{"id":21718,"date":"2016-01-08T00:00:00","date_gmt":"2016-01-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/revolucoes-liberais-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:41:25","modified_gmt":"2026-09-01T15:41:25","slug":"revolucoes-liberais-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/revolucoes-liberais-2\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00f5es Liberais"},"content":{"rendered":"\n<strong>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais &#8211; O que foram<\/strong>\n\nNo mundo tradicional antes do advento da\u00a0<strong>revolu\u00e7\u00e3o liberal<\/strong>, a heran\u00e7a era o princ\u00edpio que determinou a legitimidade do poder.\n\nA\u00a0<strong>revolu\u00e7\u00e3o liberal<\/strong>\u00a0foi um ponto de divis\u00e3o.\n\nEp\u00edlogo, elei\u00e7\u00f5es come\u00e7ou a tornar-se o princ\u00edpio que determinou a legitimidade do poder.\n\nDe antem\u00e3o, a monarquia foi a institui\u00e7\u00e3o exercendo poder.\n\nEp\u00edlogo, legislaturas come\u00e7ou a exercer o poder. Eles s\u00e3o a institui\u00e7\u00e3o em que a classe m\u00e9dia come\u00e7a a exercer o poder.\n\nO objetivo das legislaturas \u00e9 escrever lei.\n\nMonarquia constitucional \u00e9 um governo que cont\u00e9m ambos os princ\u00edpios; ou seja, a de que a heran\u00e7a e de elei\u00e7\u00f5es.\n\nLei \u00e9 central para a ordem de uma sociedade ap\u00f3s a revolu\u00e7\u00e3o liberal. Ningu\u00e9m est\u00e1 acima da lei, nem mesmo o rei.\n\nConstitui\u00e7\u00f5es definir a distribui\u00e7\u00e3o do poder. entre os componentes executivas, legislativas e judiciais do governo.\n\nIdeias do Iluminismo tamb\u00e9m afetou a revolu\u00e7\u00e3o liberal. A cren\u00e7a de que existem leis naturais, tais como os direitos inalien\u00e1veis da pessoa humana, era uma parte do novo sistema.\n\n<strong>A cren\u00e7a na teoria do contrato de Locke:<\/strong>\u00a0povo \u00e9 soberano e tem o direito de derrubar um governo se torna-se tir\u00e2nico, \u00e9 outro exemplo.\n\nA Carta de Direitos tamb\u00e9m se tornou uma parte da nova sociedade por causa de um medo do poder do governo ea necessidade de proteger o indiv\u00edduo de tal poder.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais &#8211; Causas<\/strong>\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00f5es liberais<\/strong>\u00a0ocorreu como a revolu\u00e7\u00e3o comercial e a revolu\u00e7\u00e3o industrial criou novos grupos de pessoas com influ\u00eancia e riqueza; particularmente, uma classe m\u00e9dia em expans\u00e3o.\n\n<strong>As causas para a revolu\u00e7\u00e3o liberal incluem:<\/strong>\n<blockquote><strong>1.<\/strong>\u00a0Cria\u00e7\u00e3o da classe m\u00e9dia\n<strong>2.<\/strong>\u00a0Ideias do Iluminismo que trazem apoio aristocr\u00e1tico\n<strong>3.<\/strong>\u00a0Perigo para a economia em geral (uma depress\u00e3o ou recess\u00e3o), que afeta o\nbem-estar de todas as classes, especialmente os pobres.\n<strong>4.<\/strong>\u00a0A crise espec\u00edfica que o estabelecimento n\u00e3o pode lidar, muitas vezes financeira e muitas vezes relacionada com o enorme custo de guerras estrangeiras.<\/blockquote>\n<strong>Quais s\u00e3o os objetivos Maior? Que grupos ou classes liderou o caminho?<\/strong>\n\nN\u00e3o houve esfor\u00e7o para buscar a igualdade econ\u00f4mica, da\u00ed a revolu\u00e7\u00e3o liberal, em sua primeira inst\u00e2ncia, foi principalmente uma revolu\u00e7\u00e3o por e para pessoas de propriedade; particularmente, a classe m\u00e9dia.\n\nO objetivo foi estabelecer a igualdade de oportunidades, aos olhos da lei.\n\n<strong>Quais foram os exemplos principais?<\/strong>\n<blockquote><strong>1.<\/strong>\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o Ingl\u00eas (1625-1689)\n<strong>2.<\/strong>\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o Americana (1763-1796)\n<strong>3.<\/strong>\u00a0Revolu\u00e7\u00e3o Francesa (1789-1815)\n<strong>4.<\/strong>\u00a0Revolu\u00e7\u00f5es de 1848\n<strong>5.\u00a0<\/strong>Revolu\u00e7\u00e3o Russa (1905-1939)<\/blockquote>\n<strong>As revolu\u00e7\u00f5es<\/strong>\n\nEm 1815, sob exig\u00eancia do Congresso de Viena, Luis XVIII sobe ao poder para reestabelecer o absolutismo. Permanece um regime opressivo, sem pol\u00edtica social, etc.\n\nEm 1824, Carlos X, irm\u00e3o de Luis XVIII, sobe ao poder e reestabelece o absolutismo de direito divino. Permaneceram as greves e paralisa\u00e7\u00f5es, poisn\u00e3o havia pol\u00edticas sociais. Em 1830, quando publica as Ordena\u00e7\u00f5es de Julho, leis autorit\u00e1rias que estabeleciam a censura, etc, a burguesia se inflama ainda mais e acaba por inflamar tamb\u00e9m as camadas populares. Estoura a Revolu\u00e7\u00e3o de 1830, que derrubou Carlos X.\n\nEm 1830, sobe ao poder Luis Filipe, um nobre de mentalidade burguesa que, inicialmente, governou para as elites. Entretanto, foi se tornando autorit\u00e1ria para conter as perturba\u00e7\u00f5espopulares que ocorriam pela falta de pol\u00edticas sociais e com isso foi perdendo o apoio das elites. Externamente, empreendeu uma pol\u00edtica imperialista.\n\nEm 1848, Liberais (conservadores), Bonapartistas (monarquistas), Republicanos (rep\u00fablica) e Socialistas (rep\u00fablica) se uniram numa alian\u00e7a pragm\u00e1tica para derrubar Luis Filipe \u00e0 Primeira Revolu\u00e7\u00e3o de 1848.\n\nUm bonapartista, Luis Bonaparte sobe ao poder para que as elites estivessem no poder, mas houvesse um apoio popular. Proclamou a Republica, mesmo sendo monarquista, para agradar aos populares, e montou um minist\u00e9rio com membros dos 4 partidos.\n\nEntretanto, para retirar esses populares do poder, convocou uma elei\u00e7\u00e3o para legalizar seu governo. Como o voto era censit\u00e1rio, sabia que venceria (golpe branco) e, ao vencer, retira os membros populares do minist\u00e9rio, fazendo um governo voltado para as elites \u00e0 Estoura a 2\u00aa Revolu\u00e7\u00e3o de 1848, pela primeira vez, liderado pelas camadas populares e com a ideologia de um socialismo ut\u00f3pico \u00e0 Primavera dos povos.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158861 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Revolu5-3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"169\" \/><strong>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais<\/strong><\/p>\n<strong>1830<\/strong>\n\nA rea\u00e7\u00e3o europeia, conduzida pelo Congresso de Viena e pela Santa Alian\u00e7a, n\u00e3o conseguiu estancar o movimento revolucion\u00e1rio iniciado na segunda metade do s\u00e9culo XVIII.\n\nAs revolu\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica luso-espanhola foram bem-sucedidas e a Gr\u00e9cia se libertou do julgo turco.\n\n<strong>Por volta de 1830, uma nova onda revolucion\u00e1ria abalou a Europa<\/strong>: na Fran\u00e7a, Carlos X, sucessor de Lu\u00eds XVIII (foto), foi obrigado a abdicar do poder; a B\u00e9lgica, dominada pela Holanda, rebelou-se, proclamando sua independ\u00eancia; na It\u00e1lia, as associa\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias impuseram uma Constitui\u00e7\u00e3o; na Alemanha eclodiram movimentos liberais constitucionalistas; a Pol\u00f4nia tentou obter sua independ\u00eancia.\n\nEssas revolu\u00e7\u00f5es provocaram um golpe violento na rea\u00e7\u00e3o representada pela Santa Alian\u00e7a, aniquilando-a. Al\u00e9m disso, outros fatores podem ser arrolados para explicar o problema. Entre 1846 e 1848, as colheitas na Europa Ocidental e Oriental foram p\u00e9ssimas. Os pre\u00e7os dos produtos agr\u00edcolas subiram violentamente e a situa\u00e7\u00e3o das classes inferiores piorou.\n\nAo mesmo tempo, verificava-se uma crise na ind\u00fastria, particularmente no setor t\u00eaxtil. O aumento da produ\u00e7\u00e3o ocasionou a superprodu\u00e7\u00e3o.\n\nA crise na agricultura diminuiu ainda mais o consumo dos produtos manufaturados pelo empobrecimento dos camponeses.\n\nA paralisa\u00e7\u00e3o das atividades fabris resultou em dispensa dos trabalhadores e redu\u00e7\u00e3o nos sal\u00e1rios, exatamente quando os pre\u00e7os dos g\u00eaneros de primeira necessidade subiam vertiginosamente.\n\nOs recursos financeiros dos pa\u00edses europeus foram carreados para a aquisi\u00e7\u00e3o de trigo na R\u00fassia e Estados Unidos. Isto afetou os grandes empreendimentos industriais e a constru\u00e7\u00e3o das estradas de ferro, em franco progresso na oportunidade. A paralisa\u00e7\u00e3o das atividades nestes setores arrastou outros, provocando a estagna\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica geral.\n\nA crise variou de pa\u00eds para pa\u00eds. Na It\u00e1lia e Irlanda foi mais agr\u00e1ria; na Inglaterra e Fran\u00e7a, industrial, bem como na Alemanha. A mis\u00e9ria gerou o descontentamento pol\u00edtico.\n\nA massa dos camponeses e prolet\u00e1rios passou a reclamar melhores condi\u00e7\u00f5es de vida e maior igualdade de recursos.\n\nNo fundo, constitu\u00edam-se ideias socialistas, mas como n\u00e3o existia um partido socialista organizado que pudesse orientar estas classes, coube aos liberais e nacionalistas, compostos pela burguesia esclarecida, exercerem a oposi\u00e7\u00e3o ao governo, contando com o apoio da massa, sem orienta\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.\n\n<strong>FRAN\u00c7A<\/strong>\n\nLu\u00eds Felipe fora colocado no trono da Fran\u00e7a pela Revolu\u00e7\u00e3o de 1830, representando os ideais da burguesia e tendo por objetivo conciliar a Revolu\u00e7\u00e3o com o Antigo Regime.\n\nA oposi\u00e7\u00e3o popular ao regime era manifesta. Em 1834 deu-se a insurrei\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios de Lyon. As tend\u00eancias republicanas ganhavam adeptos atrav\u00e9s das v\u00e1rias sociedades pol\u00edticas fundadas com este prop\u00f3sito.\n\nA oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o era somente popular. Havia muitos partid\u00e1rios da volta de Carlos X, exilado desde 1830. Os antigos correligion\u00e1rios de Napole\u00e3o acercavam-se de Lu\u00eds Bonaparte, seu sobrinho.\n\nO partido socialista opunha-se ao governo, propondo reformas. Seus l\u00edderes, Louis Blanc, Flocon e Ledru-Rollin iniciaram em 1847 uma campanha em todo o pa\u00eds visando \u00e0 reforma eleitoral.\n\nA forma encontrada para a difus\u00e3o da campanha foram os banquetes nos quais os oradores debatiam a quest\u00e3o.\n\nEm 22 de fevereiro, o ministro Guizot proibiu a realiza\u00e7\u00e3o de um banquete, o que provocou a eclos\u00e3o da revolta. Surgiram as barricadas nas ruas com o apoio de elementos da Guarda Nacional. A revolta ganhou vulto.\n\nGuizot foi demitido em favor de Thiers, que nada resolveu. A C\u00e2mara foi invadida e os deputados fugiram. Lu\u00eds Felipe abdicou. O governo provis\u00f3rio foi organizado e proclamou a Segunda Rep\u00fablica da Fran\u00e7a, com a participa\u00e7\u00e3o de burgueses liberais e socialistas. No dia 23 de abril, realizou-se a primeira elei\u00e7\u00e3o na Europa com o voto universal masculino, direto e secreto.\n\nA crise econ\u00f4mica, entretanto, n\u00e3o fora debelada; pelo contr\u00e1rio, se agravara. O governo provis\u00f3rio, a fim de ofertar trabalho aos desempregados, criara as \u201coficinas nacionais\u201d, empresas dirigidas e sustentadas pelo Estado. O pagamento dos sal\u00e1rios era coberto com a eleva\u00e7\u00e3o dos impostos, o que redundou em crise maior.\n\nO fechamento destas oficinas fez voltar \u00e0 rua o proletariado. Tentou-se fazer uma revolu\u00e7\u00e3o dentro da pr\u00f3pria revolu\u00e7\u00e3o. A Assembleia delegou poderes excepcionais ao general republicano Cavaignac, que abafou violentamente a revolta. Dezesseis mil pessoas foram mortas e quatro mil deportadas. A quest\u00e3o oper\u00e1ria foi resolvida segundo os interesses da burguesia.\n\nEm 12 de novembro de 1848 foi promulgada uma nova Constitui\u00e7\u00e3o. O presidente da Rep\u00fablica seria eleito por quatro anos, sendo Lu\u00eds Napole\u00e3o o primeiro presidente eleito. Em 1851 deu um golpe pol\u00edtico, implantando o II Imp\u00e9rio da Fran\u00e7a, assumindo o governo com o t\u00edtulo de Napole\u00e3o III.\n\n<strong>IT\u00c1LIA<\/strong>\n\nA It\u00e1lia, em 1848, estava dividida em v\u00e1rios Estados, todos eles com governo tipicamente desp\u00f3tico. A cr\u00edtica a este regime era conduzida pelas sociedades secretas, principalmente a Carbon\u00e1ria. Ao mesmo tempo, reformas liberais visavam \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o dos Estados italianos. Para tanto, seria preciso expulsar os austr\u00edacos, que desde o Congresso de Viena adquiriram supremacia sobre a It\u00e1lia.\n\nEm janeiro deu-se uma revolta no Reino das Duas Sic\u00edlias. O rei Fernando II foi obrigado a conceder uma Constitui\u00e7\u00e3o, o mesmo ocorrendo na Toscana e no Estado papal.\n\nNo reino de Lombardia iniciou-se s\u00e9ria oposi\u00e7\u00e3o aos austr\u00edacos. O rei de Piemonte, Carlos Alberto, tomou a lideran\u00e7a da revolta, declarando guerra aos austr\u00edacos. Os ex\u00e9rcitos austr\u00edacos obtiveram duas vit\u00f3rias (Custozza e Novara), for\u00e7ando Carlos Alberto a abdicar em nome de seu filho Victor-Emanuel II. A repress\u00e3o implantada pelos austr\u00edacos foi violenta em toda a pen\u00ednsula.\n\nA tentativa liberal e nacionalista dos italianos tinha sido frustrada.\n\n<strong>ALEMANHA<\/strong>\n\nA Alemanha, depois do Congresso de Viena, passara a constituir uma Confedera\u00e7\u00e3o composta por numerosos estados, cuja pol\u00edtica exterior era coordenada por uma Assembleia que se reunia em Frankfurt.\n\nA Pr\u00fassia e a \u00c1ustria lideravam esta Confedera\u00e7\u00e3o.\n\nVisando \u00e0 maior integra\u00e7\u00e3o entre os Estados germ\u00e2nicos foi criado, em 1834, o Zollverein, esp\u00e9cie de liga aduaneira que liberava a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias nos territ\u00f3rios dos membros componentes, em torno da Pr\u00fassia e sem a participa\u00e7\u00e3o da \u00c1ustria.\n\nEsta pol\u00edtica econ\u00f4mica estimulou o desenvolvimento industrial, que por sua vez acentuou o nacionalismo germ\u00e2nico, o desejo de independ\u00eancia e de uni\u00e3o pol\u00edtica.\n\nO mesmo aspecto liberal e nacionalista que vimos aparecer na It\u00e1lia tamb\u00e9m se manifestava l\u00e1.\n\nNa Pr\u00fassia, em 18 de mar\u00e7o de 1848, verificou-se extraordin\u00e1ria manifesta\u00e7\u00e3o popular diante do pal\u00e1cio real, provocando a rea\u00e7\u00e3o das tropas. O movimento alastrou-se e Frederico Guilherme, rei da Pr\u00fassia, teve de se humilhar prometendo uma Constitui\u00e7\u00e3o ao povo insurgido.\n\nV\u00e1rios Estados juntaram-se ao movimento, aproveitando a oportunidade para tentar a unifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Em mar\u00e7o, reuniu-se em Frankfurt uma assembleia preparat\u00f3ria para um Parlamento representativo, que deveria iniciar seus trabalhos legislativos em maio.\n\nOs pr\u00edncipes alem\u00e3es aproveitaram-se da divis\u00e3o entre os revolucion\u00e1rios para retomar o poder abalado. Em novembro de 1848, Berlim foi tomada e a Constituinte dissolvida pelo ex\u00e9rcito.\n\nO movimento liberal fora abafado.\n\nA Assembleia de Frankfurt decidiu eleger como imperador o rei da Pr\u00fassia, que recusou por se considerar rei por vontade de Deus. Prop\u00f4s, entretanto, aos pr\u00edncipes alem\u00e3es a cria\u00e7\u00e3o de um imp\u00e9rio. A \u00c1ustria, em 1850, imp\u00f4s \u00e0 Pr\u00fassia o recuo nesses projetos e em qualquer mudan\u00e7a da ordem existente.\n\n<strong>\u00c1USTRIA<\/strong>\n\nO Imp\u00e9rio austr\u00edaco dos Habsburgos era muito heterog\u00eaneo. Estava com- posto por alem\u00e3es, h\u00fangaros, tchecoslovacos, poloneses, rutenos, romenos, s\u00e9rvios, croatas, eslovenos e italianos. Destes povos, somente os h\u00fangaros tinham certa autonomia. Os mais numerosos, h\u00fangaros e tchecos, conscientes de sua individualidade, buscavam reconhecimento imperial.\n\nOs alem\u00e3es da \u00c1ustria reclamavam contra o governo de Metternich. Insurgiram-se estudantes, burgueses e trabalhadores, for\u00e7ando a queda do chanceler e a convoca\u00e7\u00e3o de uma Assembl\u00e9ia Constituinte.\n\nOs eslavos seguiram o exemplo. Orientados por Palcky, convocaram uma reuni\u00e3o dos povos eslavos em Praga para 2 de junho. O congresso paneslavita foi dissolvido militarmente. Viena foi tomada, formando-se um governo absoluto ap\u00f3s ter sido bombardeada, sendo implantado um regime de persegui\u00e7\u00e3o policial.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais &#8211; Europa<\/strong>\n\nEm toda a Europa, as revolu\u00e7\u00f5es tem car\u00e1ter liberal e nacionalista, contra o Congresso de Viena.\n\nAs\u00a0<strong>Revolu\u00e7\u00f5es liberais<\/strong>\u00a0foram uma resposta ao Congresso de Viena.\n\nElas ocorreram por toda a Europa com mais ou menos o mesmo perfil da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, mas em menor escala.\n\nDeterminou uma disputa pelo poder entre absolutismo e liberalismo e conflitos entre a burguesia e a nobreza.\n\nQuanto mais o absolutismo se enfraquece, maior \u00e9 a liberdade nas Am\u00e9ricas, levando a independ\u00eancia delas.\n\nO discurso burgu\u00eas \u00e9 a uni\u00e3o do liberalismo com o nacionalismo, ou seja, \u00e9 um discurso capitalista, que tamb\u00e9m \u00e9 usado nas col\u00f4nias para promover as independ\u00eancias de car\u00e1ter liberal.\n\nO discurso capitalista \u00e9 pr\u00f3ximo ao liberalista, mas que s\u00e3o distantes do socialismo e pr\u00f3ximos do nacionalismo\n\n<strong>Um exemplo da proximidade do capitalismo e do nacionalismo na \u00e9poca \u00e9<\/strong>: com a consolida\u00e7\u00e3o da economia nacional, h\u00e1 a valoriza\u00e7\u00e3o da moeda, gerando ganho para os empres\u00e1rios.\n\nDiferentemente do que acontece hoje, em que, com a globaliza\u00e7\u00e3o, o capitalismo n\u00e3o tem liga\u00e7\u00e3o com o nacionalismo, j\u00e1 que nem sempre o melhor pa\u00eds para se investir \u00e9 o seu e n\u00e3o necessariamente a valoriza\u00e7\u00e3o da moeda ir\u00e1 beneficiar o empres\u00e1rio. Esse fen\u00f4meno \u00e9 chamado de capital ap\u00e1trio.\n\nAs revolu\u00e7\u00f5es liberais, de 1820, 1830 e 1848 foram, direta ou indiretamente, rea\u00e7\u00f5es ao conservadorismo do congresso de Viena.\n\nAs ondas da revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica (1820, 1830 e 1848) trouxeram o fim da monarquia absoluta na Europa.\n\nAs revolu\u00e7\u00f5es de 1820 triunfaram em Portugal, Espanha e Gr\u00e9cia que conquistaram a independ\u00eancia do Imp\u00e9rio Otomano.\n\n<strong>A d\u00e9cada de 1830 tentou implementar o liberalismo moderado:\u00a0<\/strong>o sistema pol\u00edtico constitucional com sufr\u00e1gio censit\u00e1rio.\n<blockquote>Na Fran\u00e7a, uma revolu\u00e7\u00e3o liberal estabeleceu uma monarquia constitucional com Lu\u00eds Filipe como rei\nNa B\u00e9lgica, a revolu\u00e7\u00e3o ganhou independ\u00eancia da Holanda.<\/blockquote>\n<strong>Em 1848 surgiram os ideais democr\u00e1ticos:<\/strong>\u00a0sufr\u00e1gio universal, soberania popular, igualdade social. Os trabalhadores emergiram como uma for\u00e7a pol\u00edtica. Todas as revolu\u00e7\u00f5es falharam, exceto na Fran\u00e7a, onde a Segunda Rep\u00fablica foi proclamada. Mas essas revolu\u00e7\u00f5es eram evid\u00eancias de que um processo irrevers\u00edvel havia come\u00e7ado\n\n<strong>As bases ideol\u00f3gicas dessas revolu\u00e7\u00f5es foram:<\/strong>\n<blockquote><strong>D\u00e9cada 1820:<\/strong>\u00a0liberais e nacionalistas\n<strong>D\u00e9cada 1830:<\/strong>\u00a0liberais e nacionalistas<strong>\n1848:<\/strong>\u00a0liberais, nacionalistas e socialistas e tiveram perfil pragm\u00e1tico!<\/blockquote>\n<strong>O s\u00e9culo 19 \u00e9 rico em teorias, das quais destacam-se:<\/strong>\n<blockquote>Liberalismoo\nNacionalismoo\nSocialismoo\nPragmatismo<\/blockquote>\nO s\u00e9culo 19 \u00e9 rico tamb\u00e9m no que se diz respeito ao avan\u00e7o da ci\u00eancia e da tecnologia com o Renascimento.\n\n<strong>Observa\u00e7\u00f5es:<\/strong>\n<blockquote><strong>Pragmatismo<\/strong>: teoria que afirma que nenhuma verdade \u00e9 absoluta. A verdade deve ser contextualizada.<strong>\nPol\u00edtica de resultados:<\/strong>\u00a0para obter os resultados esperados, qualquer medida deve ser tomada<\/blockquote>\n<strong>Revolu\u00e7\u00f5es liberais na Fran\u00e7a<\/strong>\n<blockquote><strong>1815\/1828:\u00a0<\/strong>com o congresso de Viena, inicia-se o governo de Luiz XVIII, que estabelece o retorno do antigo regime (mais fraco no que no governo de Carlos X). Luiz evitava conflitos, ora favorecia a burguesia, ora a nobreza, mas quando as greves come\u00e7am, ele renuncia e Carlos Xsobe ao poder.<strong>\n1824\/1830:\u00a0<\/strong>Durante o governo de Carlos 10 ainda haviam pessoas nas ruas, apesar do car\u00e1ter ditatorial. Estabelece de fato o retorno do Antigo regime, sobretudo, a partir das \u201cORDENA\u00c7\u00d5ES DE JULHO,de 1830, que pretenderam consolidar o autoritarismo do rei com a cria\u00e7\u00e3o da censura, a possibilidade de fechar o parlamento e colocar tropas nas ruas quando quiser. Contra ele estoura a revolu\u00e7\u00e3o de 1830, tamb\u00e9m chamadas de Jornadas de Julho.<strong>\n1830\/1848:\u00a0<\/strong>Come\u00e7a ai o governo de Luiz Felipe, conhecido como \u201d Reis burgu\u00eas\u201d ,esse monarca, liberal, governou, a princ\u00edpio, com os banqueiros, j\u00e1 que tamb\u00e9m era um banqueiro. Tamb\u00e9m n\u00e3o estabelece medidas sociais, causando fome, mis\u00e9ria e viol\u00eancia(quadro que se repete por diferentes motivos, crise do antigo regime, consolida\u00e7\u00e3o do capitalismo). Em 1830, a Fran\u00e7a domina a Arg\u00e9lia, sendo um grande momento de seu plano imperialista, foi uma domina\u00e7\u00e3o capitalista muito vantajosa para a burguesia, por causa da cria\u00e7\u00e3o das multinacionais (m\u00e3o de obra desqualificada e barata, mat\u00e9ria prima barata e mercado consumidor). Seu governo foi se tornando autorit\u00e1rio e, em 1848, foi derrubado por uma revolu\u00e7\u00e3o.<\/blockquote>\n<strong>Obs.:<\/strong>\u00a0Napole\u00e3o n\u00e3o foi considerado imperialista pois o capitalismo ainda n\u00e3o tinha sido consolidado.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00e3o de 1848:<\/strong>\n<blockquote><strong>Fevereiro:<\/strong>\u00a0liberais (liberais que defendem tanto a monarquia quanto a rep\u00fablica, s\u00e3o conservadores, j\u00e1 que fazem um governo para as elites) + republicanos (s\u00e3o liberais e republicanos, s\u00e3o da burguesia) + bonapartistas (s\u00e3o liberais e mon\u00e1rquicos, s\u00e3o da elite) + socialistas (s\u00e3o socialistas e republicanos) = uni\u00e3o pragm\u00e1tica\n\nSobe ao poder Luiz Bonaparte, um bonapartista, que, por causa da pol\u00edtica de resultados, proclama a rep\u00fablica. O minist\u00e9rio era composto por todos os partidos, o que causava muitas revoltas. Quando as elei\u00e7\u00f5es s\u00e3o convocadas, n\u00e3o tem d\u00favida que ir\u00e3o ganhar (voto censit\u00e1rio), isso \u00e9 considerado um Golpe Branco, j\u00e1 que \u00e9 uma atitude golpista legalizada. Quando estabelece seu governo, Luiz Bonaparte tira os grupos mais socais do poder (republicanos e socialistas), criando um governo de elites, que revolta o povo.\n\n<strong>Junho:\u00a0<\/strong>A segunda revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de Primavera dos povos, pois foi essencialmente popular, com a participa\u00e7\u00e3o dos republicanos e dos socialistas. As ideologias presentes s\u00e3o basicamente sociais, predominando a socialista. \u00c9 importante pois \u00e9 a primeira vez que a popula\u00e7\u00e3o lidera e organiza uma revolta. Apesar de ter sido reprimida, \u00e9 um exemplo para que outros pa\u00edses tamb\u00e9m realizem revolu\u00e7\u00f5es populares.\n\n<strong>1848\/1871:<\/strong>\u00a0Em 1852, Luiz Bonaparte d\u00e1 um golpe de Estado em si mesmo, declarando a monarquia e ficou conhecido como Napole\u00e3o 3.Empreendeu a pol\u00edtica imperialista, que \u00e9 uma pol\u00edtica de expans\u00e3o CAPITALISTA, fora da Europa, mas tem uma pol\u00edtica externa desastrosa.\n\nEntrou em guerra contra a Pr\u00fassia (Guerra Franco-Prussiana -1870-1871). A guerra franco prussiana (1870\/71) e a comuna de Paris (1871) levam a queda de Napole\u00e3o 3. Proclama-se a rep\u00fablica.<\/blockquote>\n<strong>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais &#8211; Resumo<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158862 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Revolu6-3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"207\" \/><strong>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais<\/strong><\/p>\n<strong>1830<\/strong>\n\n<strong>Na Fran\u00e7a<\/strong>\n\nAp\u00f3s tr\u00eas dias de lutas (27,a 29 de julho de 1830), a revolu\u00e7\u00e3o venceu. Carlos X fugiu; e o duque Lu\u00eds Filipe de Orl\u00e9ans foi proclamado rei dos franceses, pela gra\u00e7a de Deus e pela vontade do povo.\n\nA revolu\u00e7\u00e3o parisiense alentou os liberais e nacionalista da Europa e provocou uma s\u00e9rie de rebeli\u00f5es em diversos pa\u00edses.\n\n<strong>No resto da Europa<\/strong>\n\nA B\u00e9lgica foi a primeira a seguir o exemplo franc\u00eas. Logo ap\u00f3s estouraram subleva\u00e7\u00f5es na Pol\u00f4nia, It\u00e1lia e Alemanha. Mas nestes tr\u00eas \u00faltimos pa\u00edses, os movimentos fracassaram.\n\nSomente teve \u00eaxito a revolu\u00e7\u00e3o dos belgas.\n\nA Pol\u00f4nia (retalhada no s\u00e9culo XVIII, e repartida entre a Pr\u00fassia, \u00c1ustria e R\u00fassia) pertencia, na sua maior parte, \u00e0 R\u00fassia. Despoticamente governados pelo czar Nicolau I, os poloneses sublevaram-se.\n\nN\u00e3o receberam, por\u00e9m, o esperado apoio da Fran\u00e7a ou da Inglaterra, e acabaram sendo derrotados ap\u00f3s heroica resist\u00eancia.\n\n<strong>A repress\u00e3o do czar foi sangrenta<\/strong>: centenas de chefes insurretos foram executados ou deportados para a Sib\u00e9ria.\n\nNa It\u00e1lia, os ma\u00e7ons e carbon\u00e1rios provocaram revoltas nos ducados de Parma e Toscana, e nos Estados da Igreja (1831), onde estabeleceram governos constitucionais.\n\nMas as tropas austr\u00edacas sufocaram rapidamente essas insurrei\u00e7\u00f5es.\n\nNa Alemanha, os liberais fizeram estourar movimentos em prol de constitui\u00e7\u00f5es moderadas. Tiveram \u00eaxito em v\u00e1rios ducados e reinos (Sax\u00f4nia, Han\u00f4ver, Brunswick), mas a \u00c1ustria (Metternich) e a Pr\u00fassia anularam essas concess\u00f5es.\n\nNa B\u00e9lgica, o Congresso de Viena (1815) tinha anexado a B\u00e9lgica \u00e0 Holanda. Havia, por\u00e9m, entre belgas e holandeses, profundas diferen\u00e7as de ra\u00e7a, l\u00edngua e religi\u00e3o al\u00e9m de s\u00e9rias diverg\u00eancias econ\u00f4micas.\n\nTudo isso se agravou com a est\u00fapida tirania do rei holand\u00eas. Em agosto de 1830, os belgas sublevaram-se. Gra\u00e7as ao apoio militar da Fran\u00e7a e a aprova\u00e7\u00e3o da Inglaterra, a revolu\u00e7\u00e3o triunfou. Estabeleceu-se, ent\u00e3o uma monarquia constitucional, de regime parlamentar.\n\nEm 1839, o rei da Holanda e os governos da Inglaterra, Fran\u00e7a, \u00c1ustria, Pr\u00fassia e R\u00fassia reconheceram a independ\u00eancia da B\u00e9lgica e garantiram a sua perp\u00e9tua neutralidade.\n\nA revolu\u00e7\u00e3o grega foi anterior \u00e0s revolu\u00e7\u00f5es liberais de 1830. \u00c9 um dos epis\u00f3dios da chamada Quest\u00e3o do Oriente.\n\nEm 1821, os gregos rebelaram-se contra o desp\u00f3tico dom\u00ednio turco. A luta, feroz de ambas as partes, durou oito anos. Todos os europeus simpatizavam com a causa helena e muitos foram os volunt\u00e1rios, de diversos pa\u00edses, que acorreram em aux\u00edlio da Gr\u00e9cia. Os governos, por\u00e9m, mantinham-se alheios ao conflito em virtude da doutrina legitimista, um dos fundamentos da pol\u00edtica reacion\u00e1ria de Metternich.\n\nNo ano de 1828 a R\u00fassia declarou guerra \u00e0 Turquia. Em pouco mais de um ano, as for\u00e7as russas chegaram \u00e0s portas de Constantinopla. O sult\u00e3o viu-se for\u00e7ado a pedir a paz.\n\nA Turquia assinou o Tratado de Andrinopla (1829), no qual reconheceu a independ\u00eancia da Gr\u00e9cia.\n\nPara finalizar cumpre apenas acrescentar que, \u00e9 triste verificarmos o quanto, por ignor\u00e2ncia e estupidez da grande maioria da elite pensante brasileira, o pensamento liberal foi deturpado no seu conceito fundamental, o qual deveria ser pregado e divulgado por todos os homens dignos.\n\n<strong>Quem poderia ter vergonha de pregar e defender o pensamento liberal:\u00a0<\/strong>de liberdade, igualdade, fraternidade e soberania dos povos.\n\n<strong>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais \u2013 1830<\/strong>\n\nA rea\u00e7\u00e3o conservadora resultante do Congresso de Viena e da Santa Alian\u00e7a, assinada entre \u00c1ustria e R\u00fassia com o apoio da Inglaterra, n\u00e3o consegue impedir que os ideais revolucion\u00e1rios continuem a se expandir.\n\nPor volta de 1830 ressurge na Europa o processo de\u00a0<strong>revolu\u00e7\u00f5es liberais<\/strong>\u00a0que come\u00e7a com a Independ\u00eancia dos Estados Unidos em 1776 e tem seu auge na Revolu\u00e7\u00e3o Francesa em 1789.\n\nAl\u00e9m dos princ\u00edpios liberais as revolu\u00e7\u00f5es de 1848 incorporam as lutas do proletariado.\n\n<strong>Era do liberalismo<\/strong>\n\nAs revolu\u00e7\u00f5es eclodem em v\u00e1rios pa\u00edses da Europa tendo como caracter\u00edsticas comuns o nacionalismo, o liberalismo e elementos do socialismo.\n\nO nacionalismo faz com que os povos de mesma origem e cultura procurem se unir; o liberalismo se op\u00f5e aos princ\u00edpios da monarquia; e o socialismo direciona para reformas sociais e econ\u00f4micas profundas contra a desigualdade. Os conservadores tentam consolidar a restaura\u00e7\u00e3o mon\u00e1rquica, enquanto os liberais querem a expans\u00e3o econ\u00f4mica, social e pol\u00edtica capitalista.\n\nPrimavera dos povos. \u00c9 como fica conhecido o per\u00edodo dos movimentos revolucion\u00e1rios de independ\u00eancia nacional ocorridos na Europa entre 1848 e 1849, embora nem todos tenham se consolidado.\n\nEm v\u00e1rias partes da Europa eclodem revoltas em busca da independ\u00eancia e da identidade nacional.\n\n<strong>REVOLU\u00c7\u00c3O DE 1848 NA FRAN\u00c7A<\/strong>\n\nResulta da crise econ\u00f4mica, desemprego e falta de liberdade civil. Os oper\u00e1rios se revoltam contra as condi\u00e7\u00f5es de vida.\n\nA burguesia se v\u00ea obrigada a atender ao movimento revolucion\u00e1rio adotando o sufr\u00e1gio universal, a democracia e os direitos trabalhistas.\n\n<strong>2a Rep\u00fablica:\u00a0<\/strong>A insurrei\u00e7\u00e3o de trabalhadores, estudantes e da Guarda Nacional for\u00e7a a abdica\u00e7\u00e3o de Lu\u00eds Felipe, o rei burgu\u00eas, e a nova proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, em fevereiro de 1848.\n\nForma-se um governo provis\u00f3rio, composto de liberais e socialistas. Os trabalhadores come\u00e7am nova insurrei\u00e7\u00e3o em Paris, reprimida pelo Ex\u00e9rcito com mais de 10 mil mortos.\n\nImp\u00e9rio de Napole\u00e3o III &#8211; Em novembro \u00e9 proclamada a Constitui\u00e7\u00e3o republicana e realizada a primeira elei\u00e7\u00e3o presidencial direta na Fran\u00e7a, vencida por Lu\u00eds Bonaparte, sobrinho de Napole\u00e3o. Em dezembro de 1851, com o apoio da Guarda Nacional, burguesia e massas de desempregados, Bonaparte d\u00e1 um golpe de Estado, dissolve a C\u00e2mara e suspende as liberdades civis e pol\u00edticas.\n\nProclama-se Napole\u00e3o III e instaura um imp\u00e9rio heredit\u00e1rio.\n\n<strong>REVOLU\u00c7\u00c3O DE 1848 NA ALEMANHA<\/strong>\n\nAs reivindica\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias francesas se propagam pela Alemanha. Trabalhadores levantam barricadas em Berlim e a burguesia toma posi\u00e7\u00e3o contra o poder constitu\u00eddo.\n\nO povo nas ruas exige a forma\u00e7\u00e3o de uma mil\u00edcia popular, liberdade de imprensa e integra\u00e7\u00e3o da Pr\u00fassia \u00e0 Alemanha.\n\n<strong>Em mar\u00e7o de 1849 \u00e9 aprovada a Constitui\u00e7\u00e3o imperial alem\u00e3<\/strong>: o imperador heredit\u00e1rio passa a compartilhar o governo com o Parlamento (Reichstag). Logo em seguida ocorre a rea\u00e7\u00e3o conservadora com a retirada dos deputados prussianos e austr\u00edacos da Assembleia Constituinte. Esta \u00e9 dissolvida e novas insurrei\u00e7\u00f5es populares s\u00e3o reprimidas pelo Ex\u00e9rcito.\n\n<strong>GR\u00c9CIA<\/strong>\n\nO movimento de liberta\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia contra o Imp\u00e9rio Otomano come\u00e7a em 1821 e desenvolve-se at\u00e9 1830, quando \u00e9 proclamada a Independ\u00eancia.\n\nA rea\u00e7\u00e3o turca contra a emancipa\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia \u00e9 bastante violenta, marcada pelo massacre em Chio em abril de 1822 e pelo cerco de Atenas de 1826 a 1827.\n\n<strong>HUNGRIA<\/strong>\n\nAproveitando a efervesc\u00eancia revolucion\u00e1ria, os territ\u00f3rios h\u00fangaros ocupados proclamam sua independ\u00eancia do imp\u00e9rio austr\u00edaco dos Habsburgo em 1848 e estabelecem um governo democr\u00e1tico, que \u00e9 logo depois reprimido com viol\u00eancia por tropas austr\u00edacas. Em 1867 \u00e9 assinado um acordo estabelecendo uma monarquia que preserva aut\u00f4nomas a \u00c1ustria e a Hungria, ainda sob o reinado dos Habsburgo.\n\nA Hungria passa a ter Parlamento e minist\u00e9rios pr\u00f3prios.\n\n<strong>B\u00c9LGICA E POL\u00d4NIA<\/strong>\n\nO levante de Bruxelas, em 1830, conduz \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um governo e um Congresso Nacional provis\u00f3rios na B\u00e9lgica. As insurrei\u00e7\u00f5es na Pol\u00f4nia contra o dom\u00ednio russo em 1830 e 1831 tamb\u00e9m s\u00e3o reprimidas. Em 1841, R\u00fassia, Pr\u00fassia e \u00c1ustria repartem a Pol\u00f4nia.\n\n<strong>UNIFICA\u00c7\u00c3O ITALIANA<\/strong>\n\nDesde a onda revolucion\u00e1ria de 1848 e 1849, contra a domina\u00e7\u00e3o austr\u00edaca, come\u00e7am as tentativas de unifica\u00e7\u00e3o do reino da It\u00e1lia. Durante esse per\u00edodo os revolucion\u00e1rios proclamam pelo menos tr\u00eas rep\u00fablicas, a de S\u00e3o Marcos, a Toscana e a Romana, mas os ex\u00e9rcitos austr\u00edacos derrotam os liberais e tropas francesas ocupam Roma.\n\n<strong>Pol\u00edtica de Cavour<\/strong>\n\nEm 1852 Camilo Benson, conde de Cavour, assume a presid\u00eancia do Conselho do Piemonte e come\u00e7a a p\u00f4r em pr\u00e1tica um programa para a unifica\u00e7\u00e3o da It\u00e1lia.\n\nSua estrat\u00e9gia \u00e9 mobilizar a popula\u00e7\u00e3o em torno de um \u00fanico nome, o de Vittorio Emmanuel, e fazer uma alian\u00e7a com o imperador franc\u00eas Napole\u00e3o III para poder enfrentar as for\u00e7as austr\u00edacas.\n\n<strong>Sociedade Nacional<\/strong>\n\nEm 1857, Giuseppe Garibaldi e Pallavicino, com o apoio de Cavour, fundam a Sociedade Nacional para fomentar a unidade e conquistar a independ\u00eancia.\n\nFracassam as tentativas de Cavour de conseguir o apoio estrangeiro. Ganham corpo as insurrei\u00e7\u00f5es patri\u00f3ticas e as tropas de camisas vermelhas organizadas por Garibaldi. A partir de 1860 Garibaldi passa \u00e0 ofensiva, liberta a Sic\u00edlia e a Cal\u00e1bria, derrota as tropas do papado e dos Bourbon e estabelece as condi\u00e7\u00f5es para a instala\u00e7\u00e3o de um Estado unificado na It\u00e1lia. O Estado \u00e9 unificado por Vittorio Emmanuel, rei da Sardenha, entre 1861 e 1870. Proclamado rei da It\u00e1lia, Vittorio Emmanuel enfrenta resist\u00eancia austr\u00edaca em devolver Veneza e a recusa do Estado pontif\u00edcio em entregar Roma para ser capital do reino.\n\n<strong>UNIFICA\u00c7\u00c3O ALEM\u00c3<\/strong>\n\nA divis\u00e3o da Alemanha em pequenos Estados aut\u00f4nomos atrasa seu desenvolvimento econ\u00f4mico. As atividades comercial e banc\u00e1ria se intensificam com a Uni\u00e3o Aduaneira (Zollverein) de 1834, com o fim da servid\u00e3o e com a introdu\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado na agricultura (1848). A partir de 1862, a Pr\u00fassia conquista a hegemonia sobre os demais Estados alem\u00e3es e aplica uma pol\u00edtica interna unificadora e externa expansionista, tendo Otto von Bismarck como primeiro-ministro.\n\nCrescimento econ\u00f4mico &#8211; A pol\u00edtica de Bismarck \u00e9 facilitada pelo r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico germ\u00e2nico, baseado na produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o mineral e ferro bruto. A produ\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica, el\u00e9trica e qu\u00edmica cresce com a concentra\u00e7\u00e3o de grandes empresas como Stinnes, Krupp, Stumm e Siemens. O transporte naval e ferrovi\u00e1rio intensifica o com\u00e9rcio externo. Quando o II Reich (o I Reich \u00e9 o Sacro Imp\u00e9rio Romano-Germ\u00e2nico, instalado por Oto I em 962) \u00e9 instalado por Guilherme I, o pa\u00eds j\u00e1 \u00e9 uma grande pot\u00eancia industrial e militar.\n\nOtto von Bismarck (1815-1898), conhecido como chanceler de ferro, \u00e9 o grande mentor da unifica\u00e7\u00e3o alem\u00e3 sob hegemonia prussiana. \u00c9 ministro do rei da Pr\u00fassia, em 1862.\n\nSua caminhada para alcan\u00e7ar a unidade alem\u00e3 sob a hegemonia da Pr\u00fassia come\u00e7a com a vit\u00f3ria de Sadowa, sobre a \u00c1ustria, em 1866. A guerra contra a Fran\u00e7a, em 1870 e 1871, consolida sua pol\u00edtica e permite a proclama\u00e7\u00e3o do II Reich. Como chanceler do novo imp\u00e9rio, dedica-se a acrescentar-lhe novos poderes. Combate ferozmente os socialistas, reprimindo-os ao mesmo tempo que procura conquistar os trabalhadores com uma pol\u00edtica social. Realiza uma pol\u00edtica externa baseada no confronto com a Fran\u00e7a.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www2.sunysuffolk.edu\/www2.dbd.puc-rio.br\/www.samauma.com.br\/www.sahistory.org.za\/www.edu.xunta.gal\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais, Liberal, Europa, Hist\u00f3ria, Sociedade, Teorias, Povo, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Alemanha, \u00c1ustria, Resumo, Revolu\u00e7\u00f5es Liberais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17320,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21718","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Revolu\u00e7\u00f5es Liberais - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Revolu\u00e7\u00f5es Liberais - 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