{"id":21447,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/formigas-cortadeiras-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:38:55","modified_gmt":"2026-09-01T15:38:55","slug":"formigas-cortadeiras-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/formigas-cortadeiras-2\/","title":{"rendered":"Formigas Cortadeiras"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/formigas-cortadeiras-37.jpg\" alt=\"Formigas Cortadeiras\" title=\"Formigas Cortadeiras\" \/><strong><br \/>\n     Formigas Cortadeiras<\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>formigas cortadeiras<\/strong> s\u00e3o as sa\u00favas (g\u00eanero Atta) e quenqu\u00e9ns      (g\u00eanero Acromyrmex), elas possuem o h\u00e1bito de cortar e transportar vegetais      para dentro dos ninhos. No Brasil existe 10 esp\u00e9cies de sa\u00favas e 29 de quenqu\u00e9ns.<\/p>\n   \n<p><strong>SA\u00daVAS<\/strong><\/p>\n   \n<p>Possuem formigueiro grande (sauveiro), com um monte de terra solta na superf\u00edcie      do solo (murunduns), formado pelo ac\u00famulo da terra retirado pelas formigas      das c\u00e2maras (panelas). Neste monte de terra solta e fora s\u00e3o encontrados orif\u00edcios      (olheiros) onde pode ou n\u00e3o ser observadas as sa\u00favas em atividade.<\/p>\n   \n<p>As sa\u00favas oper\u00e1rias apresentam 3 pares de espinhos dorsais e tamanhos variados,      o tamanho das sa\u00favas pode variar entre 12 e 15 mm de comprimento.<\/p>\n   \n<p><strong>QUENQU\u00c8NS<\/strong><\/p>\n   \n<p>Seus ninhos s\u00e3o pequenos, geralmente apresentando uma \u00fanica panela, cuja      terra solta aparece ou n\u00e3o na superf\u00edcie do solo. Algumas esp\u00e9cies fazem o      ninho superficialmente coberto de palha, fragmentos e res\u00edduos vegetais, enquanto      outras fazem o ninho subterr\u00e2neo. As quenqu\u00e9ns oper\u00e1rias possuem 4 a 5 pares      de espinhos dorsais e o tamanho de uma quenqu\u00e9m pode variar entre 8 e 10 mm      de comprimento.<\/p>\n   \n<h4>As formigas cortadeiras<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/formigas-cortadeiras-34.jpg\" alt=\"Formigas Cortadeiras\" title=\"Formigas Cortadeiras\" \/><strong><br \/>\n     Formiga Cortadeira<\/strong><\/p>\n   \n<p>As formigas cortadeiras s\u00e3o insetos eusociais encontrados exclusivamente      nas regi\u00f5es tropicais e subtropicais das Am\u00e9ricas.<\/p>\n   \n<p><strong>Estas extraordin\u00e1rias formigas desenvolveram um avan\u00e7ado sistema      agr\u00edcola baseado num mutualismo:<\/strong> elas se alimentam de um fungo espec\u00edfico      (da Fam\u00edlia Lepiotaceae, Basidiomycota), que cresce nas c\u00e2maras subterr\u00e2neas      de seus ninhos.<\/p>\n   \n<p>As formigas cultivam ativamente seu fungo, fornecendo fragmentos vegetais      frescos e controlando organismos indesejados, como outros tipos de fungos      (competidores). Segundo alguns autores, quando as formigas trazem acidentalmente      folhas t\u00f3xicas ao fungo mutualista, este secreta uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica que      serve de aviso para qu\u00ea as formigas n\u00e3o coletem mais este vegetal.<\/p>\n   \n<p>As formigas cortadeiras compreendem 2 g\u00eaneros; Atta e Acromyrmex; com um      total de cerca de 40 esp\u00e9cies, alguns dos quais s\u00e3o s\u00e9rias pragas agr\u00edcolas.    <\/p>\n   \n<p>Algumas esp\u00e9cies de Atta, por exemplo, s\u00e3o capazes de desfolhar uma laranjeira      inteira em menos de 24 horas.<\/p>\n   \n<p>No Brasil, as formigas do g\u00eanero Atta s\u00e3o conhecidas popularmente como sa\u00favas      e as Acromyrmex como quenqu\u00e9ns.<\/p>\n   \n<p>Existem duas maneiras simples de diferenciar Atta de Acromyrmex. A primeira      coisa que voc\u00ea deve olhar \u00e9 o n\u00famero de espinhos no dorso do t\u00f3rax da oper\u00e1ria.    <\/p>\n   \n<p>Se existirem 3 pares de espinhos, ent\u00e3o trata-se de formiga cortadeira do      g\u00eanero Atta, enquanto que se o n\u00famero de pares de espinhos for 4, ent\u00e3o, trata-se      de formiga do g\u00eanero Acromyrmex. A segunda maneira de diferenciar \u00e9 observar      o g\u00e1ster (&#8220;abd\u00f4mem&#8221;) da oper\u00e1ria. A superf\u00edcie do g\u00e1ster de Acromyrmex      s\u00e3o repletos de tub\u00e9rculos (&#8220;pequenas protuber\u00e2ncias&#8221;), enquanto      que Atta tem g\u00e1ster liso.<\/p>\n   \n<p>Dependendo da esp\u00e9cie, a popula\u00e7\u00e3o de um ninho adulto pode conter at\u00e9 v\u00e1rios      milh\u00f5es de formigas (<strong>exemplos<\/strong>: Atta laevigata, Atta texana,      Atta sexdens), sendo que a maioria destas s\u00e3o oper\u00e1rias f\u00eameas est\u00e9reis. Elas      s\u00e3o divididas em diferentes castas, principalmente pelo tamanho, exercendo      diferentes fun\u00e7\u00f5es. As maiores oper\u00e1rias (largura da cabe\u00e7a &gt; 3 mm) s\u00e3o      soldados, cuja principal tarefa \u00e9 defender o ninho de invasores, mas podem      participar de outras tarefas como carregar ou cortar objetos maiores.<\/p>\n   \n<p>Em Atta laevigata, os maiores soldados podem ter um comprimento corporal      de at\u00e9 16 mm e largura de cabe\u00e7a de 7 mm! <\/p>\n   \n<p>Oper\u00e1rias com largura de cabe\u00e7a em torno de 2 mm s\u00e3o as forrageiras, que      cortam as folhas e levam-nas at\u00e9 o ninho. Um pouco menores s\u00e3o as oper\u00e1rias      generalistas, que realizam diversas tarefas como limpar e preparar os fragmentos      vegetais para o cultivo do fungo, cuidar das larvas, limpar a col\u00f4nia, e,      junto com as forrageiras, ajudar os soldados na defesa da col\u00f4nia. As menores      oper\u00e1rias (largura da cabe\u00e7a &lt; 1mm), s\u00e3o as jardineiras, que implantam      e cuidam da cultura de fungo.<\/p>\n   \n<p>Os ninhos adultos de Atta s\u00e3o verdadeiras maravilhas de engenharia, com centenas      ou milhares de c\u00e2maras subterr\u00e2neas distribu\u00eddas em at\u00e9, por exemplo, 6 ou      8 metros de profundidade (depende da esp\u00e9cie de formiga e do solo). <\/p>\n   \n<p>Externamente, o monte principal de terra pode ter at\u00e9 2 metros de altura      e os montes secund\u00e1rios (menores) podem estar espalhados a v\u00e1rios metros do      principal. Alguns autores sugerem que a arquitetura interna e externa do ninho      \u00e9 constru\u00eddo de tal forma que o vento entre na col\u00f4nia, com a finalidade de      qu\u00ea o g\u00e1s carb\u00f4nico gerado pela respira\u00e7\u00e3o das fomigas e do fungo, seja dispersado;      bem como para repor o oxig\u00eanio consumido. O crescimento do fungo mutualista      seria influenciado pela concentra\u00e7\u00e3o destes gases.<\/p>\n   \n<p>As col\u00f4nias de formigas cortadeiras, assim como as cidades humanas, produzem      grandes quantidades de lixo. Para prevenir que doen\u00e7as (das formigas) ou pragas      da cultura do fungo mutualista, se espalhem pela col\u00f4nia, as formigas desenvolveram      um dos mais avan\u00e7ados sistemas de manejo de lixo da natureza. <\/p>\n   \n<p>Rejeitos do cultivo do fungo e indiv\u00edduos mortos s\u00e3o separados e carregados      por oper\u00e1rias especializadas (s\u00f3 fazem estas tarefas). Estes rejeitos s\u00e3o      depositados em c\u00e2maras espec\u00edficas para lixo, aonde vivem oper\u00e1rias especializadas      em revirar estes rejeitos (provavelmente para acelerar a decomposi\u00e7\u00e3o). <\/p>\n   \n<p>Desta forma, a especiliza\u00e7\u00e3o de oper\u00e1rias no manejo de lixo e o isolamento      do lixo em c\u00e2maras especializadas, servem para manter a col\u00f4nia saud\u00e1vel.      Na esp\u00e9cie Atta colombica, diferentemente das demais, o lixo \u00e9 depositado      em pilhas externas (ao ar livre), a alguns metros da col\u00f4nia, mas o manejo      do lixo \u00e9 similar.<\/p>\n   \n<h4><strong>Formiga Sa\u00fava ( Atta spp. )<\/strong><\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/formigas-cortadeiras-38.jpg\" alt=\"Formigas Cortadeiras\" title=\"Formigas Cortadeiras\" \/><strong><br \/>\n     Formiga Sauva<\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/formigas-cortadeiras-40.jpg\" alt=\"Formigas Cortadeiras\" title=\"Formigas Cortadeiras\" \/><strong><br \/>\n     Formiga Sauva<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Caracter\u00edsticas <\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c9 uma <strong>formiga cortadeira<\/strong>, ou seja, corta material vegetal      (folhas e flores). <\/p>\n   \n<p><strong>No Brasil ocorrem as seguintes esp\u00e9cies:<\/strong> Atta capiguara      (sa\u00fava parda), Atta sexdens (sa\u00fava lim\u00e3o), Atta bisphaerica sa\u00fava mata-pasto,      Atta laevigata (sa\u00fava cabe\u00e7a de vidro), Atta robusta (sa\u00fava preta), Atta silvai      e Atta vollenweideri .<\/p>\n   \n<p>Muitas pessoas confundem as sa\u00favas com as quenqu\u00e9ns que tamb\u00e9m s\u00e3o formigas      cortadeiras. Para diferenci\u00e1-las basta observar o n\u00famero de pares de espinhos      presentes no mesossoma. <\/p>\n   \n<p>As sa\u00favas apresentam tr\u00eas pares de espinhos e as quenqu\u00e9ns quatro pares.      Cabe\u00e7as grandes, cor avermelhada.As oper\u00e1rias possuem cabe\u00e7a brilhante. As      oper\u00e1rias da sa\u00fava s\u00e3o polim\u00f3rficas e s\u00e3o divididas em jardineiras, cortadeiras      e soldados. Todas s\u00e3o f\u00eameas est\u00e9reis. As jardineiras s\u00e3o as menores e t\u00eam      como fun\u00e7\u00e3o triturar peda\u00e7os de vegetal e coloc\u00e1-los \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do fungo.    <\/p>\n   \n<p>As <strong>cortadeiras <\/strong>s\u00e3o as de tamanho m\u00e9dio. Elas cortam e carregam      os vegetais para dentro do formigueiro. <\/p>\n   \n<p>Os soldados s\u00e3o os maiores com a cabe\u00e7a bastante grande. Cortam as folhas      auxiliando as cortadeiras, por\u00e9m t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o principal proteger a col\u00f4nia      de inimigos naturais. A rainha das sa\u00favas \u00e9 chamada de i\u00e7\u00e1 ou tanajura. Ela      \u00e9 muito maior que as oper\u00e1rias e facilmente distinguida do resto da col\u00f4nia.      Apenas uma sa\u00fava ocorre por formigueiro e quando esta morre em poucos meses      o formigueiro se extingue. Os machos s\u00e3o menores que as rainhas e s\u00e3o chamados      de bitus. <\/p>\n   \n<p>Sua cabe\u00e7a e mand\u00edbulas s\u00e3o distintamente menores do que as da rainha, sendo      assim facilmente identificados. <\/p>\n   \n<p><strong>Habitat<\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c1reas de matas, \u00e1reas abertas e de lavouras. <\/p>\n   \n<p><strong>Ocorr\u00eancia <\/strong><\/p>\n   \n<p>Em todo o Brasil <\/p>\n   \n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n   \n<p>As<strong> oper\u00e1rias da sa\u00fava<\/strong> alimentam-se basicamente da seiva      que as plantas liberam enquanto est\u00e3o sendo cortadas. Peda\u00e7os de material      vegetal s\u00e3o levados at\u00e9 o formigueiro onde existe um fungo que as formigas      cultivam. As oper\u00e1rias ent\u00e3o picam em pequeninos peda\u00e7os o material vegetal      e o inserem no meio do fungo, que vive deste substrato. Envoltas neste fungo      s\u00e3o encontradas as larvas que dele se alimentam. <\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n   \n<p>A funda\u00e7\u00e3o de novas col\u00f4nias se faz pelo v\u00f4o nupcial que ocorre nos meses      de outubro a dezembro. Os ninhos das sa\u00favas s\u00e3o, na maioria das vezes, de      f\u00e1cil visualiza\u00e7\u00e3o. Encontram-se sempre no solo e s\u00e3o formados por montes      de terra solta. <\/p>\n   \n<p>Sobre estes montes e fora deles podem ser observados v\u00e1rios orif\u00edcios, denominados      olheiros, por onde as formigas t\u00eam acesso ao interior do ninho. Dentro do      formigueiro as formigas escavam v\u00e1rias c\u00e2maras que s\u00e3o interligadas por galerias.    <\/p>\n   \n<p>Nestas c\u00e2maras podem ser encontrados c\u00e2maras com fungo e com lixo e formigas      mortas. A c\u00e2mara onde fica a rainha \u00e9 denominada c\u00e2mara real.<\/p>\n   \n<p><strong>Predadores naturais<\/strong><\/p>\n   \n<p>Aves, p\u00e1ssaros, lagartos, anf\u00edbios, mam\u00edferos. <\/p>\n   \n<h4>Formiga Quemquem (Acromyrmex spp.)<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/formigas-cortadeiras-36.jpg\" alt=\"Formigas Cortadeiras\" title=\"Formigas Cortadeiras\" \/><strong><br \/>\n     Formiga Cortadeira<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o formigas cortadeiras, ou seja, cortam material vegetal (folhas e flores).      As oper\u00e1rias da quenqu\u00e9m cortam os vegetais levando os peda\u00e7os para dentro      do formigueiro, onde existe um fungo que as formigas cultivam. As oper\u00e1rias,      ent\u00e3o, picam em pequeninos peda\u00e7os o material vegetal e o inserem no meio      do fungo, que vive deste substrato.<\/p>\n   \n<p><strong>No Brasil s\u00e3o encontradas as seguintes esp\u00e9cies de quenqu\u00e9ns: <\/strong>Acromyrmex      ambiguus (quenqu\u00e9m-preto-brilhante), Acromyrmex aspersus (quenqu\u00e9m-rajada),      Acromyrmex coronatus (quenqu\u00e9m-de-\u00e1rvore), Acromyrmex crassispinus (quenqu\u00e9m-de-cisco),      Acromyrmex diasi, Acromyrmex disciger (quenqu\u00e9m-mirim e formiga-carregadeira),      Acromyrmex heyeri (Formiga-de-monte-vermelha), Acromyrmex hispidus fallax      (Formiga-mineira), Acromyrmex hispidus formosus, Acromyrmex hystrix (quenqu\u00e9m-de-cisco-da-Amaz\u00f4nia),      Acromyrmex landolti balzani (Boca-de-cisco, formiga rapa-rapa, formiga-rapa      e formiga meia-lua), Acromyrmex landolti fracticornis , Acromyrmex landolti      landolti, Acromyrmex laticeps laticeps (Formiga-mineira e formiga-mineira-vermelha),      Acromyrmex laticeps migrosetosus (quenqu\u00e9m-campeira), Acromyrmex lobicornis      (quenqu\u00e9m-de-monte-preta), Acromyrmex lundi carli , Acromyrmex lundi lundi      (Formiga-mineira-preta, quenqu\u00e9m-mineira e quenqu\u00e9m mineira-preta), Acromyrmex      lundi pubescens , Acromyrmex muticinodus (Formiga-mineira), Acromyrmex niger,      Acromyrmex nobilis, Acromyrmex octospinosus (Carieira e quenqu\u00e9m-mineira-da-Amaz\u00f4nia),      Acromyrmex rugosus rochai (Formiga-qui\u00e7a\u00e7\u00e1), Acromyrmex rugosus rugosus (Sa\u00fava,      formiga-lavradeira e formiga-mulatinha), Acromyrmex striatus (Formiga-de-rodeio      e formiga-de-eira), Acromyrmex subterraneus bruneus (quenqu\u00e9m-de-cisco-gra\u00fada),      Acromyrmex subterraneus molestans (quenqu\u00e9m-caiap\u00f3-capixaba), Acromyrmex subterraneus      subterraneus (Caiap\u00f3). <\/p>\n   \n<p>Muitas pessoas confundem as sa\u00favas com as quenqu\u00e9ns que tamb\u00e9m s\u00e3o formigas      cortadeiras. <\/p>\n   \n<p>Para diferenci\u00e1-las basta observar o n\u00famero de pares de espinhos presentes      no mesossoma. As quenqu\u00e9ns possuem quatro pares de espinhos e as sa\u00favas tr\u00eas.    <\/p>\n   \n<p>Cabe\u00e7a um pouco alongada. As oper\u00e1rias da quenqu\u00e9m s\u00e3o polim\u00f3rficas e seu      tamanho varia de 2,0 a 10,5 mm. Oper\u00e1rias de colora\u00e7\u00e3o diferente podem ser      observadas dentro do mesmo ninho. <\/p>\n   \n<p>As rainhas e machos das quenqu\u00e9ns n\u00e3o t\u00eam nomes comuns como as da sa\u00fava e      ambos s\u00e3o respons\u00e1veis pela reprodu\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia. <\/p>\n   \n<p>A biologia das quenqu\u00e9ns \u00e9 pouco conhecida. <\/p>\n   \n<p><strong>Habitat <\/strong><\/p>\n   \n<p>\u00c1reas de matas, abertas ou de lavouras <\/p>\n   \n<p><strong>Ocorr\u00eancia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em todo o Brasil <\/p>\n   \n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o <\/strong><\/p>\n   \n<p>Envoltas na cultura de fungo s\u00e3o encontradas as larvas que dele se alimentam.      Cortam principalmente florestas cultivadas de pinus e de eucaliptos, al\u00e9m      de citrus, para produzirem fungos. <\/p>\n   \n<p><strong>Reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os ninhos das quenqu\u00e9ns n\u00e3o s\u00e3o facilmente visualizados como os das sa\u00favas.      Podem ser cobertos por palha, terra e fragmentos de vegetais. Algumas esp\u00e9cies      fazem montes de terra solta que s\u00e3o bem menores que os das sa\u00favas. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/formigas-cortadeiras-35.jpg\" alt=\"Formigas Cortadeiras\" title=\"Formigas Cortadeiras\" \/><strong><br \/>\n     Formigas Cortadeiras<\/strong><\/p>\n   \n<p>As<strong> formigas cortadeiras<\/strong> s\u00e3o insetos sociais que apresentam      castas reprodutoras e n\u00e3o reprodutoras, vivendo em col\u00f4nias permanentes.<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o insetos mastigadores e se desenvolvem por holometabolia (ovo-larva-pupaadulto).      Constituem-se em um dos mais importantes grupos de insetos daninhos \u00e0s culturas,      pois atacam intensamente e constantemente as plantas em qualquer est\u00e1dio de      desenvolvimento, cortando suas folhas, que s\u00e3o carregadas para o interior      dos ninhos localizados no interior do solo, onde cultivam fungos simbiontes.      Isso torna dif\u00edcil o seu controle e exige combates intensos.<\/p>\n   \n<p>As formigas cortadeiras pertencem \u00e0 ordem Hymenoptera, fam\u00edlia Formicidae      e subfam\u00edlia Myrmicinae. Os g\u00eaneros de maior import\u00e2ncia s\u00e3o Atta (sa\u00favas)      e Acromyrmex (quenqu\u00e9ns).<\/p>\n   \n<p>Os ninhos subterr\u00e2neos possuem dezenas ou centenas de c\u00e2maras (conhecidas,      tamb\u00e9m, como panelas) ligadas entre si e com o exterior por meio de galerias.      No exterior notam-se montes de terra solta formados pela terra retirada das      c\u00e2maras e galerias. <\/p>\n   \n<p>O tamanho de um sauveiro adulto \u00e9 vari\u00e1vel, podendo alcan\u00e7ar mais de 200      m2, com uma popula\u00e7\u00e3o de 3 a 8 milh\u00f5es de formigas.<\/p>\n   \n<p>S\u00e3o as principais pragas dos reflorestamentos brasileiros, pois atacam intensamente      e constantemente as plantas em qualquer fase de seu desenvolvimento, cortando      suas folhas, flores, brotos e ramos finos, que s\u00e3o carregados para o interior      de seus ninhos sob o solo, o que torna dif\u00edcil o seu controle. <\/p>\n   \n<p>O combate a formigas cortadeiras \u00e9 fundamental em reflorestamentos,      uma vez que as formigas constituem fator limitante ao seu desenvolvimento,      causando perdas diretas, como a morte de mudas e a redu\u00e7\u00e3o do crescimento      de \u00e1rvores e indiretas como a diminui\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia das \u00e1rvores a outros      insetos e a agentes patog\u00eanicos \u00e0s mesmas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/formigas-cortadeiras-39.jpg\" alt=\"Formigas Cortadeiras\" title=\"Formigas Cortadeiras\" \/><strong><br \/>\n     Formiga Cortadeira<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>G\u00eanero<\/strong><\/p>\n   \n<p>A <strong>formiga sa\u00fava<\/strong> \u00e9 classificada no estudo dos insetos como      pertencente ao g\u00eanero ATTA, da ordem Himenoptera. Sua ocorr\u00eancia \u00e9 notada      em t\u00f4da a Am\u00e9rica, desde o Sul dos Estados Unidos \u00e1t\u00e9 o Centro da Argentina.    <\/p>\n   \n<p>Sua voracidade no cortar e carregar para os sauveiros f\u00f4lhas, fl\u00f4res, enfim,      partes vegetais de mono e dicotiled\u00f4neas, causa s\u00e9rios preju\u00edzos \u00e0s plantas      cultivadas, abrangendo assim t\u00f4da <br \/>\n     a explora\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. <\/p>\n   \n<p><strong>Esp\u00e9cie <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Existem v\u00e1rias esp\u00e9cies de sa\u00favas que foram classificadas pelos estudiosos      no assunto; por\u00e9m, para as condi\u00e7\u00f5es do Estado de S\u00e3o Paulo, iremos ressaltar      somente 5 (cinco) que prejudicam seriamente lavouras e pastagens:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1)<\/strong> Atta sexdens rubropilosa Forel, 1908 &#8220;Sa\u00fava Lim\u00e3o&#8221;.        <br \/>\n<strong>2) <\/strong>Atta sexdens piriventris Santschi, 1919 &#8220;Sa\u00fava        Lim\u00e3o Sulina&#8221;. <br \/>\n<strong>3) <\/strong>Atta laevigata F. Smith, 1858 &#8220;Sa\u00fava Cabe\u00e7a-de-Vidro&#8221;.        <br \/>\n<strong>4)<\/strong> Atta bisphaerica Forel, 1908 &#8220;Sa\u00fava Amarela&#8221;.        <br \/>\n<strong>5)<\/strong> Atta capiguara Gon\u00e7alves, 1944 &#8220;Sa\u00fava dos Pastos&#8221;.      <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Existe, entre as esp\u00e9cies citadas, uma s\u00e9rie de diferen\u00e7as nos h\u00e1bitos, na      forma dos ninhos, (cada esp\u00e9cie tem um &#8220;estilo&#8221; arquitet\u00f4nico definido      que a caracteriza), nos tipos de vegetais que prefere etc. <\/p>\n   \n<p><strong>Forma de distinguir uma esp\u00e9cie de outra:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1) Atta sexdens rubropilosa &#8211;<\/strong>&#8220;Sa\u00fava Lim\u00e3o&#8221; e        <strong><br \/>\n       2) Atta sexdens piriventris &#8211; <\/strong>&#8220;Sa\u00fava Lim\u00e3o Sulina&#8221;<br \/>\n       Com uma var\u00eata cutucamos o interior de um &#8220;olheiro&#8221; vivo. Depois,        esperamos a sa\u00edda das formigas soldados, que s\u00e3o as maiores e providas de        fortes mand\u00edbulas em sua grande cabe\u00e7a e das quais falaremos mais adiante.        Em seguida, esprememos a cabe\u00e7a de uma ou mais delas e se exalar forte odor        de lim\u00e3o ou erva cidreira, estamos nos desfrontando com &#8220;sa\u00favas lim\u00e3o&#8221;,        cuja colora\u00e7\u00e3o \u00e9 castanho-avermelhada. <\/p>\n     \n<p><strong>3) Atta laevigata &#8211; &#8220;Sa\u00fava Cabe\u00e7a de Vidro&#8221; : <\/strong>Como        o nome est\u00e1 dizendo, a caracteriza\u00e7\u00e3o se faz pela cabe\u00e7a da formiga soldado,        que \u00e9 brilhante apresentando apar\u00eancia de vidro ou envernizada. <\/p>\n     \n<p><strong>4) Atta bisphaerica &#8211; &#8220;Sa\u00fava Amarela&#8221;: <\/strong>Os soldados        se assemelham muit\u00edssimo aos da esp\u00e9cie anterior, por\u00e9m, sem aqu\u00eale brilho        caracter\u00edstico. \u00c9 uma formiga opaca, de colorido castanho-amarelada. Vive        exclusivamente em pastagens em pleno sol. A sua maior ocorr\u00eancia \u00e9 presenciada        no Vale do Para\u00edba. <\/p>\n     \n<p><strong>5) Atta capiguara &#8211; &#8220;Sa\u00fava dos Pastos&#8221; <\/strong><\/p>\n     \n<p>Para aqu\u00eales que n\u00e3o t\u00eam pr\u00e1tica no assunto, esta \u00e9 outra esp\u00e9cie que se        assemelha em muito com a Sa\u00fava Lim\u00e3o na morfologia pura e simples da formiga.        <br \/>\n       Portanto, no processo expedito a que nos referimos, se ao espremermos a        cabe\u00e7a da formiga soldado e n\u00e3o houver despreendimento do forte odor de        lim\u00e3o ou erva cidreira e n\u00e3o tiver a cabe\u00e7a brilhante ou cabe\u00e7a opaca e        amarela, estamos nos desfrontando com a ATTA CAPIGUARA. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>PREJU\u00edZOS CAUSADOS <\/strong><\/p>\n   \n<p>As <strong>formigas sa\u00favas<\/strong>, cortando f\u00f4lhas de plantas, inclusive      as cultivadas, causam perdas econ\u00f4micas vultosas \u00e0 agricultura e \u00e0 pecu\u00e1ria,      porque diminuem ou aniquilam a produ\u00e7\u00e3o ao cortar plantas como a mandioca,      milho, frutas diversas, algod\u00e3o, plantas de jardim como a roseira, os eucaliptos      e tamb\u00e9m as pastagens, sendo que nestas, dada a s\u00e9ria concorr\u00eancia com o boi      na procura e corte da pastaria, elas indiretamente promovem sens\u00edvel redu\u00e7\u00e3o      na engorda do gado e na produ\u00e7\u00e3o do leite. <\/p>\n   \n<p>Em regi\u00f5es de agricultura adiantada, as esp\u00e9cies Atta sexdens rubropilosa      -&#8220;Sa\u00fava Lim\u00e3o&#8221;, Atta sexdens piriventris -&#8220;Sa\u00fava Lim\u00e3o Sulina&#8221;,      Atta laevigata -&#8220;Sa\u00fava Cabe\u00e7a de Vidro&#8221; e Atta bisphaerica -&#8220;Sa\u00fava      Amarela&#8221; s\u00e3o combatidas permanentemente e dessa forma deixam de constituir      problema. Todavia, se assim, n\u00e3o se proceder levam elas a metade ou mais da      produ\u00e7\u00e3o, tornando anti-econ\u00f4mica a explora\u00e7\u00e3o do solo. <\/p>\n   \n<p>O rebaixamento do leito das estradas, o desabamento de pr\u00e9dios em cujos alicerces      est\u00e3o localizadas as &#8220;panelas&#8221; do sauveiros&#8221;, tamb\u00e9m s\u00e3o alguns      dos numerosos preju\u00edzos que a sa\u00fava causa. <\/p>\n   \n<p>Em 1958, portanto, estimou-se que os preju\u00edzos causados pelas formigas sa\u00favas      atingiram o montante de 12 bilh\u00f5es de cruzeiros velhos em todo o Brasil. <\/p>\n   \n<p><strong>A VIDA DE UM SAUVEIRO <\/strong><\/p>\n   \n<p>A sa\u00fava \u00e9 um inseto social e, como tal, vive em col\u00f4nias onde existem castas      ou diferencia\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas, tendo cada uma delas uma fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n   \n<p><strong>Assim sendo, os membros da col\u00f4nia se distribuem em: <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>1 &#8211; I\u00e7\u00e1 ou Tanajura ou Rainha<\/strong><\/p>\n   \n<p>Que \u00e9 a f\u00eamea e se destaca pelo seu porte, das demais. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 p\u00f4r ovos      para a multiplica\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e povoamento do sauveiro. Portanto, a I\u00e7\u00e1      \u00e9 a M\u00c3E e r\u00easpons\u00e1vel pela prog\u00eanie. <\/p>\n   \n<p><strong>2- Formigas Oper\u00e1rias<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Que s\u00e3o est\u00e9reis, isto \u00e9, assexuadas, e se classificam em grandes,      m\u00e9dias e pequenas: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>a) Grandes <\/strong>-as oper\u00e1rias grandes s\u00e3o os soldados da col\u00f4nia,        encarregados da vigil\u00e2ncia e prote\u00e7\u00e3o do sauveiro contra os inimigos eventuais.        Distinguem-se f\u00e0cilmente das demais pelo seu porte maior e pelas mand\u00edbulas        desenvolvidas na grande cabe\u00e7a. <strong><br \/>\n       b) M\u00e9dias <\/strong>-As oper\u00e1rias m\u00e9dias s\u00e3o as cortadeiras e encarregadas        do transporte de f\u00f4lhas. S\u00e3o as carrega- deiras. <strong><br \/>\n       c) Pequenas <\/strong>-as oper\u00e1rias pequenas desempenham a fun\u00e7\u00e3o de jardineiras        encarregadas do cultivo do fungo. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>3 -l\u00e7\u00e1s e Bitus<\/strong><\/p>\n   \n<p>Formigas sexuadas nascidas da rainha e que abandonar\u00e3o o formigueiro por      ocasi\u00e3o da primeira revoada. <\/p>\n   \n<p><strong>Alimenta\u00e7\u00e3o das sa\u00favas <\/strong><\/p>\n   \n<p>A primeira vista tem-se a impress\u00e3o de que as sa\u00favas se alimentam das f\u00f4lhas      cortadas. Tal por\u00e9m, n\u00e3o procede, pois, as f\u00f4lhas ir\u00e3o servir de ambiente      (substrato) para que as sa\u00favas cultivem um fungo do qual elas se alimentam.    <\/p>\n   \n<p>O fungo \u00e9 semelhante a um bol\u00f4r, que, encontrando boas condi\u00e7\u00f5es de temperatura      e umidade, se desenvolve por s\u00f4bre as f\u00f4lhas cortadas e serve de alimenta\u00e7\u00e3o      para as sa\u00favas. O nome cient\u00edfico do fungo \u00e9 Pholota gongylophora (Moeller).    <\/p>\n   \n<p><strong>Revoada <\/strong><\/p>\n   \n<p>Em dias quentes e claros, no in\u00edcio das chuvas, d\u00e1-se o fen\u00f4meno da revoada.    <\/p>\n   \n<p>Ela se faz com indiv\u00edduos alados sexuados, oriundos da rainha. Os machos      s\u00e3o os bit\u00fas e as f\u00eameas as i\u00e7\u00e1s. Durante o v\u00f4o nupcial as i\u00e7\u00e1s s\u00e3o fecundadas      pelos bit\u00fas. <\/p>\n   \n<p>Uma vez fecundada, a rainha ou i\u00e7\u00e1 ou tanajura, est\u00e1 suficientemente capacitada      para o fen\u00f4meno da reprodu\u00e7\u00e3o em t\u00f4da a sua exist\u00eancia no sauveiro que ela      ir\u00e1 formar. <\/p>\n   \n<p>Os machos (bitus) , s\u00e3o incapazes de viverem isoladamente; acabam porisso,      morrendo, dentro de, no m\u00e1ximo, 24 horas. <\/p>\n   \n<p>As i\u00e7\u00e1s ou f\u00eameas, caindo ao solo, cortam suas asas com as patas, iniciam      a constru\u00e7\u00e3o de um n\u00f4vo sauveiro. Utilizando-se de suas mand\u00edbulas, abrem      um canal de 9 a 12 cm, onde termina com uma pequena &#8220;panela&#8221; de      20 a 30 cm de di\u00e2metro. Depois o canal \u00e9 fechado. <\/p>\n   \n<p>A i\u00e7\u00e1, ao sair do seu formigueiro natal, traz consigo, no apar\u00ealho bucal,      uma pelotinha de fungo, que no seu n\u00f4vo formigueiro \u00e9 regurgitada e irrigada      com sua mat\u00e9ria fecal. Logo em seguida, inicia a postura dos ovos. Primeiramente      ela p\u00f5e ovos de reprodu\u00e7\u00e3o e de alimenta\u00e7\u00e3o. Dos primeiros nascem as larvas      que s\u00e3o im\u00f3veis e ir\u00e3o se alimentar dos segundos que s\u00e3o colocados ao seu      alcance pela rainha. <\/p>\n   \n<p><strong>Tomando-se como refer\u00eancia o com\u00ea\u00e7o do trabalho de escava\u00e7\u00e3o, as      diferentes fases iniciam-se: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1 &#8211;<\/strong> Regurgitamento do fungo depois de 48 horas <br \/>\n<strong>2 &#8211;<\/strong> Postura dos ovos. depois de 5 a 6 dias <br \/>\n<strong>3 &#8211;<\/strong> Aparecimento das primeiras larvas. ap\u00f3s 30 a 35 dias        <br \/>\n<strong>4 <\/strong>&#8211; Aparecimento das primeiras pupas. ap\u00f3s 50 a 51 dias        <br \/>\n<strong>5 &#8211;<\/strong> Aparecimento dos primeiros adultos (formigueiros) ap\u00f3s        62 a 66 dias. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Essas formiguinhas permanecem c\u00earca de 20 dias no interior da &#8220;panelinha&#8221;,      antes de desobstruirem o canal, que p\u00f5e o ninho de contato com o mundo exterior      (1.\u00b0 olheiro). <\/p>\n   \n<p><strong>Abertura dos olheiras <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>a) Primeiro olheiro: <\/strong>A abertura do primeiro olheiro (desobstru\u00e7\u00e3o        do canal) pelas formiguinhas ocorre em m\u00e9dia 87 dias ap\u00f3s a i\u00e7\u00e1 ter penetrado        no solo. <strong><br \/>\n       b) Segundo olheiro: <\/strong>O segundo olheiro somente aparece c\u00earca de        14 meses ap\u00f3s a abertura do primeiro. Portanto c\u00earca de 17 meses depois        da i\u00e7\u00e1 ter penetrado no solo. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A partir da\u00ed, ent\u00e3o, outros olheiros s\u00e3o constru\u00ed dos r\u00e0pidamente e, em 82      dias, em m\u00e9dia, s\u00e3o abertos do terceiro ao d\u00e9cimo olheiros. <\/p>\n   \n<p><strong>Aparecimento das oper\u00e1rias<\/strong><\/p>\n   \n<p>As primeiras formigas aparecem na superf\u00edcie da terra c\u00earca de 3 (tr\u00eas) meses      depois de fundado o sauveiro -87 dias. <\/p>\n   \n<p>Do 4\u00ba ao 10\u00ba m\u00eas surgem as oper\u00e1rias, com exce\u00e7\u00e3o das oper\u00e1rias grandes (formigas      soldados) que s\u00e3o vistas somente aos 22 meses ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o da col\u00eania.    <\/p>\n   \n<p>Um detalhe interessante \u00e9 que as formigas n\u00e3o crescem; o crescimento se d\u00e1      somente na fase larval. <\/p>\n   \n<p><strong>Sauveiro adulto <\/strong><\/p>\n   \n<p>Com o aparecimente do segundo olheiro, o crescimento da col\u00f4nia \u00e9 r\u00e1pido.      Aumentando-se o n\u00famero de formigas abrem-se olheiros; numerosas &#8220;panelas&#8221;      e canais v\u00e3o tamb\u00e9m sendo constitu\u00eddas em zonas mais profundas. <\/p>\n   \n<p>A primeira revoada ocorre quando o formigueiro \u00e9 considerado adulto, isto      \u00e9, dos 36 aos 38 meses de sua funda\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Um grande sauveiro adulto pode ter centenas de &#8220;panelas&#8221;,      as quais podem ser: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>a)<\/strong> vivas (com fungos, ovos etc.)<br \/>\n<strong>b) <\/strong>de lixo (com detritos vegetais n\u00e3o aproveitados ou explorados        pelos fungos, formigas mortas etc.)<br \/>\n<strong>c)<\/strong> de terra (com terra oriunda da escava\u00e7\u00e3o de novas &#8220;panelas&#8221;        e canais<br \/>\n<strong>d)<\/strong> vazios (quando ainda nada cont\u00eam). <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Formas aladas <\/strong><\/p>\n   \n<p>Na revoada, que ocorre anualmente, ap\u00f3s atingida a maturidade do sauveiro,      formas aladas (i\u00e7\u00e1s e bit\u00fas) s\u00e3o libertadas, para a.perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie.    <\/p>\n   \n<p><strong>Vejamos em n\u00fameros redondos a m\u00e9dia anual de indiv\u00edduos oriundos      de formigueiros, das seguintes esp\u00e9cies:<\/strong><\/p>\n               \n<table width=\"47%\" border=\"0\" cellpadding=\"0\" cellspacing=\"1\" bgcolor=\"#000000\">\n<tr>\n<td align=\"center\" width=\"33%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Formas Sexuadas<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" width=\"34%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Sa\u00fava Lim\u00e3o<\/strong><\/td>\n           \n<td align=\"center\" width=\"33%\" bgcolor=\"#FFFFCC\"><strong>Sa\u00fava Cabe\u00e7a-de-Vidro<\/strong><\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">I\u00e7\u00e1s (f\u00eameas)<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">2.900 <\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">1.700 <\/td>\n         <\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">Bit\u00fas (machos)<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">14.250<\/td>\n           \n<td align=\"center\" bgcolor=\"#FFFFFF\">5.350 <\/td>\n         <\/tr>\n<\/table>\n      \n<p>A propor\u00e7\u00e3o entre machos e f\u00eameas varia bastante, inclusive em formigueiros      da mesma esp\u00e9cie. <\/p>\n   \n<p>De ac\u00f4rdo com pesquisas feitas, existe uma propor\u00e7\u00e3o de 1,21 a 25,6 machos      (bit\u00fas) para 1 f\u00eamea (i\u00e7\u00e1) de Sa\u00fava Lim\u00e3o e de 1,5 a 12,4 machos para cada      f\u00eamea da Sa\u00fava Cabe\u00e7a-de-Vidro. <\/p>\n   \n<p>Diante disso, \u00e9 dif\u00edcil ou mesmo imposs\u00edvel n\u00e3o haver fecunda\u00e7\u00e3o das f\u00eameas      no v\u00f4o nupcial. Os machos, em maior n\u00famero, formam uma nuvem de atra\u00e7\u00e3o sexual      na qual as f\u00eameas s\u00e3o envolvidas e acasaladas. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.macex.com.br\/www.vivaterra.org\/www.cati.sp.gov.br\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Formigas Cortadeiras, Insetos, Sa\u00fava, Caracter\u00edsticas, Quenqu\u00e9ns, Brasil, Alimenta\u00e7\u00e3o, Reprodu\u00e7\u00e3o, Ocorr\u00eancia, Habitat, Pragas, G\u00eanero, Formigas Cortadeiras<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15955,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-21447","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Formigas Cortadeiras - 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