{"id":21294,"date":"2016-01-04T00:00:00","date_gmt":"2016-01-04T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/uncategorized\/hermes-3\/"},"modified":"2026-09-01T15:37:46","modified_gmt":"2026-09-01T15:37:46","slug":"hermes-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/historia-geral\/hermes-3\/","title":{"rendered":"Hermes"},"content":{"rendered":"\n<h4>Hist\u00f3ria<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhermes9.jpg\" alt=\"Hermes\" title=\"Hermes\" \/><strong><br \/>\n     Hermes &#8211; Deus Grego<\/strong><\/p>\n   \n<p>A figura do deus <strong>Hermes<\/strong> era motivo de grande venera\u00e7\u00e3o entre      os gregos, que o consideravam um benfeitor e defensor da humanidade perante      os deuses do Olimpo. <\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong>, na mitologia grega, era filho de Zeus e da ninfa      Maia. <\/p>\n   \n<p>Reverenciado como deus da fertilidade, tinha o centro de seu culto na Arc\u00e1dia,      onde se acreditava que tivesse nascido.<\/p>\n   \n<p>Seu nome tem origem, provavelmente, em herma, palavra grega que designava      os montes de pedra usados para indicar os caminhos.<\/p>\n   \n<p>Considerado protetor dos rebanhos, era freq\u00fcentemente associado a divindades      da vegeta\u00e7\u00e3o, como P\u00e3 e as ninfas.<\/p>\n   \n<p>Entre suas v\u00e1rias atribui\u00e7\u00f5es inclu\u00edam-se as de mensageiro dos deuses; protetor      das estradas e viajantes; condutor das almas ao Hades; deus da fortuna, da      eloq\u00fc\u00eancia e do com\u00e9rcio; patrono dos ladr\u00f5es e inventor da lira. <\/p>\n   \n<p>Era tamb\u00e9m o deus dos sonhos, a quem os gregos ofereciam a \u00faltima liba\u00e7\u00e3o      antes de dormir.<\/p>\n   \n<p>Nas representa\u00e7\u00f5es mais antigas, aparece como um homem adulto, com barba,      vestido com uma t\u00fanica longa, ou com a imagem de um pastor, com um carneiro      sobre os ombros.<\/p>\n   \n<p>Foi posteriormente representado como um jovem atl\u00e9tico e imberbe, com capacete      alado, asas nos p\u00e9s e, nas m\u00e3os, o caduceu &#8211; bast\u00e3o m\u00e1gico com que distribui      fortuna.<\/p>\n   \n<p>Em Roma, foi assimilado ao deus Merc\u00fario.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhermes10.jpg\" alt=\"Hermes\" title=\"Hermes\" \/><strong><br \/>\n     Hermes &#8211; Deus Grego<\/strong><\/p>\n   \n<p align=\"left\"><strong>Hermes<\/strong> \u00e9 o deus grego filho de Zeus e Maia,      hermes \u00e9 conhecido por ser o mensageiro dos deuses, ele tamb\u00e9m \u00e9 o deus patrono      da gin\u00e1stica, dos ladr\u00f5es, dos diplomatas, dos comerciantes, da astronomia      e \u00e9 o guiadas almas dos mortos para o Mundo Inferior, reino de Hades. <\/p>\n   \n<p>Como servente especial de Zeus, <strong>Hermes<\/strong> tinha sand\u00e1lias com      asas, um chap\u00e9u alado e um caduceu dourado, ou vara m\u00e1gica, entrela\u00e7ado por      cobras e coroado com asas. <\/p>\n   \n<p>Conduzia as almas dos mortos ao mundo inferior e acreditava-se possuir poderes      m\u00e1gicos sobre o sono e os sonhos.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> era tamb\u00e9m o deus do com\u00e9rcio e o protetor dos comerciantes      e dos rebanhos. <\/p>\n   \n<p>Como a divindade dos atletas, ele protegia os gin\u00e1sios e est\u00e1dios e atribu\u00eda-se      a ele a responsabilidade pela fortuna e a riqueza.<\/p>\n   \n<p>Apesar de sua caracter\u00edstica virtuosa, ele era tamb\u00e9m um inimigo perigoso,      astuto e ladr\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>No dia de seu nascimento ele roubou o gado de seu irm\u00e3o, o deus Apolo, obscurecendo      sua trilha e fazendo o rebanho caminhar devagar, atrasando-o. <\/p>\n   \n<p>Quando inquirido por Apolo, <strong>Hermes<\/strong> negou o roubo. <\/p>\n   \n<p><strong>Os irm\u00e3os finalmente se reconciliaram quando Hermes deu a Apolo sua      mais nova inven\u00e7\u00e3o:<\/strong> a lira. <\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> foi representado na arte grega como um homem barbudo      e adulto; na arte cl\u00e1ssica ele era representado com uma juventude atl\u00e9tica,      nu e sem barba. <\/p>\n   \n<h4>Hermes, o mensageiro dos deuses<\/h4>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong>, deus dos viajantes, protetor da magia e da advinha\u00e7\u00e3o,      respons\u00e1vel pelos golpes de sorte e pelas s\u00fabitas mudan\u00e7as de vida, patrono      dos ladr\u00f5es e dos trapaceiros, era filho de Zeus e da misteriosa Ninfa Maia,      a mais jovem das Pl\u00eaiades, tamb\u00e9m chamada de noite. <\/p>\n   \n<p>Chamado de trapaceiro por sua ambiguidade, ao mesmo tempo era mensageiro      dos deuses e tamb\u00e9m fiel mensageiro do mundo das trevas. <strong>Hermes<\/strong>      \u00e9 filho da luz espiritual com as trevas primordiais. Suas cores vermelho e      branco refletem a mistura de paix\u00f5es terrenas com a clareza espiritual que      fazem parte de sua natureza.<\/p>\n   \n<p>Ainda muito pequeno, <strong>Hermes<\/strong> conseguiu sair do ber\u00e7o, roubou      um rebanho de seu irm\u00e3o Apolo, criou o fogo e assou duas reses. Para engan\u00e1-lo,      cal\u00e7ou as sand\u00e1lias ao contr\u00e1rio para que o irm\u00e3o seguisse a pista falsa.    <\/p>\n   \n<p>Quando Apolo descobriu o roubo foi exigir de <strong>Hermes<\/strong> a devolu\u00e7\u00e3o      das reses. <\/p>\n   \n<p>Mas <strong>Hermes<\/strong> negou tudo desculpando-se por ser ainda uma crian\u00e7a.    <\/p>\n   \n<p>Apolo previu que <strong>Hermes<\/strong> se tornaria o mestre dos ladr\u00f5es.    <\/p>\n   \n<p>Mais uma vez, <strong>Hermes<\/strong> enganou o seu irm\u00e3o Apolo e deu-lhe      uma lira feita de casco de tartaruga dizendo ser uma homenagem por suas habilidades      musicais. Apolo encantado com a homenagem esqueceu-se do gado.<\/p>\n   \n<p>Apolo, temendo que no futuro <strong>Hermes<\/strong> voltasse a engan\u00e1-lo,      exigiu que o irm\u00e3o jurasse nunca mais engan\u00e1-lo e em troca ele o tornaria      rico, honrado e famoso, h\u00e1bil em tudo que empreendesse honestamente, tanto      na palavra como nos atos, e capacidade de concluir o que tivesse iniciado.    <\/p>\n   \n<p>Deu a <strong>Hermes<\/strong> tr\u00eas virgens aladas que ensinavam a divina\u00e7\u00e3o      e diziam a verdade quando alimentadas com mel.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> tornou-se o mestre dos quatro elementos e ensinou      aos homens as artes da advinha\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Retratado por Homero e Hesiodo, com suas habilidades e benfeitor dos mortais,      portador da boa sorte e tamb\u00e9m das fraudes. Autores cl\u00e1ssicos tamb\u00e9m adornaram      o mito com novos acontecimentos. \u00c9squilo mostrou <strong>Hermes<\/strong> a      ajudar Orestes a matar Clitemnestra sob uma identidade falsa e outros estratagemas,e      disse tamb\u00e9m que ele era o deus das buscas, e daqueles que procuram coisas      perdidas ou roubadas.<\/p>\n   \n<p>S\u00f3focles fez Odisseu invoc\u00e1-lo quando precisou convencer Filocteto a entrar      na Guerra de Tr\u00f3ia do lado dos gregos, e Eur\u00edpides o fez aparecer para ajudar      Dolon na espionagem da armada grega. Esopo, que pretensamente havia recebido      o seu dom liter\u00e1rio de <strong>Hermes<\/strong>, o colocou em v\u00e1rias de suas      f\u00e1bulas, como regente do port\u00e3o dos sonhos prof\u00e9ticos, como deus dos atletas,      das ra\u00edzes comest\u00edveis, da hospitalidade; tamb\u00e9m disse que <strong>Hermes<\/strong>      havia atribu\u00eddo a cada pessoa o seu quinh\u00e3o de intelig\u00eancia. P\u00edndaro e Arist\u00f3fanes      documentam tamb\u00e9m a sua recente associa\u00e7\u00e3o com a gin\u00e1stica, que n\u00e3o existia      no tempo de Homero, Arist\u00f3teles sistematizou o conceito da hermen\u00eautica, a      ci\u00eancia da interpreta\u00e7\u00e3o, da tradu\u00e7\u00e3o e da exegese, a partir dos atributos      de <strong>Hermes<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Eudoxo de Cnido, um matem\u00e1tico, chamou de <strong>Hermes<\/strong> o planeta      hoje conhecido como Merc\u00fario, mudan\u00e7a ocorrida gra\u00e7as \u00e0 influ\u00eancia romana      posterior.<\/p>\n   \n<p>Divindade muito antiga, era cultuado como um deus da fertilidade, dos rebanhos,      da magia, da divina\u00e7\u00e3o, das estradas e viagens, entre outros atributos. Ao      longo dos s\u00e9culos seu mito foi extensamente ampliado, tornando-se o mensageiro      dos deuses e patrono da gin\u00e1stica, dos ladr\u00f5es, dos diplomatas, dos comerciantes,      da astronomia, da eloqu\u00eancia e de algumas formas de inicia\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ser      o guia das almas dos mortos para o reino de Hades. Com o dom\u00ednio da Gr\u00e9cia      por Roma, <strong>Hermes<\/strong> foi assimilado ao deus Merc\u00fario, e atrav\u00e9s      da influ\u00eancia eg\u00edpcia, sofreu um sincretismo tamb\u00e9m com Toth, criando-se o      personagem de <strong>Hermes<\/strong> Trismegisto &#8211; O tr\u00eas vezes grande.<\/p>\n   \n<p>A <strong>Hermes<\/strong> s\u00e3o atribuidos uma grande quantidade de amores      com deusas, semideusas e mulheres mortais, gerando numerosa descend\u00eancia.      Gerou Hermafrodito, Eros e talvez Pr\u00edapo junto com Afrodite; P\u00e3 junto com      ninfa Dr\u00edope; seduziu H\u00e9cate \u00e0s margens do lago Boibes, relacionou-se com      Peitho, a deusa da persuas\u00e3o, tomando-a como esposa; tentou cortejar Pers\u00e9fone,      mas foi rejeitado.<\/p>\n   \n<p><strong>D\u00e1fnis, Kaikos, Keryx, Kydon, Ekhion e Eurytos, Eurestos, Norax,      C\u00e9falo, El\u00eausis, Polybos, Mirtilo, Lybis, Pharis, Arabos, tr\u00eas filhos s\u00e1tiros:<\/strong>      Pherespondos, Lykos e Pronomos; eram todos frutos de amores de Hermes com      inumeras ninfas, mortais, e semi-deusas. <\/p>\n   \n<p><strong>Teve tamb\u00e9m romances com alguns homens, segundo algumas vers\u00f5es de      sua hist\u00f3ria:<\/strong> Krokos, a quem matou acidentalmente em um jogo de disco,      e a quem depois transformou em uma flor; Anfi\u00e3o, a quem teria concedido o      dom do canto e a habilidade \u00e0 lira, por cuja arte operou prod\u00edgios, e Perseu,      a quem tamb\u00e9m manifestou especial prote\u00e7\u00e3o. Os romanos lhe deram mais um amor,      Larunda, com quem gerou os Lares, importantes deidades dom\u00e9sticas.<\/p>\n   \n<p>Freq\u00fcentemente \u00e9 representado como um jovem de belo rosto, vestido com uma      t\u00fanica curta e trazendo na cabe\u00e7a um capacete com asas, cal\u00e7ando sand\u00e1lias      aladas e na m\u00e3o seu principal s\u00edmbolo, o caduceu doado por Apolo. Como mensageiro      ou int\u00e9rprete da vontade dos deuses, deu origem ao termo hermen\u00eautica.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> representa nossa capacidade de vislumbrar nossos      talentos, mesmo que possamos nos sentir confusos, e pode nos indicar as melhores      escolhas que podemos fazer em nossa vida. <strong>Hermes<\/strong> \u00e9 brincalh\u00e3o      e \u00e0s vezes n\u00e3o responde quando queremos uma dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p>Chega-nos disfar\u00e7ado atrav\u00e9s de sonhos que nos perturbam ou na figura de      uma pessoa que se torna importante, como se fosse catalizador de uma viagem.    <\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> pode surgir sob uma s\u00fabita descoberta de que sempre      sabemos mais do que imaginamos. Uma circunst\u00e2ncia inesperada e corriqueira      traz uma mudan\u00e7a em nossas vidas, como um mestre interior ou exterior. <\/p>\n   \n<p>Tal como no mito de Dioniso, <strong>Hermes<\/strong> o protege at\u00e9 o seu      nascimento e n\u00f3s tamb\u00e9m podemos nos proteger ou ser protegidos.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> era um deus em quem n\u00e3o se podia confiar, pois era      trai\u00e7oeiro e maldoso e quase sempre desviava os viajantes das estradas. Assim,      seguir o mestre interior nem sempre significa uma escolha segura e garantida.      Muitas vezes dependemos de uma indica\u00e7\u00e3o externa para orientar-nos. <\/p>\n   \n<h4 align=\"left\">Hermes (Mercurio romano)<\/h4>\n   \n<p>O mensageiro dos deuses, o deus patrono de com\u00e9rcio, comunica\u00e7\u00e3o, os viajantes,      os adivinhos e os ladr\u00f5es. Inventor do alfabeto. Filho de Zeus e Maya. <\/p>\n   \n<p>Isso levou aos esp\u00edritos em Hades, Dion\u00edsio resgatado e trazido de Pers\u00e9fone      no submundo.<\/p>\n   \n<p>Teve um caso com Afrodite, com quem ele teve Hermafrodita.<\/p>\n   \n<h4>O deus mensageiro, arauto dos deuses<\/h4>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong>, mensageiro ou int\u00e9rprete da vontade dos deuses,      (da\u00ed o termo hermen\u00eautica) era um deus grego correspondente ao Merc\u00fario romano.      Era um dos 12 deuses do Olimpo. Filho de Zeus e de Maia, nasceu na Arc\u00e1dia,      revelando logo extraordin\u00e1ria intelig\u00eancia. Conseguiu livrar-se das fraldas      e foi \u00e0 Tess\u00e1lia, onde roubou parte do rebanho guardado por seu irm\u00e3o Apolo,      escondendo o gado em uma caverna. A seguir voltou para o ber\u00e7o, como se nada      tivesse acontecido. <\/p>\n   \n<p>Quando Apolo descobriu o roubo, conduziu <strong>Hermes<\/strong> diante de      Zeus, que o obrigou a devolver os animais. A<\/p>\n   \n<p>polo, no entanto, encantou-se com o som da lira que <strong>Hermes<\/strong>      inventara e ofereceu em troca o gado e o caduceu. <\/p>\n   \n<p>Mais tarde, <strong>Hermes<\/strong> inventou a siringe (flauta de P\u00e3), em      troca de que Apolo lhe concedeu o dom da adivinha\u00e7\u00e3o.Foi famoso tamb\u00e9m por      ser o \u00fanico filho que Zeus tivera que n\u00e3o era filho de Hera,que ela gostou,pois      ficou impressionada pela sua intelig\u00eancia.<\/p>\n   \n<p>Apesar de n\u00e3o ser o principal dos deuses, a hist\u00f3ria de <strong>Hermes<\/strong>      \u00e9 envolta em muitas vers\u00f5es. <\/p>\n   \n<p>Acredita-se que na pr\u00e9-Gr\u00e9cia, ele era cultuado como sendo o deus da fertilidade,      dos rebanhos, da magia, da divina\u00e7\u00e3o, das estradas e viagens, entre outros      atributos. <\/p>\n   \n<p>Na hist\u00f3ria que \u00e9 divulgada nos dias de hoje, <strong>Hermes<\/strong> assumiu      o posto como mensageiro dos deuses, ou seja, ele levava informa\u00e7\u00f5es de um      deus para o outro, ou de um deus para todos. <\/p>\n   \n<p>Por\u00e9m, uma das mais conhecidas fun\u00e7\u00f5es de <strong>Hermes<\/strong>, era guiar      a alma dos mortos at\u00e9 o reino de Hades. <\/p>\n   \n<p><strong>Sem a menor d\u00favida, \u00e9 um dos deuses mais astutos a circular pelo      Olimpo, pois j\u00e1 no seu primeiro dia de nascimento realizou v\u00e1rias proezas      e exibiu v\u00e1rios poderes:<\/strong> furtou cinquenta vacas de seu irm\u00e3o Apolo,      inventou o fogo, os sacrif\u00edcios, sand\u00e1lias m\u00e1gicas e a lira. No dia seguinte,      perdoado pelo furto das vacas, foi investido de poderes adicionais por Apolo      e por seu pai Zeus, e por sua vez concedeu a Apolo a arte de uma nova m\u00fasica,      sendo admitido no Olimpo como um dos grandes deuses.<\/p>\n   \n<h4>Os P\u00e9s Alados de Hermes \/ Merc\u00fario<\/h4>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong>, na mitologia grega, ou Merc\u00fario, na mitologia romana,      nasceu nas cavernas do monte Cilene, na regi\u00e3o de Arc\u00e1dia, localizada na pen\u00ednsula      do Peloponeso ao sul da Gr\u00e9cia.<\/p>\n   \n<p>Sua m\u00e3e, Maya Maiestas (Reia na mitologia romana), \u00e9 tamb\u00e9m conhecida como      Fauna, Boa Dea ou Ops. Filha de Atlas, na mitologia grega, era uma linda ninfa      que seduziu o grande deus romano J\u00fapiter (o grande deus grego Zeus). Maya      equivale-se a deusa Primavera dos primeiros povos Italianos. O m\u00eas de maio      foi nomeado em sua honra.<\/p>\n   \n<p>Desde sua inf\u00e2ncia, Merc\u00fario manifestara-se um g\u00eanio, dotado de rara intelig\u00eancia      e perspic\u00e1cia. Atribui-se a ele, ainda crian\u00e7a, a inven\u00e7\u00e3o da lira ap\u00f3s colocar      cordas em um casco de tartaruga vazio.<\/p>\n   \n<p>Certa ocasi\u00e3o, Merc\u00fario ainda crian\u00e7a, conseguiu esconder cinq\u00fcenta novilhas      de Apolo atando ramos \u00e0 cauda dos animais para que apagassem as marcas do      trajeto. Tal feito, embora tivesse gerado reclama\u00e7\u00f5es, foi considerado por      sua m\u00e3e Maya prova de inteligent\u00edssima peraltice.<\/p>\n   \n<p>S\u00f3 adulto, entretanto, \u00e9 que se tornaria possuidor do Caduceu, bast\u00e3o alado      com duas cobras entrela\u00e7adas. Merc\u00fario trocou sua lira pelo Caduceu de seu      irm\u00e3o Apolo, deus do Sol e da Profecia, segundo narra o poeta Virg\u00edlio, na      Eneida, livro IV.<\/p>\n   \n<p>Merc\u00fario possu\u00eda um par de sand\u00e1lias aladas, o que lhe imprimia velocidade      e rapidez nas suas miss\u00f5es urgentes e inadi\u00e1veis, levando mensagens de seu      pai J\u00fapiter em sua irrequieta mobilidade.<\/p>\n   \n<p>Seu capacete alado (denominado P\u00e9taso), o tornava invis\u00edvel, o que lhe permitia      avaliar atitudes e exercer controles sobre a a\u00e7\u00e3o de todos, oferecendo-lhe      extremos poderes.<\/p>\n   \n<p>Merc\u00fario ainda carrega uma bolsa e \u00e9 frequentemente acompanhado de um galo      jovem, mensageiro do novo dia; de um carneiro ou bode, simbolizando fertilidade;      e de uma tartaruga, referindo-se \u00e0 sua legend\u00e1ria inven\u00e7\u00e3o da lira.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m de conduzir recados, tamb\u00e9m conduzia as almas dos mortos at\u00e9 as margens      do sinistro Aqueronte, o rio onde as almas cruzam embarcadas sob o comando      do barqueiro Caronte.<\/p>\n   \n<p>Merc\u00fario era o mais ocupado de todos os deuses e o que possu\u00eda mais encargos.      Por sua extrema habilidade e variados poderes, trabalhava intensamente. Deus      veloz, corajoso e respons\u00e1vel. Nenhum deus era mais \u00e1gil, mais expedito, mais      voluntarioso e, ao mesmo tempo, mais disciplinado do que Merc\u00fario.<\/p>\n   \n<p>Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual Merc\u00fario era o principal int\u00e9rprete das vontades      de J\u00fapiter \/ Zeus e dos deuses do c\u00e9u, fazendo cumprir as vontades supremas.<\/p>\n   \n<p>Sua participa\u00e7\u00e3o no dil\u00favio, na hist\u00f3ria de Ulisses (o grande her\u00f3i grego),      na derrota e morte do monstro Argos, na condu\u00e7\u00e3o de Dion\u00edsio, e tantos outros      feitos, fizeram dele um personagem \u00edmpar nas narra\u00e7\u00f5es mitol\u00f3gicas.<\/p>\n   \n<p>Uma das mais belas est\u00e1tuas, que representam merc\u00fario, encontra-se em Floren\u00e7a,      na It\u00e1lia, e foi esculpida por Giambologna, fazendo parte da cole\u00e7\u00e3o do Palazzo      Bargello. Mas, outras obras foram feitas para homenage\u00e1-lo, desde a antig\u00fcidade      cl\u00e1ssica, h\u00e1 quase dois mil\u00eanios e meio.<\/p>\n   \n<p>Na mitologia romana Merc\u00fario \u00e9 um mensageiro, deus da venda, do lucro e do      com\u00e9rcio. Na mitologia grega, refere-se ao deus <strong>Hermes<\/strong>, protetor      dos rebanhos, dos viajantes e comerciantes. Era o deus da eloqu\u00eancia, do com\u00e9rcio      e dos ladr\u00f5es, a personifica\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia.<\/p>\n   \n<p>Os romanos batizaram de Merc\u00fario o planeta mais perto do sol, em virtude      do astro completar sua \u00f3rbita mais r\u00e1pido que qualquer outro. Em Roma faziam-se      festas especiais a Merc\u00fario, denominadas Mercuriais. A quarta-feira foi dedicada      \u00e0 esse deus, o dia de Merc\u00fario (Miercoles em espanhol, Mercoledi em italiano      e Mercredi em franc\u00eas). <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.nomismatike.hpg.ig.com.br\/geocities.yahoo.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hermes<\/h6>\n    \n<p class=\"google\">  <\/p>\n     \n<h4 align=\"left\">HERMES (MERC\u00daRIO) <\/h4>\n   \n<p>Os gregos dedicavam especial predile\u00e7\u00e3o ao deus <strong>Hermes<\/strong>,      a quem veneravam por consider\u00e1-lo benfeitor e defensor da humanidade diante      dos demais deuses ol\u00edmpicos. Segundo a mitologia grega, ele era filho de Zeus      com a ninfa Maia, sendo reverenciado pelos homens como deus da fertilidade,      como protetor dos rebanhos &#8211; e por isso mesmo associado com freq\u00fc\u00eancia a divindades      ligadas aos vegetais -, al\u00e9m de v\u00e1rias outras atribui\u00e7\u00f5es, entre elas as de      mensageiro dos deuses; protetor das estradas e viajantes; condutor das almas      ao Hades (inferno); deus da fortuna, da eloq\u00fc\u00eancia e do com\u00e9rcio; patrono      dos ladr\u00f5es e inventor da lira (quando ainda crian\u00e7a). <\/p>\n   \n<p>Sobre isso, diz Thomaz Bulfinch, em seu O Livro de Ouro da Mitologia, que      \u0093certo dia, encontrando um casco de tartaruga, (ele) fez alguns orif\u00edcios      nas extremidades opostas do mesmo, introduziu fios de linho atrav\u00e9s desses      orif\u00edcios, e o instrumento estava completo. As cordas eram nove, em honra      das musas. <\/p>\n   \n<p>Merc\u00fario ofereceu a lira a Apolo, recebendo dele, em troca, o caduceu\u0094.    <\/p>\n   \n<p>As esculturas e desenhos mais antigos mostram-no como um homem adulto, barbudo      e vestido com t\u00fanica longa, mas outras representa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, o apresentam      na figura de um pastor trazendo sobre os ombros um carneiro. Posteriormente      ele foi mostrado como sendo um jovem imberbe e de porte atl\u00e9tico, cabe\u00e7a coberta      por capacete alado, asas nos p\u00e9s, e segurando em uma das m\u00e3os o caduceu, bast\u00e3o      m\u00e1gico com que distribu\u00eda fortuna. <\/p>\n   \n<p>O <strong>Hermes<\/strong> grego corresponde ao Merc\u00fario romano, deus do com\u00e9rcio,      mas considerado primeiramente como deus dos cereais, raz\u00e3o pela qual seu primeiro      templo foi erguido em 495 a.C., na regi\u00e3o do Circo M\u00e1ximo, em Roma, depois      de uma epidemia de fome. <\/p>\n   \n<p>A partir da\u00ed tornou-se patrono dos negociantes e de todas as corpora\u00e7\u00f5es      desse segmento de atividade e, mais tarde, a divindade que tutelava os ladr\u00f5es      e trapaceiros. As palavras com\u00e9rcio, mercado e mercen\u00e1rio derivam do latim      \u0093merx\u0094 (mercadoria), da mesma forma que o pr\u00f3prio nome da entidade      divina. <\/p>\n   \n<p>Tornou-se, ainda, o deus das Ci\u00eancias, da Eloq\u00fc\u00eancia, das Artes e padroeiro      dos atletas. Galante e conquistador por natureza, tornou-se pai de muitos      filhos, entre os quais Hermafrodito, Aut\u00f3lico (padroeiro dos ladr\u00f5es) e P\u00e3      (o deus agreste). Suas qualidades, no entanto, acabaram sendo obscurecidas      pelos defeitos que demonstrou, raz\u00e3o pela qual foi acusado de in\u00fameras ladroeiras      e por isso expulso do c\u00e9u, reduzido \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de guardador de rebanhos na Terra.    <\/p>\n   \n<p><strong>Sobre o caduceu de Hermes, Joffre M. de Rezende, Professor Em\u00e9rito      da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goi\u00e1s, esclarece em seu      trabalho escrito \u0093O S\u00edmbolo da Medicina:<\/strong> Tradi\u00e7\u00e3o e Heresia\u0094,      que ele \u0093\u00e9, de longa data, o s\u00edmbolo do com\u00e9rcio e dos viajantes, sendo      por isso utilizado em emblemas de associa\u00e7\u00f5es comerciais, escolas de com\u00e9rcio,      escrit\u00f3rios de contabilidade e esta\u00e7\u00f5es de estradas de ferro. Surge, ent\u00e3o,      a quest\u00e3o principal do tema que estamos abordando. Por que o s\u00edmbolo do deus      do com\u00e9rcio passou a ser usado tamb\u00e9m como s\u00edmbolo da medicina? Mais de um      fato hist\u00f3rico concorreu para que tal ocorresse\u0094.<\/p>\n   \n<p><strong>E apresenta uma s\u00e9rie deles, entre os quais os seguintes:<\/strong>    <\/p>\n   \n<blockquote>      \n<p><strong>1 &#8211;<\/strong> Um terceiro fato a que se atribui a confus\u00e3o entre        o bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio e o caduceu de <strong>Hermes<\/strong>, se deve \u00e0 iniciativa        de Johan Froebe, um editor su\u00ed\u00e7o de grande prest\u00edgio, ter adotado para a        sua editora, no s\u00e9culo 16, um logotipo semelhante ao caduceu de <strong>Hermes<\/strong>,        e o ter utilizado no frontisp\u00edcio de obras cl\u00e1ssicas de medicina como as        de Hip\u00f3crates e Aetius de Amida. Outros editores na Inglaterra e posteriormente        nos Estados Unidos, utilizaram emblemas similares, contribuindo para a difus\u00e3o        do caduceu. Admite-se que a inten\u00e7\u00e3o dos editores tenha sido a de usar um        s\u00edmbolo identificado com a transmiss\u00e3o de mensagens, j\u00e1 que <strong>Hermes<\/strong>        era o mensageiro do Olimpo. Com a inven\u00e7\u00e3o da imprensa por Gutenberg, a        informa\u00e7\u00e3o passou a ser transmitida por meio da palavra impressa, e eles,        os editores, seriam os mensageiros dos autores. Outra hip\u00f3tese \u00e9 de que        o caduceu tenha sido usado equivocadamente como s\u00edmbolo de <strong>Hermes<\/strong>        Trimegistos, o <strong>Hermes<\/strong> eg\u00edpcio ou Thot, deus da palavra        e do conhecimento, a quem tamb\u00e9m se atribu\u00eda a inven\u00e7\u00e3o da escrita. Em antigas        prensas utilizadas para impress\u00e3o tipogr\u00e1fica encontra-se o caduceu de Hermes        como figura decorativa. <strong><br \/>\n       2 &#8211; <\/strong>Outro fato que certamente colaborou para estabelecer a confus\u00e3o        entre os dois s\u00edmbolos \u00e9 o de se conferir o mesmo nome de caduceu ao bast\u00e3o        de Ascl\u00e9pio, criando-se uma nomenclatura bin\u00e1ria de caduceu comercial e        caduceu m\u00e9dico. Este erro vem desde o s\u00e9culo XIX e persiste at\u00e9 os dias        de hoje. Em 1901, o ex\u00e9rcito franc\u00eas fundou um jornal de cirurgia e de medicina        chamado Le caduc\u00e9e, no qual est\u00e3o estampadas duas figuras estilizadas do        s\u00edmbolo de Ascl\u00e9pio, com uma \u00fanica serpente. Desde ent\u00e3o, a palavra caduceu        tem sido usada para nomear tanto o s\u00edmbolo de Heres, como o bast\u00e3o de Ascl\u00e9pio.        <strong><br \/>\n       3 &#8211;<\/strong> O fato que mais contribuiu para a difus\u00e3o do caduceu de <strong>Hermes<\/strong>        como s\u00edmbolo da medicina foi a sua ado\u00e7\u00e3o pelo Ex\u00e9rcito norte-americano        como ins\u00edgnia do seu departamento m\u00e9dico (segue-se, no texto original, o        relato dos fatos que antecederam e propiciaram a ado\u00e7\u00e3o dessa medida).<\/p>\n   <\/blockquote>\n   \n<p><strong>FERNANDO KITZINGER DANNEMANN<\/strong><\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.recantodasletras.com.br<\/p>\n   \n<h6>Hermes<\/h6>\n   \n<h4>Quem foi<\/h4>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhermes11.jpg\" alt=\"Hermes\" title=\"Hermes\" \/><strong><br \/>\n     Hermes com o Caduceu<br \/>\n     Pintura Cl\u00e1ssica de Ti\u00e9polo &#8211; (1696 &#8211; 1770)<\/strong><\/p>\n   \n<p>A mais esperta e eloq\u00fcente das divindades gregas, <strong>Hermes<\/strong>,      identificado como Merc\u00fario na mitologia romana, \u00e9 o mensageiro dos deuses      ol\u00edmpicos. Sua capacidade de dominar a palavra, demonstrar ast\u00facia e diplomacia,      fez dele o deus do com\u00e9rcio e dos ladr\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> representa a jovialidade divina. Seu vigor faz com      que viaje por todos os lugares do mundo, o que o torna o deus dos viajantes      e protetor das estradas.<\/p>\n   \n<p>Para percorrer os c\u00e9us, traz um chap\u00e9u de abas com duas asas e sand\u00e1lias      aladas, que lhe permite voar com eximia ligeireza. Numa das m\u00e3os porta o caduceu,      varinha m\u00e1gica que recebeu de Apolo.<\/p>\n   \n<p>S\u00edmbolo da juventude f\u00e1lica, <strong>Hermes<\/strong> tinha suas imagens itif\u00e1licas      erguidas nos templos. Era, assim como Apolo, tido como o ideal de beleza,      possuidor de uma agilidade viril. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 na figura de <strong>Hermes<\/strong> que a androgenia da perfei\u00e7\u00e3o da beleza      idealizada pelos gregos toma forma, atrav\u00e9s de Hermafrodito, fruto do seu      amor com a bela Afrodite (V\u00eanus), ser que nascera com os dois sexos.<\/p>\n   \n<p>Nascido da aventura amorosa entre Zeus (J\u00fapiter) e Maia, <strong>Hermes<\/strong>      foi o \u00fanico filho tido pelo senhor do Olimpo fora do casamento, que n\u00e3o despertou      a ira da ciumenta Hera (Juno). Seu carisma conquistara a deusa, que chegou      a aliment\u00e1-lo no peito quando ainda crian\u00e7a.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> \u00e9 sedutor, atraente com as palavras, senhor absoluto      da ast\u00facia.<\/p>\n   \n<p>Deus dos lucros das transa\u00e7\u00f5es, \u00e9 amb\u00edguo como o \u00e9 o pr\u00f3prio com\u00e9rcio. Se      protege a l\u00e1bia dos ladr\u00f5es, tamb\u00e9m os condena por atos esp\u00farios. Odeia a      guerra e a disc\u00f3rdia, prezando a diplomacia como solu\u00e7\u00e3o \u00e0s querelas divinas      e humanas.<\/p>\n   \n<p>Sem nunca parar, <strong>Hermes<\/strong> percorre todos os caminhos entre      a Terra e o Olimpo. Incans\u00e1vel, leva nos l\u00e1bios as mensagens dos deuses, propagando-as      para os mortais. Seu poder de persuadir embriaga a humanidade, fazendo dele      o mais sedutor de todos os ol\u00edmpicos.<\/p>\n   \n<h4 align=\"left\">Os Ep\u00edtetos e Atributos de Hermes<\/h4>\n   \n<p>A mais esperta e eloq\u00fcente das divindades gregas, <strong>Hermes<\/strong>,      identificado como Merc\u00fario na mitologia romana, \u00e9 o mensageiro dos deuses      ol\u00edmpicos. Sua capacidade de dominar a palavra, demonstrar ast\u00facia e diplomacia,      fez dele o deus do com\u00e9rcio e dos ladr\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> representa a jovialidade divina. Seu vigor faz com      que viaje por todos os lugares do mundo, o que o torna o deus dos viajantes      e protetor das estradas.<\/p>\n   \n<p>Para percorrer os c\u00e9us, traz um chap\u00e9u de abas com duas asas e sand\u00e1lias      aladas, que lhe permite voar com eximia ligeireza. Numa das m\u00e3os porta o caduceu,      varinha m\u00e1gica que recebeu de Apolo.<\/p>\n   \n<p>S\u00edmbolo da juventude f\u00e1lica, <strong>Hermes<\/strong> tinha suas imagens itif\u00e1licas      erguidas nos templos. Era, assim como Apolo, tido como o ideal de beleza,      possuidor de uma agilidade viril. <\/p>\n   \n<p>\u00c9 na figura de <strong>Hermes<\/strong> que a androgenia da perfei\u00e7\u00e3o da beleza      idealizada pelos gregos toma forma, atrav\u00e9s de Hermafrodito, fruto do seu      amor com a bela Afrodite (V\u00eanus), ser que nascera com os dois sexos.<\/p>\n   \n<p>Nascido da aventura amorosa entre Zeus (J\u00fapiter) e Maia, <strong>Hermes<\/strong>      foi o \u00fanico filho tido pelo senhor do Olimpo fora do casamento, que n\u00e3o despertou      a ira da ciumenta Hera (Juno). Seu carisma conquistara a deusa, que chegou      a aliment\u00e1-lo no peito quando ainda crian\u00e7a.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> \u00e9 sedutor, atraente com as palavras, senhor absoluto      da ast\u00facia.<\/p>\n   \n<p>Deus dos lucros das transa\u00e7\u00f5es, \u00e9 amb\u00edguo como o \u00e9 o pr\u00f3prio com\u00e9rcio. Se      protege a l\u00e1bia dos ladr\u00f5es, tamb\u00e9m os condena por atos esp\u00farios. Odeia a      guerra e a disc\u00f3rdia, prezando a diplomacia como solu\u00e7\u00e3o \u00e0s querelas divinas      e humanas.<\/p>\n   \n<p>Sem nunca parar, <strong>Hermes<\/strong> percorre todos os caminhos entre      a Terra e o Olimpo. Incans\u00e1vel, leva nos l\u00e1bios as mensagens dos deuses, propagando-as      para os mortais. Seu poder de persuadir embriaga a humanidade, fazendo dele      o mais sedutor de todos os ol\u00edmpicos.<\/p>\n   \n<h4 align=\"left\">Os Ep\u00edtetos e Atributos de Hermes<\/h4>\n   \n<p>N\u00e3o se sabe ao certo a origem desta divindade mitol\u00f3gica, sendo a Tr\u00e1cia      o local mais prov\u00e1vel. Os pelasgos, primitivos habitantes da Gr\u00e9cia, difundiram      o culto ao deus. A lenda mais recorrente conta que Maia, sua m\u00e3e, era uma      ninfa que vivia no cume do monte Cilene, na Arc\u00e1dia. Ali, entregara-se a Zeus      e dera \u00e0 luz ao deus.<\/p>\n   \n<p>\u00c9 nas terras geladas da Arc\u00e1dia que se registra a venera\u00e7\u00e3o mais primitiva      de <strong>Hermes<\/strong>, essencialmente pelos pastores, que lhe deram os      ep\u00edtetos de Hermes Epim\u00e9lio e <strong>Hermes<\/strong> N\u00f4mio, sendo invocado      como o protetor das cabanas, dos cavalos, dos c\u00e3es, dos rebanhos, dos le\u00f5es      e dos javalis. Certas caracter\u00edsticas primitivas seriam perdidas para Apolo      N\u00f4mio, ap\u00f3s o dom\u00ednio dos d\u00f3ricos.<\/p>\n   \n<p>Em \u00e9pocas ainda remotas, recebeu na Samotr\u00e1cia o ep\u00edteto de <strong>Hermes<\/strong>      Casmilo, com caracter\u00edsticas de um deus ct\u00f4nico, protetor do subsolo e da      vegeta\u00e7\u00e3o. Era nesta \u00e9poca, representado com um falo desenvolvido, evidenciando      o vigor viril, sendo cultuado ao lado das deusas da fecundidade.<\/p>\n   \n<p>Com a evolu\u00e7\u00e3o do mito, a divindade sofreu transforma\u00e7\u00f5es significantes,      desenvolvendo novas caracter\u00edsticas e recebendo outros atributos. <\/p>\n   \n<p>Com o ep\u00edteto de <strong>Hermes<\/strong> Logio, era venerado como o deus      da eloq\u00fc\u00eancia e da persuas\u00e3o, com o poder de praticar boas transa\u00e7\u00f5es, favorecendo      o com\u00e9rcio, proporcionando bons lucros aos helenos.<\/p>\n   \n<p>Hermes Krysorrais (munido de vara de ouro), mostrava o deus com o famoso      caduceu, uma vara m\u00e1gica que transformava em ouro tudo o que tocava, al\u00e9m      de distribuir abund\u00e2ncia aos homens. Portador das mensagens de Zeus, atrav\u00e9s      do caduceu, transmitia aos mortais a ben\u00e7\u00e3o dos ol\u00edmpicos.<\/p>\n   \n<p>Com os ep\u00edtetos de Hermes Empolaios (que preside o com\u00e9rcio) e Hermes Agoraios      (que dirige as tarefas da pra\u00e7a p\u00fablica), era venerado nas terras do Mediterr\u00e2neo      visitadas pelos gregos. Trazia uma bolsa cheia como atributo, representando      os lucros nas transa\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> Agonios (que preside os certames), cultuava a juventude      e a virilidade do deus, sendo venerado nos gin\u00e1sios e est\u00e1dios atl\u00e9ticos da      Be\u00f3cia. Com este ep\u00edteto, recebia homenagens peri\u00f3dicas atrav\u00e9s de lutas de      jovens, efetuadas em Atenas, Creta, Acaia e cidades da Arc\u00e1dia. Recebia culto      como sendo o patrono dos desportistas, o criador do pugilato e das pr\u00e1ticas      atl\u00e9ticas.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> Trismegisto (tr\u00eas vezes santo), era cultuado pelos      poetas e cantores, como o protetor da m\u00fasica e inventor da lira; como criador      das ci\u00eancias, da matem\u00e1tica e da astronomia. <\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> Trismegisto era venerado juntamente com Apolo, as      fun\u00e7\u00f5es que se lhe eram atribu\u00eddas confundiam-se com as do deus solar. V\u00e1rias      lendas eram comuns aos dois, como a inven\u00e7\u00e3o da lira.<\/p>\n   \n<p>Quanto mais se aceitava um mito, maiores e mais complexas eram as atribui\u00e7\u00f5es      dadas a ele. <\/p>\n   \n<p>A figura mitol\u00f3gica de <strong>Hermes<\/strong> foi adquirindo diversas fun\u00e7\u00f5es      conforme evolu\u00eda a civiliza\u00e7\u00e3o grega. <\/p>\n   \n<p>Com o ep\u00edteto de <strong>Hermes<\/strong> Psicopompo (condutor de almas),      passou a ser venerado nas festas dos mortos e pr\u00f3ximo \u00e0s tumbas, como aquele      que conduzia as almas dos mortos ao Hades.<\/p>\n   \n<h4 align=\"left\">Hermes, o Deus dos Ladr\u00f5es<\/h4>\n   \n<p>Tido como um deus natural da Arc\u00e1dia, onde era primitivamente venerado como      divindade agr\u00edcola e pastoril, <strong>Hermes<\/strong> foi aos poucos, adquirindo      atribui\u00e7\u00f5es ligadas ao com\u00e9rcio, passando as fun\u00e7\u00f5es primitivas a Apolo.<\/p>\n   \n<p>A ast\u00facia do deus \u00e9 descrita desde que era um rec\u00e9m nascido na Arc\u00e1dia. Ap\u00f3s      amament\u00e1-lo, Maia deixou-o no ber\u00e7o. Na calada da noite, o beb\u00ea libertou-se      das faixas com as quais a m\u00e3e lhe envolvera o corpo. Silenciosamente, para      que n\u00e3o acordasse Maia, deixou o ber\u00e7o. Era um beb\u00ea precoce e diferente de      todos os imortais.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> caminhou pela noite, direcionando-se para a Tess\u00e1lia.      Na mente, o deus planejava roubar o rebanho do rei Admeto, de Feras, cidade      daquela regi\u00e3o; guardado por Himeneu e Apolo. Afinal, quem poderia desconfiar      de um beb\u00ea?<\/p>\n   \n<p>Ao chegar aos campos onde estava o gado real, <strong>Hermes<\/strong> aproveitou-se      de um descuido de Apolo, que caminhava enternecido ao lado do amado Himeneu,      roubando-lhes o rebanho.<\/p>\n   \n<p>Apagando as pegadas do gado e \u00e0s suas pr\u00f3prias, o travesso beb\u00ea travessou      a Tess\u00e1lia e a Be\u00f3cia, chegando a Pilo. Ali encontrou Bato, um velho andarilho.    <\/p>\n   \n<p>Para que o homem n\u00e3o lhe denunciasse, <strong>Hermes<\/strong> ofereceu-lhe      um bezerro em troca do sil\u00eancio. O velho aceitou a proposta. Mas o pequeno      deus n\u00e3o se convenceu da fidelidade do homem. Deixou o gado em uma caverna,      tomou a forma de um pastor e voltou para junto de Bato. Diante do velho, simulou      desespero, dizendo que se lhe tinham roubado o rebanho, oferecendo uma recompensa      a quem lhe desse uma pista do ladr\u00e3o. Sem desconfiar da verdadeira identidade      do pastor, Bato aceitou de imediato o suborno, denunciando o roubo. <\/p>\n   \n<p>Ap\u00f3s testar a falsa fidelidade do homem, o astuto deus transformou-o em uma      rocha.<\/p>\n   \n<p>Antes que a noite terminasse, <strong>Hermes<\/strong> chegou com o gado ao      cume do g\u00e9lido monte Cileno, morada da sua m\u00e3e na Arc\u00e1dia. Deparou-se com      uma tartaruga, tomando-a como um sinal de sorte. Pegou o animal e o matou,      esvaziando-lhe a carca\u00e7a, prendendo a ela peda\u00e7os de cana de tamanhos diferentes.      Do intestino do animal, distendeu sete cordas. Tocou o instrumento, que produziu      o mais belo de todos os sons, tinha inventado a lira.<\/p>\n   \n<p>Cansado da longa jornada, o pequeno voltou ao ber\u00e7o e adormeceu, certo de      que a sua esperteza enganaria os guardadores dos animais.<\/p>\n   \n<p>Na Tess\u00e1lia, Himeneu deparou-se com a falta do rebanho. Sentindo-se culpado,      recorreu a Apolo para que o ajudasse. Os dons divinos do deus fizeram com      que descobrisse que <strong>Hermes<\/strong> era o autor do roubo, e que o      rebanho real estava no monte Cileno.<\/p>\n   \n<p>Furioso, Apolo dirigiu-se para a Arc\u00e1dia, onde encontrou <strong>Hermes<\/strong>,      um beb\u00ea rec\u00e9m nascido, a fingir dormir inocentemente, a dissimular sua precoce      ast\u00facia. <\/p>\n   \n<p>Mas o deus da luz n\u00e3o se deixou intimidar pelos protestos de Maia, que se      sentia ofendida com as acusa\u00e7\u00f5es, muito menos pela imagem inocente do beb\u00ea.      Interrogou <strong>Hermes<\/strong>, que negou o roubo. Mostrou-se um h\u00e1bil      orador diante das acusa\u00e7\u00e3oes do irm\u00e3o. Exasperado, Apolo recorreu a Zeus,      senhor do Olimpo, que n\u00e3o se deixou enganar, fazendo o filho confessar e devolver      o rebanho.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhermes12.jpg\" alt=\"Hermes\" title=\"Hermes\" \/><strong><br \/>\n     Deus Hermes<\/strong><\/p>\n   \n<p>Vencido, <strong>Hermes<\/strong> pegou a lira nas m\u00e3os. Quando se preparava      para partir, Apolo ouviu uma can\u00e7\u00e3o que sa\u00eda do instrumento que o pequeno      tocava. O deus da luz comoveu-se, jamais tinha ouvido t\u00e3o l\u00edmpido e perfeito      som. <\/p>\n   \n<p>Sorriu para <strong>Hermes<\/strong>. N\u00e3o conseguiu nutrir rancor por t\u00e3o      am\u00e1vel ser. Admirou-se com aquela esperteza. Diante da ast\u00facia do pequeno,      Apolo o consagrou como o deus dos ladr\u00f5es, tornando-se desde ent\u00e3o, o seu      maior amigo e companheiro.<\/p>\n   \n<h4 align=\"left\">O Deus dos Viajantes e do Com\u00e9rcio<\/h4>\n   \n<p>Desde beb\u00ea, que <strong>Hermes<\/strong> se mostra um andarilho veloz. Sua      primeira grande viagem, da Arc\u00e1dia \u00e0 Tess\u00e1lia, foi marcada pela ast\u00facia e      pela mal\u00edcia. A negocia\u00e7\u00e3o com Bato representou o quanto a esperteza \u00e9 necess\u00e1ria      para que se realize uma empreitada bem sucedida, ainda que il\u00edcita. <\/p>\n   \n<p>As lendas de <strong>Hermes<\/strong> e de suas viagens com prop\u00f3sitos amb\u00edguos,      repletos de engodos e de vit\u00f3rias diplom\u00e1ticas, fizeram com que os gregos      antigos o venerasse como o deus viajante, que se encontrava em todas as estradas      do mundo. A certeza da presen\u00e7a de um deus, fazia com que os viajantes gregos      se sentissem protegidos diante dos perigos. <\/p>\n   \n<p>Assim, <strong>Hermes<\/strong> passou a ser cultuado como o deus dos andarilhos      e dos viajantes, o condutor de uma viagem tranq\u00fcila, protetor de todas as      artimanhas que se pudessem deslumbrar nas estradas.<\/p>\n   \n<p>Para invocar a prote\u00e7\u00e3o de <strong>Hermes<\/strong> aos viajantes, os marcos      de pedra que indicavam o rumo, passaram a ser chamados de hermas, transformando-se      no s\u00edmbolo do deus, fazendo-o definitivamente o protetor das longas e perigosas      caminhadas pelas terras desconhecidas. No decorrer do tempo, os marcos passaram      a ser esculpidos com as caracter\u00edsticas do deus.<\/p>\n   \n<p>Est\u00e1tuas de <strong>Hermes<\/strong> eram erguidas nas encruzilhadas ao longo      das estradas. Por muitos s\u00e9culos, as hermas e o falo foram os principais s\u00edmbolos      do mito de <strong>Hermes<\/strong> e das representa\u00e7\u00f5es feitas pelos artistas.<\/p>\n   \n<p>Com a expans\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o grega, as suas viagens passaram a ter maiores      objetivos comerciais. <strong>Hermes<\/strong> deixou de proteger apenas o      viajante, estendendo o seu poder \u00e0s transa\u00e7\u00f5es dos comerciantes que viajavam      em busca de bons neg\u00f3cios. Sua ast\u00facia era essencial para que se realizasse      boas empreitadas. <\/p>\n   \n<p>A ambig\u00fcidade que envolvia o com\u00e9rcio, calcada na l\u00e1bia e na habilidade,      muitas vezes regida pela falta de escr\u00fapulos dos helenos, a esperteza como      fonte de sobreviv\u00eancia, tudo volvia \u00e0 lenda do deus ladr\u00e3o. <\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> passou a ser cultuado como o deus do com\u00e9rcio e das      transa\u00e7\u00f5es bem sucedidas, al\u00e9m de eterno protetor dos ladr\u00f5es, inspirador      das suas l\u00e1bias.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> era o deus dos mercadores, seu caduceu quando estendido      aos comerciantes, proporcionava bons lucros, quando estendido \u00e0 Gr\u00e9cia, trazia      as b\u00ean\u00e7\u00e3os dos ol\u00edmpicos. <\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> propiciava as fortunas. Ao mesmo tempo em que propiciava      os lucros, dispensava-os, sendo visto como doador de bens.<\/p>\n   \n<p>Outra ambig\u00fcidade do mito era a sua prote\u00e7\u00e3o aos ladr\u00f5es. Ao mesmo tempo      em que os protegia, poderia voltar-se contra eles, repudiando-os. Inventou      a balan\u00e7a, instrumento que garantia aos compradores e aos vendedores o mesmo      peso. Evitando que uma das partes fosse enganada.<\/p>\n   \n<h4 align=\"left\">A Representa\u00e7\u00e3o da Imagem de Hermes<\/h4>\n   \n<p>As viagens constantes pelo mundo, a ligeireza em que atravessava os c\u00e9us      do Olimpo, fazia de <strong>Hermes<\/strong> um deus vigoroso e atl\u00e9tico, \u00e1gil      e viril. Assim, era imaginado pelos gregos como belo e jovem. As mais antigas      representa\u00e7\u00f5es do deus ressaltavam-lhe o falo. Suas est\u00e1tuas viris eram espalhadas      pelas encruzilhadas das estradas, \u00e0 porta das casas, \u00e0 entrada dos gin\u00e1sios      e est\u00e1dios.<\/p>\n   \n<p>A imagem do <strong>Hermes<\/strong> arcaico era a de um jovem barbado e de      cabelos longos, ca\u00eddos sobre a nuca e o t\u00f3rax; a cabe\u00e7a era protegida por      um chap\u00e9u pontudo ou de abas largas, portando pequenas asas; vestia uma t\u00fanica      curta; trazia um manto preso ao ombro; um par de sand\u00e1lias com asas, que o      ajudava a voar como o vento; e, o caduceu, \u00e0s vezes um simples bast\u00e3o, outras      vezes possuidor de tr\u00eas hastes que se encontravam na ponta, fazendo um n\u00f3.      No decorrer dos tempos, as hastes foram substitu\u00eddas por duas serpentes.<\/p>\n   \n<p>No s\u00e9culo V a.C., a imagem do deus foi reformulada, provavelmente por F\u00eddias      (500?-432? a.C.), sendo esculpido nu, sem barba, com uma t\u00fanica sobre o bra\u00e7o      esquerdo, e, com o bra\u00e7o direito erguido.<\/p>\n   \n<p>Seja qual fosse a representa\u00e7\u00e3o, a imagem era sempre jovial, viril, repleta      de beleza f\u00edsica. <\/p>\n   \n<p>Ao lado de Apolo, <strong>Hermes<\/strong> era tido como o s\u00edmbolo da beleza      masculina idealizada pela civiliza\u00e7\u00e3o grega.<\/p>\n   \n<h4 align=\"left\">A Identifica\u00e7\u00e3o com Merc\u00fario<\/h4>\n   \n<p>Se Atena (Minerva), era a deusa da sabedoria, promovendo tanto a guerra,      como a sua estrat\u00e9gia expansionista; e, Ares (Marte), promovia o horror sanguin\u00e1rio      da guerra, as suas calamidades; <strong>Hermes<\/strong> era o deus da ast\u00facia      das palavras, da diplomacia e da concilia\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio de Ares e Atena,      ele n\u00e3o \u00e9 um deus guerreiro, \u00e9 o menos col\u00e9rico dos ol\u00edmpicos. Odeia a guerra      e castiga severamente quem a desencadeia. Sua esperteza \u00e9 usada como embaixadora      das solu\u00e7\u00f5es pac\u00edficas, \u00e9 o deus da diplomacia.<\/p>\n   \n<p>Ao mesmo tempo em que propicia os lucros, <strong>Hermes<\/strong> condena      as guerras que s\u00e3o travadas por causa deles. Seu maior amigo \u00e9 Apolo, deus      da luz e das artes. <\/p>\n   \n<p>Num paradoxo anacr\u00f4nico, a arte e o lucro caminham juntos.<\/p>\n   \n<p>A caracter\u00edstica de deus do com\u00e9rcio, levou <strong>Hermes<\/strong> a ser      identificado com a entidade romana de Merc\u00fario. A partir do s\u00e9culo V a.C.,      Merc\u00fario foi aos poucos, sendo helenizado, adquirindo todas as caracter\u00edsticas      de <strong>Hermes<\/strong>. Tornou-se na Roma antiga, o mensageiro de J\u00fapiter,      sendo nas lendas romanas, fiel servidor e c\u00famplice dos amores extraconjugais      do senhor dos deuses.<\/p>\n   \n<p>Ao contr\u00e1rio de <strong>Hermes<\/strong>, que primitivamente foi cultuado      como deus pastoril, Merc\u00fario sempre foi o protetor do com\u00e9rcio. Teve o seu      primeiro templo erguido em Roma, em 496 a.C., no vale do Circo M\u00e1ximo, pr\u00f3ximo      ao porto do rio Tibre, centro comercial fluvial da cidade. <\/p>\n   \n<p>Assim como <strong>Hermes<\/strong>, o caduceu, o chap\u00e9u e as sand\u00e1lias alados,      s\u00e3o os principais s\u00edmbolos de Merc\u00fario. A ele \u00e9 acrescentando uma bolsa, simbolizando      os lucros das transa\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> e Merc\u00fario possuem uma prole com v\u00e1rios filhos em      comum. Como a identifica\u00e7\u00e3o do deus grego com o romano s\u00f3 aconteceu no s\u00e9culo      V a.C., as lendas dos filhos dos deuses, umas mais antigas do que as outras,      fizeram a diferen\u00e7a da prole.<\/p>\n   \n<p><strong>S\u00e3o filhos de Merc\u00fario:<\/strong> Evandro, fruto do amor do deus com      a ninfa Carmena, tido como quem ensinou a escrita e a m\u00fasica aos latinos.      Com a ninfa Lara, gerou os g\u00eameos Lares, entidades protetoras das casas e      das encruzilhadas.<\/p>\n   \n<p>A prole de <strong>Hermes<\/strong>, mais tarde adotada por Merc\u00fario, \u00e9 extensa.      Com Afrodite teve Hermafrodito, ser de dupla natureza, metade homem, metade      mulher. <\/p>\n   \n<p>Com Antianira teve Equ\u00edon, o arauto dos Argonautas, e \u00caurito, famoso arqueiro.      Com Qu\u00edone engendrou o famoso ladr\u00e3o Aut\u00f3lico, av\u00f4 de Odisseu.<\/p>\n   \n<p>Com a ninfa Acac\u00e1lis teve Cid\u00e3o, fundador da Cid\u00f4nia, cidade da ilha de Creta.      Com a princesa Herse teve C\u00e9falo, por quem Eos, a Aurora, viria a nutrir uma      grande paix\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>A ninfa Driop\u00e9ia foi quem o fez pai do mito mais famoso da sua prole, P\u00e3,      divindade dos pastores e dos rebanhos. Com Da\u00edra teve El\u00eausis, her\u00f3i da \u00c1tica.    <\/p>\n   \n<p>Com a princesa Polimela gerou Eudoro, um dos companheiros de P\u00e1troclo na      guerra de Tr\u00f3ia. Com Faetusa concebeu M\u00edrtilo, que teve um infeliz destino      como cocheiro do rei En\u00f4mao. Com a princesa Aglauro teve C\u00e9rix, grande sacerdote      de Dem\u00e9ter.<\/p>\n   \n<p>Fonte:  jeocaz.multiply.com<\/p>\n   \n<h6>Hermes<\/h6>\n   \n<p><b>Filhos<\/b><\/p>\n   \n<p><b>Filhos com Afrodite: <\/b>Hermafrodito <\/p>\n   \n<p><strong>Etimologia<\/strong><\/p>\n   \n<p>Em grego (Herm\u00eas) e temb\u00e9m &#8220;herma, cipo, pilastra, estela com cabe\u00e7a      de <strong>Hermes<\/strong>&#8220;, n\u00e3o possui etimologia confi\u00e1vel. Derivar      o nome do deus de (h\u00e9rma), &#8220;cipo, pilar&#8221; que o representa ou dos      &#8220;montes de pedras&#8221; que o configuram, n\u00e3o \u00e9 correto, pois que o nome      do deus \u00e9 anterior \u00e0 &#8220;herma que o simboliza&#8221;.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhermes13.jpg\" alt=\"Hermes\" title=\"Hermes\" \/><strong><br \/>\n     Hermes &#8211; Deus Grego<\/strong><\/p>\n   \n<p>Filho de Zeus e de Maia, a mais jovem das Pl\u00eaiades, <strong>Hermes<\/strong>      nasceu num dia quatro (n\u00famero que lhe era consagrado), numa caverna do monte      Cilene, ao sul da Arc\u00e1dia. <\/p>\n   \n<p>Apesar de enfaixado e colocado no v\u00e3o de um salgueiro, \u00e1rvore sagrada, s\u00edmbolo      da fecundidade e da imortalidade, o que traduz, de sa\u00edda, um rito inici\u00e1tico,      o menino revelou-se d euma precocidade extraordin\u00e1ria. No mesmo dia em que      veio \u00e0 luz, desligou-se das faixas, demonstra\u00e7\u00e3o clara de seu poder de ligar      e desligar, viajou at\u00e9 a Tess\u00e1lia, onde furtou uma parte do rebanho de Admeto,      guardado por Apolo, que cumpria grave puni\u00e7\u00e3o. <\/p>\n   \n<p>Percorreu com os animais quase toda a H\u00e9lade, tendo amarrado folhudos ramos      na cauda dos mesmos, para que, enquanto andassem, fossem apagando os pr\u00f3prios      rastros. <\/p>\n   \n<p><strong>Numa gruta de Pilos sacrificou duas novilhas aos deuses, divindo-as      em doze por\u00e7\u00f5es, embora os imortais fossem apenas onze:<\/strong> \u00e9 que o menino-prod\u00edgio      acabava de promover-se a d\u00e9cimo segundo. Ap\u00f3s esconder o grosso do rebanho,      regressou a Cilene. Tendo encontrado uma tartaruga \u00e0 entrada da caverna, matou-a,      arrancando-lhe a carapa\u00e7a e, com as tripas das novilhas sacrificadas, fabricou      a primeira lira.<\/p>\n   \n<p>Apolo, o deus m\u00e2ntico por excel\u00eancia, descobriu o paradeiro do ladr\u00e3o e o      acusou formalmente perante Maia, que negou pudesse o menino nascido h\u00e1 poucos      dias e completamente enfaixado, ter praticado semelhante roubo. Vendo o couro      dos animais sacrificados, Apolo n\u00e3o teve mais d\u00favidas e apelou para Zeus.      Este interrogou habilmente ao filho, que persistiu na negativa. <\/p>\n   \n<p>Convencido de mentira pelo pai e obrigado a prometer que nunca mais faltaria      com a verdade, <strong>Hermes<\/strong> concordou, acrescentando, por\u00e9m, que      n\u00e3o estaria obrigado a dizer a verdade por inteiro. Encantado com os sons      que o menino arrancava da lira, o deus de Delfos trocou o rebanho furtado      pelo novo instrumento de som divino. Um pouco mais tarde, enquanto pastorava      seu gado, inventou a (syrinks) a &#8220;flauta de P\u00e3&#8221;. <\/p>\n   \n<p>Apolo desejou tamb\u00e9m a flauta e ofereceu em troca o cajado de ouro de que      se servia para guardar o armamento do rei Admeto.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> aceitou o neg\u00f3cio, mas pediu ainda li\u00e7\u00f5es de adivinha\u00e7\u00e3o.      Apolo assentiu e, desse modo, o caduceu de ouro passou a figurar entre os      atributos principais de <strong>Hermes<\/strong>, que, de resto, ainda aperfei\u00e7oou      a arte divinat\u00f3ria, auxiliando a leitura do futuro por meio de pequenos seixos.<\/p>\n   \n<p>Divindade complexa, com m\u00faltiplos atributos e fun\u00e7\u00f5es,<strong> Hermes<\/strong>      parece ter sido, de in\u00edcio, um deus agr\u00e1rio, protetor dos pastores n\u00f4mades      indo-europeus e dos rebanhos, d\u00e1i seu ep\u00edteto de Cri\u00f3foro, por ser muitas      vezes representado com um carneiro sobre os ombros.<\/p>\n   \n<p><strong>Paus\u00e2nias deixa bem claro essa atribui\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria do filho de Maia:<\/strong>      &#8220;n\u00e3o existe outro deus que demonstre tanta solicitude para com os rebanhos      e seu crescimento&#8221;.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhermes14.jpg\" alt=\"Hermes\" title=\"Hermes\" \/><strong><br \/>\n     Hermes &#8211; Escultura em bronze &#8211; Museu Pergamon, Berlin-AL<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Os gregos, no entanto, ampliaram-lhe grandemente as fun\u00e7\u00f5es, e Hermes,      por ter furtado o rebanho de Apolo, se tornou s\u00edmbolo de tudo quanto implica      em ast\u00facia, ardil e trapa\u00e7a:<\/strong> \u00e9 um verdadeiro trickster, um trapaceiro,      um velhaco, companheiro amigo e protetor dos comerciantes e dos ladr\u00f5es. Na      trag\u00e9dia Reso, 216sq., erradamente atribu\u00edda a Eur\u00edpedes, o deus \u00e9 chamado      &#8220;Senhor dos que realizam seus neg\u00f3cios durante a noite&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Ampliando-lhe o mito, os escritores e poetas igualmente lhe dignificaram      as prerrogativas.<\/p>\n   \n<p><strong>Na Il\u00edada, XXIV, 334sq., vendo o alquebrado Pr\u00edamo ser conduzido      pelo filho de Maia atrav\u00e9s do acampamento aqueu, Zeus exclama comovido:<\/strong><\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong>, tua mais agrad\u00e1vel tarefa \u00e9 ser o companheiro do      homem; ouves a quem estimas.<\/p>\n   \n<p>Nesse sentido, como est\u00e1 na Odiss\u00e9ia VIII 335. <strong>Hermes<\/strong>, mensageiro,      filho de Zeus, \u00e9 o pispensador de bens.<\/p>\n   \n<p>Al\u00e9m do mais, se qualquer oportunidade \u00e9 uma d\u00e1diva do deus, \u00e9 porque ele      gosta de misturar-se aos homens, tornando-se, destarte, juntamente com Dionisio,      o menos ol\u00edmpico dos imortais.<\/p>\n   \n<p>Protetor dos viajantes, \u00e9 o deus das estradas. <\/p>\n   \n<p><strong>Guardi\u00e3o dos caminhos, cada transeunte lan\u00e7ava uma pedra, formando      um (h\u00e9rmaion), isto \u00e9, literalmente, &#8220;lucro inesperado, descoberta feliz&#8221;      proporcionados por Hermes:<\/strong> assim, para se agradecerem ou para se      obterem bons lucros, formavam-se, em honra do deus, verdadeiros montes de      pedra \u00e0 beira da estrada. Diga-se logo que uma pedra lan\u00e7ada sobre um monte      de outras pedras simboliza a uni\u00e3o do crente com o deus ao qual as mesmas      s\u00e3o consagradas, pois que na pedra est\u00e1 a for\u00e7a, a perpetuidade e a presen\u00e7a      do divino.<\/p>\n   \n<p>Para os gregos, todavia, <strong>Hermes<\/strong> regia as estradas, porque      andava com incr\u00edvel velocidade, pelo fato de usar sand\u00e1lias de ouro, e, se      n\u00e3o se perdia na noite, era porque, &#8220;dominando as trevas&#8221;, conhecia      perfeitamente o roteiro. Com a rapidez que lhe emprestavam suas sand\u00e1lias      divinas e com o dom\u00ednio dos tr\u00eas n\u00edveis, tornou-se o mensageiro predileto      dos deuses, sobretudo de seu pai Zeus e do casal ct\u00f4nio, Hades e Pers\u00e9fone.    <\/p>\n   \n<p><strong>De outro lado, conhecedor dos caminhos e de suas encruzilhadas, n\u00e3o      se perdendo nas trevas e sobretudo podendo circular livremente nos tr\u00eas n\u00edveis,      o filho de Maia acabou por ser um deus psicopompo, quer dizer, um condutor      de almas, tanto do n\u00edvel tel\u00farico para o ct\u00f4nio quanto deste para aquele:      <\/strong>numa variante do mito, foi ele quem trouxe do hades para a luz a      Pers\u00e9fone e Eur\u00eddice; na trag\u00e9dia de \u00c9squilo, Os Persas, 629, guiou, para      curtos instantes na terra, o \u00eaidolon do rei Dario.<\/p>\n   \n<p><strong>Para Mircea Eliade s\u00e3o as faculdades &#8220;espirituais&#8221; do deus      psicopompo que lhe explicam as rela\u00e7\u00f5es com as almas:<\/strong> &#8220;Pois      a sua ast\u00facia e a sua intelig\u00eancia pr\u00e1tica, a sua inventividade, o seu poder      de tornar-se invis\u00edvel e de viajar por toda parte em um piscar de olhos, j\u00e1      anunciam os prest\u00edgios da sabedoria, principalmente o dom\u00ednio das ci\u00eancias      ocultas, que se tornar\u00e3o mais tarde, na \u00e9poca helen\u00edstica, as qualidades espec\u00edficas      desse deus&#8221;<\/p>\n   \n<p>Est\u00e1 com a raz\u00e3o o s\u00e1bio romeno, pois aquele que domina as trevas e os tr\u00eas      n\u00edveis, guiando as almas dos mortes, n\u00e3o opera apenas com a ast\u00facia e a intelig\u00eancia,      mas antes com a gnose e a magia.<\/p>\n   \n<p>Embora, como frisa Walter Otto, &#8220;o mundo de <strong>Hermes<\/strong>      n\u00e3o seja um mundo her\u00f3ico&#8221;, a esse deus psicopompo n\u00e3o apenas os deuses      mas igualmente os homens ficaram devendo algumas a\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis, levadas      a efeito mais com a sol\u00e9rcia e a magia do que com a for\u00e7a.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhermes15.jpg\" alt=\"Hermes\" title=\"Hermes\" \/><strong><br \/>\n     Hermes &#8211; Deus Grego<\/strong><\/p>\n   \n<p>Na Gigantomaquia, usando o capacete de Hades, que tornava invis\u00edvel o seu      portador, lutou ao lado dos deuses, matando o gigante Hip\u00f3lito. Recomp\u00f4s fisicamente      a seu pai Zeus, roubando os tend\u00f5es, que lhe arrancara o monstruoso Tif\u00e3o.      Libertou a seu irm\u00e3o Ares, que os Al\u00f3adas haviam encerrado num pote de bronze.      Salvou a Ulisses e a seus companheiros, estes j\u00e1 transformados em animais      semelhantes a porcos, oferecendo-lhe como defesa uma planta fabulosa, de car\u00e1ter      apotropaico, denominada m\u00f3li, cujos efeitos neutralizaram por completo a beberagem      pe\u00e7onhenta que lhe preparara a feiticeira Circe, conforme nos conta Homero      na Odiss\u00e9ia, X, 281-329.<\/p>\n   \n<p>A grande tarefa de <strong>Hermes<\/strong>, no entanto, consisitia em ser      o int\u00e9rprete da vontade dos deuses. Ap\u00f3s o dil\u00favio, foi o portador da palavra      divina a Deucali\u00e3o, para anunciar que Zeus estava pronto a conceder-lhe a      satisfa\u00e7\u00e3o de um desejo. Por interm\u00e9dio dele, o consumado m\u00fasico Anfi\u00e3o recebeu      a lira, H\u00e9racles a espada, Perseu o capacete de Hades. Ap\u00f3s insistente s\u00faplica      de Atena a seu pai Zeus, foi ele o enviado \u00e0 bela Calipso, com ordens para      que permitisse a partida de Ulisses, h\u00e1 set anos prisioneiro da paix\u00e3o da      ninfa da ilha Og\u00edgia. <\/p>\n   \n<p>Foi quem adormeceu e matou Argos, o gigante de cem olhos, colocado pela ciumenta      Hera como guardi\u00e3o da vaca Io. Levou ao monte Ida, na Fr\u00edgia, as tr\u00eas deusas,      Hera, Atena e Afrodite, para que o pastor P\u00e1ris fosse o \u00e1rbitro na magna querela      provocada por \u00c9ris, acerca da mais bela das imortais. Por ordem expressa de      Zeus, cumpriu a ingrata miss\u00e3o de levar a Prometeu, aguilhoado a uma penedia,      o ultimatum, para que revelasse o grande segredo que tantto preocupava o pai      dos deuses e dos homens. Conduziu o pequeno Dionisio de asilo em asilo, primeiro      para a corte de \u00c1tatmas e depois para o montet Nisa. A ele coube, igualmentet,      a grat\u00edssima tarefa de conduzir Pisqu\u00e9 para o Olimpo, a fim de que se casasse      com Eros.<\/p>\n   \n<p class=\"imagem\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/lab.fabricadelandings.com.br\/portalsaofrancisco\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/hhermes16.jpg\" alt=\"Hermes\" title=\"Hermes\" \/><strong><br \/>\n     Hermes &#8211; Deus Grego<\/strong><\/p>\n   \n<p>Poder-se-iam multiplicar as miss\u00f5es e as comiss\u00f5es de <strong>Hermes<\/strong>,      mas o que interessa mais de perto nesse deus t\u00e3o longevo, que s\u00f3 faleceu,      se \u00e9 que faleceu, no s\u00e9culo XVII, &#8220;s\u00e3o suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo dos      homens, um mundo &#8216;aberto&#8217;, que est\u00e1 em permanente contru\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, sendo      melhorado e superado. <\/p>\n   \n<p>Os seus atributos primordiais &#8211; ast\u00facia e inventividade, dem\u00ednio sobre as      trevas, interesse pela atividade dos homens, psicopompia &#8211; ser\u00e3o continuamente      reinterpretados e acabar\u00e3o por fazer de <strong>Hermes<\/strong> uma figura      cada vez mais complexa, ao mesmo tempo que um deus civilizador, patrono da      ci\u00eancia e imagem exemplar das gnoses ocultas&#8221;. Agilis Cyllenius, o deus      r\u00e1pido de Cilen, como lhe chama Ov\u00eddio nas Metamorfoses, o filho de Maia para      os helenos, era o (l\u00f3guios), o s\u00e1bio, o judicioso, o tipo inteligente do grego      refletido, o pr\u00f3prio L\u00f3gos. <\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> \u00e9 o que sabe e, por isso mesmo, aquele que transmite      toda ci\u00eancia secreta. N\u00e3o sendo apenas um ol\u00edmpico, mas igualmente ou sobretudo      um &#8220;companheiro do homem&#8221;, tem o poder de lutar contra as for\u00e7as      ct\u00f4nias, porque as conhece, como demonstrou Ker\u00e9nyi em sua obra capital sobre      <strong>Hermes<\/strong>. <\/p>\n   \n<p>Todo aquele que recebeu deste deus o conhecimento das f\u00f3rmulas m\u00e1gicas tornou-se      invulner\u00e1vel a toda e qualquer obscuridade. No Papiro de Paris, o deus de      Cilen \u00e9 chamado, por esse motivo, &#8220;o guia de todos os magos&#8221;, (p\u00e1nton      m\u00e1gon arkhegu\u00e9tes). <\/p>\n   \n<p><strong>Atrav\u00e9s do livro de L\u00facio Apuleio sobre a bruxaria, ficamos sabendo      que o feiticeiro o invoca nas cerim\u00f4nias como aquele que transmite conhecimentos      m\u00e1gicos: <\/strong>Solebat aduocari ad magorum cerimonias Mercurius carminum      uector &#8211; &#8220;Merc\u00fario costumava ser invocado nas cerim\u00f4nias dos magos como      transmissor de f\u00f3rmulas m\u00e1gicas&#8221;.<\/p>\n   \n<p><strong>Inventor de pr\u00e1ticas m\u00e1gicas, conhecedor profundo da magia da Tess\u00e1lia,      possuidor de um caduceu com que tangia as almas na luz e nas trevas, foi com      esses atributots que Hermes mereceu estes versos lind\u00edssimos do maior poeta      ocidental da antiguidade crist\u00e3, Aur\u00e9lio Clement Prud\u00eancio (cerca de 348 d.e.c.):      <\/strong>Nec non Thessalicae doctissimus illi magiae; traditur extinctas sumptae      moderamine uirgae; in lucem reuocasse animas; ast alias damnasse neci penitusque      latenti; inmersisse Chao. facit hoc ad utrumque peritus.<\/p>\n   \n<p>Merc\u00fario conhece profundamente a magia da Tess\u00e1lia e contat-se que su caduceu      conduzia as almas dos mortos para as alturas da luz&#8230; mas que condenava outras      \u00e0 morte e as precipitava nas profundezas do abismo entreaberto. Ele \u00e9 perito      em executar ambas as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n   \n<p><strong>Ad utrumque peritus, &#8220;h\u00e1bil em ambas as fun\u00e7\u00f5es&#8221;, isto      \u00e9, versado em conduzir para a luz ou para as trevas:<\/strong> eis a\u00ed o grande      t\u00edtulo de <strong>hermes<\/strong>, o vencedor m\u00e1gico da obscuridade, porque      sabe tudo e, por esse motivo, pode tudo.<\/p>\n   \n<p>Aquele que \u00e9 iniciado pelo luminoso <strong>Hermes<\/strong> \u00e9 capaz de resistir      a todas as atra\u00e7\u00f5es das trevas, porque se tornou igualmente um &#8220;perito&#8221;.<\/p>\n   \n<p>Mesmo ap\u00f3s a grande crise por que passou a religi\u00e3o grega, com o martelamento      dos teplos de seus deuses pelo imperador Fl\u00e1vio Teod\u00f3sio, <strong>Hermes<\/strong>      continuou vitorioso, atrav\u00e9s, claro est\u00e1, de mil vicissitudes.<\/p>\n   \n<p>Assimilado ao deus eg\u00edpcio Tot, mestre da escritura e, por consequ\u00eancia,      da palavra e da intelig\u00eancia, mago terr\u00edvel e patrono dos magos, que, j\u00e1 no      s\u00e9culo V a.e.c., era identificado a <strong>Hermes<\/strong>, como ensina Her\u00f3doto,      bem como ao inventivo e solerte Merc\u00fario romano, o deus de Cilene, com o nome      de <strong>Hermes<\/strong> Trimegisto, isto \u00e9, &#8220;Hermes tr\u00eas vezes M\u00e1ximo&#8221;,      sobreviveu atrav\u00e9s do hermetismo e da alquimia, at\u00e9 o s\u00e9culo XVII.<\/p>\n   \n<p>No mundo greco-latino, sobretudo em Roma, com os gn\u00f3sticos e neoplat\u00f4nicos,      <strong>Hermes<\/strong> Trimegisto se converteu num deus muito importante,      cujo poder varou s\u00e9culos. <\/p>\n   \n<p>Na realidade, <strong>Hermes<\/strong> Trimegisto resultou de um sincretismo,      como j\u00e1 se assinalou, com o Merc\u00fario latino e com o deus &#8220;ct\u00f4nio&#8221;      eg\u00edpcio Tot, o escriv\u00e3o da psicostasia no julgamento dos mortos no Para\u00edso      de Os\u00edris e patrono, na \u00c9poca Helen\u00edstica, de todas as ci\u00eancias, sobretudo      porque teria criado o mundo por meio do l\u00f3gos, da palavra.<\/p>\n   \n<p>Pois bem, em Roma, a partir dos primeiros s\u00e9culos da era crist\u00e3, surgiram      muitos tratados e documentos de car\u00e1ter religioso e esot\u00e9rico que se diziam      inspirar-se na religi\u00e3o eg\u00edpcia, no neoplatonismo e neopitagoricismo. Esse      vasto conjunto de escritos que se acham reunidos sob a ep\u00edgrafe de Corpus      Hermeticum, &#8220;cole\u00e7\u00e3o&#8221; relativa a <strong>Hermes<\/strong> Trimegisto,      fus\u00e3o de filosofia, religi\u00e3o, alquimia, magia e, sobretudo de astrologia,      tem muito pouco de eg\u00edpcio. Desse Corpus Hermeticum muito se aproveitou a      Gnose, em grego (gn\u00f4sis), &#8220;conhecimento&#8221;, que se pode definir como      conhecimento esot\u00e9rico da divindade, que se transmite particularmente atrav\u00e9s      de ritos de inicia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> &#8211; c\u00f3piaromana de um original ateniense &#8211; 425 a.e.c.Os      gn\u00f3sticos com seu gnosticismo, isto \u00e9, sincretismo religioso, uma am\u00e1lgama      graco-eg\u00edpcio-judaico-crist\u00e3o, surgido tamb\u00e9m nos primeiros s\u00e9culos de nossa      era, procuraram conciliar todas as tend\u00eancias religiosas e explicar-lhes os      fundamentos por meio da gnose.<\/p>\n   \n<p>Como judiciosamente acentua Leonel Franca, essa erup\u00e7\u00e3o religiosa se deveu      particularmente pela d\u00favida, o que fez os esp\u00edritos se voltarem para um &#8220;com\u00e9rcio      mais \u00edntimo com a divindade&#8221;. <\/p>\n   \n<p><strong>Diz Lonel Franca:<\/strong> &#8220;Fatigados pelo ecletismo e abatidos      pela d\u00favida, buscam os esp\u00edritos em novos processos de conhecimento e num      com\u00e9rcio mais \u00edntimo com a divindade as bases de uma nova metaf\u00edsica e a natural      expans\u00e3o de sentimentos religiosos a que j\u00e1 n\u00e3o podia satisfazer o Pante\u00f3n      despovoado de Roma.<\/p>\n   \n<p>Desta tend\u00eancia nasceu o neoplatonismo fundado por Am\u00f4nio Saca (176-243),      mas organizado e unificado em corpo de doutrina por Plotino (205-270), seu      disc\u00edpulo.<\/p>\n   \n<p>Viu-se que <strong>Hermes<\/strong>, em troca da &#8220;flauta de P\u00e3&#8221;,      recebeu de Apolo, al\u00e9m do caduceu, li\u00e7\u00f5es de m\u00e2ntica, de poder divinat\u00f3rio.      Foi gra\u00e7as a esse dom do deus de Delfos, que o &#8220;deus alqu\u00edmico&#8221;      fez jus a um templo na Acaia, onde respondia \u00e0s consultas de seus devotos      pelo denominado processo das vozes.<\/p>\n   \n<p>Purificado, provalvelmente com o mais simples processo da ablu\u00e7\u00e3o, o consulente      dirigia-se para o fundo do templo, onde estava a est\u00e1tua de <strong>Hermes<\/strong>      e dizia-lhe baixinho ao ouvido o seu desejo secreto. <\/p>\n   \n<p><strong>Em seguida, tapava fortemente as orelhas com as m\u00e3os e caminhava      at\u00e9 o \u00e1trio do templo, onde, num gesto r\u00e1pido, afastava as m\u00e3os:<\/strong>      as primeiras palavras ouvidas dos transeuntes eram a resposta do or\u00e1culo e      a decis\u00e3o de <strong>Hermes<\/strong>. Esse m\u00e9todo, direto e econ\u00f4mico, popularizou-se,      passando a voz humana &#8220;n\u00e3o provocada&#8221; a ter poders m\u00e1gicos. Afinal      vox populi, vox dei, a voz do povo \u00e9 a voz de Deus.<\/p>\n   \n<p><strong>Hermes<\/strong> teve v\u00e1rios amores e v\u00e1rio filhos. o mais importante      de todos, por\u00e9m, foi Hermafrodito.<\/p>\n   \n<p>A iconografia de <strong>Hermes<\/strong> apresenta-o com um chap\u00e9u de formato      especial, (p\u00e9tasos), o P\u00e9taso; com sand\u00e1lias providas de asas e segurando      um caduceu com duas serpentes entrela\u00e7adas na parte superior.<\/p>\n   \n<p>Hermes Trimegisto foi um deus t\u00e3o importante, que, em Listra, a multid\u00e3o,      ao ver um milagre de Paulo, tomou-o por <strong>Hermes<\/strong> e gritou entusiasmada,      pensando estar diante de deuses, de Paulo e de Barnab\u00e9, sob forma humana,      e isto porque Paulo parecia ser aquele (Herms), (ho heg\u00famenos t\u00fb l\u00f3gu), &#8220;aquele      que lhes dirigia a palavra&#8221;. <\/p>\n   \n<p>Naquel dia, o grande ap\u00f3stolo, em companhia de Barnab\u00e9, deve tr convertido      a muitos, que certamente compreenderam que Paulo n\u00e3o era <strong>Hermes<\/strong>,      nem tampouco o L\u00f3gos, mas um simples instrumento do \u00fanico e verdadeiro L\u00f3gos.    <\/p>\n   \n<p><b>Odsson Ferreira <\/b><\/p>\n   \n<p><b>Refer\u00eancia Bibliogr\u00e1fica<\/b><\/p>\n   \n<p>AUGRAS, Monique. A Dimens\u00e3o simb\u00f3lica. Petr\u00f3polis, Vozes,      1980, P. 66sq;<br \/>\n     BRAND\u00c3O, Junito de Souza. Mitologia Greva Vol II. Petr\u00f3polis, Vozes, 2004;<br \/>\n     COROMINAS, J. Diccionario Cr\u00edtico Etitmol\u00f3gico de la Lengua Castellana, 4      vol. Madrid. Editorial Gredos, 1954, s.u;<br \/>\n     ELIADE, Mircea. Op. cit., p.109;<br \/>\n     FRANCA, S.J. Leeonel. Op. cit., p. 68sq;<br \/>\n     KER\u00c9NYI, K. Hermes der Selenf\u00fchrer. Z\u00fcrich, Rhein-Verlag, 1944. <\/p>\n   \n<p>Fonte:  www.templodeapolo.net<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hermes, Merc\u00fario, Deus, Grego, Hist\u00f3ria, Mitologia Grega, Romana, Lenda, Mito, Mensageiro, Quem foi, Hermes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12313,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-21294","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-geral"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v28.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Hermes - Portal S\u00e3o Francisco<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"noindex, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_US\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Hermes - 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