{"id":21641,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/liberalismo-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:40:40","modified_gmt":"2026-09-01T15:40:40","slug":"liberalismo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/liberalismo-2\/","title":{"rendered":"Liberalismo"},"content":{"rendered":"\n<strong>Liberalismo &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n\nLudwing von Mises, em sua obra intitulada \u201c<strong>Liberalismo<\/strong>\u201d, afirma que a doutrina liberal sofreu naturais ajustes decorrentes de sua evolu\u00e7\u00e3o desde os autores cl\u00e1ssicos aos seus contornos na atualidade, \u201cmuito embora seus princ\u00edpios fundamentais tenham permanecido inalter\u00e1veis\u201d.\n\n<strong>Para este texto, tomamos como refer\u00eancia a concep\u00e7\u00e3o de liberalismo proposta pela Escola Austr\u00edaca apresentada pelo te\u00f3rico liberal brasileiro Donald Stewart Jrem sua cl\u00e1ssica obra:<\/strong>\u00a0\u201cO que \u00e9 o liberalismo?\u201d.\n\nNessa obra, o autor define liberalismo como \u201cuma doutrina pol\u00edtica que, utilizando ensinamentos da ci\u00eancia econ\u00f4mica, procura enunciar quais os meios a serem adotados para que a humanidade, de uma maneira geral, possa elevar o seu padr\u00e3o de vida\u201d (1995, p. 13).\n\nJohn Gray, pontuando as caracter\u00edsticas comuns em todas as variantes da tradi\u00e7\u00e3o liberal e que permitem uma certa \u201cunidade\u201d sinaliza que \u00e9 individualista ao dar proemin\u00eancia ao indiv\u00edduo sobre a coletividade; igualit\u00e1ria por conferir \u201ca todos os homens o mesmo status moral; universalista por \u201cafirmar a homogeneidade moral do g\u00eanero humano e atribuir import\u00e2ncia secund\u00e1ria a certos aspectos hist\u00f3ricos e culturais\u201dp. 14.\n\nO liberalismo se insurge contra a ideologia dominante do intervencionismo e defende a privatiza\u00e7\u00e3o da economia e o fim dos monop\u00f3lios estatais. Nesse sentido, Stewart pontua que o liberalismo surge por oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s monarquias absolutistas e seu respectivo regime econ\u00f4mico, o mercantilismo.\n\nO regime mercantilistapressup\u00f5e a exist\u00eancia e intervencionismo do Estado na economia.\n\nO liberalismo se op\u00f5e \u00e0 l\u00f3gica intervencionista, compreendida como um ato autorit\u00e1rio que impede a liberdade plena dos cidad\u00e3os e estabelece a necessidade de serem submissos \u00e0 tutela do Estado.\n\nPontuando os resultados perversos da interven\u00e7\u00e3o, Stewart diz que ela \u00e9 incapaz de beneficiar a todos e que enquanto os seus benef\u00edcios s\u00e3oimediatamente evidenciados os malef\u00edcios, por estarem difusos e a longo prazo dificilmente s\u00e3o claramente percebidos, o que resulta em \u201cuma busca de falsos culpados para as mazelas que foram provocadas pela pr\u00f3pria interven\u00e7\u00e3o\u201d que desembocar\u00e1 numa interven\u00e7\u00e3o cada vez mais enraizada minando todo o controle das m\u00e3os do cidad\u00e3o.\n\nNa \u00f3tica liberal, as interven\u00e7\u00f5es no mercado deformam o processo natural de oferta e procura resultando na oferta de produtos que s\u00f3 existe demanda devido a oferta de subs\u00eddios ou mesmo na escassez da oferta por conta de os custos de produ\u00e7\u00e3o de um dado produto exceder o tabelamento de pre\u00e7os imposto pela interven\u00e7\u00e3o estatal (Stewart, 1995, p. 46). Desse modo, propondo em contrapartida a economia de mercado, os liberais pontuam,de acordo com Stewart (1995, p. 15), que o que deve ser produzido \u00e9 controlado pelos consumidores e n\u00e3o pelos empres\u00e1rios, agricultores ou capitalistas, como normalmente se pensa.\n\nStewart (1995, p. 15) levanta a quest\u00e3o da import\u00e2ncia de n\u00e3o se confundir liberalismo e conservadorismo, pois ambos t\u00eam em comum apenas a declarada oposi\u00e7\u00e3o ao socialismo, considerado por ambos como fracassado em sua forma de organiza\u00e7\u00e3o social. Um exemplo citado por Stewart e que simboliza muito bem uma particularidade do liberalismo \u00e9 que \u201cenquanto in\u00fameros empres\u00e1rios solicitam que o Estado \u201cproteja\u201d a empresa privada, os liberais defendem o livre mercado e a soberania do consumidor\u201d (p. 15).\n\nA Escola Austr\u00edaca recusa a vertente denominada neoliberalismo que surge em um contexto em que \u201cser liberal era sin\u00f4nimo de ser retr\u00f3grado, conservador, insens\u00edvel, de estar na contram\u00e3o da hist\u00f3ria\u201d. Desse modo, a express\u00e3o \u00e9 considerada uma tentativa confusa de moderniza\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria das ideias propagadas pelo liberalismo. Como bem lembra Stewart (1995), essa designa\u00e7\u00e3o \u00e9 desconhecida pela literatura internacional e permanece apenas no Brasil e em alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.\n\n<strong>Democracia Liberal &#8211; O que \u00e9<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158520 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Libera2.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" \/><strong>Liberalismo<\/strong><\/p>\nUma\u00a0<strong>democracia liberal<\/strong>\u00a0\u00e9 uma forma de democracia representativa na qual os representantes eleitos que det\u00eam o poder s\u00e3o limitados por uma constitui\u00e7\u00e3o que enfatiza a prote\u00e7\u00e3o das liberdades individuais, da igualdade e dos direitos dos grupos minorit\u00e1rios. Entre as muitas liberdades que podem ser protegidas est\u00e3o a liberdade de express\u00e3o e de reuni\u00e3o, a liberdade de religi\u00e3o, o direito \u00e0 propriedade privada e \u00e0 privacidade, bem como a igualdade perante a lei e o devido processo legal. Esses direitos constitucionais, tamb\u00e9m chamados de direitos liberais, s\u00e3o garantidos por v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es controladas e leis estatut\u00e1rias. Al\u00e9m disso, as constitui\u00e7\u00f5es da maioria das democracias liberais contempor\u00e2neas pro\u00edbem o majoritarismo, que \u00e9 governado pela vontade da maioria, quando prejudica a minoria.\n\n<strong>Representantes Eleitos<\/strong>\n\nTodas as\u00a0<strong>democracias liberais<\/strong>\u00a0s\u00e3o democracias representativas, ou governos nos quais os representantes s\u00e3o eleitos pelo povo por meio de elei\u00e7\u00f5es livres e justas. Alguns podem, entretanto, ser monarquias constitucionais ou rep\u00fablicas federais, em vez de democracias plenas. Em uma monarquia constitucional, o chefe figurativo do governo geralmente \u00e9 determinado pela hereditariedade, mas os membros da legislatura e outros funcion\u00e1rios, como um primeiro-ministro, s\u00e3o eleitos pelo povo. Em uma rep\u00fablica federal, o poder do governo nacional \u00e9 um tanto limitado, e o poder tamb\u00e9m \u00e9 dividido entre os governos regionais.\n\n<strong>Sistemas de Referendos<\/strong>\n\nAlgumas\u00a0<strong>democracias liberais<\/strong>\u00a0t\u00eam sistemas adicionais de referendos &#8211; ou votos p\u00fablicos sobre as medidas propostas &#8211; para dar aos cidad\u00e3os eleg\u00edveis para votar a possibilidade de anular as decis\u00f5es da legislatura eleita ou mesmo de tomar decis\u00f5es sem dar voz \u00e0 legislatura.\n\nOs\u00a0<strong>sistemas pol\u00edticos<\/strong>\u00a0em outros pa\u00edses t\u00eam referendos em menor grau. O uso de referendos no sistema pol\u00edtico de uma democracia liberal pode ajudar a evitar que ela evolua para uma oligarquia.\n\n<strong>Cr\u00edticas<\/strong>\n\nMuitas pessoas argumentariam que uma democracia liberal n\u00e3o \u00e9 democr\u00e1tica ou liberal. Eles argumentariam que uma democracia liberal n\u00e3o respeita a vontade do povo, exceto quando os cidad\u00e3os s\u00e3o convidados a votar em seus representantes, e que a liberdade \u00e9 restringida pela constitui\u00e7\u00e3o ou por precedentes. Os cr\u00edticos argumentariam que, ao negar aos cidad\u00e3os o direito de votar em todas as quest\u00f5es &#8211; especialmente em quest\u00f5es s\u00e9rias como ir \u00e0 guerra ou emendas constitucionais &#8211; uma democracia liberal \u00e9 precursora de uma oligarquia, ou de um governo controlado por uma minoria de elite. Outros diriam que s\u00f3 uma democracia liberal pode garantir as liberdades individuais de seus cidad\u00e3os e impedir o desenvolvimento de uma ditadura.\n\nO governo majorit\u00e1rio n\u00e3o moderado poderia, em sua opini\u00e3o, levar \u00e0 opress\u00e3o de v\u00e1rios grupos minorit\u00e1rios.\n\n<strong>Liberalismo e Democracia<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158522 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Libera3.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" \/><strong>Liberalismo<\/strong><\/p>\n<strong>Doutrina pol\u00edtica<\/strong>\u00a0e econ\u00f4mica surgida na Europa, na Idade Moderna. Na pol\u00edtica coloca o direito do indiv\u00edduo de seguir a pr\u00f3pria determina\u00e7\u00e3o, dentro dos limites impostos pelas normas definidas, como fundamento das rela\u00e7\u00f5es sociais. Por conseguinte, defende as liberdades individuais frente ao poder do Estado e prev\u00ea oportunidades iguais para todos.\n\nNa economia defende a n\u00e3o-interven\u00e7\u00e3o do Estado por acreditar que a din\u00e2mica de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e consumo de bens \u00e9 regida por leis que j\u00e1 fazem parte do processo como a lei da oferta e da procura que estabelecem o equil\u00edbrio.\n\nO\u00a0<strong>liberalismo<\/strong>\u00a0econ\u00f4mico nem sempre se identifica com o\u00a0<strong>liberalismo<\/strong>\u00a0pol\u00edtico. Na pol\u00edtica, ganha diferentes conota\u00e7\u00f5es em cada pa\u00eds, sendo identificado como de esquerda, de centro ou de direita, conforme as combina\u00e7\u00f5es de ideologias locais. Seu desenvolvimento nos s\u00e9culos XVIII e XIX est\u00e1 associado ao crescimento da classe m\u00e9dia.\n\nDesafiando o Estado monarquista, aristocr\u00e1tico e religioso, os liberais lutam para implantar governos separados do clero e da monarquia, parlamentares e constitucionais. Mais tarde, liberais de alguns pa\u00edses, como do Reino Unido, aceitaram a interven\u00e7\u00e3o estatal para superar injusti\u00e7as sociais ou mesmo formas de protecionismo econ\u00f4mico, enfrentando a oposi\u00e7\u00e3o de n\u00e3o-liberais. A combina\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>liberalismo<\/strong>\u00a0e dirigismo estatal na economia torna-se respons\u00e1vel, entre 1950 e 1980, pelo surgimento das sociedades de consumo e bem-estar social (Welfare States).\n\nNos anos 80, a crise econ\u00f4mica e os novos par\u00e2metros estabelecidos pela revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica colocam em jogo as pol\u00edticas de benef\u00edcio social dos pa\u00edses desenvolvidos.\n\nA resposta a essa nova realidade surgiu nos Estados Unidos e na Inglaterra na forma de neoliberalismo.\n\nO\u00a0<strong>Liberalismo<\/strong>\u00a0do S\u00e9culo XIX \u00e9 contradit\u00f3rio, feito por fil\u00f3sofos que n\u00e3o tinham completa ci\u00eancia dos fatos sociais, estavam mais preocupados em minimizar o poder do Estado para garantir uma falsa liberdade socioecon\u00f4mica do que em averiguar os fatos e enxergarem o real papel do poder Estatal.\n\nSeus ideais dizem respeito a uma sociedade civil com cidad\u00e3os capazes de distinguir o certo do errado, respeitosos da lei, fazendo com que assim o papel do estado (garantir o equil\u00edbrio social) seja dispens\u00e1vel.\n\nRessaltam tamb\u00e9m uma constante desaven\u00e7a entre o indiv\u00edduo e o poder nas m\u00e3os de um Estado soberano, sendo que este \u00faltimo priva o primeiro de suas liberdades individuais (segundo os ideais liberais) e s\u00f3 deseja atingir o Poder Absoluto sobre todas as coisas. Acham que o poder econ\u00f4mico tem que fora das m\u00e3os do estado, tem que haver uma economia privatizada, o que garantiria uma maior liberdade financeira e um crescimento do capital.\n\nO papel do Estado, como j\u00e1 foi dito, \u00e9 garantir o equil\u00edbrio social, mas acima de tudo, contrariando os ideais liberais, garantir um suporte de vida (mesmo que seja m\u00ednimo) para seus cidad\u00e3os, para cada indiv\u00edduo.\n\nEnquanto as empresas de porte privado aumentam o seu poder e sua liberdade de atua\u00e7\u00e3o e fazem o que bem entendem com seus funcion\u00e1rios, mais aumentam as demandas por novas leis aumentando assim o papel paternalista do Estado. O dever do Estado, ent\u00e3o, consiste em ser uma arma de defesa social contra os abusos, em oferecer seguran\u00e7a e capacidade de rea\u00e7\u00e3o ao indiv\u00edduo. Sendo assim, cada vez que cresce mais a onda liberal, mais aumenta a necessidade de um Estado e suas ramifica\u00e7\u00f5es.\n\nO problema do pensamento liberal \u00e9 justamente n\u00e3o conseguir enxergar a import\u00e2ncia do Estado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 liberdade individual. Sim, o Estado pode privar o indiv\u00edduo de sua liberdade, mas acima de tudo \u00e9 seu dever garantir sua seguran\u00e7a, e quando isto \u00e9 cumprido, o ideal liberal n\u00e3o se cumpre. DEMOCRACIA (poder do povo) \u00e9 um sistema de governo, em que a soberania repousa no povo em seu conjunto, o qual exerce o governo diretamente ou atrav\u00e9s de representantes escolhidos. Ou seja, o povo que escolhe um candidato para governar a cidade, estado ou pa\u00eds.\n\n<strong>Os principais direitos do povo na Democracia s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>Liberdade de express\u00e3o;\nElei\u00e7\u00f5es livres de tempo em tempo para escolha de governantes, assim tendo o direito de formar partidos para junto com outros concorrerem ao cargo.<\/blockquote>\nSegundo Rousseau, o homem em seu estado de natureza j\u00e1 tem a ideia de justi\u00e7a, a qual necessita para formar uma sociedade e um corpo pol\u00edtico. Para o mesmo, o homem perde sua liberdade que \u00e9 ilus\u00f3ria, mas, em contrapartida ganha uma outra que \u00e9 considerada segura. A soberania \u00e9 exercida pelo pr\u00f3prio povo, onde ao mesmo tempo \u00e9 s\u00fadito e soberano, fazendo as leis e obedecendo-as. Em sua concep\u00e7\u00e3o, a sociedade nasce na fam\u00edlia, onde o chefe \u00e9 o pai e o povo \u00e9 o filho, a diferen\u00e7a est\u00e1 em que na fam\u00edlia o pai tem amor pelos filhos, enquanto no Estado n\u00e3o h\u00e1 este amor de chefe para com o povo.\n\nRousseau cita filosofo Arist\u00f3teles que tinha a concep\u00e7\u00e3o de que os homens s\u00e3o naturalmente iguais e que uns nascem para serem escravos dos outros. Concep\u00e7\u00e3o esta, contr\u00e1ria \u00e0s suas ideias, pois, para Rousseau o direito de escravizar \u00e9 nulo, sendo que, as palavras escravid\u00e3o e direito s\u00e3o contradit\u00f3rias, excluem-se mutuamente.\n\n\u00c9 de suma import\u00e2ncia a teoria de que o homem passa do seu estado natural para o civil havendo, assim, o instinto de justi\u00e7a, por\u00e9m o homem tem a necessidade de estabelecer um contrato que ir\u00e1 reger a rela\u00e7\u00e3o de soberania e poder entre os homens que seja legitimo. Um pacto social, que ele mesmo cita, que estabele\u00e7a entre os cidad\u00e3os uma total igualdade, que eles se comprometam nas mesmas condi\u00e7\u00f5es e devam todos gozar dos mesmos direitos.\n\nDessa maneira, a ordem do pacto vem a se fundar na consci\u00eancia dos homens atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, preparando-os para o comportamento adequado e necess\u00e1rio para o conv\u00edvio em comum.\n\nA fim de ordenar o todo ou para dar a melhor forma poss\u00edvel \u00e0 situa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, h\u00e1 v\u00e1rias rela\u00e7\u00f5es a considerar. Primeiro, a a\u00e7\u00e3o do corpo inteiro agindo sobre si mesmo, isto \u00e9, a rela\u00e7\u00e3o dos termos intermedi\u00e1rios.\n\nAs leis que regulam essa rela\u00e7\u00e3o comp\u00f5em-se da rela\u00e7\u00e3o dos termos intermedi\u00e1rios.\n\nAs leis que regulamentam essa rela\u00e7\u00e3o comp\u00f5em-se de leis pol\u00edticas e chamam-se, tamb\u00e9m de leis fundamentais, n\u00e3o sem alguma raz\u00e3o de serem sabias, pois, se existe em cada Estado, somente uma boa maneira de orden\u00e1-lo, o povo que o encontrou deve conserv\u00e1-la; se a ordem estabelecida \u00e9, por\u00e9m, m\u00e1, porque se tomariam por fundamentais leis que a impedem de serem boas?\n\nSeja qual for a situa\u00e7\u00e3o, o povo \u00e9 sempre senhor de mudar suas leis, mesmo as melhores, pois, se for do seu agrado fazer o mal a si mesmo, quem ter\u00e1 o direito de impedi-lo?\n\nA segunda rela\u00e7\u00e3o \u00e9 a dos membros entre si, ou um corpo inteiro, essa rela\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser, no primeiro caso, t\u00e3o pequena, e, no segundo, t\u00e3o grande quanto poss\u00edvel, pois, s\u00f3 a for\u00e7a do Estado faz a liberdade de seus membros. \u00c9 desta segunda rela\u00e7\u00e3o que nascem as leis civis. Pode-se ainda, considerar um terceiro tipo de rela\u00e7\u00e3o entre o homem e a lei, a saber, a da obedi\u00eancia \u00e0 pena, dando origem ao estabelecimento das leis criminais que, no fundo, instituem menos uma esp\u00e9cie particular de leis do que a san\u00e7\u00e3o de todas as outras.\n\nSe o membro do Estado estiver sujeito a processos e a julgamentos estar\u00e1 rompido o seu ratado social, n\u00e3o sendo mais membro do mesmo. Quanto ao seu direito de perd\u00e3o e isen\u00e7\u00e3o de culpa \u00e9 tarefa do soberano.\n\nA essas tr\u00eas esp\u00e9cies de leis, se junta uma quarta, a mais importante de todas, que est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os, que faz a verdadeira constitui\u00e7\u00e3o do Estado; que todos os dias ganham novas for\u00e7as, que, quando as outras leis envelhecem ou se extinguem, as reanima e as supre, conserva o povo um esp\u00edrito de sua institui\u00e7\u00e3o e insensivelmente substitui a for\u00e7a da autoridade pelo h\u00e1bito. Refiro-me aos usos e costumes e, sobretudo \u00e0 opini\u00e3o, essa parte desconhecida por nossos pol\u00edticos, mas da qual depende o sucesso de todas as outras partes de que se ocupa em segredo o grande legislador, enquanto parece limitar-se a regulamentos particulares. Apesar de discutir sobre a democracia, aristocracia ou monarquia, para Rousseau, o que caracteriza um bom governo \u00e9 a conserva\u00e7\u00e3o e a prosperidade de seus membros, o n\u00famero e sua povoa\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 democracia, ele afirma que o que torna este governo invi\u00e1vel em certos pontos \u00e9 o fato de que o pr\u00edncipe e o soberano, sendo representado pela mesma pessoa, formam um governo sem governo. Para o autor, nos neg\u00f3cios p\u00fablicos n\u00e3o pode haver interesses privados.\n\nUm governo que fosse mantido pelo povo necessariamente n\u00e3o precisar\u00e1 ser governado.\n\nEm sua teoria jamais houve ou haver\u00e1 democracia sendo que para a ordem natural \u00e9 contradit\u00f3rio que uma maioria governe sobre uma minoria. Afirma tamb\u00e9m, que este tipo de governo gera guerras civis e agita\u00e7\u00f5es, pois, muda constantemente de forma e \u00e9 dif\u00edcil manter sua forma original. Segundo os estudiosos os modelos de governo e as medidas tomadas, bem como as insatisfa\u00e7\u00f5es geradas pelas diversas formas de governo que n\u00e3o dava a grande massa o direito de participar nas decis\u00f5es do Estado, ou seja, a grande maioria n\u00e3o foi contemplada no tocante aos benef\u00edcios que o Estado dispunha, o governo dispensava a minoria, isso foi o estopim para que surgissem revoltas subleva\u00e7\u00f5es por parte da grande massa que n\u00e3o estavam satisfeitas com o que ocorria, e pedia mudan\u00e7as.\n\nVisto que os povos j\u00e1 haviam adquirido certa liberdade de expressar a suas vontade, e tamb\u00e9m por j\u00e1 estarem ca\u00e7ados, das pr\u00e1ticas que ocorriam, sem que a maioria pudesse participar das decis\u00f5es.\n\nA sugest\u00e3o que os estudiosos trazem \u00e9 que para que a democracia se concretize, \u00e9 preciso que haja por parte dos governantes n\u00e3o o\u00a0<strong>liberalismo<\/strong>, visto que eles contestam esta pr\u00e1tica, mas salienta que o governo tenha que ter o poder, mas que tamb\u00e9m tem que ter a flexibilidade para conduzir o Estado de forma a atender n\u00e3o a minoria, mas o todo, para que a harmonia possa reinar entre o povo e seu governante. E tamb\u00e9m colocado que o povo tem que ter uma participa\u00e7\u00e3o maior no governo, o poder n\u00e3o pode ser centralizado, mais sim dividido, trazendo para o povo uma satisfa\u00e7\u00e3o em poder participar das decis\u00f5es que vai garantir maior inclus\u00e3o social, e tamb\u00e9m participa\u00e7\u00e3o na renda de um pa\u00eds, e que tamb\u00e9m possa priorizar os interesses da grande maioria, que um governo absoluto e totalit\u00e1rio n\u00e3o vai dispensar ao povo, e que esta participa\u00e7\u00e3o tenha que ser pelo voto, onde os eleitos com o voto popular ir\u00e3o fazer valer o interesse de quem os elegeram, os quais ser\u00e3o tutores deles e representantes de fato e de direito.\n\n<strong>Liberalismo &#8211; Tipos<\/strong>\n\n<strong>a) Humanismo<\/strong>\n\nNa Europa p\u00f3s-medieval, a cultura liberal foi talvez pela primeira vez, expressa pelo Humanismo, que redirigiu o pensamento do s\u00e9c. XV, da ordem divina do mundo e das suas reflex\u00f5es na ordem social temporal, para as condi\u00e7\u00f5es e potencialidades das pessoas na Terra. O Humanismo foi promovido com a inven\u00e7\u00e3o da imprensa, que permitiu o acesso dos indiv\u00edduos aos cl\u00e1ssicos da Antiguidade.\n\nA publica\u00e7\u00e3o das vers\u00f5es vernaculares da B\u00edblia estimulou realiza\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias e a escolha religiosa individual. Durante a Renascen\u00e7a, em It\u00e1lia, a corrente humanista afetou principalmente as artes e a especula\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e cient\u00edfica. Durante a Reforma nos outros pa\u00edses da Europa, particularmente aqueles que se tornaram protestantes (como por exemplo a Gr\u00e3-Bretanha), o humanismo foi dirigido diretamente contra os abusos da Igreja.\n\n\u00c0 medida que as transforma\u00e7\u00f5es sociais iam-se sucedendo, os objetivos e preocupa\u00e7\u00f5es do\u00a0<strong>liberalismo<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m se modificavam.\n\nReteve, contudo, a sua filosofia social humanista que procurou aumentar as oportunidades pessoais, sociais, e econ\u00f3micas para a auto-express\u00e3o, removendo os obst\u00e1culos \u00e0 escolha individual.\n\n<strong>b) O liberalismo moderno<\/strong>\n\nEm Inglaterra, no s\u00e9culo XVII, durante a grande rebeli\u00e3o, os ingleses no Parlamento, come\u00e7aram a debater ideias liberais sobre a extens\u00e3o do sufr\u00e1gio, a lei parlamentar, as responsabilidades do governo e a liberdade de consci\u00eancia.\n\n<strong>As controv\u00e9rsias deste per\u00edodo produziram um dos cl\u00e1ssicos do pensamento liberal:<\/strong>\u00a0Areopagitica (1644), um tratado realizado pelo poeta e escritor John Milton, em que defende a liberdade de pensamento e express\u00e3o.\n\nUm dos oponentes ao pensamento liberal, Thomas Hobbes, contribui significativamente para a teoria liberal, ainda que ele defendesse um governo forte e sem restri\u00e7\u00f5es.\n\nArgumentou que o verdadeiro teste de governo \u00e9 a sua efetividade, mais do que a sua base na religi\u00e3o ou na tradi\u00e7\u00e3o. A vis\u00e3o pragm\u00e1tica do governo de Hobbes defendeu a igualdade dos indiv\u00edduos, e abriu um caminho para a cr\u00edtica livre ao governo e o direito \u00e0 revolu\u00e7\u00e3o, ideias a que Hobbes se op\u00f4s.\n<blockquote>\u201cThe obligation of subjects to the sovereign is understood to last as long, and no longer, than the power lasteth by which he is able to protect them.\u201d (&#8220;A obriga\u00e7\u00e3o dos s\u00faditos para com o soberano \u00e9 entendida como durando tanto, e n\u00e3o mais, do que dura o poder pelo qual ele \u00e9 capaz de proteg\u00ea-los.&#8221;) Thomas Hobbes (1588 1679).<\/blockquote>\n<strong>c) John Locke<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158519 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Libera1.jpg\" alt=\"\" width=\"163\" height=\"161\" \/><strong>John Locke (1632-1704)<\/strong><\/p>\nUm liberal influente foi o fil\u00f3sofo ingl\u00eas, John Locke. Nos seus escritos pol\u00edticos, que influenciaram a Constitui\u00e7\u00e3o dos EUA, argumentou a favor da soberania popular, do direito \u00e0 rebeli\u00e3o contra os opressores, da toler\u00e2ncia das minorias religiosas. De acordo com Locke o Estado existe n\u00e3o para promover a salva\u00e7\u00e3o espiritual, mas para servir os seus cidad\u00e3os e para garantir a sua vida, liberdade e propriedade sob uma constitui\u00e7\u00e3o.\n\nCom Thomas Jefferson, assiste-se aos ecos de Locke na \u201d Declara\u00e7\u00e3o de Independ\u00eancia\u201d dos EUA e mais tarde nos seus discursos na defesa das revolu\u00e7\u00f5es.\n<blockquote>John Locke (1632-1704), fil\u00f3sofo ingl\u00eas, foj o fundador do Empiricismo.\nEscreveu a \u201cEssay concerning Human Understandjng\u201d e \u201cTwo Treatises on Cjvil Government\u201d, ambos publicados em 1690, ambos estabelecendo-o como o l\u00edder da filosofia da liberdade. Contradizendo Hobbes, Locke defendeu que o estado natural da natureza era a felicidade e era caracterizada pela raz\u00e3o e toler\u00e2ncia; que todos os seres humanos eram iguais e livres para seguir a sua \u201cvida, com sa\u00fade, liberdade e posses\u201d.\n\u201d O Homem nasce livre e tem direito \u00e0 garantia dessa liberdade.\u201d\n\u201d N\u00e3o h\u00e1 governo sem consentimento popular \u201d John Locke (1632-1704)<\/blockquote>\nAs ideias de Locke influenciaram tamb\u00e9m Voltaire, em Fran\u00e7a.\n\n<strong>d) Utilitarismo<\/strong>\n\nNa Gr\u00e3-Bretanha, o\u00a0<strong>liberalismo<\/strong>\u00a0da escola Utilitarista foi elaborado pelo jurista Jeremy Bentham e o seu disc\u00edpulo John Stuart Mill. Os utilitaristas reduzem todas as experi\u00eancias humanas aos prazeres e malef\u00edcios, defendendo que a \u00fanica fun\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 o aumento do prazer e a redu\u00e7\u00e3o dos malef\u00edcios e que a legisla\u00e7\u00e3o era aceite como um mal, criada para reduzir males piores- Mill defendeu o direito individual a agir livremente, mesmo em detrimento do pr\u00f3prio. O seu ensaio \u201cOn liberty (1859) \u00e9 uma das defesas mais eloquentes do livre discurso.\n\n<strong>Outro liberal foi Charles Louis de Secondat Montesquieu, Bar\u00e3o de la Br\u00e8de (1689-1755), jurista e fil\u00f3sofo pol\u00edtico franc\u00eas \u201cO Esp\u00edrito das Leis ( 1748)\u201d, o seu trabalho mais importante, compara as seguintes formas de governo:<\/strong>\u00a0a rep\u00fablica, o despotismo e a monarquia, revelando a influ\u00eancia de John Locke.\n\nMontesquieu defende a separa\u00e7\u00e3o e o equil\u00edbrio de poderes dentro de um governo, como medida de garantia da liberdade de um indiv\u00edduo.\n\nA sua doutrina ajudou a formar a base filos\u00f3fica para a Constitui\u00e7\u00e3o dos EUA\u201d.\n\n<strong>Liberalismo &#8211; Pensamento Pol\u00edtico<\/strong>\n\nLiberalismo \u00e9 um termo empregado de uma variedade estonteante de maneiras no pensamento pol\u00edtico e nas ci\u00eancias sociais.\n\nAs grandes ideias da filosofia pol\u00edtica s\u00e3o muitas vezes dif\u00edceis de esclarecer em nossas mentes, e n\u00e3o h\u00e1 melhor exemplo disso do que quando tentamos definir o significado de &#8220;liberalismo&#8221;.\n\n<strong>Entre as grandes refer\u00eancias cl\u00e1ssicas do pensamento liberal, conta-se entre outros:<\/strong>\n<blockquote><b>Adam Smith\u00a0<\/b><strong>(1723-1790):\u00a0<\/strong>O papel do Estado na econ\u00f3mica devia de ser reduzido, sendo esta confiada \u00e0 auto-regula\u00e7\u00e3o do mercado. O Estado deve limitar-se a facilitar a produ\u00e7\u00e3o privada, a manter a ordem p\u00fablica, fazer respeitar a justi\u00e7a e proteger a propriedade. Smith defende ainda a concorr\u00eancia entre os privados, num mercado livre, acreditando que os seus interesses naturalmente se harmonizariam em proveito do coletivo.<b>\nJeremy Bentham\u00a0<\/b><strong>(1748-1832):\u00a0<\/strong>Defende uma concep\u00e7\u00e3o optimista da iniciativa privada, ao afirmar que quando um ind\u00edviduo trabalha para concretizar os seus objetivos econ\u00f3micos, est\u00e1 igualmente a contribuir para o desenvolvimento da riqueza de todos. O Estado devia evitar interferir no desenvolvimento da sociedade, limitando-se a fun\u00e7\u00e3o judici\u00e1ria e a garantir a seguran\u00e7a da riqueza adquirida pelos parrticulares.\u00a0<b>\nEdmund Burke<\/b>\u00a0<strong>(1729-1797):\u00a0<\/strong>O Estado \u00e9 o pior inimigo da sociedade e da riqueza coletiva. Condena qualquer tipo de interven\u00e7\u00e3o do Estado na Economia.<b>\nThomas Malthus<\/b>\u00a0<strong>(1766-1834):\u00a0<\/strong>Muito popular no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX afirma claramente que o Estado devia limitar-se a proteger os mais ricos, recusando quaisquer direitos aos pobres. O \u00fanico conselho que lhes d\u00e1 \u00e9 que n\u00e3o se reproduzam.<b>\nWilhelm Von Humboldt<\/b>\u00a0<strong>(1767-1835):\u00a0<\/strong>O crescimento do Estado \u00e9 associado ao mal. O aumento da burocracia s\u00f3 pode gerar a ruina dos cidad\u00e3os. Humboldt defende um Estado m\u00ednimo.<b>\nJohn Suart Mill\u00a0<\/b><strong>(1806-1873):\u00a0<\/strong>A principal fun\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 a de procurar promover as melhores oportunidades de desenvolvimento pessoal e social para todos os indiv\u00edduos, nomeadamente atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o devia ser aceite a interven\u00e7\u00e3o do Estado em coisas que os indiv\u00edduos sejam capazes de resolver por si.<\/blockquote>\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0F\u00e1bio Guimar\u00e3es de Castro\/afilosofia.no.sapo.pt\/analgesi.co.cc\/www.wisegeek.com\/politicacomciencia.com\/www.orfonline.org\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Liberalismo, Doutrina, Pol\u00edtica, Movimento, Corrente, Filosofia, Pensamento, Ideologia, Democracia, Europa, O que \u00e9, Liberalismo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17034,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Liberalismo - 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