{"id":21368,"date":"2016-01-05T00:00:00","date_gmt":"2016-01-05T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/guerra-da-bosnia-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:38:28","modified_gmt":"2026-09-01T15:38:28","slug":"guerra-da-bosnia-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/guerra-da-bosnia-3\/","title":{"rendered":"Guerra da B\u00f3snia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Guerra5.jpg\" alt=\"Guerra da B\u00f3snia\" width=\"372\" height=\"277\" title=\"Guerra da B\u00f3snia\" \/><strong><br \/>\n     Guerra da B\u00f3snia<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Guerra civil pela posse de territ\u00f3rios na regi\u00e3o da B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina      entre tr\u00eas grupos \u00e9tnicos e religiosos:<\/strong> os s\u00e9rvios, crist\u00e3os ortodoxos;      os croatas, cat\u00f3licos romanos; e os b\u00f3snios, mu\u00e7ulmanos.<\/p>\n   \n<p>Mais tarde atinge tamb\u00e9m a Cro\u00e1cia. Tem in\u00edcio em abril de 1992 e se estende      at\u00e9 dezembro de 1995, com a assinatura do Acordo de Dayton. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 o conflito mais prolongado e violento vivido pela Europa depois da II Guerra      Mundial, com dura\u00e7\u00e3o de 1.606 dias e 200 mil mortos. <\/p>\n   \n<p><strong>Guerra da B\u00f3snia, guerra civil pela posse de territ\u00f3rios na regi\u00e3o      da B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina entre tr\u00eas grupos \u00e9tnicos e religiosos:<\/strong> os      s\u00e9rvios, crist\u00e3os ortodoxos; os croatas, cat\u00f3licos romanos; e os b\u00f3snios,      mu\u00e7ulmanos. Mais tarde atinge tamb\u00e9m a Cro\u00e1cia. Tem in\u00edcio em Abril de 1992      e se estende at\u00e9 Dezembro de 1995, com a assinatura do Acordo de Dayton. \u00c9      o conflito mais prolongado e violento vivido pela Europa depois da II Guerra      Mundial, com dura\u00e7\u00e3o de 1.606 dias e 200 mil mortos.<\/p>\n   \n<h4>Nacionalismo<\/h4>\n   \n<p>Com o fim dos regimes socialistas, a partir da desintegra\u00e7\u00e3o da URSS, emergem      as diferen\u00e7as \u00e9tnicas, culturais e religiosas entre as seis rep\u00fablicas que      formam a Iugosl\u00e1via, impulsionando movimentos pela independ\u00eancia. Na B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina      cresce o nacionalismo s\u00e9rvio que quer restaurar a chamada Grande S\u00e9rvia, formada      por S\u00e9rvia e Montenegro, parte da Cro\u00e1cia e quase toda a B\u00f3snia. Quando os      b\u00f3snios decidem pela independ\u00eancia do pa\u00eds e os s\u00e9rvios n\u00e3o aceitam, os combates      entre os dois grupos intensificam-se. A situa\u00e7\u00e3o de guerra civil \u00e9 caracterizada      em abril de 1992. <\/p>\n   \n<h4>Limpeza \u00e9tnica <\/h4>\n   \n<p><strong>Nas \u00e1reas ocupadas, os s\u00e9rvios da B\u00f3snia fazem a chamada limpeza      \u00e9tnica<\/strong>: expuls\u00e3o dos n\u00e3o s\u00e9rvios, massacre de civis, pris\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o      de outras etnias e reutiliza\u00e7\u00e3o dos campos de concentra\u00e7\u00e3o da II Guerra Mundial.      A B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina pede a interven\u00e7\u00e3o militar internacional, mas s\u00f3 recebe      ajuda humanit\u00e1ria, como alimento e medicamentos. A Cro\u00e1cia entra no conflito.      No primeiro momento reivindica parte do territ\u00f3rio b\u00f3snio e, em uma segunda      etapa, volta-se contra a S\u00e9rvia. Com o acirramento da guerra, a Otan envia      tropas. A ONU manda uma for\u00e7a de paz, que, no fim de 1995, chega a 40 mil      membros. Tentativas de cessar-fogo propostas pela ONU s\u00e3o repetidamente desrespeitadas.      No in\u00edcio de 1995, os s\u00e9rvios dominam 70% do territ\u00f3rio da B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina.      O quadro muda ap\u00f3s a Batalha de Krajina, em agosto, da qual os croatas saem      vitoriosos. A rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as torna-se mais equilibrada e facilita a estrat\u00e9gia      dos Estados Unidos de promover uma negocia\u00e7\u00e3o de paz. <\/p>\n   \n<h4>Negocia\u00e7\u00e3o<\/h4>\n   \n<p>Um acordo proposto pelos EUA, negociado em Dayton, Ohio, \u00e9 assinado formalmente      em dezembro de 1995, em Paris. Ele prev\u00ea a manuten\u00e7\u00e3o do Estado da B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina      com suas fronteiras atuais, dividido em uma federa\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmano-croata, que      abrange 51% do territ\u00f3rio, e em uma rep\u00fablica b\u00f3snia-s\u00e9rvia, que ocupa os      49% restantes. \u00c9 previsto um governo \u00fanico entregue a uma representa\u00e7\u00e3o de      s\u00e9rvios, croatas e b\u00f3snios. Em 1996, a miss\u00e3o de paz da ONU na regi\u00e3o \u00e9 assumida      pelas tropas da For\u00e7a de Implementa\u00e7\u00e3o da Paz, da Otan, com 60 mil militares      e mandato at\u00e9 dezembro de 1996. Para refor\u00e7ar o Acordo de Dayton, v\u00e1rias vezes      sob amea\u00e7a, os EUA realizam no decorrer do ano reuni\u00f5es em Roma e Genebra.    <\/p>\n   \n<h4>Tribunal de Haia <\/h4>\n   \n<p>Em maio de 1996, o Tribunal Internacional de Haia inicia o julgamento de      57 suspeitos de crimes de guerra. Os acusados mais importantes s\u00e3o o l\u00edder      s\u00e9rvio Radovan Karadzic, presidente do Partido Democr\u00e1tico S\u00e9rvio e da Rep\u00fablica      S\u00e9rvia (Srpska), e seu principal comandante militar, o general Ratko Mladic.      Ambos s\u00e3o respons\u00e1veis pelo massacre ocorrido na cidade de Srebrenica, no      qual 3 mil refugiados b\u00f3snios mu\u00e7ulmanos foram executados e enterrados em      fossas e 6 mil encontram-se desaparecidos. Em maio de 1997, o Tribunal de      Haia condena o s\u00e9rvio-b\u00f3snio Dusan Tadic a 20 anos de pris\u00e3o por crime contra      a humanidade em virtude da participa\u00e7\u00e3o no exterm\u00ednio de mu\u00e7ulmanos na B\u00f3snia.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.geocities.yahoo.com.br <\/p>\n   \n<h6>Guerra da B\u00f3snia<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<p>A guerra na ex-Iugosl\u00e1via tem origem em conflitos que remontam a s\u00e9culos.<\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s a Segunda Guerra o l\u00edder da resist\u00eancia der da resist\u00eancia ao nazismo,      General Tito, manteve a uni\u00e3o nacional. Com sua morte, em 1980, as rivalidades      ressurgiram. Em 1987 a guerra voltou e a ONU mostrou muita indecis\u00e3o. Estruturada      na divis\u00e3o capitalismo x comunismo, n\u00e3o se adaptou \u00e0 um conflito que envolve      par\u00e2metros n\u00e3o ideol\u00f3gicos, mas culturais e religiosos. Na Europa p\u00f3s-Guerra      Fria pot\u00eancias antes aliadas est\u00e3o agora em campos diferentes e estrategistas      temem que a divis\u00e3o do poder mundial n\u00e3o se d\u00ea mais no \u00e2mbito da ideologia,      mas no das diferen\u00e7as culturais. Esta guerra aponta para isso de forma preocupante.    <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e1 na ex-Iugosl\u00e1via tr\u00eas grupos oponentes:<\/strong> os s\u00e9rvios, cat\u00f3licos      ortodoxos, os croatas e eslov\u00eanos, cat\u00f3licos romanos, e os b\u00f3snios, mu\u00e7ulmanos.      A raz\u00e3o do conflito est\u00e1 na tentativa de cada um em criar seu pr\u00f3prio estado      independente e \u00e9tnicamente homog\u00eaneo. Para isso, tentam \u00e0 for\u00e7a estabelecer      seu territ\u00f3rio e, na medida do poss\u00edvel, expulsar ou at\u00e9 eliminar as minorias      de outras religi\u00f5es que al\u00ed se encontram, atrav\u00e9s da chamada \u0093limpeza      \u00e9tnica\u0094. <\/p>\n   \n<p>Com a desintegra\u00e7\u00e3o do leste europeu, o l\u00edder s\u00e9rvio Slobodan Milosevic passa      a controlar a antiga Iugosl\u00e1via. Forma ao sul do pa\u00eds a atual Rep\u00fablica Iugoslava,      que engloba S\u00e9rvia e Montenegro, e alimenta o sonho de formar, com os s\u00e9rvios      do resto do territ\u00f3rio, a \u0093Grande S\u00e9rvia\u0094. Mas em 1991 Cro\u00e1cia e      Eslov\u00eania, no norte do pa\u00eds, tamb\u00e9m proclamam-se independentes. S\u00e9rvios residentes      na Cro\u00e1cia n\u00e3o aceitam a divis\u00e3o e, apoiados por Milosevic, tomam as armas.      Seguem-se sete meses de guerra, em que muitos deles s\u00e3o obrigados a emigrar      para S\u00e9rvia e Montenegro. Mas alguns resistem e proclamam a Rep\u00fablica S\u00e9rvia      da Krajina, uma ilha em territ\u00f3rio croata, enquanto Milosevic invade a Eslov\u00eania.      A ONU imp\u00f5e ent\u00e3o uma morat\u00f3ria de armas de tr\u00eas meses, for\u00e7ando a retirada      s\u00e9rvia da Eslov\u00eania e estabilizando provisoriamente a divis\u00e3o territorial      tal qual estava naquele momento. <\/p>\n   \n<p>Mas no in\u00edcio de 1992 os mu\u00e7ulmanos declaram a independ\u00eancia da B\u00f3snia-Herzegovina,      na regi\u00e3o central do pa\u00eds, com capital em Sarajevo. \u00c9 a vez dos s\u00e9rvios da      B\u00f3snia da B\u00f3snia n\u00e3o aceitarem o novo estado. Sempre com o apoio da S\u00e9rvia,      formam mil\u00edcias e proclamam imediatamente a Rep\u00fablica S\u00e9rvia da B\u00f3snia. Sua      viol\u00eancia \u00e9 t\u00e3o grande que os b\u00f3snios pedem a interven\u00e7\u00e3o da ONU. Face \u00e0 evid\u00eancias      de massacres promovidos pelos s\u00e9rvios, esta decreta um embargo econ\u00f4mico \u00e0      S\u00e9rvia e Montenegro e j\u00e1 em maio de 1993 se compromete em proteger seis cidades      b\u00f3snias sitiadas, denominadas \u0093zonas de seguran\u00e7a\u0094, entre elas Sarajevo.      Suas popula\u00e7\u00f5es mu\u00e7ulmanas aceitam entregar suas armas \u00e0 ONU acreditando na      prote\u00e7\u00e3o dos \u0093capacetes azuis\u0094. Quanto aos croatas, antes aliados      dos B\u00f3snios contra a S\u00e9rvia, passaram a observar com interesse a possibilidade      de, no caso de uma vit\u00f3ria s\u00e9rvia, dividir com ela a B\u00f3snia-Herzegovina (h\u00e1      poucas semanas retomaram at\u00e9 a Rep\u00fablica S\u00e9rvia da Krajina, sem resist\u00eancia      dos s\u00e9rvios, num aparente acordo para uma futura divis\u00e3o da B\u00f3snia). <\/p>\n   \n<p>Entretanto a ONU n\u00e3o ofereceu a seguran\u00e7a prometida \u00e0s seis cidades. Face      \u00e0 seu imobilismo, os S\u00e9rvios n\u00e3o hesitaram em bombarde\u00e1-las e atacaacute;-las      e atacar os comboios de ajuda. Com pouco armamento e sem ordens para atacar,      os \u0093observadores\u0094 da ONU serviram de \u0093escudos humanos\u0094      para os s\u00e9rvios, que chegaram a tomar algumas das seis cidades. Aos 83 anos,      o Abb\u00e9 Pierre visitou Sarajevo em julho e ficou impressionado com a \u0093falta      de palavra da ONU, que n\u00e3o ofereceu a ajuda prometida \u00e0s cidades sitiadas\u0094.      Voltou denunciando a situa\u00e7\u00e3o desumana em que est\u00e3o seus habitantes. <\/p>\n   \n<p>A situa\u00e7\u00e3o mudou nos \u00faltimos meses. A comunidade internacional decidiu usar      a for\u00e7a e mostrou que tem poderio suficiente para for\u00e7ar alguma solu\u00e7\u00e3o. Por      que ent\u00e3o leva tanto tempo para decidir-se \u00e0 tomar atitudes en\u00e9rgicas ? A      resposta est\u00e1 no confuso e antag\u00f4nico envolvimento das grandes pot\u00eancias no      conflito. <\/p>\n   \n<p>A guerra da B\u00f3snia n\u00e3o interessa aos EUA, que n\u00e3o t\u00eam na regi\u00e3o o menor interesse.      Quando t\u00eam, como na Guerra do Golfo, bastam-lhe poucos dias para resolver      o problema. Mas a cerca de um ano das elei\u00e7\u00f5es, os congressistas n\u00e3o est\u00e3o      dispostos a arriscar vidas americanas, pois custaria-lhes votos.<\/p>\n   \n<p><strong>Al\u00e9m disso Gr\u00e9cia e Turquieacute;cia e Turquia, aliados estrat\u00e9gicos      norte-americanos na regi\u00e3o, t\u00eam na Iugosl\u00e1via um envolvimento antag\u00f4nico:      <\/strong>a Turquia, mu\u00e7ulmana, apoia os B\u00f3snios, e a Gr\u00e9cia, ortodoxa, os      S\u00e9rvios. Mas isso n\u00e3o impede os EUA de, com a Alemanha, armar discretamente      a Cro\u00e1cia. <\/p>\n   \n<p>N\u00e3o se esquecem que se com a ajuda internacional a B\u00f3snia-Herzegovina se      firmar, a Cro\u00e1cia ser\u00e1 a \u00faltima fronteira cat\u00f3lica da Europa frente aos mu\u00e7ulmanos.    <\/p>\n   \n<p>Quanto \u00e0 Europa, sua indecis\u00e3o se deve ao medo de uma generaliza\u00e7\u00e3o do conflito      \u00e0 suas portas, mais preocupante que uma guerra circunscrita \u00e0 pequena B\u00f3snia.      De seu lado a R\u00fassia apoia historicamente a S\u00e9rvia. Yeltsin at\u00e9 aceita medidas      contra as mil\u00edcias dacute;cias de S\u00e9rvios-B\u00f3snios, mas n\u00e3o quer colocar tropas      sob o comando da OTAN, pois abriria um precedente \u00e0 sua seguran\u00e7a militar.      E enquanto a Inglaterra mant\u00e9m seu alinhamento com os EUA, a Fran\u00e7a mudou      de postura com a elei\u00e7\u00e3o de Chirac que, ao contr\u00e1rio de Mitterand, n\u00e3o simpatiza      com os s\u00e9rvios e foi um dos respons\u00e1veis pela retomada de for\u00e7a da ONU. <\/p>\n   \n<p>Apesar de tanta ambig\u00fcidade, a comunidade internacional quer agora um acordo      com o presidente s\u00e9rvio Milosevic. Seu pa\u00eds sofre com o forte bloqueio econ\u00f4mico      (que, ali\u00e1s, atinge uma popula\u00e7\u00e3o que muitas vezes se op\u00f5e a seus sonhos territoriais      e \u00e9tnicos) e por isso tende a aceitar uma divis\u00e3o da B\u00f3snia segundo os moldes      da ONU. Resta saber se, ap\u00f3s tantos acordos rompidos, os mu\u00e7ulmanos confiar\u00e3o      numa ONU que se mostrou completamente perdida face aos novos par\u00e2metros impostos      pelo fim da Guerra-Fria. Pois sabem que se obtiverem armas, ser\u00e3o capazes      de retomar rapidamente os territ\u00f3rios que perderam. E muitos pa\u00edses \u00e1rabes      j\u00e1 est\u00e3o se cotizando para isso. O perigo \u00e9 a B\u00f3snia se tornar, a exemplo      do que ocorreu na Espanha \u00e0s v\u00e9sagrave;s v\u00e9speras da Segunda Guerra, um ensaio      geral de um pr\u00f3ximo conflito mundial.<\/p>\n   \n<h4>OS A NOS DE MILOSEVIC <\/h4>\n   \n<p><strong>Limpeza \u00e9tnica <\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Nas \u00e1reas ocupadas, os s\u00e9rvios da B\u00f3snia fazem a ch amada limpeza      \u00e9tnica:<\/strong> expuls\u00e3o dos n\u00e3o s\u00e9rvios, mas sacre de civis, pris\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o      de outras etnias e reutiliza\u00e7\u00e3o dos ca mpos de concentra\u00e7\u00e3o da II Guerra Mundial.      A B\u00f3snia -herzegovina pede a interven\u00e7\u00e3o militar internacional, mas s\u00f3 recebe      aj uda humanit\u00e1ria, como alimento e medicamentos. A Cr o\u00e1cia entra no conflito.      No primeiro momento reivindica parte do territ\u00f3rio b\u00f3snio e, em uma segunda      etapa, volta-se contra a S \u00e9rvia. Com o acirramento da guerra, a OTAN envia      tropas. A ONU manda uma for \u00e7a de paz, que, no fim de 1995, chega a 40 mil      memb ros. Tentativas de cessar-fogo propostas pela ONU s\u00e3o repetidamente de      srespeitadas. No in\u00edcio de 1995, os s\u00e9rvios dominam 70% do territ\u00f3rio da B\u00f3snia-herzegovina.      O quadro muda ap\u00f3s a Batalha de Krajina, em Agosto, da qual os croatas saem      vitori osos. A rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as torna-se mais equilibrada e facilita a estra      t\u00e9gia dos Estados Unidos de promover uma negocia\u00e7\u00e3o de paz.<\/p>\n   \n<p>A gest\u00e3o do ex-presidente Slobodan Milosevic na Iug osl\u00e1via foi marcada pela      pol\u00e9mica e por v\u00e1rios conf litos. Desde que Milosevic chegou ao poder, a Iugosl\u00e1via      p erdeu quatro de suas antigas rep\u00fablicas &#8211; a Cro\u00e1cia , a B\u00f3snia, a Eslov\u00e9nia      e a Maced\u00f3nia. Hoje o pa\u00eds \u00e9 composto apenas pela S \u00e9rvia e pela Rep\u00fablica      de Montenegro. <\/p>\n   \n<p>Durante este per\u00edodo, a queda de Milosevic foi tida v\u00e1rias vezes como iminente      pelo ocidente. Finalmen te, o candidato da oposi\u00e7\u00e3o, Vojislav Kostunica, ganhou      as elei\u00e7\u00f5es pr esidenciais de 24 de Setembro de 2000. A princ\u00edpio, Slobodan      Milosevic se recusou a aceitar a derrota. Depois de grandes mani festa\u00e7\u00f5es      lideradas pela oposi\u00e7\u00e3o, Milosevic reconh eceu a vit\u00f3ria de Vojislav Kostunica.    <\/p>\n   \n<p>Em 28 de Junho de 2001 Milosevic foi entregue aos i nvestigadores do Tribunal      Internacional de Crimes d e Guerra das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em Haia horas antes      do in\u00edcio de uma confer \u00eancia em Bruxelas para arrecadar dinheiro para a re      constru\u00e7\u00e3o da Iugosl\u00e1via. <\/p>\n   \n<p>A extradi\u00e7\u00e3o provocou uma crise no governo e a ren\u00fa ncia do primeiro-ministro,      Zoran Zizic. Al\u00e9m da pro messa de mais de US$ 1 bilh\u00e3o para reconstru\u00e7\u00e3o.    <\/p>\n   \n<h4>Tribunal de Haia<\/h4>\n   \n<p>Em Maio de 1996, o Tribunal Internacional de Haia inicia o julgamento de      57 suspeitos de crimes de guerra. Os acusados mais importantes s\u00e3o o l\u00edder      s\u00e9rvio Dadivam Karadzic, presidente do Partido Democr\u00e1tico S\u00e9rvio e da Rep\u00fablica      S\u00e9rvia (Srpska), e seu principal comandante militar, o general Ratko Mladic.    <\/p>\n   \n<p>Ambos s\u00e3o respons\u00e1veis pelo massacre ocorrido na cidade de Srebrenica, no      qual 3 mil refugiados b\u00f3snios mu\u00e7ulmanos foram executados e enterrados em      fossas e 6 mil encontram-se desaparecidos. Em Maio de 1997, o Tribunal de      Haia condena o s\u00e9rvio-b\u00f3snio Dusan Tadic a 20 anos de pris\u00e3o por crime contra      a humanidade em virtude da participa\u00e7\u00e3o no exterm\u00ednio de mu\u00e7ulmanos na B\u00f3snia.    <\/p>\n   \n<p><strong>1987 A SUBIDA AO PODER <\/strong><\/p>\n   \n<p>Milosevic chega ao poder explorando o sentimento nacionalista dos s\u00e9rvios.      Em 1987, Milosevic assume o controlo do Partido Comunista da S\u00e9rvia. No mesmo      ano, ele faz um famoso discurso a uma multid\u00e3o de s\u00e9rvios em Pristina, a capital      de Kosovo, que marca a sua ascens\u00e3o pol\u00edtica no pa\u00eds. <\/p>\n   \n<p>Na ocasi\u00e3o, os s\u00e9rvios protestavam contra o que eles viam como persegui\u00e7\u00e3o      por parte da maioria albanesa em Kosovo. No discurso, Milosevic afirma que      &#8220;ningu\u00e9m jamais vai derrotar os s\u00e9rvios&#8221; na prov\u00edncia. A sua posi\u00e7\u00e3o      atrai grande apoio e se transforma em motivo de unidade entre os s\u00e9rvios de      todas as partes da Iugosl\u00e1via. <\/p>\n   \n<p>Com o tempo, Milosevic abandona a sua posi\u00e7\u00e3o de l\u00edder comunista sem grande      apelo e se transforma num carism\u00e1tico defensor do nacionalismo s\u00e9rvio. Explorando      o nacionalismo, ele \u00e9 eleito presidente da S\u00e9rvia em 1989. <\/p>\n   \n<p><strong>1990 A QUEDA DO COMUNISMO<\/strong><\/p>\n   \n<p>A queda do regime de partido \u00fanico na Iugosl\u00e1via consolida o poder de Milosevic      na presid\u00eancia da S\u00e9rvia. Em Janeiro de 1990, em meio ao tumulto causado pela      queda do comunismo na Europa Oriental, o Partido Comunista da Iugosl\u00e1via convoca      um congresso em Belgrado. Na ocasi\u00e3o, os membros do partido resolvem aceitar      a instala\u00e7\u00e3o de um regime multi-partid\u00e1rio no pa\u00eds. Mas Milosevic se recusa      a permitir outras reformas e as delega\u00e7\u00f5es da Eslov\u00e9nia e da Cro\u00e1cia se retiram      do congresso, provocando a dissolu\u00e7\u00e3o do partido. <\/p>\n   \n<p>Em Julho de 1990, o Partido Comunista da S\u00e9rvia muda o seu nome para Partido      Socialista da S\u00e9rvia, mas mant\u00e9m o seu patrim\u00f3nio, a sua estrutura de poder      e o controle sobre a media estatal. Milosevic tamb\u00e9m mant\u00e9m firme controle      sobre o partido. <\/p>\n   \n<p>Logo depois, a Cro\u00e1cia resolve deixar a Iugosl\u00e1via e convoca elei\u00e7\u00f5es gerais.      Milosevic reage, afirmando que se a Iugosl\u00e1via for dissolvida, as fronteiras      da S\u00e9rvia t\u00eam que ser redesenhadas para incluir no seu territ\u00f3rio os s\u00e9rvios      que vivem fora da rep\u00fablica. A possibilidade de uma guerra civil aumenta.    <\/p>\n   \n<p><strong>1991 A GUERRA DA CRO\u00c1CIA <\/strong><\/p>\n   \n<p>A Guerra da Cro\u00e1cia n\u00e3o acaba com a vit\u00f3ria clara e r\u00e1pida da S\u00e9rvia que      muitos de seus habitantes esperavam. Depois de a Cro\u00e1cia ter declarado sua      independ\u00eancia, em Junho de 1991, a minoria s\u00e9rvia no pa\u00eds busca o apoio de      Milosevic. &#8220;N\u00f3s acreditamos que os s\u00e9rvios t\u00eam o direito leg\u00edtimo de      viver num pa\u00eds unido. Se tivermos que lutar para manter este direito, n\u00f3s      lutaremos,&#8221; afirma Milosevic. Em Setembro de 1991, for\u00e7as federais da      Iugosl\u00e1via invadem a Cro\u00e1cia, dando in\u00edcio \u00e0 guerra. <\/p>\n   \n<p>Em Dezembro de 1991, o ex\u00e9rcito da Iugosl\u00e1via e paramilitares s\u00e9rvios j\u00e1      controlam um ter\u00e7o do territ\u00f3rio croata &#8211; onde v\u00e3o permanecer at\u00e9 1995. <\/p>\n   \n<p>Mas os custos da guerra s\u00e3o altos. Cerca de 20 mil pessoas morrem no conflito      e cerca de 400 mil ficam desabrigadas. As vit\u00f3rias s\u00e9rvias levam a ONU a impor      san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas contra a Iugosl\u00e1via. <\/p>\n   \n<p>Mas a invas\u00e3o da Cro\u00e1cia n\u00e3o impede que a B\u00f3snia-herzegovina tamb\u00e9m decida      declarar sua independ\u00eancia &#8211; estopim para um novo conflito nos Balc\u00e3s. <\/p>\n   \n<p><strong>1992 A GUERRA DA B\u00d3SNIA <\/strong><\/p>\n   \n<p>A guerra da B\u00f3snia leva \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federal Socialista da Iugosl\u00e1via.      A B\u00f3snia-herzegovina declara a independ\u00eancia em Abril de 1992, depois de um      referendo convocado por mu\u00e7ulmanos e croatas &#8211; e boicotado pelos s\u00e9rvios da      rep\u00fablica. A viol\u00eancia explode logo depois. Milosevic afirma que vai defender      os s\u00e9rvios do &#8220;genoc\u00eddio provocado pelos croatas&#8221; e do &#8220;fundamentalismo      isl\u00e2mico&#8221; dos mu\u00e7ulmanos. A guerra dura mais de tr\u00eas anos e se transforma      no mais sangrento conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. <\/p>\n   \n<p>A opini\u00e3o p\u00fablica em Belgrado reage de formas diferentes. Muitas pessoas,      especialmente as fam\u00edlias afetadas pelo conflito, querem o fim da guerra.      Mas muitos outros querem proteger os s\u00e9rvios da B\u00f3snia e d\u00e3o grande apoio      a Milosevic. <\/p>\n   \n<p>Com o tempo, v\u00e1rias hist\u00f3rias de atrocidades s\u00e3o reveladas e a S\u00e9rvia \u00e9 isolada      pela comunidade internacional.<\/p>\n   \n<p><strong>1995 O ACORDO DE DAYTON<\/strong><\/p>\n   \n<p>Milosevic vai \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00f5es. Em meados de 1995, a Cro\u00e1cia retoma      a iniciativa militar e recupera a maior parte do territ\u00f3rio ocupado pelos      s\u00e9rvios. <\/p>\n   \n<p>Como resultado, mais de 200 mil servo-croatas se refugiam na S\u00e9rvia, ampliando      os problemas econ\u00f3micos do pa\u00eds, j\u00e1 sob san\u00e7\u00f5es da ONU. <\/p>\n   \n<p>Logo depois da vit\u00f3ria em seu pr\u00f3prio territ\u00f3rio, as for\u00e7as croatas d\u00e3o in\u00edcio      a uma ofensiva contra os s\u00e9rvios na B\u00f3snia. Al\u00e9m disso, durante tr\u00eas semanas      as for\u00e7as da OTAN bombardeiam sem parar as \u00e1reas da B\u00f3snia controladas pelos      b\u00f3snios s\u00e9rvios. Isso leva Milosevic a concordar em ir \u00e0 mesa de negocia\u00e7\u00e3o      em Dayton e dar fim \u00e0 guerra da B\u00f3snia. <\/p>\n   \n<p>Com as negocia\u00e7\u00f5es, Milosevic abandona o sonho de forma\u00e7\u00e3o de uma Grande      S\u00e9rvia e a ONU suspende parcialmente as san\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas adoptadas contra      o pa\u00eds em 1991.<\/p>\n   \n<p><strong>1996 PROTESTOS NAS RUAS<\/strong><\/p>\n   \n<p>Slobodan Milosevic enfrenta grandes protestos contra seu governo. Em 1996,      a oposi\u00e7\u00e3o vence as elei\u00e7\u00f5es municipais nas principais cidades da S\u00e9rvia,      mas o governo anula a vota\u00e7\u00e3o sob alega\u00e7\u00e3o de fraude. Milhares de pessoas      organizam protestos contra o governo e paralisam algumas das principais cidades,      como a capital, Belgrado. <\/p>\n   \n<p>Depois de tr\u00eas meses, Milosevic cede e reconhece a vit\u00f3ria da oposi\u00e7\u00e3o em      sete cidades, inclusive Belgrado. Logo em seguida, o movimento da oposi\u00e7\u00e3o,      conhecido como Zajedno (Juntos) se dissolve sob acusa\u00e7\u00f5es de trai\u00e7\u00e3o e de      colabora\u00e7\u00e3o com Milosevic. <\/p>\n   \n<p>Em Julho de 1997, Milosevic \u00e9 eleito presidente da Iugosl\u00e1via pelo parlamento      &#8211; controlado pelos seus aliados. <\/p>\n   \n<p><strong>1999 A GUERRA DE KOSOVO<\/strong><\/p>\n   \n<p>O conflito com a OTAN \u00e9 o maior desafio ao poder de Milosevic. Depois do      fim da guerra na B\u00f3snia, come\u00e7a a crescer a tens\u00e3o entre os kosovares de origem      albanesa e os s\u00e9rvios na prov\u00edncia de Kosovo. Em Janeiro de 1998, ocorrem      confrontos entre as for\u00e7as s\u00e9rvias e os guerrilheiros do Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o      de Kosovo (ELK). A Uni\u00e3o Europeia e os Estados Unidos condenam a repress\u00e3o      aos kosovares de origem albanesa (que formam cerca de 90% da popula\u00e7\u00e3o). <\/p>\n   \n<p>Em Maio, quando a guerrilha j\u00e1 controla cerca de 40% do pa\u00eds, Milosevic concorda      em negociar com os kosovares, mas as conversas n\u00e3o v\u00e3o longe. No ano seguinte,      Estados Unidos e Uni\u00e3o Europeia for\u00e7am os dois lados a retomar negocia\u00e7\u00f5es      sobre o futuro da prov\u00edncia. A Iugosl\u00e1via rejeita uma proposta de autonomia      para a prov\u00edncia seguida pelo envio de uma for\u00e7a de paz internacional. <\/p>\n   \n<p>Com o impasse, a OTAN decide atacar a Iugosl\u00e1via &#8211; sem consultar a ONU ou      qualquer outro organismo internacional. Durante 78 dias, a S\u00e9rvia, Montenegro      e Kosovo s\u00e3o bombardeados sem parar. Centenas de pessoas morrem e mais de      um milh\u00e3o fogem para a Alb\u00e2nia e Maced\u00f3nia. <\/p>\n   \n<p>Milosevic decide retirar suas tropas da prov\u00edncia, mas n\u00e3o admite a derrota.      Uma for\u00e7a de paz \u00e9 enviada para a prov\u00edncia de Kosovo, que passa a ser administrada      de fato pela ONU. <\/p>\n   \n<p>Apesar da destrui\u00e7\u00e3o de boa parte da infra-estrutura do pa\u00eds, Milosevic tenta      mudar a sua imagem e aparecer para a popula\u00e7\u00e3o como o l\u00edder que vai reconstruir      a S\u00e9rvia. <\/p>\n   \n<h4>2000 A QUEDA DE MILOSEVIC<\/h4>\n   \n<p><strong>A QUEDA <\/strong><\/p>\n   \n<p>Slobodan Milosevic foi derrubado do poder pelo povo em Outubro de 2000, da      mesma forma que a popula\u00e7\u00e3o jugoslava ajudou-o a conquistar a presid\u00eancia      13 anos antes. <\/p>\n   \n<p>Quando o presidente Slobodan Milosevic convocou elei\u00e7\u00f5es, em Setembro de      2000, o pa\u00eds sofria com as san\u00e7\u00f5es impostas pelo ocidente, e milhares de s\u00e9rvios      estavam vivendo em pobreza absoluta. <\/p>\n   \n<p>Montenegro, a \u00fanica rep\u00fablica jugoslava que ainda se mantinha fiel \u00e0 S\u00e9rvia,      amea\u00e7ava romper com a federa\u00e7\u00e3o, que vivenciava um clima de medo e instabilidade.<\/p>\n   \n<p>Quando Milosevic se recusou a reconhecer a vit\u00f3ria do l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o,      Vojislav Kostunica, centenas de milhares de pessoas sa\u00edram \u00e0s ruas das grandes      cidades jugoslavas em protesto e uma greve geral chegou a paralisar o pa\u00eds.      Um por um os aliados mais pr\u00f3ximos de Milosevic foram retirando o apoio ao      presidente, incluindo a igreja Ortodoxa S\u00e9rvia e segmentos da imprensa oficial.    <\/p>\n   \n<p>A confian\u00e7a do povo crescia constantemente e, 10 dias depois da elei\u00e7\u00e3o,      manifestantes invadiram e tomaram o parlamento jugoslavo e a sede da esta\u00e7\u00e3o      de TV estatal, incendiando ambos os pr\u00e9dios. Dezenas de policiais que inicialmente      tentavam conter a multid\u00e3o, tiraram seus capacetes e uniformes e se juntaram      aos protestos. Era o fim do imp\u00e9rio de Milosevic. <\/p>\n   \n<p><strong>2001 A JUGOSL\u00c1VIA ATUAL<\/strong><\/p>\n   \n<p>A reintegra\u00e7\u00e3o da S\u00e9rvia na comunidade internacional e a extradi\u00e7\u00e3o de Milosevic.      No dia 05 de Outubro de 2000, o novo presidente, Vojislav Kostunica declara      a liberta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em discurso para meio milh\u00e3o de pessoas reunidas no centro      de Belgrado. <\/p>\n   \n<p>Kostunica declara a inten\u00e7\u00e3o de cooperar com o Tribunal Internacional de      Crimes de Guerra da antiga Iugosl\u00e1via e reintegra o pa\u00eds \u00e0 ONU e \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o      de Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f3mico (OCDE). <\/p>\n   \n<p>Em Janeiro de 2001, s\u00e3o restabelecidas as rela\u00e7\u00f5es da S\u00e9rvia com a Alb\u00e2nia      e em Abril o ex-presidente Slobodan Milosevic \u00e9 preso, acusado de corrup\u00e7\u00e3o      e abuso de poder. <\/p>\n   \n<p>O presidente norte-americano George W. Bush imp\u00f5e a extradi\u00e7\u00e3o de Milosevic      para o Tribunal de Haia, como condi\u00e7\u00e3o para a libera\u00e7\u00e3o de ajuda financeira      para a reconstru\u00e7\u00e3o da S\u00e9rvia. <\/p>\n   \n<p>Horas depois da autoriza\u00e7\u00e3o para a extradi\u00e7\u00e3o, no dia 28 de Junho, os EUA,      a Europa e o Banco Mundial se comprometem a dar US$ 1,28 bilh\u00e3o para a S\u00e9rvia.    <\/p>\n   \n<p>Boa parte do dinheiro vai ser usada para pagar d\u00edvidas, mas cerca de US$      800 milh\u00f5es v\u00e3o ajudar a reerguer a economia do pa\u00eds, que depois da guerra      tem uma taxa de desemprego de 40% e uma infla\u00e7\u00e3o estimada em 80% para 2001<\/p>\n   \n<p><strong>Isabel Marques<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  srec.azores.gov.pt<\/p>\n   \n<h6>Guerra da B\u00f3snia<\/h6>\n   \n<h4>Rep\u00fablica da B\u00f3snia-Herzegovina<\/h4>\n   \n<p><strong>Bosnia and Herzegowina &#8211; Republika Bosne i Hercegovine<br \/>\n     Capital: <\/strong>Sarajevo.<strong><br \/>\n     Nacionalidade:<\/strong> b\u00f3snia.<strong><br \/>\n     Idioma: <\/strong>servo-croata.<strong><br \/>\n     Religi\u00e3o:<\/strong> islamismo 40%, cristianismo 50% (ortodoxos s\u00e9rvios 31%,      cat\u00f3licos 15%, protestantes 4%), outras 10% (1992).<strong><br \/>\n     Moeda:<\/strong> dinar iugoslavo novo.<strong><br \/>\n     Localiza\u00e7\u00e3o: <\/strong>centro-sul da Europa.<strong><br \/>\n     Caracter\u00edsticas: <\/strong>territ\u00f3rio montanhoso nos Alpes Din\u00e1ricos, circundado      pelas plan\u00edcies f\u00e9rteis dos rios Sava (N), Drina (L) e Una (O).<strong><br \/>\n     Composi\u00e7\u00e3o: <\/strong>servo-croatas 92,3%, outros 7,7% (1996).<strong><br \/>\n     Cidades Principais:<\/strong> Banja Luka, Zenica, Tuzla, Mostar. <strong><br \/>\n     Governo:<\/strong> rep\u00fablica presidencialista tripartite com um representante      mu\u00e7ulmano, um s\u00e9rvio e um croata.<strong><br \/>\n     Divis\u00e3o administrativa:<\/strong> 100 distritos.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/guerra21-1.jpg\" alt=\"Guerra da B\u00f3snia\" width=\"542\" height=\"208\" title=\"Guerra da B\u00f3snia\" \/><\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Guerra3-1.jpg\" alt=\"Guerra da B\u00f3snia\" width=\"374\" height=\"358\" title=\"Guerra da B\u00f3snia\" \/><\/p>\n   \n<p>Encravada em uma regi\u00e3o montanhosa, esta rep\u00fablica da ex-Iugosl\u00e1via vive      durante quase quatro anos um dos conflitos mais sangrentos em solo europeu      desde a II Guerra Mundial. Iniciado em 1992, op\u00f4s os b\u00f3snio-s\u00e9rvios, que representam      cerca de um ter\u00e7o dos habitantes do pa\u00eds e s\u00e3o crist\u00e3os ortodoxos, aos mu\u00e7ulmanos,      quase a metade da popula\u00e7\u00e3o b\u00f3snia. Antes dessa guerra, a B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina      era a rep\u00fablica da ex-Iugosl\u00e1via na qual ocorria maior miscigena\u00e7\u00e3o entre      s\u00e9rvios, croatas e mu\u00e7ulmanos &#8211; as diferentes etnias da popula\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Guerra4-1.jpg\" alt=\"Guerra da B\u00f3snia\" width=\"391\" height=\"249\" title=\"Guerra da B\u00f3snia\" \/><br \/>\n<strong>Mesquita de Aladza, em Foca &#8211; ao sul de Sarajevo.<\/strong><\/p>\n   \n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p>Os b\u00f3snios passam a maior parte da Idade M\u00e9dia sob dom\u00ednio de monarcas croatas      e, depois, h\u00fangaros, at\u00e9 constituir, por volta do ano 1200, um reino pr\u00f3prio,      que inclui a regi\u00e3o da Herzeg\u00f3vina. Em 1463, o pa\u00eds \u00e9 anexado pelo Imp\u00e9rio      Turco-Otomano. A maior parte da popula\u00e7\u00e3o converte-se ao islamismo, mas permanecem      importantes comunidades ortodoxas (s\u00e9rvios) e cat\u00f3licas (croatas).<\/p>\n   \n<p>Em 1878, depois de sucessivas derrotas dos turcos diante da S\u00e9rvia, de Montenegro      e da R\u00fassia, a B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina \u00e9 colocada sob tutela do Imp\u00e9rio Austro-H\u00fangaro.      A anexa\u00e7\u00e3o ocorre em 1908, contra a vontade da minoria ortodoxa, identificada      com a vizinha S\u00e9rvia. Em oposi\u00e7\u00e3o, radicais s\u00e9rvios lan\u00e7am uma campanha terrorista      contra a domina\u00e7\u00e3o austr\u00edaca, culminando, em junho de 1914, com o assassinato      do arquiduque Francisco Ferdinando, herdeiro do trono da \u00c1ustria, por um estudante      s\u00e9rvio em Sarajevo, a capital b\u00f3snia. \u00c9 o estopim da I Guerra Mundial&#8230;<\/p>\n   \n<h4>Forma\u00e7\u00e3o da Iugosl\u00e1via<\/h4>\n   \n<p>Com o fim da guerra, a B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina \u00e9 integrada ao Reino dos Servos-Croatas-Eslovenos,      que em 1929 passa a se chamar Iugosl\u00e1via, &#8220;terra dos eslavos do sul&#8221;.      O pa\u00eds \u00e9 ocupado pela Alemanha na II Guerra Mundial. Com a derrota nazista      torna-se uma das seis rep\u00fablicas iugoslavas, sob o governo comunista de Josip      Broz Tito.<\/p>\n   \n<p>A morte de Tito faz ressurgir o nacionalismo s\u00e9rvio. No final dos anos 80,      conflitos \u00e9tnicos generalizados, propiciados pela desagrega\u00e7\u00e3o do bloco socialista,      provocam grande tens\u00e3o entre as rep\u00fablicas. <\/p>\n   \n<p><strong>Nas primeiras elei\u00e7\u00f5es livres na Iugosl\u00e1via, em setembro de 1990,      emergem partidos nacionalistas representando os tr\u00eas principais grupos \u00e9tnicos:<\/strong>      mu\u00e7ulmano (44% da popula\u00e7\u00e3o), s\u00e9rvio (31%) e croata (17%). Forma-se um governo      multi\u00e9tnico sob a Presid\u00eancia de Alija Izetbegovic, mu\u00e7ulmano.<\/p>\n   \n<p><strong>Desagrega\u00e7\u00e3o:<\/strong> Em junho de 1991, as rep\u00fablicas da Eslov\u00eania      e da Cro\u00e1cia proclamam sua independ\u00eancia da Iugosl\u00e1via, seguidas da Maced\u00f4nia,      em setembro. <\/p>\n   \n<p>No m\u00eas seguinte, o Parlamento b\u00f3snio declara a B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina um Estado      independente. A minoria s\u00e9rvia n\u00e3o aceita a decis\u00e3o. Seus representantes rompem      com o Parlamento e anunciam a inten\u00e7\u00e3o de permanecer na Iugosl\u00e1via ou em uma      &#8220;Grande S\u00e9rvia&#8221;, que incluiria a pr\u00f3pria S\u00e9rvia, al\u00e9m de por\u00e7\u00f5es      da B\u00f3snia-Herzeg\u00f3vina e da Cro\u00e1cia. Para resolver a crise, o governo b\u00f3snio      realiza um plebiscito em 1992, boicotado pelos s\u00e9rvios, mas que aprova a independ\u00eancia,      com a participa\u00e7\u00e3o de 63% dos eleitores. Destes, 99% votam pela independ\u00eancia,      imediatamente reconhecida pela ent\u00e3o Comunidade Europ\u00e9ia (atual Uni\u00e3o Europ\u00e9ia)      e pelos EUA. Durante os quatro anos seguintes, s\u00e9rvios, b\u00f3snios e croatas      travam intensos combates. Com um saldo de 200 mil mortos, a Guerra da B\u00f3snia      termina ap\u00f3s a assinatura do Acordo de Dayton, em dezembro de 1995.<\/p>\n   \n<h2>Pol\u00edtica<\/h2>\n   \n<p>O cargo de presidente da B\u00f3snia-Herzegovina \u00e9 exercido em rotatividade pelos      tr\u00eas membros da presid\u00eancia da B\u00f3snia-Herzegovina (um bosn\u00edaco, um s\u00e9rvio      e um croata), cada um ocupando o cargo durante 8 meses ao longo do seu mandato      de 4 anos na presid\u00eancia. Os tr\u00eas membros da presid\u00eancia s\u00e3o eleitos diretamente      pelo povo (votos da Federa\u00e7\u00e3o para o bosn\u00edaco e o croata, e da Rep\u00fablica Srpska      para o s\u00e9rvio). O Presidente do Conselho de Ministros \u00e9 nomeado pela presid\u00eancia      e aprovado pela C\u00e2mara dos Representantes. Depois, \u00e9 dele a responsabilidade      de nomear os ministros do governo.<\/p>\n   \n<p>A Assembleia Parlamentar \u00e9 o corpo legislativo da B\u00f3snia-Herzegovina. <\/p>\n   \n<p><strong>Consiste de duas C\u00e2maras:<\/strong> a C\u00e2mara dos Representantes e      a C\u00e2mara dos Povos. A C\u00e2mara dos Povos inclui 15 delegados, dois ter\u00e7os dos      quais provenientes da Federa\u00e7\u00e3o (5 croatas e 5 bosn\u00edacos) e um ter\u00e7o da Rep\u00fablica      Srpska (5 s\u00e9rvios). a C\u00e2mara dos Representantes \u00e9 composta por 42 membros,      dois ter\u00e7os eleitos pela Federa\u00e7\u00e3o e um ter\u00e7o eleito pela Rep\u00fablica Srpska.<\/p>\n   \n<p>O Tribunal Constitucional da B\u00e9snia-Herzegovina \u00e9 o supremo e final \u00e1rbitro      nas mat\u00e9rias legais. <\/p>\n   \n<p><strong>\u00c9 composto por nove membros: <\/strong>quatro s\u00e3o seleccionados pela      C\u00e2mara dos Representantes da Federa\u00e7\u00e3o, dois pela Assembleia da Rep\u00fablica      Srpska, e tr\u00eas pelo Presidente do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem ap\u00f3s      consultas com a Presid\u00eancia.<\/p>\n   \n<h2>Geografia<\/h2>\n   \n<p>A B\u00f3snia-Herzegovina situa-se nos Balc\u00e3s ocidentais e faz fronteira com a      S\u00e9rvia e Montenegro a leste e a Cro\u00e1cia a norte e sudoeste. A cidade portu\u00e1ria      de Neum, no cant\u00e3o de Herzegovina-Neretva, \u00e9 a \u00fanica liga\u00e7\u00e3o ao mar. O nome      do pa\u00eds vem das duas regi\u00f5es, a B\u00f3snia e a Herzegovina, que est\u00e3o separadas      por uma fronteira definida muito vagamente.<\/p>\n   \n<h2>Economia<\/h2>\n   \n<p>A par da Maced\u00f3nia, a B\u00f3snia-Herzegovina era a mais pobre das rep\u00fablicas      da antiga Jugosl\u00e1via. A agricultura esteve sempre principalmente em m\u00e3os privadas,      mas as quintas costumam ser pequenas e ineficientes e os bens alimentares      s\u00e3o habitualmente uma das importa\u00e7\u00f5es da rep\u00fablica. A economia planificada      deixou alguns legados na economia. Segundo as teorias econ\u00f3micas em voga,      a ind\u00fastria tem um grande excesso de pessoal. Sob a lideran\u00e7a de Josip Broz      Tito, a ind\u00fastria militar foi colocada na rep\u00fablica, e a B\u00f3snia albergava      uma grande por\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias de defesa da Jugosl\u00e1via.<\/p>\n   \n<p>Tr\u00eas anos de guerras inter\u00e9tnicas destru\u00edram a economia e as infrastruturas      da B\u00f3snia, causando um aumento exponencial do desemprego e uma queda na produ\u00e7\u00e3o      de 80%, j\u00e1 para n\u00e3o falar da morte de entre 60 e 200 mil pessoas e do deslocamento      for\u00e7ado de metade da popula\u00e7\u00e3o. Com uma paz inst\u00e1vel no pa\u00eds, a produ\u00e7\u00e3o recuperou      entre 1996 e 1998 em grandes percentagens anuais, mas o crescimento abrandou      apreciavelmente em 1999 e o PIB permanece bem abaixo dos n\u00edveis de 1990.<\/p>\n   \n<h2>Demografia<\/h2>\n   \n<p>De acordo com o censo de 1991, a popula\u00e7\u00e3o da B\u00f3snia-Herzegovina \u00e9 composta      por 44% de bosn\u00edacos \u00e9tnicos (ent\u00e3o declarados como &#8220;mu\u00e7ulmanos&#8221;),      31% de s\u00e9rvios e 17% de croatas, com 6% da popula\u00e7\u00e3o a declarar-se jugoslava,      o que inclui os filhos de casamentos mistos e os patriotas jugoslavos. <\/p>\n   \n<p><strong>Existe uma forte correla\u00e7\u00e3o entre a identidade \u00e9tnica e a religi\u00e3o:<\/strong>      88% dos croatas s\u00e3o cat\u00f3licos romanos, 90% dos bosn\u00edacos seguem o Isl\u00e3o e      99% dos s\u00e9rvios s\u00e3o crist\u00e3os ortodoxos.<\/p>\n   \n<p>De acordo com os dados de 2000 do CIA World Factbook, a B\u00f3snia \u00e9, etnicamente,      48% bosn\u00edaca, 37,1% s\u00e9rvia, 14,3% croata e 0,6% outra.<\/p>\n   \n<p>As cidades principais s\u00e3o a capital, Sarajevo, Banja Luka no noroeste, Tuzla      no nordeste e Mostar, a capital da Herzegovina.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.girafamania.com.br<\/p>\n   \n<h6>Guerra da B\u00f3snia<\/h6>\n   A B\u00f3snia-Herzegovina    \n<p>A <strong>B\u00f3snia-Herzegovina<\/strong> situa-se no sudeste da Europa,      na pen\u00ednsula dos Balc\u00e3s. Faz fronteira com a Cro\u00e1cia, o Montenegro e a S\u00e9rvia,      e tem 20 km de linha costeira no mar Adri\u00e1tico. <\/p>\n   \n<p><strong>O pa\u00eds est\u00e1 dividido em duas entidades:<\/strong> uma Federa\u00e7\u00e3o      B\u00f3snia\/Croata (cerca de 51% do territ\u00f3rio) e a Rep\u00fablica Srpska B\u00f3snia liderada      pela S\u00e9rvia (cerca de 49% do territ\u00f3rio). H\u00e1 tamb\u00e9m um distrito administrativo      separado, Brcko, no nordeste da B\u00f3snia.<\/p>\n   \n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o e outras leis protegem a liberdade religiosa. A lei      pro\u00edbe qualquer forma de discrimina\u00e7\u00e3o contra qualquer comunidade religiosa.      O Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a mant\u00e9m um registo unificado de todas as comunidades      religiosas e o Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e Refugiados \u00e9 respons\u00e1vel      por documentar viola\u00e7\u00f5es da liberdade religiosa. Qualquer grupo de 300 cidad\u00e3os      adultos pode candidatar-se a formar uma nova Igreja ou comunidade religiosa      atrav\u00e9s de uma candidatura por escrito ao Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos.      O minist\u00e9rio deve emitir a sua decis\u00e3o no prazo de trinta dias ap\u00f3s receber      a candidatura. As organiza\u00e7\u00f5es religiosas minorit\u00e1rias est\u00e3o autorizadas a      registar-se legalmente e a operarem sem restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p>A educa\u00e7\u00e3o religiosa na B\u00f3snia-Herzegovina \u00e9 em grande parte descentralizada.      As escolas p\u00fablicas disponibilizam aulas de educa\u00e7\u00e3o religiosa apenas para      a religi\u00e3o maiorit\u00e1ria no munic\u00edpio. Se um n\u00famero suficiente de alunos de      um grupo religioso minorit\u00e1rio frequentar uma escola prim\u00e1ria ou secund\u00e1ria      particular (vinte na Rep\u00fablica Srpska e quinze na Federa\u00e7\u00e3o), a escola deve      organizar aulas de religi\u00e3o para eles. Em cinco cant\u00f5es maioritariamente b\u00f3snios      (a Federa\u00e7\u00e3o B\u00f3snia\/Croata est\u00e1 dividida em dez cant\u00f5es), as escolas prim\u00e1rias      e secund\u00e1rias disponibilizam instru\u00e7\u00e3o religiosa isl\u00e2mica sob a forma de aulas      opcionais de duas horas por semana.<\/p>\n   \n<p>Nos cant\u00f5es com maiorias croatas, os alunos frequentam uma aula opcional      de uma hora por semana de religi\u00e3o cat\u00f3lica nas escolas prim\u00e1rias e do segundo      ciclo. Em treze escolas prim\u00e1rias e secund\u00e1rias de maioria croata, os alunos      podem escolher entre aulas de religi\u00e3o cat\u00f3lica e aulas de \u00e9tica. O Minist\u00e9rio      da Educa\u00e7\u00e3o do cant\u00e3o de Sarajevo introduziu aulas alternativas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o      religiosa chamadas \u0091Sociedade, Cultura e Religi\u00e3o\u0092 nas escolas prim\u00e1rias      e \u0091Cultura da Religi\u00e3o\u0092 nas escolas secund\u00e1rias para alunos que      n\u00e3o queiram frequentar aulas de educa\u00e7\u00e3o religiosa. <\/p>\n   \n<p>O Governo central n\u00e3o observa quaisquer feriados religiosos como feriados      oficiais. As entidades e as autoridades cantonais observam feriados religiosos      celebrados pelos membros da religi\u00e3o maiorit\u00e1ria na \u00e1rea. Os feriados observados      a n\u00edvel local incluem a P\u00e1scoa e o Natal ortodoxos na Rep\u00fablica Srpska; a      P\u00e1scoa e o Natal cat\u00f3licos em Herzegovina; e o Ramad\u00e3o Bajram (Eid al-Fitr)      e o Kurban Bajram (Eid al-Adha) em Sarajevo e no centro da B\u00f3snia.<\/p>\n   \n<p>Existe uma pequena comunidade judaica de aproximadamente 1.000 membros      que tem um papel ativo no Conselho Inter-Religioso. Este conselho existe desde      1997 e faz media\u00e7\u00e3o entre as quatro comunidades religiosas consideradas como      \u0091tradicionais\u0092 (Mu\u00e7ulmanos, Ortodoxos, Cat\u00f3licos e Judeus).<\/p>\n   \n<p>A B\u00f3snia-Herzegovina \u00e9 formalmente um estado secular, mas a religi\u00e3o      desempenhou um grande papel desde a guerra. Segundo dados dispon\u00edveis, cerca      de 3.290 edif\u00edcios religiosos foram destru\u00eddos ou danificados na B\u00f3snia-Herzegovina      durante a guerra.<\/p>\n   \n<p>Na B\u00f3snia-Herzegovina h\u00e1 um fen\u00f3meno \u00fanico no Islamismo, que \u00e9 ser-se      mu\u00e7ulmano por religi\u00e3o e nacionalidade. O nome mu\u00e7ulmano foi usado pelos eslavos      que viviam na antiga Jugosl\u00e1via e pertenciam \u00e0 religi\u00e3o isl\u00e2mica. Em 1971      foi-lhes dado o estatuto de na\u00e7\u00e3o jugoslava. Antes disso, tinham de optar      entre declararem-se como servos, como croatas ou como jugoslavos \u0096 sem      defini\u00e7\u00e3o nacional. Em 1993, os Mu\u00e7ulmanos da B\u00f3snia adoptaram o termo \u0091b\u00f3snio\u0092      para identificarem a sua na\u00e7\u00e3o mais especificamente. Para muitos b\u00f3snios seculares,      a sua identidade mu\u00e7ulmana tem muito mais a ver com ra\u00edzes culturais do que      com cren\u00e7as religiosas.<\/p>\n   \n<p>Os Mu\u00e7ulmanos b\u00f3snios s\u00e3o sunitas que seguem a escola de pensamento      hanafita. A principal organiza\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana no pa\u00eds \u00e9 a Comunidade Isl\u00e2mica      na B\u00f3snia-Herzegovina (ICBH na sigla inglesa).<\/p>\n   \n<p><strong>Esta organiza\u00e7\u00e3o gere as principais atividades mu\u00e7ulmanas:<\/strong>      mesquitas, ora\u00e7\u00f5es, educa\u00e7\u00e3o, publica\u00e7\u00f5es, obras de benefic\u00eancia. <\/p>\n   \n<p><strong>H\u00e1 oito muftis (estudiosos isl\u00e2micos) localizados nos principais      munic\u00edpios<\/strong>: Sarajevo, Bihac, Travnik, Tuzla, Gora\u009ede, Zenica,      Mostar e Banja Luka. <\/p>\n   \n<p>As comunidades isl\u00e2micas mais conservadoras na B\u00f3snia localizam-se      em cidades como por exemplo Travnik, Zavidovici, Tesanj, Maglaj, Bugojno e      Zenica.<\/p>\n   \n<p>A educa\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica \u00e9 disponibilizada em mais de 1.400 maktabs (escolas      prim\u00e1rias religiosas informais) para 60 mil alunos regulares, treze escolas      secund\u00e1rias isl\u00e2micas (madrasas), duas academias isl\u00e2micas para forma\u00e7\u00e3o de      professores de educa\u00e7\u00e3o religiosa nas escolas estatais e a Faculdade de Estudos      Isl\u00e2micos em Sarajevo.<\/p>\n   \n<p>A Comunidade Isl\u00e2mica combateu uma grande batalha com o cant\u00e3o de Sarajevo      em 2012 por causa dos estudos religiosos. O ministro da Educa\u00e7\u00e3o do cant\u00e3o      deu ordens \u00e0 escolas para que retirassem as notas de religi\u00e3o do c\u00e1lculo das      m\u00e9dias escolares oficiais dos alunos e para que permitissem que os alunos      optassem por n\u00e3o frequentar as aulas. Isto provocou uma forte rea\u00e7\u00e3o da Comunidade      Isl\u00e2mica. 6 O ministro demitiu-se dois dias depois de receber uma carta de      amea\u00e7a com uma bala l\u00e1 dentro. O Governo cantonal adiou a implementa\u00e7\u00e3o das      suas ordens. Est\u00e1 em fase de desenvolvimento um acordo entre o Governo e a      Comunidade Isl\u00e2mica.<\/p>\n   \n<p>Durante e depois da guerra de 1992-95, surgiram os primeiros salafistas,      conhecidos localmente como wahabis. O seu n\u00famero exato n\u00e3o \u00e9 conhecido, mas      calcula-se que corresponda a uns milhares. Existem alguns mu\u00e7ulmanos xiitas      e algumas associa\u00e7\u00f5es pr\u00f3- xiitas, mas n\u00e3o h\u00e1 mesquitas xiitas. Combatentes      estrangeiros mu\u00e7ulmanos receberam um estatuto oficial quando foi criada a      unidade El Mujahed em 1993. Entre 2.000 a 5.000 combateram na B\u00f3snia-Herzegovina      contra S\u00e9rvios e Croatas. A B\u00f3snia concedeu cidadania a quase 1.500 combatentes      estrangeiros mu\u00e7ulmanos depois da guerra, como recompensa pelo seu apoio.<\/p>\n   \n<p>Muitos mu\u00e7ulmanos conservadores aceitam a Comunidade Isl\u00e2mica e a autoridade      do Governo b\u00f3snio. A sua principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a pureza da f\u00e9 e da pr\u00e1tica      isl\u00e2micas. Existem v\u00e1rios grupos salafistas mais pequenos que n\u00e3o aceitam      a supremacia da Comunidade Isl\u00e2mica ou do Estado. Estes grupos defendem a      introdu\u00e7\u00e3o da sharia e n\u00e3o reconhecem o Governo b\u00f3snio. \u00c9 frequente adoptarem      interpreta\u00e7\u00f5es extremistas do Isl\u00e3o e considerarem os b\u00f3snios como pag\u00e3os.      Na medida em que participam na pol\u00edtica, est\u00e3o envolvidos na umma (a Comunidade      Isl\u00e2mica Global) e em quest\u00f5es como a Palestina e a guerra na S\u00edria. A maioria      dos Mu\u00e7ulmanos n\u00e3o integrados escolhem viver em zonas remotas. Nalgumas comunidades      causam problemas por incentivarem os B\u00f3snios a denunciarem outros mu\u00e7ulmanos      como n\u00e3o- crentes. Os principais apoiantes das ideias salafistas foram as      ag\u00eancias humanit\u00e1rias \u0096 o Alto Comit\u00e9 Saudita, a Funda\u00e7\u00e3o Al-Haramain      e a Sociedade para o Renascimento do Legado Isl\u00e2mico. De acordo com o Monitor      de Seguran\u00e7a para o Sudeste Europeu (SEE), h\u00e1 mais de 250 organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias      religiosas na B\u00f3snia origin\u00e1rias do M\u00e9dio Oriente e da Europa.<\/p>\n   \n<p>Os Mu\u00e7ulmanos na B\u00f3snia sofreram imensos danos nos seus locais de culto.      Segundo os seus dados, de um total de 1.144 mesquitas anteriores \u00e0 guerra,      614 foram destru\u00eddas e 307 ficaram danificadas. Dizem tamb\u00e9m que foram destru\u00eddos      557 mesdzids (mesquitas pequenas), 954 mektebs (escolas para leitores cor\u00e2nicos),      quinze tekkes (alojamentos derviches), noventa turbes (santu\u00e1rios isl\u00e2micos)      e 1.425 edif\u00edcios comunit\u00e1rios.<\/p>\n   \n<p>A maior parte dos ortodoxos no pa\u00eds s\u00e3o de origem \u00e9tnica s\u00e9rvia. A      hist\u00f3ria independente da Igreja Ortodoxa na B\u00f3snia-Herzegovina come\u00e7a em 1219,      quando a Eparquia de Zajumlje e Herzegovina foi fundada por S\u00e3o Sava como      fazendo parte da Igreja Ortodoxa s\u00e9rvia. Desde o final de 1760 at\u00e9 1880, os      Ortodoxos na B\u00f3snia-Herzegovina ficaram diretamente sob o Patriarcado de Constantinopla.      Em 1920, ap\u00f3s a Primeira Guerra Mundial e a cria\u00e7\u00e3o do Reino da Jugosl\u00e1via,      a \u00e1rea recaiu novamente sob a autoridade religiosa da Igreja Ortodoxa S\u00e9rvia      recentemente reunida. O Estado ratificou um acordo com a Igreja Ortodoxa S\u00e9rvia      em 2008. De acordo com dados da Igreja Ortodoxa S\u00e9rvia, 125 igrejas e sessenta      e seis objetos paroquiais e objetos sagrados foram destru\u00eddos na guerra, e      172 igrejas e cinquenta outros objetos foram danificados.<\/p>\n   \n<p>Uma concordata com a Santa S\u00e9 que foi ratificada em 2007 concede personalidade      jur\u00eddica, cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es educativas e de benefic\u00eancia, educa\u00e7\u00e3o religiosa      e reconhecimento oficial de feriados cat\u00f3licos \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica na B\u00f3snia-Herzegovina.      <\/p>\n   \n<p><strong>A Igreja Cat\u00f3lica \u00e9 composta por uma prov\u00edncia eclesi\u00e1stica,      com sede em Sarajevo, pela Arquidiocese de Vrhbosna e tr\u00eas dioceses sufragantes:<\/strong>      Banja Luka, Mostar-Duvno e Trebinje-Mrkan, bem como pelo Ordinariato Militar      da B\u00f3snia-Herzegovina. H\u00e1 duas prov\u00edncias franciscanas no pa\u00eds, a Prov\u00edncia      Franciscana da Assun\u00e7\u00e3o da Virgem Maria com sede em Mostar e a Prov\u00edncia Franciscana      de Bosna Srebrena com sede em Sarajevo.<\/p>\n   \n<p>A Igreja Cat\u00f3lica sofreu grande destrui\u00e7\u00e3o durante a guerra. De acordo      com dados da Igreja, 269 edif\u00edcios religiosos cat\u00f3licos foram totalmente destru\u00eddos      na guerra e 731 ficaram danificados. As estruturas demolidas incluem capelas,      conventos e cemit\u00e9rios. O Papa Jo\u00e3o Paulo II visitou a B\u00f3snia-Herzegovina      duas vezes, tendo estado em Sarajevo em 1994 e em Banja Luka em 2003.<\/p>\n   \n<p>O Cristianismo chegou ao territ\u00f3rio da B\u00f3snia-Herzegovina no s\u00e9culo      I, atrav\u00e9s dos disc\u00edpulos de S\u00e3o Paulo e do pr\u00f3prio S\u00e3o Paulo. Depois do \u00c9dito      de Mil\u00e3o, o Cristianismo espalhou-se rapidamente, e os Crist\u00e3os e os bispos      da \u00e1rea que hoje \u00e9 a B\u00f3snia-Herzegovina reuniram-se em torno de duas c\u00e1tedras      metropolitanas, Salona e Sirmium. V\u00e1rias dioceses crist\u00e3s iniciais desenvolveram-se      nos s\u00e9culos IV, V e VI.<\/p>\n   \n<p>Os b\u00f3snios e os herzegovinos viveram separadamente at\u00e9 os otomanos      conquistarem a B\u00f3snia em 1463 e depois a Herzegovina em 1482. O Congresso      de Berlim colocou a B\u00f3snia- Herzegovina sob o dom\u00ednio austro-h\u00fangaro em 1878.      Mais tarde, em 1918, a B\u00f3snia- Herzegovina passou a fazer parte de um estado      eslavo do sul conhecido como Reino do S\u00e9rvios, Croatas e Eslovenos.<\/p>\n   \n<p>A B\u00f3snia-Herzegovina est\u00e1 na fronteira entre as culturas ocidental      e oriental. Tr\u00eas na\u00e7\u00f5es e tr\u00eas religi\u00f5es encontram-se neste pequeno territ\u00f3rio.      Este \u00e9 um pa\u00eds complexo onde as tens\u00f5es \u00e9tnicas e a coexist\u00eancia pac\u00edfica      ocorrem ao mesmo tempo. A guerra na B\u00f3snia-Herzegovina n\u00e3o ocorreu por causa      de \u00f3dio religioso ou pela necessidade de propagar o Catolicismo, o Islamismo      ou o Cristianismo Ortodoxo. Houve, contudo, uma amea\u00e7a real de que esta guerra      pudesse tornar-se numa guerra religiosa depois de o Governo b\u00f3snio ter aceite      a ajuda de pa\u00edses isl\u00e2micos quando ficou desiludido com as pol\u00edticas da Europa      Ocidental. A religi\u00e3o e as comunidades religiosas n\u00e3o causaram a guerra e      n\u00e3o conseguiram impedi-la, como frequentemente se pensa.<\/p>\n   \n<p>Durante os quatro anos de guerra na B\u00f3snia-Herzegovina, entre 250 mil      e 280 mil pessoas foram mortas ou est\u00e3o desaparecidas. Cerca de 50 mil pessoas      foram sujeitas a tortura. Cerca de meio milh\u00e3o de pessoas passaram por 900      pris\u00f5es e campos de concentra\u00e7\u00e3o improvisados. At\u00e9 \u00e0 data foram descobertas      mais de 160 valas comuns. Cerca de 1,2 milh\u00f5es de habitantes da B\u00f3snia- Herzegovina      tornaram-se refugiados (pessoas deslocadas dentro da B\u00f3snia- Herzegovina).      <\/p>\n   \n<p>Cerca de 1,3 milh\u00f5es de pessoas refugiaram-se num de trinta e cinco      pa\u00edses de todo o mundo.<\/p>\n   \n<p>Os Acordos de Paz de Dayton que puseram fim \u00e0 guerra foram concebidos      como a solu\u00e7\u00e3o menos m\u00e1 na altura. Os S\u00e9rvios B\u00f3snios chegaram a acordo em      Dayton devido ao elevado grau de descentraliza\u00e7\u00e3o que efetivamente reconhecia      um estado dentro de outro estado (a Rep\u00fablica Srpska), mais a Federa\u00e7\u00e3o da      B\u00f3snia-Herzegovina (mu\u00e7ulmana-croata), altamente descentralizada em dez cant\u00f5es.      No entanto, dezassete anos mais tarde, ambas as entidades ainda t\u00eam receio      uma da outra. Ultrapassar esta desconfian\u00e7a pode ainda levar uma d\u00e9cada, at\u00e9      mesmo uma gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Uma moeda comum, seguran\u00e7a interna e a reforma do poder judicial apenas      foram estabelecidas devido \u00e0 press\u00e3o da comunidade internacional (a UE e a      NATO) e ao apoio econ\u00f3mico de doadores internacionais. <\/p>\n   \n<p>Recuperar da guerra tem sido mais doloroso na B\u00f3snia-Herzegovina do      que nas outras antigas rep\u00fablicas jugoslavas. Embora a B\u00f3snia-Herzegovina      seja reconhecida como um estado soberano, a sua identidade ainda \u00e9 disputada.      O principal objetivo da B\u00f3snia-Herzegovina hoje em dia \u00e9 tornar-se membro      da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  ais.org.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Guerra da B\u00f3snia, Rep\u00fablica, Hist\u00f3ria, Herzeg\u00f3vina, Conflito, Civil, Iugosl\u00e1via, Religi\u00e3o, Localiza\u00e7\u00e3o, Pa\u00eds, Origem, Guerra da B\u00f3snia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12075,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21368","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Guerra da B\u00f3snia - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Guerra da B\u00f3snia - 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