{"id":22056,"date":"2016-01-12T00:00:00","date_gmt":"2016-01-12T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/nossa-senhora-de-fatima-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:41:56","modified_gmt":"2026-09-01T15:41:56","slug":"nossa-senhora-de-fatima-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/nossa-senhora-de-fatima-2\/","title":{"rendered":"Nossa Senhora de F\u00e1tima"},"content":{"rendered":"\n<h4>13 de Maio<\/h4>\n   \n<p>Em todo o Portugal e em todos os pa\u00edses do mundo, particularmente no Brasil,      tem-se criado, no decorrer da hist\u00f3ria, fortes ra\u00edzes \u00e0 devo\u00e7\u00e3o a\u00a0<strong>Nossa      Senhora de F\u00e1tima<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>O in\u00edcio e caracter\u00edsticas desta devo\u00e7\u00e3o muito de semelhante tem \u00e0 de Nossa      Senhora de Lourdes.<\/p>\n   \n<p><strong>Como em Lourdes, Nossa Senhora que se dignou comunicar \u00e0 menina Bernadete      de Soubirous, hoje santa canonizada pela Igreja, Maria Sant\u00edssima em F\u00e1tima      apareceu, (no ano de 1917 por diversas vezes \u00e0s tr\u00eas crian\u00e7as:<\/strong>\u00a0L\u00facia      de Jesus dos Santos e seus primos Francisco e Jacinta Marto.<\/p>\n   \n<p>Entre L\u00facia e a Apari\u00e7\u00e3o estabeleceu-se di\u00e1logo da dura\u00e7\u00e3o de dez minutos.      Jacinta via a Apari\u00e7\u00e3o e ouvia-lhe as palavras dirigidas a L\u00facia; Francisco      via apenas a Apari\u00e7\u00e3o, sem, por\u00e9m, ouvir coisa alguma, apesar de se achar      na mesma dist\u00e2ncia e possuir \u00f3timo ouvido.<\/p>\n   \n<h4>PRIMEIRA APARI\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Nossa-Senhora-de-Fatima-1.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>Nossa Senhora de F\u00e1tima<\/strong><\/p>\n   \n<p>Quando Nossa Senhora apareceu pela primeira vez em F\u00e1tima, no dia 13 de maio      de 1917, L\u00facia acabara de completar 10 anos; Francisco estava para completar      9; e Jacinta, a menor, tinha pouco mais de 7 anos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Nossa-Senhora-de-Fatima-2.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p>A apari\u00e7\u00e3o era de uma donzela formos\u00edssima, que parecia ter dezoito anos      de idade, e vinha rodeada de claridade fulgurante, tanto que as crian\u00e7as na      primeira vez se assustaram e pensaram em fugir. A apari\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, de voz      dulc\u00edssima, as tranquilizou, e assim ficaram.<\/p>\n   \n<p><strong>O folheto publicado pelo Visconde de Montelo sobre as apari\u00e7\u00f5es diz      o seguinte:<\/strong>\u00a0&#8220;O vestido da Senhora era de uma alvura      pur\u00edssima de neve, assim como o manto, orlado de ouro que lhe cobria a cabe\u00e7a      e a maior parte do corpo. <\/p>\n   \n<p>O rosto, de uma riqueza de linhas irrepreens\u00edveis e que tinha um n\u00e3o sei      que de sobrenatural e divino, apresentava-se sereno e grave e como que toldado      de uma leve sombra de tristeza. Das m\u00e3os, juntas \u00e0 altura do peito, pendia-lhe      rematado por uma cruz de ouro, um lindo ros\u00e1rio, cujas contas brancas brancas      de arminho, pareciam p\u00e9rolas. <\/p>\n   \n<p>De todo o seu vulto, circundado de um esplendor mais brilhante que o sol,      irradiavam feixes de luz, especialmente do rosto, de uma formosura imposs\u00edvel      de descrever, incomparavelmente superior a qualquer beleza humana.<\/p>\n   \n<p>As crian\u00e7as, surpreendidas, pararam bem perto da Senhora, dentro da luz que      a envolvia.<\/p>\n   \n<p><strong>Nossa Senhora ent\u00e3o deu in\u00edcio a seguinte conversa\u00e7\u00e3o com L\u00facia:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>N\u00e3o tenhais medo. Eu n\u00e3o vos fa\u00e7o mal.<\/p>\n     \n<p>De onde \u00e9 Vossemec\u00ea?<\/p>\n     \n<p>Sou do C\u00e9u.<\/p>\n     \n<p>E que \u00e9 que Vossemec\u00ea quer?<\/p>\n     \n<p>Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta        mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois, voltarei ainda        aqui uma s\u00e9tima vez.<\/p>\n     \n<p>E eu vou para o C\u00e9u?<\/p>\n     \n<p>Sim, vais.<\/p>\n     \n<p>E a Jacinta?<\/p>\n     \n<p>Tamb\u00e9m.<\/p>\n     \n<p>E o Francisco?<\/p>\n     \n<p><strong>Tamb\u00e9m; mas tem que rezar muitos Ter\u00e7os. Lucia lembrou-se ent\u00e3o        de perguntar por duas jovens suas amigas que haviam falecido pouco tempo        antes:<\/strong><\/p>\n     \n<p>A Maria das Neves j\u00e1 est\u00e1 no C\u00e9u?<\/p>\n     \n<p>Sim, est\u00e1.<\/p>\n     \n<p>E a Am\u00e9lia?<\/p>\n     \n<p>Estar\u00e1 no Purgat\u00f3rio at\u00e9 o fim do mundo.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Nossa Senhora fez ent\u00e3o um convite expl\u00edcito aos pastorinhos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele        quiser enviar-vos, em ato de repara\u00e7\u00e3o pelos pecados com que Ele \u00e9 ofendido,        e de s\u00faplica pela convers\u00e3o dos pecadores?<\/p>\n     \n<p>Sim, queremos.<\/p>\n     \n<p>Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a gra\u00e7a de Deus ser\u00e1 o vosso conforto.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Nossa Senhora ainda acrescentou:<\/strong>\u00a0&#8220;Rezem      o Ter\u00e7o todos os dias, para alcan\u00e7arem a paz para o mundo e o fim da guerra&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Depois, come\u00e7ou a Se elevar majestosamente pelos ares na dire\u00e7\u00e3o do nascente,      at\u00e9 que desapareceu.<\/p>\n   \n<p>A apari\u00e7\u00e3o convidou as criaturas a voltarem todos os meses no dia treze,      durante seis meses no dia treze, durante seis meses consecutivos \u00e0quele local,      popularmente conhecido pelo nome de Cova da Iria, situado a pouco mais de      dois quil\u00f4metros da igreja paroquial de F\u00e1tima.<\/p>\n   \n<p>A princ\u00edpio ningu\u00e9m prestava cr\u00e9dito \u00e0s afirma\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as, que eram      apodadas de mentirosas por toda a gente, mesmo pelas pessoas de suas fam\u00edlias.      A 13 de junho (dia da 2\u00aa apari\u00e7\u00e3o) umas 50 pessoas acompanharam os videntes,      na esperan\u00e7a de presenciarem o que quer que fosse de extraordin\u00e1rio. <\/p>\n   \n<p>Nos meses seguintes o concurso de curiosos e devotos aumentou consideravelmente,      reunindo-se talvez 5.000 pessoas em julho, 18.000 em agosto e 30.000 em setembro,      junto a azinheira sagrada.<\/p>\n   \n<p>No momento em que se verificava a apari\u00e7\u00e3o, in\u00fameros sinais misteriosos de      que muitas pessoas fidedignas d\u00e3o testemunho, se sucederam uns ap\u00f3s outros      na atmosfera e no firmamento.<\/p>\n   \n<p>A apari\u00e7\u00e3o recomendou insistentemente que todos fizessem penit\u00eancia e rezassem      o ter\u00e7o do Ros\u00e1rio. Comunicou \u00e0s crian\u00e7as um segredo, que n\u00e3o podiam revelar      a ningu\u00e9m, e prometeu-lhes o c\u00e9u.<\/p>\n   \n<h4>SEGUNDA APARI\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p>A 13 de junho, os videntes n\u00e3o estavam s\u00f3s, mais 50 pessoas haviam comparecido      ao local.<\/p>\n   \n<p>A pequena Jacinta n\u00e3o conseguira guardar o segredo que os tr\u00eas haviam combinado,      e se espalhara a not\u00edcia da apari\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Desta vez, foi L\u00facia que principiou a falar:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Vossemec\u00ea que me quer?<\/p>\n     \n<p>Quero que venhais aqui no dia 13 do m\u00eas que vem, que rezeis o ter\u00e7o todos        os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>L\u00facia pediu a Nossa Senhora a cura de um doente.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Se se converter, curar-se-\u00e1 durante o ano.<\/p>\n     \n<p>Queria pedir-lhe para nos levar para o C\u00e9u.<\/p>\n     \n<p>Sim, a Jacinta e o Francisco, levo-os em breve. Mas tu ficas c\u00e1 mais algum        tempo. Jesus quer Servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer        estabelecer no mundo a devo\u00e7\u00e3o ao meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o. A quem a abra\u00e7ar,        prometo a salva\u00e7\u00e3o; e ser\u00e3o queridas de Deus estas almas, como flores postas        por Mim a adornar o seu trono.<\/p>\n     \n<p>Fico c\u00e1 sozinha?<\/p>\n     \n<p>N\u00e3o, filha. E tu sofres muito? N\u00e3o desanimes. Eu nunca te deixarei. O meu        Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio, e o caminho que te conduzir\u00e1 at\u00e9 Deus.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Nossa Senhora, como da primeira vez, elevou-se com majestosa serenidade e      foi-se distanciando, rumo ao nascente.<\/p>\n   \n<h4>TERCEIRA APARI\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p>A 13 de julho, mais de 2 mil pessoas haviam comparecido \u00e0 Cova da Iria.<\/p>\n   \n<p>As pessoas presentes notaram uma nuvenzinha de cor acinzentada pairando sobre      a azinheira; notaram tamb\u00e9m que o sol se ofuscou e um vento fresco soprou,      aliviando o calor daquele auge de ver\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Novamente foi L\u00facia que iniciou a conversa\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Vossemec\u00ea que me quer?<\/p>\n     \n<p>Quero que venham aqui no dia 13 do m\u00eas que vem, que continuem a rezar o        Ter\u00e7o todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio, para obter a        paz do mundo e o fim da guerra, porque s\u00f3 Ela lhes poder\u00e1 valer.<\/p>\n     \n<p>Queria pedir-lhe para nos dizer Quem \u00e9; para fazer um milagre com que todos        acreditem que Vossemec\u00ea nos aparece.<\/p>\n     \n<p>Continuem a vir aqui, todos os meses. Em outubro direi Quem sou, o que        quero, e farei um milagre que todos h\u00e3o de ver para acreditar.<\/p>\n     \n<p><strong>Lucia fez ent\u00e3o alguns pedidos de gra\u00e7as e curas. Nossa Senhora        respondeu que deviam rezar o Ter\u00e7o para alcan\u00e7arem as gra\u00e7as durante o ano.        Depois, prosseguiu:<\/strong><\/p>\n     \n<p><strong>Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial        sempre que fizerdes algum sacrif\u00edcio:<\/strong>\u00a0\u00d3 Jesus, \u00e9 por        vosso amor, pela convers\u00e3o dos pecadores, e em repara\u00e7\u00e3o pelos pecados cometidos        contra o Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Nossa-Senhora-de-Fatima-3.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>3\u00aa Apari\u00e7\u00e3o &#8211; A vis\u00e3o do Inferno<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong>Deu-se ent\u00e3o a vis\u00e3o do Inferno, descrita, anos depois,      pela Irm\u00e3 L\u00facia. Esta vis\u00e3o constitui a primeira parte do Segredo de F\u00e1tima,      revelada apenas em 1941, assim como a segunda parte a seguir:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Ap\u00f3s a terr\u00edvel vis\u00e3o do inferno, os tr\u00eas pastorinhos levantaram      os olhos para Nossa Senhora, como que para pedir socorro, e Ela, com bondade      e tristeza, prosseguiu:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Vistes o inferno, para onde v\u00e3o as almas dos pobres pecadores. Para as        salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devo\u00e7\u00e3o ao meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o.        Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-\u00e3o muitas almas e ter\u00e3o paz. A        guerra vai acabar. Mas se n\u00e3o deixarem de ofender a Deus, no reinado de        Pio XI come\u00e7ar\u00e1 outra pior.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Quando virdes uma noite alumiada por uma luz desconhecida, sabei que \u00e9 o      grande sinal de Deus vos d\u00e1, de que vai punir o mundo de seus crimes, por      meio da guerra, da fome e de persegui\u00e7\u00f5es \u00e0 Igreja e ao Santo Padre. <\/p>\n   \n<p>Para a impedir, virei pedir consagra\u00e7\u00e3o da R\u00fassia ao meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o      e a comunh\u00e3o reparadora nos primeiros s\u00e1bados. Se atenderem aos meus pedidos,      a R\u00fassia se converter\u00e1 e ter\u00e3o paz; se n\u00e3o, espalhar\u00e1 seus erros pelo mundo,      promovendo guerras e persegui\u00e7\u00f5es \u00e0 Igreja. <\/p>\n   \n<p>Os bons ser\u00e3o martirizados, o Santo Padre ter\u00e1 muito que sofrer, v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es      ser\u00e3o aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o triunfar\u00e1. O Santo Padre      consagrar-Me-\u00e1, a R\u00fassia se converter\u00e1, e ser\u00e1 concedido ao mundo algum tempo      de paz. Em Portugal, se conservar\u00e1 sempre o Dogma de F\u00e9; etc&#8230;<\/p>\n   \n<p>(Aqui se insere a terceira parte do Segredo de F\u00e1tima, revelada pelo Papa      em 13 de maio de 2000.)<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Isso n\u00e3o digais a ningu\u00e9m. ao Francisco sim, podes diz\u00ea-lo.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Ap\u00f3s uma pausa prosseguiram:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Quando rezardes o ter\u00e7o, dizei depois de cada mist\u00e9rio:<\/strong>\u00a0\u00d3        meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas        para o C\u00e9u, principalmente aquelas que mais precisarem.<\/p>\n     \n<p>Vossemec\u00ea n\u00e3o me quer mais nada?<\/p>\n     \n<p>N\u00e3o. Hoje n\u00e3o te quero mais nada.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>E como das outras vezes, come\u00e7ou a se elevar com majestade na dire\u00e7\u00e3o do      nascente, at\u00e9 desaparecer por completo.<\/p>\n   \n<h4>QUARTA APARI\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p>Os tr\u00eas pastorinhos foram sequestrados, na manh\u00e3 do dia 13 de agosto, pelo      administrador de Our\u00e9m, a cuja jurisdi\u00e7\u00e3o pertencia F\u00e1tima. Ele achava que      os segredos de Nossa Senhora se referiam a um acontecimento pol\u00edtico que abaria      com a Rep\u00fablica, rec\u00e9m instalada em Portugal.<\/p>\n   \n<p>Como eles nada revelaram do segredo-mesmo tendo sido deixados sem comida,      presos juntamente com criminosos comuns e sofrido forte press\u00e3o &#8211; o truculento      administrador acabou por desistir do intento e devolveu os videntes a suas      fam\u00edlias. Mas com isso, eles tinham perdido a visita da Bela Senhora, que      descera \u00e0 cova de Iria, mas n\u00e3o os encontrara.<\/p>\n   \n<p>Dois dias depois, entretanto, a Virgem novamente lhes apareceu,em um local      chamado Valinhos.<\/p>\n   \n<p><strong>Como das outras vezes, seguiu-se o di\u00e1logo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Que \u00e9 que Vossemec\u00ea me quer?<\/p>\n     \n<p>Quero que continueis a ir \u00e0 Cova da Iria no dia 13; que continueis a rezar        o Ter\u00e7o todos os dias.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>No \u00faltimo m\u00eas, farei o milagre para que todos acreditem.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Que \u00e9 que Vossemec\u00ea quer que se fa\u00e7a ao dinheiro que o povo deixa na Cova        da Iria?<\/p>\n     \n<p>Fa\u00e7am dois andores. Um, leva-o tu com a Jacinta e mais duas meninas, vestidas        de branco; o outro, que leve o Francisco com mais tr\u00eas meninos. O dinheiro        dos andores \u00e9 para a festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio; e o que sobrar \u00e9        para a ajuda de uma capela, que h\u00e3o de mandar fazer.<\/p>\n     \n<p>Queria pedir-Lhe a cura de alguns doentes.<\/p>\n     \n<p>Sim, alguns curarei durante o ano. Rezai, rezai muito; e o que fazei sacrif\u00edcios        pelos pecadores, que v\u00e3o muitas almas para o inferno, por n\u00e3o haver quem        se sacrifique e pe\u00e7a por elas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Em seguida, como de costume, come\u00e7ou a se elevar e desapareceu na dire\u00e7\u00e3o      do nascente.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima23.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p>Pediu que naquele local se erigisse uma capela em sua honra e declarou que      no dia 13 de outubro havia de fazer um milagre para que todo o povo acreditasse      que Ela realmente tinha ali aparecido.<\/p>\n   \n<p>Em 13 de agosto, momentos antes da hora da apari\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as foram ardilosamente      raptadas pelo administrador do Conselho, que as reteve em sua casa durante      dois dias, amea\u00e7ando-as de morte se n\u00e3o se desdissessem ou pelo menos n\u00e3o      revelassem o segredo que a apari\u00e7\u00e3o lhes tinha confiado.<\/p>\n   \n<h4>QUINTA APARI\u00c7\u00c3O<\/h4>\n   \n<p>A 13 de setembro, j\u00e1 eram 15 ou 20 mil as pessoas presentes no local das      apari\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>A Virgem assim falou:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Continuem a rezar o Ter\u00e7o, para alcan\u00e7arem o fim da guerra. Em outubro        vir\u00e1 tamb\u00e9m Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S\u00e3o Jos\u00e9 com        o Menino Jesus, para aben\u00e7oarem o mundo. Deus est\u00e1 contente com os vossos        sacrif\u00edcios, mas n\u00e3o quer que durmais com a corda. (que usavam cingida aos        rins)<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Trazei-a s\u00f3 durante o dia.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>T\u00eam-me pedido para Lhe pedir muitas coisas:<\/strong>\u00a0a        cura de alguns doentes, de um surdo-mudo.<\/p>\n     \n<p>Sim, alguns curarei. Outros, n\u00e3o, Em outubro farei o milagre para que todos        acreditem.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Em seguida, come\u00e7ou a se elevar e desapareceu no firmamento.<\/p>\n   \n<h4>SEXTA APARI\u00c7\u00c3O (Milagre do Sol)<\/h4>\n   \n<p><strong>A 13 de outubro, era imensa a multid\u00e3o que acorrera \u00e1 Cova da Iria:<\/strong>\u00a050      a 70 mil pessoas. A maior parte chegara na v\u00e9spera e ali passara a noite.      Chovia torrencialmente e o solo se transformara num imenso loda\u00e7al.<\/p>\n   \n<p><strong>A multid\u00e3o rezava o ter\u00e7o quando, \u00e0 hora habitual, Nossa Senhora      apareceu sobre a azinheira:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Que \u00e9 que Vossemec\u00ea me quer?<\/p>\n     \n<p>Quero dizer-te que fa\u00e7am aqui uma capela em minha honra; que sou a Senhora        do Ros\u00e1rio; que continuem sempre a sempre rezar o Ter\u00e7o todos os dias. A        guerra vai acabar, e os militares voltar\u00e3o em breve para suas casas.<\/p>\n     \n<p><strong>Eu tinha muitas coisas para lhe pedir:<\/strong>\u00a0se        curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc. &#8230;<\/p>\n     \n<p>Uns sim, outros n\u00e3o. \u00c9 preciso que se emendem; que pe\u00e7am perd\u00e3o dos seus        pecados. N\u00e3o ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que j\u00e1 est\u00e1 muito ofendido.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Nesse momento, abriu as m\u00e3os e fez com que elas se refletissem no Sol, e      come\u00e7ou a Se elevar, desaparecendo no firmamento. Enquanto Se elevava, o reflexo      de sua pr\u00f3pria luz se projetava no Sol. Os pastorinhos ent\u00e3o viram, ao lado      do Sol, o Menino Jesus com S\u00e3o Jos\u00e9 e Nossa Senhora. S\u00e3o Jos\u00e9 e o Menino tra\u00e7avam      com a m\u00e3o gestos em forma de cruz, parecendo aben\u00e7oar o mundo.<\/p>\n   \n<p>Desaparecida esta vis\u00e3o, L\u00facia viu Nosso Senhor a caminho do Calv\u00e1rio e Nossa      Senhora das Dores. Ainda uma vez Nosso Senhor tra\u00e7ou com a m\u00e3o um sinal da      Cruz, aben\u00e7oando a multid\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Por fim aos olhos de L\u00facia apareceu Nossa Senhora do Carmo com o Menino Jesus      ao colo, com aspecto soberano e glorioso.<\/p>\n   \n<p>As tr\u00eas vis\u00f5es recordaram, assim, os Mist\u00e9rios gasosos, os dolorosos e os      gloriosos do Santo Ros\u00e1rio.<\/p>\n   \n<p>Enquanto se passavam essas cenas, a multid\u00e3o espantada assistiu ao grande      milagre prometido pela Virgem para que todos cressem.<\/p>\n   \n<p>No momento em que Ela se elevava da azinheira e rumava para o nascente, o      Sol apareceu por entre as nuvens, como um grande disco prateado, brilhando      com fulgor fora do comum, mas sem cegar a vista. E logo come\u00e7ou a girar rapidamente,      de modo vertiginoso. <\/p>\n   \n<p>Depois parou algum tempo e recome\u00e7ou a girar velozmente sobre si mesmo, \u00e0      maneira de uma imensa bola de fogo. Seus bordos tornaram-se, a certa altura,      avermelhados e o Astro-Rei espalhou pelo c\u00e9u chamas de fogo num redemoinho      espantoso. <\/p>\n   \n<p>A luz dessas chamas se refletia nos rostos dos assistentes, nas \u00e1rvores,      nos objetos todos, os quais tomavam cores e tons muito diversos, esverdeados,      azulados avermelhados, alaranjados etc.<\/p>\n   \n<p>Tr\u00eas vezes o Sol, girando loucamente diante dos olhos de todos, se precipitou      em zigue-zague sobre a terra, para pavor da multid\u00e3o que, aterrorizada, pedia      a Deus perd\u00e3o por seus pecados e miseric\u00f3rdia.<\/p>\n   \n<p>O fen\u00f4meno durou cerca de 10 minutos . Todos o viram, ningu\u00e9m ousou p\u00f4-lo      em duvida, nem mesmo livre-pensadores e agn\u00f3sticos que ali haviam acorrido      por curiosidade ou para zombar da credulidade popular.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o se tratou, como mais tarde imaginaram pessoas sem f\u00e9, de um fen\u00f4meno      de sugest\u00e3o ou excita\u00e7\u00e3o coletiva, porque foi visto a at\u00e9 40 km de dist\u00e2ncia,      por muitas pessoas que estavam fora do local da apari\u00e7\u00f5es e portanto fora      da \u00e1rea de influ\u00eancia de uma pretensa sugest\u00e3o ou excita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Mais um pormenor espantoso notado por muitos:<\/strong>\u00a0as      roupas, que se encontravam encharcadas pela chuva no in\u00edcio do fen\u00f4meno, haviam      secado prodigiosamente minutos depois.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima24.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><br \/>\n<strong>A multid\u00e3o assistiu, impressionada, ao extraordin\u00e1rio Milagre do Sol<\/strong><\/p>\n   \n<p>Toda imprensa, inclusive a de grande circula\u00e7\u00e3o se referiu, em termos respeitosos      e com bastante desenvolvimento de F\u00e1tima. As aprecia\u00e7\u00f5es destes fatos, mesmo      no campo cat\u00f3lico, n\u00e3o foram un\u00e2nimes. <\/p>\n   \n<p>As afirma\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as relativas ao pr\u00f3ximo fim da grande guerra europ\u00e9ia,      contribuiram para essa diverg\u00eancia de opini\u00f5es. Mas apesar disso, de ano para      ano, a devo\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de F\u00e1tima aumenta e propaga-se por      toda a parte. <\/p>\n   \n<p>O concurso de peregrinos \u00e9 enorme e verifica-se especialmente no dia 13 de      cada m\u00eas, nos domingos, nos dias consagrados \u00e0 Sant\u00edssima Virgem e, mais do      que nunca, no dia 13 de maio e no dia 13 de outubro de cada ano.<\/p>\n   \n<p>A hist\u00f3ria e o tempo deixaram registradas ocorr\u00eancias de in\u00fameras gra\u00e7as,      curas prodigiosas e milagres atribu\u00eddos \u00e0 interven\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora de      F\u00e1tima.<\/p>\n   \n<p>Diante dos acontecimentos de F\u00e1tima, a Igreja deixou-se ficar na maior reserva      e teve muita cautela, investigando e analisando o fatos por n\u00e3o curto espa\u00e7o      de tempo. O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Ant\u00f4nio Mendes Belo (falecido      em 04 de agosto de 1929, na idade de 87 anos), s\u00f3 em 26 de junho de 1927,      isto \u00e9, 10 anos depois das apari\u00e7\u00f5es, foi a F\u00e1tima, onde benzeu a via sacra      colocada junto a estrada de Leiria a F\u00e1tima, muito depois de outros bispos      e prelados terem visitado F\u00e1tima, por exemplo, o Arcebispo de \u00c9vora, o Primaz      D. Manoel Vieira de Maos, o N\u00fancio Apost\u00f3lico de Lisboa e o Bispo de Funchal.      Em 1931 o Episcopado Portugu\u00eas fez a solene consagra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds a Nossa Senhora      do Ros\u00e1rio de F\u00e1tima.<\/p>\n   \n<p>L\u00facia, viveu at\u00e9 os 97 anos de idade, e morreu santamente no dia 13\/02\/2005      no mosteiro Carmelita de Coimbra, onde estava reclusa desde 1948.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.paginaoriente.com<\/p>\n   \n<h6>Nossa Senhora de F\u00e1tima<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4>13 de Maio<\/h4>\n   \n<p><strong>Hist\u00f3ria das Apari\u00e7\u00f5es de N.S. de F\u00e1tima<\/strong><\/p>\n   \n<p>Nossa Senhora de F\u00e1tima \u00e9 uma das designa\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas \u00e0 Virgem Maria que,      segundo os relatos da \u00e9poca e da Igreja Cat\u00f3lica, apareceu repetidamente a      tr\u00eas pastores, crian\u00e7as na altura das apari\u00e7\u00f5es, no lugar de F\u00e1tima, tendo      a primeira apari\u00e7\u00e3o acontecido no dia 13 de Maio de 1917. Estas apari\u00e7\u00f5es      continuaram durante seis meses seguidos, sempre no mesmo dia 13 de cada m\u00eas.<\/p>\n   \n<p>Em plena primeira guerra mundial, tr\u00eas pastorinhos portugueses de nome L\u00facia,      com 10 anos, Francisco, de 9 anos e Jacinta, de 7 anos, presenciaram uma apari\u00e7\u00e3o      que seria testemunha da presen\u00e7a divina em nosso mundo.<\/p>\n   \n<p>A Senhora marcou um encontro com essas crian\u00e7as para o dia 13 de todo m\u00eas,      para realizar as suas apari\u00e7\u00f5es em um campo de nome Cova da Iria. L\u00facia, a      mais velha, pediu segredo, mas os mais novos n\u00e3o conseguiram guard\u00e1-lo. <\/p>\n   \n<p>Contaram a outras pessoas o fato extraordin\u00e1rio e no dia 13 de junho os pastorinhos      j\u00e1 n\u00e3o estavam sozinhos. Em 13 de julho, por ocasi\u00e3o da terceira apari\u00e7\u00e3o,      Nossa Senhora prometeu um milagre para que o povo acreditasse nas tr\u00eas crian\u00e7as.      Mas em 13 de agosto, os tr\u00eas videntes, fechados no c\u00e1rcere, n\u00e3o puderam ir      \u00e0 Cova da Iria.<\/p>\n   \n<p>Em 13 de outubro, uma multid\u00e3o de 70 mil pessoas lotavam o local das apari\u00e7\u00f5es      e testemunharam o sol mover-se entre chamas multicores, como se fosse se destacar      do firmamento.<\/p>\n   \n<p><strong>E deixou sua mensagem ao mundo:<\/strong>\u00a0\u0093Rezem      o ter\u00e7o todos os dias; rezem muito e fa\u00e7am sacrif\u00edcios pelos pobres pecadores;      s\u00e3o muitos os que v\u00e3o para o inferno por n\u00e3o haver quem se preocupe em rezar      e fazer sacrif\u00edcios por eles. <\/p>\n   \n<p>A guerra logo vai acabar, mas se n\u00e3o pararem de ofender ao Senhor, n\u00e3o passar\u00e1      muito tempo para vir outra pior. Abandonem o pecado de suas pr\u00f3prias vidas      e procurem elimin\u00e1-lo da vida dos outros, colaborando com a Reden\u00e7\u00e3o do Salvador\u0094.<\/p>\n   \n<p>Em 1946 a est\u00e1tua de Nossa Senhora de F\u00e1tima foi coroada diante de uma multid\u00e3o      de 800.000 pessoas. A 13 de maio de 1967, por ocasi\u00e3o do cinq\u00fcenten\u00e1rio das      apari\u00e7\u00f5es, o papa Paulo VI foi a F\u00e1tima onde se encontrou com a vidente L\u00facia.<\/p>\n   \n<p>Anos mais tarde, nas suas Mem\u00f3rias, L\u00facia contou ainda que, entre abril e      outubro de 1916, teria j\u00e1 aparecido um anjo aos tr\u00eas pastorinhos, por tr\u00eas      vezes, duas na Loca do Cabe\u00e7o e outra junto ao po\u00e7o do quintal da casa de      L\u00facia, convidando-os \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e penit\u00eancia, e afirmando ser o &#8220;Anjo de      Portugal&#8221;. <\/p>\n   \n<p>Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas ora\u00e7\u00f5es, conhecidas por Ora\u00e7\u00f5es      do Anjo, que entraram na piedade popular e s\u00e3o utilizadas sobretudo na adora\u00e7\u00e3o      eucar\u00edstica.<\/p>\n   \n<p><strong>ORA\u00c7\u00c3O DA NOSSA SENHORA DE F\u00c1TIMA<\/strong><\/p>\n   \n<p>Sant\u00edssima Virgem,que nos montes de F\u00e1tima,vos dignastes revelar aos tr\u00eas      pastorinhos os tesouros de gra\u00e7as que podemos alcan\u00e7ar,rezando o Santo Ros\u00e1rio,      ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa ora\u00e7\u00e3o,a fim de que,meditando      os mist\u00e9rios da nossa reden\u00e7\u00e3o,alcancemos as gra\u00e7as que,insistentemente,vos      pedimos (pe\u00e7a agora a gra\u00e7a pretendida).<\/p>\n   \n<p>&#8220;\u00d3 Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai todas as      almas para o c\u00e9ue socorrei principalmente as que mais precisarem\u0094.<\/p>\n   \n<p>Maria Sant\u00edssima, volvei Vossos olhos misericordiosos para este mundo t\u00e3o      necessitado de Paz, de Sa\u00fade e Justi\u00e7a.Vinde em nosso aux\u00edlio,M\u00e3e dos Aflitos,      e Socorrei-nos com Vosso Amor e Piedade.<\/p>\n   \n<p>Nossa Senhora do Ros\u00e1rio de F\u00e1tima, rogai por n\u00f3s.<\/p>\n   \n<p>(Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria, 1 Gl\u00f3ria ao Pai)<\/p>\n   \n<p align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima25.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p>Fonte: www.criareartesanatos.com.br<\/p>\n   \n<h6>Nossa Senhora de F\u00e1tima<\/h6>\n   \n<p>\u00a0<\/p>\n   \n<p><strong>13 de Maio &#8211; A APARI\u00c7\u00c3O DE NOSSA SENHORA<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>EM F\u00c1TIMA &#8211; Portugal \u0096 1917<\/strong><\/p>\n   \n<p><b>Onde aconteceu:\u00a0<\/b>Em Portugal.<\/p>\n   \n<p><b>Quando:\u00a0<\/b>Em 1917.<\/p>\n   \n<p><b>A quem:\u00a0<\/b>A Irm\u00e3 L\u00facia, Jacinta e Francisco Marto.<\/p>\n   \n<p><b>JESUS CRISTO<\/b>\u00a0<b>veio trazer \u00e0 terra a Mensagem, \u00fanica      e suficiente, que est\u00e1 contida no seu Evangelho e nos ensinamentos oficiais      da Igreja.<\/b><\/p>\n   \n<p>Mas os homens s\u00e3o muito esquecidos e distra\u00eddos e, pelo tempo fora, v\u00e3o querendo      p\u00f4r de lado alguns aspectos da Mensagem divina. Ent\u00e3o Deus digna-se relembrar      tais aspectos menosprezados, mas em perigo de se adulterarem com os costumes      e a mentalidade de cada \u00e9poca, ou at\u00e9 mais, contrariados pelo inimigo fundamental      que \u00e9 o dem\u00f4nio.<\/p>\n   \n<p>Umas vezes interv\u00e9m Nosso Senhor em pessoa para dar a conhecer aos homens      estas Mensagens a que podemos chamar de parciais, ou de repeti\u00e7\u00e3o. \u00c9 o caso      das revela\u00e7\u00f5es do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Jesus a Santa Margarida Maria.<\/p>\n   \n<p>Outras vezes, mais freq\u00fcentes,\u00a0<b>o Senhor deixa vir sua M\u00e3e.<\/b><\/p>\n   \n<p><strong>Mais raro e at\u00e9 talvez \u00fanico na hist\u00f3ria da Igreja \u00e9 ter Nossa Senhora      mandado um Anjo \u00e0 sua frente, para iniciar uma prepara\u00e7\u00e3o que Ela depois quis      continuar, e para dar aos acontecimentos de F\u00e1tima um pre\u00e2mbulo, logo colocou      os protagonistas num clima saturado de sobrenatural, e de onde se depreendem      j\u00e1 as coordenadas daquilo que viria a constituir o \u00e2mago da Mensagem:<\/strong><\/p>\n   \n<p><b>Deus ofendido; necessidade de repara\u00e7\u00e3o; mudan\u00e7a de vida.<\/b><\/p>\n   \n<p><strong>AS APARI\u00c7\u00d5ES DO ANJO.<\/strong><\/p>\n   \n<p>Na primavera de 1916, tr\u00eas pastorzinhos tinham levado o seu rebanho de ovelhas      para o pasto perto da aldeia de F\u00e1tima. Foi como qualquer dia, como os outros      na vida de L\u00facia com 09 anos, seu primo Francisco com 08 anos e sua irm\u00e3zinha      Jacinta de 06 anos.<\/p>\n   \n<p>Transcrevemos em seguida as palavras exatas de L\u00facia sobre as tr\u00eas apari\u00e7\u00f5es      do Anjo, estando presentes apenas ela e os seus dois priminhos, Francisco      e Jacinta.<\/p>\n   \n<p><strong>1\u00aa Apari\u00e7\u00e3o do Anjo.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Conta a Irm\u00e3 Lucia.<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u0093As datas n\u00e3o posso precis\u00e1-las com certeza, porque, nesse tempo, eu      n\u00e3o sabia ainda contar os anos, nem os meses, nem mesmo os dias da semana.    <\/p>\n   \n<p>Parece-me, no entanto, que deveu ser na Primavera de 1916 que o Anjo nos      apareceu a primeira vez na nossa Loca do Cabe\u00e7o&#8230; subimos a encosta em procura      dum abrigo e como foi, depois de a\u00ed merendar e rezar, que come\u00e7amos a ver,      a alguma dist\u00e2ncia, sobre as \u00e1rvores que se estendiam em dire\u00e7\u00e3o ao Nascente,      uma luz mais branca que a neve, com a forma dum jovem, transparente, mais      brilhante que um cristal atravessado pelos raios do Sol. <\/p>\n   \n<p>\u00c0 medida que se aproximava, \u00edamos-lhe distinguindo as fei\u00e7\u00f5es. Est\u00e1vamos      surpreendidos e meios absortos. N\u00e3o diz\u00edamos palavra.<\/p>\n   \n<p><strong>Ao chegar junto de n\u00f3s, disse:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>N\u00e3o temais. Sou o Anjo da Paz. Orai comigo.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>E ajoelhando em terra, curvou a fronte at\u00e9 ao ch\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Levados por um movimento sobrenatural imitamo-lo e repetimos as palavras      que lhe ouvimos pronunciar:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Pe\u00e7o-Vos perd\u00e3o para os que        n\u00e3o cr\u00eaem, n\u00e3o adoram, n\u00e3o esperam e n\u00e3o Vos amam.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Depois de repetir isto tr\u00eas vezes, ergueu-se e disse:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Orai assim. Os Cora\u00e7\u00f5es de Jesus e Maria est\u00e3o atentos \u00e0 voz das vossas        s\u00faplicas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>E desapareceu.<\/p>\n   \n<p>A atmosfera do sobrenatural que nos envolveu era t\u00e3o intensa, que quase n\u00e3o      nos d\u00e1vamos conta da pr\u00f3pria exist\u00eancia, por um grande espa\u00e7o de tempo, permanecendo      na posi\u00e7\u00e3o em<\/p>\n   \n<p>que nos tinha deixado, repetindo sempre a mesma ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>A presen\u00e7a de Deus sentia-se t\u00e3o intensa e \u00edntima que nem mesmo entre n\u00f3s      nos atrev\u00edamos a falar.\u0094<\/p>\n   \n<p>Cada uma das palavras do Anjo e at\u00e9 das da narrativa de L\u00facia, mereceriam      longo e apropriado coment\u00e1rio e dariam lugar para proveitosa medita\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1      feito em ocasi\u00e3o mais oportuna.<\/p>\n   \n<p><strong>2\u00aa Apari\u00e7\u00e3o do anjo.<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u0093A segunda deveu ser no pino do Ver\u00e3o, (junho) nesses dias de maior      calor, em que \u00edamos com (os) rebanhos para casa, no meio da manh\u00e3, para os      tornar a abrir s\u00f3 \u00e0 tardinha. Fomos, pois passar as horas da sesta \u00e0 sombra      das \u00e1rvores que cercavam o po\u00e7o j\u00e1 v\u00e1rias vezes mencionado.<\/p>\n   \n<p>De repente, vimos o mesmo Anjo junto de n\u00f3s.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Que fazeis? Orai! Orai muito! Os Cora\u00e7\u00f5es de Jesus e Maria t\u00eam sobre v\u00f3s        des\u00edgnios de miseric\u00f3rdia. Oferecei constantemente ao Alt\u00edssimo ora\u00e7\u00f5es        e sacrif\u00edcios.<\/p>\n     \n<p>Como nos havemos de sacrificar? \u0096 perguntei.<\/p>\n     \n<p>De tudo que puderdes, oferecei um sacrif\u00edcio em ato de repara\u00e7\u00e3o pelos        pecados com que Ele \u00e9 ofendido e de s\u00faplica pela convers\u00e3o dos pecadores.        Atra\u00ed, assim, sobre a vossa P\u00e1tria, a paz. Eu sou o Anjo da sua guarda,        o Anjo de Portugal.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Sobretudo, aceitai e suportai com submiss\u00e3o o sofrimento que o Senhor vos      enviar.<\/p>\n   \n<p>Estas palavras do Anjo gravaram-se em nosso esp\u00edrito, como uma luz que nos      fazia compreender quem era Deus, como nos amava e queria ser amado; o valor      do sacrif\u00edcio, e como o sacrif\u00edcio Lhe era agrad\u00e1vel, como por aten\u00e7\u00e3o ao      sacrif\u00edcio oferecido, convertia os pecadores.<\/p>\n   \n<p>Por isso, desde esse momento, come\u00e7amos a oferecer ao Senhor tudo que nos      mortificava, mas sem discorrermos a procurar outras mortifica\u00e7\u00f5es ou penit\u00eancias,      exceto a de passarmos horas seguidas prostrados por terra, repetindo a ora\u00e7\u00e3o      que o Anjo nos tinha ensinado.<\/p>\n   \n<p><strong>3\u00aa Apari\u00e7\u00e3o do anjo.<\/strong><\/p>\n   \n<p>A terceira apari\u00e7\u00e3o parece-me que deveu ser em Outubro ou fins de Setembro,      porque j\u00e1 n\u00e3o \u00edamos passar as horas da sesta a casa. Passamos da Pr\u00e9gueira      (\u00e9 um pequeno olival pertencente \u00e0 meus pais) para a Lapa, dando a volta \u00e0      encosta do monte pelo lado de Aljustrel e Casa Velha.<\/p>\n   \n<p>Rezamos a\u00ed o ter\u00e7o e a ora\u00e7\u00e3o que na primeira apari\u00e7\u00e3o o Anjo nos tinha ensinado.      Estando, pois, a\u00ed, apareceu-nos pela terceira vez, trazendo na m\u00e3o um c\u00e1lice      e sobre ele uma H\u00f3stia, da qual ca\u00edam, dentro do c\u00e1lice, algumas gotas de      sangue.<\/p>\n   \n<p><strong>Deixando o c\u00e1lice e a H\u00f3stia suspensos no ar, prostrou-se em terra      e repetiu tr\u00eas vezes a ora\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Sant\u00edssima Trindade, Padre, Filho, Esp\u00edrito Santo, adoro-Vos profundamente        e ofere\u00e7o-Vos o precios\u00edssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo,        presente em todos os sacr\u00e1rios da terra, em repara\u00e7\u00e3o dos ultrajes, sacril\u00e9gios        e indiferen\u00e7as com que Ele mesmo \u00e9 ofendido. E pelos m\u00e9ritos infinitos do        Seu Sant\u00edssimo Cora\u00e7\u00e3o e do Cora\u00e7\u00e3o Imaculado de Maria, pe\u00e7o-Vos a convers\u00e3o        dos pobres pecadores.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Depois, levantando-se, tomou de novo na m\u00e3o o c\u00e1lice e a H\u00f3stia e      deu-me a H\u00f3stia a mim e o que continha o c\u00e1lice deu-o a beber \u00e0 Jacinta e      ao Francisco, dizendo, ao mesmo tempo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo horrivelmente ultrajado        pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>De novo se prostrou em terra e repetiu conosco mais tr\u00eas vezes a      mesma ora\u00e7\u00e3o:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Sant\u00edssima Trindade&#8230; etc.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>E desapareceu.<\/p>\n   \n<p>Levados pela for\u00e7a do sobrenatural que nos envolvia, imit\u00e1vamos o Anjo em      tudo, isto \u00e9, prostrando-nos como Ele e repetindo as ora\u00e7\u00f5es que Ele dizia.      A for\u00e7a da presen\u00e7a de Deus era t\u00e3o intensa que nos absorvia e aniquilava      quase por completo. Parecia privar-nos at\u00e9 do uso dos sentidos corporais por      um grande espa\u00e7o de tempo.<\/p>\n   \n<p>Nesses dias, faz\u00edamos as a\u00e7\u00f5es materiais como que levados por esse mesmo      ser sobrenatural que a isso nos impelia. A paz e felicidade que sent\u00edamos      era grande, mas s\u00f3 \u00edntima, completamente concentrada a alma em Deus. O abatimento      f\u00edsico, que nos prostrava, tamb\u00e9m era grande.\u00bb<\/p>\n   \n<p>E aqui temos, na simplicidade fiel da narradora e protagonista, contada uma      das cenas mais portentosas de toda a hist\u00f3ria humana nas suas rela\u00e7\u00f5es com      o sobrenatural. Tanto as palavras proferidas como o cen\u00e1rio e todos os gestos,      s\u00e3o densos de doutrina e de profundo significado que deixamos ao estudo dos      entendidos, com vista a conclus\u00f5es e aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n   \n<p><strong>Citamos apenas umas palavras de L\u00facia:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Na terceira apari\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a do sobrenatural foi ainda muit\u00edssimo mais      intensa. Por v\u00e1rios dias, nem mesmo o Francisco se atrevia a falar.<\/p>\n   \n<p><strong>Dizia depois:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Gosto muito de ver o Anjo; mas o pior \u00e9 que, depois, n\u00e3o somos capazes        de nada. Eu nem andar podia, n\u00e3o sei o que tinha! Apesar de tudo, foi ele        quem se deu conta, depois da terceira apari\u00e7\u00e3o do Anjo, das proximidades        da noite. Foi quem disso nos advertiu e quem pensou em conduzir o rebanho        para casa.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Passados os primeiros dias e recuperado o estado normal, perguntou      o Francisco:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>O Anjo, a ti, deu-te a Sagrada Comunh\u00e3o; mas a mim e \u00e0 Jacinta, que foi        o que Ele nos deu?<\/p>\n     \n<p>Foi tamb\u00e9m a Sagrada Comunh\u00e3o? \u0096 respondeu a Jacinta, numa felicidade        indiz\u00edvel. \u0096 N\u00e3o v\u00eas que era o Sangue que ca\u00eda da H\u00f3stia?<\/p>\n     \n<p>Eu sentia que Deus estava em mim, mas n\u00e3o sabia como era!\u00a0<strong>E        prostrando-se por terra, permaneceu por largo tempo, com a sua Irm\u00e3, repetindo<\/strong>\u00a0<strong>a        ora\u00e7\u00e3o do Anjo:\u00a0<\/strong>Sant\u00edssima Trindade&#8230;, etc.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima26.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><br \/>\n<strong>Nossa Senhora de F\u00e1tima<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>AS APARI\u00c7\u00d5ES DE NOSSA SENHORA<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os povos envolvidos em guerra (1\u00aa guerra mundial 1914-1918) espalhavam a      morte, medo e a dor. Portugal atravessava uma grave crise, almas desorientadas      envolviam-se na descren\u00e7a, cora\u00e7\u00f5es com f\u00e9 suplicavam paz e a salva\u00e7\u00e3o para      o mundo. Foi nesta atmosfera humana que brilhou o belo e risonho dia 13 de      Maio de 1917.<\/p>\n   \n<p>Neste dia as tr\u00eas crian\u00e7as apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria,      freguesia de F\u00e1tima, conselho de Vila Nova de Our\u00e9m, hoje diocese de Leiria-F\u00e1tima.      Chamavam-se L\u00facia de Jesus, j\u00e1 com 10 anos, e Francisco e Jacinta Marto, seus      primos, de 09 e 07 anos.<\/p>\n   \n<p>Por volta do meio dia, depois de rezarem o ter\u00e7o, como habitualmente faziam,      entretinham-se a construir uma pequena casa de pedras soltas, no local onde      hoje se encontra a Bas\u00edlica. <\/p>\n   \n<p>De repente, viram uma luz brilhante; julgando ser um rel\u00e2mpago, decidiram      ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clar\u00e3o iluminou o espa\u00e7o, e viram em      cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Apari\u00e7\u00f5es),      uma &#8220;Senhora mais brilhante que o sol&#8221;, de cujas m\u00e3os pendia um      ter\u00e7o branco.<\/p>\n   \n<p>A Senhora disse aos tr\u00eas pastorinhos que era necess\u00e1rio rezar muito e convidou-os      a voltarem \u00e0 Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, no dia 13      e \u00e0quela hora. As crian\u00e7as assim fizeram, e nos dias 13 de Junho, Julho, Setembro      e Outubro, a Senhora voltou a aparecer-lhes e a falar-lhes, na Cova da Iria.    <\/p>\n   \n<p>A 19 de Agosto, a apari\u00e7\u00e3o deu-se no s\u00edtio dos Valinhos, a uns 500 metros      do lugar de Aljustrel, porque, no dia 13, as crian\u00e7as tinham sido levadas      pelo Administrador do Conselho, para Vila Nova de Our\u00e9m.<\/p>\n   \n<p>Na \u00faltima apari\u00e7\u00e3o, a 13 de Outubro, estando presentes cerca de 70.000 pessoas,      a Senhora disse-lhes que era a &#8220;Senhora do Ros\u00e1rio&#8221; e que fizessem      ali uma capela em Sua honra.<\/p>\n   \n<p><strong>Depois da apari\u00e7\u00e3o, todos os presentes observaram o milagre prometido      \u00e0s tr\u00eas crian\u00e7as em Julho e Setembro:<\/strong>\u00a0o sol, assemelhando-se      a um disco de prata, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo      como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra.<\/p>\n   \n<p>Posteriormente, Nossa Senhora apareceu s\u00f3 a L\u00facia uma 7\u00aa vez em 15 de Junho      de 1921 na cova da Iria como ela mesma conta em seu di\u00e1rio, indicando o caminho      que L\u00facia deveria seguir.<\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s sendo L\u00facia j\u00e1 religiosa de Santa Doroteia, Nossa Senhora apareceu-lhe      novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no      Convento de Pontevedra, e na noite de 13\/14 de Junho de 1929, no Convento      de Tuy), pedindo a devo\u00e7\u00e3o dos cinco primeiros s\u00e1bados (rezar o ter\u00e7o, meditar      nos mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio, confessar-se e receber a Sagrada Comunh\u00e3o, em repara\u00e7\u00e3o      dos pecados cometidos contra o Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria) e a Consagra\u00e7\u00e3o      da R\u00fassia ao mesmo Imaculado Cora\u00e7\u00e3o. Este pedido j\u00e1 Nossa Senhora o anunciara      em 13 de Julho de 1917, na parte j\u00e1 revelada do chamado &#8220;Segredo de F\u00e1tima&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Deus olhou para o mundo com bondade e miseric\u00f3rdia no sil\u00eancio da Cova da      Iria.<\/p>\n   \n<p><strong>1\u00aa APARI\u00c7\u00c3O \u0096 13 de Maio de 1917.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>L\u00facia descreve com exatid\u00e3o o primeiro encontro com a Virgem da carrasqueira:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Andando a brincar com a Jacinta e o Francisco, no cimo da encosta da Cova      da Iria a fazer uma paredezita em volta de uma moita, vimos de repente como      que um rel\u00e2mpago.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>\u00c9 melhor irmos embora para casa. Disse a meus primos:<\/strong><\/p>\n     \n<p>Est\u00e3o a fazer rel\u00e2mpagos e pode vir trovoada.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>E come\u00e7amos a descer a encosta, tocando as ovelhas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 estrada.      Ao chegar mais ou menos a meio da encosta quase junto de uma azinheira grande      que a\u00ed havia, vimos outro rel\u00e2mpago e dado alguns passos mais adiante vimos      sobre uma carrasqueira uma Senhora vestida toda de branco mais brilhante que      o Sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de \u00e1gua cristalina      atravessado pelos raios do sol mais ardente.<\/p>\n   \n<p>Paramos surpreendidos pela apari\u00e7\u00e3o. Est\u00e1vamos t\u00e3o perto que fic\u00e1vamos dentro      da luz que a cercava ou que Ela espargia, talvez a metro e meio, mais ou menos.<\/p>\n   \n<p><strong>Ent\u00e3o Nossa Senhora disse-nos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>N\u00e3o tenhais medo, hei n\u00e3o vos fa\u00e7o mal.<\/p>\n     \n<p>De onde \u00e9 Vossemec\u00ea? Lhe perguntei.<\/p>\n     \n<p>Sou do C\u00e9u!<\/p>\n     \n<p>E que \u00e9 que Vossemec\u00ea me quer?<\/p>\n     \n<p>Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia e a esta        mesma hora, depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei aqui        ainda uma s\u00e9tima vez.<\/p>\n     \n<p>E eu tamb\u00e9m vou para o C\u00e9u?<\/p>\n     \n<p>Sim, vais!<\/p>\n     \n<p>E a Jacinta?<\/p>\n     \n<p>Tamb\u00e9m.<\/p>\n     \n<p>E o Francisco?<\/p>\n     \n<p>Tamb\u00e9m, mas tem que rezar muitos ter\u00e7os&#8230;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser      enviar-vos, em ato de repara\u00e7\u00e3o pelos pecados com que Ele \u00e9 ofendido, e de      s\u00faplica pela convers\u00e3o dos pecadores?<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Sim queremos!<\/p>\n     \n<p>Ides, pois, ter muito que sofrer, mas a gra\u00e7a de Deus ser\u00e1 o vosso conforto.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Foi ao pronunciar estas palavras (a gra\u00e7a de Deus, etc&#8230;) que abriu pela      primeira vez as m\u00e3os, comunicando-nos uma luz t\u00e3o intensa, como que reflexo      que delas expedia, que penetrando-nos no peito e no mais \u00edntimo da alma, fazia-nos      ver a n\u00f3s mesmos em Deus, que era essa luz; mais claramente que nos vemos      no melhor dos espelhos.<\/p>\n   \n<p><strong>Ent\u00e3o por um impulso \u00edntimo, tamb\u00e9m comunicado, ca\u00edmos de joelhos      e repet\u00edamos intimamente:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;\u00d3 Sant\u00edssima Trindade, eu Vos adoro, Meu Deus, Meu Deus,      eu Vos amo no Sant\u00edssimo Sacramento.&#8221;<\/p>\n   \n<p><strong>Passados os primeiros momentos, Nossa Senhora acrescentou:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Rezem o ter\u00e7o todos os dias, para alcan\u00e7arem a paz do mundo e o fim da        guerra.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Em seguida come\u00e7ou a elevar-se serenamente subindo em dire\u00e7\u00e3o ao nascente      at\u00e9 desaparecer na imensidade da dist\u00e2ncia. A luz que A circundava ia como      que abrindo um caminho no cerrado dos astros, motivo porque algumas vezes      dissemos que vimos abrir-se o C\u00e9u.<\/p>\n   \n<p><strong>2\u00aa APARI\u00c7\u00c3O \u0096 13 de Junho de 1917.<\/strong><\/p>\n   \n<p>A\u00ed pelas 11 horas sa\u00ed de casa, passei por casa de meus tios onde a Jacinta      e o Francisco me esperavam e l\u00e1 vamos para a Cova da Iria \u00e0 espera do momento      desejado&#8230; Depois de rezar o ter\u00e7o com a Jacinta e Francisco e mais pessoas      que estavam presentes (Conforme contou o Sr. In\u00e1cio Ant\u00f3nio Marques, assistiram      40 pessoas!), vimos de novo o reflexo da luz que se aproximava (a que cham\u00e1vamos      rel\u00e2mpago) e em seguida Nossa Senhora sobre a carrasqueira, em tudo igual      a Maio.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Vossemec\u00ea que me quer? Perguntei.<\/p>\n     \n<p>Quero que venhais aqui no dia 13 do m\u00eas que vem, que rezeis o ter\u00e7o todos        os dias e que aprendam a ler. Depois direi o que quero.<\/p>\n     \n<p>Pedi a cura de um doente.<\/p>\n     \n<p>Se, se converter, curar-se-\u00e1 durante o ano.<\/p>\n     \n<p>Queria Pedir-lhe para nos levar para o C\u00e9u.<\/p>\n     \n<p>Sim, a Jacinta e o Francisco levo-os em breve, mas tu ficas c\u00e1 mais algum        tempo. Jesus quer servir-Se de ti para me fazer conhecer e amar. Ele quer        estabelecer no mundo a devo\u00e7\u00e3o ao Meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o. A quem a aceita,        prometer-lhe-ei a salva\u00e7\u00e3o e estas almas ser\u00e3o amadas de Deus, como flores        colocadas por Mim para enfeitar o Seu Trono.<\/p>\n     \n<p>Fico c\u00e1 sozinha? Perguntei com pena.<\/p>\n     \n<p>N\u00e3o, filha! E tu sofres muito! N\u00e3o desanimes. Eu nunca te deixarei. O Meu        Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio e o caminho que te conduzir\u00e1 at\u00e9 Deus.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Foi no momento em que disse estes palavras, que abriu as m\u00e3os e nos comunicou,      pela segunda vez, o reflexo dessa luz imensa. Nela nos v\u00edamos como que submergidos      em Deus.<\/p>\n   \n<p>A Jacinta e o Francisco parecia estarem na parte dessa luz que se elevava      para o C\u00e9u, e eu, na que se espargia sobre a terra. \u00c0 frente da palma da m\u00e3o      direita de Nossa Senhora estava um Cora\u00e7\u00e3o cercado de espinhos que parecia      estarem-Lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria,      ultrajado pelos pecados da humanidade que queria repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Eis ao que nos refer\u00edamos quando diz\u00edamos que Nossa Senhora nos tinha revelado      um segredo em Junho. Nossa Senhora n\u00e3o nos mandou ainda desta vez guardar      segredo, mas sent\u00edamos que Deus a isso nos movia.<\/p>\n   \n<p><strong>3\u00aa APARI\u00c7\u00c3O \u0096 13 de Julho de 1917.<\/strong><\/p>\n   \n<p>Escreve a Irm\u00e3 L\u00facia<\/p>\n   \n<p>Momentos depois de termos chegado \u00e0 Cova da Iria, junto da carrasqueira,      entre numerosa multid\u00e3o de povo, estando a rezar o ter\u00e7o, vimos o reflexo      da costumada luz e em seguida Nossa Senhora sobre a carrasqueira.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Vossemec\u00ea que me quer? Perguntei.<\/p>\n     \n<p>Quero que venham aqui no dia 13 do m\u00eas que vem, que continuem o rezar o        ter\u00e7o todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio para obter a paz        do mundo e o fim da guerra, porque s\u00f3 ela Lhes poder\u00e1 valer.<\/p>\n     \n<p>Queria pedir-Lhe para nos dizer quem \u00e9, para fazer um milagre com que todos        acreditem que Vossemec\u00ea nos aparece.<\/p>\n     \n<p>Continuem a vir aqui todos os meses, em Outubro direi quem sou, o que quero,        e farei um milagre que todos h\u00e3o de ver para acreditar.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Aqui fiz alguns pedidos, que n\u00e3o recordo bem quais foram.<\/p>\n   \n<p>O que me lembro \u00e9 que Nossa Senhora disse que era preciso rezar o ter\u00e7o para      alcan\u00e7ar as gra\u00e7as durante o ano.<\/p>\n   \n<p><strong>E continuou:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Sacrificai-vos pelos pecadores, e dizei muitas vezes, em especial        sempre que fizerdes algum sacrif\u00edcio:<\/strong>\u00a0&#8220;O Jesus,        \u00e9 por vosso amor, pela convers\u00e3o dos pecadores e em repara\u00e7\u00e3o pelos pecados        cometidos contra o Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria.&#8221;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>SOBRE O SEGREDO DE F\u00c1TIMA.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>1\u00aa e 2\u00aa Parte do segredo<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>1\u00aa. Consta da vis\u00e3o do inferno.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>2\u00aa. A Devo\u00e7\u00e3o ao Meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o com a comunh\u00e3o reparadora      nos primeiros s\u00e1bados e a Consagra\u00e7\u00e3o da R\u00fassia.<\/strong><\/p>\n   \n<p>O texto que segue, nesta narra\u00e7\u00e3o, fazia j\u00e1 parte do segredo que, em 1917,      Nossa Senhora pediu aos Pastorinhos n\u00e3o contassem a ningu\u00e9m e que eles n\u00e3o      revelaram nem mesmo quando o Administrador os prendeu e amea\u00e7ou mandar fritar      em azeite a ferver.<\/p>\n   \n<p><strong>S\u00f3 em 31 de Agosto de 1941, na carta escrita em Tuy ao Bispo D. Jos\u00e9      Alves Correia da Silva, L\u00facia diz ser &#8220;chegado o momento&#8221; de falar      do segredo, acrescentando:\u00a0<\/strong>Bem; o segredo consta de tr\u00eas      coisas distintas, duas das quais vou revelar.<\/p>\n   \n<p><strong>1\u00aa Parte:<\/strong><\/p>\n   \n<p>A primeira foi, pois, a vista do inferno! Nossa Senhora &#8230;. Ao dizer estas      palavras, abriu de novo as m\u00e3os como nos dois meses passados. <\/p>\n   \n<p>O reflexo pareceu penetrar a terra e vimos como que um mar de fogo, mergulhados      nesse fogo os dem\u00f4nios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras      ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no inc\u00eandio levadas pelas chamas      que deles mesmas sa\u00edam juntamente com nuvens de fumo, caindo de todos os lados      semelhante ao cair das fagulhas nos grandes inc\u00eandios, sem peso, nem equil\u00edbrio,      entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer      de pavor. Devia ser ao deparar-me com esta vis\u00e3o que dei esse Ai, que dizem      ter-me ouvido.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima27.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><br \/>\n<strong>Nossa Senhora de F\u00e1tima<\/strong><\/p>\n   \n<p>(No jornal O S\u00e9culo, de 23 de Julho de 1917, lia-se: &#8220;ouviu-se um ru\u00eddo      semelhante ao ribombar do trov\u00e3o, pro rompendo as crian\u00e7as num choro aflitivo,      fazendo gestos epil\u00e9ticos e caindo depois em \u00eaxtase.&#8221;)<\/p>\n   \n<p>Os dem\u00f4nios distinguiam-se por formas horr\u00edveis e asquerosas de animais espantosos      e desconhecidos, mas transparentes como negros carv\u00f5es em brasa. Esta vis\u00e3o      foi um momento, e gra\u00e7as \u00e0 Nossa boa M\u00e3e do C\u00e9u, que antes nos tinha prevenido      com a promessa de nos levar para o C\u00e9u. Se assim n\u00e3o fosse, creio que ter\u00edamos      morrido de susto e pavor.<\/p>\n   \n<p><strong>Assustados e como que a pedir socorro, levantamos a vista para Nossa      Senhora que nos disse com bondade e tristeza:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>2\u00aa parte:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Vistes o inferno para onde v\u00e3o as almas dos pobres pecadores. Para as salvar,        Deus quer estabelecer no mundo a devo\u00e7\u00e3o ao meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o. Se fizerem        o que eu disser, salvar-se-\u00e3o muitas almas e ter\u00e3o paz: a guerra vai acabar.        Mas se n\u00e3o deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI come\u00e7ar\u00e1 outra        pior. Quando virdes uma noite iluminada por uma luz desconhecida, sabei        que \u00e9 o grande sinal que Deus vos d\u00e1 de que vai a punir o mundo de seus        crimes, por meio da guerra, da fome e de persegui\u00e7\u00f5es \u00e0 Igreja e ao Santo        Padre. Para a impedir, virei pedir a consagra\u00e7\u00e3o da R\u00fassia ao meu Imaculado        Cora\u00e7\u00e3o e a comunh\u00e3o reparadora nos primeiros s\u00e1bados. Se atenderem a meus        pedidos, a R\u00fassia converter-se-\u00e1 e ter\u00e3o paz; se n\u00e3o, espalhar\u00e1 seus erros        pelo mundo, promovendo guerras e persegui\u00e7\u00f5es \u00e0 Igreja, os bons ser\u00e3o martirizados,        o Santo Padre ter\u00e1 muito que sofrer, v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es ser\u00e3o aniquiladas: por        fim o meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o triunfar\u00e1. O Santo Padre consagrar-me-\u00e1 a R\u00fassia        que se converter\u00e1 e ser\u00e1 concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal        conservar-se-\u00e1 sempre o dogma da f\u00e9, etc&#8230;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>3\u00aa Parte do segredo.<\/strong><\/p>\n   \n<p>Quanto \u00e0 terceira parte do segredo, encontrando-se L\u00facia doente, em Tuy,      descreveu-a em 3 de Janeiro de 1944, tamb\u00e9m por ordem do Bispo de Leiria,      entregando-a num envelope fechado. L\u00facia diz nessa carta:<\/p>\n   \n<p>Escrevo em ato de obedi\u00eancia a V\u00f3s Deus meu, que mo mandais por meio de sua      Ex.cia. Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Sant\u00edssima M\u00e3e.<\/p>\n   \n<p>Depois das duas partes que j\u00e1 expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora      um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a m\u00e3o esquerda; ao cintilar,      despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato      do brilho que da m\u00e3o direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo      apontando com a m\u00e3o direita para a terra, com voz forte disse: Penit\u00eancia,      Penit\u00eancia, Penit\u00eancia! E vimos numa luz imensa que \u00e9 Deus: \u0093algo semelhante      a como se v\u00eaem as pessoas num espelho quando lhe passam por diante\u0094 um      Bispo vestido de Branco \u0093tivemos o pressentimento de que era o Santo      Padre\u0094. V\u00e1rios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir      uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos      toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar      a\u00ed, atravessou uma grande cidade meia em ru\u00ednas, e meio tr\u00eamulo com andar      vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cad\u00e1veres      que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos      aos p\u00e9s da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam      varias tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns tr\u00e1s outros os Bispos      Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros      e senhoras de varias classes e posi\u00e7\u00f5es. Sob os dois bra\u00e7os da Cruz estavam      dois Anjos cada um com um regador de cristal em a m\u00e3o, neles recolhiam o sangue      dos M\u00e1rtires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.<\/p>\n   \n<p><strong>Continuando a carta de 31 de Agosto de 1941:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Isto n\u00e3o o digais a ningu\u00e9m. Ao Francisco sim, podeis diz\u00ea-lo. Quando rezardes        o ter\u00e7o, dizei depois de cada mist\u00e9rio:<\/p>\n     \n<p>\u00d3 meu Jesus, perdoai-nos livrai-nos do fogo do inferno, levai as alminhas        todas para o c\u00e9u, principalmente aquelas que mais precisarem.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Seguiu-se um instante de sil\u00eancio e perguntei:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Vossemec\u00ea n\u00e3o me quer mais nada?<\/p>\n     \n<p>N\u00e3o, hoje n\u00e3o te quero mais nada.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>E como de costume come\u00e7ou a elevar-se em dire\u00e7\u00e3o ao nascente at\u00e9 desaparecer      na imensa dist\u00e2ncia do firmamento.\u00bb<\/p>\n   \n<p><strong>4\u00aa APARI\u00c7\u00c3O \u0096 19 de Agosto de 1917<\/strong>.<\/p>\n   \n<p>A Apari\u00e7\u00e3o foi no domingo, em 19 de Agosto de 1917 ao cair da tarde..<\/p>\n   \n<p>Andando com as ovelhas na companhia de Francisco e seu irm\u00e3o Jo\u00e3o, num lugar      chamado Valinhos e sentido que alguma coisa de sobrenatural se aproximava      e nos envolvia, suspeitando que Nossa Senhora nos viesse a aparecer e tendo      pena que a Jacinta ficasse sem A ver, pedimos a seu irm\u00e3o Jo\u00e3o que a fosse      chamar. Como ele n\u00e3o queria ir, ofereci-lhe para isso dois vint\u00e9ns e l\u00e1 foi      a correr.<\/p>\n   \n<p>Entretanto, vi com o Francisco, o reflexo da luz a que cham\u00e1vamos rel\u00e2mpago;      e chegada a Jacinta, vimos Nossa Senhora sobre uma carrasqueira.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Que \u00e9 que Vossemec\u00ea me quer?<\/p>\n     \n<p>Quero que continueis a ir \u00e0 Cova da Iria no dia 13, que continueis a rezar        o ter\u00e7o todos os dias. No \u00faltimo m\u00eas farei o milagre para que todos acreditem.<\/p>\n     \n<p>Que \u00e9 que Vossemec\u00ea quer que se fa\u00e7a ao dinheiro que o povo deixa na Cova        da Iria?<\/p>\n     \n<p>Fa\u00e7am dois andores: um, leva-lo tu com a Jacinta e mais duas meninas vestidas        de branco; o outro que o leve o Francisco com mais tr\u00eas meninos. O dinheiro        dos andores \u00e9 para a festa de Nossa Senhora do Ros\u00e1rio e o que sobrar \u00e9        para a ajuda duma capela que h\u00e3o de mandar fazer.<\/p>\n     \n<p>Queria pedir-lhe a cura de alguns doentes.<\/p>\n     \n<p>Sim, alguns curarei durante o ano.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>E tomando um aspecto mais triste:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Rezai, rezai muito e fazei sacrif\u00edcios pelos pecadores, que v\u00e3o muitas        almas para o inferno, por n\u00e3o haver quem se sacrifique e pe\u00e7a por elas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>E como de costume, come\u00e7ou a elevar-se em dire\u00e7\u00e3o ao nascente.<\/p>\n   \n<p>A Apari\u00e7\u00e3o nos Valinhos foi para o Francisco de dobrada alegria. Sentia-se      torturado pelo receio de que Ela n\u00e3o voltasse.<\/p>\n   \n<p><strong>Depois dizia:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>De certo n\u00e3o nos apareceu no dia 13 para n\u00e3o ir a casa do Sr. Administrador,        talvez por ele ser t\u00e3o mau.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Em seguida, como a irm\u00e3 disse que queria ficar ali o resto da tarde:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>N\u00e3o! Tu tens que ir embora, porque a m\u00e3e hoje n\u00e3o te deixou vir com as        ovelhas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>E para animar, foi acompanh\u00e1-la \u00e0 casa.<\/p>\n   \n<p>O tempo todo as tr\u00eas crian\u00e7as dedicavam \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e a imaginar que mortifica\u00e7\u00f5es      poderiam praticar pela convers\u00e3o dos pecadores. No m\u00eas de agosto, de maior      seca, chegaram a ficar nove dias sem beber \u00e1gua. Em lugar de comer as frutas      doces que os pais lhes davam, comiam ervas do campo e pinhas verdes. Tendo      encontrado uma corda \u00e1spera no caminho para Aljustrel, os tr\u00eas a repartiram      para usar na cintura como um sil\u00edcio, dia e noite.<\/p>\n   \n<p>Eram claros os sinais de que essas penit\u00eancias agradavam a Deus. Particularmente,      Jacinta agora era mais paciente, carinhosa, e aberta aos sofrimentos. Teve      muitas vis\u00f5es sobre coisas futuras. Certo dia rezou tr\u00eas Ave-Marias por uma      mulher muito doente, e todos os sintomas da doen\u00e7a desapareceram. Por outra      mulher, que os injuriava chamando-as de impostoras e mentirosas, Jacinta pediu      que os tr\u00eas fizessem muitas penit\u00eancias para que se convertesse; e de fato,      nunca mais a ouviram dizer uma palavra menos bondosa.<\/p>\n   \n<p><strong>5\u00aa APARI\u00c7\u00c3O \u0096 13 de Setembro de 1917.<\/strong><\/p>\n   \n<p>Dia 13 de Setembro de 1917. Ao aproximar-se a hora, l\u00e1 fui com a Jacinta      e o Francisco, entre numerosas pessoas que a muito custo nos deixavam andar&#8230;<\/p>\n   \n<p>Chegamos por fim \u00e0 Cova da Iria, junto da carrasqueira, e come\u00e7amos a rezar      o ter\u00e7o com o povo. Pouco depois vimos o reflexo da luz e a seguir Nossa Senhora      sobre azinheira.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Continuem a rezar o ter\u00e7o, para alcan\u00e7arem o fim da guerra. Em Outubro        vir\u00e1 tamb\u00e9m Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S\u00e3o Jos\u00e9 com        o Menino Jesus para aben\u00e7oarem o mundo. Deus est\u00e1 contente com os vossos        sacrif\u00edcios, mas n\u00e3o quer que durmais com a corda. Trazei-a s\u00f3 durante o        dia.<\/p>\n     \n<p>T\u00eam-me pedido para Lhe pedir muitas coisas, a cura de alguns doentes, dum        surdo-mudo.<\/p>\n     \n<p>Sim, alguns curarei; outros n\u00e3o. Em Outubro farei o milagre para que todos        acreditem.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>E come\u00e7ando a elevar-se, desapareceu como de costume.<\/p>\n   \n<p><strong>6\u00aa APARI\u00c7\u00c3O \u0096 13 de Outubro de 1917.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Conta Irm\u00e3 L\u00facia:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Tinha-se espalhado o boato que as autoridades haviam decidido fazer explodir      uma bomba junto de n\u00f3s, no momento da apari\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>N\u00e3o concebi, com isso, medo algum, e falando a meus primos, dissemos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Mas que bom, se nos for concebida a gra\u00e7a de subir dali com Nossa Senhora        para o C\u00e9u!<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>No entanto meus pais assustaram-se e pela primeira vez quiseram acompanhar-me,      dizendo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Se a minha filha vai morrer, eu quero morrer a seu lado.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Meu pai levou-me ent\u00e3o pela m\u00e3o at\u00e9 o local das apari\u00e7\u00f5es, mas desde o momento      da apari\u00e7\u00e3o n\u00e3o o voltei mais a ver at\u00e9 que me encontrei \u00e0 noite no seio da      fam\u00edlia.<\/p>\n   \n<p>Pelo caminho as cenas do m\u00eas passado, por\u00e9m mais numerosas e comovedoras.      Nem a lamaceira dos caminhos impedia essa gente de se ajoelhar na atitude      mais humilde e suplicante.<\/p>\n   \n<p>Chegados \u00e0 Cova da Iria junto da carrasqueira, levada por um movimento interior,      pedi ao povo que fechasse os guarda-chuvas para rezarmos o ter\u00e7o. Pouco depois      vimos o reflexo da luz e em seguida Nossa Senhora sobre a carrasqueira.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Que \u00e9 que Vossemec\u00ea quer?<\/p>\n     \n<p>Quero dizer-te que fa\u00e7am aqui uma capela em minha honra.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>&#8220;Sou a Senhora do Ros\u00e1rio&#8221;. Que continuem sempre a rezar o ter\u00e7o      todos os dias. A guerra vai acabar e os militares voltar\u00e3o em breve para suas      casas.<\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Eu tinha muitas coisas para lhe pedir. Se curava uns doentes e se convertia        uns pecadores, etc.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Respondeu-me dizendo:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Uns sim, outros n\u00e3o. \u00c9 preciso que se emendem, que pe\u00e7am perd\u00e3o dos seus        pecados.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>E tomando um aspecto triste:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>N\u00e3o ofendam mais a Deus Nosso Senhor, que j\u00e1 est\u00e1 muito ofendido.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>O SOL DAN\u00c7OU EM F\u00c1TIMA<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima28.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>Chovia torrencialmente antes de come\u00e7ar o Milagre<\/strong><\/p>\n   \n<p>Despedindo-se, a Senhora abriu as m\u00e3os, como das outras vezes, e o brilho      que delas sa\u00eda subia at\u00e9 onde devia estar o sol. A multid\u00e3o viu as nuvens      se abrirem e o sol aparecer entre elas, no azul do c\u00e9u, como um disco luminoso.<\/p>\n   \n<p><strong>Muitos ouviram L\u00facia gritar:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Olhem para o sol!<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima29.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, ela estava em \u00eaxtase e n\u00e3o se recorda de ter dito isso, pois estava      totalmente absorta em outras vis\u00f5es que se sucederam&#8230;<\/p>\n   \n<p>Na cova da Iria 70.000 pessoas esperavam durante 4 horas, \u00e0 chuva, molhadas      at\u00e9 aos ossos, em po\u00e7as de \u00e1gua com cerca de 10cm de profundidade, ag\u00fcentando      at\u00e9 o frio.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima30.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>Conta L\u00facia:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;Desaparecida Nossa Senhora na imensidade do firmamento,      vimos ao lado do sol S\u00e3o Jos\u00e9 com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco      com um manto azul. S\u00e3o Jos\u00e9 com o Menino pareciam aben\u00e7oar o mundo, pois faziam      com as m\u00e3os uns gestos em forma de cruz.&#8221;<\/p>\n   \n<p><strong>E somente L\u00facia teve a vis\u00e3o seguinte:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">&#8220;Pouco depois, desvanecida essa apari\u00e7\u00e3o, vi Nosso Senhor      e Nossa Senhora que me dava a id\u00e9ia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso      Senhor parecia aben\u00e7oar o mundo da mesma forma que S\u00e3o Jos\u00e9. Desvaneceu-se      esta apari\u00e7\u00e3o e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa      Senhora do Carmo&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>Enquanto isso, a multid\u00e3o presenciava o milagre prometido por Nossa      Senhora:<\/strong><\/p>\n   \n<p>O sol rompia as nuvens e, bem no z\u00eanite, na posi\u00e7\u00e3o de meio-dia, brilhava      como um disco de prata. Era poss\u00edvel realmente olhar para ele, sem que sua      luz ofuscasse. Isso foi por um instante.<\/p>\n   \n<p><strong>Todos ainda olhavam para o sol, assombrados, quando ele come\u00e7ou a      &#8220;dan\u00e7ar&#8221;, segundo a descri\u00e7\u00e3o das pessoas:<\/strong>\u00a0ele      come\u00e7ou a girar sobre si mesmo, como uma bola de fogo, e ent\u00e3o parou. Logo      voltou a girar, mas velozmente. Ainda girando, suas bordas ficaram escarlates      e come\u00e7aram a lan\u00e7ar chamas por todo o c\u00e9u, e com isso sua luz se refletia      em tudo e em todos, com as diferentes cores do espectro solar. Ainda girando      rapidamente, e espargindo chamas coloridas, por tr\u00eas vezes o sol pareceu desprender-se      do c\u00e9u e precipitar-se em zigue-zague sobre a multid\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Muitos julgavam ser o fim do mundo, e as pessoas se ajoelhavam na lama pedindo      perd\u00e3o de seus pecados. Houve quem fizesse confiss\u00e3o p\u00fablica em altos brados,      e alguns dos que haviam ido at\u00e9 a Cova para fazer tro\u00e7a dos cr\u00e9dulos prostraram-se      em terra entre solu\u00e7os e ora\u00e7\u00f5es desajeitadas. O fen\u00f4meno durou por uns dez      minutos, e depois, elevando-se em zigue-zague, o sol voltou a sua posi\u00e7\u00e3o      normal e brilhante, ofuscando como o sol comum.<\/p>\n   \n<p><strong>As pessoas se entreolhavam e diziam:<\/strong><\/p>\n   \n<p>&#8220;Milagre! Milagre! As crian\u00e7as tinham raz\u00e3o! Nossa Senhora fez o milagre!      Bendito seja Deus! Bendita seja Nossa Senhora!&#8221; Muitos riam, outros choravam      de alegria, e houve quem notasse que suas roupas se haviam secado subitamente.<\/p>\n   \n<p>Durante mais de quatro horas chovera torrencialmente e fizera muito frio.      E ent\u00e3o, exatamente como fora profetizado 92 dias antes, exatamente \u00e0 hora      indicada, parou a chuva e ficou imediatamente bom tempo. Apareceu um maravilhoso      arco-\u00edris, promissor de felicidade. A<\/p>\n   \n<p> natureza utilizou aqui este jogo de luz, embora contra as regras, pois um      arco-\u00edris normalmente pode ser visto de manh\u00e3 ou \u00e0 tardinha, n\u00e3o ao meio-dia.      Mas o arco-\u00edris apareceu sobre F\u00e1tima ao meio-dia, as suas cores brilharam      com uma intensidade cem vezes superior \u00e0 normal, formando em vez de um arco      abobado, uma grande faixa com 12 metros de altura que cobriu homens, muros      e \u00e1rvores.<\/p>\n   \n<p>Depois deste jogo de cores, o poderoso calor crescente empurrou o tempo chuvoso      para o c\u00e9u. A \u00e1gua evaporou-se rapidamente, e surgiu um grande calor. Mas      isso n\u00e3o incomodou ningu\u00e9m.<\/p>\n   \n<p>Os nossos f\u00edsicos n\u00e3o conhecem processos t\u00e3o r\u00e1pidos de secagem, pois a quantidade      da \u00e1gua evaporada n\u00e3o pode subir em poucos minutos para a atmosfera.<\/p>\n   \n<p>Quando terminou o triplo jogo de luz, tudo estava completamente seco. V\u00e1rios      milhares de toneladas de \u00e1gua deviam ter-se evaporado em menos de 3 minutos.      Certamente o ar, o quarto elemento, causaria os maiores problemas para os      operadores de televis\u00e3o. Enquanto eles poderiam mais ou menos filmar os efeitos      dos elementos acima descritos, n\u00e3o teriam capacidade de captar a coluna do      ar.<\/p>\n   \n<p>As muitas nuvens e altitudes que diferiam de algumas centena a v\u00e1rios milhares      de metros, foram movidas, e de tal maneira sobrepostas que o sol verdadeiro      perdeu o brilho e nenhuma das 70.000 pessoas sofreu danos na retina ocular.      Desse modo as diferentes aberturas entre nuvens foram dirigidas com precis\u00e3o      sensacional.<\/p>\n   \n<p>No meio da multid\u00e3o estiveram os tr\u00eas Pastorinhos que, durante o bailar do      sol, se encontraram com a Senhora de dignidade real.<\/p>\n   \n<p>Se tiv\u00e9ssemos estado naquele dia em F\u00e1tima, mesmo s\u00f3 como observadores, ter\u00edamos      regressado a nossas casas com um entusiasmo de inexplic\u00e1vel felicidade.<\/p>\n   \n<p><strong>O nosso pensamento teria sido:<\/strong>\u00a0Que maravilha      \u00e9 o nosso planeta!<\/p>\n   \n<p>A \u00e1gua pantanosa e a lama fria transformaram-se em suave beleza estival!<\/p>\n   \n<p>O disco, que se confundiu com o sol, bailou nas alturas e desceu em frente      da multid\u00e3o, numa proximidade palp\u00e1vel, sem contudo amea\u00e7ar!<\/p>\n   \n<p>Gra\u00e7as a Deus e gra\u00e7as aquela que do c\u00e9u nos trouxe \u00e0 terra este presente,      certamente n\u00e3o com a inten\u00e7\u00e3o de assustar, mas para provar a sua vinda!<\/p>\n   \n<p><strong>Sobre os Sinais.<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00f3 um milagre \u0096 obra divida \u0096 p\u00f5e nos acontecimentos o sinete de      Deus. Assim aconteceu com o pr\u00f3prio Salvador.<\/p>\n   \n<p>Jesus, no in\u00edcio da sua vida p\u00fablica, encontrou vendedores e cambistas no      templo e expulsou-os a todos.<\/p>\n   \n<p><strong>Ent\u00e3o os judeus perguntaram-lhe:<\/strong>\u00a0Que sinal nos      d\u00e1s de poderes fazer isto?<\/p>\n   \n<p><strong>Jesus respondeu-lhes:<\/strong>\u00a0Destru\u00ed este templo, e      em tr\u00eas dias Eu o levantarei.<\/p>\n   \n<p><strong>Replicaram ent\u00e3o os judeus:<\/strong>\u00a0Quarenta e seis      anos levou este templo a construir, e Tu vais levant\u00e1-lo em tr\u00eas dias?<\/p>\n   \n<p>Ele, por\u00e9m, falava do templo que \u00e9 o seu corpo. Por isso, quando Jesus ressuscitou      dos mortos, os seus disc\u00edpulos recordaram-se de que Ele o tinha dito&#8230; (J\u00f4      2,17-22).<\/p>\n   \n<p><strong>Outra altura, quando Ele ensinou o povo e anunciou o Evangelho, tamb\u00e9m      os sumos sacerdotes, os escribas e os anci\u00e3os se aproximaram dele e lhe perguntaram:\u00a0<\/strong>com      que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres?      (Mt 11,27-28)<\/p>\n   \n<p><strong>Jesus disse-lhes:<\/strong>\u00a0Quando tiverdes erguido ao      alto o Filho do Homem, ent\u00e3o ficareis a saber que Eu sou o que sou e que nada      fa\u00e7o por mim mesmo, mas falo destas coisas tal como o Pai me ensinou. E aquele      que me enviou est\u00e1 comigo. Ele n\u00e3o me deixou s\u00f3, porque fa\u00e7o sempre aquilo      que lhe agrada. (J\u00f4 8,28-29)<\/p>\n   \n<p><strong>Noutro dia disseram-lhe alguns doutores da lei e fariseus:<\/strong>\u00a0Mestre,      queremos ver um sinal feito por ti.<\/p>\n   \n<p><strong>Ele respondeu-lhes:<\/strong>\u00a0Gera\u00e7\u00e3o m\u00e1 e ad\u00faltera! Reclama      um sinal, mas n\u00e3o lhe ser\u00e1 dado outro sinal, a n\u00e3o ser o do profeta Jonas.      Assim com Jonas esteve no ventre do monstro marinho, tr\u00eas dias e tr\u00eas noites,      assim o Filho do Homem estar\u00e1 no seio da terra, tr\u00eas dias e tr\u00eas noites. (Mt      12,38-40; Lc 11,29-32)<\/p>\n   \n<p><strong>Quando vedes uma nuvem levantar-se do poente, dizeis logo:<\/strong>\u00a0Vem      l\u00e1 a chuva; e assim sucede.<\/p>\n   \n<p><strong>E quando sopra o vento sul, dizeis:<\/strong>\u00a0Vai haver      muito calor; e assim acontece. Hip\u00f3critas, sabeis interpretar o aspecto da      terra e do c\u00e9u; como \u00e9 que n\u00e3o sabeis reconhecer o tempo presente? (Lc 12,54-56)      As obras que o Pai me confiou para levar a cabo, estas mesmas obras que eu      fa\u00e7o, d\u00e3o testemunho de que o Pai me enviou. E o pai me enviou mant\u00e9m o seu      testemunho a meu favor.<\/p>\n   \n<p>Nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu rosto, nem a sua palavra permanece      em v\u00f3s, visto n\u00e3o credes neste que ele enviou. (Jo 5,36-38).<\/p>\n   \n<p><strong>Na festa da Dedica\u00e7\u00e3o do templo, Jesus afirmou de novo:\u00a0<\/strong>Se      n\u00e3o fa\u00e7o as obras do meu Pai, n\u00e3o creias em mim; mas se as fa\u00e7o, embora n\u00e3o      queirais crer em mim, crede nas obras, e assim vireis a saber e ficareis a      compreender que o Pai est\u00e1 em mim e eu no Pai. (Jo 10,37-38)<\/p>\n   \n<p>Embora Jesus tivesse realizado diante deles tantos sinais portentosos, n\u00e3o      criam nele.<\/p>\n   \n<p><strong>(J\u00f4 12,37) Jesus levantou a voz e disse:<\/strong>\u00a0Quem      cr\u00ea em mim n\u00e3o \u00e9 em mim que cr\u00ea, mas sim naquele que me enviou. Eu vim ao      mundo como luz, para que todo o que cr\u00ea em mim n\u00e3o fique nas trevas. (Jo 12,44-46)      Jesus, ressuscitou no terceiro dia, como tinha anunciado.<\/p>\n   \n<p>A miss\u00e3o de Nossa Senhora foi tamb\u00e9m confirmada pelo milagre do sol, em 13      de Outubro de 1917. Se mais nada tivesse acontecido, houve pelo menos uma      profecia claramente anunciada tr\u00eas meses antes e completamente cumprida!<\/p>\n   \n<p>No dia e \u00e0 hora anunciada, deu-se um fen\u00f4meno nunca antes visto, que dezenas      de milhares de pessoas presenciaram e testemunharam.<\/p>\n   \n<p>Testemunhou-o tamb\u00e9m o jornalista Avelino de Almeida, que fora enviado pelo      di\u00e1rio \u0093O S\u00e9culo\u0094, para relatar o acontecimento desse dia 13 de      Outubro de 1917, na Cova da Iria.<\/p>\n   \n<p><strong>Com os seus pr\u00f3prios olhos viu as coisas espantosas e nesse jornal      di\u00e1rio, em 15 de Outubro, Sob o t\u00edtulo: \u0093Como o sol bailou ao meio dia      em F\u00e1tima\u0094, descreveu:<\/strong><\/p>\n   \n<p>E, quando j\u00e1 n\u00e3o imaginava que via alguma coisa mais impressionante do que      essa rumorosa, mas pac\u00edfica multid\u00e3o animada pela mesma obsessiva id\u00e9ia e      movida pelo mesmo poderoso anseio, que vi eu ainda de verdadeiramente estranho      na charneca de F\u00e1tima? A chuva, \u00e0 hora pronunciada, deixar de cair; a densa      massa de nuvens romper-se e o astro rei \u0096 disco de prata fosca \u0096      em pleno z\u00eanite aparecer e come\u00e7ar dan\u00e7ando num bailado violento e convulso,      que grande n\u00famero de pessoas imaginava ser uma dan\u00e7a serpentina, t\u00e3o belas      e rutilantes cores revestiu sucessivamente a superf\u00edcie solar&#8230;<\/p>\n   \n<p><strong>Milagre, como gritava o povo; fen\u00f4meno natural, como dizem s\u00e1bios?<\/strong><\/p>\n   \n<p>N\u00e3o curo agora de sab\u00ea-lo, mas apenas de afirmar o que vi&#8230; O resto \u00e9 com      a ci\u00eancia e com a Igreja.<\/p>\n   \n<p><strong>7\u00aa Apari\u00e7\u00e3o \u0096 15 de Junho de 1921.<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Na 1\u00aa apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora em 13 de Maio de 1917, ELA disse:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia e a esta        mesma hora, depois vos direi quem Sou e o que quero.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Depois voltarei aqui ainda uma s\u00e9tima vez.<\/p>\n   \n<p>Em 1920 a Diocese de Leiria foi restaurada, e sagrado Bispo diocesano D.      Jos\u00e9 Alves Correia da Silva, que logo quis informar-se dos acontecimentos      de F\u00e1tima e do paradeiro da L\u00facia, \u00fanica sobrevivente dos pastorinhos.<\/p>\n   \n<p>Ao saber que, nessa ocasi\u00e3o, ela se encontrava em F\u00e1tima, pediu a uma senhora      da sua confian\u00e7a o favor de ir ver se, com a licen\u00e7a da m\u00e3e, a levava a Leiria.<\/p>\n   \n<p>Assim, L\u00facia encontrou-se pela primeira vez com D. Jos\u00e9 que a interrogou      sobre as apari\u00e7\u00f5es, ao que ela respondeu o melhor que pode e soube. Depois,      prop\u00f4s-lhe deixar F\u00e1tima para ir para o Porto, porque por l\u00e1 ainda n\u00e3o era      conhecida. N\u00e3o falaria a ningu\u00e9m das apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima, nem de seus pais,      nem da sua fam\u00edlia, nem revelaria o seu verdadeiro nome, nem a sua terra natal;      n\u00e3o receberia visitas, a n\u00e3o ser das senhoras a quem a ai entregar, para cuidarem      dela; n\u00e3o devia escrever a ningu\u00e9m, a n\u00e3o ser a sua m\u00e3e, devia mandar as suas      cartas ao Vig\u00e1rio do Olival, que se encarregaria de entreg\u00e1-las \u00e0 m\u00e3e, e que      esta, as cartas que lhe escrevesse devia, igualmente, envi\u00e1-las ao Vig\u00e1rio      do Olival para, por meio de Sua Reverend\u00edssima, lhe serem enviadas; que n\u00e3o      voltaria a F\u00e1tima para passar f\u00e9rias nem para qualquer outra coisa, sem a      sua licen\u00e7a.<\/p>\n   \n<p><strong>Sabemos hoje, do di\u00e1rio da Irm\u00e3 L\u00facia:<\/strong><\/p>\n   \n<p>De novo em F\u00e1tima, guardei inviol\u00e1vel o meu segredo, mas a alegria que senti,      ao me despedir do Senhor Bispo, durou pouco tempo, Lembrava-me dos meus familiares,      da casa paterna, da Cova da Iria, Cabe\u00e7o, Valinhos, do po\u00e7o&#8230; e agora deixar      tudo, assim, de uma vez para sempre? Para ir n\u00e3o sei bem para onde&#8230;? Disse      ao Sr. Bispo que sim, mas agora vou dizer-lhe que me arrependi e que para      a\u00ed n\u00e3o quero ir.<\/p>\n   \n<p><strong>E como que em ora\u00e7\u00e3o dirigida \u00e0 M\u00e3e do C\u00e9u, continua:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Assim foste Tu, a que me tomaste pela m\u00e3o e me conduziste os passos. Sim,      mais de uma vez, vieste \u00e0 terra para indicar-me o caminho, sem Ti, teria perdido      o norte e desviado o caminho estreito.<\/p>\n   \n<p>Foi o dia 15 de Junho de 1921, viste a minha luta, a indecis\u00e3o e o arrependimento      do sim que antes tinha dado, a incerteza do que iria encontrar, a resolu\u00e7\u00e3o      de voltar atr\u00e1s. O conhecimento do que deixava, e a saudade a desgarrar-me      o cora\u00e7\u00e3o!<\/p>\n   \n<p>Esse Adeus a tudo, no desabrochar da juventude onde um belo futuro me sorria      na casa da minha querida Senhora D. Assun\u00e7\u00e3o Avelar e outras que me ofereciam,      o carinho maternal com igual afeto, deixar tudo e a casa paterna, por uma      incerteza do que iria encontrar, oprimia-me o cora\u00e7\u00e3o e fazia-me pressentir      o que nem queria pensar!&#8230;<\/p>\n   \n<p>Podia l\u00e1 ser? Perguntava a mim mesma. &#8211; N\u00e3o, &#8211; digo a minha M\u00e3e que n\u00e3o quero      ir e com n\u00e3o aparecer amanh\u00e3 em Leiria tudo est\u00e1 resolvido, volto depois para      Lisboa, para Santar\u00e9m para casa da minha querida Sr. D. Adelaide, ou para      Leiria para as Senhoras Patr\u00edcio, em qualquer dos s\u00edtios estou muito melhor,      posso estudar e conseguir um bom futuro.<\/p>\n   \n<p>Para onde o Sr. Bispo me quer levar, n\u00e3o sei como ser\u00e1, \u00e9 com a condi\u00e7\u00e3o      de n\u00e3o voltar mais a casa, por isso n\u00e3o voltarei mais a ver a fam\u00edlia, nem      estes lugares benditos! Cova de Iria, Loca do Cabe\u00e7o, Valinhos, Po\u00e7o do Arneiro,      a Igreja onde fica o meu Jesus escondido e onde tantas gra\u00e7as tenho recebido!      O sorriso da minha primeira Comunh\u00e3o! Vila Nova de Our\u00e9m onde fica a Jacinta,      o cemit\u00e9rio onde ficam os restos mortais de meu querido Pai e Francisco! Nunca      mais voltar a pisar esta terra aben\u00e7oada, para ir sabe Deus para onde! Sem      nem sequer poder escrever diretamente \u00e0 minha m\u00e3e! Imposs\u00edvel, n\u00e3o vou!<\/p>\n   \n<p>E foi entre esta multid\u00e3o de pensamentos sombrios que percorri o caminho      desde a Igreja de F\u00e1tima, onde de manh\u00e3zinha cedo foi para assistir \u00e0 Santa      Missa e comungar por despedida, at\u00e9 \u00e0 Cova de Iria.<\/p>\n   \n<p>A\u00ed ajoelhada e debru\u00e7ada sobre a pequena grade que resguardava a terra que      tinha alimentado a feliz carrasqueira onde Nossa Senhora pousou os Seus Imaculados      p\u00e9s, deixei as l\u00e1grimas correrem em abund\u00e2ncia enquanto que pedia a Nossa      Senhora perd\u00e3o de n\u00e3o ser capaz de oferecer-Lhe desta vez, este sacrif\u00edcio      que me parecia superior as minhas for\u00e7as. Recordava sim, esse mais belo dia      13 de Maio de 1917, em que tinha dado o meu \u0093Sim\u0094 prometendo aceitar      todos os sacrif\u00edcios que Deus quisesse enviar-me. E esta recorda\u00e7\u00e3o era como      que uma luz no fundo da alma, um escr\u00fapulo que me n\u00e3o dava paz, e me fazia      verter uma torrente de l\u00e1grimas.<\/p>\n   \n<p><strong>Nesse momento, bem longe estava eu de pensar num novo encontro, nem      no cumprimento da promessa:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">\u0093Voltarei aqui, uma s\u00e9tima vez\u0094. Tinha tantos mais      dignos do que eu a quem podias manifestar-Te! Mas n\u00e3o \u00e9 aos filhos mais pequeninos      e necessitados que as m\u00e3es socorrem em primeiro lugar? Por certo que, desde      o C\u00e9u, o Teu maternal olhar me seguia os passos e no espelho Imenso da Luz      que \u00e9 Deus, viste a luta daquela a quem prometeste especial prote\u00e7\u00e3o. \u0093Eu      nunca te deixarei. O meu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o teu ref\u00fagio e o caminho      que te conduzir\u00e1 at\u00e9 Deus.\u0094<\/p>\n   \n<p>Assim sol\u00edcita, mais uma vez desceste \u00e0 terra, e foi ent\u00e3o que senti a tua      m\u00e3o amiga e maternal tocar-me no ombro; levantei o olhar e vi-Te, eras Tu,      a M\u00e3e Bendita a dar-me a M\u00e3o e a indicar-me o caminho; os Teus l\u00e1bios descerraram-se      e o doce timbre da tua voz restituiu a luz e a paz \u00e0 minha alma.<\/p>\n   \n<p><strong>Disse Nossa Senhora:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0093Aqui estou pela s\u00e9tima vez, vai, segue o caminho por onde o Senhor        Bispo te quiser levar, essa \u00e9 a vontade de Deus.\u0094<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Repeti ent\u00e3o o meu \u0093Sim\u0094, agora bem mais consciente do que, o dia      13 de Maio de 1917 e enquanto que de novo Te elevavas ao C\u00e9u, como num relance,      passou-me pelo esp\u00edrito toda a s\u00e9rie de maravilhas que naquele mesmo lugar,      havia apenas 4 anos, ali me tinha sido dado contemplar. Recordei a minha querida      Nossa Senhora do Carmo e nesse momento senti a gra\u00e7a da voca\u00e7\u00e3o \u00e0 vida religiosa      e o atrativo pelo Claustro do Carmelo.<\/p>\n   \n<p>Tomei por protetora a minha querida S\u00f3ror Teresinha do Menino Jesus. Dias      depois, por conselho do Sr. Bispo, tomei por norma a \u0093Obedi\u00eancia\u0094      e por lema as palavras de Nossa Senhora narradas no Evangelho \u0096 \u0093Fazei      tudo o que Ele vos disser\u0094.<\/p>\n   \n<p><strong>8\u00aa Apari\u00e7\u00e3o \u0096 10 de Dezembro de 1925 \u0096 \u00e1 Irm\u00e3 Lucia na      Espanha.<\/strong><\/p>\n   \n<p>Dia 10\/12\/1925, apareceu-lhes a SS. Virgem e ao lado, suspenso em uma nuvem      luminosa, um Menino. A SS. Virgem, pondo-lhe no ombro a m\u00e3o e mostrando, ao      mesmo tempo, um cora\u00e7\u00e3o que tinha na outra m\u00e3o, cercado de espinhos.<\/p>\n   \n<p><strong>Ao mesmo tempo, disse o Menino:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Tem pena do Cora\u00e7\u00e3o de tua SS. M\u00e3e que est\u00e1 coberto de espinhos que os        homens ingratos a todos os momentos lhe cravam sem haver quem fa\u00e7a um ato        de repara\u00e7\u00e3o para os tirar.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>E em seguida disse a SS. Virgem:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Olha, minha filha, o Meu cora\u00e7\u00e3o cercado de espinhos que os homens ingratos        me cravam, com blasf\u00eamias e ingratid\u00f5es. Tu, ao menos, v\u00ea de me consolar        e diz que todos aqueles que durante cinco meses, ao 1\u00ba s\u00e1bado, se confessarem,        recebendo a Sagrada Comunh\u00e3o, rezarem um Ter\u00e7o e me fizerem 15 minutos de        companhia, meditando nos 15 mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio, com o fim de Me desagravar,        eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as gra\u00e7as necess\u00e1rias        para a salva\u00e7\u00e3o dessas almas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>F\u00c1TIMA E A MODERNIDADE \u0096 PROFECIA E ESCATOLOGIA.<\/strong><\/p>\n   \n<p>Apresentamos aqui um estudo do Sr. D. Ant\u00f4nio dos Santos Marto, bispo de      F\u00e1tima &#8211; Portugal.<\/p>\n   \n<p>\u0093O raio e o trov\u00e3o precisam de tempo, a luz dos astros precisa de tempo,      as a\u00e7\u00f5es precisam de tempo para poderem ser vistas e ouvidas\u0094 (Nietzsche)      Esta frase de Nietzsche, apesar de se referir a um contexto diferente, pode      bem aplicar-se \u00e0 mensagem das apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora em F\u00e1tima em 1917.      S\u00f3 distanciando-nos no tempo, no in\u00edcio de um novo s\u00e9culo, somos capazes de      captar toda a sua grandeza, profundidade e relev\u00e2ncia.<\/p>\n   \n<p><strong>Um historiador ingl\u00eas, G. J. Hobsbawn, define o s\u00e9culo XX como \u0093s\u00e9culo      breve\u0094:<\/strong>\u00a0O faz come\u00e7ar em 1914 com a primeira guerra      mundial e acabar em 1989 com a queda do muro de Berlim.<\/p>\n   \n<p>Precisamente este per\u00edodo de tempo \u00e9 abrangido de modo especial na mensagem      de F\u00e1tima. As apari\u00e7\u00f5es tiram o seu significado particular do momento hist\u00f3rico,      social, pol\u00edtico, cultural e religioso ao qual dirigem a sua interpela\u00e7\u00e3o      e que procuram iluminar com a sua mensagem.<\/p>\n   \n<p>Segundo a doutrina de S. Jo\u00e3o da Cruz as apari\u00e7\u00f5es s\u00e3o o inv\u00f3lucro da mensagem.      A primazia cabe \u00e0 mensagem de amor. A Igreja considera-as \u0093revela\u00e7\u00f5es      privadas\u0094 que n\u00e3o podem ser comparadas \u00e0 Revela\u00e7\u00e3o consignada na Sagrada      Escritura. O seu objetivo n\u00e3o \u00e9 fundamentar a f\u00e9 mas servi-la.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o acrescentam nada \u00e0 \u00fanica revela\u00e7\u00e3o, mas podem ser um humilde apelo. Constituem      sinais sens\u00edveis nos quais Deus se comunica segundo a capacidade daquele que      o recebe. O seu papel pode aproximar-se ao dos \u00edcones que, segundo a teologia      oriental, s\u00e3o uma \u0093verdadeira objetiva\u00e7\u00e3o, inspirada pelo Esp\u00edrito Santo      [&#8230;] geradora e portadora de presen\u00e7a\u0094. <\/p>\n   \n<p>Elas pertencem \u00e0 ordem do carisma, isto \u00e9, s\u00e3o um dom de Deus a um membro      do corpo de Cristo para bem de todo o corpo. Como todos os carismas de car\u00e1ter      excepcional, n\u00e3o devem ser procuradas mas acolhidas, em a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, com      discernimento e prud\u00eancia.<\/p>\n   \n<p>Na express\u00e3o de K. Rahner, uma revela\u00e7\u00e3o privada n\u00e3o representa uma inova\u00e7\u00e3o,      isto \u00e9, uma nova interpreta\u00e7\u00e3o das realidades da f\u00e9; \u00e9 antes a revela\u00e7\u00e3o de      um imperativo evang\u00e9lico numa determinada situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da Igreja e do      mundo, a realizar com urg\u00eancia num preciso momento requerido pela pr\u00f3pria      situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica e de acordo com os princ\u00edpios gerais da revela\u00e7\u00e3o oficial      e da f\u00e9 eclesial. <\/p>\n   \n<p>Por isso a revela\u00e7\u00e3o privada \u00e9 uma atualiza\u00e7\u00e3o de uma determinada \u00e9poca,      uma aplica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da revela\u00e7\u00e3o fundadora num determinado tempo, de modo      a inseri-la nas consci\u00eancias e na cultura como gra\u00e7a, promessa, exist\u00eancia      e ju\u00edzo, de modo a que os ouvintes e os destinat\u00e1rios se confrontem com um      chamamento direto de Deus que convida \u00e0 obedi\u00eancia da f\u00e9.<\/p>\n   \n<p>As apari\u00e7\u00f5es s\u00e3o um sinal de Deus para a nossa gera\u00e7\u00e3o. E Maria aparece como      a serva do Senhor, dispon\u00edvel ao servi\u00e7o da Igreja no mundo. As apari\u00e7\u00f5es      querem ainda preparar a Igreja para o futuro, por vezes com tons apocal\u00edpticos.    <\/p>\n   \n<p>Penso ser necess\u00e1rio fazer este pre\u00e2mbulo \u00e0 maneira de introdu\u00e7\u00e3o porque,      relativamente \u00e0s apari\u00e7\u00f5es, constata-se com freq\u00fc\u00eancia uma curiosidade por      vezes doentia que corre o risco de se fixar sobre detalhes perif\u00e9ricos sem      captar o fundamental.<\/p>\n   \n<p>As apari\u00e7\u00f5es e a conseq\u00fcente revela\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem fazer esquecer a dram\u00e1tica      situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica na qual a comunidade crist\u00e3 est\u00e1 inserida. Por isso s\u00f3      na medida em que as apari\u00e7\u00f5es se colocam numa rela\u00e7\u00e3o com a hist\u00f3ria quotidiana      e com as grandes provoca\u00e7\u00f5es que partem da humanidade, se pode pensar estarmos      perante uma mensagem que \u00e9 dada para provocar a f\u00e9, que se tornou t\u00e9pida e      indiferente.<\/p>\n   \n<p>Uma reflex\u00e3o teol\u00f3gica a este prop\u00f3sito n\u00e3o poder\u00e1 dispensar uma an\u00e1lise      atenta ao contexto s\u00f3cio cultural em que as apari\u00e7\u00f5es acontecem, por exemplo,      as condi\u00e7\u00f5es peculiares que a Igreja vive num determinado momento.<\/p>\n   \n<p><strong>1. No horizonte da Modernidade.<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 bem evidente como a mensagem de F\u00e1tima se refere \u00e0 nova era dos tempos      modernos com particular incid\u00eancia na \u00e9poca dos dois grandes conflitos que      marcam a hist\u00f3ria do s\u00e9culo XX, com todo o contexto em que estes se inserem      e com tudo aquilo de que s\u00e3o express\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>A primeira e a segunda guerra mundiais constituem como que um prisma      do mal neste s\u00e9culo, onde de v\u00e1rios \u00e2ngulos se refletem e se podem observar      as principais facetas do mal e os seus efeitos perversos:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>A novidade tr\u00e1gica da forma pol\u00edtica totalit\u00e1ria, nas vers\u00f5es do estalinismo        e do nazismo, t\u00edpica do s\u00e9culo XX;<\/p>\n     \n<p>O recurso \u00e0 mentira sistem\u00e1tica para fabricar uma verdade e reescrever        a hist\u00f3ria;<\/p>\n     \n<p>Um programa de nega\u00e7\u00e3o de Deus e da Sua expuls\u00e3o da vida p\u00fablica e das        pr\u00f3prias consci\u00eancias atrav\u00e9s um ate\u00edsmo e um laicismo militantes;<\/p>\n     \n<p>A aniquila\u00e7\u00e3o e a morte do ser humano e o desprezo total da dignidade da        pessoa, na expressividade num\u00e9rica de dezenas de milh\u00f5es de v\u00edtimas, em        nome da pureza radical da ideologia, da revolu\u00e7\u00e3o ou da ra\u00e7a, elevadas \u00e0        categoria de novas divindades;<\/p>\n     \n<p>A novidade daquela que viria a ser chamada a \u0093guerra total\u0094 que,        infringindo os c\u00f3digos tradicionalmente aceites, dava via livre \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o        dos civis e inocentes, usando todos os instrumentos cient\u00edfico-t\u00e9cnicos        mais modernos. Isto representa o levar at\u00e9 ao extremo o poder arbitr\u00e1rio        que n\u00e3o conhece limites, qualquer limite.<\/p>\n     \n<p>O fen\u00f4meno coletivo de \u00f3dio e de viol\u00eancia que se apoderou de pessoas e        povos.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Numa leitura teol\u00f3gica dos sinais dos tempos, a guerra mundial e a guerra      total representam isto \u00e9, tornam presente, um concentrado do mal, um s\u00edmbolo      real da mundializa\u00e7\u00e3o do pecado experimentada pela primeira vez na sua monstruosidade,      no seu horror e terror a n\u00edvel planet\u00e1rio.<\/p>\n   \n<p>P\u00f5em em evid\u00eancia tanto as formas do mal organizado do qual est\u00e1 tragicamente      cheio o nosso s\u00e9culo, como a aceita\u00e7\u00e3o da normalidade e da banalidade do mal,      agora racionalmente justificado e legitimado, cientifica e tecnicamente programado      e executado. \u00c0 dist\u00e2ncia de tempo aparecem-nos hoje com mais clareza a metamorfose,      a ruptura e a degenera\u00e7\u00e3o da modernidade e dos seus \u00eaxitos potencialmente      destruidores.<\/p>\n   \n<p>A novidade dos tempos modernos n\u00e3o consiste propriamente no fato de o homem      ter decidido usar livre e publicamente a raz\u00e3o, segundo o lema de Kant. Este      lema lan\u00e7a as suas ra\u00edzes no cristianismo, na convic\u00e7\u00e3o de que o homem \u00e9 criado      \u00e0 imagem de Deus, capaz de conhecimento criador.<\/p>\n   \n<p><strong>O que marca a ruptura de uma \u00e9poca \u00e9 o fato de a modernidade se apresentar      como um projeto ambicioso de salva\u00e7\u00e3o do homem pelo homem, que teve a sua      express\u00e3o te\u00f3rica extrema no s\u00e9culo XIX com \u0093os mestres da suspeita\u0094      e a sua mensagem, de que foi herdeiro maior o marxismo:<\/strong>\u00a0\u00e9      preciso que Deus morra para que o homem viva.<\/p>\n   \n<p><strong>O s\u00e9culo XIX deixou na consci\u00eancia geral, como heran\u00e7a, esta chaga      aberta que entrou pelo s\u00e9culo XX:<\/strong>\u00a0o rancor contra Deus      como inimigo do homem, que veio a redundar na pr\u00f3pria morte do homem.<\/p>\n   \n<p><strong>Sintetizando com palavras de Jo\u00e3o Paulo II:\u00a0<\/strong>\u0093Esta      mensagem, isto \u00e9 a mensagem de F\u00e1tima, destina-se de modo particular aos homens      do nosso s\u00e9culo, marcado pelas guerras, pelo \u00f3dio, pela viola\u00e7\u00e3o dos direitos      fundamentais do homem, pelo enorme sofrimento de homens e na\u00e7\u00f5es e por fim,      pela luta contra Deus at\u00e9 \u00e0 nega\u00e7\u00e3o da sua exist\u00eancia.\u0094<\/p>\n   \n<p>A mensagem de F\u00e1tima contempla com lucidez e amargura esta tumultuosa e dram\u00e1tica      vicissitude hist\u00f3rica. Depois das Escrituras \u00e9 talvez a den\u00fancia mais forte      e impressionante do pecado do mundo que convida toda a Igreja e o mundo a      um exame de consci\u00eancia s\u00e9rio. <\/p>\n   \n<p>S\u00f3 quem tem o sentido forte da dignidade do homem perante Deus, do seu destino      eterno, pode compreender qu\u00e3o grande \u00e9 a trag\u00e9dia do pecado e como a perda      do sentido do pecado \u00e9, no mais profundo, a perda do sentido de tudo aquilo      que \u00e9 verdadeiramente humano.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">\u0093Com a elimina\u00e7\u00e3o de Deus das consci\u00eancias, \u00e9 o pr\u00f3prio      homem que entra em perigo. No final do s\u00e9culo est\u00e1 em jogo e risco n\u00e3o s\u00f3      a exist\u00eancia de Deus, mas tamb\u00e9m a dignidade do homem.\u0094<\/p>\n   \n<p>Perante esta situa\u00e7\u00e3o da humanidade ferida, a mensagem de F\u00e1tima \u00e9 porta-voz      do clamor das v\u00edtimas e torna-se um convite a ler a hist\u00f3ria a partir das      v\u00edtimas, a deter-se perante o mist\u00e9rio do homem diante do mist\u00e9rio de Deus.<\/p>\n   \n<p><strong>Reprop\u00f5e de modo veemente a antiga e sempre atual interpela\u00e7\u00e3o do      G\u00eanesis:\u00a0<\/strong>\u0093Ad\u00e3o, onde est\u00e1s?\u0094 (3,9); isto \u00e9:      onde est\u00e1 o homem? Onde est\u00e1 o homem no universo concentracion\u00e1rio de Auschwitz      ou do gulag sovi\u00e9tico? \u0093Como se pode acreditar no homem ou inclusive      como se pode crer na humanidade, que palavra sonora a este respeito! Se em      Auschwitz se teve de experimentar aquilo de que o homem \u00e9 terrivelmente capaz?\u0094<\/p>\n   \n<p>O cinismo dos opressores modernos n\u00e3o \u00e9 porventura express\u00e3o da impiedade      do mundo moderno e do seu horripilante desprezo e abandono de Deus? Quem salvar\u00e1      o homem do pr\u00f3prio homem?<\/p>\n   \n<p><strong>2. Nuvem de Miseric\u00f3rdia<\/strong><\/p>\n   \n<p>A singular coincid\u00eancia temporal destas apari\u00e7\u00f5es com horas hist\u00f3ricas de      extrema gravidade, a guerra, o novo credo do Bolchevismo e, por refer\u00eancia      posterior, no novo paganismo nazi, permite-nos compreend\u00ea-las tanto em chave      psicanal\u00edtica de pr\u00e9-admoesta\u00e7\u00e3o fat\u00eddica como em chave hist\u00f3rico salv\u00edfica      de profecia, ou seja, de irrup\u00e7\u00e3o da Palavra do Alto, Palavra da Gra\u00e7a por      vias n\u00e3o institucionais, isto \u00e9 por via carism\u00e1tica.<\/p>\n   \n<p><strong>A sugestiva express\u00e3o de S. Tiago de Sarug, falecido em 521, referida      a Maria como \u0093Nuvem de Miseric\u00f3rdia que carrega as ang\u00fastias e esperan\u00e7as      de todo o mundo\u0094, traduz bem o sentido das apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima e o cerne      da sua mensagem. Em primeiro lugar, a apari\u00e7\u00e3o da Virgem M\u00e3e com a sua mensagem      \u00e9 percebida como uma interven\u00e7\u00e3o do Alt\u00edssimo para manifestar e assegurar      aos fi\u00e9is a n\u00e3o impassibilidade do cora\u00e7\u00e3o de Deus, a sua vulnerabilidade,      a sua dor e o seu grito de amor perante a devasta\u00e7\u00e3o do pecado destruidor      e o sofrimento do mundo e da Igreja:<\/strong>\u00a0O Deus compassivo,      o Deus para n\u00f3s.<\/p>\n   \n<p>As arquiteturas da teologia cl\u00e1ssica distanciavam demasiado Deus, metafisicamente,      do humano; levavam os crentes a pensar num Deus n\u00e3o muito diferente do Destino      dos pag\u00e3os, soberano, surdo, mudo e distante.<\/p>\n   \n<p><strong>Uma falsa id\u00e9ia de Deus que n\u00e3o ia muito para al\u00e9m dos limites de      um certo deismo:\u00a0<\/strong>Deus motor im\u00f3vel, causa primeira, \u0093monarca      celeste e patriarca do Universo\u0094 (Moltmann), ap\u00e1tico, impass\u00edvel \u0096      \u0093um Deus reduzido a um postulado abstrato da raz\u00e3o te\u00f3rica ou pr\u00e1tica,      revestido eventualmente de um manto crist\u00e3o\u0094. Assim se ocultava o rosto      genu\u00edno do Deus de Jesus Cristo.<\/p>\n   \n<p>Na mensagem de F\u00e1tima, a desgra\u00e7a e o pecado n\u00e3o deixam Deus indiferente,      e Raquel continua a chorar os seus filhos (cf. Mt 2, 18). Por isso, do princ\u00edpio      ao fim, o cerne da mensagem est\u00e1 no convite premente a reconduzir para o centro      da vida crist\u00e3 e do mundo a adora\u00e7\u00e3o de Deus, Senhor da Hist\u00f3ria, o reconhecimento      da sua primazia, a ades\u00e3o \u00e0 sua vontade salv\u00edfica, o convite a acender o desejo      de amor a Deus e estimular \u00e0 pr\u00e1tica do amor reparador. Tudo o resto tem aqui      o seu centro de unidade e de irradia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Em segundo lugar, e numa certa liga\u00e7\u00e3o com o aspecto anterior, reflete-se      na mensagem um paradoxo que \u00e9 uma constante da Hist\u00f3ria da salva\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0a      saber, o extremo e misterioso contraste entre a \u0093grande\u0094 hist\u00f3ria      das na\u00e7\u00f5es e dos seus conflitos, a hist\u00f3ria dos grandes e dos poderosos com      a sua pr\u00f3pria cronologia e geografia do poder, e a \u0093pequena\u0094 hist\u00f3ria      ignorada dos humildes e dos pequenos, dos pobres, privados do saber e do poder,      na periferia do mundo.<\/p>\n   \n<p><strong>E daqui, da periferia, s\u00e3o chamados a intervir na hist\u00f3ria a favor      da paz, com outra for\u00e7a, outro poder, outros meios, aparentemente in\u00fateis      e ineficazes aos olhos humanos:<\/strong>\u00a0o poder da ora\u00e7\u00e3o do      justo, dita com fervor, a perseveran\u00e7a na ora\u00e7\u00e3o para obter o dom da paz atrav\u00e9s      da adora\u00e7\u00e3o, da devo\u00e7\u00e3o reparadora, da convers\u00e3o e do pr\u00f3prio sacrif\u00edcio segundo      os costumes piedosos da \u00e9poca, est\u00e3o em conson\u00e2ncia perfeita com o dado revelado      na Escritura.<\/p>\n   \n<p>\u0093Os muros de Jeric\u00f3 ca\u00edram ao som das trombetas da ora\u00e7\u00e3o\u0094, afirmava      La Pira em 1959, no regresso da primeira viagem que um pol\u00edtico ocidental      efetuava \u00e0 R\u00fassia, depois da guerra.<\/p>\n   \n<p>Nesta perceptiva, a mensagem de Nossa Senhora \u00e9 um apelo para nos abrirmos      a uma outra dimens\u00e3o da hist\u00f3ria, alimentada por outra Presen\u00e7a, sustentada      por outra For\u00e7a, conduzida por outra Luz, orientada para outra Meta, j\u00e1 agora      misteriosa e silenciosamente presentes e operantes na cadeia das gera\u00e7\u00f5es      que guardam a Promessa, \u0093as Promessas\u0094 do Senhor e a transmitem,      \u0093as transmitem\u0094 de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>O pr\u00f3prio fil\u00e3o de espiritualidade mariana que integra a mensagem de Nossa      Senhora encontra em Maria, um p\u00f3lo luminoso na contempla\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio da      benevol\u00eancia divina e da sua condescend\u00eancia.<\/p>\n   \n<p>A devo\u00e7\u00e3o ao Cora\u00e7\u00e3o Imaculado de Maria introduz-nos na \u0093humanidade      e benignidade do Nosso Deus e Senhor Jesus Cristo\u0094. Chama-nos \u00e0 f\u00e9 simples      e pronta \u0093Daquela que acreditou no cumprimento das palavras do Senhor\u0094      (Lc 1,45). Ela acompanha n\u00e3o s\u00f3 o drama do \u0093mist\u00e9rio da iniq\u00fcidade\u0094      no mundo, mas tamb\u00e9m o mist\u00e9rio da gesta\u00e7\u00e3o dos crentes e do risco de incredulidade      e de apostasia.<\/p>\n   \n<p><strong>Nestes dois aspectos centrais acabados de referir, a n\u00e3o impassibilidade      de Deus e a interven\u00e7\u00e3o dos humildes na hist\u00f3ria por meio da adora\u00e7\u00e3o e intercess\u00e3o,      julgamos poder encontrar o eixo que permite coordenar organicamente os v\u00e1rios      elementos t\u00edpicos da mensagem de F\u00e1tima:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>O elemento sacrificial, centrado no sacrif\u00edcio eucar\u00edstico e na oferta        de si mesmo com Cristo.<\/p>\n     \n<p>O elemento escatol\u00f3gico (vis\u00e3o do inferno e convers\u00e3o dos pecadores) de        uma urg\u00eancia impressionante, \u00e0 primeira vista quase desumana, a sublinhar        o forte relevo que assumem as desgra\u00e7as que pendem sobre a humanidade e        sobre a Igreja, por causa do pecado. Traduz, \u00e0 sua maneira, a advert\u00eancia        evang\u00e9lica: \u0093se n\u00e3o vos converterdes, perecereis todos do mesmo modo\u0094        (Lc 13,3).<\/p>\n     \n<p>O elemento mariano da devo\u00e7\u00e3o e da consagra\u00e7\u00e3o ao Cora\u00e7\u00e3o Imaculado, como        caminho para a adora\u00e7\u00e3o profunda do mist\u00e9rio de Deus, expresso no sim imaculado        de Maria ao Seu des\u00edgnio de Amor, e assim tamb\u00e9m para alcan\u00e7ar o Dom da        paz.<\/p>\n     \n<p>O elemento eclesial, como comunh\u00e3o solid\u00e1ria de toda a Igreja na intercess\u00e3o        pela paz no mundo e pela pr\u00f3pria Igreja perseguida.<\/p>\n     \n<p>O elemento pedag\u00f3gico-religioso, concretizado em exerc\u00edcios de piedade        como ora\u00e7\u00f5es, devo\u00e7\u00f5es, sacrif\u00edcios de matriz popular, como caminho espiritual        simples e acess\u00edvel a todo o povo, segundo os costumes do tempo e num registro        de linguagem psicol\u00f3gica e afetiva: reparar, consolar, desagravar&#8230;<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>3. Num horizonte de f\u00e9 Cristol\u00f3gica e Trinit\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n   \n<p>Por fim, toda a mensagem de F\u00e1tima \u00e9 nos apresentada num horizonte de f\u00e9      Cristol\u00f3gica e Trinit\u00e1ria.<\/p>\n   \n<p>Aqui encontramos o contexto pr\u00f3ximo em que est\u00e1 inserida a dimens\u00e3o eucar\u00edstica.<\/p>\n   \n<p><strong>A mensagem de F\u00e1tima na sua totalidade consta de tr\u00eas ciclos:<\/strong><\/p>\n   \n<p>O ciclo ang\u00e9lico (apari\u00e7\u00f5es do anjo &#8211; 1916), o ciclo mariano (apari\u00e7\u00f5es de      Nossa Senhora de 13 de Maio a 13 de Outubro de 1917) e o ciclo do Cora\u00e7\u00e3o      de Maria (apari\u00e7\u00f5es de Pontevedra em 1925-1926 e de Tuy \u0096 1929 \u00e0 Irm\u00e3      L\u00facia).<\/p>\n   \n<p>A meu ver, as apari\u00e7\u00f5es do Anjo e a \u00faltima apari\u00e7\u00e3o em Tuy constituem, respectivamente,      o p\u00f3rtico de entrada e a chave de ab\u00f3bada, \u00e0 luz dos quais deve ser enquadrada      e perspectivada toda a mensagem. \u00c9 nelas que aparece marcadamente o mist\u00e9rio      eucar\u00edstico em rela\u00e7\u00e3o \u00edntima com o mist\u00e9rio Trinit\u00e1rio.<\/p>\n   \n<p><strong>Na primeira apari\u00e7\u00e3o, o Anjo comunica e suscita nos videntes o esp\u00edrito      de adora\u00e7\u00e3o reparadora na f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade atrav\u00e9s de uma ora\u00e7\u00e3o simples      e bela:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0093Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos; pe\u00e7o-Vos perd\u00e3o para        os que n\u00e3o cr\u00eaem, n\u00e3o adoram, n\u00e3o esperam e n\u00e3o Vos amam\u0094.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Na segunda apari\u00e7\u00e3o suscita o esp\u00edrito de sacrif\u00edcio atrav\u00e9s do sacrif\u00edcio      quotidiano.<\/p>\n   \n<p>E na \u00faltima, expl\u00edcita e concretiza o esp\u00edrito de adora\u00e7\u00e3o sacrificial numa      dimens\u00e3o Trinit\u00e1ria e eucar\u00edstica, atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o e da comunh\u00e3o, conferindo-lhe      uma finalidade reparadora.<\/p>\n   \n<p><strong>A ora\u00e7\u00e3o do Anjo \u00e9 extremamente iluminante:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">\u0093Sant\u00edssima Trindade, Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo, eu      Vos adoro profundamente e ofere\u00e7o-Vos o precios\u00edssimo Corpo, Sangue, Alma      e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, presente em todos os sacr\u00e1rios da      terra, em repara\u00e7\u00e3o dos ultrajes, sacrif\u00edcios e indiferen\u00e7as com que Ele mesmo      \u00e9 ofendido. E pelos m\u00e9ritos infinitos do Seu Sant\u00edssimo Cora\u00e7\u00e3o e do Cora\u00e7\u00e3o      Imaculado de Maria, pe\u00e7o-Vos a convers\u00e3o dos pobres pecadores\u0094.<\/p>\n   \n<p><strong>J\u00e1 na primeira apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora, a 13 de Maio, quando a      gra\u00e7a de Deus lhes \u00e9 revelada e comunicada sob a forma de \u0093Luz t\u00e3o intensa&#8230;,      que penetrando-nos no peito e no mais \u00edntimo da alma fazendo-nos ver a n\u00f3s      mesmos em Deus que era essa luz\u0094, os videntes rezaram intimamente:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>\u0093Sant\u00edssima Trindade, eu Vos adoro. Meu Deus, eu Vos amo no Sant\u00edssimo        Sacramento\u0094.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Apari\u00e7\u00e3o \u00e0 Irm\u00e3 L\u00facia em 13 de Junho de 1929 \u0096 Tuy &#8211; Espanha<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>A Vis\u00e3o da Sant\u00edssima Trindade<\/strong><\/p>\n   \n<p>Por fim, temos a \u00faltima apari\u00e7\u00e3o em Tuy.<\/p>\n   \n<p>A Qual ab\u00f3bada remata e sintetiza toda a mensagem nessa vis\u00e3o deslumbrante      que compendia num s\u00f3 e \u00fanico olhar o mist\u00e9rio da Trindade, o sacrif\u00edcio redentor      da Cruz, o sacrif\u00edcio eucar\u00edstico e a presen\u00e7a e participa\u00e7\u00e3o singular de      Maria sob a cruz, com o Seu Cora\u00e7\u00e3o Imaculado em todo este mist\u00e9rio da salva\u00e7\u00e3o      do mundo.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima31.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>Conta Ir. L\u00facia:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>&#8211; Eu tinha pedido e obtido licen\u00e7a das minhas Superioras e Confessor para        fazer a Hora-Santa das 11 \u00e0 meia-noite, de quintas para sextas-feiras. Estando        uma noite s\u00f3, ajoelhei-me entre a balaustrada, no meio da capela, a rezar,        prostrada, as Ora\u00e7\u00f5es do Anjo (&#8230;). Sentindo-me cansada, ergui-me e continuei        a rez\u00e1-las com os bra\u00e7os em cruz. A \u00fanica luz era a da l\u00e2mpada.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>De repente iluminou-se toda a Capela com uma luz sobrenatural e sobre o Altar      apareceu uma Cruz de luz que chegava at\u00e9 ao teto. Em uma luz mais clara via-se,      na parte superior da cruz, uma face de homem com corpo at\u00e9 a cinta, sobre      o peito uma pomba tamb\u00e9m de luz e, pregado na cruz, o corpo de outro homem.    <\/p>\n   \n<p>Um pouco abaixo da cinta, suspenso no ar, via-se um c\u00e1lice e uma h\u00f3stia grande,      sobre a qual ca\u00edam algumas gotas de sangue que corriam pelas faces do Crucificado      e duma ferida do peito. <\/p>\n   \n<p>Escorregando pela H\u00f3stia, essas gotas ca\u00edam dentro do C\u00e1lice. Sob o bra\u00e7o      direito da cruz estava Nossa Senhora, \u0093era Nossa Senhora de F\u00e1tima com      o Seu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o&#8230; na m\u00e3o esquerda&#8230; sem espada, nem rosas, mas com      uma Coroa de espinhos e chamas&#8230;\u0094, com o Seu Imaculado Cora\u00e7\u00e3o na m\u00e3o&#8230;<\/p>\n   \n<p><strong>Sob o bra\u00e7o esquerdo da cruz, umas letras grandes, como se fossem      de \u00e1gua cristalina que corresse para cima do Altar, formavam estas palavras:<\/strong>\u00a0\u0093Gra\u00e7a      e Miseric\u00f3rdia\u0094. Compreendi que me era mostrado o mist\u00e9rio da Sant\u00edssima      Trindade e recebi luzes sobre este mist\u00e9rio que n\u00e3o me \u00e9 permitido revelar.<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 interessante notar como esta representa\u00e7\u00e3o da Trindade na Cruz      \u00e9 chamada na iconografia crist\u00e3 \u0093Trono da Gra\u00e7a\u0094, pela evoca\u00e7\u00e3o      da passagem de Heb 4, 14-16:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">\u0093Tendo portanto um Sacerdote eminente que penetrou nos      c\u00e9us, Jesus, o Filho de Deus, conservemos firme a confiss\u00e3o de f\u00e9. De fato,      n\u00e3o temos um Sumo Sacerdote incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas,      pois Ele foi provado em tudo como n\u00f3s, exceto no pecado. Vamos pois confiantes      ao trono da gra\u00e7a, a fim de alcan\u00e7ar miseric\u00f3rdia e encontrar gra\u00e7a para ser      ajudados em tempo oportuno\u0094.<\/p>\n   \n<p>E como n\u00e3o evocar ainda, por associa\u00e7\u00e3o, o pr\u00f3logo de S\u00e3o Jo\u00e3o onde nos apresenta      o Verbo Encarnado como \u0093O Filho Unig\u00eanito do Pai, cheio de gra\u00e7a e de      verdade\u0094, isto \u00e9, de amor misericordioso e fiel, de \u0093cuja plenitude      todos n\u00f3s recebemos gra\u00e7as sobre gra\u00e7as\u0094 (Jo 1, 14-16)?<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m disso, a arte iconogr\u00e1fica exprimiu por vezes este mist\u00e9rio com mais      profundidade e finura do que certas teologias acad\u00eamicas. Tal acontece na      tradi\u00e7\u00e3o iconogr\u00e1fica do Ocidente, quando apresenta e representa como que      numa est\u00e9tica teol\u00f3gica o mist\u00e9rio Trinit\u00e1rio no madeiro da Cruz.<\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 como uma s\u00edntese pl\u00e1stica desta teologia:<\/strong>\u00a0o      Pai que entrega o Filho para ser solid\u00e1rio com os homens, e sofre na dor do      seu amor; o Filho que se entrega a si pr\u00f3prio totalmente pela multid\u00e3o dos      irm\u00e3os; a pomba do Esp\u00edrito de Amor que sustenta o Filho na sua entrega e      que, por sua vez, \u00e9 entregue pelo Filho \u00e0 humanidade como dom do seu amor      sofredor. \u00c9 este mist\u00e9rio de amor que celebramos na Eucaristia.<\/p>\n   \n<p><strong>4. Conclus\u00e3o.<\/strong><\/p>\n   \n<p>Gra\u00e7a e Miseric\u00f3rdia, Gra\u00e7a do Amor misericordioso, \u00e9 esta, portanto a s\u00edntese      da mensagem de F\u00e1tima e da revela\u00e7\u00e3o do Deus compassivo que, no Seu Amor Trinit\u00e1rio,      se inclina sobre todos os sofrimentos humanos, sobre a humanidade para fazer-lhe      sentir toda a Sua ternura, para Se manifestar como Pai amoroso de toda a criatura.<\/p>\n   \n<p><strong>Compreendemos ent\u00e3o como o Papa Jo\u00e3o Paulo II, recordando o octog\u00e9simo      anivers\u00e1rio das apari\u00e7\u00f5es de F\u00e1tima, escrevia, numa mensagem ao bispo local:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">\u0093\u00c0s portas do Terceiro Mil\u00eanio, observando os sinais      dos tempos neste s\u00e9culo XX, F\u00e1tima conta-se certamente entre os maiores, at\u00e9      porque anuncia na sua Mensagem muitos dos sinais sucessivos e convida a viver      os seus apelos; sinais como as duas guerras mundiais, mas tamb\u00e9m grandes assembl\u00e9ias      de Na\u00e7\u00f5es e Povos sob o signo do di\u00e1logo e da paz; a opress\u00e3o e as convuls\u00f5es      vividas por diversos pa\u00edses e povos, mas tamb\u00e9m a voz e a vez dadas a popula\u00e7\u00f5es      e gentes que entretanto se levantaram na arena internacional; as crises, as      deser\u00e7\u00f5es e tantos sofrimentos dos membros da Igreja mas tamb\u00e9m um renovado      e intenso sentido de solidariedade e de rec\u00edproca depend\u00eancia no Corpo M\u00edstico      de Cristo, que se vai consolidando em todos os batizados&#8230;; o afastamento      e abandono de Deus da parte de indiv\u00edduos e sociedades, mas tamb\u00e9m uma irrup\u00e7\u00e3o      do Esp\u00edrito de Verdade nos cora\u00e7\u00f5es e nas comunidades tendo-se chegado \u00e0 imola\u00e7\u00e3o      e ao mart\u00edrio para salvar a \u0093imagem e semelhan\u00e7a de Deus no homem\u0094      (Gn 1,27), para salvar o homem do homem. De entre estes e outros sinais dos      tempos, como dizia, sobressai F\u00e1tima, que nos ajuda a ver a m\u00e3o de Deus, guia      providente e Pai paciente e compassivo tamb\u00e9m deste s\u00e9culo XX\u0094.<\/p>\n   \n<p>\u00c0 luz destas chaves hermen\u00eauticas, F\u00e1tima apresenta-se como um sinal de Deus      para a nossa gera\u00e7\u00e3o, uma palavra prof\u00e9tica para o nosso tempo, uma interven\u00e7\u00e3o      divina na hist\u00f3ria humana mediante o rosto materno de Maria. Quando Maria      se move para uma miss\u00e3o recebida de Deus, nunca \u00e9 por algo de pouca import\u00e2ncia      ou por quest\u00f5es marginais, j\u00e1 que se trata sempre do grave problema do destino      do mundo e da salva\u00e7\u00e3o dos homens.<\/p>\n   \n<p>Pensando bem, portanto, as coordenadas da mensagem de F\u00e1tima s\u00e3o amplas e      cont\u00eam teologicamente uma profecia \u00e0 luz da escatologia. \u0093A profecia,      no sentido b\u00edblico do termo, n\u00e3o significa predizer o futuro, mas sim aplicar      a vontade de Deus ao tempo presente, e por conseguinte, indicar o caminho      reto do futuro\u0094.<\/p>\n   \n<p>Por outro lado, as vicissitudes da humanidade e da Igreja devem ser submetidas      ao crit\u00e9rio escatol\u00f3gico ou do fim \u00faltimo. Somente abrindo os horizontes sobre      a eternidade e proclamando a esperan\u00e7a teologal \u00e9 poss\u00edvel iluminar o sentido      da hist\u00f3ria aberta ao futuro de Deus e opor-se ao mal que amea\u00e7a a humanidade.<\/p>\n   \n<p>Neste sentido, na mensagem de F\u00e1tima a premoni\u00e7\u00e3o do \u0093ju\u00edzo\u0094 que      impende sobre o mundo como possibilidade de autodestrui\u00e7\u00e3o infernal, isto      \u00e9 de acabar reduzido a cinzas, \u00e9 anunciada juntamente com a esperan\u00e7a de vencer      o mal a partir da nossa convers\u00e3o a Deus.<\/p>\n   \n<p><strong>A mensagem de F\u00e1tima \u00e9, portanto advert\u00eancia e, ao mesmo tempo consola\u00e7\u00e3o      da esperan\u00e7a teologal:<\/strong>\u00a0o mal \u00e9 vencido pelo amor Trinit\u00e1rio      revelado na cruz e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus, e pelo amor de Maria por n\u00f3s.<\/p>\n   \n<p><strong>A APROVA\u00c7\u00c3O DA IGREJA.<\/strong><\/p>\n   \n<p>D. Jos\u00e9 Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, a cujo territ\u00f3rio pertencia      o lugar dos acontecimentos, estudou e mandou estudar as apari\u00e7\u00f5es da Sant\u00edssima      Virgem. Dando especial relevo aos documentos das testemunhas do milagre do      sol do dia 13 de Outubro de 1917, declarou, em 13 de Outubro de 1930, dignas      de cr\u00e9dito as vis\u00f5es das crian\u00e7as nos dias 13, de Maio a Outubro de 1917,      na Cova da Iria e permitiu oficialmente o culto de Nossa Senhora de F\u00e1tima.<\/p>\n   \n<p>Assim, a voz do povo coincidiu com a voz de Deus e com a voz da Igreja<\/p>\n   \n<p><strong>O Francisco dizia depois do dia 13 de Outubro<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Gostei muito de ver Nosso Senhor, mas gostei mais de O ver naquela luz        onde n\u00f3s est\u00e1vamos tamb\u00e9m. Daqui a pouco j\u00e1 Nosso Senhor me leva l\u00e1 para        ao p\u00e9 Dele e ent\u00e3o vejo-o sempre.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>EM COIMBRA&#8230; COM A IRM\u00c3 L\u00daCIA.<\/strong><\/p>\n   \n<p>No primeiro dia do conclave, 26 de Agosto de 1978, os cento e onze cardeais      da Igreja Cat\u00f3lica, reunidos na Capela Sistina do Vaticano, elegeram o Cardeal      Albino Luciani, Patriarca de Veneza, 263\u00ba sucessor de S. Pedro, Vig\u00e1rio de      Cristo na terra. Foi um dos mais r\u00e1pidos conclaves da hist\u00f3ria da Igreja.<\/p>\n   \n<p><strong>O Cardeal Luciani tomou o nome de Jo\u00e3o Paulo I. A 29 de Setembro      de 1978, os 1.300 sinos da Cidade Santa transmitiam aos habitantes de Roma      uma not\u00edcia triste:<\/strong>\u00a0Deus levara para si a alma do Santo      Padre Jo\u00e3o Paulo I. Tal como o Cardeal Roncalli, tamb\u00e9m o Cardeal Luciani      estivera em F\u00e1tima antes de ser eleito Papa.<\/p>\n   \n<p>A 10 de Julho de 1977 presidira \u00e0 concelebra\u00e7\u00e3o no altar do Recinto. Numa      breve alocu\u00e7\u00e3o aos peregrinos recordara que um dos seus antecessores, o Cardeal      Roncalli, havia sido peregrino de F\u00e1tima, e que, ali mesmo proferira uma homilia      aos peregrinos sobre as apari\u00e7\u00f5es do Anjo e de Nossa Senhora.<\/p>\n   \n<p><strong>De igual modo, ele, Patriarca de Veneza, apelava ao cumprimento da      Mensagem de F\u00e1tima:<\/strong>\u00a0penit\u00eancia e ora\u00e7\u00e3o, principalmente      a reza do ter\u00e7o.<\/p>\n   \n<p>No dia 11 de Julho de 1977, o Cardeal Albino Luciani celebrou missa no Carmelo      de Coimbra, onde conversou com a comunidade e em especial com a Irm\u00e3 L\u00facia.      As suas impress\u00f5es escreveu-as na revista intitulada \u00ab Il Cuore della Madre      \u00bb, no n\u00famero de Janeiro de 1978.<\/p>\n   \n<p>\u0093Segunda-feira, 11 de Julho concelebrei com alguns sacerdotes de Veneza      e de Veneto, na igreja das carmelitas de Coimbra, cidade portuguesa com cerca      de cem mil habitantes. Imediatamente depois, sozinho, os cardeais podem entrar      na clausura, encontrei-me com toda a comunidade das irm\u00e3s (22 entre professas      e novi\u00e7as); em seguida falei longamente com a Irm\u00e3 L\u00facia dos Santos, a \u00fanica      sobrevivente dos tr\u00eas videntes de F\u00e1tima. A Irm\u00e3 L\u00facia tem 70 anos, mas suporta-os      bem, assegurou-me ela pr\u00f3pria sorrindo.<\/p>\n   \n<p>N\u00e3o acrescentou como Pio IX \u0093suporto-os t\u00e3o bem que n\u00e3o me cai nenhum      de cima\u0094, mas a jovialidade, o falar expedito, o interesse apaixonado      que revela, ao falar, por tudo aquilo que diz respeito \u00e0 Igreja de hoje com      os seus graves problemas, mostram a sua juventude espiritual. <\/p>\n   \n<p>O portugu\u00eas compreendo-o mais ou menos bem, por ter estado algumas semanas      no Brasil; mas mesmo que ignorasse completamente a l\u00edngua, eu teria compreendido,      do mesmo modo que ela insistia comigo a necessidade de termos hoje crist\u00e3os      e sobretudo seminaristas, novi\u00e7os e novi\u00e7as decididos a entregar-se a Deus      sem reservas.<\/p>\n   \n<p><strong>Falava-me com muita energia e convic\u00e7\u00e3o de \u0093freiras, padres      e crist\u00e3os de cabe\u00e7a firme\u0094; radical como os santos:<\/strong>\u00a0\u0093ou      tudo ou nada\u0094, se se quer ser de Deus a s\u00e9rio. A Irm\u00e3 L\u00facia n\u00e3o me falou      das apari\u00e7\u00f5es. Perguntei-lhe alguma coisa sobre a famosa \u0091dan\u00e7a do sol\u0092.      N\u00e3o a viu. <\/p>\n   \n<p>Setenta mil pessoas durante dez minutos seguidos, em 13 de Outubro de 1917,      viram o sol tomar v\u00e1rias cores, girar sobre si mesmo tr\u00eas vezes e depois precipitar-      se velozmente para a terra. L\u00facia com os dois companheiros, via ao mesmo tempo,      junto ao sol im\u00f3vel a Sagrada Fam\u00edlia e em quadros sucessivos a Virgem como      Nossa Senhora das Dores e como Nossa Senhora do Carmo.<\/p>\n   \n<p><strong>Chegados a este ponto algu\u00e9m perguntar\u00e1:<\/strong>\u00a0ent\u00e3o      o Cardeal interessa-se por revela\u00e7\u00f5es privadas? N\u00e3o saber\u00e1 ele que o Evangelho      cont\u00e9m tudo? Que as revela\u00e7\u00f5es mesmo aprovadas n\u00e3o s\u00e3o artigos de f\u00e9? Sei      isso muito bem.<\/p>\n   \n<p><strong>Mas artigo de f\u00e9 contido no Evangelho \u00e9 tamb\u00e9m este outro:<\/strong>\u00a0Sinais      acompanhar\u00e3o aqueles que cr\u00eaem (Marcos 16, 17).<\/p>\n   \n<p>Se hoje se tornou moda perscrutar os sinais dos tempos e assistimos a uma      infla\u00e7\u00e3o e praga de \u0091sinais\u0092 creio seja l\u00edcito referir-me ao sinal      de 13 de Outubro de 1917 atestado por anti-clericais e incr\u00e9dulos. E por detr\u00e1s      do sinal \u00e9 oportuno atender \u00e0s coisas contidas naquele sinal. Quais?<\/p>\n   \n<p><strong>Primeiro:\u00a0<\/strong>Arrepender-se dos pr\u00f3prios pecados      e evitar ofender mais o Senhor.<\/p>\n   \n<p><strong>Segundo:<\/strong>\u00a0Rezar. A ora\u00e7\u00e3o \u00e9 o meio de comunica\u00e7\u00e3o      com Deus, mas os meios de comunica\u00e7\u00e3o entre os homens (tv, r\u00e1dio, cinema,      imprensa) hoje prevalecem descaradamente e parecem querer p\u00f4r de lado totalmente      a ora\u00e7\u00e3o: \u0093ceci tuera cela\u0094 assim se diz; parece que isto se est\u00e1      a verificar.<\/p>\n   \n<p><strong>N\u00e3o sou eu mas Karl Rahner que escreve:<\/strong>\u00a0\u0093Est\u00e1      em ato, mesmo no interior da Igreja, um empenho exclusivo do homem pelas realidades      temporais, o que n\u00e3o \u00e9 uma escolha leg\u00edtima mas uma apostasia e perda total      da f\u00e9\u0094.<\/p>\n   \n<p><strong>Terceiro:\u00a0<\/strong>Recitar o Ros\u00e1rio. O s\u00edrio Naaman,      grande general, desdenhava o simples banho no Jord\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Alguns fazem como Naaman:\u00a0<\/strong>\u0093Sou um grande      te\u00f3logo, um crist\u00e3o amadurecido que respira a B\u00edblia a plenos pulm\u00f5es e a      sua liturgia por todos os poros e falam-me do Ter\u00e7o?! Contudo tamb\u00e9m os quinze      mist\u00e9rios do Ros\u00e1rio s\u00e3o B\u00edblia e tamb\u00e9m o Pai Nosso, a Ave-Maria e o Gl\u00f3ria,      s\u00e3o B\u00edblia unida \u00e0 ora\u00e7\u00e3o que faz bem \u00e0 alma. Uma B\u00edblia estudada por mero      esfor\u00e7o de investiga\u00e7\u00e3o poderia encher o esp\u00edrito de soberba, e esvazi\u00e1-lo      de todo o resto; n\u00e3o \u00e9 raro o caso de especialistas da B\u00edblia perderem a f\u00e9.<\/p>\n   \n<p><strong>Quarto:\u00a0<\/strong>O inferno existe e podemos cair nele.      Em F\u00e1tima, Nossa Senhora ensinou esta ora\u00e7\u00e3o: \u0093\u00d3 meu Jesus perdoai-nos      e livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o C\u00e9u.\u0094<\/p>\n   \n<p><strong>Neste mundo h\u00e1 coisas importantes, mas nenhuma \u00e9 mais importante      do que merecer o para\u00edso com uma vida boa. N\u00e3o \u00e9 F\u00e1tima a diz\u00ea-lo, mas sim      o Evangelho:<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">\u0093Que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder      a pr\u00f3pria alma?\u0094 (Mateus 16.26)<\/p>\n   \n<p><strong>SOBRE OS TR\u00caS VIDENTES DE F\u00c1TIMA<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/fatima32.jpg\" alt=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" title=\"Nossa Senhora de F\u00e1tima\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>L\u00daCIA DE JESUS<\/strong><\/p>\n   \n<p>A principal protagonista das Apari\u00e7\u00f5es nasceu em 22 de Mar\u00e7o de 1907, em      Aljustrel, par\u00f3quia de F\u00e1tima, e faleceu no dia 13 de Fevereiro de 2005.<\/p>\n   \n<p>Em 17 de Junho de 1921, ingressou no Asilo de Vilar (Porto), dirigido pelas      religiosas de Santa Doroteia.<\/p>\n   \n<p>Depois foi para Tuy, onde tomou o h\u00e1bito, com o nome de Maria L\u00facia das Dores.      Fez a profiss\u00e3o religiosa de votos tempor\u00e1rios em 3 de Outubro de 1928 e,      em 3 de Outubro de 1934, a de votos perp\u00e9tuos. No dia 25 de Mar\u00e7o de 1948,      transferiu-se para Coimbra, onde ingressou no Carmelo de Santa Teresa, tomando      o nome de Irm\u00e3 Maria L\u00facia de Jesus e do Cora\u00e7\u00e3o Imaculado. No dia 31 de Maio      de 1949, fez a sua profiss\u00e3o de votos solenes.<\/p>\n   \n<p><strong>A Irm\u00e3 L\u00facia veio a F\u00e1tima v\u00e1rias vezes:<\/strong>\u00a0em      22 de Maio de 1946; em 13 de Maio de 1967; em 1981, para dirigir, no Carmelo,      um trabalho pict\u00f3rico sobre as Apari\u00e7\u00f5es; em 13 de Maio de 1982, 13 de Maio      de 1991 e 13 de Maio de 2000.<\/p>\n   \n<p>Faleceu no Convento de Santa Teresa, em Coimbra, a 13 de Fevereiro de 2005.      A 19 de Fevereiro de 2006 o seu corpo foi trasladado para a Bas\u00edlica do Santu\u00e1rio      de F\u00e1tima, onde foi tumulado ao lado da sua prima, a vidente Beata Jacinta      Marto.<\/p>\n   \n<p><strong>FRANCISCO MARTO<\/strong><\/p>\n   \n<p>Nasceu em 11 de Junho de 1908, em Aljustrel. Faleceu santamente no dia 4      de Abril de 1919, na casa de seus pais. Muito sens\u00edvel e contemplativo, orientou      toda a sua ora\u00e7\u00e3o e penit\u00eancia para &#8220;consolar a Nosso Senhor&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Os seus restos mortais ficaram sepultados no cemit\u00e9rio paroquial at\u00e9 ao dia      13 de Mar\u00e7o de 1952, data em que foram trasladados para a Bas\u00edlica da Cova      da Iria, lado nascente.<\/p>\n   \n<p><strong>JACINTA MARTO<\/strong><\/p>\n   \n<p>Nasceu em Aljustrel, no dia 11 de Mar\u00e7o de 1910. Morreu santamente em 20      de Fevereiro de 1920, no Hospital de D. Estef\u00e2nia, em Lisboa, depois de uma      longa e dolorosa doen\u00e7a, oferecendo todos os seus sofrimentos pela convers\u00e3o      dos pecadores, pela paz no mundo e pelo Santo Padre.<\/p>\n   \n<p>Em 12 de Setembro de 1935 foi solenemente trasladado o seu cad\u00e1ver do jazigo      da fam\u00edlia do Bar\u00e3o de Alvai\u00e1zere, em Vila Nova de Our\u00e9m, para o cemit\u00e9rio      de F\u00e1tima, e colocado junto dos restos mortais do seu irm\u00e3ozinho Francisco.<\/p>\n   \n<p>No dia 1 de Maio de 1951, efetuou-se, com a maior simplicidade, a traslada\u00e7\u00e3o      dos restos mortais de Jacinta para o novo sepulcro preparado na Bas\u00edlica da      Cova da Iria, lado poente.<\/p>\n   \n<p>O processo de beatifica\u00e7\u00e3o dos Videntes de F\u00e1tima, Francisco e Jacinta Marto,      depois das primeiras dilig\u00eancias feitas em 1945, foi iniciado em 1952 e conclu\u00eddo      em 1979.<\/p>\n   \n<p>Em 15 de Fevereiro de 1988, foi entregue ao Santo Padre Jo\u00e3o Paulo II e \u00e0      Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos a documenta\u00e7\u00e3o final levou o Santo Padre      a proclamar &#8220;beatos&#8221; os dois videntes de F\u00e1tima, a 13 de Maio de      2000. O \u00faltimo passo ser\u00e1, como esperamos, a canonizac\u00e3o, pela qual ser\u00e3o      declarados &#8220;santos&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>HIST\u00d3RIA DOS PROCESSOS DE BEATIFICA\u00c7\u00c3O DE FRANCISCO E JACINTA MART<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os processos de beatifica\u00e7\u00e3o dos Servos de Deus Francisco e Jacinta Marto,      tiveram in\u00edcio em 30 de Abril de 1952, mas, pela sucess\u00e3o dos bispos da diocese      de Leiria-F\u00e1tima, impedimento e morte de v\u00e1rios membros do Tribunal, e ainda      devido \u00e0s modifica\u00e7\u00f5es introduzidas ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do Conc\u00edlio Vaticano      II, os processos s\u00f3 foram entregues \u00e0 Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos      Santos, em Roma, em 3 de Agosto de 1979 (o do Francisco) e a 2 de Julho do      mesmo ano (o da Jacinta). A mesma congrega\u00e7\u00e3o aceitou como Postulador das      causas dos videntes de F\u00e1tima, em Roma, o Rev. P.Molinari, SJ, que se dedicou      ao desenvolvimento jur\u00eddico das causas. Como postulador &#8220;extra urbem&#8221;,      foi nomeado, em 14 de Dezembro de 1979, o Rev.P.Luis Kondor, SVD..<\/p>\n   \n<p>Os processos foram abertos, em Roma, em 20 de Dezembro de 1979. Os trabalhos      de tradu\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas para italiano terminaram em Fevereiro de 1982.<\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, em Abril de 1981, a Sagrada Congrega\u00e7\u00e3o para a Causa dos Santos estudou      num plano de princ\u00edpios, a possibilidade da beatifica\u00e7\u00e3o e canoniza\u00e7\u00e3o de      crian\u00e7as n\u00e3o-m\u00e1rtires, abrindo, assim, perspectivas favor\u00e1veis \u00e0 beatifica\u00e7\u00e3o      dos videntes de F\u00e1tima, Francisco e Jacinta Marto.<\/p>\n   \n<p>Passo importante no processo de beatifica\u00e7\u00e3o foi a publica\u00e7\u00e3o dos decretos      de heroicidade de virtudes dos dois videntes, feita em 13 de Maio de 1989.<\/p>\n   \n<p>Segundo nova norma introduzida para as beatifica\u00e7\u00f5es e canoniza\u00e7\u00f5es, torna-se      necess\u00e1rio o reconhecimento cient\u00edfico de um milagre, no caso, obtido por      intercess\u00e3o dos Servos de Deus Francisco e Jacinta Marto.<\/p>\n   \n<p>Fonte: www.derradeirasgracas.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nossa Senhora de F\u00e1tima, Segredos, Ros\u00e1rio, Hist\u00f3ria, Ora\u00e7\u00e3o, Apari\u00e7\u00f5es, Vida, Milagre, Quem Foi, Caracter\u00edsticas, Nossa Senhora de F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17824,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-22056","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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