{"id":21600,"date":"2016-01-07T00:00:00","date_gmt":"2016-01-07T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/imperio-macedonico-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:40:19","modified_gmt":"2026-09-01T15:40:19","slug":"imperio-macedonico-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/imperio-macedonico-2\/","title":{"rendered":"Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico"},"content":{"rendered":"\n<strong>Capital:\u00a0<\/strong>Pella\n\n<strong>Origem:<\/strong>\u00a0Maced\u00f4nia\n\n<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>\u00a0era um antigo reino, centrado na parte nordeste da pen\u00ednsula grega, limitado por Epirus para o oeste, Paeonia para o norte, a regi\u00e3o da Tr\u00e1cia para o extremidade leste Tess\u00e1lia para o sul.\n\nA ascens\u00e3o da\u00a0<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>, a partir de um pequeno reino na periferia dos assuntos cl\u00e1ssicos gregos, para um que passou a dominar todo o mundo hel\u00eanico, ocorreu sob o reinado de\u00a0<strong>Filipe II.<\/strong>\n\nPor um breve per\u00edodo, ap\u00f3s as conquistas de Alexandre, o Grande, tornou-se o estado mais poderoso do mundo, controlando um territ\u00f3rio que inclu\u00eda o antigo imp\u00e9rio persa, que se estende at\u00e9 o rio Indo.\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-158377 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Imperi14.jpg\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"290\" \/><strong>Alexandre o Grande foi um rei maced\u00f4nio<\/strong><\/p>\nNaquela \u00e9poca, inaugurou o per\u00edodo helen\u00edstico da civiliza\u00e7\u00e3o grega antiga.\n\nA\u00a0<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>\u00a0\u00e9 um pequeno pa\u00eds da regi\u00e3o balc\u00e2nica da Europa. Abrange 9.800 milhas quadradas (25.300 km2), tornando-o um pouco maior do que o estado de Vermont.\n\nFaz fronteira com a Alb\u00e2nia, Bulg\u00e1ria, Gr\u00e9cia e S\u00e9rvia. N\u00e3o deve ser confundida com a regi\u00e3o da Maced\u00f4nia da vizinha Gr\u00e9cia e, \u00e0s vezes, \u00e9 chamada de Rep\u00fablica da Maced\u00f4nia para diferenci\u00e1-la.\n\nO antigo\u00a0<strong>reino da Maced\u00f4nia<\/strong>\u00a0tornou-se um imp\u00e9rio pelo g\u00eanio de Filipe II, que reinou de 359 a 336 AC.\n\nEle usou a reforma militar, a diplomacia e as funda\u00e7\u00f5es e fortifica\u00e7\u00f5es da cidade para proteger suas fronteiras, para colocar a regi\u00e3o da Alta Maced\u00f4nia sob seu dom\u00ednio e para criar uma economia est\u00e1vel.\n\nSeu filho, Alexandre III \u201co Grande\u201d (336-323 aC), usou muitos dos mesmos m\u00e9todos para expandir o reino at\u00e9 o rio Indo, conquistando o Imp\u00e9rio Persa e criando um dos maiores imp\u00e9rios da hist\u00f3ria. Infelizmente, com a morte de Alexandre, n\u00e3o estava claro quem deveria ser seu sucessor e, como resultado, o imp\u00e9rio de Filipe e Alexandre come\u00e7ou a ser repartido entre os generais maced\u00f4nios. A partir do s\u00e9culo 2, os reinos sucessores, enfraquecidos por anos de guerra, ca\u00edram para o Imp\u00e9rio Romano.\n\n<strong>O Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico<\/strong>\n\nImp\u00e9rio que surge em 359 a.C., com Felipe II (382 a.C.-336 a.C.), rei da\u00a0<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>, com o decl\u00ednio das cidades-estados gregas. Estende-se at\u00e9 31 a.C., quando cai sob dom\u00ednio romano.\n\nOs\u00a0<strong>maced\u00f4nios<\/strong>, de ascend\u00eancia grega, ocupam originalmente o norte da Gr\u00e9cia.\n\nDurante seu reinado, Felipe II redistribui as terras, conquistando o apoio dos camponeses, e amplia o Ex\u00e9rcito, garantindo a defesa das fronteiras.\n\nD\u00e1 in\u00edcio ent\u00e3o \u00e0s campanhas expansionistas, anexando as cidades de Potid\u00e9ia, Anf\u00edpolis e Pidna, controladas por Atenas.\n\nInterv\u00e9m na Gr\u00e9cia e, em 338 a.C., as for\u00e7as maced\u00f4nicas derrotam definitivamente os atenienses e tebanos na Batalha de Queron\u00e9ia.\n\nFelipe \u00e9 assassinado em 336 a.C. Seu filho, Alexandre, o Grande (356 a.C.-323 a.C.), assume o reino.\n\nAp\u00f3s estabelecer dom\u00ednio completo sobre a Gr\u00e9cia, dirige-se \u00e0 \u00c1sia Menor. Liberta do dom\u00ednio persa as cidades gregas da regi\u00e3o em 333 a.C., vencendo as tropas do soberano persa Dario III (?- 330 a.C.).\n\n<strong>Rumo ao Oriente<\/strong>\n\nAp\u00f3s a tomada do porto fen\u00edcio de Tiro, em 332 a.C., Alexandre ruma para a conquista do Egito.\n\nNo ano seguinte derrota Dario, que \u00e9 assassinado em 330 a.C. Com sua morte, Alexandre \u00e9 proclamado imperador persa.\n\nEntre 327 a.C. e 325 a.C. dirige seus Ex\u00e9rcitos para a \u00cdndia e acaba por formar um dos maiores Imp\u00e9rios territoriais at\u00e9 ent\u00e3o conhecidos, compreendendo a Maced\u00f4nia, a Gr\u00e9cia Balc\u00e2nica, a \u00c1sia Menor, a Fen\u00edcia, a Palestina, a Mesopot\u00e2mia, o Egito, a P\u00e9rsia e parte da \u00cdndia.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o helen\u00edstica<\/strong>\n\nResulta da fus\u00e3o da cultura hel\u00eanica (grega) com a do Oriente M\u00e9dio, principalmente a persa e a eg\u00edpcia. Seu centro se desloca da Gr\u00e9cia e do mar Egeu para novos p\u00f3los de cultura no Oriente M\u00e9dio, como Alexandria, Anti\u00f3quia e P\u00e9rgamo.\n\nPara garantir a integra\u00e7\u00e3o de seu vasto Imp\u00e9rio, Alexandre estimula casamentos mistos e funda dezenas de cidades com certa autonomia, mas ligadas ao poder central.\n\nElas funcionam como mercados de troca econ\u00f4mica e cultural com o Oriente. A fus\u00e3o dos povos do Oriente M\u00e9dio conquistados com a cultura hel\u00eanica \u00e9 conhecida como helenismo.\n\nO p\u00f3lo irradiador dessa civiliza\u00e7\u00e3o helen\u00edstica \u00e9 Alexandria, fundada por Alexandre, no Egito. Al\u00e9m de templos grandiosos, a cidade possui uma biblioteca com 400 mil obras, o que incentiva um novo florescimento da ci\u00eancia, da arte e da filosofia.\n\n<strong>Divis\u00e3o do Imp\u00e9rio<\/strong>\n\nAo morrer, Alexandre deixa como principais legados um vasto Imp\u00e9rio e a unifica\u00e7\u00e3o do mundo grego, com a difus\u00e3o de sua cultura at\u00e9 o Subcontinente Indiano.\n\nMas as conquistas territoriais n\u00e3o avan\u00e7am sem ele.\n\nDisputas at\u00e9 281 a.C. dividem o Imp\u00e9rio em tr\u00eas grandes reinos (Maced\u00f4nia, \u00c1sia Menor e Egito).\n\nA crise pol\u00edtico-econ\u00f4mica dos reinos, a ascens\u00e3o de novos Imp\u00e9rios e a rea\u00e7\u00e3o grega contr\u00e1ria \u00e0 cultura helen\u00edstica contribuem para o decl\u00ednio desse Imp\u00e9rio a partir de 220 a.C.\n\nEntre 197 a.C. e 31 a.C., os romanos tomam Alexandria e encerram definitivamente o per\u00edodo maced\u00f4nico.\n\n<strong>Maced\u00f4nia &#8211; Reino<\/strong>\n\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-158378 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Imperi16.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" \/>\n<p align=\"center\"><strong>Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico<\/strong><\/p>\nO\u00a0<strong>reino da Maced\u00f4nia<\/strong>\u00a0era um Estado grego da Antiguidade cl\u00e1ssica, no norte da moderna Gr\u00e9cia, limitado por Epirus para o oeste e regi\u00e3o da Tr\u00e1cia para o leste.\n\nEste reino foi consolidada durante o s\u00e9culo V. C. e foi submetido a uma grande atualiza\u00e7\u00e3o de seu poder durante o quarto s\u00e9culo. C. com o governo de Filipe II, que se tornou a\u00a0<strong>Maced\u00f4nia\u00a0<\/strong>pot\u00eancia l\u00edder na Gr\u00e9cia.\n\nSeu filho Alexandre, o Grande conquistou a maior parte do mundo conhecido, inaugurando o per\u00edodo helen\u00edstico da hist\u00f3ria grega.\n\n<strong>Macedonia\u00a0<\/strong>\u00e9 tradicionalmente dividido em duas regi\u00f5es principais, o Alto e Baixo Maced\u00f4nia.\n\nEra uma terra de trigo e pastagens, os alde\u00f5es e cavaleiros, e um litoral reduzida.\n\nOs historiadores acreditam que os seus habitantes eram gregos dialeto d\u00f3rico, como os da regi\u00e3o do \u00c9piro, Rhodes e do Peloponeso, e falou muito pr\u00f3ximo dessas regi\u00f5es.\n\n<strong>Maced\u00f4nia &#8211; Localiza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>\u00a0est\u00e1 localizado no centro da regi\u00e3o dos Balc\u00e3s do sul, norte de Hellas antigo (Gr\u00e9cia), a leste de Il\u00edria, e no oeste da Tr\u00e1cia.\n\nO nome \u201c<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>\u201d \u00e9 o nome mais velho sobrevivente de um pa\u00eds no continente europeu.\n\n3Os antigos maced\u00f4nios eram uma na\u00e7\u00e3o distinta, \u00e9tnica, ling\u00fc\u00edstica e culturalmente diferente de seus vizinhos.\n\nSuas origens est\u00e3o no antigo fr\u00edgio (fr\u00edgio) substrato que ocupava todo o territ\u00f3rio maced\u00f4nio e em superestrato Indo-Europeu, que se instalaram aqui, no final do segundo mil\u00eanio. A evid\u00eancia arqueol\u00f3gica mostra que a velha civiliza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia floresceu na Maced\u00f4nia entre 7000 e 3500 aC.\n\n<strong>Maced\u00f4nia &#8211; Geografia<\/strong>\n\n<strong>Maced\u00f4nia\u00a0<\/strong>\u00e9 um Estado sem litoral, no cora\u00e7\u00e3o dos Balc\u00e3s e \u00e9 ligeiramente menor do que o estado de Vermont. \u00c9 um pa\u00eds montanhoso, com pequenas bacias de terras agr\u00edcolas. O Vardar \u00e9 o maior e mais importante rio.\n\n<strong>Maced\u00f4nia &#8211; O nome<\/strong>\n\nA posi\u00e7\u00e3o oficial do governo grego \u00e9 que a palavra\u00a0<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>\u00a0\u00e9 grega e s\u00f3 devia ser usada para designar a regi\u00e3o do hist\u00f3rico reino da\u00a0<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>, que se encontra quase inteiramente no territ\u00f3rio da Gr\u00e9cia.\n\nNo entanto, a Bulg\u00e1ria e a Antiga Rep\u00fablica Jugoslava da Maced\u00f4nia, referem-se \u00e0 parte da Maced\u00f4nia que faz parte do territ\u00f3rio grego como \u201cMaced\u00f4nia Egeia\u201d ou \u201cMaced\u00f4nia Grega, implicando que a parte grega \u00e9 apenas uma por\u00e7\u00e3o da Maced\u00f4nia e n\u00e3o a sua totalidade.\n\n<strong>Maced\u00f4nia &#8211; Hist\u00f3ria<\/strong>\n\nA hist\u00f3ria da antiga cultura da\u00a0<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>\u00a0est\u00e1 vinculada \u00e0 Gr\u00e9cia e \u00e0 Anat\u00f3lia. Segundo estudos arqueol\u00f3gicos, os antepassados dos maced\u00f4nios se situam no come\u00e7o da Idade do Bronze. A partir do ano 700 a.C., o povo denominado maced\u00f4nio emigrou para o leste, a partir de sua terra natal \u00e0s margens do rio Aliakm\u00f3n. Aegae foi a capital do reino que, com Amyntas I, se extendeu al\u00e9m do rio Axi\u00f3n at\u00e9 \u00e0 Pen\u00ednsula de Calc\u00eddica.\n\nA\u00a0<strong>Maced\u00f4nia<\/strong>\u00a0alcan\u00e7ou uma posi\u00e7\u00e3o hegem\u00f4nica dentro da Gr\u00e9cia durante o reinado de Filipe II, o caolho (359-336 a.C.). Alexandre III (O Grande), filho de Filipe e aluno do fil\u00f3sofo Arist\u00f3teles, venceu o Imp\u00e9rio Persa e levou os ex\u00e9rcitos da Maced\u00f4nia ao norte da \u00c1frica, pen\u00ednsula Ar\u00e1bica, passando pela Mesopot\u00e2mia e chegando at\u00e9 a \u00cdndia.\n\nConstru\u00eddo num curto per\u00edodo de 11 anos, o Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico contribuiu com a difus\u00e3o da cultura grega no Oriente.\n\nAlexandre fundou uma grande quantidade de cidades e promoveu a fus\u00e3o da cultura grega com a dos povos conquistados, dando origem ao que se conhece por helenismo.\n\n<strong>A seguir segue-se um breve resumo da hist\u00f3ria maced\u00f4nia:<\/strong>\n<blockquote><strong>280 a.C. \u2013<\/strong>\u00a0invas\u00e3o de grupos g\u00e1latas. Tr\u00eas anos depois Ant\u00edgono II derrotou os g\u00e1latas e retomou a coroa maced\u00f4nia.\n<strong>Aprox. 200 a.C. \u2013<\/strong>\u00a0conquista da Il\u00edria, estado romano e das cidades romanas de Rodas e P\u00e9rgamo. Em 197 a.C. Roma derrotou Filipe V, reconquistando-lhe os territ\u00f3rios perdidos e anexando a Tess\u00e1lia, que em seguida foi reconquistada pelos Maced\u00f4nios.\n<strong>168-146 a.C. \u2013<\/strong>\u00a0conquista romana da Maced\u00f4nia, trnaformando-a em prov\u00edncia do Imp\u00e9rio Romano.\n<strong>Idade M\u00e9dia \u2013<\/strong>\u00a0submiss\u00e3o do territ\u00f3rio maced\u00f4nio aos diversos imp\u00e9rios que se sucederam na regi\u00e3o (romano, bizantino, b\u00falgaro).\n<strong>1371-1389 \u2013<\/strong>\u00a0conquista dos B\u00e1lc\u00e3s pelos turcos-otomanos.\n<strong>1864 \u2013<\/strong>\u00a0<strong>divis\u00e3o da Maced\u00f4nia pelo Imp\u00e9rio Otomano em tr\u00eas prov\u00edncias<\/strong>: Sal\u00f4nica, Monastir e Kosovo.\n<strong>1893-1897 \u2013<\/strong>\u00a0desenvolvimento de movimentos nacionalistas maced\u00f4nios.\n<strong>1903 \u2013<\/strong>\u00a0levante maced\u00f4nio apoiado pela Bulg\u00e1ria foi recha\u00e7ado violentamente pelos turcos com a destrui\u00e7\u00e3o de 105 vilas de maced\u00f4nios eslavos.\n<strong>1912-1913 \u2013<\/strong>\u00a0Guerras dos Balc\u00e3s, primeiro contra a Turquia pela divis\u00e3o dos territ\u00f3rios e depois entre si (Bulg\u00e1ria contra Gr\u00e9cia, S\u00e9rvia, Rom\u00eania e Turquia, que a derrotaram), o que resultou na divis\u00e3o do territ\u00f3rio maced\u00f4nio entre gregos (regi\u00e3o costeira) e s\u00e9rvios (regi\u00e3o central e norte da Maced\u00f4nia).\n<strong>Per\u00edodo entre guerras \u2013<\/strong>\u00a0a maced\u00f4nia passou a fazer parte do reino s\u00e9rvio, croata e esloveno.\n<strong>1945<\/strong>\u00a0<strong>\u2013<\/strong>\u00a0cria\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica da Iugosl\u00e1via. A Maced\u00f4nia integrou o novo estado como uma de suas seis rep\u00fablicas constitutivas.\n<strong>1991 \u2013\u00a0<\/strong>em 8 de setembro, um plebiscito decidiu pela separa\u00e7\u00e3o da Maced\u00f4nia da Iugosl\u00e1via.\n<strong>1993 \u2013<\/strong>\u00a0foi admitida em abril como membro das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/blockquote>\n<strong>Gr\u00e9cia<\/strong>\n\nConhecimentos relativos \u00e0\u00a0<strong>Gr\u00e9cia Antiga<\/strong>, como as Olimp\u00edadas, os her\u00f3is e os deuses gregos, ou mesmo o fato de que \u00e9 \u201co ber\u00e7o da democracia\u201d tornaram-se comuns.\n\nJ\u00e1 o conhecimento da forma\u00e7\u00e3o e das transforma\u00e7\u00f5es da sociedade grega na Antiguidade, no que se refere a t\u00e9cnicas, formas de organiza\u00e7\u00e3o e valores, enfim, a tudo o que constitui a hist\u00f3ria da Gr\u00e9cia, infelizmente, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o difundido quanto deveria.\n\nEssa mem\u00f3ria da civiliza\u00e7\u00e3o que se desenvolveu na Gr\u00e9cia explica-se pelo fato de povos que viveram em \u00e9pocas posteriores, maravilhados com seus mitos, suas id\u00e9ias ou solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, terem incorporado a suas pr\u00f3prias culturas muito da cultura grega.\n\nO nosso prop\u00f3sito, neste trabalho, \u00e9 ultrapassar a mem\u00f3ria e contar um pouco da hist\u00f3ria da Gr\u00e9cia Antiga, j\u00e1 t\u00e3o estudada por arque\u00f3logos e historiadores, estabelecendo v\u00e1rias rala\u00e7\u00f5es entre os valores e a organiza\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica dos gregos, e mostrando o processo de desenvolvimento da cultura grega a que chamamos cl\u00e1ssica, e que se refere especificamente ao per\u00edodo compreendido entre os s\u00e9culos V a.C. e 111 a.C.\n\n<strong>Creta<\/strong>: uma das suas importantes origens\n\nForam v\u00e1rias as popula\u00e7\u00f5es que formaram o povo a que chamamos gregos, segundo a denomina\u00e7\u00e3o que lhe deram os latinos. Eles pr\u00f3prios chamavam-se helenos.\n\nAs pesquisas arqueol\u00f3gicas nos indicam que povos vindos do sul da Europa e da Anat\u00f3lia foram ocupando o sul da pen\u00ednsula Balc\u00e2nica, a regi\u00e3o de Tr\u00f3ia, do outro lado do mar Egeu, as ilhas C\u00edclades e a ilha de Creta.\n\nEm Creta desenvolveu-se uma civiliza\u00e7\u00e3o, do s\u00e9culo XX a.C. ao s\u00e9culo XVI a.C., que se expandiu por toda a bacia do Mediterr\u00e2neo oriental, e influenciou, posteriormente, a cultura grega.\n\nOs cretenses desenvolveram requintados trabalhos em cer\u00e2mica e vidro, tinham um com\u00e9rcio mar\u00edtimo bem desenvolvido, mantendo rela\u00e7\u00f5es com o Egito e com as ilhas C\u00edclades, onde, em Melos e Naxos, exploravam a obsidiara \u2013 rocha de aspecto v\u00edtreo com a qual confeccionavam instrumentos cortantes \u2013 e o m\u00e1rmore.\n\nAs cidades cretenses formavam-se em torno de pal\u00e1cios, que funcionavam como sede do governo e eram constru\u00eddos de forma a abrigar a administra\u00e7\u00e3o da cidade e todas as atividades pelas quais o governante era respons\u00e1vel.\n\nAo redor de um p\u00e1tio central e dispostos em um grande n\u00famero de corredores intercomunicantes havia dep\u00f3sitos para os cereais, o \u00f3leo e o vinho provenientes dos tributos recolhidos \u2013 que entre outras coisas deviam constituir as reservas para ocasi\u00f5es de crise \u2013 e tamb\u00e9m locais pr\u00f3prios para os funcion\u00e1rios que administravam as rendas da cidade. Esses funcion\u00e1rios usavam um sistema de escrita, que j\u00e1 foi identificado mas ainda n\u00e3o foi decifrado, denominado linear A pelos arque\u00f3logos.\n\nSobre a religi\u00e3o que praticavam, sabemos que possu\u00edam uma divindade central feminina, a deusa-m\u00e3e, ligada \u00e0 fertilidade do solo. Essa divindade era representada como uma mulher segurando uma cobra, que por ser animal rastejante era associado \u00e0 terra. Havia tamb\u00e9m um princ\u00edpio masculino, representado pelo culto ao touro, o qual, por ser um animal fertilizados, era relacionado \u00e0s for\u00e7as do c\u00e9u.\n\nAs principais fontes documentais sobre Creta s\u00e3o os vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos.\n\nA escava\u00e7\u00e3o de pal\u00e1cios e dos objetos que continham permitiu-nos fazer uma id\u00e9ia das caracter\u00edsticas arquitet\u00f4nicas de suas constru\u00e7\u00f5es e de seus conhecimentos t\u00e9cnicos, bem como dos contatos culturais que mantinham com outros povos.\n\n<strong>Civiliza\u00e7\u00e3o mic\u00eanica e a invas\u00e3o dos d\u00f3rios<\/strong>\n\n<strong>Os primeiros gregos<\/strong>\n\nNos s\u00e9culos XVI a.C. e XV a.C., sucessivas levas de povos guerreiros vindos da atual R\u00fassia meridional, denominados aqueus, entraram pela Tess\u00e1lia e ocuparam a Gr\u00e9cia central e o Peloponeso*, destruindo povoa\u00e7\u00f5es, que depois reconstru\u00edam, segundo outro padr\u00e3o cultural. Disso s\u00e3o exemplos as cidades de Micenas e Tirinto. Trouxeram consigo o uso do cobre, e logo aprenderam a metalurgia do bronze.\n\nAtrav\u00e9s da navega\u00e7\u00e3o, entraram em contato com a civiliza\u00e7\u00e3o da ilha de Creta, da qual absorveram conhecimentos que levaram para a Gr\u00e9cia continental. Mais tarde, fortaleceram-se militarmente e dominaram importantes cidades cretenses, como Cnossos. Substitu\u00edram o sistema de escrita cretense por um sistema sil\u00e1bico, que os ling\u00fcistas decifraram e conclu\u00edram ser um dialeto do grego arcaico, muito utilizado para registros cont\u00e1beis. Esse sistema de escrita foi denominado linear B.\n\n<strong>O tipo de civiliza\u00e7\u00e3o que os aqueus desenvolveram chamou-se mic\u00eanica e seus vest\u00edgios foram encontrados em v\u00e1rios lugares:\u00a0<\/strong>na Gr\u00e9cia continental, nas ilhas e at\u00e9 na \u00c1sia Menor, onde constru\u00edram cidades no alto de colinas, as cidades altas ou acr\u00f3poles. Nessas cidades o edif\u00edcio mais importante era a habita\u00e7\u00e3o do chefe daquele dom\u00ednio, o megaron.\n\n<strong>Era unia casa simples, diferente dos pal\u00e1cios cretenses, constru\u00edda em dois andares:<\/strong>\u00a0embaixo, uma sala para o fogo, onde o chefe recebia outros senhores e tamb\u00e9m as pessoas que dependiam dele e onde realizava reuni\u00f5es e fazia banquetes. No andar de cima ficavam os quartos das mulheres.\n\nA partir do s\u00e9culo XIII a.C., segundo a data\u00e7\u00e3o dos arque\u00f3logos, essas cidades passaram a ser fortificadas por muralhas altas e espessas.\n\nEsse fato coincide com agress\u00f5es e pilhagens dos aqueus nas costas da Anat\u00f3lia meridional e de Chipre, segundo registros de documentos escritos, entre os quais os relatos gregos da Il\u00edada, que conservaram a mem\u00f3ria de uma coliga\u00e7\u00e3o mic\u00eanica contra a cidade de Tr\u00f3ia, mostrando o desenvolvimento do expansionismo militar de Micenas.\n\nA Il\u00edada, escrita bem depois dessa \u00e9poca, j\u00e1 no s\u00e9culo VIII a.C., conta como o rei de Micenas e Argos, Agam\u00eamnon, Os artes\u00e3os eram chamados demiurgos, o que em grego significa \u201caquele que exerce um trabalho p\u00fablico\u201d. Diferentemente do que ocorre em nossa sociedade, o dom\u00ednio t\u00e9cnico de cada uma dessas atividades possu\u00eda um car\u00e1ter religioso. O conhecimento provinha de uma inicia\u00e7\u00e3o, relacionada com alguma divindade \u2013 os construtores navais, por exemplo, eram inspirados por Atena -, e a execu\u00e7\u00e3o de um of\u00edcio inclu\u00eda uma s\u00e9rie de rituais, que conferiam poderes aos objetos fabricados, ou seja, apenas um ferreiro iniciado poderia forjar armas realmente eficazes.\n\nOs demiurgos eram principalmente carpinteiros, ferreiros, adivinhos, aedos (poetas trovadores), m\u00e9dicos, ceramistas, tocadores de flauta, acrobatas, cozinheiros (s\u00f3 eles podiam preparar os assados para as cerim\u00f4nias p\u00fablicas).\n\nOs produtos artesanais n\u00e3o eram comercializados; os demiurgos retiravam seu sustento das terras que lhes eram doadas e que eram cultivadas por trabalhadores comuns. Eventualmente, tamb\u00e9m recebiam presentes, forma muito comum de retribuir favores, selar rela\u00e7\u00f5es entre as pessoas e estabelecer contratos. Entre reis ou chefes os presentes eram considerados tesouros. Costumeiramente, eram objetos feitos de metal \u2013 bronze, ferro e ouro \u2013 e cavalos raros e \u00fateis.\n\nO com\u00e9rcio era escasso e se resumia a adquirir objetos n\u00e3o produzidos pela comunidade atrav\u00e9s de um sistema no qual o gado era o valor de troca.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/iimperi13.jpg\" alt=\"Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico\" \/><strong>\nTerceira Guerra Maced\u00f4nica<\/strong><\/p>\nN\u00e3o havia uma moeda e as trocas realizadas n\u00e3o continham em si a id\u00e9ia do lucro, t\u00e3o comum \u00e0s sociedades que vivem do com\u00e9rcio. O ganho sobre outra pessoa s\u00f3 era permitido na guerra, quando se praticava o saque. As regras de reparti\u00e7\u00e3o do botim (o produto do saque) seguiam o princ\u00edpio da igualdade entre os guerreiros, sorteando partes iguais para cada um, embora privilegiassem o rei, que chefiava a expedi\u00e7\u00e3o. Este recebia duas partes, podendo escolh\u00ea-las previamente.\n\nEssa sociedade foi se transformando, \u00e0 medida que a popula\u00e7\u00e3o crescia e a produ\u00e7\u00e3o das comunidades se tornava insuficiente. As trocas comerciais intensificaram-se, as antigas unidades auto-suficientes (um pouco oikos) deram lugar, no s\u00e9culo VIII a.C., \u00e0s cidades, ou p\u00f3lis. A expans\u00e3o das cidades gerou, a partir do s\u00e9culo VI a.C., um movimento de migra\u00e7\u00e3o para a \u00c1sia Menor, o litoral da Sic\u00edlia e o norte da \u00c1frica, onde foram fundadas outras p\u00f3lis. Essa etapa da hist\u00f3ria da Gr\u00e9cia \u00e9 conhecida como per\u00edodo arcaico, quando se configurou n\u00e3o s\u00f3 o espa\u00e7o, mas as institui\u00e7\u00f5es que tiveram seu pleno desenvolvimento no s\u00e9culo V a.C., no per\u00edodo cl\u00e1ssico.\n\n<strong>P\u00f3lis e col\u00f4nias:\u00a0<\/strong>o espa\u00e7o deforma\u00e7\u00e3o\n\n<strong>Da cultura grega cl\u00e1ssica<\/strong>\n\n<strong>No in\u00edcio, a palavra p\u00f3lis denominava apenas a acr\u00f3pole situada no alto da colina:\u00a0<\/strong>o pal\u00e1cio do rei, local de reuni\u00e3o da comunidade e o santu\u00e1rio da divindade principal. Por\u00e9m, havia ainda uma parte baixa, por onde passavam as estradas. O rei, senhor daqueles dom\u00ednios, podia cobrar impostos dos estrangeiros que as utilizavam. Mais tarde, com o crescimento da popula\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento da agricultura e do com\u00e9rcio, a parte baixa foi crescendo, e p\u00f3lis, termo que traduzimos por cidade-estado, passou a ser toda a regi\u00e3o sob a autoridade de um chefe.\n\nNesse per\u00edodo, o poder dos reis entrou em decl\u00ednio e aperfei\u00e7oou-se a pr\u00e1tica da consulta \u00e0s assembl\u00e9ias, ou conselhos, compostas por representantes escolhidos entre as pessoas mais velhas das fam\u00edlias mais importantes. Essas assembl\u00e9ias, que j\u00e1 existiam com a fun\u00e7\u00e3o de auxiliar os reis, passaram a ter poder de decis\u00e3o.\n\nA monarquia foi substitu\u00edda pela aristocracia, que queria dizer \u201cgoverno dos melhores\u201d. Evidentemente, esses \u201cmelhores\u201d eram os poucos que controlavam a maior e melhor parte das terras, faziam as leis e decidiam sobre a moeda. Essas fam\u00edlias consideravam-se herdeiras dos guerreiros do per\u00edodo anterior, formando uma aristocracia de sangue, ou seja, heredit\u00e1ria, e sendo assim o poder permanecia nas mesmas m\u00e3os.\n\nParalelamente ao desenvolvimento das p\u00f3lis, os gregos foram fundando outras cidades-estados, estendendo seu territ\u00f3rio original do mar Negro ao oceano Atl\u00e2ntico.\n\nEram o que eles chamavam de apoikia, e que os historiadores traduziram por col\u00f4nias, embora essas cidades fossem comunidades pol\u00edtica e economicamente independentes. Essas col\u00f4nias tinham com a metr\u00f3pole, que significa \u201ccidade-m\u00e3e\u201d, v\u00ednculos principalmente sentimentais e religiosos, uma vez que, para a mentalidade grega, o primordial para a constru\u00e7\u00e3o de uma cidade era a prote\u00e7\u00e3o dos deuses, o que inclu\u00eda a escolha de um deus e dos sinais de sua presen\u00e7a, como o fogo sagrado e os instrumentos atrav\u00e9s dos quais se comunicava com os homens, os or\u00e1culos, que deveriam ser origin\u00e1rios de um centro mais antigo.\n\nMuitos historiadores contempor\u00e2neos d\u00e3o como causa para esse movimento de expans\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o dos gregos as necessidades comerciais e o grande crescimento demogr\u00e1fico.\n\nMas h\u00e1 discord\u00e2ncia quanto aos motivos comerciais, pois alguns estudiosos constataram que muitas das regi\u00f5es colonizadas n\u00e3o tinham nenhum atrativo comercial para os gregos \u2013 como foi o caso da Sic\u00edlia, que s\u00f3 mais tarde se tornou grande produtora de trigo e celeiro de Roma. Observaram tamb\u00e9m que bons portos, excelentes pontos para o desenvolvimento da atividade comercial, n\u00e3o foram ocupados por nenhuma col\u00f4nia grega, indicando que nem sempre o objetivo mercantil era o principal.\n\nEsses pesquisadores acreditam que o motivo da expans\u00e3o territorial tenha sido a busca de uma solu\u00e7\u00e3o para a crise decorrente da explos\u00e3o populacional que, no s\u00e9culo VIII a.C., acarretou o empobrecimento e o endividamento dos pequenos propriet\u00e1rios. A regi\u00e3o tinha um solo pouco f\u00e9rtil, pedregoso, montanhoso, que n\u00e3o comportava tal crescimento.\n\nEsse estado cr\u00edtico levou a conflitos e movimentos por redistribui\u00e7\u00e3o de terras e pelo cancelamento das d\u00edvidas e foi causa da dispers\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es das cidades gregas e fonte de conflitos sociais.\n\nNo entanto, n\u00e3o se pode negar o desenvolvimento do com\u00e9rcio mar\u00edtimo. A partir do s\u00e9culo VIII a.C. tornaram-se comuns os comboios mar\u00edtimos para o C\u00e1ucaso e para a Etr\u00faria, em busca de estanho, mat\u00e9ria-prima para o preparo do bronze, usado na fabrica\u00e7\u00e3o de armas, que eram exportadas para as novas col\u00f4nias e para o Egito, que na \u00e9poca lutava contra a domina\u00e7\u00e3o dos ass\u00edrios, com tropas mercen\u00e1rias equipadas pelos gregos. Portanto, estreitamente ligadas ao com\u00e9rcio mar\u00edtimo desenvolveram-se as atividades metal\u00fargicas. Al\u00e9m delas tamb\u00e9m se desenvolveu a produ\u00e7\u00e3o de vinho e de azeite, que acabou por incrementar a fabrica\u00e7\u00e3o da cer\u00e2mica, especialmente de \u00e2nforas utilizadas para o armazenamento desses l\u00edquidos.\n\nTodas essas transforma\u00e7\u00f5es na economia provocaram modifica\u00e7\u00f5es na organiza\u00e7\u00e3o social. Os artes\u00e3os, por exemplo, tornaram-se fundamentais para a economia da p\u00f3lis.\n\nEnriqueceram e passaram a ter acesso ao ex\u00e9rcito \u2013 conquistaram pela riqueza a participa\u00e7\u00e3o em uma institui\u00e7\u00e3o que exercia muita influ\u00eancia na p\u00f3lis, e da qual, at\u00e9 ent\u00e3o, faziam parte apenas os membros da aristocracia.\n\n<strong>As tens\u00f5es origin\u00e1rias das transforma\u00e7\u00f5es sociais e das crises econ\u00f4micas deram origem a reformas sociais e a solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, que na Gr\u00e9cia Antiga se apresentaram segundo dois modelos:\u00a0<\/strong>o ateniense e o espartano. Trataremos primeiro de Atenas, por ser o modelo adotado por muitas col\u00f4nias e por outras cidades que se desenvolveram comercialmente.\n\n<strong>Atenas<\/strong>\n\nA primeira forma de governo em Atenas foi uma monarquia na qual o rei, um chefe militar, assumia toda a responsabilidade pelas decis\u00f5es tomadas, acumulando as fun\u00e7\u00f5es de chefe militar, pol\u00edtico e religioso.\n\nO rei podia consultar uma assembl\u00e9ia da qual participavam outros guerreiros e pessoas comuns, mas a decis\u00e3o final era sua.\n\nEssa forma de governo foi substitu\u00edda por outra na qual as decis\u00f5es cabiam a um pequeno grupo, ou seja, constituiu-se uma aristocracia, que quer dizer \u201cgoverno dos melhores\u201d.\n\n<strong>A aristocracia funcionava da seguinte maneira:<\/strong>\u00a0o rei (basileus) continuou a existir, mas sua fun\u00e7\u00e3o era apenas a de presidir as cerim\u00f4nias religiosas.\n\nO governo estava nas m\u00e3os de um grupo de pessoas denominadas eup\u00e1tridas (que quer dizer \u201cos bem-nascidos\u201d), reunidas numa assembl\u00e9ia \u2013 o are\u00f3pago.\n\nPara conduzir os assuntos da justi\u00e7a e do ex\u00e9rcito eram designadas duas pessoas. O respons\u00e1vel pela justi\u00e7a era denominado arconte, e o chefe militar, polemarco.\n\n<strong>Por\u00e9m, o abuso de poder da aristocracia provocou revoltas e reivindica\u00e7\u00f5es entre os exclu\u00eddos das decis\u00f5es pol\u00edticas:<\/strong>\u00a0os artes\u00e3os e comerciantes enriquecidos e os pequenos propriet\u00e1rios explorados.\n\n<strong>Essas reformas acabaram por transformar a forma de governo aristocr\u00e1tico em uma democracia atrav\u00e9s do seguinte processo<\/strong>: Instalou-se uma crise social, resolvida parcialmente por reformas que impediram a grande explora\u00e7\u00e3o dos camponeses pelos eup\u00e1tridas, a escraviza\u00e7\u00e3o por d\u00edvidas e a perda das propriedades, o que ocorria devido \u00e0 escassez de terras e \u00e0 perda das colheitas. Al\u00e9m disso, atendendo \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es, houve uma distribui\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es e poder entre as v\u00e1rias classes sociais.\n\nEssas mudan\u00e7as, feitas pelo legislador S\u00f3lon, n\u00e3o eliminaras as diferen\u00e7as entre as classes sociais, mas distribu\u00edram o poder de acordo com as riquezas, o dinheiro substituiu a terra como fonte de poder.\n\n<strong>Sua reforma estabeleceu quatro classes de cidad\u00e3os, de acordo com a renda:<\/strong>\u00a0a primeira, os pentakosiom\u00e9dimnoi (capazes de possuir o equivalente a 500 medidas de gr\u00e3os); a segunda, os hippeis, ou cavaleiros (300 medidas); a terceira, os zeug\u00eeztai (200 medidas); e a quarta classe, os tetas, ou th\u00e9tes (sem rendimento, a n\u00e3o ser o sal\u00e1rio).\n\nNo ex\u00e9rcito essa divis\u00e3o se fazia sentir, pois s\u00f3 as duas primeiras classes contribu\u00edam com impostos espec\u00edficos para despesas militares e participavam da cavalaria, mantendo o pr\u00f3prio cavalo. A terceira classe (zeug\u00eetai) pagava as contribui\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias e participava da infantaria pesada, dos hoplitas, com armamento pr\u00f3prio. Os tetas estavam isentos de impostos, mas tinham o direito de participar da infantaria ligeira, cujo equipamento podiam custear, e de ser remadores na marinha.\n\nApesar das reformas promovidas por S\u00f3lon, as tens\u00f5es persistiram, favorecendo o aparecimento dos tiranos, tanto em Atenas como nas outras cidades.\n\nOs tiranos eram aristocratas que tomavam o poder sustentados por for\u00e7as militares mercen\u00e1rias e com o apoio das classes inferiores, \u00e0s quais prometiam favorecer, diminuindo os privil\u00e9gios da aristocracia.\n\nDepois do per\u00edodo das tiranias, surgiu um outro reformador, Cl\u00edstenes, que atacou diretamente o princ\u00edpio do direito familiar, que S\u00f3lon deixara intocado, e redividiu o territ\u00f3rio ateniense com o intuito de misturar pessoas de diferentes classes sociais.\n\n<strong>Cl\u00edstenes definiu tr\u00eas tipos de divis\u00e3o administrativa:<\/strong>\u00a0as tribos; as tr\u00edtias e os demos, que deveriam seguir o princ\u00edpio da igualdade. Os demos eram a menor divis\u00e3o do territ\u00f3rio. Todos os atenienses deveriam estar registrados em algum deles.\n\n<strong>O conjunto de demos dava origem a agrupamentos maiores, as tr\u00edtias, que eram trinta<\/strong>: dez para a cidade, dez para o litoral e dez para o interior.\n\n<strong>As tr\u00edtias, por sua vez, eram agrupadas em dez tribos, da seguinte maneira:\u00a0<\/strong>cada tribo compreendia todos os tipos de tr\u00edtia; assim, as tribos misturavam os cidad\u00e3os das v\u00e1rias regi\u00f5es, reunindo pessoas da cidade, do litoral e do interior, e com diferentes graus de riqueza. No ponto central da cidade cada tribo era representada no bouleuth\u00e9rion, sede de uma assembl\u00e9ia composta por cinquenta representantes de cada tribo, perfazendo um total de quinhentos elementos, a boul\u00e9. Cada tribo exercia o poder durante uma pritania, ou seja, uma das dez fra\u00e7\u00f5es de tempo em que se dividia o ano, e que durava 35 ou 36 dias. Al\u00e9m disso, durante esse tempo, presidia uma outra assembl\u00e9ia, a ekkles\u00eda, composta por todos os cidad\u00e3os com idade acima de vinte anos.\n\nPara completar a fun\u00e7\u00e3o das assembleias, que discutiam todos os assuntos do interesse da cidade, existiam os tribunais, alguns dos quais eram bem antigos, como o are\u00f3pago. Mas, apesar da exist\u00eancia desses tribunais, a maior parte das quest\u00f5es era julgada pela helia\u00eda, composta por seis mil jurados, sorteados entre os cidad\u00e3os maiores de trinta anos.\n\n<strong>Esparta<\/strong>\n\nO modelo espartano era bem diferente, e se desenvolveu em situa\u00e7\u00e3o diversa da ateniense, uma vez que se constituiu a partir da domina\u00e7\u00e3o militar de um pequeno grupo, o dos espartanos, ou espart\u00edatas (d\u00f3rios), sobre o povo da regi\u00e3o da Lacedem\u00f4nia, ou Lac\u00f4nia.\n\n<strong>Um legislador, Licurgo, a prop\u00f3sito de quem h\u00e1 muitas informa\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias, teria estabelecido, n\u00f3 s\u00e9culo IX a.C., as regras da cidade-estado de Esparta, que conservavam o poder nas m\u00e3os dos espartanos, uma aristocracia militar que dominava os outros dois grupos que existiam:<\/strong>\u00a0os periecos e os hilotas.\n\nOs periecos eram os antigos habitantes da regi\u00e3o e formavam um grupo de homens livres, por\u00e9m sem direitos pol\u00edticos, apesar de terem o dever de se alistar no ex\u00e9rcito e pagar impostos.\n\nViviam do que cultivavam nas terras que os espartanos lhes concederam em regi\u00f5es pouco f\u00e9rteis. Podiam tamb\u00e9m dedicar-se ao com\u00e9rcio.\n\n<strong>Os hilotas estavam em pior condi\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>eram servos que moravam nas terras dos cidad\u00e3os espartanos, as quais tinham o dever de cultivar, sendo obrigados ainda a pagar uma taxa anual ao propriet\u00e1rio.\n\nDiferentemente do escravo, n\u00e3o podiam ser vendidos e eram aceitos no ex\u00e9rcito, ainda que em posi\u00e7\u00e3o inferior \u00e0 do hoplita.\n\nO governo e a participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica eram privil\u00e9gios dos espart\u00edatas. Licurgo determinou que houvesse dois reis, um de cada uma das fam\u00edlias importantes que se diziam descendentes dos invasores.\n\nOs reis tinham a fun\u00e7\u00e3o de presidir uma assembleia composta por 28 espart\u00edatas com mais de sessenta anos, a ger\u00fasia. Cada um de seus trinta membros \u2013 os reis e os gerontes \u2013 dispunha do mesmo poder de voto.\n\nA fun\u00e7\u00e3o da ger\u00fasia era decidir sobre quest\u00f5es importantes, propor leis e julgar os crimes. Al\u00e9m dessa assembl\u00e9ia, havia ainda outra, a apela, composta por todos os espart\u00edatas com mais de trinta anos, cuja fun\u00e7\u00e3o era indicar os membros da ger\u00fasia e os \u00e9foros, al\u00e9m de discutir algumas quest\u00f5es, quando fosse da vontade da ger\u00fasia. Os \u00e9foros eram cinco magistrados, eleitos todos os anos.\n\nSua fun\u00e7\u00e3o consistia em fiscalizar a cidade, os funcion\u00e1rios e os reis.\n\nDo s\u00e9culo V a.C. ao s\u00e9culo IV a.C., essas duas cidades, Atenas e Esparta, tiveram poder de lideran\u00e7a sobre as demais cidades-estados. Uniram-se para vencer os persas, por\u00e9m, uma vez vitoriosas, tornaram-se for\u00e7as rivais. Esparta passou a se impor \u00e0s cidades do Peloponeso, formando uma liga que levou o nome de Liga do Peloponeso; e Atenas imp\u00f4s seu dom\u00ednio liderando a Confedera\u00e7\u00e3o de Delos, atrav\u00e9s da qual se fortaleceu militar e culturalmente, atraindo muitos pensadores e artistas de v\u00e1rios pontos da Gr\u00e9cia.\n\n<strong>As duas ligas enfrentaram-se mutuamente, enfraqueceram-se e permitiram o surgimento de outras lideran\u00e7as:<\/strong>\u00a0a cidade de Tebas, por um curto per\u00edodo, e depois o reino da Maced\u00f4nia, situado ao norte da Gr\u00e9cia e que mantinha com ela rela\u00e7\u00f5es amig\u00e1veis.\n\nNo s\u00e9culo IV a.C. o trono da Maced\u00f4nia foi ocupado por Filipe, que tinha como objetivo estender seus dom\u00ednios para o sul, adotando para isso a estrat\u00e9gia de ocupar as cidades gregas, a partir de um sistema de alian\u00e7as, que tinham como justificativa investir contra os persas. Muitas cidades gregas, por\u00e9m, n\u00e3o se interessaram pela proposta, uma vez que n\u00e3o havia real amea\u00e7a persa.\n\nNos casos em que os acordos n\u00e3o foram feitos, as pretens\u00f5es de Filipe da Maced\u00f4nia realizaram-se atrav\u00e9s de conquistas militares, como ocorreu com Tebas e com a maioria das cidades gregas, que passaram a constituir o Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico.\n\nEsse per\u00edodo \u00e9 chamado de helen\u00edstico.\n\nDepois desse panorama inicial do passado grego, vamos, atrav\u00e9s de documentos, examinar qual a rela\u00e7\u00e3o dos grupos sociais na p\u00f3lis, qual o lugar dos deuses, dos mitos e dos her\u00f3is mitol\u00f3gicos nesse mundo, e como o poder dos grupos dominantes se instituiu e foi se transformando devido \u00e0s tens\u00f5es sociais.\n\n<strong>Para isso utilizamo-nos de fontes escritas:<\/strong>\u00a0<strong>poesias, textos de pensadores, de legisladores, de historiadores e de dramaturgos; fazemos uso tamb\u00e9m de documentos relativos \u00e0 cultura material<\/strong>: desenhos realizados pela miss\u00e3o arqueol\u00f3gica francesa, em fins do s\u00e9culo passado, a partir de vasos e baixos-relevos decorados com cenas do cotidiano e da mitologia grega. Al\u00e9m dessas fontes, h\u00e1 plantas desenhadas a partir das reconstitui\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.geocities.yahoo.com.br\/www.worldhistory.org\/www.nationalgeographic.org\/onlinelibrary.wiley.com\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico, Reino, Maced\u00f4nia, Hist\u00f3ria, Localiza\u00e7\u00e3o, Nome, Gr\u00e9cia, Geografia, Cultura, Origem, Maced\u00f4nios, Resumo, Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16912,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21600","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Imp\u00e9rio Maced\u00f4nico - 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