{"id":2195,"date":"2015-11-23T00:00:00","date_gmt":"2015-11-23T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/diversidade-dos-seres-vivos\/"},"modified":"2015-11-23T00:00:00","modified_gmt":"2015-11-23T00:00:00","slug":"diversidade-dos-seres-vivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/diversidade-dos-seres-vivos\/","title":{"rendered":"Diversidade dos Seres Vivos"},"content":{"rendered":"\n&nbsp;\n\n<strong>Diversidade dos Seres Vivos &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nO mundo biol\u00f3gico \u00e9 extremamente diversificada. Tem de haver uma abordagem que nos permite ter uma id\u00e9ia de um grupo de organismos, estudando um tipo espec\u00edfico.\n\nOs seres vivos s\u00e3o classificados como plantas e animais.\n\nClassifica\u00e7\u00e3o \u2013 o processo de agrupar coisas semelhantes em grupos ou categorias, com base em semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as.\n\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o: Cinco reino por RHWhittaker:<\/strong>\n<blockquote><strong>1.<\/strong> Reino Monera\n<strong>2.<\/strong> Reino Protista\n<strong>3.<\/strong> Reino Fungi\n<strong>4.<\/strong> Reino Plantae\n<strong>5.<\/strong> Reino Animalia<\/blockquote>\n<strong>Biodiversidade da Terra<\/strong>\n\nPara estudar os seres vivos existentes na Terra, desde a Antiguidade procura-se reuni-los em grupos, formados de acordo com algum crit\u00e9rio. O lugar onde eles vivem j\u00e1 foi um crit\u00e9rio de agrupamento. Assim, os seres vivos eram classificados em a\u00e9reos, aqu\u00e1ticos e terrestres. Outra forma de classific\u00e1-los foi considerar a sua utilidade ao homem. E ent\u00e3o eles foram divididos em \u00fateis, nocivos e indiferentes.\n\nHoje, entretanto, os seres vivos podem ser classificados com base em caracter\u00edsticas tanto externas quando interna, que revelam o grau de parentesco entre eles.\n\nMesmo t\u00e9cnicas de biologia molecular vem sendo utilizadas para identificar esse grau de parentesco. Os cientistas desenvolveram um sistema de classifica\u00e7\u00e3o \u2013 universalmente aceito \u2013 e detalhado a seguir.\n\nCom certeza, o homem n\u00e3o conhece todos os seres vivos que habitam a Terra, pois eles constituem uma variedade muito grande.\n\n\u00c9 essa grande variedade de seres vivos existentes no nosso planeta que chamamos de biodiversidade.\n\n<strong>Sobre a biodiversidade da Terra, podemos destacar o seguinte:<\/strong>\n\n<strong>Alguns deles s\u00e3o domesticados, outros est\u00e3o pr\u00f3ximos \u2013 no zool\u00f3gico -, \u00e1rvores e plantas est\u00e3o em todo lugar:<\/strong> avenidas, jardins, parques, vasos, etc.\n\nH\u00e1 seres vivos que voc\u00ea conhece somente pro meio de filmes ou de revistas; Existem outros seres vivos na Terra que nem os cientistas e pesquisadores ainda conhecem.\n\nAlguns especialistas estimam que existam entre cinco e trinta milh\u00f5es de esp\u00e9cies de seres vivos na Terra, mas apenas cerca de um milh\u00e3o e quatrocentas mil s\u00e3o conhecidas neste in\u00edcio de s\u00e9culo XXI.\n\n<strong>Classifica\u00e7\u00e3o dos seres vivos<\/strong>\n\n\u00c9 muito dif\u00edcil estudar isoladamente todos os seres vivos conhecidos na Terra. Saber como eles s\u00e3o, onde se abrigam, como se reproduzem, por exemplo, n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil.\n\nNa tentativa de entender melhor a evolu\u00e7\u00e3o dos grupos de seres vivos e suas rela\u00e7\u00f5es de parentesco, os cientistas fazem a sua classifica\u00e7\u00e3o. Classificar \u00e9 agrupar, formar grupos, obedecendo a determinados crit\u00e9rios.\n\n<strong>Exemplos:<\/strong> Grupo dos macacos (macaco-aranha, sag\u00fci, bugio, etc.); Grupo dos p\u00e1ssaros (curi\u00f3, can\u00e1rio, pardal, beija-flor, etc.); Grupo dos c\u00e3es (pequin\u00eas, yorkshire terrier, perdigueiro, pastor alem\u00e3o, etc).\n\n<strong>Esp\u00e9cie e g\u00eanero<\/strong>\n\nEsp\u00e9cie \u00e9 o conjunto de indiv\u00edduos semelhantes que podem cruzar-se entre si, gerando descendentes f\u00e9rteis.\n\nPara entender bem esta defini\u00e7\u00e3o, veja o exemplo do cavalo e da \u00e9gua. Eles podem cruzar-se e d\u00e3o origem a um descendente f\u00e9rtil, isto \u00e9, que tamb\u00e9m pode originar descendentes. Por isso, eles s\u00e3o da mesma esp\u00e9cie.\n\nDo cruzamento de um jumento com uma \u00e9gua nascer\u00e1 um burro (macho) ou uma mula (f\u00eamea). Estes animais ser\u00e3o est\u00e9reis, isto \u00e9, n\u00e3o podem dar origem a descendentes. Portanto o cavalo (e a \u00e9gua) e o jumento s\u00e3o de esp\u00e9cies diferentes.\n\nEsp\u00e9cies mais aparentadas entre si do que com quaisquer outras formam um g\u00eanero.\n\nOs c\u00e3es e os lobos s\u00e3o parentes pr\u00f3ximos e tamb\u00e9m muito semelhantes. Assim, todos esses animais foram classificados no g\u00eanero Canis.\n\nCom as no\u00e7\u00f5es de g\u00eanero e esp\u00e9cie, o cientista sueco Carlos Lineu (1707 \u2013 1778) classificou todos os seres vivos at\u00e9 ent\u00e3o conhecidos. Para isso, empregou sempre duas palavras para dar nome a eles.\n\n<strong>Nome cient\u00edfico<\/strong>\n\nAs duas palavras do nome cient\u00edfico s\u00e3o escritas no idioma latim. Essa l\u00edngua, usava pelos antigos romanos, foi escolhida por ser um idioma morto, ou seja, ningu\u00e9m mais o utiliza no dia a dia.\n\nOs idiomas em uso geralmente sofrem altera\u00e7\u00f5es, trazendo mais de um significado para uma determinada palavra.\n\nOutra vantagem de utilizar um idioma universal cient\u00edfico seria o fato de os seres vivos descritos em trabalhos cient\u00edficos serem identificados por um pesquisador em qualquer parte do planeta, seja ele chin\u00eas, alem\u00e3o, portugu\u00eas, brasileiro ou finland\u00eas.\n\nO nome cient\u00edfico deve estar destacado do texto de alguma maneira para facilitar a sa identifica\u00e7\u00e3o. Isso pdoe ser feito com letras em negrito, em it\u00e1lico ou sublinhadas.\n\nLineu chamou o c\u00e3o, por exemplo, de Canis familiaris e o lobo de Canis lupus. Observe que a primeira palavra \u00e9 escrita sempre em mai\u00fascula e a segunda em min\u00fascula.\n\nA express\u00e3o formada da primeira palavra (Canis) mais a segunda (familiaris ou lupus) representa a esp\u00e9cie a que pertence o animal. Assim, Canis, \u00e9 o nome do g\u00eanero ao qual pertencem, que \u00e9 o mesmo para o c\u00e3o e para o lobo. Ou seja, c\u00e3o e lobo s\u00e3o do mesmo g\u00eanero, mas de esp\u00e9cies diferentes.\n\nO homem pertence \u00e0 esp\u00e9cie Homo sapiens.\n\n<strong>G\u00eaneros podem ser agrupados e formar uma fam\u00edlia<\/strong>\n\nO conjunto de g\u00eaneros mais aparentados entre si do que com quaisquer outros forma a fam\u00edlia. Assim, o c\u00e3o (Canis familiaris) e animais aparentados a ele, como, por exemplo, o lobo (Canis lupus) e a raposa (Vulpes vulpes) fazem parte da fam\u00edlia dos can\u00eddeos (Canidae).\n\n<strong>Fam\u00edlias podem ser agrupadas e formar uma ordem<\/strong>\n\nO conjunto de fam\u00edlias mais aparentadas entre si forma uma ordem. Assim o c\u00e3o, o lobo e a raposa (da fam\u00edlia dos can\u00eddeos) e o tigre (da fam\u00edlia dos fel\u00eddeos \u2013 Felidae) fazem parte da ordem dos carn\u00edvoros (Carnivora).\n\nEsses animais tem v\u00e1rias semelhan\u00e7as e normalmente se nutrem apenas de carne \u2013 da\u00ed o nome da ordem. Mas os ursos fazem parte da ordem carn\u00edvora e tamb\u00e9m se alimentam de mel e de frutas e o c\u00e3o dom\u00e9stico, come tamb\u00e9m outros tipos de alimento, al\u00e9m de carne.\n\n<strong>Ordens podem ser agrupadas e formar uma classe<\/strong>\n\nUm conjunto de ordens mais aparentadas entre si forma uma classe. Assim a raposa (da ordem dos carn\u00edvoros), o rato (da ordem dos roedores \u2013 Rodentia), o macaco e os seres humanos (da ordem dos primatas \u2013 Primates) e o coelho (da ordem dos lagomorfos \u2013 Lagomorpha) fazem parte da classe dos mam\u00edferos \u2013 Mammalia).\n\nA caracter\u00edstica mais marcante dessa classe \u00e9 a presen\u00e7a de gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias, que nas f\u00eameas s\u00e3o desenvolvidas e produzem o leite que alimenta os filhotes.\n\n<strong>Classes podem ser agrupadas e formar um filo<\/strong>\n\nO conjunto de classes mais aparentadas entre si forma um filo. Assim, o boi (da classe dos mam\u00edferos), a galinha (da classe das Aves \u2013 Aves), a tainha (da classe dos peixes \u2013 Osteichthyes), o sapo (da classe dos anf\u00edbios \u2013 Amphibia) e a cobra (da classe dos r\u00e9pteis \u2013 Reptilia) fazem parte do filo dos cordados (Chordata).\n\nEsses animais s\u00e3o semelhantes porque possuem, na fase de embri\u00e3o, uma estrutura chamada notocorda, com fun\u00e7\u00e3o de sustenta\u00e7\u00e3o. A notocorda pode desaparecer ou n\u00e3o. Nos animais que possuem v\u00e9rtebras (vertebrados), como os seres humanos, a notocorda desaparece durante o desenvolvimento embrion\u00e1rio. Em seu lugar forma-se a coluna vertebral.\n\n<strong>Filos podem ser agrupados e formar um reino<\/strong>\n\nO conjunto de filos mais aparentados entre si forma um reino. Assim, o filo dos cordados e todos os outros filos de animais formam o reino dos animais (Animalia).\n\nOs animais s\u00e3o semelhantes porque s\u00e3o pluricelulares, heterotr\u00f3ficos e tem tecidos especializados.\n\n<strong>Os cinco grandes reinos<\/strong>\n\n<strong>Durante muitos s\u00e9culos os seres vivos foram classificados em apenas dois reinos:<\/strong> animal e vegetal.\n\n<strong>Para fazer esta classifica\u00e7\u00e3o os cientistas levaram em considera\u00e7\u00e3o dois crit\u00e9rios:<\/strong>\n<blockquote>Todos os seres vivos que se locomovem e s\u00e3o heterotr\u00f3ficos seriam animais;\nTodos os seres que n\u00e3o se locomovem e que apresentam clorofila seriam vegetais.\nEm muitos casos, essas caracter\u00edsticas podem ser facilmente observadas. As girafas s\u00e3o animais porque se movimentam \u2013 anda, corre, mexe a cabe\u00e7a para procurar alimento e a \u00e1rvore e o capim s\u00e3o vegetais porque s\u00e3o fixos e tem clorofila (s\u00e3o verdes).\nEm outros seres vivos, por\u00e9m, as diferen\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o claras.\nOs cogumelos n\u00e3o tem clorofila e n\u00e3o se locomovem. Portanto, n\u00e3o s\u00e3o animais nem vegetais;<\/blockquote>\nCom o desenvolvimento do microsc\u00f3pio, descobriam-se microorganismos que n\u00e3o tinham caracter\u00edsticas de vegetal nem de animal ou tinham caracter\u00edsticas dos dois grupos, dificultando a sua classifica\u00e7\u00e3o.\n\nUm bom exemplo disso \u00e9 a euglena. Ela possui clorofila e se locomove. <strong>Trata-se de um vegetal ou animal?<\/strong>\n\nA partir de 1969, ent\u00e3o, os cientistas estabeleceram um novo sistema de classifica\u00e7\u00e3o, agrupando os seres vivos em cinco reinos.\n\n<strong>S\u00e3o eles:<\/strong>\n<blockquote><strong>Reino da moneras (ou reino Monera) \u2013<\/strong> Engloba todos os seres unicelulares e procariontes, isto \u00e9, que n\u00e3o possuem n\u00facleo individualizado por uma membrana em suas c\u00e9lulas; o material gen\u00e9tico desses seres encontra-se disperso no citoplasma. S\u00e3o as bact\u00e9rias e as cianof\u00edceas (tamb\u00e9m chamadas de cianobact\u00e9rias e de algas azuis); <strong>\nReino dos protistas (ou reino Protista) \u2013 <\/strong>\u00c9 formado somente por seres unicelulares e eucariontes, isto \u00e9, que possuem n\u00facleo individualizado pro uma membrana. S\u00e3o os protozo\u00e1rios e as algas unicelulares eucariontes; <strong>\nReino dos fungos (ou reino Fungi) \u2013<\/strong> Engloba seres vivos eucariontes, unicelulares ou pluricelulares e heterotr\u00f3ficos; suas c\u00e9lulas possuem parede celular; <strong>\nReino das plantas ou dos vegetais (ou reino Plantae ou Metaphyta) \u2013<\/strong> Engloba todas as plantas. Esses seres s\u00e3o pluricelulares, autotr\u00f3ficos e possuem tecidos especializados; <strong>\nReino dos animais (ou reino Animalia ou Metazoa) \u2013<\/strong> Engloba todos os seres vivos pluricelulares, heterotr\u00f3ficos e com tecidos especializados. Suas c\u00e9lulas s\u00e3o possuem parede celular.<\/blockquote>\n<strong>Curiosidade =&gt;<\/strong> O lobo-da-tasm\u00e2nia, animal que parece um lobo ou um c\u00e3o, \u00e9 encontrado na Austr\u00e1lia e desempenha atividades e fun\u00e7\u00f5es em seu ambiente semelhantes \u00e0s dos lobos e c\u00e3es de outras regi\u00f5es do planeta.\n\nNo passado, os taxonomistas \u2013 cientistas que estudam a evolu\u00e7\u00e3o e a classifica\u00e7\u00e3o dos seres vivos -, considerando as caracter\u00edsticas externas desse animal, pensavam que ele fosse parente pr\u00f3ximo dos lobos e c\u00e3es.\n\nEstudando o desenvolvimento embrion\u00e1rio e outras caracter\u00edsticas do lobo-da-tasm\u00e2nia, os taxonomistas modernos perceberam que o animal possui uma bolsa especial que abriga os filhotes ainda na forma de feto e que lhes d\u00e1 prote\u00e7\u00e3o e os alimenta. Constataram, ent\u00e3o, que o lobo-da-tasm\u00e2nia \u00e9 mais aparentado com gamb\u00e1s e cangurus. Ele \u00e9 um marsupial.\n\n<strong>Sistem\u00e1tica ou Taxonomia<\/strong>\n\n\u00c9 a parte da Biologia que trata do estudo dos seres vivos, classificando-os em grupos ordenados (os t\u00e1xons ou categorias hier\u00e1rquicas), e estabelecendo um sistema natural de classifica\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Etimologicamente vem do grego:<\/strong> taxis = ordem e nomos = lei.\n\nA Terra existe como planeta consolidado h\u00e1 cerca de 4,5 bilh\u00f5es de anos. Calcula-se, por\u00e9m, que a vida s\u00f3 surgiu h\u00e1 um bilh\u00e3o de anos atr\u00e1s.\n\nEras, Per\u00edodos e \u00c9pocas geol\u00f3gicas se sucederam no transcorrer de muitos milh\u00f5es de anos, durante os quais os seres evolu\u00edram.\n\nDesde os mais simples microrganismos, que proliferaram nos mares cambrianos, at\u00e9 o surgimento do homem, a biodiversidade foi fant\u00e1stica.\n\nA vida se diversificou por incr\u00edveis e surpreendentes caminhos.\n\nApareceram as plantas, os animais e seres que, ainda hoje, s\u00e3o t\u00e3o indefinidos nas suas formas e maneiras de viver que, por vezes, torna-se dif\u00edcil identificar a sua verdadeira natureza. Os protozo\u00e1rios j\u00e1 foram considerados animais; alguns j\u00e1 estiveram em classifica\u00e7\u00e3o de vegetais. Hoje, s\u00e3o todos enquadrados entre os protistas.\n\nA tend\u00eancia para classificar seres vivos ou brutos, reais ou imagin\u00e1rios, remonta \u00e0 pr\u00e9-hist\u00f3ria. Aos poucos, nossos ancestrais foram aprendendo a diferenciar plantas comest\u00edveis das venenosas; os solos f\u00e9rteis dos est\u00e9reis; os metais mais apropriados para confec\u00e7\u00e3o de utens\u00edlios e armas. Ao longo da hist\u00f3ria, o homem aprendeu que a pr\u00e1tica de classificar seres e objetos facilita a manipula\u00e7\u00e3o e a compreens\u00e3o das entidades classificadas, al\u00e9m de permitir que seu estudo seja compartilhado entre pessoas, constituindo um eficiente m\u00e9todo de comunica\u00e7\u00e3o.\n\nClassificar alguma coisa \u00e9 agrupar tipos com caracter\u00edsticas comuns, tendo por objetivo tornar mais f\u00e1ceis os conhecimentos gerais, particulares e comparativos desses tipos.\n\nUm sistema natural de classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se baseia apenas na morfologia e na fisiologia dos organismos adultos, mas tamb\u00e9m no desenvolvimento embrion\u00e1rio dos indiv\u00edduos, no cari\u00f3tipo de cada esp\u00e9cie, na sua distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e no posicionamento dos seres perante seus ancestrais no processo de evolu\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies.\n\nUma classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o mais perfeita quanto mais desenvolva uma vis\u00e3o geral anat\u00f4mica, fisiol\u00f3gica, embriol\u00f3gica, citol\u00f3gica, bioqu\u00edmica, gen\u00e9tica, geogr\u00e1fica e evolutiva dos organismos.\n\n<strong>A Nomenclatura Cient\u00edfica<\/strong>\n\nEm cada um dos idiomas existentes, os seres vivos receberam nomes, formando uma colet\u00e2nea de muitos milhares de denomina\u00e7\u00f5es, imposs\u00edveis de serem conhecidas no mundo todo.\n\nEsse fato mostrou a necessidade de se padronizar todos os nomes dos seres vivos de modo que a denomina\u00e7\u00e3o de qualquer um deles seja entendida em qualquer l\u00edngua.\n\nAp\u00f3s v\u00e1rias tentativas, em 1758, Karl von Linn\u00eb, bot\u00e2nico e m\u00e9dico sueco, prop\u00f4s as regras de uma nomenclatura binominal que serviram de base para o sistema ainda hoje utilizado.\n\nEssas regras foram adotadas em 1901 e revistas em 1927 e 1961.\n\n<strong>As principais regras s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Todo nome cient\u00edfico deve ser latino de origem ou, ent\u00e3o, latinizado. <strong>Ex: <\/strong>Trypanosoma cruzi\nEm obras impressas, todo nome cient\u00edfico deve ser escrito em it\u00e1lico (letra fina e inclinada). Em trabalhos manuscritos ou datilografados, na impossibilidade de se usar o it\u00e1lico, esses nomes ser\u00e3o grifados. <strong>Ex: <\/strong>Zea mays ou Zea mays (milho)\nCada organismo deve ser reconhecido por uma designa\u00e7\u00e3o \u00fanica binominal, onde o primeiro nome indica o g\u00eanero a que ele pertence, e o segundo nome indica a sua esp\u00e9cie em particular. <strong>Ex:<\/strong> Oryza sativa \u2013 arroz Phaseolus vulgaris \u2013 feijoeiro<\/blockquote>\nO nome relativo ao g\u00eanero deve ser um substantivo simples ou composto, escrito com inicial mai\u00fascula. O nome relativo \u00e0 esp\u00e9cies deve ser um adjetivo, escrito com inicial min\u00fascula. <strong>Ex: <\/strong>Homo sapiens.\n\nOs nomes de fam\u00edlia levam, em zoologia, a termina\u00e7\u00e3o idae (ide, com e aberto) e, em bot\u00e2nica, a termina\u00e7\u00e3o aceae (acee, com o segundo e aberto). <strong>Ex:<\/strong> o c\u00e3o e o lobo s\u00e3o da fam\u00edlia Canidae. o coqueiro e as palmeiras s\u00e3o da fam\u00edlia Palmaceae.\n\n<strong>Os T\u00e1xons ou Categorias Taxon\u00f4micas<\/strong>\n\nA esp\u00e9cie \u00e9 a unidade b\u00e1sica de classifica\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>ESP\u00c9CIE<\/strong> \u00e9 um grupamento de indiv\u00edduos com profundas semelhan\u00e7as rec\u00edprocas (estrutural e funcional), os quais mostram ainda acentuadas similaridades bioqu\u00edmicas; id\u00eantico cari\u00f3tipo (equipamento cromossomial das c\u00e9lulas dipl\u00f3ides) e capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o entre si, originando novos descendentes f\u00e9rteis e com o mesmo quadro geral de caracteres.\n\nIndiv\u00edduos de esp\u00e9cies diferentes n\u00e3o se cruzam por falta de condi\u00e7\u00f5es anat\u00f4micas ou por desinteresse sexual. Quando se cruzam n\u00e3o geram descendentes porque seus cromossomos n\u00e3o formam pares. E, quando geram, esses descendentes s\u00e3o est\u00e9reis.\n\n\u00c9 o caso do cruzamento entre cavalo (Equus cabalus) e jumenta (Equus asinus), cujos descendentes, h\u00edbridos, s\u00e3o os burros ou mulas.\n\nCriadores e sitiantes sabem que a mula (exemplar f\u00eamea) e o burro (exemplar macho) s\u00e3o h\u00edbridos est\u00e9reis que apresentam grande for\u00e7a e resist\u00eancia. S\u00e3o o produto do acasalamento do jumento ( Equus asinus, 2n = 62 cromossomos) com a \u00e9gua ( Equus caballus, 2n = 64 cromossomos).\n\nO burro ou a mula t\u00eam 2n = 63 cromossomos, porque s\u00e3o resultantes da uni\u00e3o de espermatoz\u00f3ide, com n = 31 cromossomos, e \u00f3vulo, com n = 32 cromossomos.\n\nConsiderando os eventos da meiose I para a produ\u00e7\u00e3o de gametas, o burro e a mula s\u00e3o est\u00e9reis. Os cromossomos s\u00e3o de 2 esp\u00e9cies diferentes e, portanto, n\u00e3o ocorre pareamento dos chamados cromossomos hom\u00f3logos, impossibilitando a meiose e a gametog\u00eanese.\n\n<strong>As esp\u00e9cies s\u00e3o agrupadas em g\u00eaneros.<\/strong>\n\nOs g\u00eaneros se juntam de acordo com suas semelhan\u00e7as e formam as fam\u00edlias.\n\nDiversas fam\u00edlias podem ser agrupadas numa \u00fanica ordem.\n\nPor sua vez, as ordens mais aparentadas se congregam em classes.\n\nO conjunto de classes afins constitui um filo.\n\n(*No reino Metaphyta ou Vegetal usa-se o termo divis\u00e3o).\n\nA reuni\u00e3o de filos identifica um reino.\n\nO reino \u00e9 a categoria mais abrangente e a esp\u00e9cie \u00e9 a mais particular.\n<table id=\"table9\" border=\"0\" width=\"52%\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"118\"><strong>REINO<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Metazoa<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\" width=\"176\">Mataphyta<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"118\"><strong>FILO<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Chordata<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\" width=\"176\">Tracheophyta<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"118\"><strong>CLASSE<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Mammalia<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\" width=\"176\">Angiospermae<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"118\"><strong>ORDEM<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Primata<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\" width=\"176\">Dicotyledoneae<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"118\"><strong>FAM\u00cdLIA<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Hominidae<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\" width=\"176\">Papilionaceae<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"118\"><strong>G\u00caNERO<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Homo<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\" width=\"176\">Caesalpinia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"118\"><strong>ESP\u00c9CIE<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\"><i>Homo sapiens<\/i><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\" width=\"176\"><i>Caesalpinia echinata<\/i><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\" width=\"118\"><strong>Nome popular<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">homem moderno<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\" width=\"176\">pau-brasil<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Das Esp\u00e9cies aos Reinos<\/strong>\n\n<strong>Os gatos dom\u00e9sticos (siam\u00eas, persa, vira-lata) pertencem \u00e0 mesma esp\u00e9cie:<\/strong> Felis catus.\n\nJ\u00e1 o gato selvagem europeu exibe outras caracter\u00edsticas e \u00e9 chamado Felis silvestris, e a nossa jaguatirica \u00e9 denominada Felis pardalis.\n\n<strong>Todos esses animais, embora sejam de esp\u00e9cies diferentes, s\u00e3o portadores de caracter\u00edsticas bastante pr\u00f3ximas, fazendo parte do mesmo g\u00eanero:<\/strong> Felis.\n\n<strong>Do mesmo modo, le\u00f5es (Panthera leo), tigres (Panthera tigris), on\u00e7as (Panthera onca) e leopardos (Panthera pardus), animais silvestres de porte relativamente grande, pertencem ao mesmo g\u00eanero:<\/strong> Panthera.\n\n<strong>Mas esses animais assemelham-se aos gatos e, por isso, tanto o g\u00eanero Felis como o g\u00eanero Panthera pertencem \u00e0 mesma fam\u00edlia:<\/strong> Felidae. Muitas outras fam\u00edlias de animais podem ser consideradas.\n\nA fam\u00edlia Canidae engloba o c\u00e3o (Canis familiaris), o lobo (Canis lupus) e a raposa (Vulpes vulpes).\n\nOs fel\u00eddeos e os can\u00eddeos s\u00e3o comedores de carne, assim como a fam\u00edlia Ursidae (ursos) e Hyaenidae (hienas). Todas pertencem \u00e0 ordem Carn\u00edvora. Como nem todo animal \u00e9 carn\u00edvoro, existem outras ordens como a dos roedores (paca, rato), a dos primatas (macaco, homem), a dos cet\u00e1ceos (baleia, golfinho), etc.\n\n<strong>Os indiv\u00edduos dessas ordens, embora bem diferentes, apresentam uma caracter\u00edstica comum: todas as f\u00eameas possuem gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias e s\u00e3o<\/strong> <strong>agrupados na mesma classe:<\/strong> Mammalia (mam\u00edferos).\n\nOs mam\u00edferos, assim como os peixes, anf\u00edbios, r\u00e9pteis e aves, apresentam na fase embrion\u00e1ria um eixo de sustenta\u00e7\u00e3o denominado notocorda, que origina a coluna vertebral.\n\n<strong>Por isso esses animais pertencem ao mesmo filo:<\/strong> Chordata.\n\nO filo dos cordados, juntamente com o dos equinodermos (estrela-do-mar), artr\u00f3podes (insetos), anel\u00eddeos (minhoca), moluscos (caramujo) e outros, constituem o Reino Animalia ou Metazoa.\n\n<strong>O Mundo Vivo: <\/strong>Divis\u00e3o em Reinos\n\n<strong>Os Crit\u00e9rios B\u00e1sicos de Classifica\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n\nEm 1969, foi idealizado o atual sistema de classifica\u00e7\u00e3o que distribui os seres vivos em cinco grandes reinos.\n\n<strong>Para essa classifica\u00e7\u00e3o foram utilizados os seguintes crit\u00e9rios:<\/strong>\n<blockquote><strong>N\u00famero de c\u00e9lulas \u2013<\/strong> Conforme os seres vivos sejam unicelulares ou multicelulares (pluricelulares);<strong>\nTipo de organiza\u00e7\u00e3o celular \u2013<\/strong> Define se os seres vivos s\u00e3o procariontes (destitu\u00eddos de carioteca \u2013 membrana nuclear) ou eucariontes (possuidores de carioteca, nucl\u00e9olo e organelas membranosas em suas c\u00e9lulas).<strong>\nTipo de nutri\u00e7\u00e3o \u2013<\/strong> Indicando se os organismos s\u00e3o aut\u00f3trofos(sintetizam mat\u00e9ria org\u00e2nica a partir da mat\u00e9ria inorg\u00e2nica) ou heter\u00f3trofos (se nutrem por absor\u00e7\u00e3o ou ingest\u00e3o do material org\u00e2nico dispon\u00edvel no ambiente).<\/blockquote>\n<strong>Os Cinco Grandes Reinos<\/strong>\n<blockquote><strong>Reino Monera:<\/strong> Abrange todos os organismos unicelulares e procariontes. Representado pelas bact\u00e9rias e pelas algas azuis (cianof\u00edceas ou cianobact\u00e9rias).<strong>\nReino Protista: <\/strong>Compreende os organismos unicelulares e eucariontes. Representado pelos protozo\u00e1rios e certas algas.<strong>\nReino Fungi:<\/strong> Compreende os organismos eucariontes e heterotr\u00f3ficos por absor\u00e7\u00e3o. Representado pelos fungos, cogumelos, mofos, leveduras.<strong>\nReino Metaphyta ou Plantae: <\/strong>Abrange os organismos pluricelulares, eucariontes e aut\u00f3trofos. Representado por algas e todos os outros vegetais ou plantas como as bri\u00f3fitas (musgos), pterid\u00f3fitas (avencas), gimnospermas (pinheiros) e angiospermas (feij\u00e3o, coqueiro).<strong>\nReino Metazoa ou Animalia:<\/strong> Compreende os organismos pluricelulares, eucariontes e heter\u00f3trofos por ingest\u00e3o. Representado pelos por\u00edferos (esponjas), celenterados (corais), platelmintos (solit\u00e1ria), nematelmintos (lombriga), anel\u00eddeos (minhoca), artr\u00f3podes (aranha), moluscos (polvo), equinodermos (ouri\u00e7o-do-mar) e cordados (peixes, anf\u00edbios, r\u00e9pteis, aves e mam\u00edferos).<\/blockquote>\n<strong>OS V\u00cdRUS<\/strong>\n\nV\u00edrus (do latim, virus, veneno) s\u00e3o agentes infectantes de c\u00e9lulas vivas, causadores de doen\u00e7as em animais e plantas, e capazes de atacar outros organismos mais simples, at\u00e9 mesmo bact\u00e9rias.\n\nApesar de ainda n\u00e3o terem sido qualificados entre os seres vivos, alguns bi\u00f3logos, virologistas, microbiologistas e pesquisadores j\u00e1 deram nomes cient\u00edficos a muitos deles. Atualmente, os v\u00edrus s\u00e3o quase sempre reconhecidos por letras ou siglas. Temos como exemplo o v\u00edrus causador da AIDS chamado de HIV (Human Immunodeficiency V\u00edrus), o causador do papiloma chamado de HPV (Human Papiloma V\u00edrus) ou alguns v\u00edrus que atacam bact\u00e9rias, os fagos ou bacteri\u00f3fagos, batizados como T2, T3, T4, etc.\n\nOs v\u00edrus n\u00e3o possuem organiza\u00e7\u00e3o celular, apenas uma estrutura molecular. Essencialmente, s\u00e3o mol\u00e9culas de nucleoprote\u00ednas auto-reprodut\u00edveis e com capacidade de sofrer muta\u00e7\u00f5es.\n\nEssas duas caracter\u00edsticas s\u00e3o t\u00edpicas dos seres vivos. Todavia, como n\u00e3o possuem organelas capazes de lhes permitir a obten\u00e7\u00e3o, armazenamento e utiliza\u00e7\u00e3o de energia, s\u00f3 conseguem subsistir no interior de c\u00e9lulas vivas, de cujo equipamento funcional se utilizam para obter tudo de que necessitam. Fora de c\u00e9lulas vivas eles se cristalizam e podem manter-se num vidro, por tempo indeterminado, como um sal qualquer se mant\u00e9m. Postos em contato com novas c\u00e9lulas hospedeiras reassumem imediatamente sua atividade. Por isso, todos os v\u00edrus s\u00e3o necessariamente parasitas intracelulares e n\u00e3o podem ser cultivados em meios artificiais.\n\nA sua estrutura \u00e9 formada por uma c\u00e1psula de natureza prot\u00e9ica e um miolo formado de \u00e1cido nucl\u00e9ico. Esse miolo pode conter uma mol\u00e9cula longa de DNA (v\u00edrus do herpes, adenov\u00edrus, bacteri\u00f3fagos e outros) ou de RNA (da gripe, da poliomielite, da AIDS, do mosaico do tabaco, etc). Nunca s\u00e3o encontrados DNA e RNA em um mesmo v\u00edrus.\n\nAlguns v\u00edrus, como os bacteri\u00f3fagos, atacam as c\u00e9lulas injetando-lhes o seu \u00e1cido nucl\u00e9ico. Outros penetram por inteiro na c\u00e9lula hospedeira, como faz o v\u00edrus da gripe. No protoplasma da c\u00e9lula atacada, o DNA ou RNA viral se reproduz, utilizando os nucleot\u00eddeos da c\u00e9lula. Depois, ainda se valendo do equipamento enzim\u00e1tico e da energia fornecida por mol\u00e9culas de ATP dessa mesma c\u00e9lula, os prov\u00edrus j\u00e1 formados (part\u00edculas virais em forma\u00e7\u00e3o) roubam-lhes os amino\u00e1cidos para a fabrica\u00e7\u00e3o da c\u00e1psula prot\u00e9ica. Rapidamente eles se reproduzem dentro da c\u00e9lula, originando v\u00edrus completos, que a destroem e partem para atacar outras.\n\nNa esp\u00e9cie humana, os v\u00edrus determinam numerosas doen\u00e7as (viroses) tais como hepatite infecciosa, poliomielite, herpes, var\u00edola, febre amarela, hidrofobia, gripe, AIDS, febres hemorr\u00e1gicas (ebola, dengue), certas pneumonias e encefalites, rub\u00e9ola e as habituais viroses de inf\u00e2ncia como sarampo, catapora ou varicela e caxumba, entre outras.\n\nExiste perfeita rela\u00e7\u00e3o bioqu\u00edmica entre a natureza molecular de cada tipo de v\u00edrus e certos receptores espec\u00edficos da superf\u00edcie das c\u00e9lulas, justificando o tropismo dos v\u00edrus por determinados tipos de tecidos. Assim, o v\u00edrus da gripe ataca as c\u00e9lulas das vias respirat\u00f3rias; o da hidrofobia ataca as c\u00e9lulas do sistema nervoso; o da caxumba acomete as gl\u00e2ndulas salivares par\u00f3tidas; o da AIDS destr\u00f3i os linf\u00f3citos T4 do sistema imunol\u00f3gico. Por isso, os v\u00edrus s\u00e3o comumente classificados como pneumotr\u00f3picos, neurotr\u00f3picos, adenotr\u00f3picos, dermotr\u00f3picos, etc.\n\nAlguns grupos recebem nomes especiais como arbov\u00edrus e retrov\u00edrus.\n\nOs arbov\u00edrus (arthropod-bornvirus, v\u00edrus oriundos de artr\u00f3podes) s\u00e3o transmitidos ao homem e outros mam\u00edferos por meio de insetos silvestres. S\u00e3o exemplos o da febre amarela e o da dengue, que s\u00e3o transmitidos por mosquitos do g\u00eanero Aedes.\n\nOs retrov\u00edrus s\u00e3o aqueles cujo miolo de RNA tem de formar uma mol\u00e9cula de DNA na c\u00e9lula hospedeira, a qual vai presidir a reprodu\u00e7\u00e3o de numerosas c\u00f3pias do RNA viral. O v\u00edrus da AIDS pertence a este grupo.\n\n<strong>O REINO MONERA<\/strong>\n\nRe\u00fane os organismos procariontes, aqueles cujas c\u00e9lulas, ainda que dotadas de material nuclear, n\u00e3o possuem um n\u00facleo individualizado pela falta de cariomembrana e, por isso, simulam ter c\u00e9lulas anucleadas.\n\nTamb\u00e9m n\u00e3o se observam no seu citoplasma as estruturas ou organelas membranosas como mitoc\u00f4ndrias, cloroplastos, complexo golgiense e outras.\n\nAt\u00e9 mesmo o ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico est\u00e1 ausente ou \u00e9 muito reduzido.\n\nAs moneras s\u00e3o unicelulares, mas comumente se mostram em grupamentos multicelulares, formando filamentos, cachos ou outras formas de agrega\u00e7\u00e3o.\n\nO reino Monera compreende os filos Schizophyta e Cyanophyta.\n\n<strong>Filo Schizophyta (bact\u00e9rias)<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o os organismos mais disseminados pela face da Terra.\nEst\u00e3o presentes no ar, na \u00e1gua, no solo, nos objetos, na superf\u00edcie do nosso corpo; vivendo livremente ou praticando o parasitismo.\nT\u00eam dimens\u00f5es muito pequenas e s\u00e3o medidas em micr\u00f4metros (um mil\u00e9simo do mil\u00edmetro). Algumas medem menos de um micr\u00f4metro.\nAlgumas s\u00e3o providas de flagelos, os quais s\u00e3o apenas modifica\u00e7\u00f5es da membrana celular.\nA imensa maioria \u00e9 heterotr\u00f3fica, vivendo de saprobiose (nutrem-se de mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o), do mutualismo (nas ra\u00edzes das leguminosas) ou do parasitismo (causando doen\u00e7as nos animais e vegetais). As aut\u00f3trofas realizam a fotoss\u00edntese ou quimioss\u00edntese (sulfo, ferro e nitrobact\u00e9rias). Na fotoss\u00edntese bacteriana n\u00e3o h\u00e1 libera\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio para o ambiente e ela se realiza mesmo no escuro, pois a luz utilizada \u00e9 a infravermelha. Algumas esp\u00e9cies s\u00e3o anaer\u00f3bias (Clostridium tetani) embora a maioria tenha respira\u00e7\u00e3o aer\u00f3bia.\nA forma mais comum de reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 a assexuada por biparti\u00e7\u00e3o ou cissiparidade, ainda que por vezes ocorra a conjuga\u00e7\u00e3o.\nMuitas s\u00e3o utilizadas pela ind\u00fastria na fabrica\u00e7\u00e3o do vinagre, do iogurte e de antibi\u00f3ticos como a tirotricina, a bacitracina e a polimixina, produzidos pelos Bacillus brevis, B. subtilis e B. polymyxa.<\/blockquote>\n<strong>De acordo com suas formas, classificam-se em:<\/strong>\n<blockquote><strong>Cocos: <\/strong>gr\u00e2nulos arredondados.<strong>\nIsolados \u2013 micrococos:<\/strong> Micrococcus ureae<strong>\nAssociados \u2013 pares (diplococos):<\/strong> Gonococos<strong>\nFileiras (estreptococos): <\/strong>Streptococcus haemolyticus<strong>\nCachos (estafilococos): <\/strong>Staphylococcus aureus<strong>\nBacilos:<\/strong> bastonetes \u2013 Bacilo de Koch e de Hansen<strong>\nEspirilos: <\/strong>filamentos longos, espiralados, r\u00edgidos, que se deslocam por meio dos movimentos de flagelos situados nas extremidades \u2013 Spirillum gallinarum<strong>\nEspiroquetas:<\/strong> filamentos longos, espiralados, flex\u00edveis, que se deslocam por meio de movimentos ondulat\u00f3rios do corpo \u2013 Treponema pallidum; Leptospira icterohaemorragiae<strong>\nVibri\u00f5es: <\/strong>Bast\u00f5es em forma de v\u00edrgula \u2013 Vibrio cholerae\nOs Micrococcus ureae s\u00e3o encontrados nos sanit\u00e1rios, decompondo a ur\u00e9ia da urina em am\u00f4nia;\nOs gonococos (Neisseria gonorrheae) causam a gonorr\u00e9ia ou blenorragia;\nO Streptococcus haemolyticus \u00e9 comum nas infec\u00e7\u00f5es das am\u00eddalas e suas toxinas lan\u00e7adas no sangue provocam a febre reum\u00e1tica e doen\u00e7as card\u00edacas;\nOs Staphylococcus aureus formam pus nos abscessos.<\/blockquote>\nAs menores e mais rudimentares bact\u00e9rias s\u00e3o as riqu\u00e9tsias e os micoplasmas, tamb\u00e9m conhecidos como PPLO (pleuropneumonia like organisms \u2013 organismos semelhantes aos da pleuropneumonia).\n\nAs riqu\u00e9tsias s\u00e3o t\u00e3o pequenas que h\u00e1 quem as considere um meio-termo entre v\u00edrus e bact\u00e9rias. A Rickettsia prowazeki, causadora do tifo exantem\u00e1tico \u00e9 transmitida por piolhos e pelo chato (piolho pubiano).\n\nOs PPLO s\u00e3o menores que as riqu\u00e9tsias e, \u00e0 vezes, menores do que alguns v\u00edrus. S\u00e3o as menores c\u00e9lulas conhecidas. S\u00e3o encontradas nos esgotos, no solo e nos organismos, causando doen\u00e7as pulmonares, renais, nas articula\u00e7\u00f5es de aves, ratos e at\u00e9 na esp\u00e9cie humana.\n\nFilo Cyanophyta (cianof\u00edceas, cian\u00f3fitas ou cianobact\u00e9rias ou algas azuis)\n\nEnquadra organismos isolados ou coloniais, com clorofila, mas sem cloroplastos.\n\nTodos aut\u00f3trofos fotossintetizantes e bons assimiladores do nitrog\u00eanio do ar, raz\u00e3o pela qual se constituem, geralmente, em esp\u00e9cies pioneiras na instala\u00e7\u00e3o de sucess\u00f5es ecol\u00f3gicas.\n\nReproduzem-se por cissiparidade e s\u00e3o comuns em solo \u00famido e em rochas, bem como na \u00e1gua doce ou salgada.\n\nAtualmente s\u00e3o considerados como um tipo de bact\u00e9ria \u2013 as cianobact\u00e9rias \u2013 pois sua estrutura se identifica mais com bact\u00e9rias do que com algas.\n\nApesar de serem conhecidas como algas azuis, podem se revelar vermelhas, pardas e at\u00e9 negras.\n\nPossuem um rudimento de ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico na periferia de seu citoplasma. Nas membranas desse proto-ret\u00edculo se localizam os pigmentos de clorofila.\n\nN\u00e3o possuem flagelos. Algumas esp\u00e9cies se locomovem por meio de movimentos oscilat\u00f3rios.\n\nOs principais exemplos s\u00e3o dos g\u00eaneros Oscillatoria, Anabaena e Nostoc.\n\n<strong>O REINO PROTISTA<\/strong>\n\nFormado por organismos unicelulares eucariontes (com n\u00facleo individualizado pela presen\u00e7a da cariomembrana). O citoplasma j\u00e1 possui algumas estruturas membranosas como ret\u00edculo endoplasm\u00e1tico, vac\u00faolos, mitoc\u00f4ndrias e plastos, embora nem sempre estejam todas elas presentes no mesmo indiv\u00edduo.\n\nEsse reino compreende os filos Protozoa, Euglenophyta, Chrysophyta e Pyrrophyta.\n\n<strong>Filo Protozoa (protozo\u00e1rios)<\/strong>\n\nOrganismos microsc\u00f3picos, unicelulares que podem viver isolados ou em col\u00f4nias.\n\nTodos s\u00e3o heter\u00f3trofos.\n\nAlguns t\u00eam vida livre enquanto outros realizam o parasitismo, raramente s\u00e3o comensais.\n\nSua reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 assexuada por cissiparidade ou gemula\u00e7\u00e3o; entre param\u00e9cios pode ocorrer a conjuga\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>A maioria deles pode se apresentar sob duas formas, conforme as circunst\u00e2ncias:<\/strong> a forma trofozo\u00edtica que \u00e9 caracter\u00edstica da esp\u00e9cie; e a forma c\u00edstica que \u00e9 sempre esf\u00e9rica e se constitui num recurso de defesa ou prote\u00e7\u00e3o quando o meio se torna in\u00f3spito ou no per\u00edodo de reprodu\u00e7\u00e3o.\n\nA classifica\u00e7\u00e3o dos protozo\u00e1rios se baseia principalmente nos meios de locomo\u00e7\u00e3o. Eles se dividem em Rhizopoda, Flagellata, Ciliophora e Sporozoa.\n\n<strong>Classe Rhizopoda ou Sarcodina (riz\u00f3podos):<\/strong> Movimentam-se por meio de pseud\u00f3podos. Realizam a fagocitose para captura de alimentos. Seus principais representantes s\u00e3o as amebas.\n\nExistem amebas de vida livre na \u00e1gua (Amoeba proteus), comensais do tubo digestivo dos animais (Entamoeba coli) e parasitas intestinais do homem (Entamoeba histolytica).\n\n<strong>Classe Flagellata ou Mastigophora (flagelados): <\/strong>Movimentam-se por meio de flagelos cujo n\u00famero \u00e9 vari\u00e1vel de acordo com a esp\u00e9cie. Os tripanossomos possuem apenas um; as tricomonas apresentam 4 ou 6; as gi\u00e1rdias t\u00eam 8; as triconinfas possuem dezenas. A Trichonynpha aggillis e o Lophomonas blattarum vivem em mutualismo nos intestinos de cupins e baratas, respectivamente, decompondo a celulose da madeira, do papel ou de outros materiais ingeridos. A maioria vive em parasitismo.\n\n<strong>S\u00e3o parasitas da esp\u00e9cie humana:<\/strong>\n<blockquote>Trypanosoma cruzi, causador da doen\u00e7a de Chagas;\nLeishmania brasiliensis, provoca a \u00falcera de Bauru ou leishmaniose;\nTrichomonas vaginalis, ocasiona corrimento vaginal;\nGiardia lamblia, provoca fortes c\u00f3licas intestinais e biliares.<\/blockquote>\n<strong>Classe Ciliophora (ciliados):<\/strong> Movimentam-se por meio de c\u00edlios numerosos. T\u00eam dois ou mais n\u00facleos e s\u00e3o quase todos de vida livre, infus\u00f3rios, saprobiontes ou comensais.\n\nO exemplo mais conhecido \u00e9 o param\u00e9cio. A \u00fanica esp\u00e9cie parasita do homem \u00e9 o Balantidium coli, causador de disenteria.\n\n<strong>Classe Sporozoa (esporozo\u00e1rios):<\/strong> N\u00e3o possuem organelas locomotoras. S\u00e3o todos parasitas, geralmente parasitando o sangue. Penetram nas hem\u00e1cias e nelas se reproduzem, rompendo-as para reinfectar outras.\n\nS\u00e3o por isso qualificados como hemospor\u00eddeos. Os exemplos mais importantes s\u00e3o do g\u00eanero Plasmodium (P. malariae, P. falciparum, P. vivax) causadores da mal\u00e1ria humana e transmitidos por meio do mosquito Anopheles sp. H\u00e1 doen\u00e7as parecidas no boi e no c\u00e3o produzidas pelo g\u00eanero Piroplasma e transmitidas por carrapatos.\n\n<strong>Filo Euglenophyta (euglenas)<\/strong>\n<blockquote>Representam um grupo com numerosas esp\u00e9cies todas de h\u00e1bitat dulc\u00edcola, dotadas de um \u00fanico flagelo longo e numerosos cloroplastos bem definidos.\nS\u00e3o aut\u00f3trofas, mas se tornam heter\u00f3trofas se perderem os cloroplastos.\nReproduzem-se por cissiparidade longitudinal.\nPossuem apenas um n\u00facleo central e um a dois vac\u00faolos puls\u00e1teis.\nO prot\u00f3tipo \u00e9 a Euglena viridis.<\/blockquote>\n<strong>Filo Chrysophyta (cris\u00f3fitas ou diatom\u00e1ceas)<\/strong>\n\nDo grego chrysos = ouro e phyton \u2013 planta; s\u00e3o conhecidas como algas amarelas ou douradas.\n\nPossuem uma carapa\u00e7a silicosa constitu\u00edda de duas pe\u00e7as que se encaixam; apresentam contornos e desenhos vari\u00e1veis com ornamentos delicados. Ap\u00f3s sua morte, suas carapa\u00e7as sedimentadas no fundo das \u00e1guas formam a ?terra das diatom\u00e1ceas?, industrializada como diatomito para o fabrico de filtros, isolantes t\u00e9rmicos (amianto) e abrasivos para polir metais.\n\nS\u00e3o todas aut\u00f3trofas fotossintetizantes e reproduzem-se por divis\u00e3o direta bin\u00e1ria. H\u00e1 esp\u00e9cies dulc\u00edcolas e marinhas.\n\n<strong>Filo Pyrrophyta (dinoflagelados ou pirr\u00f3fitas)<\/strong>\n\nS\u00e3o aqu\u00e1ticos, na maioria marinhos e alguns apresentam bioluminesc\u00eancia (Noctiluca milliaris).\n\nFazem parte do pl\u00e2ncton.\n\nTodos possuem carapa\u00e7a e dois flagelos e movem-se em rodopios (pi\u00e3o).\n\nA superpopula\u00e7\u00e3o de pirr\u00f3fitas provoca as ?mar\u00e9s vermelhas?. Nesses casos, a grande quantidade de catab\u00f3litos t\u00f3xicos eliminados por esses organismos provoca grande mortandade de peixes, tartarugas, focas, aves litor\u00e2neas e outros.\n\n<strong>O REINO FUNGI<\/strong>\n\nCompreende um grupo particular de seres conhecidos como fungos ou eumicetos (do gr. eu = bem, verdadeiro, perfeito e mykes = cogumelo).\n\nNele se enquadram organismos eucariontes unicelulares e pluricelulares, mas suas c\u00e9lulas muito longas, as hifas, n\u00e3o apresentam contornos bem definidos, formando uma massa cont\u00ednua com muitos n\u00facleos, o mic\u00e9lio.\n\nOs tipos maiores como as orelhas-de-pau e os portadores de um p\u00edleo (chap\u00e9u) em forma de sombrinha s\u00e3o conhecidos como cogumelos.\n\nN\u00e3o se deslocam livremente e s\u00e3o heter\u00f3trofos por absor\u00e7\u00e3o (digest\u00e3o extracorp\u00f3rea).\n\nSuas c\u00e9lulas apresentam uma parede celular formada por quitina.\n\nO glicog\u00eanio \u00e9 seu carboidrato de reserva.\n\nReproduzem-se por meio de esporos.\n\nA parte a\u00e9rea dos cogumelos macrosc\u00f3picos \u00e9 na realidade o seu \u00f3rg\u00e3o reprodutor, chamado de corpo de frutifica\u00e7\u00e3o.\n\nOs unicelulares e microsc\u00f3picos podem ser parasitas ou desenvolvem a\u00e7\u00e3o fermentativa, sendo chamados de leveduras ou fermentos.\n\nAlguns produzem antibi\u00f3ticos e outros formam o mofo ou bolor.\n\nEntre os macrosc\u00f3picos existem esp\u00e9cies comest\u00edveis e outras extremamente venenosas.\n\nEles se dividem em v\u00e1rias classes como os ficomicetos, ascomicetos, basidiomicetos e outras.\n\n<strong>Ficomicetos: <\/strong>s\u00e3o microsc\u00f3picos quando isolados, mas em conjunto podem assumir forma\u00e7\u00f5es macrosc\u00f3picas. Algumas esp\u00e9cies s\u00e3o parasitas de plantas, atacando as batatas, cereais e videiras; outras provocam doen\u00e7as em animais como o g\u00eanero Saprolegnia que parasita os peixes; outras provocam o mofo ou bolor dos alimentos como o Rhizopus stolonifer (mofo negro) e o Mucor racemosus (mofo branco-esverdeado). O Aspergillus fumigatus provoca uma rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica respirat\u00f3ria nos seres humanos.\n\n<strong>Ascomicetos: <\/strong>do gr, ascon = bolsa, saco e mykes = cogumelo. Constituem a classe mais numerosa. Sua caracter\u00edstica \u00e9 a presen\u00e7a de esporos (asc\u00f3poros) que se desenvolvem dentro de hifas especiais em forma de pequenas bolsas ou sacos chamados de ascos. S\u00e3o comuns os ascomicetos bem desenvolvidos e comest\u00edveis.\n\nEntre os microsc\u00f3picos destacamos o Penicillium notatum, produtor da penicilina; os P. camembert e P. roquefortii usados na fabrica\u00e7\u00e3o dos queijos camembert e roquefort; e o Saccharomyces cerevisiae ou levedura de cerveja, usado na fabrica\u00e7\u00e3o de cerveja, p\u00e3o, cacha\u00e7a, etc., e que provoca a fermenta\u00e7\u00e3o alco\u00f3lica do a\u00e7\u00facar. \u201cArpergillus\u201d e \u201cPenicillium\u201d s\u00e3o ascomicetos relativamente comuns sobre frutos podres, que d\u00e3o a cor azulada \u00e0s laranjas emboloradas e que se reproduzem por conidi\u00f3sporos.\n\n<strong>Basidiomicetos: <\/strong>compreende a maioria dos cogumelos de jardim e cogumelos comest\u00edveis. Sua caracter\u00edstica \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de hifas especiais chamadas bas\u00eddios, com aspecto de clava, que se desenvolvem nas bordas das lamelas encontradas na parte inferior do p\u00edleo, onde ficam os esporos. S\u00e3o exemplos importantes a Amanita muscaria (cogumelo mata-mosca) extremamente venenosa e do qual se extraem a muscarina e o LSD, que atuam sobre o sistema nervoso central; e o Cantharellus cibarius ou ag\u00e1rico que \u00e9 comest\u00edvel.\n\nAlguns fungos formam associa\u00e7\u00f5es mutual\u00edsticas com algas, constituindo os liquens.\n\nAs algas, sendo clorofiladas, produzem carboidratos que nutrem o fungo. Estes, por sua vez, absorvem \u00e1gua e sais minerais do ambiente, facilitando a vida da alga.\n\nO Lecanora esculenta se desenvolve nos desertos, incluindo o Saara; \u00e9 suculento e comest\u00edvel, provavelmente ter\u00e1 sido o ?man\u00e1 do c\u00e9u? que alimentou os hebreus na sua fuga do Egito.\n\nNa esp\u00e9cie humana alguns fungos microsc\u00f3picos causam doen\u00e7as conhecidas como micoses.\n\nEntre as mais comuns temos a impigem ou pitir\u00edase, aspergilose pulmonar, frieira ou p\u00e9-de-atleta e candid\u00edase ou monil\u00edase (vaginal, intestinal e sapinho).\n\nAs micoses que atacam a pele s\u00e3o chamadas genericamente de dermatomicoses.\n\nJuntamente com as bact\u00e9rias, os fungos desempenham papel vital na reciclagem da mat\u00e9ria ao decompor os restos org\u00e2nicos, transformando-os em compostos inorg\u00e2nicos e devolvendo-os ao ciclo natural.\n\n<strong>O REINO METAPHYTA OU PLANTAE<\/strong>\n\nTamb\u00e9m chamado reino vegetalia ou vegetal, abrange todos os organismos qualificados como plantas.\n\n<strong>Suas principais caracter\u00edsticas s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Organismos eucariontes pluricelulares;\nTodos clorofilados e aut\u00f3trofos fotossintetizantes;\nPossuem c\u00e9lulas com parede celular formada de celulose, ainda que sobre ela possam ocorrer outros refor\u00e7os de natureza qu\u00edmica diversa (suberina, lignina, cutina, etc).\nT\u00eam o amido como carboidrato de reserva principal;\nMostram-se, na quase totalidade, incapazes de se locomover, exceto algumas esp\u00e9cies de algas verdes dotadas de flagelos.<\/blockquote>\nEles constituem os grandes produtores de mat\u00e9ria org\u00e2nica dos ecossistemas terrestres e nutrem direta ou indiretamente os outros seres vivos (heter\u00f3trofos), produzindo oxig\u00eanio.\n\nNeste reino est\u00e3o inclu\u00eddas as algas pluricelulares, as bri\u00f3fitas, as pterid\u00f3fitas, as gimnospermas e as angiospermas.\n\nAs plantas podem ser classificadas de acordo com a forma de reprodu\u00e7\u00e3o e de transporte de subst\u00e2ncias.\n\n<strong>Forma de reprodu\u00e7\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Cript\u00f3gamas \u2013 sem flores nem sementes\nAlgas\nBri\u00f3fitas\nPterid\u00f3fitas\nFaner\u00f3gamas ou esperm\u00e1fitas \u2013 com flores e sementes\nGimnospermas \u2013 sem frutos\nAngiospermas \u2013 com frutos<\/blockquote>\n<strong>Forma de transporte de subst\u00e2ncias:<\/strong>\n<blockquote>Avasculares \u2013 sem vasos condutores de seiva\nAlgas\nBri\u00f3fitas\nVasculares ou traque\u00f3fitas \u2013 com vasos condutores de seiva\nPterid\u00f3fitas\nAngiospermas\nGimnospermas<\/blockquote>\n<strong>As algas pluricelulares<\/strong>\n\nS\u00e3o plantas cujo corpo \u00e9 desprovido de ra\u00edzes, caule, folhas, flores e frutos; s\u00e3o formadas apenas por um talo, com estrutura histol\u00f3gica elementar, sem diferencia\u00e7\u00e3o de tecidos.\n\nPor vezes apresentam forma\u00e7\u00f5es que lembram ra\u00edzes (riz\u00f3ides) e folhas sem, contudo, mostrar as estruturas teciduais pr\u00f3prias desses \u00f3rg\u00e3os.\n\nCompreendem as divis\u00f5es Chlorophyta, Rhodophyta e Phaeophyta.\n\n<strong>Divis\u00e3o Chlorophyta (algas verdes, clor\u00f3fitas ou clorof\u00edceas)<\/strong>\n\nRepresentam as algas mais numerosas e espalhadas pelos ambientes terrestres.\n\nVivem na \u00e1gua doce ou salgada; na terra \u00famida e em locais secos; sobre troncos de \u00e1rvores ou em mutualismo com fungos, formando os liquens.\n\nH\u00e1 esp\u00e9cies unicelulares e pluricelulares; microsc\u00f3picas e macrosc\u00f3picas. As esp\u00e9cies unicelulares s\u00e3o geralmente portadoras de flagelos locomotores.\n\n<strong>A clorofila se apresenta na estrutura de cloroplastos<\/strong>\n\nAs clor\u00f3fitas integrantes do pl\u00e2ncton marinho s\u00e3o respons\u00e1veis pela maior parte do oxig\u00eanio do ar atmosf\u00e9rico, eliminado gra\u00e7as \u00e0 intensa fotoss\u00edntese que realizam.\n\nReproduzem-se por meio de esporos (zo\u00f3sporos ou esporos m\u00f3veis, dotados de flagelo) ou ent\u00e3o sexuadamente, por conjuga\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Pode ocorrer tamb\u00e9m a hormogonia:<\/strong> o talo se fragmenta e cada parte origina um novo filamento.\n\nEntre as mais conhecidas citamos a Spirogyra charcos e rios) e a Ulva ou alface-do-mar (usada como alimento).\n\n<strong>Divis\u00e3o Rhodophyta (algas vermelhas, rod\u00f3fitas ou rodof\u00edceas)<\/strong>\n\nS\u00e3o geralmente muito desenvolvidas, quase todas pluricelulares, macrosc\u00f3picas e marinhas.\n\nSuas c\u00e9lulas, al\u00e9m da clorofila, possuem um pigmento vermelho \u2013 a ficoeritrina \u2013 respons\u00e1vel pela cor que apresentam.\n\nA gelidium oroduz uma subst\u00e2ncia gelatinosa conhecida como gelose ou \u00e1gar-\u00e1gar, utilizada pela ind\u00fastria farmac\u00eautica no fabrico de laxantes; \u00e9 tamb\u00e9m empregada no preparo de gomas e como meio de cultura para bact\u00e9rias. A carragem, gelatina usada na fabrica\u00e7\u00e3o de sorvetes, \u00e9 tamb\u00e9m retirada dessas algas.\n\n<strong>Divis\u00e3o Phaeophyta (algas marrons ou pardas, fe\u00f3fitas ou feof\u00edceas)<\/strong>\n\nS\u00e3o muito desenvolvidas e j\u00e1 apresentam rudimentos de \u00f3rg\u00e3os, ainda que sem a estrutura verdadeira de ra\u00edzes, caules e folhas. Contudo j\u00e1 revelam riz\u00f3ides, caul\u00f3ides e fil\u00f3ides.\n\nAlgumas esp\u00e9cies alcan\u00e7am mais de 10 metros de comprimento.\n\nAl\u00e9m da clorofila, possuem a fucoxantina, um pigmento marrom que lhes d\u00e1 a cor caracter\u00edstica.\n\nS\u00e3o muito usadas na China e no Jap\u00e3o para a alimenta\u00e7\u00e3o humana. Na Europa algumas esp\u00e9cies servem de forragem para o gado. Nos EUA s\u00e3o empregadas como fertilizantes, pois s\u00e3o ricas em sais de pot\u00e1ssio, s\u00f3dio e iodo, constituindo-se em \u00f3timo adubo para o solo.\n\nOs exemplos mais conhecidos s\u00e3o os sarga\u00e7os as lamin\u00e1rias e o g\u00eanero Fucus (Fucus vesiculosus).\n\n<strong>Divis\u00e3o Bryophyta (bri\u00f3fitas ou musc\u00edneas)<\/strong>\n\nS\u00e3o vegetais min\u00fasculos, com poucos mil\u00edmetros de altura.\n\nJ\u00e1 apresentam uma estrutura org\u00e2nica definida, ainda que muito simples, pois ainda n\u00e3o s\u00e3o portadores de todos os \u00f3rg\u00e3os que caracterizam uma planta superior.\n\nS\u00e3o dotados de folhas, de um pequeno caule e de riz\u00f3ides que servem para a absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. N\u00e3o possuem flores, sementes nem frutos.\n\nComo n\u00e3o apresentam vasos condutores de seivas, a \u00e1gua e os nutrientes passam de c\u00e9lula a c\u00e9lula por difus\u00e3o direta, abastecendo toda a estrutura.\n\nReproduzem-se por metag\u00eanese ou altern\u00e2ncia de gera\u00e7\u00f5es. Em seu ciclo de vida verifica-se a participa\u00e7\u00e3o de gametas que dependem da \u00e1gua para que ocorra a fecunda\u00e7\u00e3o. Nesse caso, o gameta masculino se desloca no meio l\u00edquido at\u00e9 o gameta feminino. A fase de espor\u00f3fito \u00e9 curta, enquanto a fase de gamet\u00f3fito \u00e9 duradoura.\n\nOs musgos s\u00e3o os esp\u00e9cimes mais significativos do filo.\n\n<strong>Divis\u00e3o Tracheophyta (traque\u00f3fitas:<\/strong> pterid\u00f3fitas, gimnospermas e angiospermas)\n\nEsta divis\u00e3o engloba todos os vegetais que apresentam vasos condutores de seivas.\n\n<strong>Pterid\u00f3fitas<\/strong>\n\nForam as primeiras plantas vasculares que apareceram na Terra.\n\nDurante o Per\u00edodo Carbon\u00edfero, h\u00e1 300 milh\u00f5es de anos, elas dominaram a Terra, formando enormes florestas com esp\u00e9cies de grande porte.\n\nS\u00e3o mais desenvolvidas do que as bri\u00f3fitas, pois j\u00e1 possuem ra\u00edzes, caule (sempre do tipo rizoma) e folhas. Todavia n\u00e3o apresentam flores nem frutos.\n\nReproduzem-se por meio de esporos, no processo conhecido por metag\u00eanese. A fase de espor\u00f3fito \u00e9 duradoura, enquanto a fase de gamet\u00f3fito \u00e9 passageira.\n\nDependem da \u00e1gua para a fecunda\u00e7\u00e3o, pois os gametas masculinos precisam nadar at\u00e9 a oosfera (gameta feminino).\n\nOs principais representantes s\u00e3o os fetos, avencas, samambaias e xaxins.\n\n<strong>Gimnospermas<\/strong>\n\nAbrangem todas as plantas traque\u00f3fitas dotadas de \u00f3rg\u00e3os bem desenvolvidos como ra\u00edzes, caule, folhas, flores (sem ov\u00e1rios) e sementes.\n\nAs gimnospermas (do gr. gymnos = nu e sperma = semente) possuem as sementes nuas; n\u00e3o existe a estrutura de um fruto envolvendo ou encobrindo a semente.\n\nUma caracter\u00edstica fundamental \u00e9 a de n\u00e3o mais dependerem da \u00e1gua para sua reprodu\u00e7\u00e3o, pois o gr\u00e3o de p\u00f3len (elemento reprodutor masculino) pode ser transportado para outra flor pelo vento ou pequenos animais (insetos, aves e moluscos), isso permite tamb\u00e9m que esses vegetais possam se propagar por todos os tipos de ambiente.\n\nAs mais comuns entre n\u00f3s s\u00e3o as con\u00edferas.\n\nSuas folhas s\u00e3o aciculares, ou seja, em forma de agulhas longas e verdes.\n\nSuas flores s\u00e3o secas e grosseiras e se chamam cones ou estr\u00f3bilos, e s\u00e3o formadas por folhas ou escamas. Os cones masculinos produzem gr\u00e3os de p\u00f3len e os femininos produzem \u00f3vulos.\n\nAp\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o dos \u00f3vulos, o cone feminino se transforma em uma pinha repleta de sementes. Cada semente \u00e9 um pinh\u00e3o.\n\nAs gimnospermas mais conhecidas s\u00e3o o pinheiro comum (Pinus silvestris), o cipreste (g\u00eaneros Cupressus e Thuya), o pinheiro-de-Natal (Criptomeria japonica), o cedro comum (Cedrus libani), os abetos ou pinheiro-do-Canad\u00e1 (Abies balsamea) e a gigantesca e milenar sequ\u00f3ia (Sequoiadendron giganteum), a maior \u00e1rvore do mundo, capaz de viver por cerca de 3 mil anos.\n\nNo Brasil temos como \u00fanico representante, a arauc\u00e1ria ou pinheiro-do-Paran\u00e1 (Araucaria angustifolia), que forma a mata de arauc\u00e1rias no sul do pa\u00eds.\n\n<strong>Angiospermas<\/strong>\n\nS\u00e3o as plantas mais evolu\u00eddas dos tempos atuais.\n\nPossuem ra\u00edzes, caule, folhas, flores e frutos com sementes.\n\nSuas flores s\u00e3o, geralmente, vistosas, coloridas, perfumadas e delicadas, e se constituem em estruturas destinadas a proteger os \u00f3rg\u00e3os de reprodu\u00e7\u00e3o \u2013 o androceu e o gineceu.\n\nA semente \u00e9 protegida pelo fruto, que se forma a partir do desenvolvimento do ov\u00e1rio (do gr. aggeion = caixa, urna, vaso e sperma = semente).\n\nO fruto cont\u00e9m subst\u00e2ncias nutritivas que ir\u00e3o enriquecer o solo onde a semente ir\u00e1 germinar.\n\nDe acordo com o n\u00famero de cotil\u00e9dones encontrados nas sementes, elas s\u00e3o divididas em monocotiled\u00f4neas e dicotiled\u00f4neas.\n\nAs monocotiled\u00f4neas apresentam apenas um cotil\u00e9done em cada semente. O alb\u00famen ou endosperma \u00e9 bem desenvolvido e nutre o embri\u00e3o nas suas primeiras fases de crescimento.\n\n<strong>S\u00e3o exemplos importantes:<\/strong> as gram\u00edneas (arroz, trigo, milho, capins, bambu, cana-de-a\u00e7\u00facar); as palmeiras (carna\u00faba, baba\u00e7u, coco-da-bahia, dend\u00ea, buriti); as bromeli\u00e1ceas (abacaxi, sisal, agave) e as mus\u00e1ceas (bananeiras).\n\nAs dicotiled\u00f4neas apresentam dois cotil\u00e9dones em cada semente que ir\u00e3o nutrir o embri\u00e3o, pois o alb\u00famen ou endosperma \u00e9 pouco desenvolvido.\n\n<strong>S\u00e3o exemplos importantes:<\/strong> as leguminosas (pau-brasil, feij\u00e3o, amendoim, soja, ervilha); as cucurbit\u00e1ceas (ab\u00f3bora, melancia, mel\u00e3o, pepino); o cafeeiro e a laranjeira.\n\n<strong>Estrutura da Flor<\/strong>\n<blockquote>Verticilos florais protetores<strong>\nC\u00e1lice:<\/strong> s\u00e9palas<strong>\nCorola:<\/strong> p\u00e9talas\nVerticilos florais reprodutores<strong>\nAndroceu:<\/strong> estames (filetes e anteras)<strong>\nGineceu: <\/strong>carpelos ou pistilos (ov\u00e1rio, estiletes e estigmas)<\/blockquote>\n<strong>Estrutura do Fruto<\/strong>\n<blockquote>Pericarpo\nEpicarpo\nMesocarpo\nEndocarpo\nSemente\nTegumentos\nAm\u00eandoa (alb\u00famen e embri\u00e3o)\nPoliniza\u00e7\u00e3o \u00e9 o transporte do gr\u00e3o de p\u00f3len de uma flor para outra, pode ser feita pelo vento, pela \u00e1gua ou por animais.\nFecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 a uni\u00e3o do n\u00facleo esperm\u00e1tico do p\u00f3len (gameta masculino) com a oosfera (gameta feminino).<\/blockquote>\nA dispers\u00e3o das sementes \u00e9 feita pelo vento, \u00e1gua, animais ou pela pr\u00f3pria planta.\n\n<strong>O REINO METAZOA OU ANIMALIA<\/strong>\n\nAqui se enquadram todos os seres vivos que s\u00e3o qualificados tipicamente como animais.\n\n<strong>O reino \u00e9 extremamente heterog\u00eaneo e as caracter\u00edsticas mais comuns, ainda que nem sempre estejam integralmente presentes em todas as esp\u00e9cies, s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Organismos eucariontes multicelulares;\nC\u00e9lulas desprovidas de parede celular embora, em alguns casos, possa ocorrer um refor\u00e7o de quitina;\nCarboidrato de reserva representado, geralmente, pelo glicog\u00eanio;\nMaioria dotada de movimentos ativos, com algumas esp\u00e9cies fixas;\nNutri\u00e7\u00e3o sempre heterotr\u00f3fica, geralmente por ingest\u00e3o;\nQuase todos dotados de sistema nervoso e com capacidade de responder rapidamente \u00e0 a\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos externos;\nReprodu\u00e7\u00e3o sexuada, por meio de gametas, na quase totalidade das esp\u00e9cies, fazendo exce\u00e7\u00e3o apenas alguns celenterados que podem realizar a gemula\u00e7\u00e3o ou brotamento, e alguns vermes turbel\u00e1rios e anel\u00eddeos poliquetos que podem reproduzir-se por divis\u00e3o simples assexuada.<\/blockquote>\n<strong>O reino se divide em nove filos:<\/strong> Porifera, Coelenterata, Platyhelminthes, Nemathelminthes, Annellida, Arthropoda, Mollusca, Echinodermata e Chordata.\n\n<strong>Filo Porifera (por\u00edferos ou espongi\u00e1rios)<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o os mais simples na escala zool\u00f3gica, com a estrutura do corpo formada apenas por duas camadas de c\u00e9lulas que n\u00e3o chegam a formar tecidos.\nN\u00e3o apresentam simetria, \u00f3rg\u00e3os ou sistemas e s\u00e3o fixos \u00e0s rochas no fundo das \u00e1guas (bent\u00f4nicos).\nH\u00e1 esp\u00e9cies dulc\u00edcolas, mas a maioria \u00e9 marinha.\nA sustenta\u00e7\u00e3o do corpo \u00e9 feita por meio de uma estreita malha de esp\u00edculas calc\u00e1rias ou silicosas. Alguns n\u00e3o possuem esp\u00edculas, sendo macios e usados como esponja natural.\nDe forma geral, o corpo pode ser interpretado como um saco com numerosos pequenos orif\u00edcios inalantes (os \u00f3stios ou poros) e um \u00fanico orif\u00edcio exalante (o \u00f3sculo). H\u00e1 uma cavidade central chamada espongiocele.\nA \u00e1gua circula entrando pelos \u00f3stios, passando pela espongiocele e saindo pelo \u00f3sculo. Detritos alimentares e oxig\u00eanio s\u00e3o absorvidos da \u00e1gua que entra, enquanto os excretas celulares s\u00e3o eliminados com a \u00e1gua que sai. A espongiocele \u00e9 revestida por c\u00e9lulas (os coan\u00f3citos \u2013 providos de flagelo e uma gola ou colariinho) que realizam a digest\u00e3o intracelular dos alimentos.\nN\u00e3o possuem sistema nervoso.\nExibem cores variadas como amarelo, vermelho, cinza, esverdeado, etc.<\/blockquote>\nA reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 sexuada (do zigoto se forma uma larva ciliada) ou assexuada (brotamento). T\u00eam grande capacidade de regenera\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Filo Coelenterata (celenterados ou cnid\u00e1rios)<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o animais aqu\u00e1ticos, geralmente marinhos, j\u00e1 dotados de c\u00e9lulas organizadas em tecidos e dispostas em duas camadas, embora o corpo mostre consist\u00eancia gelatinosa.\nTodos t\u00eam simetria radial e n\u00e3o possuem sistemas circulat\u00f3rio, respirat\u00f3rio nem excretor.\nA rede nervosa \u00e9 difusa.\nS\u00e3o todos predadores de outros animais.\nT\u00eam uma \u00fanica abertura que se abre na cavidade gastro-vascular e que funciona como boca e como orif\u00edcio retal.\nApresentam tent\u00e1culos com c\u00e9lulas urticantes, os cnidoblastos ou cnid\u00f3citos, especializadas para a defesa e captura de alimentos. Essas c\u00e9lulas possuem uma c\u00e1psula com filamento distens\u00edvel e inoculador de subst\u00e2ncias irritantes.\nA reprodu\u00e7\u00e3o pode ser assexuada ou sexuada.\nA maioria tem um ciclo vital com uma fase medus\u00f3ide (livre) e outra polip\u00f3ide (fixa). Geralmente as formas medus\u00f3ides se reproduzem sexuadamente, dando formas polip\u00f3ides, e estes, assexuadamente, originam novos medus\u00f3ides. Esse \u00e9 um caso de altern\u00e2ncia de gera\u00e7\u00f5es ou metag\u00eanese.\nH\u00e1 esp\u00e9cies que s\u00f3 passam pela fase de p\u00f3lipo, como as an\u00eamonas e os corais. Estes se reproduzem ou por processos assexuados (divis\u00e3o bin\u00e1ria simples ou gemula\u00e7\u00e3o) ou sexuados.\nOs indiv\u00edduos podem ser independentes ou coloniais.<\/blockquote>\nOs principais representantes s\u00e3o os corais, as an\u00eamonas-do-mar, as hidras, as caravelas e as \u00e1guas-vivas.\n\n<strong>Filo Plathyhelminthes (platelmintos)<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o vermes achatados; aqu\u00e1ticos, terrestres ou parasitas.\nO corpo \u00e9 dotado de tr\u00eas extratos de c\u00e9lulas.\nApresentam simetria bilateral do corpo.\nO sistema nervoso \u00e9 ganglionar.\nO sistema digestivo, quando presente, tem uma \u00fanica abertura (plan\u00e1ria e esquistossomo). As t\u00eanias n\u00e3o possuem qualquer rudimento de sistema digestivo e se nutrem por absor\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da vasta superf\u00edcie corporal.\nO sistema excretor \u00e9 formado por protonefr\u00eddias (c\u00e9lulas-flama).\nO aparelho reprodutor \u00e9 bem desenvolvido, principalmente nos parasitas, podendo ocorrer a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada e a autofecunda\u00e7\u00e3o. Alguns apresentam grande capacidade de regenera\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\nT\u00eanias e esquistossomos s\u00e3o parasitas, a plan\u00e1ria tem vida livre.\n\n<strong>Filo Nemathelminthes (nematelmintos)<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o aqu\u00e1ticos, terrestres ou parasitas.\nCaracterizam-se pelo corpo longo, cil\u00edndrico, n\u00e3o segmentado em an\u00e9is, revestido por uma espessa cut\u00edcula de quitina.\nO tubo digestivo \u00e9 completo (boca e orif\u00edcio retal).\nN\u00e3o possuem sistemas circulat\u00f3rio nem respirat\u00f3rio.\nO sistema excretor \u00e9 rudimentar e a reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 sexuada com fecunda\u00e7\u00e3o interna (ov\u00edparos).\nCompreendem diversas classes, dentre as quais a principal \u00e9 a dos nemat\u00f3ides, que abrange diversas esp\u00e9cies parasitas de plantas e do homem.\nNa esp\u00e9cie humana, causam doen\u00e7as chamadas de verminoses ou helmintoses.<\/blockquote>\n<strong>S\u00e3o exemplos mais not\u00e1veis:<\/strong> Ascaris lumbricoides, Ancylostoma duodenale, Necator americanus e Enterobius vermicularis (oxi\u00faro), todos parasitas intestinais.\n\nA Wuchereria bancrofti, conhecida como filaria, parasita os vasos linf\u00e1ticos.\n\n<strong>Filo Annellida (anel\u00eddeos)<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o seres aqu\u00e1ticos, terrestres ou parasitas.\nInvertebrados vermiformes, t\u00eam o corpo segmentado (repeti\u00e7\u00e3o de partes iguais), com segmenta\u00e7\u00e3o hom\u00f4noma, cada anel ou met\u00e2mero externo corresponde a uma loja distinta internamente, ainda que essas lojas se comuniquem e fa\u00e7am continuidade.\nApresentam simetria bilateral.\nA respira\u00e7\u00e3o \u00e9 cut\u00e2nea nos terrestres e branquial nos aqu\u00e1ticos.\nA circula\u00e7\u00e3o \u00e9 fechada e simples.\nA maioria j\u00e1 possui ap\u00eandices locomotores (cerdas) que n\u00e3o s\u00e3o articulados.\nO sistema nervoso \u00e9 ganglionar.\nO tubo digestivo \u00e9 completo.<\/blockquote>\nHabitualmente se reproduzem por processo sexuado (as minhocas s\u00e3o hermafroditas de fecunda\u00e7\u00e3o cruzada), mas entre os poliquetos alguns fazem a reprodu\u00e7\u00e3o assexuada por fragmenta\u00e7\u00e3o do corpo (hormogonia).\n\n<strong>Divide-se em tr\u00eas classes:<\/strong>\n<blockquote><strong>Poliquetos:<\/strong> com muitas cerdas, geralmente marinhos. Nereis sp.<strong>\nOligoquetos:<\/strong> com poucas cerdas, habitualmente terrestres. Lumbricus terrestris (minhoca).<strong>\nHirud\u00edneos:<\/strong> sem cerdas, aqu\u00e1ticos (dulc\u00edcolas), todos parasitas hemat\u00f3fagos, portadores de ventosas. Hirudo medicinalis (sanguessuga).<\/blockquote>\n<strong>Filo Arthropoda (artr\u00f3podes)<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o invertebrados providos de ap\u00eandices articulados (arthron = articula\u00e7\u00e3o).\n\u00c9 o filo mais numeroso e polimorfo dentre todos.\nS\u00e3o animais de simetria bilateral, corpo segmentado e revestido por uma cut\u00edcula de quitina que representa o seu exoesqueleto.\nExoesqueleto n\u00e3o \u00e9 estrutura exclusiva de insetos, pois ocorre tamb\u00e9m em outros artr\u00f3podes como crust\u00e1ceos e aracn\u00eddeos, al\u00e9m de aparecer em moluscos (ostras, caramujos) e celenterados (corais).\nEle confere prote\u00e7\u00e3o contra o ataque de predadores, por\u00e9m, limita o crescimento e, muitas vezes, a locomo\u00e7\u00e3o do animal.) Algumas esp\u00e9cies realizam mudas peri\u00f3dicas do tegumento (ecdises). Alguns crust\u00e1ceos apresentam uma carapa\u00e7a calc\u00e1ria por fora do esqueleto quitinoso.\nO tubo digestivo \u00e9 completo e com gl\u00e2ndulas anexas.\nA circula\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta.\nA respira\u00e7\u00e3o \u00e9 branquial nos de h\u00e1bitat aqu\u00e1tico e traqueal ou filotraqueal nos de vida terrestre.\nO sistema nervoso \u00e9 ganglionar, com uma dupla cadeia ventral de g\u00e2nglios.\nOs \u00f3rg\u00e3os dos sentidos s\u00e3o muito especializados e situados na cabe\u00e7a (olhos, \u00f3rg\u00e3os auditivos e antenas sensoriais).\nA reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 sexuada com fecunda\u00e7\u00e3o interna (ov\u00edparos). O desenvolvimento geralmente ocorre por meio de metamorfose completa ou incompleta.<\/blockquote>\n<strong>Classes principais:<\/strong> aracn\u00eddeos, insetos, crust\u00e1ceos, quil\u00f3podos e dipl\u00f3podos.\n\n<strong>Aracn\u00eddeos: <\/strong>Seres terrestres. Corpo dividido em cefalot\u00f3rax e abdome, com quatro pares de patas (oct\u00f3podos) e sem antenas. S\u00e3o portadores de palpos (ap\u00eandices parecidos com patas) destinados \u00e0 fun\u00e7\u00e3o sexual e \u00e0 preens\u00e3o de alimentos. Muitos causam doen\u00e7as no homem. A classe se divide em diversas ordens, das quais as principais s\u00e3o os arane\u00eddeos, os \u00e1caros e os escorpion\u00eddeos.\n\nOs arane\u00eddeos ou aranhas possuem, junto \u00e0 boca, \u00f3rg\u00e3os inoculadores de veneno chamados quel\u00edceras. Algumas esp\u00e9cies tecem teias. Existem esp\u00e9cies pe\u00e7onhentas.\n\nOs \u00e1caros enquadram os carrapatos e certos parasitas semimicrosc\u00f3picos da pele, como o Demodex folliculorum, que ataca os fol\u00edculos pilosos, desencadeando as crises de acne ou cravo; e o Sarcoptes scabiei, causador da sarna. \u00c1caros semimicrosc\u00f3picos, que vivem em nossas casas, s\u00e3o os principais causadores das crises de alergia respirat\u00f3ria.\n\nOs escorpion\u00eddeos re\u00fanem os escorpi\u00f5es ou lacraus. Apresentam palpos em forma de pin\u00e7as e um aguilh\u00e3o (na extremidade posterior do abdome) inoculador de pe\u00e7onha bastante perigosa.\n\n<strong>Insetos: <\/strong>\u00c9 a classe mais numerosa. Seres terrestres, a\u00e9reos e aqu\u00e1ticos. Corpo dividido em cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abdome. Um par de antenas (sensorial), um par de mand\u00edbulas (nutri\u00e7\u00e3o) e tr\u00eas pares de patas (hex\u00e1podos).\n\nA maioria possui asas (d\u00edpteros ou tetr\u00e1pteros) embora algumas esp\u00e9cies sejam \u00e1pteras como a tra\u00e7a, a pulga, o piolho e as formas mais comuns de formigas. A metamorfose pode ser completa (ovo, larva, pupa e imago) ou incompleta (ovo, ninfa e imago).\n\n<strong>Compreendem diversas ordens como:<\/strong> d\u00edpteros (moscas e mosquitos), lepid\u00f3pteros (borboletas e mariposas), hem\u00edpteros (percevejos), cole\u00f3pteros (besouros), ort\u00f3pteros (baratas, gafanhotos e grilos), himen\u00f3pteros (formigas, abelhas e vespas), etc.\n\nAlguns insetos t\u00eam import\u00e2ncia m\u00e9dica por atuarem como vetores ou transmissores de doen\u00e7as infecto-contagiosas como a mal\u00e1ria, a doen\u00e7a do sono, o mal de Chagas, a febre amarela, a dengue, a filariose, a leishmaniose, etc. as moscas berneiras, na fase de larva, parasitam a pele de mam\u00edferos, causando a berne ou bicheira.\n\n<strong>Crust\u00e1ceos: <\/strong>Seres aqu\u00e1ticos, com exce\u00e7\u00e3o do tatuzinho. Podem apresentar uma crosta calc\u00e1ria. O corpo se divide em cefalot\u00f3rax e abdome, na grande maioria.\n\nApresentam dois pares de antenas; olhos pedunculados em alguns e s\u00e9sseis em outros; um par de mand\u00edbulas; cinco pares de patas ambulacr\u00e1rias no cefalot\u00f3rax (dec\u00e1podos) e n\u00famero vari\u00e1vel de patas natatoriais no abdome. Geralmente utilizados na alimenta\u00e7\u00e3o humana. <strong>S\u00e3o exemplos: <\/strong>o camar\u00e3o, a lagosta, o siri, etc.\n\n<strong>Quil\u00f3podos e Dipl\u00f3podos:<\/strong> Seres terrestres. Corpo cil\u00edndrico, vermiforme, longo; com cabe\u00e7a e tronco segmentado em muitos an\u00e9is. Um par de antenas.\n\nOs quil\u00f3podos (lacraia) t\u00eam um par de patas em cada anel, onde o primeiro serve para injetar veneno.\n\nOs dipl\u00f3podos (embu\u00e1 ou piolho-de-cobra) possuem dois pares de patas por anel.\n\n<strong>Filo Mollusca (moluscos)<\/strong>\n<blockquote>Animais de corpo mole, podem ser aqu\u00e1ticos (maioria) ou terrestres.\nO corpo apresenta simetria bilateral e \u00e0s vezes \u00e9 protegido por uma concha calc\u00e1ria; s\u00e3o constitu\u00eddos de cabe\u00e7a, p\u00e9 e massa visceral.\n<strong>Na cabe\u00e7a se encontram os \u00f3rg\u00e3os dos sentidos: <\/strong>olhos, tent\u00e1culos t\u00e1teis e receptores de gosto e olfato.\nA massa visceral \u00e9 o conjunto de \u00f3rg\u00e3os destinados \u00e0 digest\u00e3o, respira\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o, excre\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o.\nO p\u00e9 \u00e9 especializado para a locomo\u00e7\u00e3o, fixa\u00e7\u00e3o e escava\u00e7\u00e3o.\nO corpo \u00e9 envolvido por uma prega dorsal da epiderme, o manto, que secreta a concha, a qual funciona como esqueleto.\nO sistema digestivo \u00e9 completo.\nA circula\u00e7\u00e3o \u00e9 aberta.\nA respira\u00e7\u00e3o pode ser branquial, cut\u00e2nea (lesmas) ou ?pulmonar? (carac\u00f3is).\nO sistema nervoso \u00e9 ganglionar.\nA reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 sexuada por fecunda\u00e7\u00e3o externa (pelec\u00edpodos) ou interna (cefal\u00f3podos e gastr\u00f3podos).<\/blockquote>\n<strong>As principais classes s\u00e3o:<\/strong> os gastr\u00f3podos, pelec\u00edpodos e cefal\u00f3podos.\n\nOs <strong>gastr\u00f3podos<\/strong>, conhecidos como caramujos, carac\u00f3is e lesmas, possuem concha univalva (exceto a lesma), dois pares de tent\u00e1culos (um olfativo e um com olhos), corpo dividido em cabe\u00e7a, massa visceral (com manto) e p\u00e9. Possuem r\u00e1dula, l\u00edngua \u00e1spera com dentes quitinosos, que raspa os alimentos.\n\nOs <strong>pelec\u00edpodos<\/strong> s\u00e3o as ostras, mexilh\u00f5es, mariscos e outros. Possuem concha bivalva, cabe\u00e7a pouco distinta da massa visceral e p\u00e9 em forma de l\u00e2mina de machado.\n\nS\u00e3o geralmente fixo \u00e0s pedras do fundo atrav\u00e9s do bisso (estruturas produzidas por gl\u00e2ndulas do p\u00e9). Algumas esp\u00e9cies produzem p\u00e9rolas.\n\nOs <strong>cefal\u00f3podos<\/strong> s\u00e3o exclusivamente marinhos e desprovidos de concha (exceto o Nautilus e a f\u00eamea do Argonauta). Abrangem o polvo, a lula, o nautilus e o argonauta.\n\nApresentam tent\u00e1culos com um bico c\u00f3rneo no centro (boca) para triturar os alimentos. Algumas esp\u00e9cies possuem uma bolsa com tinta (nanquim ou s\u00e9pia) usada como defesa.\n\n<strong>Filo Echinodermata (equinodermos)<\/strong>\n<blockquote>Exclusivamente marinhos.\nSimetria radial no adulto e bilateral na larva.\nDotados de endoesqueleto calc\u00e1rio com proje\u00e7\u00f5es espinhosas, recoberto por uma epiderme fina.\nO sistema digestivo \u00e9 completo, com boca ventral e orif\u00edcio dorsal.\nPodem ser carn\u00edvoros e predadores ou herb\u00edvoros e detrit\u00edvoros.\nA respira\u00e7\u00e3o \u00e9 branquial.\nA reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 sexuada, com fecunda\u00e7\u00e3o externa e desenvolvimento por metamorfose. Apresentam capacidade de regenera\u00e7\u00e3o.\nPossuem um sistema aq\u00fc\u00edfero, substituto do sistema circulat\u00f3rio, e que tamb\u00e9m ativa os p\u00e9s ambulacr\u00e1rios, pequeninas forma\u00e7\u00f5es na base desses animais que lhes permite o deslocamento sobre o funda do mar sem movimentar os bra\u00e7os.<\/blockquote>\n<strong>Os principais representantes s\u00e3o<\/strong>: as estrelas-do-mar, pepinos-do-mar, ouri\u00e7os-do-mar e l\u00edrios-do-mar.\n\n<strong>Filo Chordata (cordados)<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o os mais evolu\u00eddos.\nApresentam um eixo de sustenta\u00e7\u00e3o dorsal, a notocorda.\nO sistema respirat\u00f3rio \u00e9 derivado da faringe (fenda branquiais).\nO tubo nervoso \u00e9 \u00fanico e dorsal.\nA circula\u00e7\u00e3o \u00e9 fechada e o sangue possui hemoglobina em quase todas as esp\u00e9cies, o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 ventral.\nO tubo digestivo \u00e9 completo e com gl\u00e2ndulas anexas.\nPossuem cauda na fase embrion\u00e1ria, podendo permanecer no adulto.<\/blockquote>\n<strong>Dividem-se em subfilos: <\/strong>Protochordata (hemicordados, urocordados e cefalocordados) e Vertebrata.\n<blockquote><strong>Protocordados: Hemicordados:<\/strong> S\u00e3o longos, vermiformes e marinhos. <strong>Ex.: <\/strong>balanoglosso.<strong>\nUrocordados ou tunicados:<\/strong> Seu representante \u00e9 a asc\u00eddia, animal fixo, globoso, geralmente colonial, sem cauda e sem notocorda. Na fase larvar \u00e9 m\u00f3vel, com cauda e notocorda. S\u00e3o marinhos.<strong>\nCefalocordados:<\/strong> Seu representante \u00e9 o anfioxo. Animal que lembra um peixe pequeno sem nadadeiras pares. \u00c9 marinho e apresenta fendas branquiais e notocorda durante toda a vida.<strong>\nVertebrados ou Eucordados:<\/strong> Possuem notocorda na fase embrion\u00e1ria, na fase adulta ela \u00e9 substitu\u00edda pela coluna vertebral (v\u00e9rtebras \u00f3sseas ou cartilaginosas) que serve de eixo de suporte do corpo. Possuem caixa craniana envolvendo os \u00f3rg\u00e3os do sistema nervoso central que \u00e9 bem desenvolvido.<\/blockquote>\n<strong>O subfilo est\u00e1 dividido em seis classes: <\/strong>Cyclostomata, Pisces, Amphibia, Reptilia, Aves e Mammalia.\n\nOs cicl\u00f3stomos s\u00e3o cartilaginosos; sem mand\u00edbulas e sem nadadeiras pares nem escamas; boca circular em ventosa; sete fendas branquiais; ectoparasitas de peixes. Seu representante \u00e9 a lampr\u00e9ia.\n\n<strong>Peixes:<\/strong> Seres exclusivamente aqu\u00e1ticos; com cinco fendas branquiais persistentes, com paredes ramificadas (br\u00e2nquias); nadadeiras. Pecilotermos. Circula\u00e7\u00e3o fechada simples e cora\u00e7\u00e3o com duas cavidades.\n\nLinha lateral que percebe as vibra\u00e7\u00f5es e press\u00e3o da \u00e1gua. Excre\u00e7\u00e3o por rins. Reprodu\u00e7\u00e3o sexuada, fecunda\u00e7\u00e3o interna (ovoviv\u00edparos e viv\u00edparos) ou externa (ov\u00edparos), larva chamada de alevino.\n\nOs condr\u00edcties s\u00e3o cartilaginosos. T\u00eam nadadeiras pares e \u00edmpares; n\u00e3o possuem bexiga natat\u00f3ria; a boca \u00e9 ventral e as fendas branquiais s\u00e3o descobertas. Predominantemente viv\u00edparos.\n\nPossuem cloaca e intestino com v\u00e1lvula espiral. S\u00e3o os tubar\u00f5es e as arraias.\n\nOs oste\u00edcties (maioria) s\u00e3o \u00f3sseos. T\u00eam nadadeiras pares e \u00edmpares e escamas; possuem bexiga natat\u00f3ria; a boca \u00e9 anterior e as fendas branquiais s\u00e3o protegidas pelo op\u00e9rculo. A bexiga natat\u00f3ria funciona como pulm\u00e3o em alguns casos (piramb\u00f3ia). Predominantemente ov\u00edparos. S\u00e3o exemplos o cavalo-marinho, o poraqu\u00ea, a enguia, o bacalhau, a piranha, o pirarucu, a piaba, o til\u00e1pia, etc.\n\n<strong>Anf\u00edbios: <\/strong>Nascem na \u00e1gua e tornam-se terrestres. Possuem br\u00e2nquias na fase larvar (girino) e pulm\u00f5es na fase adulta. Podem apresentar cauda e patas na fase adulta (salamandras), s\u00f3 patas (sapo) ou s\u00f3 cauda (cobra-cega). O esqueleto \u00e9 \u00f3sseo. A pele \u00e9 \u00famida, lisa, com gl\u00e2ndulas mucosas e cromat\u00f3foros (c\u00e9lulas pigmentadas).\n\nO sistema digestivo \u00e9 completo, apresentando cloaca. Excre\u00e7\u00e3o por meio de rins. Reprodu\u00e7\u00e3o sexuada com fecunda\u00e7\u00e3o externa; s\u00e3o ov\u00edparos e sofrem metamorfose.\n\nPossuem respira\u00e7\u00e3o cut\u00e2nea intensa para compensar a respira\u00e7\u00e3o pulmonar prec\u00e1ria. S\u00e3o pecilotermos. A circula\u00e7\u00e3o \u00e9 fechada, dupla e incompleta, o cora\u00e7\u00e3o tem tr\u00eas cavidades. O sistema nervoso apresenta enc\u00e9falo, medula e nervos cranianos.\n\n<strong>R\u00e9pteis: <\/strong>S\u00e3o terrestres ou aqu\u00e1ticos, mas s\u00f3 se reproduzem na terra. Movimentam-se por rastejamento. A reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 sexuada com fecunda\u00e7\u00e3o interna, p\u00f5em ovos com casca calc\u00e1ria e o embri\u00e3o apresenta alant\u00f3ide e bolsa de \u00e1gua (\u00e2mnio, o que evita a desidrata\u00e7\u00e3o). O sistema digestivo \u00e9 completo, com cloaca.\n\nA pele \u00e9 seca e imperme\u00e1vel (queratinosa), desprovida de gl\u00e2ndulas; com escamas, carapa\u00e7as ou placas. Alguns realizam mudas peri\u00f3dicas do tegumento. S\u00e3o pecilotermos. A circula\u00e7\u00e3o \u00e9 fechada dupla e incompleta, o cora\u00e7\u00e3o tem tr\u00eas cavidades (exceto nos crocodilianos). Os pulm\u00f5es s\u00e3o bem eficientes. O sistema nervoso se divide em enc\u00e9falo, medula e nervos cranianos. A excre\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por meio de rins bem desenvolvidos.\n\n<strong>As ordens mais comuns s\u00e3o:<\/strong> of\u00eddios, lacert\u00edlios, quel\u00f4nios e crocodilianos.\n<blockquote>Os<strong> of\u00eddios <\/strong>abrangem as cobras e serpentes. Alguns possuem dentes especiais que injetam um veneno produzido pelas gl\u00e2ndulas salivares.\nOs <strong>lacert\u00edlios<\/strong> ou s\u00e1urios s\u00e3o os lagartos. N\u00e3o s\u00e3o pe\u00e7onhentos, com exce\u00e7\u00e3o do monstro de Gila, do golfo do M\u00e9xico, e do drag\u00e3o de Komodo, da Indon\u00e9sia.\nOs <strong>quel\u00f4nios<\/strong> compreendem as tartarugas (marinhas), c\u00e1gados (dulc\u00edcolas) e jabutis (terrestres).\nOs <strong>crocodilianos<\/strong> s\u00e3o os mais desenvolvidos. Compreendem os jacar\u00e9s (Brasil) e crocodilos (Am\u00e9rica do Norte, \u00c1frica e \u00c1sia).<\/blockquote>\n<strong>Aves: <\/strong>Seres adaptados ao v\u00f4o; com esqueleto \u00f3sseo leve e refor\u00e7ado, ossos pneum\u00e1ticos ligados aos sacos a\u00e9reos dos pulm\u00f5es. Pele seca (escamosa nos membros posteriores) e coberta de penas.\n\nNa cauda possuem gl\u00e2ndulas uropigeanas que secretam gordura para lubrificar as penas. Olhos com membrana nictante.\n\nQuatro membros (os anteriores em forma de asa); homotermos (temperatura constante). Circula\u00e7\u00e3o fechada, dupla e completa (cora\u00e7\u00e3o com quatro cavidades).\n\nO bico c\u00f3rneo \u00e9 adaptado a v\u00e1rios tipos de alimentos. Sistema digestivo completo e terminado em cloaca. Excre\u00e7\u00e3o por rins. Sistema nervoso com enc\u00e9falo, medula e nervos cranianos.\n\nSexos separados com acentuado dimorfismo sexual. Reprodu\u00e7\u00e3o sexuada com fecunda\u00e7\u00e3o interna; todos ov\u00edparos; incubam os ovos e cuidam da prole.\n\nErroneamente chamados de p\u00e1ssaros, tal denomina\u00e7\u00e3o pertence apenas \u00e0 ordem passeriforme (sabi\u00e1, can\u00e1rio, pardal, etc). Os ping\u00fcins, emas, avestruzes, e outros n\u00e3o conseguem voar.\n\n<strong>Mam\u00edferos:<\/strong> S\u00e3o os mais evolu\u00eddos; est\u00e3o adaptados \u00e0 vida aqu\u00e1tica, a\u00e9rea, subterr\u00e2nea e, principalmente, terrestre. A cobertura de p\u00ealos, a gordura e o cora\u00e7\u00e3o eficiente garantem a homotermia.\n\nO sistema nervoso \u00e9 muito desenvolvido com enc\u00e9falo, medula e nervos cranianos.\n\nReprodu\u00e7\u00e3o sexuada com fecunda\u00e7\u00e3o interna (viv\u00edparos e com \u00fatero \u2013 exceto os monotremados); placent\u00e1rios (exceto os monotremados e marsupiais); e grande prote\u00e7\u00e3o \u00e0 prole. Gl\u00e2ndulas mam\u00e1rias, seb\u00e1ceas, sudor\u00edparas, etc. Endoesqueleto \u00f3sseo. Sistema digestivo completo, com gl\u00e2ndulas anexas, terminado no orif\u00edcio retal (exceto nos monotremados). Pele queratinizada coberta de p\u00ealos.\n\nExcre\u00e7\u00e3o por rins. Respira\u00e7\u00e3o pulmonar auxiliada pelo m\u00fasculo diafragma. Circula\u00e7\u00e3o fechada, dupla e completa (cora\u00e7\u00e3o com quatro cavidades), hem\u00e1cias anucleadas.\n\nFormam um grupo muito heterog\u00eaneo quanto ao tamanho, forma do corpo e h\u00e1bitat.\n\nO homem, o canguru, a baleia, o hipop\u00f3tamo, o porco, o morcego, a pregui\u00e7a, o rato, o coelho, o gato, o le\u00e3o e o macaco s\u00e3o exemplos de mam\u00edferos. Os monotremados, ornitorrinco e \u00e9q\u00fcidna p\u00f5em ovos, embora amamentem os filhotes.\n\n<strong>Diversidade dos Seres Vivos &#8211; Organismos<\/strong>\n\nTodo organismo planta ou animal \u00e9 \u00fanico em si mesmo.\n\nExiste uma grande diversidade na flora (plantas) e fauna (animais) no mundo.\n\nA diversidade que vemos hoje \u00e9 o resultado de 3,5 bilh\u00f5es de anos de evolu\u00e7\u00e3o org\u00e2nica.\n\nDurante o curso desta evolu\u00e7\u00e3o v\u00e1rias esp\u00e9cies desapareceram da superf\u00edcie da Terra e tornou-se extinta.\n\nEstima-se que mais de cinquenta vezes das esp\u00e9cies existentes foram extintos.\n\nCom um grande n\u00famero de organismos, tais \u2013 vivos e extintos, torna-se imposs\u00edvel estudar cada um deles a n\u00edvel individual.\n\nEsta tarefa de estudar a diversidade de organismos vivos pode ser feita mais f\u00e1cil e mais eficaz se os v\u00e1rios organismos estivessem dispostos de uma maneira ordenada.\n<p class=\"dataheader\"><strong>Nomenclatura<\/strong><\/p>\n<strong>Carl Linnaeus, pai da bot\u00e2nica moderna, foi um naturalista sueco que lan\u00e7ou as bases da classifica\u00e7\u00e3o moderna e nomenclatura em 1758 ele desenvolveu um sistema binomial de nomenclatura (sistema de nomes), em que um organismo \u00e9 dada dois nomes: <\/strong>\n<blockquote>Um nome gen\u00e9rico (nome do g\u00eanero) que compartilha com outros organismos estreitamente relacionados, que tem caracter\u00edsticas semelhantes o suficiente para coloc\u00e1-los no mesmo grupo.\nUm nome espec\u00edfico (nome da esp\u00e9cie), o que distingue o organismo de todas as outras esp\u00e9cies. Nenhum outro organismo pode ter a mesma combina\u00e7\u00e3o de g\u00e9nero e esp\u00e9cie.<\/blockquote>\nO nome cient\u00edfico derivada usando o sistema de nomenclatura \u00e9 seguido em todo o mundo como eles s\u00e3o guiados por um conjunto de regras estabelecidas no C\u00f3digo Internacional de Nomenclatura.\n\n<strong>As diferen\u00e7as entre plantas e animais e C\u00e9lulas<\/strong>\n<table border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" bgcolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\"><strong>Plantas<\/strong><\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffcc\"><strong>Animais<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Parede celular de celulose\nenvolve a membrana celular<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\n<p align=\"center\">Parede celular \u00e9 ausente em c\u00e9lulas animais<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Plast\u00eddios est\u00e3o presentes\nespecialmente um pigmento\nverde chamado clorofila<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\n<p align=\"center\">A clorofila est\u00e1 ausente em c\u00e9lulas animais<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Vac\u00faolos grandes contendo seiva\ncelular est\u00e3o presentes em\nc\u00e9lulas vegetais<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\n<p align=\"center\">Vac\u00faolos s\u00e3o geralmente ausentes<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">A maioria das plantas n\u00e3o\napresentam movimento\nde locomo\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\n<p align=\"center\">A maioria dos animais apresentam\nmovimento de locomo\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Continuar crescendo atrav\u00e9s de\nfora a sua vida e est\u00e3o localizadas\nno meristema apical<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\n<p align=\"center\">Crescimento p\u00e1ra ap\u00f3s a matura\u00e7\u00e3o, mas as\nc\u00e9lulas do corpo s\u00e3o substitu\u00eddos periodicamente.\nO crescimento \u00e9 uniforme e proporcional<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">Fabrica\u00e7\u00e3o seu pr\u00f3prio alimento\npor fotoss\u00edntese<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\n<p align=\"center\">N\u00e3o pode fazer a sua pr\u00f3pria comida.\nEles dependem direta ou indiretamente das plantas\npara a sua alimenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\u00d3rg\u00e3os dos sentidos e ausente do\nsistema nervoso<\/td>\n<td bgcolor=\"#ffffff\">\n<p align=\"center\">Bem \u2013 desenvolvido sistema nervoso<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<strong>Fonte:<\/strong> www.tutorvista.com\/clickbios.vilabol.uol.com.br\/www.conhecimentosgerais.com.br\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diversidade dos Seres Vivos, Classifica\u00e7\u00e3o, Esp\u00e9cie, G\u00eanero, Nome cient\u00edfico, Plantas, Animais, Regras, Categorias, Diversidade dos Seres Vivos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-2195","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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