{"id":21406,"date":"2016-01-06T00:00:00","date_gmt":"2016-01-06T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/filo-artropodes-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:38:39","modified_gmt":"2026-09-01T15:38:39","slug":"filo-artropodes-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/biologia-2\/filo-artropodes-3\/","title":{"rendered":"Filo Artr\u00f3podes"},"content":{"rendered":"\n<strong>Defini\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nOs <strong>artr\u00f3podes<\/strong> compreendem mais de um milh\u00e3o de esp\u00e9cies conhecidas que se distribuem\u00a0em tr\u00eas grupos principais:\n\n&#8211; Classe <strong>Insecta<\/strong>;\n\n&#8211; Classe <strong>Arachnida<\/strong> e\n\n&#8211; Subfilo <strong>Crustacea<\/strong>.\n\nAl\u00e9m de dois grupos menores &#8211; classe Chilopoda e classe Diplopoda, denominados miri\u00e1podes.\n\n<strong>O que \u00e9<\/strong>\n\nO<strong> filo Arthropoda<\/strong> \u00e9 enorme em termos de n\u00fameros de esp\u00e9cies e em termos de n\u00famero de indiv\u00edduos.\n\nEles diversificaram a viver em cada habitat imagin\u00e1vel, dos tr\u00f3picos para os p\u00f3los, a partir do fundo dos oceanos para os topos de montanhas, tanto subterr\u00e2neas e dentro de outros animais e plantas, onde quer que voc\u00ea olhe Artr\u00f3podes s\u00e3o onipresentes.\n\nArtr\u00f3podes s\u00e3o surpreendentemente diverso em forma e fun\u00e7\u00e3o e, em muitos casos, as caracter\u00edsticas fundamentais foram secundariamente perdidos, totalmente ou s\u00f3 s\u00e3o vis\u00edveis em forma embrion\u00e1ria.\n\nPor causa de seus grandes n\u00fameros, e a densidade em que ocorrem em muitos habitats, em terra, no solo, na \u00e1gua doce e no mar, artr\u00f3podes s\u00e3o de imensa import\u00e2ncia para a ecologia de todo o planeta.\n\nEles fornecem alimentos diretamente para um grande n\u00famero de anf\u00edbios, peixes, aves e mam\u00edferos e r\u00e9pteis e indiretamente para mais ainda.\n\nComo insetos seu valor como polinizadores de plantas flor\u00edferas e, portanto, como preservadores da diversidade floral \u00e9 incalcul\u00e1vel.\n<h4>O <strong>filo dos artr\u00f3podes<\/strong><\/h4>\nO <strong>filo dos artr\u00f3podes<\/strong> inclui a maioria das esp\u00e9cies potencialmente causadoras de pragas.\n\nAssim, reveste-se de especial import\u00e2ncia, a identifica\u00e7\u00e3o das diversas esp\u00e9cies de artr\u00f3podes consideradas como potenciais pragas urbanas, que se deve apoiar em crit\u00e9rios espec\u00edficos que permitam de uma maneira simples e fi\u00e1vel conhecer uma determinada esp\u00e9cie num dado espa\u00e7o e numa determinada etapa do seu ciclo biol\u00f3gico.\n\n<strong>Os artr\u00f3podes apresentam as seguintes caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas gerais:<\/strong>\n<blockquote>Corpo segmentado (articulado), com os segmentos agrupados em duas ou tr\u00eas regi\u00f5es distintas\nAp\u00eandices (patas, antenas) em n\u00famero par, segmentados\nEsqueleto externo que se renova periodicamente\nSimetria bilateral<\/blockquote>\n<strong>O filo dos artr\u00f3podes inclui v\u00e1rias classes a que pertencem esp\u00e9cies causadoras de pragas urbanas, cujas caracter\u00edsticas gerais s\u00e3o:<\/strong>\n<blockquote><strong>Crustacea: <\/strong>A maioria tem dois pares de antenas e pelo menos cinco pares de patas. <strong>Exemplo: <\/strong>bichos-da-conta<strong>\nDiplopoda:<\/strong> Corpo formado por diversos segmentos semelhantes com excep\u00e7\u00e3o do primeiro que constitui a cabe\u00e7a. Cada segmento com dois pares de patas articuladas. Antenas pequenas. <strong>Exemplo:<\/strong> maria-caf\u00e9<strong>\nChilopoda: <\/strong>Corpo muito segmentado, tal como os anteriores. Cada segmento com um par de patas. Antenas grandes. <strong>Exemplo: <\/strong>centopeias<strong>\nArachnida: <\/strong>Cabe\u00e7a e t\u00f3rax unidos formando o cefalot\u00f3rax. Adultos com quatro pares de patas, um par de quel\u00edceras, um par de pedipalpos. Sem antenas. Geralmente desenvolvimento sem metamorfoses. <strong>Exemplo:<\/strong> aranhas, \u00e1caros, carra\u00e7as, escorpi\u00f5es.<strong>\nInsecta: <\/strong>Corpo dividido em cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abd\u00f3men. Um par de antenas. Normalmente um ou dois pares de asas. Tr\u00eas pares de patas. <strong>Exemplo:<\/strong> moscas, mosquitos, baratas, percevejos.<\/blockquote>\nNo caso dos artr\u00f3podes, e especialmente dos insetos, os conhecimentos de sistem\u00e1tica e de chaves para a identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies tem para os profissionais de controlo de pragas uma import\u00e2ncia acrescida.\n\nAl\u00e9m da aprecia\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas que permitem identificar uma praga utilizando chaves de identifica\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m os conhecimentos dos h\u00e1bitos (alimentares e outros) das diversas esp\u00e9cies e das suas caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas \u00e9 imprescind\u00edvel para a identifica\u00e7\u00e3o, nomeadamente quando n\u00e3o s\u00e3o capturados elementos das esp\u00e9cies.\n\nA maioria dos insetos desenvolve-se a partir de ovos. Estes s\u00e3o depositados pelas f\u00eameas normalmente em locais protegidos no meio ambiente, nos hospedeiros no caso das esp\u00e9cies parasitas, juntos numa c\u00e1psula ou ooteca como \u00e9 o caso das baratas, individualmente ou em massas, soltos ou fixos a objetos diversos.\n\nO crescimento dos insetos \u00e9 feito em estadios separados por mudas, ou seja pela substitui\u00e7\u00e3o do esqueleto r\u00edgido externo que possuem. O n\u00famero de mudas varia com a esp\u00e9cie. Al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es do tamanho, muitas esp\u00e9cies de insetos alteram tamb\u00e9m a sua forma durante o crescimento, processo que \u00e9 conhecido por metamorfose.\n\n<strong>Relativamente a este apar\u00eancia existem quatro tipos de insetos:<\/strong>\n<blockquote><strong>Sem metamorfoses:<\/strong> Ao longo do crescimento verifica-se apenas um aumento de tamanho, sem ocorrerem altera\u00e7\u00f5es da forma. <strong>Exemplo: <\/strong>peixinhos de prata <strong>\nMetamorfose gradual: Distinguem-se tr\u00eas etapas de desenvolvimento:<\/strong> ovos, ninfas e adultos. As ninfas, assemelham-se aos adultos em termos de forma, h\u00e1bitos alimentares e outros. As altera\u00e7\u00f5es da apar\u00eancia s\u00e3o muito graduais excepto a presen\u00e7a de asas que s\u00f3 atingem um desenvolvimento completo nos adultos. <strong>Exemplo:<\/strong> baratas, percevejos das camas<strong>\nMetamorfose incompleta:<\/strong> As altera\u00e7\u00f5es da forma s\u00e3o superiores \u00e0s que se verificam nos artr\u00f3podes de metamorfose gradual. Os jovens, t\u00eam uma forma e h\u00e1bitos diferentes dos adultos. <strong>Exemplo: <\/strong>algumas moscas.<strong>\nMetamorfose completa:<\/strong> <strong>Distinguem-se quatro etapas de desenvolvimento:<\/strong> ovos, larvas (com v\u00e1rios estadios), pupas e adultos. <strong>Exemplo:<\/strong> escaravelhos, tra\u00e7as, algumas moscas, pulgas, formigas, abelhas, vespas. A larva, forma que sai do ovo, tem frequentemente h\u00e1bitos diferentes dos adultos e \u00e9 causadora de estragos (exemplo larva da tra\u00e7a da roupa), o que justifica a import\u00e2ncia do conhecimento dos h\u00e1bitos e caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas das v\u00e1rias etapas.<\/blockquote>\nEmbora seja conhecida como fase de repouso, a pupa \u00e9 uma das etapas mais ativas do desenvolvimento dos insetos j\u00e1 que \u00e9 durante esta se desenvolvem as estruturas corporais adultas. Os adultos emergem da c\u00e1psula pupal, n\u00e3o ocorrendo qualquer desenvolvimento posterior.\n<h4>Filo Artr\u00f3podes &#8211; Esp\u00e9cies<\/h4>\n<strong>Filo Artr\u00f3podes<\/strong> \u00e9 representados por animais que possuem exoesqueleto (esqueleto externo que da sustenta\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o ao corpo do animal) e membros articulados (artro =articula\u00e7\u00e3o; podes = p\u00e9s).\n\n\u00c9 nesse grupo de animais que se encontra o maior numero de esp\u00e9cies de seres vivos, mais de um milh\u00e3o segundo outros autores. Exemplos de artr\u00f3podes s\u00e3o os caranguejos, aranhas, escorpi\u00f5es e os insetos.\n\nOs Artr\u00f3podes s\u00e3o o maior grupo de animais existentes, a cada cinco quatro s\u00e3o Artr\u00f3podes, que podem ser desde seres microsc\u00f3picos ate crust\u00e1ceos com mais de 3 metros de espessura.\n<h4>Onde os Artr\u00f3podes habitam?<\/h4>\n<strong>Os Artr\u00f3podes habitam quase todo o tipo de ambiente:<\/strong> aqu\u00e1ticos e terrestres e representam os \u00fanicos invertebrados voadores.\n<h4>Filo Artr\u00f3podes &#8211; Caracter\u00edsticas<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><strong><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-20.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\nFilo Artr\u00f3podes<\/strong><\/p>\nOs <strong>artr\u00f3podos<\/strong> (do grego arthron = articula\u00e7\u00e3o, e podos = p\u00e9s) re\u00fane o maior n\u00famero de esp\u00e9cies do reino animal, compreendendo mais de 800 mil (cerca de 3\/4 do total de esp\u00e9cies conhecidas).\n\n<strong>Estes animais podem ser encontrados em todos os ambientes:<\/strong> terrestres, a\u00e9reos, de \u00e1gua doce e marinhos; desde altitudes de 6 mil metros at\u00e9 mais de 9 mil metros de profundidade nos oceanos. Podem apresentar vida livre ou serem parasitas de animais e plantas. Trata-se de um grupo bastante diversificado, incluindo entre seus representantes os insetos, aranhas, escorpi\u00f5es, lagostas, camar\u00f5es, centop\u00e9ias, lacraias e piolhos-de-cobra.\n\n<strong>Caracter\u00edsticas gerais<\/strong>\n\n<strong>Apesar da grande diversidade, todos os artr\u00f3podes exibem, em comum, as seguintes caracter\u00edsticas:<\/strong>\n\n<strong>Exoesqueleto<\/strong>\n\nConstitu\u00eddo principalmente por quitina, podendo apresentar impregna\u00e7\u00f5es por sais de c\u00e1lcio. Nas regi\u00f5es de articula\u00e7\u00f5es de patas, antenas, ou entre as diferentes regi\u00f5es do corpo, a cut\u00edcula \u00e9 fina e flex\u00edvel, permitindo a movimenta\u00e7\u00e3o. Por possu\u00edrem este revestimento externo r\u00edgido, os artr\u00f3podes apresentam crescimento descont\u00ednuo, por meio de mudas e ecdises.\n\nDesta forma, periodicamente, um novo esqueleto mole forma-se sob o mais antigo; a velha cut\u00edcula se rompe e o animal se solta, ocorre r\u00e1pido aumento do volume do corpo enquanto a cut\u00edcula est\u00e1 mole e flex\u00edvel. Ap\u00f3s este processo a cut\u00edcula se torna r\u00edgida como a anterior.\n\n<strong>Ap\u00eandices articulados<\/strong>\n\nNo caso dos ap\u00eandices locomotores, sempre em n\u00famero par, compostos por articula\u00e7\u00f5es m\u00f3veis. Os ap\u00eandices podem ser de v\u00e1rios tipos dependendo da fun\u00e7\u00e3o que realizam, como pernas, antenas e aparelhos bucais.\n<blockquote><strong>Tubo digestivo completo<\/strong>: Inclusive com gl\u00e2ndulas salivares, f\u00edgado e p\u00e2ncreas, estes \u00faltimos fundidos em um \u00fanico \u00f3rg\u00e3o.<strong>\nSistema respirat\u00f3rio presente: <\/strong>A maioria com respira\u00e7\u00e3o traqueal; entretanto os que vivem na \u00e1gua apresentam respira\u00e7\u00e3o branquial.<strong>\nSegmenta\u00e7\u00e3o:<\/strong> Os artr\u00f3podes s\u00e3o, al\u00e9m dos anel\u00eddeos, os \u00fanicos invertebrados segmentados, diferindo deles por n\u00e3o apresentarem septos intersegmentares internamente.<strong>\nExcre\u00e7\u00e3o:<\/strong> Se faz por meio dos tubos de Malpighi, na maioria deles.<\/blockquote>\n<strong>Diversidade<\/strong>\n\n<strong>Os artr\u00f3podos compreendem cinco classes principais:<\/strong>\n\n<strong>Classe Insecta<\/strong>\n<blockquote>Apresentam o corpo dividido em cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abdome; possuem tr\u00eas pares de pernas (seis pernas) e duas antenas. Podem apresentar indiv\u00edduos com um par de asas (d\u00edpteros) ou dois pares de asas (tetr\u00e1pteros).\nApresentam respira\u00e7\u00e3o traqueal e a excre\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por t\u00fabulos de Malpighi.\nS\u00e3o di\u00f3icos, com dimorfismo sexual e fecunda\u00e7\u00e3o interna.\nO desenvolvimento pode ser direto ( jovens muito semelhantes aos adultos) ou indireto (apresentam fase de larva, pupa, imago ou ninfas e imagos).\nFazem parte desta classe os gafanhotos, formigas, abelhas, tra\u00e7as, besouros, lib\u00e9lulas, borboletas e outros.<\/blockquote>\n<strong>Classe Crust\u00e1cea<\/strong>\n<blockquote>Os <strong>crust\u00e1ceos<\/strong> s\u00e3o artr\u00f3podes com carapa\u00e7a r\u00edgida e impregnada por c\u00e1lcio. O corpo \u00e9 formado por cefalot\u00f3rax ( fus\u00e3o da cabe\u00e7a e t\u00f3rax ) e abdome.\nPossuem dois pares de antenas e v\u00e1rios pares de ap\u00eandices b\u00edfidos, com formas e fun\u00e7\u00f5es diversas. A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 branquial e a excre\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada por gl\u00e2ndulas verdes.\nA maioria dos crust\u00e1ceos \u00e9 di\u00f3ica, embora algumas esp\u00e9cies possam ser mon\u00f3icas, ocorrendo tanto fecunda\u00e7\u00e3o interna quanto externa.\nA grande maioria das esp\u00e9cies vivem na \u00e1gua (na orla mar\u00edtima, mares profundos e \u00e1gua doce). O Porcellio (tatuzinho-de-jardim) \u00e9 uma das poucas esp\u00e9cies que vivem longe da \u00e1guamas em ambientes \u00famidos. Fazem parte deste grupo os camar\u00f5es, lagostas, caranguejos, tatuzinho-de-quintal, e outros.<\/blockquote>\n<strong>Classe Arachnida<\/strong>\n<blockquote>Possuem quatro pares de pernas articuladas, sem antenas e corpo dividido em cefalot\u00f3rax e abdome. A respira\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por filotraqu\u00e9ias ou pulm\u00f5es foli\u00e1ceos.Presen\u00e7a de palpos (ap\u00eandices semelhantes a pernas, mas finalidade de locomo\u00e7\u00e3o; servem para prender v\u00edtimas e alimentos ou possuem fun\u00e7\u00e3o sexual) e quel\u00edceras.\nA classe dos aracn\u00eddeos compreende as ordens dos Arane\u00eddeos (aranhas), Acarinos (\u00e1caros), Escorpion\u00eddeos (escorpi\u00f5es), Pseudo-escorpion\u00eddeos (pseudo-escorpi\u00f5es), e Opili\u00f5es. Os aracn\u00eddeos s\u00e3o di\u00f3icos, podendo apresentar n\u00edtido dimorfismo sexual.\nA fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna. Nas aranhas e escorpi\u00f5es o desenvolvimento \u00e9 direto, embora nos \u00e1caros seja indireto. Muitas esp\u00e9cies s\u00e3o pe\u00e7onhentas e perigosas.\nOutras s\u00e3o parasitas (sarna, acne, carrapatos), ocorrendo, atrav\u00e9s de algumas a tramiss\u00e3o de doen\u00e7as infecto-contagiosas.<\/blockquote>\n<strong>Classe Chilopoda<\/strong>\n<blockquote>Possuem corpo longo e cil\u00edndrico, ligeiramente achatado dorsoventralmente, segmentado em numerosos an\u00e9is, nos quais se prendem as patas articuladas ( um par por cada segmento).\nA divis\u00e3o do corpo \u00e9 simples, compreendendo apenas a cabe\u00e7a e o tronco.\nH\u00e1 um par de antenas longas e um aparelho bucal adaptado para a inocula\u00e7\u00e3o de pe\u00e7onha, com a\u00e7\u00e3o muito dolorosa mas raramente mortal.\nNa parte posterior do animal existe um ap\u00eandice que simula uma estrutura inoculadora de veneno.\nFazem parte deste grupo as conhecidas centop\u00e9ias ou lacr\u00e1ias.<\/blockquote>\n<strong>Lacr\u00e1ia ou centop\u00e9ia<\/strong>\n\n<strong>Classe Diplopoda<\/strong>\n\nS\u00e3o animais muito aparentados com os quil\u00f3podos, por\u00e9m apresentam dois pares de pernas articuladas por segmento, sendo todos inofensivos, j\u00e1 que n\u00e3o possuem nenhuma estrutura inoculadora ou gl\u00e2ndulas secretoras de pe\u00e7onha.\n\nVivem em buracos no solo e enroscam-se quando agredidos. S\u00e3o vulgarmente conhecidos como piolhos-de-cobra.\n<h4>Filo Artr\u00f3podes &#8211; Organismos<\/h4>\nO <strong>Filo Artr\u00f3podes<\/strong> constitui o maior grupo de organismos quanto ao n\u00famero de esp\u00e9cies viventes, sendo conhecidas cerca de 1.000.000 esp\u00e9cies. A enorme diversidade tem lhes permitido sobreviver em praticamente todos os habitats. Este Filo inclui os caranguejos, camar\u00f5es, cracas e outros crust\u00e1ceos, os insetos, as aranhas, escorpi\u00f5es, carrapatos, as centop\u00e9ias, os piolhos-de-cobra e outros menos conhecidos, al\u00e9m de formas f\u00f3sseis.\n\nEstes animais tiveram origem a partir de um tronco primitivo de poliquetos, o que pode ser evidenciado pela presen\u00e7a de metameria, pela mesma organiza\u00e7\u00e3o do sistema nervoso e, primitivamente, pela presen\u00e7a de um par de ap\u00eandices por segmento, tamb\u00e9m observado nos poliquetos (os parap\u00f3dios).\n\nA caracter\u00edstica principal dos<strong> Artr\u00f3podes<\/strong> \u00e9 a presen\u00e7a do exoesqueleto quitinoso,que d\u00e1 a ele prote\u00e7\u00e3o.Esta tamb\u00e9m \u00e9 uma caracter\u00edstica evolutiva,pois os anel\u00eddeos n\u00e3o apresentam nenhuma estrutura oss\u00e9a.\n\nApesar da prote\u00e7\u00e3o, o exoesqueleto dificulta o crescimento dos <strong>Artrop\u00f3des<\/strong> ,pois para seu crescimento deve-se haver substitui\u00e7\u00e3o da casca(processo de forma\u00e7\u00e3o da casca \u00e9 denominado de muda),sendo assim o seu gr\u00e1fico de crescimento \u00e9 em forma de escada.\n\nUma outra caracter\u00edstica importante \u00e9 a presen\u00e7a de patas articuladas.\n\n<strong>Os Artrop\u00f3des s\u00e3o divididos nas seguintes classes: <\/strong>\n\n<strong>Insecta<\/strong>\n<blockquote>Sua import\u00e2ncia no planeta \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de sedas, as joaninhas comem os pulg\u00f5es que infestam as lavouras e tem as abelhas que fornecem alimento,o mel.\nTem uma estrutura de corpo dividida em cabe\u00e7a,torax e abd\u00f4mem.Seu sistema excretor \u00e9 denominado &#8216;tubos de malpighi&#8217;.\nSeu sistema circul\u00e1t\u00f3rio \u00e9 aberto,ou seja n\u00e3o tem vasos sanguinios.Sua respira\u00e7\u00e3o \u00e9 traqueal.E apresenta fecunda\u00e7\u00e3o externa,al\u00e9m de serem dio\u00edcos(sexos separados,inseto macho e inseto fem\u00eaa). <strong>Ex:<\/strong> borboleta.<\/blockquote>\n<strong>Crust\u00e1ceos<\/strong>\n<blockquote>S\u00e3o caracterizados pela forma\u00e7\u00e3o de patas modificadas em formas de pin\u00e7as,sendo somente as duas primeiras.\nO seu corpo \u00e9 dividido em cefalot\u00f3rax(cabe\u00e7a unida ao torax) e abd\u00f4mem.Sua respira\u00e7\u00e3o \u00e9 branquial.S\u00e3o dio\u00edcos.Fecunda\u00e7\u00e3o externa. <strong>Ex:<\/strong> Camar\u00e3o. .\n<strong>Chilopoda = <\/strong>Corpo \u00e9 dividido em cabe\u00e7a e t\u00f3rax.Um par de antenas.Possuem um par de patas por segmento. <strong>Ex:<\/strong> Lacraias .<\/blockquote>\n<strong>Diplopoda<\/strong>\n<blockquote>Apresentam 2 pares de plantas por segmento. <strong>Ex: <\/strong>piolho-de-cobra.<\/blockquote>\n<strong>Aracnidea<\/strong>\n<blockquote>Corpo dividido em cefalot\u00f3rax e abd\u00f4mem.Respira\u00e7\u00e3o traqueal.<\/blockquote>\n<strong>Sistema excretor <\/strong>\u00e9 composto pelas gl\u00e2ndulas coxais.Sistema nervoso ganglionar ventral(como nos insetos e crust\u00e1ceos).\n\n<strong>Fecunda\u00e7\u00e3o interna<\/strong>\n\nAlguns pe\u00e7onhetos. <strong>Ex:<\/strong> aranha.\n<h4>Filo Artr\u00f3podes &#8211; Animais<\/h4>\nO<strong> filo dos artr\u00f3podes<\/strong> (gr. arthros = articulado + poda = p\u00e9) cont\u00e9m a maioria dos animais conhecidos (mais de 3 em cada 4 esp\u00e9cies animais), mais de 1 milh\u00e3o de esp\u00e9cies, muitas das quais extremamente abundantes em n\u00famero de indiv\u00edduos.\n\nEst\u00e3o nesta categoria os crust\u00e1ceos, insetos, aranhas, centopeias, marias-caf\u00e9, bem como outros menos conhecidos e in\u00fameras formas f\u00f3sseis.\n\nO<strong> filo <\/strong>\u00e9 um dos mais importantes ecologicamente pois domina todos os ecossistemas terrestres e aqu\u00e1ticos em n\u00famero de esp\u00e9cies, de indiv\u00edduos ou ambos. A maior parte do fluxo energ\u00e9tico desses ecossistemas passa pelo corpo dos artr\u00f3podes.\n\nPodem ser encontrados artr\u00f3podes acima dos 6000 m de altitude, bem como a mais de 9500 m de profundidade. Existem esp\u00e9cies adaptadas \u00e1 vida no ar, na terra, no solo e em \u00e1gua doce e salgada. Outras esp\u00e9cies s\u00e3o parasitas de plantas e ecto ou endoparasitas de animais.\n\nAlgumas esp\u00e9cies s\u00e3o greg\u00e1rias e desenvolveram complexos sistemas sociais, com divis\u00e3o de tarefas entre as diversas castas.\n\nConsidera-se que os <strong>artr\u00f3podes<\/strong> ter\u00e3o evolu\u00eddo a partir de animais tipo anel\u00eddeo poliqueta ou que teria existido um ancestral comum a anel\u00eddeos e artr\u00f3podes. A sua rela\u00e7\u00e3o com outros filos n\u00e3o \u00e9 clara pois, embora o registo f\u00f3ssil seja extenso e date desde o C\u00e2mbrico, n\u00e3o apresenta formas de transi\u00e7\u00e3o.\n\nDevido ao peso limitante do exosqueleto, nenhum artr\u00f3pode atinge grande tamanho, embora existam caranguejos japoneses com 3,5 m de comprimento, com as suas delgadas pernas. A lagosta atl\u00e2ntica atinge 60 cm mas nenhum inseto tem mais que 28 cm de envergadura ou comprimento.\n\n<strong>Caracteriza\u00e7\u00e3o do filo Artr\u00f3podes<\/strong>\n\nO <strong>corpo do artr\u00f3pode t\u00edpico <\/strong>\u00e9 segmentado externamente \u0096 metameriza\u00e7\u00e3o &#8211; em diversos graus e as extremidades pares s\u00e3o articuladas, especializadas em forma e fun\u00e7\u00e3o para o desempenho de tarefas espec\u00edficas.\n\nEm algumas esp\u00e9cies, durante o desenvolvimento embrion\u00e1rio ocorre a fus\u00e3o de alguns segmentos, podendo ocorrer a perda de ap\u00eandices em alguns deles.\n\nPor esta raz\u00e3o, o corpo do artr\u00f3pode t\u00edpico \u00e9 dividido em duas (cefalot\u00f3rax e abd\u00f3men) ou tr\u00eas zonas (cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abd\u00f3men).\n\nTodas as superf\u00edcies externas do corpo s\u00e3o revestidas por um exosqueleto org\u00e2nico contendo quitina, segregado pela epiderme. Este revestimento \u00e9 composto por camadas sucessivas de quitina (gl\u00edcido), prote\u00ednas e ceras (praticamente imperme\u00e1veis) e l\u00edpidos, podendo ser ainda mais endurecido por impregna\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio, como nos crust\u00e1ceos.\n\nO <strong>exosqueleto <\/strong>apresenta &#8220;p\u00ealos&#8221; sensoriais exteriormente e dobras e pregas internas, que servem de apoio aos m\u00fasculos.\n\nO<strong> exosqueleto<\/strong> \u00e9 uma pe\u00e7a fundamental para o sucesso dos artr\u00f3podes, pois fornece suporte ao corpo, fornece apoio aos m\u00fasculos que movem os ap\u00eandices, protege contra predadores e, devido a ser imperme\u00e1vel, impede a desseca\u00e7\u00e3o, fundamental em meio terrestre.\n\nEm cada articula\u00e7\u00e3o existem pares de m\u00fasculos antag\u00f4nicos (flexor e extensor), o que leva a movimentos extremamente precisos quando coordenados pelo sistema nervoso altamente desenvolvido.\n\nDeste modo, os artr\u00f3podes deslocam-se de modo muito semelhante ao dos vertebrados, sendo as pe\u00e7as r\u00edgidas externas e n\u00e3o internas.\n\nNo entanto, o exosqueleto acarreta igualmente dificuldades pois \u00e9 r\u00edgido e pouco expans\u00edvel, limitando os movimentos, o crescimento e as trocas com o exterior.\n\nPor este motivo, o animal realiza mudas peri\u00f3dicas. Aracn\u00eddeos e crust\u00e1ceos realizam v\u00e1rias mudas ao longo da sua vida, enquanto insetos deixam de realizar mudas ap\u00f3s atingirem a maturidade sexual.\n\nO exosqueleto velho \u00e9 \u0093solto\u0094 por enzimas especializadas e um novo \u00e9 formado por baixo dele, embora permanecendo mole. Quando o novo est\u00e1 formado, o exosqueleto velho fende-se em locais predeterminados e o animal emerge. Enchendo o corpo de ar ou \u00e1gua para o expandir ao m\u00e1ximo, o animal espera que o novo exosqueleto seque e endure\u00e7a, per\u00edodo em que est\u00e1 muito vulner\u00e1vel. As mudas provocam, portanto, um crescimento descont\u00ednuo.\n\nO problema da falta de maleabilidade \u00e9 resolvido, em parte, pela segmenta\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m pela presen\u00e7a de membranas mais finas na zona das articula\u00e7\u00f5es.\n\nEm esp\u00e9cies marinhas o exosqueleto \u00e9 refor\u00e7ado por carbonato de c\u00e1lcio e nas esp\u00e9cies terrestres \u00e9 coberto por uma fina camada de cera, que impede a perda excessiva de \u00e1gua.\n\nDe modo a compensar a falta de contato direto do corpo com o exterior e com os est\u00edmulos, o exosqueleto est\u00e1 coberto por cerdas sensitivas.\n\nO<strong> sistema nervoso <\/strong>(semelhante ao dos anel\u00eddeos, em escada de corda) e \u00f3rg\u00e3os dos sentidos (olhos compostos, por exemplo) s\u00e3o proporcionalmente grandes e bem desenvolvidos, permitindo respostas r\u00e1pidas a est\u00edmulos. Por este motivo, a cefaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00edtida.\n\nO <strong>sistema circulat\u00f3rio <\/strong>\u00e9 composto por um vaso dorsal simples, com zonas contr\u00e1cteis que funcionam como um cora\u00e7\u00e3o tubular, donde o sangue passa para uma aorta dorsal anterior. Ap\u00f3s este vaso o sangue espalha-se por lagunas.\n\nO <strong>sistema respirat\u00f3rio <\/strong>pode apresentar diversos tipos de estruturas, dependendo do meio em que o animal vive. Esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas possuem br\u00e2nquias, enquanto outras respiram pela superf\u00edcie do corpo.\n\nOs <strong>artr\u00f3podes<\/strong> terrestres possuem estruturas internas especializadas, designadas traqueias. Estas s\u00e3o sistemas de canais ramificados, por onde circula ar, comunicando com o exterior por orif\u00edcios na superf\u00edcie do tegumento \u0096 espir\u00e1culos. Estas aberturas podem, geralmente, ser reguladas.\n\nO <strong>sistema digestivo <\/strong>\u00e9 completo, com compartimentos especializados.\n\nO <strong>sistema excretor<\/strong> \u00e9 igualmente especializado, principalmente nos animais terrestres, onde \u00e9 formado por tubos de Malpighi. Este sistema \u00e9 composto por uma rede de t\u00fabulos mergulhados na cavidade cel\u00f3mica e em contato com o sangue, donde removem as excre\u00e7\u00f5es. Estes tubos comunicam com o intestino, onde lan\u00e7am esses produtos, que s\u00e3o eliminados com as fezes.\n\nO <strong>celoma<\/strong> \u00e9 reduzido e ocupado principalmente pelos \u00f3rg\u00e3os reprodutores e excretores. Este fato parece relacionado com o abandono da locomo\u00e7\u00e3o que usa a press\u00e3o hidrost\u00e1tica.\n\nA <strong>reprodu\u00e7\u00e3o<\/strong> pode ser sexuada ou assexuada. Os artr\u00f3podes apresentam sexos separados, com fecunda\u00e7\u00e3o interna nas formas terrestres e interna ou externa nas aqu\u00e1ticas.\n\nOs <strong>ovos<\/strong> s\u00e3o ricos em vitelo e o desenvolvimento \u00e9 quase sempre indireto, passando os animais por metamorfoses.\n\nEste \u00e9 o \u00fanico filo de invertebrados com muitos membros adaptados ao meio terrestre, apresentando, igualmente, os \u00fanicos invertebrados capazes de voar, capacidade surgida h\u00e1 cerca de 100 M.a., muito antes da dos vertebrados.\n<h4><strong>Filo Artr\u00f3podes &#8211; <\/strong>Classe<\/h4>\n<strong>Filo Artr\u00f3podes<\/strong> \u00e9 o maior filo.\n\nApresentam pernas articuladas e t\u00eam corpo dividido geralmente em cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abdome.\n\nEm algumas esp\u00e9cies pode ocorrer a fus\u00e3o da cabe\u00e7a com o t\u00f3rax, neste caso o corpo \u00e9 dividido em cefalot\u00f3rax e abdome.\n\nApresenta esqueleto externo (exoesqueleto).\n\nO exoesqueleto \u00e9 feito de uma subst\u00e2ncia resistente chamada quitina.\n\nA fun\u00e7\u00e3o do exoesqueleto \u00e9 de proteger o animal contra predadores e sustentar seu corpo, al\u00e9m de diminuir a perda de \u00e1gua por evapora\u00e7\u00e3o.\n\nPresen\u00e7a de m\u00fasculos que se prendem ao exoesqueleto que d\u00e3o grande mobilidade a esses animais.\n\n<strong>Presen\u00e7a de alguns ap\u00eandices:<\/strong> pernas (locomo\u00e7\u00e3o), antenas (olfato e tato).\n\nEm certos per\u00edodos da vida, os artr\u00f3podes abandonam o exoesqueleto, pois crescem e precisam fabricar outro, esse processo \u00e9 chamado de muda ou ecdise.\n\n<strong>O filo artr\u00f3pode se divide em cinco classes menores que s\u00e3o:<\/strong> insetos, crust\u00e1ceos, aracn\u00eddeos, dipl\u00f3podes e quil\u00f3podes.\n\n<strong>1) Insecta (insetos)<\/strong>\n\n\u00c9 a maior classe de artr\u00f3podes.\n\n<strong>Corpo dividido em:<\/strong> cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abdome.\n\nNa cabe\u00e7a est\u00e1 um par de antenas, que capta cheiros e \u00e9 sens\u00edvel ao tato; possui ocelos (olhos simples) que acusam a presen\u00e7a de luz e de objetos pr\u00f3ximos; olhos compostos, formados de v\u00e1rias unidades dotadas de lentes que fornecem imagens e detectam movimentos. Ao redor da boca existem v\u00e1rias pe\u00e7as bucais (sugador, mastigador, lambedor e picador-sugador) que ajudam na alimenta\u00e7\u00e3o do animal.\n\nNo<strong> t\u00f3rax <\/strong>h\u00e1 tr\u00eas pares de pernas e dois pares de asas.\n\nAlguns possuem apenas um par de asas o outro \u00e9 atrofiado, outros n\u00e3o possuem asas. As asas ajudam na captura de alimentos, na fuga de predadores, a explorar novos ambientes e a encontrar parceiros sexuais.\n\nPossuem<strong> respira\u00e7\u00e3o traqueal<\/strong>, ou seja, respiram por tubos chamados traqu\u00e9ias que se abrem em diversos orif\u00edcios nas laterais do t\u00f3rax e do abdome do inseto.\n\nPor isso o oxig\u00eanio \u00e9 levado at\u00e9 as c\u00e9lulas pelas ramifica\u00e7\u00f5es das traqu\u00e9ias, sem passar pelo sangue, da mesma forma o g\u00e1s carb\u00f4nico faz o caminho inverso.\n\nPossuem sistema digest\u00f3rio completo (boca, papo, cecos g\u00e1stricos que produzem enzimas,est\u00f4mago, intestino e orif\u00edcio retal).\n\n<strong>Sistema nervoso<\/strong>\n\n<strong>Sistema nervoso<\/strong> \u00e9 ventral, com \u00f3rg\u00e3os dos sentidos e bem desenvolvido.\n\n<strong>Sistema circulat\u00f3rio<\/strong> aberto (cora\u00e7\u00e3o alongado dorsal que apresenta orif\u00edcios atrav\u00e9s dos quais o sangue entre ou sai dos vasos e cai em lacunas nas quais est\u00e3o os \u00f3rg\u00e3os).\n\n<strong>Sistema excretor <\/strong>\n\nA excre\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelos t\u00fabulos de Malpighi que filtram as subst\u00e2ncias t\u00f3xicas produzidas pelas c\u00e9lulas e as lan\u00e7am no intestino onde s\u00e3o eliminadas juntamente com as fezes.\n\nOs sexos s\u00e3o separados e sua fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 interna (espermatoz\u00f3ide lan\u00e7ado dentro do corpo da f\u00eamea).\n\n<strong>S\u00e3o animais ov\u00edparos e podem apresentar tr\u00eas tipos de desenvolvimento:<\/strong>\n<blockquote><strong>I \u0096 Holomet\u00e1bolos (metamorfose completa): <\/strong>Quando o ovo origina uma larva, que \u00e9 bastante diferente do animal adulto. Nesse caso a larva se transforma em pupa ficando im\u00f3vel e dentro de um casulo para se transformar num animal adulto. <strong>Exemplo:<\/strong> borboleta, besouros, moscas e pulgas.<strong>\nII \u0096 Hemimet\u00e1bolos (metamorfose incompleta): <\/strong>Quando o ovo origina um indiv\u00edduo chamado de ninfa (filhote sem asas), que apresenta pouca diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao adulto. <strong>Exemplo:<\/strong> gafanhoto, barata e percevejo.<strong>\nIII \u0096 Amet\u00e1bolo (n\u00e3o sofre metamorfose, o desenvolvimento \u00e9 direto): <\/strong>Quando o animal j\u00e1 sai do ovo com a forma do animal adulto, s\u00f3 que de tamanho menor. <strong>Exemplo:<\/strong> tra\u00e7as.<\/blockquote>\n<strong>Import\u00e2ncia dos insetos<\/strong>\n\nOs<strong> insetos <\/strong>participam de cadeias alimentares. Muitas esp\u00e9cies de formigas ajudam a mexer a terra e a arejar o solo facilitando o crescimento das plantas.\n\nOs insetos fazem tamb\u00e9m a poliniza\u00e7\u00e3o que \u00e9 fundamental na reprodu\u00e7\u00e3o das plantas e tamb\u00e9m no caso das abelhas que produzem o mel e a larva do bicho-da-seda que produz os fios de seda.\n\n<strong>Alguns insetos vivem em sociedade, ou seja, desempenham determinadas fun\u00e7\u00f5es como: <\/strong>abelhas, cupins e formigas.\n\n<strong>Malef\u00edcios dos insetos<\/strong>\n\nAlguns insetos contribuem para a dissemina\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as transmitindo v\u00e1rios microorganismos ao ser humano e tamb\u00e9m podem causar grandes danos as planta\u00e7\u00f5es, destruindo-as. Preju\u00edzos dom\u00e9sticos.\n\n<strong>2) Crust\u00e1cea (crust\u00e1ceos)<\/strong>\n\nExoesqueleto feito de quitina muito mais calcificado porque cont\u00e9m carbonato de c\u00e1lcio, formando uma crosta.\n\n<strong>O corpo dos crust\u00e1ceos \u00e9 dividido em duas partes:<\/strong> cefalot\u00f3rax (formado pela reuni\u00e3o da cabe\u00e7a e do t\u00f3rax) e abdome.\n\nNa cabe\u00e7a, h\u00e1 dois pares de antenas (tato e olfato); olhos compostos e ap\u00eandices ao redor da boca, com os quais seguram o alimento e o levam a boca.\n\nO n\u00famero de pernas vai variar. Suas pernas ficam no abdome.\n\nRespira\u00e7\u00e3o branquial localizadas geralmente na base das pernas.\n\nCircula\u00e7\u00e3o igual a dos insetos.\n\nExcre\u00e7\u00e3o feita por estruturas que est\u00e3o pr\u00f3ximas as antenas (gl\u00e2ndulas antenares).\n\nSexos separados. Por\u00e9m existem esp\u00e9cies hermafroditas (fecunda\u00e7\u00e3o cruzada) como as cracas.\n\nDesenvolvimento indireto (ovo \u0096 larva \u0096 adulto) na maioria das esp\u00e9cies, podendo ocorrer tamb\u00e9m desenvolvimento direto como nas lagostas.\n\n<strong>Exemplos:<\/strong> camar\u00f5es, lagostas, siris, caranguejos.\n\n<strong>3) Arachnida (aracn\u00eddeos)<\/strong>\n\nO corpo \u00e9 dividido em cefalot\u00f3rax e abdome.\n\nPossuem quatro pares de pernas.\n\nN\u00e3o possuem antenas e t\u00eam um par de quel\u00edceras (manipula\u00e7\u00e3o do alimento) e um par de pedipalpos ou palpos (atuam como \u00f3rg\u00e3o sensorial ou \u00f3rg\u00e3o de c\u00f3pula no macho).\n\nPossuem olhos simples.\n\nN\u00e3o possuem mand\u00edbula, pois cortam o alimento em peda\u00e7os com as quel\u00edceras e jogam enzimas digestivas sobre os peda\u00e7os e sugam o material parcialmente digerido para dentro do tubo digest\u00f3rio, onde termina a digest\u00e3o.\n\nRespira\u00e7\u00e3o filotraqueal (falsos pulm\u00f5es) traqu\u00e9ias modificadas que formam cavidades mais amplas que funcionam como br\u00e2nquias internas.\n\nExcre\u00e7\u00e3o feita pelos t\u00fabulos de Malpighi\n\nNa aranha na extremidade do abdome existem as gl\u00e2ndulas fiandeiras, que produzem fios utilizados na confec\u00e7\u00e3o de teias ou de casulos onde os ovos ficam abrigados.\n\nAs quel\u00edceras do escorpi\u00e3o servem para triturar o alimento e o pedipalpos serve para prender a presa capturada. No escorpi\u00e3o a pe\u00e7onha \u00e9 injetada pelo aguilh\u00e3o, uma esp\u00e9cie de ferr\u00e3o existente na cauda.\n\nNas aranhas as quel\u00edceras servem para injetar a pe\u00e7onha, j\u00e1 os pedipalpos s\u00e3o ap\u00eandices sensoriais.\n\n<strong>4) Chilopoda e Diplopoda ( quil\u00f3podes e dipl\u00f3podes)<\/strong>\n\nPodem ser reunidos em outra classe a dos Miri\u00e1podes (dez mil p\u00e9s).\n\nPossuem o corpo dividido em cabe\u00e7a e tronco (segmentado).\n\nNa cabe\u00e7a apresentam olhos simples e um par de antenas.\n\nOs <strong>quil\u00f3podes <\/strong>apresentam um par de patas por segmento, sendo que o primeiro par \u00e9 transformado em uma estrutura chamada forc\u00edpula com as quais injetam pe\u00e7onha nas presas. S\u00e3o carn\u00edvoros, predadores e se utilizam do veneno para imobilizar suas presas. S\u00e3o representados pelas centop\u00e9ias ou lacraias.\n\nOs <strong>Dipl\u00f3podes<\/strong> apresentam dois pares de patas por segmentos e n\u00e3o possuem forc\u00edpula. S\u00e3o herb\u00edvoros e quando est\u00e3o em perigo, eliminam um produto com cheiro desagrad\u00e1vel e se enrolam em espiral. S\u00e3o representados pelosembu\u00e1s ou piolhos-de-cobra).\n\nPossuem <strong>tubo digest\u00f3rio completo<\/strong>.\n\n<strong>Sistema excretor<\/strong> formado por t\u00fabulos de Malpighi.\n\n<strong>Sistema circulat\u00f3rio<\/strong> aberto.\n\nSexos separados e desenvolvimento direto ou indireto.\n<h4>Caracter\u00edsticas Gerais dos Artr\u00f3podes<\/h4>\nO <strong>filo Arthropoda<\/strong> \u00e9 o mais extenso do reino Animal, existindo ainda muitas esp\u00e9cies por identificar. Este grupo inclui as aranhas, os crust\u00e1ceos, as centopeias e os insetos, entre muitos outros seres vivos. Desde o final do Pr\u00e9-C\u00e2mbrico, h\u00e1 cerca de 570 milh\u00f5es de anos, que s\u00e3o encontrados artr\u00f3podes no registo f\u00f3ssil (Hickman et al., 1997).\n\nEstes seres vivos t\u00eam \u00f3rg\u00e3os sensoriais bem desenvolvidos e um exosqueleto com quitina. A sua estrutura primitiva consiste numa s\u00e9rie linear de segmentos, cada um com um par de ap\u00eandices constitu\u00eddos por diferentes art\u00edculos. No entanto, verificou-se a tend\u00eancia para os segmentos se fundirem entre si, originando grupos funcionais, e os ap\u00eandices est\u00e3o frequentemente diferenciados, de modo a existir uma divis\u00e3o do trabalho.\n\n<strong>Poucos s\u00e3o os artr\u00f3podes que apresentam dimens\u00f5es superiores a 60 cm de comprimento:<\/strong> o maior \u00e9 um caranguejo japon\u00eas, com aproximadamente 4m de largura, e o mais pequeno \u00e9 um \u00e1caro com menos de 0,1 mm (Hickman et al., 1997).\n\nOs artr\u00f3podes s\u00e3o geralmente animais ativos e energ\u00e9ticos. A maioria destes seres vivos s\u00e3o herb\u00edvoros, mas existem tamb\u00e9m artr\u00f3podes carn\u00edvoros e omn\u00edvoros. Tendo em conta a sua enorme abund\u00e2ncia, vasta distribui\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e elevado n\u00famero de esp\u00e9cies, a sua diversidade n\u00e3o \u00e9 ultrapassada por nenhum outro grupo de animais. S\u00e3o encontrados em todos os tipos de ambiente, desde zonas oce\u00e2nicas profundas at\u00e9 regi\u00f5es de elevada altitude, bem como desde o equador, at\u00e9 aos p\u00f3los. Muitas esp\u00e9cies est\u00e3o adaptadas \u00e0 vida no ar, em meio terrestre, em \u00e1gua doce, salobra ou salgada. Outras vivem ainda sobre ou no interior de plantas ou de outros animais (Hickman et al., 1997).\n\nApesar dos artr\u00f3podes competirem com o Homem por alimento e provocarem doen\u00e7as, s\u00e3o essenciais para a poliniza\u00e7\u00e3o de muitas plantas e s\u00e3o tamb\u00e9m utilizados como alimento e para a produ\u00e7\u00e3o de produtos como a seda, o mel e a cera (Hickman et al., 1997).\n\n<strong>1. Principais Caracter\u00edsticas<\/strong>\n\n<strong>Encontram-se seguidamente enumeradas algumas das caracter\u00edsticas deste grupo de seres vivos:<\/strong>\n<blockquote><strong>1. A simetria \u00e9 bilateral e o corpo \u00e9 segmentado, estando os segmentos geralmente agrupados em duas ou tr\u00eas regi\u00f5es distintas: <\/strong>cabe\u00e7a e tronco; cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abd\u00f3men; ou cefalot\u00f3rax e abd\u00f3men (Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).<strong>\n2. <\/strong>Existem ap\u00eandices constitu\u00eddos por um conjunto de art\u00edculos. <strong>Tipicamente cada segmento apresenta um par de ap\u00eandices, mas esta organiza\u00e7\u00e3o surge frequentemente modificada, com segmentos e ap\u00eandices adaptados a fun\u00e7\u00f5es especializadas: <\/strong>nata\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o do alimento, reprodu\u00e7\u00e3o, entre outras (Hickman et al., 1997).<strong>\n3. <\/strong>Existe um exosqueleto com prote\u00ednas, quitina, l\u00edpidos e, muitas vezes, carbonato de c\u00e1lcio. Trata-se de um esqueleto externo, segregado pela epiderme, que possibilita uma grande prote\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m disso, evita a desidrata\u00e7\u00e3o, permite a fixa\u00e7\u00e3o dos m\u00fasculos e confere prote\u00e7\u00e3o contra as radia\u00e7\u00f5es solares. Um dos principais constituintes do exosqueleto \u00e9 a quitina, um polissacar\u00eddeo resistente e insol\u00favel em \u00e1gua, existindo igualmente nos crust\u00e1ceos impregna\u00e7\u00f5es de carbonato de c\u00e1lcio. Devido \u00e0 exist\u00eancia de zonas do exosqueleto que n\u00e3o s\u00e3o expans\u00edveis, os artr\u00f3podes para crescerem t\u00eam que libertar esta cobertura ap\u00f3s determinados intervalos de tempo, produzindo um novo exosqueleto, de maiores dimens\u00f5es. Este processo denomina-se por mudas. At\u00e9 atingirem a idade adulta, os artr\u00f3podes podem passar por quatro a sete mudas, podendo continuar a sofrer mudas durante a idade adulta (nesse caso, podem chegar a passar por 50 mudas). Como o exosqueleto \u00e9 relativamente pesado, este \u00e9 um dos fatores que condiciona as dimens\u00f5es destes seres vivos (Hickman et al., 1997; Mader, 2001).<strong>\n4. <\/strong>O sistema muscular \u00e9 complexo e utiliza o exosqueleto como suporte para os m\u00fasculos, adaptados a movimentos r\u00e1pidos (Hickman et al., 1997).<strong>\n5.<\/strong> O sistema circulat\u00f3rio \u00e9 aberto, correspondendo a maior parte da cavidade do corpo ao hemoc\u00e9lio, que est\u00e1 repleto de hemolinfa (Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).<strong>\n6. <\/strong>O sistema digestivo \u00e9 completo, com pe\u00e7as bucais resultantes da modifica\u00e7\u00e3o de ap\u00eandices e adaptadas a diferentes tipos de alimenta\u00e7\u00e3o (Hickman et al.,1997).<strong>\n7. <\/strong>A respira\u00e7\u00e3o ocorre atrav\u00e9s da superf\u00edcie do corpo, de br\u00e2nquias, de traqueias ou de pulm\u00f5es laminares. A maioria dos artr\u00f3podes terrestres tem um sistema de traqueias altamente eficiente, que entrega o oxig\u00eanio diretamente aos tecidos, permitindo uma elevada taxa metab\u00f3lica. Este sistema limita igualmente o tamanho destes seres vivos. Os artr\u00f3podes aqu\u00e1ticos respiram principalmente por um sistema de br\u00e2nquias, igualmente eficiente (Hickman et al., 1997).<strong>\n8. Os \u00f3rg\u00e3os sensoriais est\u00e3o bem desenvolvidos, existindo uma grande variedade de estruturas:<\/strong> para o tato, audi\u00e7\u00e3o, olfato, equil\u00edbrio e vis\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os visuais, podem existir olhos compostos e\/ou olhos simples (ocelos). Os olhos compostos s\u00e3o constitu\u00eddos por unidades (omat\u00eddios) que variam em n\u00famero (entre 1 e cerca de 10.000) e que operam individualmente, permitindo que o ser vivo veja simultaneamente em quase todas as dire\u00e7\u00f5es. Quando o n\u00famero de omat\u00eddios \u00e9 muito elevado, obt\u00e9m-se a conhecida imagem em \u0093mosaico\u0094 dos insetos. A vis\u00e3o inicia-se na gama dos ultravioleta, estendendose apenas at\u00e9 ao laranja (Hickman et al., 1997).<strong>\n9. <\/strong>Os sexos s\u00e3o geralmente separados, sendo a fecunda\u00e7\u00e3o maioritariamente interna. Podem ser ov\u00edparos ou ovoviv\u00edparos (Hickman et al., 1997).<strong>\n10. <\/strong>Durante o desenvolvimento, podem ocorrer metamorfoses, existindo por vezes uma fase larvar muito diferente da forma adulta. Nesta situa\u00e7\u00e3o, as duas formas t\u00eam geralmente exig\u00eancias alimentares e ecol\u00f3gicas diferentes, diminuindo assim a competi\u00e7\u00e3o intraespec\u00edfica (Hickman et al., 1997).<\/blockquote>\n<strong>O filo Arthropoda inclui quatro subfilos:<\/strong> Trilobita (extinto); Chelicerata, com tr\u00eas classes (Arachnida, Merostomata e Pycnogonida); Crustacea, com dez classes; e Atelocerata, com cinco classes (Diplopoda, Chilopoda, Pauropoda, Symphyla e Insecta) (Triplehorn &amp; Johnson, 2005). Seguidamente encontra-se uma breve descri\u00e7\u00e3o de algumas classes deste filo (Arachnida, Chilopoda, Diplopoda e Insecta), bem como de algumas ordens (Acari, Araneae, Collembola, Diptera, Hemiptera e Hymenoptera).\n\n<strong>2. Caracter\u00edsticas de Algumas Classes<\/strong>\n\n<strong>2.1. Classe Arachnida<\/strong>\n\nEsta classe inclui as aranhas, os escorpi\u00f5es, os pseudoescorpi\u00f5es e os \u00e1caros, entre outros (Figura 1).\n\n<strong>Est\u00e3o descritas cerca de 65.000 esp\u00e9cies, organizadas em onze ordens, tais como:<\/strong> Scorpiones (escorpi\u00f5es), Opiliones (opili\u00f5es), Araneae (aranhas), Acari (\u00e1caros e carra\u00e7as) e Pseudoscorpiones (pseudoescorpi\u00f5es).\n\nEstes seres vivos s\u00e3o mais comuns em regi\u00f5es quentes e secas, do que em qualquer outro local. O corpo encontra-se dividido em cefalot\u00f3rax e abd\u00f3men, apresentando o cefalot\u00f3rax um par de quel\u00edceras, um par de pedipalpos e quatro pares de patas locomotoras. Assim, n\u00e3o existem mand\u00edbulas nem antenas. A maioria dos aracn\u00eddeos s\u00e3o predadores, podendo existir pedipalpos modificados em forma de pin\u00e7as, como nos escorpi\u00f5es. As presas s\u00e3o capturadas e mortas pelas quel\u00edceras e pedipalpos, sendo ingeridos posteriormente os fluidos e tecidos moles. O seu sistema respirat\u00f3rio \u00e9 constitu\u00eddo por traqueias e\/ou pulm\u00f5es laminares (Borror &amp; DeLong, 1988; Ruppert &amp; Barnes, 1994; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nOs aracn\u00eddeos foram os primeiros artr\u00f3podes a ocupar o meio terrestre e, em geral, s\u00e3o inofensivos para o Homem, alimentando-se de insetos prejudiciais. No entanto, existem aracn\u00eddeos que podem provocar picadas dolorosas ou mesmo mortais, e alguns podem transmitir doen\u00e7as ou danificar culturas (Hickman et al., 1997).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-10.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 1 \u0096 Esquemas de alguns exemplares da classe Arachnida: A \u0096 ordem Araneae; B \u0096 ordem Opiliones; C &#8211; ordem Pseudoscorpiones; e D &#8211; ordem Scorpiones, retirados de Borror &amp; DeLong (1988). Note-se que os esquemas n\u00e3o se encontram na mesma escala.<\/strong><\/p>\n<strong>2.2. Classe Chilopoda<\/strong>\n\nEste grupo corresponde aos cent\u00edpedes (do Grego, chilo = l\u00e1bio e poda = p\u00e9\/ap\u00eandice), artr\u00f3podes terrestres com o corpo achatado dorsoventralmente, que podem apresentar at\u00e9 177 segmentos. Est\u00e3o descritas 2.500 esp\u00e9cies, organizadas em quatro ordens (Ruppert &amp; Barnes, 1994; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nCada segmento, excepto o primeiro e os \u00faltimos dois, apresenta um par de ap\u00eandices locomotores (Figura 2). Os ap\u00eandices do primeiro segmento est\u00e3o modificados para formar um par de garras venenosas. Na cabe\u00e7a existe um par de antenas (com 14 ou mais art\u00edculos), um par de mand\u00edbulas e dois pares de maxilas.\n\nOs olhos, quando presentes, correspondem geralmente a um conjunto de ocelos. A respira\u00e7\u00e3o ocorre atrav\u00e9s de traqueias, existindo normalmente um par de espir\u00e1culos em cada segmento. Contudo, o padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o dos espir\u00e1culos varia nos diferentes grupos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, estes seres vivos s\u00e3o ov\u00edparos, podendo os indiv\u00edduos jovens apresentar ou n\u00e3o o n\u00famero total de segmentos dos ind\u00edviduos adultos (Ross et al., 1982; Borror &amp; DeLong, 1988; Ruppert &amp; Barnes, 1994; Hickman et al., 1997; Mader, 2001; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-11.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 2 \u0096 Esquema de um exemplar da classe Chilopoda, retirado de Ruppert &amp; Barnes (1994).<\/strong><\/p>\nAs centopeias preferem locais h\u00famidos e s\u00e3o carn\u00edvoras, alimentando-se fundamentalmente de outros insetos. A maioria tem h\u00e1bitos nocturnos, escondendo-se durante o dia e alimentando-se de noite. As presas s\u00e3o mortas com as suas garras venenosas e posteriormente s\u00e3o trituradas com as mand\u00edbulas (Ross et al., 1982; Borror &amp; DeLong, 1988; Ruppert &amp; Barnes, 1994; Hickman et al., 1997; Mader, 2001; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\n<strong>2.3. Classe Diplopoda<\/strong>\n\nOs seres vivos pertencentes a esta classe s\u00e3o designados muitas vezes por mil\u00edpedes, existindo cerca de 10.000 esp\u00e9cies, organizadas em dez ordens. O seu corpo cil\u00edndrico ou ligeiramente achatado, \u00e9 constitu\u00eddo por 25 a 100 segmentos, existindo na maior parte deles dois pares de patas (do Grego, diplo = dois\/duplo e poda = p\u00e9\/ap\u00eandice), uma vez que resultam da fus\u00e3o de dois segmentos (Figura 3). Na cabe\u00e7a encontra-se um par de antenas curtas (com sete art\u00edculos), um par de mand\u00edbulas, um par de maxilas e geralmente dois conjuntos de ocelos. Os mil\u00edpedes s\u00e3o ov\u00edparos e s\u00e3o menos ativos do que os cent\u00edpedes.\n\nDeslocam-se lentamente, sem o movimento ondulat\u00f3rio das centopeias, e, em geral, s\u00e3o sapr\u00f3fagos, alimentando-se maioritariamente de detritos vegetais.\n\nContudo, tamb\u00e9m se podem alimentar de plantas vivas e alguns s\u00e3o predadores. Estes seres vivos preferem normalmente locais h\u00famidos e escuros (Borror &amp; DeLong, 1988; Ruppert &amp; Barnes, 1994; Hickman et al., 1997; Mader, 2001; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-12.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 3 \u0096 Esquema de um exemplar da classe Diplopoda, retirado de Ruppert &amp; Barnes (1994).<\/strong><\/p>\n<strong>2.4. Classe Insecta<\/strong>\n\nOs insetos s\u00e3o o grupo mais abundante e diversificado de todos os artr\u00f3podes, existindo cerca de 900.000 esp\u00e9cies descritas. Assim, existem mais esp\u00e9cies de insetos do que de todos os restantes animais em conjunto.\n\n<strong>Os indiv\u00edduos deste grupo caracterizam-se por apresentarem o corpo dividido em tr\u00eas regi\u00f5es:<\/strong> cabe\u00e7a, t\u00f3rax e abd\u00f3men.\n\nNo t\u00f3rax encontram-se tr\u00eas pares de patas, podendo existir ainda um ou dois pares de asas, enquanto que no abd\u00f3men encontra-se a maior parte dos \u00f3rg\u00e3os internos. O seu tamanho varia entre 1 mm e 20 cm de comprimento, tendo a maioria menos de 2,5 cm (Hickman et al., 1997; Mader, 2001). Estes artr\u00f3podes encontram-se em praticamente todos os habitats. S\u00e3o comuns em \u00e1guas doces e salobras, bem como na areia das praias, mas poucos s\u00e3o marinhos. S\u00e3o igualmente abundantes no solo e nas florestas (especialmente na copa das \u00e1rvores das florestas tropicais), sendo tamb\u00e9m comuns nos desertos e no topo das montanhas. Muitos s\u00e3o parasitas na superf\u00edcie ou no interior de plantas e animais. A sua vasta distribui\u00e7\u00e3o deve-se, entre outras caracter\u00edsticas, \u00e0 sua capacidade de voo e enorme adaptabilidade. Al\u00e9m disso, os seus ovos podem sobreviver a condi\u00e7\u00f5es adversas e ser transportados a longas dist\u00e2ncias (Hickman et al., 1997).\n\nO seu corpo apresenta um exosqueleto r\u00edgido, devido \u00e0 presen\u00e7a de determinadas prote\u00ednas. Na cabe\u00e7a existe geralmente um par de olhos compostos, um par de antenas e um m\u00e1ximo de tr\u00eas ocelos. As antenas podem funcionar como \u00f3rg\u00e3os olfativos, t\u00e1cteis ou mesmo auditivos. As pe\u00e7as bucais incluem em geral um l\u00e1bio superior (labrum), um par de mand\u00edbulas, um par de maxilas, um l\u00e1bio inferior (labium), um cretal alimentar (hipofaringe) e um cretal salivar (epifaringe). A sua alimenta\u00e7\u00e3o determinou o tipo de pe\u00e7as bucais existentes. O t\u00f3rax \u00e9 constitu\u00eddo por tr\u00eas segmentos, apresentando cada um deles um par de patas. Na maioria dos insetos os dois \u00faltimos segmentos tor\u00e1cicos apresentam igualmente um par de asas.\n\n<strong>As patas s\u00e3o constitu\u00eddas pelos seguintes segmentos<\/strong>: coxa, troc\u00e2nter, f\u00e9mur, t\u00edbia e tarsos (pequenos art\u00edculos que podem variar em n\u00famero, geralmente entre dois e cinco). O \u00faltimo art\u00edculo tarsal apresenta o pr\u00e9-tarso, em geral, com um par de garras.\n\n<strong>As patas dos insetos podem apresentar modifica\u00e7\u00f5es para fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como por exemplo:<\/strong> para o salto, para fixa\u00e7\u00e3o, para se enterrarem, para a coleta de p\u00f3len ou para a nata\u00e7\u00e3o. O abd\u00f3men \u00e9 constitu\u00eddo embrionariamente por 11 segmentos. Nos adultos, em geral, visualizam-se de 6 a 8. Nas formas larvares podem existir ap\u00eandices no abd\u00f3men, que desaparecem no estado adulto. Nos \u00faltimos segmentos abdominais encontram-se as estruturas relacionadas com a reprodu\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m podem existir estruturas de natureza sensorial (Ross et al., 1982; Borror &amp; DeLong, 1988; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nAs asas correspondem a expans\u00f5es do exosqueleto, podendo ser exclusivamente membranosas, cori\u00e1ceas ou c\u00f3rneas. As nervuras existentes s\u00e3o espec\u00edficas de cada esp\u00e9cie e servem para conferir maior rigidez. As asas podem estar cobertas de pequenas escamas, como nas borboletas, ou apresentar muitos p\u00ealos, como nos tisan\u00f3pteros. O seu movimento \u00e9 controlado por um complexo conjunto de m\u00fasculos do t\u00f3rax, que originam altera\u00e7\u00f5es na forma deste \u00faltimo. As asas dos insetos variam em n\u00famero, tamanho, forma, textura, nerva\u00e7\u00e3o e posi\u00e7\u00e3o de repouso. Alguns insetos, como grilos e gafanhotos machos, conseguem produzir um som caracter\u00edstico com as asas (a estridula\u00e7\u00e3o), friccionando as duas asas anteriores entre si ou as asas anteriores com as patas posteriores (Ross et al., 1982; Borror &amp; DeLong, 1988; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nDada a sua enorme diversidade, os insetos podem tirar partido de praticamente todos os recursos alimentares e abrigos.\n\nA maioria dos insetos alimenta-se de seiva elaborada e de tecidos vegetais, podendo alimentar-se de plantas espec\u00edficas ou ser mais generalistas. Contudo, alguns alimentam-se de animais mortos e existem tamb\u00e9m insetos predadores, que se alimentam de outros insetos ou de outros animais. V\u00e1rios insetos e larvas s\u00e3o parasitas, alimentando-se do sangue de outros animais ou vivendo no interior do seu corpo. Para cada tipo de alimenta\u00e7\u00e3o, as pe\u00e7as bucais est\u00e3o adaptadas de uma forma espec\u00edfica (Figura 4).\n\nNuma armadura bucal picadora-sugadora, existem pe\u00e7as bucais que permitem perfurar os tecidos de plantas e animais, sendo geralmente alongadas e em forma de estilete. \u00c9 o que acontece no caso dos mosquitos e cigarras. Nas borboletas n\u00e3o existem mand\u00edbulas e uma das partes constituintes das maxilas (as g\u00e1leas), encontram-se fundidas formando uma longa prob\u00f3scis, que em repouso \u00e9 mantida enrolada \u0096 armadura sugadora pura. Numa armadura bucal libadora-sugadora, como nas moscas, existe no \u00e1pice do labium um par de l\u00f3bulos (labelos) constitu\u00eddos por canais semelhantes a traqueias (pseudotraqueias), que permitem absorver o alimento sob a forma l\u00edquida. Finalmente, numa armadura bucal mastigadora ou trituradora, como nos gafanhotos, as mand\u00edbulas s\u00e3o fortes e apresentam pequenos dentes para a tritura\u00e7\u00e3o do alimento (Matthes, 1959; Hickman et al., 1997).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-13.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 4 \u0096 Esquema de diferentes tipos de armaduras bucais: A \u0096 mastigadora, adaptado de Matthes (1959); B \u0096 sugadora pura, adaptado de Matthes (1959); e C \u0096 picadora-sugadora (em repouso), adaptado de Hickman et al. (1997).<\/strong><\/p>\nOs insetos terrestres respiram por um sistema de traqueias, as quais se ramificam no interior do seu corpo e abrem para o exterior atrav\u00e9s de aberturas respirat\u00f3rias pares (os espir\u00e1culos ou estigmas), existindo geralmente dois no t\u00f3rax e sete ou oito no abd\u00f3men (um par por cada segmento). No caso dos insetos aqu\u00e1ticos existe um sistema de br\u00e2nquias especializado (Hickman et al., 1997).\n\nOs sexos s\u00e3o separados e a fecunda\u00e7\u00e3o \u00e9 maioritariamente interna, sendo produzido em geral um elevado n\u00famero de ovos. A maioria dos insetos sofre metamorfose durante o seu desenvolvimento, isto \u00e9, altera\u00e7\u00f5es na sua forma. No caso de uma metamorfose holometab\u00f3lica ou completa, as larvas vivem num nicho ecol\u00f3gico totalmente diferente das formas adultas, tendo tamb\u00e9m uma alimenta\u00e7\u00e3o distinta. Ap\u00f3s uma s\u00e9rie de mudas, as larvas formam um casulo, no interior do qual sofrem um conjunto de altera\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas, sem se alimentarem \u0096 pupa ou cris\u00e1lida. Da pupa emerge o indiv\u00edduo adulto, que n\u00e3o sofre mudas. \u00c9 o caso das borboletas, escaravelhos e moscas. Neste ciclo de vida, as asas desenvolvem-se internamente. Na metamorfose hemimetab\u00f3lica ou incompleta, as fases juvenis denominam-se por ninfas e as suas asas desenvolvem-se externamente, aumentando de tamanho \u00e0 medida que ocorrem as mudas sucessivas, at\u00e9 ser atingido o estado adulto. Ao longo das mudas ocorre tamb\u00e9m o aumento do tamanho das ninfas e o desenvolvimento dos \u00f3rg\u00e3os reprodutores, designados por genit\u00e1lia. Nestes casos, as fases juvenis t\u00eam uma alimenta\u00e7\u00e3o semelhante e encontram-se nos mesmos habitats que os indiv\u00edduos adultos.\n\nExemplos deste tipo de desenvolvimento s\u00e3o as baratas e os gafanhotos. Alguns insetos t\u00eam um desenvolvimento direto, em que formas juvenis s\u00e3o morfologicamente id\u00eanticas aos adultos, excepto no que diz respeito ao tamanho e matura\u00e7\u00e3o sexual. Os insetos reproduzem-se geralmente apenas uma vez durante o seu tempo de vida. Assim, as popula\u00e7\u00f5es s\u00e3o normalmente constitu\u00eddas por indiv\u00edduos da mesma idade, existindo pouca ou nenhuma sobreposi\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es sucessivas (Ross et al., 1982; Borror &amp; DeLong, 1988; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nMuitos insetos passam por um per\u00edodo de dorm\u00eancia no seu ciclo de vida anual. Nas zonas temperadas pode existir um per\u00edodo de dorm\u00eancia no Inverno (hiberna\u00e7\u00e3o) e\/ou um per\u00edodo de dorm\u00eancia no Ver\u00e3o (estiva\u00e7\u00e3o). Muitos insetos entram em dorm\u00eancia quando um determinado fator ambiental, como a temperatura, se torna desfavor\u00e1vel. Contudo, outros apresentam essa fase no seu ciclo de vida, independentemente das condi\u00e7\u00f5es ambientais. Neste caso, este tempo de dorm\u00eancia designa-se por diapausa e \u00e9 geneticamente determinado, podendo ser ativado, por exemplo, pela diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de horas de luz. O est\u00e1dio hibernante pode ser o ovo, a ninfa, a larva ou o indiv\u00edduo adulto. Em geral, os insetos que vivem nos tr\u00f3picos t\u00eam um desenvolvimento cont\u00ednuo, sem existir um per\u00edodo de dorm\u00eancia. Muitos insetos t\u00eam mais do que uma gera\u00e7\u00e3o por ano, podendo o n\u00famero de gera\u00e7\u00f5es variar consoante as condi\u00e7\u00f5es ambientais sejam mais ou menos favor\u00e1veis (Borror &amp; DeLong, 1988; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nOs insetos comunicam entre si atrav\u00e9s de sinais visuais, auditivos, qu\u00edmicos e t\u00e1cteis. Muitos insetos est\u00e3o organizados em comunidades, comunicando entre si essencialmente por sinais qu\u00edmicos e t\u00e1cteis. Algumas comunidades s\u00e3o tempor\u00e1rias e pouco organizadas, mas outras s\u00e3o permanentes (como nas abelhas, formigas e t\u00e9rmitas), existindo uma divis\u00e3o do trabalho e diferentes castas (Hickman et al., 1997).\n\n<strong>Os insetos desempenham importantes fun\u00e7\u00f5es: <\/strong>s\u00e3o necess\u00e1rios para a poliniza\u00e7\u00e3o de muitas culturas e produzem materiais como o mel, a seda e a cera.\n\nDurante a evolu\u00e7\u00e3o, insetos e plantas desenvolveram adapta\u00e7\u00f5es m\u00fatuas. Os insetos exploram as flores para se alimentarem e as flores utilizam os insetos para a poliniza\u00e7\u00e3o. A estrutura das flores est\u00e1 totalmente adaptada \u00e0s caracter\u00edsticas dos insetos que as polinizam. Para al\u00e9m do mais, muitos insetos predadores alimentam-se de insetos prejudiciais \u00e0s culturas. Em termos ecol\u00f3gicos, os insetos s\u00e3o igualmente o recurso alimentar de muitas aves, peixes e outros animais.\n\nContudo, existem tamb\u00e9m insetos transmissores de doen\u00e7as (como mal\u00e1ria, febre amarela, peste, tifo exantem\u00e1tico, doen\u00e7a das chagas e doen\u00e7a do sono).\n\nAl\u00e9m disso, muitos insetos, como as formigas, baratas e t\u00e9rmitas, podem causar a destrui\u00e7\u00e3o de alimentos, de roupa e de outros materiais (Hickman et al., 1997).\n\n<strong>3. Caracter\u00edsticas de Algumas Ordens<\/strong>\n\n<strong>3.1. Ordem Acari (Classe Arachnida)<\/strong>\n\nDo conjunto de artr\u00f3podes do solo, esta \u00e9 a ordem com um maior n\u00famero de esp\u00e9cies e, frequentemente, com a maior abund\u00e2ncia (Eisenbers &amp; Wichard, 1984). Apesar de s\u00f3 terem sido descritas 30.000 esp\u00e9cies, dever\u00e3o existir mais de 500.000, sendo esta a ordem de aracn\u00eddeos com uma maior riqueza espec\u00edfica. Nestes seres vivos o cefalot\u00f3rax pode estar completamente fundido com o abd\u00f3men, sem existirem sinais externos de segmenta\u00e7\u00e3o (Figura 5).\n\nExistem formas terrestres e aqu\u00e1ticas, de \u00e1gua doce ou salgada. As formas livres podem ser predadoras, herb\u00edvoras ou sapr\u00f3fagas, mas muitas esp\u00e9cies s\u00e3o parasitas, pelo menos durante parte do seu ciclo de vida. Deste grupo fazem parte os \u00e1caros e as carra\u00e7as. As carra\u00e7as s\u00e3o um dos principais agentes transportadores de doen\u00e7as provocadas por bact\u00e9rias, v\u00edrus, protozo\u00e1rios e fungos (Borror &amp; DeLong, 1988; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-14.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 5 \u0096 Esquema de um exemplar da ordem Acari, retirado de Triplehorn &amp; Johnson (2005).<\/strong><\/p>\n<strong>3.2. Ordem Araneae (Classe Arachnida)<\/strong>\n\nAs aranhas formam um vasto grupo de artr\u00f3podes, correspondendo a mais de 38.000 esp\u00e9cies, distribu\u00eddas por todo o mundo. Encontram-se em geral com uma elevada riqueza espec\u00edfica em zonas naturais e agr\u00edcolas (Marc et al., 1999), sendo por vezes muito abundantes. O seu corpo est\u00e1 dividido em duas regi\u00f5es (o cefalot\u00f3rax e o abd\u00f3men) n\u00e3o segmentadas e ligadas entre si por uma regi\u00e3o delgada (Figura 6). Todas as aranhas s\u00e3o predadoras, alimentando-se de insetos.\n\nAs quel\u00edceras, o seu primeiro par de ap\u00eandices, apresentam um aguilh\u00e3o terminal ligado a gl\u00e2ndulas de veneno, tendo este \u00faltimo a capacidade de liquefazer os tecidos das presas. O fluido resultante \u00e9 posteriormente absorvido. Para al\u00e9m das quel\u00edceras, existe tamb\u00e9m um par de pedipalpos, que intervem geralmente na manipula\u00e7\u00e3o do alimento, e quatro pares de patas locomotoras (Borror &amp; DeLong, 1988; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-15.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 6 \u0096 Esquema de uma aranha, adaptado de Triplehorn &amp; Johnson (2005). <\/strong><\/p>\nEstes artr\u00f3podes apresentam geralmente muitos p\u00ealos sensoriais, atrav\u00e9s dos quais recebem algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o meio exterior, como a exist\u00eancia de correntes de ar. Quando existem olhos simples, o seu n\u00famero (de 1 a 8) e distribui\u00e7\u00e3o s\u00e3o caracter\u00edsticas importantes na classifica\u00e7\u00e3o dos diferentes grupos.\n\nQuanto ao sistema respirat\u00f3rio, as aranhas respiram por traqueias e\/ou pulm\u00f5es laminares. Estes \u00faltimos s\u00e3o exclusivos deste grupo, sendo constitu\u00eddos por v\u00e1rias cavidades de ar paralelas. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o, as aranhas s\u00e3o ov\u00edparas e sofrem v\u00e1rias mudas at\u00e9 atingirem a idade adulta. Quando eclodem t\u00eam uma apar\u00eancia muito pr\u00f3xima \u00e0 dos adultos, sendo a metamorfose muito pequena durante o seu desenvolvimento (Borror &amp; DeLong, 1988; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nMuitas aranhas elaboram teias, sendo a seda constitu\u00edda por prote\u00ednas e produzida por gl\u00e2ndulas existentes no abd\u00f3men.\n\n<strong>Existem diferentes tipos de teias, que variam de esp\u00e9cie para esp\u00e9cie:<\/strong> em forma de funil, irregulares, orbiculares, entre outras (Borror &amp; DeLong, 1988; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nOs seus h\u00e1bitos predadores permitem limitar o crescimento de outros animais, em geral, insetos, pelo que este grupo desempenha um importante papel nos ecossistemas (Borror &amp; DeLong, 1988; Triplehorn &amp; Johnson, 2005). A sua abund\u00e2ncia e riqueza espec\u00edfica pode refletir inclusivamente a abund\u00e2ncia das suas presas (Miyashita et al., 1998)\n\n<strong>3.3. Ordem Collembola (Classe Insecta)<\/strong>\n\nOs col\u00eambolos (do Grego, coll = cola; embola = cunha) s\u00e3o um dos grupos mais abundantes da mesofauna do solo, atingindo por vezes elevadas densidades populacionais (at\u00e9 100.000\/m3). Este grupo engloba cerca de 2.000 esp\u00e9cies, correspondendo a insetos de reduzidas dimens\u00f5es, raramente excedendo os 5mm, com pe\u00e7as bucais picadoras ou mastigadoras. A maioria apresenta uma estrutura terminal bifurcada, a f\u00farcula, que \u00e9 utilizada para o salto e que se encontra sob o abd\u00f3men quando em repouso.\n\nNo lado ventral existe no primeiro segmento abdominal uma estrutura em forma de tubo bilobado, o col\u00f3foro, com fun\u00e7\u00f5es de absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e de excre\u00e7\u00e3o, tendo tamb\u00e9m subst\u00e2ncias que permitem a ades\u00e3o ao substrato (Figura 7). Em rela\u00e7\u00e3o a estruturas sensoriais, pode ser encontrado na cabe\u00e7a um n\u00famero vari\u00e1vel de ocelos, existindo tamb\u00e9m um par de antenas curtas, com quatro art\u00edculos. Este insetos apresentam metamorfose incompleta e podem ser sapr\u00f3fagos ou fit\u00f3fagos, alimentando-se geralmente de mat\u00e9ria vegetal em decomposi\u00e7\u00e3o e fungos. Algumas esp\u00e9cies podem danificar jardins, estufas e culturas de cogumelos (Borror &amp; DeLong, 1988; Richards &amp; Davies, 1988; Chinery, 1993; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-16.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 7 \u0096 Esquema de um col\u00eambolo, adaptado de Cunha e colaboradores (1964).<\/strong><\/p>\nA varia\u00e7\u00e3o da densidade das popula\u00e7\u00f5es de col\u00eambolos est\u00e1, em geral, relacionada com fatores ecol\u00f3gicos que alteram a atividade destes artr\u00f3podes. A humidade e a temperatura s\u00e3o os par\u00e2metros mais importantes, dependendo deles tamb\u00e9m a migra\u00e7\u00e3o vertical destes animais no solo. Em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro fator, v\u00e1rios autores verificaram que a temperatura tem um forte efeito sobre os col\u00eambolos, afetando, por exemplo, o n\u00famero de ovos colocados. Quanto \u00e0 humidade, os col\u00eambolos est\u00e3o dependentes de um fornecimento constante de \u00e1gua, existindo deslocamentos verticais no solo e migra\u00e7\u00f5es horizontais para encontrarem as condi\u00e7\u00f5es mais adequadas (Eisenbers &amp; Wichard, 1984; Wolters, 1998). A sensibilidade que estes artr\u00f3podes apresentam em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 modifica\u00e7\u00e3o das suas condi\u00e7\u00f5es ambientais j\u00e1 levou alguns autores a defender inclusivamente a sua utiliza\u00e7\u00e3o para o estudo da influ\u00eancia de fatores f\u00edsico-qu\u00edmicos e microbiol\u00f3gicos na fauna do solo (Pflug &amp; Wolters, 2002).\n\nA vegeta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m influencia este grupo, tendo Berbiers et al. (1989) verificado que as zonas com um estrato herb\u00e1ceo mais desenvolvido apresentam tendencialmente uma maior densidade de indiv\u00edduos, pois o ar encontra-se mais saturado e existem mais ref\u00fagios. No entanto, o tipo de solo tamb\u00e9m afeta as comunidades de col\u00eambolos (Pflug &amp; Wolters, 2002). Al\u00e9m disso, verificou-se igualmente que o pisoteio das \u00e1reas em estudo intensifica a atividade destes artr\u00f3podes, originando amostras de maiores dimens\u00f5es (Adis, in Borges, 1991).\n\n<strong>3.4. Ordem Diptera (Classe Insecta)<\/strong>\n\nEsta ordem compreende mais de 90.000 esp\u00e9cies, pertencendo a este grupo as moscas e os mosquitos. A maioria dos d\u00edpteros (do Grego, di = duas; ptera = asas) distingue-se dos outros insetos por apresentar apenas um par de asas, as anteriores, estando as asas posteriores transformadas num par de \u00f3rg\u00e3os de equil\u00edbrio, de pequenas dimens\u00f5es, os halteres ou balanceiros (Figura 8). As pe\u00e7as bucais s\u00e3o fundamentalmente do tipo libador-sugador, mas existe uma grande variabilidade no interior desta ordem. A maioria dos indiv\u00edduos adultos alimenta-se de fluidos animais ou vegetais, em geral de n\u00e9ctar, mas tamb\u00e9m de seiva ou sangue. Na cabe\u00e7a existe um par de olhos compostos relativamente grandes e, geralmente, tr\u00eas ocelos. Em rela\u00e7\u00e3o ao seu desenvolvimento, estes artr\u00f3podes passam por metamorfose completa, sendo as larvas vermiformes e \u00e1podas. Muitas delas s\u00e3o aqu\u00e1ticas, existindo larvas herb\u00edvoras, predadoras e sapr\u00f3fagas (Borror &amp; DeLong, 1988; Richards &amp; Davies, 1988; Chinery, 1993; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-17.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 8 &#8211; Esquema de um d\u00edptero, adaptado de Dierl &amp; Ring (1992).<\/strong><\/p>\nAlgumas esp\u00e9cies de d\u00edpteros podem tornar-se pragas para o Homem, para outros animais e para plantas cultivadas. Para al\u00e9m disso, podem igualmente transportar doen\u00e7as, como a mal\u00e1ria, a febre amarela, a doen\u00e7a do sono e o tifo exantem\u00e1tico. No entanto, muitos d\u00edpteros s\u00e3o \u00fateis como sapr\u00f3fagos, predadores ou parasitas de outros insetos prejudiciais, e realizam a poliniza\u00e7\u00e3o de plantas importantes para o Homem (Borror &amp; DeLong, 1988; Chinery, 1993; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\n<strong>3.5. Ordem Hemiptera (Classe Insecta)<\/strong>\n\nDeste grupo fazem parte, por exemplo, as cigarras, os pulg\u00f5es, as cochonilhas e os percevejos, correspondendo a cerca de 70.000 esp\u00e9cies. Trata-se de uma ordem diversificada, existindo varia\u00e7\u00f5es consider\u00e1veis na forma do corpo, asas, antenas, ciclo de vida e h\u00e1bitos alimentares. A caracter\u00edstica comum a todos estes insetos \u00e9 a armadura bucal, do tipo picadora-sugadora.\n\nAlguns apresentam um rostro segmentado, com origem na parte anterior da cabe\u00e7a e que se estende ao longo do lado ventral do corpo, muitas vezes at\u00e9 \u00e0 base das patas posteriores (Figura 9). Outros apresentam um rostro de dimens\u00f5es mais reduzidas, com origem na parte posterior da cabe\u00e7a. Em geral, alimentam-se da seiva das plantas, mas alguns alimentam-se de sangue (Borror &amp; DeLong, 1988; Chinery, 1993; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-18.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 9 \u0096 Esquema de um hem\u00edptero, adaptado de Borror &amp; DeLong (1988).<\/strong><\/p>\nOs hem\u00edpteros apresentam geralmente dois pares de asas, existindo, no entanto, esp\u00e9cies \u00e1pteras. Alguns t\u00eam a parte basal das asas anteriores espessada, sendo a zona apical membranosa (Figura 9). Contudo, outros apresentam as asas anteriores com uma textura uniforme. Em repouso, as asas dos primeiros encontram-se horizontalmente sobre o abd\u00f3men, com as extremidades membranosas sobrepostas (do Grego, hemi = meio; ptera = asas).\n\nNos segundos, as asas s\u00e3o colocadas em telhado sobre o corpo, sobrepondo-se ligeiramente no \u00e1pice. Em ambos os casos, as asas posteriores s\u00e3o totalmente membranosas (Borror &amp; DeLong, 1988; Chinery, 1993; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nAs antenas podem ser curtas ou longas, mas apresentam, em geral, quatro ou cinco art\u00edculos. Os olhos compostos est\u00e3o na maioria dos casos bem desenvolvidos, podendo tamb\u00e9m existir ocelos, no m\u00e1ximo, tr\u00eas. Durante o seu ciclo de vida os hem\u00edpteros sofrem geralmente metamorfose incompleta, tendo alguns um ciclo de vida bastante complexo (Borror &amp; DeLong, 1988; Chinery, 1993; Hickman et al., 1997; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\nA maioria das esp\u00e9cies \u00e9 terrestre, mas existem muitas aqu\u00e1ticas. Algumas esp\u00e9cies podem ser uma praga para diferentes culturas, mas outras s\u00e3o predadoras, desempenhando um papel \u00fatil ao Homem. Os que se alimentam de sangue podem ser transmissoras de doen\u00e7as (Borror &amp; DeLong, 1988; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n\n<strong>3.6. A Ordem Hymenoptera (Classe Insecta)<\/strong>\n\nEsta ordem engloba nomeadamente as vespas, as abelhas e as formigas. Corresponde a cerca de 120.000 esp\u00e9cies, que apresentam geralmente dois pares de asas membranosas (do Grego, hymeno = membrana; ptera = asas), sendo as posteriores menores do que as anteriores (Figura 10). Estes dois pares de asas encontram-se ligados entre si por um conjunto de estruturas que variam em termos morfol\u00f3gicos. As asas apresentam poucas nervuras, sendo estas quase inexistentes nos himen\u00f3pteros mais pequenos. Contudo, existem elementos desta ordem que n\u00e3o t\u00eam asas na maior parte do seu ciclo de vida, como \u00e9 o caso das formigas (Figura 10). As pe\u00e7as bucais s\u00e3o do tipo mastigador ou mastigador-sugador. Na cabe\u00e7a existe um par de antenas, geralmente com dez ou mais segmentos e, muitas vezes, em cotovelo. Existe igualmente um par de olhos compostos e, geralmente, tr\u00eas ocelos. No seu ciclo de vida ocorre metamorfose completa, sendo as larvas vermiformes. As pupas podem formar-se no interior de um casulo ou num hospedeiro, no caso de esp\u00e9cies parasitas.\n\n<strong>Esta ordem inclui muitos insetos parasitas ou predadores de insetos prejudiciais ao Homem e, tamb\u00e9m, os agentes polinizadores mais importantes:<\/strong> as abelhas (Borror &amp; DeLong, 1988; Chinery, 1993; Triplehorn &amp; Johnson, 2005).\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Filo Artr\u00f3podes\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/filo-artropodes-19.jpg\" alt=\"Filo Artr\u00f3podes\" \/>\n<strong>Figura 10 \u0096 Esquema de um esp\u00e9cimen alado (A) e de um esp\u00e9cimen \u00e1ptero (B) da ordem Hymenoptera, retirados de Chinery ( 1993 )<\/strong><\/p>\nFonte: www.earthlife.net\/lucianadeabreu.no-ip.org\/curlygirl.naturlink.pt\/lisboaverde.cm-lisboa.pt\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filo Artr\u00f3podes, Esp\u00e9cies, Sistema, Animal, Classe, Organismos, Insetos, Crust\u00e1ceos, Import\u00e2ncia, Reprodu\u00e7\u00e3o, Classifica\u00e7\u00e3o, Caracter\u00edsticas, Filo Artr\u00f3podes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12921,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-21406","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-biologia-2"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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