feij\u00f5es e carboidratos complexos integrais.      Os alimentos integrais s\u00e3o digeridos mais lentamente e, por isso, d\u00e3o uma      sensa\u00e7\u00e3o maior de saciedade, al\u00e9m de conterem fibras que ajudam a regular      o intestino. <\/p>\n   \n<p>Neste caso, o p\u00e3o integral pode ser uma op\u00e7\u00e3o melhor do que o p\u00e3o branco.<\/p>\n   \n<p>Quanto aos carboidratos simples, devem ser consumidos esporadicamente e com      modera\u00e7\u00e3o. Para perder peso, o ideal \u00e9 evitar alimentos como doces, chocolates      e guloseimas em geral. A exce\u00e7\u00e3o fica para as frutas e o leite, que devem      ser consumidos, uma vez que s\u00e3o fonte de fibras (no caso das frutas), vitaminas      e minerais.<\/p>\n   \n<p>Praticantes de atividades f\u00edsicas, com dura\u00e7\u00e3o superior a uma hora, devem      priorizar a ingest\u00e3o de carboidratos antes, durante ou ap\u00f3s a atividade. J\u00e1      quem n\u00e3o pratica exerc\u00edcios deve controlar a quantidade de carboidratos, especialmente      no per\u00edodo noturno, em que o metabolismo do corpo fica mais lento.<\/p>\n   \n<p><strong>O que \u00e9 gl\u00faten?<\/strong><\/p>\n   \n<p>Cont\u00e9m gl\u00faten\u0094. Voc\u00ea j\u00e1 deve ter visto esse alerta nas embalagens de      diversos alimentos, certo? O gl\u00faten \u00e9 uma prote\u00edna encontrada nos cereais      (trigo, centeio, aveia e cevada) e, portanto, est\u00e1 presente no p\u00e3o. Essa prote\u00edna      possui uma capacidade el\u00e1stica que permite o p\u00e3o ficar fofinho e gostoso,      por n\u00e3o deixar arrebentar aqueles buraquinhos que se formam na massa quando      ela cresce, ou seja, fermenta. <\/p>\n   \n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (ANVISA) exige que seja informado,      no r\u00f3tulo, que o alimento cont\u00e9m gl\u00faten, porque algumas pessoas t\u00eam alergia      a essa prote\u00edna, uma mol\u00e9stia chamada de doen\u00e7a cel\u00edaca. <\/p>\n   \n<p>Mas ao contr\u00e1rio do que afirmam os defensores da dieta do gl\u00faten, uma dieta      da moda que invade academias e lojas de produtos naturais, a nutricionista      Geila Felipe explica que, at\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para crer que o gl\u00faten      fa\u00e7a mal a pessoas que n\u00e3o possuem a doen\u00e7a cel\u00edaca.<\/p>\n   \n<p>Segundo ela, n\u00e3o existe nenhuma comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para o argumento de      que o gl\u00faten forma uma cola na parede do intestino, impedindo o seu funcionamento.      \u0093O que pode ocorrer s\u00e3o casos mais raros de pessoas que descobrem que      possuem algum grau de alergia ao gl\u00faten j\u00e1 na vida adulta\u0094, esclarece      a nutricionista. <\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso, no gl\u00faten, est\u00e1 presente um amino\u00e1cido O amino\u00e1cido \u00e9 a menor      estrutura de uma prote\u00edna.<\/p>\n   \n<p><strong>Chamado glutamina que, segundo Geila, \u00e9 essencial para nutrir as      c\u00e9lulas do intestino:<\/strong> \u0093Em caso de desnutri\u00e7\u00e3o grave de pessoas      internadas, por exemplo, a glutamina \u00e9 muito usada para impedir que bact\u00e9rias      presentes no intestino migrem para outros locais do corpo em busca de alimento      e, desta forma, acabem provocando infec\u00e7\u00f5es\u0094.<\/p>\n   \n<h4><strong>Curiosidades sobre a hist\u00f3ria do p\u00e3o <\/strong><\/h4>\n   \n<p><strong>No Egito, o p\u00e3o tamb\u00e9m servia para pagar sal\u00e1rios:<\/strong> um dia      de trabalho valia tr\u00eas p\u00e3es e dois vasos grandes de cerveja. Na Europa, passou      a ser costume as m\u00e3es darem para as filhas que se casavam um pouco de sua      massa de p\u00e3o, por achar que, assim, elas fariam um p\u00e3o t\u00e3o gostoso quanto      o delas! Ao longo da hist\u00f3ria, a posi\u00e7\u00e3o social de uma pessoa podia ser discernida      pela cor do p\u00e3o que ela consumia. P\u00e3o escuro representava baixa posi\u00e7\u00e3o social,      enquanto p\u00e3o branco, alta posi\u00e7\u00e3o social. \u00c9 porque o processo de refino da      farinha branca era muito mais caro.<\/p>\n   \n<p><strong>Atualmente, ocorre o contr\u00e1rio: <\/strong>os p\u00e3es escuros s\u00e3o mais      caros e, por vezes, mais apreciados por causa de seu valor nutritivo.<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c0s v\u00e9speras da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, Maria Antonieta, rainha da Fran\u00e7a,      foi informada de que o povo passava fome: <\/strong>\u0093Eles n\u00e3o t\u00eam p\u00e3o,      Alteza\u0094. <\/p>\n   \n<p><strong>Ao que ela respondeu:<\/strong> \u0093Se n\u00e3o tem p\u00e3o, que comam brioches\u0094.      N\u00e3o se sabe se o di\u00e1logo realmente aconteceu, mas a frase, de fato, ficou      famosa. J\u00e1 a rainha teve a cabe\u00e7a cortada na guilhotina!<\/p>\n   \n<p>Para os crist\u00e3os, o p\u00e3o simboliza o corpo de Cristo. Na ora\u00e7\u00e3o do \u0093Pai-nosso\u0094      \u00e9 pedido a Deus \u0093o p\u00e3o nosso de cada dia nos dai hoje\u0094. Para os      judeus, o fermento simboliza a corrup\u00e7\u00e3o. Por isso, eles s\u00f3 ofereciam a Deus      p\u00e3es \u00e1zimos, sem fermento. At\u00e9 hoje, esse \u00e9 o p\u00e3o que eles comem na P\u00e1scoa,      \u00e9poca em que \u00e9 proibido consumir qualquer alimento fermentado. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.scribd.com<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<p>O<strong> p\u00e3o<\/strong> \u00e9 um alimento que resulta do cozimento de uma massa      feita com farinha de certos cereais, principalmente, o trigo, \u00e1gua e sal.      O seu uso na alimenta\u00e7\u00e3o humana \u00e9 antiqu\u00edssimo. Pelas informa\u00e7\u00f5es que se t\u00eam,      a hist\u00f3ria mais remota do p\u00e3o situa-se em milhares de anos a. C., quando era      feito com glandes de carvalho e faia trituradas, sendo depois lavado com \u00e1gua      a ferver para tirar o amargor. Em seguida, essa massa secava-se ao sol, e      faziam-se broas com farinha.<\/p>\n   \n<p>Conta, ainda, a hist\u00f3ria que, antes de servirem para fazer p\u00e3o, as farinhas      de diversos cereais eram usadas em sopas e papas. Posteriormente, passou-se      a misturar, nas farinhas, mel, azeite doce, mosto de uva, t\u00e2maras esmagadas,      ovos e carne mo\u00edda, formando-se uma esp\u00e9cie de bolos, que teriam precedido      o p\u00e3o propriamente dito. Esses bolos eram cozidos sobre pedras quentes ou      sob cinzas.<\/p>\n   \n<p>Os primeiros p\u00e3es tamb\u00e9m foram cozidos sobre pedras quentes ou debaixo de      cinzas, datando, ao que consta, do VII mil\u00eanio a. C. a utiliza\u00e7\u00e3o de fornos      de barro para cozimento de p\u00e3es.<\/p>\n   \n<p>Foram, os eg\u00edpcios, os primeiros a usarem os fornos, sendo-lhes atribu\u00edda,      tamb\u00e9m, a descoberta do acr\u00e9scimo de l\u00edquido fermentado \u00e0 massa do p\u00e3o para      torn\u00e1-la leve e macia.<\/p>\n   \n<p>No Egito, o p\u00e3o era o alimento b\u00e1sico. Era amassado com os p\u00e9s, e, normalmente,      feito de cevada ou espelta, esp\u00e9cie de trigo de qualidade inferior. Os p\u00e3es      preparados com trigo de qualidade superior eram destinados apenas aos ricos.<\/p>\n   \n<p><strong>Com o p\u00e3o tamb\u00e9m se pagavam sal\u00e1rios no Egito:<\/strong> um dia de      trabalho valia tr\u00eas p\u00e3es e dois c\u00e2ntaros de cerveja.<\/p>\n   \n<p>Os judeus tamb\u00e9m fabricavam p\u00e3es, na mesma \u00e9poca, por\u00e9m, n\u00e3o utilizavam fermentos      por acreditarem que a fermenta\u00e7\u00e3o era uma forma de putrefa\u00e7\u00e3o e impureza.      A Jeov\u00e1, s\u00f3 ofereciam p\u00e3o \u00e1zimo, sem fermento, o \u00fanico que consomem at\u00e9 hoje      na P\u00e1scoa.<\/p>\n   \n<h4>O p\u00e3o chegou \u00e0 Europa atrav\u00e9s dos gregos<\/h4>\n   \n<p>O p\u00e3o romano era feito em casa, pelas mulheres, tendo passado, posteriormente,      a ser fabricado em padarias p\u00fablicas, surgindo, ent\u00e3o, os primeiros padeiros.      Isso teria acontecido, segundo o fil\u00f3sofo romano Pl\u00ednio, o Velho, depois da      conquista da Maced\u00f4nia, em 168 a. C.<\/p>\n   \n<p>Na Antig\u00fcidade, os deuses &#8211; e os mortos &#8211; eg\u00edpcios, gregos e romanos eram      honrados com oferendas de animais e flores em massa de p\u00e3o. Era comum, ainda,      entre eg\u00edpcios e romanos, a distribui\u00e7\u00e3o de p\u00e3es aos soldados, como complemento      do soldo, tendo perdurado, esse costume, na Idade M\u00e9dia.<\/p>\n   \n<h4>O p\u00e3o na It\u00e1lia, Fran\u00e7a e Portugal<\/h4>\n   \n<p>Com a queda do Imp\u00e9rio Romano e da organiza\u00e7\u00e3o por ele imposta ao mundo,      as padarias europ\u00e9ias desapareceram, retomando o p\u00e3o ao fabrico dom\u00e9stico,      na maior parte da Europa. O senhor feudal permitia apenas o uso do moinho      e dos fornos. Voltou a consumir-se, pela comodidade no fabrico, o p\u00e3o \u00e1zimo,      sem fermento e achatado, que acompanhava outros alimentos, como a carne e      as sopas. Nessa \u00e9poca, somente os castelos e conventos possu\u00edam padarias.      Os m\u00e9todos de fabrica\u00e7\u00e3o de p\u00e3o eram incipientes e, apesar das limita\u00e7\u00f5es      na produ\u00e7\u00e3o, as corpora\u00e7\u00f5es de padeiros j\u00e1 tinham alguma for\u00e7a. No s\u00e9culo      XVII, a Fran\u00e7a tornou-se o centro de fabrica\u00e7\u00e3o de p\u00e3es de luxo, com a introdu\u00e7\u00e3o      dos modernos processos de panifica\u00e7\u00e3o, apesar de desde o s\u00e9culo XII j\u00e1 ser      habitual o consumo de mais de vinte variedades de p\u00e3es naquele pa\u00eds. Depois,      a primazia no fabrico de p\u00e3o passou para Viena, \u00c1ustria.<\/p>\n   \n<p>A inven\u00e7\u00e3o de novos processos de moagem da farinha contribuiu muito para      a ind\u00fastria de panifica\u00e7\u00e3o. Os gr\u00e3os de trigo, inicialmente, eram triturados      em moinhos de pedra manuais, que evolu\u00edram para os de pedra movidos por animais      e, depois, para os movidos pela \u00e1gua e, finalmente, pelos moinhos de vento.    <\/p>\n   \n<p>Apenas em 1784, apareceram os moinhos movidos a vapor. Em 1881, ocorre a      inven\u00e7\u00e3o dos cilindros, que muito aperfei\u00e7oou a produ\u00e7\u00e3o de p\u00e3es.<\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o permeia toda a hist\u00f3ria do homem, principalmente pelo seu lado religioso.      \u00c9 o s\u00edmbolo da vida, alimento do corpo e da alma, s\u00edmbolo da partilha. Foi      sublimado na multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es, na \u00daltima Ceia, e at\u00e9 hoje simboliza      a f\u00e9, na missa cat\u00f3lica &#8211; a h\u00f3stia -, representando o corpo de Cristo. Os      famosos p\u00e3ezinhos de Santo Ant\u00f4nio eram distribu\u00eddos aos pobres em v\u00e1rias      igrejas no dia desse santo, 13 de junho, para serem guardados em latas. Acreditava-se      que o que estivesse junto com esse p\u00e3ozinho n\u00e3o faltaria durante aquele ano.<\/p>\n   \n<p>Esse costume portugu\u00eas propagou-se, no Brasil, atrav\u00e9s dos jesu\u00edtas. \u00c9, igualmente,      conhecida a hist\u00f3ria de Santa Isabel, padroeira dos panificadores. Conta-se      que, no ano de 1333, houve uma fome terr\u00edvel, durante a qual nem os ricos      eram poupados. Reinava, ent\u00e3o, D. Diniz, casado com D. Isabel, uma rainha      cheia de virtudes. Para aliviar a situa\u00e7\u00e3o de fome, a rainha empenhou as suas      j\u00f3ias e mandou vir trigo de lugares distantes para abastecer o celeiro real      e, assim, manter o seu costume de distribuir p\u00e3o aos pobres durante as crises.<\/p>\n   \n<p>Num desses dias de distribui\u00e7\u00e3o, apareceu, inesperadamente, o rei. Temendo      a censura, ela escondeu os p\u00e3es no rega\u00e7o. <\/p>\n   \n<p><strong>O rei percebeu o gesto e perguntou surpreso:<\/strong><\/p>\n   \n<p>&#8211; Que tendes em vosso rega\u00e7o?<\/p>\n   \n<p><strong>A rainha, erguendo o pensamento ao Senhor, disse em voz tr\u00eamula:<\/strong><\/p>\n   \n<p>&#8211; S\u00e3o rosas, senhor. &#8211; O rei replicou:<\/p>\n   \n<p>&#8211; Rosas em janeiro? Deixai que as veja e aspire o seu perfume.<\/p>\n   \n<p>Santa Isabel abriu os bra\u00e7os e, no ch\u00e3o, para pasmo geral, ca\u00edram rosas frescas,      perfumadas, as mais belas at\u00e9 ent\u00e3o vistas.<\/p>\n   \n<p>O rei D. Diniz n\u00e3o se conteve e beijou as m\u00e3os da esposa, retirando-se enquanto      os pobres gritavam:<\/p>\n   \n<p>&#8211; Milagre! Milagre!<\/p>\n   \n<p>O dia de Santa Isabel \u00e9 comemorado em 8 de julho.<\/p>\n   \n<p>A cultura do milho em Portugal, especialmente no Minho, Beiras e Estremadura,      parece ter come\u00e7ado perto de 1525. Pam de rua e pam de callo era como se chamava      o p\u00e3o alvo consumido pela gente rica. E, para contraste, nas portarias de      algumas ordena\u00e7\u00f5es monacais, davam-se aos pobres, nos s\u00e9culos XV a XVIII,      p\u00e3es pequenos, de centeio ou milho, aos quais se chamavam mondas. Como na\u00e7\u00e3o      mar\u00edtima por excel\u00eancia, Portugal n\u00e3o podia, no seu porto principal, deixar      de prestar, aos que o demandavam, todos os refrescos e mantimentos. \u00c9 assim      que vemos D. Jo\u00e3o II querer que Lisboa se torne hospitaleira, e D. Manuel      doando, em 1527, o ch\u00e3o da Ribeira, desde o cunhal da alf\u00e2ndega, ao lado da      Miseric\u00f3rdia, at\u00e9 ao outro cunhal, a fim de a C\u00e2mara mandar, ali, construir      casas para agasalhar p\u00e3o. Nicolau de Oliveira, nas suas Grandezas de Lisboa,      diz que os fornos de el-rei eram f\u00e1bricas para ver e notar. No seu tempo,      havia, em Lisboa, mais de trezentos e sessenta fornos de p\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Embora o p\u00e3o mais usado em Portugal seja o de trigo, s\u00e3o, todavia, de grande      consumo os de trigo com cevada, o de centeio e, especialmente, o de milho.      No Minho e grande parte do norte do Douro, excetuando os grandes centros,      ainda hoje o p\u00e3o \u00e9, quase exclusivamente, de milho ou milho e centeio misturados.<\/p>\n   \n<p>Podemos concluir, ent\u00e3o, que a origem do p\u00e3o se estabeleceu, na Europa, em      especial na It\u00e1lia, Fran\u00e7a e Portugal, onde possui grande tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>Mat\u00e9ria Prima do P\u00e3o<\/h4>\n   \n<p><strong>FARINHA DE TRIGO<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor26.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"264\" height=\"214\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/strong><\/p>\n   \n<p>A farinha de trigo \u00e9 o ingrediente respons\u00e1vel pela estrutura\u00e7\u00e3o do p\u00e3o e      uni\u00e3o dos demais ingredientes. Seus principais componentes s\u00e3o as prote\u00ednas      e o amido. <\/p>\n   \n<p>Eles formam o gl\u00faten, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 proporcionar elasticidade (propriedade      da massa de se comportar como el\u00e1stico), resist\u00eancia \u00e0 tens\u00e3o e extensibilidade      (propriedade da massa de se estender sem se rasgar) \u00e0 massa.<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c1GUA<\/strong><\/p>\n   \n<p>A \u00e1gua \u00e9 um ingrediente b\u00e1sico na elabora\u00e7\u00e3o do p\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Tem como fun\u00e7\u00f5es: <\/strong>hidratar a farinha; tornar poss\u00edvel a      forma\u00e7\u00e3o da rede de gl\u00faten e o acondicionamento do amido; determinar a consist\u00eancia      da massa; conduzir e controlar a temperatura da massa, que se aquece devido      a fatores como condi\u00e7\u00f5es do clima, ambiente e do trabalho mec\u00e2nico da massa;      dissolver o fermento, o a\u00e7\u00facar e os sais, tornando o p\u00e3o mais apetitoso; hidratar      o amido, tornando-o digestivo; tornar poss\u00edvel o desenvolvimento das leveduras;      evitar a forma\u00e7\u00e3o da crosta na massa e permitir o maior desenvolvimento do      p\u00e3o no forno. A falta de \u00e1gua n\u00e3o permite a forma\u00e7\u00e3o completa da estrutura      do gl\u00faten e produzir\u00e1 uma massa com desenvolvimento irregular. Por outro lado,      o excesso de \u00e1gua provocar\u00e1 um gl\u00faten enfraquecido. A quantidade ideal para      o p\u00e3o doce (p\u00e3o de hamb\u00farguer, hot-dog, bisnaguinhas e mini-p\u00e3o de hamb\u00farguer)      gira em torno de 58 e 60% sobre o peso da farinha.<\/p>\n   \n<p><strong>FERMENTO<\/strong><\/p>\n   \n<p>A fun\u00e7\u00e3o primordial do fermento \u00e9 provocar a fermenta\u00e7\u00e3o que produz o g\u00e1s      carb\u00f4nico respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o da rede de gl\u00faten e crescimento da massa.    <\/p>\n   \n<p>Outra utilidade importante desse ingrediente \u00e9 propiciar ambiente favor\u00e1vel      \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos org\u00e2nicos, respons\u00e1veis pelo sabor e aroma do p\u00e3o. O      agente respons\u00e1vel pela fermenta\u00e7\u00e3o do p\u00e3o \u00e9 a levedura &#8220;saccharomyces      cerevisae&#8221;. <\/p>\n   \n<p><strong>Ela \u00e9 constitu\u00edda por uma \u00fanica c\u00e9lula (unicelular) que possui as      faculdades de todos os seres vivos:<\/strong> respira\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o,      o que Ihe permite reproduzir a partir de si mesma. Quando Ihe s\u00e3o dadas condi\u00e7\u00f5es      ideais para seu desenvolvimento, vai se multiplicando praticamente a cada      25 minutos. Essa levedura utiliza o a\u00e7\u00facar como alimento e para a reprodu\u00e7\u00e3o;      e, como resultado do metabolismo (transforma\u00e7\u00e3o) do a\u00e7\u00facar, h\u00e1 libera\u00e7\u00e3o de      g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2), \u00e1lcool e subst\u00e2ncias arom\u00e1ticas no meio em que est\u00e1 imersa.      O g\u00e1s produzido \u00e9 o respons\u00e1vel pelo crescimento da massa, o \u00e1lcool e as subst\u00e2ncias      arom\u00e1ticas contribuem para o sabor e aroma do p\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>SAL<\/strong><\/p>\n   \n<p>O cloreto de s\u00f3dio (NaCl) \u00e9 o sal mais comum utilizado no preparo de alimentos.      Na fabrica\u00e7\u00e3o da massa, tem participa\u00e7\u00e3o importante, embora sua porcentagem      seja pequena na receita. <\/p>\n   \n<p><strong>Tem como fun\u00e7\u00f5es: <\/strong>refor\u00e7ar e estabilizar o gl\u00faten; normalizar      a atividade de fermenta\u00e7\u00e3o; favorecer o aspecto da crosta que, em sua aus\u00eancia,      fica muito descorada; dar sabor ao alimento; dar uma cor mais branca ao miolo      do p\u00e3o, como resultado de uma melhor estrutura\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas; tomar mais      digest\u00edvel o produto acabado e proporcionar maior conserva\u00e7\u00e3o ao alimento,      devido \u00e0s suas propriedades higrosc\u00f3picas. Na fase de mistura dos ingredientes,      o sal e o fermento nunca devem ser colocados juntos, pois o sal pode inibir      a a\u00e7\u00e3o do fermento. Devem ser colocados um de cada vez. A adi\u00e7\u00e3o do sal \u00e0      mistura n\u00e3o deve ser feita no come\u00e7o do processo para n\u00e3o interferir na cor      do miolo do p\u00e3o. O sal adicionado precocemente provoca oxida\u00e7\u00e3o intensa e      branqueamento do miolo. \u00c9 importante lembrar que a cor do miolo \u00e9 branco-marfim,      devendo ser evitado seu excessivo branqueamento. <\/p>\n   \n<p><strong>Em casos de farinha mais fraca, \u00e9 conveniente adicionar mais sal      \u00e0 massa, com dois objetivos:<\/strong> diminuir a atividade do fermento, fazendo      com que a massa se desenvolva de forma mais moderada, evitando assim o rompimento      do gl\u00faten; fortalecer o gl\u00faten, melhorando sua extensibilidade.<\/p>\n   \n<p><strong>GORDURA<\/strong><\/p>\n   \n<p>A gordura \u00e9 um ingrediente que, quando usado, traz benef\u00edcios \u00e0 massa, pois      possui a propriedade de formar liga\u00e7\u00f5es entre subst\u00e2ncias que n\u00e3o se misturam,      exceto com a \u00e1gua. Por causa disso, a gordura nunca deve ser adicionada \u00e0      mistura antes da \u00e1gua, j\u00e1 que a farinha ficaria impermeabilizada e n\u00e3o absorveria      a quantidade de \u00e1gua necess\u00e1ria ao seu desenvolvimento. Quimicamente, a gordura      resulta da combina\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos e de um \u00e1lcool, o glicerol ou glicerina.    <\/p>\n   \n<p><strong>Na pr\u00e1tica, a palavra gordura representa todos os produtos gordurosos,      exemplo:<\/strong> manteiga de leite, margarinas, gorduras vegetais, gorduras      animais e \u00f3leos. <\/p>\n   \n<p><strong>A gordura tem como fun\u00e7\u00f5es:<\/strong> permitir melhor desenvolvimento      da rede de gl\u00faten, que significa maior crescimento da massa; facilitar e reduzir      o tempo de mistura das massas; melhorar o volume dos produtos; aumentar o      valor energ\u00e9tico; facilitar o manuseio da massa; melhorar a maciez e a textura      dos produtos; conferir ao miolo uma estrutura mais fina e homog\u00eanea; formar      liga\u00e7\u00f5es entre subst\u00e2ncias que n\u00e3o se misturam e possibilitar maior conserva\u00e7\u00e3o      do produto j\u00e1 que a gordura ajuda a retardar a recristaliza\u00e7\u00e3o do amido, aumentando      a vida \u00fatil do alimento e mantendo sua maciez por mais tempo.<\/p>\n   \n<p><strong>A\u00c7\u00daCAR<\/strong><\/p>\n   \n<p>O a\u00e7\u00facar \u00e9 uma subst\u00e2ncia doce e cristaliz\u00e1vel, essencial \u00e0 panifica\u00e7\u00e3o.      Est\u00e1 presente na farinha de trigo em forma de carboidratos, mas n\u00e3o o suficiente      para o desenvolvimento adequado do p\u00e3o. A complementa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com a\u00e7\u00facares      provenientes de outras fontes. <\/p>\n   \n<p><strong>Como vemos, o termo a\u00e7\u00facar serve para definir outros tipos de produtos      que podem ado\u00e7ar sem, necessariamente, serem derivados da cana-de-a\u00e7\u00facar,      como: <\/strong>a\u00e7\u00facar invertido (cana-de-a\u00e7\u00facar), glucose (milho), mel (abelhas)      e malte (cevada). <\/p>\n   \n<p><strong>O a\u00e7\u00facar tem como fun\u00e7\u00f5es:<\/strong> colaborar para melhorar o volume      dos produtos; produzir uma cor externa agrad\u00e1vel; garantir a umidade do p\u00e3o      e sua maior conserva\u00e7\u00e3o. Os a\u00e7\u00facares possuem grande capacidade de reter \u00e1gua      na massa (poder higrosc\u00f3pico), aumentando assim a maciez do miolo e melhorando      suas caracter\u00edsticas de conserva\u00e7\u00e3o pelo retardamento do processo de endurecimento      do p\u00e3o. Al\u00e9m disso, o a\u00e7\u00facar fornece o aroma \u00e0 massa, auxilia na fermenta\u00e7\u00e3o,      enriquece o p\u00e3o e produz sabor doce.<\/p>\n   \n<p><strong>MELHORADORES (ADITIVOS)<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os melhoradores s\u00e3o componentes auxiliares utilizados na panifica\u00e7\u00e3o. Eles      equilibram a atividade enzim\u00e1tica da farinha, melhoram a conserva\u00e7\u00e3o do produto      e d\u00e3o for\u00e7a \u00e0 massa. S\u00e3o tamb\u00e9m conhecidos como aditivos ou refor\u00e7adores.      Podem ser de origem biol\u00f3gica ou qu\u00edmica, e s\u00e3o comercializados na forma pastosa      ou em p\u00f3. <\/p>\n   \n<p><strong>T\u00eam como fun\u00e7\u00f5es: <\/strong>proporcionar melhor reten\u00e7\u00e3o de g\u00e1s; facilitar      o manuseio da massa; proporcionar textura mais suave e uniforme; conservar      a maciez do miolo; dar maior toler\u00e2ncia da massa \u00e0 mistura e ao crescimento      e proporcionar um p\u00e3o com casca mais fina e crocante.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  paindelavie.vilabol.uol.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/h6>\n   \n<p>\u00c9 presen\u00e7a quotidiana e obrigat\u00f3ria em todas as mesas, mas muitas vezes n\u00e3o      lhe damos a merecida aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Acusado de fazer engordar, quando, na realidade, \u00e9 um alimento rico e nutritivo,      o p\u00e3o conhece uma infinita variedade de g\u00e9neros conforme a regi\u00e3o onde \u00e9 produzido      e as mat\u00e9rias primas a que recorre. O p\u00e3o \u00e9, hoje em dia, o alimento mais      consumido pela humanidade, principalmente no Ocidente. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor27.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" width=\"164\" height=\"162\" title=\"Hist\u00f3ria do P\u00e3o\" \/><\/p>\n   \n<h4>O p\u00e3o na Pr\u00e9-Hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p>A arte de fazer p\u00e3o remonta aos primeiros tempos de sedentariza\u00e7\u00e3o do Homem,      no Extremo Oriente. H\u00e1 vest\u00edgios do fabrico de p\u00e3o na Su\u00ed\u00e7a h\u00e1 10 000 anos      atr\u00e1s. Na sua origem o p\u00e3o apresentava uma cor escura, sendo produzido com      farinha n\u00e3o peneirada e cozido sobre pedras ao sol. Cerca de mil anos antes      de Cristo, o Homem j\u00e1 sabia moer a farinha, peneirar os cereais, escolher      as ervas arom\u00e1ticas, azeite e frutos para temperar e recorrer ao forno para      assar o p\u00e3o. A variedade de formas e sabores que hoje existe \u00e9 fruto do desenvolvimento      das t\u00e9cnicas de fabrico e do apuramento do paladar, que foram sendo feitos      ao longo dos s\u00e9culos e em v\u00e1rias regi\u00f5es.<\/p>\n   \n<h4>O p\u00e3o no Egipto, Gr\u00e9cia e Roma antigas<\/h4>\n   \n<p>P\u00e3o no Egipto dos fara\u00f3s Gra\u00e7as \u00e0s enchentes do Nilo, o trigo e a cevada      eram abundantes e permitiam aos eg\u00edpcios o fabrico do p\u00e3o e da cerveja. Tamb\u00e9m      foram os eg\u00edpcios que introduziram o fermento na receita, sendo o primeiro      povo a consumir alimentos fermentados, cerca de 2600 a.C. Os hebreus, escravos      do Egipto, ter\u00e3o sido os respons\u00e1veis pela descoberta da fermenta\u00e7\u00e3o natural,      ao deixar, por acaso, a massa do p\u00e3o exposta ao calor e \u00e0 humidade. O p\u00e3o      ganhou volume, ficou macio e com um sabor agrad\u00e1vel e nunca mais voltou a      ser o que era.<\/p>\n   \n<p>Os hebreus s\u00e3o tamb\u00e9m autores do p\u00e3o \u00e1zimo, isto \u00e9, p\u00e3o consumido antes de      levedar, fruto da fuga precipitada de Mois\u00e9s e do seu povo ao Fara\u00f3 do Egipto.<\/p>\n   \n<p>Foi ainda no Egipto que se come\u00e7ou a utilizar fornos de barro para cozer      o p\u00e3o. O trabalho di\u00e1rio era pago com tr\u00eas p\u00e3es e dois c\u00e2ntaros de cerveja.      Os soldados recebiam p\u00e3o como complemento do soldo. E o p\u00e3o acompanhava os      eg\u00edpcios at\u00e9 \u00e0 vida depois da morte. Nas ora\u00e7\u00f5es f\u00fanebres constam pedidos      de p\u00e3o de cevada, cerveja, aves de cria\u00e7\u00e3o e bovinos, papas de cereais, queijo,      peixe cozido sem cabe\u00e7a e rins cozidos de carneiro.<\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o na Antiga Gr\u00e9cia Os s\u00e1bios gregos viam numa alimenta\u00e7\u00e3o correcta a      melhor forma de manter a sa\u00fade combater as doen\u00e7as. O p\u00e3o fazia parte da dieta      alimentar na Antiga Gr\u00e9cia, como o comprova o \u0093Banquete dos Sofistas\u0094      de Ateneu e os tratados de diet\u00e9tica de Hip\u00f3crates, o pai da Medicina, que      aconselhava os seus pacientes a comer p\u00e3o integral \u0093devido ao efeito      salutar sobre os intestinos\u0094.<\/p>\n   \n<p>Apesar de terem sido os eg\u00edpcios a desenvolver e a divulgar o processo de      fabrico do p\u00e3o, foi com os gregos que este alimento passou a ocupar um lugar      preponderante \u00e0 mesa. Sabe-se que a maior parte dos padeiros em Roma eram      de origem grega, tendo sido eles os respons\u00e1veis pela institui\u00e7\u00e3o da \u0093padaria\u0094      como estabelecimento comercial.<\/p>\n   \n<p>O p\u00e3o na civiliza\u00e7\u00e3o romana Os romanos tomaram pela for\u00e7a o Mundo Antigo,      nomeadamente o Egipto e a Gr\u00e9cia. Mas foram submetidos por estas civiliza\u00e7\u00f5es      a n\u00edvel cultural, onde havia fil\u00f3sofos, poetas e, claro, padeiros. <\/p>\n   \n<p>Foi no tempo de Trajano, no s\u00e9culo II, se desenvolveu a ind\u00fastria das padarias      p\u00fablicas. Antes disso, o p\u00e3o era produzido em casa pelas romanas. Nessa \u00e9poca,      foi criada a primeira escola para padeiros em Roma, bem como a primeira associa\u00e7\u00e3o      oficial de panificadores, homens de grande estatuto social e que gozavam de      isen\u00e7\u00e3o de alguns impostos. <\/p>\n   \n<p><strong>O p\u00e3o desempenhava um papel t\u00e3o importante para o Romanos que ficou      c\u00e9lebre a express\u00e3o \u0093P\u00e3o e Circo\u0094:<\/strong> p\u00e3o como esmola para      um povo que vivia miseravelmente e espect\u00e1culos brutais como \u00fanica fonte de      divers\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Foi tamb\u00e9m na \u00e9poca dos romanos que se deu in\u00edcio ao fabrico de p\u00e3o branco,      gra\u00e7as ao melhoramento dos processos de moagem. De resto, os Romanos conheciam      70 variedades diferentes de p\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Com a expans\u00e3o do Imp\u00e9rio Romano, tamb\u00e9m o p\u00e3o se propagou pelo Ocidente,      nomeadamente pela Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. No entanto, h\u00e1 refer\u00eancias anteriores      \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o romana ao p\u00e3o produzido pelos nativos e fermentado com espuma de      cerveja. <\/p>\n   \n<h4>O p\u00e3o na Idade M\u00e9dia<\/h4>\n   \n<p>Com a queda do Imp\u00e9rio Romano, as padarias europeias foram desaparecendo      e o p\u00e3o voltou a ser fabricado em casa. A Igreja Cat\u00f3lica foi respons\u00e1vel      pela manuten\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o do h\u00e1bito de comer p\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 porque o celebrava      na Eucaristia, como pela troca de receitas entre mosteiros e conventos.<\/p>\n   \n<p>A Fome, a Guerra e a Peste Negra quase dizimaram a popula\u00e7\u00e3o na Europa. O      povo foi obrigado a recorrer a todos os ingredientes para sobreviver. O p\u00e3o      era feito com bolotas, sangue de porco e at\u00e9 palha, misturado com o centeio      e as sementes secas dispon\u00edveis.<\/p>\n   \n<p>Como em muitas outras \u00e1reas do conhecimento, as t\u00e9cnicas de fabrico do p\u00e3o      regrediram na Idade M\u00e9dia. Em certas regi\u00f5es o p\u00e3o voltou a ser escuro, pobre      e grosseiro, sendo comido duro juntamente com caldos e sopas. S\u00f3 a nobreza      e parte do clero podiam aceder ao trigo e muitas casas senhoriais tinham os      seus pr\u00f3prios padeiros, que foram, a pouco e pouco, difundindo de novo os      seu saber. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  spg.sapo.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria do P\u00e3o, Origem, Brasil, Fun\u00e7\u00f5es, Caracter\u00edstica, Profiss\u00e3o, Farinha, Nutriente, Descoberta, Tipo, Como Fazer, Hist\u00f3ria do P\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17736,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-22866","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-culinaria-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria do P\u00e3o - 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