{"id":21434,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/classe-chilopoda-2\/"},"modified":"2026-09-01T15:38:52","modified_gmt":"2026-09-01T15:38:52","slug":"classe-chilopoda-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/classe-chilopoda-2\/","title":{"rendered":"Classe Chilopoda"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-01.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"357\" height=\"313\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><\/p>\n   \n<p>A <strong>classe Chilopoda<\/strong> \u00e9 composta principalmente de <strong>centop\u00e9ias.      <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Centop\u00e9ias<\/strong> t\u00eam uma cabe\u00e7a tendo olhos, pe\u00e7as bucais bem      desenvolvidos e um par de antenas. <\/p>\n   \n<p>O corpo \u00e9 constitu\u00eddo por v\u00e1rios segmentos, cada um dos quais suporta um      par de pernas. <\/p>\n   \n<p>As pernas do primeiro segmento do corpo s\u00e3o modificadas em garras venenosas      e s\u00e3o usados para a defesa, bem como para capturar presas. <\/p>\n   \n<p><strong>Centop\u00e9ias<\/strong> s\u00e3o inset\u00edvoras e muitas vezes se alimentam de      outros artr\u00f3podes tamb\u00e9m.<\/p>\n   \n<h4>Classe Chilopoda &#8211; Animais<\/h4>\n   \n<p>O nome prov\u00e9m do grego,<strong> chilo = l\u00e1bio<\/strong> e <strong>poda = p\u00e9<\/strong>      ou ap\u00eandice. <\/p>\n   \n<p>Animais conhecidos como <strong>centop\u00e9ias, lacraias ou escolopendras<\/strong>.      Apresentam o corpo alongado e achatado dorso-ventralmente. O corpo \u00e9 segmentado      e dividido em cabe\u00e7a e tronco. Em cada segmento do tronco apresentam um par      de patas. <\/p>\n   \n<p>Possuem na cabe\u00e7a um par de longas antenas, um par de mand\u00edbulas e dois pares      de maxilas. <\/p>\n   \n<p>Na cabe\u00e7a est\u00e3o tamb\u00e9m localizados os \u00f3rg\u00e3os dos sentidos, nomeadamente os      olhos simples (invulgar em artr\u00f3podes, onde s\u00e3o mais comuns os olhos compostos),      pois apenas um g\u00eanero apresenta olhos compostos. Dependendo da esp\u00e9cie, o      tronco pode ser composto por 15 a 177 segmentos, o primeiro dos quais cont\u00e9m      um par de garras pe\u00e7onhentas, os maxil\u00edpedes ou forc\u00edpulas, e os restantes      um par de patas locomotoras curtas. <\/p>\n   \n<p>O n\u00famero de pares de patas varia mas \u00e9 sempre um n\u00famero \u00edmpar, por qualquer      motivo ainda n\u00e3o esclarecido. <\/p>\n   \n<p><strong>No \u00faltimo segmento, o par de patas merece especial aten\u00e7\u00e3o, pois      \u00e9 algo diferente dos outros pares restantes que servem para locomo\u00e7\u00e3o:<\/strong>      \u00e9 mais longo e em geral dotado de fortes e robustos espinhos. <\/p>\n   \n<p>Quando a lacraia anda, \u00e9 dirigido para tr\u00e1s horizontalmente ou mesmo um pouco      para cima, sempre um tanto aberto como um pin\u00e7a pr\u00eansil que ajuda na captura      das presas. <\/p>\n   \n<p>S\u00e3o animais muito ativos, correm muito e s\u00e3o predadores; alimentam-se de      aranhas, insetos, e outros animais pequenos. Os acidentes causados principalmente      pelos g\u00eaneros Scolopendra, Otostigmus e Cryptops no Brasil n\u00e3o s\u00e3o considerados      graves. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-02.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"382\" height=\"215\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><\/p>\n   \n<p>Existem aproximadamente 3.000 esp\u00e9cies descritas, distribu\u00eddas em quatro      ordens principais.<\/p>\n   \n<p>A ordem Geophilomorpha \u00e9 composta de centop\u00e9ias longas e filiformes adaptadas      para viver no solo. <\/p>\n   \n<p>As ordens Scolopendromorpha e Lithobiomorpha cont\u00eam centop\u00e9ias achatadas,      com corpo forte, que vivem em fendas em pedras, e cascas de \u00e1rvores e no solo.    <\/p>\n   \n<p>Os Scutigeromorpha abrangem quil\u00f3podos de longas pernas, alguns dos quais      vivem dentro ou ao redor de habita\u00e7\u00f5es humanas. A Scutigera coleoptrata, por      exemplo, \u00e9 freq\u00fcentemente encontrada em banheiros e pias no Hemisf\u00e9rio Norte.<\/p>\n   \n<p>A maior<strong> centop\u00e9ia <\/strong>descrita \u00e9 a esp\u00e9cie tropical americana      Scolopendra gigantea, que atinge um comprimento de 26 cm. Outras formas tropicais,      principalmente escolopendromorfos, podem medir de 18 a 24 cm, mas a maioria      das esp\u00e9cies europ\u00e9ias e americanas medem de 3 a 6 cm de comprimento.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-04.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"363\" height=\"200\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><\/p>\n   \n<p>As <strong>centop\u00e9ias<\/strong> de zonas temperadas t\u00eam em geral cor marrom-avermelhada,      enquanto muitos escolopendromorfos tropicais possuem colora\u00e7\u00e3o variada e vibrante,      alguns com padr\u00f5es de listras coloridas. No Brasil, a lacraia mais comum \u00e9      a Scolopendra viridicornis que pode atingir cerca de 20 cm de comprimento.    <\/p>\n   \n<h4>MORFOLOGIA<\/h4>\n   \n<p>A cabe\u00e7a \u00e9 convexa ou achatada, com as antenas localizadas na margem frontal.      Cada antena \u00e9 formada por 14 ou mais segmentos. A base da mand\u00edbula \u00e9 alongada      e encontra-se na regi\u00e3o ventro-lateral da cabe\u00e7a. Os lobos gnatais s\u00e3o portadores      de v\u00e1rios dentes grandes e de uma espessa franja de cerdas. Debaixo das mand\u00edbulas,      h\u00e1 um par de primeiras maxilas, que forma um l\u00e1bio inferior funcional. Um      par de segundas maxilas sobrep\u00f5e-se ao primeiro. Cada primeira maxila tem      um palpo curto. Nos escutigeromorfos, as segundas maxilas s\u00e3o delgadas e semelhantes      a pernas, mas em outras centop\u00e9ias elas s\u00e3o curtas, fortes e em forma de palpo.      Cobrindo todos os outros ap\u00eandices bucais, h\u00e1 um grande par de garras de pe\u00e7onha,      tamb\u00e9m chamadas de maxil\u00edpedes ou forc\u00edpulas, pois s\u00e3o, na verdade, os ap\u00eandices      do primeiro segmento do tronco, envolvidos na alimenta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Cada garra \u00e9 curvada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 linha mediana ventral, e termina num gancho      pontiagudo, que \u00e9 a sa\u00edda do duto da gl\u00e2ndula de pe\u00e7onha, localizada dentro      do ap\u00eandice. \u00c9 a esses ap\u00eandices que se refere o nome Chilopoda. <\/p>\n   \n<p>As grandes coxas das garras de pe\u00e7onha e o esternito daquele segmento formam      uma grande placa que cobre a parte inferior da cabe\u00e7a. Forc\u00edpulas s\u00e3o, portanto,      ap\u00eandices situados na regi\u00e3o frontal da cabe\u00e7a, com as extremidades transformadas      em garras ou ferr\u00f5es (aparelho inoculador de pe\u00e7onha) utilizadas para defesa,      captura e dilacera\u00e7\u00e3o de presas.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-05.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"388\" height=\"250\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><\/p>\n   \n<p>Atr\u00e1s do primeiro segmento do tronco, que possui as garras de pe\u00e7onha, encontram-se      15 ou mais segmentos portadores de patas. <\/p>\n   \n<p>As placas tergais variam bastante em tamanho e n\u00famero, dependendo dos h\u00e1bitos      locomotores.<\/p>\n   \n<p>As coxas das pernas est\u00e3o inseridas lateralmente em cada placa esternal.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m das garras de pe\u00e7onha, h\u00e1 outras adapta\u00e7\u00f5es para prote\u00e7\u00e3o. O \u00faltimo      par de pernas nas centop\u00e9ias \u00e9 o mais longo e podem ser usadas na defesa atrav\u00e9s      de &#8220;belisc\u00f5es&#8221;. Os geofilomorfos possuem gl\u00e2ndulas repugnat\u00f3rias      no lado ventral de cada segmento e alguns litobiomorfos s\u00e3o portadores de      numerosas gl\u00e2ndulas repugnat\u00f3rias unicelulares nos \u00faltimos quatro pares de      pernas, que eles chutam em dire\u00e7\u00e3o de um inimigo, expelindo gotas adesivas.<\/p>\n   \n<h4>Locomo\u00e7\u00e3o dos Quil\u00f3podes<\/h4>\n   \n<p>Com exce\u00e7\u00e3o dos geofilomorfos, as centop\u00e9ias est\u00e3o adaptadas para correr      e muitas das suas peculiaridades estruturais est\u00e3o associadas com a evolu\u00e7\u00e3o      de uma marcha r\u00e1pida. As pernas longas capacitam o animal a dar passadas mais      largas. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um aumento progressivo no comprimento da perna, da      parte anterior para a posterior, o que permite que as pernas posteriores se      movam por fora das pernas anteriores, reduzindo, assim a interfer\u00eancia. Nesse      aspecto, os escutigeromorfos s\u00e3o os mais desenvolvidos e s\u00e3o ativos ao ar      livre, onde podem tirar melhor vantagem da sua velocidade.<\/p>\n   \n<p>Para reduzir a tend\u00eancia de ondular, o tronco \u00e9 refor\u00e7ado por placas tergais      dispostas alternadamente nos litobiomorfos e por placas tergais grandes e      imbricadas nos escutigeromorfos. Os segmentos distais das pernas dos escutigeromorfos      permitem ao animal apoiar grande parte da perna no substrato, como um p\u00e9,      para diminuir o deslizamento.<\/p>\n   \n<p>Em contraste com os outros quil\u00f3podos, os geofilomorfos vermiformes est\u00e3o      adaptados para cavar em solo fofo ou humo. Eles n\u00e3o empurram o solo com as      pernas, como os dipl\u00f3podos, mas a for\u00e7a de propuls\u00e3o \u00e9 fornecida pela extens\u00e3o      e contra\u00e7\u00e3o do tronco, como nas minhocas. Esp\u00e9cies europ\u00e9ias podem aumentar      o comprimento do corpo em at\u00e9 70%. Essa elasticidade \u00e9 facilitada pela presen\u00e7a      de m\u00fasculos longitudinais fortes na parede do corpo e por uma parede pleural      el\u00e1stica. As pernas s\u00e3o curtas e ancoram o corpo como as cerdas de uma minhoca.<\/p>\n   \n<h4>Alimenta\u00e7\u00e3o dos Quil\u00f3podes<\/h4>\n   \n<p>Acredita-se que a classe, como um todo, \u00e9 predadora. Pequenos artr\u00f3podos      formam a maior parte da dieta, mas algumas centop\u00e9ias alimentam-se de minhocas,      carac\u00f3is e nemat\u00f3ides. A presa \u00e9 detectada e localizada por contato atrav\u00e9s      das antenas, ou com as pernas em Scutigera e, ent\u00e3o, \u00e9 capturada e morta,      ou atordoada com as garras de pe\u00e7onha. As lacraias capturam sua presa com      pin\u00e7as muito fortes que possuem no \u00faltimo par de patas. Depois, cravam as      forc\u00edpulas presentes na cabe\u00e7a e injetam uma pe\u00e7onha mortal em suas v\u00edtimas.    <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-06.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"273\" height=\"223\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><br \/>\n     Centopeia gigante protegendo e incubando os seus ovos <\/strong><\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s a captura, a presa \u00e9 sustentada pelas segundas maxilas e garras de pe\u00e7onha,      enquanto as mand\u00edbulas e as primeiras maxilas desempenham a a\u00e7\u00e3o manipuladora      requerida para a ingest\u00e3o. Os geofilomorfos, que possuem mand\u00edbulas fracamente      armadas e menos m\u00f3veis, podem digerir parcialmente a presa antes da ingest\u00e3o.      O tubo digestivo \u00e9 reto com dois ou tr\u00eas pares de gl\u00e2ndulas salivares na boca.      O intestino posterior \u00e9 curto. As secre\u00e7\u00f5es salivares s\u00e3o fornecidas pelas      gl\u00e2ndulas associadas em cada um dos ap\u00eandices alimentares. <\/p>\n   \n<p>Grande centop\u00e9ias s\u00e3o freq\u00fcentemente temidas, mas a pe\u00e7onha da maioria delas,      embora dolorosa, n\u00e3o \u00e9 suficientemente t\u00f3xica para ser letal ao homem. O efeito      \u00e9 geralmente similar \u00e0 picada de uma vespa. Registros de mortes humanas causadas      por Scolopendra gigantea n\u00e3o foram comprovados. A esp\u00e9cie Scolopendra heros,      al\u00e9m da picada, faz pequenas incis\u00f5es com suas pernas ao andar ; quando o      animal \u00e9 irritado, derrama nessas feridas um veneno produzido perto das coxas,      causando inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<h4>Trocas gasosas e respira\u00e7\u00e3o dos Quil\u00f3podes<\/h4>\n   \n<p>As trocas gasosas s\u00e3o efetuadas atrav\u00e9s de um sistema de traqu\u00e9ias. Com exce\u00e7\u00e3o      dos escutigeromorfos, os estigmas encontram-se na regi\u00e3o pleural membranosa      acima e logo atr\u00e1s das coxas. Basicamente, h\u00e1 um par de estigmas por segmento.      O estigma, que n\u00e3o pode ser fechado, abre-se em um \u00e1trio revestido de p\u00ealos      cuticulares (tricomas) que podem reduzir a desseca\u00e7\u00e3o ou impedir a entrada      de part\u00edculas de p\u00f3. Os tubos traqueais se abrem na base do \u00e1trio e terminam      em pequenos tubos cheios de l\u00edquido que fornecem oxig\u00eanio diretamente para      v\u00e1rios tecidos.<\/p>\n   \n<p>As centop\u00e9ias geofilomorfas que habitam a zona entre mar\u00e9s vivem em algas,      pedras e conchas. O ar retido dentro do sistema traqueal \u00e9 provavelmente suficiente      durante a submers\u00e3o na mar\u00e9 alta, embora em algumas esp\u00e9cies, ar adicional      \u00e9 armazenado na superf\u00edcie das coxas e \u00e9 alojado como uma bolha na extremidade      enrolada do tronco.<\/p>\n   \n<p>Talvez associado com seus h\u00e1bitos mais ativos, e com uma taxa metab\u00f3lica      mais alta, o sistema traqueal dos escutigeromorfos \u00e9 semelhante a um pulm\u00e3o      e provavelmente evoluiu independentemente daquele dos outros quil\u00f3podos. Os      estigmas situam-se pr\u00f3ximos \u00e0 margem posterior das placas tergais, exceto      as oito placas posteriores que cobrem os segmentos portadores de pernas. Cada      estigma se abre em um \u00e1trio do qual se estendem dois grandes leques de curtos      tubos traqueais.<\/p>\n   \n<h4>Excre\u00e7\u00e3o dos Quil\u00f3podes<\/h4>\n   \n<p>Geralmenteh\u00e1 um \u00fanico par de t\u00fabulos de Malpighi, que consistem de um ou      dois pares de tubos delgados ramificados que se originam na parte posterior      do mes\u00eantero na sua jun\u00e7\u00e3o com o intestino. Os detritos passam do sangue,      atrav\u00e9s das finas paredes dos t\u00fabulos, para o l\u00famen, e depois para o intestino.      Grande parte dos detritos nitrogenados \u00e9 excretada como am\u00f4nia e n\u00e3o como      \u00e1cido \u00farico. Os quil\u00f3podos requerem ambiente \u00famido para manter um balan\u00e7o      h\u00eddrico apropriado, pois o tegumento n\u00e3o possui a cut\u00edcula cerosa dos insetos      e aracn\u00eddeos. Desta maneira, a maioria dos quil\u00f3podos vive sob pedras e troncos,      e s\u00f3 s\u00e3o ativos na superf\u00edcie da terra \u00e0 noite.<\/p>\n   \n<h4>\u00d3rg\u00e3os sensoriais dos Quil\u00f3podes<\/h4>\n   \n<p>Os geofilomorfos, diversos escolopendromorfos e alguns litobiomorfos habitantes      de cavernas n\u00e3o possuem olhos. Outros quil\u00f3podos possuem de poucos a muitos      ocelos. Nos escutigeromorfos, os ocelos est\u00e3o agrupados e organizados de modo      que formam olhos compostos. As unidades \u00f3pticas das quais existem at\u00e9 200,      formam um grupo compacto em cada lado da cabe\u00e7a e tendem a ser alongados com      bastonetes \u00f3ticos convergentes. Em Scutigera sp, a superf\u00edcie corneana \u00e9 muito      convexa, como nos olhos compostos dos insetos e crust\u00e1ceos, e cada unidade      \u00e9 similar a um omat\u00eddeo. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancia de que esses olhos compostos      funcionem mais do que na simples detec\u00e7\u00e3o do claro e escuro. Muitos quil\u00f3podos      s\u00e3o negativamente fototr\u00f3picos.<\/p>\n   \n<p>Um par de \u00f3rg\u00e3os de Tomosvary est\u00e1 presente na base das antenas de todos      os litobiomorfos e escutigeromorfos. Cada \u00f3rg\u00e3o sensorial consiste de um disco      com um poro central, para o qual convergem as extremidades de c\u00e9lulas sensoriais.      Os poucos estudos sobre os \u00f3rg\u00e3os de Tomosvary sugerem que eles detectam vibra\u00e7\u00f5es,      talvez auditivas. O \u00faltimo longo par de pernas de muitos quil\u00f3podos tem uma      fun\u00e7\u00e3o sensorial, especialmente nos litobiomorfos e escutigeromorfos; elas      est\u00e3o modificadas para formar um par de ap\u00eandices anteniformes, dirigidos      para tr\u00e1s.<\/p>\n   \n<h4>Circula\u00e7\u00e3o dos Quil\u00f3podes<\/h4>\n   \n<p>O<strong> cora\u00e7\u00e3o <\/strong>percorre o corpo todo, e emite art\u00e9rias para cada      segmento.<\/p>\n   \n<h4>Reprodu\u00e7\u00e3o e desenvolvimento dos Quil\u00f3podes<\/h4>\n   \n<p>A transfer\u00eancia de espermatoz\u00f3ides \u00e9 indireta. Em geral, o macho constr\u00f3i      uma pequena teia de fios de seda secretada por uma fiandeira localizada no      \u00e1trio genital. Um espermat\u00f3foro, de at\u00e9 v\u00e1rios mil\u00edmetros, \u00e9 colocado na teia.      A f\u00eamea apanha o espermat\u00f3foro e o coloca na sua abertura genital. Os gon\u00f3podos      de cada sexo auxiliam na manipula\u00e7\u00e3o do espermat\u00f3foro.<\/p>\n   \n<p>O macho geralmente s\u00f3 produz um espermat\u00f3foro ao encontrar a f\u00eamea, e freq\u00fcentemente      h\u00e1 um comportamento inicial de corte. Cada indiv\u00edduo pode apalpar a extremidade      posterior do parceiro com as antenas enquanto o casal se move em c\u00edrculos.      Este comportamento pode durar at\u00e9 uma hora antes do macho depositar o espermat\u00f3foro.      O macho ent\u00e3o &#8220;sinaliza&#8221; para a f\u00eamea (<strong>ex.<\/strong>: mantendo      as pernas posteriores ao lado do espermat\u00f3foro enquanto gira a parte anterior      do corpo e toca nas antenas da f\u00eamea). Ela responde rastejando-se em dire\u00e7\u00e3o      do macho e apanhando o espermat\u00f3foro.<\/p>\n   \n<p>Tanto os <strong>escolopendromorfos<\/strong> quanto os geofilomorfos p\u00f5em      e depois incubam os ovos em grupos de 15 a 35. Esses quil\u00f3podos alojam-se      em cavidades feitas em madeira podre ou no solo e se enrolam sobre a massa      de ovos. <\/p>\n   \n<p>A f\u00eamea guarda os ovos desta maneira durante o per\u00edodo de eclos\u00e3o e dispers\u00e3o      dos jovens. <\/p>\n   \n<p>Nessas ordens o desenvolvimento \u00e9 epim\u00f3rfico, isto \u00e9, o jovem apresenta todos      os segmentos quando eclode. <\/p>\n   \n<p>Nos <strong>escutigeromorfos<\/strong> e<strong> litobiomorfos<\/strong>, os      ovos s\u00e3o depositados isoladamente no solo ap\u00f3s serem carregados por um curto      per\u00edodo de tempo entre os gon\u00f3podos femininos. O desenvolvimento \u00e9 anam\u00f3rfico,      ou seja, na eclos\u00e3o, o jovem tem apenas parte dos segmentos do adulto. Ao      eclodir, o jovem de Scutigera tem 4 pares de pernas e nas seis mudas seguintes      passa por est\u00e1gios com 5 a 13 pares de pernas. Existem, ainda, 4 est\u00e1gios      epim\u00f3rficos com 15 pares de pernas antes da maturidade ser atingida. O desenvolvimento      de Lithobius \u00e9 similar, embora os jovens rec\u00e9m-eclodidos tenham 7 pares de      pernas. Em algumas esp\u00e9cies s\u00e3o necess\u00e1rios v\u00e1rios anos para que as formas      jovens atinjam a maturidade sexual.<\/p>\n   \n<h4>A <strong>classe Chilopoda<\/strong><\/h4>\n   \n<p>A <strong>classe Chilopoda <\/strong>\u00e9 composta principalmente de <strong>centop\u00e9ias<\/strong>.    <\/p>\n   \n<p><strong>Centop\u00e9ias<\/strong> t\u00eam uma cabe\u00e7a tendo olhos, aparelho bucal bem      desenvolvidos e um par de antenas. O corpo \u00e9 composto de muitos segmentos,      cada qual carrega um par de pernas. <\/p>\n   \n<p>As pernas do primeiro segmento do corpo s\u00e3o modificadas em garras venenosas      e s\u00e3o usados para a defesa, bem como para a captura de presas. <\/p>\n   \n<p><strong>Centop\u00e9ias<\/strong> s\u00e3o inset\u00edvoras e muitas vezes se alimentam de      outros artr\u00f3podes tamb\u00e9m.<\/p>\n   \n<p>Existem cerca de 3000 esp\u00e9cies destes predadores ativos, que vivem principalmente      em zonas h\u00famidas e quentes, escondendo-se de dia e saindo \u00e0 noite para perseguir      as suas presas, geralmente outros artr\u00f3podes, embora centopeias grandes (atingem      cerca de 30 cm) possam capturar pequenos vertebrados, como r\u00e3s, aves, cobras,      etc.<\/p>\n   \n<p>Todos os quil\u00f3podes s\u00e3o venenosos, embora em graus vari\u00e1veis. O veneno \u00e9      poderoso, causando em humanos uma dor ardente, quer por mordeduras quer por      aranh\u00f5es<\/p>\n   \n<p>Nas esp\u00e9cies maiores, o veneno pode causar n\u00e1useas e paralisia parcial tempor\u00e1ria      ou mesmo a morte, em crian\u00e7as ou adultos fracos. <\/p>\n   \n<p><strong>CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DA CLASSE<\/strong><\/p>\n   \n<p>Os <strong>quil\u00f3podes<\/strong> (gr. khilioi = mil + podos = p\u00e9), como as      centopeias, t\u00eam corpo delgado, com numerosos segmentos e achatado dorso-ventralmente.    <\/p>\n   \n<p>O corpo est\u00e1 dividido em duas regi\u00f5es, cabe\u00e7a e tronco segmentado. <\/p>\n   \n<p><strong>A cabe\u00e7a possui v\u00e1rios pares de ap\u00eandices:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p>Um par de longas antenas; <br \/>\n       Um par de mand\u00edbulas; <br \/>\n       Dois pares de maxilas. <\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p>Na <strong>cabe\u00e7a <\/strong>est\u00e3o, tamb\u00e9m, localizados os \u00f3rg\u00e3os dos sentidos,      nomeadamente os olhos simples (invulgar em artr\u00f3podes), pois apenas um g\u00eanero      apresenta olhos compostos. <\/p>\n   \n<p>Dependendo da esp\u00e9cie, o tronco pode ser composto por 15 a 177 segmentos,      o primeiro dos quais cont\u00e9m um par de garras venenosas \u0096 maxil\u00edpedes      &#8211; e os restantes um par de patas locomotoras curtas. O n\u00famero de pares de      patas varia mas \u00e9 sempre um n\u00famero impar, por qualquer motivo ainda n\u00e3o esclarecido.    <\/p>\n   \n<p>O<strong> veneno<\/strong> paralisa as presas, que s\u00e3o depois mastigadas e      devoradas, com a ajuda das mand\u00edbulas. <\/p>\n   \n<p>O<strong> sistema digestivo<\/strong> apresenta dois longos tubos de Malpighi      associados, para a excre\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>O <strong>cora\u00e7\u00e3o<\/strong> estende-se ao longo de todo o corpo dorsalmente,      com ost\u00edolos e art\u00e9rias laterais em cada segmento. <\/p>\n   \n<p>A <strong>reprodu\u00e7\u00e3o <\/strong>\u00e9 sexuada com os sexos separados, existindo      frequentemente cuidados parentais prolongados. <\/p>\n   \n<p>A<strong> fecunda\u00e7\u00e3o<\/strong> \u00e9 interna, com o macho a transferir espermat\u00f3foros      par ao corpo da f\u00eamea de uma forma muito semelhante \u00e0 dos aracn\u00eddeos. Noutros      casos, o espermat\u00f3foro \u00e9 apenas abandonado pelo macho, de forma ser encontrado      pela f\u00eamea, que o recolhe.<\/p>\n   \n<p>Dos ovos emergem pequenas centopeias ou escalopendras, geralmente com cerca      de 7 pares de patas, que ir\u00e3o aumentar em cada muda do exosqueleto. <\/p>\n   \n<h4>Classe Chilopoda &#8211; Origem<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-08.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"355\" height=\"123\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><\/p>\n   \n<p>Os <strong>artr\u00f3podos<\/strong> (do grego arthron = articula\u00e7\u00e3o, e podos =      p\u00e9s) re\u00fane o maior n\u00famero de esp\u00e9cies do reino animal, compreendendo mais      de 800 mil (cerca de 3\/4 do total de esp\u00e9cies conhecidas). <\/p>\n   \n<p><strong>Estes animais podem ser encontrados em todos os ambientes:<\/strong>      terrestres, a\u00e9reos, de \u00e1gua doce e marinhos; desde altitudes de 6 mil metros      at\u00e9 mais de 9 mil metros de profundidade nos oceanos. Podem apresentar vida      livre ou serem parasitas de animais e plantas. Trata-se de um grupo bastante      diversificado, incluindo entre seus representantes os insetos, aranhas, escorpi\u00f5es,      lagostas, camar\u00f5es, centop\u00e9ias, lacraias e piolhos-de-cobra.<\/p>\n   \n<p><strong>CARACTER\u00cdSTICAS GERAIS <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Apesar da grande diversidade, todos os artr\u00f3podes exibem, em comum,      as seguintes caracter\u00edsticas:<\/strong><\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>Exoesqueleto:<\/strong> Constitu\u00eddo principalmente por quitina,        podendo apresentar impregna\u00e7\u00f5es por sais de c\u00e1lcio. Nas regi\u00f5es de articula\u00e7\u00f5es        de patas, antenas, ou entre as diferentes regi\u00f5es do corpo, a cut\u00edcula \u00e9        fina e flex\u00edvel, permitindo a movimenta\u00e7\u00e3o. Por possu\u00edrem este revestimento        externo r\u00edgido, os artr\u00f3podes apresentam crescimento descont\u00ednuo, por meio        de mudas e ecdises. Desta forma, periodicamente, um novo esqueleto mole        forma-se sob o mais antigo; a velha cut\u00edcula se rompe e o animal se solta,        ocorre r\u00e1pido aumento do volume do corpo enquanto a cut\u00edcula est\u00e1 mole e        flex\u00edvel. Ap\u00f3s este processo a cut\u00edcula se torna r\u00edgida como a anterior.<strong><br \/>\n       Ap\u00eandices articulados: <\/strong>No caso dos ap\u00eandices locomotores, sempre        em n\u00famero par, compostos por articula\u00e7\u00f5es m\u00f3veis. Os ap\u00eandices podem ser        de v\u00e1rios tipos dependendo da fun\u00e7\u00e3o que realizam, como pernas, antenas        e aparelhos bucais.<strong><br \/>\n       Tubo digestivo completo:<\/strong> Inclusive com gl\u00e2ndulas salivares, f\u00edgado        e p\u00e2ncreas, estes \u00faltimos fundidos em um \u00fanico \u00f3rg\u00e3o.<strong><br \/>\n       Sistema respirat\u00f3rio presente:<\/strong> A maioria com respira\u00e7\u00e3o traqueal;        entretanto os que vivem na \u00e1gua apresentam respira\u00e7\u00e3o branquial.<strong><br \/>\n       Segmenta\u00e7\u00e3o: <\/strong>os artr\u00f3podes s\u00e3o, al\u00e9m dos anel\u00eddeos, os \u00fanicos invertebrados        segmentados, diferindo deles por n\u00e3o apresentarem septos intersegmentares        internamente.<strong><br \/>\n       Excre\u00e7\u00e3o: <\/strong>Se faz por meio dos tubos de Malpighi, na maioria deles.<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>DIVERSIDADE<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Classe Chilopoda<\/strong><\/p>\n   \n<p>Possuem corpo longo e cil\u00edndrico, ligeiramente achatado dorsoventralmente,      segmentado em numerosos an\u00e9is, nos quais se prendem as patas articuladas (      um par por cada segmento). <\/p>\n   \n<p>A divis\u00e3o do corpo \u00e9 simples, compreendendo apenas a cabe\u00e7a e o tronco. H\u00e1      um par de antenas longas e um aparelho bucal adaptado para a inocula\u00e7\u00e3o de      pe\u00e7onha, com a\u00e7\u00e3o muito dolorosa mas raramente mortal. <\/p>\n   \n<p>Na parte posterior do animal existe um ap\u00eandice que simula uma estrutura      inoculadora de veneno. Fazem parte deste grupo as conhecidas centop\u00e9ias ou      lacr\u00e1ias.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-07.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"416\" height=\"285\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><br \/>\n     Centop\u00e9ia<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Classe Diplopoda<\/strong><\/p>\n   \n<p>S\u00e3o animais muito aparentados com os quil\u00f3podos, por\u00e9m apresentam dois pares      de pernas articuladas por segmento, sendo todos inofensivos, j\u00e1 que n\u00e3o possuem      nenhuma estrutura inoculadora ou gl\u00e2ndulas secretoras de pe\u00e7onha. Vivem em      buracos no solo e enroscam-se quando agredidos. S\u00e3o vulgarmente conhecidos      como piolhos-de-cobra.<\/p>\n      \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-010.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"344\" height=\"180\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><br \/>\n     Vista lateral da cabe\u00e7a de uma centopeia <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-011.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"310\" height=\"234\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><br \/>\n     Centopeia gigante protegendo e incubando os seus ovos <\/strong><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/classe-chilopoda-012.jpg\" alt=\"Classe Chilopoda\" width=\"371\" height=\"182\" title=\"Classe Chilopoda\" \/><br \/>\n     Centopeia gigante cuidando dos seus rec\u00e9m-nascidos<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  bugs.bio.usyd.edu.au\/www.marcobueno.net\/www.isurp.com.br\/curlygirl.naturlink.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Classe Chilopoda, Quil\u00f3podes, Animais, Origem, Diplopoda, Centop\u00e9ias, Lacraia, Morfologia, Alimenta\u00e7\u00e3o, Reprodu\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Classe Chilopoda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15909,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-21434","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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