{"id":21619,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/imperio-romano-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:40:31","modified_gmt":"2026-09-01T15:40:31","slug":"imperio-romano-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/imperio-romano-2\/","title":{"rendered":"Imp\u00e9rio Romano"},"content":{"rendered":"\nO\u00a0<strong>Imp\u00e9rio Romano<\/strong>, em seu apogeu (117 e.C), foi a estrutura pol\u00edtica e social mais extensa da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental. Por volta de 285 dC, o imp\u00e9rio havia se tornado muito vasto para ser governado pelo governo central de Roma e, portanto, foi dividido pelo imperador Diocleciano (284-305 dC) em um Imp\u00e9rio Ocidental e outro Oriental.\n\nO\u00a0<strong>Imp\u00e9rio Romano<\/strong>\u00a0come\u00e7ou quando Augusto C\u00e9sar (27 AC-14 DC) se tornou o primeiro imperador de Roma e terminou, no oeste, quando o \u00faltimo imperador romano, R\u00f4mulo Augusto (475-476 DC), foi deposto pelo Rei germ\u00e2nico Odoacro (476-493 dC). No leste, continuou como Imp\u00e9rio Bizantino at\u00e9 a morte de Constantino XI (1449-1453 CE) e a queda de Constantinopla para os turcos otomanos em 1453 CE. A influ\u00eancia do Imp\u00e9rio Romano na civiliza\u00e7\u00e3o ocidental foi profunda em suas contribui\u00e7\u00f5es duradouras para praticamente todos os aspectos da cultura ocidental.\n\nUm imp\u00e9rio \u00e9 um sistema pol\u00edtico no qual um grupo de pessoas \u00e9 governado por um \u00fanico indiv\u00edduo, um imperador ou imperatriz. O Imp\u00e9rio Romano come\u00e7ou com o reinado do Imperador Augusto.\n\nO poder do Senado foi limitado e tornou-se um \u00f3rg\u00e3o de apoio ao imperador.\n\nO per\u00edodo entre Augusto e Diocleciano \u00e9 chamado de Alto Imp\u00e9rio, enquanto o Baixo Imp\u00e9rio \u00e9 a era entre Diocleciano e a queda do Imp\u00e9rio Romano no Ocidente.\n\n<strong>Imp\u00e9rio Romano &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158428 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Imperi6.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"165\" \/>\n<p align=\"center\"><strong>Imp\u00e9rio Romano<\/strong><\/p>\nA funda\u00e7\u00e3o de\u00a0<strong>Roma<\/strong>\u00a0aconteceu no d\u00e9cimo primeiro dia antes das calendas de maio. Quanto a esse ponto todos concordam, e os romanos comemoram a data como anivers\u00e1rio de sua p\u00e1tria.\n\nA Hist\u00f3ria romana come\u00e7a por um per\u00edodo mais ou menos lend\u00e1rio, durante o qual a tradi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica faz reinar sete reis sucessivos de 753 a 510 a.C.\n\n<strong>Em 510, quando foi proclamada a Rep\u00fablica, Roma, cuja popula\u00e7\u00e3o resultava da fus\u00e3o dos Ramnenses (Latinos), dos Ticienses (Sabinos) e dos L\u00faceres (Etruscos), j\u00e1 possu\u00eda um certo n\u00famero de institui\u00e7\u00f5es:<\/strong>\u00a0patriciado e clientela, assembleia curial, senado\u2026\n\nO estabelecimento da\u00a0<strong>Rep\u00fablica<\/strong>\u00a0deu lugar \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de novas fun\u00e7\u00f5es. Tais como o consulado e a ditadura.\n\nOs primeiros tempos da Rep\u00fablica foram preenchidos quase totalmente pela luta dos patr\u00edcios e dos plebeus, que terminou no ano 300 pela admiss\u00e3o destes a todas as magistraturas.\n\n<strong>Solidamente constitu\u00edda no interior, Roma pensou ent\u00e3o em dilatar o seu territ\u00f3rio:\u00a0<\/strong>de 496 a 270, conquistou o resto da It\u00e1lia; de 264 a 201 fez as duas primeiras guerras p\u00fanicas; de 200 a 130, interveio no Oriente, destruiu Cartago (terceira guerra p\u00fanica, 146), transformou a Gr\u00e9cia em prov\u00edncia romana, passando a experimentar a influ\u00eancia ben\u00e9fica dos Helenos vencidos.\n\nAs lutas internas, por\u00e9m, perderam a Rep\u00fablica (rivalidade de M\u00e1rio e de Sila; triunvirato de C\u00e9sar, Pompeu e Crasso; rivalidade de Pompeu e C\u00e9sar depois da conquista da G\u00e1lia; ditadura e assassinato de C\u00e9sar; rivalidade de Ot\u00e1vio e Ant\u00f4nio). Vencedor em \u00c1ccio em 31 a.C., Ot\u00e1vio ficou exclusivo senhor do mundo antigo; foi proclamado imperador (imperator) sob o nome de Augusto, reunindo nas suas m\u00e3os todos os poderes, todas as magistraturas.\n\nO pr\u00f3prio Virg\u00edlio, poeta da gl\u00f3ria romana, havia apontado a grandiosa miss\u00e3o de Roma, e foi com for\u00e7a civilizadora que ela ascendeu e dominou. Suas maiores conquistas foram completadas nos dias da\u00a0<strong>Rep\u00fablica.<\/strong>\n\nEm sete s\u00e9culos, uma aldeia de pastores junto ao Tibre, que se pretende fundada pelos g\u00eameos R\u00f4mulo e Remo em 753 a.C., tornou-se senhora do Mediterr\u00e2neo e de grande parte da Europa continental.\n\nConseguiu-o apenas pelo valor de seus lavradores-soldados, por seu g\u00eanio organizador e sua habilidade em fazer que as na\u00e7\u00f5es subjugadas se sentissem \u00e0 vontade sob a \u00e1guia romana.\n\nUm governo admiravelmente equilibrado, concebido para administrar uma cidade apenas, regia todo o imp\u00e9rio. O Senado romano, composto de romanos conceituados, supervisionava toda a legisla\u00e7\u00e3o, controlava os gastos, tratava com pot\u00eancias estrangeiras, decidia sobre guerra e paz e, em conjunto, representava Roma.\n\nA maioria dos patriotas que cravaram seus punhais em J\u00falio C\u00e9sar, nos Idos de Mar\u00e7o de 44 a.C., eram senadores. Para eles, o ato sanguin\u00e1rio era o \u00fanico meio de salvar a Rep\u00fablica. Contudo, matando o poss\u00edvel monarca, eles n\u00e3o mataram a ambi\u00e7\u00e3o. O sobrinho-neto e filho adotivo de C\u00e9sar, Augusto, logrou \u00eaxito onde falhara seu pai de cria\u00e7\u00e3o. E assim nasceu um imp\u00e9rio que duraria cinco s\u00e9culos, prot\u00f3tipo de todos os imp\u00e9rios coloniais dos tempos modernos. Entre seus setenta e tantos imperadores houve homens bons, maus e med\u00edocres, s\u00e1bios, cru\u00e9is, fracos e fortes. Um deles, Marco Aur\u00e9lio, fil\u00f3sofo, deixou-nos suas Medita\u00e7\u00f5es, livro inspirador. Alguns, como Trajano, o Espanhol, provinham de outras terras. Outros, pretendentes rivais ao trono, combateram-se mutuamente at\u00e9 \u00e0 morte.\n\nTeoricamente, o Imperador era o melhor homem dispon\u00edvel. Na pr\u00e1tica, muitas vezes n\u00e3o passava de um reles cavaleiro de fortuna. Seu poder, constitu\u00eddo pela soma total de todos os postos-chave administrativos e eletivos da extinta Rep\u00fablica, era absoluto. O Senado foi reduzido \u00e0 impot\u00eancia. Enquanto gozasse de popularidade junto \u00e0s for\u00e7as armadas, o governante pairava acima da lei. O assassinato, \u00fanica forma de rea\u00e7\u00e3o a esse governo de um s\u00f3 homem, era usado franca e eficientemente.\n\nPor volta do s\u00e9culo III da era crist\u00e3, j\u00e1 o Imp\u00e9rio se estendia desde a Bretanha at\u00e9 \u00e0 fronteira da P\u00e9rsia; do Reno e do Dan\u00fabio \u00e0s areias do Saara. Cerca de 100 milh\u00f5es de pessoas o habitavam. Um ex\u00e9rcito de 300.000 legion\u00e1rios bem pagos garantia a sua defesa. Uma rede de estradas\u00a0 algumas das quais conservam at\u00e9 hoje seus bem constru\u00eddos pavimentos romanos\u00a0 entrecruzava-se por todo o vasto dom\u00ednio.\n\nNaves de guerra patrulhavam as \u00e1guas. O correio deslocava-se a uma espantosa velocidade de 65 quil\u00f4metros por dia. Mercadorias dos extremos da Terra chegavam continuamente a\u00a0<strong>Roma.<\/strong>\n\n\u00c0 exce\u00e7\u00e3o de ocasionais incidentes de fronteira, a famosa Pax Romana permaneceu intacta durante 250 anos. O Imp\u00e9rio era um lugar seguro para se viver.\n\nUma civiliza\u00e7\u00e3o uniforme mantinha solidamente unidas as prov\u00edncias. Em todas as cidades importantes, os deuses romanos eram cultuados nos mesmos grandes templos colunados. Jogos espetaculares e sangrentos combates de gladiadores, corridas de carros, lutas com animais ferozes ? eram promovidos nos mesmos est\u00e1dios gigantescos. Funcion\u00e1rios civis altamente preparados distribu\u00edam justi\u00e7a. A propriedade era protegida.\n\nO crime era punido, mas os cidad\u00e3os romanos podiam invocar o direito de serem julgados pelo pr\u00f3prio Imperador. Como padr\u00e3o da arte de governar e de organiza\u00e7\u00e3o, o Imp\u00e9rio jamais foi suplantado.\n\n<strong>Roma<\/strong>\u00a0era o centro palpitante desse superestado. Com cerca de 19 quil\u00f4metros de circunfer\u00eancia, tinha-se tornado a maravilha do mundo. Desde que o primeiro imperador, Augusto, em suas pr\u00f3prias palavras, a encontrou \u201cfeita de tijolos e deixei-a feita de m\u00e1rmore\u201d, uma s\u00e9rie de governantes havia esbanjado somas fabulosas no embelezamento de Roma. Um est\u00e1dio, o Circus Maximus, acomodava 250.000 espectadores.\n\nOnze aquedutos traziam diariamente mais de 1,3 bilh\u00f5es de litros de \u00e1gua fresca das montanhas para a capital. Balne\u00e1rios, cujos grandes \u00e1trios abobadados eram milagres de engenharia, enchiam-se, todos os dias, de romanos que trocavam boatos e se distra\u00edam.\n\n<strong>Contemplada da Colina de Palatino, suntuoso pal\u00e1cio dos c\u00e9sares, Roma era uma vista t\u00e3o magnificente que um pr\u00edncipe persa, visitando-a no ano 357 da nossa era, admirou-se:<\/strong>\u00a0\u201cAs pessoas ser\u00e3o mortais aqui?\u201d\n\nHoje, por\u00e9m, sabemos que essa magnific\u00eancia era, na realidade, pouco mais que uma miragem. A dissemina\u00e7\u00e3o da riqueza era reduzida; o que faltava a Roma era uma alta classe m\u00e9dia.\n\nAs estat\u00edsticas mostram que a mesma Roma que deslumbrava os visitantes com sua grandeza imperial possu\u00eda apenas 1.800 resid\u00eancias particulares suntuosas\u00a0ao lado de 46.600 corti\u00e7os miser\u00e1veis.\n\nUm min\u00fasculo grupo de elite social equilibrava-se precariamente sobre um proletariado miser\u00e1vel e fervilhante, que vivia de migalhas imperiais e do proverbial \u201cp\u00e3o e circo\u201d.\n\nNem a opul\u00eancia dos que estavam por cima era t\u00e3o extravagante ou \u201cobscena\u201d como a imaginam ficcionistas. As apar\u00eancias eram mantidas quase que s\u00f3 com custosos banquetes.\n\n\u201cMuita tolice tem sido dita sobre o luxo dos romanos como uma das causas de seu decl\u00ednio\u201d, escreve J. C. Stobart em A Grandeza que foi Roma.\n\nE, se esquecermos a deprava\u00e7\u00e3o pessoal de certos imperadores, a sociedade romana n\u00e3o parece devassa ou perversa. Crime organizado, drogas, marginais, polui\u00e7\u00e3o urbana Roma n\u00e3o tinha realmente qualquer desses problemas. Muito embora, a prostitui\u00e7\u00e3o, masculina e feminina, fosse um fato da vida, e o div\u00f3rcio fosse f\u00e1cil, seria preciso torcer a Hist\u00f3ria para afirmar que Roma \u201cdeclinou e caiu\u201d por causa da corrup\u00e7\u00e3o moral.\n\n<strong>Ent\u00e3o, que estava errado?<\/strong>\n\nEm primeiro lugar, a busca da felicidade era bloqueada a cada passo por um sistema social inflex\u00edvel. Poucos conseguiam esgueirar-se atrav\u00e9s das barreiras sociais. Uma poderosa burocracia, cujos m\u00e9todos inclu\u00edam a tortura, oprimia a popula\u00e7\u00e3o, muitas vezes destruindo lhe as bases da subsist\u00eancia.\n\nMuitos pequenos agricultores abandonavam as terras de seus antepassados por causa dos impostos esmagadores, indo engrossar as fileiras de uma desesperada popula\u00e7\u00e3o urbana. A escravid\u00e3o, baseada no trabalho for\u00e7ado de prisioneiros de guerra, atingiu propor\u00e7\u00f5es quase inacredit\u00e1veis nos tempos imperiais.\n\nEnquanto os traficantes de escravos vasculhavam continentes distantes na busca de mercadoria humana, mercados como o da Ilha de Delos movimentavam diariamente dezenas de milhares de escravos estrangeiros.\n\nOs trabalhos pesados eram feitos por eles. Eram os escravos que faziam coisas, que consertavam coisas. Tudo isso deixava pouca margem para o progresso e o esp\u00edrito inventivo. A tecnologia n\u00e3o progrediu. N\u00e3o havia mercado, nem procura, para produtos manufaturados. Em vez de uma economia em expans\u00e3o, o que havia era estagna\u00e7\u00e3o.\n\nA luxuriante It\u00e1lia, outrora rico pa\u00eds exportador de agricultura, jazia abandonada. Nos \u00faltimos tempos do Imp\u00e9rio, seus agricultores independentes tinham praticamente desaparecido.\n\n<strong>Para que trabalhar a terra, se se podia importar vinhos da Gr\u00e9cia, trigo do Norte da \u00c1frica e azeite da Espanha?<\/strong>\n\nUma torrente incessante de ouro deixava a It\u00e1lia para pagar as importa\u00e7\u00f5es e para financiar obras megaloman\u00edacas em cidades nas prov\u00edncias. O dinheiro perdeu todo o significado e o povo instituiu um regime de trocas.\n\nSeguiu-se o caos.\n\nUm \u00e9dito do Imperador Diocleciano, congelando pre\u00e7os e sal\u00e1rios, chegou at\u00e9 n\u00f3s. Estabelece penas severas para os especuladores. Por exemplo, os padeiros que vendessem seu p\u00e3o acima do pre\u00e7o oficial arriscavam-se a ser executados. Ao mesmo tempo, o ex\u00e9rcito e a administra\u00e7\u00e3o eram rigorosamente reformados.\n\nOs filhos eram obrigados a seguir a profiss\u00e3o dos pais. \u201cDisciplina\u201d era a palavra de ordem do dia. As medidas de Diocleciano contiveram a infla\u00e7\u00e3o, e quando, for\u00e7ado por problemas de sa\u00fade, renunciou, no ano 305, conquistara o t\u00edtulo de \u201cRefundador do Imp\u00e9rio\u201d.\n\n<strong>C\u00edcero falando no Senado Roman<\/strong>o\n\nContudo, faltava ainda alguma coisa. O Imp\u00e9rio era um colosso \u00e0 procura de uma alma. Sentia-se uma falta de finalidade em todas as fases da vida. Era como se os antigos deuses tivessem perdido seu poder; poucos pensavam que J\u00fapiter e V\u00eanus fossem mais que est\u00e1tuas decorativas no Capit\u00f3lio. Os anseios espirituais das massas n\u00e3o eram satisfeitos.\n\nNessas condi\u00e7\u00f5es, foi a cora\u00e7\u00f5es aflit\u00edssimos que Paulo, Ap\u00f3stolo das Gentes, trouxe pela primeira vez a mensagem de salva\u00e7\u00e3o. Os primeiros crist\u00e3os de Roma eram escravos, proscritos, favelados os pobres de esp\u00edrito. Sem d\u00favida, a desorienta\u00e7\u00e3o espiritual do mundo pag\u00e3o favorecia lhes a causa. Por isso, pouco mais de tr\u00eas s\u00e9culos ap\u00f3s a morte de Cristo, um imperador romano, Constantino, o Grande, abra\u00e7ou o cristianismo. Fundando a \u201cNova Roma\u201d ? Constantinopla ? \u00e0s margens do B\u00f3sforo, ele dividiu o Imp\u00e9rio em dois.\n\n<strong>Roma<\/strong>\u00a0morreu como havia surgido ? pela espada. Nas estepes da \u00c1sia acontecera algo que at\u00e9 hoje continua obscuro. Povos punham-se em marcha. Hordas incont\u00e1veis de povos semi-selvagens godos, v\u00e2ndalos, hunos entreram em rota de colis\u00e3o com Roma. Com um misto de repugn\u00e2ncia e respeito, os romanos chamavam-nos b\u00e1rbaros. Essa palavra assumiu um toque de Ju\u00edzo Final.\n\n<strong>Roma<\/strong>\u00a0foi tr\u00eas vezes sitiada e saqueada. Numa fren\u00e9tica dan\u00e7a da morte, nove imperadores sucederam-se durante os \u00faltimos 20 anos do Imp\u00e9rio. E quando, em 476, Odoacro, um chefe tribal das florestas do Dan\u00fabio, invadiu a It\u00e1lia e dep\u00f4s o \u00faltimo Imperador ? um jovem chamado Romulus Augustulus fez-se coroar o primeiro rei b\u00e1rbaro da It\u00e1lia.\n\nE poucos contempor\u00e2neos se detiveram para registrar que acabava de expirar o maior imp\u00e9rio do mundo.\n\n\u201cA hist\u00f3ria da sua ru\u00edna \u00e9 simples e \u00f3bvia\u201d, concluiu Gibbons (Decl\u00ednio e Queda do Imp\u00e9rio Romano). \u201cE, em vez de perguntar por que foi o Imp\u00e9rio destru\u00eddo, dever\u00edamos antes surpreender-nos com o fato de ter subsistido por tanto tempo.\u201d\n\n<strong>Que for\u00e7a m\u00e1gica, bem podemos perguntar, o tinha mantido?<\/strong>\n\nUma resposta a essa pergunta pode ser achada nas antigas virtudes que inspiraram os grandes romanos do passado. Atrav\u00e9s dos anos de decad\u00eancia, persistia uma saudade dos \u201cbons tempos de outrora\u201d. Nomes como os de C\u00edcero e Pompeu viviam na mem\u00f3ria dos romanos. Os antigos poetas e fil\u00f3sofos continuavam a ser lidos.\n\nAs famosas hist\u00f3rias dos legend\u00e1rios her\u00f3is de Roma eram sempre repetidas. Foi esta for\u00e7a das antigas institui\u00e7\u00f5es e ideias, presente, de certa forma, no pr\u00f3prio sangue de cada romano, o que conseguiu que se mantivesse vivo o Imp\u00e9rio muito tempo depois de ele ter perdido sua raz\u00e3o de ser.\n\n<strong>Roma\u00a0<\/strong>simplesmente n\u00e3o podia desaparecer. \u00c0 medida que antigas prov\u00edncias \u00a0Portugal, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Rom\u00eania \u00a0se transformavam em novas na\u00e7\u00f5es, falavam as l\u00ednguas rom\u00e2nicas baseadas no jarg\u00e3o das legi\u00f5es.\n\nO pr\u00f3prio latim permaneceu como a l\u00edngua do saber. E o Direito romano, apurado por gera\u00e7\u00f5es de grandes juristas, nutriu com seus princ\u00edpios humanos e equilibrados os sistemas jur\u00eddicos do mundo ocidental. Mas, acima de tudo, \u00e9 o conceito romano da dedica\u00e7\u00e3o do homem ao bem comum que at\u00e9 hoje governa a nossa consci\u00eancia c\u00edvica. O servidor p\u00fablico moderno, que \u00e9 investido na mais digna carreira que a na\u00e7\u00e3o pode oferecer, tem uma d\u00edvida de gratid\u00e3o para com Roma.\n\nManter vivos e transmitir esses valores foi a fun\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do\u00a0<strong>Imp\u00e9rio Romano.<\/strong>\u00a0Seu pr\u00f3prio colapso, quando finalmente sobreveio, j\u00e1 n\u00e3o tinha maior import\u00e2ncia. Na morte do Imp\u00e9rio estava a sua vit\u00f3ria.\n\nSua miss\u00e3o civilizadora estava cumprida.\n\n<strong>As origens do Imp\u00e9rio<\/strong>\n\n<strong>Duas figuras dominaram o fim do regime republicano e o in\u00edcio do Imp\u00e9rio:<\/strong>\u00a0Julio C\u00e9sar e Augusto. Julio C\u00e9sar foi um pol\u00edtico e general brilhante que usou os problemas de Roma ao seu benef\u00edcio. Primeiro, ele formou uma alian\u00e7a de governo com os c\u00f4nsules Pompeu e Crasso, chamada de O Primeiro Triunvirato.\n\nDepois, ap\u00f3s a morte de Crasso, ele declarou a guerra a Pompeu no senado para ganhar o controle total de Roma. Seu erro foi se proclamar ditador \u00a0uma decis\u00e3o que o levou a ser assassinado.\n\nEsse fato levantou mais 14 anos de guerra civil entre o herdeiro de C\u00e9sar, Augusto e Marco Antonio, o segundo no poder. Ao vencer Antonio em Actium, em 31 a.C., Augusto conquistou o poder de Roma.\n\nBrilhantemente, Augusto n\u00e3o se proclamou ditador como Julio C\u00e9sar, mas foi atrav\u00e9s da forma\u00e7\u00e3o do Principado que ele conquistou o poder vital\u00edcio, fazendo o senado pensar que tinha algum poder de mando.\n\nO\u00a0<strong>Imp\u00e9rio<\/strong>\u00a0havia sido criado.\n\n<strong>Imp\u00e9rio Romano &#8211; 27 a.c \u00e1 476 d.c.<\/strong>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158427 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/imperi5.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"167\" \/><strong>Imp\u00e9rio Romano<\/strong><\/p>\nDepois de um s\u00e9culo de lutas civis, o mundo romano estava desejoso de paz.\n\nOctavius Augustus se encontrou na situa\u00e7\u00e3o daquele que det\u00e9m o poder absoluto num imenso imp\u00e9rio com suas prov\u00edncias pacificadas e em cuja capital a aristocracia se encontrava exausta e debilitada.\n\nO Senado n\u00e3o estava em condi\u00e7\u00f5es de opor-se aos desejos do general, detentor do poder militar. A habilidade de Augustus \u2013 nome adotado por Octavius em 27 a.C. \u2013 consistiu em conciliar a tradi\u00e7\u00e3o Republicana de Roma com a de monarquia divinizada dos povos orientais do imp\u00e9rio. Conhecedor do \u00f3dio ancestral dos romanos \u00e0 institui\u00e7\u00e3o mon\u00e1rquica, assumiu o t\u00edtulo de imperador, por meio do qual adquiriu o Imperium, poder moral que em Roma se atribu\u00eda n\u00e3o ao rei, mas ao general vitorioso. Sob a apar\u00eancia de um retorno ao passado, Augustus orientou as institui\u00e7\u00f5es do estado romano em sentido oposto ao republicano.\n\nA burocracia se multiplicou, de forma que os senadores se tornaram insuficientes para garantir o desempenho de todos os cargos de responsabilidade.\n\nIsso facilitou o ingresso da classe dos cavaleiros na alta administra\u00e7\u00e3o do imp\u00e9rio.\n\nOs novos administradores deviam tudo ao imperador e contribu\u00edam para fortalecer seu poder. Pouco a pouco, o Senado \u2013 at\u00e9 ent\u00e3o dom\u00ednio exclusivo das antigas grandes fam\u00edlias romanas \u2013 passou a admitir italianos e, mais tarde, representantes de todas as prov\u00edncias. A cidadania romana ampliou-se lentamente e somente em 212 d.C. o imperador Marcus Aurelius Antoninus, dito Caracalla, reconheceu todos os s\u00faditos do imp\u00e9rio.\n\nO longo per\u00edodo durante o qual Augustus foi senhor dos destinos de Roma, entre 27 a.C. e 14 d.C., caracterizou-se pela paz interna (Pax Romana), pela consolida\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es imperiais e pelo desenvolvimento econ\u00f4mico. As fronteiras europ\u00e9ias foram fixadas no Reno e no Dan\u00fabio, completou-se a domina\u00e7\u00e3o das regi\u00f5es montanhosas dos Alpes e da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e empreendeu-se a conquista da Maurit\u00e2nia.\n\nO maior problema, por\u00e9m, que permaneceu sem solu\u00e7\u00e3o definitiva, foi o da sucess\u00e3o no poder. Nunca existiu uma ordem sucess\u00f3ria bem definida, nem din\u00e1stica nem eletiva. Depois de Augustus, revezaram-se no poder diversos membros de sua fam\u00edlia. A hist\u00f3ria salientou as mis\u00e9rias pessoais e a instabilidade da maior parte dos imperadores da Dinastia Julius-Claudius, como Caius Julius Caesar Germanicus, Caligula, imperador de 37 a 41 d.C., e Nero, de 54 a 68 d.C..\n\n\u00c9 prov\u00e1vel que tenha havido exagero, pois as fontes hist\u00f3ricas que chegaram aos tempos modernos s\u00e3o de autores que se opuseram frontalmente a tais imperadores.\n\nMas se a corrup\u00e7\u00e3o e a desordem reinavam nos pal\u00e1cios romanos, o imp\u00e9rio, solidamente organizado, parecia em nada ressentir-se. O sistema econ\u00f4mico funcionava com efic\u00e1cia, registrava-se uma paz relativa em quase todas as prov\u00edncias e al\u00e9m das fronteiras n\u00e3o existiam inimigos capazes de enfrentar o poderio de Roma. Na Europa, \u00c1sia e \u00c1frica, as cidades, bases administrativas do imp\u00e9rio, cresciam e se tornavam cada vez mais cultas e pr\u00f3speras. As diferen\u00e7as culturais e sociais entre as cidades e as zonas rurais que as cercavam eram enormes, mas nunca houve uma tentativa de diminu\u00ed-las.\n\nAo primitivo pante\u00e3o romano juntaram-se centenas de deuses e, na religi\u00e3o como no vestu\u00e1rio e em outras manifesta\u00e7\u00f5es culturais, difundiram-se modismos Eg\u00edpcios e S\u00edrios.\n\nA partir de suas origens obscuras na Jud\u00e9ia, o cristianismo foi-se aos poucos propagando por todo o imp\u00e9rio, principalmente entre as classes baixas dos n\u00facleos urbanos. Em alguns momentos, o r\u00edgido Monote\u00edsmo de Judeus e crist\u00e3os se chocou com as conveni\u00eancias pol\u00edticas, ao opor-se \u00e0 diviniza\u00e7\u00e3o, mais ritual que efetiva, do imperador. Registraram-se ent\u00e3o persegui\u00e7\u00f5es, apesar da ampla toler\u00e2ncia religiosa de uma sociedade que n\u00e3o acreditava verdadeiramente em nada.\n\nO\u00a0<strong>imp\u00e9rio romano<\/strong>\u00a0s\u00f3 come\u00e7ou a ser r\u00edgido e intolerante em mat\u00e9ria religiosa depois que adotou o cristianismo como religi\u00e3o oficial, j\u00e1 no s\u00e9culo IV. O s\u00e9culo II, conhecido como o S\u00e9culo dos Antoninus, foi considerado pela historiografia tradicional como aquele em que o Imp\u00e9rio Romano chegou a seu apogeu. De fato, a popula\u00e7\u00e3o, o com\u00e9rcio e o poder do imp\u00e9rio se encontravam em seu ponto m\u00e1ximo, mas come\u00e7avam a perceber-se sinais de que o sistema estava \u00e0 beira do esgotamento. A \u00faltima grande conquista territorial foi a D\u00e1cia e na \u00e9poca de Trajanus (98-117 d.C.) teve in\u00edcio um breve dom\u00ednio sobre a Mesopot\u00e2mia e a Arm\u00eania. Depois dessa \u00e9poca, o imp\u00e9rio n\u00e3o teve mais for\u00e7as para anexar novos territ\u00f3rios.\n\nUma quest\u00e3o que os historiadores nunca conseguiram esclarecer de todo foi a da causa da decad\u00eancia de Roma. Apesar da paz interna e da cria\u00e7\u00e3o de um grande mercado comercial, a partir do s\u00e9culo II n\u00e3o se registrou nenhum desenvolvimento econ\u00f4mico e provavelmente tamb\u00e9m nenhum crescimento populacional.\n\nA\u00a0<strong>It\u00e1lia<\/strong>\u00a0continuava a registrar uma queda em sua densidade demogr\u00e1fica, com a emigra\u00e7\u00e3o de seus habitantes para Roma ou para as long\u00ednquas prov\u00edncias do Oriente e do Ocidente.\n\nA agricultura e a ind\u00fastria se tornavam mais pr\u00f3speras quanto mais se afastavam da capital. No fim do s\u00e9culo II, come\u00e7ou a registrar-se a decad\u00eancia.\n\nHavia um n\u00famero cada vez menor de homens para integrar os ex\u00e9rcitos, a aus\u00eancia de guerras de conquista deixou desprovido o mercado de escravos e o sistema econ\u00f4mico, baseado no trabalho da m\u00e3o-de-obra escrava, come\u00e7ou a experimentar crises em consequ\u00eancia de sua falta, j\u00e1 que os agricultores e artes\u00e3os livres haviam quase desaparecido da regi\u00e3o ocidental do imp\u00e9rio.\n\nNas fronteiras, os povos b\u00e1rbaros exerciam uma press\u00e3o crescente, na tentativa de penetrar nos territ\u00f3rios do imp\u00e9rio. Mas se terminaram por consegui-lo, isso n\u00e3o se deveu a sua for\u00e7a e sim \u00e0 extrema debilidade de Roma.\n\nO s\u00e9culo III viu acentuar-se o aspecto Militar dos Imperadores, que acabou por eclipsar todos os demais. Registraram-se diversos per\u00edodos de anarquia militar, no transcurso dos quais v\u00e1rios imperadores lutaram entre si devido \u00e0 divis\u00e3o do poder e dos territ\u00f3rios. As fronteiras orientais, com a P\u00e9rsia, e as do norte, com os povos germ\u00e2nicos, tinham sua seguran\u00e7a amea\u00e7ada.\n\nBretanha, D\u00e1cia e parte da Germ\u00e2nia foram abandonadas ante a impossibilidade das autoridades romanas de garantir sua defesa. Cresceu o banditismo no interior, enquanto as cidades, empobrecidas, come\u00e7avam a fortificar-se, devido \u00e0 necessidade de defender-se de uma zona rural que j\u00e1 n\u00e3o lhes pertencia. O interc\u00e2mbio de mercadorias decaiu e as rotas terrestres e mar\u00edtimas ficaram abandonadas.\n\nUm acelerado decl\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o ocorreu a partir do ano 252 d.C., em consequ\u00eancia da peste que grassou em Roma.\n\nOs imperadores Aurelianus, regente de 270 a 275 d.C., e Diocletianus, de 284 a 305 d.C., conseguiram apenas conter a crise. Com grande energia, o \u00faltimo tentou reorganizar o imp\u00e9rio, dividindo-o em duas partes, cada uma das quais foi governado por um augusto, que associou seu governo a um cesar, destinado a ser o seu sucessor. Mas o sistema da Tetrarquia n\u00e3o deu resultados. Com a abdica\u00e7\u00e3o de Diocletianus, teve in\u00edcio uma nova guerra civil. Constantinus I favoreceu o cristianismo, que gradativamente passou a ser adotado como religi\u00e3o oficial.\n\nA esclerose do mundo romano era tal que a antiga divis\u00e3o administrativa se transformou em divis\u00e3o pol\u00edtica a partir de Theodosius I, imperador de 379 a 395 d.C., o \u00faltimo a exercer sua autoridade sobre todo o imp\u00e9rio. Este adotou a Ortodoxia Cat\u00f3lica como religi\u00e3o oficial, obrigat\u00f3ria para todos os s\u00faditos, pelo edito de 380 d.C.. Theodosius I conseguiu preservar a integridade imperial tanto ante a amea\u00e7a dos b\u00e1rbaros quanto contra as usurpa\u00e7\u00f5es.\n\nNo entanto, sancionou a futura separa\u00e7\u00e3o entre o Oriente e o Ocidente do imp\u00e9rio ao entregar o governo de Roma a seu filho Honorius, e o de Constantinopla, no Oriente, ao primog\u00eanito, Arcadius.\n\nA parte oriental conservou uma maior vitalidade demogr\u00e1fica e econ\u00f4mica, enquanto que o imp\u00e9rio ocidental, no qual diversos povos b\u00e1rbaros efetuavam incurs\u00f5es, umas vezes como atacantes outras como aliados, se decomp\u00f4s com rapidez. O rei godo Alarico saqueou Roma no ano 410 d.C.. As for\u00e7as imperiais, somadas \u00e0s dos aliados b\u00e1rbaros, conseguiram entretanto uma \u00faltima vit\u00f3ria ao derrotar \u00c1tila nos Campos Catala\u00fanicos, em 451 d.C.\n\nO \u00faltimo imperador do Ocidente foi Romulus Augustus, deposto por Odoacrus no ano 476d.C., data que mais tarde viria a ser vista como a do fim da antiguidade. O imp\u00e9rio oriental prolongou sua exist\u00eancia, com diversas vicissitudes, durante um mil\u00eanio, at\u00e9 a conquista de Constantinopla pelos Turcos, em 1453.\n\n<strong>As primeiras dinastias<\/strong>\n\nAp\u00f3s a Batalha de Actium em 31 AC, Gaius Octavian Thurinus, sobrinho e herdeiro de J\u00falio C\u00e9sar, tornou-se o primeiro imperador de Roma e tomou o nome de Augusto C\u00e9sar.\n\nEmbora J\u00falio C\u00e9sar seja frequentemente considerado o primeiro imperador de Roma, isso \u00e9 incorreto; ele nunca teve o t\u00edtulo de &#8216;Imperador&#8217;, mas sim de &#8216;Ditador&#8217;, um t\u00edtulo que o Senado n\u00e3o p\u00f4de deixar de lhe conceder, j\u00e1 que C\u00e9sar detinha o poder pol\u00edtico e militar supremo na \u00e9poca. Em contraste, o Senado concedeu de bom grado a Augusto o t\u00edtulo de imperador, esbanjando elogios e poder sobre ele porque ele havia destru\u00eddo os inimigos de Roma e trazido a t\u00e3o necess\u00e1ria estabilidade.\n\nAugusto governou o imp\u00e9rio de 31 AEC at\u00e9 14 EC, quando morreu. Naquela \u00e9poca, como ele mesmo disse, ele &#8220;achou Roma uma cidade de barro, mas deixou para ela uma cidade de m\u00e1rmore&#8221;.\n\nAugusto reformou as leis da cidade e, por extens\u00e3o, as do imp\u00e9rio, garantiu as fronteiras de Roma, iniciou vastos projetos de constru\u00e7\u00e3o (realizados em grande parte por seu fiel general Agripa (l. 63-12 aC), que construiu o primeiro Pante\u00e3o) e garantiu o imp\u00e9rio tem um nome duradouro como um dos maiores, sen\u00e3o o maior, poder pol\u00edtico e cultural da hist\u00f3ria. A Pax Romana (Paz Romana), tamb\u00e9m conhecida como Pax Augusta, por ele iniciada, foi uma \u00e9poca de paz e prosperidade at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida e que duraria mais de 200 anos.\n\nAp\u00f3s a morte de Augusto, o poder passou para seu herdeiro, Tib\u00e9rio (14-37 dC), que deu continuidade a muitas das pol\u00edticas do imperador, mas carecia da for\u00e7a de car\u00e1ter e da vis\u00e3o que tanto definia Augusto.\n\n<strong>Essa tend\u00eancia continuaria, de forma mais ou menos constante, com os imperadores que o seguiram:<\/strong>\u00a0Cal\u00edgula (37-41 EC), Cl\u00e1udio (41-54 EC) e Nero (54-68 EC).\n\nEsses cinco primeiros governantes do imp\u00e9rio s\u00e3o chamados de Dinastia Julio-Claudiana pelos dois sobrenomes dos quais descendem (por nascimento ou por ado\u00e7\u00e3o), J\u00falio e Cl\u00e1udio.\n\nEmbora Cal\u00edgula tenha se tornado famoso por sua deprava\u00e7\u00e3o e aparente insanidade, seu governo inicial foi louv\u00e1vel, assim como o de seu sucessor, Cl\u00e1udio, que expandiu o poder e o territ\u00f3rio de Roma na Gr\u00e3-Bretanha; menos foi o de Nero. Cal\u00edgula e Cl\u00e1udio foram assassinados no cargo (Cal\u00edgula por sua Guarda Pretoriana e Cl\u00e1udio, aparentemente, por sua esposa).\n\nO suic\u00eddio de Nero encerrou a Dinastia Julio-Claudiana e deu in\u00edcio ao per\u00edodo de agita\u00e7\u00e3o social conhecido como O Ano dos Quatro Imperadores.\n\nEsses quatro governantes foram Galba, Otho, Vitellius e Vespasiano. Ap\u00f3s o suic\u00eddio de Nero em 68 EC, Galba assumiu o governo (69 EC) e quase instantaneamente se mostrou inadequado para a responsabilidade.\n\nEle foi assassinado pela Guarda Pretoriana. Otho o sucedeu rapidamente no mesmo dia de sua morte, e registros antigos indicam que se esperava que ele fosse um bom imperador. O general Vit\u00e9lio, entretanto, buscou o poder para si e assim iniciou a breve guerra civil que terminou com o suic\u00eddio de Oto e a ascens\u00e3o de Vit\u00e9lio ao trono.\n\nVit\u00e9lio n\u00e3o se mostrou mais apto para governar do que Galba, visto que quase instantaneamente se envolveu em luxuosos entretenimentos e banquetes \u00e0s custas de seus deveres.\n\nAs legi\u00f5es declararam-se pelo General Vespasiano como imperador e marcharam sobre Roma. Vit\u00e9lio foi assassinado pelos homens de Vespasiano, e Vespasiano (69-79 EC) assumiu o poder exatamente um ano a partir do dia em que Galba subiu ao trono pela primeira vez.\n\nVespasiano fundou a Dinastia Flaviana, que se caracterizou por grandes projetos de constru\u00e7\u00e3o, prosperidade econ\u00f4mica e expans\u00e3o do imp\u00e9rio. O reinado de Vespasiano foi pr\u00f3spero, como evidenciado por seus projetos de constru\u00e7\u00e3o, que inclu\u00edram a constru\u00e7\u00e3o inicial do Anfiteatro Flaviano (o famoso Coliseu de Roma), que seu filho Tito (79-81 EC) iria concluir.\n\nO reinado inicial de Tito viu a erup\u00e7\u00e3o do Monte Ves\u00favio em 79 EC, que enterrou as cidades de Pomp\u00e9ia e Herculano.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158426 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Imperi4-2.jpg\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"300\" \/><strong>Busto de m\u00e1rmore do s\u00e9culo I dC do imperador romano Domiciano, 81-96 dC.\n(Museu do Louvre, Paris)<\/strong><\/p>\nFontes antigas s\u00e3o universais em seus elogios por sua maneira de lidar com esse desastre, bem como o grande inc\u00eandio de Roma em 80 EC. Tito morreu de febre em 81 EC e foi sucedido por seu irm\u00e3o Domiciano (81-96 EC). Domiciano expandiu e assegurou os limites de Roma, reparou os danos \u00e0 cidade causados pelo grande inc\u00eandio, continuou os projetos de constru\u00e7\u00e3o iniciados por seu irm\u00e3o e melhorou a economia do imp\u00e9rio. Mesmo assim, seus m\u00e9todos e pol\u00edticas autocr\u00e1ticos o tornaram impopular no Senado Romano, e ele foi assassinado em 96 EC.\n\n<strong>Roma Antiga<\/strong>\n\nA partir do s\u00e9culo VIII a.C., a\u00a0<strong>Roma Antiga<\/strong>\u00a0passou de uma pequena cidade no rio Tibre, no centro da It\u00e1lia, a um imp\u00e9rio que, em seu pico, abrangia a maior parte da Europa continental, Gr\u00e3-Bretanha, grande parte do oeste da \u00c1sia, norte da \u00c1frica e ilhas mediterr\u00e2neas.\n\nEntre os muitos legados do dom\u00ednio romano est\u00e3o o uso difundido das l\u00ednguas rom\u00e2nicas (italiano, franc\u00eas, espanhol, portugu\u00eas e romeno) derivadas do latim, o alfabeto e calend\u00e1rio ocidental moderno e o surgimento do cristianismo como religi\u00e3o mundial importante. Ap\u00f3s 450 anos como rep\u00fablica,\u00a0<strong>Roma<\/strong>\u00a0se tornou um imp\u00e9rio na esteira da ascens\u00e3o e queda de J\u00falio C\u00e9sar no primeiro s\u00e9culo a.C. O longo e triunfante reinado de seu primeiro imperador, Augusto, deu in\u00edcio a uma era de ouro de paz e prosperidade; em contraste, o decl\u00ednio e queda do Imp\u00e9rio Romano no s\u00e9culo V d.C. foi uma das implos\u00f5es mais dram\u00e1ticas da hist\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o humana.\n\n<strong>Roma &#8211; Origem<\/strong>\n\nSegundo a lenda,\u00a0<strong>Roma<\/strong>\u00a0foi fundada em 753 a.C. por R\u00f4mulo e Remo, filhos g\u00eameos de Marte, o deus da guerra.\n\nDeixados para se afogar em uma cesta no Tibre por um rei da vizinha Alba Longa e resgatados por uma loba, os g\u00eameos viveram para derrotar aquele rei e fundaram sua pr\u00f3pria cidade nas margens do rio em 753 a.C.\n\nDepois de matar seu irm\u00e3o, Romulus se tornou o primeiro rei de Roma, que leva o nome dele. Uma linha de reis sabinos, latinos e etruscos (civiliza\u00e7\u00f5es italianas anteriores) seguiram em uma sucess\u00e3o n\u00e3o heredit\u00e1ria.\n\n<strong>Existem sete reis lend\u00e1rios de Roma:<\/strong>\u00a0R\u00f4mulo, Numa Pompilius, Tullus Hostilius, Ancus Martius, Lucius Tarquinius Priscus (Tarqu\u00ednio, o Velho), S\u00e9rvio Tullius e Tarqu\u00ednio Superbus, ou Tarquin, o Orgulhoso (534-510 a.C.). Embora fossem chamados de \u201cRex\u201d ou \u201cRei\u201d em latim, todos os reis depois de R\u00f4mulo foram eleitos pelo Senado.\n\nA\u00a0<strong>era de Roma<\/strong>\u00a0como monarquia terminou em 509 a.C. com a derrubada de seu s\u00e9timo rei, Lucius Tarquinius Superbus, a quem os historiadores antigos retrataram como cruel e tir\u00e2nico, em compara\u00e7\u00e3o com seus predecessores benevolentes. Diz-se que uma revolta popular surgiu sobre o estupro de uma nobre virtuosa, Lucretia, pelo filho do rei. Seja qual for a causa, Roma deixou de ser uma monarquia para se tornar uma rep\u00fablica, um mundo derivado da res publica, ou &#8220;propriedade do povo&#8221;.\n\n<strong>Roma<\/strong>\u00a0foi constru\u00edda sobre sete colinas, conhecidas como \u201cas sete colinas de Roma\u201d &#8211; Monte Esquilino, Monte Palatino, Monte Aventino, Monte Capitolino, Monte Quirinal, Monte Viminal e Monte C\u00e9lio.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.starnews2001.com.br\/www.discoverybrasil.com\/www.nomismatike.hpg.ig.com.br\/www.worldhistory.org\/www.history.com\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imp\u00e9rio Romano, Roma, Rep\u00fablica, Hist\u00f3ria, Sociedade, Per\u00edodo, Decad\u00eancia, Senado, J\u00falio C\u00e9sar, Queda, Origem, Imp\u00e9rio Romano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16983,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21619","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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