{"id":21477,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-da-tv-tupi-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:39:10","modified_gmt":"2026-09-01T15:39:10","slug":"historia-da-tv-tupi-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-da-tv-tupi-2\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da TV Tupi"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"ads-cima\"><\/p>\n&nbsp;\n<h4>A historia da Tv Tupi (Rede Tupi de Televis\u00e3o)<\/h4>\n<strong>TV TUPI: A Pioneira !<\/strong>\n\n&nbsp;\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria da TV Tupi\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/thhistor47.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria da TV Tupi\" width=\"506\" height=\"270\" \/><strong>\nLogo da TV Tupi<\/strong><\/p>\n<strong>1950-1960: O NASCIMENTO DA TELEVIS\u00c3O NO BRASIL: SURGE A REDE TUPI <\/strong>\n\n<strong>Assis Chateaubriand: Sua vida<\/strong>\n\nFrancisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, nasceu em 4 de outubro de 1892 em Umbuzeiro (Para\u00edba). Filho de Francisco Jos\u00e9 e Maria Carmem, Assis ganhou o sobrenome Chateaubriand Bandeira de Melo.\n\nFernando Morais em seu livro de 1994, conta que esquisito e impronunci\u00e1vel para a maioria das pessoas do lugar, o sobrenome Chateaubriand nascera singelamente do gosto do av\u00f4 paterno, Jos\u00e9 Bandeira de Melo, admirador do poeta e pensador franc\u00eas, quando comprou terras na Para\u00edba, batizou uma escola de Col\u00e9gio Fran\u00e7ois Ren\u00e9 Chateaubriand, ficando conhecido por esse sobrenome, batizando, depois, seu filho Francisco Jos\u00e9 desta forma.\n\nA fam\u00edlia vivia bem e Francisco Jos\u00e9 era juiz. Assis Chateaubriand pouco viveu em Umbuzeiro. Seu pai vivia de forma itinerante, viajando de uma cidade a outra, assinando senten\u00e7as. Depois, mudou, com sua fam\u00edlia para Recife, onde seu pai foi criar vacas leiteiras, recusando, inclusive, um cargo parlamentar.\n\nAnos depois, Assis Chateaubriand conseguiu seu primeiro emprego, em um armaz\u00e9m de tecidos. J\u00e1 se interessava muito pela leitura de livros, jornais e revistas.\n\nPouco depois, conseguiu seu primeiro trabalho como jornalista, na Gazeta do Norte. O jornal faliu pouco depois, deixando Chat\u00f4 desempregado. Assis Chateaubriand foi trabalhar em outros jornais, tamb\u00e9m deu aulas e exerceu outras fun\u00e7\u00f5es. Mas queria a cidade grande, a capital federal. E foi para ela ap\u00f3s um incidente ocorrido num concurso para professor. Queria resolver a quest\u00e3o no Rio de Janeiro a ent\u00e3o Capital do pa\u00eds, com autoridades federais. Fernando Morais em seu livro de 1994, conta que Assis Chateaubriand desembarcou no Rio de Janeiro em outubro de 1915. Voltou ao Recife em 1916, com a vit\u00f3ria, e a garantia de que seria o professor, com o aval do presidente da Rep\u00fablica, Venceslau Br\u00e1s. Mas n\u00e3o assumiu a c\u00e1tedra. Retornou ao Rio de Janeiro, famoso pelo epis\u00f3dio que havia sido comentado em todo o Brasil.\n\nTrabalhou em jornais e, em 1924, comprou &#8220;O Jornal&#8221;, do Rio de Janeiro, existente desde 1919. Era o in\u00edcio dos Di\u00e1rios Associados.\n<blockquote>&#8220;Come\u00e7ava ali um imp\u00e9rio, n\u00e3o agr\u00edcola, industrial ou petrol\u00edfero, mas um imp\u00e9rio de palavras, na express\u00e3o feliz de David Nasser. (\u0085) Estava dada a partida da grande marcha, que seria retartada, aqui e acol\u00e1, pelos advers\u00e1rios, mas jamais impedida. Come\u00e7avam a nascer, com \u0091\u0092O Jornal\u0092\u0092, os Di\u00e1rios Associados&#8221;. (conta Carneiro em seu livro de 1999, p.55-89)<\/blockquote>\nAssis Chateaubriand ingressou no mercado paulista em 1925, mais precisamente no dia 2 de junho, quando comprou o Di\u00e1rio da Noite. Carvalho em seu livro de 1999, destaca a r\u00e1pida ascens\u00e3o de Assis Chateaubriand.\n<blockquote>&#8220;Assis Chateaubriand comprara o matutino di\u00e1rio em setembro de 1924 \u0096 o primeiro de uma seq\u00fc\u00eancia que incluiria o Di\u00e1rio da Noite de S\u00e3o Paulo (junho de 1925), O Cruzeiro (novembro de 28), o Di\u00e1rio de S\u00e3o Paulo (janeiro de 29), o Estado de Minas (maio de 29) e o Di\u00e1rio da Noite do Rio de Janeiro (outubro de 29)&#8221;. (conta Carvalho em seu livro de 1999, p.28)<\/blockquote>\nNo final de 1930, a rede de jornais e revistas recebeu o nome de &#8220;Di\u00e1rios Associados&#8221;, como conta Carneiro em seu livro de 1999. A denomina\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi criada por publicit\u00e1rios, fato comum nos dias de hoje, mas pelo pr\u00f3prio Assis Chateaubriand, por acaso, em um artigo.\n<blockquote>&#8220;Aconteceu, pura e simplesmente que Assis Chateaubriand, ao posicionar-se contra a influ\u00eancia tenentista na rec\u00e9m-implantada ditadura revolucion\u00e1ria de Get\u00falio Vargas, escreveu que seus jornais e a revista O Cruzeiro n\u00e3o haviam se transformado em \u00f3rg\u00e3os da oposi\u00e7\u00e3o. E explicou:&#8221;Ocorre que habituamo-nos a falar alto e, como n\u00e3o temos h\u00e1bitos palacianos, preferimos a tribuna dos nossos \u0091\u0092Di\u00e1rios Associados\u0092\u0092 para debater os atos do governo com a sinceridade que o ditador pediu aos jornalistas&#8221;. (Carneiro em seu livro de 1999, p.118)<\/blockquote>\nNos anos 50, os Di\u00e1rios Associados viveram seu apogeu, com a implanta\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o no Brasil e o crescimento dos jornais e revistas.\n\nEntre suas teses, Assis Chateaubriand defendia, por exemplo, a pol\u00edtica da utiliza\u00e7\u00e3o do capital estrangeiro, numa \u00e9poca onde os investimentos internacionais n\u00e3o eram bem vistos no Brasil. Fez campanha pelo petr\u00f3leo, nos anos 50, mas tamb\u00e9m contra o monop\u00f3lio estatal da Petrobr\u00e1s, que caiu apenas em 1998.\n\nCandidatou-se, em 1952, ao Senado Federal pela Para\u00edba, sendo eleito como candidato \u00fanico. Carneiro em seu livro de 1999, destaca a atua\u00e7\u00e3o do empres\u00e1rio no Senado.\n<blockquote>&#8220;O Senador Assis Chateaubriand sustentou da tribuna um&#8221; fundamentalismo antichauvinista &#8220;nos assuntos mais diversos, que iam do cr\u00e9dito p\u00fablico, ao c\u00e2mbio livre, \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de min\u00e9rios, \u00e0s varia\u00e7\u00f5es da moeda, ao com\u00e9rcio cafeeiro, \u00e0 remilitariza\u00e7\u00e3o do mundo e \u00e0 defesa das democracias contra o comunismo. Suas interven\u00e7\u00f5es e apartes oferecem bom material ao pesquisador para recolher informa\u00e7\u00f5es sobre a pol\u00edtica, a tem\u00e1tica e a orat\u00f3ria parlamentar na metade do s\u00e9culo&#8221;. (Carneiro em seu livro de 1999, p.384)<\/blockquote>\nCom o suic\u00eddio de Get\u00falio Vargas, Assis Chateaubriand, oposicionista, foi prejudicado. Alguns de seus jornais, que criticavam o presidente, foram boicotados.\n\nO Di\u00e1rio da Not\u00edcias de Porto Alegre, inclusive, teve sua sede depredada. E Chat\u00f4 n\u00e3o conseguiu se reeleger ao Senado, nas elei\u00e7\u00f5es de 1954. Deixou o mandato em janeiro de 1955 e foi novamente eleito, desta vez pelo Maranh\u00e3o.\n\nEm 1957, Assis Chateaubriand deixou o Senado para ser Embaixador do Brasil no Reino Unido, fixando resid\u00eancia em Londres. Chat\u00f4 havia apoiado Juscelino em 1955 e garantiu, ao lado do general Lott, sua posse, colocada em risco ap\u00f3s tentativa de golpe dos militares \u0096 uma pr\u00e9via do que viria a ocorrer em 1964.\n\nAssis Chateaubriand, em 1960, sofreu uma dupla trombose cerebral, que o deixou sem fala e tetrapl\u00e9gico. Carneiro em seu livro de 1999, destaca os \u00faltimos anos de vida do &#8220;Velho Capit\u00e3o&#8221;, como era conhecido.\n<blockquote>&#8220;Os \u00faltimos anos de vida de Assis Chateaubriand foram investidos na campanha compra a presen\u00e7a estrangeira na comunica\u00e7\u00e3o brasileira. (\u0085) Dezenas de vezes ele ainda retornou aos seus grandes temas de sempre, invariavelmente voltados para o desenvolvimento do pa\u00eds, tanto no aspecto material quanto no cultural. Visitou suas fazendas, lutou pelo aperfei\u00e7oamento das pr\u00e1ticas agr\u00edcolas, dedicou-se at\u00e9 o \u00faltimo momento a fundar e enriquecer o acervo dos Museus de Arte, surgidos gra\u00e7as ao seu g\u00eanio e aos Di\u00e1rios Associados&#8221;. (conta Carneiro em seu livro de 1999, p.446-447)<\/blockquote>\nFrancisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo morreu em 4 de abril de 1968, \u00e0s 21 horas, no Sanat\u00f3rio Santa Catarina, onde estava internado desde janeiro daquele ano.\n\n<strong>A prepara\u00e7\u00e3o <\/strong>\n\nA partir de 1949, a cidade de S\u00e3o Paulo foi invadida pela not\u00edcia da chegada da televis\u00e3o. E os Di\u00e1rios Associados respiravam, tamb\u00e9m, a expectativa para montagem e in\u00edcio das transmiss\u00f5es.\n\nFernando Morais em seu livro de 1994, conta que a agita\u00e7\u00e3o da montagem da televis\u00e3o tomou conta dos Di\u00e1rios Associados em S\u00e3o Paulo. Quando venciam os contratos de trabalho, nas Emissoras Associadas, os funcion\u00e1rios encontravam nos instrumentos de renova\u00e7\u00e3o uma cl\u00e1usula nova, segundo a qual, o empregado se obrigava &#8220;a prestar servi\u00e7os, em sua especialidade, em r\u00e1dio e televis\u00e3o&#8221;.\n\nM\u00e1rio Alderighi assumiu a dire\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica do projeto, tendo como assistente Jorge Edo. Ambos passaram uma temporada nos Estados Unidos, junto aos t\u00e9cnicos da RCA, para conhecer o funcionamento da televis\u00e3o.\n\nDermival Costa Lima foi convidado para ser o diretor art\u00edstico da emissora. Como assistente, foi nomeado Cassiano Gabus Mendes, que apesar de jovem \u0096 n\u00e3o tinha sequer 20 anos \u0096 j\u00e1 se destacava na R\u00e1dio Tupi de S\u00e3o Paulo. Estava quase tudo pronto.\n\n<strong>As transmiss\u00f5es experimentais <\/strong>\n\n<strong>A expectativa para a inaugura\u00e7\u00e3o do canal \u00e9 descrita por Fernando Morais em seu livro de 1994:<\/strong>\n<blockquote>\u0092\u0092 Nas semanas que antecederam a inaugura\u00e7\u00e3o da emissora, (\u0085) a excita\u00e7\u00e3o e ansiedade tomavam conta de todos. Como os ensaios eram realizados em apartamentos, era imposs\u00edvel saber se aquilo ia ou n\u00e3o dar certo. Para complicar ainda mais, Assis Chateaubriand exibiu que fossem transmitidas para um circuito fechado de televis\u00e3o as cerim\u00f4nias de inaugura\u00e7\u00e3o formal do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo e do Edif\u00edcio Guilherme Guinle, nome da sede dos Associados na rua Sete de Abril, 230, a se realizarem no dia 5 de julho&#8221;. (Fernando Morais em seu livro 1994, p.498-499)<\/blockquote>\nEssa data ficou marcada como a pr\u00e9-estr\u00e9ia da TV Tupi de S\u00e3o Paulo (PRF3 Tv Tupi-Difusora, canal 3). Ainda naquela noite, aconteceu uma apresenta\u00e7\u00e3o do Frei Jos\u00e9 Mojica, um frade-cantor que atuava em filmes de Hollywood e era considerado um &#8220;gal\u00e3&#8221; da \u00e9poca. O show tamb\u00e9m foi transmitido no circuito fechado, acompanhado por pol\u00edticos, como o presidente da Rep\u00fablica Eurico Gaspar Dutra, personalidades, como o milion\u00e1rio norte-americano Nelson Rockfeller, artistas e populares.\n\nFernando Morais, destaca ainda que, apesar do sucesso da pr\u00e9-estr\u00e9ia, a tens\u00e3o continuava nos est\u00fadio das r\u00e1dios Tupi e Difusora de S\u00e3o Paulo, localizado no Alto do Sumar\u00e9, onde depois foi constru\u00eddo o pr\u00e9dio da Tv Tupi que todos conhecem.\n<blockquote>&#8220;Primeiro, porque na apresenta\u00e7\u00e3o experimental, Assis Chateaubriand estava diante da c\u00e2mera, e, portanto, n\u00e3o poderia flagrar qualquer erro cometido durante a transmiss\u00e3o. E tamb\u00e9m por aquela ter sido uma atividade r\u00e1pida, de pouco mais de meia hora&#8221;. (conta Fernando Morais em seu livro de 1994, p.499)<\/blockquote>\nDepois de muita prepara\u00e7\u00e3o, ensaio e apreens\u00e3o, \u00e9 chegado o momento. Dia 18 de setembro de 1950. Data marcada para a estr\u00e9ia oficial da primeira emissora de televis\u00e3o da Am\u00e9rica Latina, a PRF-3-TV Tupi-Difusora de S\u00e3o Paulo canal 3, que depois de mudar para o pr\u00e9dio do Sumar\u00e9 em agosto de 1960, passou a operar no canal 4.\n\n<strong>A inaugura\u00e7\u00e3o oficial<\/strong>\n\nDias antes da inaugura\u00e7\u00e3o, o engenheiro norte-americano Walther Oberm\u00fcller, da NBC, veio ajudar a equipe t\u00e9cnica e perguntou quantos aparelhos receptores existiam em S\u00e3o Paulo. Fernando Morais em seu livro de 1994, conta que os diretores da Tv Tupi responderam que n\u00e3o existia nenhum! Oberm\u00fcller repreendeu Assis Chateaubriand, que, na mesma hora, solicitou a importa\u00e7\u00e3o de 200 aparelhos para um empres\u00e1rio que trabalhava com importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o.\n<blockquote>&#8220;O homem (da empresa de exporta\u00e7\u00e3o) explicou que n\u00e3o era t\u00e3o simples, por causa da morosa burocracia do Minist\u00e9rio da Fazenda, por um processo de importa\u00e7\u00e3o. (&#8230;) Assis Chateaubriand n\u00e3o se assustou: &#8211; Ent\u00e3o traga de contrabando. Eu me responsabilizo. O primeiro receptor que desembarcar eu mando entregar no Pal\u00e1cio do Catete, como presente meu para o presidente Dutra&#8221;. (conta Fernando Morais em seu livro de 1994, p.501)<\/blockquote>\nDias depois, o jornal Di\u00e1rio da Noite, dos Associados, sem saber dos planos de Assis Chateaubriand, fez uma den\u00fancia, onde televisores estariam sendo contrabandeados&#8230; Ap\u00f3s grande confus\u00e3o, que quase acabou com o plano, o jornal n\u00e3o tocou mais no assunto.\n\nFinalmente chegou o dia 18 de setembro de 1950, a programa\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio, sem transmiss\u00e3o, \u00e0s 17 horas, com discursos e b\u00ean\u00e7\u00e3os. \u00c0s 19 horas, surgiu um problema em uma das tr\u00eas c\u00e2meras que estavam prontas para a transmiss\u00e3o do show inaugural. Centenas de personalidades aguardavam a inaugura\u00e7\u00e3o no Jockey Club, al\u00e9m dos receptores espalhados pelas maiores lojas da cidade e algumas resid\u00eancias.\n\nExistem v\u00e1rias vers\u00f5es para a origem do defeito da c\u00e2mera.\n\n<strong>A mais conhecida \u00e9 contada por Carneiro em seu livro de1999:<\/strong>\n<blockquote>&#8220;Durante a solenidade de inaugura\u00e7\u00e3o, Assis Chateaubriand, entusiasmado, resolveu quebrar uma garrafa de champagne numa das tr\u00eas \u00fanicas c\u00e2meras do est\u00fadio, pondo-a imediatamente fora do ar&#8230;&#8221;. (isto n\u00e3o \u00e9 verdade)<\/blockquote>\n<strong>J\u00e1 Fernando Morais em seu livro de 1994, conta outra vers\u00e3o da hist\u00f3ria:<\/strong>\n<blockquote>&#8220;N\u00e3o \u00e9 verdadeira a vers\u00e3o de que o defeito tenha sido provocado por uma garrafa de champagne quebrada na c\u00e2mera por Assis Chateaubriand durante a cerim\u00f4nia da tarde \u0096 at\u00e9 porque n\u00e3o houve batismo com champanhe. A suspeita que reinava entre os t\u00e9cnicos era a de que, a \u00e1gua benta espargida sobre as c\u00e2meras por D. Paulo Rolim Louren\u00e7o tivesse molhado e danificado alguma v\u00e1lvula&#8221;. (conta Fernando Morais em seu livro 1994, p.502)<\/blockquote>\nO que se sabe realmente \u00e9 que o defeito n\u00e3o conseguia ser localizado e o tempo passava. A cerim\u00f4nia oficial de inaugura\u00e7\u00e3o, com transmiss\u00e3o, estava marcada para as 20 horas e j\u00e1 come\u00e7ava a atrasar. Assis Chateaubriand improvisava com discursos diversos enquanto os t\u00e9cnicos procuravam o defeito.\n\n<strong>No est\u00fadio, Walther Oberm\u00fcller chegava a conclus\u00e3o:<\/strong> era melhor cancelar a inaugura\u00e7\u00e3o pelo fato de ter apenas duas c\u00e2meras \u0096 e tudo fora ensaiado com tr\u00eas. Dermival Costa Lima e Cassiano Gabus Mendes assumiram a responsabilidade e colocaram a emissora no ar, mesmo com duas c\u00e2meras, ap\u00f3s discuss\u00e3o com o norte-americano. Para alegria de todos, tudo saiu como planejado e a inaugura\u00e7\u00e3o foi um sucesso. Participaram do show de inaugura\u00e7\u00e3o Homero Silva, Mazzaroppi, Aur\u00e9lio Campos, Walter Foster, entre tantos outros.\n\n<strong>Reproduzimos abaixo parte do discurso de Assis Chateaubriand durante a inaugura\u00e7\u00e3o da emissora:<\/strong>\n\nO empreendimento da televis\u00e3o no Brasil, em primeiro lugar, devemo-lo, a quatro organiza\u00e7\u00f5es que, logo, desde 1946, se uniram aos R\u00e1dios e Di\u00e1rios Associados para estud\u00e1-lo e possibilit\u00e1-lo neste pa\u00eds. Foram a Companhia Antarctica Paulista, a Sul Am\u00e9rica de Seguros de Vida e suas subsidi\u00e1rias, o Moinho Santista e a Organiza\u00e7\u00e3o Francisco Pignatari. N\u00e3o pensem que lhes impusemos pesados \u00f4nus, dado o volume da for\u00e7a publicit\u00e1ria que detemos.\n\n<strong>Este transmissor foi erguido, pois, com a prata da casa; isto \u00e9, com os recursos de publicidade que levantamos sobre a prata Wolff e outras n\u00e3o menos macias pratas da casa:<\/strong> a Sul Am\u00e9rica, que \u00e9 o que pode haver de bem brasileiro; as l\u00e3s Sams, do Moinho Santista, arrancadas ao coro das ovelhas do Rio Grande do Sul e, mais que tudo isso, ao Guaran\u00e1 Champagne da Antarctica, que \u00e9 a bebida dos nossos selvagens, o cauim dos bugres do Pantanal mato-grossense e de trechos do vale amaz\u00f4nico.\n\n<strong>Atentai bem e vereis como \u00e9 mais f\u00e1cil do que se pensa alcan\u00e7ar uma televis\u00e3o:<\/strong> com prata Wolff, l\u00e3s Sams, bem quentinhas, Guaran\u00e1 Champagne, borbulhante de bugre e tudo isto bem amarrado e seguro na Sul Am\u00e9rica, faz-se um bouquet de a\u00e7o e pendura-se no alto da torre do Banco do Estado de S\u00e3o Paulo, um sinal da mais subversiva m\u00e1quina de influir na opini\u00e3o p\u00fablica \u0096 uma m\u00e1quina que d\u00e1 asas \u00e0 fantasia mais caprichosa e poder\u00e1 juntar os grupos humanos mais afastados.\n\nNos dias seguintes, foi colocada no ar a programa\u00e7\u00e3o da emissora, composta por, shows musicais, teleteatros, programas de entrevistas, e um pequeno notici\u00e1rio, &#8220;Imagens do Dia&#8221;. A emissora funcionava geralmente, entre as 17 e 22 horas, com grandes intervalos para que o programa seguinte pudesse ser preparado \u0096 tudo era ao vivo.\n\nEm 1951, foi ao ar a primeira telenovela da televis\u00e3o brasileira. &#8220;Sua Vida Me Pertence&#8221; era apresentada ao vivo, com dois cap\u00edtulos por semana e foi estrelada por Walter Foster e Vida Alves, que protagonizaram, na mesma trama, o primeiro beijo da televis\u00e3o brasileira \u0096 o que causou um misto de revolta e surpresa na conversadora sociedade paulistana da \u00e9poca.\n\n<strong>A TV Tupi do Rio de Janeiro, canal 6<\/strong>\n\n<strong>Em 1948, quando fez a encomenda de equipamentos na RCA, nos Estados Unidos, Assis Chateaubriand desejava montar duas emissoras de televis\u00e3o:<\/strong> uma em S\u00e3o Paulo, outra no Rio de Janeiro. A emissora da ent\u00e3o capital federal, foi inaugurada pouco menos de seis meses depois da estr\u00e9ia paulistana.\n\nNo dia 20 de janeiro de 1951, o presidente Eurico Gaspar Dutra acionou o bot\u00e3o e ligou o transmissor da TV Tupi do Rio de Janeiro, canal 6. J. Almeida Castro em seu livro de 2000, destaca os pormenores da inaugura\u00e7\u00e3o da emissora carioca. Quando a televis\u00e3o paulista foi inaugurada, os cariocas j\u00e1 haviam erguido a torre, no alto do P\u00e3o de A\u00e7\u00facar.\n<blockquote>&#8220;No Rio de Janeiro, desde a fase experimental, talvez pelas dificuldades de ter recebido apenas duas c\u00e2meras e o est\u00fadio ser pequeno, o Canal 6 foi para a rua e transmitiu espet\u00e1culos tais como eram encenados nos teatros. O elenco do r\u00e1dio-teatro, concentrado na R\u00e1dio Tamoio, custou a receber o est\u00edmulo da pr\u00f3pria dire\u00e7\u00e3o, pois Paulo de Gramont (paulista, cunhado e amigo de Costa Lima), optou por continuar sendo um homem de r\u00e1dio (&#8230;) Grandes nomes dos anos dourados dos shows dos tr\u00eas cassinos do Distrito Federal (com a proibi\u00e7\u00e3o dos cassinos por Dutra) migraram para a televis\u00e3o, juntando-se a uma nova gera\u00e7\u00e3o de diretores, atores, cen\u00f3grafos e cenot\u00e9cnicos.&#8221;. (conta J. Almeida Castro em seu livro de 2000, p.42-43)<\/blockquote>\nO come\u00e7o da televis\u00e3o, assim como em S\u00e3o Paulo, n\u00e3o foi f\u00e1cil. Loredo em seu livro de 2000, destaca as dificuldades do in\u00edcio da TV Tupi do Rio de Janeiro, referentes, principalmente, aos est\u00fadios acanhados e a falta de estrutura. A emissora instalou-se no quarto andar do pr\u00e9dio onde funcionavam as r\u00e1dios Tupi e Tamoio do Rio de Janeiro, tamb\u00e9m das Associadas, na avenida Venezuela, 43. O quarto andar foi desativado e o querido engenheiro italiano Or\u00e1zio Pagliari e sua equipe montaram a emissora.\n<blockquote>&#8220;Os est\u00fadios n\u00e3o tinham nenhum tratamento ac\u00fastico e, al\u00e9m disso, as janelas ficavam abertas para evitar o calor quando os panel\u00f5es (refletores de est\u00fadio da \u00e9poca) fossem acesos. Mesmo assim era uma sauna. O suor pingava do rosto dos atores e das atrizes nas cenas ambientadas em pleno inverno. E ali, entre fios espalhados pelo ch\u00e3o, microfones, barulhos de carros e apitos de navio entrando pelas janelas \u0096 visto que os est\u00fadios eram constru\u00eddos ao lado do cais do porto \u0096 os programas iam ao ar&#8221;. (conta Loredo em seu livro de 2000, p.5)<\/blockquote>\n<strong>Loredo ainda fala de uma hist\u00f3ria interessante:<\/strong> muitas vezes os funcion\u00e1rios da televis\u00e3o pagavam &#8220;pobres coitados&#8221; que dormiam nas cal\u00e7adas da rua Venezuela para gritarem, enquanto os programas estavam no ar \u00e0 frase &#8220;Chateaubriand n\u00e3o paga ningu\u00e9m&#8221;, j\u00e1 que os atrasos eram constantes \u0096 e assim, sempre foram.\n\n<strong>Surgem as primeiras concorrentes <\/strong>\n\nA TV Tupi, tanto em S\u00e3o Paulo, quanto no Rio de Janeiro, reinaram sozinhas por pouco tempo. Aos poucos, outros grupos de comunica\u00e7\u00e3o conseguiram autoriza\u00e7\u00f5es do governo e montaram suas emissoras, que se tornaram as primeiras concorrentes do imp\u00e9rio de Assis Chateaubriand.\n\nNo dia 14 de mar\u00e7o de 1952 \u00e9 inaugurada a TV Paulista, canal 5 de S\u00e3o Paulo, pertencente \u00e0s Organiza\u00e7\u00f5es Victor Costa. Tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, no dia 27 de setembro de 1953, \u00e9 levada ao ar pela primeira vez a TV Record, canal 7, de Paulo Machado de Carvalho. Esta emissora seria, em pouco tempo, a grande concorrente da TV Tupi na capital paulista, apresentando atra\u00e7\u00f5es de qualidade.\n\n<strong>No Rio de Janeiro, a primeira concorrente da TV Tupi surgiu em 15 de julho de 1955: <\/strong>TV Rio, do empres\u00e1rio Jo\u00e3o Baptista do Amaral, o Pipa, ligado, inclusive, a Paulo Machado de Carvalho. Loredo em seu livro de 2000, conta que a segunda emissora do Distrito Federal seria a TV Nacional, da R\u00e1dio Nacional, utilizando a concess\u00e3o da R\u00e1dio Mau\u00e1 que tamb\u00e9m pertencia ao governo. Como eles n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de montar a emissora, o canal foi repassado para Pipa com a condi\u00e7\u00e3o de que este cedesse, gratuitamente, uma hora por dia a R\u00e1dio Nacional, o que ele nunca fez.\n\n<strong>Novas emissoras do grupo s\u00e3o inauguradas <\/strong>\n\nNa d\u00e9cada de 50, como j\u00e1 abordamos anteriormente, os Di\u00e1rios Associados viveram um per\u00edodo de auge e expans\u00e3o. Apesar do surgimento de concorrentes a cada ano, novas emissoras do grupo tamb\u00e9m foram inauguradas.\n\nCarneiro em seu livro de 1999, conta que Assis Chateaubriand queria a expans\u00e3o da televis\u00e3o no pa\u00eds.\n\n<strong>Uma campanha publicit\u00e1ria foi lan\u00e7ada, em que a mensagem era clara e direta: n\u00e3o bastava aplaudir as emissoras existentes:<\/strong> era preciso comprar aparelhos receptores. No ano de 1951, inclusive, come\u00e7ou no Brasil a fabrica\u00e7\u00e3o de televisores da marca &#8220;Invictus&#8221;, de Bernardo Kocubej.\n\n<strong>Ainda nos 50, os Di\u00e1rios Associados inauguraram novas emissoras pelo Brasil: <\/strong>TV Itacolomi canal 4 (Belo Horizonte\/MG), em 1955; TV Piratini canal 5 (Porto Alegre\/RS) e TV Cultura canal 2 (S\u00e3o Paulo\/SP), em 1959; TV Itapoan canal 5 (Salvador\/BA), TV Bras\u00edlia canal 6 (DF), TV R\u00e1dio Clube canal 6 (Recife\/PE), TV Paran\u00e1 canal 6 (Curitiba\/PR), TV Cear\u00e1 canal 2 (Fortaleza), TV Goi\u00e2nia, TV Marino Proc\u00f3pio (Juiz de Fora\/MG), Tupi-Difusora canal 8 (S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto\/SP), todas em 1960 e TV Vit\u00f3ria canal 6 (Vit\u00f3ria\/ES), TV Coroados canal 3 (Londrina), TV Borborema (Campina Grande\/PB), TV Alterosa canal 4 (Belo Horizonte\/MG), TV Bar\u00e9 canal 4 (Manaus\/AM), TV Uberaba, TV Florian\u00f3polis, TV Aracaju, TV Campo Grande e TV Corumb\u00e1, estas em 1961.\n\n<strong>Os programas de sucesso<\/strong>\n\n<strong>Os principais programas da TV Tupi nos anos 50, todos apresentados ao vivo, foram:<\/strong> &#8220;TV de Vanguarda&#8221;, que apresentava pe\u00e7as teatrais; &#8220;O C\u00e9u \u00e9 o Limite&#8221;, jogo de perguntas e respostas e &#8220;Clube dos Artistas&#8221; e &#8220;Almo\u00e7o com as Estrelas&#8221;, que reuniam astros da televis\u00e3o para almo\u00e7os nos est\u00fadios da emissora, entre outros.\n\n<strong>Loredo em seu livro de 2000, destaca mais programas que fizeram sucesso nos primeiros anos da TV Tupi:<\/strong> &#8220;Espet\u00e1culos Tonelux&#8221;, &#8220;Telessemana Garson&#8221;, &#8220;Teletestes Lutz&#8221;, &#8220;Teatro Moinho de Ouro&#8221;, &#8220;O casamento \u00e9 assim&#8230;&#8221;, &#8220;Coelhinho Trol&#8221;, &#8220;Teatrinho Kibon&#8221;, &#8220;O Circo do Arrelia&#8221;, &#8220;Trag\u00e9dia de Bolso&#8221;, &#8220;Aulas de Ingl\u00eas&#8221;, &#8220;Teatro Gebara&#8221;, entre outros.\n\n<strong>No dia 17 de junho de 1953, era escrita uma nova p\u00e1gina na hist\u00f3ria da televis\u00e3o brasileira:<\/strong> entrava no ar um dos mais famosos telejornais, at\u00e9 hoje conhecido mesmo depois de extinto. Era o &#8220;Rep\u00f3rter Esso&#8221;. Loredo em seu livro de 2000, relata que, quando perdeu o patroc\u00ednio de seu telejornal, a TV Tupi foi bater \u00e0s portas da ag\u00eancia McCann-Erickson, detentora da conta da Esso.\n\n<strong>A empresa norte-americana acabou patrocinando o telejornal e escolheu seu apresentador no Rio de Janeiro:<\/strong> Gontijo Teodoro.\n<blockquote>&#8220;No entanto, surgiu um impasse. A R\u00e1dio Nacional que apresentava o Rep\u00f3rter Esso no r\u00e1dio n\u00e3o permitiu que a televis\u00e3o usasse o mesmo nome, raz\u00e3o pela qual ao estrear, em 1\u00ba de abril de 1952, chamava-se Telejornal Tupi. Um m\u00eas depois, o nome foi mudado para Telejornal Esso, mas a Esso ainda n\u00e3o estava satisfeita. Somente depois de muita discuss\u00e3o, todos entratam num acordo e o programa recebeu seu nome definitivo, \u0091\u0092Rep\u00f3rter Esso\u0092\u0092. (Loredo em seu livro de 2000, p.5)<\/blockquote>\nO&#8221; Rep\u00f3rter Esso &#8220;ficou no ar por 18 anos consecutivos, sendo extinto em 31 de dezembro de 1970. Contribu\u00edram para seu desaparecimento, entre outros fatores, a cria\u00e7\u00e3o do&#8221; Jornal Nacional &#8220;, da Rede Globo, em 1969 e tamb\u00e9m o fato dos programas, a partir da d\u00e9cada de 70, n\u00e3o conterem mais o nome de seus patrocinadores, pr\u00e1tica comum nas duas primeiras d\u00e9cadas da televis\u00e3o brasileira.\n\n<strong>Situa\u00e7\u00e3o financeira do grupo come\u00e7a a se complicar<\/strong>\n\nEm 1955, Assis Chateaubriand passa a dire\u00e7\u00e3o-geral dos Di\u00e1rios Associados para Jo\u00e3o Calmon, at\u00e9 ent\u00e3o diretor dos ve\u00edculos do grupo em Pernambuco (R\u00e1dio Tamandar\u00e9 e Di\u00e1rio de Pernambuco). Ap\u00f3s obter bons resultados no Nordeste, Jo\u00e3o Calmon foi chamado, em princ\u00edpio, para dirigir a TV Tupi e as r\u00e1dios Tupi e Tamoio no Rio de Janeiro. No entanto, apenas tr\u00eas meses depois, foi elevado ao posto de diretor-geral dos Di\u00e1rios Associados. Carneiro em seu livro de 1999, destaca as primeiras dificuldades enfrentadas e a\u00e7\u00f5es realizadas por Jo\u00e3o Calmon no Rio de Janeiro.\n<blockquote>&#8220;O novo diretor-geral chegou com todo o g\u00e1s que havia caracterizado sua gest\u00e3o no Nordeste. S\u00f3 que o cen\u00e1rio carioca era outro e a presen\u00e7a de Assis Chateaubriand, sen\u00e3o obstrutiva, era pelo menos intimidante. Mesmo assim, Jo\u00e3o Calmon tratou de implantar medidas de racionaliza\u00e7\u00e3o administrativa, que encontraram amplo respaldo em todo o pa\u00eds, com duas exce\u00e7\u00f5es: \u00e1reas de S\u00e3o Paulo (Edmundo Monteiro) que supervisionava as empresas do Sul de Goi\u00e1s; e de O Cruzeiro (Le\u00e3o Gondim de Oliveira), a essa \u00e9poca vivendo ainda a sua grande fase e se preparando para atingir o exterior&#8221;. (conta Carneiro em seu livro de 1999, p.394)<\/blockquote>\nA situa\u00e7\u00e3o financeira dos Di\u00e1rios Associados come\u00e7ava a ficar complicada. Assis Chateaubriand estava contraindo muitos empr\u00e9stimos para comprar mais obras de arte para o MASP e tamb\u00e9m para instalar novos ve\u00edculos Associados em todo o Brasil.\n\n<strong>Em 1956, por exemplo, Jo\u00e3o Calmon e Edmundo Monteiro redigiram uma carta para advertir o empres\u00e1rio:<\/strong> estava gastando muito, e esse processo poderia levar os Di\u00e1rios Associados \u00e0 insolv\u00eancia.\n<blockquote>&#8220;Os argumentos foram alinhados: demora no pagamento das contribui\u00e7\u00f5es atrasadas aos institutos de previd\u00eancia; generaliza\u00e7\u00e3o do sistema de desconto dos contratos de publicidade, sem qualquer indaga\u00e7\u00e3o sobre a capacidade da empresa de suportar novos desvios de sua receita normal, o que tornava as mesmas empresas inadministr\u00e1veis: &#8221;Nos \u00faltimos meses, para fazer face ao pagamento da presta\u00e7\u00e3o de 500 mil d\u00f3lares do museu, foram nossas organiza\u00e7\u00f5es oneradas em 20 milh\u00f5es de cruzeiros&#8230;&#8221;. A carta receitava a sugest\u00e3o para Assis Chateaubriand vender fazendas, laborat\u00f3rios e a Schering, laborat\u00f3rio que adquirira no tempo da guerra: &#8220;Talvez esse ponto de vista resulte de excesso de pessimismo, dir\u00e1 o senhor. Mas ent\u00e3o, aponte-nos, com um de seus lampejos de g\u00eanio, outra sa\u00edda, que escapa inteiramente \u00e0 nossa limitada compreens\u00e3o&#8221;. (Carneiro em seu livro de 1999, p.395)<\/blockquote>\nA partir desta correspond\u00eancia, Assis Chateaubriand passou a olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para a administra\u00e7\u00e3o das empresas e o desvio de recursos para pagamento de d\u00edvidas e empr\u00e9stimos. Em outubro de 1955, inclusive, foi realizado o 1\u00ba Congresso dos Di\u00e1rios e Emissoras Associadas, uma iniciativa pioneira entre os meios de comunica\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o administrados com amadorismo \u0096 as primeiras experi\u00eancias profissionais seriam vistas nos anos 60, com TV Excelsior e Rede Globo.\n\nEm sua autobiografia, de 1999, Jo\u00e3o Calmon, aborda, as primeiras dificuldades vividas em sua gest\u00e3o, e tamb\u00e9m os apuros por que passavam os Di\u00e1rios Associados na metade dos anos 50, come\u00e7ando um processo que terminaria na extin\u00e7\u00e3o, em 1980, da TV Tupi e tamb\u00e9m um grande encolhimento do grupo. Reproduzimos abaixo alguns dos trechos do livro que abordam o assunto.\n\nA origem das dificuldades estava na precariedade da incipiente televis\u00e3o brasileira. Pioneiro, Assis Chateaubriand implantara em S\u00e3o Paulo a primeira emissora de TV da Am\u00e9rica do Sul, a TV Tupi. Pouco depois criava a TV Tupi do Rio. Obviamente, existiam poucos receptores de televis\u00e3o no Pa\u00eds; era preciso arcar com o \u00f4nus do pioneirismo. N\u00e3o havia forma de evitar, diante da necessidade de investimentos e das despesas com pessoal, vultosos d\u00e9ficits a cada m\u00eas. As instala\u00e7\u00f5es eram extremamente prec\u00e1rias; o principal e \u00fanico est\u00fadio da TV Tupi, por exemplo, funcionava na sala anteriormente ocupada pelo diretor-geral dos Associados. Os sal\u00e1rios do pessoal do Rio estavam atrasados. E n\u00e3o havia como adiantar a adapta\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio que deveria vir a ser a sede da TV Tupi carioca. Pouco depois, por\u00e9m, Carlos Rizzini e Edmundo Monteiro conseguiram torpedear a gest\u00e3o de Vitor Costa, que foi afastado.\n\n(&#8230;) A primeira batalha nos Di\u00e1rios Associados nesses meus primeiros anos como diretor-geral foi a expans\u00e3o de sua rede de televis\u00e3o. Essa batalha, por seu pioneirismo, teve lances \u00e9picos. No momento em que assumi as novas fun\u00e7\u00f5es, o grupo possu\u00eda apenas duas emissoras de televis\u00e3o: a TV Tupi de S\u00e3o Paulo, a primeira, cujo equipamento fora adquirido da RCA Victor, e a TV Tupi do Rio, com equipamento da General Eletric. E Assis Chateaubriand come\u00e7ava a cogitar da amplia\u00e7\u00e3o da rede, para cobrir todo o Pa\u00eds.\n\nAs coisas, por\u00e9m, n\u00e3o eram t\u00e3o simples. Mesmo a instala\u00e7\u00e3o das emissoras do Rio e de S\u00e3o Paulo j\u00e1 constitu\u00eda uma aventura temer\u00e1ria para a \u00e9poca. Os pr\u00f3prios norte-americanos hesitaram em vender o equipamento para aos Di\u00e1rios Associados, lembrando que mesmo nos Estados Unidos a televis\u00e3o ainda era pesadamente deficit\u00e1ria. O pequeno n\u00famero de receptores e a audi\u00eancia diminuta n\u00e3o estimulavam os anunciantes. Em contrapartida, os custos eram alt\u00edssimos. Assis Chateaubriand, teimoso, insistiu.\n\nAs previs\u00f5es dos norte-americanos cumpriram-se. Quando assumiu a dire\u00e7\u00e3o-geral dos Di\u00e1rios Associados, o d\u00e9ficit era vultoso e a empresa j\u00e1 n\u00e3o pagava as presta\u00e7\u00f5es estabelecidas nos contratos com a RCA Victor e a General Eletric. Assis Chateaubriand se limitara a pagar a primeira parcela, de 10 por cento do valor total da compra por ocasi\u00e3o da assinatura do contrato, e mais 10 por cento para liberar o material nas alf\u00e2ndegas do Rio e de Santos. Depois, suspendeu-as. Era humanamente imposs\u00edvel cumprir o contrato, que se estenderia por mais cinco anos.\n\nVia-me, portanto, entre dois fogos. De um lado, o pioneirismo de Assis Chateaubriand, de cujo impulso muitos de n\u00f3s compartilh\u00e1vamos, desejando ampliar a televis\u00e3o no Pa\u00eds. De outro, as dificuldades de cobrir os imensos investimentos indispens\u00e1veis para coloc\u00e1-la no ar. Como diretor-geral em todo o pa\u00eds, deixando apenas de atuar em S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1 e Santa Catarina, busquei sa\u00eddas para o problema, ao mesmo tempo em que participava com o m\u00e1ximo de meus esfor\u00e7os para a extens\u00e3o de nossa rede ao resto do pa\u00eds.\n\nQuando cheguei ao Rio, j\u00e1 estava encomendado o equipamento de nossa terceira emissora de televis\u00e3o, que se tornaria a TV Itacolomi canal 4, de Belo Horizonte, numa tentativa que deve ser creditada ao companheiro que ent\u00e3o digiria as empresas associadas da capital mineira, Newton Paiva Ferreira.\n\n(&#8230;) Cuidei ent\u00e3o de renegociar a d\u00edvida j\u00e1 existente com o fornecedor de equipamento da TV Tupi do Rio, a General Eletric. Elaborei uma proposta totalmente nova, embora audaciosa, e a levei ao diretor da GE do Brasil, Sr. Romanaghi. Nosso d\u00e9bito, contra\u00eddo quando eu me encontrava ainda no Nordeste, elevava-se, ent\u00e3o, a 350 mil d\u00f3lares e aumentava dia a dia por causa dos juros. (&#8230;). A matriz (nos Estados Unidos) aprovara integralmente a reivindica\u00e7\u00e3o que eu apresentara \u00e0 revelia de Assis Chateaubriand. Passar\u00edamos ent\u00e3o a elaborar o contrato e tratar de descont\u00e1-lo no banco de que a GE era cliente. Em menos de 10 dias o acerto fora feito e remet\u00edamos para os Estados Unidos os 360 mil d\u00f3lares devidos.\n\nCreio ter sido esse meu primeiro \u00eaxito, significativo ap\u00f3s a volta para o Rio. A General Eletric n\u00e3o precisou sequer de tr\u00eas anos para consumir a verba de publicidade que destinara assim aos Di\u00e1rios Associados. Em 23 meses, o empr\u00e9stimo banc\u00e1rio fora integralmente pago, pouco tempo depois, por sugest\u00e3o minha, o mesmo esquema foi empregado em S\u00e3o Paulo para liquidar a d\u00edvida vencida com a RCA Victor, fornecedora do equipamento da pioneira TV Tupi paulista.\n\nPassados mais dois anos, a pr\u00f3pria RCA se disp\u00f4s a fornecer o equipamento necess\u00e1rio \u00e0 instala\u00e7\u00e3o das seis novas emissoras de televis\u00e3o dos Di\u00e1rios Associados, assim como a liga\u00e7\u00e3o entre Rio e Belo Horizonte por microondas e entre Rio e S\u00e3o Paulo por UHF. Mais uma vez dirigi negocia\u00e7\u00f5es, que envolviam uma encomenda no valor total de tr\u00eas milh\u00f5es e meio de d\u00f3lares. A garantia foi feita pelo Banco Moreira Salles, gra\u00e7as a provid\u00eancias diretas de Assis Chateaubriand.\n\n<strong>1950-1960: O NASCIMENTO DA TELEVIS\u00c3O NO BRASIL: <\/strong>SURGE A REDE TUPI\n\n<strong>O Condom\u00ednio Acion\u00e1rio<\/strong>\n\n<strong>Assis Chateaubriand<\/strong> ficava preocupado, a cada dia que passava, a partir dos anos 40, com a continuidade dos Di\u00e1rios Associados. Segundo Carneiro em seu livro de 1999, afastado de sua fam\u00edlia natural, embora os filhos Fernando e Gilberto ocupassem esporadicamente algumas fun\u00e7\u00f5es na empresa, o jornalista n\u00e3o acreditava no interesse deles pela preserva\u00e7\u00e3o dos Associados e de sua obra.\n\nEm 1945, ele revelara ao general An\u00e1pio Gomes a inten\u00e7\u00e3o de constituir uma funda\u00e7\u00e3o para integrar seus colaboradores na propriedade e na gest\u00e3o do grupo. Chat\u00f4 colocou o plano em a\u00e7\u00e3o a partir de 1959, quando decidiu criar o \u0091\u0092Condom\u00ednio Acion\u00e1rio\u0092\u0092 a id\u00e9ia de gest\u00e3o, Chateaubriand conheceu na Fran\u00e7a, numa de suas viagens a Europa.\n<blockquote>&#8220;Perante o tabeli\u00e3o e velho amigo Menotti Del Picchia, no 20\u00ba Cart\u00f3rio de S\u00e3o Paulo, Assis Chateaubriand assinou, a 21 de setembro de 1959, a escritura p\u00fablica que instituiu o Condom\u00ednio Acion\u00e1rio dos jornais, revistas, emissoras de r\u00e1dio e de televis\u00e3o que formavam a rede nacional dos Associados. Assinaram ainda os documentos como testemunhas, Joaquim Bento Alves de Lima, Gast\u00e3o Eduardo de Bueno Vidigal, Paulo Machado de Carvalho, Jo\u00e3o Di Pietro e Joaquim Pinto Nazario&#8221;. (destaca Carneiro, 1999, p.406).<\/blockquote>\nTamb\u00e9m foi realizada uma cerim\u00f4nia, pouco depois, na sede dos Associados, que contou a participa\u00e7\u00e3o de personalidades e pol\u00edticos, como ministro das Rela\u00e7\u00f5es Extraordin\u00e1rias Hor\u00e1cio Lafer.\n\nRelata Carneiro em seu livro de 1999, que o Condom\u00ednio Acion\u00e1rio, n\u00e3o daria a ningu\u00e9m a posse dos Di\u00e1rios Associados e nem a posse das a\u00e7\u00f5es seria legada a fam\u00edlia de cada participante. Para cada membro que deixasse o Condom\u00ednio, outro seria eleito, seguindo os ideais de Assis Chateaubriand.\n\n<strong>As doa\u00e7\u00f5es foram feitas em duas partes:<\/strong> a primeira em 21 de setembro de 1959, em S\u00e3o Paulo, quando foram doadas 49% da maior parte de a\u00e7\u00f5es e quotas de Assis Chateaubriand e a segunda, em 19 de julho de 1962, tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, consolidando a cria\u00e7\u00e3o do Condom\u00ednio.\n\n<strong>Carneiro em seu livro de 1999, explica como funciona o Condom\u00ednio Acion\u00e1rio dos Di\u00e1rios Associados:<\/strong>\n\nPara garantir a continuidade da obra, foram gravadas as a\u00e7\u00f5es e quotas com as cl\u00e1usulas de inalienabilidade impenhorabilidade, incomunicabilidade e intransmissibilidade. Isso significa que, ao morrer um integrante do Condom\u00ednio, sua fam\u00edlia n\u00e3o recebe a participa\u00e7\u00e3o que ele tinha nas empresas. Calcula-se o valor da quota do cond\u00f4mino falecido no dia do seu \u00f3bito, de acordo com o balan\u00e7o das empresas, e os descendentes recebem o valor correspondente no prazo de cinco anos. Dessa forma, n\u00e3o se fraciona o capital das empresas dos Di\u00e1rios Associados e preserva-se a filosofia legada pelo fundador.\n\nO Condom\u00ednio \u00e9 um col\u00e9gio de acionistas, que se re\u00fane obrigatoriamente no m\u00ednimo uma vez por ano, sempre no anivers\u00e1rio de morte de Assis Chateaubriand.\n\n<strong>Como esse colegiado exerce sua atua\u00e7\u00e3o? <\/strong>\n\nCada unidade Associada tem sua autonomia e personalidade jur\u00eddica de sociedade an\u00f4nima, exercendo plenamente a administra\u00e7\u00e3o da empresa. O que o Condom\u00ednio faz \u00e9 eleger sua diretoria. Desse modo, o Cond\u00f4mino n\u00e3o tem, ele pr\u00f3prio, a\u00e7\u00e3o direta sobre as empresas, uma vez que \u00e9 uma comunh\u00e3o de a\u00e7\u00f5es, de pessoas f\u00edsicas, n\u00e3o possuindo personalidade jur\u00eddica, assim como n\u00e3o tem empregados nem contabilidade. O Cond\u00f4mino participa das assembl\u00e9ias gerais das empresas, atrav\u00e9s do membro chamado cabecel, que representa todos os demais cond\u00f4minos nas reuni\u00f5es legais dessas organiza\u00e7\u00f5es dos Associados. Os membros do Condom\u00ednio, assim, tendo a maioria das a\u00e7\u00f5es em todas as empresas, exercem seu controle atrav\u00e9s de diretores que, devidamente indicados por eles e regularmente eleitos de acordo com a Lei das Sociedades An\u00f4nimas, exercem a administra\u00e7\u00e3o das mesmas empresas, de acordo com a filosofia e a pol\u00edtica operacional dos Di\u00e1rios Associados.\n\nNo correr do tempo, a posi\u00e7\u00e3o de cabecel seria exercida por Le\u00e3o Gondim de Oliveira, Martinho de Luna Alencar e Manuel Eduardo Pinheiro Campos.\n\n<strong>A perda da lideran\u00e7a<\/strong>\n\nA Rede Tupi liderou a audi\u00eancia durante toda a d\u00e9cada de 50 e come\u00e7ou a ver sua posi\u00e7\u00e3o amea\u00e7ada no in\u00edcio dos anos 60, tanto em S\u00e3o Paulo, quanto no Rio de Janeiro. Em 1964, segundo Jo\u00e3o Calmon em seu livro de 1999, perdeu, pela primeira vez, a lideran\u00e7a da audi\u00eancia no Rio de Janeiro para a TV Rio, dirigida por Walter Clark, que estaria no comando da Rede Globo pouco tempo depois.\n\nCom a exibi\u00e7\u00e3o da novela &#8220;O Direito de Nascer&#8221;, naquele ano, a emissora caiu para o segundo lugar. O curioso \u00e9 que a novela foi produzida em S\u00e3o Paulo, pela TV Tupi. Naquela \u00e9poca, as emissoras de um mesmo grupo em v\u00e1rios Estados ainda n\u00e3o formavam uma rede, com programa\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea e colabora\u00e7\u00e3o m\u00fatua. Esse conceito foi introduzido no Brasil preliminarmente pela TV Excelsior, na d\u00e9cada de 60, e depois, a partir da d\u00e9cada de 70, com a cria\u00e7\u00e3o da Embratel, pela Rede Globo. Al\u00e9m disso, segundo Jo\u00e3o Calmon, o detentor dos direitos autorais, em Cuba, vendeu a novela para TV Tupi em S\u00e3o Paulo e para a TV Rio, no Rio de Janeiro.\n\nAinda em 1963 e 1964, o Grupo Simonsen, investia milh\u00f5es na TV Excelsior de S\u00e3o Paulo e do Rio de Janeiro, encerrando o &#8220;conv\u00eanio&#8221; entre os donos das emissoras e contratando grandes estrelas. Antes do golpe militar de 1964, j\u00e1 liderava a audi\u00eancia nas duas capitais.\n\nE, para completar, em abril de 1965 surgiu a TV Globo no Rio de Janeiro, do empres\u00e1rio Roberto Marinho, dono do jornal O Globo.\n\n<strong>O caso Time-Life<\/strong>\n\nA Rede Globo foi inaugurada no dia 26 de abril de 1965. Os Di\u00e1rios Associados, que faziam campanha contra a presen\u00e7a de capital estrangeiro na m\u00eddia brasileira, denunciaram a exist\u00eancia de um acordo entre Roberto Marinho e o grupo Time-Life, que detinha alguns dos maiores ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o do mundo.\n\nAp\u00f3s diferen\u00e7as entre Marinho e o governador Carlos Lacerda, este mandou prender norte-americanos e cubanos que trabalhavam na TV Globo como representantes do Time-Life. Jo\u00e3o Calmon em seu livro de 1999, conta que desse epis\u00f3dio nasceu a campanha contra a invas\u00e3o estrangeira na m\u00eddia brasileira.\n\nAl\u00e9m de ser contra a presen\u00e7a do capital internacional, os Di\u00e1rios Associados brigavam diretamente com a revista Life, j\u00e1 que editavam O Cruzeiro em espanhol para distribui\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina. A revista Life Internacional era sua grande concorrente e conseguia muitos an\u00fancios, enquanto a revista de Assis Chateaubriand s\u00f3 dava preju\u00edzos.\n\nTamb\u00e9m colaborou para a campanha um almo\u00e7o ocorrido entre Roberto Marinho e Jo\u00e3o Calmon, como este relata em sua autobiografia.\n<blockquote>&#8220;(Marinho) deu-me v\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es sobre as suas liga\u00e7\u00f5es com o grupo norte-americano e exp\u00f4s-me tamb\u00e9m seus planos para o lan\u00e7amento de uma revista noticiosa semanal. Durante bom tempo, na qualidade de presidente da Abert e do Sindicato das Empresas Propriet\u00e1rias de Jornais e Revistas, procurei fazer com que Roberto Marinho exibisse, publicamente, os documentos relativos a sua transa\u00e7\u00e3o com o grupo&#8221;. (conta Calmon em seu livro de 1999, p. 186).<\/blockquote>\nVoltando a pris\u00e3o dos membros da Time-Life que trabalhavam na Rede Globo, a partir do depoimento de um deles descobriu-se a exist\u00eancia de um contrato entre a Globo e o Time-Life. Segundo Jo\u00e3o Calmon em seu livro de 1999, como mostrava o governador carioca Carlos Lacerda, isso violava o regulamento dos Servi\u00e7os de Radiodifus\u00e3o, o decreto 52.795, que proibia ser firmado qualquer conv\u00eanio, acordo ou ajuste relativo \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de teledifus\u00e3o sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o do Contel. A den\u00fancia de Carlos Lacerda foi enviada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a em 15 de junho de 1965, tr\u00eas meses ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o da Tv Globo do Rio de Janeiro.\n\nFoi aberta na C\u00e2mara dos Deputados, em Bras\u00edlia, uma Comiss\u00e3o Parlamentar de Inqu\u00e9rito (CPI) para investigar a rela\u00e7\u00e3o entre os grupos, que come\u00e7ou a atuar em mar\u00e7o de 1966, sob a presid\u00eancia do deputado Roberto Saturnino.\n\nBorgerth em seu livro de 2003, relata que a pessoa que encorajou Roberto Marinho a entrar no ramo da televis\u00e3o foi Andrew Heiskell, chairman do Time Inc. E que, na verdade, a campanha nacionalista da Rede Tupi fora realizada por que tentativas de associa\u00e7\u00f5es dos Di\u00e1rios Associados com outras empresas norte-americanos n\u00e3o deram resultados.\n<blockquote>&#8220;Roberto Marinho aventurou-se, \u00e0s v\u00e9speras de seu sexag\u00e9simo anivers\u00e1rio, a fazer sua televis\u00e3o, em associa\u00e7\u00e3o com o Time-life, inaugurando a TV Globo em 1965, ano em que faria 61 anos. (&#8230;) Sua associa\u00e7\u00e3o com o Time-Life deflagrou uma violenta campanha&#8221; &#8220;nacionalista&#8221; promovida pelos Di\u00e1rios Associados, denunciando a presen\u00e7a de capital estrangeiro na radiodifus\u00e3o, ent\u00e3o proibida pela Constitui\u00e7\u00e3o. Hoje, doutor Roberto Marinho seria enaltecido. Naquela data, a TV Tupi tinha tentado a mesma coisa com a CBS e a NBC, sem resultados. Da\u00ed, o extremado nacionalismo&#8221;. (afirma Borgerth em seu livro de 2003, p. 29-30).<\/blockquote>\nJo\u00e3o Calmon denominou como &#8220;Invas\u00e3o Branca&#8221; o acordo.\n\n<strong>A preocupa\u00e7\u00e3o ainda era outra:<\/strong> naquela \u00e9poca de Guerra Fria e ditadura militar, os Di\u00e1rios Associados ainda poderiam prejudicar sua reputa\u00e7\u00e3o de anticomunistas, passando a criticar um grupo norte-americano.\n<blockquote>&#8220;A documenta\u00e7\u00e3o que Jo\u00e3o Calmon reuniu sobre o acordo TV Globo\/Time-Life convenceu-o de que havia uma viola\u00e7\u00e3o flagrante ao artigo 160 da Constitui\u00e7\u00e3o do Brasil, que proibia a propriedade de empresas jornal\u00edsticas a estrangeiros. (&#8230;) Em fins de 1966, o Ministro da Justi\u00e7a, pressionado pela campanha dos Di\u00e1rios Associados, dispunha-se a promover &#8220;rigorosa investiga\u00e7\u00e3o&#8221; a respeito das den\u00fancias sobre a infiltra\u00e7\u00e3o de grupos estrangeiros na imprensa, r\u00e1dio e televis\u00e3o do pa\u00eds &#8220;. (Carneiro em seu livro de 1999, p.436).<\/blockquote>\nEssas e outras den\u00fancias foram analisadas e investigadas, seguidas de in\u00fameras reclama\u00e7\u00f5es dos Di\u00e1rios Associados em extensos artigos e reportagens nos ve\u00edculos da rede. Mas o feiti\u00e7o, virou contra o feiticeiro.\n\nBorgerth em seu livro de 2003, explica que a campanha dos Di\u00e1rios Associados impressionou os militares, ent\u00e3o nacionalistas, que resultou no decreto que limitava o n\u00famero de canais para cada grupo, impedindo a Tupi de seguir o mesmo caminho da TV Globo.\n\n<strong>Al\u00e9m disso, Borgerth explica o acordo Time-Life e a rescis\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote>&#8221; Na realidade, a contribui\u00e7\u00e3o do Time-Life n\u00e3o passou de um financiamento \u0096 sem juros e sem prazo, da escolha de equipamentos insuficientes e de um totalmente novo, bonito e inadequado projeto arquitet\u00f4nico que em nada contribuiu para a TV Globo, cujos concorrentes achavam-se instalados em velhos cassinos ou cinemas caindo aos peda\u00e7os, como vir\u00edamos a estar em S\u00e3o Paulo e, at\u00e9 certo ponto, no Rio, o que em nada perturbava e jamais perturbou um \u00fanico telespectador. Time-Life nada sabia do Brasil, o que n\u00e3o era desdouro nenhum; fracassaram em todos os lugares onde se meterem em televis\u00e3o aberta, nos Estados Unidos, inclusive, onde tinham as cinco emissoras permitidas por lei em &#8220;grandes&#8221; metr\u00f3poles, a saber, se n\u00e3o me falha a minha falha mem\u00f3ria: Buffalo, Grand Rapids, San Antonio, Denver e San Diego! Este ponto de exclama\u00e7\u00e3o tem duplo significado, o outro sendo o fato de que San Diego teria uma import\u00e2ncia fundamental para o futuro da TV Globo &#8220;. (Borgerth em seu livro de 2003, p.30-31).<\/blockquote>\nAinda segundo Borgerth, ap\u00f3s \u0091\u0092jogar fora\u0092\u0092 pouco mais de US$ 5 milh\u00f5es (1965, 1966 e 1967) na opera\u00e7\u00e3o, Time desistiu. Mais do que desistiu, queriam ir embora de qualquer jeito. J\u00e1 no governo M\u00e9dici, segundo Jo\u00e3o Calmon em seu livro de 1999, foram rescindidos os acordos entre Roberto Marinho e o grupo Time-Life. Como havia no contrato uma cl\u00e1usula prevendo a desist\u00eancia de qualquer das partes, Roberto Marinho procurou o presidente e lamentou-se dos contratempos que lhe trouxera a campanha contra o acordo.\n<blockquote>&#8221; Em 1972, Roberto Marinho devolveu-lhes parte do investimento, t\u00e3o pequena que eu tenho vergonha de escrever aqui, e, salvo erro, sem juros, e nunca mais se falou nisso. Acredite se quiser&#8221;. (Borgerth em seu livro de 2003, p.39).<\/blockquote>\nAo deixar a presid\u00eancia, em 1967, Castelo Branco, segundo Carneiro em seu livro de 1999, deixou um \u0091abacaxi\u0092 para o Marechal Costa e Silva, seu sucessor. Baixou um decreto-lei limitando o n\u00famero de televis\u00f5es a cada grupo, atingindo diretamente os Di\u00e1rios Associados, propriet\u00e1rios de uma grande cadeia de emissoras no Pa\u00eds. Assis Chateaubriand escrevia, em artigos, que existia uma conspira\u00e7\u00e3o para destruir os Di\u00e1rios Associados.\n\nFernando Morais em seu livro de 1994, afirma que ou Assis Chateaubriand delirava ou, de fato, o mundo se juntara para reduzir a p\u00f3 a cadeia que ele levara quase meio s\u00e9culo para edificar. No artigo 12 do decreto, Castelo limitou a cinco o n\u00famero de esta\u00e7\u00f5es por grupo. Naquela data, segundo Morais, come\u00e7ava a desmoronar a rede Associada de televis\u00e3o, cujo prest\u00edgio e poder seriam ocupados, anos depois, exatamente pela Rede Globo de Televis\u00e3o. Era a primeira grande derrota de Assis Chateaubriand.\n\nA partir desse momento, a batalha contra o acordo Globo\/Time-Life terminou, os Di\u00e1rios Associados, oficialmente, n\u00e3o abordaram mais o assunto, ap\u00f3s dois anos de grande pol\u00eamica.\n\n<strong>Beto Rockfeller e a revolu\u00e7\u00e3o nas telenovelas<\/strong>\n\nAntes de iniciar a d\u00e9cada de 70, quando entrou em profunda crise financeira e administrativa que culminou em sua extin\u00e7\u00e3o, a Rede Tupi colaborou para uma revolu\u00e7\u00e3o na teledramaturgia brasileira. At\u00e9 1968, as novelas, principalmente da Rede Globo, eram baseadas em texto cubanos, com hist\u00f3rias que se passavam em s\u00e9culos passados, muitas vezes desinteressantes para a grande maioria do p\u00fablico.\n\nEm 4 de novembro de 1968, estreou na Rede Tupi, \u00e0s 20 horas, a novela &#8220;Beto Rockfeller&#8221;, de Br\u00e1ulio Pedroso, com dire\u00e7\u00e3o de Lima Duarte e Walter Avancini e cria\u00e7\u00e3o de Cassiano Gabus Mendes. Luiz Gustavo fazia um anti-her\u00f3i papel-t\u00edtulo da novela. Ao inv\u00e9s de Chicago dos anos 20 ou a It\u00e1lia do s\u00e9culo 18, a S\u00e3o Paulo de 1968. Pela primeira vez, o brasileiro se via em uma novela. Os artistas passaram a atuar de forma natural, sem dramaticidade, muitas vezes fazendo improvisa\u00e7\u00f5es nos di\u00e1logos. Sucesso nacional com grande audi\u00eancia que relembrou os primeiros anos da Rede Tupi. A novela teve sua dura\u00e7\u00e3o aumentada, terminando no final de 1969, tamanho o sucesso.\n\n<strong>Altos e baixos nos anos 60<\/strong>\n\nV\u00e1rios motivos contribu\u00edram para a derrocada da Rede Tupi. A Rede Globo, ainda nos anos 60, investiu contra seu elenco e at\u00e9 diretores, como Jos\u00e9 Bonif\u00e1cio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que trabalhava na Tupi.\n\nEm 1967, relata Jo\u00e3o Calmon em seu livro de 1999, a RCA voltava a pressionar os Di\u00e1rios Associados pelo pagamento das d\u00edvidas atrasadas dos canais instalados anos antes. Al\u00e9m disso, Assis Chateaubriand pediu novamente dinheiro para comprar quadros para o MASP e museus regionais.\n<blockquote>&#8220;Precisei mostrar-lhe que os constantes atrasos no pagamento dos sal\u00e1rios do nosso pessoal n\u00e3o permitiriam o desvio de recursos para finalidades art\u00edsticas&#8221;. (comenta Jo\u00e3o Calmon em seu livro de 1999, p.219).<\/blockquote>\nAinda em 1967 foi realizada uma reuni\u00e3o para discutir a crise da Rede Tupi. A audi\u00eancia ca\u00eda a cada dia. A emissora estava, naquela ocasi\u00e3o, em quarto lugar, sendo que era, at\u00e9 1964, a l\u00edder absoluta na audi\u00eancia.\n\nEm 1968, a situa\u00e7\u00e3o melhorou quando foi feito um plano para salvar a emissora. Jo\u00e3o Calmon e Jos\u00e9 Arrabal, novo diretor das emissoras, trabalhavam para negociar d\u00edvidas e colocar no ar uma programa\u00e7\u00e3o atraente. Muitos shows passaram a ser transmitidos ao vivo, pr\u00e1tica usada pelas outras emissoras. Deu certo e a emissora conquistou bons pontos no Ibope e brigava pelo segundo e terceiro lugares.\n\nEm rela\u00e7\u00e3o ao decreto 236, que limitava o n\u00famero de emissoras de televis\u00e3o para cada grupo de comunica\u00e7\u00e3o brasileiro, o prazo, que era janeiro de 1967, foi prorrogado, garantindo sobrevida para as emissoras que teriam que ser vendidas, coisa que nunca ocorreu, e que de fato, tornou a administra\u00e7\u00e3o do grupo imposs\u00edvel, vale lembrar que toda vez que se achava um comprador para esta ou aquela empresa, o Governo Federal n\u00e3o autorizava a transfer\u00eancia da concess\u00e3o, que de fato, s\u00f3 ocorreu depois da interven\u00e7\u00e3o do Governo Federal na Tupi em 1980, e ainda assim n\u00e3o foi para o grupo se adequar ao decreto.\n\n<strong>A dif\u00edcil d\u00e9cada de 70 <\/strong>\n\nJo\u00e3o Calmon em seu livro de 1999, afirma que a TV Tupi encerrou 1972, com um grande salto qualitativo e um substancial aumento de audi\u00eancia. O elemento central, n\u00e3o \u00fanico, dessa recupera\u00e7\u00e3o, foi a conquista de Chacrinha.\n\n<strong>Reproduzimos abaixo v\u00e1rios trechos da autobiografia de Jo\u00e3o Calmon que demonstra alguns fatos ocorridos em 1972 e 1973:<\/strong>\n\nQuando Ant\u00f4nio Lucena deixou a dire\u00e7\u00e3o da Tupi, onde substitu\u00edra Jos\u00e9 Arrabal em 1969, a emissora passou a cair. Mant\u00ednhamos o segundo lugar, mas desde mar\u00e7o de 1970, est\u00e1vamos com menos da metade da audi\u00eancia da Globo. Com Catro, que ocupou o lugar de Ant\u00f4nio Lucena a partir de 1971, a queda acentuou-se. Em abril de 1972, por exemplo, alcan\u00e7\u00e1vamos das 20 \u00e0s 22 horas, apenas 10,4 pontos de audi\u00eancia, contra 50,2 da Globo em S\u00e3o Paulo. No Rio ficava nos 4,8.\n\nEm 1973, t\u00ednhamos quatro programas entre os 19 mais vistos da televis\u00e3o carioca. A &#8220;Discoteca do Chacrinha&#8221; alcan\u00e7ava 26,1 pontos do Ibope; o &#8220;Balan\u00e7a mas n\u00e3o cai&#8221;, 25,8; &#8220;Buzina do Chacrinha&#8221;, 22,2; e, em quarto, vinha &#8220;Fl\u00e1vio Cavalcanti&#8221;, 20,1 pontos. Agora, perd\u00edamos Fl\u00e1vio Cavalcante que, se n\u00e3o era o respons\u00e1vel pelo aumento de nossa audi\u00eancia \u0096 embora talvez at\u00e9 ele pr\u00f3prio pensasse ser \u0096 garantia um \u00edndice razo\u00e1vel. (Fl\u00e1vio Cavalcanti foi suspenso pelo governo militar em 1973 ap\u00f3s mostrar uma reportagem de um homem que emprestava sua mulher para outro por esta impotente).\n\nAl\u00e9m disso, outros ve\u00edculos dos Di\u00e1rios Associados passavam por s\u00e9rias dificuldades financeiras, como era o caso da revista O Cruzeiro, em fase terminal.\n\nJo\u00e3o Calmon em seu livro 1999, continua afirmando que a Tv Tupi pagou o \u00f4nus do pioneirismo, n\u00e3o podendo enfrentar a pequenez do mercado ou a poderosa Rede Globo. A Rede Tupi tinha cada vez mais d\u00edvidas. Em 1974, o comando da programa\u00e7\u00e3o nacional foi centralizado em S\u00e3o Paulo, adotando o esquema de rede com atraso de quase cinco anos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Rede Globo. Al\u00e9m disso, o equipamento das emissoras do grupo era obsoleto, efeitos do decreto 236.\n\n<strong>As r\u00e1dios do grupo, no entanto, iam bem:<\/strong> quase todas as emissoras alcan\u00e7avam o primeiro lugar da audi\u00eancia em suas cidades. As emissoras de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, mesmo n\u00e3o tendo a lideran\u00e7a, eram lucrativas.\n<blockquote>&#8220;Cada vez mais eu me convencia de que a sobreviv\u00eancia da obra de Chateaubriand, cinco anos ap\u00f3s sua morte, constitu\u00eda quase um milagre. V\u00ednhamos sendo esmagados entre tr\u00eas tipos diferentes de press\u00f5es: o d\u00e9ficit cr\u00f4nico de diversos de nossos \u00f3rg\u00e3os, as despesas financeiras crescentes e a legisla\u00e7\u00e3o federal que nos exigia a aliena\u00e7\u00e3o de emissoras em todo o pa\u00eds&#8221;. (Jo\u00e3o Calmon em seu livro de 1999, p.334).<\/blockquote>\nOs cond\u00f4minos dos Di\u00e1rios Associados entravam cada vez mais em conflito. Jo\u00e3o Calmon conta que em v\u00e1rias oportunidades foi chamado para discutir problemas em rela\u00e7\u00e3o aos cond\u00f4minos.\n\nNo final de 1976, Gilberto Chateaubriand entrou na Justi\u00e7a pedindo a extin\u00e7\u00e3o do Condom\u00ednio. Segundo Carneiro em seu livro de 1999, Gilberto alegava que essa era a f\u00f3rmula para resolver problemas econ\u00f4micos e financeiros da organiza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a imprensa publicava not\u00edcias sobre uma poss\u00edvel venda do grupo.\n\nA partir da\u00ed, o que se viu foi uma grave crise administrativa e financeira, com entrada e sa\u00edda de superintendentes, como Rubens Furtado e Mauro Salles, e os \u00faltimos suspiros da emissora que inaugurou a televis\u00e3o na Am\u00e9rica Latina.\n\n<strong>A fal\u00eancia da Rede Tupi <\/strong>\n\n<strong>O fim da Rede Tupi<\/strong>\n\nComo destaca Carneiro em seu livro 1999, a partir de 1978 v\u00e1rios ve\u00edculos foram vendidos ou fechados e a crise da Rede Tupi tornou-se incontrol\u00e1vel.\n<blockquote>&#8220;Em setembro, houve uma greve de uma semana, desencadeada pelos funcion\u00e1rios que estavam com os sal\u00e1rios atrasados. Essa greve foi resolvida, quando a empresa come\u00e7ou a efetuar o pagamento a jornalistas, radialistas, artistas e t\u00e9cnicos que colocaram novamente no ar a produ\u00e7\u00e3o paulista do canal 4, cuja imagem fora gerada pela Tupi do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo, as r\u00e1dios Tupi e Difusora recolocaram no ar os notici\u00e1rios, que haviam sido suspensos em decorr\u00eancia do movimento grevista&#8221;. (Carneiro em seu livro de 1999, p.531).<\/blockquote>\nO governo militar n\u00e3o parecia avesso aos Di\u00e1rios Associados, mas apenas o ministro Goubery do Couto e Silva, o \u00fanico civil do governo militar, era um inimigo declarado de Assis Chateaubriand. Tanto que Carneiro em seu livro de 1999, destaca que o governo de Ernesto Geisel n\u00e3o fora hostil com o Grupo e nem com a Rede Tupi.\n\nPaulo Cabral assumiu, em 1979, o cargo de Procurador Geral dos Di\u00e1rios Associados e come\u00e7ou a negociar, com o governo, a prorroga\u00e7\u00e3o, mais uma vez, do decreto 236, que os Di\u00e1rios Associados n\u00e3o tinham como cumprir, e Tamb\u00e9m enviou relat\u00f3rios ao governo sobre as greves ocorridas na emissora e explicou seus motivos.\n\nAconteceu nova greve em janeiro de 1980, tamb\u00e9m por atrasos salariais.\n\nCarneiro em seu livro de 1999, destaca que desde a ren\u00fancia de Edmundo Monteiro e Armando de Oliveira, em julho de 1977, a situa\u00e7\u00e3o dos Di\u00e1rios Associados e da Rede Tupi ficou ainda mais desesperadora.\n<blockquote>&#8220;Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, os preju\u00edzos apurados eram da ordem de um bilh\u00e3o de cruzeiros novos, com a Rede Tupi e o Canal 4 respondendo por 64,4% dos preju\u00edzos. Para enfrentar o d\u00e9ficit, a receita teria de subir, em 1980, de 600 milh\u00f5es para 1,6 bilh\u00e3o. A dire\u00e7\u00e3o geral de S\u00e3o Paulo n\u00e3o via como assumir o compromisso da continuidade de funcionamento, ainda que prec\u00e1rio, das empresas paulistas e da Rede Tupi de Televis\u00e3o, se a Presid\u00eancia da Republica n\u00e3o indicasse quais as fontes de suprimento, que iriam atender aos vultos\u00edssimos d\u00e9ficits de caixa&#8221;. (Carneiro em seu livro de 1999, p.536).<\/blockquote>\nNo come\u00e7o de 1980, sem perspectiva de melhora na situa\u00e7\u00e3o, o Condom\u00ednio autorizou Paulo Cabral de Ara\u00fajo a tentar vender a Rede Tupi ou o Grupo de S\u00e3o Paulo, opera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi autorizada pelo Governo Federal.\n\nA Rede Tupi vivia seus \u00faltimos momentos. Nova greve de funcion\u00e1rios, em janeiro de 1980, agravou a situa\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Trechos da obra de Carneiro de 1999, ajudam a entender o ocorrido:<\/strong>\n\nDepois da concordata, aumentaram os rumores de venda das empresas, sendo citado como eventual comprador um grupo formado pelo deputado Paulo Pimentel, governador Paulo Maluf e o empres\u00e1rio Edevaldo Alves da Silva, presidente da R\u00e1dio Capital.\n\nNo in\u00edcio de 1980, o ministro Goubery do Couto e Silva afastou, segundo a revista Veja, &#8220;a possibilidade de o governo conceder novos financiamentos \u00e0 atual dire\u00e7\u00e3o da Tupi.\n\n<strong>Disse a Alberto Freitas, que o procurara:<\/strong> &#8220;A solu\u00e7\u00e3o mais vi\u00e1vel \u00e9 mesmo a transfer\u00eancia da concess\u00e3o. Voc\u00eas est\u00e3o sofrendo e n\u00f3s estamos cansados&#8221;.\n\nJo\u00e3o Calmon, mesmo enfrentando a m\u00e1 vontade do presidente Jo\u00e3o Figueiredo, chegou a procur\u00e1-lo nessa fase, garantindo que o ativo da emissora era superior ao passivo, n\u00e3o sendo, este, portanto, obst\u00e1culo para a venda. Jos\u00e9 Arrabal, nessa \u00e9poca diretor-geral da Tupi, disse que os Associados eram v\u00edtimas da onda de boataria. Citou exemplo de que desmentira a demiss\u00e3o de 700 funcion\u00e1rios, mas o assunto fora veiculado em Bras\u00edlia como se fosse verdade. Para Jos\u00e9 Arrabal, a solu\u00e7\u00e3o estava em cumprir o Decreto-Lei 236, que limitava a cinco o n\u00famero de televis\u00f5es para cada grupo&#8221; e que o governo nunca tornou poss\u00edvel.\n\n(&#8230;) A greve, que se arrastava por v\u00e1rias semanas, passou a ter lances novos que realmente despertaram a opini\u00e3o p\u00fablica. (&#8230;) Em 19 de junho, a imprensa publicou nota sobre o acampamento dos grevistas dentro do Sal\u00e3o Negro do Congresso e da sua briga com os seguran\u00e7as do Legislativo que haviam arrancado uma faixa ofensiva a Jo\u00e3o Calmon, que era Senador bi\u00f4nico da Rep\u00fablica.\n\n(&#8230;) Depois de vinte dias da segunda greve, o grupo Di\u00e1rios Associados de S\u00e3o Paulo \u0096 TV Tupi, canal 4, R\u00e1dio Tupi, Difusora AM, Difusora FM, Di\u00e1rio da Noite e Di\u00e1rio de S\u00e3o Paulo -, pediu concordata preventiva, por dois anos, &#8220;por motivos imperiosos de natureza financeira&#8221;. &#8220;A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 de pr\u00e9-fal\u00eancia&#8221;, admitiu Jo\u00e3o Calmon ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifus\u00e3o e Televis\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, Alberto Freitas.\n\n(&#8230;) Na segunda quinzena de junho de 1980 uma s\u00e9rie devastadora de reportagens contra os Di\u00e1rios Associados come\u00e7ou a ser publicada na imprensa, numa orquestra\u00e7\u00e3o perfeita, sempre alimentada pelas mesmas fontes das campanhas anteriores.\n\nNa edi\u00e7\u00e3o de 22\/06\/80, o Jornal do Brasil informa que &#8220;o governo decidiu realmente promover a venda das emissoras do grupo Di\u00e1rios Associados, embora n\u00e3o esteja ainda definido para qual interessado&#8221;.\n\nO Grupo Abril chegou a negociar com os Di\u00e1rios Associados para assumir a Rede Tupi, mas a opera\u00e7\u00e3o como sempre, n\u00e3o foi autorizada pelo Governo Federal.\n\nEm 16 de julho de 1980, o ministro da Comunica\u00e7\u00e3o Social, Said Farhat, anunciou em Bras\u00edlia que o presidente Jo\u00e3o Figueiredo resolvera, como informa Carneiro em seu livro de 1999, &#8220;considerar peremptas&#8221; as concess\u00f5es de sete dos nove canais de televis\u00e3o controlados diretamente pelos membros do Condom\u00ednio Acion\u00e1rio das Emissoras e Di\u00e1rios Associados, que eram s\u00f3cios em outros 6, e coloc\u00e1-los em licita\u00e7\u00e3o p\u00fablica, &#8220;dentro do mais breve espa\u00e7o de tempo poss\u00edvel&#8221;.\n\nAs emissoras cujas concess\u00f5es foram consideradas suspensas por prescri\u00e7\u00e3o (peremptas) eram, a TV Tupi de S\u00e3o Paulo\/SP canal 4, TV Tupi do Rio de Janeiro\/RJ canal 6, TV Itacolomi de Belo Horizonte\/MG canal 4, TV R\u00e1dio Clube do Recife\/PE canal 6, TV Marajoara de Bel\u00e9m\/PA canal 2, TV Cear\u00e1 de Fortaleza\/CE canal 2 e TV Piratini de Porto Alegre\/RG canal 5.\n\n<strong>Carneiro em seu livro de 1999, ainda destaca a rea\u00e7\u00e3o dos Di\u00e1rios Associados ao an\u00fancio:<\/strong>\n<blockquote>&#8220;A rea\u00e7\u00e3o dos Associados foi de espanto e indigna\u00e7\u00e3o. Sabiam que a situa\u00e7\u00e3o da sua rede era insuport\u00e1vel, mas tinham a garantia do governo de prorroga\u00e7\u00e3o do prazo para reexame do assunto do enquadramento do grupo no decreto-lei 236. Em outros termos, o pr\u00f3prio governo n\u00e3o levar\u00e1 em conta a suspens\u00e3o do prazo fatal, garantida por documento. Por outro lado, um comprador fora mobilizado para a rede \u0096 a Editora Abril \u0096 e a seguir descartado pelo pr\u00f3prio governo. Os Associados, portanto, n\u00e3o haviam se recusado a vender os canais, nem protelado a busca do comprador&#8221;. (afirma Carneiro em seu livro de 1999, p.545).<\/blockquote>\nCarneiro tamb\u00e9m ressalta que a qualidade dos canais cassados pelo governo revoltou os integrantes dos Di\u00e1rios Associados. A emissora de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro realmente estavam em situa\u00e7\u00e3o complicada, mas canais como a TV Itacolomi, TV R\u00e1dio Clube e TV Piratini estavam com pagamentos em dia e situa\u00e7\u00e3o equilibrada.\n\nNo dia 17 de julho de 1980, funcion\u00e1rios do Dentel em S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Fortaleza, Bel\u00e9m e Recife, retiraram os cristais que possibilitavam o funcionamento e lacrou os transmissores, encerrando, assim, a exist\u00eancia da primeira emissora de televis\u00e3o da Am\u00e9rica Latina, que, dois meses depois, completaria 30 anos de vida.\n\n<strong>Thell de Castro\nWanderley Godi Junior\nJo\u00e3o Paulo Oliveira<\/strong>\n\n<strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong>\n\nALENCAR, Mauro. A Hollywood Brasileira (Panorama da telenovela no Brasil). Rio de Janeiro: Senac, 2002.\nBORGERTH, Luiz Eduardo. Quem e como fizemos a TV Globo. S\u00e3o Paulo: A Girafa, 2003.\nBUCCI, Eug\u00eanio. 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Seus concorrentes eram Rede Record, Canal 7, e Rede Excelsior (Rede Excelsior).\n\nNo Rio de Janeiro , TV Tupi foi transmitido em Tupi Canal 6 , e teve sua pr\u00f3pria esta\u00e7\u00e3o e est\u00fadios de l\u00e1. Em Bras\u00edlia , a TV Tupi foi retransmitido pela TV Bras\u00edlia, no Canal 6.\n\nEm Salvador, TV Tupi foi retransmitido pela TV Itapoan , no Canal 5.\n\nOutras esta\u00e7\u00f5es de televis\u00e3o foram formados pela Rede de Emissoras Associadas (Associated Radiodifusores Networks), todas as afiliadas Tupi e operadas diretamente esta\u00e7\u00f5es.\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\nRede Tupi foi um pioneiro na programa\u00e7\u00e3o de televis\u00e3o em Am\u00e9rica do Sul , dando o tom para a melhores dramas, programa\u00e7\u00e3o de not\u00edcias, esportes, teatro e entretenimento na d\u00e9cada de 1950 e 1960, tais como TV de Vanguarda (Vanguard TV), O repoter Esso (O Rep\u00f3rter Esso ), Alo Do\u00e7ura, Clube dos Artistas (1952-1980), Beto Rockfeller, O Mundo e das Mulheres (O Mundo para as Mulheres) e muitos mais. Ele abriu o caminho para o estabelecimento de esta\u00e7\u00f5es de televis\u00e3o em todo o Brasil e, em 1960, venceu outras esta\u00e7\u00f5es em brodcasting via sat\u00e9lite (a primeira rede de TV brasileira a conquistar tal feito) em honra da abertura formal de Bras\u00edlia.\n\nSeu sucesso levou outras na\u00e7\u00f5es do continente a ter esta\u00e7\u00f5es de televis\u00e3o. A rede acrescentou novos talentos para o show business brasileiro, que era ent\u00e3o uma pr\u00f3spera ind\u00fastria dependendo filmes e r\u00e1dio. Durante a d\u00e9cada de 1960 seus programas revolucionou a televis\u00e3o atrav\u00e9s da anima\u00e7\u00e3o, humor, com\u00e9dia e programas infantis mais as telenovelas que deram origem a 1965 lan\u00e7amento de sua rede rival no Rio de Janeiro, Rede Globo.\n\n<strong>Tupi teve sua pr\u00f3pria marca na not\u00edcia:<\/strong> Rede Tupi de Noticias (Tupi News Network) tornou-se uma de suas transmiss\u00f5es bem-sucedidas. O notici\u00e1rio foi \u00fanico porque ele foi transmitido tr\u00eas vezes por noite. Ana Maria Braga foi o apresentador principal. <strong>Tinha tr\u00eas se\u00e7\u00f5es: <\/strong>esportes, not\u00edcias locais e nacionais not\u00edcias do mundo \/.\n\nEm 1964, tornou-se segundo a rede de televis\u00e3o do Brasil a transmitir em cores seguinte Rede Exclesior, em 1962. Ap\u00f3s a morte de seu fundador, em 1968, a rede, devido a uma crise com os seus propriet\u00e1rios, a transi\u00e7\u00e3o em si tornando-se a primeira rede nacional de televis\u00e3o, em 1970, composto por seu duas esta\u00e7\u00f5es principais, canais 4 e 6, as suas outras sete esta\u00e7\u00f5es e 17 esta\u00e7\u00f5es afiliadas em todo o pa\u00eds.\n\nTupi, em 1972, juntou-se outras esta\u00e7\u00f5es brasileiras no movimento para transmiss\u00f5es completas TV a cores. No dia 31 de mar\u00e7o, que programa especial muito ano de Tupi, Mais Cor em Sua Vida (Mais cor na sua vida) come\u00e7ou oficialmente suas transmiss\u00f5es de cor, e estreou um novo logotipo em comemora\u00e7\u00e3o, substituindo o antigo n\u00famero 6 logotipo usado no Rio durante os seus dias monocrom\u00e1ticas.\n\nAp\u00f3s 29 anos de transmiss\u00e3o cont\u00ednua Rede Tupi se tornou extinta em 16 de julho de 18,1980 quando suas duas esta\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Paulo (Tupi Channel 4 ) e Rio de Janeiro (Tupi Canal 6) desligado, juntamente com os seus outros sete esta\u00e7\u00f5es em todo o pa\u00eds, por ordem do Governo Federal do Brasil &#8211; a ditadura militar na \u00e9poca. O Departamento de Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es n\u00e3o aprovou o projecto de amplia\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o de televis\u00e3o da Rede Tupi. A esta\u00e7\u00e3o de Rio assinou-off pela \u00faltima vez sobre o meio-dia do dia 18, seguindo as outras esta\u00e7\u00f5es do dia anterior. Os \u00faltimos dias de transmiss\u00f5es nos est\u00fadios do Rio de Janeiro da rede (incluindo o de 18 horas longa vig\u00edlia) foram cobertas por v\u00e1rias redes no Brasil, incluindo Rede Bandeirantes.\n\nEle foi sucedido pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o, em seguida, TVS, TV Studios Channel 4), do Grupo Silvio Santos (Grupo Silvio Santos) de Silvio Santos depois em agosto de 1981 e pela Rede Manchete (Rede Manchete Channel 9), da Bloch Editores (Editors) Bloch grupo editorial de Adolpho Bloch , em Junho de 1983, as duas esta\u00e7\u00f5es usando dois canais da Rede Tupi em S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro (Tupi Canal 6 e Tupi Canal 4) como a sua pr\u00f3pria, operando a partir de seus pr\u00f3prios centros de radiodifus\u00e3o.\n<h4>Resumo<\/h4>\nA primeira emissora de televis\u00e3o do Brasil, a <strong>TV Tupi<\/strong> de S\u00e3o Paulo, era fundada em um dia como este, no ano de 1950. Ela pertencia aos Di\u00e1rios Associados, de Assis Chateaubriand. A Tupi paulista permaneceu como \u00fanica rede de TV brasileira at\u00e9 o ano seguinte, quando o mesmo grupo fundou a TV Tupi Rio. O monop\u00f3lio foi quebrado em 1952, com a inaugura\u00e7\u00e3o da TV Paulista, canal 5 VHF.\n\nA Tupi de S\u00e3o Paulo era transmitida no canal 3 at\u00e9 1960, quando passou ao canal 4 at\u00e9 o fim das suas atividades, em 18 de julho de 1980, quando todas as concess\u00f5es da Rede Tupi foram cassadas.\n\nUm pouco depois do seu fechamento, o empres\u00e1rio S\u00edlvio Santos adquiriu a concess\u00e3o do canal 4. Surgia assim o SBT S\u00e3o Paulo, geradora do Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o. O pr\u00e9dio onde funcionava a TV Tupi, constru\u00eddo por Assis no alto do Avenida Sumar\u00e9, em S\u00e3o Paulo, abriga hoje a MTV Brasil.\n\nFonte: en.wikipedia.org\n\n&nbsp;\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria da TV Tupi, Rede, Televis\u00e3o, Emissora, Brasil, Brasileira, Logo, Fundador, Primeira, Programas, In\u00edcio, Hist\u00f3ria da TV Tupi<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":16186,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21477","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hist\u00f3ria da TV Tupi - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hist\u00f3ria da TV Tupi - 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