{"id":21296,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/homero-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:37:47","modified_gmt":"2026-09-01T15:37:47","slug":"homero-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/homero-3\/","title":{"rendered":"Homero"},"content":{"rendered":"\n<h4>Biografia<\/h4>\n<strong>Poeta (c. 800 aC-c. 701 aC)<\/strong>\n\nEmbora muito pouco se sabe sobre a vida do poeta grego <strong>Homero<\/strong>, creditado como sendo o primeiro a escrever as hist\u00f3rias \u00e9picas de A Il\u00edada ea Odiss\u00e9ia, o impacto de seus contos continuam a reverberar atrav\u00e9s da cultura ocidental.\n\nO poeta grego <strong>Homero<\/strong> nasceu em algum momento entre os dias 12 e 8os s\u00e9culos BC, possivelmente em algum lugar na costa da \u00c1sia Menor.\n\nEle \u00e9 famoso por poemas \u00e9picos Il\u00edada ea Odiss\u00e9ia, que tiveram um efeito enorme na cultura ocidental, mas muito pouco se sabe sobre seu suposto autor.\n\n<strong>Homero &#8211; Poeta grego<\/strong>\n\n<strong>O Mist\u00e9rio de Homero<\/strong>\n\n<strong>Homero<\/strong> \u00e9 um mist\u00e9rio.\n\nO poeta \u00e9pico grego \u00e9 creditado os contos \u00e9picos duradouras de <strong>A Il\u00edada e A Odiss\u00e9ia<\/strong> que \u00e9 um enigma, na medida em fatos reais de como vivia sua vida.\n\nAlguns estudiosos acreditam que ele seja um homem; outros pensam que essas hist\u00f3rias emblem\u00e1ticas foram criados por um grupo. Uma varia\u00e7\u00e3o no grupo id\u00e9ia decorre do fato de que contar hist\u00f3rias era uma tradi\u00e7\u00e3o oral e <strong>Homero<\/strong> compilou as hist\u00f3rias.\n\nEstilo de <strong>Homero<\/strong>, quem quer que fosse, cai mais na categoria de poeta menestrel ou cantor de baladas, ao contr\u00e1rio de um poeta cultivado que \u00e9 o produto de um momento liter\u00e1rio fervoroso, como um Virgil ou um Shakespeare. As hist\u00f3rias t\u00eam elementos repetitivos, quase como um coro ou abster-se, o que sugere um elemento musical.\n\nNo entanto, as obras de <strong>Homero <\/strong>s\u00e3o designados como \u00e9pica em vez de poesia l\u00edrica, que foi originalmente recitado com lira na m\u00e3o, muito na mesma veia como performances-palavra falada.\n\nToda esta especula\u00e7\u00e3o sobre quem ele estava levou inevitavelmente ao que \u00e9 conhecido como o hom\u00e9rico ele realmente existiu em tudo se pergunta. Isso \u00e9 muitas vezes considerado o maior mist\u00e9rio liter\u00e1rio.\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Homero\" src=\"imagens\/hhomero3.jpg\" alt=\"Homero\" \/><strong>\nHomero: poeta grego, provavelmenta cego, que teria escrito Il\u00edada e Odiss\u00e9ia,\nconsideradas duas das maiores obras da Antig\u00fcidade<\/strong><\/p>\n<strong>Quando ele nasceu<\/strong>\n\nMuita especula\u00e7\u00e3o rodeia quando <strong>Homero<\/strong> nasceu, por causa da falta de informa\u00e7\u00e3o real sobre ele.\n\nPalpites em sua gama data de nascimento de 750 aC todo o caminho de volta a 1200 aC, o \u00faltimo porque a Il\u00edada abrange a hist\u00f3ria da Guerra de Tr\u00f3ia, por isso alguns estudiosos ter pensado que se encaixam para colocar o poeta e cronista mais perto da hora do que real evento.\n\nMas outros acreditam que o estilo po\u00e9tico de seu trabalho indica um per\u00edodo muito mais tarde. Historiador grego Her\u00f3doto (c. 484-425 aC), muitas vezes chamado o pai da hist\u00f3ria, colocou <strong>Homero<\/strong> v\u00e1rios s\u00e9culos antes de si mesmo, em torno de 850 aC.\n\nParte do problema \u00e9 que <strong>Homero<\/strong> viveu antes um sistema de data\u00e7\u00e3o cronol\u00f3gica estava no local. Os Jogos Ol\u00edmpicos da Gr\u00e9cia cl\u00e1ssica marcou uma \u00e9poca, com 776 aC como ponto de partida para se medir a dura\u00e7\u00e3o de quatro anos para o evento. Em suma, \u00e9 dif\u00edcil dar uma data de nascimento de algu\u00e9m quando ele nasceu antes que houvesse um calend\u00e1rio.\n<h4>A Il\u00edada e a Odiss\u00e9ia<\/h4>\nDois poemas \u00e9picos de Homero tornaram-se roteiros arquet\u00edpicas da mitologia mundo. As hist\u00f3rias fornecem informa\u00e7\u00e3o importante sobre a sociedade humana, e ilustram, em alguns aspectos, como pouco mudou. Mesmo se a pr\u00f3pria Il\u00edada pare\u00e7a estranho, a hist\u00f3ria do cerco de Tr\u00f3ia, o seq\u00fcestro Guerra de Tr\u00f3ia de Helena, a mulher mais bonita do mundo, s\u00e3o todos personagens ou cen\u00e1rios familiares. Alguns estudiosos insistem que Homero estava pessoalmente familiarizado com a plan\u00edcie de Tr\u00f3ia devido \u00e0 precis\u00e3o geogr\u00e1fica no poema.\n\nA Odiss\u00e9ia \u00e9 escrita ap\u00f3s a queda de Tr\u00f3ia. Al\u00e9m disso controv\u00e9rsia sobre fontes de autoria de diferentes estilos dos dois poemas narrativos longos, indicando que eles foram feitos um s\u00e9culo de dist\u00e2ncia, enquanto outros historiadores afirmam somente d\u00e9cadas &#8211; os estrutura mais formal de <strong>A Il\u00edada <\/strong>\u00e9 atribu\u00edda a um poeta no auge de seus poderes.\n<h4><strong>Homero &#8211; <\/strong>Gr\u00e9cia<\/h4>\nA hist\u00f3ria da Gr\u00e9cia, com sua mitologia e cren\u00e7as, tem levado a muitas hist\u00f3rias e at\u00e9 mesmo filmes sobre ele.\n\nMas, certamente, para al\u00e9m das imita\u00e7\u00f5es que possam ser, a hist\u00f3ria \u00e9 o que tem <strong>Homero<\/strong> origunal encarnado na mente de todos.\n\nO g\u00eanio grego, com suas duas obras, a <strong>Il\u00edada ea Odiss\u00e9ia<\/strong>, tem uma maneira interessante para contar a hist\u00f3ria de Ulisses, o grande guerreiro lend\u00e1rio da Guerra de Tr\u00f3ia.\n\nNa verdade, ambos os poemas foram adotadas na antiga Atenas e obras nacionais, e foram recitados na \u00edntegra nos festivais Panathenaic.\n\nNo entanto para al\u00e9m do primeiro t\u00edtulo foi a Odiss\u00e9ia da obra-prima de <strong>Homero<\/strong>.\n\nEle mostra como os personagens Ol\u00edmpicos s\u00e3o revelados em uma escala humana, e coloca o leitor no fascinante mundo das antigas culturas do Mediterr\u00e2neo.\n<h4><strong>Hist\u00f3ria<\/strong><\/h4>\n<h4>Obras Hom\u00e9ricas<\/h4>\nIl\u00edada e Odiss\u00e9ia, poemas em 24 cantos, s\u00e3o os primeiros grandes textos \u00e9picos ocidentais. Servem de modelo para outros poemas \u00e9picos posteriores, imortalizando <strong>Homero<\/strong>.\n\nNo s\u00e9culo VI a.C., as obras passaram da forma oral para a escrita. Sup\u00f5e-se que a Odiss\u00e9ia foi precedida pela Il\u00edada em 50 anos.Essas obras cont\u00eam os mais antigos escritos gregos de que se tem conhecimento.\n\nEnquanto na Il\u00edada o poeta fala das paix\u00f5es e dos combates de Tr\u00f3ia, na Odiss\u00e9ia trata das fant\u00e1sticas passagens de percurso de Ulisses de retorno para casa.\n\nO primeiro registro escrito que temos da Gr\u00e9cia \u00e9 a Il\u00edada, da\u00ed sua import\u00e2ncia cultural e hist\u00f3rica. A Odiss\u00e9ia \u00e9 muito mais real e pr\u00f3xima do mundo que a Il\u00edada.\n\nSeu her\u00f3i \u00e9 muito mais humano. Mas isso n\u00e3o significa que a ele n\u00e3o se aplique o fant\u00e1stico.\n<h4>Homero nas obras<\/h4>\nA mitologia grega come\u00e7a com <strong>Homero<\/strong>. Nos poemas, ele tem toda liberdade de interromper a narra\u00e7\u00e3o e tomar novo rumo.\n\nO autor se mostra presente em suas obras, mas, claramente como um mero narrador. Por\u00e9m, interrompe a narrativa para intercalar uma observa\u00e7\u00e3o ou um pedido dos c\u00e9us.\n\nA dist\u00e2ncia mantida por <strong>Homero<\/strong> em suas obras pode diminuir, por\u00e9m jamais deixa de existir.\n\nPor escrever sobre um tempo passado, o autor designa para as personagens caracter\u00edsticas que as marcam por toda a vida &#8211; ep\u00edtetos.\n<h4>Il\u00edada<\/h4>\n\u00c9 chamada de B\u00edblia da antiga Gr\u00e9cia. O assunto tratado na obra \u00e9 a luta entre gregos e troianos &#8211; a chamada Guerra de Tr\u00f3ia. Entretanto, a hist\u00f3ria come\u00e7a quando j\u00e1 se passaram 9 anos de batalha.\n\nTal batalha, teve como motivo o rapto, pelos troianos, da esposa de um importante rei grego &#8211; Menelau. P\u00e1ris, raptou a bela Helena e a levou para seu castelo em Tr\u00f3ia. Mas a verdadeira causa do conflito foi a ira de Aquiles, ofendido por Agamenon.\n\n<strong>A ira de Aquiles (semideus e her\u00f3i belicoso) divide-se em dois momentos:<\/strong>\n<blockquote><strong>A entrega de Briseida a Agamenon &#8211; <\/strong>que o afasta da batalha\n<strong>A morte do amigo P\u00e1troclo &#8211;<\/strong> que o traz de volta \u00e0 guerra<\/blockquote>\nO final da batalha \u00e9 a morte do nobre guerreiro troiano Heitor pelas m\u00e3os de Aquiles, e a tomada da cidade de \u00cdlion e Helena.\n\nOs deuses na Il\u00edada s\u00e3o ativos participantes e pe\u00e7as cruciais da obra.\n\nA Il\u00edada, por retratar uma guerra violenta, tem v\u00e1rias passagens sangrentas, e at\u00e9 dizem que por isso n\u00e3o \u00e9 uma leitura feminina. Nesta obra, entretanto, a guerra \u00e9 associada a reflex\u00f5es sobre a vida do homem em rela\u00e7\u00e3o com a dos deuses.\n<h4>Odiss\u00e9ia<\/h4>\nVem de Odysseus &#8211; her\u00f3i grego, rei de \u00cdtaca, que os latinos chamam de Ulixes, donde Ulisses.\n\n<strong>H\u00e1 tr\u00eas divis\u00f5es na Odiss\u00e9ia (impl\u00edcitas):<\/strong>\n<blockquote><strong>Telemaquia &#8211;<\/strong> trata de Tel\u00eamaco, filho de Ulisses e Pen\u00e9lope. Abrange os cantos I a IV, onde Ulisses n\u00e3o aparece, s\u00e3o feitas alus\u00f5es \u00e0 sua aus\u00eancia, pois deixara \u00cdtaca para ir \u00e0 Guerra de Tr\u00f3ia que j\u00e1 acabara h\u00e1 10 anos. Tel\u00eamaco quer ir busc\u00e1-lo, mas antes deve lutar contra os pretendentes \u00e0 m\u00e3o de sua m\u00e3e.\n<strong>Narrativa na casa de Alcino &#8211;<\/strong> compreende os cantos V a XIII. Aqui conhecemos Ulisses e suas aventuras que ele enumera contando que perdeu o rumo quando voltava para casa, ficando a vagar pelo mar. Al\u00e9m disso foi ele retardado por fant\u00e1sticos acontecimentos.\n<strong>Vingan\u00e7a de Ulisses &#8211;<\/strong> volta o her\u00f3i, ap\u00f3s 20 anos, disfar\u00e7ado de mendigo e mistura-se ao povo. Aos poucos, deixa-se identificar e extermina os pretendentes de Pen\u00e9lope, reassumindo, ent\u00e3o, seu reino.<\/blockquote>\nA segunda parte \u00e9 a mais importante, pois resume o principal da a\u00e7\u00e3o contida na obra.\n\nO her\u00f3i Ulisses defronta-se com perip\u00e9cias sobre-humanas e a tudo supera; isso se inscreve na esfera do imposs\u00edvel. Entretanto, os meios que usa s\u00e3o humanos.\n<h4><strong>Homero &#8211; Il\u00edada e Odiss\u00e9ia<\/strong><\/h4>\nAtribui-se a <strong>Homero<\/strong>, o maior poeta da Gr\u00e9cia Antiga, a autoria das obras &#8220;Il\u00edada&#8221; e &#8220;Odiss\u00e9ia&#8221;, que reconstituem, com riqueza de detalhes, a civiliza\u00e7\u00e3o grega.\n\nEstima-se, que <strong>Homero<\/strong> tenha vivido entre os s\u00e9culos 9 e 8 a.C., e o limite estipulado de sua vida vai at\u00e9 700 a.C. Sua origem tamb\u00e9m \u00e9 incerta, mas os estudiosos do poeta consideram prov\u00e1vel que ele tenha nascido em Esmirna ou na Ilha de Quios, na Gr\u00e9cia. Devido \u00e0 insufici\u00eancia de provas, alguns chegam a duvidar da exist\u00eancia de <strong>Homero<\/strong>. A obra atribu\u00edda a ele foi composta e transmitida oralmente.\n\nExistem grandes diverg\u00eancias entre estudiosos liter\u00e1rios sobre a obra de <strong>Homero<\/strong>. H\u00e1 suposi\u00e7\u00f5es de que a &#8220;Odiss\u00e9ia&#8221;, por exemplo, n\u00e3o tenha sido composta por um \u00fanico autor, devido a exist\u00eancia de diferen\u00e7as estil\u00edsticas.\n\nA &#8220;Il\u00edada&#8221; narra a Guerra de Tr\u00f3ia e \u00e9 associada a reflex\u00f5es sobre a vida do homem e sua rela\u00e7\u00e3o com os deuses. &#8220;Odiss\u00e9ia&#8221; conta as aventuras do her\u00f3i Ulisses, em sua volta para a ilha de \u00cdtaca. Ambas as obras foram compostas em hex\u00e2metros.\n\nConta-se que <strong>Homero<\/strong> correu o mundo conhecido em sua \u00e9poca, e que, de volta da Espanha, em \u00cdtaca, contraiu uma doen\u00e7a nos olhos. No percurso de volta, anotou nomes, datas e caracter\u00edsticas f\u00edsicas, enquanto recebia hospedagem em troca de poesias.\n\nDiz-se ainda que <strong>Homero<\/strong> tinha origem pleb\u00e9ia e que pode ter nascido cego, pela origem de seu nome em grego, que significa &#8220;aquele que n\u00e3o v\u00ea&#8221;. Pensa-se tamb\u00e9m que a sua obra &#8220;Odiss\u00e9ia&#8221; tenha sido escrita no fim de sua vida.\n\n<strong>Al\u00e9m das duas obras, a Antig\u00fcidade atribu\u00eda a Homero outras obras, como:<\/strong> &#8220;Tebaida&#8221;, os &#8220;Hinos Hom\u00e9ricos&#8221;, &#8220;Batracomiomaquia&#8221;, entre outras.\n\n<strong>Homero<\/strong>\n\nDentre os poetas gregos o mais famoso \u00e9 <strong>Homero<\/strong> que, pelos relatos, era cego e teria vivido em \u00e9poca anterior a VII a.C..\n\nEscreveu os belos poemas de Il\u00edada e Odiss\u00e9ia.\n\nEm Il\u00edada <strong>Homero<\/strong> criou o personagem de Hefesto, o ferreiro divino. Seguindo os par\u00e2metros da mitologia, Hefesto ao nascer \u00e9 rejeitado pela m\u00e3e Hera por ter uma das pernas atrofiadas. Zeus em sua ira o atira fora do Olimpo. Em Lemnos, na Terra entre os homens, Hefesto compensou sua defici\u00eancia f\u00edsica e mostrou suas altas habilidades em metalurgia e artes manuais. Casou-se com Afrodite e Atena.\n<h4><strong>Pensamentos de Homero<\/strong><\/h4>\n<blockquote>\u00c0 sua estult\u00edcia o homem chama destino.&#8221; [Homero]\n&#8220;Um amigo sensato \u00e9 um bem precioso.&#8221; [Homero]\n&#8220;Pois a flecha n\u00e3o fere os covardes.&#8221; [Homero]\n&#8220;Apoiada, a coragem nasce at\u00e9 mesmo naqueles que s\u00e3o muito covardes.&#8221; [Homero]\n&#8220;Na verdade, poucos filhos s\u00e3o semelhantes ao pai; a maioria \u00e9 inferior, poucos s\u00e3o melhores que ele.&#8221; [Homero]\n&#8220;Inconstante, como aura, \u00e9 por natureza o pensamento dos jovens.&#8221; [Homero]\nO h\u00f3spede deve ser bem tratado se fica, e n\u00e3o deve ser impedido de partir se assim o deseja.&#8221; [Homero]\n&#8220;Para mau pagador, m\u00e1s garantias.&#8221; [Homero]\n&#8220;Os homens s\u00e3o como as ondas, quando uma gera\u00e7\u00e3o floresce, a outra declina.&#8221; [Homero]\n&#8220;<strong>A rela\u00e7\u00e3o que existe entre os autores med\u00edocres e a cr\u00edtica med\u00edocre \u00e9 mais ou menos esta<\/strong>: nenhum se fia do outro.&#8221; [Homero]\n&#8220;A religi\u00e3o \u00e9 a corrente de ouro que sujeita a terra em meio ao eterno.&#8221; [Homero]\n&#8220;<strong>A fortuna \u00e9 como um vestido<\/strong>: muito folgado nos engravida, e muito estreito nos oprime.&#8221; [Homero]\n&#8220;O g\u00eanio se descobre na fortuna adversa; na prosperidade se oculta.&#8221; [Homero]\n&#8220;Na juventude e na beleza a sabedoria \u00e9 escassa.&#8221; [Homero]<\/blockquote>\n<h4><strong>Homero &#8211; Vida<\/strong><\/h4>\nPoeta grego (s\u00e9culo IX a.C.?). Um dos maiores escritores da Antiguidade, a quem s\u00e3o atribu\u00eddas a Il\u00edada e a Odiss\u00e9ia, obras-primas da literatura mundial. Sua origem e mesmo sua exist\u00eancia s\u00e3o incertas.\n\nCom base em informa\u00e7\u00f5es do historiador Her\u00f3doto, os estudiosos de <strong>Homero<\/strong> situam por volta do s\u00e9culo IX a.C. a \u00e9poca de seu nascimento e consideram prov\u00e1vel que sua cidade natal seja Esmirna ou a Ilha de Quio, na Gr\u00e9cia. Em 1795, o alem\u00e3o Friedrich August Wolff afirma, baseado em estudos estil\u00edsticos, que a Il\u00edada e a Odiss\u00e9ia s\u00e3o de poetas diferentes.\n\nOutros historiadores acreditam que elas possam ser obras coletivas, ou ainda que <strong>Homero<\/strong> teria compilado poemas populares. As duas obras reconstituem a civiliza\u00e7\u00e3o grega antiga, com riqueza de detalhes.\n\nNa Il\u00edada, a narrativa da Guerra de Tr\u00f3ia \u00e9 associada a reflex\u00f5es sobre a vida do homem e sua rela\u00e7\u00e3o com os deuses. A Odiss\u00e9ia conta as aventuras do her\u00f3i Ulisses, em sua volta para a ilha de \u00cdtaca.\n<h4><strong>Homero &#8211; Poeta grego<\/strong><\/h4>\nA <strong>Homero<\/strong> se atribuem os dois maiores poemas \u00e9picos da Gr\u00e9cia antiga, que tiveram profunda influ\u00eancia sobre a literatura ocidental. Al\u00e9m de s\u00edmbolo da unidade e do esp\u00edrito hel\u00eanico, a Il\u00edada e a Odiss\u00e9ia s\u00e3o fonte de prazer est\u00e9tico e ensinamento moral.\n\nDe acordo com o historiador grego Her\u00f3doto, <strong>Homero<\/strong> nasceu em torno de 850 a.C. em algum lugar da J\u00f4nia, antigo distrito grego da costa ocidental da Anat\u00f3lia, que hoje constitui a parte asi\u00e1tica da Turquia, mas as cidades de Esmirna e Quio tamb\u00e9m reivindicavam a honra de terem sido seu ber\u00e7o. At\u00e9 mesmo as fontes antigas sobre o poeta cont\u00eam numerosas contradi\u00e7\u00f5es, e a \u00fanica coisa que se sabe com certeza \u00e9 que os gregos atribu\u00edam a ele a autoria dos dois poemas.\n\nA tradi\u00e7\u00e3o lhe atribuiu tamb\u00e9m a cole\u00e7\u00e3o dos 34 Hinos hom\u00e9ricos, dos quais procede a imagem lend\u00e1ria de <strong>Homero<\/strong> como poeta cego, mas que depois constatou-se serem de fins do s\u00e9culo VII a.C. Os maiores especialistas gregos n\u00e3o admitem que tenha sido <strong>Homero<\/strong> o autor de obras como o desaparecido poema Margites ou a par\u00f3dia \u00e9pica Batracomiomaquia.\n\nAs muitas lendas e a escassa confiabilidade dos dados biogr\u00e1ficos sobre <strong>Homero<\/strong> fizeram com que j\u00e1 no s\u00e9culo XVIII muitos questionassem at\u00e9 mesmo a exist\u00eancia do poeta.\n\nAs diferen\u00e7as de tom e estilo entre a Il\u00edada e a Odiss\u00e9ia levaram alguns cr\u00edticos a aventar a hip\u00f3tese de que poderiam ter resultado da recomposi\u00e7\u00e3o de poemas anteriores, ou de que teriam sido criadas por autores diferentes. Todas essas d\u00favidas constituem a chamada &#8220;quest\u00e3o hom\u00e9rica&#8221;, e permanecem abertas \u00e0 discuss\u00e3o.\n\n<strong>Os pontos em que h\u00e1 maior concord\u00e2ncia dos estudiosos s\u00e3o:<\/strong> a Il\u00edada \u00e9 anterior \u00e0 Odiss\u00e9ia; quase com certeza os dois poemas foram compostos no s\u00e9culo VIII a.C., cerca de tr\u00eas s\u00e9culos ap\u00f3s os fatos narrados; foram originalmente escritos em dialeto j\u00f4nio, com numerosos elementos e\u00f3lios &#8211; o que confirma a origem j\u00f4nica de <strong>Homero<\/strong>; pertenciam \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o \u00e9pica oral, pelo menos no que se refere \u00e0s t\u00e9cnicas empregadas, j\u00e1 que existem opini\u00f5es divergentes quanto ao emprego ou n\u00e3o da escrita pelo autor.\n\nA vers\u00e3o na forma escrita, tal como se conhece hoje, teria sido feita em Atenas durante o s\u00e9culo VI a.C., se bem que a divis\u00e3o de cada poema em 24 cantos corresponderia aos eruditos alexandrinos do Per\u00edodo Helen\u00edstico.\n\nNo decorrer desse per\u00edodo teriam sido introduzidas v\u00e1rias interpola\u00e7\u00f5es. Com base nesses dados, todos mais ou menos hipot\u00e9ticos, deduziram-se alguns dados b\u00e1sicos sobre <strong>Homero<\/strong> e sua obra. Tanto a Il\u00edada como a Odiss\u00e9ia apresentam diversas inconsist\u00eancias internas, como alus\u00f5es a t\u00e9cnicas e equipamentos de combate que existiram em \u00e9pocas diferentes.\n\nTais inconsist\u00eancias, por\u00e9m, poderiam ser explicadas pelo fato de o poeta, se \u00e9 que realmente existiu, ter utilizado materiais anteriores e por terem sido provavelmente incorporados alguns outros. Quanto \u00e0 exist\u00eancia de um autor \u00fanico para a Il\u00edada, a mais antiga das duas obras, argumenta-se que embora seja evidente a exist\u00eancia de poemas \u00e9picos orais anteriores sobre os mesmos temas, n\u00e3o parece haver existido nenhum de extens\u00e3o sequer aproximada, nem dotado de tal complexidade estrutural.\n\nTal constata\u00e7\u00e3o indicaria a exist\u00eancia de um criador individual, que deu uma nova estrutura aos temas tradicionais e integrou-os em sua vis\u00e3o pessoal da realidade.\n\nOs que negam a autoria comum de ambas as obras argumentam que a primeira foi composta em tom mais her\u00f3ico e tradicional e que a segunda tende mais para a ironia e a imagina\u00e7\u00e3o. Acrescentam ainda o emprego de um l\u00e9xico posterior na Odiss\u00e9ia.\n\nJ\u00e1 a tese que defende a autoria \u00fanica baseia-se na afirma\u00e7\u00e3o de Arist\u00f3teles, de que a Il\u00edada seria uma obra da juventude de <strong>Homero<\/strong>, enquanto a Odiss\u00e9ia teria sido composta na velhice, quando o poeta decidiu redigir a segunda obra como complemento da primeira e amplia\u00e7\u00e3o de sua perspectiva. Ambas as obras t\u00eam caracter\u00edsticas comuns absolutamente inovadoras, como a vis\u00e3o antropom\u00f3rfica dos deuses, a confronta\u00e7\u00e3o entre os ideais her\u00f3icos e as fraquezas humanas e o desejo de oferecer um reflexo integrador dos ideais e valores da emergente sociedade hel\u00eanica.\n\nEsses argumentos, somados \u00e0 mestria t\u00e9cnica evidente nos dois poemas, favorecem a conclus\u00e3o de que o autor da Il\u00edada, esse grande poeta j\u00f4nico a quem os gregos chamavam <strong>Homero<\/strong>, foi tamb\u00e9m o autor, ou principal inspirador da Odiss\u00e9ia.\n\nAo mesmo tempo em que refletiram luminosamente a antiguidade mais remota da civiliza\u00e7\u00e3o grega, os poemas hom\u00e9ricos projetaram-na adiante com tamanha originalidade e riqueza que ela se faria presente nas mais diversas manifesta\u00e7\u00f5es da arte, da literatura e da civiliza\u00e7\u00e3o do Ocidente. In\u00fameros poetas partiram de sua influ\u00eancia, in\u00fameros artistas se impregnaram de sua fortuna criativa, seu colorido e suas situa\u00e7\u00f5es, que se tornaram s\u00edmbolo e s\u00edntese de toda a aventura humana na Terra, a ponto de o nome de um poeta cuja exist\u00eancia mesma n\u00e3o se pode provar passar a confundir-se com a pr\u00f3pria poesia.\n\nQuanto \u00e0 morte de <strong>Homero<\/strong>, a vers\u00e3o mais aceita \u00e9 de que teria ocorrido em uma das ilhas C\u00edclades.\n\nFonte: www.biography.com\/e-historia.es\/www.nomismatike.hpg.ig.com.br\n<h6>Homero<\/h6>\n<h4>O Legado de Homero e Hes\u00edodo<\/h4>\n\u00c9 claro que houve, na Gr\u00e9cia, um liame muito forte entre literatura, arte figurativa e religi\u00e3o, mas, ao plasmar o material mitol\u00f3gico, os poetas e artistas gregos n\u00e3o obedeciam t\u00e3o-somente a crit\u00e9rios religiosos, mas tamb\u00e9m, e isso \u00e9 f\u00e1cil de perceber, a ditames est\u00e9ticos. Toda Obra de arte como todo g\u00eanero art\u00edstico e liter\u00e1rio possuem exig\u00eancias intr\u00ednsecas. Entre narrar um mito, que \u00e9 uma pr\u00e1xis sagrada, em determinadas circunst\u00e2ncias, para determinadas pessoas, e compor uma obra-de-arte, mesmo alicer\u00e7ada no mito, vai uma dist\u00e2ncia muito grande. A famosa lei das tr\u00eas unidades (a\u00e7\u00e3o, tempo e lugar), embora de formula\u00e7\u00e3o tardia, como teoria po\u00e9tica, est\u00e1 presente na trag\u00e9dia cl\u00e1ssica. tal lei n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida para o mito, que se desloca livremente no tempo e no espa\u00e7o, multiplicando-se atrav\u00e9s de um n\u00famero indefinido de epis\u00f3dios. para reduzir um mitologema a uma obra-de-arte, digamos, a uma trag\u00e9dia, o poeta ter\u00e1 que fazer altera\u00e7\u00f5es, por vezes violentas, a fim de que a a\u00e7\u00e3o resulta \u00fanica, se desenvolva num mesmo lugar e &#8220;caiba&#8221; num s\u00f3 dia. N\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o que, as vezes, a trag\u00e9dia grega se inicia in medias res. \u00c9dipo Rei de S\u00f3focles come\u00e7a quando termina o mito o flashback far\u00e1 o milagre de recompor o restante.\n\n<strong>Homero | Hes\u00edodo<\/strong>\n\nAs altera\u00e7\u00f5es sofridas pelos mitos gregos, todavia, n\u00e3o se restringem aos poetas e artistas. Estes, enquanto reduzissem o mito e o recriassem, alterando-o para que o mesmo pudesse atender \u00e0s novas exig\u00eancias art\u00edsticas, de qualquer forma o mantinham.\n\n<strong>Homero<\/strong>\n\nPoeta Grego autor da Il\u00edada e Odiss\u00e9ia, poemas que trouxeram \u00e0 idade moderna, n\u00e3o apenas o mito da guerra de tr\u00f3ia, como tamb\u00e9m o regresso \u00e0 terra natal de um dos principais her\u00f3is dessa fant\u00e1stica guerra, Ulisses. Foi atrav\u00e9s desses poemas hom\u00e9ricos que foi poss\u00edvel encontrar as ru\u00ednas dessa magn\u00edfica cidade pr\u00e9-hel\u00eanica, Ilion, ou Tr\u00f3ia.\n\nDurante muito tempo sempre foi contestada a exist\u00eancia dessa cidade e principalmente desse guerra, mas gra\u00e7as a esses poemas, arque\u00f3logos puderam n\u00e3o s\u00f3 comprar a exist\u00eancia da cidade, como tamb\u00e9m de sua destrui\u00e7\u00e3o provocada por uma terr\u00edvel guerra em tempos remotos.\n\nA Odiss\u00e9ia, com os dez anos de peregrina\u00e7\u00e3o de Ulisses, em seu regresso ao lar, em \u00cdtaca, ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o de Tr\u00f3ia, \u00e9 bem diferente, do ponto de vista &#8220;hist\u00f3rico&#8221;, da Il\u00edada. Opinam alguns estudiosos de <strong>Homero<\/strong>, no entanto, que essa diferen\u00e7a, quanto ao fundo hist\u00f3rico de ambos os poemas, n\u00e3o deve ser excessivamente exagerada. A base hist\u00f3rica da Odiss\u00e9ia, seria a busca do estanho. Realmente o ferro era pouco e o estanho absolutamente inexistente na H\u00e9lade.\n\nPossuindo o cobre, mas necessitados e desejosos do bronze, os helenos dos &#8220;tempos her\u00f3icos&#8221; organizaram a rota do estanho. \u00e9 bem verdade que a espada de ferro dos d\u00f3rios havia triunfado do punhal de bronze dos aqueus, mas, at\u00e9, pelo menos o s\u00e9culo VII a.e.c., o bronze h\u00e1 de ser o material nobre da elite da p\u00e1tria de <strong>Homero<\/strong>. assim se poderia defender que a tem\u00e1tica do p\u00e9riplo fant\u00e1stico de Ulisses teria sido o mascaramento da busca do estanho ao norte da Atr\u00faria, com o descobrimento das rotas mar\u00edtimas do Ocidente.\n\nA Il\u00edada, ao rev\u00e9s, descreve um fato hist\u00f3rico, se bem que resistido de um engalanado maravilhoso po\u00e9tico. Na express\u00e3o, talvez um pouco &#8220;realista&#8221; de Page, o que o poema focaliza &#8220;s\u00e3o os pr\u00f3prios epis\u00f3dios do cerco de \u00cdlion e ningu\u00e9m pode l\u00ea-lo sem sentir que se trata, fundamentalmente, de um poema hist\u00f3rico. Os pormenores podem ser fict\u00edcios, mas a ess\u00eancia e as personagens, ao menos as principais, s\u00e3o reais. Os pr\u00f3prios Gregos tinham isso como certo. N\u00e3o punham em d\u00favida que houve uma Guerra de Tr\u00f3ia e existiam, na verdade, pessoas como Pr\u00edamo e Heitor, Aquiles e \u00c1jax, que se um modo ou de outro, fizeram o que <strong>Homero<\/strong> lhe atribui.\n\nConsoante <strong>Homero<\/strong>, o que parece aut\u00eantico, o mundo mic\u00eanico era um entrela\u00e7amento de reinos pequenos e grandes, mais ou menos independentes, centralizados em grandes pal\u00e1cios, como Esparta, Atenas, Pilos, Micenas, Tebas&#8230;, mas devendo fidelidade ou talvez vassalagem, n\u00e3o se sabe bem por que, ao reino de Agam\u00eamnon, com sede em Micenas.\n\nA arte \u00e9pica deve ter tido consider\u00e1vel influ\u00eancia sobre a primeira elabora\u00e7\u00e3o do polite\u00edsmo e sobre o destino posterior da religi\u00e3o grega. \u00e9 claro que o polite\u00edsmo \u00e1 existia, mas embrionariamente, no nome de deuses ou nas formas m\u00edticas elementares vinculadas aos nomes divinos. O polite\u00edsmo \u00e9 uma forma religiosa estreitamente ligada ao mito.\n\n<strong>Hes\u00edodo <\/strong>\n\n\u00c9 um poeta dos fins do s\u00e9culo VIII a.e.c. Em seu poema Trabalhos e Dias l\u00ea-se que seu pai, origin\u00e1rio de Cime, na E\u00f3lida, premido pela pobreza, emigrou da \u00c1sia Menor para a Be\u00f3cia. A\u00ed teria nascido Hes\u00edodo, na povoa\u00e7\u00e3o de Ascra, junto ao monte H\u00e9licon, consagrado a Apolo e \u00e0s musas. A\u00ed viveu a vida \u00e1rdua e dif\u00edcil de um campon\u00eas pobre em pa\u00eds pobre. Na divis\u00e3o da heran\u00e7a paterna, entrou em lit\u00edgio com o irm\u00e3o Perses, que subornou os ju\u00edzes &#8220;os reis comedores de presentes&#8221;, e obteve a maior parte. Ca\u00eddo na mis\u00e9ria por causa da pregui\u00e7a e in\u00e9rcia, teria recorrido a Hes\u00edodo que, amea\u00e7ado pelo irm\u00e3o de novo processo, o teria ajudado, oferecendo-lhe ainda com aux\u00edlio maior sua segunda obra, o poema, Trabalhos e Dias, em que conjuga-se o trabalho com a justi\u00e7a. Cronologicamente, a primeira produ\u00e7\u00e3o do poeta-campon\u00eas denomina-se Teogonia.\n\nTeogonia, de the\u00f3s, deus, e gignesthai, nascer, significa nascimento ou origem dos deuses. Tratava-se portanto, de um poema de cunho did\u00e1tico, em que procura estabelecer a genealogia dos imortais. Hes\u00edodo, todavia, vai al\u00e9m e, antes da teogonia, coloca os fundamentos da cosmogonia, quer dizer, as origens do mundo.\n\nO Segundo Poema de Hes\u00edodo denomina-se Trabalhos e Dias. Nesta obra, como j\u00e1 se assinalou, o poeta tenta reconduzir ao bom caminho, com conselhos salutares sobre o trabalho e a justi\u00e7a, a seu irm\u00e3o Perses. Este, na divis\u00e3o da heran\u00e7a paterna, subornou os &#8220;reis&#8221;, os ju\u00edzes, e, ao que parece, obteve maior parte da mesma. Ca\u00eddo por\u00e9m, na mis\u00e9ria, devido \u00e0 sua des\u00eddia, recorreu ao irm\u00e3o, que, vendo-se coagido e amea\u00e7ado, procurou orient\u00e1-lo atrav\u00e9s dos ensinamentos ministrados no poema.\n\n<strong>Odsson Ferreira<\/strong>\n\n<strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong>\n\nBONNARD, Andr\u00e9. Civilization Grecque. Lausanne, Edit. Clairefontaine, s\/d 3 vols;\nBRAND\u00c3O, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol I. Petr\u00f3polis, Vozes, 2004;\nLESKY, ALBIN. Geschichte der Griechischen Literatur. Bern, Francke Veriag. 1963.\n\nFonte: www.mitologiagrega.templodeapolo.net\n<h6>Homero<\/h6>\n<h4>Poeta grego &#8211; Cerca do sec. VII a.C<\/h4>\n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" title=\"Homero\" src=\"imagens\/hhomero2.jpg\" alt=\"Homero\" \/><strong>\nHomero &#8211; Poeta Grego<\/strong><\/p>\nJ\u00e1 os antigos sabem pouco ou nada sobre a vida de <strong>Homero<\/strong>, e menos ainda sobre a sua data\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 sua p\u00e1tria, s\u00e3o um t\u00f3pico da erudi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica as discuss\u00f5es sem solu\u00e7\u00e3o sobre este ponto. Mais que de <strong>Homero<\/strong>, em rela\u00e7\u00e3o com as obras a ele atribu\u00eddas h\u00e1 que falar da lenda da Guerra de Tr\u00f3ia.\n\n<strong>Ao redor do s\u00e9culo viii a. C. aparecem as epopeias inspiradas na lenda da Guerra de Tr\u00f3ia:<\/strong> a Il\u00edada e a Odisseia. Segunda o tradi\u00e7\u00e3o, o seu autor \u00e9 Homero, rapsodo cego e n\u00f3mada cuja atividade liter\u00e1ria se baseia nas tradi\u00e7\u00f5es orais, transmitidas de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, sobre as expedi\u00e7\u00f5es gregas a Tr\u00f3ia (no Noroeste da \u00c1sia Menor).\n\n<strong>A lenda troiana narra o seguinte:<\/strong> Paris, filho de Pr\u00edamo, rei de Tr\u00f3ia, rapta a bela Helena, esposa de Menelau. Forma-se ent\u00e3o, para vingar a afronta, uma confedera\u00e7\u00e3o grega sob as ordens de Agam\u00e9mnon, irm\u00e3o de Menelau. Os chefes gregos (Agam\u00e9mnon, Menelau, Aquiles, Ajax, Ulisses, Heitor, Eneias e outros) assedeiam Tr\u00f3ia durante dez anos e, ap\u00f3s m\u00faltiplos epis\u00f3dios her\u00f3icos, conquistam-na e incendeiam-na. Ulisses (ou Odisseus) demora dez anos a regressar a sua casa, correndo pelo caminho uma infinidade de aventuras.\n\nEstas duas obras caracterizam-se pela sua universalidade, pois superam as barreiras do tempo (h\u00e1 mais de vinte e cinco s\u00e9culos que s\u00e3o lidas com interesse) e do espa\u00e7o (todos os povos do Ocidente as conhecem e admiram).\n\n<strong>Homero<\/strong> \u00e9, cronologicamente, o primeiro poeta europeu e um dos mais importantes.\n\n<strong>A linguagem da Il\u00edada e da Odisseia, de incompar\u00e1vel beleza, al\u00e9m de estar na base da unidade idiom\u00e1tica grega, expressa as virtudes e os desejos mais nobres:<\/strong> a honra, o patriotismo, o hero\u00edsmo, o amor, a amizade, a fidelidade, a hospitalidade, etc.\n\nA Il\u00edada relata o ass\u00e9dio de Tr\u00f3ia pelos Gregos at\u00e9 \u00e0 queda da cidade e desenrola-se no acampamento grego. O seu argumento \u00e9 baseado na c\u00f3lera de Aquiles, her\u00f3i heleno que, num dado momento, re\u00fane com a chefe Agam\u00e9mnon e se recusa a continuar a lutar. Ao morrer em combate o seu amigo P\u00e1troclo, Aquiles, afetado pela ira e desejoso de vingan\u00e7a, regressa ao campo de batalha. Luta com Heitor, que mata P\u00e1troclo, e mata-o. O rei Pr\u00edamo, pai de Heitor, pede clem\u00eancia para os restos do seu filho. Aquiles cede e os Troianos celebram as honras f\u00fanebres do pr\u00edncipe troiano.\n\nA Il\u00edada \u00e9 um relato \u00e9pico cheio de grandeza e de hero\u00edsmo e de argumento relativamente simples.\n\nNa Odisseia o argumento \u00e9 centrado em Ulisses e seus companheiros, no seu filho (Tel\u00e9maco) e na sua mulher (Pen\u00e9lope). Ulisses, rei de \u00cdtaca, \u00e9 esperado durante anos, ap\u00f3s a guerra de Tr\u00f3ia, pela mulher e pelo filho. Pen\u00e9lope, assediada por v\u00e1rios pretendentes, promete-lhes escolher marido quando acabar de tecer um tapete, que tece durante o dia e desfaz de noite. Tel\u00e9maco corre diversas aventuras \u00e0 procura do pai.\n\n<strong>Ulisses v\u00ea dificultado o seu regresso a \u00cdtaca por diversos obst\u00e1culos:<\/strong> tempestades, magos, sereias, etc. Entre os perigos que passam Ulisses e os seus companheiros conta-se a luta com Polifemo, gigante com um s\u00f3 olho na fronte e devorador de homens. Ulisses chega por fim a \u00cdtaca inc\u00f3gnito, mata os pretendentes e, finalmente, \u00e9 reconhecido pela mulher e pelo filho.\n\nA Odisseia \u00e9 um conjunto de aventuras mais complexo que a Il\u00edada. As ast\u00facias de Ulisses, as aventuras do seu corajoso filho Tel\u00e9maco, a fidelidade de Pen\u00e9lope e outros aspectos desta epopeia fazem que seja mais humana, perante o aspecto predominantemente her\u00f3ico da Il\u00edada.\n\nFonte: www.vidaslusofonas.pt\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homero, Poeta Grego, Biografia, Vida, Obras, Gr\u00e9cia, Mitologia, Literatura, Poemas, Il\u00edada, Odiss\u00e9ia, Hist\u00f3ria, Homero<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21296","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Homero - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Homero - 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