{"id":21366,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/historia-do-banho-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:38:27","modified_gmt":"2026-09-01T15:38:27","slug":"historia-do-banho-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/historia-do-banho-3\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria do Banho"},"content":{"rendered":"\nAo longo da hist\u00f3ria, o\u00a0<strong>banho\u00a0<\/strong>ritual significou muito mais do que alguns minutos dedicados \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o. Para as antigas civiliza\u00e7\u00f5es do Egito, Gr\u00e9cia e Roma, o banheiro adquiriu conota\u00e7\u00f5es religiosas, que estavam interligados com prazer, a ostenta\u00e7\u00e3o de riqueza (grandes pal\u00e1cios, ouro e marfim), legi\u00f5es de escravos e tamb\u00e9m com o uso de \u00f3leos e ess\u00eancias arom\u00e1tico.\n\nA origem desse h\u00e1bito n\u00e3o s\u00f3 estava ligado \u00e0 religi\u00e3o, mas tamb\u00e9m para a medicina.\n\nBanhos eg\u00edpcios, por exemplo, ser feita com \u00f3leos de \u00e1gua e perfumadas ou pomadas, sacerdotes sabiam que s\u00f3 se preparar.\n\nAcreditava-se que as receitas e ingredientes foram conhecimentos transmitidos pelo deus Thoth, como a qu\u00edmica e reda\u00e7\u00e3o.\n\nEstes \u00f3leos sagrados humectaban e secura da pele protegida e submetidos ao calor do clima severo. As classes mais ricas eram dedicados exclusivamente para banhar seus senhores escravos.\n\nNo Egito, os jovens donzelas esperando seu banho de joelhos sobre um tapete de junco, enquanto os escravos derramado sobre suas cabe\u00e7as, \u00e1gua perfumada com mirra, a\u00e7afr\u00e3o e canela.\n\nOutro escravo cobriram seus corpos com pomadas e \u00f3leos, e, em seguida, se aproximou deles corsages, ent\u00e3o o delicioso perfume completar os efeitos revitalizantes do banho.\n\nA cerim\u00f4nia concluiu com um desfile de guirlandas florais, como um s\u00edmbolo de frescura e beleza. Apesar das diferen\u00e7as de classe, nenhum eg\u00edpcio foi privado de seu banho di\u00e1rio. Os menos ricos, humectaban sua pele com \u00f3leo de r\u00edcino misturado com hortel\u00e3 e or\u00e9gano.\n\nOs hebreus, como os eg\u00edpcios n\u00e3o conheciam o sab\u00e3o. Ent\u00e3o, em vez de usar uma argila e sab\u00e3o rico em pot\u00e1ssio. O problema era que esta subst\u00e2ncia pele muito irritada; assim tamb\u00e9m preferiu \u00f3leos e pomadas feitas com aloe, canela, tuberosa, a\u00e7afr\u00e3o e mirra. O costume da \u00e9poca era mant\u00ea-los em caixas de alabastro ou marfim, que foram chamados poeticamente como \u201cA casa da alma\u201d.\n\n<strong>Banheiros na Gr\u00e9cia<\/strong>\n\nMuitos gregos odiava banhos, como se acreditava s\u00edmbolo de fraqueza e considerou este tipo de h\u00e1bito esconder o cheiro forte do atleta. No entanto, nem todos os gregos, subscreveu esta.\n\nRicher tinham em suas casas cinzelado recipientes cheios de \u00e1gua para tomar banho. Al\u00e9m disso, em todas as encruzilhadas havia uma bacia de m\u00e1rmore com \u00e1gua para que o mais humilde tamb\u00e9m poderia se banhar.\n\nO banheiro tamb\u00e9m conferiu prest\u00edgio. Todos festa grega vale o seu sal de banho de luxo incluiu uma sess\u00e3o para os convidados. Na sala de estar previsto para este fim \u00e9 a lavagem e un\u00e7\u00e3o com \u00f3leos de tuberosa, rosa, am\u00eandoa e a\u00e7afr\u00e3o. Nas tabelas, os frascos de ouro e alabastro cheio com \u00e1gua aromatizada com que os escravos, em seguida, foram colocados comensais perfumados.\n\nO mais exc\u00eantrico soltou pombas embebidos com perfumes, pontilhando os convidados a partir de cima.\n\n<strong>Banho Romano<\/strong>\n\nApesar de todas as ocorr\u00eancias mencionadas acima, em luxo e ningu\u00e9m ganha excentricidades aos Romanos. Nero era conhecido por sua extravag\u00e2ncia.\n\nAs paredes de seu pal\u00e1cio foram fornecidos com folhas de flores marfim e aromas desprendidos no p\u00fablico desavisado.\n\nOs romanos tamb\u00e9m veio a imposi\u00e7\u00e3o de banhos p\u00fablicos. Eram pal\u00e1cios reais, onde eles poderiam nadar at\u00e9 2.500 pessoas. Banhistas que entraram esses \u201ctemplos do banheiro\u201d confi\u00e1vel suas vestes para roupeiros ou capsarii. Depois de passar o \u201cfrigidarium\u201d, onde eles banhado com \u00e1gua fria, e depois o \u201ctepidarium\u201d de \u00e1gua morna. Depois de esperar para o \u201ccaldarium \u201d, uma esp\u00e9cie de sauna que causou transpira\u00e7\u00e3o abundante. Mais tarde, alguns servidores\u201d, strigile \u201cdedicavam-se a limpar o suor concorrente e depilarlos. Ent\u00e3o, o\u201d tractatores \u201cou massagistas distendidos os m\u00fasculos de seus clientes e para abrir caminho para \u201cunctores\u201d que o ungido com \u00f3leos perfumados.\n\nPor fim, o Romano estava coberto com manto quente e esfregou a testa com um len\u00e7o de linho, para remover o excesso dessas subst\u00e2ncias. Era muito comum o uso de \u201csusinun\u201d, uma pomada preparada a partir de cana-de-arom\u00e1tico, mel, canela, a\u00e7afr\u00e3o e mirra.\n\nOutro costume romano popular, foi lavada com terras de gordura corporal perfumado.\n\n<strong>Este tipo de sab\u00e3o Roman, mas tinha um prop\u00f3sito muito espec\u00edfico:<\/strong>\u00a0ele estava faia gordura de cabra e cinzas com base fundido, e foi usado apenas para tingir os cabelos loiros.\n\nComo podemos ver, cosm\u00e9ticos e de higiene tem sido de grande import\u00e2ncia para os usos e costumes de diferentes sociedades e em momentos diferentes.\n\n<strong>Origem do banho<\/strong>\n\nAs\u00a0<strong>origens do banho<\/strong>\u00a0s\u00e3o anteriores a pr\u00e9-hist\u00f3ria, foram encontrados materiais, em ru\u00ednas da antiga babil\u00f4nia, que serviam para o efeito.\n\nAlgumas inscri\u00e7\u00f5es indicavam que aqueles produtos serviam para a limpeza de cabelos. Os eg\u00edpcios tamb\u00e9m foram pioneiros neste sentido, pois em alguns papiros encontram-se referencias a sais e \u00f3leos usados para a higiene pessoal.\n\nJ\u00e1 na civiliza\u00e7\u00e3o a ocidente, foi o povo Romano que criou e divulgou o h\u00e1bito do banho.\n\nEm Roma existiam aquedutos onde os seus habitantes podiam tomar seu banho e os romanos foram construindo termas p\u00fablicas onde o cidad\u00e3o podia desfrutar do banho.\n\nO\u00a0<strong>banho<\/strong>\u00a0tornou-se efetivamente um h\u00e1bito no Ocidente ap\u00f3s o S\u00e9culo XVII, quando os qu\u00edmicos franceses Leblanc e Chevreul desenvolveram as t\u00e9cnicas para fabrica\u00e7\u00e3o de sabonetes.\n\nPor esta altura \u00e9 feita a descoberta dos micr\u00f3bios o que d\u00e1 um grande impulso ao conceito de higiene.\n\nNo Brasil, os povos ind\u00edgenas j\u00e1 tinham o h\u00e1bito de tomar\u00a0<strong>banho<\/strong>\u00a0todos os dias. E esse \u00e9 um h\u00e1bito bem presente, at\u00e9 hoje, em todo o Brasil, e \u00e9 considerado uma das heran\u00e7as culturais trazidas pelos ind\u00edgenas.\n\nEm cerca de 1880, os chuveiros j\u00e1 eram muito parecidos com os da atualidade e o banho acabou se tornando uma rotina. E que boa rotina! Nos dias que correm, todos n\u00f3s recorremos a um bom banho por quest\u00f5es de higiene, est\u00e9tica e bem estar. Ap\u00f3s um banho morno e relaxante, sabe sempre bem o toque de seu roup\u00e3o de banho na pele.\n\nTem tamb\u00e9m quem prefira um toalh\u00e3o para se secar.\n\nImportante \u00e9 se secar bem, ap\u00f3s o banho, para n\u00e3o ganhar um resfriado, e pelo conforto e suavidade que consegue com o seu roup\u00e3o de banho, que \u00e9 uma pe\u00e7a com tecido altamente absorvente, n\u00e3o vai ter esse problema! A higiene assume um papel muito importante na vida de todos, pois \u00e9 importante, que em nossa casa ela esteja presente. Seja nos suaves len\u00e7\u00f3is de nossa casa, no nosso roup\u00e3o, bem como, em nosso corpo.\n\nEm nossos banheiros tem toalhas, roup\u00e3o de banho, tapete, entre outros artigos de decora\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m esses t\u00eam que ter nossa aten\u00e7\u00e3o, pois tamb\u00e9m a decora\u00e7\u00e3o de nossas casas, \u00e9 importante para o nosso bem estar. A decora\u00e7\u00e3o de toda a sua casa ajuda no nosso astral, isso \u00e9, as cores que escolher em toda a decora\u00e7\u00e3o v\u00e3o dar o ambiente que pretende para si e para sua casa.\n<p style=\"text-align: left;\">O conforto em toda a sua casa \u00e9 tamb\u00e9m muito importante. Saiba escolher, seus len\u00e7\u00f3is, suas toalhas, seus travesseiros, e tudo em sua casa para criar um ambiente positivo e de muito conforto.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-157994 aligncenter\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Histor11-1-1.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"203\" \/><strong>Origem do Banho<\/strong><\/p>\nOs primeiros registros do ato de se banhar individualmente ocorreram por volta de 3.000 a.C., e pertencem ao antigo Egito. Os eg\u00edpcios realizavam rituais sagrados na \u00e1gua e banhavam-se diariamente, dedicando os banhos a divindades como Thot e Bes.\n\nThot era o Deus do conhecimento, da sabedoria, da escrita e da medicina, considerado a melhor divindade para cuidar das pessoas que se banhavam. Depois dele, vinha Bes, o Deus da fertilidade e do casamento, que cuidava do parto e do banho das crian\u00e7as e mulheres.\n\nMais do que limpar o corpo, os eg\u00edpcios presumiam que a \u00e1gua purificava a alma, e esta cren\u00e7a era v\u00e1lida tanto para a realeza \u2013 cortejada com \u00f3leos arom\u00e1ticos e massagens aplicadas pelos escravos, quanto para as popula\u00e7\u00f5es mais pobres, que recorriam inclusive a profissionais de rua quando n\u00e3o conseguiam tratar da pr\u00f3pria beleza. Os eg\u00edpcios foram os inventores dos primeiros cosm\u00e9ticos.\n\n<strong>Termas Lux\u00faria L\u00edquida<\/strong>\n\n<strong>Babil\u00f4nia, Turcos, Gregos, Romanos<\/strong>\n\nA\u00a0<strong>Gr\u00e9cia<\/strong>\u00a0foi um dos locais em que o banho prosperou, sendo poss\u00edvel encontrar bem preservados pal\u00e1cios de 1700 a.C. a 1200 a.C. que, mesmo nos dias atuais, surpreendem devido a avan\u00e7adas t\u00e9cnicas de distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Afirma-se que naquela \u00e9poca, os banquetes precisavam ser luxuosos e inclu\u00edam uma sess\u00e3o de banho para os convidados.\n\nNa\u00a0<strong>Gr\u00e9cia<\/strong>, o banho tamb\u00e9m era uma extens\u00e3o necess\u00e1ria da pr\u00e1tica de gin\u00e1stica, e comumente os gregos antigos invocavam a prote\u00e7\u00e3o de Hera, a mulher de Zeus (tamb\u00e9m conhecida como Deusa Juno), durante o banho.\n\nOs gregos tomavam banhos por prazer e para ter uma vida saud\u00e1vel, motivados pela higiene, espiritualidade e pr\u00e1ticas desportivas, sendo que os m\u00e9dicos louvavam as virtudes ocasionadas em fun\u00e7\u00e3o dos diferentes tipos de banho, aconselhando o uso de \u00f3leos na \u00e1gua para untar o corpo antes de as pessoas se secarem.\n\nEmbora os gregos tenham iniciado a pr\u00e1tica dos banhos p\u00fablicos no Ocidente, os pioneiros nos balne\u00e1rios coletivos foram os babil\u00f4nios.\n\nMateriais saponificantes anteriores a 2.800 a.C. foram encontrados em cilindros escavados nas ru\u00ednas da antiga Babil\u00f4nia.\n\nAs inscri\u00e7\u00f5es indicam que aquele material era utilizado para a limpeza dos cabelos e para auxiliar na confec\u00e7\u00e3o de penteados.\n\nPor volta de 650 a.C a cidade da Babil\u00f4nia, na Mesopot\u00e2mia, tornou-se o centro comercial de especiarias e perfumes da \u00e9poca.\n\nJ\u00e1 no s\u00e9culo II a.C., os romanos constru\u00edram enormes complexos de banho para homens, sendo que os romanos foram o povo da Antiguidade que mais se importaram em transformar o banho num evento, construindo suntuosas termas p\u00fablicas onde qualquer cidad\u00e3o pudesse desfrutar dos prazeres proporcionados pelo banho. O banho referia-se \u00e0 ideia de repouso e de conv\u00edvio, pois era uma pr\u00e1tica social e um ritual simb\u00f3lico.\n\nOs romanos herdaram muito da cultura grega, incluindo a adora\u00e7\u00e3o pelo banho. Por\u00e9m, entre eles, esse h\u00e1bito adquiriu propor\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas. As visitas di\u00e1rias \u00e0s termas tinham fundo religioso, visto que o banho p\u00fablico era um ato de adora\u00e7\u00e3o \u00e0 deusa Minerva.\n\nOs romanos consideravam Minerva, a deusa do com\u00e9rcio, da educa\u00e7\u00e3o e do vigor, especialmente bem dotada para cuidar do banho. Fortuna, a deusa do destino, tamb\u00e9m era representada nas casas de banho, para proteger as pessoas quando estavam mais vulner\u00e1veis. Al\u00e9m disso, havia incont\u00e1veis ninfas e esp\u00edritos associados a fontes e po\u00e7os locais, venerados como guardi\u00f5es do banho.\n\n<strong>E o costume n\u00e3o era restrito somente \u00e0s classes mais abastadas:<\/strong>\u00a0bo\u00eamios, prostitutas, imperadores, fil\u00f3sofos, pol\u00edticos, velhos e crian\u00e7as, todos se banhavam no mesmo espa\u00e7o, sem constrangimento.\n\nOs gregos e os romanos mantiveram o h\u00e1bito de reunir-se em \u201cbanhos p\u00fablicos\u201d, que se tornaram em verdadeiros locais de discuss\u00f5es e decis\u00f5es pol\u00edticas e sociais.\n\nAs termas eram um ponto de encontro e de troca de informa\u00e7\u00f5es, que se tornaram s\u00edmbolos de luxo e, muitas vezes, das decad\u00eancias dos costumes.\n\nOs romanos e os gregos \u2013 precursores de sistemas hidr\u00e1ulicos que canalizavam \u00e1guas pluviais e fluviais, conduzindo-as para as resid\u00eancias e termas \u2013 fizeram do banho um ritual de luxo e influenciaram o mundo com suas cria\u00e7\u00f5es de \u00f3leos, unguentos e maneiras prazerosas de banhar-se.\n\nOs \u00e1rabes n\u00e3o s\u00f3 compreendiam e apreciavam os prazeres dos perfumes, mas tamb\u00e9m possu\u00edam conhecimentos avan\u00e7ados de higiene e medicina. Muito celebrados por suas maravilhosas descobertas, eles ofereceram \u00e0 humanidade o primeiro alambique, e a partir desta inven\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel destilar as mat\u00e9rias-primas e preparar a primeira \u00e1gua de rosas do mundo, isolando o perfume de p\u00e9talas em forma de \u00f3leo.\n\nAssociar os famosos banhos turcos a rituais amorosos \u00e9 uma das primeiras rea\u00e7\u00f5es dos ocidentais ao imaginar as sofisticadas casas dos mu\u00e7ulmanos. O hamman, a cerim\u00f4nia isl\u00e2mica do banho, estimulava a imagina\u00e7\u00e3o dos europeus, ao descrever dezenas de belas mulheres se banhando e se embelezando em um ambiente ricamente ornamentado.\n\nMas o hamman supera essa carga er\u00f3tica. \u00c9 um preceito da f\u00e9 isl\u00e2mica lavar e perfumar o corpo para a ora\u00e7\u00e3o. E os banhos em conjunto, demorados, s\u00e3o a melhor maneira de se purificar para a prece.\n\nO hamman serve, ent\u00e3o, como medita\u00e7\u00e3o entre os pecados do corpo e a limpeza do esp\u00edrito.\n\nNa Europa, somente no s\u00e9culo XVII houve a introdu\u00e7\u00e3o das casas de saunas e banhos turcos.\n\n<strong>Idade M\u00e9dia Proibi\u00e7\u00e3o do Banho<\/strong>\n\nDurante a Idade M\u00e9dia, os ocidentais abandonaram os sofisticados rituais de limpeza da Antiguidade e mergulharam numa profunda sujeira. A maneira de ver o banho mudou.\n\nAs id\u00e9ias religiosas foram levadas ao exagero e as saunas passaram a ser consideradas locais de pecado, porque as pessoas se viam nuas umas \u00e0s outras.\n\nN\u00e3o \u00e9 exagero afirmar que a Idade M\u00e9dia foi o per\u00edodo em que a cristandade varreu da Europa as termas e demais atividades em que as pessoas se expusessem demais. Com tantos pudores, o prazer de tomar banho de corpo inteiro passou a ser visto como um ato de lux\u00faria. Lavar as m\u00e3os e o rosto bastava, \u00e0s vezes nem isso. Quando muito, era aceit\u00e1vel tomar um s\u00f3 banho por ano.\n\nOs banhos foram totalmente proibidos, aumentando as doen\u00e7as, em especial a peste. Dizia-se que a \u00e1gua \u201camolecia\u201d a alma. Dizia-se ainda, que o fato de a \u00e1gua quente dilatar os poros da pele facilitava a entrada de doen\u00e7as no corpo. Desta forma, nesta \u00e9poca, a higiene basicamente resumia-se em vestir uma roupa limpa e us\u00e1-la at\u00e9 ficar suja, pois acreditava-se que a roupa funcionava como uma esp\u00e9cie de &#8220;esponja&#8221;, absorvendo a sujeira. Sendo que muitas vezes a roupa sequer era lavada, apenas sacudida e carregada de perfume.\n\nOs banhos eram escassos, quase inexistentes. Em fam\u00edlias pobres, quando eles aconteciam, a \u00e1gua servia para banhar a fam\u00edlia inteira em uma tina. Primeiro os homens, depois os filhos e por \u00faltimo as mulheres.\n\nA\u00a0<strong>Idade M\u00e9dia<\/strong>\u00a0foi muito apropriadamente chamada de Idade das Trevas, protagonizando o total sepultamento dos h\u00e1bitos de higiene. A Igreja, poder pol\u00edtico e cultural absoluto, abominava os banhos, tratando-os como &#8220;Orgias Pecaminosas&#8221;.\n\nIniciou-se um per\u00edodo de imund\u00edcie com consequ\u00eancias desastrosas para a Europa. Segundo os sanitaristas, as constantes epidemias que assolaram o Velho Mundo durante a Idade M\u00e9dia foram provenientes da total aus\u00eancia de higiene por parte da popula\u00e7\u00e3o. As necessidades fisiol\u00f3gicas eram &#8220;despejadas&#8221; pelas janelas!\n\nEsta falta de asseio pessoal, aliada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de vida insalubres, contribu\u00edram sobremaneira para as grandes epidemias da Idade M\u00e9dia e, em especial, para a Peste Negra do s\u00e9culo XIV.\n\nCom os grandes surtos epid\u00eamicos instala-se a convic\u00e7\u00e3o de que a \u00e1gua, por efeito da press\u00e3o e sobretudo do calor, abria os poros e tornava o corpo receptivo \u00e0 entrada de todos os males.\n\nDesde o s\u00e9culo XV, os m\u00e9dicos condenavam a utiliza\u00e7\u00e3o dos balne\u00e1rios p\u00fablicos e das estufas. Defendiam a teoria que, depois do banho, a carne e o h\u00e1bito do corpo amolecem e os poros abrem-se, e assim, o vapor empestado pode entrar prontamente no corpo e provocar a morte s\u00fabita.\n\nA ideologia crist\u00e3 instaurou preconceitos e imp\u00f4s uma nova moral e consequentes novos costumes. A Igreja temia pela sujidade das almas, pois os h\u00e1bitos prom\u00edscuos eram uma porta aberta para o pecado.\n\nHavia assim, que se evitar os banhos p\u00fablicos, locais prop\u00edcios \u00e0 devassid\u00e3o e ao amolecimento dos costumes.\n\n<strong>Renascimento Dos Maus Odores ao Banho de Civiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>\n\nNo s\u00e9culo XIII, frades dominicanos iniciaram as atividades farmac\u00eauticas relativas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de ess\u00eancias, pomadas, b\u00e1lsamos e outras prepara\u00e7\u00f5es medicinais.\n\nMuitas dessas f\u00f3rmulas, produzidas at\u00e9 os dias de hoje, foram estudadas durante a corte de Catarina de M\u00e9dici, nobre florentina que se mudou para a Fran\u00e7a em 1533, para se casar com o Rei Henrique II.\n\nOs perfumes de Catarina de M\u00e9dici eram feitos em Grasse, uma pequena cidade ao sul da Fran\u00e7a, localizada aos p\u00e9s dos Alpes mediterr\u00e2neos. Grasse era ent\u00e3o um centro da ind\u00fastria de couro e, at\u00e9 aquele momento, n\u00e3o existia nenhum produto para limpar e perfumar o couro, especialmente o das delicadas luvas das senhoras. Desenvolveu-se, ent\u00e3o, uma arte refinada, tarefa dos ma\u00eetres gantier parfumeurs &#8211; mestres perfumistas de luvas, que prosperaram em torno de Grasse.\n\nAos poucos, a era das \u00e1guas perfumadas com flores foi cedendo espa\u00e7o a composi\u00e7\u00f5es \u00e0 base de alm\u00edscar. A preocupa\u00e7\u00e3o com a higiene e os cuidados com o corpo permanecia.\n\nTamb\u00e9m se considerava importante o cultivo de jardins, capazes de repelir os odores pestilentos comuns na \u00e9poca.\n\nDiz-se que Lu\u00eds XIV, o Rei Sol, era muito sens\u00edvel a odores, e tinha um perfume para cada dia da semana. Em sua corte, rosas e flores de laranjeira eram usadas para perfumar luvas, e os sabonetes de \u00f3leo de oliva faziam parte da higiene di\u00e1ria. As fragr\u00e2ncias apreciadas por Lu\u00eds XIV eram produzidas no sul da Fran\u00e7a.\n\nNo Renascimento, a ideia de manter o corpo limpo foi abandonada e os &#8220;banhos de \u00e1gua&#8221; foram substitu\u00eddos por banhos com fortes perfumes e ess\u00eancias, sendo Catarina de M\u00e9dici a grande respons\u00e1vel pela difus\u00e3o do perfume na Fran\u00e7a.\n\nA fomenta\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o mar\u00edtima conduz os europeus ao descobrimento de novas terras, denominadas de &#8220;Novo Mundo&#8221;; e a realidade da Europa (o &#8220;Velho Mundo&#8221;) mostrava-se paradoxal aos costumes demonstrados pelos habitantes dos territ\u00f3rios localizados na atual Am\u00e9rica do Sul.\n\nA chegada dos brancos impressionou aos \u00edndios, devido \u00e0 apar\u00eancia suja e grotesca dos europeus, chamados de &#8220;mal cheirosos e porcos&#8221;.\n\nObservando os h\u00e1bitos dos ind\u00edgenas, nativos das terras rec\u00e9m-descobertas, os europeus aprenderam diversos conhecimentos sobre limpeza e higiene, pois era comum e frequentemente os naturais banharem-se em rios, lagos, lagoas e cachoeiras. De modo que os ind\u00edgenas em muito contribu\u00edram para o progresso nos costumes dos europeus, promovendo um verdadeiro banho de civiliza\u00e7\u00e3o.\n\n<strong>Corte de Fran\u00e7a Banho de Cheiro Disfar\u00e7ando a Sujeira<\/strong>\n\nA funda\u00e7\u00e3o da primeira boutique de perfumes em Paris impulsionou a produ\u00e7\u00e3o e a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos arom\u00e1ticos. A opul\u00eancia, o esplendor, a extravag\u00e2ncia e o refinamento surgiam nas fam\u00edlias aristocratas e dominavam a corte europeia.\n\nA moda dos banhos estimulou a difus\u00e3o dos perfumes por toda a Europa. A &#8220;Corte perfumada&#8221;, fiel ao estilo Rococ\u00f3, bem como toda a nobreza francesa, habitualmente se utilizavam de b\u00e1lsamos e perfumes \u2013 nas roupas, nos corpos e nos cabelos \u2013 para disfar\u00e7ar a sujeira e amenizar o mau cheiro.\n\n<strong>Pasteur ? Corpo Limpo, Corpo S\u00e3o<\/strong>\n\nLouis Pasteur (1822-1895) foi um cientista franc\u00eas que fez descobertas que tiveram grande import\u00e2ncia tanto na \u00e1rea qu\u00edmica como na medicina.\n\nO conceito de higiene surge apenas no s\u00e9culo XIX, depois das descobertas de Pasteur e dos seus trabalhos sobre a import\u00e2ncia da higiene na sa\u00fade. Assim, os hospitais e outros locais de contato com doen\u00e7as passaram a ser limpos regularmente.\n\nCabe frisar que as no\u00e7\u00f5es de assepsia por ele implantadas no \u00e2mbito da medicina foram fundamentais para que muitas vidas se salvassem.\n\nConstante defensor da ado\u00e7\u00e3o de medidas profil\u00e1ticas para evitar doen\u00e7as contagiosas causadas por agentes externos, realizou uma obra cient\u00edfica not\u00e1vel, que n\u00e3o s\u00f3 abriu caminhos aos estudos sobre a origem da vida, como contribuiu de forma decisiva para a evolu\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. Sua contribui\u00e7\u00e3o foi essencial ainda na evolu\u00e7\u00e3o da medicina preventiva, dos m\u00e9todos cir\u00fargicos (com a preven\u00e7\u00e3o das infec\u00e7\u00f5es), das t\u00e9cnicas de obstetr\u00edcia e dos h\u00e1bitos de higiene.\n\nEm Paris, criou o primeiro Instituto Pasteur (1888), que se tornou um dos mais importantes centros mundiais de pesquisa cient\u00edfica, com filiais em v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive no Brasil (Rio de Janeiro).\n<h4>O Banho Vira Moda: de Sol, de Lua, de Gato, de Loja e de Cheiro. Dan\u00e7ando na Chuva e Cantando no Chuveiro<\/h4>\nAo longo da Hist\u00f3ria, o banho j\u00e1 foi considerado sagrado e profano, artigo de luxo e divers\u00e3o das massas, receita de sa\u00fade e at\u00e9 causador de doen\u00e7as e mortes.\n\nEste ritual, tal como o conhecemos hoje, \u00e9 resultado de uma mescla dos costumes de diferentes povos ao longo dos tempos.\n\nAtualmente, o banho \u00e9 associado ao cuidado com a pele e ao bem-estar em todo o mundo. Al\u00e9m de deixar o corpo limpo e cheiroso, as composi\u00e7\u00f5es dos sabonetes, sais e \u00f3leos s\u00e3o enriquecidos com ess\u00eancias que podem transmitir sensa\u00e7\u00f5es diferentes como relaxamento ou vigor que, associados \u00e0s diferentes temperaturas da \u00e1gua, t\u00eam seu efeito potencializado.\n\n<strong>Ou seja:\u00a0<\/strong>refrescar, seduzir, relaxar e estimular s\u00e3o apenas algumas das variadas finalidades dos mais diferentes tipos de banho, que propiciam vastos benef\u00edcios para o corpo e para a mente das pessoas.\n\nMuitas s\u00e3o as del\u00edcias que esta experi\u00eancia \u00e9 capaz de proporcionar; s\u00e3o efeitos estimulantes, afrodis\u00edacos e relaxantes, dentre outros.\n\n<strong>Com isso, o banho terminantemente virou moda:<\/strong>\u00a0no chuveiro, em banheiras, e ofur\u00f4s. Banho de cheiro, de sol e de sais, de mar e de piscina; banho de cachoeira e banho de lua, banho de loja e banho de gato; dan\u00e7ando na chuva, cantando no chuveiro!\n\n<strong>Quem Banha o Corpo, Lava a Alma Banho dos Orix\u00e1s<\/strong>\n\nOs rituais de diferentes tipos de banho tamb\u00e9m s\u00e3o pr\u00e1ticas religiosas, uma vez que o ato de banhar-se foi e ainda \u00e9 visto em muitas religi\u00f5es como um rito de purifica\u00e7\u00e3o do corpo e da alma.\n\nTal fato \u00e9 observ\u00e1vel no espiritismo, por exemplo, pois acredita-se que quem banha o corpo, lava a alma, afastando as energias negativas e atraindo a positividade.\n\n<strong>Os banhos de cunho lit\u00fargico podem ter finalidades diversas:<\/strong>\u00a0defesa, sacudimento, defuma\u00e7\u00e3o, cura, regenera\u00e7\u00e3o, eleva\u00e7\u00e3o espiritual, aux\u00edlio no desenvolvimento de novos m\u00e9diuns.\n\nA ben\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o dos orix\u00e1s abrem os caminhos atrav\u00e9s de sess\u00f5es de descarrego, limpeza da aura, energiza\u00e7\u00e3o e purifica\u00e7\u00e3o; com a utiliza\u00e7\u00e3o, inclusive, de utens\u00edlios tais como a pipoca, ervas e sal grosso, dentre outros.\n\nNo Brasil, pa\u00eds onde grande parte da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 praticante do sincretismo religioso, tais pr\u00e1ticas afro-descendentes s\u00e3o bastante usuais.\n\n<strong>Hist\u00f3ria do Banho &#8211; Antigo Egito<\/strong>\n\nOs primeiros registos hist\u00f3ricos datam de 3000ac no antigo Egito, eles realizavam rituais sagrados na \u00e1gua, utilizavam \u00f3leos perfumados e os dedicavam a divindades.\n\n<strong>Em 1700 a.C. :\u00a0<\/strong>A mais antiga banheira j\u00e1 descoberta, em Creta, Gr\u00e9cia.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Banho\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor113.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Banho\" width=\"279\" height=\"172\" \/><strong>\nBanheira<\/strong><\/p>\n<strong>500 a.C.<\/strong>\n\nOs gregos usavam chuveiros e banheiras rudimentares em banhos p\u00fablicos. Eles se lavavam num pedestal com um ralo.\n<p class=\"imagem\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Hist\u00f3ria do Banho\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhistor213.jpg\" alt=\"Hist\u00f3ria do Banho\" width=\"284\" height=\"201\" \/>\n<strong>Banheira<\/strong><\/p>\n<strong>1000<\/strong>\n\nPor\u00e9m, na Idade M\u00e9dia tudo mudou. As ideias religiosas, levadas ao exagero, puseram um ponto final na limpeza.\n\nToda essa falta de higiene acarretou terr\u00edveis epidemias como a peste que matou por volta de 200 milh\u00f5es de pessoas ao longo da Idade M\u00e9dia.\n\nSomente por volta dos s\u00e9culos XI e XIII durante as Cruzadas que os europeus puderam redescobrir as delicias da \u00e1gua, no Oriente, fora dos dom\u00ednios da Igreja, os banhos p\u00fablicos haviam sido mantidos com seus rituais e instala\u00e7\u00f5es luxuosos. Assim, quando os cavaleiros voltavam para casa espalharam pela Europa novamente o ato de se banhar.\n\nNo Brasil, os portugueses chegaram a se assustar com a limpeza dos \u00edndios que mergulhavam nos rios e mar at\u00e9 doze vezes ao dia; perceberam que eles eram muito mais saud\u00e1veis que os da Europa,e finalmente se renderam ao h\u00e1bito dos nativos brasileiros.\n\n<strong>Fonte:<\/strong>\u00a0www.informaticaeinternet.com.br\/www.almargen.com.ar\/marypry.com.br\/New York Times\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria do Banho, Origem, Brasil, Mundo, H\u00e1bito, Higiene, Corpo, Idade M\u00e9dia, Gr\u00e9cia, Banheiro, Romano, Costume, Hist\u00f3ria do Banho<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12767,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21366","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - 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