{"id":21443,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/classe-crustacea-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:38:55","modified_gmt":"2026-09-01T15:38:55","slug":"classe-crustacea-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/classe-crustacea-2\/","title":{"rendered":"Classe Crust\u00e1cea"},"content":{"rendered":"\n<p>Os membros da <strong>classe Crustacea<\/strong> s\u00e3o estruturalmente diversos.    <\/p>\n   \n<p>Eles t\u00eam geralmente representa\u00e7\u00f5es da cabe\u00e7a, do t\u00f3rax e do abd\u00f3men, no entanto,      ocorre varia\u00e7\u00e3o na forma como os segmentos do corpo s\u00e3o formados por exemplo,      a cabe\u00e7a e o t\u00f3rax podem ser fundidos em conjunto para formar um cefalot\u00f2rax,      alguns segmentos podem ser reduzidas e outros modificados. <\/p>\n   \n<p>Eles t\u00eam dois pares de antenas e pelo menos 5 pares de membros ramificada.    <\/p>\n   \n<p>Os membros podem ser usados na respira\u00e7\u00e3o, nadando, rastejando e alimenta\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n   \n<p>Eles podem ser altamente modificada como maxilas, \u00f3rg\u00e3os reprodutivos, v\u00e1rias      outras estruturas ou podem ser simplificados ou perdido. <\/p>\n   \n<p>A maioria dos crust\u00e1ceos s\u00e3o encontrados em habitats marinhos e de \u00e1gua doce.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>crust\u00e1ceos <\/strong>s\u00e3o animais do <strong>filo Arthropoda<\/strong>,      representados por camar\u00f5es, siris, caranguejos, cracas, lagostas, al\u00e9m de      esp\u00e9cies da microfauna, totalizando cerca de 40.000 esp\u00e9cies. <\/p>\n   \n<p>O nome da classe vem do fato de terem um exoesqueleto de quitina endurecido      pelo ac\u00famulo de carbonato de c\u00e1lcio (do latim, crusta= carapa\u00e7a dura). <\/p>\n   \n<p>Constituem o grupo principal de artr\u00f3podos aqu\u00e1ticos. A maioria \u00e9 marinha,      mas existem muitas esp\u00e9cies de \u00e1gua doce e tem havido muitas invas\u00f5es do ambiente      terrestre (\u0093tatuzinhos\u0094). Os crust\u00e1ceos s\u00e3o extremamente diversificados      quanto \u00e0 estrutura e ao h\u00e1bito, mas s\u00e3o os \u00fanicos entre os artr\u00f3podos a possu\u00edrem      dois pares de antenas. As primeiras antenas, pr\u00f3ximas a boca, t\u00eam uma origem      similar \u00e0s antenas de outros artr\u00f3podes.<\/p>\n   \n<p>O segundo par, contudo, provavelmente originou-se a partir de transforma\u00e7\u00f5es      de ap\u00eandices da regi\u00e3o anterior do corpo que foram incorporados \u00e0 cabe\u00e7a;      o par mais curto \u00e9 chamado de ant\u00eanulas birremes e o longo de antenas; ambos      s\u00e3o receptores de est\u00edmulos do meio ambiente. Outros ap\u00eandices cef\u00e1licos caracter\u00edsticos      s\u00e3o um par de mand\u00edbulas e dois pares de maxilas. As mand\u00edbulas constituem      o terceiro par de ap\u00eandices da cabe\u00e7a. Na maioria das esp\u00e9cies s\u00e3o utilizadas      para triturar e moer, sendo curtas e fortes. Al\u00e9m desses tr\u00eas pares de ap\u00eandices,      na cabe\u00e7a h\u00e1 mais dois pares alimentares acess\u00f3rios chamados de primeira e      segunda maxila. A especializa\u00e7\u00e3o do tronco (t\u00f3rax mais abdome) varia muito,      mas \u00e9 comum uma carapa\u00e7a que cobre todo ou parte do corpo. S\u00e3o os \u00fanicos artr\u00f3podos      que possuem ap\u00eandices em todos os segmentos do corpo.<\/p>\n   \n<p>O corpo dos crust\u00e1ceos \u00e9 extremamente vari\u00e1vel, conforme o tipo de especializa\u00e7\u00f5es      de cada esp\u00e9cie. Todavia, a partir de estudos comparativos, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer      algumas semelhan\u00e7as b\u00e1sicas e fazer infer\u00eancias sobre a forma ancestral dos      crust\u00e1ceos viventes. <\/p>\n   \n<p><strong>Cada segmento do corpo \u00e9 formado, como nos insetos, por 4 pe\u00e7as:      <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Um tergo <br \/>\n       Um esterno <br \/>\n       Duas pleuras<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>A estrutura b\u00e1sica do tronco desses animais seria formada de muitos segmentos      similares, cada qual com um par de ap\u00eandices, sendo que na base do \u00faltimo      segmento h\u00e1 um orif\u00edcio retal. Os ap\u00eandices tor\u00e1cicos s\u00e3o fundamentalmente      locomotores. Servem para nadar e caminhar sobre superf\u00edcies s\u00f3lidas. Os ap\u00eandices      abdominais, quando existentes, est\u00e3o adaptados \u00e0 nata\u00e7\u00e3o e a eles, nas f\u00eameas,      podem aderir os ovos at\u00e9 ao nascimento dos novos animais. O corpo dos crust\u00e1ceos,      \u00e9 recoberto por uma carapa\u00e7a, denominada cut\u00edcula que geralmente \u00e9 calcificada.<\/p>\n   \n<p>Os ap\u00eandices dos crust\u00e1ceos s\u00e3o tipicamente birremes e, dependendo do grupo,      adaptaram-se para muitas diferentes fun\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>Na alimenta\u00e7\u00e3o por filtra\u00e7\u00e3o, ceifas muito pr\u00f3ximas dos ap\u00eandices funcionam      como filtro. As br\u00e2nquias, que geralmente n\u00e3o existem apenas nas esp\u00e9cies      muito pequenas, est\u00e3o tipicamente associadas com os ap\u00eandices, mas a localiza\u00e7\u00e3o,      o n\u00famero e a forma variam muito.<\/p>\n   \n<p>A maioria das esp\u00e9cies \u00e9 marinha, existindo tamb\u00e9m na \u00e1gua doce e salobra,      mas h\u00e1 esp\u00e9cies terrestres, como o tatuzinho-de-jardim. <\/p>\n   \n<p><strong>O corpo, nos crust\u00e1ceos mais evolu\u00eddos, pode ter 19 segmentos e \u00e9      dividido em tr\u00eas tagmas:<\/strong> cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abd\u00f4men; a cabe\u00e7a \u00e9 fundida      ao t\u00f3rax, e o conjunto chama-se cefalot\u00f3rax.<\/p>\n   \n<p><strong>O cefalot\u00f3rax tem as pe\u00e7as mastigat\u00f3rias (para a alimenta\u00e7\u00e3o) assim      como os \u00f3rg\u00e3os sensitivos:<\/strong> olhos e antenas. <\/p>\n   \n<p>Os dois pares de antenas s\u00e3o particularmente desenvolvidos; elas t\u00eam um papel      t\u00e1ctil e sensitivo. O cefalot\u00f3rax tamb\u00e9m pode incluir cinco pares de patas      andarilhas (ou ambulat\u00f3rias), explicando o nome dos dec\u00e1podes (5 X 2= 10).      Essas patas servem aos deslocamentos ao solo, o primeiro par \u00e9 transformado      em pin\u00e7as mais ou menos desenvolvidas em comprimento e espessura. O cefalot\u00f3rax      protege os \u00f3rg\u00e3os internos, nomeadamente as br\u00e2nquias. Ele termina \u00e0 frente      por um rostro mais ou menos desenvolvido, que inclui diversos dentes. Este      rostro, e sobretudo o n\u00famero de dentes que inclui, podem ajudar a determinar      uma esp\u00e9cie.<\/p>\n   \n<p>O abd\u00f4men \u00e9 a parte mais comest\u00edvel dos camar\u00f5es e lagostas, e \u00e9 freq\u00fcentemente      chamado de cauda, sobretudo em culin\u00e1ria. \u00c9 articulado e inclui as patas nadadoras<\/p>\n   \n<p>Como o exoesqueleto \u00e9 r\u00edgido, deve ser mudado para permitir o crescimento      do corpo. Nos jovens, essa muda geralmente ocorre a cada duas semanas, e nos      adultos, duas vezes por ano. Antes da muda, as camadas de cut\u00edcula velha s\u00e3o      digeridas, o c\u00e1lcio \u00e9 reabsorvido, um novo esqueleto mole cresce por baixo,      separa-se do velho, enquanto os m\u00fasculos e outras estruturas dentro das extremidades      amolecem e diminuem de volume. A velha cut\u00edcula abre-se dorsalmente, entre      a carapa\u00e7a e o abdome, e o animal sai do velho exoesqueleto. Nessa ocasi\u00e3o,      o intestino absorve muita \u00e1gua para aumentar o volume do corpo e distender      a nova cut\u00edcula. O animal fica escondido at\u00e9 que a nova cut\u00edcula endure\u00e7a.    <\/p>\n   \n<p>A maioria \u00e9 de vida livre, mas existem esp\u00e9cies greg\u00e1rias (cracas) que vivem      em cardumes. Existem esp\u00e9cies parasitas e comensais. S\u00e3o um grupo muito antigo,      com f\u00f3sseis do Cambriano e, apesar do n\u00famero reduzido de esp\u00e9cies (se comparado      aos insetos), s\u00e3o os artr\u00f3podos dominantes do ambiente aqu\u00e1tico.<\/p>\n   \n<p>O tegumento de muitos malacostracos cont\u00e9m cromat\u00f3foros ramificados, dentro      dos quais gr\u00e2nulos de pigmento de uma ou mais cores podem ficar dispersados      ou concentrados, mudando a colora\u00e7\u00e3o do animal. A adapta\u00e7\u00e3o ao fundo \u00e9 uma      fun\u00e7\u00e3o comum dos cromat\u00f3foros. As mudan\u00e7as dos cromat\u00f3foros e outras fun\u00e7\u00f5es      dos crust\u00e1ceos podem apresentar atividades r\u00edtmicas que coincidem com ritmos      diurnos ou de mar\u00e9. Muitos malacostracos s\u00e3o capazes de praticar a auto-amputa\u00e7\u00e3o      de ap\u00eandices (autotomia), o que auxilia a fuga de predadores. Os ap\u00eandices      s\u00e3o regenerados em conex\u00e3o com a muda.<\/p>\n   \n<p>Alguns crust\u00e1ceos mudam durante toda a vida; outras cessam as mudas ao atingir      a maturidade sexual. Muitos aspectos importantes da fisiologia da muda ocorrem      durante a longa fase preparat\u00f3ria (reabsor\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio), durante a fase de      conclus\u00e3o (deposi\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio) e durante a intermuda (acumula\u00e7\u00e3o de reservas      aliment\u00edcias). Ao longo do seu crescimento, um crust\u00e1ceo fica apertado nessa      carapa\u00e7a que n\u00e3o cresce com ele. Ele abandona-a, a carapa\u00e7a torna-se a ex\u00favia,      o exoesqueleto abandonado; \u00e9 o fen\u00f4meno da muda ou ecdise. <\/p>\n   \n<p>Ao absorver o carbonato de c\u00e1lcio (CaCO3) contido na \u00e1gua (\u00e9 por esta raz\u00e3o      que a grande maioria das esp\u00e9cies vive em \u00e1gua dura, por vezes salina), mas      tamb\u00e9m em menor medida \u00e0 partir do c\u00e1lcio dos gastr\u00f3litos contidos no est\u00f4mago,      os crust\u00e1ceos fabricam sua nova carapa\u00e7a. Durante este tempo, seu corpo mole      e fr\u00e1gil torna-se presa para os predadores. E por esta raz\u00e3o necess\u00e1rio prever      ref\u00fagios no aqu\u00e1rio, para que possam mudar ao abrigo dos olhares indiscretos.      O crescimento \u00e9 descontinuo, por etapas; ocorre um brusco aumento de peso      e de comprimento \u00e0 cada muda. <\/p>\n   \n<p><strong>O aparelho digestivo \u00e9 formado pela boca, es\u00f4fago, est\u00f4mago dividido      em duas partes:<\/strong> a anterior, denominada c\u00e2mara card\u00edaca e a posterior      chamada de c\u00e2mara pil\u00f3rica. Na c\u00e2mara card\u00edaca existem dentes calcificados      formando um moinho g\u00e1strico que ajuda na tritura\u00e7\u00e3o dos alimentos. De uma      maneira geral, os crust\u00e1ceos s\u00e3o carn\u00edvoros ou on\u00edvoros, por vezes detrit\u00edvoros.      As formas de alimenta\u00e7\u00e3o podem variar muito, por\u00e9m o tubo digestivo, na maioria      dos casos, \u00e9 reto, iniciando-se numa boca que ocupa posi\u00e7\u00e3o ventral na cabe\u00e7a.      A por\u00e7\u00e3o anterior do aparelho digestivo, apesar de ter \u00e0s vezes a conforma\u00e7\u00e3o      de um simples es\u00f4fago, \u00e9 normalmente dilatada funcionando como um triturador      de alimento, gra\u00e7as \u00e0 presen\u00e7a de dent\u00edculos ou oss\u00edculos em suas paredes.      Segue-se a esse intestino anterior, a por\u00e7\u00e3o do tubo onde o alimento \u00e9 absorvido,      o intestino m\u00e9dio, onde desembocam dois cecos. Em v\u00e1rios animais as c\u00e9lulas      dos cecos s\u00e3o bastante especializadas, secretando enzimas digestivas. <\/p>\n   \n<p>As excretas s\u00e3o armazenadas em nefr\u00f3citos, c\u00e9lulas presentes na maioria dos      artr\u00f3podes, e, entre os crust\u00e1ceos, situadas nos eixos das br\u00e2nquias e nas      bases das pernas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-crustacea-13.jpg\" \/><br \/>\n<strong>Morfologia Interna dos Crust\u00e1ceos<\/strong><\/p>\n   \n<p>O aparelho circulat\u00f3rio \u00e9 do tipo aberto, ou seja, h\u00e1 um cora\u00e7\u00e3o de onde      partem veias e art\u00e9rias, mas nos \u00f3rg\u00e3os e tecidos o sangue passa a circular      em lacunas onde h\u00e1 a troca de nutrientes, gases e excretas, e \u00e9 formado por      um cora\u00e7\u00e3o dorsal curto e irregular de onde saem seis art\u00e9rias que se distribuem      por todo o corpo. O sangue (hemolinfa) possui colora\u00e7\u00e3o azulada devido ao      pigmento hemocianina, e volta ao cora\u00e7\u00e3o pelos ost\u00edolos. Este sistema circulat\u00f3rio      \u00e9 denominado aberto ou lacunar, porque o sangue n\u00e3o est\u00e1 sempre no interior      dos vasos.<\/p>\n   \n<p>O aparelho circulat\u00f3rio \u00e9 do tipo aberto, ou seja, h\u00e1 um cora\u00e7\u00e3o de onde      partem veias e art\u00e9rias, mas nos \u00f3rg\u00e3os e tecidos o sangue passa a circular      em lacunas onde h\u00e1 a troca de nutrientes, gases e excretas, e \u00e9 formado por      um cora\u00e7\u00e3o dorsal curto e irregular de onde saem seis art\u00e9rias que se distribuem      por todo o corpo. O sangue (hemolinfa) possui colora\u00e7\u00e3o azulada devido ao      pigmento hemocianina, e volta ao cora\u00e7\u00e3o pelos ost\u00edolos. Este sistema circulat\u00f3rio      \u00e9 denominado aberto ou lacunar, porque o sangue n\u00e3o est\u00e1 sempre no interior      dos vasos.<\/p>\n   \n<p>O<strong> aparelho respirat\u00f3rio<\/strong> \u00e9 formado por v\u00e1rios pares de br\u00e2nquias      situadas nos dois lados de todos os segmentos tor\u00e1cicos.<\/p>\n   \n<p>Localizadas lateralmente difundem oxig\u00eanio para o sistema circulat\u00f3rio aberto      ou lacunar que o tranportar\u00e1 associado a pigmentos.<\/p>\n   \n<p>O<strong> sistema nervoso <\/strong>dos crust\u00e1ceos tamb\u00e9m \u00e9 bastante similar      ao dos outros artr\u00f3podes, notando-se a ocorr\u00eancia de g\u00e2nglios nervosos que      podem ser maiores ou menores conforme a esp\u00e9cie considerada. \u00c9 constitu\u00eddo      de g\u00e2nglios supraesof\u00e1gicos (c\u00e9rebro, g\u00e2nglio subesof\u00e1gico e cord\u00e3o nervoso      ventral duplo). O g\u00e2nglio subesof\u00e1gico \u00e9 resultante de fus\u00e3o de 5 ou 6 pares      de g\u00e2nglios.<\/p>\n   \n<p>Sabe-se que os horm\u00f4nios controlam muitas fun\u00e7\u00f5es nos crust\u00e1ceos, das quais      a reprodu\u00e7\u00e3o, a muda e crescimento e as mudan\u00e7as dos cromat\u00f3foros t\u00eam sido      as mais estudadas (em dec\u00e1podes). Existem v\u00e1rios centros de secre\u00e7\u00e3o hormonal      e a gl\u00e2ndula do seio no ped\u00fanculo ocular dos dec\u00e1podes \u00e9 um centro principal      de libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios. O \u00f3rg\u00e3o X, uma pequena gl\u00e2ndula, produz horm\u00f4nios      que inibem a muda, enquanto que os horm\u00f4nios do \u00f3rg\u00e3o Y induzem a muda.<\/p>\n   \n<p>Os \u00f3rg\u00e3os sensoriais dos crust\u00e1ceos incluem dois tipos de olhos, um par de      olhos compostos e um olho de n\u00e1uplio pequeno, mediano e dorsal, composto de      tr\u00eas ou quatro ocelos situados bem pr\u00f3ximos. Alguns grupos n\u00e3o possuem olhos      compostos, e o olho de n\u00e1uplio, caracter\u00edstico da larva dos crust\u00e1ceos, n\u00e3o      persiste no adulto de muitos grupos. O tato \u00e9 percebido pelos p\u00ealos t\u00e1cteis      que se distribuem pelo corpo. O sentido qu\u00edmico, gosto mais olfato, reside      em p\u00ealos localizados nas extremidades das antenas, pe\u00e7as bucais e extremidade      daquelas. Equil\u00edbrio e orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidade s\u00e3o dados pelo estatocisto que      \u00e9 uma estrutura em forma de saco que se abre dorsalmente sob p\u00ealos finos,      no art\u00edculo basal de cada ant\u00eanula.<\/p>\n   \n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o nesse grupo de animais \u00e9 sexuada, sendo que, salvo algumas exce\u00e7\u00f5es,      os indiv\u00edduos apresentam sexos separados. Entre as poucas esp\u00e9cies hermafroditas      podem os citar as cracas. Os crust\u00e1ceos s\u00e3o ov\u00edparos. O desenvolvimento dos      crust\u00e1ceos \u00e9 indireto, ou em outras palavras quando h\u00e1 a eclos\u00e3o do ovo, o      indiv\u00edduo encontra-se num est\u00e1gio de larva e atrav\u00e9s de algumas transforma\u00e7\u00f5es,      ao longo do tempo, adquire a forma do adulto. Na maioria das esp\u00e9cies o desenvolvimento      \u00e9 indireto, com uma larva livre-natante chamada N\u00e1uplio, primeiro est\u00e1gio      de eclos\u00e3o e possui um olho de n\u00e1uplio mediano e apenas os primeiros tr\u00eas      pares de ap\u00eandices do corpo. Nos crust\u00e1ceos superiores o n\u00e1uplio se desenvolve      numa larva chamada Zoea. Esta pode se desenvolver numa larva m\u00edsis ou originar      um est\u00e1gio juvenil muito semelhante ao adulto, chamado p\u00f3s-larva. Na maioria      dos Decapoda (os crust\u00e1ceos mais avan\u00e7ados) o n\u00e1uplio ocorre dentro do ovo,      e uma zoea \u00e9 liberada na eclos\u00e3o. O n\u00famero de est\u00e1gios larvais varia bastante      nos diferentes grupos de crust\u00e1ceos. Em alguns, como nos lagostins, as formas      larvais s\u00e3o totalmente suprimidas. <\/p>\n   \n<p>A c\u00f3pula \u00e9 t\u00edpica da maioria dos crust\u00e1ceos e a incuba\u00e7\u00e3o dos ovos \u00e9 muito      comum. Os orif\u00edcios genitais est\u00e3o situados ventralmente, entre as patas de      andar. <\/p>\n   \n<p>Quando h\u00e1 acasalamento, o macho vira a f\u00eamea de costas (por vezes depois      da muda) e deposita uma massa de esperma perto de seus orif\u00edcios genitais.      A desova ocorre umas horas depois, os ovos, freq\u00fcentemente muito coloridos,      s\u00e3o fecundados \u00e0 medida da desova. Ent\u00e3o eles s\u00e3o aglutinados por uma subst\u00e2ncia      gelatinosa (produzida pelas gl\u00e2ndulas) entre as patas nadadoras cujo movimento      as areja, o tempo que os embri\u00f5es se desenvolvam. A incuba\u00e7\u00e3o varia de dez      \u00e0 vinte dias em fun\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies e da temperatura; quanto mais esta \u00e9 elevada,      mais curta \u00e9 a incuba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Os crust\u00e1ceos , como os artr\u00f3podes em geral, t\u00eam boa capacidade de regenerar      partes perdidas. Quando perdem uma parte ela come\u00e7a a ser regenerada na muda      seguinte e cresce a cada muda, at\u00e9 ficar completa. Se arrancarmos o ped\u00fanculo      todo do olho, a regenera\u00e7\u00e3o pode ser defeituosa e n\u00e3o originar um novo olho,      e sim um ap\u00eandice em forma de antena. Regenera\u00e7\u00e3o de uma parte diferente daquela      que foi removida \u00e9 chamada heteromorfose. A regenera\u00e7\u00e3o \u00e9 tanto maior quanto      mais jovem for o animal. <\/p>\n   \n<p><strong>Sistem\u00e1tica<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Por conveni\u00eancia, os crust\u00e1ceos ser\u00e3o subdivididos em dois grupos:<\/strong>      a subclasse Branchiopoda e a subclasse Malacostraca, onde concentram-se animais      maiores e bem conhecidos.<\/p>\n   \n<p><strong>Sub-classe Malacostraca, subdividida em: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Ordem Decapoda <br \/>\n       Ordem Amphipoda <br \/>\n       Ordem Isopoda<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Sub-classe Branchiopoda, subdividida em: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Sub-classe Ostracoda <br \/>\n       Sub-classe Copepoda<br \/>\n       Sub-classe Cirripedia <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Os Malacostracos incluem todas as formas ditas superiores.<\/p>\n   \n<p><strong>O n\u00famero de seus segmentos \u00e9 fixo:<\/strong> cabe\u00e7a 6, t\u00f3rax 8, abd\u00f4men      6, mais o t\u00e9lson.<\/p>\n   \n<p>O nauplius n\u00e3o existe ao estado da larva livre a n\u00e3o ser num pequeno n\u00famero      de g\u00eaneros, ele apresenta-se como um estado intra-ovular. Crust\u00e1ceos com olhos      compostos, 2 pares de antenas, com a cabe\u00e7a e t\u00f3rax fundidos e normalmente      cobertos por uma carapa\u00e7a. A principal caracter\u00edstica comum do grupo \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o      do corpo, dividido em cabe\u00e7a, t\u00f3rax (com 8 segmentos) e abdome (com 6 ou 7      segmentos). A cabe\u00e7a possui os tradicionais 5 pares de ap\u00eandices. <\/p>\n   \n<p>Todos os segmentos do t\u00f3rax e do abdome s\u00e3o providos de ap\u00eandices. Segmentos      do t\u00f3rax podem estar unidos \u00e0 cabe\u00e7a, formando um cefalot\u00f3rax. <\/p>\n   \n<p>A carapa\u00e7a pode estar presente ou ausente.<\/p>\n   \n<p><strong>Outras caracter\u00edsticas pr\u00f3prias s\u00e3o: <\/strong>presen\u00e7a de est\u00f4mago,      presen\u00e7a de leque caudal (formado pelo \u00faltimo par de segmentos abdominais,      os ur\u00f3podos, e pelo t\u00e9lson); um par de olhos compostos. Os malacostracos podem      ser marinhos (bent\u00f4nicos ou nect\u00f4nicos), podem viver na \u00e1gua doce (rios e      lagos) ou podem ser terrestres (vivendo pr\u00f3ximo \u00e0 \u00e1gua ou em ambientes \u00famidos).      Sua ordem mais importante, Decapoda, inclui os crust\u00e1ceos mais conhecidos,      como caranguejos, siris, lagostas, lagostins e camar\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>O t\u00f3rax tem 8 segmentos, com um par de ap\u00eandices cada (os primeiros 3 pares      servem para a alimenta\u00e7\u00e3o, e os restantes 5 s\u00e3o locomotores). Na regi\u00e3o tor\u00e1cica      encontramos cinco pares de ap\u00eandices (pernas tor\u00e1cicas), denominados PERI\u00d3PODOS,      usados para andar sobre o fundo.<\/p>\n   \n<p>Abd\u00f4men geralmente com 6 segmentos adaptados a v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es (nata\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o,      etc.) e com ap\u00eandices, muitos deles birremes, isto \u00e9, divididos em duas partes.      Nestes casos um dos ramos desempenha uma fun\u00e7\u00e3o (por exemplo a locomo\u00e7\u00e3o)      enquanto que o outro tem uma diferente (por exemplo a respira\u00e7\u00e3o).<\/p>\n   \n<p>Seus ap\u00eandices (patas abdominais) que s\u00e3o denominados PLE\u00d3PODOS, ajudam na      respira\u00e7\u00e3o e carregam os ovos das f\u00eameas. Os \u00faltimos segmentos s\u00e3o estruturas      achatadas; os dois laterais s\u00e3o denominados ur\u00f3podos e o central, t\u00e9lson.      Em conjunto eles formam um remo para nata\u00e7\u00e3o. Esta situa\u00e7\u00e3o observa-se nas      patas tor\u00e1cicas de muitos Malacostraca, onde o ramo mais curto est\u00e1 modificado      numa br\u00e2nquia. <\/p>\n   \n<p>Os Malacostraca s\u00e3o normalmente animais de vida livre e procuram ativamente      a sua comida, fazendo uso dos seus olhos bem desenvolvidos e de quimiorreceptores.<\/p>\n   \n<p><strong>Somente tr\u00eas ordens ser\u00e3o comentadas aqui:<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os Is\u00f3podes, cujo primeiro segmento tor\u00e1cico (por v\u00eazes tamb\u00e9m o segundo)      fusiona-se com a cabe\u00e7a, mas sem formar uma carapa\u00e7a cefalotor\u00e1cica. O primeiro      par de ap\u00eandices tor\u00e1cicos transforme-se em patas-maxilares, os outros s\u00e3o      unirremes.<\/p>\n   \n<p>Os ap\u00eandices abdominais conservam a estrutura birreme e funcionam como br\u00e2nquias.      O corpo \u00e9 achatado dorso-ventralmente. Por entre as esp\u00e9cies marinhas encontram-se      as Idothea e as Lygia. Entre as esp\u00e9cies dulc\u00edcolas, a asela (Asellus aquaticus)      e entre as terrestres, os &#8220;bichos de contas&#8221; (Oniscus asellus).    <\/p>\n   \n<p>Os is\u00f3podes s\u00e3o pequenos crust\u00e1ceos achatados dorsoventralmente e sem carapa\u00e7a.      S\u00e3o representados pelos tatuzinhos de jardim (Porcellio e Armadillidium) e      as baratinhas da praia (Ligia exotica). S\u00e3o crust\u00e1ceos terrestres que apresentam      sete segmentos tor\u00e1cicos distintos, cada um com um par de pernas. A respira\u00e7\u00e3o      nos is\u00f3podos \u00e9 feita atrav\u00e9s de ap\u00eandices abdominais modificados para esse      fim. T\u00eam o abd\u00f4men curto com os segmentos fundidos total ou parcialmente.      O 1\u00ba par de antenas \u00e9 curto e o 2\u00ba pode ser bastante longo.<\/p>\n   \n<p>Os olhos n\u00e3o s\u00e3o pedunculados. O primeiro par de ap\u00eandices tor\u00e1cicos faz      parte da armadura bucal e os restantes servem para a locomo\u00e7\u00e3o. Os primeiros      5 pares de ap\u00eandices abdominais s\u00e3o achatados, funcionando como br\u00e2nquias,      e o 6\u00ba segmento suporta ap\u00eandices natat\u00f3rios birremes juntamente com o t\u00e9lson.    <\/p>\n   \n<p>Os Amphipoda t\u00eam o corpo comprimido lateralmente. Seu segmento tor\u00e1cico anterior      fusiona com a cabe\u00e7a e tem um par de patas-maxilares. As br\u00e2nquias s\u00e3o filamentos      ou tubos anexados \u00e0s patas tor\u00e1cicas. Geralmente, os tr\u00eas primeiros pares      de patas abdominais servem para nadar. Os tr\u00eas seguintes, dirigidos para tr\u00e1s,      servem para saltar. Numerosas formas livres marinhas e dulc\u00edcolas, nomeadamente      o gammarus (Gammarus pulex). <\/p>\n   \n<p>Os anf\u00edpodes s\u00e3o pequenos crust\u00e1ceos sem carapa\u00e7a, comprimidos lateralmente      e com o abd\u00f4men dobrado ventralmente. As antenas superiores e inferiores s\u00e3o      variavelmente desenvolvidas e os olhos n\u00e3o s\u00e3o pedunculados. O 1\u00ba par de ap\u00eandices      tor\u00e1cicos faz parte da armadura bucal, enquanto que os restantes 6 pares podem      estar ou n\u00e3o transformados em pin\u00e7as. O abd\u00f4men tem 3 pares de patas adaptadas      ao salto, 3 pares de ap\u00eandices natat\u00f3rios e o t\u00e9lson (por vezes ausente).      Da Ordem Amphipoda destacamos a Fam\u00edlia Caprellidae.<\/p>\n   \n<p>Os Dec\u00e1podes representam os crust\u00e1ceos mais evolu\u00eddos. Sua pele coberta de      quitina impregna-se de calc\u00e1rio e adquire uma grande solidez. Os ap\u00eandices      dos tr\u00eas primeiros segmentos tor\u00e1cicos, transformados em patas-maxilares,      incorporam-se na armadura bucal. Um grande escudo cefalotor\u00e1cico cobre dorsalmente      e lateralmente a cabe\u00e7a e o t\u00f3rax; ele forma uma esp\u00e9cie de concha de cada      lado do cefalot\u00f3rax, delimitando as cavidades das br\u00e2nquias, a direita e a      esquerda. <\/p>\n   \n<p>As patas dos cinco \u00faltimos segmentos tor\u00e1cicos s\u00e3o natat\u00f3rias ou para andar,      justificando o nome de Dec\u00e1podes. Os olhos compostos s\u00e3o suportados por um      ped\u00fanculo m\u00f3vel. <\/p>\n   \n<p><strong>O abd\u00f4men \u00e9 segmentado e bem desenvolvido nos Macruros: <\/strong>Lagostim      e Lagosta; s\u00f3 forma uma chapa triangular rebatida sobre o cefalot\u00f3rax nos      Brachiuros: caranguejos e siris. \u00c9 mole e assim\u00e9trico nos Paguros que o p\u00f5em      na concha de um Gastr\u00f3pode.<\/p>\n   \n<p>Os crust\u00e1ceos dec\u00e1podes que andam (caranguejos, lagostas, lagostins, camar\u00f5es)      t\u00eam uma carapa\u00e7a articulada que se divide em duas partes, o cefalot\u00f3rax e      o abd\u00f4men. S\u00e3o crust\u00e1ceos que t\u00eam a cabe\u00e7a e o t\u00f3rax fundidos e recobertos      por uma carapa\u00e7a da qual se projeta um rostro entre os olhos; o abd\u00f4men \u00e9      bem definido. T\u00eam 8 pares de ap\u00eandices tor\u00e1cicos; o 1\u00ba e 3\u00ba pares est\u00e3o modificados      em pe\u00e7as bucais e do 4\u00ba ao 8\u00ba par s\u00e3o utilizados para a locomo\u00e7\u00e3o, podendo      terminar em pequenas pin\u00e7as. Os 5 pares de ap\u00eandices abdominais (ple\u00f3podes)      s\u00e3o utilizados na nata\u00e7\u00e3o (e no transporte dos ovos nas femeas) e o 6\u00ba par      forma uma cauda. <\/p>\n   \n<p><strong>A Ordem Decapoda encontra-se dividida em duas Super-se\u00e7\u00f5es:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Super-se\u00e7\u00e3o Natantia <br \/>\n       Super-se\u00e7\u00e3o Reptantia<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>Super-se\u00e7\u00e3o Natantia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Estes dec\u00e1podes nadadores t\u00eam exoesqueletos delicados e o seu corpo pode      ser comprimido lateralmente. Um par de antenas \u00e9 nitidamente mais comprido      do que o outro e \u00e9 ramificado na base. O rostro pode ser proeminente mas em      algumas esp\u00e9cies encontra-se reduzido a um pequeno espinho. Os seus cinco      pares de patas (pl\u00e9opodes) conferem aos seres desta super-se\u00e7\u00e3o a habilidade      natat\u00f3ria.<\/p>\n   \n<p><strong>Super-se\u00e7\u00e3o Reptantia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Verdadeiros caranguejos, bent\u00f4nicos, normalmente robustos e com um exoesqueleto      espesso. A carapa\u00e7a \u00e9 achatada dorso-ventralmente e arredondada. O abd\u00f4men      \u00e9 bastante reduzido e curvado sob a carapa\u00e7a. O 1\u00ba par de perei\u00f3podes termina      em pin\u00e7as robustas e consp\u00edcuas enquanto que nos restantes a termina\u00e7\u00e3o \u00e9      vari\u00e1vel, mas normalmente terminam em garras.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-crustacea-14.jpg\" \/><\/p>\n   \n<p><strong>LEGENDA<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1. <\/strong>Perei\u00f3podes<br \/>\n<strong>2.<\/strong> Bordo posterior<br \/>\n<strong>3. <\/strong>Abd\u00f4men<br \/>\n<strong>4.<\/strong> Cefalot\u00f3rax<br \/>\n<strong>5. <\/strong>Borda posterior-lateral<br \/>\n<strong>6. <\/strong>Borda \u00e2ntero-lateral<br \/>\n<strong>7. <\/strong>Ped\u00fanculo<br \/>\n<strong>8. <\/strong>Antena<br \/>\n<strong>9. <\/strong>Dedos da pin\u00e7a<br \/>\n<strong>10.<\/strong> Quelas<br \/>\n<strong>11.<\/strong> Fronte<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Os Branchiopoda reunem crust\u00e1ceos pequenos, em geral com menos de um cent\u00edmetro      de comprimento. Esses diminutos animais com formas de corpo variadas, s\u00e3o      planct\u00f4nicos, possuindo uma carapa\u00e7a mais espessa na regi\u00e3o do tronco. A ordem      Copepoda tamb\u00e9m \u00e9 constitu\u00edda por esp\u00e9cies planct\u00f4nicas de tamanho pequeno,      mas nesse caso o corpo \u00e9 geralmente cil\u00edndrico. \u00c9 interessante notar que cerca      de vinte e cinco por cento dos cop\u00e9podes s\u00e3o parasitas de peixes, aderindo-se      \u00e0s br\u00e2nquias ou \u00e0 pele do animal. Aos Ostracoda pertencem seres milim\u00e9tricos      cujo corpo est\u00e1 totalmente incluso numa carapa\u00e7a bivalva. A ordem Cirripedia      inclui crust\u00e1ceos presos ao substrato, como as cracas. <\/p>\n   \n<p>Finalmente, poder\u00edamos incluir, nesta subclasse, com um n\u00famero restrito de      esp\u00e9cies, aos Rimipedia. Acredita-se que esses crust\u00e1ceos s\u00e3o os que guardam      maiores semelhan\u00e7as com os ancestrais do grupo. Descoberta no inicio dos anos      80, em uma caverna submarina nas Bahamas, este grupo continua pouco conhecida.      S\u00e3o seres transparentes, cegos e relativamente pequenos, atingindo no m\u00e1ximo      3 cent\u00edmetros de comprimento. O corpo consiste de um cefalot\u00f3rax e de um tronco      alongado, com cerca de 30 segmentos semelhantes, cada um possuindo um par      de ap\u00eandices natat\u00f3rios.<\/p>\n   \n<p>A Classe Ostracoda compreende os pequenos crust\u00e1ceos conhecidos como camar\u00e3o-mexilh\u00e3o      ou camar\u00e3o-semente. Abrange cerca de 5650 esp\u00e9cies vivas. O corpo \u00e9 totalmente      protegido por uma carapa\u00e7a bivalve dobrada dorsalmente cobrindo corpo e cabe\u00e7a,      impregnada com carbonato de c\u00e1lcio. Apresentam ap\u00eandices em forma de bast\u00e3o,      com exce\u00e7\u00e3o dos filtradores. A maioria dos Ostracodas s\u00e3o bent\u00f4nicos escavadores      ou se arrastam no fundo, muitos adotaram uma vida planct\u00f4nica e alguns s\u00e3o      terrestres, habitando ambientes \u00famidos. Eles s\u00e3o abundantes nos ecossistemas      aqu\u00e1ticos e existem esp\u00e9cies vivendo em profundidades de at\u00e9 7000 metros no      oceano. <\/p>\n   \n<p>Os Cirripedia, todos marinhos, vivem fixados \u00e0 um suporte. Seu t\u00f3rax tem      6 pares de ap\u00eandices cujos ramos s\u00e3o dois longos chicotes peludos ou cirres.      Os cirr\u00edpedes s\u00e3o animais muito modificados que evolu\u00edram de um tipo de vida      s\u00e9ssil. Apresentam ao corpos protegidos por placas de carbonato de c\u00e1lcio      as quais formam uma concha. Est\u00e3o agarrados ao substrato pela parte anterior      do seu corpo (cabe\u00e7a) e os seus ap\u00eandices tor\u00e1cicos ( \u00b1 6 pares de ap\u00eandices      birremes) adaptaram-se \u00e0 filtra\u00e7\u00e3o, podendo ser projetados para fora da concha      e balan\u00e7ados para captarem part\u00edculas org\u00e2nicas em suspens\u00e3o. S\u00e3o animais      s\u00e9sseis que se apresentam bem diferentes de outros crust\u00e1ceos, sendo dificilmente      reconhecidos como tais. Eles fixam-se pela regi\u00e3o pr\u00e9-oral, e tem seu corpo      protegido por uma carapa\u00e7a constitu\u00edda por v\u00e1rias placas \u00e0s vezes fundidas      umas \u00e0s outras. S\u00e3o considerados os crust\u00e1ceos mais modificados, entre os      quais est\u00e3o as \u0093cracas\u0094 e \u0093lepas\u0094. Geralmente n\u00e3o possuem      cabe\u00e7a distinta, podendo apresentar esp\u00e9cies s\u00e9sseis (filtradoras) ou ainda      esp\u00e9cies parasitas. <\/p>\n   \n<p>As \u0093cracas\u0094 s\u00e3o seres s\u00e9sseis, com corpo saculiforme protegido      por uma carapa\u00e7a refor\u00e7ada por placas calc\u00e1rias. Enquanto as \u0093cracas\u0093      se fixam ao substrato por um disco basal, as \u0093lepas\u0094 possuem ped\u00fanculo      para fixa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Os cirrip\u00e9dios possuem uma tend\u00eancia para o hermafroditismo e para a redu\u00e7\u00e3o      do intestino. Uma caracter\u00edstica importante \u00e9 a presen\u00e7a de uma larva cypris      (est\u00e1gio que se segue ao n\u00e1uplio). A larva cypris localiza o hospedeiro (no      caso de esp\u00e9cie parasita) ou o local para fixa\u00e7\u00e3o (lepas e cracas) e a seguir      sofre metamorfose para o est\u00e1gio adulto.<\/p>\n   \n<p><strong>Dois tipos s\u00e3o encontrados nas \u00e1guas litor\u00e2neas:<\/strong> as que      possuem ped\u00fanculo, conhecidas como Lepas, e as que o n\u00e3o possuem, conhecidas      como Balorif\u00edcio retal (cracas). S\u00e3o viv\u00edparas.<\/p>\n   \n<p>Os Cop\u00e9podes contam um n\u00famero consider\u00e1vel de esp\u00e9cies marinhas ou dulc\u00edcolas.      S\u00e3o os crust\u00e1ceos dominantes no zoopl\u00e2ncton marinho e, em menor extens\u00e3o,      no pl\u00e2ncton de \u00e1gua doce. Muitas esp\u00e9cies s\u00e3o bent\u00f4nicas intersticiais. Cerca      de 25% das esp\u00e9cies s\u00e3o parasitas.<\/p>\n   \n<p><strong>N\u00e3o possuem carapa\u00e7a, possuem apenas olhos simples e o corpo est\u00e1      usualmente dividido em 3 tagmas:<\/strong> cabe\u00e7a (com ap\u00eandices bem desenvolvidos),      t\u00f3rax (com ap\u00eandices natat\u00f3rios) e abdome (desprovido de ap\u00eandices). Seu t\u00f3rax      conta seis segmentos, cada um com um par de ap\u00eandices; o primeiro fusiona-se      com a cabe\u00e7a. <\/p>\n   \n<p>O abd\u00f4men tem cinco segmentos \u00e1podos, exceto o \u00faltimo que tem ap\u00eandices modificados      rebatidos ao longo do telson. As f\u00eameas s\u00e3o reconhecidas facilmente quando      est\u00e3o com os sacos ov\u00edgeros. Alguns podem ser vistos a olho nu e reconhecidos      pela maneira de locomo\u00e7\u00e3o que efetua por pequenos saltos. O Cyclops \u00e9 o g\u00eanero      mais conhecido.<\/p>\n   \n<p>Podemos ainda acrescentar os Cladocera, ou pulgas d&#8217;\u00e1gua constituem um grupo      essencialmente de \u00e1gua doce, com grande representatividade nos corpos de \u00e1gua      l\u00eanticos em todo o mundo e tamb\u00e9m no Brasil. Estimativas conservadoras apontam      cerca de 600 esp\u00e9cies ocorrendo em todo o mundo (Korovchinsky, 1996); e estima-se      em cerca de 150 as esp\u00e9cies que ocorrem no Brasil. <\/p>\n   \n<p>Os Cladocera caracterizam-se pela segmenta\u00e7\u00e3o reduzida do corpo, por apresentarem      t\u00f3rax e abdomen fundidos em um tronco, no qual est\u00e3o inseridos quatro a seis      pares de ap\u00eandices na por\u00e7\u00e3o anterior e que termina em estrutura denominada      p\u00f3s-abdomen, que cont\u00e9m uma garra terminal. <\/p>\n   \n<p>Apresentam carapa\u00e7a \u00fanica, dobrada na por\u00e7\u00e3o dorsal, dando impress\u00e3o de estrutura      bivalva, a qual encerra todo o tronco, mas usualmente n\u00e3o a parte cef\u00e1lica.<\/p>\n   \n<p>A cabe\u00e7a \u00e9 uma pe\u00e7a compacta, na qual a estrutura mais proeminente \u00e9 o olho      composto. T\u00eam 4 \u00e0 6 pares de patas foli\u00e1ceas. Locomovem-se atrav\u00e9s das antenas      transformadas em vigorosos \u00f3rg\u00e3os de propuls\u00e3o. Podemos encontr\u00e1-las em concentra\u00e7\u00f5es      que variam de 100 a 100.000 por metros c\u00fabicos de \u00e1gua. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o de suma import\u00e2ncia sob o aspecto ecol\u00f3gico, uma vez que representam      a dieta principal dos peixes de \u00e1gua doce. Um exemplo t\u00edpico \u00e9 a Daphnia pulex.<\/p>\n   \n<h4>Os crust\u00e1ceos <\/h4>\n   \n<p><strong>Os crust\u00e1ceos<\/strong> (l. crusta = revestimento + ceo = semelhante)      s\u00e3o na sua grande maioria marinhos, onde s\u00e3o fundamentais nas cadeias alimentares      (milh\u00f5es de pequenos crust\u00e1ceos formam o krill, fonte de alimento para muitos      outros animais), embora existam algumas esp\u00e9cies terrestres, como o bicho-de-conta.<\/p>\n   \n<p>Apesar do seu reduzido n\u00famero de esp\u00e9cies, quando comparado com o dos insetos      pelo menos, os crust\u00e1ceos s\u00e3o mais variados na morfologia e nos habitats ocupados.      Pertencem a esta classe animais quase microsc\u00f3picos como os cop\u00e9podes ou as      pulgas do mar, bem como os maiores artr\u00f3podes vivos, as lagostas e os caranguejos.    <\/p>\n   \n<p>A maioria dos zo\u00f3logos considera as diferen\u00e7as entre os crust\u00e1ceos e os restantes      artr\u00f3podes suficientes para que lhes seja atribu\u00edda uma origem filogen\u00e9tica      diferente. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o um grupo antigo, com f\u00f3sseis desde o C\u00e2mbrico, retendo muitas esp\u00e9cies      formas primitivas. <\/p>\n   \n<p><strong>Carcteriza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n   \n<p>As principais caracter\u00edsticas dessa classe est\u00e3o relacionadas com o seu meio,      visto que s\u00e3o os artr\u00f3podes que dominam o meio aqu\u00e1tico. O exosqueleto est\u00e1      geralmente impregnado de sais de c\u00e1lcio, conferindo-lhe grande dureza, especialmente      nas esp\u00e9cies de maiores dimens\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>O corpo est\u00e1 geralmente dividido em cefalot\u00f3rax (frequentemente coberto por      uma carapa\u00e7a) e abd\u00f3men (na extremidade do qual existe um telson) embora em      algumas esp\u00e9cies possam existir tr\u00eas partes. O cefalot\u00f3rax ou a cabe\u00e7a e o      t\u00f3rax est\u00e3o protegidos por uma carapa\u00e7a quitinosa, cuja parte anterior se      pode prolongar, formando um rostro. O abd\u00f3men nos caranguejos \u00e9 curto, achatado      e dobra-se sob a carapa\u00e7a.<\/p>\n   \n<p>Os ap\u00eandices dos crust\u00e1ceos s\u00e3o bi-ramosos e est\u00e3o adaptados a muitas fun\u00e7\u00f5es,      nomeadamente locomo\u00e7\u00e3o, tato, respira\u00e7\u00e3o e incuba\u00e7\u00e3o dos ovos. <\/p>\n   \n<p><strong>Os ap\u00eandices da cabe\u00e7a (que \u00e9 composta por 5 segmentos fundidos)      s\u00e3o: <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Dois pares de antenas &#8211;<\/strong> os crust\u00e1ceos s\u00e3o os \u00fanicos artr\u00f3podes        com este n\u00famero de antenas, onde se localizam os \u00f3rg\u00e3os do tato e do gosto;        <strong><br \/>\n       Um par de mand\u00edbulas &#8211;<\/strong> colocadas lateralmente e usadas para cortar        e triturar alimento; <br \/>\n       Dois pares de maxilas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Em seguida, na parte que corresponde ao t\u00f3rax, surgem, nas formas mais comuns,-      pere\u00f3podes -, em que o primeiro par pode estar modificado e ter forma de pin\u00e7a,      passando a designar-se quel\u00edpedes. <\/p>\n   \n<p>Os ap\u00eandices do abd\u00f3men s\u00e3o muitas vezes reduzidos ou modificados para a      nata\u00e7\u00e3o &#8211; ple\u00f3podes &#8211; ou outras fun\u00e7\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>O sistema nervoso \u00e9 centralizado como o dos aracn\u00eddeos, mas ao contr\u00e1rio      destes, os crust\u00e1ceos apresentam olhos pedunculados bem desenvolvidos e compostos      provavelmente com vis\u00e3o a cores, bem como um grande n\u00famero de outros \u00f3rg\u00e3os      sensitivos (tato e quimioreceptores localizados nas antenas, por exemplo).    <\/p>\n   \n<p>Nos crust\u00e1ceos pequenos a respira\u00e7\u00e3o pode ser feita em zonas de cut\u00edcula      fina mas nos maiores existem br\u00e2nquias, localizadas de cada lado do cefalot\u00f3rax      ou nos ap\u00eandices. <\/p>\n   \n<p>A excre\u00e7\u00e3o pode ser igualmente feita pela superf\u00edcie do corpo ou atrav\u00e9s      de gl\u00e2ndulas verdes ou antenais, assim designadas pela sua localiza\u00e7\u00e3o na      base das antenas, onde filtram o sangue. Estes \u00f3rg\u00e3os regulam igualmente a      quantidade de sal no sangue. N\u00e3o existem tubos de Malpighi. <\/p>\n   \n<p>A reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 sexuada, com sexos separados e desenvolvimento indireto com      metamorfoses. <\/p>\n   \n<p>A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente interna e a f\u00eamea pode transportar os ovos em c\u00e2maras      especiais ou nas patas, durante o seu desenvolvimento. <\/p>\n   \n<h4>Classe Crust\u00e1cea &#8211; Esp\u00e9cies<\/h4>\n   \n<p>O grupo dos <strong>crust\u00e1ceos<\/strong> (do latim crusta = carapa\u00e7a dura)      \u00e9 composto por caranguejos, siris, camar\u00f5es, lagostas, cracas e outros. <\/p>\n   \n<p>A maioria das mais de 35 mil esp\u00e9cies conhecidas \u00e9 marinha, mas existem os      que vivem em \u00e1gua doce a at\u00e9 alguns, como o tatuzinho-de-jardim, que habitam      a terra \u00famida. Os microcrust\u00e1ceos, que vivem na superf\u00edcie dos ambientes aqu\u00e1ticos,      ocupam uma posi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica nas cadeias alimentares. <\/p>\n   \n<p>Geralmente s\u00e3o de vida livre e alguns representantes aqu\u00e1ticos vivem em grupo.      As cracas s\u00e3o s\u00e9sseis e existem esp\u00e9cies que vivem associadas a animais aqu\u00e1ticos,      podendo exercer at\u00e9 o parasitismo. <\/p>\n   \n<p>Os <strong>crust\u00e1ceos<\/strong> formam a classe dos artr\u00f3podes que domina      os ambientes aqu\u00e1ticos. Embora apresentem menor n\u00famero de esp\u00e9cies que o grupo      dos insetos, s\u00e3o mais variados na morfologia e nos h\u00e1bitats ocupados. <\/p>\n   \n<p>A grande diferen\u00e7a entre os <strong>crust\u00e1ceos<\/strong> e os demais artr\u00f3podes      \u00e9 a exist\u00eancia de dois pares de antenas. O corpo tem uma segmenta\u00e7\u00e3o evidente,      sendo menor o n\u00famero de segmentos nas formas mais complexas, nas quais h\u00e1      uma tend\u00eancia ao agrupamento de segmentos adjacentes.<\/p>\n   \n<p><strong>Geralmente h\u00e1 tr\u00eas partes:<\/strong> cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abdome, mas,      em muitos representantes, a cabe\u00e7a e o t\u00f3rax est\u00e3o fundidos, formando o cefalot\u00f3rax.    <\/p>\n   \n<p><strong>A cabe\u00e7a \u00e9 a parte mais uniforme, com cinco segmentos: <\/strong>os      dois anteriores apresentam as antenas; o terceiro, as mand\u00edbulas e os dois      posteriores, as maxilas, que servem para manipular o alimento. <\/p>\n   \n<p>Apresentam um par de olhos compostos, que geralmente situam-se na extremidade      de dois ped\u00fanculos, sendo, por isso, chamados de olhos pedunculados, possibilitando,      dessa maneira, uma ampla explora\u00e7\u00e3o do ambiente. <\/p>\n   \n<p>Os crust\u00e1ceos possuem na maioria respira\u00e7\u00e3o branquial. No t\u00f3rax e no abdome,      o n\u00famero de segmentos varia de acordo com o tipo de crust\u00e1ceo. A maioria apresenta      cinco pares de patas (dec\u00e1podes), mas alguns apresentam numerosas patas semelhantes      (is\u00f3podes), que \u00e9 o caso do tatuzinho-de-jardim. A quantidade de patas pode      ser utilizada como crit\u00e9rio de classifica\u00e7\u00e3o dos crust\u00e1ceos. O n\u00famero de ap\u00eandices      \u00e9 variado e est\u00e3o especializados em diferentes fun\u00e7\u00f5es, como captura e manipula\u00e7\u00e3o      de alimento e locomo\u00e7\u00e3o. A cut\u00edcula \u00e9 bem mais endurecida que nos outros artr\u00f3podes,      pois \u00e9 refor\u00e7ada pela deposi\u00e7\u00e3o de carbonato de c\u00e1lcio. O desenvolvimento      \u00e9 indireto, com a eclos\u00e3o de uma larva n\u00e1uplio livre-nadante, um organismo      arredondado, com cauda e espinhas laterais muito longas. Vai-se transformando,      em v\u00e1rios estados sucessivos, em diferentes tipos de ap\u00eandices acess\u00f3rios;      algumas larvas apresentam olhos altamente desenvolvidos.<\/p>\n   \n<p>Os <strong>crust\u00e1ceos<\/strong> dividem-se primariamente em dois grandes grupos,      malac\u00f3stracos, ou crust\u00e1ceos superiores, com o corpo dividido em 21 segmentos,      e os entom\u00f3stracos, ou crust\u00e1ceos inferiores, com um n\u00famero vari\u00e1vel de segmentos,      por\u00e9m nunca igual a 21.<\/p>\n   \n<p>O \u00faltimo grupo apresenta as mais diversas formas, entre as quais os microsc\u00f3picos      seres do pl\u00e2ncton, com ap\u00eandices de complicadas ramifica\u00e7\u00f5es e belas cores.    <\/p>\n   \n<p>Denomina-se pl\u00e2ncton o conjunto de animais marinhos de vida flutuante, ao      qual pertencem tamb\u00e9m as larvas livres e plantas microsc\u00f3picas, cujo n\u00famero      \u00e9 incalcul\u00e1vel e que forma a maior fonte aliment\u00edcia dos habitantes do mar.<\/p>\n   \n<p>Com exce\u00e7\u00e3o das cracas e dos tatuzinhos-de-jardim, os crust\u00e1ceos s\u00e3o di\u00f3icos.      Existem t\u00e9cnicas de corte variadas. Em caranguejos, por exemplo, os machos      de muitas esp\u00e9cies usam suas grandes pin\u00e7as para atrair as f\u00eameas. Rituais      de combate podem ser realizados entre machos, com a pin\u00e7a sendo usada como      escudo. <\/p>\n   \n<p>As cores variadas e sinais ac\u00fasticos tamb\u00e9m servem de atrativo para f\u00eameas      de v\u00e1rias esp\u00e9cies. A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna, com certos ap\u00eandices funcionando      como \u00f3rg\u00e3os copuladores e transferindo espermat\u00f3foros para a f\u00eamea. Os ovos      s\u00e3o frequentemente incubados. <\/p>\n   \n<p><strong>Camar\u00f5es<\/strong><\/p>\n   \n<p>O camar\u00e3o \u00e9 um crust\u00e1ceo muito conhecido, pertencente \u00e0s fam\u00edlias dos pene\u00eddeos      (marinhos) e palemon\u00eddeos (\u00e1gua doce). Caracteriza-se pelas suas longas patas      e pelo abdome n\u00e3o-dobrado por baixo por baixo da carapa\u00e7a. Menores que as      lagostas, os camar\u00f5es comuns atingem de 20 cm de comprimento, mas a maioria      das esp\u00e9cies \u00e9 de tamanho reduzido e algumas possuem dimens\u00e3o microsc\u00f3pica.      Encontrado em mares, junto das costas mar\u00edtimas, nos leitos lamacentos dos      riachos, rios e lagoas, bem como nos alagados deixados pelas mar\u00e9s. Geralmente      s\u00e3o habitantes do fundo e nadam para frente com o aux\u00edlio dos p\u00e9s abdominais,      mas quando amedrontados, movem-se rapidamente para tr\u00e1s. Constituem importante      elemento na economia biol\u00f3gica marinha, pois servem de alimento a diversos      peixes. Entram em grande escala na alimenta\u00e7\u00e3o do brasileiro do litoral e      s\u00e3o consumidos frescos, secos e enlatados. Os camar\u00f5es de \u00e1gua doce s\u00e3o particularmente      apreciados no Nordeste e na Amaz\u00f4nia, onde as esp\u00e9cies do g\u00eanero Bithynis      recebem os nomes de pitu e potia\u00e7u.<\/p>\n   \n<p>O <strong>cefalot\u00f3rax<\/strong> anterior \u00e9 r\u00edgido e coberto por uma carapa\u00e7a      que recobre o dorso e as laterais. Muitos dos ap\u00eandices no cefalot\u00f3rax e no      abdome relacionam-se com a defesa, a captura de alimento, a locomo\u00e7\u00e3o e a      reprodu\u00e7\u00e3o, permitindo uma melhor explora\u00e7\u00e3o do ambiente. Os camar\u00f5es podem      alimentar-se de detritos encontrados nos ambientes aqu\u00e1ticos em que vivem,      ou de pequenos animais do zoopl\u00e2ncton, sobretudo outros pequenos crust\u00e1ceos      chamados cop\u00e9podes, que capturam. Existem camar\u00f5es que se especializaram em      limpar br\u00e2nquias de peixes, removendo ectoparasitas e detritos, que usam como      alimento.<\/p>\n   \n<p>O krill \u00e9 um crust\u00e1ceo de alto mar semelhante a um camar\u00e3o, medindo cerca      de 3 cent\u00edmetros de comprimento. S\u00e3o animais geralmente filtradores que vivem      em grandes grupos, constituindo o principal alimento de muitas esp\u00e9cies de      baleias. Um grupo de krill pode cobrir uma \u00e1rea equivalente a v\u00e1rios quarteir\u00f5es      de uma cidade e, visto de cima, parece uma ameba gigante. As baleias azuis      podem comer uma tonelada deles em apenas uma refei\u00e7\u00e3o, podendo fazer at\u00e9 quatro      por dia. Estes animais t\u00eam recebido crescente aten\u00e7\u00e3o como fonte de alimento      humano. Russos e japoneses j\u00e1 realizam a pesca de krill, cuja prote\u00edna \u00e9 extra\u00edda      e usada para enriquecer outros alimentos.<\/p>\n   \n<p><strong>Caranguejos e Siris<\/strong><\/p>\n   \n<p>Do latim, Cancer e Carabus e do grego, Karkinos, o nome aplica-se a todos      os crust\u00e1ceos, dec\u00e1podes braqui\u00faros, caracterizados por terem 5 pares de patas      e o abdome dobrado por baixo do cefalot\u00f3rax. <\/p>\n   \n<p>Os amer\u00edndios chamavam de u\u00e7\u00e1s os caranguejos terrestres, com patas terminadas      em unhas, e de siris as esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas ou nadadoras, com o \u00faltimo par      de patas terminadas em remo ou foli\u00e1ceas. Essa divis\u00e3o \u00e9 mantida at\u00e9 hoje      pelos pescadores. <\/p>\n   \n<p>Os <strong>caranguejos<\/strong> alimentam-se de detritos, restos de carne      etc. As esp\u00e9cies que vivem em manguezais costumam sair de suas tocas em grande      n\u00famero na \u00e9poca da reprodu\u00e7\u00e3o, per\u00edodo do ano no qual s\u00e3o capturados aos milhares      e vendidos nos mercados, sobretudo no Nordeste e no P\u00e1ra. <\/p>\n   \n<p>No sentido mais restrito, chamam-se caranguejos as esp\u00e9cies do g\u00eanero u\u00e7\u00e1,      fam\u00edlia dos ocipod\u00eddeos, cujo habitat \u00e9 o lodo; e os siris as esp\u00e9cies mar\u00edtimas,      de tamanho menor, da fam\u00edlia dos portun\u00eddeos. V\u00e1rias esp\u00e9cies de caranguejos      possuem nomes espec\u00edficos, como aratu, guai\u00e1, guaiamu e chama-mar\u00e9. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\">\u00a0Os <strong>caranguejos <\/strong>geralmente n\u00e3o s\u00e3o capazes      de nadar. <\/p>\n   \n<p>Os siris, entretanto, s\u00e3o nadadores \u00e1geis devido, principalmente, ao \u00faltimo      par de patas transformado em uma esp\u00e9cie de remo de barco, largo e achatado.      O caranguejo-eremita ou paguro aloja o abdome em conchas vazias de moluscos      gastr\u00f3podes (caramujos), arrastando-se quando se desloca. O abdome est\u00e1 modificado,      encaixando-se nas c\u00e2maras espiraladas da concha. <\/p>\n   \n<p>O caranguejo-fantasma \u00e9 um extraordin\u00e1rio corredor, podendo alcan\u00e7ar velocidade      de 1,6 metro por segundo. Quando em velocidade m\u00e1xima, o corpo fica bem levantado      em rela\u00e7\u00e3o ao substrato, que \u00e9 tocado por apenas dois ou tr\u00eas pares de patas.      Muitos caranguejos diminutos vivem no interior de animais maiores, como esponjas      ou holot\u00farias.<\/p>\n   \n<p><strong>Lagostas <\/strong><\/p>\n   \n<p>Crust\u00e1ceo dec\u00e1pode, representado no Brasil pela fam\u00edlia dos panilur\u00eddeos,      g\u00eanero Panilurus, no qual se incluem lagostas brasileiras. <\/p>\n   \n<p>De alto valor comest\u00edvel, vive em fundos rochosos, perto do litoral. As lagostas      verdadeiras mais conhecidas s\u00e3o a americana, Homarus vulgaris, que pode atingir      15 kg de peso, sendo as de consumo comum de 3 a 2 kg; a europ\u00e9ia, Panilurus      vulgaris, do Mediterr\u00e2neo, e a africana, do cabo da Boa Esperan\u00e7a. As lagostas      brasileiras n\u00e3o possuem as pin\u00e7as nos tr\u00eas primeiros pares de patas. <\/p>\n   \n<p>As f\u00eameas produzem milhares de ovos, que trazem presos ao corpo e protegidos      por ap\u00eandices especiais, embaixo do abdome, durante um espa\u00e7o de tr\u00eas meses,      at\u00e9 nascerem as larvas. Durante os dois primeiros meses de vida, a larva pertence      ao pl\u00e2ncton, arrastadas pelas correntes superficiais. As que sobrevivem a      esse per\u00edodo, em que s\u00e3o devoradas aos milhares por outros animais, logo se      adaptam ao fundo. Nas costas brasileiras existe tamb\u00e9m a lagosta-sapateira      ou lagostim, Scyllarus aequinoctialis, facilmente indentific\u00e1vel por n\u00e3o ter      as antenas t\u00e3o longas como os Panilarus.<\/p>\n   \n<p><strong>Cracas<\/strong><\/p>\n   \n<p>Pertencem \u00e0 ordem dos cirr\u00edpedes, fam\u00edlia dos balan\u00eddeos e lepad\u00eddeos. Esses      curiosos animais vivem dentro de concha ou craca calc\u00e1ria, fixos em corais,      rochas, no couro das baleias, na carapa\u00e7a das tartatugas, nos cascos dos navios      etc. O n\u00famero desses artr\u00f3podes nos cascos dos navios chega a ser tanto que,      frequentemente, lhes atrasam a marcha, pela deforma\u00e7\u00e3o que imprimem \u00e0 superf\u00edcie      dos cascos. As cracas formam o \u00fanico grupo s\u00e9ssil de crust\u00e1ceos, com exce\u00e7\u00e3o      das formas parasitas.<\/p>\n   \n<p>O corpo dos Balorif\u00edcio retal e o dos Lepas (fam\u00edlias da ordem dos cirr\u00edpedes)      sofrem modifica\u00e7\u00f5es de acordo com o tipo de vida desses animais, sendo bem      vis\u00edveis, de qualquer maneira, os seis pares de patas que podem expelir da      carapa\u00e7a, quando est\u00e1 retendo pl\u00e2ncton e filtrando a \u00e1gua. <\/p>\n   \n<h4>CRUST\u00c1CEOS &#8211; TIPOS<\/h4>\n   \n<p>A maioria dos<strong> crust\u00e1ceos<\/strong> \u00e9 marinha, por\u00e9m      muitos ocorrem em \u00e1gua-doce e uns poucos vivem em lugares \u00famidos na terra,      como o tatuzinho de jardim. Os crust\u00e1ceos s\u00e3o animais de vida livre, com exce\u00e7\u00e3o      de algumas formas que s\u00e3o s\u00e9sseis ou parasitas, <\/p>\n   \n<p>O corpo \u00e9 formado por um exoesqueleto de quitina, um polissacar\u00eddeo nitrogenado      carbonato de c\u00e1lcio transforma o exoesqueloto numa carapa\u00e7a r\u00edgida. <\/p>\n   \n<p>Apresenta um cefalot\u00f3rax (cabe\u00e7a e t\u00f3rax) r\u00edgido e abd\u00f4men anterior segmentado.      No cefalot\u00f3rax, a cabe\u00e7a apresenta 5 segmentos e o t\u00f3rax 8. O abd\u00f4men est\u00e1      dividido em 6 segmentos. Em cada segmento existe um par de extremidades articuladas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-crustacea-15.jpg\" \/><br \/>\n     Morfologia de um crust\u00e1ceo<\/strong><\/p>\n   \n<p>O aparelho digestivo \u00e9 formado pela boca, que se abre acima das mand\u00edbulas,      um es\u00f4fago curto e tubular, um est\u00f4mago de parede fina, dividido em uma c\u00e2mara      card\u00edaca anterior e dilatada e uma c\u00e2mara pil\u00f3rica posterior, um intestino      m\u00e9dio e um intestino tubular que se estende dorsalmente at\u00e9 o \u00e2nus. Abaixo      do est\u00f4mago existem duas gl\u00e2ndulas digestivas, o hepatop\u00e2ncreas (&#8220;f\u00edgado&#8221;).      O alimento que \u00e9 trazido para a boca pelo segundo e terceiro pares de pernas      vai para o es\u00f4fago e da\u00ed para a c\u00e2mara card\u00edaca, onde \u00e9 triturado pelo moinho      g\u00e1strico, uma estrutura formada por dentes calcificados. Na c\u00e2mara pil\u00f3rica      o alimento recebe as enzimas digestivas, eliminadas pelo hepatop\u00e2ncreas que,      juntamente com o intestino m\u00e9dio, fazem a absor\u00e7\u00e3o do alimento. A mat\u00e9ria      que n\u00e3o foi digerida e part\u00edculas mais duras, \u00e9 transformada em fezes que      ser\u00e3o eliminadas pelo \u00e2nus. <\/p>\n   \n<p>O sistema circulat\u00f3rio dos crust\u00e1ceos \u00e9 um sistema aberto ou lacunar onde      o sangue preenche espa\u00e7os abertos ou seios, que est\u00e3o distribu\u00eddos em diversas      partes do corpo. O cora\u00e7\u00e3o dos crust\u00e1ceos se encontra dentro do seio peric\u00e1rdio.      O sangue que preenche este seio, passa para o cora\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de tr\u00eas pares      de v\u00e1lvulas. Do cora\u00e7\u00e3o ele \u00e9 bombeado para seis art\u00e9rias que o distribuem      para todo o corpo. O sangue, ent\u00e3o, corre para os espa\u00e7os abertos (seios),      que est\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os. Da\u00ed ele \u00e9 coletado em um grande seio externo, no      assoalho do t\u00f3rax, passando para os canais aferentes e ent\u00e3o para as br\u00e2nquias,      onde ocorre a oxigena\u00e7\u00e3o. Das br\u00e2nquias o sangue volta para o seio peric\u00e1rdico      e cora\u00e7\u00e3o. O sangue, neste grupo, geralmente cont\u00e9m um pigmento respirat\u00f3rio      chamado hemocianina. <\/p>\n   \n<p>A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada por br\u00e2nquias, proje\u00e7\u00f5es plumosas      da parede do corpo, irrigadas com vasos sang\u00fc\u00edneos e que est\u00e3o localizadas      ao longo de cada lado do t\u00f3rax. <\/p>\n   \n<p>Na maioria dos crust\u00e1ceos os sexos s\u00e3o separados, ocorrendo      dimorfismo sexual. A fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna. Nos crust\u00e1ceos os indiv\u00edduos jovens,      principalmente, podem sofrer regenera\u00e7\u00e3o quando da perda de extremidades pares      e olhos. Tal perda \u00e9 reposta na muda, onde a estrutura \u00e9 parcialmente formada.    <\/p>\n   \n<p><strong>ARATU (Aratus pisoni)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>tamb\u00e9m conhecido como marinheiro        \u00e9 um caranguejo pequeno, com carapa\u00e7a quadrada, trapezoidal, de cor acinzentada.        <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>manguezais <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>litoral Atl\u00e2ntico Ocidental <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>a rbor\u00edcola. \u00c9 extremamente \u00e1gil em correr entre        os galhos das pequenas \u00e1rvores e arbustos onde se instala. Quando se sente        amea\u00e7ado, ele foge rapidamente para outro galho, correndo de um lado para        outro. Raramente desce at\u00e9 a \u00e1gua. Fazem as tocas em fundos arenosos e lodosos        para refugiar-se.\u00a0 <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>folhas de mangue <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>\u00e9 apanhado em grande quantidade para alimenta\u00e7\u00e3o.        A apanha, o desmatamento de manguezais e polui\u00e7\u00e3o, s\u00e3o as principais amea\u00e7as.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>BARATINHA DA PRAIA (Ligia exotica)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>pequeno crust\u00e1ceo de no m\u00e1ximo        4 cm de comprimento, com carapa\u00e7a acinzentada. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>praias com rochas batidas pelas ondas. <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>em todo o Brasil. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>\u00e9 vista, em dias nublados ou chuvosos, correndo        em bandos nas rochas, acompanhando o ritmo das mar\u00e9s. Nos dias ensolarados,        procura abrigo entre as frestas das rochas. Tem h\u00e1bitos terrestres, mas        necessita de umidade e geralmente deixa seu abrigo ao entardecer. <strong>\u00c9        muito \u00e1gil: <\/strong>pode dar 16 passos por segundo. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>algas e de animais menores do que ela. <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>a f\u00eamea procura lugares mais \u00famidos para liberar        os jovens das bolsas incubadoras. <strong><br \/>\n       Predadores naturais \u0096 <\/strong>aves, p\u00e1ssaros e outros crust\u00e1ceos <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>muito ca\u00e7ada para isca de pesca. Polui\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal        amea\u00e7a.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>CAMAR\u00c3O BRANCO (Litopenaeus schmitti) <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>possui dez pernas e abdome alongado.        Rosto reto e serrilhado em cima com 8 a 11 farpas, embaixo somente com 2.        \u00c9 de cor cinza-clara, sendo esp\u00e9cie muito freq\u00fcente entre n\u00f3s. Chegam a        ter 20 cm de comprimento.<strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>regi\u00f5es arenosas e lodosas nas enseadas de pouca        profundidade ou ao longo da costa <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>do litoral do nordeste ao sul do Brasil. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>bom nadador, o camar\u00e3o nada com movimentos r\u00edtmicos.        Um movimento r\u00e1pido com a parte terminal da cauda aberta faz com que ele        se movimente para tr\u00e1s. Forma grandes grupos, principalmente no per\u00edodo        reprodutivo. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>pequenos animais ou mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o.        <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>a fecunda\u00e7\u00e3o dos camar\u00f5es \u00e9 externa; o macho        fecunda os \u00f3vulos ap\u00f3s a postura e os ovos s\u00e3o mantidos entre as pernas        abdominais da f\u00eamea, durante todo o per\u00edodo da incuba\u00e7\u00e3o. Eclodidos, os        camar\u00f5es passam por fases larvais, cuja forma \u00e9 diferente da adulta, recebendo        cada est\u00e1gio, denomina\u00e7\u00e3o especial; o primeiro est\u00e1gio tem o nome de <em>neuplios<\/em>,        que s\u00e3o larvas microsc\u00f3picos e transparentes, sendo encontrado, por vezes,        no plancto marinho; o segundo de <em>protozoea<\/em>, onde j\u00e1 aparecem os        olhos, os ap\u00eandices complicam-se e o t\u00f3rax funde-se com a cabe\u00e7a; depois        de outra muda, surge a forma denominada de <em>zoea <\/em>, de olhos j\u00e1 m\u00f3veis,        passando esta para a forma denominada <em>misis<\/em>. Na \u00faltima, temos ent\u00e3o        o camar\u00e3o, na sua forma definitiva e adulta.<strong><br \/>\n       Predadores naturais \u0096 <\/strong>peixes e aves. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>constituem expl\u00eandido alimento, rico em prote\u00ednas        e sais minerais; possuem tamb\u00e9m certa percentagem de iodo. A pesca predat\u00f3ria,        a polui\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do habitat s\u00e3o as principais amea\u00e7as \u00e0 esp\u00e9cie.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>CAMAR\u00c3O ROSA (Farfantepenaeus paulensis)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>\u00e9 uma esp\u00e9cie nativa considerada        de interesse para aq\u00fcicultura. \u00c9 um dos principais recursos pesqueiros das        regi\u00f5es Sudeste e Sul do pa\u00eds. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>regi\u00f5es arenosas e lodosas nas enseadas de pouca        profundidade ou ao longo da costa em profundidade em torno de 15 a 150 m        <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>a partir de Ilh\u00e9us-BA, estendendo-se at\u00e9 o litoral        nordeste da Argentina <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>bom nadador, o camar\u00e3o nada com movimentos r\u00edtmicos.        Um movimento r\u00e1pido com a parte terminal da cauda aberta faz com que ele        se movimente para tr\u00e1s. Forma grandes grupos, principalmente no per\u00edodo        reprodutivo.<strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>pequenos animais ou mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o.        <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>formam grandes grupos, principalmente no per\u00edodo        reprodutivo. A fecunda\u00e7\u00e3o dos camar\u00f5es \u00e9 externa; o macho fecunda os \u00f3vulos        ap\u00f3s a postura e os ovos s\u00e3o mantidos entre as pernas abdominais da f\u00eamea,        durante todo o per\u00edodo da incuba\u00e7\u00e3o. Eclodidos, os camar\u00f5es passam por fases        larvais, cuja forma \u00e9 diferente da adulta, recebendo cada est\u00e1gio, denomina\u00e7\u00e3o        especial; o primeiro est\u00e1gio tem o nome de <em>neuplios <\/em>, que s\u00e3o larvas        microsc\u00f3picos e transparentes, sendo encontrado, por vezes, no plancto marinho;        o segundo de <em>protozoea <\/em>, onde j\u00e1 aparecem os olhos, os ap\u00eandices        complicam-se e o t\u00f3rax funde-se com a cabe\u00e7a; depois de outra muda, surge        a forma denominada de <em>zoea <\/em>, de olhos j\u00e1 m\u00f3veis, passando esta        para a forma denominada <em>misis<\/em>. Na \u00faltima, temos ent\u00e3o o camar\u00e3o,        na sua forma definitiva e adulta.<strong><br \/>\n       Predadores naturais \u0096 <\/strong>peixes e aves. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>constituem expl\u00eandido alimento, rico em prote\u00ednas        e sais minerais; possuem tamb\u00e9m certa percentagem de iodo. A pesca predat\u00f3ria,        a polui\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do habitat s\u00e3o as principais amea\u00e7as \u00e0 esp\u00e9cie.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>CAMAR\u00c3O SETE BARBAS (Xiphopenaeus kroyeri) <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>\u00e9 considerado o camar\u00e3o de maior        interesse econ\u00f4mico. Possui cerca de 8 cm de comprimento e rostro com a        ponta curvada para cima. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>\u00e1guas marinhas costeiras de at\u00e9 30 metros de profundidade        <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>dos Estados Unidos ao sul do Brasil <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>bom nadador, o camar\u00e3o nada com movimentos r\u00edtmicos.        Um movimento r\u00e1pido com a parte terminal da cauda aberta faz com que ele        se movimente para tr\u00e1s. Forma grandes grupos, principalmente no per\u00edodo        reprodutivo. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>pequenos animais ou mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o.        <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>a fecunda\u00e7\u00e3o dos camar\u00f5es \u00e9 externa; o macho        fecunda os \u00f3vulos ap\u00f3s a postura e os ovos s\u00e3o mantidos entre as pernas        abdominais da f\u00eamea, durante todo o per\u00edodo da incuba\u00e7\u00e3o. Eclodidos, os        camar\u00f5es passam por fases larvais, cuja forma \u00e9 diferente da adulta, recebendo        cada est\u00e1gio, denomina\u00e7\u00e3o especial; o primeiro est\u00e1gio tem o nome de <em>neuplios<\/em>,        que s\u00e3o larvas microsc\u00f3picos e transparentes, sendo encontrado, por vezes,        no plancto marinho; o segundo de <em>protozoea<\/em>, onde j\u00e1 aparecem os        olhos, os ap\u00eandices complicam-se e o t\u00f3rax funde-se com a cabe\u00e7a; depois        de outra muda, surge a forma denominada de <em>zoea <\/em>, de olhos j\u00e1 m\u00f3veis,        passando esta para a forma denominada <em>misis<\/em>. Na \u00faltima, temos ent\u00e3o        o camar\u00e3o, na sua forma definitiva e adulta. <strong><br \/>\n       Predadores naturais \u0096 <\/strong>peixes e aves. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>constituem expl\u00eandido alimento, rico em prote\u00ednas        e sais minerais; possuem tamb\u00e9m certa percentagem de iodo. A pesca predat\u00f3ria,        a polui\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do habitat s\u00e3o as principais amea\u00e7as \u00e0 esp\u00e9cie.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>CARANGUEJO ARANHA (Lybinia sp.)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>tamb\u00e9m conhecido como siri-da-areia,        caranguejo-da-areia, caranguejo-espinhoso, \u00e9 de fato um caranguejo tipicamente        praiano. Possui corpo triangular com parte dorsal apresentando algumas protuber\u00e2ncias        pontiagudas e pernas delgadas e longas, lembrando uma aranha. Parte frontal        da carapa\u00e7a parecendo com um nariz pontudo. A carapa\u00e7a pode atingir 10 cm        de di\u00e2metro. Os machos s\u00e3o maiores que as f\u00eameas. Colora\u00e7\u00e3o geralmente marron-escura        para pardacenta. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>praias <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>todo o litoral brasileiro. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>vive em tocas cavadas perto da vegeta\u00e7\u00e3o da praia.        Quando muito importunado com uma vareta, sai correndo desesperado. \u00c0 noite,        \u00e9 facilmente visto movimentando-se em busca de alimento ou comendo animais        mortos. Dentro d&#8217;\u00e1gua vive em \u00e1reas rochosas e normalmente se camufla com        plantas que se fixam sobre sua carapa\u00e7a e pernas. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>carn\u00edvoro e detritos <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>destrui\u00e7\u00e3o do habitat e ca\u00e7a para servir aquariofilistas.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>CORRUPTO (Lysiosquilla scabricaud)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>chega a atingir cerca de 25 cm        de comprimento. O primeiro par de patas, muito desenvolvido, \u00e9 usado tanto        para atacar a presa como para se defender. O ur\u00f3podo, quando aberto, tamb\u00e9m        funciona para defesa, fechando a galeria em que o animal est\u00e1 instalado.        <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>fundo lodoso ou arenoso <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>litoral do Brasil. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>cava seus buracos ou aproveita-se dos orif\u00edcios        deixados por outros animais para neles se instalar. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>carn\u00edvora, alimentando-se de camar\u00f5es, caranguejos,        moluscos, peixes e at\u00e9 mesmo animais da mesma ordem. <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>a f\u00eamea desova no local onde se abriga e, em        caso de perigo, enrola os ovos como uma bola, prendendo-os junto ao corpo        at\u00e9 encontrar um abrigo mais protegido. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>\u00e9 muito utilizado como isca para pesca de robalo.        Polui\u00e7\u00e3o e destrui\u00e7\u00e3o do habitat s\u00e3o as principais amea\u00e7as.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>CRACA (Balanus balanus)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>crust\u00e1ceo marinho s\u00e9ssil, tem forma        totalmente aberrante. Pequeno animal semelhante a um camar\u00e3o, permanentemente        dentro de sua casa calc\u00e1ria e que joga alimento na boca. A abertura da carapa\u00e7a        ou manto est\u00e1 dirigida para o lado oposto da fixa\u00e7\u00e3o. Assim, os ap\u00eandices        tor\u00e1cicos podem filtrar o pl\u00e2ncton. Corpo mal segmentado, provido de 6 pares        de patas que mais se parecem com fios enrolados na pontas. A casca \u00e9 de        feitio vari\u00e1vel, em geral em forma de tulipa. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>\u00e1guas litor\u00e2neas. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>fixam-se em rochas ao n\u00edvel das mar\u00e9s, em animais        marinhos tais como, baleias, tartarugas, al\u00e9m de cascos de embarca\u00e7\u00f5es,        sempre em contato com a \u00e1gua. <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>em todo o litoral do Brasil. Abrem sua concha        debaixo d&#8217;\u00e1gua e fecham a tampinha quando a mar\u00e9 baixa. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>pl\u00e2ncton <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>\u00e9 hermafrodita. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>polui\u00e7\u00e3o<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>ERMIT\u00c3O (Clibanarius vittatus)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>crust\u00e1ceo marinho de colora\u00e7\u00e3o        marrons escura, desprovido de carapa\u00e7a no abd\u00f4men. Se utiliza de concha        de moluscos para se abrigar.<strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>mares <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>litoral do Brasil. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>vive junto de rochas e arrasta uma concha onde se        abriga. Fora da concha ele fica vulner\u00e1vel, pois seu abd\u00f4men \u00e9 desprovido        de carapa\u00e7a. Quando a concha em que se refugia fica pequena, ele procura        outra maior e chega a matar o molusco do qual quer a concha. Chegam a retirar        as act\u00ednias fixas em rochas e as alojam sobre a concha que lhes serve de        prote\u00e7\u00e3o. A act\u00ednia protege o ermit\u00e3o com suas c\u00e9lulas urticantes, que afastam        os predadores, \u00a0tendo\u00a0 em\u00a0 troca a vantagem de ser deslocada        junto com o crust\u00e1ceo, ampliando assim seu campo de a\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de receber        as sobras de alimento. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>animais em decomposi\u00e7\u00e3o, pl\u00e2ncton, outros crust\u00e1ceos,        pequenos peixes. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>polui\u00e7\u00e3o<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>GUAIAMU (Cardisoma guanhumi)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>caranguejo de grande porte, pode        chegar a mais de 11 cm de carapa\u00e7a e de pesar mais de 500 g. O macho apresenta        uma garra bem maior que a outra. G arras extremamente fortes capazes de        quebrar carapa\u00e7as de outros crust\u00e1ceos. Colora\u00e7\u00e3o azulada ou acinzentada.        As pu\u00e3s s\u00e3o esbranqui\u00e7adas, sem p\u00ealos nas pernas. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>restingas e manguezais <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>mais comuns no Nordeste do Brasil, mas podem        ser encontrados em todo o litoral do Brasil. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>fazem tocas no lodo para se abrigarem . Esses buracos        s\u00e3o cavados\u00a0 at\u00e9 \u00a0a linha d&#8217;\u00e1gua,\u00a0 e\u00a0 no\u00a0 fundo\u00a0        de\u00a0 cada\u00a0 buraco\u00a0 existe\u00a0 uma pequena piscina. Cada        goiamu tem seu pr\u00f3prio buraco e estes n\u00e3o tem comunica\u00e7\u00e3o entre si. Conseguem        respirar dentro e fora da \u00e1gua, mas passam a maior parte do tempo fora da        \u00e1gua. S\u00e3o totalmente inofensivos e fr\u00e1geis. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>folhas e frutos, mas tamb\u00e9m podem comer insetos,        animais mortos, ou qualquer outro alimento que possam carregar para seu        buraco, detritos encontrados no lodo e podem capturar outros caranguejos        na falta de alimento. <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>atinge a maturidade sexual com 4 anos. O ciclo        reprodutivo \u00e9 totalmente ligado \u00e0s esta\u00e7\u00f5es quentes do ano e as fases da        lua. Os machos cortejam a f\u00eamea e a fertiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 interna. As f\u00eameas carregam        os ovos consigo por aproximadamente duas semanas. Em noite de lua cheia        do ver\u00e3o as f\u00eameas migram juntas para o mar para liberar as larvas rec\u00e9m        eclodidas para o mar, que dependem da \u00e1gua salgada para sobreviver. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>devido sua excessiva captura e destrui\u00e7\u00e3o de seu        habitat est\u00e1 amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>LAGOSTA (Panulirus argus) <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>crust\u00e1ceo com corpo robusto e revestido        de uma carapa\u00e7a espessa, cheia de espinhos, com cerdas duras no t\u00f3rax. As        f\u00eameas s\u00e3o menores que os machos, alcan\u00e7ando 25 cm de comprimento, enquanto        que os machos podem ir a 36 cm ou mesmo 60 cm. As lagostas sofrem mudan\u00e7as        de pele para crescer; quando isso se processa o animal torna-se bastante        vulner\u00e1vel para seus inimigos naturais. Ela, ent\u00e3o, se esconde no meio das        rochas, nada comendo, e assim permanece at\u00e9 que se forme uma nova carapa\u00e7a.        Depois disto a carapa\u00e7a velha se fende dorsalmente e a lagosta, com novo        revestimento, vai aos poucos saindo do antigo env\u00f3lucro.\u00a0 A\u00a0 forma\u00a0        nova \u00a0\u00e9 \u00a0mole,\u00a0 mas\u00a0 logo\u00a0 adquire consist\u00eancia,        impregnando-se de sais calc\u00e1rios at\u00e9 tomar seu aspecto definitivo. Nessa        \u00e9poca, devido ao jejum que se imp\u00f4s, a lagosta abandona sua toca e procura        o alimento, podendo ent\u00e3o ser capturada pelo homem. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>fundo do mar com locais de vegeta\u00e7\u00e3o ou \u00e1reas rochosas,        longe da costa e grande profundidade, sendo as vezes encontradas at\u00e9 a 50        ou 70 metro0s, desde que exista abund\u00e2ncia de moluscos e anel\u00eddeos. <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>desde o norte at\u00e9 Santa Catarina, por\u00e9m \u00e9 em        Pernambuco e na Para\u00edba que se a pesca em larga escala. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>crust\u00e1ceo reptante marinho. S\u00e3o marchadoras e passeiam        sobre os rochedos. Durante o dia, permanece em seu abrigo (cavidade de rochas,        corais ou emaranhados de algas), com o corpo oculto e antenas estendidas.        \u00c0 noite, sai em busca de alimento, retornando ao abrigo de manh\u00e3. Quando        amea\u00e7ada, a lagosta dobra o abd\u00f4men, com a nadadeira caudal aberta em leque,        ao mesmo tempo em que mant\u00e9m as patas e antenas orientadas para a frente,        facilitando assim um r\u00e1pido deslocamento. \u00c9 um animal voraz. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>principalmente animais mortos, mas ca\u00e7a toda        esp\u00e9cie de crust\u00e1ceos, devorando mesmo os da sua esp\u00e9cie. Al\u00e9m disso gosta        muito de caramujos de concha calc\u00e1ria. <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>o desenvolvimento embrion\u00e1rio de uma lagosta        se processa no interior dos ovos. Estes ficam presos sob o ventre da f\u00eamea.        Do ovo surge a larva que se encontra dobrada sobre si mesma e que, logo        ao sair do ovo, expande-se e se transforma num corpo delgado e chato, completamente        transparente, chamado fil\u00f3ssomo. Fica vagando ao sabor das correntes e \u00e9        tal modo transparente que n\u00e3o seria poss\u00edvel distingu\u00ed-lo na \u00e1gua se n\u00e3o        fossem os pontos negros dos seus olhos. Da\u00ed vai-se transformando e aumentando        de volume. Quando adquire todos os seus \u00f3rg\u00e3os, mede apenas 2 a 3 cent\u00edmetros,        incluindo as pernas. Passa-se ent\u00e3o sua \u00faltima transforma\u00e7\u00e3o chegando \u00e0        forma da lagosta adulta. P\u00f5em em m\u00e9dia 100.000 ovos. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>pesca predat\u00f3ria, dificuldades de reprodu\u00e7\u00e3o e inimigos        naturais. Sua carne \u00e9 muito apreciada e \u00e9 considerada alimento de luxo<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>LEPA (Lepas anatifera)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>animal dotado de ped\u00fanculos cori\u00e1ceos        em cujas extremidades ocorrem as valvas, mais finas do que as das cracas        e com maior mobilidade que elas. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>\u00e1guas litor\u00e2neas <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>todo o litoral do Brasil. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>fixa-se em objetos inanimados flutuantes. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>pl\u00e2ncton <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>fase larval tem n\u00e1uplios t\u00edpicos e \u00e9 seguida        pelo est\u00e1gio de cypris, quando apresenta duas valvas. Depois de pouco tempo,        a larva se fixa atrav\u00e9s da gl\u00e2ndula de cimento, at\u00e9 alcan\u00e7ar a forma adulta.        <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>MARIA FARINHA (Ocypode albicans) <\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>pequeno caranguejo tamb\u00e9m conhecido        como c aranguejo-da-areia, caranguejo-branco-da-areia. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>praias <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>todo o litoral do Brasil <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>para ficar longe do alcance da \u00e1gua, a maria-farinha        cava buracos na areia, preferindo o limite extremo da praia, onde a vegeta\u00e7\u00e3o        se instala. \u00c9 a\u00ed que constr\u00f3i sua toca, cavando-a com as quelas, que usa        como escavadeiras, e transportando para longe a areia retirada. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>detritos <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>destrui\u00e7\u00e3o do habitat <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>PITU (Macrobrachium carcinus)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>trata-se de um camar\u00e3o de \u00e1gua        doce. Os adultos apresentam corpo com faixas longitudinais pretas e amarelas.        Podem atingir grande tamanho (at\u00e9 27 cm de comprimento). Al\u00e9m de sua import\u00e2ncia        ecol\u00f3gica, como elo das cadeias alimentares aqu\u00e1ticas, os pitus t\u00eam reconhecido        valor econ\u00f4mico, sendo pescados artesanalmente em v\u00e1rias regi\u00f5es do Brasil,        onde alcan\u00e7am pre\u00e7os elevados no mercado consumidor. \u00c9 uma das tr\u00eas esp\u00e9cies        de camar\u00e3o de \u00e1gua doce nativas do Brasil com potencial para utiliza\u00e7\u00e3o        em atividades de cultivo. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>rios correntosos, de leito pedregoso. <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>do Par\u00e1 ao Rio Grande do Sul, em rios que desembocam        no Oceano Atl\u00e2ntico. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>geralmente vivem entocados. Noturnos. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>restos de animais e vegetais. Podem comer tamb\u00e9m        organismos vivos, como algas, larvas de insetos e moluscos ou outros crust\u00e1ceos.        <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>parte do seu ciclo de vida \u00e9 dependente de \u00e1gua        salobra, isto \u00e9, com um certo grau de salinidade. A f\u00eamea do pitu, ap\u00f3s        a c\u00f3pula, pode desovar at\u00e9 200 mil ovos, de tamanho muito pequeno e colora\u00e7\u00e3o        alaranjada, que s\u00e3o carregados, ap\u00f3s a postura, nas patas localizadas na        parte posterior do animal. O per\u00edodo de incuba\u00e7\u00e3o dos ovos pode durar de        2 a 4 semanas. As f\u00eameas ovadas migram em dire\u00e7\u00e3o ao estu\u00e1rio, onde ocorre        a eclos\u00e3o, isto \u00e9 o nascimento das larvas, que passar\u00e3o por v\u00e1rios est\u00e1gios        de desenvolvimento e metamorfose, at\u00e9 atingirem a fase juvenil. As larvas        morrem se permanecerem em \u00e1gua doce, por isso os pitus s\u00f3 habitam rios que        est\u00e3o conectados ao oceano. Os jovens migram rio acima, onde crescem e atingem        a maturidade sexual. A mortalidade na fase larval \u00e9 bastante elevada, pois        muitas s\u00e3o predadas por outros animais. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>a captura do pitu, bem como de outras esp\u00e9cies de        camar\u00f5es de \u00e1gua doce exploradas pela pesca artesanal no Brasil, tem declinado        devido \u00e0 polui\u00e7\u00e3o, destrui\u00e7\u00e3o dos ambientes naturais e pesca excessiva.        O tamanho m\u00e9dio dos animais capturados tamb\u00e9m reduziu-se acentuadamente.        No Rio de Janeiro, uma recente revis\u00e3o da fauna amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o coloca        o pitu como esp\u00e9cie vulner\u00e1vel no estado, isto \u00e9, que apresenta um alto        risco de extin\u00e7\u00e3o a m\u00e9dio prazo. Para que seja evitada a extin\u00e7\u00e3o do pitu,        \u00e9 necess\u00e1rio que seja dado apoio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de estudos de biologia b\u00e1sica        das popula\u00e7\u00f5es destes crust\u00e1ceos, especialmente sobre sua reprodu\u00e7\u00e3o. Estes        estudos forneceriam subs\u00eddios para a preserva\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel        destes camar\u00f5es de grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica, social e ambiental.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>SIRI AZUL (Callinectes sapidus)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>\u00e9 um dos maiores siris do litoral        brasileiro, chegando a ter mais de 15 cm de envergadura. A f\u00eamea \u00e9 menor        do que o macho. O \u00faltimo par de patas locomotoras \u00e9 modificado, funcionando        como remos. A quela pode pin\u00e7ar com muita rapidez, causando pequenos ferimentos.        A f\u00eamea apresenta abd\u00f4men largo e arredondado, cujos ap\u00eandices s\u00e3o usados        para carregar os ovos quando est\u00e1 ov\u00edgera. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>praias lodosas, tanto rasas como profundas, e pode        subir pelos riachos que desembocam no mar, sendo abundante sua ocorr\u00eancia        em \u00e1gua salobra. <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096<\/strong> em todo o litoral do Brasil. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>detritos <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>a f\u00eamea, na \u00e9poca da \u00a0eclos\u00e3o dos ovos,        retorna ao mar para que as larvas se desenvolvam. <strong>Possui duas fases        em seu ciclo de Vida:<\/strong> uma marinha (fase pel\u00e1gica) onde os ovos        eclodem e os organismos se desenvolvem para o est\u00e1dio de zoea, permanecendo        em \u00e1guas marinhas at\u00e9 o est\u00e1dio de megalopa quando ent\u00e3o migram para \u00e1guas        estuarinas em busca de prote\u00e7\u00e3o e salinidades mais baixas; e uma estuarina        onde as megalopas recrutam (fase bent\u00f4nica) e se desenvolvem para os primeiros        est\u00e1dios juvenis. Ap\u00f3s sucessivas mudas, os animais se tornam adultos e        aptos \u00e0 c\u00f3pula que ocorrer\u00e1 em \u00e1guas estuarina. A c\u00f3pula \u00e9 \u0093estimulada\u0094        atrav\u00e9s de uma mudan\u00e7a na salinidade. Ap\u00f3s a c\u00f3pula, as f\u00eameas fertilizadas        migram para regi\u00f5es de maior salinidade. As f\u00eameas ent\u00e3o liberam os ovos,        resultantes da c\u00f3pula em \u00e1guas estuarinas de baixa salinidade, em \u00e1guas        marinhas de maior salinidade.\u00a0 <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>pesca predat\u00f3ria, destrui\u00e7\u00e3o do habitat e polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>TATU\u00cd (Emerita brasiliensis)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>pequeno crust\u00e1ceo de mais ou menos        4 cm de comprimento, tamb\u00e9m conhecido por &#8220;tatu\u00edra&#8221; ou &#8220;tatuzinho&#8221;.        Cefalot\u00f3rax alongado, semicil\u00edndrico, com abd\u00f4men dobrado por baixo. O tempo        para esses animais corre junto com as batidas de seu cora\u00e7\u00e3o, locais\u00a0        de muito calor faz o cora\u00e7\u00e3o bater mais r\u00e1pido, o animal vive menos, ao        passo que em locais mais frescos, o cora\u00e7\u00e3o trabalha mais lento, e garante        longevidade maior ao animal. <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>praias <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>em quase todas as praias despolu\u00eddas do litoral        brasileiro. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>se movimenta junto com as ondas e perfura a areia        com o retornar da \u00e1gua, produzindo bolhas e um &#8220;furinho&#8221; caracter\u00edstico.        Costumam ser encontrados em nossas praias agrupados em \u00e1reas de mais de\u00a0        2 m 2 , grupos esses sempre pr\u00f3ximos uns dos outros, sendo mais ou menos        os mais novos nas camadas mais superficiais da areia, e os grandes, um pouco        mais abaixo. <strong><br \/>\n       Predadores naturais \u0096 <\/strong>peixes, crust\u00e1ceos e aves. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>\u00e9 muito utilizado para isca de pesca e tamb\u00e9m como        alimento. Por n\u00e3o tolerar polui\u00e7\u00e3o \u00e9 excelente bioindicador. A polui\u00e7\u00e3o        por esgotos e excessiva freq\u00fc\u00eancia humana s\u00e3o algumas amea\u00e7as.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>U\u00c7\u00c1 (Ucides cordatus)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>crust\u00e1ceo de grande porte, sendo        u m dos maiores caranguejos que habitam os manguezais do litoral brasileiro.        Tem 10 pernas de cor arroxeada providas de grandes cerdas rijas na face        interna. O primeiro par de patas \u00e9 bem desenvolvido e forte, terminando        numa garra ou pin\u00e7a (pu\u00e3), servindo para alimenta\u00e7\u00e3o, defesa e atra\u00e7\u00e3o da        f\u00eamea. Com as patas distendidas, ele alcan\u00e7a 30 cm de envergadura. Como        todo artr\u00f3pode, realizam mudas (trocas de carapa\u00e7a) para o crescimento do        indiv\u00edduo. Apresenta carapa\u00e7a inflada lateralmente, com colora\u00e7\u00e3o que varia        entre o azul, verde, amarelo e branco. <strong>Apresentam dimorfismo sexual:<\/strong>        os machos possuem abdome em forma de &#8220;t&#8221; invertido e as f\u00eameas,        abdome arredondado. Os machos desta esp\u00e9cie podem alcan\u00e7ar cerca de 70 e        89 mm de comprimento e largura da carapa\u00e7a, respectivamente, e as f\u00eameas        54,5 e 65 mm.\u00a0 ,<strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>manguezais <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>todo o Atl\u00e2ntico Ocidental. No Brasil, do Par\u00e1        \u00e0 Santa Catarina. <strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>vivem em substrato arenoso ou lodoso onde escavam        tocas ou podem refugiar-se entre fendas. Suas tocas na lama s\u00e3o cobertas        pela mar\u00e9 alta e ficam \u00e0 mostra na mar\u00e9 baixa. Durante a mar\u00e9 alta refugiam-se        em tocas e na mar\u00e9 baixa saem em busca de alimento. Essas tocas t\u00eam de 0,5        a 1,5 m de profundidade, s\u00e3o habitadas por um \u00fanico animal, sendo pronunciado        o territorialismo da esp\u00e9cie. Assim como outros caranguejos do mangue, apresenta        grande import\u00e2ncia ecol\u00f3gica. A atividade escavadora proporciona oxigena\u00e7\u00e3o        e drenagem do sedimento. <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>s \u00e3o on\u00edvoros, alimentando-se de tudo. Sua dieta        \u00e9 constitu\u00edda principalmente por mat\u00e9ria vegetal (folhas em decomposi\u00e7\u00e3o,        frutos e sementes das \u00e1rvores do mangue), contribuindo para a acelera\u00e7\u00e3o        da reciclagem dos nutrientes, mas alimenta-se tamb\u00e9m de outros invertebrados,        como crust\u00e1ceos e moluscos. Podem comer tamb\u00e9m fungos que crescem nas folhas        de mangue, ap\u00f3s estas serem transportadas para o interior da toca. <strong><br \/>\n       Reprodu\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>quando chega o momento da reprodu\u00e7\u00e3o, que se        d\u00e1 nos meses mais quentes do ano, os animais deixam suas tocas em busca        de parceiro para a c\u00f3pula e\/ou realizar a desova e desta forma se tornam        presas f\u00e1ceis n\u00e3o s\u00f3 para os catadores, mas tamb\u00e9m para pessoas que usualmente        n\u00e3o realizam a captura destes crust\u00e1ceos. Este fen\u00f4meno, ainda muito pouco        investigado cientificamente, \u00e9 conhecido como &#8220;andada&#8221; ou &#8220;carnaval&#8221;.        A f\u00eamea do caranguejo, ap\u00f3s a c\u00f3pula, p\u00f5e dezenas de milhares de ovos muito        pequenos e colora\u00e7\u00e3o avermelhada. Os ovos s\u00e3o carregados, ap\u00f3s a postura,        nas patas do abdome, que tem formato arredondado e pode ser observado na        regi\u00e3o ventral (embaixo do corpo do animal). As f\u00eameas ovadas migram em        dire\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua, onde ocorre o nascimento das larvas, que seguem para o mar        e, ap\u00f3s passarem por uma fase de crescimento r\u00e1pido e metamorfose, retornam        para o mangue, onde continuar\u00e3o crescendo e atingir\u00e3o a maturidade sexual.        A mortalidade na fase larval \u00e9 muito elevada. <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>\u00e9 a esp\u00e9cie mais procurada para alimenta\u00e7\u00e3o humana.        Sua carne \u00e9 muito apreciada e \u00e9 comum observar o com\u00e9rcio desta esp\u00e9cie        principalmente no litoral. \u00c9 de grande import\u00e2ncia s\u00f3cio-econ\u00f4mica no Norte\/Nordeste        do Brasil pois, al\u00e9m de ser um recurso de subsist\u00eancia, sua captura constitui        a \u00fanica fonte de renda de in\u00fameras fam\u00edlias. A pesca predat\u00f3ria, associada        \u00e0 falta de uma fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva e a degrada\u00e7\u00e3o dos manguezais, e ao        desrespeito das leis ambientais, s\u00e3o fatores que t\u00eam sido respons\u00e1veis pela        redu\u00e7\u00e3o acentuada das popula\u00e7\u00f5es do caranguejo-u\u00e7\u00e1 nos \u00faltimos anos. Hoje,        a esp\u00e9cie encontra-se amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o.Visando proteger o u\u00e7\u00e1 durante        seu per\u00edodo reprodutivo, o IBAMA, em sua portaria no 124, de 25 de setembro        de 2002, proibiu a captura, a manuten\u00e7\u00e3o em cativeiro e a comercializa\u00e7\u00e3o        de machos e f\u00eameas nos estados do Esp\u00edrito Santo, Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo,        Paran\u00e1 e Santa Catarina, de 1\u00ba de outubro a 1\u00ba de dezembro e a captura de        f\u00eameas de 1\u00ba a 31 de dezembro. A portaria pro\u00edbe, ainda, a captura de f\u00eameas        ovadas em qualquer \u00e9poca do ano, assim como de animais com largura da carapa\u00e7a        inferior a 6 cm. Estudos sobre o caranguejo-u\u00e7\u00e1, especialmente sobre sua        reprodu\u00e7\u00e3o, devem ser incentivados e acelerados, sobretudo no Norte e Nordeste        do Brasil, onde o consumo em algumas capitais \u00e9 elevado e o volume de informa\u00e7\u00f5es        sobre sua biologia \u00e9 escasso. Os resultados destes estudos, somados ao conhecimento        emp\u00edrico dos catadores, ser\u00e3o fundamentais para a cria\u00e7\u00e3o de leis protecionistas        para o u\u00e7\u00e1 nestas regi\u00f5es. De um caranguejo, as partes com mais carne s\u00e3o        as patas da frente, terminadas em pin\u00e7a. O resto do bicho \u00e9 quase todo descartado.        Quando catavam caranguejos, os povos da floresta retiravam-lhes s\u00f3 a pin\u00e7a.        Como qualquer crust\u00e1ceo, a pata regenera e o bicho n\u00e3o \u00e9 sacrificado. Assim,        nunca faltaria caranguejo no mangue. O problema \u00e9 que o corte deve ser feito        na articula\u00e7\u00e3o junto \u00e0 base e, na maioria das vezes, o ap\u00eandice \u00e9 retirado        sem nenhum cuidado, danificando estruturas respirat\u00f3rias ligadas \u00e0 pin\u00e7a        e causando a morte do bicho. Seria injusto dizer que somente a pesca indiscriminada        \u00e9 respons\u00e1vel pela diminui\u00e7\u00e3o dos estoques dos crust\u00e1ceos. O aterro dos        mangues, as ind\u00fastrias que lan\u00e7am o esgoto nos rios e o desmatamento contribuem        para a quebra da cadeia alimentar, expulsando e eliminando esp\u00e9cies.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>UCA ou CHAMA MAR\u00c9 (Uca pugnax)<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Caracter\u00edsticas \u0096 <\/strong>caranguejo pequeno, medindo 3 cm        de largura, de colora\u00e7\u00e3o azeitona ou parda, com pequenas manchas claras.        Carapa\u00e7a trapez\u00f3ide e garras muito desiguais. A f\u00eamea desse caranguejo possui        as duas pin\u00e7as pequenas, enquanto o macho apresenta uma pequena e a outra        grande. A pin\u00e7a pequena \u00e9 para alimentar-se e a grande serve para atrair        a f\u00eamea na \u00e9poca de reprodu\u00e7\u00e3o e afugentar outros machos. O nome chama-mar\u00e9        prov\u00e9m do movimento que o animal faz com a pin\u00e7a maior quando est\u00e3o sobre        o substrato durante a mar\u00e9 baixa, como quem est\u00e1 &#8220;chamando a mar\u00e9&#8221;.        <strong><br \/>\n       Habitat \u0096 <\/strong>fundos arenosos e lodosos de manguezais <strong><br \/>\n       Ocorr\u00eancia \u0096 <\/strong>todo Atl\u00e2ntico Ocidental<strong><br \/>\n       H\u00e1bitos \u0096 <\/strong>costuma aparecer em grande n\u00famero e correndo, \u00e1gil,        pelo lodo. Fazem suas tocas para refugiar-se na mar\u00e9 alta nos fundos arenosos        e lodosos. A toca tem em m\u00e9dia 5 cm de comprimento com 2 a 3 cm de di\u00e2metro        e termina em galerias. Ao menor sinal de perigo, ele p\u00e1ra \u00e0 espreita pr\u00f3ximo        de sua toca, na qual se refugia. Durante a mar\u00e9 baixa saem para se alimentar.        <strong><br \/>\n       Alimenta\u00e7\u00e3o \u0096 <\/strong>animais mortos <strong><br \/>\n       Amea\u00e7as \u0096 <\/strong>destrui\u00e7\u00e3o do habitat e polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Fonte:  bugs.bio.usyd.edu.au\/www.marcobueno.net\/curlygirl.naturlink.pt\/geocities.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Classe Crust\u00e1cea, Crust\u00e1ceos, Tipos, Caracter\u00edsticas, Filo, Artr\u00f3podes, Sistema, Reprodu\u00e7\u00e3o, Alimenta\u00e7\u00e3o, Morfologia, Classifica\u00e7\u00e3o, Classe Crust\u00e1cea<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15946,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-21443","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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