{"id":22106,"date":"2016-01-15T00:00:00","date_gmt":"2016-01-15T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/anemona-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:42:12","modified_gmt":"2026-09-01T15:42:12","slug":"anemona-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/anemona-2\/","title":{"rendered":"An\u00eamona"},"content":{"rendered":"\n<strong>An\u00eamona-do-mar &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nUma\u00a0<strong>An\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0(ordem Actiniaria) geralmente se assemelha a uma flor com uma coroa de tent\u00e1culos circundando um disco no topo de um corpo em forma de coluna.\n\nEles podem retrair esses tent\u00e1culos completamente, parecendo n\u00e3o ser mais do que uma bolha inofensiva.\n\nOs tent\u00e1culos t\u00eam c\u00e9lulas urticantes chamadas nematocistos, que s\u00e3o usadas para imobilizar ou matar suas presas, que podem ser desde min\u00fasculos pl\u00e2nctons a peixes muito maiores do que ele.\n\nA\u00a0<strong>An\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0puxa sua v\u00edtima para a cavidade central do corpo, que \u00e9 quase inteiramente feita de uma gl\u00e2ndula digestiva gigante. Quando a an\u00eamona \u00e9 antagonizada, algumas esp\u00e9cies produzem ferr\u00f5es especiais chamados de acontia atrav\u00e9s dos poros de sua coluna.\n\nPode parecer que as\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0s\u00e3o im\u00f3veis, enraizadas no lugar como uma planta, mas isso \u00e9 apenas um ato, parte de seu disfarce.\n\nEles podem realmente deslizar lentamente ao longo do fundo do oceano usando sua base muscular. Ca\u00e7adoras habilidosas, as\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0s\u00e3o excelentes para se apresentarem como se fossem apenas uma parte da flora e da fauna do mar para evitar os atacantes e enganar suas presas.\n\nVariando em tamanho, uma\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0pode ter entre 5 cm de largura e 1 metro de largura em algumas esp\u00e9cies tropicais (Stoichactis). Eles vivem vidas muito longas; sabe-se que alguns sobreviveram quase cem anos.\n\nUma\u00a0<strong>An\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0pode reproduzir-se sexualmente ou gerando um novo membro da fam\u00edlia a partir da base de sua coluna.\n\nAlgumas\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0foram encontradas em alguns dos pontos mais profundos do oceano. O mais profundo \u00e9 observado em cerca de 30.000 p\u00e9s (9.000 metros).\n\nA maioria das\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>, no entanto, vive em po\u00e7as de mar\u00e9 ou recifes de coral tropicais. As grandes esp\u00e9cies tropicais costumam ser t\u00e3o coloridas com tent\u00e1culos que v\u00e3o do rosa ao amarelo e ao vermelho, que se misturam com os outros habitantes de comunidades de piscinas naturais ativas.\n\nAs\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0freq\u00fcentemente desenvolvem rela\u00e7\u00f5es simbi\u00f3ticas com outras criaturas marinhas. O mais famoso \u00e9 o peixe-palha\u00e7o (Amphiprion), que vive dentro dos tent\u00e1culos protetores da\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>, imune ao seu veneno, e se alimenta das migalhas da comida de sua an\u00eamona hospedeira.\n\nAlgumas\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0vivem fixadas \u00e0s conchas ocupadas por caranguejos eremitas (Eupagurus). Quando o caranguejo sai, a \u00fanica coisa que vem com ele \u00e9 sua amiga an\u00eamona.\n\n<strong>An\u00eamona-do-mar &#8211; Animais<\/strong>\n\n<strong>An\u00eamonas<\/strong>\u00a0s\u00e3o animais geralmente mais delicados do que corais.\n\nAs pessoas que dizem o inverso est\u00e3o baseadas na \u00e9poca em que corais eram imposs\u00edveis de manter, enquanto an\u00eamonas ainda podiam durar alguns meses no aqu\u00e1rio. Por isso, an\u00eamonas ficaram com a falsa qaulifica\u00e7\u00e3o de \u201cf\u00e1ceis\u201d ou \u201cresistentes\u201d em aqu\u00e1rios. Na verdade, an\u00eamonas s\u00e3o invertebrados espetaculares, aparentados com os corais duros.\n\nPossuem um p\u00e9 que usam para se fixar ao substrato e um tubo que termina em tent\u00e1culos de forma e colorido diferentes entre as esp\u00e9cies. An\u00eamonas podem ser alimentadas, mas apenas ap\u00f3s estarem bem aclimatadas ao aqu\u00e1rio.\n\nO ideal \u00e9 esperar uma a duas semanas para oferecer alimento. Pequenos peda\u00e7os de camar\u00e3o ou v\u00f4ngoli e art\u00eamia salina viva s\u00e3o os preferidos. Excesso de alimenta\u00e7\u00e3o pode causar a morte do animal.\n\n<strong>An\u00eamona-do-mar ( Actinia equina )<\/strong>\n\n<strong>An\u00eamonas-do-mar\u00a0<\/strong>s\u00e3o um grupo da ordem Actiniaria.\n\n<strong>An\u00eamonas-do-mar<\/strong>\u00a0s\u00e3o classificadas no filo Cnidaria, classe Anthozoa, subclasse Hexacorallia\n\nAnthozoa muitas vezes t\u00eam grandes p\u00f3lipos que permitem a digest\u00e3o de presas maiores e tamb\u00e9m a falta de uma medusa palco.\n\nComo cnid\u00e1rios, an\u00eamonas do mar est\u00e3o relacionados com os corais, medusas, an\u00eamonas da tubo-moradia, e Hydra.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anemon14.jpg\" width=\"318\" height=\"244\" \/>\n<strong>An\u00eamona do mar<\/strong><\/p>\n<strong>Actinia equina<\/strong>\n\nA parte principal da<strong>\u00a0Actinia equina<\/strong>\u00a0\u00e9 uma coluna espessa, que pode ser lisa ou portar tub\u00e9rculos. Na extremidade aboral da coluna, h\u00e1 um disco podal achatado para a liga\u00e7\u00e3o. Na extremidade oral, a coluna sobressai-se ligeiramente para formar o disco oral, que possui de 8 a varias centenas de tent\u00e1culos ocos, e em algumas esp\u00e9cies, prolonga-se em lobos.\n\nNo centro do disco oral encontra-se a boca em forma de fenda, portanto, em ambas as extremidades um sulco ciliado chamado sifonoglifo, proporciona a entrada de \u00e1gua na cavidade gastrovascular.\n\nComo em todos os\u00a0<strong>antozo\u00e1rios<\/strong>, a cavidade gastrovascular da Actinia equina \u00e9 separada por septos irradiantes longitudinais, que aumentam a \u00e1rea superficial interna. Nesta esp\u00e9cie, existem geralmente dois tipos de septos completos e incompletos. Os septos completos conectam-se \u00e0 parede corporal em um lado e \u00e0 parede da faringe no outro.\n\nOs septos incompletos conectam-se somente \u00e0 parede corporal e estende-se somente um pouco no interior da cavidade gastrovascular. Os septos, tanto completos como incompletos, arranjam-se em pares adjacentes.\n\nOs pares em cada extremidade da faringe afilada s\u00e3o chamados diretivos. Os septos ocorrem geralmente em m\u00faltiplos de 12.\n\nNa parte superior da regi\u00e3o faringiana, os septos s\u00e3o perfurados por aberturas que facilitam a circula\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Abaixo da faringe, os septos completos possuem margens livres e recurvam-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 parede corporal. Os tent\u00e1culos ocos sempre se localizam entre os septos.\n\nCada septo consiste de duas camadas gastrod\u00e9rmicas separadas por uma camada de mesogl\u00e9ia. A borda livre do septo \u00e9 trilobada e chamada de filamento septal.\n\nAl\u00e9m do nematocisto, a Actinia equina tamb\u00e9m possui espirocistos, que tem uma c\u00e1psula com uma parede \u00fanica e um cord\u00e3o adesivo longo.\n\nOs espirocistos funcionam na captura de presas que tenham superf\u00edcies duras e na liga\u00e7\u00e3o ao substrato.\n\nO\u00a0<strong>sistema muscular<\/strong>\u00a0nas<strong>\u00a0an\u00eamonas do mar<\/strong>\u00a0\u00e9 muito mais especializado do que nas outras classes de cnid\u00e1rios.\n\nOs produtos s\u00e3o distribu\u00eddos \u00e0s outras c\u00e9lulas por difus\u00e3o, os restos n\u00e3o aproveit\u00e1veis s\u00e3o extra\u00eddos pela boca, pois esta n\u00e3o possui orif\u00edcio retal.\n\nA\u00a0<strong>Actinia equina<\/strong>\u00a0apresenta tamb\u00e9m sistema nervoso. Suas c\u00e9lulas nervosas est\u00e3o espalhadas por toda o seu corpo, por isso seu sistema nervoso \u00e9 denominado difuso.\n\nAs c\u00e9lulas nervosas est\u00e3o diretamente em comunica\u00e7\u00e3o com as c\u00e9lulas da epiderme e da gastroderme.\n<p class=\"img\" align=\"center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anemon16.jpg\" width=\"365\" height=\"277\" \/>\n<strong>Actinia equina<\/strong><\/p>\nA\u00a0<strong>Actinia equina<\/strong>\u00a0apresenta cor vermelha muito intensa, por isso ela tamb\u00e9m \u00e9 conhecida como tomate do mar, pois ela se parece com este quando se encontra fechada.\n\nEsta esp\u00e9cie tem entre 124 e 192 tent\u00e1culos curtos, achatados na base, com pontas redondas e formando 6 c\u00edrculos. Estes tent\u00e1culos n\u00e3o podem se retrair, eles ficam tapados quando o animal se contrai para proteger-se ou descansar.\n\nO<strong>\u00a0tomate do mar\u00a0<\/strong>\u00e9 freq\u00fcente em todas as costas rochosas e s\u00e3o encontradas na \u00e1gua at\u00e9 dois metros de profundidade. Ele necessita de \u00e1gua limpa e bem oxigenada, e prefere as zonas iluminadas, essa caracter\u00edstica da Actinia equina \u00e9 um indicador muito importante para sabermos da boa qualidade da \u00e1gua. Como ret\u00e9m a \u00e1gua em seu interior, pode resistir muito bem \u00e0s mar\u00e9s.\n\nDurante o dia, o tomate do mar encontra-se contra\u00eddo formando uma bola, abrindo-se ao entardecer.\n\nO\u00a0<strong>tomate do mar\u00a0<\/strong>apresenta uma subst\u00e2ncia urticante que o protege de predadores e ajuda na captura de seu alimento. Ele se encontra por todo o Mediterr\u00e2neo e Atl\u00e2ntico Norte.\n\n<strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA<strong>\u00a0reprodu\u00e7\u00e3o assexuada<\/strong>\u00a0\u00e9 comum nas\u00a0<strong>an\u00eamonas-do-mar<\/strong>. Um m\u00e9todo consiste na lacera\u00e7\u00e3o podal, na qual partes do disco podal s\u00e3o deixados para tr\u00e1s \u00e0 medida que o animal se move. Em alguns casos, o eixo abandona os lobos que se destacam. Essas por\u00e7\u00f5es destacadas regeneram-se ent\u00e3o em pequenas an\u00eamonas do mar.\n\nMuitas an\u00eamonas do mar reproduzem-se assexuadamente por meio de uma fiss\u00e3o longitudinal, e algumas esp\u00e9cies o fazem por meio de uma fiss\u00e3o transversal.\n\nA maioria das an\u00eamonas do mar \u00e9 hermafrodita, mas produz somente um tipo de gameta durante qualquer per\u00edodo reprodutivo.\n\nAs g\u00f4nadas localizam-se na gastroderme em todos em determinados septos na forma de amortecedores em forma de faixas longitudinais por tr\u00e1s do filamento septal.\n\nOs ovos podem ser fertilizados na cavidade gastrovascular, com o desenvolvimento ocorrendo nas c\u00e2maras septais, ou a fertiliza\u00e7\u00e3o pode ocorrer externamente ao corpo, na \u00e1gua marinha.\n\nA larva planular pode ser planctotr\u00f3fica (alimentando-se) ou lecitotr\u00f3fica (nutrindo-se a partir da gema) e tem uma expectativa de vida larval vari\u00e1vel.\n\nOs septos desenvolvem-se a partir da parede colunar e crescem em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 faringe. Ainda n\u00e3o h\u00e1 tent\u00e1culos, e a jovem\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0vive como uma bola ciliada e livre. Com o desenvolvimento posterior, o p\u00f3lipo jovem sedimenta-se, prendem-se e formam os tent\u00e1culos.\n\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nAs\u00a0<strong>an\u00eamonas-do-mar\u00a0<\/strong>s\u00e3o animais exclusivamente marinhos, do Filo Cnid\u00e1ria ou Celenterado, mesmo grupos dos corais, medusas, gorg\u00f4nias, caravelas e hidras.\n\nO\u00a0<strong>filo Cnid\u00e1ria\u00a0<\/strong>(KNIDE = urtiga) ou\u00a0<strong>Celenterado<\/strong>\u00a0(KOILOS = \u00f4co\/ENTERON = intestino), s\u00e3o animais mais inferiores que apresentam organiza\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de tecido, na qual h\u00e1 especializa\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas e grupos de c\u00e9lulas. O nome do grupo prov\u00e9m da palavra grega knide que significa urtiga, pois todos os seus membros possuem filos urticantes que carregam subst\u00e2ncia qu\u00edmicas irritantes.\n\nOs celenterados s\u00e3o de vida livre, habitam principalmente \u00e1guas marinhas, existindo no entanto, algumas esp\u00e9cies de \u00e1gua doce. Elas podem viver isoladamente ou em col\u00f4nias, quando adultas podem ser fixas ou m\u00f3veis.\n\n<strong>Os celenterados apresentam-se sob duas formas ou tipos b\u00e1sicos:<\/strong>\u00a0forma de p\u00f3lipos (p\u00f3lip\u00f3ides) e forma de medusa (medus\u00f3ide). A forma polip\u00f3ide lembra um cilindro com duas bases, uma fixa ao substrato e a outra livre, onde existe um orif\u00edcio, a boca, circundada por tent\u00e1culos. A forma medus\u00f3ide lembra um guarda-chuva, com a boca na posi\u00e7\u00e3o onde estaria o cabo do guarda-chuva; as formas medus\u00f3ides s\u00e3o livres-nadantes, ao passo que as formas polip\u00f3ides s\u00e3o geralmente s\u00e9sseis.\n\nA classe Anthozoa caracteriza-se por n\u00e3o apresentar formas medus\u00f3ides em seu ciclo vital. Os Anthozoa s\u00e3o assim chamados pois seus corpos s\u00e3o um cilindro curto, e apresentam, na regi\u00e3o oposta \u00e0 do disco basal, muitos tent\u00e1culos, que quando expandidos, lhe conferem o aspecto de uma flor (anthos = flor e zoon = animal).\n\nAs\u00a0<strong>an\u00eamonas<\/strong>\u00a0vivem associadas ao fundo, principalmente rochoso e em recifes de coral, mas algumas esp\u00e9cies podem ocorrer na areia ou mesmo nos fundos lodosos; s\u00e3o capazes de suportar longos per\u00edodos fora d\u2019\u00e1gua. Algumas esp\u00e9cies vivem aderidas a \u00e1guas-vivas e conchas de paguros. Tem preferencia por \u00e1guas costeiras pouco profundas, e s\u00e3o mais abundantes nos Tr\u00f3picos.\n\nAs\u00a0<strong>an\u00eamonas<\/strong>, assim como todos os Cnid\u00e1rios, s\u00e3o providas de cnidoblastos com nematocistos, localizados nos tent\u00e1culos e cavidade gastrovascular. Estas c\u00e9lulas providas de potentes toxinas, s\u00e3o utilizadas principalmente na captura de alimentos e na pr\u00f3pria defesa contra predadores.\n\nApesar dos\u00a0<strong>tent\u00e1culos da an\u00eamonas\u00a0<\/strong>serem pe\u00e7onhentos, muitos animais se adaptaram e conseguem viver entre eles sem sofrerem com as toxinas. \u00c9 o caso do conhecido peixe-palha\u00e7o (Amphiprion), camar\u00f5es-palha\u00e7o, ofiurcos, e outros peixes. Esta intera\u00e7\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel tanto para os h\u00f3spedes, que ganham prote\u00e7\u00e3o e alimento, como para a pr\u00f3pria an\u00eamona, que tem seu corpo livre de parasitas, sujeiras e tecidos necrosados. Esta \u00e9 uma clara rela\u00e7\u00e3o de comensalismo.\n\nAs\u00a0<strong>an\u00eamonas do mar\u00a0<\/strong>s\u00e3o\u00a0<strong>Cnid\u00e1rios<\/strong>\u00a0pertencentes classe Anthozoa, ordem Actiniaria, e pertencem a 26 fam\u00edlias distintas. S\u00e3o conhecidas mais de 1.000 esp\u00e9cies em todos os mares do mundo.\n\nObserva-se que a fauna de an\u00eamonas do mar do Estado de S\u00e3o Paulo, atualmente com 17 esp\u00e9cies, principalmente de \u00e1guas rasas e de tamanho relativamente grande, certamente dever\u00e1 ter seu n\u00famero bastante aumentado quando se empreender o estudo de esp\u00e9cies pequenas, relativamente comuns em ambientes cr\u00edpticos do litoral paulista, e de profundeza maior.\n\nOs estudos farmacol\u00f3gicos ainda s\u00e3o incipientes no Brasil, apesar de haver dados importantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Bunodosoma caissarum, uma\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0end\u00eamica do litoral brasileiro.\n\nEsta esp\u00e9cie \u00e9 fonte de uma iminopurina, a caissarona, que possui a\u00e7\u00e3o antagonista de adenosina, um neurotransmissor modulador de sinapses excitat\u00f3rias. No intestino de mam\u00edferos, foi evidenciado um aumento da motilidade produzida pela a\u00e7\u00e3o em receptores do tipo A1.\n\nEsta foi a primeira vez que encontrou-se um produto natural marinho com atividade antagonista de receptores purin\u00e9rgicos e que tem potencial terap\u00eautico. O exame toxicol\u00f3gico da pe\u00e7onha, obtida dos nematocistos descarregados por estimula\u00e7\u00e3o el\u00e9trica de B.caissairum, revelou pept\u00eddeos neurot\u00f3xicos e citot\u00f3xicos, sendo que um deles foi inteiramente sequenciado e caracterizado farmacologicamente.\n\n<strong>Identifica\u00e7\u00e3o das An\u00eamona-do-mar<\/strong>\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/anemon19.jpg\" width=\"293\" height=\"189\" \/><strong>\nAn\u00eamona<\/strong><\/p>\nQuase todas as publica\u00e7\u00f5es sobre a identifica\u00e7\u00e3o das an\u00eamonas s\u00e3o t\u00e9cnicas. Tratam das caracter\u00edsticas tais como a natureza dos m\u00fasculos, do tamanho e da distribui\u00e7\u00e3o dos nematocistos, e do arranjo dos tent\u00e1culos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 anatomia interna. Tais caracter\u00edsticas, que s\u00e3o observados em esp\u00e9cimes preservados, requerem a disseca\u00e7\u00e3o e um exame histol\u00f3gico para estudo.\n\nS\u00e3o usados em parte porque a maioria das esp\u00e9cies tropicais (especialmente de antes do s\u00e9culo 20) e dos mares profundos (at\u00e9 o recente advento dos submarinos) foram originalmente conhecidos atrav\u00e9s de esp\u00e9cimes preservados. Acredita-se que os Actinians podem ser identificados no ambiente, baseado na apar\u00eancia e no habitat, embora alguns peritos considerem a an\u00e1lise do nematocisto, essencial.\n\nUma\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0\u00e9 um animal extremamente simples. Pode-se pensar como um cilindro fechado em ambas as extremidades. A extremidade mais baixa, ou basal, pode ser pontiagudo, para escavar em sedimentos macios. Na maioria das fam\u00edlias das an\u00eamonas, como o Actinians hospedeiro, \u00e9 adaptado com um disco basal que se anexa firmemente a um objeto s\u00f3lido, como uma rocha ou uma ramifica\u00e7\u00e3o de coral (enterrada geralmente no sedimento). No centro do disco oral, na extremidade oposta fica a boca. O disco oral \u00e9 cercado por tent\u00e1culos ocos.\n\nPodem ser poucos ou muitos, e postos em fileiras radiais ou circulares.\n\n<strong>Seu formato \u00e9 altamente diverso:<\/strong>\u00a0curto ou longo, fino ou grosso, pontiagudo ou sem corte, redondo ou com a forma de uma \u00e1rvore. O n\u00famero de tent\u00e1culos, a forma e o arranjo s\u00e3o muito importantes na identifica\u00e7\u00e3o do g\u00eanero e da esp\u00e9cie. Apesar do nome Celenterado, a coluna cil\u00edndrica (corpo) dos anthozo\u00e1rios n\u00e3o \u00e9 completamente oca. Nas an\u00eamonas do mar, as divis\u00f3rias verticais (mesent\u00e9rios) estendem-se da parede da coluna atrav\u00e9s da parte central do orif\u00edcio ou por todo o caminho da garganta (actinopharynx). Visto num corte transversal, a coluna se assemelha a uma roda com raios. Os mesent\u00e9rios tamb\u00e9m aparecem na parte de baixo do disco oral (as linhas radiais podem ser vis\u00edveis em um animal que esteja expandido, com poucos tent\u00e1culos, e\/ou com um disco oral fino), com os tent\u00e1culos aparecendo entre eles. Em animais com poucos tent\u00e1culos, boa parte do disco oral, da boca, e \u00e0s vezes a extremidade superior da garganta, de onde a boca se abre, podem ser vis\u00edveis. O disco oral pode ter a forma radial ou circular, a boca pode ser circular ou alongada, pode ser alongada, pode ser elevada em uma proje\u00e7\u00e3o c\u00f4nica e pode diferir na cor com o disco oral.\n\nA\u00a0<strong>coluna cil\u00edndrica<\/strong>\u00a0\u00e9 apropriadamente afinalada para acomodar um pedal e\/ou disco oral com di\u00e2metro menor ou maior que ela. Na maioria das esp\u00e9cies das Act\u00ednias hospedeiras, o disco oral \u00e9 muito mais largo do que a coluna. A coluna, que pode servir como modelo (geralmente com manchas coloridas ou com listas longitudinais) pode tamb\u00e9m sustenta estruturas especializadas ao longo de parte ou de todo o seu comprimento. Por exemplo, algumas an\u00eamonas tropicais (mas nenhuma que hospede os peixes-palha\u00e7os) tem proje\u00e7\u00f5es ramificadas na parte de baixo da coluna. A maioria das Actinias hospedeiras possuem, na parte superior, fileiras longitudinais com pequenas verrugas, onde part\u00edculas de cascalho podem se aderir, geralmente tem pigmentos diferentes do resto da coluna.\n\nA colora\u00e7\u00e3o da\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0pode ser importante na identifica\u00e7\u00e3o. As algas simbiontes podem afetar a cor da an\u00eamona (bem como os corais), dando sua pr\u00f3pria cor marrom dourada, ou estimulando o animal a produzir um pigmento que proteja as algas da luz solar excessiva. Consequentemente, as an\u00eamonas misturam-se freq\u00fcentemente dentro dos corais e da areia, explicando como tais animais grandes podem ser dif\u00edceis de se detectar na natureza.\n\nA presen\u00e7a ou aus\u00eancia de verruga \u00e9 um car\u00e1ter eu define o g\u00eanero. Assim, todas as esp\u00e9cies de um g\u00eanero em particular podem ter (<strong>ex<\/strong>: Stichodactyla) ou n\u00e3o (<strong>ex<\/strong>: Entacmaea) verrugas.\n\nO arranjo dos tent\u00e1culos tamb\u00e9m \u00e9 importante para definir o g\u00eanero. Pode haver um tent\u00e1culo por espa\u00e7o entre os mesent\u00e9rios (de modo que o n\u00famero de tent\u00e1culos \u00e9 igual ao n\u00famero de mesent\u00e9rios que se unem ao disco oral) ou mais de um tent\u00e1culo entre cada dois mesent\u00e9rios. Os membros da fam\u00edlia Actiniidae tem um tent\u00e1culo por espa\u00e7o.\n\nAs\u00a0<strong>an\u00eamonas<\/strong>\u00a0das fam\u00edlias Stichodactlydae e Thalassianthidae podem ter muitos tent\u00e1culos, com fileiras radiais dispostas nos tent\u00e1culos que se levantam alternadamente entre ao espa\u00e7os (os endocoels), enquanto somente um tent\u00e1culo se levanta dos outros espa\u00e7os (exocoels). Um \u00fanico tent\u00e1culo \u00e9 posicionado na borda do disco oral (margem). Este arranjo pode ser observado quando os animais est\u00e3o bem estendidos.\n\n<strong>Nutri\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nAs\u00a0<strong>an\u00eamonas-do-mar\u00a0<\/strong>s\u00e3o hospedeiras dos peixes-palha\u00e7os; com muitas Actinians tropicais e alguns temperados, abrigam algas unicelulares dentro das c\u00e9lulas de seus tent\u00e1culos e do disco oral.\n\nUma parcela dos a\u00e7\u00facares produzidos por estas plantas atrav\u00e9s da fotoss\u00edntese, \u00e9 transferida para o hospedeiro. Esta pode ser a principal fonte de energia da\u00a0<strong>an\u00eamona.<\/strong>\n\nO disco oral extensamente alargado de muitas Act\u00ednias hospedeiras, n\u00e3o serve somente para acomodar os peixes, mas sua grande \u00e1rea de superf\u00edcie \u00e9 adaptada para capturar melhor a luz solar.\n\nEnquanto, as\u00a0<strong>Act\u00ednias<\/strong>, como todos os\u00a0<strong>Celenterados<\/strong>, capturam e digerem a presa animal atrav\u00e9s dos nematocistos. Encontrou-se pequenos peixes, ouri\u00e7os do mar, e uma variedade de crust\u00e1ceos (camar\u00f5es e caranguejos) no coeleteron das an\u00eamonas hospedeiras. Parecem tamb\u00e9m se alimentar de planctons trazidos pela correnteza. Embora energia derivada da fotoss\u00edntese seja suficiente para viver, as an\u00eamonas necessitam de enxofre, nitrog\u00eanio, e outros elementos para o seu crescimento e reprodu\u00e7\u00e3o. Estes animais n\u00e3o s\u00e3o predadores vorazes; sua presa consiste provavelmente de animais que colidem neles (<strong>ex:<\/strong>\u00a0um peixe que foge de um predador mais ativos) ou trope\u00e7am sobre eles (<strong>ex<\/strong>: um ouri\u00e7o do mar, que n\u00e3o enxergue). Consequentemente, a fonte \u00e9 provavelmente pequena e irregular.\n\nUma fonte mais prov\u00e1vel destes nutrientes pode ser do desperd\u00edcio de seu peixes simbiontes. Este assunto merece ser estudado cientificamente.\n\nAlgumas esp\u00e9cies de an\u00eamonas s\u00e3o capazes de absorver nutrientes diretamente da \u00e1gua do mar atrav\u00e9s de seus finos tecidos, e esta pode ser uma outra fonte de nutri\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Sobreviv\u00eancia<\/strong>\n\n\u00c9 imposs\u00edvel determinar a idade de uma\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>, exceto de uma que seja criada em um aqu\u00e1rio, ou estudada continuamente em seu ambiente. Pequeno n\u00e3o \u00e9 necessariamente novo, porque os celenterados crescem somente se bem alimentados, e encolhem se n\u00e3o alimentados.\n\nOs indiv\u00edduos das esp\u00e9cies que abrigam as anemofishes foram monitoradas por diversos anos e nenhuma mudan\u00e7a no tamanho foi observada (embora isso fosse dif\u00edcil de medir, devido \u00e0 aus\u00eancia de um esqueleto).\n\nEntretanto, os estudos em outras esp\u00e9cies, em campo e no laborat\u00f3rio, conduziram \u00e0 idades estimadas na ordem de muitas d\u00e9cadas e at\u00e9 diversos s\u00e9culos.\n\nH\u00e1 alguns registros dispersos de an\u00eamonas temperadas que sobreviveram muitas d\u00e9cadas em aqu\u00e1rios comerciais, e o tempo de vida de uma\u00a0<strong>an\u00eamona-do-mar<\/strong>\u00a0pequena, na Nova Zel\u00e2ndia foi calculada, baseadas em tabelas, em mais de 300 anos! De tais dados, \u00e9 prov\u00e1vel que a maioria das an\u00eamonas gigantes que encontramos durante o nosso trabalho em campo, excedam a um s\u00e9culo de idade.\n\nIsto \u00e9 consistente com a generaliza\u00e7\u00e3o de que os animais grandes de todos os tipos s\u00e3o de vida longa.\n\nOs Celenterados s\u00e3o protegidos pelos nematocistos, mas alguns predadores desenvolveram meios de evitar o seu efeito. V\u00e1rios peixes, particularmente das fam\u00edlias Scaridae (peixes-papagaio), Tetraodontidae (baiacus), Chaetodontidae (peixes-borboleta), alimentam-se de an\u00eamonas e corais, mas as grandes, parecem ter poucos inimigos, n\u00e3o se sabe o que pode realmente mat\u00e1-los.\n\n<strong>Locomo\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nUma vez que se estabelecem no<strong>\u00a0plancton<\/strong>, as an\u00eamonas raramente se movem de um lugar para outro. Embora sejam danificado quando as pessoas tentam colet\u00e1-los, as actinians t\u00eam a habilidade de se destacar do substrato, em parte ou inteiramente. As an\u00eamonas pequenas, temperadas podem se destacar em resposta aos predadores ou \u00e0 fatores f\u00edsicos desfavor\u00e1veis.\n\nCertamente, algumas esp\u00e9cies podem \u201cnadar\u201d, momentaneamente se lan\u00e7ando inabilmente na \u00e1gua, um movimento que os ponha frequentemente al\u00e9m do alcance do predador que provocou a atividade.\n\nMais tipicamente, um indiv\u00edduo desliza em seu disco basal, cobrindo alguns mil\u00edmetros em um dia, ou pode se destacar inteiramente, rolando e sendo carregada a uma distancia.\n\nIsto n\u00e3o \u00e9 raramente atestada em animais grandes que aparecem de repente em \u00e1reas bem estudadas.\n\n<strong>An\u00eamona-do-mar &#8211; Fotos<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-155345\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Anemon10.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" \/>\n<strong>An\u00eamona-do-mar<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-155346\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Anemon11.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"208\" \/>\n<strong>An\u00eamona-do-mar<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-155347\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Anemon12.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"224\" \/>\n<strong>An\u00eamona-do-mar<\/strong>\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0br.geocities.com\/www.wisegeek.com\/www.aquamarine.com.br\/www.peixesornamentais.info\/www.poseidon.com.br\/www.cursoraiz.hpg.ig.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00eamona, Mar, Animais, Alimenta\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Act\u00ednias, Sobreviv\u00eancia, Reprodu\u00e7\u00e3o, Locomo\u00e7\u00e3o, Planta, Nutri\u00e7\u00e3o, Fotos, An\u00eamona<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18012,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-22106","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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