{"id":21660,"date":"2016-01-08T00:00:00","date_gmt":"2016-01-08T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/neocolonialismo-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:40:54","modified_gmt":"2026-09-01T15:40:54","slug":"neocolonialismo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/neocolonialismo-2\/","title":{"rendered":"Neocolonialismo"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"western\">Com a chamada Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Industrial na Europa, da segunda metade do S\u00e9culo XIX ao in\u00edcio do S\u00e9culo XX, as pot\u00eancias industriais da Europa, mais os Estados Unidos e o Jap\u00e3o passaram a disputar novas col\u00f4nias para fornecer mat\u00e9rias-primas para suas f\u00e1bricas al\u00e9m de novos mercados.<\/p>\n<p class=\"western\">Os Estados Unidos lan\u00e7ava a\u00a0<b>doutrina Monroe<\/b>\u00a0de \u201cA Am\u00e9rica para os americanos\u201d, num claro aviso aos europeus que n\u00e3o deveriam interferir em seus interesses no continente, de outro lado os norte-americanos falam em uma\u00a0<b>pol\u00edtica de \u201cportas abertas<\/b>\u201d para a \u00c1sia e \u00c1frica. O\u00a0<b>imperialismo\u00a0<\/b>americano se retrata na guerra contra a Espanha, primeiro para ajudar os cubanos em sua\u00a0independ\u00eancia em 1898 e depois derrotou os espanh\u00f3is na conquista das Filipinas antiga col\u00f4nia da Espanha na \u00c1sia. Na Am\u00e9rica Latina os Estados Unidos adotou a\u00a0<b>\u201cBig Stick\u201d<\/b>\u00a0ou lei do grande porrete, onde ele se dava o direito de intervir militarmente para garantir seus interesses na Am\u00e9rica Central.<\/p>\n<p class=\"western\">Mas as pot\u00eancias europeias estavam disputando entre si a\u00a0<b>\u201cPartilha da \u00c1frica e da \u00c1sia\u201d<\/b>, a Inglaterra vivia a\u00a0<b>Era Vitoriana<\/b>, onde vivia seu maior apogeu, um imp\u00e9rio com col\u00f4nias em todo planeta ou ent\u00e3o seus produtos industrializados vendidos em todo planeta e outra marca do per\u00edodo vitoriano foi a grande moralidade inglesa, imposta pela Rainha Vit\u00f3ria (1819-1901).<\/p>\n<p class=\"western\">Para justificar a domina\u00e7\u00e3o sobre os outros povos, os europeus fizeram o discurso do\u00a0<b>\u201cDarwinismo Social\u201d<\/b>\u00a0onde se dizia natural uma na\u00e7\u00e3o mais desenvolvida tecnologicamente explorar um povo com uma cultura mais primitiva. (Era uma alus\u00e3o a teoria da Origem das Esp\u00e9cies de Darwin, onde se fala de sele\u00e7\u00e3o natural das esp\u00e9cies, em que diz que as esp\u00e9cies mais aptas ao meio sobrevivem e as menos aptas desaparecem).<\/p>\n<p class=\"western\">Outro argumento era o etnocentrismo de que o europeu na verdade estava fazendo um favor aos africanos e asi\u00e1ticos ao levar sua cultura crist\u00e3 superior a eles. Neste per\u00edodo surgem livros como \u201cTarzan o homem das selvas\u201dde Edgar Rice Burroughs (1875-1950), onde destaca a superioridade do homem branco sobre os outros seres e homens (racismo puro). E o \u201cLivro das Selvas\u201d de Rudyard Kipling (1865-1936) em que dizia que o homem branco tinha o fardo a civiliza\u00e7\u00e3o para os selvagens.<\/p>\n<p class=\"western\">Era o capitalismo selvagem, o lucro a qualquer pre\u00e7o, hoje a maioria das guerras civis na \u00c1frica e na \u00c1sia foi fruto do\u00a0<b>neocolonialismo<\/b>, na \u00c1frica criaram-se pa\u00edses onde n\u00e3o havia.<\/p>\n<p class=\"western\">Juntando tribos rivais que depois de conseguirem a independ\u00eancia das na\u00e7\u00f5es europeias passaram a guerrear entre si. \u00c9 o chamado\u00a0<b>tribalismo<\/b>.<\/p>\n<p class=\"western\">S\u00f3 para se ter uma ideia da gan\u00e2ncia do\u00a0<b>imperialismo<\/b>, os ingleses passaram a fabricar \u00f3pio na Birm\u00e2nia e vender ao povo chin\u00eas, o \u00f3pio \u00e9 uma droga extra\u00edda da papoula e que vicia muito f\u00e1cil, mas destr\u00f3i o c\u00e9rebro de forma muito r\u00e1pida. O imperador da China teve que entra em uma guerra contra a Inglaterra, foi a\u00a0<b>Guerra do \u00d3pio<\/b>\u00a0(1839-1842 e 1856-1860), mas a China foi derrotada e pelo\u00a0<b>Tratado de Nanquim<\/b>\u00a0(1842) teve que abrir seus portos aos ingleses e em 1858 o\u00a0<b>Tratato de Tientsin<\/b>\u00a0(1858) aceitar a importa\u00e7\u00e3o de \u00f3pio.<\/p>\nMais tarde norte-americanos, alem\u00e3es, franceses e russos v\u00e3o querer concess\u00f5es de com\u00e9rcio e territ\u00f3rios sobre a China, o Jap\u00e3o vai fazer uma guerra em 1894 para tomar um porto do pa\u00eds. Em resposta no ano de 1901, jovens chineses chamados de\u00a0<b>Boxers<\/b>\u00a0come\u00e7aram a atacar pr\u00e9dios, navios e igrejas dos ocidentais no pa\u00eds, foi a chamada\u00a0<b>Guerra dos Boxers<\/b>\u00a0contra a domina\u00e7\u00e3o ocidental.\n\n<strong>O neocolonialismo e a partilha da \u00c1frica<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158583 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Neocol6.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"172\" \/><strong>Neocolonialismo<\/strong><\/p>\nA ocupa\u00e7\u00e3o territorial, a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e o dom\u00ednio pol\u00edtico do continente africano t\u00eam in\u00edcio no s\u00e9culo XV e estende-se at\u00e9 o s\u00e9culo XX.\n\n<b>No s\u00e9culo XIX, ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, outras pot\u00eancias europeias, al\u00e9m de Portugal e Espanha, iniciam um nova corrida colonial:\u00a0<\/b>Reino Unido, B\u00e9lgica, Fran\u00e7a, Alemanha, Estados Unidos, Jap\u00e3o, R\u00fassia e It\u00e1lia. O objetivo era encontrar mat\u00e9rias ? primas para abastecer suas economias, m\u00e3o de obra barata e novas regi\u00f5es para investir o capital excedente, construindo ferrovias ou explorando minas.\n\nHavia ainda o crescimento acelerado da popula\u00e7\u00e3o europeia e a consequente necessidade de novas terras para se estabelecer. No plano pol\u00edtico ter col\u00f4nias significava ter prest\u00edgio.\n\nEntre os mission\u00e1rios havia quem considerasse um dever dos europeus difundir sua cultura e civiliza\u00e7\u00e3o entre os povos gentios, verdadeiros selvagens sem alma.\n\nNa verdade, as a\u00e7\u00f5es dos evangelizados preparavam o terreno para o avan\u00e7o do imperialismo no mundo afro-asi\u00e1tico.\n\nO movimento intelectual e cient\u00edfico teve um papel determinante nesse processo, pois desenvolveram \u2013 se teorias racistas,a partir, a partir das teorias evolucionistas de Darwin, que afirmavam a superioridade da ra\u00e7a branca.\n\nA competi\u00e7\u00e3o entre as metr\u00f3poles na disputa por novos mercados e os conflitos gerados pelos interesses colonialistas criam tens\u00f5es e instabilidades que determinam a partilha da \u00c1frica e desembocam a Primeira Guerra Mundial (1914 ? 1918).\n\n<strong>A Confer\u00eancia de Berlim (1884\/85). Realizada em Bruxelas, na B\u00e9lgica, oficializa a divis\u00e3o; a Europa fica com o dom\u00ednio de 90% das terras africanas at\u00e9 1914, assim distribu\u00eddas:<\/strong>\n<blockquote><strong>Fran\u00e7a:<\/strong>\u00a0Tun\u00edsia, Arg\u00e9lia, Marrocos, parte do Saara, Senegal, Guin\u00e9, Costa do Marfim, Daom\u00e9 (atual Benin), Gab\u00e3o, Mali, Congo, N\u00edger, Chade, Madag\u00e1scar (trocada com o Reino Unido por Zanzibar, atual Tanz\u00e2nia) e Dijbuti.<strong>\nReino Unido:<\/strong>\u00a0Egito, G\u00e2mbia, Serra Leoa, Costa do Ouro (atual Gana), Nig\u00e9ria, Rod\u00e9sia (atuais Z\u00e2mbia e Zimbabwe), Qu\u00eania, Som\u00e1lia, Maur\u00edcio, Uganda, Zanzibar (atual Tanz\u00e2nia), Nassal\u00e2ndia (atual Malaw), Uni\u00e3o Sul-Africana, incluindo a antiga Col\u00f4nia do Cabo e as ex ?rep\u00fablicas B\u00f4eres de Natal, Orange e Transvaal, \u00c1frica do Sul, a atual Botswana, Basutol\u00e2ndia (atual Lesoto) e Suazil\u00e2ndia.<strong>\nAlemanha:\u00a0<\/strong>Togo, Camar\u00f5es, Tanganica, Ruanda, Burundi e Nam\u00edbia.<strong>\nIt\u00e1lia:<\/strong>\u00a0Eritr\u00e9ia, Som\u00e1lia e o litoral da L\u00edbia.<\/blockquote>\nPortugal e Espanha mant\u00eam as antigas col\u00f4nias, conquistadas no per\u00edodo da expans\u00e3o mar\u00edtima. A Espanha fica com parte do Marrocos, Ilhas Can\u00e1rias, Ceuta, Saara Ocidental e Guin\u00e9 Equatorial.\n\nPortugal continua em Cabo Verde, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe, Guin\u00e9 Bissau e Mo\u00e7ambique.\n\nAs terras africanas assim ocupadas passam a demonstrar grande resist\u00eancia ap\u00f3s a partilha mas acabam sendo vencidas pela grande capacidade de manipula\u00e7\u00e3o europeia.\n\nA ocidentaliza\u00e7\u00e3o do mundo africano arrasa com suas estruturas tradicionais, deixando um rastro de mis\u00e9ria e, acima de tudo, a perda da identidade cultural da ra\u00e7a.\n\n<strong>Neocolonialismo &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158580 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Neocol4.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" \/>\n<p align=\"center\"><strong>Neocolonialismo<\/strong><\/p>\n<strong>Neocolonialismo<\/strong>\u00a0pode ser definida como a continua\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f4mico do colonialismo depois de um territ\u00f3rio colonizado tem alcan\u00e7ado a independ\u00eancia pol\u00edtica formal.\n\nEste conceito foi aplicado mais comumente para a \u00c1frica, na segunda metade do s\u00e9culo XX. Pa\u00edses europeus tinham colonizado a maior parte do continente no final do s\u00e9culo XIX, que institui um sistema de explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica em que as mat\u00e9rias-primas africanas, particularmente culturas de rendimento e minerais, foram expropriados e exportado para o benef\u00edcio exclusivo da pot\u00eancia colonizadora.\n\nA ideia do\u00a0<strong>neocolonialismo<\/strong>, no entanto, sugere que, quando pot\u00eancias europeias concedida a independ\u00eancia pol\u00edtica nominal de col\u00f4nias nas d\u00e9cadas ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, eles continuaram a controlar as economias dos novos pa\u00edses africanos.\n\nO termo \u201c<strong>neocolonialismo<\/strong>\u201d geralmente representa as a\u00e7\u00f5es e efeitos de certas caracter\u00edsticas e agentes remanescentes da era colonial em uma determinada sociedade.\n\nEstudos p\u00f3s-coloniais t\u00eam mostrado extensivamente que, apesar de alcan\u00e7ar a independ\u00eancia, as influ\u00eancias do colonialismo e seus agentes ainda est\u00e3o muito presentes na vida da maioria das ex-col\u00f4nias. Praticamente, todos os aspectos da sociedade ex-colonizada ainda abrigam influ\u00eancias coloniais. Essas influ\u00eancias, seus agentes e efeitos constituem o tema do neocolonialismo.\n\nColonialismo e Neocolonialismo (1964), de Jean Paul Sartre, cont\u00e9m o primeiro uso registrado do termo neocolonialismo.\n\nO termo tornou-se um tema essencial na filosofia africana, mais especialmente na filosofia pol\u00edtica africana.\n\nNo livro, Sartre defendeu o desligamento imediato do controle da Fran\u00e7a sobre suas ex-col\u00f4nias e a emancipa\u00e7\u00e3o total da influ\u00eancia cont\u00ednua das pol\u00edticas francesas nessas col\u00f4nias, particularmente na Arg\u00e9lia.\n\nNo entanto, foi em uma das Confer\u00eancias de Todos os Povos Africanos (AAPC), um movimento de grupos pol\u00edticos de pa\u00edses da \u00c1frica sob dom\u00ednio colonial, que realizou confer\u00eancias no final dos anos 1950 e in\u00edcio dos anos 1960 em Acra, Gana, onde o termo foi oficialmente usado na \u00c1frica. Na &#8220;Resolu\u00e7\u00e3o de 1961 sobre Neocolonialismo&#8221; da AAPC, o termo neocolonialismo recebeu sua primeira defini\u00e7\u00e3o oficial.\n\nFoi descrito como a sobreviv\u00eancia deliberada e cont\u00ednua do sistema colonial em estados africanos independentes, ao transformar esses estados em v\u00edtimas de formas pol\u00edticas, mentais, econ\u00f4micas, sociais, militares e t\u00e9cnicas de domina\u00e7\u00e3o realizadas por meios indiretos e sutis que n\u00e3o inclu\u00edam viol\u00eancia direta.\n\n<strong>Com a publica\u00e7\u00e3o de Neo-colonialismo:<\/strong>\u00a0a \u00faltima fase do imperialismo de Kwame Nkrumah em 1965, o termo neocolonialismo finalmente ganhou destaque. Desde ent\u00e3o, o neocolonialismo se tornou um tema na filosofia africana em torno do qual um corpo de literatura se desenvolveu e foi escrito e estudado por acad\u00eamicos na \u00c1frica subsaariana e al\u00e9m. Como tema da filosofia africana, a reflex\u00e3o sobre o termo neocolonialismo requer uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre o atual estado socioecon\u00f4mico e pol\u00edtico da \u00c1frica ap\u00f3s a independ\u00eancia do dom\u00ednio colonial e sobre a exist\u00eancia continuada das influ\u00eancias socioecon\u00f4micas e socioecon\u00f4micas dos ex-colonizadores. ideologias pol\u00edticas na \u00c1frica.\n\n<strong>Neocolonialismo &#8211; Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\n<strong>Neocolonialismo\u00a0<\/strong>s\u00e3o as pol\u00edticas econ\u00f4micas pelas quais um grande poder indiretamente mant\u00e9m ou se estende a sua influ\u00eancia sobre outras \u00e1reas ou pessoas.\n\n\u00c9 a pol\u00edtica de uma na\u00e7\u00e3o forte na busca de hegemonia pol\u00edtica e econ\u00f4mica sobre uma na\u00e7\u00e3o independente ou \u00e1rea geogr\u00e1fica extensas sem necessariamente produzir a na\u00e7\u00e3o ou na \u00e1rea subordinada ao estatuto jur\u00eddico de uma col\u00f4nia.\n\nO\u00a0<strong>Neocolonialismo\u00a0<\/strong>\u00e9 o uso de press\u00e3o cultural, econ\u00f4mica e pol\u00edtica para influenciar e controlar decis\u00f5es em pa\u00edses independentes que foram ex-col\u00f4nias. O fen\u00f4meno \u00e9 predominante entre na\u00e7\u00f5es desenvolvidas a pa\u00edses em desenvolvimento.\n\nO\u00a0<strong>Neocolonialismo\u00a0<\/strong>\u00e9 um sistema no qual os ex-senhores coloniais de uma na\u00e7\u00e3o continuam a dominar seus pa\u00edses coloniais, tais como pa\u00edses, apesar de serem independentes.\n\nInclui vest\u00edgios do colonialismo que existe de diferentes maneiras, incluindo o uso de l\u00ednguas coloniais, marginaliza\u00e7\u00e3o de culturas de povos ind\u00edgenas e outros meios econ\u00f4micos e pol\u00edticos de domina\u00e7\u00e3o de tais povos ind\u00edgenas por seus antigos senhores coloniais.\n\n<strong>Colonialismo e Neocolonialismo<\/strong>\n\nNa era do colonialismo dos s\u00e9culos 15 ao 20, a pr\u00e1tica era observada em todo o mundo.\n\nO\u00a0<strong>colonialismo<\/strong>\u00a0est\u00e1 estabelecendo col\u00f4nias nos pa\u00edses em desenvolvimento pelo poder e depois explorando-as para seus benef\u00edcios. Naquela \u00e9poca, os pa\u00edses europeus buscaram o controle de muitos pa\u00edses africanos e asi\u00e1ticos.\n\nPor exemplo, a \u00cdndia estava politicamente sob o controle dos brit\u00e2nicos. A \u00cdndia, pa\u00eds em desenvolvimento, alcan\u00e7ou a liberdade quase depois de 200 anos, quando a maior parte de seus recursos foram usados por colonizadores.\n\nMas no per\u00edodo do s\u00e9culo 20, ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, surgiu um novo termo conhecido como Neocolonialismo. Foi uma quest\u00e3o de confus\u00e3o para o soci\u00f3logo, pois tamb\u00e9m foi o colonialismo. Mais tarde, por\u00e9m, concluiu-se que a neocoloniza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica em que o dom\u00ednio est\u00e1 presente, mas n\u00e3o h\u00e1 uma lideran\u00e7a pol\u00edtica direta. Por exemplo, um pa\u00eds pobre precisa de algum dinheiro, e um pa\u00eds rico o fornece em nome da d\u00edvida, o pa\u00eds anterior perde sua parcela de terras, recursos e trabalho. Foi observado pela primeira vez por Kwame Nkrumah, o ex-presidente de Gana na \u00e9poca em que os pa\u00edses africanos estavam saindo da coloniza\u00e7\u00e3o.\n\nA<strong>\u00a0neocoloniza\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0era uma ideia de controle, mas tamb\u00e9m era respons\u00e1vel pela explora\u00e7\u00e3o das na\u00e7\u00f5es em lugar do desenvolvimento dos pa\u00edses pobres. A \u00fanica coisa que a neocoloniza\u00e7\u00e3o deu \u00e0 sociedade foi mais subdesenvolvimento em nome das d\u00edvidas. A quantia que uma na\u00e7\u00e3o deveria usar para sua melhor industrializa\u00e7\u00e3o \u00e9 usada no pagamento de d\u00edvidas \u00e0 medida que a taxa de juros aumenta com o passar do tempo.\n\nUm dos maiores empr\u00e9stimos internacionais foi visto quando os pa\u00edses africanos solicitaram um empr\u00e9stimo de 200 bilh\u00f5es de d\u00f3lares americanos ao Banco Mundial, mas depois todos sabiam que seria imposs\u00edvel reembols\u00e1-lo. Assim, o economista norte-americano Jeffrey Sachs, um economista popular, pediu a cassa\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo para a supress\u00e3o da pr\u00e1tica da neocoloniza\u00e7\u00e3o.\n\nMas os africanos n\u00e3o seguiram seu conselho e organizaram seu processo de empr\u00e9stimo porque as crian\u00e7as pobres estavam morrendo de fome e menos saneamento.\n\nPor exemplo, mesmo ap\u00f3s conquistar a independ\u00eancia, muitos pa\u00edses enfrentam uma neocoloniza\u00e7\u00e3o que ainda impede seu crescimento. Nos pesquisadores marxistas, esse termo teve sua origem e Karl Marx colocou a \u00cdndia nos pa\u00edses do Modo de Produ\u00e7\u00e3o Asi\u00e1tico.\n\n<strong>Neocolonialismo &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158582 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Neocol5.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"241\" \/><strong>Neocolonialismo<\/strong><\/p>\nDo final do s\u00e9culo XIX at\u00e9 a segunda metade do s\u00e9culo XX, alguns pa\u00edses europeus, como Gr\u00e3-Bretanha, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica e Portugal, colonizaram um grande n\u00famero de na\u00e7\u00f5es africanas, estabelecendo sistemas econ\u00f4micos que permitiam uma explora\u00e7\u00e3o aparentemente extensa.\n\nD\u00e9cadas ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, essas na\u00e7\u00f5es europeias concederam independ\u00eancia pol\u00edtica \u00e0s suas col\u00f4nias na \u00c1frica, mas ainda encontraram uma maneira de manter sua influ\u00eancia econ\u00f4mica e poder sobre as ex-col\u00f4nias. A partir da d\u00e9cada de 1950, quando muitas col\u00f4nias africanas come\u00e7aram a ganhar independ\u00eancia, elas logo perceberam que a liberta\u00e7\u00e3o real que haviam previsto era estranha. Portanto, apesar da assun\u00e7\u00e3o de africanos a posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a\n\n, os africanos logo perceberam que a atmosfera econ\u00f4mica e pol\u00edtica ainda estava sob alguma forma de controle dos antigos senhores coloniais. Por implica\u00e7\u00e3o, a \u00c1frica p\u00f3s-colonial continuou a experimentar a domina\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f4mico de estilo ocidental que prevaleceu durante o per\u00edodo do colonialismo.\n\nParece que os ex-senhores coloniais queriam apenas conceder independ\u00eancia pol\u00edtica \u00e0s suas ex-col\u00f4nias e n\u00e3o queriam que fossem libertadas do colonialismo.\n\n\u00c9 por isso que se infere que a situa\u00e7\u00e3o que informa a implementa\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica do neocolonialismo na \u00c1frica come\u00e7ou imediatamente ap\u00f3s a independ\u00eancia pol\u00edtica da maioria dos estados africanos.\n\nNa \u00c1frica p\u00f3s-colonial, eventos e situa\u00e7\u00f5es revelaram como o neocolonialismo foi nutrido desde o momento em que a independ\u00eancia foi concedida.\n\nOs elementos de influ\u00eancias neocoloniais que s\u00e3o aparentes nas intera\u00e7\u00f5es continuamente existentes entre os ex-senhores coloniais e suas ex-col\u00f4nias atestam essa afirma\u00e7\u00e3o. Por exemplo, a observa\u00e7\u00e3o poderia ser feita com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s intera\u00e7\u00f5es em curso entre a Fran\u00e7a e os pa\u00edses da \u00c1frica franc\u00f3fona, como Camar\u00f5es, Togo e Costa do Marfim, bem como entre a Gr\u00e3-Bretanha e os pa\u00edses da \u00c1frica angl\u00f3fona, como Gana, Nig\u00e9ria e G\u00e2mbia\n\nNo caso dos Camar\u00f5es, particularmente ap\u00f3s a fus\u00e3o dos Camar\u00f5es franceses com os Camar\u00f5es do sul da Gr\u00e3-Bretanha em 1961, a concess\u00e3o de independ\u00eancia pol\u00edtica aos Camar\u00f5es pela Fran\u00e7a dependia de certas negocia\u00e7\u00f5es em quest\u00f5es de defesa, pol\u00edtica externa, finan\u00e7as e economia, bem como assist\u00eancia t\u00e9cnica.\n\nIsso resultou na ado\u00e7\u00e3o e institucionaliza\u00e7\u00e3o do modelo constitucional da 5\u00aa Rep\u00fablica Francesa, ao lado do dom\u00ednio pol\u00edtico, econ\u00f4mico, monet\u00e1rio e cultural franc\u00eas nos novos Camar\u00f5es (Martin 1985, 192).\n\nAp\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da zona do Franco Franc\u00eas, que estabeleceu o Franco CFA como a moeda geral para todos os pa\u00edses franc\u00f3fonos, as col\u00f4nias da \u00c1frica Ocidental foram amarradas em uma paridade fixa de 50: 1 ao franco franc\u00eas, garantindo automaticamente ao governo franc\u00eas o controle sobre todos atividades financeiras e or\u00e7ament\u00e1rias (Goldsborough 1979, 72).\n\nA Fran\u00e7a tamb\u00e9m continuou sua presen\u00e7a militar em Camar\u00f5es ap\u00f3s a independ\u00eancia. A Fran\u00e7a estabeleceu acordos de assist\u00eancia militar e de defesa com Camar\u00f5es (Martin 1985, 193). Al\u00e9m disso, os franceses institucionalizaram v\u00ednculos lingu\u00edsticos e culturais com todas as suas ex-col\u00f4nias, criando assim o t\u00edtulo \u201cLa Francophonie\u201d que serviu de plataforma para refor\u00e7ar a assimila\u00e7\u00e3o da l\u00edngua, cultura e ideologia francesas (Martin 1985, 198).\n\nEmbora a Gr\u00e3-Bretanha possa ter continuado a manter uma influ\u00eancia econ\u00f4mica indireta por meio de corpora\u00e7\u00f5es multinacionais em suas ex-col\u00f4nias, os efeitos diretos das ideologias pol\u00edticas e sociopol\u00edticas neocoloniais brit\u00e2nicas diminu\u00edram significativamente ao longo dos anos. No entanto, o Ocidente em geral mant\u00e9m uma forma indireta de domina\u00e7\u00e3o sobre todos os pa\u00edses africanos em desenvolvimento por meio de empr\u00e9stimos do Banco Mundial ou do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI).\n\nEssa forma de neocolonialismo \u00e9 feita por meio de ajudas estrangeiras ou investimentos estrangeiros diretos, onde condicionalidades financeiras estritas ou severas s\u00e3o impostas.\n\nEssa condicionalidade muitas vezes torna o estado neocolonial subserviente \u00e0 vontade econ\u00f4mica e \u00e0s vezes pol\u00edtica do doador estrangeiro.\n\nClaramente, a partir dessa breve hist\u00f3ria do neocolonialismo na \u00c1frica, pode-se perceber que o pr\u00f3prio colonialismo teve uma dimens\u00e3o epocal na hist\u00f3ria da \u00c1frica contempor\u00e2nea.\n\n\u00c9 por isso que o estudo do neocolonialismo se tornou cr\u00edtico para o estudo da hist\u00f3ria e da pol\u00edtica africanas. No entanto, \u00e9 mais crucial para o campo da filosofia africana devido \u00e0 necessidade de refletir sobre os impactos sociopol\u00edticos e morais do neocolonialismo na \u00c1frica.\n\n<strong>Neocolonialismo:\u00a0<\/strong>conceitos relacionados\n\nInclu\u00eddos nos temas da Filosofia Africana, especialmente da Filosofia Social e Pol\u00edtica Africana, est\u00e3o os conceitos relacionados de neocolonialismo, colonialismo, imperialismo e descoloniza\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 com raz\u00e3o por causa dos eventos e atividades da agenda dos expansionistas europeus que ocorreram, especialmente na hist\u00f3ria moderna da \u00c1frica. Embora esses eventos de \u00e9poca tenham precedido um ao outro, os m\u00e9todos e a pr\u00e1xis do colonialismo, imperialismo e neocolonialismo s\u00e3o apenas ligeiramente diferentes. Seus denominadores comuns incluem subjuga\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas e culturais dos colonizados.\n\nNo entanto, o conceito de descoloniza\u00e7\u00e3o difere essencialmente dos demais. Enquanto outros est\u00e3o conceitualmente ligados \u00e0 explora\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o, a descoloniza\u00e7\u00e3o \u00e9 um meio de liberta\u00e7\u00e3o, que poderia ser por meio de uma forma de revolu\u00e7\u00e3o social, cultural, pol\u00edtica e econ\u00f4mica.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0Frederico Czar (Professor de Hist\u00f3ria)\/iep.utm.edu\/www.igi-global.com\/www.sociologygroup.com\/www.ihu.unisinos.br\/Portal Alexandria\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neocolonialismo, Colonialismo, Pol\u00edtica, Hist\u00f3ria, Defini\u00e7\u00e3o, Pa\u00edses, Motivo, Imperialismo, Economia, Caracter\u00edstica, O que \u00e9, Neocolonialismo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17157,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21660","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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